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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Asian Coffee Prices Sharply Higher On Thin Supplies
Dow Jones

KUALA LUMPUR - Coffee prices in Asia rose sharply in the week to
Friday on the back of thinning supplies and concerns over poor harvest in
Indonesia due to persistent rains, coffee traders in the region said.
In major robusta supplier Vietnam, grade 2 with 5% black and broken beans was
offered at a premium of around $80 a metric ton to London's September contract,
compared with a premium of about $30/ton last week.
"Stocks are very thin...warehouses in the country have very little left...I'd
say less than 200,000 tons," said a trading executive with Simexco Daklak, one
of Vietnam's top coffee exporters.
Inventories have dwindled in Vietnam as the country is between harvests, with
the next one due to start from October-November in the Central Highlands coffee
region. Low stocks will keep prices on the high side until fresh arrivals.
Traders expect the new crop to reach around 19.5 million 60-kilogram bags due
to favorable weather and the adoption of better farming techniques.
Arabica coffee for September delivery on the Intercontinental Exchange
settled at $2.6135 a pound Thursday, down 2% from a week earlier.
September robusta on the London International Financial Futures Exchange
settled lower, falling 0.8% over the week to close Thursday at $2,441/ton,
pressured by Brazil's harvest as fears over frost dissipated.
Indonesian prices are also up, with sellers offering beans at a premium of
more than $150/ton to London's September contract, compared with $100/ton last
week, said a trading executive in Singapore.
"The crop isn't fantastic, due to continuous rainfall," said a coffee trader
in Lampung. "It is difficult to source beans currently."
In India, Asia's third-largest producer, high quality arabica plantation bean
prices were a tad higher at $6,380/ton, while robusta cherry AB beans are
quoted at $2,750/ton, up from $2,650/ton a week earlier, an India-based dealer
said.
Coffee exports from India during the Jan. 1-June 16 period were estimated at
204,683 tons, up from 141,586 tons a year ago, data from state-linked Coffee
Board showed.
Italy, Germany and Belgium were the top three buyers of India's arabica and
robusta beans, the board said.
Para economistas, câmbio valorizado gera processo de desindustrialização

O abalo causado no saldo comercial do país nos últimos anos pode ser o mais
simples dos danos provocados pelo real valorizado. Em encontro promovido,
ontem, pelos Conselhos Regionais de Economia (Corecon) dos quatro Estados do
Sudeste, economistas fizeram um alerta: o câmbio está minando a
industrialização do país.
"Estamos tendo uma perda de competitividade cambial, que leva a um processo
gradual de desindustrialização", disse o professor da PUC de São Paulo, Antonio
Corrêa de Lacerda. O estrago já é evidente sobre fabricantes de semicondutores,
produtos farmacêuticos e máquinas e equipamentos, que, segundo ele, respondem
pela maior parte de um déficit comercial de US$ 65 bilhões, no ano passado, se
analisada somente a pauta de itens de alta ou média tecnologia.
Para Eduardo Costa Pinto, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea), o risco é que esse efeito fique camuflado por um saldo em
transações correntes financiado também por capital de investimento de curto
prazo, além das compensações obtidas com a venda de commodities. "Fechar a
conta vai ser fácil. O problema é de médio prazo."
Segundo o diretor do Departamento de Competitividade Industrial do Ministério
do Desenvolvimento, Alexandre Comin, "a penetração dos importados na economia
brasileira é veloz, ampla e profunda". Há cerca de um mês e meio no ministério,
ele levou ao encontro uma versão atualizada de sua tese de doutorado, na qual
chamou a atenção para uma estimativa que aponta para salto de 44% no consumo de
manufaturados importados no país, em cinco anos.
Entre 2005 e 2010, a penetração média dos importados foi de 13,5% para 19,4% do
total consumido internamente. Entre os eletrônicos, a importação já respondia
por 35,8%, em 2010. Em contrapartida, o Brasil só abre espaço no exterior com
agrícolas, minerais ou combustíveis, de baixo valor agregado. Nem ele, nem os
outros economistas presentes acreditam que o peso negativo do câmbio possa ser
compensado com ganhos de produtividade.
"A correlação mostra que a exportação acompanha o câmbio", disse Comin, ao
mostrar gráfico com série de 1989 a 2010, na qual os dois indicadores cumprem
sempre a mesma trajetória, com pouco ou nenhum descolamento. Comin afirmou que
o governo tem pouca margem de manobra com tarifas para conter a penetração
crescente dos importados, devido a compromissos com a OMC.

Euro amplia perdas com preocupação de contágio da crise financeira grega

Euro amplia perdas com preocupação de contágio da crise financeira grega

Enquanto se intensificavam as conversas de inadimplência na Grécia e o caos
político no país escalava, o euro continuou em desvalorização, ontem,
quinta-feira.
Pela primeira vez em três semanas, o euro ficou abaixo de US$ 1,41. A
desvalorização seguiu-se à queda de 1,8% em relação ao dólar registrada na
terça-feira, quando ganharam força os receios de inadimplência grega e
renasceram as preocupações de contágio à região do euro.
A moeda comum - que se recuperou um pouco, mas continua sob pressão - também
caiu em relação ao franco suíço, moeda considerada investimento de segurança,
ficando abaixo de 1,20 por franco.
A desvalorização do euro perdeu força quando o ministro da Economia da União
Europeia, Ollie Rehn, expressou confiança de que os governos da região do euro
e o Fundo Monetário Internacional (FMI) concordarão em pagar a próxima parcela
dos empréstimos de socorro financeiro à Grécia, mesmo sem um plano para as
dívidas de longo prazo.
A continuidade do auxílio, no entanto, depende de a Grécia aprovar medidas de
austeridade altamente impopulares no país. Houve protestos em massas, alguns
violentos. Mais de 35 deputados gregos do Partido Socialista pediram encontro
emergencial para determinar o destino do primeiro-ministro do país, George
Papandreou, que tenta promover uma reestruturação ministerial para ter mais
apoio aos planos de austeridade.
O dinheiro novo pode não ser suficiente para solucionar todos os problemas.
Alguns participantes do mercado pensam no que virá a seguir do pacote de
socorro.
"O que é mais importante para o euro é quando e como a Grécia vai
reestruturar", disse Sara Yates, estrategista cambial do Barclays Capital. "A
Grécia precisa, primeiro, progredir na melhora de seu equilíbrio fiscal. Sem
isso, a dinâmica das dívidas da Grécia não será sustentável no médio prazo."
O Barclays supõe que haverá reestruturação em 2012, de forma ordenada. "A
aprovação da estratégia fiscal de médio prazo da Grécia é crucial para as
perspectivas do euro", acrescentou Yates. "Se isso não ocorrer, é difícil
imaginar o euro não se desvalorizando rapidamente, com o dólar e o franco suíço
se beneficiando."
Apesar do que alguns veem como fundamentos econômicos frágeis ou em
deterioração nos Estados Unidos, o dólar ainda continua a principal moeda
mundial de refúgio.
"Embora existam opções melhores, como o franco suíço, carecem da profundidade
para lidar com fluxos expressivos", afirmou Peter Rosenstreich, principal
analista de mercado do Swissquote Bank. "No caso de a UE resolver a crise
grega, o franco suíço se enfraqueceria, mas a maior parte das tendências
positivas do dólar continuaria em vigor", disse Charles Dumas, do Lombard
Street Research.

Apreensão de agrotóxico tem alta de 137%

Apreensão de agrotóxico tem alta de 137%
Segundo a Receita, a mercadoria contrabandeada foi apreendida nos Estados do Sul

O volume de agrotóxicos contrabandeados apreendidos nos Estados do Sul aumentou 137% em 2010.
Foram apreendidos R$ 4,3 milhões em mercadorias no ano passado, ante R$ 1,8 milhão em 2009, de acordo com a Receita Federal.
O chefe da Repressão de Contrabando da Receita no Paraná e em Santa Catarina, Sérgio Lorente, aponta como causas a safra recorde registrada no ano passado e a queda na cotação do dólar.
Os agrotóxicos comercializados ilegalmente não têm licença para serem usados no Brasil e, segundo testes, seu conteúdo muitas vezes não condiz com o rótulo, afirma Paulo Renato da Paz, superintendente da Receita no Rio Grande do Sul.
Normalmente, um defensivo precisa passar por testes nos ministérios da Agricultura, da Saúde e do Meio Ambiente para ser registrado.
O Sindag (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defensivos Agrícolas) afirma que o processo de licenciamento custa cerca de US$ 3.000 e leva em média três anos para ser concluído.
Sem precisar de registro e sem ser tributado, o defensivo contrabandeado fica até 50% mais barato.
Como esses agrotóxicos não passam por controle de qualidade, não é possível saber o impacto que causam ao ambiente e às pessoas, diz o coordenador de Agrotóxicos do Ministério da Agricultura, Luis Eduardo Rangel.
A mercadoria ilegal costuma vir da China e entrar no Brasil pelo Paraguai ou pelo Uruguai. Os produtos que combatem plantas dani- nhas em lavouras de trigo são os mais contrabandeados atualmente.
O Sindag calcula que deixou de faturar US$ 650 milhões em 2010 por causa do contrabando.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Cenário externo pressiona e café amplia perdas na ICE Futures US

Cenário externo pressiona e café amplia perdas na ICE Futures US

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira com novas perdas, o que fez com que a posição julho voltasse a ficar em um nível abaixo dos 260,00 centavos de dólar por libra peso, atingindo os menores níveis de preço desde o último dia 1º de junho. O café voltou a se mostrar pressionado pelo cenário externo, que teve novas perdas para o segmento de commodities, num reflexo das incertezas sobre a economia de alguns países da zona do euro, principalmente a Grécia.

Durante boa parte do dia o dólar operou em alta, o que também deu suporte para vendas especulativas. Apesar das retrações, o mercado não testou seus principais suportes de curto prazo, na área de 253,30 centavos por libra para o julho. Numa área ligeiramente acima desse patamar seria verificada uma área compradora, o que impediria recuos mais consistentes. Operadores ressaltaram que a semana foi caracterizada por movimentações meramente técnicas, sendo que fatores fundamentais, como o clima no Brasil, por exemplo, não tiveram maiores influências sobre o andamento dos negócios.

No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve baixa de 475 pontos com 257,90 centavos, sendo a máxima em 264,30 e a mínima em 257,50 centavos por libra, com o setembro registrando oscilação negativa de 470 pontos, com a libra a 261,15centavos, sendo a máxima em 267,65 e a mínima em 260,55 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho registrou queda de 7 dólares, com 2.380 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 10 dólares, com 2.422 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por uma predominância da força vendedora, com as máximas ficando longe dos maiores níveis de preço observados na sessão passada, por exemplo. Esses analistas ressaltaram que as questões macroeconômicas dominam a agenda dos negócios e influenciam diretamente o comportamento dos preços de várias commodities, como é o caso do café. O caso mais emblemático é o da Grécia. O medo mais consistente dos players é de que haja um efeito dominó na Europa com um eventual calote dos helênicos. Autoridades da zona do euro ainda não decidiram uma possível ampliação da ajuda financeira internacional ao país, e o Fundo Monetário Internacional indicou que o pagamento da ajuda depende da realização das reformas combinadas. Reformas que vêm sendo contestadas pela população, inclusive com episódios de violência em algumas cidades do país.

"Graficamente verificávamos uma possibilidade concreta de manutenção dos níveis de preço e até de recuperação, com o mercado podendo testar níveis acima dos 270,00 centavos. No entanto, a influência negativa externa tem sido forte e pressiona o mercado para baixo. Caso o cenário externo se acalme, a tendência é voltarmos a flutuar no range acima de 260,00 centavos. No entanto, corremos o risco de romper alguns suportes, o que poderia acionar ordens ainda mais consistentes de vendas", disse um trader.

A produção de café da Colômbia caiu 18% em maio, para 673 mil sacas, ante 822 mil sacas no mesmo mês do ano passado, de acordo com a Federacafe (Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia). Embora a produção tenha diminuído, as exportações de café da Colômbia subiram 12% no mês passado, para 645 mil sacas. Em maio de 2010, foram exportadas 576 mil sacas. No acumulado do ano até maio, a produção de café é 12% maior do que nos primeiros cinco meses do ano passado, totalizando 3,6 milhões de sacas, segundo a Fedecafé. Os dados incluem café verde, solúvel, torrado e outros tipos de café. A Federacafe espera que a produção deste ano alcance de 9 a 9,5 milhões de sacas.

A produção de café de Uganda deve ter um crescimento de 6,6%, atingindo a marca de 3,2 milhões de sacas no ano safra 2011/2012, que se inicia em outubro. A estimativa é do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). A safra de arábica do país deverá atingir na próxima temporada 960 mil sacas, contra 900 mil sacas de 2010/2011. Já a produção de robusta deverá atingir 2,24 milhões de sacas. "A produção de arábica do país africano continua crescendo mais que a de robusta, estimulada, principalmente, pelo aumento dos preços dessa variedade no mercado internacional", indicou o relatório.

As exportações de café do Brasil em junho, até o dia 15, somaram 638.786 sacas, contra 1.043.934 sacas registradas no mesmo período de maio, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 7.955 sacas indo para 1.662.970 sacas.

O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 25.854 lotes, com as opções tendo 8.637 calls e 4.200 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 264,30, 264,50, 264,90-265,00, 265,50, 266,00, 266,50, 267,00, 267,50, 268,00, 268,50 e 269,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 257,50, 257,00, 256,50, 256,00, 255,50, 255,10-255,00, 254,50, 254,00, 253,50, 253,30 e 253,00 centavos por libra.

CAFÉ: EXPORTAÇÕES DA COLÔMBIA APRESENTAM INCREMENTO DE 12% EM MAIO

CAFÉ: EXPORTAÇÕES DA COLÔMBIA APRESENTAM INCREMENTO DE 12% EM MAIO
As exportações totais de café da Colômbia em maio de 2011
atingiram 645.000 sacas de 60 quilos, apresentando uma elevação de 12% no
comparativo com igual mês de 2010, quando os embarques foram de 576.000 sacas.
As informações partem da Federação dos Cafeicultores da Colômbia
(Fedecafe), segundo noticiaram agências internacionais.
A Fedecafe indicou que a produção do país em maio, entretanto, foi de
673.000 sacas, com queda de 18% no comparativo com maio de 2010 (822.000 sacas).
No acumulado do ano civil, janeiro a maio, a produção colombiana é de 3,6
milhões de sacas, com aumento de 12% sobre igual período do ano passado.
A expectativa da Fedecafe é de que a Colômbia produza 9,0 a 9,5 milhões
de sacas em 2011, contra 8,9 milhões de sacas em 2010, que teve incremento de
14% sobre a safra 2009.

Com mate, PepsiCo planeja retomar a liderança do mercado de chás

Com mate, PepsiCo planeja retomar a liderança do mercado de chás

PepsiCo e Coca-Cola sempre brigaram na área de refrigerantes. A disputa, agora,
também se estende ao segmento de chás prontos. A Lipton, a marca da PepsiCo em
parceria com a Unilever, está fazendo seu maior investindo na marca para
recuperar a liderança de venda no Brasil, perdida desde 2003. "Lipton é a marca
líder de chás prontos para beber no mundo e não vai aceitar ser menos no
Brasil", diz Luciana Fortuna, diretora de marketing da PepsiCo Bebidas Brasil.
A Lipton é a terceira colocada no mercado de chás prontos para beber, que
movimentou no ano passado 64,5 milhões de litros - 9,1% mais que em 2009,
segundo a Nielsen. De janeiro a abril deste ano, as vendas cresceram 12% em
volume.
Nesse mercado, a marca da PepsiCo tem 13% de participação em volume, segundo
dados da revista "Supermercado Moderno". Em primeiro está a Coca-Cola, dona da
Leão Júnior, da marca Leão, com 35% de participação. A segunda colocada é a
Nestlé, com 26% do mercado com a marca Nestea.
A PepsiCo não revela o quanto está investindo na retomada de Lipton. "O que
podemos dizer é que é uma soma expressiva, dentro do orçamento para
investimentos de R$ 2,5 bilhões divulgados pela Ambev ", diz a diretora, se
referindo à Companhia de Bebidas das Américas, que no Brasil produz e distribui
os chás prontos Lipton.
Como parte da estratégia para retomar o mercado nacional, a empresa, que vende
chás prontos no Brasil desde 1995, está lançando sua versão mate da bebida. "É
a primeira vez que a Lipton desenvolve um produto para o mercado brasileiro",
diz Luciana.
O sabor mate é metade do mercado de chás prontos no país, seguido do preto, com
30% e do verde, com 10%. Além do novo sabor, a empresa também está lançando os
chás Lipton em embalagem acartonada. "Com novas embalagens, conseguimos atingir
novas ocasiões de consumo", diz a diretora. "Além disso, agora teremos a
embalagem que o brasileiro mais gosta", acrescenta ela, se referindo ao fato de
que 33,2% do total de embalagens usadas pela indústria brasileira correspondem
aos acartonados.
A mesma embalagem também está sendo lançada agora pela Nestea, da Nestlé, e já
era usada pela Wow Nutrition, dos chás Feel Good, e pela Leão, da Coca-Cola.
A linha mais completa de chás do mercado é a da Leão", diz Renato Fukuhara,
diretor de chás da Coca-Cola Brasil. "Incluindo embalagens e sabores
diferentes, nossa linha tem mais de 100 itens", afirma ele, que encara com bom
humor a iniciativa da concorrente. "A Leão está no mercado de chás prontos
desde os anos 80 e no de chás há 110 anos. Sempre tivemos mate em nossa linha,
já que a empresa começou usando essa erva, que é nativa do Brasil."
Para Fukuhara, o crescimento de Leão este ano se dará por meio do Nordeste,
dentre outras estratégias. "Estamos reforçando nossa distribuição no Nordeste,
região na qual a indústria de chás como um todo ainda não chegou como deveria",
diz ele. Foi por isso, segundo ele, que o Nordeste foi a única região do país
onde o mercado de chá não cresceu em 2010. Segundo a Nielsen, em volume, as
vendas naquela região encolheram 5,6%.
Os chás prontos para beber, embora formem uma categoria antiga, ainda têm baixo
consumo por habitante no Brasil. A média é de 0,8 litro ao ano por pessoa. Em
Portugal, esse número chega a 21 litros por pessoa e nos Estados Unidos, a 12,9
litros. O segmento, entretanto, atrai a atenção de fabricantes de
refrigerantes, como Coca e PepsiCo, pois sua taxa de crescimento é expressiva.
Enquanto os refrigerantes tiveram um consumo em volume 6% maior em 2010, os
chás chegaram a uma alta de 10% (0,9 ponto percentual acima do número apurado
pela Nielsen), conforme a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes
e de Bebidas não Alcoólicas (Abir). Em volume, foram 117 milhões de litros. A
previsão para este ano são de 176 milhões de litros, segundo a Euromonitor.

STF e os benefícios fiscais inconstitucionais

STF e os benefícios fiscais inconstitucionais

No início do mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela
inconstitucionalidade de diversos incentivos fiscais concedidos por alguns
Estados e distrito federal por não terem sido aprovados pelos representantes
das unidades federadas.
Até aqui, nenhuma novidade!
A quantidade de processos julgados em uma mesma sessão, ainda que muitos deles
datassem de muitos anos atrás, e manifestações de alguns dos ministros de nossa
Suprema Corte, inclusive com sugestões de que todos os demais processos que ali
se encontrem sejam colocados em julgamento com a maior brevidade possível,
permite presumir a intenção de se por fim ao que se denominou guerra fiscal.
Certamente, a esmagadora maioria dos cidadãos brasileiros minimamente
informados e desejosos de um país cada vez melhor, mais desenvolvido, irá
aplaudir de forma entusiástica a postura da Corte, sonhando com um sistema
tributário que prime pela simplicidade, racionalidade e equilíbrio.
O bom tributo é aquele que é, antes de tudo, neutro. Inclusive porque quando
todos pagam, todos pagam menos!
Entretanto, a guerra fiscal é uma realidade que perdura por diversas décadas e,
nela alicerçadas, empresas se estabeleceram, investimentos se realizaram,
empregos foram gerados aos milhares (ou seriam milhões?).
Devemos buscar um modelo que seja neutro, isonômico, objetivo, transparente e
juridicamente seguro
Mesmo que tenha provocado graves distorções para a economia do país, supriu, ao
longo desse tempo, a ausência de uma consistente e justa política nacional de
desenvolvimento regional, com a complacência dos poderes constituídos,
inclusive o judiciário, dos consumidores, que ao fim e ao cabo pagam a conta, e
dos empresários, que mesmo criticando o sistema no atacado, no varejo sempre
procuram os gabinetes das autoridades públicas em busca de benefícios fiscais.
É duro para um governante ouvir de empresários sérios: se não me conceder
benefício (inconstitucional) irei para outro Estado que me concede (ainda que
também inconstitucional); não posso aqui me instalar, pois em outro Estado
tenho benefícios fiscais (inconstitucionais) que aqui não existem.
Por que não contestar esses benefícios junto ao STF? Porque demora (ou
demorava?) muito e, quando sai a decisão, o prejuízo já é irrecuperável. Onde
todos são culpados, não há culpa. Portanto, pensemos no país sem utopias, mas
com os pés no chão.
Se sobrevivemos com essa realidade até aqui, e até evoluímos bastante nos
últimos 16 anos, é porque somos um povo trabalhador e competente (além de Deus
ser brasileiro). O que o Brasil precisa é de um horizonte claro e seguro, não
de sobressaltos e insegurança jurídica.
Não nos deixemos enganar por aqueles que preferem imputar à carga tributária do
país a responsabilidade por todas as suas mazelas. Antes de discutir se o
imposto é elevado ou não, devemos é buscar um modelo que seja neutro,
isonômico, objetivo, transparente e, em especial, juridicamente seguro.
Por outro lado, dar cabo a benefício fiscal de um Estado mas manter idênticos
de outro seria o mesmo que, em nome da paz, já que estamos falando de guerra,
se retirasse as armas de um lado, mas mantivesse armado o outro - não haveria
paz, mas destruição - no caso, de empregos, investimentos.
O remédio para isso seria, caso o STF venha a efetivamente dar celeridade aos
julgamentos deste caso, começar a questionar os benefícios concedidos pelos
Estados concorrentes. Sairíamos da guerra fiscal para a guerra das Ações
Diretas de Inconstitucionalidade (ADINs).
Caberia, assim, ao Supremo Tribunal Federal assumir sua função política e não
agravar o problema, pois o cerne da questão não é só jurídico. Caberia aos
poderes Executivo, Legislativo e Judiciário buscar uma solução que seja
definitiva, mas sem traumas.
Imposto é custo. Os benefícios fiscais estão nas planilhas de formação de preço
das empresas. Os impostos desonerados não foram repassados, ao menos em sua
integridade, aos preços. Cobrar impostos do passado, que não foram pagos por
força de normas jurídicas até então válidas, dado que todas se presumem legais
e constitucionais por princípio, seria uma quebra de confiança, seria cortar na
carne do empresário, pois a gordura, se existe, é mínima. Seria a morte ou, ao
menos, a atrofia. Seria o desemprego, o retrocesso econômico e social das
unidades federadas e, por consequência, do país.
Afirmam alguns que o empresário não pode reclamar, pois sabia desde o início
que seu benefício era inconstitucional, portanto, assumiu o risco e perdeu. Mas
as autoridades concedentes também não sabiam? O País não sabia? Procurar
identificar responsáveis, nessas horas, não é solução. Não raro, apenas agrava
o problema.
Não se trata, então, de discutir se o efeito das decisões do STF será ex tunc
ou ex nunc, pois isso apenas irá definir o tamanho do estrago.
Precisamos, sim, dar um basta nessa Guerra, mas que sejam analisados todos os
benefícios vigentes, identificados os inconstitucionais e, para esses, fixado
data uniforme para a perda de sua eficácia, em tempo bastante para que as
mudanças sejam absorvidas sem provocar a quebra ou graves dificuldades para as
empresas. E que os novos empreendimentos possam gozar dos mesmos benefícios,
pelo prazo remanescente, pois reserva de mercado também não é algo que se
deseje.
Que a sociedade não se veja, mais uma vez e sem culpa, obrigada a pagar a conta
de uma omissão coletiva, seja pelo desemprego, seja pela retração da economia,
seja pelo aumento dos preços (inflação!).
Como avô recente, me preocupa bastante o país que poderemos estar deixando para
nossos netos, pois, para os nossos filhos, só recentemente conseguimos algo
melhor.
E que jamais se retire a cidadania brasileira de Deus!

Ricardo Pinheiro é subsecretário de Receita do estado do Rio de Janeiro

Shiller vê risco `substancial` de uma nova recessão

Shiller vê risco `substancial` de uma nova recessão

O renomado economista Robert Shiller disse ontem que existe uma probabilidade
"substancial" de os Estados Unidos sofrerem uma nova recessão.
Observando os fracos indicadores globais - incluindo a persistente crise no
mercado imobiliário americano, que opera com a luz vermelha acesa - Shiller
afirmou que a economia está atualmente num "momento de inflexão".
"Os modelos atuais de previsão diriam que não" disse Shiller quando questionado
a respeito da possibilidade de os Estados Unidos encararem atualmente um
"double-dip" (novo período de recessão enquanto o país tenta se recuperar da
última crise econômica). "Mas vejo sinais que me fazem temer isso".
O professor da Universidade de Yale e um dos dois homens por trás do índice de
preços de imóveis S&P Case-Shiller disse que os preços dos imóveis podem
continuar a cair, apesar de essa queda já ser menor do que há cinco anos.
A temporada de verão pode aumentar os preços, disse Shiller, "Mas a tendência
geral continua me preocupando."
A confiança na economia está diminuindo, afirmou o economista, referindo-se a
uma possível armadilha de liquidez, na qual o Federal Reserve (banco central
americano) injeta estímulos na economia, mas os consumidores continuam não
abrindo o seu bolso.
"Quando não há demanda, pode-se diminuir as taxas de juros a zero, e ainda
assim as pessoas não estariam dispostas a gastar. Esse é o cenário atual",
disse Shiller.
Embora as autoridades e os órgãos reguladores estejam focados em resgates,
estímulos e reformas regulatórias que miram as empresas que são "grandes demais
para quebrar", o próximo passo deve ser uma reforma nas instituições
financeiras, disse Shiller. Um ponto de partida seria o setor de crédito
imobiliário privado. Ele sugere mais transparência nas cláusulas que regulam a
inadimplência.
Para Shiller, enquanto a Grécia não resolver sua situação, as constantes
manchetes negativas possivelmente terão impacto negativo na confiança global.
"Situações como esta, mesmo em um país pequeno, podem ter um impacto forte",
disse.
"Não acho que seja exagerado" afirmou Shiller, o temor de que a Grécia possa
derrubar o sistema financeiro mundial da mesma forma que a falência do Lehman
Brothers fez o sistema financeiro ficar de joelhos em 2008.