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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

ICE mantem sequencia de negativa, amplia perdas e se aproxima dos 105,00 centavos
  
  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira ampliando ainda mais as perdas recentes e com a posição dezembro tocando em novas mínimas em mais de 55 meses. Assim como verificado nas duas últimas semanas, o mercado esteve voltado para as liquidações especulativas, sendo que, pouco a pouco, níveis básicos e até suportes vão sendo rompidos.

Nesta quinta, apesar de algumas retrações mais efetivas, o patamar psicológico de 105,00 centavos foi preservado, no entanto, a maior parte dos players avalia que esse nível pode ser testado e deixado de lado ainda nesta sexta-feira ou no curtíssimo prazo, uma vez que os compradores continuam a se mostrar reticentes, não dando oportunidade para que algumas correções básicas possam ser verificadas. Pouco a pouco, o mercado registra um aumento nas rolagens de posições, notadamente entre dezembro e março.

Operadores ressaltaram os números divulgados pela Organização Internacional do Café sobre as exportações globais, ao ressaltar que o mercado continua a demonstrar um quadro de boa disponibilidade do grão, algo que é o suporte para os baixistas atuais. Segundo essa entidade internacional, o Brasil foi um dos casos mais emblemáticos, tendo ampliado sua comercialização do grão ao longo de setembro, ao remeter 2,563 milhões de sacas ao exterior, 13,3% a mais que o registrado no mesmo mês do ano anterior. Num período de 12 meses encerrado no dia 30 de setembro, o país registrou um aumento de 7,2% em seus embarques cafeeiros, tendo colocado no mercado um volume de expressivas 30,95 milhões de sacas de verde. Ainda de acordo com a Organização, as exportações globais de café - incluindo países membros e não membros da entidade - somaram 7,845 milhões de sacas no mês passado, queda de 4,64% na comparação com setembro de 2012. No acumulado em 12 meses, os embarques somaram 110,174 milhões de sacas de outubro de 2012 a setembro de 2013, o que representa alta de 2,3% na comparação com igual período anterior.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição dezembro teve baixa de 145 pontos, com 105,40 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 107,30 centavos e a mínima de 105,25 centavos, com o março registrando desvalorização de 140 pontos, com 108,55 centavos por libra, com a máxima em 110,40 centavos e a mínima em 108,40 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro teve queda de 28 dólares, com 1.460 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 27 dólares, para o nível de 1.482 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por vendas especulativas, numa continuidade do cenário de pressão observado no segmento cafeeiro, seja para os grãos arábicas como para os robustas. Auxiliando ainda mais nesse cenário baixista, o segmento externo teve uma quinta-feira também pressionada. O dólar apresentou valorização em relação a uma cesta de moedas internacionais. Apenas em relação ao real brasileiro, a moeda norte-americana avançou mais de 1,7%. Diante desse cenário, os vendedores dessa origem se sentiram estimulados em ampliar suas liquidações, vendendo em dólar e conseguindo obter algum lucro na moeda nativa. A maior parte das commodities fechou os negócios desta quinta com retração.

"Estamos em queda constante, cumprindo praticamente o 13º dia de retração consecutiva, se levarmos em conta a última quarta-feira, quando apenas o primeiro contrato esteve no lado negativo. É um cenário pouco animador. Os preços vão se dilapidando, pouco a pouco, e em breve poderemos nos aproximar do nível de 100,00 centavos, que era um cenário esperado apenas pelos mais pessimistas. Com a sombra da disponibilidade ampla, no entanto, essa possibilidade passa a ser considerada cada vez mais", disse um trader.

As remessas de café robusta de Camarões para o exterior caíram pela metade nos dez primeiros meses da temporada 2012/2013, na comparação com o mesmo período do ciclo anterior, informou Conselho Nacional de Cacau e Café dessa nação africana. De dezembro a setembro, Camarões vendeu ao exterior 14.224 toneladas de grãos robusta, recuo de 54,61% ante as 31.340 toneladas do acumulado da temporada anterior. O ciclo de robusta de Camarões se estende oficialmente de dezembro a novembro. Apenas 687 toneladas foram exportadas em setembro, menos do que as 2.858 toneladas comercializadas ao exterior em igual mês de 2012.

As exportações brasileiras no mês de outubro, até o dia 29, totalizaram 2.124.667 sacas de café, alta de 14,79% em relação às 1.850.776 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 674 sacas, indo para 2.712.325 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 34.935 lotes, com as opções tendo 3.384 calls e 2.645 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o dezembro na ICE Futures US tem resistência em 107,30, 107,50, 107,80-107,85, 108,00, 108,50, 109,00, 109,20, 109,50, 109,90-110,00, 110,50, 111,00, 111,45-111,50, 111,85, 112,00, 112,50, 113,00, 113,35, 113,50, 114,00, 114,50 e 114,70 centavos de dólar, com o suporte em 105,25, 105,10-105,00, 104,50, 104,00, 103,50, 103,00, 102,50, 102,00, 101,50, 101,00 e 100,50 centavos.




Londres se retrai e bate em menor nível desde abril de 2010
   
  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe voltaram a apresentar quedas nesta quinta-feira e a posição janeiro não conseguiu se sustentar acima do nível psicológico de 1.500 dólares. Ao longo do dia, o segundo contrato tocou a mínima de 1.482 dólares, menor nível de cotação desde abril de 2010. As rolagens de posições, notadamente entre novembro e janeiro, continuam a ser observadas na bolsa londrina.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por vendas especulativas, sendo que várias delas seguiram a tendência negativa dos mercados externos. O dólar subiu em relação a várias moedas globais, o que estimulou algumas vendas mais efetivas em mercados de commodities, incluindo o já sobrevendido café. Adicionalmente, o mercado mantém sua saga baixista, amparada, principalmente, em mais uma safra gigante do Vietnã.

"Até que conseguimos equilibrar os preços nos últimos dias, mas nesta quinta-feira a tendência baixista voltou a prevalecer para o café. Depois de uma abertura com ligeiros ganhos, rapidamente verificamos retrações e o nível de 1.500 dólares foi facilmente ultrapassado, sendo que finalizamos os negócios no menor patamar do dia, o que ilustra o cenário negativo do pregão", disse um trader.

O novembro teve uma movimentação ao longo do dia de 1,59 mil contratos, contra 7,83 mil do janeiro. O spread entre as posições novembro e janeiro ficou em 22 dólares. No encerramento do dia, o novembro teve queda de 28 dólares, com 1.460 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 27 dólares, para o nível de 1.482 dólares por tonelada.


COMMODITIES-Precious, base metals lead losses as dollar firms
Marina Lopes - Reuters
Thu Oct 31, 2013 10:37pm GMT

* Silver sees largest daily loss in 6 weeks
    * Corn sets 3-year low on expectations of a record harvest
    * Coffee hits fresh 4-1/2 year low on increase in supplies

    NEW YORK, Oct 31 - Base and precious metals led
commodities lower on Thursday, with silver down 5 percent in its
worst daily performance in six weeks, as the dollar gained and
investors squared their books ahead of the month's end.
    A sharp rise in the dollar index broadly pressured
commodities after data showed business activity in the U.S.
Midwest surged past expectations in October, countering recent
evidence of soft economic growth.
    That came after the Federal Reserve on Wednesday dropped a
reference to tightening financial conditions in its post-meeting
statement, bolstering views that the U.S. central bank could
roll back stimulus sooner than many expected.
    In recent weeks, investors expected tapering of the stimulus
would not start until March 2014.   
    Arabica coffee fell to a 4-1/2 year low on
expectations of a bumper harvest in top-grower Brazil and
notched its biggest monthly drop since November last year.
    The oversupplied market has lost ground every month this
year except for January and September.
    In grains, corn futures prices sank to a three-year
low and finished October down 3 percent, while soybean futures
also fell, on predictions of further increases to a
potentially record-high crop.
    Brent crude futures dropped more than $1 a barrel, reversing
the previous session's gains, as traders booked profits and
turned their focus to the end of the U.S. refinery maintenance
season, which is expected to boost demand for U.S. crude. ]
    The Thomson Reuters/Core Commodity CRB index,
closed down 0.77 percent, weighed by losses in 15 of the 19
commodities it tracks.
    U.S. equities ended the day lower, but posted gains for
October.
    The euro headed for its biggest one-day drop against the
dollar in more than six months as a sharp decline in euro-zone
inflation and record high unemployment stoked speculation that
the European Central Bank may ease further.
    "We are seeing some liquidation (in precious metals) on the
dollar rise and higher Treasury yields. Uncertainty in the
equities market is also prompting some gold investors to take
profits at the end of the month," said Tom Power, senior
commodity broker at RJO Futures.
   
    METALS DOWN
    Silver and gold were the weakest performing commodities on
Thursday as data showed business activity in the U.S. Midwest
surged past expectations in October, countering recent evidence
of soft economic growth. 
    For the month, gold ended October just 0.2 percent lower,
its decline limited by economic uncertainty over a partial U.S.
government shutdown and Washington's delay in raising the U.S.
debt ceiling.
    Copper was hit by selling after the Fed's policy outlook was
less dovish than some had expected, while growing supply and
weak demand also weighed on the outlook for the metal.
    Benchmark copper on the London Metal Exchange closed
at $7,250 a tonne, down from a close of $7,289 on Wednesday
    Copper has traded in a $7,000-$7,420 range since early
August due to swelling supply and slower demand growth in China
and is on track to post its first monthly fall since June.
    
    CORN HITS 3-YEAR LOW    
    U.S. corn futures slumped to their lowest levels in more
than three years as the large harvest under way in the United
States overshadowed blockbuster export sales.
    An influx of grain from the advancing harvest was expected
to replenish crop inventories that were drained by strong demand
following a historic U.S. drought last year.
    Soybean futures also fell under harvest pressure, with some
traders expecting the U.S. Department of Agriculture to increase
its crop estimates in a monthly production report on Nov. 8.
    The corn crop is already estimated to be record-sized and
the soy crop the fourth largest in history.
    "Everybody's expecting big numbers and they'll probably get
them," Jack Scoville, president of Price Futures Group, said
about USDA production estimates.
    Chicago Board of Trade December corn futures closed down 2
cents, or 0.5 percent, at $4.28-1/4 a bushel and hit a session
low of $4.27, below a three-year low of $4.28-1/4 reached on
Tuesday. The contract lost 3 percent during the month.

    COFFEE SINKS
    Arabica coffee on ICE touched a four-and-a-half year low,
falling for the 13th straight day on a wave of automatic sell
orders as a lack of any new fundamentals kept the over-supplied
market's bearish tone intact.
    Arabica futures ended October down 7.3 percent, the spot
contract's weakest monthly performance since November 2012 as
the market maintained its long-term trend lower on abundant
global supplies.
    The contract has dropped nearly 27 percent in 2013 so far,
making it the second-weakest performer, next to corn, in the
commodities market.
    Favorable weather for the vital flowering phase of top
grower Brazil's coffee trees has supported expectations for a
third successive large crop.
    This, combined with the expectation for a record robusta
crop from Vietnam's current harvest and an improved yield in top
washed-arabica grower Colombia, is keeping world bean prices
under pressure.
    "We're generally pretty bearish on coffee, given you've got
booming supply from Brazil and South America generally," said
Tom Pugh of Capital Economics.
       
 Prices at 6:04 p.m. EDT (2204 GMT)     
                              LAST/      NET    PCT     YTD
                              CLOSE      CHG    CHG     CHG
US crude                     96.23    -0.15  -0.2%    4.8%
Brent crude                 108.90    -0.96  -0.9%   -2.0%
Natural gas                  3.581    0.000   0.0%    6.9%
 US gold                    1323.70   -25.60  -1.9%  -21.0%
Gold                       1322.44    -0.75   0.0%  -21.0%
US Copper                     3.30    -0.03  -0.8%   -9.6%
LME Copper                 7249.00   -41.00  -0.6%   -8.6%
Dollar                      80.231    0.454   0.6%    4.5%
CRB                        277.863   -2.153  -0.8%   -5.8%
 US corn                     428.25    -2.00  -0.5%  -38.7%
US soybeans                1280.25    -7.50  -0.6%   -9.8%
US wheat                    667.50    -7.50  -1.1%  -14.2%
 US Coffee                   105.40    -1.45  -1.4%  -26.7%
US Cocoa                   2677.00    17.00   0.6%   19.7%
US Sugar                     18.32     0.00   0.0%   -6.1%
 US silver                   21.867                  -27.7%
US platinum                1448.40   -31.50   0.0%   -5.9%
US palladium                736.80   -12.70  -1.7%    4.8%

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Robusta Slips as Market Hovers Near More-Than-3-Year Low
Neena Rai

  Robusta coffee futures slipped in early European trading Thursday, with the
market hovering near a recent more-than-three-year low, as harvest pressure
from top producer Vietnam and weakness in New York's arabica market weighs on
prices.
  At 1100 GMT, January robusta coffee futures fell 0.3% to $1,505 a metric ton.
Oct. 29, the market hit a more-than-three-year low of $1,462 a ton.
  "We believe that coffee prices will be less sensitive to weather conditions
in Brazil now that the Brazilian 2013-14 harvest is largely complete. Weather
conditions elsewhere will also have a diffused impact on prices because
production is fragmented in the countries that start their harvest in October,"
Nitesh Shah, associate director of research at ETF Securities said.
  "With global production remaining high, we believe the current price is
justified, but we are watching a number of catalysts that could drive prices
higher," said Mr. Shah.
  Meanwhile, cocoa futures for March delivery edged higher 0.5% to GBP1,698 a
ton as harvest pressure out of top producer Ivory Coast weighs.
  "Fundamentally, prices were supported by the strong physical demand of cocoa
as reflected by grindings data from North America, Europe and Asia," Phillip
Futures said.
  The market hit a two-year high of GBP1,774 a ton Oct. 15.
  "However, we see that this support has dissipated recently due to improving
weather in Ivory Coast, the world's top grower of cocoa. Fears of supply issues
were easing as key cocoa growing regions are experiencing favorable weather
conditions which would boost the prospects of the incoming cocoa crop," added
the brokerage.
  European Union wheat futures for November delivery advanced 0.6% to EUR203 a
ton, consolidating from the previous session's losses. The previous session's
losses were fuelled by improving supply prospects for the grain, said dealers.
  "The situation appears to be easing on the supply side: India, for example,
has lowered the minimum price for wheat exports from state warehouses by 13% to
$260 per ton in a bid to kick start wheat exports again, which had come to a
standstill," said Commerzbank.
  "China is likely to be one possible buyer, in which case it would be less
reliant on U.S. wheat. Chinese demand for U.S. wheat was one of the factors
that drove up the wheat price," added the bank.
  December sugar futures slipped 0.3% to $483.80 a ton, as the market erases
all gains that supported the market near a one-year high Oct. 18. Dealers said
ample supplies of the sweetener are likely to limit price gains for now.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Café tem dia de apatia e preços estáveis na ICE Futures US
   
  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com estabilidade, em uma sessão de novidades exíguas e com o cenário focado em movimentações meramente técnicas. Os preços se movimentaram dentro de um intervalo estreito: o dezembro operou ao longo de toda a sessão num range de apenas 115 dólares. Diante desse quadro, as ações estiveram mais distantes de fatores como disponibilidade do grão ou demanda de café e estiveram mais próximas de acertos pontuais, técnicos. A verdade é que, mesmo diante de um quadro tão pouco fundamental, o café continuou a experimentar preços muito próximos das mínimas de 55 meses.

Ainda que o mercado se mostre claramente sobrevendido, não se vê fôlego no lado comprador para mudar a tendência e, diante disso, os movimentos se mostram pouco animadores e levam os negócios para um cenário preso, sem maiores lances efetivos, bem diferente do quadro que tradicionalmente foi característico do segmento café. É um mercado letárgico, lateralizado e com preços presos num range estreito. Por sua vez, diante de uma leitura de ondas, sob a ótica da teoria Elliott, na qual se tem três linhas com uma tendência e duas para a contra tendência, alguns operadores verificaram que se atingiu o nível cinco e isso poderia dar espaço para alguma correção, mas, para tanto, seria importante o dezembro se aproximar dos 110,00-111,00 centavos. Algo que efetivamente não ocorreu nesta quarta-feira.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição dezembro teve baixa de 10 pontos, com 106,85 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 107,80 centavos e a mínima de 106,65 centavos, com o março registrando valorização de 5 pontos, com 109,95 centavos por libra, com a máxima em 110,75 centavos e a mínima em 109,65 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro teve alta de 2 dólares, com 1.488 dólares por tonelada, com o janeiro tendo valorização de 5 dólares, para o nível de 1.509 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi dos mais calmos para o café, sem nenhuma grande novidade para abalar os preços fracos praticados há vários e vários dias. No segmento externo, o dia foi negativo. Ainda sob o temor em relação da reunião do Federal Reserve, as bolsas de valores recuaram nos Estados Unidos, ao passo que o dólar avançou em relação a várias moedas internacionais, o que afetou segmentos de risco, como as commodities. Várias delas encerraram o pregão no lado negativo da escala.

"Temos um cenário externo de pouca mudança para o café e mercados locais, como o do Brasil, continuam a se mostrar arredios. Existe pouca liquidez, os produtores não se sentem estimulados em praticamente 'entregar' o café, já que os custos são muito mais altos e não se vê muitas esperanças de que o cenário mude. Até agora o programa do governo não surtiu efeito, mesmo com 3 milhões de sacas envolvidas em opções, e, assim, muitos cafeicultores se mostram desesperançados com a atividade", disse um trader.

O Federal Reserve (equivalente ao Banco Central dos Estados Unidos) decidiu, nesta quarta-feira, manter inalterado seu programa de estímulos monetários, em 85 bilhões de dólares mensais. Em nota, o Federal Open Market Committee (Fomc, equivalente ao Copom brasileiro), afirmou ver uma melhora na atividade econômica e nas condições do mercado de trabalho desde o início do programa de estímulo. "No entanto, o comitê decidiu esperar mais evidência de que o progresso vai se sustentar antes de ajustar o ritmo de suas compras", indicou a nota do Comitê.

As exportações brasileiras no mês de outubro, até o dia 29, totalizaram 2.124.667 sacas de café, alta de 14,79% em relação às 1.850.776 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 14.148 sacas, indo para 2.711.651 sacas. Tecnicamente, o dezembro na ICE Futures US tem resistência em 107,80-107,85, 108,00, 108,50, 109,00, 109,20, 109,50, 109,90-110,00, 110,50, 111,00, 111,45-111,50, 111,85, 112,00, 112,50, 113,00, 113,35, 113,50, 114,00, 114,50 e 114,70 centavos de dólar, com o suporte em 106,65, 106,60-106,50, 106,00, 105,50, 105,10-105,00, 104,50, 104,00, 103,50, 103,00, 102,50, 102,00 e 101,50 centavos.




Londres: dia de pequena reação e janeiro fica acima dos US$ 1.500
   
  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quarta-feira com ligeiras altas, insuficientes, porém, para ao menos corrigir parte das fortes retrações observadas no mercado ao longo dos últimos dias. A sessão contou com um volume relativamente bom de rolagens de posições, principalmente entre novembro, janeiro e março, com a posição janeiro, ao final dos negócios, conseguindo se manter acima do nível psicológico de 1.500 dólares.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por dois momentos distintos. Inicialmente, o janeiro buscou, mais uma vez, se posicionar abaixo do nível psicológico e chegou a tocar o patamar de 1.488 dólares por tonelada. No entanto, assim como já verificado na sessão passada, nas mínimas foram registradas algumas aquisições de comerciais, que deram impulso para uma recuperação, ainda que das mais modestas.

"Operamos tecnicamente. Após as muitas quedas resultantes de liquidações especulativas, o mercado parece ter encontrado um patamar de apoio, próximo dos 1.500 dólares. No entanto, alguns vendedores se mostram ainda com apetite para ofertar mais fortemente, principalmente diante de um quadro de disponibilidade quanto o atual. Não seria improvável rompermos o atual nível", disse um trader.

O novembro teve uma movimentação ao longo do dia de 4,02 mil contratos, contra 8,64 mil do janeiro. O spread entre as posições novembro e janeiro ficou em 21 dólares. No encerramento do dia, o novembro teve alta de 2 dólares, com 1.488 dólares por tonelada, com o janeiro tendo valorização de 5 dólares, para o nível de 1.509 dólares por tonelada.



Presidente do CCCMG faz discurso enfático em Poços de Caldas
   
  O presidente do Centro do Comércio de Café do Estado de Minas Gerais - CCCMG, Archimedes Coli Neto, participou, na manhã desta terça-feira (29), da abertura do 39º Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras. O evento, que está sendo realizado em Poços de Caldas, é promovido pela Fundação Procafé. Em sua rápida fala aos presentes no evento, Archimedes agradeceu o convite de participação do congresso e ressaltou que o CCCMG sempre estará presente nos trabalhos que norteiam o rumo da cafeicultura no Estado e no país. O presidente aproveitou o momento para comentar sobre a crise que assola a cafeicultura nacional. "Quero dizer em poucas palavras que não adianta lutarmos somente para termos um preço mínimo de R$400,00 por exemplo, e não conseguirmos sermos competitivos lá fora. O Brasil deixou de exportar 5 milhões de sacas no ano passado e este ano deverá também exportar um volume abaixo do esperado", disse. Archimedes foi enfático sobre as medidas governamentais adotadas nos últimos meses. "Estamos tendo boa produção graças aos senhores aqui presentes; agrônomos, engenheiros, técnicos etc. Estamos falando em custos de produção, em cortar empregados, custos de colheitas entre outras coisas, mas infelizmente o governo não faz a parte dele e é incompetente", argumenta. Ele também pontuou sobre os tropeços que o governo tem tido nos últimos anos. "Vejam que o Funrural foi julgado inconstitucional e está sendo cobrado. Tem muito dinheiro depositado em juízo. As cooperativas estão com um volume enorme de depósito em juízo que poderia estar nas mãos dos produtores. O governo não devolve o PIS/Cofins dos exportadores, dinheiro que poderia estar na comercialização do café e temos que entrar na justiça pra receber. O ICMS do Estado está demorando dois anos ou mais, o governo não devolve e quando devolve é para comprar caminhões com deságio, bancado pelo produtor", colocou. A logística brasileira também foi colocada em pauta por Archimedes. "Os portos demoram absurdo para fazer os embarques e o custo, taxas e pedágios são altos. As multinacionais nos vendem os produtos, que pagamos caro, não sabemos com absoluta certeza se teremos o resultado satisfatório, mas isto somente os senhores engenheiros, agrônomos e técnicos para poder nos dizer. Enfim, não basta só cortamos da nossa parte; o governo tem que ser mais eficiente na parte dele, como somos na nossa", disse. Ao final do discurso, Archimedes foi muito aplaudido pelo público presente e percebeu-se que muitos compartilham da mesma ideia do presidente do CCCMG.
Raw-Sugar, Arabica-Coffee Futures Bounce After Tumbles
  NEW YORK - Raw-sugar and arabica-coffee futures rebounded Wednesday after
tumbling in the previous session on robust supplies.
  Raw sugar for March delivery on ICE Futures U.S. was up 0.3% at 18.51 cents a
pound. Prices had dropped 2.4% to a four-week low Tuesday
  The contract is down 8.2% since its Oct. 18 intraday peak of 20.16 cents a
pound, hit when traders were betting that a fire at the Brazilian port of
Santos could curtail exports from the world's No. 1 sugar producer and
exporter.
  But global supplies of the sweetener are still exceeding demand. The
International Sugar Organization expects global sugar supplies to outpace
demand by 4.5 million metric tons in the 2013-14 season, which started Oct. 1.
  "As far as sugar prices are concerned, a warehouse fire at the Brazilian port
of Santos turned out to be but a 'flash in the pan,' for international supply
remains high despite the resulting export shortfall," said Commerzbank in a
note.
  Arabica-coffee futures were up slightly after hitting a new
four-and-a-half-year low Tuesday. December-delivery coffee was up 0.5% at
$1.0750 a pound.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Café tem o mais longo intervalo de baixas desde 1972
   
  As cotações do café no mercado seguem para seu pior momento em mais de quatro décadas, com as previsões de uma safra cheia no Brasil, o maior produtor mundial. De acordo com a Bloomberg, as cotações caírem novamente hoje, foi 11a queda consecutiva e o mais longo intervalo de baixas desde 1972. O registro de chuvas nesta semana reforçam as expectativas de um clima úmido e favorável para a cultura. Na Colômbia, segundo maior produtor, a umidade do solo também favorece o desenvolvimento das lavouras. A Somar Meteorologia, baseada em São Paulo, confirma que o Brasil deverá colher uma safra recorde em 2014. A Federação de Produtores de Café da Colômbia prevê que esta será a maior safra desde 2007. A produção global de café deverá exceder a demanda pela quarta safra consecutiva, de acordo com o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). ”As floradas nas lavouras brasileiras estão fazendo com que os investidores acreditem que haverá uma produção maior que a esperada”, afirmou James Cordier, da consultoria Opitonsellers.com, na Flórida, EUA. “O país ainda tem muito café estocado do ano passado e precisam tirá-lo de lá para abrir espaço para a nova safra. A produção colombiana também está muito grande”. O café Arábica para entrega em dezembro caiu para 106,95 cents depois de atingir 106,60 cents, o valor mais baixo desde março de 2009. A produção global de café, que inclui o Robusta, variedade que representa 41% da oferta, deve exceder a demanda em 4,46 milhões de sacas na safra de 2013-14. No ano passado, o excedente foi de 10 milhões de sacas, de acordo com o USDA.
Vietnam coffee price hits new 3-year low 
Shoaib-ur-Rehman Siddiqui - 29 October 2013 10:16

HANOI: Vietnam's domestic coffee prices fell to 31,000 dong ($1.47) per kg on Tuesday, the lowest since late October 2010, as the harvest of a bumper crop quickened, pushing down global robusta futures prices, traders said.

Prices in Daklak, Vietnam's top growing province, eased to 31,000-31,300 dong per kg, and are down 13 percent since the new crop year started on Oct. 1, based on provincial data.

The Liffe January contract closed down 2.5 percent on Monday at $1,500 per tonne, after touching $1,483, a contract low and the weakest level in over three years.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Café se mantém sob pressão e volta a registrar perdas na ICE Futures

  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US atingiram os menores níveis em mais de 55 meses em mais uma sessão caracterizada por liquidações de caráter especulativa. A posição dezembro chegou a operar abaixo do nível psicológico de 107,00 centavos de dólar por libra peso, sendo que nas mínimas, no entanto, foram observadas ligeiras aquisições de comerciais, o que ao menos fez com que as baixas tivessem pequena desaceleração.

O clima baixista verificado há um longo tempo na casa de comercialização norte-americana se mantém e nesta segunda-feira a predominância das ações foram de liquidações por parte de especuladores. Nos primeiros movimentos do dia, o dezembro chegou a flertar com algumas tentativas de ganhos, no entanto, o dezembro nem sequer chegou a se aproximar do nível psicológico de 110,00 centavos, abrindo, assim, espaço para novas liquidações. O cenário de disponibilidade continua sendo o fator chave para os vendedores. Acreditando em safras grandes de origens vitais, como Brasil, Vietnã e Colômbia, esses players projetam um quadro de muito café pronto a ser comercializado, sem dificuldades de aquisição. Diante disso, até medidas como o pacote de retirada de 3 milhões de sacas executado pelo governo brasileiro não tiveram impacto nos terminais.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição dezembro teve queda de 155 pontos, com 107,55 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 109,20 centavos e a mínima de 106,90 centavos, com o março registrando desvalorização de 165 pontos, com 110,65 centavos por libra, com a máxima em 112,40 centavos e a mínima em 110,05 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro teve queda de 60 dólares, com 1.499 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 38 dólares, com 1.500 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por ações técnicas e, mais uma vez, os vendedores se mostraram mais ativos e o dezembro se consolidou abaixo do nível psicológico de 110,00 centavos. Os mercados externos tiveram um dia de tranquilidade, com as bolsas de valores nos Estados Unidos subindo ligeiramente e o dólar se mantendo estável em relação a uma cesta de moedas internacionais.

"Registramos algumas perdas mais efetivas e o dezembro chegou a flutuar abaixo dos 107,00 centavos. Estamos registrando retrações sucessivas, sem que os compradores demonstrem ao menos algum fôlego para contrabalançar esse cenário negativo. A tendência é caminharmos para romper novos níveis de baixa e não parece haver fatores impeditivos. O mercado é claramente sobrevendido e continua a liquidar. Por outro lado, o cenário de disponibilidade ampla ampara os baixistas", disse um trader. "O CFTC voltou a divulgar o Commitment of Traders, mas na última sexta informou apenas as posições do dia 01 de outubro, que nada adianta para quem precisa decidir o que fazer no mercado hoje. O órgão deve atualizar as informações em alguns dias. A queda do terminal trouxe uma boa participação dos comerciais, com as torrefadoras estendendo suas compras e as origens jogando a toalha e fixando vendas. Talvez este seja o sinal de que o fundo do poço não está tão longe, muito embora haja bastante café que ainda precisa ser vendido", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, da Archer Consulting.

Uganda desenvolve uma campanha para aumentar a produção de café nas zonas de Lango e Acholi, de acordo com dados da Autoridade para o Desenvolvimento do Café de Uganda. Segundo essa entidade, a região vai ganhar um total de 100 milhões de mudas para serem distribuídas entre os produtores locais. Com isso, o país africano quer impulsionar suas exportações de café, passando das atuais 2 milhões de sacas para cerca de 4,5 milhões. As mudas serão ofertadas gratuitamente pela Autoridade e esse plano de expansão deverá ter seu início efetivo em 2014.

As exportações brasileiras no mês de outubro, até o dia 25, totalizaram 1.994.380 sacas de café, alta de 37,89% em relação às 1.446.344 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 825 sacas, indo para 2.726.574 sacas. Tecnicamente, o dezembro na ICE Futures US tem resistência em 109,20, 109,50, 109,90-110,00, 110,50, 111,00, 111,45-111,50, 111,85, 112,00, 112,50, 113,00, 113,35, 113,50, 114,00, 114,50 e 114,70 centavos de dólar, com o suporte em 106,90, 106,50, 106,00, 105,50, 105,10-105,00, 104,50, 104,00, 103,50, 103,00, 102,50, 102,00 e 101,50 centavos.




Londres mantém quedas e chega a operar abaixo dos US$ 1.500

  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe mantiveram a tendência baixista na sessão desta segunda-feira, com o janeiro chegando a flutuar abaixo do nível psicológico de 1.500 dólares na segunda metade da sessão, que foi caracterizada majoritariamente por ações de vendas especulativas, amparadas em fatores técnicos e na perspectiva de uma disponibilidade ampla do grão.

De acordo com analistas internacionais, o pregão foi marcado pela prevalência de ações vendedoras. A mínima para a segunda posição bateu em 1.483 dólares, no entanto, nesse patamar foram verificadas algumas aquisições de comerciais, que, amparados em preços tão convidativos, aproveitam para fazer algum estoque. No entanto, o fechamento do dia se deu no lado negativo, com uma retração mais forte para o novembro, pressionado por rolagens remanescentes de posições.

"Temos a perspectiva de uma ampla safra vietnamita no mercado e temos ainda um remanescente considerável de café. Temos de lembrar que a manutenção de intervalos interessantes de preços há alguns meses, como os 2 mil ou 2,1 mil dólares, se deu pela limitação de muitas vendas. Esse café agora tem de ser escoado e isso reflete diretamente nos terminais, já que muitos compradores têm a opção de buscar também os arábicas que estão cotados em patamares mínimos e oferecem opções muito interessantes para os blends", disse um trader.

O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de novembro com uma movimentação de 2,84 mil lotes, com o janeiro tendo 9,72 mil lotes negociados. O spread entre as posições novembro e janeiro ficou em 1 dólar. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição novembro teve queda de 60 dólares, com 1.499 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 38 dólares, com 1.500 dólares por tonelada.



Preço baixo do café preocupa produtores do Espírito Santo

  Em uma propriedade no interior de Alto Rio Novo, noroeste do Espírito Santo, o produtor João Maforte colheu 200 sacas de café arábica este ano. A produção ficou dentro do esperado, o problema foi na hora de vender o café. “Se for fazer todo o investimento que a lavoura precisa em adubação e correção do solo, o custo sai por R$ 170, R$ 180, enquanto estamos vendendo por R$ 165, então estamos trabalhando no prejuízo”, diz.

O baixo preço do arábica também está contribuindo para derrubar o valor do café conilon. Muitos compradores estão preferindo investir em um arábica de baixa qualidade a comprar o conilon, já que a diferença de preço entre os dois está bem mais baixa que o normal . A saca de 60 quilos do café conilon, vendida a R$ 280 no início da colheita, agora é comercializada por R$ 182. Em São Gabriel da Palha, o agricultor Altair Ferreira colheu 3 mil sacas de conilon na última safra, 20% a mais do que no ano passado, mas por causa do preço baixo, ele não obteve os lucros esperados. Andando pela lavoura é possível observar que os pés de café estão carregados, com grãos muito bem formados, sinal de safra boa o ano que vem.

O problema é que com o preço da saca tão baixo, o produtor está sem dinheiro para investir na lavoura e sem os cuidados necessários, a próxima produção, pode ficar prejudicada. Por causa do preço baixo, o estoque de café na Cooperativa de São Gabriel da Palha é alto, são mais de 500 mil sacas. O presidente Antônio de Souza Neto sugere que, quem pode, deve segurar o café e aguardar a reação do mercado.