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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Terra Forte cut its forecast by 12%

  SAO PAULO--Terra Forte, one of Brazil's biggest coffee exporters, cut its forecast for the 2014
harvest, saying an unprecedented drought has hurt the development of the coffee plants.
  The company cut its forecast to 47.4 million 60-kilogram (132-pound) bags of coffee, from its
previous forecast of 53.7 million bags. The harvest of arabica beans, the type most often used in
gourmet coffee, accounted for the entire reduction, with Terra Forte cutting its forecast to 30
million bags from 36.3 million bags.
Terra Forte's forecast for robusta beans was unchanged at 17.4 million bags.
  Brazil's main coffee-growing regions have been hit by the driest weather in at least 30 years,
according to meteorologists. The drought comes as the coffee cherries, the fruit from which the
beans are harvested, are developing.
  "I've never seen a January and February with no rain before, and I'm older than 50," said Joaquim
Leite, export director for Terra Forte.
  Arabica coffee prices are up 60% this year on concerns that less production or lower-quality
coffee from Brazil would crimp global supplies.

A seca e a cafeicultura: o que a fisiologia vegetal tem a explicar
Prof. José Donizeti Alves

Em vista dessa catástrofe que a cafeicultura brasileira está vivendo, gostaria de acrescentar alguns pontos que ainda não foram discutidos ou se foram, foi feito de maneira hipotética.

Muita coisa já se falou sobre os efeitos da seca na produção do café. E eu, me desculpe o trocadilho, não quero “chover no molhado”. O fato que ninguém contesta é que essa anormalidade meteorológica havia décadas não se manifestava. Pelo menos em termos de intensidade e durabilidade. Infelizmente dessa vez ela veio acompanhada de temperatura e luminosidade extremamente altas e ocorreu/ocorre em fases fenológicas das mais exigentes em termos de água, temperatura e luminosidade adequada.

As consequências práticas disso tudo também já foram mostradas e debatidas nesse espaço. Em termos de produção o que se vê é escaldadura das folhas; frutos pequenos, desidratados com descolamento do pergaminho (endurecido) da semente, mumificados, grãos mal formados, altíssima percentagem de grãos chochos. Todas essas anormalidades fisiológicas devem ser vista como BASTANTE ELEVADAS. Esta é a diferença fundamental dessa seca com as outras em anos passados. Ou seja: sem qualquer intenção de ser alarmista ou partidário do “quanto pior melhor”, a situação da cafeicultura brasileira desta vez é extremamente grave.  Conclusão óbvia: a safra de 2014 está fortemente comprometida tanto em termos de quantidade quando de qualidade.  Em minha opinião, depois de visitar várias regiões cafeeiras, deduzo que a perda vai variar entre 20 a 45% dependendo da região.

Em termos de crescimento vegetativo, a seca e o calor vieram em uma época de pleno crescimento de folhas e ramos. Portanto, ele também foi prejudicado. Isso equivale a dizer que a safra de 2016 também sofrerá reflexos negativos dessa estiagem. Como a fase de floração (não de florescimento) vai se iniciar nas próximas semanas, provavelmente, teremos problemas de indução de gemas reprodutivas o que vai refletir negativamente também na safra de 2015. Mas isso são assuntos para outra análise.

Preocupado com o momento atual, minha equipe foi ao campo (antes dos chuviscos da semana passada) para fazer um mapeamento da copa do cafeeiro mensurando vários parâmetros fisiológicos em um gradiente horizontal (da ponta dos ramos até o interior da copa, próximo ao tronco) e vertical (do ápice das plantas até a base da saia). Os dados estão sendo copilados, pois são objetos de uma dissertação de mestrado, mas preliminarmente revelaram aspectos interessantes e ainda não publicados na literatura cafeeira.

As folhas que às 5 horas da manhã tinham uma temperatura média de 21 °C (vejam que a noite estava quente) às 15 horas da tarde este valor subiu para 38°C. A temperatura da saia próxima ao tronco nesta mesma hora era de 33°C. Essas altas temperaturas, irá comprometer seriamente a fotossíntese, como se vera mais adiante.

O potencial hídrico que revela o grau de hidratação da planta, ou seja, a água que pode realizar trabalho, medido às cinco horas da manhã estava em -1,1 Mpa. Isto equivale a dizer o cafeeiro não recuperou à noite, a água perdida durante o dia. Isso porque a quantidade de água armazenada no solo não foi suficiente para tal. E para piorar, detectamos intensa morte de radicelas. De meio-dia até às 15 horas da tarde, o potencial hídrico tornou-se extremamente baixo atingindo, valores de -2,3 MPa. Este valor, para certas culturas significa “murcha permanente” ou morte da planta. Para o cafeeiro, segundo inúmeras pesquisas, é um valor que causa sérios danos, como queda na fotossíntese e translocação de carboidratos, murcha e queda de folhas, seca dos ponteiros, morte de raízes, queda no número e no rendimento de colheita, entre outros. O mais importante, o cafeeiro não morre e com a volta das chuvas ele recupera sua turgescência. Mas os danos causados pela perda de matéria seca (queda de folha, frutos e seca dos ponteiros) são irreversíveis.

Às nove horas da manhã, a fotossíntese, como é de se esperar, era a mais alta, mas o seu valor nas folhas da saia, foi em média, 64% menor quando comparado com aquelas do ápice. Da mesma maneira, as folhas mais internas da copa fotossintetizaram 54% menos que aquelas expostas ao sol. A partir dessa hora, a fotossíntese caiu substancialmente e às 15 horas, a região da copa com fotossíntese máxima apresentou uma taxa 75% menor quando comparada com a fotossíntese dessa mesma região as 9 horas. As folhas mais internas da copa, bem como as mais baixeiras, apresentaram taxas fotossintéticas próximas a zero.

Resumindo, considerando toda a copa do cafeeiro, a fotossíntese na maior parte do tempo operou em taxas extremamente insatisfatórias e em certos momentos negativa. Isso que dizer que o aporte de carbonos para o crescimento da planta, que equivale aos tijolos de uma parede em construção foi mínimo e em alguns casos, foram quebrados. E para quem entende pelo menos um pouco de bioquímica de plantas vera que esse ganho de carbono é suficiente apenas para a manutenção da planta viva. Muito pouco ou quase nada vai sobrar para o crescimento da planta, ou seja, se fosse uma construção não teria novas paredes e em alguns caso, haveria parede demolidas.

Com base nesses dados, agora, respondendo a inúmeras consultas que me fizeram, penso que, mesmo que as chuvas voltem, não haverá tempo suficiente (até que a estação seca e fria chegue) para o “enchimento dos frutos” e isso equivale a dizer que aquele espaço vazio, que muitos estão observando quando cortam os frutos transversalmente, não serão mais preenchidos, ou se forem, será muito pouco. Concluindo, a perda de rendimento na colheita, como muitos estão, empiricamente supondo, vai acontecer, com toda a certeza.

Essas minhas colocações vem no sentido de dar uma satisfação às pessoas que me perguntam por que até agora não me manifestei. Não o fiz, pois estava coletando dados de campo para poder fazer a afirmação que fiz no paragrafo anterior. Para não me prolongar mais, nos próximos dias darei continuidade ao assunto.


Prof. José Donizeti Alves
Universidade Federal de Lavras
Departamento de Biologia
Setor de Fisiologia Vegetal

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Worst drought in decades hits Brazil coffee belt as buyers brace for price rise
Jia Lynn Yang for the Washington Post  -  Guardian Weekly  -  Tuesday 25 February 2014


A Brazilian coffee producer adjusts his irrigation system. In recent weeks heat has replaced frost as the
biggest risk to crops in the coffee belt.
Photograph: Paulo Whitaker/Reuters

Dry spell could lead to a world shortage of beans and increased prices for growing numbers of consumers

Don't panic. But there could be a global coffee shortage. Usually, during this time of year, the delicate arabica coffee plants in the mountains of Brazil, where most of the world's coffee comes from, are maturing. White, fragrant flowers have appeared, followed by cherrylike fruit, each containing two seeds: arabica coffee beans, the most popular in the world.

But last month the worst drought in decades hit Brazil's coffee belt region, destroying crop yields and causing the price of coffee to shoot up more than 50% so far this year. The drought is historic, forcing more than 140 cities in Brazil to ration water. Newspapers reported that some districts are receiving water only every three days.

For now, retail prices for coffee are stable. Roasters typically have enough supplies to cover themselves for a few months. But if the price of the arabica beans continues to rise, consumers could start seeing the cost of their morning coffee creep up later this year, according to Jack Scoville, a futures market analyst specialising in grains and coffee, among other commodities. Last Wednesday the price per pound (0.45kg) of coffee for delivery due in March reached the highest point in about 14 months, at $1.72.

Even before the drought, concerns arose that there would be a global coffee deficit. At the beginning of the year a closely watched report by a commodities trading firm noted that the global coffee market could face a shortage for the first time in three years. The report predicted coffee supplies will be about 5m bags lower than consumption for the 2014-15 season. This was an about-face from what experts were saying at the end of last year, when there appeared to be a coffee glut. There was so much coffee last year that arabica coffee futures fell by nearly 25%.

In the long run, though, experts say that the price of coffee will rise for one simple reason: more people in developing markets such as Brazil, India and China are acquiring a taste for it.

"Regardless of what happens in Brazil now … we will see higher prices and more competition for higher-quality coffee," said Kim Elena Ionescu, a coffee buyer and sustainability manager for Counter Culture, the influential North Carolina-based coffee roasting company. Ionescu said that it used to be that the developing world made coffee and the developed world drank it. But now countries such as Brazil, which traditionally only produced coffee, are starting to consume it, too. "More people are drinking coffee," said Ionescu. "And more people are drinking better coffee." Coffee production is hard to mechanise, and so it is likely that demand will continue to outstrip supply.

There are also concerns that climate change could limit supplies, with some pointing to Brazil's drought as evidence of more extreme weather becoming the norm. "What we are really seeing as a company as we look 10, 20, 30 years down the road – if conditions continue as they are – is a potentially significant risk to our supply chain, which is the arabica coffee bean," Jim Hanna, Starbucks' head of sustainability, said in an interview with the Guardian in 2011.

The situation could worsen for those who like sugar with their coffee. The drought in Brazil, the world's biggest producer of sugar, is disrupting plans for harvesting sugar cane. Futures prices for sugar are at nearly the highest level in two months.

Clima dá o tom, compras se mantêm e café sobe forte na ICE

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com boas altas, com a posição maio chegando a tocar no melhor nível de preço desde 03 de outubro de 2012. Mais uma vez, o mercado se inclinou para o viés climático no Brasil e expôs sua grave preocupação com as possíveis perdas que o país terá na temporada atual, cuja colheita tem início em maio. O que os players levam em conta é que uma quebra de 10% ou 20% da produção do país poderia redundar em 5 ou 10 milhões de sacas a menos na oferta global que, como se recorda, já estava muito próxima do equilíbrio com a demanda. Com o Brasil ofertando de maneira modesta, já que tem compromissos de exportação que passam das 20 milhões de sacas, e uma demanda interna que é a segunda maior do mundo, também acima das 20 milhões de sacas, oque se depreende é que o país irá ter de abrir mão de estoques, o que é um indicativo de potencial de alta para preços. No que se refere aos estoques, aliás, neste momento já se observa uma pressão sobre o montante armazenado e certificado em Nova Iorque e Londres, com relatórios de quedas constantes. Diante desse quadro, muitos participantes se veem pressionados e efetuam aquisições especulativas, de caráter protetivo, o que se reflete nos terminais. Um operador indicou que, levando-se em conta a observação gráfica a partir das ondas Elliott, é registrado que o café está entrando em um novo nível, sendo que a segunda posição estaria tendendo a uma resistência em 183,60 centavos. Por outro lado, caso os vendedores retomem o fôlego, a tendência seria a buscado patamar de 162,05 centavos.


No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição maio teve alta de 685 pontos, com 176,35 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 179,35 centavos e a mínima de 169,70 centavos, com o julho registrando ganho de 695 pontos, com 178,30 centavos por libra, com a máxima em 181,20 centavos e a mínima em 169,70 centavos. Na Euronext/Liffe, o março teve alta de 43 dólares, com 2.024 dólares por tonelada, com o maio tendo valorização de 48 dólares, para o nível de 2.003 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado pela força dos compradores. Desde a manhã o mercado se mostrava ativo e, logo após o rompimento do nível de 170,00 centavos, novas compras especulativas passaram a ser executadas, com a segunda posição chegando até ase aproximar do patamar de 180,00 cents, sem, contudo, testá-lo. No segmento externo, o dia foi de dólar estável e bons ganhos para as bolsas de valores dos Estados Unidos, assim como as commodities softs também registraram avanço, com destaque para o café e o açúcar, ambas as matérias-primas que operam com olhos voltados para o clima no Brasil.

"O mercado continua focado na questão climática do Brasil e o que vemos é um quadro interessante, bastante procurado, que também se reflete no físico do Brasil, que tem preços bastante consistentes. Ainda existe o temor sobre os prejuízos causados às plantas, principalmente com regiões como Minas Gerais ainda não terem registrado chuvas razoáveis", disse um trader. Ele lembrou que os fundos continuam a ampliar fortemente suas posições compradas. No último relatório, referente ao dia 18 de fevereiro, foi verificado que, os fundos contavam com 30.937 posições líquidas compradas, contra 21.985 posições da semana anterior.

“O que todo mundo quer saber é quão mais o mercado pode subir, pergunta importante em vários aspectos e de difícil resposta em um mercado climático. De forma mais pragmática podemos dizer que colocar uma posição vendida (descoberta) é perigoso neste momento, mas vender seus cafés para diminuir dívidas e cuidar da lavoura parece uma decisão acertada. Outro 'play' interessante é comprar proteções de baixas (puts = opções de venda)financiando com vendas de calls (opções de compra), já que a volatilidade implícita explodiu. Tecnicamente, o movimento de alta pode continuar, mas devemos ficar preparados para dias de fortes baixas também", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, da Archer Consulting.

O Vietnã está observando um desconto maior para seus cafés, em relação ao terminal de Londres, de acordo com avaliação da empresa Volcafé. Segundo a companhia, a venda dos grãos para embarque em março e abril teve, ao longo da última semana, um desconto de 40 dólares por tonelada, contra 20 dólares da semana de 10 a 15 de fevereiro. De acordo com fontes de Ho Chi Min, o rally dos últimos dias fez com que os descontos se ampliassem naturalmente. No mercado interno vietnamita, os preços tiveram um incremento médio de 6,8% ao longo da última semana.

As exportações brasileiras no mês de fevereiro, até o dia20, totalizaram 1.374.582 sacas de café, alta de 21,17% em relação às 1.134.393 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque ficaram estáveis em 2.626.303 sacas.

Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência179,35, 179,50, 179,90-180,00, 180,50, 181,00, 181,50, 182,00, 182,50, 183,00,183,50-183,60, 184,00, 184,50 e 184,90 centavos de dólar, com o suporte em169,70, 169,50, 169,00, 168,50, 168,30, 168,00, 167,50, 167,00, 166,50, 166,00,165,50, 165,00, 164,50, 164,00, 163,50, 163,00, 162,05, 162,00, 161,50, 161,00,160,50 e 160,10-160,00 centavos.




Londres amplia ganhos e volta a ficar acima dos 2 mil dólares
Data: 24/02/2014

Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta segunda-feira com bons ganhos, permitindo que aposição maio conseguisse voltar a gravitar proximamente do nível psicológico de2.000 dólares. Mais uma vez, especuladores e fundos se mostraram bons compradores e seguiram o comportamento dos arábicas em Nova Iorque, com as cotações apresentando, assim, uma evolução constante.


De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado pela continuidade de aquisições, ainda na esteira das incertezas sobre os prejuízos causados pelo clima na safra brasileira, cuja colheita se inicia em abril ou maio. Os robustas se beneficiam de uma possível quebra mais incisiva do maior provedor mundial do grão, já que, assim como ocorreu nas últimas temporadas, quando a disponibilidade se mostrava bastante restrita para os arábicas, os compradores terão de fazer a opção por modificar seus blends e aumentar a aquisição de robustas.

"Tivemos uma sessão bastante volátil e o maio variou mais de 100 dólares. Na parte da manhã, chegamos a ter algumas tentativas de vendas, sem sucesso, no entanto. Com isso, se abriu espaço para que as aquisições especulativas continuassem e chegamos a tocar a máxima de 2.045dólares. Nas máximas, algumas realizações foram registradas. Com os ganhos mais efetivos, o Vietnã tem registrado um aumento nos descontos, que teriam passado de20 para 40 dólares num prazo de apenas uma semana", disse um trader.

O março teve uma movimentação ao longo do dia de 2,62 mil contratos, contra 13,0 mil do maio. O spread entre as posições março e maio ficou em 21 dólares.

No encerramento do dia, o março teve alta de 43 dólares, com2.024 dólares por tonelada, com o maio tendo valorização de 48 dólares, para o nível de 2.003 dólares por tonelada.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Early Ag Weather Watch - Feb 24

EARLY LOOK WEATHER REPORT

NATIONAL TEMPERATURE/RAINFALL EXTREMES:
HIGH SUN...89 AT DRYDEN TX
LOW  SUN...8 BELOW ZERO AT FERGUS FALLS MN AND FOSSTON MN
24 HOUR RAINFALL ENDING AT 06:00 PM CT...DAYTONA BEACH FL 0.98 INCH

US OUTLOOK AND MODEL DISCUSSION:

The US and European models are in fair to good agreement during the next 5
days, fair agreement during days 6-10. I am using a compromise between the
models as it concerns the 6-10 day period. The main problem area during the
6-10 day period is in how much trough moves across the southern plains and
lower Miss river valley and how fast this trough may move. The US model is
somewhat deeper and slower moving with this trough and therefore has more
precipitation associated with it. In either case the short range maps feature
extreme cold and only light or locally moderate precipitation chances. Also in
either case there is some chance for precipitation and less cold for the
southeast plains, the lower Miss and the Ohio river valleys during the 6-10 day
period. In the case of the US model this chance may also include the southwest
plains region as well. The high latitude blocking ridge was shown over Alaska
last evening. The long range maps, days 8-10, show this ridge west of Alaska.
The strong jet stream dips fairly far to the south early in the ten day period.
Later in the period the jet stream is somewhat split with one branch moving
west to east over the northern US and a second jet stream moving across the
southern plains and the Delta before merging with the northern branch over the
northeast US region.

MAJOR WORLD HIGHLIGHTS/IMPACT:

SOUTH AMERICA: The upper level ridge is over east-central Brazil and in the
Atlantic today. Troughs are west of central Chile and over southeast Argentina.
The forecast shows the ridge remaining mostly in place through the middle of
this week. The Chile trough and the Argentina trough gradually merge over
southern Brazil later in the week. This causes an eastward shift to the ridge
center this weekend and early next week. This may allow some shower activity to
reach into the drought areas of Minas Gerais but this is somewhat uncertain.

ARGENTINA: A drying trend is expected during this week. This will favor
developing crops, after recent heavy rains. Cool weather early this week gives
way to warmer weather late in the week.

BRAZIL SOYBEANS/CORN: Heavy thunderstorms during the weekend for portions of
Mato Grosso and Parana likely means local flooding and delays to field work.
This may include harvest delays for soybeans and first crop corn and delays to
planting of second crop corn. Soil moisture for filling crops is adequate to
surplus at this time.

BRAZIL COFFEE, CITRUS, SUGARCANE AREAS: The drought pattern is expected to
continue for Minas Gerais crop areas for much of this week. There appears to be
at least some chance for increasing shower activity during the weekend and
early next week. If verified this would help ease stress to crops but there is
some uncertainty in this outlook. There appears to be a somewhat better chance
for needed rains to occur in Sao Paulo crop areas next weekend and early next
week.

CENTRAL/SOUTH PLAINS: A return to colder weather is expected in the north and
east U.S. during this week. This appears to be mostly outside of the plains
wheat belt but it will bear watching.

MIDWEST: Extreme cold returns to the region, departures from normal at least 15
to 25 degrees below normal...possibly colder. Soft Red Winter wheat is somewhat
at risk since the recent warm spell has melted protective snow cover. Extreme
cold will again dramatically increase the usage of Natural Gas for heating. No
major transportation delays due to weather during the next 5 days.

SOUTH AFRICA: Scattered weekend showers will help to maintain favorable
conditions for filling maize and sugarcane crops in the region.

CHINA: Moderate to locally heavy snow and rain has occurred through central and
southern winter wheat areas of eastern China and through most winter rapeseed
areas during February. This will help to replenish soil moisture and it will
favor crops when they break dormancy in the spring. Snow to the north was not
as heavy but still fairly significant for this time of the year. Snow and ice
and to a lesser extent rain will have delayed transportation somewhat. The
weather pattern currently favors additional chances for snow or rain through
the Yangtze river valley and the southern part of the North China Plain.

EXPANDED SUMMARIES/FORECASTS:

Midwest corn, soybean and winter wheat

Summary...

WEST: Mostly dry during the weekend period. Temperatures averaged near to below
normal Saturday, below to well below normal Sunday.

EAST: Scattered light precipitation, mostly 0.25 inch or less, occurred from
parts of central Illinois eastward during the weekend period. Little elsewhere
in the region during the weekend. Temperatures averaged above to well above
normal south and near to below normal north Saturday, below normal Sunday.

Forecast....

WEST: Chance for snow or snow squalls through northwest and central areas
during today or during tonight. Mostly dry tomorrow and Wednesday. Temperatures
average below or much below normal today, much below normal tomorrow and
Wednesday.
Mostly dry Thursday. Chance for snow or snow showers through western and
southern areas during Friday and Saturday. Temperatures average well below
normal during this period.

EAST: Mostly dry today. Chance for light snow or snow squalls tonight. Drier
again Tuesday and Wednesday. Temperatures average well below normal during this
period.
Mostly dry Thursday. Chance for light snow or snow showers during Friday and
Saturday. Temperatures average well below normal.

6-10 Day Outlook: Temperatures are expected to average below to much below
normal during this period. Precipitation should average near to above normal
through the Ohio river valley, near to below normal elsewhere in the region.

Central/Southern Plains (Winter Wheat)

Summary: Light to locally moderate precipitation, 0.10-0.35 inch, occurred in
southwest Nebraska during the weekend period. Little elsewhere in the region.
Temperatures averaged above to well above normal south and near to below normal
north Saturday, below normal north and central areas and near to above normal
south Sunday.

Forecast: Mostly dry today. Chance for showers in the southeast areas tonight
which may become somewhat heavier during Tuesday. Drier in the area again
Wednesday. Snow showers and some light snow may occurred in northwest and
west-central areas Tuesday. Dry Wednesday. Temperatures average below normal
during this period.
Dry or with only a little light precipitation, favoring northwest, central
and southeast areas, during Thursday through Saturday. Temperatures average
below normal north and near to above normal south Thursday and Friday, below
normal Saturday.

6-10 Day Outlook...Temperatures are expected to average below or well below
normal north, below to near normal south, during this period. Precipitation
averages near to above normal through southeast locations, near to below normal
through north and southwest areas.

Brazil (Corn, Soybeans, Citrus, Coffee, Sugarcane)

Summary...

Rio Grande do Sul and Parana: Scattered showers and thunderstorms, 0.30-1.50
inches (8-38 mm) and locally heavier, occurred through Parana, Santa Catarina
and southeast areas of RGDS during the weekend period. Dry or with only a few
light showers elsewhere in RGDS during the weekend. Temperatures averaged near
to below normal Saturday, below normal Sunday.

Mato Grosso, MGDS and Goias: Heavy thunderstorms, 1.00-2.50 inches (25-65 mm)
and locally heavier, occurred in Mato Grosso, western Goias and southern MGDS
during the weekend period. Little elsewhere in MGDS or in eastern Goias during
this time. Temperatures averaged below normal, except it was warmer in eastern
Goias.

Sao Paulo/Minas Gerais: Scattered to widely scattered showers, 0.12-0.60 inch
(3-15 mm), were reported in eastern Sao Paulo and in Minas Gerais during the
weekend period. A few heavier thundershowers occurred in western Sao Paulo
during the weekend. Temperatures averaged near to below normal west, above
normal east.

Forecast...

Rio Grande do Sul, Parana, MGDS: Dry or with only a few light showers in the
northern areas today. Scattered showers and thundershowers redevelop in RGDS
and southern Parana during Tuesday and Wednesday. Temperatures average below
normal today, near to below normal Tuesday and Wednesday.
Scattered moderate to locally heavy showers and thunderstorms from northwest
RGDS to Parana during Thursday. Showers and thundershowers from Parana to MGDS
during Friday. Drier Saturday. Temperatures average near to below normal
Thursday, below normal Friday and Saturday.

Sao Paulo/Minas Gerais: Scattered light to locally moderate showers and
thundershowers will tend to favor Sao Paulo during today and tonight. Mostly
dry or with only a few isolated light showers during Tuesday. Dry Wednesday.
Temperatures average near to below normal west and above normal east today,
near to above normal Tuesday, above normal Wednesday.
Mostly dry or with only a few light showers during Thursday. Scattered
showers and thundershowers may occur through western and southern Sao Paulo
during Friday, continued dry or with only a few light showers elsewhere in the
region Friday. Chance for scattered to widely scattered light and locally
moderate showers during the weekend. Temperatures average above normal Thursday
and Friday, near to below normal west and above normal east during the weekend.


Argentina (Corn, Soybean, Wheat)

Summary...Cordoba, Sante Fe, Buenos Aires, La Pampa.

Scattered showers and thundershowers, 0.25-1.00 inch (6-25 mm) and locally
heavier, occurred in Cordoba during the weekend period. A few light showers
with locally heavier in Sante Fe. Drier elsewhere in the region during the
weekend. Satellite pictures show showers and thundershowers over northern La
Pampa and southwest Buenos Aires at this hour. Temperatures averaged near
normal southwest, below normal elsewhere in the region.

Forecast...

Isolated to widely scattered thundershowers are possible in the region
today. Mostly dry during Tuesday and Wednesday. Temperatures average near to
below normal during this period.
Mostly dry Thursday. Dry or with only a few light showers in southern areas
during Friday and Saturday. Temperatures trend warmer during this period.

Joel Burgio

CHUVAS ATÉ FIM DO VERÃO NÃO VÃO ELEVAR UMIDADE A NIVEIS CONFORTÁVEIS
O verão termina no Brasil na segunda metade de março e vai chegar ao final com
chuvas abaixo da média e temperaturas acima do normal nas regiões produtoras
de café. Embora a previsão até o fim de fevereiro e em todo o mês de março
seja de normalização nas chuvas, elas não vão ser suficientes para repor
reservatórios e muito menos para elevar os níveis da umidade do solo acima de
80%, o que seria o nível confortável para a cafeicultura. Ou seja, a falta de
chuvas de janeiro e fevereiro trouxe perdas irreparáveis para a cafeicultura
que a normalização das precipitações de agora até o final de março não
será capaz de recuperar. A avaliação é do agrometeorologista da Somar
Meteorologia, Marco Antônio dos Santos.
    Assim como no final de semana passado, este final de semana agora será de
chuvas no cinturão cafeeiro, entre 20 e 50 milímetros, incluindo São Paulo,
Minas Gerais e Espírito Santo (a Bahia já vem tendo mais chuvas). Daqui até o
fim de março teremos uma frente fria entrando por semana, comenta Marco
Antônio.
    "Não teremos mais a ausência de chuvas como em janeiro e até há pouco
tempo em fevereiro, mas também não teremos longos períodos de chuvas. Será
uma pancada de chuvas a cada sete dias, entre 20 a 50 milímetros de cada vez em
média", diz.
    É uma volta à normalidade para o período, o problema é que não serão,
portanto, prolongados períodos de chuvas abrangentes e constantes, que
poderiam repor reservatórios e recuperar de vez a umidade do solo. Isso não
vai acontecer, ressalta o agrometeorologista.

Coffee shortage may arise due to drought, climate change, rising demand, analysts say
Washington Post  -  Jia Lynn Yang  -  February 21

Don’t panic. But there could be a global coffee shortage.

Usually, during this time of year, the delicate Arabica coffee plants in the mountains of Brazil, where most of the world’s coffee comes from, are maturing. White, fragrant flowers have appeared, followed by cherrylike fruit, each containing two seeds: Arabica coffee beans, the most popular in the world.

But last month, the worst drought in decades hit Brazil’s coffee belt region, destroying crop yields and causing the price of coffee to shoot up by more than 50 percent so far this year. The drought is historic, with more than 140 cities in Brazil forced to ration water. The country’s leading newspapers reported that some neighborhoods are receiving water only every three days.

For now, retail prices for coffee are stable. Roasters typically have enough supplies to cover themselves for a few months. But if the price of the Arabica beans continues to rise, consumers could start seeing the cost of their morning coffee creep up later this year, according to Jack Scoville, a futures market analyst specializing in grains and coffee, among other commodities.

On Wednesday, the price per pound of coffee for delivery due in March reached the highest point in about 14 months, at $1.72.

Even before the drought, though, there were concerns that there would be a global coffee deficit. At the beginning of the year, a closely watched report by a commodities trading firm noted that the global coffee market could face a shortage for the first time in three years. The report predicted that coffee supplies will be about 5 million bags lower than consumption for the 2014-15 season.

The prediction was an about-face from what experts were saying at the end of last year, when there appeared to be a coffee glut. There was so much coffee last year that Arabica coffee futures fell by nearly 25 percent.

Over the long run, though, experts say that the price of coffee will rise for one simple reason: More people in developing markets like Brazil, India and China are acquiring a taste for it.

“Regardless of what happens in Brazil now . . . we will see higher prices and more competition for higher-quality coffee,” said Kim Elena Ionescu, a coffee buyer and sustainability manager for Counter Culture, the influential North Carolina-based coffee roasting company.

Ionescu said that it used to be that the developing world made coffee and the developed world drank it. But now, countries like Brazil, which traditionally only produced coffee, are starting to consume it, too.

“More people are drinking coffee,” said Ionescu. “And more people are drinking better coffee.” She added that coffee production is hard to mechanize, and so it’s likely that demand will continue to outstrip supply.

On top of that, there are concerns that climate change could damage supplies, as well, with some pointing to Brazil’s drought as evidence of the more extreme weather becoming the norm.

“What we are really seeing as a company as we look 10, 20, 30 years down the road – if conditions continue as they are – is a potentially significant risk to our supply chain, which is the Arabica coffee bean,” said Jim Hanna, Starbucks’ head of sustainability, in an interview with the Guardian in 2011.

And for those who like sugar with their coffee, the drought in Brazil, which is also the world’s biggest producer of sugar, is disrupting plans for harvesting sugar cane. Futures prices for sugar are at nearly the highest level in two months.


Café tem dia estável na ICE, mas fecha semana com alta de 19%

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram uma sexta-feira de caráter consolidativo, com as fortes oscilações verificadas ao longo dos últimos pregões dando lugar para preços flutuando em intervalos mais modestos, sem o rompimento de suportes ou resistências mais significativas. Ao longo de boa parte da sessão, o maio flutuou proximamente do patamar de 170,00 centavos, que é um referencial importante. Ao se posicionar nesse nível também é possível se fazer uma leitura de que o mercado continua a se mostrar sustentado. Ao longo da semana, o contrato de maio apresentou uma alta de expressivos 19,11%. O mercado continua focado na questão climática brasileira. Os mais recentes boletins meteorológicos apontam que o final de semana continuará apresentando temperaturas muito altas no cinturão cafeeiro do Brasil e as tão esperadas chuvas ainda não virão. Elas poderão ser esparsas, mas em níveis muito fracos para reverter o déficit hídrico atual. Na esteira desse "temor climático", algumas entidades já falam claramente em quebra de safra. O Instituto de Economia Agrícola, órgão respeitado no segmento café brasileiro, avaliou que a safra do grão de São Paulo, terceiro produtor brasileiro, poderá cair até 20% na temporada 2014/2015 por conta do tempo seco e quente que atingiu o Estado desde o final de 2013. O Estado anteriormente havia previsto, em dezembro, uma colheita de 4,44 milhões de sacas, o que seria um aumento de pouco mais de 10%. No entanto, devido à irregularidade das precipitações, associada à baixa umidade relativa do ar e às elevadas temperaturas registradas, a diminuição na quantidade colhida seria da ordem de 10% a 20% nas lavouras mais antigas e de 15% a 20% naquelas de primeira safra e segunda safra. Operadores ressaltaram que começam a aparecer os primeiros números sobre prejuízos nas zonas cafeeiras do Brasil, mas a ideia mais concreta só virá quando tivermos uma normalização do clima. Para esses operadores, o certo é que o mercado está muito apreensivo, afinal, a propalada disponibilidade ampla já não é algo mais esperado. Pelo contrário, já se trabalha em déficit de produção para os arábicas e isso está se refletindo nos terminais.


No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição maio teve alta de 5 pontos, com 169,50 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 174,60 centavos e a mínima de 168,30 centavos, com o julho registrando baixa de 5 pontos, com 171,35 centavos por libra, com a máxima em 176,45 centavos e a mínima em 170,30 centavos. Na Euronext/Liffe, o março teve alta de 6 dólares, com 1.981 dólares por tonelada, com o maio tendo desvalorização de 4 dólares, para o nível de 1.955 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o mercado continua focado na questão climática brasileira. As chuvas não caem de forma efetiva no cinturão cafeeiro do país e os prejuízos poderão ser ainda maiores que os já esperado se o quadro não apresentar uma mudança rapidamente. O analista Gil Barabach, da consultoria Safras & Mercado, indicou que as tradings internacionais falavam, há algum tempo, numa produção brasileira de 60 milhões de sacas, número que hoje já está descartado. Segundo ele, alguns levantamentos indicam quebra de 10 milhões de sacas, o que derrubaria a produção para 50 milhões, o que não geraria excedente e limitaria o saldo exportável, já que o Brasil tem um consumo interno forte. O analista questiona o que ocorreria se o Brasil nem sequer conseguisse produzir 50 milhões e ressalta que em tal cenário os estoques teriam de ser utilizados. E conclui lembrando que estoques em queda refletem nas altas das cotações.

"O mercado teve um dia consolidativo, mas com a manutenção de intervalos muito interessantes de preço. A julgar pelos boletins mais recentes das empresas de meteorologia, a tendência é que continuemos a operar focados no clima e a tendência é de que poucas chuvas deverão atingir o centro-sul brasileiro, ao menos no curto prazo. A expectativa, portanto, é de que a emoção deve continuar nos terminais", disse um trader.

A produção de café na Índia deverá ter uma queda de mais de 10%, indo para 311,5 mil toneladas, no ano safra cujo início se deu em outubro passado, indicou o Escritório de Café da Índia. De acordo com a entidade, a revisão para baixo da produção do país se deu por conta das fortes chuvas que atingiram o sul do Estado de Karnataka, maior produtor do país. Ainda de acordo com o Escritório, os preços dos grãos locais vêm apresentando alta nos mais recentes leilões realizados, por conta da valorização do café nos mercados internacionais.;

As exportações brasileiras no mês de fevereiro, até o dia 20, totalizaram 1.374.582 sacas de café, alta de 21,17% em relação às 1.134.393 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 4.992 sacas, indo para 2.626.303 sacas.

Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência em 174,60, 175,00, 175,50, 176,00, 176,50, 177,00, 177,50, 178,00, 178,50, 179,00, 179,50, 179,90-180,00 e 180,50 centavos de dólar, com o suporte em 168,30,168,00, 167,50, 167,00, 166,50, 166,00, 165,50, 165,00, 164,50, 164,00, 163,50, 163,00, 162,05, 162,00, 161,50, 161,00, 160,50 e 160,10-160,00 centavos.




Londres tem sessão tranquila e fecha com poucas oscilações

Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta sexta-feira com oscilações modestas, em uma sessão tranquila e bem menos intensa que as verificadas ao longo da semana nessa casa de comercialização britânica. Ao contrário do que ocorreu na quinta-feira, a posição maio não rompeu o nível de 2.000 dólares, entretanto, conseguiu se manter dentro de um intervalo básico, acima dos 1.950 dólares. As rolagens de posições, principalmente entre março e maio, continuaram a ser ativas.


De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por compras especulativas, que permitiram ao maio tocar a máxima de 1.988 dólares. Entretanto, nesse nível foram registradas ligeiras realizações e os ganhos desaceleraram. A sessão teve um volume de negócios bem menos efetivo que ao longo do decorrer da semana, se revestindo de um caráter consolidativo.

"As origens, mais uma vez, se mostraram contidas. Alguns players avaliam que elas poderão ser mais agressivas acima dos 2.000dólares, que, se puxarmos pela memória, era um referencial importante para os vendedores há alguns meses. O mercado continua a viver um clima de expectativa, já que ainda não é possível dimensionar a quebra de safra no Brasil e os efeitos que ela terá sobre a disponibilidade global do grão!, disse um trader.

O março teve uma movimentação ao longo do dia de 2,44 mil contratos, contra 9,71 mil do maio. O spread entre as posições março e maio ficou em 26 dólares.

No encerramento do dia, o março teve alta de 6 dólares, com1.981 dólares por tonelada, com o maio tendo desvalorização de 4 dólares, para o nível de 1.955 dólares por tonelada.


Vietnamese Coffee Could Benefit as Arabica Prices Leap
WSJ - Isabella Steger

  Soaring coffee prices could mean increased interest in the cheaper robusta beans, grown mainly in
Vietnam.
  Coffee prices have risen 55% this year thanks to concerns over unusually dry weather in Brazil,
the top-grower and exporter of higher quality arabica coffee beans. Arabica coffee, used by coffee
chains like Starbucks, hit a 16-month high last week.
  That has widened the spread between arabica and cheaper robusta beans, a more bitter bean used
mostly in instant coffee, to their highest level since January 2013, according to Rabobank analysts.

  "[W]ith arabica prices spiking, more robusta may be incorporated into blends, lifting the demand
outlook and supporting prices," said the bank in a note.
  But robusta prices have also rallied this year, jumping more than 20% so far in 2014 as Vietnamese
sellers have kept exports tight due to low prices.
Robusta prices gained 9% last week while arabica finished the week up over 20%.
  "There has been so much volatility [in price] between the two in the last few years with spreads
moving up and down," said Kona Haque, a London-based commodities analyst at Macquarie. "Most [coffee
roasters] must have some inbuilt flexibility to switch between the beans a little bit more."
  Tran Duc Tho, chief executive of Duc Nguyen Coffee Co. in Dak Lak province in Vietnam, said the
price of domestic coffee has risen significantly in February, encouraging local farmers to sell part
of their output, though farmers are expecting prices to go up even further.
  But robusta may not be so easy to come by for roasters, said Ms. Haque, as the "remarkable
discipline" shown by Vietnamese farmers means stocks in NYSE Liffe warehouses of robusta have been
"falling like crazy."
  Supply could also come under further pressure speculation mounts over whether the weather pattern
known as El Niño could return this year. El Niño, which is associated with unusually dry
conditions in Asia, could hit Indonesia's robusta crop, said Vanessa Tan, an analyst at Phillip
Futures in Singapore.
Cocoa prices this year are already climbing due to the possibility of El Niño.
Indonesia is the world's third-biggest producer of robusta beans.
  Not all roasters that supply coffee chains will be making the switch, however. Rachel Hamburger,
chief executive of Portofino Coffee Ltd., one of Israel's largest coffee roasters, said she doesn't
think "serious companies will switch to robusta because of the price." If arabica prices continue to
rise, she may consider switching the source of her beans from Colombia to cheaper varieties from
Honduras or Costa Rica, she added.