Um século depois do julgamento da Coca-Cola, limite da cafeína em bebida ainda é discutido
05/04/2011 13:04:00 - UOL
Por Murray Carpenter
The New York Times
A mais recente batalha na guerra da cafeína – envolvendo altos níveis da substância nas chamadas bebidas energéticas, especialmente aquelas consumidas por crianças – lembra uma das primeiras.
Ela aconteceu faz um século, numa corte em Chattanooga, Tennessee. O julgamento ocupou manchetes por várias semanas e produziu pesquisas científicas que duram até hoje – mas sem gerar limites federais para a cafeína em alimentos e bebidas.
Esses níveis continuam praticamente sem regulamentação hoje. Como dois pesquisadores escreveram no “The Journal of the American Medical Association”, bebidas energéticas não alcoólicas “podem representar uma ameaça tão grande para a saúde e a segurança pública e individual” quanto as bebidas alcoólicas e “são necessárias mais pesquisas capazes de guiar a ções de agências regulatórias”.
Ninguém usava o termo “energético” em 1911, mas a bebida que estava em julgamento em Chattanooga continha a mesma quantidade de cafeína que o Red Bull moderno – 80 mg por porção.
A bebida era a Coca-Cola. Harvey Washington Wiley, o “químico cruzadista” que liderou o Bureau de Química do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, havia aberto um processo judicial contra a Coca-Cola Co., acusando-a de adulterar a bebida ao adicionar um ingrediente prejudicial: a cafeína (os níveis atuais de cafeína da Coca-Cola são bem mais baixos).
Preparando sua defesa, a empresa encontrou uma lacuna na pesquisa existente sobre a cafeína: “Quando os cientistas observaram os dados, viram todos aqueles estudos animais, mas não tinham os dados humanos necessários”, afirmou Ludy T. Benjamin Jr., professor de psicologia da Texas A&M University, que estudou o julgamento. “Então, eles buscaram alguém que pudesse gerar dados humanos, e rápido”.
A Coca-Cola contratou um instrutor de psicologia da Barnard College, chamado Harry Levi Hollingworth. Ele reuniu 16 participantes, com idades entre 19 e 39, incluindo usuários ocasionais, moderados e regulares de cafeína, assim como abstêmios. Num apartamento em Manhattan alugado para a pesquisa, ele testou as habilidades mentais e motoras sob diferentes níveis de uso de cafeína e abstinência. Os participantes tomaram cápsulas de cafeína e placebos – era um estudo duplo-cego, pois sem os participantes, nem os pesquisadores sabiam quem tomava o quê – e “refrigerantes de máquina” com e sem cafeína. Com a aproximação do julgamento, Hollingworth fez tudo isso em apenas 40 dias.
Os participantes mantinham boas anotações. No dia 22 de fevereiro, um usuário regular de cafeína estava livre da substância: “Me senti cabeça-dura o dia todo. Minha cabeça estava mais lerda que o normal”. No dia 2 5 de fevereiro, um abstêmio consumiu 260 mg de cafeína, o equivalente aproximado a uma xícara de 355 ml de café do Starbucks: “Melhora gradual no humor até 16h. Depois, um período de exuberância, de bem-estar. Ideias extravagantes”.
Hollingworth descobriu que doses moderadas de cafeína estimulavam o desempenho dos participantes em alguns testes, embora alguns tivessem sono insatisfatório após as doses mais altas. Sua presença no julgamento, no dia 27 de março de 1911, foi um ponto alto no processo que durou quatro semanas, dominado por depoimentos anedóticos, contraditórios e desleixados.
“O depoimento de Hollingworth foi, de longe, o mais interessante e técnico”, reportou o “Chattanooga Daily Times”. Porém, o júri nunca emitiu um veredito baseado na ciência, pois uma semana depois o júri concedeu à Coca-Cola um pedido de anulação (após anos de apelos, o caso foi resolvido com um “nolo contendere”).
Hollingworth compilou seus estudos num livro de 1912 que usou uma grafia contemporânea para a substância: “The Influence of Caffein on Mental and Motor Efficiency” ("A influência da cafeína na eficiência mental e motora", em tradução livre). Um editorial do “The Journal of the American Medical Association” daquele ano dava boas-vindas à pesquisa: “É gratificante ter os efeitos sobre o sistema humano de uma droga como cafeína tão investigados por testes científicos rigorosos nas mãos de pesquisadores capazes. Somente desta forma haverá base adequada para conclusões corretas quanto aos possíveis perigos do uso de bebidas contendo cafeína”.
Energéticos
No mesmo jornal, no mês passado, os dois pesquisadores, Amelia Arria, da Universidade de Maryland, e Mary Claire O’Brien, da Wake Forest University, citaram preocupações quanto aos efeitos de bebidas energéticas sobre o sono, pressão arterial e padrões de dependência, e seu uso em coquetéis. “É preciso mais pesquisa, em particular para guiar o processo decisório de agências regulatórias relacionadas ao estabelecimento de um limite máximo cientificamente validado sobre a quantidade de cafeína que um fabricante pode incluir numa única porção de qualquer bebida”, escreveram.
Como o caso de Chattanooga foi descartado, o júri não emitiu nenhum veredito sobre as questões mais amplas discutidas na corte: Que quantidade de cafeína pode ser considerada um exagero? É diferente quando a cafeína é adicionada a bebidas, em comparação à substância naturalmente presente no café? Seu consumo forma hábito? As bebidas podem ser comercializadas para os jovens? Como o governo federal deve regulá-la? Diante de uma nova geração de bebidas com concentrações mais altas de cafeína, tamanhos maiores e fórmulas mais complexas do que a Coca-Cola de 1911, os americanos hoje estão discutindo as mesmas questões. “Não sei se Hollingworth ficaria surpreso”, disse Benjamin, “mas aposto que ele se divertiria com isso”.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Café cai na ICE, mas mercado sinaliza perda de força dos baixistas
Café cai na ICE, mas mercado sinaliza perda de força dos baixistas
Os contratos futuros de café de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com quedas, em uma sessão caracterizada pela desaceleração, após as fortes altas do dia anterior. Depois de uma abertura próxima da estabilidade, algumas ordens de venda passaram a ser apresentadas, num movimento de realização e também de correção, com as baixas se mantendo até o final do dia. Apesar das baixas, elas foram bem menos intensas que os ganhos observados no terça-feira, com o alguns operadores ainda considerando que no curto prazo o mercado deve sofrer com as ações vendedoras. Por outro lado, no médio e longo prazo, a tendência de alta se mantém, por conta, principalmente por conta das reservas consideravelmente baixas e também devido à produção limitada de grãos, como os suaves.
No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve queda de 310 pontos com 265,15 centavos, sendo a máxima em 269,35 e a mínima em 264,25 centavos por libra, com o julho tendo oscilação negativa de 305 pontos, com a libra a 267,90 centavos, sendo a máxima em 271,95 e a mínima em 266,90 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 26 dólares, com 2.472 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 9 dólares, com 2.389 dólares por tonelada.
Segundo analistas internacionais, o dia foi marcado por algumas perdas e uma posterior consolidação no dia, que poderia ser um sinal de um botton após as recentes baixas corretivas. Deade o último dia 9 de março, quando buscou atingir os níveis mais altos em quase 14 anos e falhou, recuando, assim, de 296,65 centavos para a mínima de 254,05 centavos em 5 de abril. No entanto, nesse mesmo dia, o mercado verificou uma formação reversa bullish (altista), o que pode ser um sinal de que os bears (baixistas) estão perdendo o controle da tendência de retração que até então vigorava. A resistência de curto prazo em 5 de abril ficou em 269,95 centavos, com o suporte mais imediato em 254,05 centavos. Os analistas indicam que se o mercado conseguir se sustentar acima dessa primeira linha de resistência será um indicativo da confirmação da reversão observada no último dia 5.
David Toth, diretor de pesquisas técnicas da RJ O'Brien, destacou que o padrão gráfico atual é um "dos mais oportunistas possíveis". "Ontem tivemos uma ação divergente do momento baixista de curto prazo que vivíamos e isso objetivamente pode dar sustentação ao mercado. Se confirmarmos a formação bullish, poderemos ter o fim da correção que era até agora verificada e garantir novas altas acima dos 26,65 centavos", disse. "É possível que no nível de 254,05 centavos o mercado tenha completado esse seu ciclo de correção para baixo", sustentou Toth, que ressaltou que algumas vendas poderiam levar o mercado para próximo de 262,00 ou 261,00 centavos, o que seria algo normal, com algumas possíveis correções de menor impacto. No entanto, se o suporte de 254,05 centavos for testado no curto prazo, todas as "previsões altistas anteriores irão por terra", complementou.
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.625 sacas indo para 1.5568.451 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 34.952 lotes, com as opções tendo 12.528 calls e 6.363 puts. A produção mundial de café em 2010/2011 deverá atingir 133 milhões de sacas, informou a OIC (Organização Internacional do Café). Esse montante é 8,1% superior ao do ano anterior, mas menor que o levantamento passado. A entidade promoveu um corte de 700 mil sacas na estimativa anterior, por conta da queda de 5,7% na safra da região Ásia/Oceania, que sofreu com fortes chuvas no período de colheita, por conta, principalmente da baixa de 16,5% na produção do ano da Indonésia, um dos maiores produtores mundiais de robusta.
"As exportações globais para todos os destinos em fevereiro totalizaram 8,5 milhões de sacas e no acumulado do ano, entre outubro de 2010 e fevereiro, chegaram a 42,3 milhões de sacas, com um aumento de 14%", indicou a OIC em comunicado, ressaltando que o aumento da oferta da África e da América Central deu sustentação para o aumento dos embarques. As exportações de café do Brasil em abril, até o dia 5, somaram 88.177 sacas, contra 19.425 sacas registradas no mesmo período de março, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 2.389 sacas indo para 1.556.062 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 22.266 lotes, com as opções tendo 3.205 calls e 6.391 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 269,35, 269,50, 269,95-270,00, 270,50, 271,00, 271,50, 272,00, 272,50, 273,00, 273,50, 274,00, 274,50, 275,00 e 275,40 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 264,25, 264,05-264,00, 263,50, 263,00, 262,50, 262,00, 261,50, 261,00, 260,50, 260,10-260,00 e 259,50 centavos por libra.
Os contratos futuros de café de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com quedas, em uma sessão caracterizada pela desaceleração, após as fortes altas do dia anterior. Depois de uma abertura próxima da estabilidade, algumas ordens de venda passaram a ser apresentadas, num movimento de realização e também de correção, com as baixas se mantendo até o final do dia. Apesar das baixas, elas foram bem menos intensas que os ganhos observados no terça-feira, com o alguns operadores ainda considerando que no curto prazo o mercado deve sofrer com as ações vendedoras. Por outro lado, no médio e longo prazo, a tendência de alta se mantém, por conta, principalmente por conta das reservas consideravelmente baixas e também devido à produção limitada de grãos, como os suaves.
No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve queda de 310 pontos com 265,15 centavos, sendo a máxima em 269,35 e a mínima em 264,25 centavos por libra, com o julho tendo oscilação negativa de 305 pontos, com a libra a 267,90 centavos, sendo a máxima em 271,95 e a mínima em 266,90 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 26 dólares, com 2.472 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 9 dólares, com 2.389 dólares por tonelada.
Segundo analistas internacionais, o dia foi marcado por algumas perdas e uma posterior consolidação no dia, que poderia ser um sinal de um botton após as recentes baixas corretivas. Deade o último dia 9 de março, quando buscou atingir os níveis mais altos em quase 14 anos e falhou, recuando, assim, de 296,65 centavos para a mínima de 254,05 centavos em 5 de abril. No entanto, nesse mesmo dia, o mercado verificou uma formação reversa bullish (altista), o que pode ser um sinal de que os bears (baixistas) estão perdendo o controle da tendência de retração que até então vigorava. A resistência de curto prazo em 5 de abril ficou em 269,95 centavos, com o suporte mais imediato em 254,05 centavos. Os analistas indicam que se o mercado conseguir se sustentar acima dessa primeira linha de resistência será um indicativo da confirmação da reversão observada no último dia 5.
David Toth, diretor de pesquisas técnicas da RJ O'Brien, destacou que o padrão gráfico atual é um "dos mais oportunistas possíveis". "Ontem tivemos uma ação divergente do momento baixista de curto prazo que vivíamos e isso objetivamente pode dar sustentação ao mercado. Se confirmarmos a formação bullish, poderemos ter o fim da correção que era até agora verificada e garantir novas altas acima dos 26,65 centavos", disse. "É possível que no nível de 254,05 centavos o mercado tenha completado esse seu ciclo de correção para baixo", sustentou Toth, que ressaltou que algumas vendas poderiam levar o mercado para próximo de 262,00 ou 261,00 centavos, o que seria algo normal, com algumas possíveis correções de menor impacto. No entanto, se o suporte de 254,05 centavos for testado no curto prazo, todas as "previsões altistas anteriores irão por terra", complementou.
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.625 sacas indo para 1.5568.451 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 34.952 lotes, com as opções tendo 12.528 calls e 6.363 puts. A produção mundial de café em 2010/2011 deverá atingir 133 milhões de sacas, informou a OIC (Organização Internacional do Café). Esse montante é 8,1% superior ao do ano anterior, mas menor que o levantamento passado. A entidade promoveu um corte de 700 mil sacas na estimativa anterior, por conta da queda de 5,7% na safra da região Ásia/Oceania, que sofreu com fortes chuvas no período de colheita, por conta, principalmente da baixa de 16,5% na produção do ano da Indonésia, um dos maiores produtores mundiais de robusta.
"As exportações globais para todos os destinos em fevereiro totalizaram 8,5 milhões de sacas e no acumulado do ano, entre outubro de 2010 e fevereiro, chegaram a 42,3 milhões de sacas, com um aumento de 14%", indicou a OIC em comunicado, ressaltando que o aumento da oferta da África e da América Central deu sustentação para o aumento dos embarques. As exportações de café do Brasil em abril, até o dia 5, somaram 88.177 sacas, contra 19.425 sacas registradas no mesmo período de março, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 2.389 sacas indo para 1.556.062 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 22.266 lotes, com as opções tendo 3.205 calls e 6.391 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 269,35, 269,50, 269,95-270,00, 270,50, 271,00, 271,50, 272,00, 272,50, 273,00, 273,50, 274,00, 274,50, 275,00 e 275,40 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 264,25, 264,05-264,00, 263,50, 263,00, 262,50, 262,00, 261,50, 261,00, 260,50, 260,10-260,00 e 259,50 centavos por libra.
MANTEGA: IOF para crédito no exterior inferior a 2 anos será de 6%
06/04 19:47 MANTEGA: IOF para crédito no exterior inferior a 2 anos será de 6%
Brasília, 6 de abril de 2011 - O Ministro da Fazenda, Guido Mantega,
anunciou há pouco que a cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras
(IOF) de 6% para captação de empréstimos no exterior foi estendida para
operações com prazo inferior a dois anos (720 dias). A nova medida passa a
valer já a partir de amanhã.
A elevação do IOF deverá influenciar tanto a cotação o dólar quando a
oferta de crédito, segundo o Ministro. "Essa medida é para desencorajar a
tomada de credito no exterior para prazos mais curtos. Estamos procurando
reduzir oferta de crédito por este canal. O Banco Central tem tomado medidas e
essa porta de entrada acaba neutralizando as medidas do BC", afirmou o
ministro.
Porém, Mantega admite que esse novo aperto no IOF ajuda a conter apenas
parte das entradas. "A apreciação do real é inevitável. O mercado exterior
está com muita liquidez. Se não tivéssemos tomado medidas, certamente o real
estaria mais valorizado. O fluxo de dólares ao País nunca foi tão grande, já
que as condições. É melhor que tenhamos entrada de dólares, mas o governo
tem de agir para evitar excessos", ressaltou.
Segundo Mantega, sem a introdução de medidas para segurar o influxo de
capitais ao País, o dólar já estaria cotado a cerca de R$ 1,50. "Estamos
tomando medidas para conter o câmbio faz tempo. Pela evolução da cotação,
estamos tendo sucesso. Desde março de 2006, quando o dólar estava R$ 1,70, ele
se desvalorizou pouco. De modo geral, ele está mantendo volatilidade menor",
afirmou o ministro, ressaltando que não há um patamar ideal para o câmbio.
Apesar de antever que o real ainda seguirá se valorizando, Mantega não
comentou a possibilidade de adoção de mais medidas, mas afirmou que a equipe
econômica segue observando as portas de entrada de capitais. Segundo o
ministro, entre as próximas ações estará a tomada de medidas para evitar
maiores prejuízos ao setor produtivo do País. "Competitividade cambial é
ruim para empresas, queremos evitar a chamada 'guerra cambial'", disse, sem
destalhar o que está sendo estudado pela equipe econômica.
Mantega negou que estejam sendo estudadas a taxação sobre entradas de
Investimentos Estrangeiro Direto e sobre a posição vendida dos bancos no
País. "Não tem nada definido. Temos um rol de medidas que podemos adotar, mas
sem interfirir muito na economia. Poderíamos tomar medidas mais drásticas,
mas teria maior efeito colateral na economia", concluiu.
Desde outubro de 2010, já foram feitas quarto elevações no IOF para
segurar a queda da cotação do dólar. A primeira foi feita sobre aplicações
de investidores estrangeiros em renda fixa, de 2% para 4%. No mesmo mês, nova
elevação do tributo para capital estrangeiro aplicado em operações de renda
fixa, de 4% para 6%. Em março deste ano, o IOF foi elevado para gastos no
cartão de crédito por brasileiros no exterior, de 2,38% para 6,38%. E na
semana passada, o tributo foi instituído para empréstimos tomados por empresas
e bancos no exterior, de 6% para captações com prazo de até 360 dias.
Brasília, 6 de abril de 2011 - O Ministro da Fazenda, Guido Mantega,
anunciou há pouco que a cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras
(IOF) de 6% para captação de empréstimos no exterior foi estendida para
operações com prazo inferior a dois anos (720 dias). A nova medida passa a
valer já a partir de amanhã.
A elevação do IOF deverá influenciar tanto a cotação o dólar quando a
oferta de crédito, segundo o Ministro. "Essa medida é para desencorajar a
tomada de credito no exterior para prazos mais curtos. Estamos procurando
reduzir oferta de crédito por este canal. O Banco Central tem tomado medidas e
essa porta de entrada acaba neutralizando as medidas do BC", afirmou o
ministro.
Porém, Mantega admite que esse novo aperto no IOF ajuda a conter apenas
parte das entradas. "A apreciação do real é inevitável. O mercado exterior
está com muita liquidez. Se não tivéssemos tomado medidas, certamente o real
estaria mais valorizado. O fluxo de dólares ao País nunca foi tão grande, já
que as condições. É melhor que tenhamos entrada de dólares, mas o governo
tem de agir para evitar excessos", ressaltou.
Segundo Mantega, sem a introdução de medidas para segurar o influxo de
capitais ao País, o dólar já estaria cotado a cerca de R$ 1,50. "Estamos
tomando medidas para conter o câmbio faz tempo. Pela evolução da cotação,
estamos tendo sucesso. Desde março de 2006, quando o dólar estava R$ 1,70, ele
se desvalorizou pouco. De modo geral, ele está mantendo volatilidade menor",
afirmou o ministro, ressaltando que não há um patamar ideal para o câmbio.
Apesar de antever que o real ainda seguirá se valorizando, Mantega não
comentou a possibilidade de adoção de mais medidas, mas afirmou que a equipe
econômica segue observando as portas de entrada de capitais. Segundo o
ministro, entre as próximas ações estará a tomada de medidas para evitar
maiores prejuízos ao setor produtivo do País. "Competitividade cambial é
ruim para empresas, queremos evitar a chamada 'guerra cambial'", disse, sem
destalhar o que está sendo estudado pela equipe econômica.
Mantega negou que estejam sendo estudadas a taxação sobre entradas de
Investimentos Estrangeiro Direto e sobre a posição vendida dos bancos no
País. "Não tem nada definido. Temos um rol de medidas que podemos adotar, mas
sem interfirir muito na economia. Poderíamos tomar medidas mais drásticas,
mas teria maior efeito colateral na economia", concluiu.
Desde outubro de 2010, já foram feitas quarto elevações no IOF para
segurar a queda da cotação do dólar. A primeira foi feita sobre aplicações
de investidores estrangeiros em renda fixa, de 2% para 4%. No mesmo mês, nova
elevação do tributo para capital estrangeiro aplicado em operações de renda
fixa, de 4% para 6%. Em março deste ano, o IOF foi elevado para gastos no
cartão de crédito por brasileiros no exterior, de 2,38% para 6,38%. E na
semana passada, o tributo foi instituído para empréstimos tomados por empresas
e bancos no exterior, de 6% para captações com prazo de até 360 dias.
Bayer CropScience apresenta portfólio inovador é destaque durante Fenicafé 2011
Portfólio inovador é destaque durante Fenicafé 2011
A Bayer CropScience participa do evento e ressalta seus produtos de alta tecnologia para a cultura do café
No período de 6 a 8 de abril acontece na cidade de Araguari/MG a Fenicafé 2011, evento que tem como objetivo divulgar a importância da irrigação e seus sistemas, além de mostrar lançamentos e pesquisas para o incremento da produtividade e da qualidade do café. A Bayer CropScience apresentará os diferenciais de seu portfólio para a cafeicultura durante a feira e sua equipe especializada estará presente para esclarecer dúvidas e mostrar os resultados obtidos com a aplicação dos principais produtos da empresa para a cultura
“A Bayer CropScience reconhece a importância da cultura do café para a região, sempre participa da Fenicafé, pois, o evento promove ótimas oportunidades de relacionamento, além de contribuir para o crescimento do setor”, explica José Frugis, gerente de cultura café da Bayer CropScience.
Os produtos de destaque para essa edição serão Premier Plus e Sphere Max, que auxiliam no controle das doenças e auxiliam para a obtenção de um produto de qualidade superior. Premier Plus possui ação simultânea de fungicida e inseticida, e é o único no mercado para aplicação em irrigação via gotejamento. Promove benefícios como vigor e melhor enraizamento das plantas de café, além da facilidade na aplicação. Já Sphere Max é um fungicida que proporciona melhor distribuição na superfície das folhas, maior velocidade de penetração nas plantas, resistência à lavagem das chuvas, facilidade no manuseio do produto e maior segurança ao aplicador, em função da embalagem ajustada à dose.
ServiçoLocal: Araguari / MG
Endereço: Pica-Pau Country Club
Data: de 6 a 8 de abril de 2011
Outras Informações: http://www.fenicafe.com.br/
A Bayer CropScience participa do evento e ressalta seus produtos de alta tecnologia para a cultura do café
No período de 6 a 8 de abril acontece na cidade de Araguari/MG a Fenicafé 2011, evento que tem como objetivo divulgar a importância da irrigação e seus sistemas, além de mostrar lançamentos e pesquisas para o incremento da produtividade e da qualidade do café. A Bayer CropScience apresentará os diferenciais de seu portfólio para a cafeicultura durante a feira e sua equipe especializada estará presente para esclarecer dúvidas e mostrar os resultados obtidos com a aplicação dos principais produtos da empresa para a cultura
“A Bayer CropScience reconhece a importância da cultura do café para a região, sempre participa da Fenicafé, pois, o evento promove ótimas oportunidades de relacionamento, além de contribuir para o crescimento do setor”, explica José Frugis, gerente de cultura café da Bayer CropScience.
Os produtos de destaque para essa edição serão Premier Plus e Sphere Max, que auxiliam no controle das doenças e auxiliam para a obtenção de um produto de qualidade superior. Premier Plus possui ação simultânea de fungicida e inseticida, e é o único no mercado para aplicação em irrigação via gotejamento. Promove benefícios como vigor e melhor enraizamento das plantas de café, além da facilidade na aplicação. Já Sphere Max é um fungicida que proporciona melhor distribuição na superfície das folhas, maior velocidade de penetração nas plantas, resistência à lavagem das chuvas, facilidade no manuseio do produto e maior segurança ao aplicador, em função da embalagem ajustada à dose.
ServiçoLocal: Araguari / MG
Endereço: Pica-Pau Country Club
Data: de 6 a 8 de abril de 2011
Outras Informações: http://www.fenicafe.com.br/
Café na ICE reverte tendência e fecha com ganhos intensos
Café na ICE reverte tendência e fecha com ganhos intensos
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com ganhos intensos, num movimento de recuperação, após as baixas sucessivas dos últimos dias. Após um início de dia calmo, com as cotações variando pouco, entre altas e baixas, na segunda metade do dia o mercado registrou a ampliação das compras e, ao romper os 260,00 centavos, alguns stops de compra passaram a ser registrados, com o maio tendo forte valorização e só interrompendo a escalada ao não conseguir romper o nível de 270,00 centavos por libra.
Operadores indicaram que as altas estiveram diretamente relacionados a motivos técnicos, sendo que os traders bearishs (baixistas) demonstraram certa falta de fôlego na sua tentativa de levar o mercado ainda mais para baixo, ao falhar em tentar romper um suporte básico, no nível de 254,00 centavos por libra. Com os baixistas com menor potencial de foco, as ações compradoras conseguiram voltar a receber incentivos e rapidamente o mercado se posicionou com um volume de ganhos superior aos 1.000 pontos. Os mercados externos não influenciaram no comportamento final do café no dia. O índice CRB teve uma alta média, com boa parte de sua valorização se devendo, principalmente, ao café, ao passo que o dólar ficou próximo da estabilidade. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 1.220 pontos com 268,25 centavos, sendo a máxima em 269,95 e a mínima em 254,05 centavos por libra, com o julho tendo oscilação positiva de 1.225 pontos, com a libra a 270,95 centavos, sendo a máxima em 272,50 e a mínima em 256,75 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou alta de 159 dólares, com 2.498 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 90 dólares, com 2.398 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por um forte volume de negócios e por dois momentos distinto. A primeira etapa marcado por conta estabilidade e com a fraqueza dos baixistas em tentar romper os 254,00 centavos. A segunda parte do dia foi caracterizada por uma forte atividade compradora de fundos e especuladores, com os ganhos se consolidando. No after-hours, a valorização teve uma pequena desaceleração, mas a valorização também ficou acima dos 1.000 pontos. "Conseguimos rapidamente inverter a tendência e já nos posicionamos num nível que era verificado há mais de uma semana. Temos agora uma resistência em 270,00 e depois em 275,40 que se rompidas podem dar espaço para que voltemos a ter expectativas de atingirmos novamente níveis próximos das máximas de quase 14 anos", disse um trader.
As exportações de café de março da Guatemala atingiram 453.572 sacas, montante 6% menor que no mesmo mês do ano anterior, indicou a Anacafé (Associação Nacional de Café da Guatemala). Na temporada, iniciada em outubro de 2010, o país remeteu 1,43 milhão de sacas ao exterior, 3% menos que em 2009/2010. Ao longo de todo o ano safra passado, o país exportou 3,44 milhões de sacas, sendo que as autoridades cafeeiras trabalham com a perspectiva de fechar a temporada 2011 com um volume superior a esse. "As safras da Guatemala são extremamente estáveis", disse Thomas Nottebohm, diretor da Associação de Exportadores de Café da Guatemala. Produtores da costa do Pacífico do país indicaram, no começo da safra, que poderiam ter quebra de 30% a 40% na produção, por conta do excesso de chuvas, mas os dados oficiais apontam que a boa produção no restante do país vai compensar as baixas dessa região.
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.625 sacas indo para 1.5568.451 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 34.952 lotes, com as opções tendo 12.528 calls e 6.363 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 269,95-270,00, 270,50, 271,00, 271,50, 272,00, 272,50, 273,00, 273,50, 274,00, 274,50, 275,00 e 275,40 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 254,05-254,00, 253,50, 253,00, 252,50, 252,00, 251,50, 251,00, 250,50, 250,10-250,00 e 249,50 centavos por libra.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com ganhos intensos, num movimento de recuperação, após as baixas sucessivas dos últimos dias. Após um início de dia calmo, com as cotações variando pouco, entre altas e baixas, na segunda metade do dia o mercado registrou a ampliação das compras e, ao romper os 260,00 centavos, alguns stops de compra passaram a ser registrados, com o maio tendo forte valorização e só interrompendo a escalada ao não conseguir romper o nível de 270,00 centavos por libra.
Operadores indicaram que as altas estiveram diretamente relacionados a motivos técnicos, sendo que os traders bearishs (baixistas) demonstraram certa falta de fôlego na sua tentativa de levar o mercado ainda mais para baixo, ao falhar em tentar romper um suporte básico, no nível de 254,00 centavos por libra. Com os baixistas com menor potencial de foco, as ações compradoras conseguiram voltar a receber incentivos e rapidamente o mercado se posicionou com um volume de ganhos superior aos 1.000 pontos. Os mercados externos não influenciaram no comportamento final do café no dia. O índice CRB teve uma alta média, com boa parte de sua valorização se devendo, principalmente, ao café, ao passo que o dólar ficou próximo da estabilidade. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 1.220 pontos com 268,25 centavos, sendo a máxima em 269,95 e a mínima em 254,05 centavos por libra, com o julho tendo oscilação positiva de 1.225 pontos, com a libra a 270,95 centavos, sendo a máxima em 272,50 e a mínima em 256,75 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou alta de 159 dólares, com 2.498 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 90 dólares, com 2.398 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por um forte volume de negócios e por dois momentos distinto. A primeira etapa marcado por conta estabilidade e com a fraqueza dos baixistas em tentar romper os 254,00 centavos. A segunda parte do dia foi caracterizada por uma forte atividade compradora de fundos e especuladores, com os ganhos se consolidando. No after-hours, a valorização teve uma pequena desaceleração, mas a valorização também ficou acima dos 1.000 pontos. "Conseguimos rapidamente inverter a tendência e já nos posicionamos num nível que era verificado há mais de uma semana. Temos agora uma resistência em 270,00 e depois em 275,40 que se rompidas podem dar espaço para que voltemos a ter expectativas de atingirmos novamente níveis próximos das máximas de quase 14 anos", disse um trader.
As exportações de café de março da Guatemala atingiram 453.572 sacas, montante 6% menor que no mesmo mês do ano anterior, indicou a Anacafé (Associação Nacional de Café da Guatemala). Na temporada, iniciada em outubro de 2010, o país remeteu 1,43 milhão de sacas ao exterior, 3% menos que em 2009/2010. Ao longo de todo o ano safra passado, o país exportou 3,44 milhões de sacas, sendo que as autoridades cafeeiras trabalham com a perspectiva de fechar a temporada 2011 com um volume superior a esse. "As safras da Guatemala são extremamente estáveis", disse Thomas Nottebohm, diretor da Associação de Exportadores de Café da Guatemala. Produtores da costa do Pacífico do país indicaram, no começo da safra, que poderiam ter quebra de 30% a 40% na produção, por conta do excesso de chuvas, mas os dados oficiais apontam que a boa produção no restante do país vai compensar as baixas dessa região.
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.625 sacas indo para 1.5568.451 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 34.952 lotes, com as opções tendo 12.528 calls e 6.363 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 269,95-270,00, 270,50, 271,00, 271,50, 272,00, 272,50, 273,00, 273,50, 274,00, 274,50, 275,00 e 275,40 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 254,05-254,00, 253,50, 253,00, 252,50, 252,00, 251,50, 251,00, 250,50, 250,10-250,00 e 249,50 centavos por libra.
terça-feira, 5 de abril de 2011
OIC: ciclo baixo no Brasil reduzirá exportação de café
Agência Estado
"Tivemos bons fluxos de arábica de qualidade durante os primeiros meses deste ano, mas deve ser difícil mantê-los durante o resto do ano-safra porque a temporada é de bienalidade baixa no Brasil", disse. O País é o maior produtor mundial de café.
A previsão é de que a safra do Brasil seja 5 milhões de sacas menor, somando 43 milhões de sacas, enquanto cresce o consumo doméstico. Portanto, os mercados devem ser pressionados em 2011/12. Colheitas fracas na Colômbia e na Indonésia deixaram a oferta de café de qualidade apertada nesta temporada. Os preços do café registraram novas máximas em 14 anos e analistas preveem que podem alcançar novamente 400 cents/lb, enquanto as cotações do robusta estão nas máximas em três anos.
Sobre os estoques globais dos países produtores, "não há expectativa de recuperação significativa num futuro próximo", segundo Sette. "O que será colhido nos próximos 9 a 12 meses deve ser consumido. Os estoques continuarão num nível muito baixo para os padrões históricos", declarou.
A crescente demanda em países em desenvolvimento deve impulsionar o consumo global para 132,5 milhões de sacas, ante 131,2 milhões de sacas em 2009, elevando a média de crescimento na última década para 2,3%. De acordo com estimativas da OIC, os níveis dos estoques caíram em um terço no ano passado, de modo que a temporada inicia com 13 milhões de sacas. As reservas mantidas em países importadores foi estimada em 18,3 milhões de sacas no fim de 2010.
"Tivemos bons fluxos de arábica de qualidade durante os primeiros meses deste ano, mas deve ser difícil mantê-los durante o resto do ano-safra porque a temporada é de bienalidade baixa no Brasil", disse. O País é o maior produtor mundial de café.
A previsão é de que a safra do Brasil seja 5 milhões de sacas menor, somando 43 milhões de sacas, enquanto cresce o consumo doméstico. Portanto, os mercados devem ser pressionados em 2011/12. Colheitas fracas na Colômbia e na Indonésia deixaram a oferta de café de qualidade apertada nesta temporada. Os preços do café registraram novas máximas em 14 anos e analistas preveem que podem alcançar novamente 400 cents/lb, enquanto as cotações do robusta estão nas máximas em três anos.
Sobre os estoques globais dos países produtores, "não há expectativa de recuperação significativa num futuro próximo", segundo Sette. "O que será colhido nos próximos 9 a 12 meses deve ser consumido. Os estoques continuarão num nível muito baixo para os padrões históricos", declarou.
A crescente demanda em países em desenvolvimento deve impulsionar o consumo global para 132,5 milhões de sacas, ante 131,2 milhões de sacas em 2009, elevando a média de crescimento na última década para 2,3%. De acordo com estimativas da OIC, os níveis dos estoques caíram em um terço no ano passado, de modo que a temporada inicia com 13 milhões de sacas. As reservas mantidas em países importadores foi estimada em 18,3 milhões de sacas no fim de 2010.
Criada linha de crédito para quitar dívidas de cafeicultores
Brasília (31/03/2011) - Uma linha de crédito especial vai permitir que cafeicultores refinanciem dívidas de antigos empréstimos bancários. A medida, aprovada nesta quinta-feira, 31 de março, pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), direciona R$ 300 milhões do Fundo de Defesa para a Economia Cafeeira (Funcafé) para a nova linha de financiamento.
“A recuperação dos preços do café trouxe uma melhor rentabilidade para o produtor, mas ainda há regiões com problemas de endividamento, explica o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone. “Os recursos darão melhores condições para esses cafeicultores liquidarem seus débitos, pois, além do prazo de cinco anos para pagamento, serão financiadas opções de mercado futuro que vão garantir preços do café aos níveis atuais no vencimento das parcelas”, completa.
Bertone se refere à possibilidade de o produtor de café utilizar parte dos recursos da linha especial para adquirir opções no mercado futuro. Ao negociar o produto aos preços atuais – que são remuneradores – o cafeicultor terá uma garantia de renda para quitar as parcelas do financiamento aprovado hoje pelo CMN.
Terão acesso ao financiamento, os cafeicultores com saldo devedor de financiamentos utilizados exclusivamente na lavoura do grão. Os produtores também terão de comprovar ao banco que a composição das dívidas é efetivamente necessária para tornar viável seu pagamento. A medida é válida para produtores que contrataram crédito diretamente de agentes financeiros ou por intermédio de suas cooperativas. Pela nova linha especial, cada produtor poderá contratar até R$ 200 mil a juros de 6,75% ao ano. O financiamento deverá ser pago em até cinco anos.
Os recursos da linha especial não poderão ser utilizados para pagamento de débitos de linhas de investimento e pré-comercialização, bem como de saldos devedores de outras renegociações incluindo o Programa Especial de Saneamento de Ativos (PESA) e a securitização.
Saiba mais
Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) – fundo administrado pelo Ministério da Agricultura com recursos destinados ao financiamento do custeio, colheita, estocagem e comercialização de café. Os recursos do fundo também são direcionados a linhas especiais, promoção do café brasileiro nos mercados interno e externo e apoio a eventos do setor.
Securitização – programa de renegociação de dívidas criado pelo governo federal em 1998 para liquidação de débitos rurais de até R$ 200 mil. Nesse programa, o Tesouro Nacional adquiriu essas dívidas dos bancos e concedeu melhores condições de pagamento aos produtores.
Programa Especial de Saneamento de Ativos (PESA) - Criado em 1998, o programa incluiu produtores com dívidas acima de R$ 200 e que não foram renegociadas por meio da securitização. Nesse caso, o produtor adquiriu um título do governo com validade de 20 anos. Ao final desse prazo, os débitos do valor principal da dívida deverão ser quitados com o rendimento desses títulos. No período, o participante do programa deve pagar, anualmente, o chamado serviço da dívida (juros). (Laila Muniz )
“A recuperação dos preços do café trouxe uma melhor rentabilidade para o produtor, mas ainda há regiões com problemas de endividamento, explica o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone. “Os recursos darão melhores condições para esses cafeicultores liquidarem seus débitos, pois, além do prazo de cinco anos para pagamento, serão financiadas opções de mercado futuro que vão garantir preços do café aos níveis atuais no vencimento das parcelas”, completa.
Bertone se refere à possibilidade de o produtor de café utilizar parte dos recursos da linha especial para adquirir opções no mercado futuro. Ao negociar o produto aos preços atuais – que são remuneradores – o cafeicultor terá uma garantia de renda para quitar as parcelas do financiamento aprovado hoje pelo CMN.
Terão acesso ao financiamento, os cafeicultores com saldo devedor de financiamentos utilizados exclusivamente na lavoura do grão. Os produtores também terão de comprovar ao banco que a composição das dívidas é efetivamente necessária para tornar viável seu pagamento. A medida é válida para produtores que contrataram crédito diretamente de agentes financeiros ou por intermédio de suas cooperativas. Pela nova linha especial, cada produtor poderá contratar até R$ 200 mil a juros de 6,75% ao ano. O financiamento deverá ser pago em até cinco anos.
Os recursos da linha especial não poderão ser utilizados para pagamento de débitos de linhas de investimento e pré-comercialização, bem como de saldos devedores de outras renegociações incluindo o Programa Especial de Saneamento de Ativos (PESA) e a securitização.
Saiba mais
Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) – fundo administrado pelo Ministério da Agricultura com recursos destinados ao financiamento do custeio, colheita, estocagem e comercialização de café. Os recursos do fundo também são direcionados a linhas especiais, promoção do café brasileiro nos mercados interno e externo e apoio a eventos do setor.
Securitização – programa de renegociação de dívidas criado pelo governo federal em 1998 para liquidação de débitos rurais de até R$ 200 mil. Nesse programa, o Tesouro Nacional adquiriu essas dívidas dos bancos e concedeu melhores condições de pagamento aos produtores.
Programa Especial de Saneamento de Ativos (PESA) - Criado em 1998, o programa incluiu produtores com dívidas acima de R$ 200 e que não foram renegociadas por meio da securitização. Nesse caso, o produtor adquiriu um título do governo com validade de 20 anos. Ao final desse prazo, os débitos do valor principal da dívida deverão ser quitados com o rendimento desses títulos. No período, o participante do programa deve pagar, anualmente, o chamado serviço da dívida (juros). (Laila Muniz )
OIC - Exportações mundiais de café tem alta de 4,78%
De acordo com dados preliminares divulgados, na última sexta-feira, pela Organização Internacional do Café (OIC), as exportações mundiais para todos os destinos totalizaram 99.105.215 sacas no acumulado dos últimos 12 meses encerrados em fevereiro de 2011, o que implicou crescimento de 4,78% em relação às 94.582.730 sacas embarcadas em idêntico intervalo antecedente. Entre os países que mais exportaram o produto, o Brasil, apresentando alta de 11,85% frente às remessas efetuadas de março de 2009 a fevereiro de 2010 (30.148.932 sacas), manteve-se na liderança dos embarques, registrando o envio de 33.722.996 sacas a todos os destinos.
Em fevereiro de 2011 conforme dados preliminares recebidos dos países membros, foram embarcadas 8.483.750 sacas por todas as nações produtoras. Esse volume é 14,83% superior ao registrado no segundo mês de 2010, quando foram exportadas 7.388.078 sacas, mas 4,08% menor do que o montante apurado em janeiro deste ano (8.844.488 sacas). O país que mais exportou café, no mês passado, foi o Brasil, totalizando o envio de 2.663.946 sacas ao exterior, o que implicou alta de 17,60% em relação a fevereiro de 2010, quando o país embarcou 2.265.166 sacas, mas queda de 4,50% frente às 2.789.538 sacas de janeiro deste ano.
As exportações referentes a variedade arábica totalizaram 5.544.828 sacas em fevereiro de 2011, o que implicou alta de 16,98% na comparação com as 4.740.121 sacas registradas no mesmo mês de 2010, mas queda de 2,38% frente às 5.679.926 sacas de janeiro deste ano. Respondendo por 42,76% do total apurado, o Brasil permanece na liderança das exportações mundiais de café arábica, tendo registrado a remessa de 2.371.161 sacas ao exterior em fevereiro, ou 18,55% a mais do que o embarcado no segundo mês de 2010 (2.000.130 sacas).
No caso do conilon o Vietnã segue como líder das exportações mundiais de café robusta, com seus embarques apresentando alta de 27,84% em fevereiro deste ano frente às 1.095.161 sacas remetidas no mesmo período de 2010. No segundo mês de 2011, os vietnamitas responderam por 61,07% das exportações globais de conilon, tendo comercializado 1,4 milhão de sacas com o exterior. Os dados, preliminares, são do relatório estatístico da Organização Internacional do Café (OIC). De acordo com a entidade, o total embarcado por todos os países produtores, em fevereiro passado, foi de 2.292.267 sacas de robusta, montante 15,77% superior ao registrado no segundo mês de 2010, quando a exportação mundial da variedade somou 1.980.072 sacas, porém 17,65% menor do que as 1,7 milhão de sacas de janeiro. O Brasil figurou como quinto colocado no ranking mundial, em fevereiro, atrás de Indonésia, Índia e Uganda, além do próprio Vietnã. No mês retrasado, o País remeteu 48.838 sacas de conilon ao exterior, volume que implicou declínio de 117% em relação a fevereiro de 2010 (22.506 sacas) e representou apenas 2,13% do total.
Em fevereiro de 2011 conforme dados preliminares recebidos dos países membros, foram embarcadas 8.483.750 sacas por todas as nações produtoras. Esse volume é 14,83% superior ao registrado no segundo mês de 2010, quando foram exportadas 7.388.078 sacas, mas 4,08% menor do que o montante apurado em janeiro deste ano (8.844.488 sacas). O país que mais exportou café, no mês passado, foi o Brasil, totalizando o envio de 2.663.946 sacas ao exterior, o que implicou alta de 17,60% em relação a fevereiro de 2010, quando o país embarcou 2.265.166 sacas, mas queda de 4,50% frente às 2.789.538 sacas de janeiro deste ano.
As exportações referentes a variedade arábica totalizaram 5.544.828 sacas em fevereiro de 2011, o que implicou alta de 16,98% na comparação com as 4.740.121 sacas registradas no mesmo mês de 2010, mas queda de 2,38% frente às 5.679.926 sacas de janeiro deste ano. Respondendo por 42,76% do total apurado, o Brasil permanece na liderança das exportações mundiais de café arábica, tendo registrado a remessa de 2.371.161 sacas ao exterior em fevereiro, ou 18,55% a mais do que o embarcado no segundo mês de 2010 (2.000.130 sacas).
No caso do conilon o Vietnã segue como líder das exportações mundiais de café robusta, com seus embarques apresentando alta de 27,84% em fevereiro deste ano frente às 1.095.161 sacas remetidas no mesmo período de 2010. No segundo mês de 2011, os vietnamitas responderam por 61,07% das exportações globais de conilon, tendo comercializado 1,4 milhão de sacas com o exterior. Os dados, preliminares, são do relatório estatístico da Organização Internacional do Café (OIC). De acordo com a entidade, o total embarcado por todos os países produtores, em fevereiro passado, foi de 2.292.267 sacas de robusta, montante 15,77% superior ao registrado no segundo mês de 2010, quando a exportação mundial da variedade somou 1.980.072 sacas, porém 17,65% menor do que as 1,7 milhão de sacas de janeiro. O Brasil figurou como quinto colocado no ranking mundial, em fevereiro, atrás de Indonésia, Índia e Uganda, além do próprio Vietnã. No mês retrasado, o País remeteu 48.838 sacas de conilon ao exterior, volume que implicou declínio de 117% em relação a fevereiro de 2010 (22.506 sacas) e representou apenas 2,13% do total.
A aposta é de US$ 20 bi no real. Quem cobre?
A aposta é de US$ 20 bi no real. Quem cobre?
Eduardo Campo
A tentativa do governo de reverter ou mesmo amenizar o viés de valorização do
real bate em uma singela montanha de US$ 20,217 bilhões.
Essa é a posição vendida (aquela que ganha com a queda do dólar) do investidor
estrangeiro na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) neste começo de mês.
A soma recorde é composta por US$ 12,711 bilhões vendidos em contratos de dólar
futuro e outros US$ 7,505 bilhões em cupom cambial (DDI - juro em dólar). Cabe
ressaltar que apenas na sexta-feira, dia 1 de abril, os não residentes
venderam US$ 4,38 bilhões em contratos de dólar futuro. Por mais que as
posições estejam "sujas" em função da virada do mês, com vencimentos e posições
ainda cruzados, o montante não deixa de ser impressionante.
A pergunta que surge agora é se tal posição é meramente especulativa ou tem
algum caráter de hedge. Não podemos afirmar nada muito além dos números que a
BM&F nos dá, pois não sabemos se esses agentes têm posição em outros
instrumentos que neutralizam tal exposição na BM&F.
Em um pregão estrangeiro "vende" US$ 4,38 bilhões
No entanto, é possível fazer algumas observações relevantes. Primeira delas,
podemos supor que os estrangeiros não dispõem de tantos instrumentos cambiais
para operar no mercado local como os bancos, que podem ter posições à vista, no
futuro, no mercado de balcão e outros contratos.
Segundo ponto que merece atenção é que esse crescimento na posição líquida
vendida decorre menos de um aumento nas apostas pró-real e mais de um
reposicionamento dos estrangeiros que vinham carregando posição comprada
(aquela que ganha com a valorização do dólar).
Colocando de outra forma, o estrangeiro que estava comprado em dólar saiu dessa
posição. Ou seja, se ele tinha hedge de alguma operação, sentiu-se confortável
o bastante para ficar exposto ou até mesmo apostar no real.
Conforme explicou um operador, sempre que o estrangeiro ingressa no país para
aplicar em juros, por exemplo, ele faz a conversão da moeda e compra o título
em reais. Para não correr o risco de variação cambial do período, o natural é
esse investidor fazer um hedge dessa exposição cambial, pois em algum momento
ele deve deixar o país, vendendo reais e recomprando dólar. Ele faria esse
hedge comprando dólar futuro. Esse raciocínio também válido para investimento
em renda variável ou investimento direto.
Mas o que parece estar acontecendo é que o estrangeiro está vendendo o dólar
"duas vezes". Uma vez quando ingressa no país e outra na BM&F, onde deveria
estar fazendo hedge. Além de ganhar a variação de juros da aplicação, ele
também busca se beneficiar da apreciação do real no período.
Sendo uma estratégia meramente especulativa (ou não), cabe lembrar que ela está
dentro das regras do mercado.
O fato é que essa posição vendida dificulta o trabalho do Banco Central (BC),
ainda mais que seus instrumentos não atingem diretamente esse tipo de
investidor.
Não por mera coincidência, o preço máximo do dólar no mês de março, de R$
1,686, foi atingido no dia 17, quando a posição vendida do estrangeiro estava
na mínima do mês, de US$ 1,60 bilhão, considerando apenas dólar futuro.
Desse dia em diante a posição vendida foi sistematicamente elevada, até o dólar
fechar o dia 1 de abril em R$ 1,612. Uma queda de 4,39% no período.
Se tem gente vendida tem gente comprada. E essa função, na BM&F é dos bancos e
de outras pessoas jurídicas financeiras.
No pregão de segunda-feira, as declarações de Mantega de que o governo "vai
continuar" adotando medidas para conter a valorização do real também não
fizeram preço. O dólar comercial caiu 0,18%, a R$ 1,609. Preço igual a esse não
era visto desde 8 de agosto de 2008.
Vale lembrar que continua latente a percepção de que mais alguma coisa será
feita no câmbio. Os agentes imaginam, agora, qual será a "canetada".
Eduardo Campo
A tentativa do governo de reverter ou mesmo amenizar o viés de valorização do
real bate em uma singela montanha de US$ 20,217 bilhões.
Essa é a posição vendida (aquela que ganha com a queda do dólar) do investidor
estrangeiro na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) neste começo de mês.
A soma recorde é composta por US$ 12,711 bilhões vendidos em contratos de dólar
futuro e outros US$ 7,505 bilhões em cupom cambial (DDI - juro em dólar). Cabe
ressaltar que apenas na sexta-feira, dia 1 de abril, os não residentes
venderam US$ 4,38 bilhões em contratos de dólar futuro. Por mais que as
posições estejam "sujas" em função da virada do mês, com vencimentos e posições
ainda cruzados, o montante não deixa de ser impressionante.
A pergunta que surge agora é se tal posição é meramente especulativa ou tem
algum caráter de hedge. Não podemos afirmar nada muito além dos números que a
BM&F nos dá, pois não sabemos se esses agentes têm posição em outros
instrumentos que neutralizam tal exposição na BM&F.
Em um pregão estrangeiro "vende" US$ 4,38 bilhões
No entanto, é possível fazer algumas observações relevantes. Primeira delas,
podemos supor que os estrangeiros não dispõem de tantos instrumentos cambiais
para operar no mercado local como os bancos, que podem ter posições à vista, no
futuro, no mercado de balcão e outros contratos.
Segundo ponto que merece atenção é que esse crescimento na posição líquida
vendida decorre menos de um aumento nas apostas pró-real e mais de um
reposicionamento dos estrangeiros que vinham carregando posição comprada
(aquela que ganha com a valorização do dólar).
Colocando de outra forma, o estrangeiro que estava comprado em dólar saiu dessa
posição. Ou seja, se ele tinha hedge de alguma operação, sentiu-se confortável
o bastante para ficar exposto ou até mesmo apostar no real.
Conforme explicou um operador, sempre que o estrangeiro ingressa no país para
aplicar em juros, por exemplo, ele faz a conversão da moeda e compra o título
em reais. Para não correr o risco de variação cambial do período, o natural é
esse investidor fazer um hedge dessa exposição cambial, pois em algum momento
ele deve deixar o país, vendendo reais e recomprando dólar. Ele faria esse
hedge comprando dólar futuro. Esse raciocínio também válido para investimento
em renda variável ou investimento direto.
Mas o que parece estar acontecendo é que o estrangeiro está vendendo o dólar
"duas vezes". Uma vez quando ingressa no país e outra na BM&F, onde deveria
estar fazendo hedge. Além de ganhar a variação de juros da aplicação, ele
também busca se beneficiar da apreciação do real no período.
Sendo uma estratégia meramente especulativa (ou não), cabe lembrar que ela está
dentro das regras do mercado.
O fato é que essa posição vendida dificulta o trabalho do Banco Central (BC),
ainda mais que seus instrumentos não atingem diretamente esse tipo de
investidor.
Não por mera coincidência, o preço máximo do dólar no mês de março, de R$
1,686, foi atingido no dia 17, quando a posição vendida do estrangeiro estava
na mínima do mês, de US$ 1,60 bilhão, considerando apenas dólar futuro.
Desse dia em diante a posição vendida foi sistematicamente elevada, até o dólar
fechar o dia 1 de abril em R$ 1,612. Uma queda de 4,39% no período.
Se tem gente vendida tem gente comprada. E essa função, na BM&F é dos bancos e
de outras pessoas jurídicas financeiras.
No pregão de segunda-feira, as declarações de Mantega de que o governo "vai
continuar" adotando medidas para conter a valorização do real também não
fizeram preço. O dólar comercial caiu 0,18%, a R$ 1,609. Preço igual a esse não
era visto desde 8 de agosto de 2008.
Vale lembrar que continua latente a percepção de que mais alguma coisa será
feita no câmbio. Os agentes imaginam, agora, qual será a "canetada".
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