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sexta-feira, 23 de março de 2012

Especialis​tas apresentam balanço e perspectiv​as para regiões cafeeiras. 23/03/2012

Cerca de 200 profissionais ligados ao sistema agroindustrial do café, que compõem sete grupos técnicos de cafeicultura, conhecidos como G-Tecs e G-Quality, apresentaram suas percepções sobre o quadro atual da cafeicultura e suas perspectivas para a próxima safra, em reunião em Poços de Caldas, entre os dias 7 e 9 de março. Pesquisadores, consultores e profissionais ligados às cooperativas de cafeicultores das principais regiões produtoras (Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Espírito Santo e Bahia – G-Tec Cooperativas) apresentaram informações sobre a situação das lavouras, o impacto das floradas, problemas climáticos e fitossanitários, expectativa de novos plantios, renovação das lavouras e expectativas de produção. O encontro é promovido pela Syngenta.

Alguns pontos são comuns à maioria das regiões avaliadas, entre eles, a ocorrência de doenças consideradas secundárias, com especial atenção à ocorrência de mancha-aureolada, cercóspora e phoma. As bacterioses, em especial, tiveram alta incidência, principalmente em regiões mais elevadas e com predominância de ventos. O ataque também foi significativo nos viveiros, com grandes perdas.
A corrida para novos plantios também não foi confirmada, sendo concentrados esforços para a renovação das lavouras, exceto na região do cerrado Mineiro. Também foi consenso o aumento da aquisição de maquinário, sobremaneira para a colheita e pós-colheita, resultado de uma escassez generalizada e alto custo da mão de obra. O investimento em insumos também foi de 10 a 20% acima da média, nas principais regiões produtoras.
No Sul de Minas, região produtora com expectativa de colher 12,6 milhões de sacas em 2012, os especialistas confirmam que as lavouras estão vigorosas, mas problemas climáticos afetaram a floração, com reflexos no desenvolvimento dos grãos e no futuro rendimento da safra. Foram plantados em torno de 45 milhões de mudas, sobretudo, para renovação e em menor escala para novos plantios.
Na região da Mogiana, segundo os especialistas, a safra deverá ser em torno de 1,5 milhões de sacas, o que significa uma redução de 10 a 15% com relação a 2011. A região conhecida como Matas de Minas tem expectativa de colher algo em torno de 8,5 milhões de sacas, resultado de boa florada, porém, com pegamento inferior ao previsto.
No Cerrado Mineiro, a expectativa dos especialistas é que sejam colhidas 5,4 milhões de sacas, com uma corrida para novos plantios. Assim como nas demais regiões, o preço do café praticado em 2011 inibiu a realização de podas, o que deverá repercutir na próxima safra.
Segundo os especialistas do centro-oeste paulista, região que deverá ter uma produção em torno de 1,3 milhão de sacas em 2012, houve grande investimento visando a qualidade do café, com redução da colheita no chão e crescimento do cereja descascado (CD), com foco no mercado de cafés diferenciados.
A qualidade dos cafés das Matas de Minas, Cerrado e Sul de Minas também foram avaliadas pelos especialistas do G-Quality, que apresentaram o percentual de cada região por tipo de bebida. Matas de Minas apresentou 24% de café especial e superior, Sul de Minas e Cerrado apresentaram 50% destes tipos, sendo que o café sulmineiro é predominantemente natural (90%) e, no Cerrado, o café cereja descascado representa 30% da safra.

Café desaba mais um vez e bate nas mínimas de 18 meses na ICE

Café desaba mais um vez e bate nas mínimas de 18 meses na ICE
 Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Furures US encerraram esta quinta-feira com fortes perdas, ampliando ainda mais o quadro debilitado que vem sendo observado para os preços do grão desde o mês de fevereiro.  Após passar vários dias preso em um range construído após baixas sucessivas, o mercado deu sinais de uma tentativa de recuperação na quarta-feira, mas os avanços foram bastante modestos. Em uma quinta-feira de sinais negativos no mercado externo e de um forte volume de posições negociadas, uma nova onda vendedora passou a ser verificada na bolsa, com especuladores e fundos liquidando, o que permitiu fazer com que o suporte recente, em 181,05 centavos fosse rompido, o que deu espaço para vários stops de venda, com os preços voltando a ter quedas bastante fortes até atingir as mínimas de 18 meses.  Mesmo sobrevendido, o mercado, efetivamente, cumpriu uma expectativa de alguns operadores, que trabalhavam com a expectativa de haver ainda um espaço considerável para novas vendas e para a busca de patamares ainda mais baixos no mercado, numa continuidade do movimento de fraqueza que data desde maio do ano passado, quando os contratos falharam em buscar níveis superiores aos de 300 centavos por libra. No after-hours desta quinta as perdas se tornaram ainda mais efetivas e o maio encerrou cotado a 175,15 centavos, acumulando retração de mais de 5%.  No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve queda de 775 pontos com 176,95 centavos, sendo a máxima em 185,30 e a mínima em 174,45 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 760 pontos, com a libra a 179,75 centavos, sendo a máxima em 187,80 e a mínima em 177,30 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 14 dólares, com 2.008 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 6 dólares, com 2.002 dólares por tonelada.  De acordo com analistas internacionais, os contratos do café na bolsa nova-iorquina tiveram uma quinta-feira negra, ampliando ainda mais o quadro baixista, que já perdura há um considerável tempo. As baixas do dia levaram a posição maio a testar o menor nível desde outubro de 2010. Um operador sustentou que, mesmo tendo um "rally modesto" na quarta-feira, com o maio atingindo a máxima de 188,45 centavos, o sentimento baixista não foi apaziguado, sendo que várias especulações acerca da alta safra brasileira de arábica continuam pressionando o mercado. Assim, nesta quinta-feira os negócios se iniciaram negativamente e, no decorrer da sessão, novas perdas passaram a ser produzidas.  "Basicamente, eu penso que após ontem o mercado está muito desapontado", disse Hernando de la Roche, vice-presidente sênior da INTL Hencorp Futures. "O mercado hoje reassumiu sua tendência fortemente baixista", complementou. O primeiro contrato na bolsa nova-iorquina já experimenta uma baixa, ao longo deste ano, de 21%, sendo que a perspectiva de uma forte produção brasileira continua sendo um dos motivos apontados pelos participantes para tamanha depressão. Para De la Roche, a tendência é de o maio buscar se posicionar abaixo do nível de 175,00 centavos no curto prazo.  As exportações de café do Brasil em março, até o dia 21, totalizaram 1.080.002 sacas de café, queda de 4,62% em relação às 1.132.397 sacas registradas no mesmo período de fevereiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).  Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 600 sacas, indo para 1.548.151 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 37.671 lotes, com as opções tendo 2.671 calls e 1.450 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 185,30, 185,50, 186,00, 186,50, 187,00, 187,50, 188,00, 188,45-188,50, 189,00, 189,40, 189,50, 189,90-190,00, 190,50 e 191,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 174,45, 174,00, 173,50, 173,00, 172,50, 172,30, 172,00, 171,50, 171,00, 170,50, 170,10-170,00, 169,50, 169,00 e 168,50 centavos por libra.
  
 NY DESPENCA E ATINGE COTAÇÕES MAIS BAIXAS EM 18 MESES 
  A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quinta-feira com preços acentuadamente mais baixos, com perdas de 4% a 5%. As cotações caíram aos níveis mais baixos em 18 meses.    Traders destacaram que a queda foi mais associada a fatores técnicos e gráficos, com especuladores testando e conseguindo romper a linha de US$ 1,80 por libra-peso, que não foi recuperada na sessão. A mínima no contrato maio foi de US$ 1,74 a libra-peso, não vista desde outubro de 2010.    As notícias macroeconômicas negativas no dia, com retração da atividadeindustrial na China e na Alemanha, pesaram também sobre o café, estimulando vendas de especuladores e fundos. Não houve alteração nos fundamentos do café, segue o sentimento negativo aos preços com a proximidade da entrada da safra brasileira, mas nesse momento os aspectos técnicos foram mais importantes, sem haver maior força para o mercado dessa vez segurar a linha de US$ 1,80 no contrato maio. As informações partem de agências internacionais de notícias.    Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 176,95 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 7,75 centavos,ou de 4,2%. A posição julho fechou a 178,00 cents, com queda de 9,35 cents, ou de 5,0%.  

NOVA YORK FECHA EM BAIXA DE 4,2% COM ESPECULAÇÃO E AMPLA SAFRA
Nova York, 22 -
Os contratos futuros de café arábica fecharam em forte queda na Bolsa ICE Futures, em Nova York. Especuladores buscam um novo piso para o mercado, segundo operadores. O contrato maio caiu 775 pontos ou 4,20%, a 176,95 cents/lb, o nível mais baixo em 18 meses. "Depois das 11h45 (horário de Nova York), os futuros romperam a barreira de 180 cents e não voltaram mais aos níveis anteriores", afirmou o analista Marcio Bernardo, da corretora Newedge. Os preços atingiram uma mínima de 174,45 cents, o nível mais baixo desde outubro de 2010. Segundo operadores, notícias macroeconômicas negativas vindas da China e da Europa ajudaram a derrubar os contratos. No caso específico do café, porém, não houve nada que pudesse sinalizar uma queda tão forte hoje, disse Bernardo. Veja abaixo como ficaram os principais vencimentos em Nova York e Londres.
 As informações são da Dow Jones. 

   Londres reflete outros mercados, cai, mas fica acima de referencial
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quinta-feira com quedas, em uma sessão em que o maio voltou a testar intervalos abaixo do nível psicológico de 2.000 dólares. No entanto, algumas recompras foram verificadas na parte final do dia, permitindo que as cotações finais se posicionassem acima do referencial. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por predomínio dos vendedores especulativos, que seguiram o clima desfavorável verificado em mercados externos e, principalmente, nos cafés arábicas, que tiveram uma quinta-feira de perdas incisivas. Ao longo do dia, o maio chegou a bater na mínima de 1.992 dólares. Nesse nível, porém, algumas compras de comerciais e recompras especulativas puderam ser detectadas, o que permitiu que o fechamento do dia se desse com perdas apenas modestas. "Tivemos alguma pressão vendedora ao longo do dia, mas, ao mesmo tempo, o mercado ainda vive sob o controle da oferta limitada. As origens, notadamente o Vietnã, continuam a vender de forma bastante regrada e isso quando não permite ganhos ao menos abre espaço para limitar significativamente as perdas", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 4,65 mil lotes, com o julho tendo 3,19 mil lotes negociados. O spread entre as posições março e maio ficou em 6 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou queda de 14 dólares, com 2.008 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 6 dólares, com 2.002 dólares por tonelada.  

  EXTERIOR RUIM E ESPERA POR MEDIDAS SUSTENTAM DÓLAR ACIMA DE R$ 1,82
São Paulo, 22 -
O dólar oscilou em alta ante o real o dia todo e acima do patamar de R$ 1,82. A aversão ao risco no exterior causada por dados fracos da economia chinesa e europeia amparou a valorização da moeda norte-americana, com impacto sobre os negócios locais. Aqui, a persistente expectativa de novas medidas cambiais induziu também a correção de preço. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, prometeu a empresários que o governo continuará a fazer políticas de intervenção no câmbio que não permitam a subida do real. Desse modo, mesmo sem leilão do BC pelo segundo dia seguido, o dólar não fraquejou. "A moeda norte-americana ganhou um parceiro forte para sustentar sua valorização que é o desaquecimento da China, confirmado pelos indicadores", avaliou o operador Ovídio Pinho Soares, da corretora Interbolsa Brasil. Além disso, a certeza de que o governo brasileiro vai atuar se for preciso ajuda a criar inquietação. "O potencial vendedor de dólar se retrai e não tem pressa de vender, ajudando a sustentar os preços", observou. No fechamento, o dólar à vista estava em alta de 0,27%, a R$ 1,8240 no balcão, após oscilar da mínima em R$ 1,8210 (+0,11%) à máxima de R$ 1,8320 (+0,72%). Em março, a valorização acumulada pela divisa é de 6,29% mas, no ano, ainda cai 2,41%. Na BM&F, a moeda spot encerrou na mínima, a R$ 1,8220 (+0,07%). O giro financeiro registrado até 16h41 na clearing de câmbio somava US$ 2,082 bilhões (US$ 1,827 bilhão em D+2). No segmento de derivativos, às 17h02, o dólar para abril 2012 ganhava 0,11%, a R$ 1,8260, com giro de US$ 13,037 bilhões. Até esse horário, a cotação máxima foi de R$ 1,8365 e a mínima, de R$ 1,8235. Na reunião da presidente Dilma Rousseff com empresários hoje a questão do câmbio concentrou parte do debate. O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse que há um problema no câmbio, pois a atual taxa de R$ 1,80 é a mesma do ano 2000, porém, destacou, nos últimos 12 anos, ocorreu uma inflação de 112%. "Portanto, há uma distorção", avalia. Skaf sugeriu ao governo que o Reintegra, programa que devolve aos exportadores 3% do valor exportado, seja elevado para compensar parcialmente esses problemas do câmbio. Ele pediu também mais agilidade na área de defesa comercial e a redução dos juros e do spread bancário. Quanto à decisão do governo de desonerar a folha de alguns setores, Skaf disse que é boa, porém não é possível que a tributação seja transferida para o faturamento. "Tira os 20% da folha e não compensa em lugar nenhum", comentou.
   Câmbio
   O dólar comercial encerrou as negociações hoje com alta de 0,05%, a R$ 1,8200 para compra e R$ 1,8220 para venda. Na quarta-feira, a divisa havia encerrado com alta de 0,16%, cotada a R$ 1,8210.    A desaceleração da China manteve investidores cautelosos durante todo o dia, porém a divisa acabou encerrando as movimentações no mercado brasileiro de câmbio sem muita variação.