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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Pânico nos mercados externos se mantém e café despenca na ICE

Pânico nos mercados externos se mantém e café despenca na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram uma quinta-feira catastrófica, com perdas intensas sendo reportadas, ao redor de 5% no fechamento e de quase 6% em determinados momentos do dia. Grandes fundos e especuladores se posicionaram no lado vendedor e romperam vários suportes, com o dezembro batendo nos menores patamares desde 8 de agosto. O dia, mais uma vez, seguiu o nervosismo dos mercados externos, que tiveram perdas fortes no segmento acionário e também de matérias-primas. O café, cacau, açúcar, entre outros produtos registraram retrações consideráveis e o petróleo encerrou o dia com perdas de 6,59%. Tecnicamente, o mercado de café demonstra diversos elementos baixistas, com praticamente todas as médias móveis ficando acima do fechamento, o que dá margem para que novas liquidações possam ser estimuladas. Por outro lado, o mercado dá demonstração de estar consideravelmente sobrevendido, o que poderia dar espaço para correções. Tais correções, no entanto, só deverão conseguir ganhar corpo com os segmentos externos se mostrando mais calmos. Para operadores, os temores dos mercados externos são de um quadro recessivo. O fator Grécia traz o medo de que toda a economia européia seja afetada com um possível calote, por outro lado, os Estados Unidos dão sinal de que a tão esperada recuperação ainda está longe de ser efetivada. Com isso, muitos players, não querendo nem lembrar do cenário de pânico do final de 2008, se afastam de mercados como de ações e commodities e preferem ser mais técnicos, apostando em campos seguros, cautelosos. Fundamentalmente, o mercado ainda avalia, de longe e sem maiores temores, o início da safra de importantes origens, como a Colômbia e os centro-americanos, com a expectativa de quanto de café suave esses países poderão colocar à venda para amenizar a escassez atual. No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve queda de 1.270 pontos com 239,25 centavos, sendo a máxima em 251,00 e a mínima em 235,65 centavos por libra, com o março tendo retração de 1.275 pontos, com a libra a 242,30 centavos, sendo a máxima em 254,20 e a mínima em 238,85 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou queda de 35 dólares, com 2.026 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 33 dólares, com 2.056 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, a quinta-feira foi negra para os mercados internacionais de café. Com fortes liquidações, resistências básicas e até mais consistentes foram rompidas. Entretanto, as perdas estiveram atreladas, efetivamente, aos mercados externos, o que abre espaço para algumas perspectivas de recuperação, caso o "pavor" das bolsas internacionais seja equalizado. "Efetivamente, não operamos olhando para o café. Estamos focados nas bolsas, em outras commodities. É claro que a tendência do café é de queda, por conta de sua estrutura técnica atual, mas retrações como as dessa quinta-feira só reforçam uma perspectiva imediata. Caso os mercados externos se recuperem, a tendência é de termos uma correção", disse um trader. "A movimentação do mercado pressionou o café no exterior. No Brasil, o dólar está com um movimento de alta muito forte e, assim, os preços para os produtores não sofreram maiores alterações", sustentou um corretor baseado na cidade de Santos. As exportações de café do Brasil em setembro, até o dia 21, somaram 1.536.826 sacas, contra 1.699.950 sacas registradas no mesmo período de agosto, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 655 sacas, indo para 1.437.821 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 33.355 lotes, com as opções tendo 7.591 calls e 6.277 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 251,00, 251,50, 252,00, 252,50, 253,00, 253,50, 254,00, 254,50, 254,90-255,00 e 255,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 235,65, 235,50, 235,10-235,00, 234,50, 234,00, 233,50, 233,00, 232,50, 232,00 e 231,50 centavos por libra.

Commodities `derretem` em dia de nervosismo

Commodities `derretem` em dia de nervosismo
Em meio ao recrudescimento das preocupações com a crise econômica global, as commodities agrícolas acentuaram seu ritmo de queda e atingiram novas mínimas nas bolsas americanas na quinta-feira. Em Chicago, os contratos futuros de segunda posição de entrega (normalmente os de maior liquidez) do milho sofreram o maior tombo em quase um ano. Em Nova York, o açúcar atingiu mínimas em três meses. O cacau despencou ao menor nível em mais de um ano, e o café praticamente zerou os ganhos que tinha em 2011.Todos os mercados foram castigados pelo surto de aversão ao risco, exacerbado pela decepção dos investidores com as medidas anunciadas na quarta-feira pelo Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) e pelo impasse criado pela Grécia na União Europeia. Investidores liquidaram posições em ativos sensíveis ao crescimento econômico, como é o caso das commodities, e buscaram segurança no dólar, que voltou a se fortalecer - o índice dólar, que mede o desempenho da moeda americana em relação a uma cesta de divisas importantes, subiu 1,41%.Na bolsa de Chicago, os contratos de segunda posição da soja em grão (janeiro) fecharam em queda de 37,25 centavos de dólar, a US$ 12,9425 por bushel. Os de milho (março) recuaram 35,75 centavos, para US$ 6,63 por bushel. Na bolsa de Nova York, os contratos do cacau para março sofreram perda de US$ 45, cotados a US$ 2.725 por tonelada - menor cotação desde 15 de setembro do ano passado.O café recuou 1.275 pontos, para US$ 2,4230 por libra-peso, enquanto o açúcar fechou a 24,81 centavos de dólar por libra-peso, uma queda de 110 pontos. Finalmente, o algodão perdeu mais 354 pontos e fechou a 99,29 centavos de dólar por libra-peso (abaixo do patamar psicológico de US$ 1).Apesar da corrida contra as commodities, investidores veem limites para a uma queda mais sustentada. Em relatório, o banco de investimento Barclays Capital divulgou que os sinais de desaceleração da demanda ainda são insuficientes para eliminar os riscos de alta nas cotações do petróleo, dos grãos e de alguns metais industriais. Para a instituição, as dificuldades no lado da oferta devem manter os mercados voláteis e sensíveis a políticas de estímulo ao crescimento econômico, "tornando ainda mais difícil se encontrar o equilíbrio adequado entre crescimento e inflação".O relatório pondera, ainda, que uma eventual queda na demanda global por matérias-primas precisa ser enxergada à luz do desempenho "excepcional" dos últimos 12 meses. "Se a demanda começar a se retrair, será a partir de níveis extremamente elevados", pontua.O Barclays minimiza ainda o potencial de queda na demanda da China e sugere que o país esteja encerrando um período de queima de estoques de produtos como cobre, petróleo, açúcar, soja e milho, o que deve se traduzir em uma retomada mais acentuada das importações nos próximos meses. De acordo com o banco, os chineses começaram a consumir estoques em função do aperto no crédito, dos preços voláteis e das incertezas em relação ao futuro, "mas esse processo não pode durar muito".

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

PRODUÇÃO DE ROBUSTA E ARÁBICA NO ESPIRITO SANTO É RECORDE

PRODUÇÃO DE ROBUSTA E ARÁBICA NO ESPIRITO SANTO É RECORDE - CEPEAA safra 2011/12 de café do Espírito Santo tem sido considerada bastante positiva por agentes consultados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Além de os preços atuais estarem acima dos praticados no mesmo período do ano passado, o estado capixaba apresenta produção recorde nesta temporada. De acordo com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a safra total de café no Espírito Santo (robusta earábica) está estimada em 11,6 milhões de sacas de 60 kg, 14% maior que a temporada anterior. Um dos motivos para o bom desempenho das lavouras capixabas é o investimento em novas tecnologias e em tratos culturais. O incremento no volume foi possível, também, pelo aumento de 4,8% no número de pés em produção e pelas condições climáticas favoráveis tanto no desenvolvimento da safra quanto na época de colheita. Assim, a produtividade média no Espírito Santo nesta safra - considerando-se arábica e robusta - foi a maior entre todos os estados produtores. Segundo a Conab, a produtividade foi de 25,57 sacas por hectare, enquanto a média nacional foi de 21,04 sacas. As informações partem do Cepea.

Pessimismo global faz Bolsa cair 3%; dólar ameniza alta

Pessimismo global faz Bolsa cair 3%; dólar ameniza alta
O nervosismo do investidor com a crise internacional mantém o dólar em forte alta e a Bolsa de Valores no campo negativo.A divisa americana é negociada por R$ 1,870, em um aumento de 0,26%. A taxa cambial já atingiu R$ 1,960 logo pela manhã, mas cedeu logo após uma novo intervenção do Banco Central. A autoridade monetária realizou o equivalente a uma operação de venda de moeda, mas no mercado futuro, justamente o segmento de negócios que tem pressionado os preços do dólar.Já o Ibovespa, o termômetro da Bolsa brasileira, recua 3,07%, aos 54.261 pontos. O giro financeiro é de R$ 2,29 bilhões, relativamente alto para o horário.A Bolsa brasileira acompanha o tom negativo visto nas demais praças financeiras. Na Europa, as principais Bolsas sofrem perdas de 4,37% (Londres), 4,35% (Paris) e 4,36% (Frankfurt).Nos EUA, onde os mercados abriram há pouco, a Bolsa de Nova York tem forte desvalorização de X%.2,61Além da preocupação com a crise europeia, analistas ainda apontam a frustração dos investidores com o plano anunciado ontem pelo banco central dos EUA (o Federal Reserve) para reestimular a economia.Muitos esperavam uma proposta mais ousada que a operação de US$ 400 bilhões. E outra parcela reagiu mal ao aviso dessa autoridade monetária, que alertou para os riscos significativos' da economia americana.PERSPECTIVAS.O analista gráfico da XP Investimentos. Gilberto Coelho, enxerga patamar dos 54.100 pontos como o próximo "fundo" da Bolsa, que já foi testado hoje. "Se romper esse nível de preços, provavelmente o Ibovespa deve ir para os 52 mil, 51.800 pontos", comenta.A análise gráfica, ou técnica, busca identificar níveis de preços que indiquem uma mudança de tendência consistente para o mercado de ações. Em agosto, por exemplo, o patamar dos 48 mil pontos foi visto como um "suporte" para a Bolsa, que bateu nesse valor e subiu pelas semanas seguintes até a faixa dos 55 mil e 57 mil pontos.Para que a Bolsa reverta a tendência de baixa predominante seria preciso que o índice Ibovespa voltasse a oscilar na marca dos 58 mil pontos, diz o profissional da XP ."A partir desse ponto, nós poderíamos ver a Bolsa tentando atingir os 65 mil pontos". Esse patamar era a projeção para a Bolsa de boa parte do mercado para o final de ano. Mas com a volatilidade atual, esse prognóstico está sob franca revisão.DÓLAR MAIS CARO.Há vários fatores apontados por analistas do mercado para (tentar) explicar a disparada dos preços: o medo de um calote da Grécia (e os efeitos nocivos desse evento para o sistema bancário europeu); a perspectiva de juros ainda mais baixos nos próximos meses (o que reduz o apelo para que grandes investidores estrangeiros migrem capital para cá), e finalmente, movimentos especulativos, executados no mercado futuro de moeda, mas que afetam os preços no segmento à vista.Em um cenário internacional de maior incerteza, tradicionalmente investidores correm para os chamados portos seguros': o dólar e o ouro.A commodity metálica é um refúgio histórico para aqueles que buscam se proteger contra as turbulência da economia mundial. Já o dólar é a moeda em que os ativos mais seguros do planeta são negociados: os títulos do Tesouro dos EUA.Por outro lado, economistas também destacam vários motivos que podem levar a taxa cambial a mudar de rota no curto ou no médio prazo: as reservas internacionais robustas do país,e o controle dos gastos públicos, o que reforça a credibilidade do país como alternativa viável para o capital externo; além do fato de que os juros brasileiros, apesar do viés de baixa' percebido pelo mercado, ainda seguem como os mais altos do planeta.Por enquanto, no entanto, a volatidade ainda deve mandar nos mercados: conforme as autoridades europeias já indicaram uma solução para o imbróglio grego não deve aparecer antes de outubro. Por esse motivo, acreditam, a taxa cambial deve continuar pressionada.

Café despenca na ICE em dia de pressão sobre commoditie​s e dólar forte - 21/09/2011

Os contratos futuros de café arábica despencaram nesta quarta-feira na ICE Futures US, em uma sessão caracterizada por liquidações de especuladores e fundos. A posição dezembro rompeu os 255,00 centavos e se aproximou, inclusive, do nível de 250,00 centavos, num indicativo do potencial vendedor dos participantes.
O dia foi de indicadores externos negativos e, com o aumento da preocupação com a economia global, muitas vendas passaram a ser processadas em mercados de commodities. Os temores se ampliaram na parte da tarde, após o Federal Reserve, equivalente ao Banco Central dos Estados Unidos, ter anunciado a compra de 400 bilhões de dólares em títulos de vencimento entre seis e 30 anos, com a venda de igual valor em títulos com vencimentos mais imediatos. A medida, que foi lida pelo mercado como uma busca do segmento econômico dos Estados Unidos de conter os juros e auxiliar os financiamentos, estimulou a aquisição de dólares, sendo que a moeda registrou altas consideráveis em várias partes do mundo.
Com o dólar fortalecido, foram diversos os operadores que entraram liquidando nos mercados de commodities, o que pressionou consideravelmente mercados como o de softs, incluindo café e milho, e também de diversos grãos. O índice CRB, que analisa a média de variação de 14 diferentes matérias-primas, fechou o dia com perdas de quase 1%, sendo que o petróleo, que flutuou no lado positivo ao longo de grande parte do dia, inverteu a mão e caiu mais de 2%.
Tecnicamente, o café se mostra ainda mais enfraquecido, abaixo de médias móveis mais significativas, como de 20 e 40 dias, mas também recuando em relação a médias de prazos mais longos, o que é um indicativo do viés negativo atual para o grão, o que pode abrir espaço para retrações ainda mais consistentes.
Fundamentalmente, o mercado ainda avalia, de longe e sem maiores temores, o início da safra de importantes origens, como a Colômbia e os centro-americanos, com a expectativa de quanto de café suave esses países poderão colocar à venda para amenizar a escassez atual.
No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve queda de 825 pontos com 251,95 centavos, sendo a máxima em 260,40 e a mínima em 251,35 centavos por libra, com o março tendo retração de 810 pontos, com a libra a 255,05 centavos, sendo a máxima em 263,10 e a mínima em 254,45 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou queda de 79 dólares, com 2.061 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 76 dólares, com 2.089 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por uma abertura próxima da estabilidade, com a falta de direcionamento recente parecendo voltar a dominar as ações. No entanto, a partir da abertura de mercados externos, os "ânimos vendedores" se tornaram mais consistentes e, passo a passo, os bearishs (baixistas) forçaram alguns suportes que, diferentemente das sessões passadas, conseguiram ser rompidos, principalmente o de 255,10 centavos, o que abriu espaço para novos stops.
"Se graficamente o café já não demonstra nenhuma consistência mais efetiva, o quadro se torna ainda mais negro diante de um dia amplamente negativo nos mercados externos. A alta do dólar serviu como combustível para muita gente sair vendendo", sustentou um trader. "Estamos em uma retomada do movimento técnico de baixa. Ao conseguirmos romper, finalmente, os 255,10-255,00, o mercado se sentiu estimulado a liquidar de forma mais intensa e isso vem fazendo com que tenhamos perdas consideráveis. O cenário é baixista e deveremos, sim, buscar os 250,00 centavos, que é um nível consideravelmente importante, e, na seqüência, os 245,50, mínima de 16 de agosto", sustentou um broker.
As exportações de café do Brasil em setembro, até o dia 20, somaram 1.290.931 sacas, contra 1.210.351 sacas registradas no mesmo período de agosto, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.070 sacas, indo para 1.437.166 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 22.323 lotes, com as opções tendo 6.401 calls e 5.404 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 260,40-260,50, 261,00, 261,50, 262,00, 262,50, 263,00-263,10, 263,50, 264,00, 264,50, 264,90-265,00 e 265,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 251,35, 251,00, 250,50, 250,10-250,00, 249,50, 249,00, 248,50, 248,00, 247,50, 247,00, 246,50, 246,00 e 245,50 centavos por libra.

NY FECHA COM BAIXA ACENTUADA EM MEIO À APREENSÃO COM ECONOMIA DOS EUA

NY FECHA COM BAIXA ACENTUADA EM MEIO À APREENSÃO COM ECONOMIA DOS EUA
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quarta-feira com preços acentuadamente mais baixos. As cotações despencaram na sessão, diante das preocupações com a economia nos Estados Unidos, Europa e no mundo, principalmente com a apreensão em torno da reunião do comitê de política monetária do Banco Central americano (Federal Reserve). As cotações caíram aos níveis mais baixos em 5 semanas. O dólar subiu contra outras moedas pressionando para baixo as commodities nos mercados futuros. Investidores, em movimento de manada, fugiram dos mercadosconsiderados de maior risco no dia, com medo em relação às medidas do FED, eos preços dos produtos agrícolas caíram fortemente nas bolsas de futuros. Asinformações partem de agências internacionais de notícias. Os contratos do café arábica para entrega em dezembro fecharam negociadosa 251,95 centavos de dólar por libra-peso, com perda de 8,25 cents, ou de 3,2%. A posição março fechou a 255,05 cents, com baixa de 8,10 centavos, ou de 3,1%. O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) divulgou há pouco que manteve ataxa básica de juros entre 0% e 0,25% e reafirmou que as taxas devem continuarextremamente baixas até meados de 2013. A instituição também informou que, para garantir "uma recuperação mais forte", pretende comprar US$ 400 bilhões em títulos do Tesouro de longo prazo, com vencimento de seis a 30 anos, até meados de junho de 2012. O Fomc ainda programa a venda em igual quantidade em títulos do Tesouro com vencimentode três anos ou menos. Na reunião, que durou dois dias, a decisão não aconteceu de forma unânime. Richard Fisher, Narayana Kocherlakota e Charles Plosser, segundo o Fed, não apoiam uma "nova acomodação" da política monetária neste momento. No comunicado, Fomc diz que o crescimento econômico dos Estados Unidoscontinua lento e que a taxa de desemprego continua alta no país. O Comitê acredita que haja uma retomada no processo de recuperação, mas já antecipa que a queda da taxa de desemprego aconteça gradualmente. Os gastos dos consumidores aumentaram em ritmo "apenas moderado" nos últimos meses e o setor imobiliário continua enfraquecido. As expectativas de inflação, de acordo com o Fomc, continuam estáveis. O Comitê antecipa que a inflação irá se estabilizar nos próximos trimestres, inclusive com a dissipação dos aumentos dos preços de energia. Foram discutidas uma série depossíveis ferramentas para promover uma recuperação econômica mais forte e o Fomc afirma que continuará monitorando as condições econômicas, implementando-as quando necessário.

ALTA DO DÓLAR JÁ COMPENSA A QUEDA DAS COMMODITIES

ALTA DO DÓLAR JÁ COMPENSA A QUEDA DAS COMMODITIES
A escalada do dólar em setembro, que chegou a 17,07%, já está trazendo mais dinheiro para o bolso dos agricultores que exportam, mesmo com a queda dos preços das commodities no mês. Ontem, a moeda americana teve a maior alta desde 22 de outubro de 2008, em plena crise financeira - subiu 4,25% e fechou a R$ 1,865. A desvalorização diária, consecutiva e rápida do real forçou as empresas com dívidas no exterior a procurar hedge para seus compromissos em condições menos favoráveis. Ele está mais caro e as incertezas sobre as cotações tendem a encarecê-lo ainda mais. Para o Banco Central, a corrida do dólar é apenas um fenômeno transitório. A valorização do dólar em relação ao real, que ganhou força em setembro, até agora impediu a queda dos preços domésticos das principais commodities agrícolas exportadas pelo Brasil, que perderam sustentação nas bolsas internacionais nas últimas semanas em decorrência das turbulências financeiras em países desenvolvidos.Mais do que isso: os preços de exportação de produtos como soja, milho, café e açúcar estão até mais elevados do que no fim de agosto, quando as incertezas em relação à economia global tornaram-se ainda maiores, amplificaram as dúvidas sobre o futuro da demanda e abriram espaço para o fortalecimento da moeda americana no mercado externo.Para os produtores brasileiros que exportam e temiam que a crise no Hemisfério Norte provocasse uma baixa das cotações que reduzisse suas atuais margens de lucro elevadas, trata-se de uma boa notícia, que inclusive já acelerou as vendas antecipadas da colheita da safra que começou agora a ser plantada (2011/12). Do ponto de vista do combate à inflação, porém, ainda não há refresco à vista nesse fronte. Com a disparada de ontem, o dólar passou a acumular alta superior a 15% em relação ao real neste mês.Produto com maior peso nas exportações agrícolas do Brasil, a soja fechou a quarta-feira em queda de 1,3% na bolsa de Chicago, cotada a US$ 13,32 por bushel (medida equivalente a 27,2 quilos). Com mais esse recuo, os futuros de segunda posição de entrega do grão (normalmente os de maior liquidez) passaram a acumular baixa de 8,6% em setembro. Apesar disso, o preço da oleaginosa convertido em reais ficou 5,2% mais alto no período. "Os preços praticados no Brasil estão acima dos picos de agosto", diz Antonio Sartori, da corretora gaúcha Brasoja.Atraídos pelos preços favoráveis, os agricultores aceleram a comercialização da próxima safra. De acordo com Sartori, os gaúchos já comprometeram aproximadamente 20% da produção que será entregue em maio de 2012, um resultado excepcional em um Estado onde as negociações antecipadas de soja são uma prática pouco comum. "Mais da metade desse volume foi comercializado nas últimas semanas. A alta do câmbio compensou até mesmo a queda dos prêmios pagos nos portos", observa. Segundo ele, há um ano nem 10% da safra do Estado havia sido negociada.Fenômeno semelhante é observado em Mato Grosso, onde a cultura das vendas antecipadas é arraigada. Glauber Silveira, presidente da Aprosoja, associação que representa os produtores do Estado, calcula que metade da safra 2011/12 do Estado já foi comercializada, ante pouco mais de 30% em igual período do ano passado. Mais de um terço desse volume foi negociado neste mês.O milho é outra commodity cujos preços resistem a cair, mesmo com a colheita da safrinha no Paraná. Em setembro, os futuros do grão recuaram 8,9% em Chicago, mas acumulam alta de 4,8% no mês na conversão para a moeda brasileira. Ontem, a commodity caiu 0,56% na bolsa americana, para US$ 6,99 por bushel (27,2 quilos), menor preço de fechamento desde 10 de agosto. Em compensação, o indicador Cepea/Esalq para o milho no mercado físico está no maior nível desde fevereiro, a R$ 31,65 por saca, alta de 3,94% no mês.Historicamente, os preços domésticos do milho são pouco influenciados pelo comportamento do câmbio e do mercado externo, já que o Brasil sempre teve uma participação tímida no mercado internacional do grão. Mas o rápido aumento dos embarques nos últimos anos fez com que o cenário interno fosse cada vez mais influenciado pelo sobe-e-desde do preço oferecido aos exportadores. Sintoma dessa mudança, as vendas antecipadas de milho no Mato Grosso, que praticamente inexistiam até o ano passado, somavam 33% até o fim de agosto. Estima-se que, três semanas depois, estejam próximas de 50%. "É muito possível que, a essa altura, tenhamos vendido mais milho do que soja em Mato Grosso", afirma um trader.O efeito cambial também é sentido nos mercados de café e açúcar, que desde o início do mês acumulam queda de 11,5% e 10,3%, respectivamente, em Nova York. Em moeda local, o café acumula alta de 1,9% e o açúcar, 3,3%, no mesmo período. Gil Barabach, analista da consultoria Safras & Mercados, pondera que a alta do real é um dos fatores que ajudam a pressionar os preços das commodities agrícolas lá fora, devido à posição do Brasil no tabuleiro. "A alta do dólar estimula as exportações, e os preços internacionais se ajustam a esse aumento de oferta".No entanto, o ritmo da queda nos preços internacionais é insuficiente para fazer frente à erosão do câmbio, diz Fábio Silveira, da RC Consultores. Para ele, o resultado "inevitável" dessa equação será um aumento da inflação no Brasil. "O recuo dos preços internacionais ainda é muito tímido perto desse salto do dólar."

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

SINCAL – Cafeicultura – Brasil perdendo 30 bilhões de U$$

SINCAL – Cafeicultura – Brasil perdendo 30 bilhões de U$$

A cafeicultura brasileira vem sofrendo um processo de total desgoverno desde a extinção do I.B.C (Instituto Brasileiro do Café). O Brasil como o principal produtor e o segundo maior consumidor mundial, abandonou as políticas cafeeiras deixando a mercê de uma verdadeira evasão de divisas, numa total incompetência de gestão e, os preços corroídos e totalmente inadequados aos cafeicultores que vem perdendo nesses últimos 15 anos e, favorecendo tão somente o mercado internacional escoando pelo ralo da ingerência bilhões e bilhões de dólares (U$$). Analisando de 1994 até 2010, os preços subiram tão somente 35%, enquanto os custos de produção foram majorados em 550% (fonte: Cepea/Esalq, MTE, Cooperativas) tornando a atividade produtiva sacrificada e massacrada. Quando dialogamos com o setor governamental a argumentação é a seguinte: “Ganhamos mercado, pois nossas exportações crescem em níveis excelentes, saímos, no caso do café arábica, de 12,8 milhões de sacas exportados em 1996 e alcançamos 27 milhões de sacas em 2010”. Isso é em fato, mas quem pagou caro nesse crescimento foram somente os cafeicultores. Sabemos que ao redor de 70% de nossas lavouras cafeeiras encontra-se em regiões montanhosas (Sul de Minas Gerais, Zona da Mata Mineira, Espírito Santo e grande parte da Mogiana no Estado de São Paulo), regiões essas que só existe uma opção, planta-se café ou planta-se café, não há outra alternativa. Para esses agricultores dado a declividade das terras impedindo outras lavouras economicamente viáveis. Com isso os cafeicultores, dessas regiões, tornaram-se verdadeiros escravos em prol dos demais elos da cadeia do Agronegócio Café. O resultado disso tudo foi um empobrecimento dos municípios produtores. Quando comparamos o I.D.H. (Índice de Desenvolvimento Humano) observamos que os municípios produtores de café estão abaixo de outros municípios da região. Os municípios perderam em arrecadação, os cafeicultores perderam receitas e os trabalhadores rurais sacrificados pela baixa remuneração da mão-de-obra. Resultando pobreza e miséria. O Brasil perdeu bilhões de dólares em divisas pela pratica de preços ridículos em relação aos países concorrentes. Alem disso, podemos ser acionados internacionalmente, pelas leis da OMC (Organização Mundial do Comercio) por um verdadeiro “dumping” no mercado cafeeiro. A nossa política de preço foi extremamente predatória, vendendo sempre com preços abaixo dos concorrentes, Inacreditável, pois possuímos praticamente 50% de markt Share (participação do mercado) no arábica, e conseguimos vender, abaixo, em media U$$ 40/saca em relação ao mercado internacional. A retórica que nosso Café Natural é inferior que o café lavado é pura “balela” comercial. O café lavado dura no máximo 1 ano, e depois perde suas características organolépticas. Além de poluir o meio ambiente pelos efluentes do processo de lavagem e fermentação arrastando grande parte dos componentes que são inerentes a mucilagem do café cereja lavado e fermentado anaerobicamente. Somado a poluição ambiental e perda das qualidades organolépticas, a produção do café lavado, depende de uma quantidade enorme de água, que é uma preocupação em voga no mundo atual. A nossa produção do Café Natural Brasileiro (90% do total) são produzidos convencionalmente, seco no terreiro ou na própria planta utilizando a luz e o sol com uma conotação mais Natural que os lavados, que não polui e economiza água. Outro aspecto importante é que a mucilagem impregnada entre o pergaminho e a casca é transportada diretamente ao fruto propriamente dito, qualificando nosso café com excelentes propriedades organolépticas e durabilidade de anos a fio. O Café Natural Brasileiro possui: corpo, aroma, doçura e outras tantas propriedades que o mundo cafeeiro não vive sem o nosso café.
Dentro do apresentado não podemos mais aceitar o “Statu quo” no setor produtivo que em vem bancando todo o agronegócio. O cafeicultor fica com o Agro e os demais elos ficam com o Negócio. A retórica do setor governamental, principalmente o MAPA (Ministério da Agricultura), que ganhamos Markt Share, aumentando o volume exportado, vendendo US$ 40/saca mais barato que os concorrentes. É a pior estratégia de marketing e está fundamentalmente provado que ganhar mercado a base de preço é levar a atividade a bancarrota com tendência a eliminar a cafeicultura que tanto colaborou e, colabora para o desenvolvimento do País empregando milhões de trabalhadores. Vamos ganhar Markt Share com rentabilidade e enriquecimento das regiões produtoras, extirpando a verdadeira escravidão econômica que reina no setor produtivo. Nos últimos 15 (quinze) anos, exportamos, por volta, 300 milhões de sacas de café arábica, (conforme gráfico abaixo), perdendo US$ 40/saca de café (em média) ou seja jogamos fora ao redor de 12 bilhões de dólares. É muito dinheiro. Valor esse que deveria estar empregado nos municípios produtores extirpando a pobreza e melhorando o I.D.H. Enquanto isso os países importadores, normalmente países de primeiro mundo, ganham verdadeiras fortunas. Na gestão amadora da cafeicultura brasileira reinante, percebemos uma verdadeira acomodação dos elos do agronegócio amparados por lucros em detrimento ao setor produtivo. Precisamos, urgentemente, mudar essa política cafeeira ou continuaremos perdendo U$$ 40,00 ou mais por saca como demonstrado anteriormente. Traçado uma perspectiva em cima da retrospectiva, dos últimos 15 anos, e crescendo 2% ao ano, pela própria demanda do mercado, nos próximos 15 anos, exportaremos mais de 450 milhões de sacas (conforme gráfico abaixo) e com isso acumularemos mais 18 bilhões de U$$ que serão evadidos do Brasil e das regiões produtoras. Na somatória da retrospectiva e da perspectiva estamos calculando um prejuízo a nossa nação de 30 Bilhões de dólares, INACREDITÁVEL! Precisamos de mudanças radicais imediatamente, no “Statu Quo”, ou o setor produtivo estará fadado ao desaparecimento provocando um desemprego massivo. Dentro do contexto, a SINCAL sugere medidas para aumentarmos o nosso faturamento, sem perder Markt Share tais como:
1- REGULAGEM DE FLUXO: A lei da oferta e da procura é responsável pela formação do preço. A regulagem do fluxo é muito mais determinante que a oferta e a demanda. Como o Café Natural Brasileiro, não impede estocagem como os lavados, poderemos regular nosso fluxo com uma engenharia financeira utilizando recursos da União ou mesmo do FUNCAFÈ (Por volta de 4,5 Bilhões de Reais). O FUNCAFÈ vem sendo utilizado ou até inutilizado por ineficiência gestora e nunca chega ao cafeicultor mais necessitado.
2- PIS / CONFINS – Abolir os 9,25% de PIS/CONFINS que é pago somente pelo cafeicultor e, capitalizando os importadores e torrefadores. Tributos esses, que mascaram o mercado, centralizando o comércio nas mãos de um verdadeiro oligopólio, eliminando elos importantes do Agronegócio como: maquinistas, comerciantes, corretores entre outros. Além das firmas “laranjas”, existentes no mercado, que originaram a operação “broca do café” com a Polícia Federal intervindo, e até levando a prisão alguns apatriotas. Tudo isso foi largamente ventilado na imprensa em 2010. A SINCAL aguarda com ansiedade a assinatura da medida provisória, da eliminação do PIS/CONFINS. Sabemos que algumas empresas, principalmente Multinacionais, estão fazendo “Lobby” em Brasília para aproveitarem, ainda mais, por um determinado tempo, a isenção do PIS/CONFINS. Com isso, estamos transferindo um subsidio camuflado para países importadores em detrimento à Pátria e aos 320.000 cafeicultores, dos quais são considerados 84% de pequenos e mini produtores (propriedades familiares) indefesos e reféns desse sistema lesivo.
3- BOLSA DE VALORES: Nosso Café Natural Brasileiro não tem identidade pois, na bolsa de Nova York (NYBOT), o referencial é o contrato “C” (de Colômbia) e com isso o mercado comprador utiliza a propalada retórica inverdadeira da superioridade do lavado em relação ao natural, como já expomos. Precisamos criar o contrato do Café Natural Brasileiro. A Bolsa de Nova York é baseada em “Cafés Lavados” de 19 países, encabeçados pela Colômbia, até os países com produção residual e, impedem a entrada do Café Natural Brasileiro como balizador preço no mercado, mesmo sendo o Brasil, responsável por praticamente 50% do Mercado Mundial de Arábica. Devemos criar autonomia com o nosso café em outra bolsa como a C.M.E (Chicago Mercantile Exchange) que atualmente é sócia da BVM&F de São Paulo. A C.M.E possui um sistema de roteamento moderníssimo e eficiente. Com isso, haverá a necessidade da eliminação de tributos (I.O.F e Imposto de Renda) em cima das operações BVM&F, que a impede de concorrer livremente no mercado Mundial, pois outras bolsas de valores são praticamente isentas de tais tributações. Dentro desse contexto, o Brasil passará a comandar o mercado cafeeiro mundial.
4- MELHORIA DA QUALIDADE -
No mercado interno, estamos consumindo um café de péssima qualidade, pois utilizamos um percentual de praticamente 50% de robusta, somados ao P.V.A (Preto, Verde, Ardido), sobrando uma porcentagem pequena para cafés arábicas qualificados. Não somos contra o Robusta, pois são cafeicultores iguais aos de Arábica, mas esse percentual de 50% é excessivo deixando os produtores de Robusta a mercê da industria nacional. Deveríamos abrir o mercado internacional para o nosso Robusta, com isso aumentaremos a possibilidade de oferta. Somente com a melhoria da qualidade poderemos verdadeiramente “levar a boca” dos brasileiros um café responsável e saboroso e com isso expandiremos o consumo, e passamos a ser o primeiro consumidor Mundial de café. Abrirá a possibilidade de novas marcas, pois hoje, os preços praticados nos supermercados, mal pagam o custo de um café de qualidade. Portanto, a margem do torrefador nacional é oriunda da industrialização de cafés inferiores e resíduos como o P.V.A (preto, verde e ardido). A rotulagem dos cafés torrados com as especificações do conteúdo será uma das soluções para esta situação.
5- REGISTRO DE EXPORTAÇÃO - O controle sobre o Registro de Exportação de café do jeito que está sendo efetuado não nos dá a mínima segurança e transparência, pois, quando o café é vendido a fixar base a cotação de um produto que não é o nosso, e é do Café Colombiano registrado na Bolsa de N.York. Isso nos causa a nítida impressão de que: 1- Se for interessante subfaturar se subfatura e se for interessante superfaturar se superfatura, até por que hoje existe I.O.F para se internar moeda (e seria uma forma de se internar sem I.O.F) 2- O prazo para este registro também não é adequado, até por que muitas vezes estes embarques são prorrogados, o que não deveria ocorrer, ele deveria ser cancelado e ser feita nova venda. Portanto, um controle de fato, em cima das Exportações, nos daria transparência e com certeza um faturamento maior sem transferir dinheiro para o Importador. Cabe a pergunta!!!! Porque rolar os embarques não cumpridos? Para beneficio de quem? Logicamente não é para o cafeicultor e para a Pátria. O exportador fica vendido esperando o cafeicultor ser estrangulados economicamente, com isso compram barato beneficiando também o torrefador, pois tudo é feito de comum acordo. Com relação do preço de registro, poderá ser a cotação da Bolsa como Chicago, menos o frete e o diferencial de qualidade e colocando um prazo para a execução dos contratos de 60 a 90 dias antes do embarque já dará uma moralizada na comercialização.
Essas são algumas sugestões da SINCAL e esperamos que tais sugestões sejam implementadas e colocadas na pratica, pois perdendo 30 bilhões de dólares é insuportável para o Cafeicultor, para o trabalhador rural e para a Pátria. O patriotismo é um gesto nobre e necessário para o desenvolvimento de uma nação como o Brasil, enquadrado no terceiro mundo, em decorrência ao apatriotismo, corrupções, oligopólios entre outros que corroem a renda da população em dretimento a “encher o bolso” de determinados privilegiados (corruptos) ou de determinados seguimentos levando-nos a pobreza. CHEGA, O CAFEICULTOR ESTÁ CANSADO. Armando MatielliPresidente Executivo da SINCAL Fernando C. Souza Barros Jr.Diretor da SINCAL em Assuntos Econômicos

Café tem dia de queda, mas fica acima de 260,00 cents na ICE - 20/09/2011

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com quedas, depois de flutuar durante boa parte no lado positivo da escala. Ao longo da manhã, os compradores voltaram a atuar e os ganhos foram detectados. No entanto, as resistências não foram efetivamente rompidas e uma área de vendas foi formada acima do nível de 265,00 centavos, o que limitou, consideravelmente, os ganhos e abriu espaço para que os baixistas voltassem a atuar, o que culminou em um fechamento no lado negativo da escala, ainda que as perdas não tenham sido das mais intensas e o nível psicológico de 260,00 centavos tenha sido preservado.
Tecnicamente, o mercado continua demonstrando um viés baixista, com os fechamentos se posicionando em patamares abaixo de linhas de médias móveis importantes, como de 20 e de 40 dias, o que, na visão de operadores, é um estímulo vendedor. Mas esses operadores reconhecessem que o mercado modificou ligeiramente seu comportamento recente, não tendo demonstrado consistência para romper alguns suportes mais imediatos, como o nível de 259,50 centavos nesta terça-feira e de 255,10 centavos na semana passada.
Fundamentalmente, os players analisam com atenção o início da nova safra da Colômbia e de países centro-americana, sendo que o volume a ser colocado no mercado de grãos lavados suaves não deverá ser dos mais consistentes, ainda mais se levando em conta que as reservas internacionais se mostram bastante reticentes.
No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve queda de 185 pontos com 260,20 centavos, sendo a máxima em 266,00 e a mínima em 259,50 centavos por libra, com o março tendo retração de 190 pontos, com a libra a 263,15 centavos, sendo a máxima em 268,65 e a mínima em 262,60 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou alta de 9 dólares, com 2.140 dólares por tonelada, com o janeiro tendo valorização de 9 dólares, com 2.165 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado pela tentativa dos altistas em ampliar os ganhos modestos verificados recentemente, no entanto, em um patamar entre 265,00-266,00 centavos, mais uma vez, foram observadas ações de realizações e também de vendas especulativas, que foram suficientes para a inversão da tendência inicial.
"Na parte da manhã os mercados externos se mostraram bastante consistentes e isso deu 'ânimo' para algumas altas também no café. Na segunda metade do dia, as bolsas de valores estabilizaram e as commodities, que vinham tendo bons avanços, também desaceleraram", indicou um trader.
As exportações do grupo de países produtores de cafés suaves latinos em agosto totalizaram 24,65 milhões de sacas, 12% a mais que no mesmo período do ano anterior, sendo que, como a temporada chega ao fim, as exportações se mostram mais lentas com várias regiões já tendo comercializado suas produções, indicou a Anacafé (Associação Nacional de Café da Guatemala), entidade responsável pelas estatísticas do bloco. Esse grupo é formado por Colômbia, México, Peru, República Dominicana, Guatemala, Honduras, Costa Rica, El Salvador e Nicarágua. Todos os países do bloco tiveram aumento nas remessas no mês, com exceção da Nicarágua. O maior produtor mundial de lavados, a Colômbia, teve aumento de 13% nas remessas, sendo que el Salvador e Honduras aferiram aumentos consideráveis nos embarques, de 63% e 22%, respectivamente.
As exportações de café do Brasil em setembro, até o dia 19, somaram 1.223.979 sacas, contra 1.210.351 sacas registradas no mesmo período de agosto, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 8.172 sacas, indo para 1.438.236 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 11.117 lotes, com as opções tendo 3.834 calls e 2.793 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 266,00, 266,50, 267,00, 267,50, 268,00, 268,50, 269,00, 269,50, 269,90-270,00, 270,50 e 271,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 259,50, 259,00, 258,50, 258,00, 257,50, 257,00, 256,50, 256,00, 255,50, 255,10-255,00, 254,50 e 254,00 centavos por libra.