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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Café mantém parâmetros e registra ganhos modestos na ICE
   
  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com ganhos ligeiros, depois de a posição março testar algumas baixas e não conseguir nem sequer tocar o nível de 140,00 centavos por libra. Assim, um processo de recompras foi empreendido e os preços conseguiram voltar a figurar no lado positivo da escala de preço. Por outro lado, a resistência de 145,00 centavos também não foi rompida, o que foi importante para que os ganhos finais da sessão fossem consideravelmente limitados.

Operadores indicaram que as ações da sessão na bolsa nova-iorquina foram preponderantemente técnicas, sendo que nenhum direcionamento mais concreto foi efetivado. Alguns operadores destacaram que a tendência de curto prazo do café indica um quadro de baixista a neutro, com parâmetros conseguindo ser mantidos, ainda que não se verifique uma disposição mais efetiva para o rompimento de resistências importantes, como de 145,00 ou de 150,00 centavos por libra.

Fundamentalmente, o mercado não apresenta novidades. Os players analisam a paralisação dos cafeicultores na Colômbia, ainda que o movimento não deva afetar diretamente as vendas dessa importante origem. Os produtores locais pedem ao governo condições mais favoráveis para enfrentar os preços baixos e também as contínuas safras abaixo da média histórica dessa nação sul-americana.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição maio teve alta de 40 pontos, com 143,50 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 144,85 centavos e a mínima de 141,10 centavos, com o julho tendo ganho de 35 pontos, com 146,20 centavos por libra, com a máxima em 147,50 centavos e a mínima em 143,90 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição março teve alta de 5 dólares, com 2.040 dólares por tonelada, com o maio tendo ganho de 7 dólares, no nível de 2.086 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado, num primeiro momento, pela pressão dos vendedores, que buscaram voltar o maio para um nível próximo dos 140,00 centavos. Sem obter êxito, o mercado conseguiu se abrir para os compradores que, na parte da tarde chegaram a levar a segunda posição a bater nos 144,85 centavos. Nesse patamar, contudo, foi verificada uma presença mais consistente dos vendedores, o que reequilibrou os preços.

"Foi uma sessão calma, sem grandes novidades e com ações focadas em aspectos técnicos. O segmento externo não exerceu uma pressão mais consistente, já que tivemos estabilidade para o dólar e alguns ganhos moderados nos mercados cambiais", sustentou um trader.

A produção de café no Vietnã será de 26,5 milhões de sacas na temporada 2012/2013, o que significa uma retração de 1,5 milhão de sacas, contra um recorde de 28 milhões de sacas por ano anterior, segundo estimativa da empresa Volcafé. Na Indonésia a produção na temporada 2013/2014, também segundo a multinacional, será de 10,5 milhões de sacas, queda de 1,5 milhão de sacas em relação ao ano anterior e acima de 6,2 milhões de sacas em relação a 2011/2012.

As exportações de café do Brasil em fevereiro, até o último dia 25, somaram 1.428.492 sacas, contra 1.305.609 sacas embarcadas no mesmo período de janeiro, informou o Cecafe (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 3.160 sacas, indo para 2.677.930 sacas.

O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 20.413 lotes, com as opções tendo 3.822 calls e 2.392 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência em 144,85, 144,90-145,00, 145,50, 145,70, 146,00, 146,50, 147,00, 147,50, 148,00, 148,50, 149,00, 149,50, 149,90-150,00, 150,50 e 151,00 com o suporte em 141,10-141,00, 140,50, 140,10-140,00, 139,50, 139,30, 139,00, 138,50, 138,00, 137,50, 137,00, 136,55-136,50, 136,00, 135,50 e 135,10-135,00 centavos.



Em sessão tranqüila, Londres fecha com ligeiros ganhos
  
  ra café Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe tiveram uma sessão tranqüila nesta terça-feira, com os preços conseguindo se posicionar no lado positivo. A volatilidade não foi intensa, com o maio variando dentro de uma escala de menos de 30 dólares, sendo que algumas rolagens remanescentes, principalmente no intervalo março/maio ainda foram registradas.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por ações de compra e venda especulativas, sendo que esses movimentos foram contidos. No lado positivo da escala de preço, a máxima não foi além dos 2.093 dólares. Sem conseguir novamente testar os 2.100 dólares, o apetite comprador foi consideravelmente "domado" e os ganhos não foram dos mais expressivos ao final da sessão.
"Estamos vendo uma diminuição progressiva nas rolagens de posição, já que o contrato de março vai se 'esvaziando', tendo hoje menos posições em aberto que o maio e o julho. Por outro lado, ficamos dentro do range de 2050 e 2100 dólares, não parecendo haver força mais significativa no lado comprador ou vendedor para rompermos suportes ou resistências que poderiam abrir espaço para alguns stops", disse um trader.

O março teve uma movimentação ao longo do dia de 3,06 mil contratos, contra 4,72 mil do maio. O spread entre as posições março e maio ficou em 46 dólares. No encerramento do dia, o março teve alta de 5 dólares, com 2.040 dólares por tonelada, com o maio tendo ganho de 7 dólares, no nível de 2.086 dólares por tonelada.




Dólar sobe pela 2a sessão seguida com incerteza na Itália

SÃO PAULO, 26 Fev (Reuters) - O dólar encerrou em alta frente ao real nesta terça-feira por temores de que um impasse nas eleições italianas cause uma crise financeira prolongada na zona do euro, com consequências negativas na economia mundial.

A moeda norte-americana subiu 0,44 por cento, para 1,9860 real na venda, após fechar o pregão anterior com alta de 0,32 por cento. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 3,542 bilhões de dólares.

"O movimento de hoje é bastante natural, o dia começou com aversão a risco em alta e, naturalmente, era de se esperar que moedas de economias emergentes se depreciassem", disse o economista-chefe do CM Capital Markets, Darwin Dib.

A eleição na Itália resultou em maioria de centro-esquerda na Câmara, mas nenhum partido conseguiu controlar o Senado. A lei italiana exige que um governo de coalizão conte com maioria em ambas as casas, o que pode levar os eleitores a voltar às urnas.

A incerteza sobre o pleito alimentou a aversão ao risco dos investidores internacionais pela segunda sessão consecutiva, aumentando a demanda por ativos considerados mais seguros, como a moeda norte-americana.

O dólar registrava alta de 0,25 por cento em relação a uma cesta de divisas, enquanto o euro tinha queda 0,07 por cento frente à moeda dos Estados Unidos.

A tendência de fortalecimento do dólar nos mercados globais foi intensificada, no Brasil, por uma tentativa dos investidores de testar o patamar de 2 reais - considerado por parte do mercado como uma espécie de teto informal para a moeda norte-americana. Na máxima da sessão, o dólar chegou a ser cotado a 1,9940 real.

"O mercado está aproveitando o cenário externo para tentar bater a máxima de 2 reais", disse o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo.

Analistas têm especulado que o governo estabeleceu uma banda informal de entre 1,95 real e 2 reais para a moeda norte-americana com o objetivo de reduzir o custo de produtos importados e controlar pressões inflacionárias.

"O mercado vai tateando no escuro, vai indo aos trancos e barrancos, procurando uma eventual mudança de postura ou do BC ou do governo", acrescentou Galhardo.

Mais cedo nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o controle da inflação é uma prioridade para o governo. Na véspera, o presidente do BC, Alexandre Tombini, havia dito que a autoridade monetária vai reagir a qualquer volatilidade nos mercados de câmbio.




PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS:Indicador de confiança e IGP-M ditam DIs amanhã
   São Paulo, 26 de fevereiro de 2013 - Os contratos de depósitos
interfinanceiros (DIs) abrem a sessão de amanhã da BM&FBovespa reagindo ao
índice de confiança do consumidor na Europa e ao Indice Geral de Preços -
Mercado (IGP-M) no Brasil, segundo Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco
West LB.
   "Amanhã os dados de confiança na Europa já devem ditar o rumo para a
abertura do mercado e na curva de juros o IGP-M também deve influenciar como o
principal indicador de inflação", diz Rostagno.
   Às 7h, o departamento de estatísticas da União Europeia divulga o índice
de confiança do consumidor e o índice de sentimento econômico referentes a
fevereiro. Às 8h, no Brasil, a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga, o IGP-M
referente a fevereiro.

   O mercado estima que a inflação medida pelo IGP-M seja de 0,36% em
fevereiro, segundo a mediana das projeções coletadas pela Agência CMA para o
Termômetro CMA. Se confirmada a projeção, o índice terá apresentado
aceleração em relação a janeiro, quando a inflação registrada foi de
0,34%.
    
   De acordo com Rostagno, ao longo da quarta-feira, outros dados devem
influenciar a oscilação dos DIs e do câmbio, como os dados de pedidos de bens
duráveis de janeiro, nos Estados Unidos, às 10h30. "[Ben] Bernanke também
fala por volta das 12h, e na Europa os líderes devem comentar algo sobre como
fica a política na Itália", diz o estrategista-chefe do banco West LB.
   Bernanke participa de uma audiência na Câmara dos Representantes nos
Estados Unidos às 12h. Na Europa, o primeiro-ministro da Itália, Mario Monti,
convocou uma reunião governamental de emergência com os principais ministros e
o presidente do Banco da Itália, o banco central do país, para tratar do
pânico gerado pelo resultado das eleições parlamentares no país. As
informações são da agência de notícias italiana "Ansa". O encontro conta
com a participação do ministro da Economia, Vittorio Grilli, o ministro das
Relações com a Europa, Enzo Milanesi, e o presidente do Banco da Itália,
Ignazio Visco.
     
   A coalizão de centro-esquerda liderada por Luigi Pier Bersani conseguiu o
maior número de votos na eleição parlamentar da Itália. Isso garantiu ao
grupo a maioria dos assentos na Câmara dos Deputados, mas não no Senado, onde
a coalizão de centro-direita liderada pelo ex-primeiro-ministro Silvio
Berlusconi conseguiu um número maior de assentos por ter sido vitoriosa em
regiões mais representativas.
   Segundo Rostagno, a eleição italiana foi o motivo da alta do dólar ante o
real nas negociações de hoje. "Essa questão na Itália foi o que deu o
viés de alta ao dólar hoje, também tendo efeito nos juros", conta o
estrategista-chefe do banco West LB.
    O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 0,45%, a
R$ 1,9840 para compra e R$ 1,9860 para compra. Durante o dia os papéis
oscilaram entre a mínima de R$ 1,9760 e a máxima de R$ 1,9940. No mercado
futuro, o contrato de dólar com vencimento em março fechou estável a R$
1.984,000.

   No mercado de juros, a maioria dos contratos encerrou as negociações hoje
na BM&FBovespa em queda. O contrato mais líquido, com giro financei
ro de R$ 66,332 bilhões, foi o para janeiro de 2014, caindo de 7,82% para
7,81%, seguido do DI para julho de 2013, que subiu de 7,30%, para 7,32%,
movimentando R$ 39,679 bilhões e pelo DI para janeiro de 2015, que caiu de
8,46% para 8,45%, com giro de R$ 30,418 bilhões.
   Os contratos com vencimento no curto prazo tiveram alta, ainda se destacando
entre os mais líquidos o DI para abril de 2013, subindo de 7,01% para 7,06%
(R$ 26,273 bilhões). Entre os contratos com vencimento no longo e médio
prazos, o DI para janeiro de 2017 caiu de 9,17% para 9,14% (R$ 8,247 bilhões) e
o para julho de 2014, de 8,14% para 8,12% (R4 4,877 bilhões).
   O número de contratos negociados neste pregão chegou a 2.111.035, número
33,46% inferior ao verificado no pregão de ontem. O volume financeiro das
operações chegou a R$ 193,072 bilhões.



Bovespa reage no fim do pregão com Vale e OGX

SÃO PAULO - A bolsa brasileira teve vida própria nesta terça-feira, ignorando a
forte alta dos mercados americanos durante a maior parte do pregão. Dados
positivos da economia dos Estados Unidos animaram os investidores por lá. Aqui,
apenas na última hora de negócios o Ibovespa passou para o terreno positivo,
empurrado pelas ações da Vale, OGX, siderúrgicas e elétricas.
O Ibovespa fechou em alta de 0,59%, aos 56.948 pontos, com forte volume
financeiro de R$ 8,149 bilhões. Em Wall Street, as bolsas recuperaram parte do
tombo de ontem. O índice Dow Jones subiu 0,84%, o Nasdaq ganhou 0,44% e o S&P
500 avançou 0,61%.
Entre as ações mais negociadas do Ibovespa, Vale PNA terminou em alta de 2,53%,
para R$ 35,15, enquanto Petrobras PN perdeu 1,23%, a R$ 16,74. Já OGX ON
disparou no final, com alta de 3,97%, para R$ 3,40.
Operadores não viram motivos para o avanço das ações da mineradora, já que a
expectativa sobre o balanço do quarto trimestre, que sai amanhã, é negativa. No
caso da petroleira de Eike Batista, a alta ocorreu na última meia hora de
pregão, depois que o Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor,
informou que o empresário está próximo de fechar a venda do controle da MPX
(4,95%), a sua empresa de energia elétrica, para a alemã E.ON. Antes da
notícia, o papel recuava 2%.
A ação da Petrobras sofreu com um relatório do BTG Pactual, que cortou a
recomendação dos papéis da empresa, de compra para neutro. O banco diz que o
último reajuste de combustíveis, anunciado em janeiro, foi insuficiente para as
necessidades da companhia. O analista Gustavo Gattass destacou que o papel só
não foi rebaixado para venda porque ele ainda tem esperança de que um novo
aumento saia nos próximos meses.
A lista de maiores altas trouxe Eletrobras ON (4,14%), JBS ON (4,02%), OGX e
Gerdau Metalúrgica PN (3,78%). Outras ações de siderúrgicas também avançaram
hoje, como Gerdau PN (3,32%) e CSN ON (2,14%). Depois da Usiminas, hoje foi a
vez da CSN informar seus distribuidores que vai aumentar os preços do aço em
março, segundo apurou o Valor PRO. O percentual, no entanto, não teria sido
revelado. Ontem, a Usiminas anunciou aos distribuidores aumentos entre 6,1% e
12,7%.
As maiores baixas do dia no Ibovespa foram BR Malls ON (-2,66%), Bradesco PN
(-2,19%) e Ultrapar ON (-1,99%). Itaú PN (-1,81%) também registrou queda
expressiva. Já Banco do Brasil ON terminou quase estável  (-0,07%). Operadores
comentaram que os dados de demanda de crédito de janeiro, divulgados hoje pelo
Banco Central, mostraram avanço significativo dos bancos públicos sobre os
privados na concessão de empréstimos.
Nesta quarta-feira, os investidores acompanham a divulgação dos números da
Ambev (1,3%), pela manhã, e da Vale, à noite. Analistas ouvidos pelo Valor
projetam alta de 15% no lucro da cervejaria, para R$ 3,49 bilhões.





PERSPECTIVA: Ibovespa seguirá sem tendência em dia de balanço da Vale
   São Paulo, 26 de fevereiro de 2013 - A agenda econômica mundial será
extensa amanhã, entretanto, o Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa, deve
seguir sem tendência definida, esperando por notícias da Europa,
principalmente da Itália. No Brasil, os investidores devem repercutir a
expectativa sobre o balanço financeiro referente a 2012 da Vale, que será
divulgado após o encerramento do pregão. A mineradora deverá reportar
prejuízo líquido, no quarto trimestre, de até US$ 1,962 bilhão, segundo
apurou a Agência CMA.
   "O mercado continuará de olho na Europa, mas amanhã tem resultado da
Vale. Na Itália, amanhã terá mais um leilão de títulos do Tesouro e é
preciso ficar de olho na taxa que estão pagando, pois podemos ver o início de
um problema como o ocorrido recentemente na Espanha", explicou Pedro Galdi,
estrategista-chefe da SLW.
   Hoje, o Tesouro da Itália vendeu um montante de 8,750 bilhões de euros em
títulos da dívida soberana, com maturidade de seis meses. A demanda foi 1,44
vez maior que o volume ofertado e o yield dos papéis registrou um forte aumento
em relação ao estabelecido na operação anterior, de 29 de janeiro, indo de
0,731% para 1,237%. Segundo a analista da Newedge Strategy Annalisa Piazza, o
aumento foi provocado pelo "resultado inconclusivo" das eleições no país.
   A coalizão de centro-esquerda liderada por Luigi Pier Bersani conseguiu o
maior número de votos na eleição parlamentar. Isso garantiu ao grupo a
maioria dos assentos na Câmara dos Deputados, mas não no Senado, onde a
coalizão de centro-direita liderada pelo ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi
conseguiu um número maior de assentos por ter sido vitoriosa em regiões mais
representativas.
   Paulo Esteves, analista da Gradual Corretora, também prevê um mercado sem
tendência definida amanhã, ainda refletindo os acontecimentos na Europa e
sendo puxado por divulgações de empresas no mercado externo. "O mercado está
muito volátil, sem uma tendência definida. Tem saído muita coisa ao mesmo
tempo lá fora e aqui no Brasil", disse o especialista. "Estou focando mais
nas ações da OGX, pois foi minha recomendação para a carteira semanal.
Troquei Petrobras por OGX, ou seja, fiz uma troca de risco político por risco
operacional", acrescentou Esteves.
   Entre os indicadores para amanhã, Galdi destacou que, na Alemanha, será
informado o índice de confiança do consumidor medido pelo instituto GfK
referente a março. Em fevereiro, o índice subiu para 5,8 pontos. No Reino
Unido, terá a leitura revisada do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto
trimestre do ano passado será divulgada pelo departamento de estatísticas. A
leitura preliminar apontou queda de 0,3% na comparação com o terceiro
trimestre e estabilidade em relação ao quarto trimestre de 2011.
   Na eurozona, Galdi alertou para a leitura revisada do índice de confiança
do consumidor e o índice de sentimento econômico referentes a fevereiro que
serão divulgados pelo departamento de estatísticas da União Europeia. Na
leitura preliminar, o índice de confiança do consumidor subiu para -23,6
pontos, enquanto em janeiro o índice de sentimento econômico teve alta para
89,2 pontos.
   "Nos Estados Unidos, amanhã tem divulgação de dados de hipotecas.
Precisa ficar de olho nesse número, apesar de que estamos esperando bons
resultados vindos dos Estados Unidos, o que tem aliviado um pouco a pressão",
acrescentou o estrategista-chefe da SLW Corretora, que disse ainda que, no
Brasil, é importante ficar de olho na divulgação do Indice Geral de Preços
- Mercado (IGP-M) referente a fevereiro, que será informado pela Fundação
Getulio Vargas (FGV). O mercado estima que a inflação medida pelo IGP-M seja
de 0,36% em fevereiro, segundo a mediana das projeções coletadas pela Agência
CMA para o Termômetro CMA. Se confirmada a projeção, o índice terá
apresentado aceleração em relação a janeiro, quando a inflação registrada
foi de 0,34%.
   No pregão de hoje, o Ibovespa encerrou com alta de 0,59% aos 56.948 pontos.
O volume financeiro do mercado foi de R$ 8,149 bilhões. No segmento futuro, o
contrato de Ibovespa com vencimento para abril apresentou valorização de 1,42%
aos 57.405 pontos. Entre as maiores altas do Ibovespa, as ações ordinárias
da Eletrobras (ELET3) tiveram valorização de 4,14% a R$ 6,54, enquanto a
ação ON da JBS (JBSS3) apresentou elevação de 4,02% a R$ 7,24 e OGX
Petróleo (OGXP3), com ganho de 3,97% a R$ 3,40.
   Entre as maiores quedas do Ibovespa, a ação ordinária da BR Malls (BRML3)
registrou desvalorização de 2,66% a R$ 24,10, enquanto o papel preferencial
do Bradesco (BBDC4) teve retração de 2,19% a R$ 34,80 e a ação ordinária da
Ultrapar (UGPA3) recuou 1,99% a R$ 51,10.
   Entre as ações mais negociadas do mercado, o papel PNA da Vale (VALE5)
movimentou R$ 731,8 milhões, enquanto o papel preferencial da Petrobras (PETR4)
girou R$ 500,1 milhões e o papel preferencial do Itaú Unibanco (ITUB4) teve
volume financeiro de R$ 348,6 milhões.O papel da Vale valorizou 2,54% a R$
35,15, enquanto o papel da Petrobras recuou 1,24% a R$ 16,74 e o do Itaú
Unibanco retraiu 1,82% a R$ 34,53.




MERCADO EUA: Bolsas se recuperam, após Bernanke defender estímulo monetário
   São Paulo, 26 de fevereiro de 2013 - Os índices de ações dos Estados
Unidos tiveram uma forte recuperação hoje e encerraram esta terça-feira em
alta, após o presidente do Federal Reserve (banco central do país), Ben
Bernanke, ter sinalizado que a instituição não acabará com as medidas de
estímulo monetário.
    O Dow Jones teve alta de 0,84%, para 13.900,13 pontos, o S&P 500
subiu 0,61%, para 1.496,94 pontos, e o Nasdaq Composto avançou 0,43%, para
3.129,65 pontos.

   Em depoimento ao Comitê do Senado hoje, Bernanke disse que os benefícios
de sua política monetária expansionista ainda são maiores do que os custos
que ela implica e os resultados positivos até agora "foram bem claros".

   Segundo o economista-chefe da consultoria britânica Capital Economics, Paul
Ashworth, Bernanke ainda parece acreditar nos benefícios das medidas do Fed,
mas sem deixar de monitorar os custos. "Parece mais que o Fed irá reduzir seu
ritmo de compras de ativos, possivelmente em março, mesmo se não houver a
melhora desejada no mercado de trabalho", afirmou.




PETRÓLEO: Futuros do WTI fecham com menor preço do ano, a US$ 92,63
   São Paulo, 26 de fevereiro de 2013 - Os contratos futuros do petróleo WTI
fecharam as operações de hoje em campo negativo, para o menor preço do ano,
caindo 1,51%, a US$ 92,63 o barril, ainda influenciados pelas preocupações com
o governo na Itália. Na plataforma ICE, os futuros do Brent para o mesmo mês
também fecharam em queda, caindo 0,5%, a US$ 112,71 por barril.

   A coalizão de centro-esquerda liderada por Pier Luigi Bersani, do Partido
Democrático, conquistou nas eleições de ontem e de domingo o controle da
Câmara dos Deputados, mas não  conseguiu assentos suficientes no Senado para
2 GB dos seus 10,1 GB
formar um governo que tenha o apoio das duas casas graças ao bom resultado da
coalizão de centro-direita, liderada pelo ex-primeiro-ministro Silvio
Berlusconi.
   O comediante italiano Beppe Grillo, cujo partido "Movimento Cinco
Estrelas" foi o mais votado individualmente já declarou hoje que não irá
associar-se nem à coalizão de esquerda e nem à de direita, dificultando a
formação de um governo no país.

   Diante desta situação, o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central
dos Estados Unidos), Ben Bernanke, reconheceu que as incertezas sobre a
formação de um governo na Itália representam mais um risco para a economia
norte-americana, mas os efeitos ao país seriam indiretos. "Não sou
especialista nas eleições italianas e não posso dizer qual o melhor candidato
para continuar com as reformas e recuperação europeia, mas os impactos das
incertezas no país não serão diretos nos Estados Unidos, uma vez que a
exposição dos nossos bancos a Itália é moderada".



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