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sábado, 19 de outubro de 2013

Três Corações investe R$ 150 mi no segmento de dose única

Serão 16 produtos em dose única (em porções), inclusive chá, em embalagens com 10 cápsulas cada

A torrefadora mineira de café Três Corações, joint venture com a nordestina Santa Clara, vai lançar nacionalmente a marca "Tres", que compreende diversos produtos para o segmento de dose única.

A empresa pretende investir cerca de R$ 150 milhões no setor nos próximos 5 anos, sem incluir uma unidade fabril, provavelmente no sul ou norte de Minas Gerais, pois atualmente a tecnologia é importado da Itália.

São três as versões das máquinas de café para dose única da Três Corações (Modo, Gesto e Serv), as quais já foram lançadas em maio durante evento do setor supermercadista, em São Paulo.

Serão 16 produtos em dose única (em porções), inclusive chá, em embalagens com 10 cápsulas cada.

O especialista em Tecnologia de Café da Três Corações, Lauro Araújo Ré, informou que o segmento de dose única, ou monodose, "não é uma febre, nem modismo. Ainda é um nicho no Brasil, mas veio para ficar", disse ele, que participa do 21º Encontro das Indústrias de Café (Encafé), em Guarujá, no litoral paulista.

Segundo Araújo Ré, o segmento de máquinas em dose única representa atualmente apenas 1% do total de vendas de café no Brasil. Nos Estados Unidos, o índice é de 7%, enquanto na França alcança 30%. "A expectativa é de crescimento de até 18% até 2017", comentou.

Pesquisa da ACNielsen mostra que a taxa de crescimento do segmento de dose única foi de 12% em 2012.

Estariam ativas atualmente cerca de 700 mil máquinas no país, mas a presença em lares é de apenas 0,6% (276 mil domicílios). Na Espanha, 15% dos lares têm uma máquina monodose. O índice sobe para 50% em países como Holanda e França.
Café fecha semana com estabilidade e sem novidades na ICE
   
  Lateralidade. Clima letárgico. Assim pode ser descrita a última sessão da semana para o café na ICE Futures US, na qual praticamente nenhuma novidade foi verificada, com os preços se mantendo presos fielmente dentro de um intervalo curto e muito próximo dos 115,00 centavos de dólar, algo que, aliás, foi percebido ao longo de praticamente todas as cinco sessões desta semana. Ao longo desta sexta, o dezembro, muito pouco volátil, operou dentro de um range de apenas 105 pontos.

A falta de novidades impressiona quem atua no mercado de café há um bom tempo e se acostumou com os altos e baixos dessa commodity. A questão da disponibilidade desponta como o tema central das discussões dos players, sendo que a maior parte deles avalia o cenário sob um prisma baixista. Desde maio de 2011, as cotações estão enfrentando um quadro de retração considerável, cujo ápice se deu recentemente, quando a posição dezembro tocou os menores patamares em mais de 49 meses, no nível de 113,20 centavos de dólar por libra peso. Diante de uma safra brasileira alta colhida em um ano de bienalidade baixa, como é 2013, e com a perspectiva de o país registrar uma das suas maiores produções em 2014, o quadro disponível volta a se mostrar tranquilo para os compradores, que ainda têm a seu favor os estoques relativamente confortáveis e produções crescentes em origens como Colômbia e Vietnã. Tanta oferta inviabiliza o temor com a quebra registrada nos países centro-americanos devido à ferrugem do colmo.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição dezembro teve baixa de 5 pontos, com 114,65 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 115,10 centavos e a mínima de 114,05 centavos, com o março registrando desvalorização de 10 pontos, com 117,70 centavos por libra, com a máxima em 118,05 centavos e a mínima em 117,10 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro teve queda de 8 dólares, com 1.631 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 15 dólares, para o nível de 1.618 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi também de certa tranquilidade nos mercados externos. No segmento cambial, o dólar não demonstrou maior força em relação a várias moedas internacionais e fechou com estabilidade, ao passo que, passado o temor de um calote na economia norte-americana, as bolsas de valores nos Estados Unidos voltaram a respirar com tranquilidade e subiram, ao passo que o segmento de commodities não teve uma sexta-feira de maiores oscilações.

"Estamos vendo compradores e vendedores efetuando movimentos apenas pontuais. Há um significativo tempo não registramos uma venda mais agressiva ou uma compra mais incisiva, daquelas que mudavam a 'cor do terminal' em questão de segundos. O mercado de café está lento e muitos operadores não acreditam que essa tendência de lateralidade, de lentidão vá passar de uma hora para outra. Pelo contrário. Por termos vários fundamentos já bem assimilados pelo mercado, os players se mostram pouco afeitos a buscar uma mudança de cenário e se mostram tranquilos em permitir que os preços fiquem quase que imutáveis ao redor de um referencial psicológico", disse um trader.

A China está tendo um rápido aumento na quantidade de café que entra no país nos últimos anos, com o aumento das importações do grão em cerca de 43% em relação à temporada 2012/2013. De 2007 a 2011, a China importou 137 mil toneladas de café. No último ano, o aumento foi de 56%, passando de 1.025 milhão de sacas para 1,6 milhão de sacas. Desse total, 103.900 toneladas foram importadas do Vietnã - que representam mais de 75% das importações de café da China e 90% do total das exportações de café da Asean para a China. Além disso, durante o primeiro semestre de 2012, a China já havia importado 15 mil toneladas de café vietnamita.

As exportações brasileiras no mês de outubro, até o dia 16, totalizaram 861.783 sacas de café, alta de 5,88% em relação às 813.906 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 14.101 lotes, com as opções tendo 1.681 calls e 518 puts — floor mais eletrônico.

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 3.685 sacas, indo para 2.748.599 sacas. Tecnicamente, o dezembro na ICE Futures US tem resistência em 115,10 115,50, 116,00, 116,35, 116,50, 117,00, 117,50, 117,65, 117,95-118,00, 118,50, 119,00, 119,20, 119,50, 119,90-120,00, 120,50, 120,75, 121,00-121,05, 121,10, 121,50, 122,00, 122,50, 122,20 e 122,50 centavos de dólar, com o suporte em 114,05-114,00, 113,85, 113,50, 113,20, 113,00, 112,50, 112,00, 111,50, 111,00, 110,50, 110,10-110,00, 109,50, 109,00 e 108,50 centavos.




Londres sente pressão vendedora e recua quase 6% na semana
   
  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta sexta-feira com novas perdas, consolidando uma semana das mais negativas, com perdas pronunciadas. A posição novembro fechou o período com o recuo de 5,89%, com as baixas vindo na esteira dos vencimentos de opções registrados ao longo da semana, o que vinha permitindo a manutenção de alguns intervalos.

De acordo com analistas internacionais, sem maiores amarras, o mercado volta a se debater sobre a safra de café do Vietnã, que deve colocar nas mesas de comercialização um volume consideravelmente alto de grãos e poderá exercer uma pressão ainda maior sobre os preços praticados no terminal londrino. Esses novos cafés devem começar a se avolumar em algumas semanas, já que o país indo-asiático ainda sofre para secar os lotes iniciais, face às chuvas incessantes das últimas semanas.

"É provável que os intervalos atuais não consigam ser preservados. Estamos num processo de baixa, mas ainda não testamos um patamar como o de 1.600 dólares que, se rompido, permitirá que stops de venda possam ser acionados. A boa disponibilidade vai pesar sobre os preços", disse um trader.

O novembro teve uma movimentação ao longo do dia de 4,73 mil contratos, contra 7,54 mil do janeiro. O spread entre as posições novembro e janeiro ficou em 6 dólares. No encerramento do dia, o novembro teve queda de 8 dólares, com 1.631 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 15 dólares, para o nível de 1.618 dólares por tonelada.