Após forte volatilidade, café fecha com ligeiras baixas na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com quedas modestas, em um dia caracterizado pela forte volatilidade e por um alto volume de posições comercializadas. A posição maio variou, ao longo da sessão, 1.175 pontos. Na primeira parte, perdas consideráveis foram registradas, com o maio voltando a se posicionar abaixo do referencial de 180,00 centavos. No entanto, um movimento de recompras passou a ocorrer e, com a inversão, ganhos foram processados, com o patamar de 190,00 centavos sendo rompido. No entanto, os ganhos não se sustentaram e, ao final dos negócios, os preços não apresentaram grande variação em relação ao encerramento da terça-feira. Operadores indicaram que a volatilidade esteve relacionada, em parte, ao segmento externo, que teve um dia caracterizado por quedas em setores de maior risco, como é o caso das commodities, e também nas bolsas de valores. O pessimismo do segmento macro esteve relacionado, principalmente, às notícias sobre as indicações de que o Federal Reserve não deve tomar medidas voltadas para um "relaxamento monetário" no mercado norte-americano, além de dados negativos sobre a economia da Espanha. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve baixa de 60 pontos com 184,75 centavos, sendo a máxima em 190,45 e a mínima em 178,70 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 70 pontos, com a libra a 187,35 centavos, sendo a máxima em 193,00 e a mínima em 181,60 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 34 dólares, com 1.991 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 28 dólares, com 2.010 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o mercado de altos e baixos desta quarta foi caracterizado pela busca de um direcionamento. "Vemos que alguns players estão buscando cobrir algumas posições diante do cenário significativamente sobrevendido", disse Hector Galvan, analista sênior da R.J. O'Brien Futures, em Chicago. "Tivemos um dia em que houve uma ação mais forte para baixo e uma retomada de compras. Possivelmente, os comerciais, torrefadores, viram uma boa oportunidade de compras nos níveis mais inferiores de preço", disse Jack Scoville, vice-presidente do Price Futures Group, em Chicago, que sustentou que o mercado "tecnicamente buscou realizar, mas se conteve", complementou. Há menos de duas semana, os arábicas em Nova Iorque bateram nas mínimas de 18 meses, em 174.45 centavos, ao passo que nesta quarta o maio encontrou um primeiro nível de suporte, em 178,70 centavos. "Surpreendi-me por não ter visto mais ações de calls no segmento de opções quando tivemos um rally nos futuros, o que seria um indicativo de otimismo para os preços. Imagino que esse foi um sinal de que a pequena alta recente pode ser algo de tiro curto e não o início de uma recuperação maior", ressaltou Hector Galvan. Esse especialista destacou que a safra brasileira continua sendo tema recorrente entre os players. "Se o Brasil surpreender e tiver uma produção menor que a esperada é provável que voltemos para um nível entre 200,00 e 230,00 centavos. Enquanto não temos a safra chegando ao mercado, a tendência é de os futuros continuarem voláteis", complementou. Os embarques brasileiros de café em março caíram 16,3% em receita na comparação com o mesmo período de 2011, totalizando 549,883 milhões de dólares. O volume exportado teve um recuo ainda maior, de 19,8%, para 2,189 milhões de sacas. Os números foram divulgados pelo Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Segundo a entidade, a redução do volume embarcado reflete a menor disponibilidade do produto devido à safra menor. Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 3.000 em 1.540.124 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 52.558 lotes, com as opções tendo 2.625 calls e 1.704 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 190,45-190,50, 191,00, 191,50, 192,00, 192,50, 193,00, 193,50, 194,00, 194,50, 194,90-195,00, 195,50, 196,00, 196,50, 197,00 e 197,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 178,70, 178,50, 178,00, 177,50, 177,10-177,00, 176,50, 176,00, 175,50, 175,10-175,00, 174,50, 174,00, 173,50 e 173,00 centavos por libra.
CAFÉ: NY FECHA EM LEVE QUEDA APÓS DIA VOLÁTIL E COM MUITOS NEGÓCIOS
Nova York, 4 - Os futuros do café arábica fecharam levemente em queda na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). O mercado operou volátil nesta quarta-feira, chegando a atingir a máxima de 190,45 cents por libra-peso e a mínima de 178,70 cents por libra-peso em um pregão com volume de negócios mais de duas vezes superior à média diária em 2011. O contrato maio encerrou em baixa de 60 pontos (0,32%), cotado a 184,75 cents por libra-peso. O julho terminou com perda de 70 pontos (0,37%), a 187,35 cents por libra-peso. "Eu me pergunto se é apenas por causa do feriado, ninguém quer manter qualquer posição", disse Robin Rosenberg, da PFG Best. "As pessoas parecem estar cobrindo posições." Ele prevê que as cotações voltem a superar 200 cents por libra-peso na próxima semana, citando um aperto da oferta antes da colheita brasileira. Menos de duas semanas atrás, as cotações do café arábica atingiram a mínima em 18 meses, de 174,45 cents por libra-peso. A recuperação do contrato maio, em 178,70 cents por libra-peso, sinaliza um novo nível de suporte. Enquanto isso, o mercado ainda aguarda a colheita brasileira, que começará em maio. "Se o Brasil nos surpreender com uma safra menor que a esperada, ainda poderemos argumentar que os preços voltarão para 200 cents a 230 cents por libra-peso", disse Hector Galván, analista sênior da R.J. O'Brien Futures. Até que a colheita comece, traders afirmam que as cotações continuarão voláteis. As informações são da Dow Jones. Confira na tabela abaixo como ficaram os principais vencimentos da commodity na ICE.
EM SESSÃO DE FORTES OSCILAÇÕES, NY FECHA COM MODERADA QUEDA
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quarta-feira com preços moderadamente mais baixos. A sessão foi de ampla volatilidade, com o mercado inicialmente recuandoe depois tendo boa recuperação, para finalmente retornar ao terreno negativo.Na mínima do dia, o mercado teve queda de 665, centavos de dólar por libra-peso no contrato maio, enquanto na máxima a valorização foi de 5,10 cents. O mercado centrou suas atenções nas notícias e indicadores negativos americanos e europeus, com a alta do dólar contra outras moedas e perdas nas bolsas de valores e nas commodities nas bolsas de futuros pressionando o arábica. Entretanto, sinais de que o mercado está sobrevendido estimularam umaforte recuperação técnica, que chegou quase a 800 pontos em cerca de uma hora. No final do pregão, o mercado perdeu força e acompanhou a maré negativade outras bolsas. Nos fundamentos, há o sentimento de que, embora a safra brasileira esteja chegando, o quadro de oferta e procura segue apertado, e talvez a produção não chegue no Brasil as 55 milhões de sacas, pelo menos, esperada pelos compradores. As informações partem de agências internacionais. Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 184,75 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 0,60 centavo, ou de 0,3%.A posição julho fechou a 187,35 cents, com retração de 0,70 cent, ou de 0,4%. Segmento externo influencia e Londres fica abaixo de US$ 2.000 Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe tiveram uma quarta-feira de pressão, com a posição maio voltando a se posicionar abaixo do nível psicológico de 2.000 dólares. As baixas vieram na esteira da alta do dólar e também dos números negativos em diversos segmentos macroeconômicos, o que estimulou alguns players a entrar liquidando, com o maio chegando a bater na mínima de 1.982 dólares. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado pelo predomínio dos vendedores. No entanto, assim como observado com os arábicas em Nova Iorque, uma significativa volatilidade se registrou, com os preços chegando, em determinados períodos, a registrar ganhos. No entanto, ao final do dia, os vendedores ampliaram suas ações, ao seguir a tendência de fraqueza dos mercados externos. O volume negociado foi consideravelmente superior à média recente da bolsa londrina. "Foi uma sessão consideravelmente movimentada e com várias alternativas. Por fim, as baixas predominaram, ainda que de maneira não tão intensa, mas o posicionamento do maio abaixo do referencial de 1.800 dólares é uma pressão adicional para o mercado de robustas", disse um trader. As remessas de café ao exterior do Vietnã recuaram 7% este ano, devido à limitação da oferta, ao passo que as baixas nas vendas ao exterior da Indonésia ao longo do mês passado refletiram problemas no desenvolvimento da safra. Uma queda nos embarques de Vietnã e Indonésia, que representam 20% da produção mundial de café, poderia ajudar os futuros de robusta em Londres a resistir a pressão baixista dos arábicas em Nova Iorque. Os embarques de café do Vietnã caíram 7,2%, com 1,15 toneladas métricas, de acordo com dados do Ministério da Agricultura do país, ainda que o montante seja maior que a previsão inicial, que era de embarque de 985 mil toneladas. "Creio que a variedade robusta vai continuar a ter preços com maior sustentação", apontou Lynette Tan, analista da Phillip Futures, em Cingapura. O maio na bolsa londrina tem 32,3 mil contratos em aberto, contra 35,9 mil do julho. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 9,44 mil lotes, com o julho tendo 7,60 mil lotes negociados. O spread entre as posições março e maio ficou em 19 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou queda de 34 dólares, com 1.991 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 28 dólares, com 2.010 dólares por tonelada.
SEM LEILÃO DO BC NEM MEDIDAS, DÓLAR À VISTA RECUA COM FLUXO POSITIVO
São Paulo, 4 - O dólar no mercado à vista renovou as mínimas pouco antes do fechamento, respondendo ao fluxo cambial positivo durante a tarde no mercado local e a redução parcial de perdas pelas Bolsas norte-americanas. Sem leilão do Banco Central hoje nem anúncio de nova medida cambial, os investidores que compraram moeda pela manhã na expectativa de vender depois à autoridade monetária ficaram frustrados e acabaram indo a mercado oferecer dólar no fim dos negócios, pressionando as cotações para baixo, disse um operador de um banco. No fechamento, o dólar à vista no balcão caiu 0,27%, a R$ 1,8270, após oscilar entre mínima de R$ 1,8260 (-0,33%) e máxima de R$ 1,8340 (+0,11%). Em abril, a moeda norte-americana está estável, enquanto no ano acumula queda de 2,25%. Na BM&F, o dólar spot encerrou na mínima, a R$ 1,8271, com queda de 0,16%. O giro financeiro registrado na clearing de câmbio até 16h56 somava US$ 1,903 bilhão (US$ 1,641 bilhão em D+2). No mercado futuro, até as 16h57 quatro vencimentos de dólar foram negociados, com um giro 36% menor que o de ontem, de US$ 13,560 bilhões. Nesse horário, o dólar para maio 2012 estava em alta de 0,08%, a R$ 1,8375, e respondia por um giro de US$ 13,146 bilhões do total movimentado. O economista Sidnei Nehme, NGO Corretora, disse que o dólar aqui desviou-se desde cedo da alta da moeda norte-americana no mercado internacional porque o mercado de câmbio local está sendo influenciado preponderantemente por fatores internos, como o tamanho e a origem do fluxo cambial diário e as intervenções do Banco Central via leilões de compra à vista ou a termo, além das ameaças permanentes de novas medidas para segurar a valorização do real. No mercado externo, a aversão ao risco derrubou as bolsas europeias e os índices acionários em Nova York e no Brasil, beneficiando o dólar. Cresceram as preocupações com a economia da Espanha e os investidores ainda reagem com insatisfação à sinalização do Federal Reserve, que apontou na ata de sua última reunião de política monetária estar pouco propenso a fornecer novas medidas de estímulo para a fragilizada economia dos EUA. Em Nova York, às 17h09, o euro recuava a US$ 1,3141, ante US$ 1,3233 no fim da tarde de ontem.
RECEITA EM MARÇO É DE US$ 549,9 MI (-16,3% ANTE MAR/11) São Paulo, 4 -
A receita cambial com exportação de café em março foi de US$ 549,9 milhões, representando queda de 16,3% em comparação com o mesmo mês de 2011 (US$ 656,6 milhões), conforme dados divulgados há pouco pelo Conselho dos Exportadores de Café (CeCafé). Em termos de volume, a exportação em março totalizou 2,189 milhões de sacas, o que corresponde a uma queda de 19,8% em comparação com 2,731 milhões de sacas em março do ano passado. No trimestre, a receita cambial acumula US$ 1,704 bilhão, 8,6% abaixo do mesmo período de 2011 (US$ 1,871 bilhão). O volume embarcado no trimestre é de 6,541 milhões de sacas (menos 20,7% ante as 8,245 milhões de sacas de 2011). Do total embarcado nos primeiros três meses deste ano, 5,855 milhões de sacas foram de café verde (5,686 milhões de sacas de arábica e 169.296 sacas de robusta - conilon). O diretor geral do CeCafé, Guilherme Braga, informou em comunicado que nesses três primeiros meses de 2012 destaca-se o embarques de 1,753 milhão de sacas de cafés arábica diferenciado (de alta qualidade), mostrando um expressivo crescimento nas vendas de cafés com valor agregado, com preço médio de US$ 315,66 A saca, o que representa 32,3% do total da receita com a exportação de café. De acordo com Braga, esse porcentual, que poderá crescer, aliado à manutenção dos preços do produto, refletirá positivamente na receita anual, além de significar um incremento da renda do produtor. Levando em conta a qualidade do café, o relatório mostra que nos três primeiros meses deste ano 86,9% do produto exportado foi da variedade arábica, 10,3% de solúvel, 2,6% de robusta e 0,2% de torrado e moído. O balanço mostra, ainda, que a Europa foi o principal mercado importador no período, adquirindo 56% do total embarcado. A América do Norte respondeu pela compra de 21%, a Ásia por 17%, e a América do Sul por 3%. No mês de março, a exportação do café foi embarcada principalmente pelo Porto de Santos (77,4% do total, ou 5.061.921 sacas), Porto de Vitória (12,5% do total ou 819.771 sacas) e o Porto do Rio de Janeiro (7,7% do total ou 500.821 sacas).
Green Coffee Association Warns On Synthetic Bags
Leslie Josephs DOW JONES
A coffee trade group Wednesday warned importers andexporters about the use of bags made of synthetic fiber, a material that couldfail to show damaging water content in beans. "With the increasing availability and use of synthetic bags, we feel it iscritical to caution suppliers about GCA contract requirements so that they cancontinue to conduct lawful commerce and preserve the integrity of the U.S.commodities market," said Brian W. Loughman, chairman of the Green CoffeeAssociation. The New York group, whose contract templates are used widely in the coffeetrade, said some green, or unroasted, coffee suppliers were using bags of wovenpolypropylene and other non-natural fibers to ship coffee. Under GCA contract rules, bags must be made out of natural materials such asjute or burlap, and both parties must agree on the alternative packagingmaterial at the time of contract negotiation. Don Pisano, GCA's chairman of traffic and warehousing and a vice president atcoffee trader American Coffee Corp., said synthetic bags had been detected onshipments from Brazil over the past year. Brazil is the world's top coffeeproducer. The Brazilian Coffee Exporters Council wasn't immediately available forcomment. The problem, Pisano said, is it is unclear whether the man-made fibers wouldshow moisture in the bags. "You wouldn't want moldy beans to enter the supply chain," he said. Ric Rhinehart, executive director of the Specialty Coffee Association ofAmerica, said "Water stains on bags are a warning sign for buyers."
quinta-feira, 5 de abril de 2012
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Com dois novos sócios, Ipanema Coffees traça estratégia de expansão
Com dois novos sócios, Ipanema Coffees traça estratégia de expansão
A Ipanema Coffees, uma das maiores empresas de produção de cafés especiais do Brasil, quer aproveitar a entrada de dois novos sócios de peso em seu capital para ampliar o volume de produção e se consolidar como um grande "player" mundial no segmento. A empresa finalizou, depois de 18 meses de negociação, a venda de uma participação de 36,5% para as holdings Mitsubishi Corporation, japonesa, e Tchibo, alemã. O valor da transação não foi divulgado, mas em entrevista ontem ao Valor, um dia depois dela ter sido anunciada, a companhia informou que pretende investir cerca de R$ 25 milhões em seus planos de expansão nos próximos quatro anos.Focada na produção e comercialização de cafés especiais, a Ipanema Coffees foi fundada em 1969 pelos grupos Bozano, Simonsen e Gafisa. Após alguns anos, a empresa permaneceu sob o comando da ML Participações, dos fundadores da Gafisa. Em 2006, o Grupo Gávea comprou uma participação na Ipanema, mas dois anos depois vendeu a fatia na Ipanema para a mais importante empresa de café da Escandinávia, a Kaffehuset Friele.Na negociação finalizada na semana passada e confirmada na segunda-feira, a Ipanema vendeu 20% de suas ações para a Mitsubishi Corporation, com operações em diversos setores da economia, e 16,5% para a Tchibo, holding alemã que é dona da marca Nivea e que controla uma torrefadora de mesmo nome em seu país. Não por acaso, a primeira operação de exportação da Ipanema, em 1991, foi destinada justamente à Tchibo.As duas holdings agora se juntam aos sócios anteriores - além da Friele, as brasileiras ML Participações e Paraguaçu Participações -, que para a acomodação dos novos parceiros terão suas participações diluídas. Washington Luiz Alves Rodrigues, presidente da Ipanema Coffees, diz que a estrutura de gestão da empresa deverá ser mantida. "Durante um, dois anos, não teremos grandes alterações". A primeira reunião com os novos acionistas para montar o plano estratégico da companhia está marcada para meados deste mês.O executivo diz que, num primeiro momento, o negócio poderia parecer apenas uma forma de as empresas estrangeiras fazerem a originação do produto, pois ambas já são clientes da Ipanema Coffees. Mas, como foram as holdings que adquiriram a participação, ele afirma que o negócio faz parte da estratégia das empresas em obter conhecimento do agronegócio brasileiro em geral e no café em particular, dada a força do país no segmento. "Para a Ipanema, o negócio representa ter acesso a um mundo de informações que essas holdings têm sobre o mercado".A produção da companhia está dividida em três fazendas no sul de Minas Gerais, com 5,5 mil hectares no total. A produção anual média é de 120 mil a 150 mil sacas (em anos de ciclo de alto rendimento, diante da bienalidade da cultura). Com estimativa de investimentos superiores a R$ 20 milhões nos próximos quatro anos para expandir a área irrigada e R$ 5 milhões em equipamentos, a colheita pode saltar para 160 mil sacas, com picos de 200 mil.A área plantada foi reduzida recentemente para a renovação de cafezais com irrigação em áreas que devem voltar a produzir em dois anos. Há nas propriedades da Ipanema 750 hectares irrigados. O objetivo é chegar a 2 mil em cinco anos. A atual redução de áreas deve diminuir o faturamento da companhia em 2012 para R$ 100 milhões, ante R$ 140 milhões no ano passado. "Em 2013 devemos voltar aos R$ 140 milhões", acredita Rodrigues.Cerca de 80% dos cafés produzidos pela Ipanema vão para 25 países. São 12 blends diferentes, ajustados para cada tipo de mercado. A empresa considera que o mercado interno ainda não comporta volumes expressivos de cafés especiais. Mesmo assim, tem um projeto de longo prazo para ampliar sua participação no Brasil. A primeira experiência de uma indústria torrefadora, em 1995, naufragou porque o mercado de cafés especiais sequer existia no país. A retomada aconteceu em 2005, com a torrefação no sul de Minas. Hoje, a comercialização do produto industrializado representa apenas 5% da receita total da companhia.
A Ipanema Coffees, uma das maiores empresas de produção de cafés especiais do Brasil, quer aproveitar a entrada de dois novos sócios de peso em seu capital para ampliar o volume de produção e se consolidar como um grande "player" mundial no segmento. A empresa finalizou, depois de 18 meses de negociação, a venda de uma participação de 36,5% para as holdings Mitsubishi Corporation, japonesa, e Tchibo, alemã. O valor da transação não foi divulgado, mas em entrevista ontem ao Valor, um dia depois dela ter sido anunciada, a companhia informou que pretende investir cerca de R$ 25 milhões em seus planos de expansão nos próximos quatro anos.Focada na produção e comercialização de cafés especiais, a Ipanema Coffees foi fundada em 1969 pelos grupos Bozano, Simonsen e Gafisa. Após alguns anos, a empresa permaneceu sob o comando da ML Participações, dos fundadores da Gafisa. Em 2006, o Grupo Gávea comprou uma participação na Ipanema, mas dois anos depois vendeu a fatia na Ipanema para a mais importante empresa de café da Escandinávia, a Kaffehuset Friele.Na negociação finalizada na semana passada e confirmada na segunda-feira, a Ipanema vendeu 20% de suas ações para a Mitsubishi Corporation, com operações em diversos setores da economia, e 16,5% para a Tchibo, holding alemã que é dona da marca Nivea e que controla uma torrefadora de mesmo nome em seu país. Não por acaso, a primeira operação de exportação da Ipanema, em 1991, foi destinada justamente à Tchibo.As duas holdings agora se juntam aos sócios anteriores - além da Friele, as brasileiras ML Participações e Paraguaçu Participações -, que para a acomodação dos novos parceiros terão suas participações diluídas. Washington Luiz Alves Rodrigues, presidente da Ipanema Coffees, diz que a estrutura de gestão da empresa deverá ser mantida. "Durante um, dois anos, não teremos grandes alterações". A primeira reunião com os novos acionistas para montar o plano estratégico da companhia está marcada para meados deste mês.O executivo diz que, num primeiro momento, o negócio poderia parecer apenas uma forma de as empresas estrangeiras fazerem a originação do produto, pois ambas já são clientes da Ipanema Coffees. Mas, como foram as holdings que adquiriram a participação, ele afirma que o negócio faz parte da estratégia das empresas em obter conhecimento do agronegócio brasileiro em geral e no café em particular, dada a força do país no segmento. "Para a Ipanema, o negócio representa ter acesso a um mundo de informações que essas holdings têm sobre o mercado".A produção da companhia está dividida em três fazendas no sul de Minas Gerais, com 5,5 mil hectares no total. A produção anual média é de 120 mil a 150 mil sacas (em anos de ciclo de alto rendimento, diante da bienalidade da cultura). Com estimativa de investimentos superiores a R$ 20 milhões nos próximos quatro anos para expandir a área irrigada e R$ 5 milhões em equipamentos, a colheita pode saltar para 160 mil sacas, com picos de 200 mil.A área plantada foi reduzida recentemente para a renovação de cafezais com irrigação em áreas que devem voltar a produzir em dois anos. Há nas propriedades da Ipanema 750 hectares irrigados. O objetivo é chegar a 2 mil em cinco anos. A atual redução de áreas deve diminuir o faturamento da companhia em 2012 para R$ 100 milhões, ante R$ 140 milhões no ano passado. "Em 2013 devemos voltar aos R$ 140 milhões", acredita Rodrigues.Cerca de 80% dos cafés produzidos pela Ipanema vão para 25 países. São 12 blends diferentes, ajustados para cada tipo de mercado. A empresa considera que o mercado interno ainda não comporta volumes expressivos de cafés especiais. Mesmo assim, tem um projeto de longo prazo para ampliar sua participação no Brasil. A primeira experiência de uma indústria torrefadora, em 1995, naufragou porque o mercado de cafés especiais sequer existia no país. A retomada aconteceu em 2005, com a torrefação no sul de Minas. Hoje, a comercialização do produto industrializado representa apenas 5% da receita total da companhia.
Fed afasta ideia de nova rodada de estímulos
Fed afasta ideia de nova rodada de estímulos(QE3)
Mais do que indicar que os membros do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) estão menos propensos a lançar nova rodada de estímulo monetário, a ata da reunião de março divulgada ontem significa que a dinâmica do Fed mudou, analisa o chefe de taxa de juros do Nomura nos Estados Unidos, George Gonçalves. "Antes, o mercado via um banco central comprometido com uma política frouxa, mas agora suas ações estão condicionadas aos dados da economia, não há mais garantias".A ata do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) afirma que "dois membros observaram" que um estímulo adicional pode ser necessário se a economia perder força ou a inflação permanecer baixa demais por muito tempo. O número contrasta com posicionamento equivalente divulgado na ata de janeiro, onde "alguns membros" viram a possibilidade de afrouxamento adicional em um futuro próximo.Apesar de não sinalizarem outra dose de "quantitative easing", os formuladores de política monetária permaneceram cautelosos em relação a uma alta generalizada da atividade econômica dos EUA, fazendo ressalvas à taxa de desemprego ainda elevada.Os membros "concordaram em geral que a perspectiva econômica, apesar de um pouco mais forte, estava amplamente similar àquela vista na época da reunião de janeiro", e se mostraram cautelosos com o ritmo da melhora no mercado de trabalho.O analista do Nomura concorda que a economia americana vem melhorando, mas que esse crescimento só será sustentável com mais "ajuda" do Fed, que, para ele, deve ocorrer até junho. Gonçalves, no entanto, nota que, caso o presidente do Fed, Ben Bernanke, considere que mais estímulos sejam necessários, desta vez, o presidente terá que convencer o comitê.O documento reforçou que a maioria dos membros do Fomc continua comprometida em manter as taxas de juros de curto prazo em níveis muito baixos até o fim de 2014, como foi indicado anteriormente. Mas mostrou pouco entusiasmo para o lançamento de qualquer compra adicional de bônus ou outros programas para dar impulso à economia no curto prazo.Não houve consenso sobre a perspectiva econômica. "Embora os recentes dados de emprego sejam encorajadores, um número de membros percebeu um risco nada desprezível de que a melhora no emprego possa perder força à medida que o ano for avançando, como ocorreu em 2010 e 2011", revela a ata.O mercado de trabalho é um dos argumentos do Fed para justificar sua projeção de que a inflação vai se manter dentro da meta por anos, apesar da recente alta, causada pela subida nos preços do petróleo. Mas também não houve unanimidade sobre esse ponto.
Mais do que indicar que os membros do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) estão menos propensos a lançar nova rodada de estímulo monetário, a ata da reunião de março divulgada ontem significa que a dinâmica do Fed mudou, analisa o chefe de taxa de juros do Nomura nos Estados Unidos, George Gonçalves. "Antes, o mercado via um banco central comprometido com uma política frouxa, mas agora suas ações estão condicionadas aos dados da economia, não há mais garantias".A ata do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) afirma que "dois membros observaram" que um estímulo adicional pode ser necessário se a economia perder força ou a inflação permanecer baixa demais por muito tempo. O número contrasta com posicionamento equivalente divulgado na ata de janeiro, onde "alguns membros" viram a possibilidade de afrouxamento adicional em um futuro próximo.Apesar de não sinalizarem outra dose de "quantitative easing", os formuladores de política monetária permaneceram cautelosos em relação a uma alta generalizada da atividade econômica dos EUA, fazendo ressalvas à taxa de desemprego ainda elevada.Os membros "concordaram em geral que a perspectiva econômica, apesar de um pouco mais forte, estava amplamente similar àquela vista na época da reunião de janeiro", e se mostraram cautelosos com o ritmo da melhora no mercado de trabalho.O analista do Nomura concorda que a economia americana vem melhorando, mas que esse crescimento só será sustentável com mais "ajuda" do Fed, que, para ele, deve ocorrer até junho. Gonçalves, no entanto, nota que, caso o presidente do Fed, Ben Bernanke, considere que mais estímulos sejam necessários, desta vez, o presidente terá que convencer o comitê.O documento reforçou que a maioria dos membros do Fomc continua comprometida em manter as taxas de juros de curto prazo em níveis muito baixos até o fim de 2014, como foi indicado anteriormente. Mas mostrou pouco entusiasmo para o lançamento de qualquer compra adicional de bônus ou outros programas para dar impulso à economia no curto prazo.Não houve consenso sobre a perspectiva econômica. "Embora os recentes dados de emprego sejam encorajadores, um número de membros percebeu um risco nada desprezível de que a melhora no emprego possa perder força à medida que o ano for avançando, como ocorreu em 2010 e 2011", revela a ata.O mercado de trabalho é um dos argumentos do Fed para justificar sua projeção de que a inflação vai se manter dentro da meta por anos, apesar da recente alta, causada pela subida nos preços do petróleo. Mas também não houve unanimidade sobre esse ponto.
A Nestlé volta a transformar o mercado brasileiro de café, inaugurando um novo segmento ao lançar NESCAFÉ DUOGRÃO, produto que une o aroma e o sabor do café torrado e moído com toda a praticidade e conveniência do solúvel. Empresa utiliza tecnologia inovadora para unir o melhor do café torrado e moído com a praticidade do solúvel em um único produto, trazendo novo conceito para o mercado. A Nestlé volta a transformar o mercado brasileiro de café, inaugurando um novo segmento ao lançar NESCAFÉ DUOGRÃO, produto que une o aroma e o sabor do café torrado e moído com toda a praticidade e conveniência do solúvel. Desenvolvido a partir de tecnologia inovadora, NESCAFÉ DUOGRÃO traz café microgranulado em sua composição, o que permite oferecer as principais características do café em pó tradicional, com rendimento superior (100g de DUOGRÃO rendem em xícaras o equivalente a 500g de torrado e moído) e a vantagem do preparo instantâneo, sem a necessidade de filtro ou coador. Produzido a partir da seleção dos melhores grãos, NESCAFÉ DUOGRÃO é 100% café. O lançamento será comercializado inicialmente apenas no Estado de São Paulo, com chegada às gôndolas a partir do mês de maio. “A Nestlé revolucionou o mercado quando criou o café solúvel, na década de 30, atendendo a uma solicitação do governo brasileiro. Transformamos os hábitos de consumo de milhões de consumidores, levando mais praticidade aos lares. Agora, trazemos mais uma inovação com um novo segmento de cafés, consolidando nossa liderança e pioneirismo neste mercado”, afirma Ivan Zurita, presidente da Nestlé no Brasil. A diretora da Unidade de Cafés da Nestlé, Lilian Miranda, destaca que o desenvolvimento do produto é resultado de um amplo trabalho de pesquisa e utilização de tecnologia exclusiva da Nestlé. “Foram três anos e meio de desenvolvimento para se chegar a este grau de qualidade. Conseguimos reunir o melhor dos dois mundos, com o aroma e sabor do torrado e moído combinados com a praticidade que só o solúvel pode oferecer”, acrescenta. NESCAFÉ DUOGRÃO será produzido na fábrica da Nestlé em Araras, no interior de São Paulo, a única nas Américas com a tecnologia do café microgranulado. A unidade é atualmente a maior e mais moderna fábrica de NESCAFÉ do mundo e abastece tanto o mercado brasileiro como o internacional. O novo produto chega às prateleiras em embalagem diferenciada, no formato de lata, com 100g, porção equivalente ao rendimento de 500g do café torrado e moído. Por ser um novo segmento, também será exposto nas gôndolas em espaço diferenciado, próximo às embalagens de café torrado e moído, e contará com amplo material de divulgação no ponto de venda. O preço sugerido ao consumidor será de R$ 6,99. O Brasil é hoje o segundo maior consumidor de café do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Pesquisas de mercado mostram que o café está presente em 97% dos lares brasileiros, posição superada somente pela água. O consumo anual per capita é atualmente de 4.4 quilos, inferior a países como Finlândia, Noruega, Suécia e Holanda, entre outros, o que demonstra o grande potencial deste mercado no Brasil. História A Nestlé foi pioneira no desenvolvimento de pesquisas que levaram à criação do café solúvel. O produto foi criado a partir de uma solicitação do governo brasileiro, na década de 30, para solucionar o problema da superprodução de café naquela ocasião. Apresentado pela primeira vez em 1938, NESCAFÉ conquistou consumidores de inúmeros países. No Brasil, a produção começou em 1953, na fábrica de Araras, no interior paulista. Em 2004, foi inaugurada, na mesma localidade, a nova fábrica de NESCAFÉ, com equipamentos de última geração. Atualmente, a unidade é a maior e mais moderna fábrica de NESCAFÉ do mundo. Desde o lançamento de NESCAFÉ, a Nestlé sempre foi líder no mercado brasileiro de café solúvel. No âmbito mundial, a marca é a mais valiosa da Nestlé e quarta mais valiosa no segmento de alimentos. Atualmente, NESCAFÉ conta com 27 fábricas e três Centros de Pesquisa e Desenvolvimento distribuídos pelo mundo. Sobre a Nestlé É a maior empresa mundial de nutrição, saúde e bem-estar, com operações industriais em 83 países e marcas mundialmente consagradas. No Brasil, instalou a primeira fábrica em 1921, na cidade paulista de Araras, para a produção do leite condensado Milkmaid, que mais tarde seria conhecido como Leite Moça por milhões de consumidores. A atuação da Nestlé Brasil abrange segmentos de mercado achocolatados, biscoitos, cafés, cereais, cereais matinais, águas, chocolates, culinários, lácteos, refrigerados, sorvetes, nutrição infantil (fórmulas infantis, cereais infantis e papinhas prontas para o consumo), nutrição clínica, produtos à base de soja, alimentos para animais de estimação e serviços para empresas e profissionais da área de alimentação fora do lar. Atualmente, a rede de distribuição dos produtos cobre mais de 1.600 municípios dos mais diversos tamanhos. A Nestlé Brasil e suas empresas coligadas estão presentes em 99% dos lares brasileiros, segundo pesquisa realizada pela Kantar Worldpanel. A empresa tem 31 unidades industriais, localizadas nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Goiás, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Espírito Santo. Emprega mais de 21 mil colaboradores diretos e gera outros 220 mil empregos indiretos, que colaboram na fabricação, comercialização e distribuição de mais de 1.000 itens.
A Nestlé anunciou nesta terça-feira o lançamento de um novo tipo de café, chamado Nescafé Duogrão, criado com o objetivo de combinar o aroma e o sabor do café em pó tradicional (torrado e moído) com a praticidade de preparação do solúvel, que não necessita de filtro e coador.O produto será uma das principais armas da companhia para expandir a atuação da Nestlé em cafés nos mercados do Sudeste, tradicionalmente mais resistente à venda de cafés solúveis. Por isso, a novidade será vendida inicialmente apenas no estado de São Paulo, com previsão de chegada aos supermercados a partir de maio. Outro estado considerado prioridade é Minas Gerais.O mercado brasileiro de cafés é dominado por marcas regionais de café torrado e moído. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), das 19,7 milhões de sacas do grão consumidas no Brasil entre novembro de 2010 e outubro de 2011 (dados mais recentes disponível), só 1,1 milhão foram de outras variedades do produtos, incluíndo aí o solúvel e o em capsulas. O número representa 5,6% do consumo nacional. E é somente nesta fatia do mercado que a Nestlé hoje atua. Em cafés moídos e torrados, as líderes são Sara Lee e Três Corações, cada uma delas sendo dona de mais de uma dezena de marcas.Segundo Ivan Zurita, presidente da companhia no Brasil, com o Duogrão a Nestlé espera capurar uma fatia dos consumidores do café torrado e moído e atrair consumidores jovens, que estão entrando no mercado mas não se identificam com nenhum dos produtos disponíveis no mercado.Apesar de o Brasil ser o segundo maior consumidor de café do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, a participação da marca Nescafé na receita da Nestlé no Brasil está bem baixo da que a companhia têm em nível internacional. Enquanto no Brasil, em 2011, 6% dos cerca de R$ 20 bilhões em receita vieram da venda de cafés ou de produtos da marca à base de café, lá fora o percentual foi de 18%.É em parte por esta razão que o segmento de cafés será uma das áreas nas quais a Nestlé deve concentrar esforços para crescer neste ano, diz Zurita. Segundo executivo, a meta é aumentar as vendas em 7%, em relação ao ano passado -- se houver alguma aquisição, o percentual poderá ser superior.P&DSegundo a Nestlé, o Duogrão levou três anos e meio para ser desenvolvido. Os custos envolvidos nesta primeira etapa, somados a estruturação de linhas de produção na fábrica da companhia em Araras (SP) e investimentos no lançamento e divulgação ao longo deste ano, demandarão cerca de R$ 50 milhões. Quase metade do dinheiro irá para a área de marketing, porque a companhia sabe que terá que convencer os consumidores das diferenças e vantagens do produto.O novo produto chegará às prateleiras em maio em embalagem de lata, com 100 gramas, porção equivalente ao rendimento de 500 gramas do café torrado e moído.
A Nestlé anunciou nesta terça-feira o lançamento de um novo tipo de café, chamado Nescafé Duogrão, criado com o objetivo de combinar o aroma e o sabor do café em pó tradicional (torrado e moído) com a praticidade de preparação do solúvel, que não necessita de filtro e coador.O produto será uma das principais armas da companhia para expandir a atuação da Nestlé em cafés nos mercados do Sudeste, tradicionalmente mais resistente à venda de cafés solúveis. Por isso, a novidade será vendida inicialmente apenas no estado de São Paulo, com previsão de chegada aos supermercados a partir de maio. Outro estado considerado prioridade é Minas Gerais.O mercado brasileiro de cafés é dominado por marcas regionais de café torrado e moído. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), das 19,7 milhões de sacas do grão consumidas no Brasil entre novembro de 2010 e outubro de 2011 (dados mais recentes disponível), só 1,1 milhão foram de outras variedades do produtos, incluíndo aí o solúvel e o em capsulas. O número representa 5,6% do consumo nacional. E é somente nesta fatia do mercado que a Nestlé hoje atua. Em cafés moídos e torrados, as líderes são Sara Lee e Três Corações, cada uma delas sendo dona de mais de uma dezena de marcas.Segundo Ivan Zurita, presidente da companhia no Brasil, com o Duogrão a Nestlé espera capurar uma fatia dos consumidores do café torrado e moído e atrair consumidores jovens, que estão entrando no mercado mas não se identificam com nenhum dos produtos disponíveis no mercado.Apesar de o Brasil ser o segundo maior consumidor de café do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, a participação da marca Nescafé na receita da Nestlé no Brasil está bem baixo da que a companhia têm em nível internacional. Enquanto no Brasil, em 2011, 6% dos cerca de R$ 20 bilhões em receita vieram da venda de cafés ou de produtos da marca à base de café, lá fora o percentual foi de 18%.É em parte por esta razão que o segmento de cafés será uma das áreas nas quais a Nestlé deve concentrar esforços para crescer neste ano, diz Zurita. Segundo executivo, a meta é aumentar as vendas em 7%, em relação ao ano passado -- se houver alguma aquisição, o percentual poderá ser superior.P&DSegundo a Nestlé, o Duogrão levou três anos e meio para ser desenvolvido. Os custos envolvidos nesta primeira etapa, somados a estruturação de linhas de produção na fábrica da companhia em Araras (SP) e investimentos no lançamento e divulgação ao longo deste ano, demandarão cerca de R$ 50 milhões. Quase metade do dinheiro irá para a área de marketing, porque a companhia sabe que terá que convencer os consumidores das diferenças e vantagens do produto.O novo produto chegará às prateleiras em maio em embalagem de lata, com 100 gramas, porção equivalente ao rendimento de 500 gramas do café torrado e moído.
terça-feira, 3 de abril de 2012
NESTLÉ INVESTE R$ 50 MILHÕES EM NOVO PRODUTO DO SEGMENTO
NESTLÉ INVESTE R$ 50 MILHÕES EM NOVO PRODUTO DO SEGMENTO
A Nestlé quer aumentar a penetração da marca no segmento de cafés e estimular o consumo do produto no Brasil. A empresa apresentou hoje ao mercado o Nescafé Duogrão, café solúvel com características do torrado emoído. "Investimos muito na produção do Duogrão. Entre investimentos já feitos e os que ainda faremos esse ano, investimos cerca de R$ 50 milhões", conta Lilian Miranda, diretora da unidade de Cafés da Nestlé, durante evento de lançamento do produto, em São Paulo. Segundo a executiva, o valor investido engloba pesquisas com consumidor, maquinários e investimentos que serão feitos no consumidor final. "Estamos formatando um novo conceito, por isso, os investimentos são tão grandes", esclarece. "Queremos aumentar nossa participação em São Paulo e Minas Gerais, os maiores centros de consumo de café no País", diz Ivan Zurita, presidente da Nestlé no Brasil. O Duogrão será produzido na fábrica da Nestlé em Araras, interior de São Paulo. Segundo Lilian, foram três anos e meio de pesquisas para se chegar à fórmula final do produto. "Não vamos contar aqui o nosso segredo, mas envolve muita tecnologia", garante. Os executivos contam com aumento da participação da companhia no mercado de cafés. Para Zurita, o mercado brasileiro ainda propicia esse crescimento. "Hoje o consumo café solúvel corresponde a 10% do consumo total de café. Acho que ainda dá para crescer", calcula, mas sem detalhar quanto a empresa pretende conquistar do segmento. Questionado sobre o interesse da Nestlé no mercado de cafés torrado e moído, Zurita deixou claro que esse não é um mercado que interesse a empresa."Preferimos buscar algo que tenha mais valor agregado e tecnologia. Queremos fugir das commodities", comenta o presidente da companhia.
A Nestlé quer aumentar a penetração da marca no segmento de cafés e estimular o consumo do produto no Brasil. A empresa apresentou hoje ao mercado o Nescafé Duogrão, café solúvel com características do torrado emoído. "Investimos muito na produção do Duogrão. Entre investimentos já feitos e os que ainda faremos esse ano, investimos cerca de R$ 50 milhões", conta Lilian Miranda, diretora da unidade de Cafés da Nestlé, durante evento de lançamento do produto, em São Paulo. Segundo a executiva, o valor investido engloba pesquisas com consumidor, maquinários e investimentos que serão feitos no consumidor final. "Estamos formatando um novo conceito, por isso, os investimentos são tão grandes", esclarece. "Queremos aumentar nossa participação em São Paulo e Minas Gerais, os maiores centros de consumo de café no País", diz Ivan Zurita, presidente da Nestlé no Brasil. O Duogrão será produzido na fábrica da Nestlé em Araras, interior de São Paulo. Segundo Lilian, foram três anos e meio de pesquisas para se chegar à fórmula final do produto. "Não vamos contar aqui o nosso segredo, mas envolve muita tecnologia", garante. Os executivos contam com aumento da participação da companhia no mercado de cafés. Para Zurita, o mercado brasileiro ainda propicia esse crescimento. "Hoje o consumo café solúvel corresponde a 10% do consumo total de café. Acho que ainda dá para crescer", calcula, mas sem detalhar quanto a empresa pretende conquistar do segmento. Questionado sobre o interesse da Nestlé no mercado de cafés torrado e moído, Zurita deixou claro que esse não é um mercado que interesse a empresa."Preferimos buscar algo que tenha mais valor agregado e tecnologia. Queremos fugir das commodities", comenta o presidente da companhia.
ENTREVISTA: CÂMBIO IDEAL É ENTRE R$ 2,00 E R$ 2,10, DIZ BELLUZZO
ENTREVISTA: CÂMBIO IDEAL É ENTRE R$ 2,00 E R$ 2,10, DIZ BELLUZZO
Entrevista dada a Agencia Estado
São Paulo, 2 - Favorável a taxação de todos os investimentos que ingressam no Brasil, ex-secretário de Política Econômica no governo José Sarney, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, acredita que seria bom para a economia que o câmbio atinja uma marca de R$ 2,00 a R$ 2,10, a fim de reduzir os impactos da guerra cambial e da imensa liquidez internacional sobre o Brasil, processo que, na sua opinião, está colaborando para a desindustrialização. Em entrevista ao jornalista Ricardo Leopoldo, da Agência Estado, Belluzzo defende a cobrança pelo governo federal de um tributo - que pode ser o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) - sobre todos os investimentos que ingressam no Brasil, a fim de conter uma superapreciação do real causada por operações de arbitragem de juros. "O governo teria de taxar igualmente todos os ingressos de capitais e depois criaria um crédito tributário para quem comprovar que fez mesmo investimentos de longo prazo no País, entre eles os investimentos estrangeiros diretos", afirma. A dúvida é se existem pessoas suficientes e capacitadas para atuar nessa área. Para Belluzzo, é "temerária" qualquer projeção sobre a alta de juros de agora até o fim de 2013, como as que vêm sendo feitas por alguns economistas de mercado sob a alegação de que a retomada do nível de atividade a partir do segundo semestre pode provocar o estouro do teto de 6,5% da meta de inflação no ano que vem. "Quem pensa assim está com um modelo de metas de inflação de quinta categoria. Vamos falar a verdade: ninguém mais acredita no sistema de metas de inflação", diz. O debate sobre a mudança da remuneração da caderneta de poupança é bem vindo, o que deveria ocorrer depois das eleições municipais deste ano. Contudo, Belluzzo ressalta que o Poder Executivo precisará ser muito cuidadoso para explicar à população que a medida é necessária para permitir uma redução dos juros básicos da economia, pois do contrário boa parte da sociedade pode ficar com a impressão de que se trata de um novo confisco. Abaixo, os principais trechos da entrevista: Agência Estado - O que está ocorrendo com a indústria no Brasil? Luiz Gonzaga Belluzzo - A indústria de transformação, nos últimos 25 anos, vem perdendo peso progressivamente. Basta ver que sua participação no PIB caiu de 35,8% em 1984 para 15,3% em 2011. A indústria está perdendo dinamismo. O que ocorreu nos últimos anos é que o Brasil cristalizou sua estrutura industrial e alguns setores até regrediram. Alguns dizem que a indústria está importando bens de capital e isso é bom porque melhora a competitividade e os ganhos de produtividade. É verdade, mas, ao mesmo tempo, o setor de bens de capital atrofiou-se e o País perdeu seu núcleo dinâmico por onde o progresso tecnológico vem. Esse segmento dinâmico da economia está começando a perder força, o que significa desindustrialização. AE - A desindustrialização estaria se agravando porque estamos em meio a uma guerra cambial? Belluzzo - Há uma falsa dicotomia entre câmbio flutuante e fixo quando a maioria dos regimes cambiais é intermediária, isto é, administrada. O Fundo Monetário Internacional fez um estudo no qual mostrou que os regimes cambiais extremos, fixo e totalmente flutuante, são as exceções. Não sei por que algumas pessoas ficam escandalizadas quando o governo brasileiro diz que vai intervir no câmbio. Todo mundo intervém. A Suíça um tempo atrás declarou que vai intervir. O Japão intervém o tempo inteiro, bem como o Federal Reserve. Na medida em que surgem desequilíbrios internacionais causados por políticas de ampliação de liquidez pelos países desenvolvidos para socorrer bancos, como o Quantitative Easing (afrouxamento monetário), isso torna quase impossível aceitar um regime de livre flutuação. Do contrário, os países serão atropelados, particularmente aqueles que têm moeda não conversível. As moedas não conversíveis, como é o caso do real, estão sujeitas a muita volatilidade e a riscos de paradas súbitas de fluxos de capitais. AE - Em função desse fluxo maciço de capitais, o câmbio a R$ 1,80 ajuda a recuperar a indústria? Belluzzo - Eu avalio que seria desejável que o câmbio chegasse a R$ 2,00, R$ 2,10. Contudo, o movimento do real ante o dólar na direção daquela cotação teria de ser cuidadoso para que não ocorresse uma desvalorização súbita e isso provocasse um choque cambial, com consequências para inflação e o endividamento externo dos agentes econômicos. Mas seria adequado que essa mudança de câmbio para R$ 2,00, R$ 2,10 ocorresse agora, pois o mundo passa por um período desinflacionário, o que influencia os preços no Brasil para baixo. Diante desse movimento desinflacionário é reduzido o pass through (repasse) da variação do câmbio aos índices de preços no País. No entanto, uma desvalorização súbita afetaria um número grande de produtos que fazem parte da formação dos custos das empresas. AE: E para que o câmbio migre para uma marca entre R$ 2,00 e R$ 2,10 sem causar pressões inflacionárias o governo precisaria adotar mais medidas ou bastam as intervenções do BC no mercado e as advertências verbais do ministério da Fazenda? Belluzzo: Há um problema de operação. Às vezes o BC teria que comprar dólares bem acima do fluxo para influenciar a cotação para cima e às vezes não deveria fazer nada. O consenso que está se formando é que a atual cotação do câmbio é insustentável para a indústria. Portanto, a trajetória do câmbio é para cima. Mas é preciso operar de forma competente. É importante a ação da mesa de operações do BC. AE: E a taxação na entrada de recursos do exterior? Beluzzo - O governo já está adotando o IOF para tentar evitar o excesso de ingresso de capitais especulativos no País e conter operações de carry trade. O governo teria que taxar igualmente todos os ingressos de capitais e depois criaria um crédito tributário para quem comprovasse que fez mesmo investimentos de longo prazo no País, entre eles os investimentos estrangeiros diretos. Eu gosto dessa ideia e ela é teoricamente bem razoável. Provavelmente a Receita Federal e o Banco Central poderiam fazer isso, só não sei se tem gente suficiente e capacitada para atuar nessa área. Poderia ser feita a quarentena para o ingresso de capitais por um período de pelo menos seis meses. Mas isso é uma coisa modulável, que pode ser um pouco maior ou menor de acordo com as circunstâncias e as características relativas aos prazos dos capitais que desejam ingressar no Brasil. AE: O governo deve anunciar amanhã um pacote de estímulos fiscais à indústria. Essas medidas junto com o câmbio entre R$ 2,00 e R$ 2,10 ajudarão a recuperar o setor manufatureiro do País? Belluzzo: Eu creio que sim. Veja a seguinte hipótese: pense que o governo suba em um ano os investimentos públicos de 2% para 6% do PIB. Isso teria um impacto relevante sobre a estrutura de oferta de produtos e serviços no País. Boa parte disso vazaria para o exterior e provocaria uma imensa onda de importações de mercadorias e serviços. Precisamos parar de pensar que o Brasil só pode ter agronegócio e não deve ter mais indústria. Nós podemos ficar com os dois setores em níveis competitivos e porque ficaríamos com um só? Os EUA são a maior prova de que é possível ter dinamismo industrial com agricultura eficiente. Eles tem a Apple e a produção de soja e milho, pois sempre foram grandes produtores desses grãos. AE: Mas o problema da indústria não se resume ao câmbio, pois há questões relativas a produtividade, motivada por custos elevados, como os relativos a tributos e infraestrutura do País. Belluzzo: Isso mesmo. Mas se não fizer nada rapidamente o País vai ficar mais fraco. É também necessário observar a estrutura tributária nacional. O governo talvez desonere as exportações, o que é importante. O Brasil já teve um sistema de desoneração de exportações que foi muito bom, na época do ex-ministro da Fazenda Delfim Netto. Tivemos o Befiex e o crédito pleno do IPI. Isso tudo foi abolido porque no Brasil foi criada a mentalidade segundo a qual a economia do Pais deve ser primária, não exportadora, e totalmente aberta, pois isso traria naturalmente competitividade às nossas indústrias. Primária é essa avaliação sobre o que deveria ser a estrutura da nossa economia. AE: O BC indicou que deve reduzir a Selic para 9% em abril e mantê-la assim por um bom tempo. Contudo, para isso seria necessário mudar a remuneração da caderneta de poupança. O senhor acredita que o governo deveria fomentar esse debate agora ou deveria esperar passar as eleições municipais deste ano? Belluzzo: O governo pode estimular o debate, mas deveria deixar passar as eleições. É preciso um tempo de adaptação. Alterar a remuneração da poupança é delicado. Mudar a remuneração da poupança é absolutamente necessário, pois trata-se de uma péssima herança da época da inflação alta, que reforça o caráter rentista das pessoas. Mas é preciso ter cuidado, pois logo vai se criar uma opinião de que isso é um confisco. Na verdade quem está confiscando é o rentista, que é favorável a uma estrutura de taxas de juros no País que prejudica a geração de empregos. O adequado seria deixar que as taxas da poupança sejam nominais, sem indexação. Esse não é o único problema que dificulta baixar os juros básicos. Há também a indexação de uma parte expressiva dos títulos públicos à Selic. Isso precisa ser alterado, a fim de dar mais flexibilidade na gestão da política econômica. AE: Alguns especialistas de mercado apontam que o BC precisará elevar a Selic em pelo menos um ponto porcentual no começo de 2013, pois a economia ganharia tração na segunda metade deste ano e havia risco de inflação. O senhor vê uma alta dos juros até o final de 2013? Belluzzo: Não vejo. E, atualmente, qualquer previsão sobre alta de juros é temerária. Quem pensa assim está com um modelo de metas de inflação de quinta categoria. Vamos falar a verdade, ninguém mais acredita no sistema de metas de inflação, que se baseia num único objetivo (combate a inflação) e num único instrumento (taxa de juros). O Olivier Blanchard (economista-chefe do FMI) não acredita e ele é de longe o melhor de todos os especialistas que abordaram este tema com inteligência. É que alguns economistas (de mercado) ficam com essa avaliação, pois dizem que o PIB potencial é de 4%, 4,5%. Mas isso é curioso, pois só eles e Jeová sabem quanto é o PIB potencial do Brasil. Eles não avaliam como vai ser o desempenho dos EUA e da China neste e no próximo ano. O presidente do Fed, Ben Bernanke, disse que o crescimento americano será baixo até 2014, inclusive com desemprego elevado e taxas de juros perto de zero. Então, eu acredito que quem tem razão é o Banco Central no Brasil. O BC disse no últimorelatório de inflação de março que a inflação em 2012 ficará em 4,4% e que em 2013 terá boas chances de ficar abaixo da sua projeção de 5,2%, dado o cenário de fraqueza estrutural da economia mundial, que vai apresentar um longo processo desinflacionário.
Entrevista dada a Agencia Estado
São Paulo, 2 - Favorável a taxação de todos os investimentos que ingressam no Brasil, ex-secretário de Política Econômica no governo José Sarney, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, acredita que seria bom para a economia que o câmbio atinja uma marca de R$ 2,00 a R$ 2,10, a fim de reduzir os impactos da guerra cambial e da imensa liquidez internacional sobre o Brasil, processo que, na sua opinião, está colaborando para a desindustrialização. Em entrevista ao jornalista Ricardo Leopoldo, da Agência Estado, Belluzzo defende a cobrança pelo governo federal de um tributo - que pode ser o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) - sobre todos os investimentos que ingressam no Brasil, a fim de conter uma superapreciação do real causada por operações de arbitragem de juros. "O governo teria de taxar igualmente todos os ingressos de capitais e depois criaria um crédito tributário para quem comprovar que fez mesmo investimentos de longo prazo no País, entre eles os investimentos estrangeiros diretos", afirma. A dúvida é se existem pessoas suficientes e capacitadas para atuar nessa área. Para Belluzzo, é "temerária" qualquer projeção sobre a alta de juros de agora até o fim de 2013, como as que vêm sendo feitas por alguns economistas de mercado sob a alegação de que a retomada do nível de atividade a partir do segundo semestre pode provocar o estouro do teto de 6,5% da meta de inflação no ano que vem. "Quem pensa assim está com um modelo de metas de inflação de quinta categoria. Vamos falar a verdade: ninguém mais acredita no sistema de metas de inflação", diz. O debate sobre a mudança da remuneração da caderneta de poupança é bem vindo, o que deveria ocorrer depois das eleições municipais deste ano. Contudo, Belluzzo ressalta que o Poder Executivo precisará ser muito cuidadoso para explicar à população que a medida é necessária para permitir uma redução dos juros básicos da economia, pois do contrário boa parte da sociedade pode ficar com a impressão de que se trata de um novo confisco. Abaixo, os principais trechos da entrevista: Agência Estado - O que está ocorrendo com a indústria no Brasil? Luiz Gonzaga Belluzzo - A indústria de transformação, nos últimos 25 anos, vem perdendo peso progressivamente. Basta ver que sua participação no PIB caiu de 35,8% em 1984 para 15,3% em 2011. A indústria está perdendo dinamismo. O que ocorreu nos últimos anos é que o Brasil cristalizou sua estrutura industrial e alguns setores até regrediram. Alguns dizem que a indústria está importando bens de capital e isso é bom porque melhora a competitividade e os ganhos de produtividade. É verdade, mas, ao mesmo tempo, o setor de bens de capital atrofiou-se e o País perdeu seu núcleo dinâmico por onde o progresso tecnológico vem. Esse segmento dinâmico da economia está começando a perder força, o que significa desindustrialização. AE - A desindustrialização estaria se agravando porque estamos em meio a uma guerra cambial? Belluzzo - Há uma falsa dicotomia entre câmbio flutuante e fixo quando a maioria dos regimes cambiais é intermediária, isto é, administrada. O Fundo Monetário Internacional fez um estudo no qual mostrou que os regimes cambiais extremos, fixo e totalmente flutuante, são as exceções. Não sei por que algumas pessoas ficam escandalizadas quando o governo brasileiro diz que vai intervir no câmbio. Todo mundo intervém. A Suíça um tempo atrás declarou que vai intervir. O Japão intervém o tempo inteiro, bem como o Federal Reserve. Na medida em que surgem desequilíbrios internacionais causados por políticas de ampliação de liquidez pelos países desenvolvidos para socorrer bancos, como o Quantitative Easing (afrouxamento monetário), isso torna quase impossível aceitar um regime de livre flutuação. Do contrário, os países serão atropelados, particularmente aqueles que têm moeda não conversível. As moedas não conversíveis, como é o caso do real, estão sujeitas a muita volatilidade e a riscos de paradas súbitas de fluxos de capitais. AE - Em função desse fluxo maciço de capitais, o câmbio a R$ 1,80 ajuda a recuperar a indústria? Belluzzo - Eu avalio que seria desejável que o câmbio chegasse a R$ 2,00, R$ 2,10. Contudo, o movimento do real ante o dólar na direção daquela cotação teria de ser cuidadoso para que não ocorresse uma desvalorização súbita e isso provocasse um choque cambial, com consequências para inflação e o endividamento externo dos agentes econômicos. Mas seria adequado que essa mudança de câmbio para R$ 2,00, R$ 2,10 ocorresse agora, pois o mundo passa por um período desinflacionário, o que influencia os preços no Brasil para baixo. Diante desse movimento desinflacionário é reduzido o pass through (repasse) da variação do câmbio aos índices de preços no País. No entanto, uma desvalorização súbita afetaria um número grande de produtos que fazem parte da formação dos custos das empresas. AE: E para que o câmbio migre para uma marca entre R$ 2,00 e R$ 2,10 sem causar pressões inflacionárias o governo precisaria adotar mais medidas ou bastam as intervenções do BC no mercado e as advertências verbais do ministério da Fazenda? Belluzzo: Há um problema de operação. Às vezes o BC teria que comprar dólares bem acima do fluxo para influenciar a cotação para cima e às vezes não deveria fazer nada. O consenso que está se formando é que a atual cotação do câmbio é insustentável para a indústria. Portanto, a trajetória do câmbio é para cima. Mas é preciso operar de forma competente. É importante a ação da mesa de operações do BC. AE: E a taxação na entrada de recursos do exterior? Beluzzo - O governo já está adotando o IOF para tentar evitar o excesso de ingresso de capitais especulativos no País e conter operações de carry trade. O governo teria que taxar igualmente todos os ingressos de capitais e depois criaria um crédito tributário para quem comprovasse que fez mesmo investimentos de longo prazo no País, entre eles os investimentos estrangeiros diretos. Eu gosto dessa ideia e ela é teoricamente bem razoável. Provavelmente a Receita Federal e o Banco Central poderiam fazer isso, só não sei se tem gente suficiente e capacitada para atuar nessa área. Poderia ser feita a quarentena para o ingresso de capitais por um período de pelo menos seis meses. Mas isso é uma coisa modulável, que pode ser um pouco maior ou menor de acordo com as circunstâncias e as características relativas aos prazos dos capitais que desejam ingressar no Brasil. AE: O governo deve anunciar amanhã um pacote de estímulos fiscais à indústria. Essas medidas junto com o câmbio entre R$ 2,00 e R$ 2,10 ajudarão a recuperar o setor manufatureiro do País? Belluzzo: Eu creio que sim. Veja a seguinte hipótese: pense que o governo suba em um ano os investimentos públicos de 2% para 6% do PIB. Isso teria um impacto relevante sobre a estrutura de oferta de produtos e serviços no País. Boa parte disso vazaria para o exterior e provocaria uma imensa onda de importações de mercadorias e serviços. Precisamos parar de pensar que o Brasil só pode ter agronegócio e não deve ter mais indústria. Nós podemos ficar com os dois setores em níveis competitivos e porque ficaríamos com um só? Os EUA são a maior prova de que é possível ter dinamismo industrial com agricultura eficiente. Eles tem a Apple e a produção de soja e milho, pois sempre foram grandes produtores desses grãos. AE: Mas o problema da indústria não se resume ao câmbio, pois há questões relativas a produtividade, motivada por custos elevados, como os relativos a tributos e infraestrutura do País. Belluzzo: Isso mesmo. Mas se não fizer nada rapidamente o País vai ficar mais fraco. É também necessário observar a estrutura tributária nacional. O governo talvez desonere as exportações, o que é importante. O Brasil já teve um sistema de desoneração de exportações que foi muito bom, na época do ex-ministro da Fazenda Delfim Netto. Tivemos o Befiex e o crédito pleno do IPI. Isso tudo foi abolido porque no Brasil foi criada a mentalidade segundo a qual a economia do Pais deve ser primária, não exportadora, e totalmente aberta, pois isso traria naturalmente competitividade às nossas indústrias. Primária é essa avaliação sobre o que deveria ser a estrutura da nossa economia. AE: O BC indicou que deve reduzir a Selic para 9% em abril e mantê-la assim por um bom tempo. Contudo, para isso seria necessário mudar a remuneração da caderneta de poupança. O senhor acredita que o governo deveria fomentar esse debate agora ou deveria esperar passar as eleições municipais deste ano? Belluzzo: O governo pode estimular o debate, mas deveria deixar passar as eleições. É preciso um tempo de adaptação. Alterar a remuneração da poupança é delicado. Mudar a remuneração da poupança é absolutamente necessário, pois trata-se de uma péssima herança da época da inflação alta, que reforça o caráter rentista das pessoas. Mas é preciso ter cuidado, pois logo vai se criar uma opinião de que isso é um confisco. Na verdade quem está confiscando é o rentista, que é favorável a uma estrutura de taxas de juros no País que prejudica a geração de empregos. O adequado seria deixar que as taxas da poupança sejam nominais, sem indexação. Esse não é o único problema que dificulta baixar os juros básicos. Há também a indexação de uma parte expressiva dos títulos públicos à Selic. Isso precisa ser alterado, a fim de dar mais flexibilidade na gestão da política econômica. AE: Alguns especialistas de mercado apontam que o BC precisará elevar a Selic em pelo menos um ponto porcentual no começo de 2013, pois a economia ganharia tração na segunda metade deste ano e havia risco de inflação. O senhor vê uma alta dos juros até o final de 2013? Belluzzo: Não vejo. E, atualmente, qualquer previsão sobre alta de juros é temerária. Quem pensa assim está com um modelo de metas de inflação de quinta categoria. Vamos falar a verdade, ninguém mais acredita no sistema de metas de inflação, que se baseia num único objetivo (combate a inflação) e num único instrumento (taxa de juros). O Olivier Blanchard (economista-chefe do FMI) não acredita e ele é de longe o melhor de todos os especialistas que abordaram este tema com inteligência. É que alguns economistas (de mercado) ficam com essa avaliação, pois dizem que o PIB potencial é de 4%, 4,5%. Mas isso é curioso, pois só eles e Jeová sabem quanto é o PIB potencial do Brasil. Eles não avaliam como vai ser o desempenho dos EUA e da China neste e no próximo ano. O presidente do Fed, Ben Bernanke, disse que o crescimento americano será baixo até 2014, inclusive com desemprego elevado e taxas de juros perto de zero. Então, eu acredito que quem tem razão é o Banco Central no Brasil. O BC disse no últimorelatório de inflação de março que a inflação em 2012 ficará em 4,4% e que em 2013 terá boas chances de ficar abaixo da sua projeção de 5,2%, dado o cenário de fraqueza estrutural da economia mundial, que vai apresentar um longo processo desinflacionário.
STARBUCKS PLANEJA EXPANDIR NEGÓCIOS NA CHINA ATÉ 2015
STARBUCKS PLANEJA EXPANDIR NEGÓCIOS NA CHINA ATÉ 2015
Boao, China, 2 -
A Starbucks Corp. planeja triplicar o tamanho da sua força de trabalho e rede de lojas na China nos próximos três anos, informou ontem John Culver, diretor para operações na China e na Ásia-Pacífico da empresa. Hoje, a empresa tem cerca de 10 mil funcionários nas mais de 500 lojas no país. Culver acrescentou que a companhia vai acelerar o crescimento na China, um país com milhares de anos de cultura de chá, para capturar o crescente gosto pelo café. "Continuaremos acelerando a construção de novas lojas e, deste modo, passaremos de 500 hoje para mais de 1.500 lojas até 2015", disse ele em uma entrevista durante o Fórum Boao para Ásia, um encontro de líderes políticos e empresários na província chinesa de Hainan, no sul do país. Para facilitar o crescimento, "nós mais que triplicaremos o tamanho de nossa força de trabalho", disse ele. A China, onde as cafeterias se tornaram comuns nas esquinas das cidades, é uma das histórias de maior sucesso da Starbucks. O conceito de tomar café e socializar nas cafeterias está ficando cada vez mais popular. O faturamento obtido com as vendas na China e na região da Ásia-Pacífico subiu 38% no primeiro trimestre fiscal, encerrado em 1º de janeiro, para US$ 166,9 milhões, enquanto o lucro operacional cresceu 26% no período, para US$ 57,8 milhões. "Nós vemos nossa oportunidade para continuar ampliando os negócios efetivamente", disse Culver, sem fornecer uma projeção para os próximos trimestres. A Starbucks recentemente elevou os preços do café na China para compensar custos maiores. Apesar disso, a iniciativa não afastou os clientes. "Nossos clientes continuam nos escolhendo", afirmou o diretor. "Se você visitar as nossas lojas hoje, você verá que estão cheias e há muita energia positiva. Vemos oportunidades para continuar expandindo nossa to continue rede de varejo e capturando a demanda que atualmente existe para Starbucks." O mercado de café da China, incluindo o tipo solúvel, está em expansão. As vendas aumentaram para 6,25 bilhões de yuans (US$ 992 milhões) em 2011, alta de 20% em relação ao ano anterior e de 92% ante 2006, segundo a Euromonitor International. E, apesar da rápida expansão, há espaço para crescer mais. Um estudo da Associação da Indústria Chinesa de Café, em 2011, mostrou que os chineses consomem uma média de três xícaras por ano, bem abaixo da média mundial 240 xícaras. De olho em outros mercados asiáticos, Culver informou ainda que a Starbucks abrirá 1 mil lojas no Japão no ano que vem, enquanto o número de cafeterias na Coreia do Sul deve mais que dobrar para 700 até 2016. A empresa também pretende intensificar o crescimento na Indonésia e na Tailândia e, até o fim do ano, se lançará em dois novos mercados, na Índia e no Vietnã. As informações são da Dow Jones.
Boao, China, 2 -
A Starbucks Corp. planeja triplicar o tamanho da sua força de trabalho e rede de lojas na China nos próximos três anos, informou ontem John Culver, diretor para operações na China e na Ásia-Pacífico da empresa. Hoje, a empresa tem cerca de 10 mil funcionários nas mais de 500 lojas no país. Culver acrescentou que a companhia vai acelerar o crescimento na China, um país com milhares de anos de cultura de chá, para capturar o crescente gosto pelo café. "Continuaremos acelerando a construção de novas lojas e, deste modo, passaremos de 500 hoje para mais de 1.500 lojas até 2015", disse ele em uma entrevista durante o Fórum Boao para Ásia, um encontro de líderes políticos e empresários na província chinesa de Hainan, no sul do país. Para facilitar o crescimento, "nós mais que triplicaremos o tamanho de nossa força de trabalho", disse ele. A China, onde as cafeterias se tornaram comuns nas esquinas das cidades, é uma das histórias de maior sucesso da Starbucks. O conceito de tomar café e socializar nas cafeterias está ficando cada vez mais popular. O faturamento obtido com as vendas na China e na região da Ásia-Pacífico subiu 38% no primeiro trimestre fiscal, encerrado em 1º de janeiro, para US$ 166,9 milhões, enquanto o lucro operacional cresceu 26% no período, para US$ 57,8 milhões. "Nós vemos nossa oportunidade para continuar ampliando os negócios efetivamente", disse Culver, sem fornecer uma projeção para os próximos trimestres. A Starbucks recentemente elevou os preços do café na China para compensar custos maiores. Apesar disso, a iniciativa não afastou os clientes. "Nossos clientes continuam nos escolhendo", afirmou o diretor. "Se você visitar as nossas lojas hoje, você verá que estão cheias e há muita energia positiva. Vemos oportunidades para continuar expandindo nossa to continue rede de varejo e capturando a demanda que atualmente existe para Starbucks." O mercado de café da China, incluindo o tipo solúvel, está em expansão. As vendas aumentaram para 6,25 bilhões de yuans (US$ 992 milhões) em 2011, alta de 20% em relação ao ano anterior e de 92% ante 2006, segundo a Euromonitor International. E, apesar da rápida expansão, há espaço para crescer mais. Um estudo da Associação da Indústria Chinesa de Café, em 2011, mostrou que os chineses consomem uma média de três xícaras por ano, bem abaixo da média mundial 240 xícaras. De olho em outros mercados asiáticos, Culver informou ainda que a Starbucks abrirá 1 mil lojas no Japão no ano que vem, enquanto o número de cafeterias na Coreia do Sul deve mais que dobrar para 700 até 2016. A empresa também pretende intensificar o crescimento na Indonésia e na Tailândia e, até o fim do ano, se lançará em dois novos mercados, na Índia e no Vietnã. As informações são da Dow Jones.
MITSUBISHI ADQUIRE 20% DE PLANTAÇÃO DA IPANEMA, DIZ JORNAL
MITSUBISHI ADQUIRE 20% DE PLANTAÇÃO DA IPANEMA, DIZ JORNAL
Tóquio, 02 - A
trading Mitsubishi irá adquirir 20% de participação em uma das maiores plantações de café do mundo, localizada no Brasil, com a intenção de garantir o fornecimento de produto de qualidade ao Japão. A informação foi publicada na edição de terça-feira do jornal The Nikkei. Situada a 300 km da cidade de São Paulo, a área pertence à família que fundou a Ipanema Coffees. Pela negociação, a Mitsubishi irá desembolsar "bilhões de ienes" e comprar ações já existentes, dividindo o controle acionário com duas companhias de processamento de café, uma alemã (16%) e outra norueguesa (15%), além da própria Ipanema. A plantação de 60 quilômetros quadrados (6 mil hectares) produz 9,2 mil toneladas de grãos de café por ano, sendo certificada como ecologicamente correta pelos Estados Unidos e pela Europa. Atualmente, a Mitsubishi já compra quase 3 mil toneladas de café da Ipanema. Após a transação, a empresa japonesa irá enviar um funcionário à plantação para adquirir conhecimento e aprimorar a automação e eficiência do local. As informações são da Dow Jones.
Tóquio, 02 - A
trading Mitsubishi irá adquirir 20% de participação em uma das maiores plantações de café do mundo, localizada no Brasil, com a intenção de garantir o fornecimento de produto de qualidade ao Japão. A informação foi publicada na edição de terça-feira do jornal The Nikkei. Situada a 300 km da cidade de São Paulo, a área pertence à família que fundou a Ipanema Coffees. Pela negociação, a Mitsubishi irá desembolsar "bilhões de ienes" e comprar ações já existentes, dividindo o controle acionário com duas companhias de processamento de café, uma alemã (16%) e outra norueguesa (15%), além da própria Ipanema. A plantação de 60 quilômetros quadrados (6 mil hectares) produz 9,2 mil toneladas de grãos de café por ano, sendo certificada como ecologicamente correta pelos Estados Unidos e pela Europa. Atualmente, a Mitsubishi já compra quase 3 mil toneladas de café da Ipanema. Após a transação, a empresa japonesa irá enviar um funcionário à plantação para adquirir conhecimento e aprimorar a automação e eficiência do local. As informações são da Dow Jones.
DÓLAR SOBE A R$ 1,833 ANTES DE AGENDA SEMANAL INTENSA
São Paulo, 2 -
O mercado de câmbio doméstico começou abril devagar, com fraca volatilidade na cotação do dólar e volume de negócios reduzido. Como o dólar à vista sustentou-se acima de R$ 1,82 em meio a um fluxo cambial pequeno, o Banco Central não fez leilão de compra de dólar hoje. Os agentes financeiros operaram sem energia para arriscar grandes apostas, tendo em vista a intensa agenda que antecede o feriado da Paixão nesta sexta-feira, quando os mercados europeus, norte-americanos e brasileiro estarão fechados. De imediato, há expectativa pelo anúncio amanhã do pacote de estímulo à indústria brasileira, que será feito pela manhã. O mercado aguarda medidas para estimular a produção nacional e não necessariamente que tenham impacto direto no câmbio. Contudo, se houver alguma surpresa com força para mexer com a formação de preço, o ajuste de posições tende a ser rápido. Na quarta-feira haverá reunião do Banco Central Europeu e na sexta-feira, durante o feriado, serão divulgados os dados do mercado de trabalho, incluindo a criação de vagas (payroll) nos Estados Unidos. Nesta segunda-feira, os dados mistos sobre atividade na China, divulgados no fim de semana, não determinaram um rumo para os mercados, porque não dissiparam dúvidas sobre o grau efetivo de desaceleração da economia do país. Já o índice de atividade industrial (ISM) nos Estados Unidos veio melhor do que as previsões e deu suporte para o avanço das Bolsas, enquanto o dólar oscilou no mercado de moedas, exibindo leve ganho ante o euro e queda em relação ao iene, por exemplo. O dólar à vista fechou com leve alta de 0,33%, a R$ 1,8330 no balcão, e de 0,37%, para R$ 1,8308 na BM&F. Durante a sessão, o dólar no balcão oscilou 0,60%, da mínima em R$ 1,8250 (-0,11%0 á máxima de R$ 1,8360 (+0,49%). O giro financeiro total registrado na clearing de câmbio até 16h27 era 10% inferior ao registrado na sexta-feira e somava US$ 1,435 bilhão (1,298 bilhão em D+2). No mercado futuro, até 16h42, apenas dois vencimentos de dólar foram negociados e o contrato para maio 2012 concentrava 99% do giro total. Nesse horário, o dólar maio2012 ganhava 0,24%, a R$ 1,8430, com giro financeiro de US$ 14,208 bilhões.
São Paulo, 2 -
O mercado de câmbio doméstico começou abril devagar, com fraca volatilidade na cotação do dólar e volume de negócios reduzido. Como o dólar à vista sustentou-se acima de R$ 1,82 em meio a um fluxo cambial pequeno, o Banco Central não fez leilão de compra de dólar hoje. Os agentes financeiros operaram sem energia para arriscar grandes apostas, tendo em vista a intensa agenda que antecede o feriado da Paixão nesta sexta-feira, quando os mercados europeus, norte-americanos e brasileiro estarão fechados. De imediato, há expectativa pelo anúncio amanhã do pacote de estímulo à indústria brasileira, que será feito pela manhã. O mercado aguarda medidas para estimular a produção nacional e não necessariamente que tenham impacto direto no câmbio. Contudo, se houver alguma surpresa com força para mexer com a formação de preço, o ajuste de posições tende a ser rápido. Na quarta-feira haverá reunião do Banco Central Europeu e na sexta-feira, durante o feriado, serão divulgados os dados do mercado de trabalho, incluindo a criação de vagas (payroll) nos Estados Unidos. Nesta segunda-feira, os dados mistos sobre atividade na China, divulgados no fim de semana, não determinaram um rumo para os mercados, porque não dissiparam dúvidas sobre o grau efetivo de desaceleração da economia do país. Já o índice de atividade industrial (ISM) nos Estados Unidos veio melhor do que as previsões e deu suporte para o avanço das Bolsas, enquanto o dólar oscilou no mercado de moedas, exibindo leve ganho ante o euro e queda em relação ao iene, por exemplo. O dólar à vista fechou com leve alta de 0,33%, a R$ 1,8330 no balcão, e de 0,37%, para R$ 1,8308 na BM&F. Durante a sessão, o dólar no balcão oscilou 0,60%, da mínima em R$ 1,8250 (-0,11%0 á máxima de R$ 1,8360 (+0,49%). O giro financeiro total registrado na clearing de câmbio até 16h27 era 10% inferior ao registrado na sexta-feira e somava US$ 1,435 bilhão (1,298 bilhão em D+2). No mercado futuro, até 16h42, apenas dois vencimentos de dólar foram negociados e o contrato para maio 2012 concentrava 99% do giro total. Nesse horário, o dólar maio2012 ganhava 0,24%, a R$ 1,8430, com giro financeiro de US$ 14,208 bilhões.
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