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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Em dia negativo para mercados, café tem baixa moderada na ICE

Em dia negativo para mercados, café tem baixa moderada na ICE

Os contratos futuros de café arábica registraram quedas nesta terça-feira, com vendas técnicas e de fundos especulativos, que seguiram as liquidações na maior parte das commodities, por conta do rally do dólar. No entanto, o mercado ainda continua altista e não contou com perdas tão expressivas. No encerramento do dia, o maio teve baixa de 100 pontos, com 137,40 centavos de dólar por libra peso, com a mínima em 136,35 e a máxima em 138,25 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 105 pontos, com a libra a 137,50 centavos, sendo a máxima em 138,70 e a mínima em 136,40 centavos por libra. Na

Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio teve alta de 49 dólares, com 1.341 dólares por tonelada, ao passo que o julho teve oscilação positiva de 43 dólares, com 1.378 dólares por tonelada. Segundo analistas internacionais, os futuros de café caíram sob a pressão de vendas especulativas de fundos, ligadas às altas do dólar.

Traders apontaram que vários players fugiram para um mercado mais seguro como o dólar, por conta do temor dos problemas econômicos da Grécia, que poderiam se espalhar e contaminar outras zonas do euro. O dólar forte é baixista para as commodities. A despeito das baixas, o café continua em um nível relativamente alto, considerando que o petróleo, por exemplo, declinou 3,6%, ao passo que o índice médio da Dow Jones Industrial recuou 2% no momento de fechamento do café. "Considerando a força do dólar e as perdas em todas as commodities e bolsas de valores, o café teve uma performance bastante estável", disse Rodrigo Costa, vice-presidente de vendas institucionais da Newedge, em Nova Iorque. A pequena disponibilidade de café no mercado físico, além da escassez de grãos de alta qualidade, além da aproximação de uma temporada cujo clima traz temores ao mercado, permitiram fazer com que o café não recuasse tão fortemente, apontou um broker. Traders comerciais, ou usuários finais, compraram nos futuros, misturando-se com outros traders, o que permitiu uma recuperação das perdas verificadas ao longo do dia.

Fundos especulativos venderam pela manhã, principalmente quando o dólar subiu consideravelmente e os preços futuros ficaram próximos de pontos chave de suporte. O julho chegou no nível de máxima de três semanas e meia, em 138,70 centavos no começo do dia, quando encontrou com a média móvel de resistência de 100 dias e, posteriormente, caiu. Esse movimento da média de resistência é um indicador técnico que pode apontar para interesse de vendas, o que poderia vir a barrar novos ganhos. Outra potencial barreira para as altas de preço é a produção forte do Brasil, que o mercado especula ser recorde. Isso seria uma ampla oportunidade para que os preços ficassem pressionados.

Os novos grãos brasileiros devem chegar ao mercado no final de maio e começo de junho. A consultoria brasileira Safras & Mercado espera uma safra neste ano entre 51,6 e 54,2 milhões de sacas, ao passo que alguns agentes de mercado acreditam em um volume entre 59 e 60 milhões de sacas. O café para julho precisa se posicionar acima dos 141,00 centavos por libra para que o rally iniciado na semana passada continue, ao passo que, na outra mão, uma retração para o nível de 131,00 centavos poderia acelerar as perdas, disse um broker. Traders de café deverão continuar preocupados com o dólar nesta quarta-feira, já que a questão "Grécia" deve continuar na pauta do mercado. Se o dólar se mantiver em alta contra o euro, a tendência é das perdas também continuarem a ocorrer.

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram um aumento de 3.633 sacas, totalizando 2,415 milhões. Os contratos em aberto na bolsa nova-iorquina tiveram uma ampliação de 740 lotes, indo para 136.297. O maio ainda conta com 327 contratos remanescentes, sendo que tal posição tem sua expiração definitiva em 18 de maio. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 17.927 lotes, com as opções tendo 4.470 calls e 3.480 puts. Tecnicamente, o maio tem uma resistência no patamar de 138,70, 139,00, 139,90-140,00, 140,50 e 141,00 centavos por libra peso, com o suporte se localizando em 136,40, 136,00, 135,10-135,00, 134,50 e 134,00 centavos.

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