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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Nestle Faces Coffee Capsule Lawsuit in France ZURICH

Nestle Faces Coffee Capsule Lawsuit in France ZURICH
(AFP)--
Nestle SA (NESN.VX) faced a fresh legal challenge to itsNespresso coffee capsule business when a rival said Wednesday it had filed alawsuit against the food giant in France. The Swiss generic capsule maker Ethical Coffee Company, which has won legalbattles against Nestle for the right to market its biodegradable capsules inGermany and Switzerland, claims Nestle has tried to discredit its products inFrance via its Nespresso club, internet blogs and distributors. "Basically we want to stop this slurring and disloyal competition," ECC chiefexecutive and founder Jean-Paul Gaillard told AFP, accusing Nestle of providing"false information" to "smear our products." Nestle told AFP in an email that the ECC allegations were "unfounded",insisting it always acted according to the principles of free and fair tradeand that it abided by "all applicable laws and regulations." "We vigorously object to these unfounded declarations and we look forward topresenting our arguments within the appropriate framework," Nestle Nespresso'sgeneral counsel Daniel Weston said, adding that the ECC allegations "were partof a recurrent pattern." A source close to ECC said on condition of anonymity that the lawsuit soughtdamages of more than 50 million euros ($65 million). Gaillard, who jumped ship as Nespresso managing director to create ECC in2008, insisted that the company had no choice but to bring its battle to court. "When we launched [the capsules] we knew there would be a fight," he toldAFP, adding that there was "no problem with a normal fair fight betweencompanies, but when it becomes unfair there is only one way to go, and that isthe courts." ECC launched its capsules in France in 2010 and in nine other Europeancountries in 2011. The French sector represents around 60% of ECC's turnover,it said. In a bid to protect Nespresso's capsule sales, which hit CHF3 billion Swissfrancs in 2011, Nestle fought back with lawsuits in several countries. But the food giant suffered a double blow in July when Swiss and Germancourts decided not to grant an injunction against the sale of ECC'sbiodegradable coffee capsules. The overall market for such capsules is expected to reach over $8.0 billionby 2014.

At 54 million Brazil is expected to harvest a record ,Fueled by Conillons,

Fueled by Conillons,
 At 54 million Brazil is expected to harvest a record “low” cropBrazil’s total coffee output in 2013 may reach 54 million bags, a record for the smaller crop of the biennial harvest.While Brazil is the coffee largest producer, its components are as follows:■Largest unwashed arabica■2nd Robusta Producer■2nd/3rd Washed Arabica ProducerThe bumper low cycle crop comes from the continuous expansion of conillon (robusta) production in Brazil.  It is not that arabica production doesn’t fall, following the traditional pattern, even with the enhanced care that high prices allowed.  It is more that conillon production keeps gaining and becoming a larger share of the total production.Brazil is by far the second largest producer of Robusta, and nowhere on the world is robusta production growing as fast as in Brazil;  encouraged by huge profit margins derived from high productivity and low costs.This matches a global pattern of explosive robusta demand, both in the form of replacement, as a world hit by the crisis looks for the cheaper, and of fresh new demand in emerging markets.

Mercado externo influencia e café vai às mínimas de 30 meses na ICE

Mercado externo influencia e café vai às mínimas de 30 meses na ICE
   Os contratos futuros de café arábica negociados na bolsa de Nova Iorque encerraram esta terça-feira com novas baixas, após voltarem a flutuar nos menores patamares de 30 meses. Vendas especulativas e de fundos deram o tom dos negócios, com o café seguindo outras commodities e setores econômicos que demonstraram temor com a manutenção do imbróglio envolvendo o "abismo fiscal" nos Estados Unidos.  A terça-feira foi iniciada com a perspectiva de que o mercado continuaria "preso" em um nível próximo dos 150,00 centavos, sem um grande direcionamento. Mais uma vez, os altistas não conseguiram levar o mercado a buscar patamares básicos, o que abriu espaço para algumas novas vendas especulativas. Mesmo diante de um quadro amplamente sobrevendido, o que se observou foram liquidações mais efetivas e cotações chegando a tocar nas mínimas da última semana, seguindo, principalmente, o clima de fraqueza também do segmento macroeconômico. A aversão a riscos aumentou consideravelmente no dia, com quedas efetivas para várias commodities, como alguns segmentos softs, petróleo e ouro. As bolsas de valores nos Estados Unidos conseguiram fechar com estabilidade, ao passo que o dólar registrou perdas em relação a uma cesta de moedas internacionais.  No encerramento do dia, o março em Nova Iorque apresentou queda de 235 pontos, com 148,35 centavos, sendo a máxima em 152,15 e a mínima em 147,10 centavos por libra, com o maio tendo desvalorização de 240 pontos, com a libra a 151,20 centavos, sendo a máxima em 154,75 e a mínima em 150,00 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição janeiro teve queda de 30 dólares, com 1.877 dólares por tonelada, com o março tendo desvalorização de 29 dólares, com 1.881 dólares por tonelada.  De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado pela manutenção da força dos baixistas, que testaram novas mínimas no nível de 147,00 centavos, diante da falta de consistência dos compradores. Alguns desses analistas ressaltaram que o mercado continua focado em uma perspectiva de safra elevada em diversos mercados globais, o que permitiria que a disponibilidade de café fosse bastante efetiva.  Alguns participantes sustentam que Colômbia, centro-americanos e vietnamitas estariam fornecendo um volume expressivo de café, ao passo que o Brasil teria colhido uma safra recorde. "Esses players, no entanto, não estariam fazendo um exercício básico para mercados de commodities, que é o de avaliar o que vai ocorrer a frente.  Sabemos que os estoques estão em níveis bastante sofríveis e também sabemos que o Brasil vai ter uma safra menor em 2013, por conta da bienalidade, além de alguns centro-americanos sofrerem com doenças do café, como a ferrugem. Diante disso, a perspectiva de disponibilidade no ano que vem não será das mais animadoras, mas, até o momento, o mercado não vem refletindo isso", disse um trader.  A economia global voltou a demonstrar nervosismo nesta terça-feira após o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ter indicado que a Casa Branca não seguirá uma proposta dos republicanos para a contenção do "abismo fiscal". O presidente continua a insistir em aplicar mais impostos na população mais abastada e manter alguns programas sociais. Com essa colocação, o mercado leu claros sinais de que um grande impasse se mantém sobre a questão, que deve ser resolvida até o final deste mês.  Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 4.337 sacas, indo para 2.504.749 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 17.815 lotes, com as opções tendo 2.685 calls e 3.400 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem uma resistência em 152,15, 152,50, 153,00, 153,15, 153,50, 154,00, 154,50, 154,90-155,00, 155,50, 156,00, 156,20-156,25, 156,50, 157,00, 157,15, 157,50, 158,00, 158,50 e 159,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 147,10-147,00, 146,50, 146,00, 145,50, 145,10-145,00, 144,50, 144,00, 143,50, 143,00, 142,50, 142,00 e 141,50 centavos por libra.   
 Londres sofre com vendas especulativas e fica abaixo de referencial  
 Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta terça-feira com quedas, que fizeram com que a posição março voltasse a flutuar abaixo do nível psicológico de 1.900 dólares, no menor patamar desde 26 de novembro.  O dia foi caracterizado por liquidações especulativas, que se tornaram mais agudas ao final do pregão, refletindo um aumento do mau humor dos mercados externos, principalmente quanto a situação macroeconômica.  De acordo com analistas internacionais, após chegar a registrar alguns ganhos no início da sessão, o café foi, progressivamente, sofrendo a pressão das vendas especulativas, seguindo outros mercados e também os arábicas em Nova Iorque, até culminar no nível de baixa de 1.871 dólares. Nesse patamar, algumas aquisições de comercias e recompras chegaram a ser observadas, mas que apenas auxiliaram para desacelerar ligeiramente as baixas. "Com o desânimo externo e com os arábicas flutuando nos menores níveis de preço em 30 meses, a pressão foi forte para os robustas e voltamos a fechar em baixa e a romper o referencial de 1.900 dólares. Os mercados externos continuam a exercer grande influência e não conseguimos observar uma força mais relevante no segmento cafeeiro para divergir do clima ruim do ambiente macro", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de janeiro com uma movimentação de 6,73 mil lotes, com o março tendo 4,01 mil lotes negociados. O spread entre as posições janeiro e março ficou em 4 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição janeiro teve queda de 30 dólares, com 1.877 dólares por tonelada, com o março tendo desvalorização de 29 dólares, com 1.881 dólares por tonelada.
   PERSPECTIVA CAMBIO E JUROS: Saída de divisa deve pressionar alta de dólar 
 São Paulo, 4 de dezembro de 2012 -
Apesar da queda nos dos últimos dias, odólar comercial poderá voltar a sofre pressão de alta com a tendência de saída de divisa do país e a maior demanda por moeda estrangeira no final do ano, aponta Maurício Nakahodo, consultor de pesquisas econômicas do Banco de Tokyo-Mitsubishi.  
"No final do ano temos muitas remessas de lucro de dividendo e tendência de saída de dólar que pode pressionar o câmbio para cima. Muitas empresas também já estão fazendo suas estratégias de headge para o ano que vem, alémda preocupação com abismo fiscal nos Estados Unidos também colaborar com a tendência de alta", explica Nakahodo.
  O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com queda de 0,18% a R$2,1140 para compra e R$ 2,1160 para venda. Durante o dia, a divisa oscilou entre a mínima de R$ 2,1010 e a máxima de R$ 2,1260.   No mercado futuro, o contrato de dólar com vencimento em janeiro de 2013 caiu 0,16%, a R$ 2.128,500.   Ontem, após a moeda atingir a cotação de R$ 2,14, o Banco Central (BC) voltou a atuar com leilão de swap, segurando o avanço da moeda norte-americana.   
Juros   A maioria dos contratos futuros de Depósito Interfinanceiro (DI) encerrou opregão da BM&FBovespa de hoje em queda, pelo terceiro pregão consecutivo. Segundo Nakahodo, a queda mais acentuada dos DIs hoje reflete a produção industrial fraca divulgada hoje pelo IBGE. "Apesar da expansão, a produção industrial frustrou as expectativas e derrubou os juros hoje", diz o consultor de pesquisas econômicas do Banco de Tokyo-Mitsubishi. 
 De acordo com dados do IBGE, a produção industrial brasileira avançou 2,3% em outubro na comparação anual, interrompendo a trajetória de 13 meses consecutivos de taxas negativas neste tipo de comparação. Em relação a setembro, o indicador avançou 0,9%, após registrar queda de 0,6% em setembro. No ano, a produção industrial acumula queda de 2,9%. 
      O mercado estimava que a produção industrial brasileira registrasse aumento de 2,55% no mês de outubro, na comparação com igual mês do ano anterior, conforme a mediana das projeções do Termômetro CMA.    
   Mais líquido, o contrato para janeiro 2014 caiu de 7,17% para 7,10%, movimentando R$ 57,8876 bilhões, seguido do para janeiro de 2015, que cedeu de 7,76% para 7,60%, com giro de R$ 29,273 bilhões.        Entre os DIs com vencimento no curto prazo, o para julho de 2013 recuou de 7,05% para 7,04% (R$ 21,553 bilhões) e o janeiro de 2013 passou de 7,108% para 7,100% (R$ 11,918 bilhões).        Em relação aos contratos de longo prazo, o para janeiro de 2017 recuou de 8,68% para 8,52% (R$ 12,046 bilhões) e o para janeiro de 2016 caiu de 8,33% para 8,18% (R$ 7,622 bilhões).   O número de contratos negociados atingiu 1.888.059, uma alta de 53,91% quando comparado aos negócios realizados no pregão de ontem. O volume financeiro somou R$ 167,862 bilhões.

   MERCADO EUA: Falta de acordo sobre abismo fiscal influencia perdas 
 São Paulo, 4 de dezembro de 2012 - Os índices do mercado de ações dos Estados Unidos encerraram as negociações de hoje em ligeira queda, refletindo a falta de acordo dos membros do congresso sobre medidas para resolver as questões fiscais do país. O Dow Jones perdeu 0,11%, em 12.951,78 pontos; o S&P500 recuou 0,17%, em 1.407,05 pontos; e o Nasdaq Composto teve retração de 0,18%, em 2.996,69 pontos.   Em um dia sem indicadores econômicos relevantes, as atenções dos agentes de mercado ficaram voltadas para as negociações no Congresso para resolver o chamado "abismo fiscal". O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reafirmou hoje em uma entrevista que o governo e o Congresso possuem a habilidade para resolver a questão do abismo fiscal. No entanto, é preciso garantir um plano que equilibre cortes de gastos e aumento de receitas.   
     "Para sermos sérios em reduzir o déficit e investir em educação, pesquisa e proteger a classe média, precisaremos aumentar os impostos sobre os mais ricos", disse. "A questão não é apenas sentar em uma sala [com republicanos e democratas], mas o reconhecimento que teremos de levantar receitasuficiente e fazer cortes". 
 O presidente da Casa dos Representantes do Congresso, o republicano John Boehner, porém, continuou defendendo que Obama apresente uma proposta que não inclua aumento nos impostos dos mais ricos. Se o presidente realmente quer evitar o abismo fiscal, ele não fez nada para evitar isso", afirmou. Pelo contrário, apontou Boehner, Obama ofereceu um plano que não poderia ser aceitonem pela Casa dos Representantes - que é a câmara baixa do Congresso - e nem pelo Senado. 
 Mais cedo, os índices chegaram a operar em alta por um momento, após a divulgação do índice que mede a atividade econômica da cidade de Nova York. O indicador, que foi o único divulgado hoje, subiu para 52,5 pontos em novembro, ante os 45,9 pontos registrados em outubro, informou o Instituto de Gerência e Oferta (ISM, na sigla em inglês). Em novembro de 2011, o índice marcou 49,9 pontos. Toda leitura abaixo de 50 pontos mostra contração, enquanto acima de 50 pontos indica expansão da atividade.  

   PERSPECTIVA: Dados de trabalho e indústria dos EUA podem estimular mercado
  São Paulo, 4 de dezembro de 2012 - A divulgação de dados do mercado de trabalho e do setor industrial nos Estados Unidos deve influenciar o movimento do Ibovespa no pregão de amanhã. Estes indicadores, caso venham em linha ou umpouco melhores que o esperado, podem estimular um movimento de alta na bolsa brasileira, de acordo com a expectativa de especialistas.   Henrique Kleine, economista da Magliano Corretora, afirma que os investidores brasileiros têm operado muito em função de notícias e indicadores externos. "Esses números podem animar as bolsas lá fora se vierempositivos, refletindo no mercado brasileiro", comenta.   Os dados do mercado de trabalho são o principal destaque do dia, de acordo com André Perfeito, economista da Gradual. "Os números de amanhã vão dar ainda o tom de como deve vir o relatório oficial de emprego norte-americano, que sai na sexta-feira", ressalta.     Às 11h15, será divulgado o número de vagas criadas pelo setor privado norte-americano em novembro. Em outubro, foram criados 158 mil postos de trabalho. O mercado estima que foram abertas 125 mil vagas no setor privado em novembro. Ainda nos Estados Unidos, o Departamento do Comércio informa, às 13h, as encomendas às fábricas de outubro. Em setembro, houve alta de 4,8% em relação a agosto. A expectativa é de queda de 0,1%. 
 Outro indicador importante é o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços da China, relativo a novembro, que serádivulgado na noite de hoje. Apesar de considerar mais relevantes os números sobre o setor industrial do país, que já foram divulgados na semana passada, omercado acompanha com atenção indicadores chineses, diz Perfeito.   
        O leilão de títulos da dívida na Espanha, previsto para amanhã, também pode influenciar o mercado. O governo espanhol deve vender de 3,5 a 4,5 bilhõesde euros em títulos com vencimento em 2015, 2019 e 2022. "A Espanha ainda não aceitou ajuda internacional, fazendo com que o mercado siga olhando para a Europa", afirma Kleine.   No pregão de hoje, o Ibovespa encerrou o dia em queda, influenciado pela permanência das preocupações com o abismo fiscal nos Estados Unidos. O principal índice da BM&FBovespa caiu 1,10%, aos 57.563 pontos. O volume negociado na bolsa foi de R$ 6,8 bilhões.   Kleine afirma que a questão do abismo fiscal segue indefinida e pode continuar pressionando as bolsas. O republicano John Boehner, presidente da Casados Representantes norte-americana, afirmou hoje que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, "tem a obrigação" de oferecer uma proposta para redução do déficit do país que possa ser aprovada tanto pelas duas câmaras do Congresso.   O economista da Magliano afirma ainda que as declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, acabaram desanimando os investidores, apesar dos estímulos para o setor de construção civil. No início do dia, as medidas estimularam os ganhos nas empresas do setor, mas os papéis não sustentaram o movimento. "Ficou claro que alguns objetivos traçados pelo governo para a economia brasileira não foram atingidos. Isso mostra que o governo segue tendo de dar incentivos, o que não agradou o mercado", considera.     O pessimismo do mercado influenciou na queda das blue chips. As PNAs da Vale(VALE5) caíram 1,69%, a R$  36,06, e registraram o maior giro financeiro, de R$ 508,483 milhões. Em seguida, as preferenciais da Petrobras (PETR4) cederam 0,94%, a R$ 18,82, movimentando R$ 452,273 milhões, e as Itaú Unibanco (ITUB4)recuaram 1,09%, a R$  32,64, a R$ 308,999 milhões.      A maior queda do índice foi da Marfrig (MRFG3), que recuou 15,49%, a R$ 9,05, no dia da precificação da sua oferta pública primária de ações. Na avaliação de Leandro Martins, analista-chefe da Walpires Corretora, os papéis deverão seguir em queda no médio prazo após terem rompido a barreira dos R$ 10 no pregão de hoje. O preço registrado hoje foi o menor desde 2 de agosto, quando foi atingido o patamar de R$ 9,02. Ontem, as ações da companhiatambém tiveram forte baixa, fechando com desvalorização de 7,67%.   No sentido inverso, o maior ganho foi da MMX (MMXM3), mineradora do grupo EBX, com alta de 6,18%, a R$ 3,95, após o conselho de administração da companhia ter aprovado um aumento de capital de R$ 1,37 bilhão por meio de subscrição privada de novas ações.   Os índices das bolsas norte-americana terminaram o dia em campo negativo. ODow Jones perdeu 0,11%, em 12.951,78 pontos; o S&P 500 recuou 0,17%, em 1.407,05 pontos; e o Nasdaq Composto teve retração de 0,18%, em 2.996,69 pontos.   Os contratos futuros do petróleo internacional encerraram as negociações de hoje em queda. Na plataforma ICE, os futuros do Brent com vencimento em janeiro perderam 0,97%, a US$ 109,84 o barril. Na Nymex,os futuros do WTI para omesmo mês tiveram queda de 0,66%, a US$ 88,50 o barril.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Record Brazil Coffee Crop Cuts Costs for Starbucks:

Record Brazil Coffee Crop Cuts Costs for Starbucks:
 Commodities Record coffee harvests in Brazil, the biggest grower, are compounding a global glut of arabica used by Starbucks Corp. (SBUX) and Dunkin’ Donuts Inc. Brazilian farmers will reap 50.8 million bags in 2013, a record for a so-called low-crop season, according to the median of nine analyst estimates compiled by Bloomberg. The harvest reached 55.9 million 60-kilogram (132-pound) bags in 2012, an all-time high for a peak year. Output usually drops in alternate years because of growing cycles. Prices may fall 13 percent to $1.311 a pound by June 30, the average of 14 predictions shows Futures slumped about 50 percent since May 2011, as the highest prices in 14 years spurred Brazilian farmers to boost supply. Their exports jumped 54 percent to $8.7 billion in 2011. The flood of beans has continued and stockpiles tracked by the ICE Futures U.S. exchange are headed for the biggest annual gain in more than a decade. Rising costs and concern that economies are slowing encouraged roasters and consumers to favor cheaper robusta beans. “There’s a significant crop coming from Brazil if the weather continues to be favorable,” said Claudio Oliveira, the head of trading at Castlestone Management LLC in New York, which manages about $500 million of assets. “Abundant supply is the driving force in the market.” Worst Performer Futures fell 33 percent to $1.5125 this year, the biggest retreat of the 24 commodities tracked by Standard & Poor’s GSCI Spot Index, which gained 0.5 percent. Most agricultural products advanced this year, with records in corn and soybeans as drought parched crops from Australia to Russia to the U.S. The MSCI All- Country World Index of equities rose 11 percent. Treasuries returned 2.6 percent, a Bank of America Corp. index shows. Brazil had record harvests in two of the past three seasons, almost doubling output in about a decade and now accounting for 38 percent of global supply, U.S. Department of Agriculture data show. About 72 percent of the country’s crop was arabica this year and the rest robusta, typically used in espressos. Minas Gerais, Brazil’s top arabica-growing state, harvested 25.87 bags per hectare this year, up from 18.75 bags in 2004, according to Conab, the government’s crop forecasting agency. That’s adding to a global crop the USDA estimates will expand 7.5 percent to a record 147.9 million bags this season. Frost Risks Frost during Brazil’s winter in June and July may limit the drop in prices, said Marco Antonio dos Santos, an agronomist with Sao Paulo-based forecaster Somar Meteorologia. The last severe frost to limit output was in 1994, when a low-season harvest plunged 36 percent the following season, according to data from the International Coffee Organization in London. “A lot of the optimism about Brazil’s crop has pretty much been factored in, and any weather disturbances could take off 3 to 4 million bags,” said James Cordier, the Tampa, Florida- based founder of Optionsellers.com, a Commodity Trading Advisor. Economic stimulus by central banks and governments from China to Europe to the U.S. also may revive global growth and boost demand for all commodities, said Kona Haque, an analyst with Macquarie Bank Ltd. in London. Some markets are already expanding, including in Brazil itself, where consumption jumped 12 percent in the three years to 2011, ICO data show. Arabica cost almost three times more than robusta by September 2011, from a premium of about 39 percent in 2008. That’s since narrowed to about 74 percent as roasters switched blends to use the cheaper beans. Robusta traded on London’s NYSE Liffe exchange rallied 5.8 percent to $1,914 a metric ton (86.8 cents a pound) this year. Robusta Switch Robusta will rise to 46 percent of global coffee demand this year, from 40 percent in 2010, according to Volcafe. Consumption of the cheaper bean will rise 6 percent to 66.6 million bags this season as arabica advances 1 percent to 78.6 million, the Winterthur, Switzerland-based company estimates. The demand is encouraging more robusta supply, which Volcafe predicts will exceed demand by 1.4 million bags in 2012- 2013, led by gains from Vietnam and Indonesia. Arabica output will surpass consumption by 6.3 million bags, Volcafe estimates. Hedge funds and other large speculators had their most bearish bets on arabica since at least 2006 in the week ended Nov. 20, U.S. Commodity Futures Trading Commission data show. They have been wagering on lower prices in all but two weeks since February. OECD Estimate The 34-member Organization for Economic Cooperation and Development warned of the risk of a “major” global recession on Nov. 27, and the International Monetary Fund has cuts 2013 global growth forecasts twice since July, to 3.6 percent. Growth in coffee consumption will slow to 2 percent this year, from 4.5 percent in 2011, according to the USDA. The 17-nation euro area tumbled back into recession last quarter, and economists surveyed by Bloomberg expect Japan to do the same this quarter. U.S. leaders have yet to resolve the so- called fiscal cliff of automatic taxes rises and spending cuts, which the Congressional Budget Office has warned risks shrinking the world’s biggest economy. While that may be slowing growth in coffee consumption, it’s also lowering prices. Starbucks, the world’s largest coffee-shop owner, will have “significantly lower” costs at the end of its fiscal year in September than at the start, Chief Financial Officer Troy Alstead told analysts on a conference call Nov. 1. The Seattle-based company expects to save $100 million this year from “favorable commodity costs,” he said. Shares of the company advanced 13 percent this year. Folgers Brand J.M. Smucker Co. (SJM), the maker of the Folgers brand, expects lower costs for commodities including coffee to be “favorable” for earnings, CFO Mark R. Belgya told investors Nov. 16. The Orrville, Ohio-based company will report an 18 percent gain in net income to $541.8 million in its fiscal year ending in April, the mean of eight analyst estimates compiled by Bloomberg show. Shares of the company rose 14 percent this year. More sales and lower commodity prices are helping franchisees to be “more profitable than ever,” Nigel Travis, Chief Executive Officer of Canton, Massachusetts-based Dunkin’ Brands Group Inc. (DNKN) told investors Oct. 25. The fast-food chain, with more than 10,000 stores, sells about 1.5 billion cups of coffee a year and buys only arabica. “When you go back a few years, except for a few spikes in the middle of last year, coffee likes to be between $1 and $1.20,” said Michael Smith, the president of T&K Futures and Options in Port St. Lucie, Florida. “We’re way above the mean of where it’s supposed to be. I think it could come down to a $1 in the first quarter of next year.”





Sem um rumo concreto, café fecha estável na ICE Futures
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram um dia "lateralizado", com os preços tentando, pela manhã, buscar alguns níveis de baixa sem sucesso e, na sequência, buscando impulsionar ganhos, também sem prosseguimento. Com isso, as cotações encerraram o dia próximas da estabilidade, sem um direcionamento mais concreto, com o março conseguindo se posicionar acima do nível psicológico de 150,00 centavos.
O mercado dá sinais de tranquilidade e alguns operadores começaram a realizar as tradicionais contabilidades de final de ano. Um operador ressaltou que, ante a falta de novidades e também com as questões técnicas dominando as ações na bolsa, o mercado tende a se estabilizar próximo de intervalos mais efetivos.
A expectativa inicial era que o março tivesse consistência para girar próximo do nível de 160,00 centavos, no entanto, com as quedas expressivas do final de semana passado, esse nível ficou um pouco mais distante, com a referência, por enquanto, sendo o nível de 150,00 centavos.
Tecnicamente, o café ainda sofre com um viés baixista mesmo no curto prazo, apesar de o mercado se mostra efetivamente sobrevendido. No longo prazo, cenário inalterado. O sentimento baixista já perdura por um considerável período e análises de referenciais de longo prazo, como o da média móvel de 200 dias, continuam a apontar para uma tendência de retração.
Fundamentalmente, o mercado não registra novidades. O governo da Colômbia indicou, ao longo do final de semana, que quer implantar um conselho de experts para levantar sugestões de políticas para o setor cafeeiro local, que sofre por mais de três temporadas com números fracos de produção e sem a perspectiva de recuperar rapidamente os níveis anteriores de safra.
No encerramento do dia, o março em Nova Iorque apresentou alta de 10 pontos, com 150,70 centavos, sendo a máxima em 153,15 e a mínima em 148,90 centavos por libra, com o maio tendo valorização de 10 pontos, com a libra a 153,60 centavos, sendo a máxima em 155,85 e a mínima em 151,80 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição janeiro teve queda de 7 dólares, com 1.907 dólares por tonelada, com o março tendo desvalorização de 10 dólares, com 1.910 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por altas e baixas em Nova Iorque, sem, contudo, assumir um direcionamento concreto. Os mercados externos pouco influenciaram no comportamento do café. As bolsas de valores nos Estados Unidos operaram de lado, com variações mínimas, assim como o dólar.
Operações de maior risco, como as commodities, também poucas variações tiveram. "Nesse clima de poucas oscilações, o café também não teve maiores emoções e conseguimos controlar o ímpeto de baixa da manhã, ao passo que as altas do meio do dia também não conseguiram ser sustentadas", apontou um trader.
As exportações brasileiras de café em novembro alcançaram 2,504 milhões de sacas, o que representa redução de 10% em relação a igual mês do ano passado (2,783 milhões de sacas). Em termos de receita cambial houve queda de 34,2% no período, para US$ 528,5 milhões em comparação com US$ 803,6 milhões em novembro de 2011. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Quando comparada com o mês anterior, a exportação de café em novembro apresentou queda de 6,2% em termos de volume, pois em outubro passado o país embarcou 2,669 milhões de sacas. A receita cambial foi 7,4% menor, considerando faturamento de US$ 570,8 milhões em outubro.
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 6.088 sacas, indo para 2.500.412 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 14.965 lotes, com as opções tendo 5.448 calls e 2.566 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem uma resistência em 153,15, 153,50, 154,00, 154,50, 154,90-155,00, 155,50, 156,00, 156,20-156,25, 156,50, 157,00, 157,15, 157,50, 158,00, 158,50 e 159,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 148,90, 148,50, 148,00, 147,50, 147,10-147,00, 146,50, 146,00, 145,50, 145,10-145,00, 144,50, 144,00, 143,50, 143,00, 142,50, 142,00 e 141,50 centavos por libra.
Café não sai do intervalo e encerra dia com queda em Londres
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta segunda-fera com quedas, ainda que modestas, em uma sessão com um volume comercializado dentro da média recente da bolsa britânica.
Na primeira parte do dia, o janeiro chegou a testar um nível abaixo do patamar psicológico de 1.900 dólares, no entanto, com algumas recompras, as perdas desaceleraram consideravelmente.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por uma tentativa de ganhos frustrada, ao janeiro não conseguir romper o patamar de 1.925 dólares. Com isso, algumas novas vendas foram empreendidas e possibilitaram que a primeira posição tocasse a mínima de 1.888 dólares. No entanto, assim como verificado na semana anterior, abaixo dos 1.900 dólares, recompras e aquisições de comerciais foram reportadas. "Desse modo, não conseguimos, mais uma vez, alongar essas perdas. O mercado está tranqüilo e tendo a girar ao redor desse patamar de 1.900 dólares, já que não observamos força mais consistente para buscar baixas mais efetivas e também para ampliar os ganhos. Mais do mesmo", disse um trader.
O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de janeiro com uma movimentação de 6,81 mil lotes, com o março tendo 3,70 mil lotes negociados. O spread entre as posições janeiro e março ficou em 3 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição janeiro teve queda de 7 dólares, com 1.907 dólares por tonelada, com o março tendo desvalorização de 10 dólares, com 1.910 dólares por tonelada.
Dólar bate R$ 2,14 e BC atua três vezes
As três intervenções de ontem do Banco Central no câmbio foram incapazes de
derrubar o dólar para abaixo de R$ 2,12, indicando demanda reprimida por moeda
física. Agora, além do debate sobre até onde o BC permitirá que a divisa
americana suba, aumentam especulações sobre quando a autoridade monetária
voltará a vender no mercado à vista.
Ontem, a moeda fechou em queda de 0,52%, a R$ 2,120, após bater máxima de R$
2,139. O BC anunciou, pela manhã, o primeiro leilão de swaps tradicionais do
dia. Dos 40 mil contratos ofertados, todos para janeiro, colocou 28,2 mil,
equivalentes a US$ 1,089 bilhão. O dólar passou a cair mas, mesmo assim, o BC
voltou a intervir, anunciando segundo leilão de swaps tradicionais, no qual
colocou todos os 20 mil contratos com vencimento em janeiro.
Com as duas operações, além de antecipar o vencimento de todos seus swaps
reversos para janeiro, ainda assumiu posição vendida de US$ 211,3 milhões em
swaps. A última vez que o BC promoveu dois leilões de swap tradicional foi há
quatro anos, em 5 de dezembro de 2008.
Segundo Sidnei Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora, o BC acreditava que
ao não rolar os contratos de swap reverso que venceram ontem, poderia segurar a
alta da moeda. Como mesmo após os dois leilões o dólar não cedeu, o mercado
mostrou que quer moeda à vista, disse.
"Pela não rolagem e com as ofertas novas, o efeito de venda foi de US$ 3,59
bilhões, o que não é pouco, e o resultado não foi suficiente para impactar a
taxa e trazê-la abaixo de R$ 2,10", disse. Para Nehme, as intervenções mostram
a disposição do BC em trazer o dólar de volta para abaixo de R$ 2,10 que crê
ser o teto da banda cambial.
O diretor de câmbio da Fair Corretora, Mario Battistel, também vê o teto da
banda em R$ 2,10. Ele, porém, acredita que ela poderá permanecer um tempo mais
longo acima desse patamar, enquanto o BC avalia a força da tendência de alta da
moeda americana.
"Até o fim de dezembro, o BC pode ficar mais confortável em deixar subir para
R$ 2,15, contato que a alta não seja no vazio, puramente especulativa", disse.
No meio da tarde, o BC interveio pela terceira vez, realizando leilão conjugado
de venda e compra de dólares no valor de US$ 5 bilhões. Nessa operação, a
autoridade monetária vende moeda à vista, para recomprá-la após prazo
determinado - no caso, parte em janeiro e parte em fevereiro. Essa foi a
primeira vez que o BC realizou esse tipo de operação desde dezembro do ano
passado, quando não aceitou nenhuma proposta. O último leilão conjugado em que
houve negócio foi em abril de 2009.
Segundo Nehme, o leilão conjugado tem como objetivo aliviar um pouco mais a
pressão sobre a moeda, ao garantir parte da oferta de dólar físico necessário
no período de fim de ano, quando aumenta o volume de remessas de lucros de
empresas estrangeiras no país.
"Isso alivia, mas não me parece que vá resolver. O mercado precisa de dólares à
vista para compensar um fluxo cambial menos favorável", disse. "O cenário
sugere que o fluxo cambial piorou e que os bancos estão 'pedindo' leilão de
venda à vista."
Para os próximos dias, há grandes chances de o BC ser forçado a atuar no
mercado à vista para saciar a demanda do mercado por moeda física e cobrir as
remessas de lucros do período, disse Tony Volpon, diretor-executivo da Nomura
Securities. Isso mesmo após as atuações, que demonstraram "responsabilidade" na
condução da política cambial ao evitar uma alta mais acelerada do dólar.
"Se [o BC] deixar o câmbio caminhar muito rapidamente sem dar à economia real
tempo para se reajustar, pode piorar muito nossos já debilitados níveis de
investimento e crescimento", disse Volpon. "Caminhamos para R$ 2,30, mas vai
ter que ser de forma gradual."
Para Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor de política monetária do BC, hoje
economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio, porém, o estímulo à
atividade econômica por meio do real desvalorizado não é tão direto.
"As importações de bens de capital, que estão bastante correlacionadas ao
investimento, acabam sendo dificultadas pela alta do dólar. E o investimento é
justamente um dos elementos que têm travado o crescimento da economia", disse,
lembrando os dados decepcionantes do PIB do terceiro trimestre, divulgados na
sexta-feira.
A última vez que o BC inteveio três vezes num único dia no mercado foi em 27 de
julho de 2011. Na ocasião a situação era inversa à de ontem e as atuações foram
para elevar o preço do dólar.
Ações recuam nos EUA com dado negativo
Os principais índices acionários da Europa encerraram o pregão de ontem em
terreno positivo. Isso mesmo com os ganhos registrados ao longo dos negócios -
estimulados pela alta dos índices dos gerentes de compras (PMI, na sigla em
inglês) de China, zona do euro e Reino Unido - tendo diminuído após a
divulgação do ISM de atividade industrial dos Estados Unidos.
O índice FTSE 100, da bolsa de Londres, subiu 0,13%, aos 5.874,20 pontos;
CAC-40, de Paris, ganhou 0,32%, aos 3.568,80 pontos; e DAX, de Frankfurt,
avançou 0,36%, aos 7.432,30 pontos. O FTSE Mib, da bolsa de valores de Milão,
subiu 0,33%, aos 15.860,00 pontos. Na contramão, o Ibex 35, de Madri, caiu
0,72%, aos 7.877,50 pontos.
Especialmente na Europa, foi bem recebido pelo mercado o anúncio do plano de
recompra de até ? 10 bilhões em títulos da dívida pelo governo da Grécia.
A alta do PMI industrial da China, para 50,5 pontos em novembro, favoreceu a
abertura dos pregões das bolsas de valores, que ainda tiveram um reforço dos
índices da zona do euro e do Reino Unido, que subiram para 46,2 e 49,1 pontos
no mês passado.
Em Nova York, as ações também chegaram a abrir em alta, mas perderam força
depois do Instituto para Gestão de Oferta informar que seu índice de atividade
industrial caiu para 49,5 em novembro - menor nível em quase três anos -,
contrariando as expectativas dos analistas de uma leitura em 51,3. Um resultado
abaixo de 50 indica contração da atividade. O dado colocou em evidência uma
perspectiva menos positiva para a economia americana, que se soma ao nervosismo
relacionado à indefinição fiscal (o chamado "abismo fiscal") que o país
enfrenta.
O índice Dow Jones encerrou o pregão com perdas de 0,46%, aos 12.965,60 pontos.
O Standard & Poor's 500 caiu 0,47%, a 1.409,46 pontos. O Nasdaq Composite
perdeu 0,3%.
Os investidores estão lutando com um ambiente político incerto, uma vez que a
Casa Branca e o Congresso têm apenas quatro semanas para evitar uma crise, que
seria deflagrada com a entrada em vigor de uma série de aumentos de impostos e
cortes nos gastos em 1 de janeiro.
"Tivemos a primeira parte de notícias negativas desta semana, a leitura do
setor industrial [americano]", disse Kent Engelke, estrategista na Capitol
Securities. "Acredito que essa pressão negativa deva continuar durante a
semana. Companhias estão esperando por um acordo sobre o abismo fiscal",
completou.
Bovespa mantém elétricas em foco e inicia o mês com ganhos de 1,3%
Hoje é o "Dia D" para as empresas do setor elétrico. Se o governo não mudar de
ideia quanto ao prazo ou voltar a ceder, como fez com alguns pontos da polêmica
Medida Provisória 579, as companhias terão até o fim da tarde para traçar seu
destino nos próximos anos. O primeiro pregão de dezembro da bolsa brasileira
foi de grande volatilidade, conforme os acionistas de algumas elétricas
definiam se irão ou não aceitar as condições para renovar as concessões dos
ativos que vencem entre 2015 e 2017.
Cesp PNB (8,88%) liderou os ganhos do Ibovespa. Os acionistas rejeitaram em
assembleia a adesão da geradora paulista à proposta do governo. Já Transmissão
Paulista PN (-2,72%) e Eletrobras ON (-2,61%) terminaram na outra ponta do
mercado. O conselho da transmissora de energia mudou sua recomendação aos
acionistas, passando a indicar a adesão, depois que o governo alterou algumas
condições da MP 579 para o segmento de transmissão. A Eletrobras aderiu à MP,
mas os minoritários contestaram o direito da União de votar na assembleia sobre
o tema.
O Ibovespa terminou em alta de 1,27%, aos 58.202 pontos. Desde ontem, a bolsa
brasileira passou a fechar meia hora mais tarde, às 17h30. É uma tentativa de
reduzir a janela entre os horários do mercado local e do americano, que fecha
às 19 horas (de Brasília) e assim incrementar o volume financeiro, que vinha
minguando por conta da menor presença dos estrangeiros na parte da manhã e da
redução das operações de arbitragem. O giro melhorou um pouco, alcançando R$
6,903 bilhões, mas ainda abaixo da média de quase R$ 8 bilhões de setembro.
Vale PNA também contribuiu para a volatilidade do Ibovespa ontem, embora tenha
encerrado o dia com leve baixa de 0,05%, a R$ 36,68. A empresa promoveu
encontro com investidores em Nova York e fez anúncios relevantes ao longo do
dia. O conselho de administração aprovou uma redução no orçamento de
investimentos para 2013, de US$ 16,3 bilhões, frente aos US$ 17,5 bilhões que
serão gastos neste ano.
Para o estrategista Pedro Galdi, da SLW Corretora, a mineradora já vinha
sinalizando que só investiria em projetos de retorno satisfatório. Ele citou
como exemplo a retirada da lista de prioridades do projeto de minério de ferro
Simandou, na Guiné, África. "A empresa está sinalizando que não vai priorizar
tudo. O projeto da Guiné é bom, mas duvidoso por conta de problemas
geopolíticos. Por isso, estão deixando de lado", afirmou Galdi.
O presidente da Vale, Murilo Ferreira, disse em Nova York que os dividendos que
serão pagos no ano que vem dependerão do fluxo de caixa da companhia. Este ano,
a mineradora desembolsou US$ 6 bilhões em dividendos. Em função do declínio dos
preços do minério de ferro, não houve, pela primeira vez em dez anos, pagamento
de dividendos extras aos acionistas. Para 2013, as projeções dos analistas
variam entre US$ 2 bilhões e US$ 4 bilhões.
Marfrig ON (-7,67%) liderou as perdas. O frigorífico fecha hoje sua oferta
primária de ações, estimada em cerca de R$ 1 bilhão. Segundo operadores,
circularam rumores de que os investidores estariam pedindo um grande desconto
para comprar os papéis na oferta.
Entre as maiores altas apareceram Suzano PNA (5,98%) e PDG Realty ON (4,98%). A
Suzano anunciou a seus clientes um novo reajuste para os preços da celulose a
partir de 1 de janeiro. Para os mercados da Europa e da América do Norte, o
aumento será de US$ 20 por tonelada, e para a Ásia, de US$ 30. Já a ação da PDG
terá uma participação maior no Ibovespa, passando de 2,799%, na carteira atual,
para 3,416%, segundo a primeira prévia da carteira teórica que entrará em vigor
em 2013, divulgada ontem pela bolsa.
Selic a 7% entra no radar após PIB
As taxas de juros negociadas na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fecharam
em queda ontem pela segunda sessão seguida, novamente influenciadas pela
preocupação dos investidores com o crescimento econômico do país. Os dados do
Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre divulgados na semana passada
levaram o mercado a revisar para baixo as estimativas de expansão para este ano
e 2013.
Na lista dos três contratos de juros mais negociados na BM&F, o que vence em
janeiro de 2014 (DI janeiro/2014) cedeu à taxa de 7,18%, ante 7,21% apurada na
sexta-feira após os ajustes finais. Segundo operadores, começam a surgir mais
apostas em uma Selic de 7% no ano que vem, se a economia não reagir com mais
força - embora ainda seja ampla a maioria de apostas na manutenção da Selic em
7,25%, conforme apurou o boletim semanal do Banco Central, o Focus. No mesmo
documento, a mediana das projeções para o PIB caiu de 1,50% para 1,27% neste
ano e, para 2013, de 3,94% para 3,70%.
"A questão agora é saber se o Banco Central confia que a economia vai reagir
com as medidas já tomadas, ou se pode voltar a cortar juros em 2013, já que a
possibilidade de um aumento da Selic está descartada no médio e no longo
prazos", disse o diretor de tesouraria de um banco médio de atuação nacional.
Apesar dos cortes nas projeções do PIB, os analistas mantiveram as estimativas
para a inflação em 2012 e 2013 na casa de 5,4%. Esse horizonte formado por um
Banco Central disposto a manter juros reais baixos e inflação resiliente tem
puxado para cima a inflação implícita - taxa projetada pelo mercado por meio
dos negócios com títulos públicos atrelados ao IPCA, as Notas do Tesouro
Nacional Série B (NTN-B). O papel com vencimento em 2015 teve a previsão de
inflação embutida subindo a 5,84%, ante 5,77% na véspera.
Agora, os agentes de mercado aguardam a divulgação da ata do Copom, depois de
amanhã. No documento, espera-se que a autoridade monetária aborde esse quadro
de atividade ainda fraca, mas também mostre quais são os efeitos esperados da
desvalorização cambial sobre a inflação.
A visão de que o governo poderá buscar um nível mais alto para o dólar tem
contribuído para a preocupação com o rumo dos preços, e o Banco Central poderá
falar sobre esse tema na ata.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Volatilidade afeta cafeicultura sustentável

Volatilidade afeta cafeicultura sustentável
O mineiro Robério Oliveira Silva, diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC), com sede em Londres, assumiu o cargo há um ano com o desafio de "arrumar a casa" na entidade, que em 2013 completará 50 anos e realizará seu tradicional encontro anual no Brasil, em setembro.Silva vem tentando ampliar a captação de recursos para os projetos da entidade e trabalha na definição de bases para fomentar uma cafeicultura cada vez mais "sustentável", inclusive do ponto de vista econômico.Nesse contexto, a OIC tem na queda das cotações internacionais da commodity nos últimos meses um obstáculo de peso, e Silva é realista ao reconhecer os limites impostos por essa tendência principalmente em regiões nas quais os custos de produção são mais elevados.Em entrevista ao Valor durante o 20 Encontro Nacional das Indústrias de Café (Encafé), realizado em Mata de São João, na Bahia, na semana passada, ele falou sobre esse e outros desafios da OIC, criada sob o guarda-chuva da Organizações das Nações Unidas com a missão de mitigar as flutuações de preços do produto e que hoje é um foro de debates e desenvolvimento de projetos para o segmento. Valor:  Atualmente há muitas informações desencontradas sobre o real quadro mundial de oferta e demanda do grão. Qual é a perspectiva da OIC sobre o mercado?Robério Silva:  A perspectiva da OIC é técnica, não vai levar em conta a posição de qualquer agente do mercado. Nós nos baseamos nos dados que temos e eles mostram que há grande dinamismo no consumo e que os estoques estão em níveis confortáveis para a indústria [cerca de 20 milhões de sacas nos últimos três anos]. Não temos nenhuma modificação nos fundamentos do mercado, que continua bastante apertado. Qualquer movimentação pode dar uma reversão nos preços. Não temos uma bola de cristal para prever o comportamento de preços. Mas o mercado, nos níveis atuais, está perto de um ponto de afetar a sustentabilidade do setor. Valor:  Isso pode desestimular a cafeicultura em países que já enfrentam problemas climáticos?Silva:  Exatamente. Aqui no Brasil, a cafeicultura de montanha, que produz um café de excelente qualidade, está ameaçada. Valor:  Qual é o cenário para o Brasil nesta conjuntura?Silva:  Eu vejo o Brasil como o grande fornecedor de café do mundo e o país que traz a estabilidade aos fluxos de oferta. Valor:  Qual o futuro da sustentabilidade e das certificações para o setor produtivo, levando-se em conta que a maior parte da produção global vem de pequenos produtores. Eles poderão arcar com os custos?Silva:  Entre os aspectos positivos da certificação, está a adequação a processos modernos de gestão da lavoura. Mas, mesmo com custos mais elevados, os produtores não conseguem receber prêmios mais elevados. Essa equação tem de ser fechada em algum momento. E vai depender de um esforço conjunto da iniciativa privada e do governo no sentido de criar mecanismos próprios de certificação. No caso do Brasil, nós temos um excelente produto, que é o Certifica Minas. E a Embrapa está trabalhando em outros processos que podem viabilizar um tipo de certificação que garanta um nível mínimo de sustentabilidade, que é o da produção integrada. Valor:  Quais são as características dessa produção integrada?Silva:  A indústria global fez promessas de que só compraria café sustentável. Mas, para isso, terá de saber o que significa café sustentável. No Brasil, temos uma grande oferta de café sustentável, mas temos que ter mais investimentos. O governo está promovendo esses investimentos por meio da Embrapa. E há o Certifica Minas, que tem demanda para fazer parte de processos de certificações lá de fora. Valor: A tendência é que o Brasil continue a liderar o ranking mundial de fontes de café sustentável?Silva:  Teremos também investimentos das grandes multinacionais. Elas se reuniram e criaram o Instituto de Desenvolvimento Sustentável [Idh]. Um dos países-foco da atuação deles é o Brasil. A questão é como o Idh vai se juntar ao governo ou entidades do setor privado para poder fazer isso. Porque não adianta eles chegarem e falarem: "nós queremos investir tanto". Não vai ser suficiente. Em termos de café sustentável, nós já fizemos investimentos muito significativos e vamos precisar fazer muito mais. Nós vamos precisar de mais dinheiro dessas parcerias. A principal sustentabilidade do setor que nós temos de buscar é um entendimento melhor sobre o que é o preço que leva o café a ser sustentável. Movimentos muito bruscos de preços, como nós tivemos, e uma volatilidade muito grande no mercado não ajudam na questão da sustentabilidade. Valor: Grandes multinacionais do segmento aumentam a concentração no mercado ao mesmo tempo em que surgem pequenas empresas. Essa tendência vai continuar?Silva:  A OIC não tem papel ativo sobre o mercado, mas temos um papel de análise. Existe esta tendência natural de as multinacionais estarem conscientes da sustentabilidade e as pequenas empresas estarem conquistando cada vez mais espaço nas prateleiras de lojas especializadas. E acho que elas vieram para ficar, competindo em mercados diferentes: um mercado de cafés especiais e um mercado de varejo bem aberto às multinacionais. Valor: E o andamento dos projetos da OIC para o segmento?Silva: Temos US$ 105 milhões para projetos voltados à elevação da qualidade do café e à formação de instituições e gerenciamento de riscos, entre outros planos, em países em desenvolvimento. O dinheiro vem do Fundo Comum de Produtos Básicos, formado por diversos países. Valor: Qual o principal legado da OIC para a cafeicultura mundial?Silva: Acho que o legado dos últimos 50 anos da OIC foi trazer estabilidade para o setor. O que nós queremos é trazer informações corretas a respeito do que se passa no mercado e que os agentes tomem as decisões corretas. E, com relação à participação de outros agentes do mercado, eu acho que é bem-vinda à medida em que trazem mais liquidez ao mercado. A questão é que o mercado de café, do ponto de vista financeiro, é pequeno, e há o risco dessa "financeirização" dos mercados de commodities em geral ultrapassar os limites. Valor: E como será a reunião da OIC no Brasil em 2013?Silva: Esse assunto está sendo coordenado, em Brasília, pelo Ministério da Agricultura, e em Minas Gerais, pela Secretaria de Agricultura. Eu creio que será um evento que trará ao Brasil todos os grandes atores do setor. A intenção é trazer os grandes players do mercado, as multinacionais, os traders e colocá-los juntos em busca de soluções. A jornalista viajou a convite da Abic

Qual a origem da crise na zona do euro?

Qual a origem da crise na zona do euro?
A crise na zona do euro tem sido amplamente tratada pela imprensa como uma crise fiscal, que levou países como Grécia, Irlanda e Portugal a serem submetidos aos programas de resgate da troica para evitar a insolvência e outros, como Espanha e Itália, a pagar retornos elevadíssimos aos investidores para financiar a dívida, além de recorrer à ajuda para recapitalização do sistema financeiro.Chama atenção, todavia, que a situação fiscal dos países do sul da Europa - os mais afetados pela crise - era bastante controlada até 2008, quando explodiu a crise americana. A reversão desse controle evidencia outro desequilíbrio, o do balanço de pagamentos.Sabidamente, o norte europeu - especialmente a Alemanha - sempre exibiu grandes superávits em conta corrente, ao contrário do sul. Considerando que o câmbio é o mesmo na zona do euro, mas que há diferenças de competitividade (custos de trabalho, produtividade), o efeito é de um euro "forte" no norte e "fraco" no sul, para onde migraram os fluxos. Somados à enorme liquidez internacional, tais fluxos foram utilizados para financiar o consumo interno e um boom imobiliário, ao invés de investimentos produtivos, causando desequilíbrios nas contas correntes e nos fluxos de capitais, o que depois culminou na desordem fiscal.Então, a origem da crise é fiscal ou de balanços de pagamentos?O Valor fez essa pergunta a cinco especialistas europeus, sendo dois economistas de mercado financeiro (UBS e BNP Paribas, ambos em Londres) e três acadêmicos (IMD Business School, na Suíça; IESE, na Espanha; e London School of Economics, na Inglaterra). De maneira geral, todos os entrevistados veem os dois fatores como explicativos da crise, com mais ou menos peso para cada um, com simultaneidade ou não de ocorrência. Como ponto comum, admitem que a falta de uma união fiscal e bancária torna a união monetária incompleta e vulnerável.Abaixo as posições de cada um dos analistas ouvidos pelo Valor:Paul Donovan, economista global do UBS Investment Bank "Acreditamos que a origem da crise da zona do euro reside no fato de que o euro não funciona como uma união monetária. Isso significa que essa é, simultaneamente, uma crise fiscal e uma crise de balanço de pagamentos. A natureza inapropriada da política monetária comum e a ausência de uma política fiscal comum forçaram os governos individuais a fazer políticas fiscais anticíclicas por períodos longos para compensar os estragos de uma união monetária erroneamente criada. De modo similar, a natureza da política monetária permitiu que muitas economias mantivessem déficits em conta corrente maiores que os devidos por longos períodos. A ausência de uma união bancária apropriada na zona do euro levou esses déficits a serem financiados desproporcionalmente por fluxos de capitais internacionais voláteis, os quais secaram logo após a crise de 2008."Ricardo Santos, economista do BNP Paribas para a Europa"Essa é uma crise de balanço de pagamentos que obviamente tem duas ramificações, o setor privado e o setor público, sendo o ramo fiscal o que mais se destacou nos últimos anos - principalmente na Grécia e em Portugal. Na Irlanda e na Espanha, a crise é mais de balanço de pagamentos. Os governos desses países estão em piores condições porque tiveram que ajudar seus respectivos sistemas financeiros durante a crise de 2008. Na Grécia e em Portugal, a crise é quase 100% um problema simultaneamente fiscal e de balanço de pagamentos. Vemos que não se trata apenas do comportamento das contas correntes, mas também do comportamento do crédito, que subiu muito mais na Irlanda e na Espanha, levando a um aumento no preço dos ativos, como o preço das casas, e fez com que os países tivessem que intervir para ajudar seus bancos. Quando observamos a evolução da crise da zona do euro, vemos que todos os países que agora estão com dificuldades são justamente aqueles com os maiores déficits em conta corrente como porcentagem do PIB. Portugal e Grécia têm problemas fiscais, mas não podemos esquecer que há um país com problemas acima de tudo fiscais e grandes questões em termos de conta corrente, que é a Itália."José Manuel González-Páramo, professor de economia do IESE (Universidade de Navarra) e ex-membro do BCE"O melhor predecessor para a crise em alguns países europeus é a posição líquida internacional. Aqueles países com maior investimento líquido negativo acumulado são, precisamente, os que estão sofrendo mais atualmente. Em diversos casos, a persistente necessidade de incentivar os mercados internacionais deveu-se essencialmente a uma enorme expansão do endividamento privado, frente a uma economia superaquecida vivenciando perdas de competitividade. Esses são os casos da Espanha e da Irlanda, países nos quais as contas do setor público estavam balanceadas e os níveis da dívida do setor público eram relativamente baixos. Em outros, como na Grécia, os desequilíbrios do setor público agravaram o problema. Em contraste, países com déficits ou dívidas públicas relativamente altos nos anos antecedentes à crise americana de 2008 estão atravessando a crise, de certa forma, bem. Com a ausência de mecanismos de absorção de choques - como um orçamento federal ao nível da União Europeia, mecanismos de seguridade financeira e flexibilidade nominal na taxa de câmbio -, os países que têm grande necessidade de refinanciamento estão sofrendo com a saída repentina dos investidores."Charles Goodhart, professor da London School of Economics e ex-membro do Banco da Inglaterra (BoE)"O que estava acontecendo é que países como a Irlanda e a Espanha e, em menor grau, Portugal, estavam mantendo déficits em conta corrente muito altos. Os resultados deficitários foram causados pelo enfraquecimento dos fluxos de capitais, os quais haviam sido afetados pelo boom financeiro e de investimentos - primeiro pelo boom de investimentos no setor imobiliário. Isso significa que as dívidas do setor privado da Irlanda e da Espanha estavam aumentando rapidamente, em particular o endividamento dos bancos. Depois, ficou óbvio que o setor imobiliário estava passando por dificuldades e houve contaminação através da percepção do que estava ocorrendo nos EUA. Os fluxos de capitais dos bancos simplesmente secaram e houve uma queda brusca no investimento, no preço dos imóveis, na riqueza desses países e no consumo. Esses fluxos de capitais foram substituídos por arranjos de transferências bancárias Tier 2 no continente, promovidos pelo BCE. O problema, contudo, era reestabelecer a competitividade que se perdeu durante o boom dos investimentos e, ao mesmo tempo, o equilíbrio nas contas correntes, evitando um déficit ou até mesmo perseguindo um superávit. A crise da zona do euro se tornou uma crise fiscal porque o endividamento dos bancos nesses países se tornou tão severo que o setor público foi obrigado a recapitalizar os bancos, enfraquecendo a posição fiscal dos governos a tal ponto que o desequilíbrio na conta corrente virou uma crise bancária, fiscal e de balanço de pagamentos."Salvatore Cantale, professor de finanças do IMD Business School"Acredito que a atual crise europeia não pode ser atribuída a apenas uma causa. As duas explicações levantadas - a imprudência fiscal e a crise de balanço de pagamentos - estão corretas, mas elas dificilmente são a causa do problema do euro. A segunda explicação, sobre o balanço de pagamentos, fez com que o problema fosse notado mais cedo, e a primeira, a imprudência fiscal, é apenas a ponta do iceberg. O real problema do euro é o euro. A falsa sensação de segurança de que 'estar em um navio grande reduz o risco de naufrágio' deu aos governos e cidadãos na zona do euro a possibilidade de financiar atividades populistas em vez da criação de valor [gastos correntes x investimentos]. Uma vez que as economias europeias não precisavam mais lidar com a desvalorização da moeda, porque estavam dentro do euro, o monitoramento contínuo do mercado de câmbio deixou de ser possível."

Dólar inicia semana no maior preço desde 2009

Dólar inicia semana no maior preço desde 2009
Dezembro começa com o dólar acima dos R$ 2,13, maior cotação desde maio de 2009, com o mercado prevendo novas altas na esteira da indefinição sobre o orçamento do governo americano em 2013 e da lenta recuperação econômica brasileira. A disparada da moeda americana ocorreu sem atuação do Banco Central, ao contrário do que ocorreu dia 23 de novembro, quando a autoridade monetária conteve a apreciação quando a divisa se aproximou de R$ 2,12.Na sexta-feira, o dólar subiu 1,62%, maior alta desde junho, a R$ 2,131, cotação mais elevada desde 5 de maio de 2009. A expectativa entre operadores é que a moeda permaneça se valorizando nesta semana - uma queda viria apenas com intervenções do BC na ponta de venda."O PIB veio ruim e o mercado já fala em dólar a R$ 2,15. Está fácil puxar para cima. Só o BC entrando para segurar isso", disse André Ferreira, diretor da Futura Corretora. Para ele, nesta semana a situação será pior, uma vez que o prazo para resolução do "abismo fiscal" americano se reduz.O economista de um banco estrangeiro disse que após muitos investidores terem de cobrir as apostas em uma Ptax mais baixa - na tradicional briga entre comprados e vendidos em derivativos cambiais cujos contratos para dezembro vencem hoje - a ideia de um dólar a R$ 2,40 no ano que vem "começa a soar muito mais interessante".A alta do dólar se tornou perigosa, disse Tony Volpon, diretor-executivo e chefe de pesquisas para América Latina da Nomura Securities. Ele acredita que o dólar ainda deve subir mais no curto e médio prazos. Essa alta, porém, precisaria ocorrer de forma controlada, aos poucos, disse o executivo. "Ajustes abruptos acabam gerando mais incerteza e menos crescimento."Já no mercado de juros o PIB do terceiro trimestre praticamente extinguiu a aposta em um aumento da Selic no ano que vem, enquanto cresceu o grupo de quem espera manutenção e até dos que admitem novo corte no custo do dinheiro. Para o estrategista para América Latina do BNP Paribas, Diego Donadio, o mercado considera agora que uma mudança na rota dos juros seria de queda da taxa, e não mais de alta. "Diante da postura do governo de fazer todo o possível para gerar crescimento, não tem como os agentes descartarem um novo corte de juros."Para profissionais, se não houver sinais claros de que a economia avança mais em dezembro, vão crescer as apostas em novo corte da Selic em 2013. "Não acho que o juro cai na primeira reunião do Copom. O governo não deve dar o braço a torcer tão cedo. Mas pode acontecer na segunda ou terceira, caso a economia continue patinando", disse Octavio Vaz, sócio da Aquila Asset Management.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Agora você vem né, agora você quer.


Agora você vem né, agora você quer.
O mercado do café fecha a semana em baixa e marcada por novos fundos, deixando o produtor ainda mais desanimado com os preços dado em sua mercadoria.
Graficamente temos uma figura no semanal denominada de Doji, ou seja, esta figura gráfica é determinada por fazer fundo e entrar comprador tentar subir e entrar vendedor e sua característica de fechar muito próximo ao preço da abertura, o que foi visto esta semana.
A principal característica do Doji e demonstrar que o mercado passou a ter uma indecisão, ou seja, não sabe para que lado vá andar, portanto para uma tendência de baixa consistente como o café vem sofrendo podemos dizer que é uma boa noticia.
Para ajudar temos um mercado sobre vendido por parte dos fundos, o inverno chegando, e alguns indicadores também na posição de sobre vendidos, temos IFR 2 na posição extrema de baixa, temos o IFR 14 já subindo em relação do preço, ou seja, enquanto o preço determinou um fundo novo o IFR 14 demonstrou uma divergência, nada para se alegrar em demasiado, mas alguns indícios que realmente o mercado pode ter feito um fundo importante, portanto temos que ficar bem atentos a este fundo da semana em $147,10, cents de dólar por libra, pois se não for rompido podemos ter uma realização de lucros e com isso o preço poderia subir por algumas semanas.
O inverno do hemisfério norte também poderia ajudar, é a época onde o consumo aumenta por si só e os estoques não está lá grande coisa.
A exportação de café mundial em outubro ultimo foi superior ao do ano passado, com destaque novamente para o café robusta/conilon que continua aumentando suas vendas e dando o ar da graça.
Nesta questão do café conilon gostaria de salvar para os produtores de café arábica e que o conilon é um produto produzido no campo, com aplicação de mão de obra em larga escala e que se deve ao invés de criticar tentar imita-los, pois era considerado há alguns anos como veneno e hoje é a salvação da indústria, o conilon através dos órgãos de pesquisa do estado do Espirito Santo uma produção invejável o que faz baixar em muito seu custo de produção e o patinho feio que agora virou cisne, canta para o mercado a musica do Camaro Amarelo, “agora você vem né, agora você quer, agora que eu fiquei doce, doce, doce”.
O pibinho anunciado pelo governo na sexta feira fez com que o dólar subisse perante o dólar nesta sexta feira, onde bateu preços de maio de 2.009 dentro do epicentro da crise, demonstrando que ainda pode subir mais, o que seria para o preço em real no café uma ajuda, mas para abolsa uma possibilidade de continuação da tendência de baixa, o que descredenciaria toda a expectativa de alta demonstrada acima com alguns indicadores gráficos.
A crise mundial ainda não tem solução rápida, o desemprego é fator complicante, e as dividas dos países também, o tal abismo fiscal dos EUA se não resolvido pode trazer estragos nas economias mundiais sem precedente na historia e acreditar que a cafeicultura irá passar ilesa é mesmo que acreditar em papai Noel, fada dos dentes, coelhinho da pascoa.
A famosa retenção por parte dos produtores só prejudicou ao produtor que acreditou nela, que poderia ter mais força que o mercado e se ele guardasse seu café na tulha conseguiria segurar as cotações, que ilusão, deveria ter vendido, capitalizado, e não estaria chorando o leite derramado, e querendo que o governo tome alguma medida para ver se o mercado não caia mais e volte para os R$400,00, que quantas vezes disse em alguns artigos, que ainda era bom preço, e volta de novo o Camaro Amarelo, “agora você vem né agora você quer”
Tecnicamente se rompermos a máxima da semana podemos ter a correção esperada, indicadores mostram que realmente existe a possibilidade de termos esta correção que não acabaria com a tendência de baixa, mas daria um folego já em 12 semanas consecutivas de baixa, vamos aguardar e ver se o mercado também vai acreditar como os indicadores que este fundo é importante e merece uma realização.
Uma boa e santa semana a todos, que Deus abençoe a todos.
Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com