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terça-feira, 24 de maio de 2011

Governo cede para votar Código Florestal

Governo cede para votar Código Florestal

Sob intensa mobilização e orientação pessoal da presidente Dilma Rousseff, o
governo encontrou ontem uma saída para tentar um acordo político na votação do
Código Florestal, prevista para hoje na Câmara.
O Palácio do Planalto está disposto a autorizar a ocupação de até 20% das áreas
de preservação (APPs) em beiras de rio para todas as propriedades até quatro
módulos fiscais - de 20 a 400 hectares, segundo o município. Foi a maneira
encontrada pela presidente para garantir a recuperação de matas ciliares e o
"tratamento diferenciado" aos agricultores familiares, isolando médios e
grandes produtores rurais dos benefícios.
A presidente Dilma reafirmou ontem, em reunião com seis ministros e os
operadores políticos no Congresso, sua determinação de evitar "anistia" a
desmatamentos ilegais, garantir a integridade áreas de reserva legal (80% na
Amazônia, 35% no Cerrado e 20% nas demais regiões) e rejeitar a delegação de
mais poderes ambientais aos Estados. "Ela não aceita perdoar quem já tinha
consciência da ilegalidade do desmatamento", disse um ministro.
Em carta aberta a Dilma, o relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP), rejeitou qualquer
"anistia" em seu texto. "De 'anistia' não se trata, uma vez que não há perdão,
mas apenas permuta entre a infração cometida e o compromisso da regularização
dos proprietários", disse. E pediu "sensibilidade, equilíbrio e espírito
humanitário" para combinar preservação ambiental com os interesses da
agricultura.
A ordem de Dilma é "circunscrever danos" ao governo no Congresso. A presidente
afirmou aos ministros e líderes políticos que não admitirá uma derrota do
governo no plenário da Câmara. Sabe dos problemas para "conquistar" os
parlamentares aliados às suas convicções. Quer "preservar" o líder do PMDB,
Henrique Alves (RN), do bombardeio de seus liderados, sobretudo da influente
bancada ruralista. Alves é candidato à presidência da Câmara em 2012.
O líder pemedebista deu sua palavra aos deputados aliados que não votaria
nenhuma iniciativa do governo antes de resolver a questão do Código Florestal.
Além disso, subscreveu uma emenda para consolidar todas as plantações e
criações de gado nas áreas de APP de rios. O acordo, aceito por todos os
partidos da base à exceção do PT, foi rejeitado pela presidente Dilma, como
informou ontem o Valor. Agora, uma "flexibilização" das regras, sem que isso
signifique abrir a porta para novos desmatamentos, seria uma "solução
negociada" para preservar as relações do governo em sua coalizão no Congresso.
Dilma Rousseff afirmou aos ministros e coordenadores políticos que quer "evitar
questionamentos" internacionais sobre a conduta ambiental do Brasil. A
presidente avalia, segundo um auxiliar, que tem compromissos a cumprir,
inclusive pessoalmente. Ainda ministra da Casa Civil, Dilma liderou a delegação
brasileira na Cúpula do Clima de Copenhague, onde o Brasil assumiu a meta
oficial de reduzir a emissão de gases do efeito estufa em até 39% até 2020. Ao
reunir a cúpula do governo para tratar do tema, a presidente avisou que a
imagem do governo brasileiro no exterior já estava abalada após o anúncio do
aumento no desmatamento na Amazônia em 27% nos nove meses encerrados em abril.
Dilma afirmou que o somatório de duas notícias negativas - volta do
desmatamento e "anistia" a desmatadores - "deterioraria" a boa imagem
construída pelo país nos últimos anos.
Desde o fim da semana passada, diante do impasse e das dificuldades em se obter
um acordo para votação, a presidente avocou a tarefa de definir exatamente
quais parâmetros serão aceitos pelo governo na reforma do Código Florestal. No
encontro de ontem, Dilma concordou em abrir a exceção às APPs de beiras de
rios, mas insistiu que essas áreas sejam de 15 metros em cada margem de rio nos
casos de recomposição da floresta.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Boletim Diario do Mercado de Café - 23 Maio 2011.

O Mercado físico de café trabalhou o dia nos mesmos níveis de sexta feira. Para cafés Safra 10/11 de R$ 510,00 a R$ 520,00, com 10% a 15% de catação, e para cafés com 15% a 20% de catação R$ 500,00 a 510,00.

O fechamento do café arábica BMF para o vencimento Set/11 foi a US$ 332,35 com 5,55 de alta, totalizando um volume de 2.197 contratos. Saiu spread Set/Dez de -2,00 a -0,50. Observamos arbitragem Set/Set de -15,80 a -14,00; Set/Dez de -19,00 a -18,00; Dez/Dez de -19,30a -18,50. O mercado de café na BMF trabalhou o dia em alta, fazendo um fundo duplo e tendo uma correção técnica, acompanhando o mercado de NY quemesmo tendo o cenário externo negativo encontrou suporte por parte de fundos e especuladores.

O mercado de café para o vencimento Julho/11 encerrou cotado a 262,55, com 340 pontos de alta, e range entre 258,90 e 264,65.Quebrando a seqüência de queda das duas últimas sessões, a cotação do café nesta segunda-feira trabalhou predominantemente em tendência de alta, porém ainda respeitando seu range de atuação do movimento. Fazendo a mínima do dia logo pela abertura do mercado a 258,90, compras em escalaforam constantemente notadas, contrariando assim a forte tendência de queda dos mercados, principalmente a depreciação do euro frente ao dólar, o grão conseguiu tomar fôlego para assim quebrar a resistência de 260,00, buscando rapidamente seu próximo strike de 262,50. Mostrando certa consolidação nestes níveis, tímida compra deu novo fôlego para a commodity marcar sua máxima do dia a 264,65, encontrando vendas em escala. Perto do fechamento, com leve depreciação, o café encerrou o dia cotado a 262,55. As médias móveis de 40, 100 e 200 dias estão compreendidas em 280,20 / 266,80 e 230,90 respectivamente. De acordo com a Cecafé, os embarques de maio (entre os dias 01 e 20) somam 1.261.244 sacas, umavariação negativa de 22,6% em relação ao mesmo período do mês anterior. O café Londres Julho/11 encerrou cotado a 2539, com 4 pontos de queda, num range de 2508 e 2550.

Fluxo para o Brasil contraria saída dos emergentes

Fluxo para o Brasil contraria saída dos emergentes

Os fundos de ações de mercados emergentes sofreram saída líquida de recursos em
oito semanas, na medida em que o dólar valorizou e os preços de commodities
caíram. Mas no caso do Brasil houve uma modesta entrada líquida de dinheiro na
semana terminada na última quarta-feira, dia 18.
Dados da consultoria americana EPFR Global mostram que os fundos que investem
em nações em desenvolvimento registraram saída de recursos de US$ 1,6 bilhão,
ante entrada líquida de US$ 265 milhões na semana anterior e de US$ 11,1
bilhões em abril.
Fundos dedicados à América Latina tiveram saída líquida de US$ 122 milhões. Mas
no caso de fundos que aplicam em ações no Brasil, houve entrada líquida de US$
31,8 milhões. Com isso, o Brasil foi um dos poucos a ter resultado positivo na
semana passada.
Globalmente, os fundos de ações tiveram retirada de US$ 7 bilhões, na esteira
da onda de aversão ao risco. Também os fundos de commodities continuaram
sofrendo, com o total de retirada de US$ 5 bilhões nas últimas três semanas. Já
os fundos de "bonds" tiveram sua melhor semana desde outubro.

Café tem correção na ICE e sobe em dia de commodities pressionadas

Café tem correção na ICE e sobe em dia de commodities pressionadas

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com altas, interrompendo a recente onda de perdas. Os longo da manhã, o contrato de julho chegou, novamente, a flutuar abaixo dos 260,00 centavos por libra, mas os vendedores não tiveram a consistência observada recentemente e ordens de compra passaram a ser observadas, o que permitiu que ganhos mais consistentes fossem registrados. Apesar de perder parte dos ganhos do dia, ao longo da tarde o café continuou a registrar ganho e o fechamento conseguiu se dar com dentro do nível de 260,00 centavos. As altas se deram em um ambiente inverso do verificado no segmento externo, que teve um dia de dólar com forças e commodities registrando novas perdas, principalmente com o petróleo registrando perdas consideráveis. Apesar desse cenário, especuladores e fundos se posicionaram no lado comprador, invertendo a tendência predominante nos últimos dias.

No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve alta de 340 pontos com 262,55 centavos, sendo a máxima em 264,65 e a mínima em 258,90 centavos por libra, com o setembro registrando oscilação positiva de 340 pontos, com a libra a 265,50 centavos, sendo a máxima em 267,50 e a mínima em 261,95 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho registrou baixa de 4 dólares, com 2.539 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 3 dólares, com 2.576 dólares por tonelada.
Segundo analistas internacionais, tecnicamente o mercado ainda demonstra uma tendência baixista. No entanto, os bearishs (baixistas) buscaram romper seu principal suporte atual, em 256,00 centavos, mas encontraram uma faixa compradora mais considerável logo abaixo dos 260,00 centavos, o que deu novo impulso para os preços, mesmo em um dia negativo para as commodities em geral. Esses analistas ressaltaram também que o mercado também tem um foco na questão do clima, o que permite ao café, em determinados momentos, mostrar algum "descolamento da tendência" observada no segmento macroeconômico. "Acreditamos que as altas desta segunda-feira foram, em parte, uma correção, após as várias baixas recentes. Caímos com uma intensidade muito forte e alguns operadores podem estar tentando um ajuste.
É claro que os baixistas vão continuar o trabalho para romper os 256,00 centavos e, se isso ocorrer, a tendência é abrimos espaço para perdas mais agressivas. Entretanto, o mercado pode ainda ter uma tentativa de recuperação, principalmente se o cenário externo voltar a operar com estabilidade ou ganhos, como era observado até há pouco", disse um trader.

Um operador ressaltou que o café em Nova Iorque também foi influenciado por novas regras de negócios com essa commodity na ICE. A direção empreendeu uma mudança para passar a ter o poder de cancelar operações e, assim, reduzir oscilações. A definição da ICE foi passar de 390 para 500 pontos o termo de anulação de operações abaixo ou acima de um preço médio registrado após oscilações mais fortes de preço. A casa de negócios define a oscilação como aquele que muda a direção de um negócio em cerca de 90 minutos, sem uma justificativa plausível no campo fundamental. O equilíbrio seria aquela no qual existe a estabilização, após a forte oscilação.

As exportações de café do México, Colômbia, República Dominicana, Peru, Honduras, Nicarágua, Guatemala, El Salvador e Costa Rica tiveram alta de 12,2% em abril, num reflexo dos preços internacionais em alta, que estimularam os países produtores a ampliar seus envios ao exterior. As remessas desses nove países atingiram 2.584.061 sacas, segundo dados da Anacafé (Associação Nacional de Café da Guatemala), entidade responsável pela estatística do bloco, contra 2.302.603 sacas do mesmo período de 2010. As exportações acumuladas pelo grupo na atual safra — outubro de 2010 ao final de abril passado — tiveram uma ampliação de quase 18%, atingindo 16.121.654 sacas.

As exportações de café do Brasil em maio, até o dia 20, somaram 1.261.224 sacas, contra 1.629.341 sacas registradas no mesmo período de abril, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 2.250 sacas indo para 1.666.921 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 12.772 lotes, com as opções tendo 3.084 calls e 3.579 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 264,65, 264,90-265,00, 265,50, 266,00, 267,50, 268,00, 268,50, 269,00, 269,20, 269,50 e 269,90-270,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 258,90, 258,50, 258,00, 257,50, 257,00, 256,50, 256,00, 255,50, 255,10-255,00, 254,50, 254,00 e 253,50 centavos por libra.

Market International coffee today

Market International coffee today

In the market for actuals here, Colombians, UGQ, were offered FOB, for June through Nov. equal shipment from 21¢ to 22¢ over the relevant months “C.”
Colombian supremos, screen 17/18, were offered FOB, for June through Nov. equal shipment from 26¢ to 28¢ over the relevant months “C.”
Semi washed Brazils, 2/3s, 15/16 were offered FOB for July through Dec. equal shipment from 2¢ under the relevant months “C.”
Santos 3/4s were offered FOB for June shipment from 15¢ to 14¢ under July “C,” and offered FOB for July through Dec. equal shipment from 25¢ to 24¢ under the relevant months “C.”
Brazil conillon robustas, 5/6s, screen 13, were offered FOB for June shipment from 3¢ to 5¢ over July London.
Prime Mexicans were offered FOB Laredo for June crossing from 7¢ to 8¢ over July “C.”
Prime Mexicans, were offered FOB Veracruz for June/July/Aug. equal shipment from 5¢ to 6¢ over the relevant months “C.”
High grown Mexicans, European preparation, were offered FOB Veracruz for June/July/Aug. equal shipment from 8¢ over the relevant months “C.”
Prime Guatemalas were offered FOB, per 46 kilos, June/July/Aug. equal shipment from $7 over the relevant months “C.”
Hard bean Guatemalas, European preparation, were offered FOB for June/July/Aug. equal shipment from $11 over, per 46 kilos, the relevant months “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for June/July/Aug. equal shipment from $18 over the relevant months “C.”
Hard bean Costa Ricas, European preparation, were offered FOB for June/July/Aug. equal shipment from $28 over, per 46 kilos, the relevant months “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for June/July/Aug. equal shipment from $34 the relevant months “C.”
Central standard Salvadors were offered FOB per 46 kilos, for June/July/Aug. equal shipment from $7 over the relevant months “C.”
High grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for June/July/Aug. equal shipment from $15 over per 46 kilos, the relevant months “C.”
Strictly high grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for June/July/Aug. equal shipment from $17 to $19 over, per 46 kilos, the relevant months “C.”
Strictly high grown Nicaraguas, European preparation, for June/July/Aug. equal shipment were offered FOB from $17 to $18 the relevant months “C.”

Commodities Agrícolas

Commodities Agrícolas

Recuperação parcial
O lento início da moagem de cana na atual safra brasileira
e coberturas de posições após a forte queda observada na quinta-feira
determinaram a valorização do açúcar na sexta-feira na bolsa de Nova York,
relatou a agência Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em outubro
deste ano encerraram a semana passada a 22,07 centavos de dólar por libra-peso,
alta de 46 pontos em relação à véspera - quando a queda foi de 66 pontos.
Traders baseados em Nova York disseram que a lentidão da moagem no Brasil,
maior exportador mundial de açúcar, tende a oferecer algum suporte às cotações
no curto prazo. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50
quilos negociada em São Paulo (sem impostos ou frete) recuou 2,66%, para R$
58,21.

Colheita no Brasil
O início da colheita de café no Brasil e sinais de que o
ritmo de aumento da demanda mundial poderá diminuir causaram forte retração das
cotações da commodity na sexta-feira na bolsa de Nova York, informou a agência
Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em setembro fecharam a US$
2,6210, baixa de 455 pontos em relação à véspera. Foi o segundo tombo
consecutivo, e para analistas baseados em Nova York a pressão deverá continuar,
até porque o inverno no Hemisfério Norte já acabou e no verão o consumo tende a
ser menor. No Brasil, o mercado físico permaneceu praticamente paralisado,
segundo informou o Escritório Carvalhaes, de Santos. Mas a saca de 60,5 quilos
do café de boa qualidade ficou entre R$ 500 e R$ 520

Realização de lucros
Um movimento de realização de lucros depois da
considerável valorização de quinta-feira forçou a queda das cotações do suco de
laranja na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os futuros para entrega em
setembro fecharam a US$ 1,7540 por libra-peso, baixa de 235 pontos em relação à
véspera. Na quinta-feira, lembrou a agência Dow Jones Newswires, o salto
observado decorreu de previsões de que a "temporada de furacões" do Atlântico,
que normalmente começa em junho, poderá provocar danos mais severos do que os
até então previstos à citricultura da Flórida, segundo maior polo de laranja do
mundo, depois de São Paulo. No mercado spot paulista, por sinal, a indicação de
preços do Cepea/Esalq para a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às
indústrias segue em R$ 15.

Clima adverso
Adversidades climáticas que estão atrapalhando o plantio em
algumas regiões dos Estados Unidos garantiram a alta das cotações do algodão na
sexta-feira na bolsa de Nova York. Os papéis para entrega em outubro
recuperaram parcialmente as fortes perdas de quinta e encerraram a sessão a US$
1,3411 por libra-peso, 192 pontos a mais do que na véspera e bem acima da
cotação final de segunda-feira da semana passada (US$ 1,3081). No curto prazo,
disseram analistas, os preços da commodity continuarão a refletir, em boa
medida, o comportamento do clima nos EUA. Em Mato Grosso, a arroba da pluma
segue pouco abaixo de R$ 70, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia
Agropecuária (Imea), ligado à Famato, a federação de agricultura e pecuária do
Estado.




CTNBio reduz prazo para a liberação de transgênico no país

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou, sem fazer
alarde, uma alteração em seu regimento interno para acelerar a aprovação de
organismos geneticamente modificados no país. Hoje, existem 28 variedades de
sementes transgênicas aprovadas pelo colegiado, mas outras oito ainda aguardam
na fila pelo sinal verde.
A comissão reduziu de 90 para 30 dias o prazo máximo permitido para a análise
dos processos. O rito de tramitação foi alterado a partir de uma determinação
judicial que impunha à CTNBio a mudança das regras de sigilo nos processos,
cobrando mais transparência nos procedimentos. "Eles aproveitaram isso para
alterar os prazos. Tínhamos 90 dias prorrogáveis, e já era apertado. Agora,
passou a 30 dias, com um máximo de 90 dias", afirmou o engenheiro Leonardo
Melgarejo, representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Para o especialista, os membros que buscam fazer uma "análise mais detalhada"
serão prejudicados. "Como apenas um dos três pareceres da setorial será
suficiente para aprovar na plenária. Isso acelera a liberação porque para
rejeitar precisa de muito mais tempo".
O secretário de Políticas e Programas do Ministério da Ciência e Tecnologia,
Carlos Nobre, defendeu o chamado "princípio da precaução" nas votações da
CTNBio. "Esse colegiado trabalha de forma a dar espaço e promover as discussões
necessárias, ouvindo todas as partes até que todos os membros estejam
conscientes para votar", disse, em nota. Os reflexos das decisões tomadas hoje,
segundo ele, serão sentidos nas próximas décadas. A reportagem não conseguiu
contato com o presidente da CTNBio para esclarecer a questão.
As organizações que acompanham as reuniões da CTNBio avaliaram de forma
negativa a alteração. "É um procedimento que, no Congresso, é chamado de
contrabando legislativo", afirmou Gabriel Fernandes, da ONG AS-PTA Agricultura
Familiar e Agroecologia.
A motivação original para a alteração do regimento - ou seja, as mudanças nas
regras de sigilo - também foi contemplada. Por decisão da maioria, foi
instituída a obrigação de assinatura, pelos relatores de cada processo, de um
"termo de compromisso" de sigilo. O objetivo é evitar a divulgação de dados
sensíveis contidos nos documentos enviados à CTNBio.
"É um vexame porque o sigilo está intrínseco no nosso trabalho", afirmou
Leonardo Melgarejo. A partir de agora, cada relator receberá a documentação sem
alguns trechos de caráter sigiloso. Antes, recebia os processos sem a íntegra
de documentos importantes para o todo do processo. "Mas o sigilo só é
justificado quando a informação pode resultar em vantagem comparativa. A
avaliação do impacto de um produto em determinada região não pode ser
considerada sigilosa. Isso a sociedade tem direito de saber", disse ele.
A polêmica reunião da CTNBio foi precedida por divergências em torno da
liberação comercial de um feijão transgênico da Embrapa. O dirigente do
Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea), Werner Fuchs, afirmou que o
produto é desnecessário, aético e ameaça a segurança alimentar. Houve "torcida"
no auditório da Embrapa e o processo deixou em aberto os porquês de apenas dois
dos 22 testes (entre mais de 50 variedades) terem manifestado resistência ao
vírus. Além disso, a Embrapa apresentou só três páginas sobre "fluxo gênico" do
feijão, um dos aspectos mais importantes para avaliar a biossegurança do
produto.




Brasil ganha importância na estratégia da Fonterra

Há 13 anos, quando chegou ao Brasil, a neozelandesa Fonterra via o país
basicamente como um mercado importador de seus produtos lácteos. Na metade da
década passada, o Brasil começou a ser considerado pela empresa uma potencial
plataforma de exportação de lácteos.
Hoje, o cenário mudou: o foco da maior cooperativa de leite do mundo, que
faturou US$ 13,3 bilhões em 2010, voltou-se para o mercado doméstico
brasileiro, mas agora o plano é ampliar a venda de produtos de maior valor
agregado para a indústria de alimentos e também fabricá-los no Brasil num
futuro próximo.
E mais: a Fonterra também planeja ter produtos no varejo e vai iniciar a
produção de leite no Brasil numa fazenda-piloto que acaba de adquirir no Estado
de Goiás. O projeto prevê a utilização de genética neozelandesa e a produção de
leite a pasto, como ocorre na Nova Zelândia.
As recentes mudanças fazem parte de um processo de reorganização da Fonterra no
Brasil, afirma o gerente geral da múlti para o Cone Sul, Fabrizio Jorge.
Ele explica que, no início, a empresa funcionava, no país, apenas como um
escritório comercial que coordenava a exportação de lácteos produzidos na Nova
Zelândia para o Brasil. Na recente reorganização, o país virou sede do
escritório regional da Fonterra para o Cone Sul, que compreende ainda
Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai.
Além do potencial de demanda do mercado brasileiro, a reorganização também pode
ser atribuída à frustrada expectativa da Fonterra de fazer do Brasil uma
plataforma de venda de lácteos para outros países.
Em 2008, por exemplo, o Brasil bateu o recorde na exportação de lácteos, com
vendas de US$ 452,6 milhões, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex),
beneficiado por forte demanda, que elevou preços internacionais, e pelo câmbio
favorável. Mas durou pouco. A demanda internacional segue firme, os preços
também, mas o Brasil perdeu competitividade por causa do real valorizado,
problemas de infraestrutura e baixa produtividade, observa Adriano Fortuna,
gerente financeiro da Fonterra para o Cone Sul. "É um desafio enorme [o Brasil]
se tornar um exportador sustentável".
Nesse cenário de dificuldade para vender ao exterior a partir do Brasil, a
Fonterra percebeu que as exportações teriam de ser absorvidas pela Nova
Zelândia, afirma Fabrizio Jorge.
Hoje, a Fonterra vende no Brasil produtos importados da Nova Zelândia e também
fabricados nas unidades da Dairy Partners Americas (DPA) no Brasil, joint
venture entre a cooperativa neozelandesa e a suíça Nestlé, formada em 2002, na
captação de leite e processamento. As fábricas da DPA no país estão localizadas
em Ibirá (MG), Ituitaba (MG), Rialma (GO), Itabuna (BA) e Palmeira dos Indios
(RS).
Nessas unidades, a Fonterra fabrica produtos destinados à indústria de
alimentos, como leite em pó, gordura anidra de leite e creme de leite. Produtos
de maior valor, como caseinato lácteo e concentrado proteico, usados pelas
indústrias de iogurte e requeijão, são provenientes de fábricas da Fonterra na
Nova Zelândia.
"Há espaço para crescer em produtos para as indústrias", diz Jorge.
Inicialmente, a meta é ampliar as vendas desses itens de maior valor e, no
futuro, ter produção também no Brasil.
A neozelandesa planeja ainda entrar com sua marca no varejo brasileiro, com
produtos como queijo e manteiga, num primeiro momento, trazidos de sua
subsidiária no Chile, a Soprole. Tanto para os produtos industriais mais
elaborados como para os de varejo, o plano da Fonterra é implantar linhas de
produção no Brasil num futuro próximo.
Ainda que o foco da reorganização no país seja o mercado doméstico, a Fonterra,
que é a maior exportadora de lácteos do mundo, segue exportando a partir do
Brasil quando há competitividade. Atualmente, por exemplo, envia ao exterior,
com regularidade, gordura anidra do leite, usada na indústria de alimentos.
A China, um dos mercados que mais sustenta o avanço da demanda por lácteos no
mundo, é atendida pela Fonterra na Nova Zelândia, segundo Jorge. "O que se
afirma, no setor, é que se a China continuar no mesmo ritmo acelerado de
consumo seria preciso uma Nova Zelândia a cada ano", comenta o executivo. O
país da Oceania produz por ano 2 milhões de toneladas de lácteos.




Saúde e sustentabilidade na agenda de empresas de leite

O potencial do setor brasileiro de lácteos - tanto no que diz respeito à
produção como à demanda - ganha reconhecimento a cada dia. Este mês,
representantes de empresas que fazem parte da Global Dairy Platform (GDP), uma
instituição cujo objetivo é promover o leite em escala global, reuniram-se no
Brasil para discutir as perspectivas e desafios do segmento.
A entidade foi criada em 2006 por quatro grandes companhias de lácteos: a
neozelandesa Fonterra, a americana Dairy Farmers of America (DFA), a holandesa
FrieslandCampina e a escandinva Arla. Hoje, tem 60 membros, entre empresas e
entidades, como a brasileira Embrapa.
O diretor-executivo da GDP, Donald Moore, diz que a reunião foi realizada pela
primeira vez no Brasil e na América Latina. "Todo mundo reconhece a importância
do setor no Brasil, na América Latina", afirma.
Ele explica que o objetivo da GDP é promover o leite em escala global e
discutir questões de longo prazo que possam influenciar a demanda pelo produto.
Entre as ações da organização está divulgar as qualidades nutricionais do
leite, dar uma visão mais equilibrada sobre a gordura do leite - muitas vezes
apontada como prejudicial à saúde - e tratar da sustentabilidade na produção do
segmento.
Essa última questão, aliás, já rendeu preocupações. Em 2006, a Agência para
Agricultura e Alimentação da Organização das Nações Unidas (FAO) lançou
relatório estimando que toda a pecuária (de corte e de leite) era responsável
por 18% das emissões de gases de efeito estufa. No entanto, à época, alguns
meios de comunicação usaram o número de 18% quando se referiam às emissões da
pecuária de leite, segundo Moore. Novo relatório, de 2010, revelou que as
emissões provenientes da produção de leite respondem por 2,7% do total,
dirimindo dúvidas.
Além da América Latina, a GDP também busca ampliar presença na Ásia,
principalmente por causa da China, onde cresce o consumo de lácteos. No Brasil,
o atrativo é o potencial de avanço da produção, observa Moore, graças aos
recursos naturais, clima e competitividade das empresas do setor.




Syngenta investe em pesquisas nos EUA

Líder mundial - e também no Brasil - no mercado de defensivos e sementes, a
suíça Syngenta construirá nos Estados Unidos um novo centro de pesquisas em
biotecnologia. A empresa pretende investir US$ 71 milhões para iniciar as obras
em julho deste ano e começar a operar a unidade no segundo semestre de 2012. A
nova instalação será erguida ao lado do centro de pesquisa que a empresa já
possui na Carolina do Norte, onde cerca de 400 pesquisadores trabalham no
desenvolvimento de produtos voltados para o segmento de biotecnologia.
"Esse investimento demonstra nosso compromisso com a pesquisa e desenvolvimento
para permanecermos na vanguarda da pesquisa genética em plantas", disse, em
nota, Sandro Aruffo, chefe de pesquisa e desenvolvimento da Syngenta. "As
avançadas tecnologias que serão executadas na nova unidade permitirão acelerar
nossos esforços para desenvolver características agronômicas que permitam às
lavouras resistirem melhor aos complexos desafios ambientais".
A expectativa é que o novo centro direcione suas pesquisas para desenvolver e
identificar características que possam tornar as plantas mais tolerantes a
oscilações climáticas como secas, por exemplo. Melhoras de performance e ganhos
de produtividade também estão na mira. Além disso, o foco da empresa, que hoje
está sobre as culturas de soja e milho, será ampliado para culturas como
cana-de-açúcar, arroz, legumes e outros cereais.
Além dos Estados Unidos, a empresa possui unidades de pesquisa e
desenvolvimento em outros seis países. Na Inglaterra, possui um centro para
pesquisas voltadas ao controle de ervas daninhas. Na França, os trabalhos são
voltadas a vegetais e beterraba, enquanto na Holanda o centro local se dedica a
flores e vegetais. Na Suíça, onde está a matriz da múlti, são desenvolvidos
fungicidas, inseticidas e tratamento de sementes. Na Ásia, a Syngenta está
instalada na China e na India, onde pesquisa biotecnologia e químicos,
respectivamente.

Gestores de fortunas mantêm aposta em commodities

Gestores de fortunas mantêm aposta em commodities

Os gestores de fortunas de clientes privados afirmam que não estão reduzindo a
exposição dos investidores às commodities, apesar da queda dramática dos preços
no início do mês. Esses gestores acreditam que ainda vale a pena ter
commodities em carteira no longo prazo.
Mas os investidores estão sendo encorajados a serem cuidadosos. Na primeira
semana de maio, a prata, o petróleo e o ouro caíram, levando alguns analistas e
gestores de fortunas a prever que a alta acelerada dos preços das commodities
nos últimos meses foi uma bolha que finalmente estourou.
O S&P GSCI Commodity Index subiu 17% nos últimos seis meses - superando a alta
do ouro, de 9%. O petróleo e a prata foram os grandes condutores da valorização
geral, com a prata mais que dobrando de valor nos 12 meses encerrados em abril,
quando o preço do metal atingiu seu pico. Mas na semana encerrada em 6 de maio
o preço da prata caiu 30%. E a volatilidade prosseguiu na semana seguinte.
Grande parte da queda dos preços foi atribuída a vendas pesadas por fundos
hedge avessos ao risco. Gestores e analistas discordam quanto às razões das
quedas, mas concordam que as commodities poderão continuar voláteis nos
próximos meses. Mas os gestores de fortunas acreditam que os fundamentos de
longo prazo, que vêm sendo responsáveis pela alta dos preços das commodities -
melhoria da infraestrutura nos mercados emergentes e problemas de oferta de
muitos metais e minerais -, ainda estão presentes.
"Sempre estivemos cientes de que parte da alta das commodities foi
especulativa, de modo que estávamos esperando uma queda nos preços", diz
Jonathan Jackson, da Killik. "Mas no longo prazo ainda gostamos dessa área,
porque os mercados emergentes precisam construir infraestrutura."
"A argumentação fundamental para os preços mais altos das commodities ainda
existe", concorda John Ventre, gerente de portfólio da SIG. "A demanda dos
emergentes não vai desaparecer mesmo que a alta dos juros venha a conter o
apetite no curto prazo."
A Killik mudou os portfólios arbitrários de seus clientes para uma posição
neutra em commodities este ano, mas agora está acrescentando o petróleo, por
acreditar que o preço subirá em razão de problemas de oferta e dos
acontecimentos no Oriente Médio. Alguns gestores de fortunas estão evitando as
ações de mineradoras, em favor de posições diretas.
Dirk Wiedmann, diretor de investimentos da Rothschild, acredita que as
perspectivas para a soja são "particularmente excelentes". Ele afirma: "A
oferta pelos Estados Unidos deverá continuar apertada, enquanto os agricultores
chineses reduzem suas plantações de soja em 11% este ano. Acreditamos que o
milho também deverá ter um desempenho muito bom". No entanto, alerta ele,
"ameaças à biodiversidade estão pressionando muito a agricultura e acreditamos
que os preços dos alimentos ficarão muito mais voláteis".
Bill O'Neill, da Merrill Lynch Wealth Management, acredita que, apesar da
pressão de queda sobre as commodities este ano, haverá uma oportunidade em
relação ao cobre nos próximos seis meses por causa da queda da oferta. "Olhando
para os gráficos de preços do cobre, parece que eles vão estabelecer uma base
antes de uma retomada da fase de alta", diz.
Aqueles preocupados com a volatilidade devem considerar um fundo que possa
assumir posições compradas e vendidas, afirma Adrian Lowcock, consultor sênior
de investimentos da Bestinvest. Alan Miller, da SCM Private, sugere que os
investidores preocupados com o efeito "contágio" das commodities negociadas em
bolsas de valores - em que os preços acompanham contratos futuros e podem ser
significativamente diferentes do preço no mercado à vista - considerem fundos
que sigam índices diversificados de commodities para diluir os riscos. Um
exemplo é o Deutsche Bank Liquid Commodities Index.

domingo, 22 de maio de 2011

Mais uma semana de queda.

Mais uma semana de queda.
O mercado do café continuou nesta semana sua correção a procura do equilíbrio.
As noticias da macro economia da zona do euro e dos EUA continua a deixar preocupação, e num momento deste a prevenção é que manda. Sendo assim os grandes investidores do mercado financeiro procuram ser mais conservadores e tem aversão ao risco, se expondo menos o que faz com que saia de ativos como as commodities.
A saída do governo norte americano em forma de ajuda do mercado financeiro é outro motivo para que os fundos saiam dos ativos em forma de liquidação, e fazer balanço, neste momento onde o governo interveio no mercado colocando 70 bilhões de dólares por mês no mercado. Este dinheiro se espalhou nos mercados e o café não ficou fora dele, ou seja, sem este dinheiro talvez a alta não tivesse sido tão expressiva.
No fim de semana a nota agora da Itália foi rebaixada por uma agencia e isto devera trazer para o começo da semana ainda mais paúra para o mercado, que devera abrir no vermelho novamente.
A solução para esta crise realmente não será fácil e teremos vários capítulos a ser visto pela frente, se no Brasil foram mais de uma década para que se chegasse ao nível de voltar ao crescimento, em uma economia global onde os problemas são bem maiores com certeza uma década será pouco para que se chegue ao fim desta crise, que devera ser estuda ainda por muitos anos.
Como a riqueza não acaba se muda de dono, estamos vendo a transferência de dinheiro para China e um pouco disto também sobrara para o Brasil, mas novos mercados se abrirão e o mundo continuara a andar.
A chegada do inverno brasileiro traz um participante novo para as analises cafeeira, o frio, e a possibilidade de haver uma geada no parque cafeeiro.
Acreditar que iremos cair como chumbo na água me parece uma analise um pouco infantil do mercado, mesmo sabendo que os fundos andam diminuindo suas posições de comprado, e ele os fundos, foi o pilar para que as cotações chegassem ao patamar que chegou.
O número de estoques nos países produtores diverge muito de qual dado ira ser adotado, mas uma coisa não existe divergência é o estoque de pior qualidade que o mundo já viu.
A entrada da safra brasileira é esperada com muita atenção, o mercado precisa desesperadamente dela, e que ela venha com uma qualidade superior a que se passou, para que possa se fazer um blend pelo menos parecido ao que foi oferecido no mercado no ano safra que termina.
Para a indústria que acende uma montanha de velas para todos os santos para que uma geada não ocorra, porque se isto acontecer realmente seria um problemão para resolver.
O mercado físico esta semana não absorveu a queda e continuou a dar oferta parecida a da semana passada, a disputa por café fino este ano será intensa, portanto não acredito em uma queda muito acentuada para o mercado.
Alguns analistas acreditam que o mercado devera continuar a cair ainda por semanas, mas é difícil acreditar que todos irão entrar na ponta vendedora antes de agosto, fase onde teoricamente não teremos mais o temor de uma geada.
Tecnicamente o fechamento abaixo de 260,00 representa que o mercado entraria em tendência de baixa, mas vamos esperar o desenrolar da semana.
O alvo colocado na semana passada na casa de 253,00 ainda esta vivo o que traria ainda mais liquidações, e o mercado iria buscar alvos mais baixos ainda na casa de 243,00 cents de dólar por libra peso.
Ao produtor volto a dizer que mesmo que o mercado recue um pouco, café acima de R$400,00 não deve ser considerado como preço ruim, mas um preço que é remunerativo e que já passamos por tempos mais difíceis.
O aumento de consumo que vem acontecendo nos mercados, e o tamanho dos estoques, me dá a liberdade de acreditar que mesmo que uma correção mais aguda venha não será tão grave, pois se a indústria tiver a intenção de continuar aumentando suas vendas e atingir novos consumidores da forma que vem fazendo, na razão de 4 milhões de sacas de café ano, precisa de um produtor satisfeito e com poder de fogo para aumentar a área plantada porque se não seus planos irão por água abaixo.
A implantação de lavouras novas sem ajuda de custo dos governos me parece difícil se o produtor não receber um preço que lhe de a liberdade para ampliação das áreas.
Vimos no Brasil, que sempre teve o governo junto com o produtor no passado, vimos isto na Colômbia com dinheiro dos EUA, e vimos isto no Vietnã, portanto sem preço a indústria pode esquecer suas intenções de crescimento e uma queda agora seria um desastre para suas operações futuras.
Vamos aguardar os acontecimentos e o desenrolar do mercado.
Uma boa semana a todos e que Deus os abençoe.
Wagner Pimentel
WWW.cafezinhocomamigos.bogspot.com

QUEDA DO MERCADO E DOS CONTRATOS EM ABERTO

QUEDA DO MERCADO E DOS CONTRATOS EM ABERTO



Nem mesmo a falta de pressa em aumentar os juros nos Estados Unidos, decisão divulgada na ata da última reunião do FOMC, serviu de alento para que os investidores renovassem seus ânimos. Pela terceira semana consecutiva os índices de ações caíram, ainda que modestamente, com o dólar americano fechando basicamente de lado.

Infelizmente não há muitas notícias animadoras, a começar com a retração da economia japonesa no primeiro trimestre de -3.7% do PIB (pior do que esperada) em função do terremoto seguido por tsunami no país. A prisão do diretor do FMI nos Estados Unidos também preocupou um pouco o mercado pois Strauss-Kahn tinha um ótimo relacionamento com o governo alemão e estava conseguindo defender a ajuda aos membros da comunidade européia. Indiscutível entretanto a decisão da justiça americana.

A inflação alta no reino unido e na zona do euro apenas ratificou o que estamos acompanhando: o efeito da alta dos preços das commodities, cuja a queda recente ainda não se refletiu nos preços pagos pelo atacado e varejo.

Os índices das commodities teminaram a semana com leve alta no caso do CRB e do DJUBS, e inalterado para o SPGSCI. Os grãos foram o destaque da subida, liderados pelo trigo, em função do clima úmido nos Estados Unidos e na Europa. O café sofreu novas baixas em Nova Iorque e São Paulo, e manteve o mesmo patamar de preços em Londres.

A queda do número de contratos em aberto do contrato “C” para o menor patamar em mais de um ano e meio indica que os participantes estão menos confiantes na continuação da queda do mercado, dado que fundos não tem incrementado a parte vendida, segundo o relatório do CFTC, e os comerciais tem diminuído o lado da venda. Importante a percepção e a movimentação das posições por dois fatores: o primeiro por estarmos vendo o incremento leve da cobertura de compras dos comerciais; e o segundo em notar os fundos reduzindo a posição bruta comprada para 19.5 mil lotes, o menor nível desde o primeiro trimestre de 2010. Por outro lado a idéia de que os fundos não voltarão a ficar líquido-vendidos é errada, e o fato de isto eventualmente ocorrer sem adição de “shorts” é menos positiva para uma eventual recuperação de preços.

No físico todos acompanham o desenvolvimento da colheita no Brasil, e muitos tem mencionado que a qualidade dos “novíssimos” é de bebida muito boa, o que deve ser uma constante caso as chuvas não venham atrapalhar. A movimentação do FOB foi tímida, com muitos ainda tentando achar explicação para a venda na semana retrasada da qualidade equivalente do swedish a US$ 35 centavos negativos (abaixo) para o segundo semestre do ano – déjà vu...

A queda do terminal provocou um encarecimento dos diferenciais como um todo, muito embora se compararmos os US$ 44 centavos por libra da queda das máximas vistas no dia 3 de maio, notamos um “ajuste” modesto. Para o robusta a situação é diferente pois enxugou-se os cafés das origens com a inversão forte do spread em Londres, e com isso os diferenciais firmaram no Vietnã e Indonésia – sem contar que crê-se que grande parte dos certificados da LIFFE, que atingiram 5.67 milhões de sacas, estejam concentrados na mão de um grande participante.

Nos mercados de opções pudemos notar mais proteções de baixa sendo montadas, o que não significa que o oposto não aconteceu. A volatilidade subiu levemente em Nova Iorque e foi pressionada em Londres.

O mercado precisa se manter acima de US$ 256.00 centavos para evitar uma nova onda de vendas especulativas, e por enquanto no que depender das origens não haverá pressão vendedora, até porquê ainda não há café suficiente para isso.

Na quinta-feira dia 26 de maio eu estarei no Brasil fazendo uma apresentação sobre as Perspectivas do Mercado de Café em São Paulo, à convite da BM&F / Bovespa. Os interessados podem se increver gratuitamente no site: http://www.bmfbovespa.com.br/pt-br/seminario-agribusiness/seminario-agribusiness-2011.asp

Uma ótima semana e muito bons negócios para todos,