Café na ICE volta a cair e setembro se aproxima de 150 cents
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US parecem não ter limite nas quedas. Nesta quinta-feira, mais uma vez, fortes perdas foram reportadas e a posição julho ficou abaixo do nível psicológico de 150,00 centavos, menor nível desde junho de 2010. Novas liquidações especulativas e de fundos deram o tom dos negócios, sem que qualquer tentativa de reação mais efetiva tenha sido observada. Com isso, os bears (baixistas) encontram caminho livre para liquidar, mesmo em um dia como esta quinta, no qual os fatores externos se mostraram positivos, com queda do dólar para várias moedas internacionais, altas nas bolsas internacionais e também para o complexo commodities. Ao contrário do imaginado por muitos operadores, o nível de 150,00 centavos foi buscado, até com certa facilidade, para o setembro. A mínima do dia para a segunda posição foi de 150,70 centavos. Para alguns players, a tendência é de continuidade da pressão, sendo que o mercado não conta com nenhum indicador mais consistente para demonstrar uma mudança de tendência. Esses players lembraram que novos cafés brasileiros e indonésios chegam ao mercado e vão cumprindo a previsão de reequilibrar a oferta. Diante disso, apontaram, a expectativa é que muitos participantes liquidem suas posições, principalmente aqueles mais temerosos com a complexa situação vivida pelos mercados internacionais, abalados pela crise na Europa e pelos crescimentos mais modestos de vários países do mundo. Fundamentalmente, o mercado carece de maiores novidades. A questão climática no Brasil é acompanhada de lado, ainda que o país entre no inverno na próxima semana. Não são esperadas quedas mais proeminentes nas temperaturas do centro-sul do pais para os próximos dias. No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve queda de 330 pontos, com 149,20 centavos, sendo a máxima em 152,30 e a mínima em 148,85 centavos por libra, com o setembro tendo desvalorização de 315 pontos, com a libra a 151,05 centavos, sendo a máxima em 154,05 e a mínima em 150,70 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, julho teve alta de 3 dólares, com 2.093 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 5 dólares, com 2.104 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por novas baixas, baseadas basicamente por novas vendas vinculadas a indicadores gráficos de fraqueza. Para esses analistas, o café tem uma tendência de curto, médio e longo termo baixista. "Vemos uma formação baixista no longo prazo e por mais que alguns players tentem uma correção, o que se vê são novas vendas. Engatamos nas mínimas do dia anterior para ampliar ainda mais as perdas", disse Drew Geraghty, broker de commodities do Icap North America, em Nova Jersey. A Organização Internacional do Café ampliou para 20 milhões de sacas a estimativa para a safra 2011/2012 de café robusta do Vietnã, maior produtor do grão. O dado representa uma alta de 2,7% em relação à temporada anterior. A última projeção da entidade era de uma produção de 18,3 milhões de sacas. A instituição também estima que a produção mundial de café atinja 131,9 milhões de sacas neste ano-safra, contra 131,4 milhões de sacas previstas anteriormente. As exportações de café do Brasil em junho, até o dia 12, somaram 297.438 sacas, contra 385.022 sacas registradas no mesmo período de maio, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 6.074 sacas, indo para 1.570.723 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 39.650 lotes, com as opções tendo 2.045 calls e 2.109 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 152,30, 152,50, 153,00, 153,50, 154,00, 154,15, 155,45-155,50, 156,00, 156,50, 157,00, 157,50, 157,90-158,00, 158,50, 158,90-159,00, 159,35, 159,50, 159,90-160,00, 160,50, 161,00, 161,25, 161,50, 162,00, 162,50 e163,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 148,85, 148,50, 148,00, 147,50, 147,00, 146,50, 146,00, 145,50, 145,10-145,00, 144,50, 144,00 e 143,50 centavos por libra.
Londres tem dia movimentado e consegue fechar em alta
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quinta-feira com ligeiras altas, em uma sessão de forte movimento, com a predominância das rolagens de posições. A posição julho chegou a flutuar ligeiramente acima do nível psicológico de 2.100 dólares, no entanto, não conseguiu se sustentar nesse nível. Por sua vez, algumas ações de venda foram verificadas, até bater na mínima de 2.069 dólares, sendo que nesse nível compras de comerciais permitiram a recuperação dos preços e até as ligeiras altas ao final do dia. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por uma volatilidade média, em meio a uma considerável ação entre venda e compra especulativa. Ao final, o mercado demonstrou que ainda conta com alguma sustentação para os robustas e conseguiu manter um intervalo que, ainda que não seja aquele observado até há alguns dias, ainda mostra-se fortalecido, ao contrário, por exemplo, do que ocorre nos arábicas. "Temos um incremento nas rolagens de posições e o volume foi bem expressivo. O mercado ainda tentou buscar novas mínimas, mas voltamos a encontrar aquisições comerciais nas baixas, o que possibilitou fecharmos no lado positivo da escala, ainda que com ganhos ligeiros", disse um trader. O julho na bolsa londrina tem 33,3 mil contratos em aberto, contra 38,6 mil do setembro. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de julho com uma movimentação de 19,0 mil lotes, com o setembro tendo 17,8 mil lotes negociados. O spread entre as posições julho e setembro ficou em 11 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição julho teve alta de 3 dólares, com 2.093 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 5 dólares, com 2.104 dólares por tonelada. Responder Encaminhar
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Café rompe novos suportes e fecha dia com perdas na ICE
Café rompe novos suportes e fecha dia com perdas na ICE
Os contratos futuros de café arábica tiveram mais um dia de perdas na ICE Futures US, com a primeira posição experimentando os menores níveis em dois anos, na continuidade do cenário negro que vem sendo experimentado pela commodity ao longo dos últimos tempos. No dia, após operar próximo da estabilidade ao longo de toda a primeira parte da sessão, o café passou a ser pressionado com o acionamento de novas ordens de venda e as perdas começaram a ganhar corpo, com o julho chegando a registrar retração de 235 pontos. Nas mínimas, algumas recompras foram observadas, mas elas apenas contribuíram para diminuir ligeiramente os prejuízos. Tecnicamente, o mercado continua demonstrando um viés baixista de curto a longo prazo, com os compradores se mostrando reticentes e sem força. Por sua vez, o cenário externo continua a afetar o segmento café e apenas contribui para que os resultados ruins se ampliem. Apesar dos constantes rompimentos das “mínimas”, não se verificam acionamentos de stops, o que vem permitindo fazer com que a primeira posição continua efetivamente dentro do nível de 150,00 centavos. No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve queda de 170 pontos, com 152,50 centavos, sendo a máxima em 155,15 e a mínima em 151,85 centavos por libra, com o setembro tendo desvalorização de 115 pontos, com a libra a 154,20 centavos, sendo a máxima em 156,40 e a mínima em 153,70 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, julho teve alta de 28 dólares, com 2.090 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 29 dólares, com 2.099 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, a pressão e a incerteza sobre a crise das dívidas na Europa e o foco na nova eleição na Grécia contribuem para que o mercado continue a se movimentar nervosamente, em geral, focado na liquidação de posições, com os players se voltando em direção de mercados de menor risco. "A aversão a riscos é um fato recorrendo do atual momento delicado e sentimos problemas como os do café também em segmentos como de cacau e açúcar", indicou um trader. "Quando eu lanço um olhar sobre o mercado de café só consigo ver que ele está tão fraco. A colheita no Brasil está se acelerando e isso, no curto prazo, só favorece novas vendas", indicou Sterling Smith, vice-presidente de pesquisas em commodities do Citibank, em Chicago. Operadores sustentaram que o café se mostra muito vulnerável com a situação macroeconômica, sendo que nesta quarta, com novos indicadores ruins para bolsas internacionais e para o complexo commodity em geral, novas perdas foram estabelecidas. A produção de café do Vietnã no próximo ano pode cair 15%, reduzindo, portanto, a disponibilidade de grãos para a exportação, indicou a Vicofa (Associação de Café e Cacau do Vietnã). As floradas apareceram mais cedo devido às condições climáticas desfavoráveis, o que pode prejudicar a safra que se inicia em 01 de outubro, segundo a entidade. Mais de 35% das árvores cafeeiras do país estariam consideravelmente velhas e, assim, sem condições para produzir grãos de qualidade. O consumo doméstico de café no país pode se incrementar em 10% no próximo ano no país, contra 75 do atual exercício. Para o presidente da Vicofa, Luong Van Ta, em 2011/2012, a produção do país foi estimada em 18, 3 milhões de sacas. As exportações de café do Brasil em junho, até o dia 12, somaram 275.011 sacas, contra 301.380 sacas registradas no mesmo período de maio, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.173 sacas, indo para 1.564.649 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 41.321 lotes, com as opções tendo 1.421 calls e 547 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 155,15, 155,45-155,50, 156,00, 156,50, 157,00, 157,50, 157,90-158,00, 158,50, 158,90-159,00, 159,35, 159,50, 159,90-160,00, 160,50, 161,00, 161,25, 161,50, 162,00, 162,50, 163,00, 163,50 e 164,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 151,85, 151,50, 151,00, 150,50, 150,10-150,00, 149,50, 149,00, 148,50, 148,00, 147,50 e 147,00 centavos por libra.
Londres interrompe sequência e fecha dia com ganhos
Os contratos futuros de café robusta tiveram uma quarta-feira de recuperação parcial, após uma seqüência de baixas que fez com que a primeira posição chegasse a testar o menor patamar em um mês. Ao longo do dia, várias ações de rolagens de posição foram reportadas e o setembro já conta com um volume maior de contratos em aberto que o julho na bolsa londrina. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por algumas compras mais efetivas por parte de especuladores, com algumas aquisições também reportadas por parte de empresas comerciais. Com isso, o julho chegou a flutuar, durante parte do dia, acima do nível psicológico de 2.100 dólares, mas ao final da sessão, com algumas realizações, o encerramento se deu abaixo desse patamar, mas com ganhos. "Voltamos a registrar pouca oferta por parte de origens e, além disso, parte das altas vieram na esteira da notícia de que o Vietnã pode ter uma redução expressiva na sua produção de café na próxima temporada. Se os estoques europeus de robusta hoje já são limitados, caso o Vietnã efetivamente oferte menos a tendência é de termos um quadro extremamente apertado", disse um trader. O julho na bolsa londrina tem 35,4 mil contratos em aberto, contra 37,3 mil do setembro. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de julho com uma movimentação de 6,44 mil lotes, com o setembro tendo 7,37 mil lotes negociados. O spread entre as posições julho e setembro ficou em 9 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição julho teve alta de 28 dólares, com 2.090 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 29 dólares, com 2.099 dólares por tonelada.
Os contratos futuros de café arábica tiveram mais um dia de perdas na ICE Futures US, com a primeira posição experimentando os menores níveis em dois anos, na continuidade do cenário negro que vem sendo experimentado pela commodity ao longo dos últimos tempos. No dia, após operar próximo da estabilidade ao longo de toda a primeira parte da sessão, o café passou a ser pressionado com o acionamento de novas ordens de venda e as perdas começaram a ganhar corpo, com o julho chegando a registrar retração de 235 pontos. Nas mínimas, algumas recompras foram observadas, mas elas apenas contribuíram para diminuir ligeiramente os prejuízos. Tecnicamente, o mercado continua demonstrando um viés baixista de curto a longo prazo, com os compradores se mostrando reticentes e sem força. Por sua vez, o cenário externo continua a afetar o segmento café e apenas contribui para que os resultados ruins se ampliem. Apesar dos constantes rompimentos das “mínimas”, não se verificam acionamentos de stops, o que vem permitindo fazer com que a primeira posição continua efetivamente dentro do nível de 150,00 centavos. No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve queda de 170 pontos, com 152,50 centavos, sendo a máxima em 155,15 e a mínima em 151,85 centavos por libra, com o setembro tendo desvalorização de 115 pontos, com a libra a 154,20 centavos, sendo a máxima em 156,40 e a mínima em 153,70 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, julho teve alta de 28 dólares, com 2.090 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 29 dólares, com 2.099 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, a pressão e a incerteza sobre a crise das dívidas na Europa e o foco na nova eleição na Grécia contribuem para que o mercado continue a se movimentar nervosamente, em geral, focado na liquidação de posições, com os players se voltando em direção de mercados de menor risco. "A aversão a riscos é um fato recorrendo do atual momento delicado e sentimos problemas como os do café também em segmentos como de cacau e açúcar", indicou um trader. "Quando eu lanço um olhar sobre o mercado de café só consigo ver que ele está tão fraco. A colheita no Brasil está se acelerando e isso, no curto prazo, só favorece novas vendas", indicou Sterling Smith, vice-presidente de pesquisas em commodities do Citibank, em Chicago. Operadores sustentaram que o café se mostra muito vulnerável com a situação macroeconômica, sendo que nesta quarta, com novos indicadores ruins para bolsas internacionais e para o complexo commodity em geral, novas perdas foram estabelecidas. A produção de café do Vietnã no próximo ano pode cair 15%, reduzindo, portanto, a disponibilidade de grãos para a exportação, indicou a Vicofa (Associação de Café e Cacau do Vietnã). As floradas apareceram mais cedo devido às condições climáticas desfavoráveis, o que pode prejudicar a safra que se inicia em 01 de outubro, segundo a entidade. Mais de 35% das árvores cafeeiras do país estariam consideravelmente velhas e, assim, sem condições para produzir grãos de qualidade. O consumo doméstico de café no país pode se incrementar em 10% no próximo ano no país, contra 75 do atual exercício. Para o presidente da Vicofa, Luong Van Ta, em 2011/2012, a produção do país foi estimada em 18, 3 milhões de sacas. As exportações de café do Brasil em junho, até o dia 12, somaram 275.011 sacas, contra 301.380 sacas registradas no mesmo período de maio, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.173 sacas, indo para 1.564.649 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 41.321 lotes, com as opções tendo 1.421 calls e 547 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 155,15, 155,45-155,50, 156,00, 156,50, 157,00, 157,50, 157,90-158,00, 158,50, 158,90-159,00, 159,35, 159,50, 159,90-160,00, 160,50, 161,00, 161,25, 161,50, 162,00, 162,50, 163,00, 163,50 e 164,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 151,85, 151,50, 151,00, 150,50, 150,10-150,00, 149,50, 149,00, 148,50, 148,00, 147,50 e 147,00 centavos por libra.
Londres interrompe sequência e fecha dia com ganhos
Os contratos futuros de café robusta tiveram uma quarta-feira de recuperação parcial, após uma seqüência de baixas que fez com que a primeira posição chegasse a testar o menor patamar em um mês. Ao longo do dia, várias ações de rolagens de posição foram reportadas e o setembro já conta com um volume maior de contratos em aberto que o julho na bolsa londrina. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por algumas compras mais efetivas por parte de especuladores, com algumas aquisições também reportadas por parte de empresas comerciais. Com isso, o julho chegou a flutuar, durante parte do dia, acima do nível psicológico de 2.100 dólares, mas ao final da sessão, com algumas realizações, o encerramento se deu abaixo desse patamar, mas com ganhos. "Voltamos a registrar pouca oferta por parte de origens e, além disso, parte das altas vieram na esteira da notícia de que o Vietnã pode ter uma redução expressiva na sua produção de café na próxima temporada. Se os estoques europeus de robusta hoje já são limitados, caso o Vietnã efetivamente oferte menos a tendência é de termos um quadro extremamente apertado", disse um trader. O julho na bolsa londrina tem 35,4 mil contratos em aberto, contra 37,3 mil do setembro. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de julho com uma movimentação de 6,44 mil lotes, com o setembro tendo 7,37 mil lotes negociados. O spread entre as posições julho e setembro ficou em 9 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição julho teve alta de 28 dólares, com 2.090 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 29 dólares, com 2.099 dólares por tonelada.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Café na ICE mantém fraqueza e bate na mínima de dois anos
Café na ICE mantém fraqueza e bate na mínima de dois anos
Os contratos futuros de café arábica encerraram esta terça-feira com novas perdas, em mais uma sessão caracterizada por vendas especulativas. A primeira posição chegou, ao longo da manhã, a construir uma nova mínima e bater no menor patamar desde junho de 2010. Em meio a um grande quadro de fraqueza técnica, os bears (baixistas) atuam com facilidade e controlam as cotações. Por outro lado, o mercado não dá sinais de recuperar a força. Graficamente, se observa um quadro nitidamente sobrevendido, no entanto, resistências básicas não conseguem ser superadas. Ao longo do dia, por exemplo, o julho chegou a flutuar no nível de 155,00 centavos, sem, contudo, conseguir ir além dos 155,50 centavos, o que abre espaço para que os vendedores voltem a ser ativo. O mercado em Nova Iorque observa um aumento considerável nas rolagens de posição, principalmente entre julho e setembro, sendo que o início da notificação do primeiro contrato se dará no dia 21 de junho.Os contratos em abertos ao final da sessão passada na bolsa norte-americana estavam em 153.344 lotes, menor patamar desde 30 de abril. No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve queda de 90 pontos, com 154,20 centavos, sendo a máxima em 155,50 e a mínima em 153,30 centavos por libra, com o setembro tendo desvalorização de 135 pontos, com a libra a 155,35 centavos, sendo a máxima em 156,70 e a mínima em 154,80 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, julho teve estabilidade, com 2.062 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 1 dólar, com 2.070 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o mercado continua sendo pressionado por fatores técnicos e também pelo sentimento de muitos players de que a disponibilidade do grão se mostra cada vez menos apertada. A nova safra, de ciclo alto, do Brasil começa a chegar mais fortemente às mesas de comercialização, assim como os grãos da produção da Indonésia e, diante disso, muitos operadores, efetivamente, ampliam ainda mais suas vendas. Adicionalmente, continua a existir o grande temor com a crise na Europa. A terça-feira foi de calma nos mercados externos, com estabilidade para o índice CRB e alta para as bolsas de valores, mas nem esses dados mais "tranquilizadores" conseguiram dar sustentação para uma alta para o café. "Estamos seguindo uma linha baixista e os fundamentos não demonstram uma mudança de cenário. Alguns operadores duvidam sobre o rompimento do nível de 150,00 centavos, no entanto, os baixistas têm as cartas nas mãos e se sentirem confortáveis vão testar facilmente esse nível psicológico", indicou um trader. As exportações de café de El Salvador em maio caíram 46% em relação ao mesmo mês do ano anterior, com 118.458 sacas, indicou o Conselho Salvadorenho de Café. A redução reflete os prejuízos causados à produção do país pelo clima ao longo da safra. Em 2011/2012, o país já remeteu ao exterior 817.996 sacas, 40% a menos que na mesma época do ano passado. Durante os primeiros oito meses do atual ano-safra, os embarques geraram uma receita de 250,24 milhões de dólares, 28% a menos que em 2010/2011. As exportações de café do Brasil em junho, até o dia 11, somaram 130.905 sacas, contra 165.422 sacas registradas no mesmo período de maio, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 266 sacas, indo para 1.563.476 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 53.607 lotes, com as opções tendo 2.106 calls e 847 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 155,50, 156,00, 156,50, 157,00, 157,50, 157,90-158,00, 158,50, 158,90-159,00, 159,35, 159,50, 159,90-160,00, 160,50, 161,00, 161,25, 161,50, 162,00, 162,50, 163,00, 163,50 e 164,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 153,30, 153,00, 152,50, 152,30, 152,00, 151,50, 151,00, 150,50, 150,10-150,00, 149,50, 149,00, 148,50 e 148,00 centavos por libra.
Os contratos futuros de café arábica encerraram esta terça-feira com novas perdas, em mais uma sessão caracterizada por vendas especulativas. A primeira posição chegou, ao longo da manhã, a construir uma nova mínima e bater no menor patamar desde junho de 2010. Em meio a um grande quadro de fraqueza técnica, os bears (baixistas) atuam com facilidade e controlam as cotações. Por outro lado, o mercado não dá sinais de recuperar a força. Graficamente, se observa um quadro nitidamente sobrevendido, no entanto, resistências básicas não conseguem ser superadas. Ao longo do dia, por exemplo, o julho chegou a flutuar no nível de 155,00 centavos, sem, contudo, conseguir ir além dos 155,50 centavos, o que abre espaço para que os vendedores voltem a ser ativo. O mercado em Nova Iorque observa um aumento considerável nas rolagens de posição, principalmente entre julho e setembro, sendo que o início da notificação do primeiro contrato se dará no dia 21 de junho.Os contratos em abertos ao final da sessão passada na bolsa norte-americana estavam em 153.344 lotes, menor patamar desde 30 de abril. No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve queda de 90 pontos, com 154,20 centavos, sendo a máxima em 155,50 e a mínima em 153,30 centavos por libra, com o setembro tendo desvalorização de 135 pontos, com a libra a 155,35 centavos, sendo a máxima em 156,70 e a mínima em 154,80 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, julho teve estabilidade, com 2.062 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 1 dólar, com 2.070 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o mercado continua sendo pressionado por fatores técnicos e também pelo sentimento de muitos players de que a disponibilidade do grão se mostra cada vez menos apertada. A nova safra, de ciclo alto, do Brasil começa a chegar mais fortemente às mesas de comercialização, assim como os grãos da produção da Indonésia e, diante disso, muitos operadores, efetivamente, ampliam ainda mais suas vendas. Adicionalmente, continua a existir o grande temor com a crise na Europa. A terça-feira foi de calma nos mercados externos, com estabilidade para o índice CRB e alta para as bolsas de valores, mas nem esses dados mais "tranquilizadores" conseguiram dar sustentação para uma alta para o café. "Estamos seguindo uma linha baixista e os fundamentos não demonstram uma mudança de cenário. Alguns operadores duvidam sobre o rompimento do nível de 150,00 centavos, no entanto, os baixistas têm as cartas nas mãos e se sentirem confortáveis vão testar facilmente esse nível psicológico", indicou um trader. As exportações de café de El Salvador em maio caíram 46% em relação ao mesmo mês do ano anterior, com 118.458 sacas, indicou o Conselho Salvadorenho de Café. A redução reflete os prejuízos causados à produção do país pelo clima ao longo da safra. Em 2011/2012, o país já remeteu ao exterior 817.996 sacas, 40% a menos que na mesma época do ano passado. Durante os primeiros oito meses do atual ano-safra, os embarques geraram uma receita de 250,24 milhões de dólares, 28% a menos que em 2010/2011. As exportações de café do Brasil em junho, até o dia 11, somaram 130.905 sacas, contra 165.422 sacas registradas no mesmo período de maio, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 266 sacas, indo para 1.563.476 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 53.607 lotes, com as opções tendo 2.106 calls e 847 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 155,50, 156,00, 156,50, 157,00, 157,50, 157,90-158,00, 158,50, 158,90-159,00, 159,35, 159,50, 159,90-160,00, 160,50, 161,00, 161,25, 161,50, 162,00, 162,50, 163,00, 163,50 e 164,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 153,30, 153,00, 152,50, 152,30, 152,00, 151,50, 151,00, 150,50, 150,10-150,00, 149,50, 149,00, 148,50 e 148,00 centavos por libra.
Presidente do Federal Reserve de Chicago admitiu a possibilidade de novos estímulos
Presidente do Federal Reserve de Chicago admitiu a possibilidade de novos estímulos; Ibovespa subiu 1,94%.
Apoiado no movimento positivo de Wall Street e nas expectativas de novas medidas do Federal Reserve, o Ibovespa conseguiu voltar ao patamar dos 55 mil pontos nesta terça-feira (12/6).
O índice fechou o pregão regular com alta de 1,94%, a 55.094 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 5,66 bilhões.
A alta deste pregão segue o discurso do presidente do Federal Reserve de Chicago, Charles Evans, que admitiu a possibilidade do banco central americano anunciar algum tipo de estímulo econômico.
"O que mudou de ontem para hoje é essa expectativa", comentou o sócio da Teórica Investimentos, Rogério Freitas. Segundo ele, pode haver anúncios de novas medidas do Fed já na próxima semana.
Com os rumores, o S&P 500 e o Dow Jones subiram 1,17% e 1,31%, respectivamente, acompanhados pelo Nasdaq, que registrou valorização de 1,19%.
"As possibilidades que estão em discussão no mercado são o QE3 [quantitative easing ou flexibilização quantitativa] ou a redução da rentabilidade das reservas em excesso que os bancos têm no Fed", avalia Freitas.
Para o sócio da Teórica Investimentos, os dados recentes dos Estados Unidos corroboram essa expectativa, mostrando um crescimento mais fraco da economia americana.
Nesta tarde, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou um déficit fiscal de US$ 124,636 bilhões em maio deste ano, resultado pior do que o superávit de US$ 59,1 bilhões verificado em abril.
Na Europa, a atenção segue em torno das eleições da Grécia, marcadas para o dia 17 de junho, e o resgate de € 100 bilhões aos bancos espanhóis.
Segundo a Fitch, há a possibilidade de que os ativos bancários da Espanha se deteriorem mais. Dessa forma, a agência de classificação de risco cortou a nota de 18 bancos locais.
O movimento positivo foi mais tímido por lá. O CAC 40, de Paris, o Dax, de Frankfurt, e o FTSE 100, de Londres, subiram 0,14%, 0,33% e 0,76%, nesta ordem.
Na agenda doméstica, a condição da economia brasileira segue em discussão. O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou nesta terça-feira esperar o recuo da inadimplência e o crescimento do crédito a partir do segundo semestre.
Já a presidente Dilma Rousseff voltou a defender a redução dos juros e o estímulo ao consumo, dizendo que o Brasil possui "forças internas" para fazer frente à crise internacional.
Nesta manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados do emprego na indústria, revelando uma queda de 0,3% em abril, frente a março.
Destaques
Na Bolsa, após anunciar a prorrogação em 10 dias da oferta de troca de suas ações pelas da Lan, a Tam (TAMM4) registrou a maior alta do Ibovespa, de 6,84%.
Na outra ponta ficaram os papéis preferenciais classe A da Usiminas (USIM5), com queda de 1,64%.
Câmbio
No mercado de câmbio, sem intervenções do Banco Central, o dólar comercial subiu 0,38%, cotado a R$ 2,063 na compra e R$ 2,065 na venda.
Apoiado no movimento positivo de Wall Street e nas expectativas de novas medidas do Federal Reserve, o Ibovespa conseguiu voltar ao patamar dos 55 mil pontos nesta terça-feira (12/6).
O índice fechou o pregão regular com alta de 1,94%, a 55.094 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 5,66 bilhões.
A alta deste pregão segue o discurso do presidente do Federal Reserve de Chicago, Charles Evans, que admitiu a possibilidade do banco central americano anunciar algum tipo de estímulo econômico.
"O que mudou de ontem para hoje é essa expectativa", comentou o sócio da Teórica Investimentos, Rogério Freitas. Segundo ele, pode haver anúncios de novas medidas do Fed já na próxima semana.
Com os rumores, o S&P 500 e o Dow Jones subiram 1,17% e 1,31%, respectivamente, acompanhados pelo Nasdaq, que registrou valorização de 1,19%.
"As possibilidades que estão em discussão no mercado são o QE3 [quantitative easing ou flexibilização quantitativa] ou a redução da rentabilidade das reservas em excesso que os bancos têm no Fed", avalia Freitas.
Para o sócio da Teórica Investimentos, os dados recentes dos Estados Unidos corroboram essa expectativa, mostrando um crescimento mais fraco da economia americana.
Nesta tarde, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou um déficit fiscal de US$ 124,636 bilhões em maio deste ano, resultado pior do que o superávit de US$ 59,1 bilhões verificado em abril.
Na Europa, a atenção segue em torno das eleições da Grécia, marcadas para o dia 17 de junho, e o resgate de € 100 bilhões aos bancos espanhóis.
Segundo a Fitch, há a possibilidade de que os ativos bancários da Espanha se deteriorem mais. Dessa forma, a agência de classificação de risco cortou a nota de 18 bancos locais.
O movimento positivo foi mais tímido por lá. O CAC 40, de Paris, o Dax, de Frankfurt, e o FTSE 100, de Londres, subiram 0,14%, 0,33% e 0,76%, nesta ordem.
Na agenda doméstica, a condição da economia brasileira segue em discussão. O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou nesta terça-feira esperar o recuo da inadimplência e o crescimento do crédito a partir do segundo semestre.
Já a presidente Dilma Rousseff voltou a defender a redução dos juros e o estímulo ao consumo, dizendo que o Brasil possui "forças internas" para fazer frente à crise internacional.
Nesta manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados do emprego na indústria, revelando uma queda de 0,3% em abril, frente a março.
Destaques
Na Bolsa, após anunciar a prorrogação em 10 dias da oferta de troca de suas ações pelas da Lan, a Tam (TAMM4) registrou a maior alta do Ibovespa, de 6,84%.
Na outra ponta ficaram os papéis preferenciais classe A da Usiminas (USIM5), com queda de 1,64%.
Câmbio
No mercado de câmbio, sem intervenções do Banco Central, o dólar comercial subiu 0,38%, cotado a R$ 2,063 na compra e R$ 2,065 na venda.
Novos dados revelam que os torrefadores estão adicionando mais robusta nos EUA
Novos dados revelam que os torrefadores estão adicionando mais robusta nos EUA
Os torrefadoras de café calmamente construíram uma façanha financeira do ano passado que passou despercebido pela maioria dos clientes, adicionando uma maior proporção do mais barato, robusta, quando preço do café de primeira linha arábica subiram. Como novos dados revelam a extensão surpreendente de que a substituição, que parece ter sido muito mais difundido do que os especialistas acreditavam ser possível, a indústria enfrenta uma questão perturbadora: Como o prêmio de preço para os arábica retornam para níveis historicamente normais, torrefadores voltam a comprar? A resposta curta parece ser NÃO. O "swing" na demanda foi surpreendentemente decisivo e rápido. Importações norte-americanas de robusta subiram quase 80 por cento no primeiro trimestre deste ano em comparação com um ano atrás, enquanto arábica caiu perto de um terço, dados da OIC mostram o que provavelmente reflete as compras feitas durante o ano passado. "O que estamos percebendo é que todo mundo subestimou a quantidade de demanda robusta, porque todo mundo pensava ... que havia apenas uma quantidade determinada de robusta que podia-se adicionar às suas misturas", disse Ernesto Alvarez, presidente-executivo da norte-americana de café da COEX Internacional. Parte do aumento da demanda robusta pode ser explicado pela mudança de gostos com parte dos consumidores norte-americanos buscando preços mais baixos nas marcas devido ao aumento dos preços. Menor custo fez com que Folgers da JM Smucker, e Maxwell House da Kraft Foods aumentassem sua participação de mercado como mostra a pesquisa. Os dados estão começando a oferecer alguma credibilidade à especulação generalizada do mercado de que alguns torrefadores dos Estados Unidos aumentaram o conteúdo robusta para um nível bem mais alto em suas ultra-secretas misturas do que muitos pensavam poder acontecer, sacrificar a qualidade ou nem tanto, a fim de manter suas margens de lucro.
Os torrefadoras de café calmamente construíram uma façanha financeira do ano passado que passou despercebido pela maioria dos clientes, adicionando uma maior proporção do mais barato, robusta, quando preço do café de primeira linha arábica subiram. Como novos dados revelam a extensão surpreendente de que a substituição, que parece ter sido muito mais difundido do que os especialistas acreditavam ser possível, a indústria enfrenta uma questão perturbadora: Como o prêmio de preço para os arábica retornam para níveis historicamente normais, torrefadores voltam a comprar? A resposta curta parece ser NÃO. O "swing" na demanda foi surpreendentemente decisivo e rápido. Importações norte-americanas de robusta subiram quase 80 por cento no primeiro trimestre deste ano em comparação com um ano atrás, enquanto arábica caiu perto de um terço, dados da OIC mostram o que provavelmente reflete as compras feitas durante o ano passado. "O que estamos percebendo é que todo mundo subestimou a quantidade de demanda robusta, porque todo mundo pensava ... que havia apenas uma quantidade determinada de robusta que podia-se adicionar às suas misturas", disse Ernesto Alvarez, presidente-executivo da norte-americana de café da COEX Internacional. Parte do aumento da demanda robusta pode ser explicado pela mudança de gostos com parte dos consumidores norte-americanos buscando preços mais baixos nas marcas devido ao aumento dos preços. Menor custo fez com que Folgers da JM Smucker, e Maxwell House da Kraft Foods aumentassem sua participação de mercado como mostra a pesquisa. Os dados estão começando a oferecer alguma credibilidade à especulação generalizada do mercado de que alguns torrefadores dos Estados Unidos aumentaram o conteúdo robusta para um nível bem mais alto em suas ultra-secretas misturas do que muitos pensavam poder acontecer, sacrificar a qualidade ou nem tanto, a fim de manter suas margens de lucro.
Chuva prejudica colheita de café na região Sudeste
Chuva prejudica colheita de café na região Sudeste
As chuvas dos últimos dias têm atrasado a colheita de café nas áreas de atuação da Cooxupé, a maior cooperativa de café do mundo, com sede em Guaxupé (MG).Em relatório divulgado ontem pela cooperativa, relativo ao período de 03 a 09 de junho, apenas 4,18% da área total pesquisada pela Cooxupé - Sul de Minas, Mogiana Paulista e Cerrado Mineiro - já foi colhida. "O número ainda é insignificante em termos de colheita", observa Carlos Augusto Rodrigues de Melo, vice-presidente da Cooxupé.Ele relata que, diante das chuvas fortes da última segunda-feira, os produtores de várias regiões do sul mineiro não colheram as lavouras ontem. Em alguns locais, o volume de água foi de 30 a 40 milímetros. De acordo com o vice-presidente, a chuva já prejudicou a qualidade dos grãos. "Se continuar a chover, teremos um dos piores anos em termos de qualidade do café", observa. Além de os grãos caírem do pé, a planta também fica comprometida com o excesso de umidade nas próximas safras.De acordo com a Somar Meteorologia, as chuvas da semana passada atrapalharam a colheita e secagem dos grãos em praticamente todas as regiões cafeeiras do Sudeste. A chegada de uma nova frente fria no fim desta semana deve trazer mais chuvas para as regiões cafeeiras.
As chuvas dos últimos dias têm atrasado a colheita de café nas áreas de atuação da Cooxupé, a maior cooperativa de café do mundo, com sede em Guaxupé (MG).Em relatório divulgado ontem pela cooperativa, relativo ao período de 03 a 09 de junho, apenas 4,18% da área total pesquisada pela Cooxupé - Sul de Minas, Mogiana Paulista e Cerrado Mineiro - já foi colhida. "O número ainda é insignificante em termos de colheita", observa Carlos Augusto Rodrigues de Melo, vice-presidente da Cooxupé.Ele relata que, diante das chuvas fortes da última segunda-feira, os produtores de várias regiões do sul mineiro não colheram as lavouras ontem. Em alguns locais, o volume de água foi de 30 a 40 milímetros. De acordo com o vice-presidente, a chuva já prejudicou a qualidade dos grãos. "Se continuar a chover, teremos um dos piores anos em termos de qualidade do café", observa. Além de os grãos caírem do pé, a planta também fica comprometida com o excesso de umidade nas próximas safras.De acordo com a Somar Meteorologia, as chuvas da semana passada atrapalharam a colheita e secagem dos grãos em praticamente todas as regiões cafeeiras do Sudeste. A chegada de uma nova frente fria no fim desta semana deve trazer mais chuvas para as regiões cafeeiras.
Exportação de café verde tem queda de 19,09%
A Secretaria de Produção e Agroenergia, do Ministério da Agricultura, com base em números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou o relatório sobre as receitas cambiais nos cinco primeiros meses deste ano referentes à:
Exportação de café verde : teve queda de 19,09% em comparação com o mesmo período de 2011. O faturamento alcançou US$ 2,466 bilhões, ante US$ 3,047 bilhões . O volume embarcado no período teve redução de 22,68%, para 570.602 toneladas ante 738.008 t no mesmo período de 2011. O preço médio de exportação teve elevação de 4,65% no período, de US$ 4.129/t para US$ 4.321/t. A receita cambial teve crescimento para apenas 4 entre os 15 principais destinos do café brasileiro: Reino Unido (67,99%), Argentina (13,28%), Suécia (12,29%) e Eslovênia (4,80%). Em contrapartida, foi significativa a queda para Estados Unidos (32,32%), Espanha (28,02%), Rússia (23,53%) e Itália (12,55%). O principal comprador de café verde brasileiro no período, em volume, é a Alemanha, que apresentou queda de 21,60% ante o mesmo período de 2011. O segundo principal importador foram os Estados Unidos (queda de 31,83%). Entre os principais compradores, o volume embarcado aumentou para apenas dois destinos: Reino Unido (24,54%) e Suécia (5,75%). Em termos porcentuais, houve diminuiç&atil de;o expressiva no volume vendido para: Espanha (34,98%), Bélgica (32,32%), EUA (31,83%) e Coreia do Sul (25,45%) .
E xportação brasileira de café torrado e moído : apresentou queda de 14,03% em relação ao mesmo período do ano passado. Os industriais faturaram US$ 8,037 milhões . O País exportou no período 1.047 toneladas do produto, com redução de 28,48% em relação ao ano anterior (1.464 t). O preço médio da tonelada no período ficou em US$ 7.676/t, ante US$ 6.386/t, representando elevação de 20,21%. Segundo o relatório, os Estados Unidos foram o principal destino do café processado brasileiro, com redução de 7,06%, em termos de receita. O segundo principal mercado foi a Itália (-37,10%), seguido de Argentina (+1,38%) e Japão (-30,22%).
Exportação de café solúvel : registrou elevação de 9,77% em relação ao mesmo período de 2011. Os industriais faturaram US$ 263,963 milhões, em comparação com US$ 240,470 milhões entre janeiro e maio do ano passado . O País exportou no período 29.249 toneladas, com redução de 5,71% em relação a 2011 (31.019 t). O preço médio da tonelada ficou em US$ 9.025/t, ante US$ 7.752/t em 2011, representando elevação de 16,41%. Segundo o relatório, os Estados Unidos foram o principal do destino do café processado brasileiro nos primeiros cinco meses de 2012, com elevação de 3,15% em termos de receita sobre 2011. Mas também foi significativo o aumento da receita, em termos porcentuais, para Equador (200,39%), Reino Unido (128,86%), Hungria (132,64%) e Coreia do Sul (66,78%). Entre os 15 principais destinos do café processado brasileiro, apenas dois tiveram redução: Finlândia (-52,54%) e Canadá (-25,05%). O principal comprador de café solúvel brasileiro nos primeiros c inco meses do ano, em volume, foram os Estados Unidos, que apresentaram queda de 17,96% ante 2011. Em termos porcentuais, houve aumento significativo no volume vendido para Equador (184,66%), Reino Unido (116,17%) e Hungria (83,85%). Em contrapartida, houve queda em volume principalmente para: Finlândia (52,52%), Canadá (-34,03%) e Indonésia (18,16%).
Exportação de café verde : teve queda de 19,09% em comparação com o mesmo período de 2011. O faturamento alcançou US$ 2,466 bilhões, ante US$ 3,047 bilhões . O volume embarcado no período teve redução de 22,68%, para 570.602 toneladas ante 738.008 t no mesmo período de 2011. O preço médio de exportação teve elevação de 4,65% no período, de US$ 4.129/t para US$ 4.321/t. A receita cambial teve crescimento para apenas 4 entre os 15 principais destinos do café brasileiro: Reino Unido (67,99%), Argentina (13,28%), Suécia (12,29%) e Eslovênia (4,80%). Em contrapartida, foi significativa a queda para Estados Unidos (32,32%), Espanha (28,02%), Rússia (23,53%) e Itália (12,55%). O principal comprador de café verde brasileiro no período, em volume, é a Alemanha, que apresentou queda de 21,60% ante o mesmo período de 2011. O segundo principal importador foram os Estados Unidos (queda de 31,83%). Entre os principais compradores, o volume embarcado aumentou para apenas dois destinos: Reino Unido (24,54%) e Suécia (5,75%). Em termos porcentuais, houve diminuiç&atil de;o expressiva no volume vendido para: Espanha (34,98%), Bélgica (32,32%), EUA (31,83%) e Coreia do Sul (25,45%) .
E xportação brasileira de café torrado e moído : apresentou queda de 14,03% em relação ao mesmo período do ano passado. Os industriais faturaram US$ 8,037 milhões . O País exportou no período 1.047 toneladas do produto, com redução de 28,48% em relação ao ano anterior (1.464 t). O preço médio da tonelada no período ficou em US$ 7.676/t, ante US$ 6.386/t, representando elevação de 20,21%. Segundo o relatório, os Estados Unidos foram o principal destino do café processado brasileiro, com redução de 7,06%, em termos de receita. O segundo principal mercado foi a Itália (-37,10%), seguido de Argentina (+1,38%) e Japão (-30,22%).
Exportação de café solúvel : registrou elevação de 9,77% em relação ao mesmo período de 2011. Os industriais faturaram US$ 263,963 milhões, em comparação com US$ 240,470 milhões entre janeiro e maio do ano passado . O País exportou no período 29.249 toneladas, com redução de 5,71% em relação a 2011 (31.019 t). O preço médio da tonelada ficou em US$ 9.025/t, ante US$ 7.752/t em 2011, representando elevação de 16,41%. Segundo o relatório, os Estados Unidos foram o principal do destino do café processado brasileiro nos primeiros cinco meses de 2012, com elevação de 3,15% em termos de receita sobre 2011. Mas também foi significativo o aumento da receita, em termos porcentuais, para Equador (200,39%), Reino Unido (128,86%), Hungria (132,64%) e Coreia do Sul (66,78%). Entre os 15 principais destinos do café processado brasileiro, apenas dois tiveram redução: Finlândia (-52,54%) e Canadá (-25,05%). O principal comprador de café solúvel brasileiro nos primeiros c inco meses do ano, em volume, foram os Estados Unidos, que apresentaram queda de 17,96% ante 2011. Em termos porcentuais, houve aumento significativo no volume vendido para Equador (184,66%), Reino Unido (116,17%) e Hungria (83,85%). Em contrapartida, houve queda em volume principalmente para: Finlândia (52,52%), Canadá (-34,03%) e Indonésia (18,16%).
terça-feira, 12 de junho de 2012
Roubini: Se Grécia sair, haverá corrida aos depósitos em Portugal, Espanha e Itália
Roubini: Se Grécia sair, haverá corrida aos depósitos em Portugal, Espanha e Itália
O economista norte-americano Nouriel Roubini alertou hoje para o colapso da zona euro se a Grécia sair da moeda única, sublinhando que este cenário "sairia mais caro" à Alemanha do que ajudar os parceiros europeus. "Quem cortar a corrente aos gregos, provocará o desmoronamento total da zona euro", disse o professor de economia, que se tornou famoso por ter sido um dos que previu a quebra do mercado imobiliário norte-americano e a subsequente crise económica e financeira internacional, a partir de 2007. Se a Grécia entrar em colapso "haverá uma corrida aos depósitos nos bancos em Portugal na Espanha e na Itália", alertou o ex-conselheiro da administração norte-americana, traçando um cenário que muitos analistas consideram possível, se a aliança da esquerda radical helénica, a Syriza, que pretende denunciar o memorando de entendimento com a 'troika', ganhar as legislativas do próximo domingo. Perante os riscos de um contágio ainda maior a várias economias da moeda única, Roubini acha aconselhável manter a Grécia no euro, ou pela menos possibilitar-lhe uma saída gradual, ou seja, continuar a ajudar financeiramente Atenas, mesmo se o país voltar à sua antiga moeda, o Dracma. "Ambas as soluções são mais baratas para os contribuintes alemães do que deixar a zona euro afundar-se", sublinhou Roubini. Em entrevista conjunta com o professor de economia da Universidade norte-americana de Harvard ao site Spiegel Online, Roubini explicou ainda o que pode acontecer à maior economia europeia se a zona euro implodir. "O bem-estar alemão depende da união monetária, porque os exportadores alemães têm vantagens com o euro, a zona euro absorve 42 por cento das exportações alemãs, e não interessa à Alemanha ter metade deste mercado em recessão", vincou Roubini. As exportações da Alemanha para Espanha, Grécia, Itália e Portugal caíram acentuadamente no primeiro trimestre de 2012, segundo dados publicados no princípio deste mês pelo Instituto Federal de Estatística (Destatis). As vendas alemãs a Itália recuaram 7,6 por cento, à Espanha 7,8 por cento, a Portugal 14 por cento e à Grécia 9,8 por cento, no referido período, em comparação com igual trimestre de 2011, revelou o Destatis.
O economista norte-americano Nouriel Roubini alertou hoje para o colapso da zona euro se a Grécia sair da moeda única, sublinhando que este cenário "sairia mais caro" à Alemanha do que ajudar os parceiros europeus. "Quem cortar a corrente aos gregos, provocará o desmoronamento total da zona euro", disse o professor de economia, que se tornou famoso por ter sido um dos que previu a quebra do mercado imobiliário norte-americano e a subsequente crise económica e financeira internacional, a partir de 2007. Se a Grécia entrar em colapso "haverá uma corrida aos depósitos nos bancos em Portugal na Espanha e na Itália", alertou o ex-conselheiro da administração norte-americana, traçando um cenário que muitos analistas consideram possível, se a aliança da esquerda radical helénica, a Syriza, que pretende denunciar o memorando de entendimento com a 'troika', ganhar as legislativas do próximo domingo. Perante os riscos de um contágio ainda maior a várias economias da moeda única, Roubini acha aconselhável manter a Grécia no euro, ou pela menos possibilitar-lhe uma saída gradual, ou seja, continuar a ajudar financeiramente Atenas, mesmo se o país voltar à sua antiga moeda, o Dracma. "Ambas as soluções são mais baratas para os contribuintes alemães do que deixar a zona euro afundar-se", sublinhou Roubini. Em entrevista conjunta com o professor de economia da Universidade norte-americana de Harvard ao site Spiegel Online, Roubini explicou ainda o que pode acontecer à maior economia europeia se a zona euro implodir. "O bem-estar alemão depende da união monetária, porque os exportadores alemães têm vantagens com o euro, a zona euro absorve 42 por cento das exportações alemãs, e não interessa à Alemanha ter metade deste mercado em recessão", vincou Roubini. As exportações da Alemanha para Espanha, Grécia, Itália e Portugal caíram acentuadamente no primeiro trimestre de 2012, segundo dados publicados no princípio deste mês pelo Instituto Federal de Estatística (Destatis). As vendas alemãs a Itália recuaram 7,6 por cento, à Espanha 7,8 por cento, a Portugal 14 por cento e à Grécia 9,8 por cento, no referido período, em comparação com igual trimestre de 2011, revelou o Destatis.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Café volta a ser pressionado e atinge nova mínima na ICE
Café volta a ser pressionado e atinge nova mínima na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com ligeiras quedas, após a primeira posição, mais uma vez, marcar a mínima de mais de 23 meses, num quadro consolidativo da fraqueza que vem regendo os negócios de café há mais de um ano. Em um dia com um volume de negócios altos, as compras foram bastante limitadas e sem conseguir buscar nenhuma resistência mais efetiva, o mercado abril espaço para novas vendas. Com isso, o julho rompeu a mínima recente, em 154,60 centavos, em mais uma demonstração da fraqueza dos fundamentos. No entanto, não houve o acionamento de novos stops de venda, o que permitiu que o fechamento se desse em níveis relativamente modestos de perdas. Tecnicamente, o mercado não apresenta novidades. A tendência de curto, médio e longo prazo se mostra baixista. Mesmo com a avaliação de gráficos de que a situação é de sobrevenda, não há "fôlego" para se efetuar correções básicas e resistências primárias, como o nível de 160,00 centavos, não conseguem ser buscadas. No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve queda de 50 pontos, com 155,10 centavos, sendo a máxima em 157,90 e a mínima em 153,70 centavos por libra, com o setembro tendo desvalorização de 70 pontos, com a libra a 156,70 centavos, sendo a máxima em 159,60 e a mínima em 155,20 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, julho teve queda de 12 dólares com 2.062 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 7 dólares, com 2.071 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por novas vendas especulativas. O julho teve o nível de 154,60 centavos rompido e, com isso, uma nova mínima de quase dois anos foi experimentada, em 153,70 centavos. No entanto, indicaram os analistas, nas mínimas, algumas compras especulativas e de comerciais puderam ser notadas, o que permitiu que as perdas do dia fossem minimizadas, ainda que o clima baixistas se mantenha efetivo. "Boa parte das quedas vieram também como reflexo dos mercados externos. A questão da ajuda econômica a Espanha não foi muito bem 'digerida' e as bolsas nos Estados Unidos caíram. O complexo de commodities também recuou, com o petróleo, café, ouro, entre outros produtos tendo perdas", sustentou um trader, que lembrou que as quedas do dia foram mais consistentes no after-hours, que teve o julho encerrando a 154,10 centavos por libra para o julho. "Ninguém se arrisca em investir suas fichas nesse mercado, já que existe o temor com o cenário macroeconômico", disse um dealer, ao ressaltar que fatores como a crise na Europa tem um valor muito alto para a composição das perdas do café. "A tendência de baixa que temos acompanhado dos diferenciais para o 'C', que hoje estão mais próximos de seus níveis históricos como não víamos há três anos, é um fator que assombra aqueles que continuam crendo em uma recuperação rápida do terminal. Parece que só mesmo os fundos vendidos em Nova Iorque, com uma possível cobertura de suas posições, é que trarão algum alento para os que estão apostando na alta. Ou então uma onda de frio que assuste os baixistas. A tendência de baixa continua intacta, tecnicamente falando", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, da Archer Consulting, que, no entanto, acredita na preservação do nível de 150,00 centavos por libra. As exportações de café do Brasil em junho, até o dia 8, somaram 108.132 sacas, contra 165.422 sacas registradas no mesmo período de maio, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 400 sacas, indo para 1.563.742 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 46.739 lotes, com as opções tendo 493 calls e 425 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 157,90-158,00, 158,50, 158,90-159,00, 159,35, 159,50, 159,90-160,00, 160,50, 161,00, 161,25, 161,50, 162,00, 162,50, 163,00, 163,50, 164,00, 164,50 e 164,90-165,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 153,70, 153,50, 153,00, 152,50, 152,30, 152,00, 151,50, 151,00, 150,50 e 150,10-150,00 centavos por libra.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com ligeiras quedas, após a primeira posição, mais uma vez, marcar a mínima de mais de 23 meses, num quadro consolidativo da fraqueza que vem regendo os negócios de café há mais de um ano. Em um dia com um volume de negócios altos, as compras foram bastante limitadas e sem conseguir buscar nenhuma resistência mais efetiva, o mercado abril espaço para novas vendas. Com isso, o julho rompeu a mínima recente, em 154,60 centavos, em mais uma demonstração da fraqueza dos fundamentos. No entanto, não houve o acionamento de novos stops de venda, o que permitiu que o fechamento se desse em níveis relativamente modestos de perdas. Tecnicamente, o mercado não apresenta novidades. A tendência de curto, médio e longo prazo se mostra baixista. Mesmo com a avaliação de gráficos de que a situação é de sobrevenda, não há "fôlego" para se efetuar correções básicas e resistências primárias, como o nível de 160,00 centavos, não conseguem ser buscadas. No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve queda de 50 pontos, com 155,10 centavos, sendo a máxima em 157,90 e a mínima em 153,70 centavos por libra, com o setembro tendo desvalorização de 70 pontos, com a libra a 156,70 centavos, sendo a máxima em 159,60 e a mínima em 155,20 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, julho teve queda de 12 dólares com 2.062 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 7 dólares, com 2.071 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por novas vendas especulativas. O julho teve o nível de 154,60 centavos rompido e, com isso, uma nova mínima de quase dois anos foi experimentada, em 153,70 centavos. No entanto, indicaram os analistas, nas mínimas, algumas compras especulativas e de comerciais puderam ser notadas, o que permitiu que as perdas do dia fossem minimizadas, ainda que o clima baixistas se mantenha efetivo. "Boa parte das quedas vieram também como reflexo dos mercados externos. A questão da ajuda econômica a Espanha não foi muito bem 'digerida' e as bolsas nos Estados Unidos caíram. O complexo de commodities também recuou, com o petróleo, café, ouro, entre outros produtos tendo perdas", sustentou um trader, que lembrou que as quedas do dia foram mais consistentes no after-hours, que teve o julho encerrando a 154,10 centavos por libra para o julho. "Ninguém se arrisca em investir suas fichas nesse mercado, já que existe o temor com o cenário macroeconômico", disse um dealer, ao ressaltar que fatores como a crise na Europa tem um valor muito alto para a composição das perdas do café. "A tendência de baixa que temos acompanhado dos diferenciais para o 'C', que hoje estão mais próximos de seus níveis históricos como não víamos há três anos, é um fator que assombra aqueles que continuam crendo em uma recuperação rápida do terminal. Parece que só mesmo os fundos vendidos em Nova Iorque, com uma possível cobertura de suas posições, é que trarão algum alento para os que estão apostando na alta. Ou então uma onda de frio que assuste os baixistas. A tendência de baixa continua intacta, tecnicamente falando", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, da Archer Consulting, que, no entanto, acredita na preservação do nível de 150,00 centavos por libra. As exportações de café do Brasil em junho, até o dia 8, somaram 108.132 sacas, contra 165.422 sacas registradas no mesmo período de maio, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 400 sacas, indo para 1.563.742 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 46.739 lotes, com as opções tendo 493 calls e 425 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 157,90-158,00, 158,50, 158,90-159,00, 159,35, 159,50, 159,90-160,00, 160,50, 161,00, 161,25, 161,50, 162,00, 162,50, 163,00, 163,50, 164,00, 164,50 e 164,90-165,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 153,70, 153,50, 153,00, 152,50, 152,30, 152,00, 151,50, 151,00, 150,50 e 150,10-150,00 centavos por libra.
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