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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Recompras na segunda metade da sessão fazem café ficar estável na ICE

  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira próximos da estabilidade, em uma sessão em que o dezembro chegou a buscar "devolver" integralmente os ganhos amealhados ao longo do pregão passado. No entanto, na segunda metade do dia, o que se observou foi um quadro de recompras e, pouco a pouco, os preços voltaram a gravitar em um patamar próximo do referencial de 120,00 centavos, sem oscilações mais efetivas.

O dia foi caracterizado por uma mobilização meramente técnica: depois de ter conseguido romper o range anterior, o dezembro conseguiu se posicionar, na quarta-feira, acima do patamar de 120,00 centavos, nesta quinta, os baixistas se arvoraram, conseguiram flutuar o contrato dentro do patamar de 117,00 centavos, mas não tiveram uma continuidade vendedora. Com isso, o resultado foi um retorno aos patamares trabalhados na sessão passada e o fechamento com quedas modestíssimas.

As ações desta semana estão focadas em características técnicas, ao passo que o mercado continua, no campo fundamental, a viver em função da especulação acerca da disponibilidade, que pode ser ampla, diante da safra forte do Brasil, da recomposição da Colômbia e também do volume alto a ser colocado nas mesas de comercialização por parte dos vietnamitas. Para muitos traders, esses montantes consideráveis conseguem compensar a quebra acentuada da América Central, que vive um ataque sem precedentes de ferrugem do colmo.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição dezembro teve queda de 20 pontos, com 120,60 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 121,05 centavos e a mínima de 117,85 centavos, com o março registrando baixa de 25 pontos, com 123,55 centavos por libra, com a máxima em 124,00 centavos e a mínima em 120,85 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro teve retração de 16 dólares, com 1.753 dólares por tonelada, com o janeiro tendo perda de 18 dólares, no nível de 1.748 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por uma movimentação técnica na bolsa norte-americana, com os fatores externos não pressionando as cotações para cima ou para baixo. O dólar não teve um comportamento mais efetivo e ficou estável em relação a uma cesta de moedas internacionais. Em confronto com o real brasileiro, o dólar teve ligeira perda ao longo do dia. As commodities não apresentaram direcionamento coordenado, com algumas, como o petróleo, tendo bons ganhos, ao passo que o ouro teve uma retração das mais consideráveis, de quase 2,5%.

"Chegamos a ter algumas realizações de lucro, mas o mercado conseguiu equacionar esse quadro e encerramos os negócios no campo da estabilidade. Os leilões de opções no Brasil saem do papel nesta sexta-feira e alguns operadores avaliam que a adesão não será total e irrestrita. Esse fato pode ocorrer diante da questão da qualidade alta exigida para os cafés participantes, algo que já ocorreu em negociações desse tipo no passado. Esse leilão pode ser um bom termômetro sobre o programa, que contempla 3 milhões de sacas", disse um trader.

Ao subir para a marca de 958 toneladas neste ano, as importações de café torrado e moído de qualidade do Brasil correspondem a 2.395 sacas por mês. O mercado nacional consome 1,75 milhão de sacas por mês. Nesse patamar, a importação ainda é insignificante e ajuda a educar o consumidor brasileiro, de acordo com o Escritório Carvalhaes. Essa empresa avalia que problema é se essas importações subirem para percentuais acima de 5% do consumo nacional, o que poderia desestabilizar o campo de oferta local.

As exportações brasileiras no mês de setembro, até o dia 10, totalizaram 368.715 sacas de café, contra 375.654 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 2.000 sacas, indo para 2.783.547 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 24.156 lotes, com as opções tendo 2.274 calls e 1.449 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o dezembro na ICE Futures US tem resistência em 121,05-121,10, 121,50, 122,00, 122,50, 122,20, 122,50, 122,75, 123,00, 123,50, 124,00, 124,50-124,60, 124,90-125,00, 125,50 e 125,90-126,00 centavos de dólar, com o suporte em 117,85, 117,50, 117,00, 116,70, 116,50, 116,00, 115,70, 115,50, 115,25, 115,10-115,00, 114,50, 114,00, 113,50, 113,00, 112,50, 112,00, 111,50, 111,00, 110,50, 110,10-110,00, 109,50 e 109,00 centavos.




Café em Londres reverte grande parte dos ganhos da sessão anterior

  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quinta-feira com quedas, em uma sessão na qual praticamente todos os ganhos da quarta-feira foram devolvidos e, mais uma vez, a posição novembro passou a flutuar em um nível próximo do patamar de 1.750 dólares. O volume negociado foi apenas modesto, dentro da média recente da bolsa britânica.

Se na quarta-feira as ações de arbitragem contra Nova Iorque deram alguma suporte para valorizações em Londres, nesta quinta o quadro foi o oposto. Analistas internacionais ressaltaram que o mercado se concentrou em um viés técnico e que, diante de uma nova retração dos arábica do outro lado do Atlântico, voltou a experimentar perdas, ainda que mantendo o quadro anterior.

"Foi uma sessão de mudanças pouco efetivas. Continuamos embalados em uma tendência técnica e não verificamos mudanças mais efetivas nas cotações. Os ganhos anteriores foram anulados e parece que o novembro se mostra confortável em flutuar próximo do nível de 1.750 dólares, dentro de um range informal que vem sendo 'trabalhado' há semanas", disse um trader.

O novembro teve uma movimentação ao longo do dia de 5,42 mil contratos, contra 1,44 mil do janeiro. O spread entre as posições novembro e janeiro ficou em 5 dólares. No encerramento do dia, o novembro teve retração de 16 dólares, com 1.753 dólares por tonelada, com o janeiro tendo perda de 18 dólares, no nível de 1.748 dólares por tonelada.




Cepea: Físico brasileiro de arábica tem baixa liquidez e preços cedem

  Na atual temporada, a disponibilidade de café de maior qualidade está limitada, visto que houve seca no início do ano em parte das regiões e chuvas durante a colheita. Assim, no geral, boa parte dos produtores e cooperativas que optar por participar do leilão da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), programado para amanhã, deve preparar o café, por meio de maquinação, para conseguir entregá-lo. Segundo pesquisadores do Cepea, o impacto dos leilões de opções de venda no mercado físico, ainda é incerto. Caso os leilões previstos envolvam três milhões de sacas de café arábica de alta qualidade, produtores que aderirem podem se retrair, aguardando preços acima dos R$ 343,00/saca negociar no físico. Em relação às negociações do arábica no mercado brasileiro, estas seguem lentas e os preços, em queda. O principal fator que limitou o avanço foi a forte valorização do Real frente ao dólar nos últimos dias. Nessa quarta-feira, 11, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 281,77/saca de 60 kg, baixa de 1,14% em relação à quarta anterior, 4.



Ameaça a sustentabilidade da cafeicultura no mundo

Os preços internacionais do café, que na média mensal de agosto atingiram o nível mais baixo em quatro anos, ameaçam a sustentabilidade da cafeicultura no mundo. A afirmação é do diretor executivo da Organização Internacional do Café (OIC), o brasileiro Robério Silva, que participa nesta semana da Semana Internacional do Café, em Belo Horizonte, comemorativa ao cinquentenário da instituição. Em entrevista hoje à tarde ao Broadcast, Silva afirmou que a situação é gravíssima em algumas regiões, principalmente as montanhosas, onde o custo de produção é maior, por causa da colheita manual do café. Silva disse que a OIC tem um mecanismo de “consertação”, que proporciona o diálogo entre países produtores e consumidores, visando a saber em quais níveis é possível atuar para evitar a volatilidade do mercado. Ele citou como exemplo o intercâmbio com países africanos para levar a experiência brasileira de organização do setor, como as associações e cooperativas, para criar mecanismos de financiamento que possam contribuir para o ordenamento da oferta e menor pressão sobre os preços. “Os países estão interessados em conhecer os instrumentos da política agrícola brasileira, para melhorar ordenamento do fluxo de safra”, diz ele. Em relação às divergências sobre as estatísticas relativas ao mercado cafeeiro, Silva afirmou que foi criado dentro da OIC um grupo composto pelos técnicos da instituição e principais analistas de mercado cafeeiro “para discutir as discrepâncias de números nos principais países”. Ele disse que as discussões estão avançando a passos largos. A primeira reunião foi realizada em agosto e a próxima está prevista para 30 de janeiro, a fim eliminar as discrepâncias que dão margens às especulações no mercado sobre o quadro de oferta e demanda mundial de café. O diretor da OIC citou como outra iniciativa importante o desafio feito pelas quatro maiores empresas torrefadoras do mundo (a suíça Nestlé, a norte-americana Kraft Foods, a alemã Tchibo e a holandesa Master Blenders) de ampliar a participação do mercado de cafés com certificados de sustentabilidade, dos atuais 8% para 25% em 2015. Silva disse que existe uma preocupação da OIC em relação a esta questão, tanto que já discutiu o assunto em seminário com as principais certificadoras e torrefadoras, “para que os produtores não sejam os únicos a pagar pelo custo da certificação”. Ele defende que o prêmio obtido na venda do grão seja equivalente aos investimentos, lembrando que as melhoras feitas na condução das lavouras para conseguir a certificação geram ganhos de produtividade e da qualidade do café. Na entrevista, Robério Silva destacou a preocupação da OIC com a disseminação da ferrugem que põe em risco a cafeicultura na América Central. Ele lembra que em abril deste ano visitou lavouras na Costa Rica, Guatemala, Honduras e El Salvador, quando constatou in loco os sérios prejuízos provocados pela doença. As estimativas da OIC indicam que as perdas na região na safra 2012/13 devem atingir 2,7 milhões de sacas, que representam uma queda de 17,1% em relação à anterior. A América Central (excluindo o México) produziu na safra passada 15,8 milhões de sacas de café, respondendo por cerca de 12% da produção mundial. Ele afirmou que a OIC tem dado apoio institucional aos países, na busca de recursos de instituições multilaterais para financiar as ações de controle da doença.
CAFÉ: ANALISTA DE SAFRAS DIZ QUE PROCURA PELO LEILÃO DE OPÇÕES SERÁ GRANDE

O analista de Safras & Mercado, Gil Carlos Barabach,
acredita que a procura pelo leilão de contratos de opções de café que a
Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza amanhã (13) será grande.
"Com um volume pequeno, a procura será boa, porque o produtor segurou o café
por muito tempo esperando um preço melhor", disse Barabach. Serão ofertados
10.000 contratos de opções de venda de café arábica, equivalentes a 1,00
milhão de sacas, com prêmio de abertura fixado em R$ 1,71 a saca.
    Segundo o analista, o leilão é uma alternativa interessante, pois oferece
preços maiores pelo produto, o que dá segurança de lucro ao cafeicultor. Do
total de um milhão de sacas que serão negociadas no primeiro leilão, ele se
mostra otimista e pontua: "Creio que serão negociadas todas as sacas. Se não
for o total, vai ser bem próximo disso".
    Barabach complementa que provavelmente haverá ágios, já que a procura
pelo leilão será grande. De acordo com ele, algumas cooperativas se juntaram
para atenuar o ágio dos prêmios do leilão, o que é decorrente da grande
busca pela oportunidade de negociar a commodity em março por um preço bem
maior que o atual no mercado.
    O governo ainda vai realizar mais duas etapas do leilão, com um milhão de
sacas cada. O valor de referência para as sacas com entrega em março do ano
que vem está em R$ 343,00.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Arabicas seen struggling to win back big coffee blenders
Reese Ewing

BELO HORIZONTE, Brazil, Sept 12 (Reuters) - Despite plunging arabica prices, the smoother coffee bean will struggle to regain lost market share in big roasters' blends after high prices over the past several years drove them to less expensive robusta substitutes, specialists said on Wednesday.

In the medium to long term, the prospects for cost efficient arabica producers look bright, both for milder Central American and Colombian washed beans as well as the massive body of Brazilian naturals, participants at the IV International Conference on Natural Arabicas said.

But for now, big traditional roasters such as Folgers, Maxwell House, Nescafe and others have been slow to react to the plunge in arabica prices and re-establish more arabicas into their blends, analysts and traders said.

Americans started drinking more brewed coffee made from robusta beans after arabica prices rose to $3/lb in 2011. Steaming techniques allowed blenders to strip out some of the more bitter characteristics of the robusta, which otherwise might have lost them the loyalties of taste-conscious consumers.

"Big roasters are slow to move because of concerns that customers want consistency," said analyst Ric Rhinehart at SCAA coffee marketing consultant. "They've seen no drop in consumption of their products and they're still making money."

Arabica prices have fallen more than 30 percent over the past 12 months to four-year lows, according to International Coffee Organization's composite indicator of washed and natural beans from Latin America.

After the difference between lower quality robustas and smoother arabicas grew to record levels in 2011, which prompted big mainstream roasters to introduce more inexpensive beans into their blends, that trend is moving in reverse.


BEARISH FUNDAMENTALS

Over the last year, the spread between Colombian milds and robustas have fallen from 80 U.S. cents a lb to 49 cents/lb. The spread between Brazilian naturals and benchmark robustas has also fallen from 53 cents to 23 cents, ICO data showed.

"When U.S. butter prices rose sharply and people who said they would never buy margarine switched, butter lost some of those customers forever. Some never switched back when butter prices returned to normal," said Carlos Brando, coffee consultant at P&A Marketing International.

"It will likely be that way for some blenders. Those that come back will need time and prolonged low arabica prices," Brando added.

Bearish fundamentals converging on global coffee prices may just provide such a scenario, though. Stocks of coffee in both producer and consumer countries are the highest in years.

Demand remains anemic in developed countries and will even fall in Europe, while economic growth is slowing in the emerging markets, which have been the engine for the increase in coffee drinking over the past several years.

Meanwhile, Brazil is putting out increasingly larger crops and the other two big arabica producers in Latin America - Colombia and Mexico - appear to have their coffee rust problems under control and are expected to raise output.

One of the main factors contributing to the high price of coffee up until recently has been the weakness of the dollar against the currencies in the producer countries. These scales have begun to shift as the U.S. Federal Reserve prepares to unwind its bond-buying program.

Coffee market analyst Rodrigo Costa at Archer Consulting said: "roasters have kept their buying orders scaled down on the belief that prices will fall further".

Producers in Brazil, which grows more than a third of the world's arabica, have just finished a massive 50-million-bag off-season harvest. Next year's on-season crop is due to be even bigger as rains favor flowering and fruit development.

"Some bigger roasters will eventually put out a higher quality blend to try to win market share and then other blenders may start to come back to more arabica," said Rhinehart at consultant SCAA . "But the spreads may need to come closer to par first."





Arábicas luta para reconquistar blends de café
   
Apesar da queda dos preços arábica , o grão de café mais suave vai lutar para recuperar a quota perdido de mercado em misturas grandes " torrefadores depois que os preços mais elevados dos últimos anos levou-os para substitutos robusta mais baratos, disseram especialistas na quarta-feira . No médio e longo prazo , as perspectivas para produtores de arábica de custos eficientes olhar brilhante , tanto para os mais leves cafés lavado da América Central e da Colômbia , assim como o corpo maciço de naturais brasileiros , disse participantes da IV Conferência Internacional sobre Arábicas Naturais .

Mas, por agora , as grandes torrefadoras tradicionais, como Folgers , Maxwell House, Nescafé e outros têm sido lentos para reagir à queda nos preços do arábica e restabelecer mais arábicas em seus blends , analistas e traders disseram . Os americanos começaram a beber mais café fabricado feita a partir de grãos de robusta depois que os preços arábica subiu para US $ 3/lb em 2011.

Técnicas de vapor permitiu liquidificadores para retirar algumas das características mais amargas do robusta , que de outra forma poderiam ter perdido eles a lealdade dos consumidores gosto conscientes . " Assadeiras grandes são lentos para se mover por causa de preocupações que os clientes querem consistência", disse o analista Ric Rhinehart a SCAA consultor de marketing do café. " Eles viram nenhuma queda no consumo de seus produtos e ainda estão ganhando dinheiro. " Preços arábica caíram mais de 30 por cento nos últimos 12 meses até baixos de quatro anos , de acordo com o indicador composto da Organização Internacional do Café de feijão lavado e naturais da América Latina . Depois de a diferença entre robustas de baixa qualidade e arábicas suaves cresceu para níveis recordes em 2011 , o que levou grandes torrefadoras principais introduzir feijão mais baratos em seus blends , essa tendência está se movendo no sentido inverso. Durante o ano passado , o spread entre os Suaves Colombianos e Robustas caíram de 80 centavos de dólar por libra-peso para 49 centavos / lb. O spread entre naturais brasileiros e Robustas referência também caiu de 53 centavos para 23 centavos , os dados mostraram ICO . "Quando os preços da manteiga dos EUA aumentou acentuadamente e as pessoas que disseram que nunca iria comprar comutada margarina, manteiga perdido alguns desses clientes para sempre. Alguns nunca voltou quando os preços da manteiga voltou ao normal " , disse Carlos Brando, consultor de café em P & A Marketing Internacional . " Ele provavelmente vai ser assim para alguns liquidificadores . Aqueles que voltar vai precisar de tempo prolongados e preços baixos arábica , " Brando acrescentou. Fundamentos baixistas convergentes sobre os preços mundiais do café pode apenas fornecer um cenário como esse , no entanto. Os estoques de café em ambos os países produtores e consumidores são os mais altos nos últimos anos. A demanda continua anêmico nos países desenvolvidos e até mesmo cair na Europa, enquanto o crescimento econômico está desacelerando nos mercados emergentes , que têm sido o motor para o aumento do consumo de café ao longo dos últimos anos. Enquanto isso , o Brasil está colocando para fora colheitas cada vez maiores e os outros dois grandes produtores de arábica da América Latina - Colômbia e México - parecem ter os seus problemas de ferrugem do café sob controle e são esperados para aumentar a produção . Um dos principais fatores que contribuem para o alto preço do café até recentemente tem sido a fraqueza do dólar em relação às moedas dos países produtores. Essas escalas começaram a mudar , como a Reserva Federal dos EUA se prepara para descontrair o seu programa de compra de títulos . Café analista de mercado Rodrigo Costa em Archer Consulting , disse : " torrefadores mantiveram suas ordens de compra reduzida na crença de que os preços vão cair ainda mais " . Produtores no Brasil , que cresce mais do que um terço dos arabica do mundo, acaba de terminar um safra de 50 milhões de sacas. Para a temporada do próximo ano pode ser ainda maior , pois as chuvas favorecem a floração e desenvolvimento dos frutos . " Alguns torrefadores maiores acabará por colocar para fora uma mistura de maior qualidade para tentar ganhar quota de mercado e , em seguida, outros blenders podem começar a voltar para mais arabica ", disse Rhinehart da consultoria SCAA . " Mas os spreads podem precisar de se aproximar de par em primeiro lugar. "

Brazil Forecast Damps Arabica-Coffee Rally

  NEW YORK  -  Arabica-coffee futures eased on Thursday after climbing by the
biggest percentage in more than eight months as better growing weather is
expected for top grower Brazil this month.
  Arabica coffee for delivery in December on ICE Futures U.S. was down 1.9% at
$1.1850 a pound. Prices had settled at a three-and-a-half week high in the
previous session, up 3.6% after reports of dry weather raised concerns about
the size of next season's crop.
  Brazilian forecaster Somar said Thursday that rain is likely for Brazil's
main coffee belt in the second half of the month. Brazil is the source of
around one-third of the world's coffee and growers there are currently wrapping
up their harvest, which the government estimates will be a record off-year
harvest of 47.5 million 60-kilogram bags.
  Frozen orange-juice concentrate for November was nearly unchanged at $1.35 a
pound. Raw-sugar was flat at 17.17 cents a pound.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Café tem dia de reação e consegue ficar acima dos 120,00 centavos
   
  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com bons ganhos, dando fim a uma sequência modorrenta, na qual os preços não tiveram uma orientação mais efetiva e flutuaram entre as mínimas de 49 meses e um patamar ligeiramente abaixo dos 120,00 centavos, sem esboçar reações mais consistentes. O volume negociado ao longo do dia também aumentou substancialmente.

O quadro de "falta de ânimo" por parte dos compradores, por fim, teve um revés e, ao longo do dia, várias ordens de aquisição foram emitidas e o dezembro conseguiu flutuar a maior parte do pregão acima do nível psicológico de 120,00 centavos, numa atitude claramente corretiva, diante de um mercado que continuava a ostentar sinais sobrevendidos. Operadores sustentaram que as ações do dia estiveram relacionadas, efetivamente, a aspectos técnicos, com algumas recompras básicas. Não houve nenhuma mudança efetiva no campo fundamental que pudesse dar essa nova orientação aos terminais, porém, diante de um quadro letárgico que vinha sendo registrado ao longo das últimas sessões era aguardado um contra-ataque, seja no lado vendedor ou comprador, que pudesse dar um "salto de volatilidade" ao mercado cafeeiro, que, tradicionalmente, é caracterizado por oscilações mais constantes.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição dezembro teve alta de 415 pontos, com 120,80 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 121,10 centavos e a mínima de 116,70 centavos, com o março registrando avanço de 410 pontos, com 123,80 centavos por libra, com a máxima em 124,00 centavos e a mínima em 119,80 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro teve evolução de 22 dólares, com 1.769 dólares por tonelada, com o janeiro tendo alta de 22 dólares, no nível de 1.766 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por uma abertura ainda que calma para, logo na sequência, os compradores ganharem fôlego e passar a emitir ordens de aquisição mais consistentes. Ao longo da manhã, os ganhos já foram bastante interessantes e, na segunda metade do dia, o dezembro conseguiu registrar a máxima de 121,10 centavos, melhor patamar de preços desde o dia 20 de agosto.

"O segmento externo direcionou os mercados de commodities mais para a estabilidade que para um ponto específico. Tivemos as bolsas de valores reagindo com sobriedade com a questão da Síria, que ainda está na ordem do dia de muitos operadores, ao passo que o dólar caiu em relação a várias divisas internacionais, incluindo o real brasileiro. Essa fraqueza da moeda deu alguma sustentação ao café, sendo que os ganhos mais efetivos vieram na esteira de correções que eram há muito aguardadas, dado que o mercado é caracterizado por estar sobrevendido. Foi um dia de ganhos pontuais, de avanços técnicos, mas que deu algum alento a um mercado que ainda tem um viés baixista", disse um trader.

O diretor executivo da Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia, Luiz Genaro Muñoz, afirmou que a tendência de crescimento constante na produção do café do país, fato que foi ratificado em agosto, quando ela chegou a 770 mil sacas, patamar que não era observado desde 2007. Nesse sentido, a cultura do café na Colômbia cresceu 38% nos primeiros oito meses deste ano (janeiro a agosto) , atingindo 6,7 milhões de sacas em comparação com 4,9 milhões de sacas produzidas no exercício anterior. Ele sublinhou que os números são resultado do aumento da produtividade, que é amparado em programas de modernização e renovação dos cafezais, combinados com uma boa fertilização e um clima favorável.

As exportações brasileiras no mês de setembro, até o dia 10, totalizaram 368.715 sacas de café, contra 375.654 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 3.420 sacas, indo para 2.785.547 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 31.653 lotes, com as opções tendo 3.442 calls e 2.767 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o dezembro na ICE Futures US tem resistência em 121,10, 121,50, 122,00, 122,50, 122,20, 122,50, 122,75, 123,00, 123,50, 124,00, 124,50-124,60, 124,90-125,00, 125,50 e 125,90-126,00 centavos de dólar, com o suporte em 116,70, 116,50, 116,00, 115,70, 115,50, 115,25, 115,10-115,00, 114,50, 114,00, 113,50, 113,00, 112,50, 112,00, 111,50, 111,00, 110,50, 110,10-110,00, 109,50 e 109,00 centavos.




Arbitragens dão sustentação à sessão positiva em Londres
   
  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quarta-feira com ganhos, com a posição novembro ficando novamente acima do nível psicológico de 1.750 dólares. O volume negociado aumentou em relação ao fraco desempenho do pregão anterior, mas não foi além da média recente da casa de comercialização britânica.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por boas compras especulativas, que permitiram fazer com que a posição novembro chegasse a testar o patamar de 1.775 dólares, ainda que sem ter a força necessária para romper as máximas da semana passada. No entanto, o mercado deu sinais de recuperação, ainda que apenas parcialmente, sem se aproximar de uma resistência efetiva, como o patamar de 1.800 dólares. Os fatores externos também contribuíram para o desempenho favorável dos robustas.

"Boa parte dos ganhos vieram das operações de arbitragem. Os arábicas em Nova Iorque tiveram um dia de ganhos substanciais e isso também se refletiu nos terminais de Londres. Evidentemente, que ainda temos a sombra da disponibilidade ampla, principalmente com a safra entrante do Vietnã, mas, ao menos, conseguimos ter uma ligeira correção, após as fortes perdas empreendidas recentemente em Londres", sustentou um trader.

O novembro teve uma movimentação ao longo do dia de 5,75 mil contratos, contra 1,84 mil do janeiro. O spread entre as posições novembro e janeiro ficou em 3 dólares. No encerramento do dia, o novembro teve evolução de 22 dólares, com 1.769 dólares por tonelada, com o janeiro tendo alta de 22 dólares, no nível de 1.766 dólares por tonelada.



Sem novidades e com volume limitado de negócios, café recua na ICE

  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com quedas, em uma sessão caracterizada, mais uma vez, por ações técnicas e pelo predomínio de vendas especulativas, estimuladas, principalmente, pelos segmentos externos. A sessão foi marcado pelo mais do mesmo. O contrato de dezembro continuou a flutuar dentro do range informal formado recentemente, ao passo que compradores e vendedores se mostram relativamente reticentes, não testando suportes ou resistências mais efetivas. Operadores sustentaram que a letargia recente do mercado cafeeiro é surpreendente. Apesar de várias precificações recentes, o que se observa é uma falta de ânimo para se buscar uma correção ou para forçar o estabelecimento de novos patamares. Para alguns desses players, o quadro é de espera, com a expectativa sobre o que poderá realmente ocorrer com o plano de apoio do governo brasileiro, ao passo que também existe a espera sobre a nova safra dos centro-americanos — que deve ser consideravelmente afetada pela ferrugem do colmo — e também a do Vietnã que, diferentemente do esperado anteriormente, deverá ser bastante consistente, irrigando a oferta de grãos do tipo robusta.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição dezembro teve baixa de 140 pontos, com 116,65 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 118,90 centavos e a mínima de 115,70 centavos, com o março registrando perda de 140 pontos, com 119,70 centavos por libra, com a máxima em 121,85 centavos e a mínima em 118,75 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro teve queda de 11 dólares, com 1.747 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 12 dólares, com 1.744 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, a sessão desta terça-feira manteve o ritmo recente. Algumas vendas especulativas foram identificadas, mas a baixa da sessão conseguiu se manter acima da mínima de mais de 49 meses, nível que foi atingido recentemente em Nova Iorque. Depois de tocar os 115,70 centavos, algumas recompras ligeiras foram observadas e as perdas tiveram desaceleração.

"Tivemos certa influência externa ao longo do dia, com o dólar tendo alta em relação a várias moedas internacionais. Isso estimulou algumas vendas e verificamos perdas para várias commodities, incluindo o café, ainda que o produto tenha conseguido se manter dentro desse patamar recente, entre 115,00 e 120,00 centavos de dólar. O quadro é relativamente consolidado, ainda que o sentimento de curto, médio e longo prazos seja baixista", disse um trader.

As exportações de café brasileiro caíram 1,6% em volume e 26,5% em faturamento em agosto, em comparação com o mesmo período de 2012, segundo os dados divulgados pelo Conselho de Exportadores de Café. O balanço mensal mostra que o país vendeu ao exterior 2,5 milhões de sacas de café de 60 quilos, 1,6% a menos que em agosto do ano passado, enquanto a renda ficou em 388,5 milhões de dólares, 26,5% a menos. De janeiro a agosto, o Brasil exportou 19,6 milhões de sacas, 13,3% a mais que no mesmo período de 2012, enquanto o faturamento alcançou 3,467 bilhões de dólares, números que representam uma redução de 15,2%. As exportações brasileiras no mês de setembro, até o dia 09, totalizaram 368.715 sacas de café, contra 314.851 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 2.786 sacas, indo para 2.782.127 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 17.813 lotes, com as opções tendo 3.329 calls e 2.225 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o dezembro na ICE Futures US tem resistência em 118,90-119,00, 119,05, 119,25, 119,50, 119,70, 119,90-120,00, 120,50, 121,00, 121,50, 122,00, 122,50, 122,20, 122,50, 122,75, 123,00, 123,50, 124,00, 124,50-124,60, 124,90-125,00, 125,50 e 125,90-126,00 centavos de dólar, com o suporte em 115,70, 115,50, 115,25, 115,10-115,00, 114,50, 114,00, 113,50, 113,00, 112,50, 112,00, 111,50, 111,00, 110,50, 110,10-110,00, 109,50 e 109,00 centavos.




Londres tem dia de poucos negócios e novas baixas para café

  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta terça-feira com quedas, em uma sessão esvaziada, com um volume de papéis comercializados bem abaixo da média recente da casa londrina. Voltando à realidade da semana anterior, o dia foi marcado por uma volatilidade ligeira, com a segunda posição ficando dentro de um intervalo de apenas 23 dólares.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por uma atividade reticente e pela manutenção dos preços próximos ao nível de 1.750 dólares, com as ações continuando a ser sustentadas basicamente por características técnicas. Os analistas avaliam que os baixistas ainda estão no comando das ações, principalmente com a perspectiva de que o mercado deverá ter uma nova temporada com disponibilidade significativa, amparada, principalmente, na safra vietnamita.

"Diante desse quadro de que o café estará efetivamente nas mesas de comercialização, diminui a sensação de que os produtores terão fase de oferta limitada para pressionar por preços mais altos, algo que chegou a ocorrer ao longo desta temporada, com as cotações ficando por um bom período acima dos 2.000 dólares", disse um trader.

O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de novembro com uma movimentação de 3,03 mil lotes, com o janeiro tendo 1,25 mil lotes negociados. O spread entre as posições novembro e janeiro ficou em 3 dólar. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição novembro teve queda de 11 dólares, com 1.747 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 12 dólares, com 1.744 dólares por tonelada.




CNC concorda em discutir liberação da importação de café

  A importação de cafés para compor os blends, assunto considerado tabu pelos cafeicultores brasileiros, pode voltar a ser discutido no âmbito do governo. O presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), deputado federal Silas Brasileiro (PMDB/MG), disse ao Broadcast que atualmente existe maturidade no setor para discutir a liberação das importações de café em regime de drawback, isto é, para processamento visando a exportação.

Silas Brasileiro explicou que a importação de café deve ser em volume limitado, apenas para compor os blends na industrialização e destaca ser necessário 'controle absoluto para evitar a entrada de pragas e doenças'. Ele reconhece que para os cafeicultores brasileiros, por serem os maiores produtores do mundo, é difícil aceitar a liberação da importação, mas observa que a Nestlé está construindo uma fábrica na Itália que poderia ser instalada no Brasil, se houvesse possibilidade de diversificar os blends. 'É importante para a balança comercial brasileira', diz ele.

Na avaliação do deputado, a importação de café para compor os blends deve ser temporária. Ele acredita que, devido à diversidade de condições da produção de café no Brasil, em termos de altitude e de clima, é possível produzir vários tipos de grãos para elaborar os blends visando à exportação do café industrializado. O secretário-executivo do Ministério da Agricultura e secretário interino de Produção e Agroenergia, José Gerardo Fontelles, concorda que para agregar valor ao café brasileiro é preciso liberar a importação de grãos para compor os blends, mas salienta que o assunto requer uma discussão com todos segmentos da cafeicultura. Ele acredita que a pesquisa brasileira tem condições de desenvolver novas variedades de café que atendam os requisitos das indústrias, para dispensar a necessidade de importação.



Nestlé pode vender fatia de US$ 23 bi na L'Oreal no ano que vem

  A Nestlé, maior empresa de alimentos do mundo, está sob pressão para deixar claras suas intenções com a L'Oreal, sua parceira de 40 anos, quando os laços que unem as empresas se desfizerem no ano que vem. A decisão está nas mãos do presidente Peter Brabeck, que está tentando reposicionar a Nestlé longe da dependência de alimentos processados para produtos de maior margem com perfil mais ligado à saúde, nutrição e bem-estar.

É possível argumentar que os shampoos e cosméticos da L'Oreal são compatíveis com esta missão, mas oito dos nove analistas que conversaram com a Reuters pensam que provavelmente a Nestlé venderá sua participação na L'Oreal, quando as restrições para isso terminarem em abril. Eles avaliam que a companhia pode vender a fatia, avaliada em 23 bilhões de euros (30 bilhões de dólares), em tranches e usar o dinheiro em algo central para seu próprio negócio ou retornar os recursos para os acionistas.

"Se os investidores quiserem investir na L'Oreal, eles podem investir diretamente na L'Oreal", disse um analista sob condição de anonimato. "Eles não precisam da Nestlé para isso." O grupo suíço de alimentos é o maior acionista da empresa francesa de cosméticos desde 1974, quando a herdeira da L'Oreal, Liliane Bettencourt, agora a mulher mais rica do mundo, confiou quase metade de sua participação para a Nestlé por medo de que fosse nacionalizada se os socialistas chegassem ao poder. Este foi um ótimo investimento para a Nestlé, uma vez que as ações da L'Oreal tiveram retorno anual de 15 por desde então. As ações da Nestlé tiveram retorno de 11,6 por cento. A Nestlé detém 29,5 por cento e a Bettencourt possui 30,5 por cento da L'Oreal.




Estabilização da bienalidade do café é benéfica, avalia FAEMG

  “A progressiva redução da bienalidade e estabilização das safras de café pode se tornar grande trunfo para o produtor em seu planejamento”, afirmou o presidente do SISTEMA FAEMG, Roberto Simões, após divulgação da terceira estimativa da produção do grão para 2013, anunciada hoje (9) pela Conab. A constatação de que o Brasil terá recorde histórico de produção em baixa bienalidade foi divulgada pelo órgão durante a realização da Semana Internacional do Café, em Belo Horizonte.

Para Roberto Simões, a aproximação da produção em anos de ciclo baixo e alto possibilita maior planejamento do produtor, do governo e do próprio mercado: “Em um país em que a grande maioria dos produtores são pequenos ou mesmo familiares, a estabilidade possibilita maior ordenação no escoamento da produção, evitando o fluxo desordenado de venda abaixo do valor desejado”. A produção anunciada, de 47,54 milhões de sacas representa uma redução no total esperado anteriormente, que era de 48,5 milhões.

Segundo o diretor da Conab, Sílvio Porto, os motivos são variados para diferentes regiões, desde estiagem ao excesso de chuva em alguns pontos. Já a recente quebra de produção por geadas na região do Paraná só terá reflexos na próxima safra. Outros fatores também devem contribuir para que a safra de ciclo alto em 2014 fique abaixo do ciclo anterior, de 2012. O principal deles deve ser a redução nos investimentos e tratos culturais, pela desmotivação dos produtores frente ao cenário atual de crise e baixos preços. Assessoria de Comunicação da FAEMG

sábado, 7 de setembro de 2013

ENTREVISTA-Cooxupé vê boa safra de café em 2014 após problema de qualidade

SÃO PAULO, 6 Set (Reuters) - Produtores da Cooxupé, maior cooperativa de cafeicultores do mundo, estão perto de terminar a temporada 2013 tendo colhido um menor volume de grãos de qualidade e se preparam para uma safra "boa" em 2014, com o impacto dos atuais preços baixos afetando de maneira mais forte a produção somente em 2015.

A avaliação foi feita pelo presidente da Cooxupé, Carlos Paulino da Costa, que atribui as perdas de qualidade ao padrão de chuvas deste ano.

Até domingo, a colheita dos produtores da cooperativa, que tem atuação principalmente no Sul e Cerrado de Minas Gerais, estará perto de acabar, disse Paulino em entrevista à Reuters.

A temporada 2013 ficou dentro das expectativas em termos de volume, algo em torno de 8,4 milhões de sacas, disse ele. No entanto, a qualidade ficou bem aquém da média histórica.

Do café recebido pela cooperativa até 31 de agosto, 57 por cento do total é de boa qualidade, contra 70 por cento da temporada passada e 80 por cento do ano anterior.

"Historicamente, o café de boa qualidade (da cooperativa) representa de 75 a 80 por cento... Choveu espaçado este ano... O problema é chuva forte, o grão mais maduro cai no chão e começa a fermentar, o que está no terreiro fermenta", comentou o presidente da Cooxupé.

Segundo ele, considerando que a colheita já superou 90 por cento do total previsto para a região da Cooxupé, o índice de qualidade não deve melhorar. Ao contrário, pode até piorar.

"Agora (no final da colheita) o pessoal faz a varrição, é o café de pior qualidade... o máximo que pode ficar é igual (ao índice de qualidade atual)", afirmou.

Até o momento, 27 por cento do café recebido pela cooperativa era de média qualidade, e o restante de baixa qualidade, cotado a cerca de 250 reais por saca --30 a 40 reais abaixo do preço pago por saca do produto superior.

Com relação ao volume colhido, já era esperado que ele ficasse 15 por cento abaixo do registrado em 2012, quando o ano foi de alta no ciclo bianual de produtividade dos cafezais de arábica.

A próxima safra (2014), portanto, será a de alta.

PRÓXIMAS SAFRAS

Além de contar com o ano de bianualidade positiva, os produtores da Cooxupé também deverão ver a próxima safra ser beneficiadas pelas mesmas chuvas que afetaram a qualidade da produção em 2013.

"Para a árvore, essas chuvas são positivas. Com as chuvas, melhora o aspecto das lavouras", disse Paulino, esperando para meados de setembro as primeiras floradas da safra 2014.

"Essa chuva agora, com a queda de temperatura, ativa os botões florais... 2014 vai ser boa (a safra), não vai ser supersafra, mas vai ser boa", disse ele, evitando fazer uma estimativa numérica.

Segundo o presidente da Cooxupé, os efeitos dos atuais baixos preços do café no mercado internacional tendem a se refletir principalmente na colheita de 2015.

"Achamos que daqui para frente o produtor vai reduzir os tratos culturais, diante dos preços atuais. Para 2014, a árvore está aí. Os tratos culturais vão influenciar em 2015", disse.

O café arábica no mercado internacional tem registrado sucessivas quedas em 2013, atualmente próximo da menor cotação em quatro anos.

Muitos produtores reclamam que os preços obtidos estão muito próximos ou abaixo dos custos de produção, levando o governo a anunciar um programa na tentativa de sustentar as cotações no mercado.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Governo anuncia R$ 1,05 bilhão para contratos de opções de venda de café
   
  Uma portaria interministerial da Fazenda e da Agricultura, publicada na edição desta sexta, dia 6, no Diário Oficial da União, estabelece os parâmetros para o lançamento dos contratos de opções de venda de três milhões de sacas de 60 quilos de café. A portaria assegura R$ 1,05 bilhão para a compra do produto pelo governo federal, caso os produtores optem pela entrega do café. Isto ocorrerá se, na época do vencimento das opções, em 31 de março do próximo ano, os preços de mercado se mantiverem abaixo do valor de referência de R$ 343 a saca. Segundo a portaria, a unidade média de contrato é de cem sacas de café (seis toneladas). A portaria estabelece que o Ministério da Agricultura poderá estabelecer limite de aquisição de contrato por leilão para cada produtor rural, diretamente ou por meio de suas cooperativas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) irá indenizar as sacarias do café entregue pelos produtores. O diretor do Departamento de Café (Decaf) do Ministério da Agricultura, Jânio Zeferino, afirmou que os leilões de contratos de opções de venda de café devem ser realizados pela Conab até o final deste mês. Ele disse ter definido as normas junto com a área técnica da Conab, mas ainda existe a pendência em relação ao número de leilões que serão realizados para negociar os contratos relativos às três milhões de sacas de café. Zeferino explicou que os ágios e deságios em relação ao valor de referência, de acordo com a qualidade do café entregue pelo produtor, levarão em conta os padrões utilizados pela Conab. O valor de R$ 343 a saca diz respeito ao café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, com até 86 defeitos, peneira 13 acima. No caso da entrega de café arábica tipo 4/5, bebida dura para melhor, com até 36 defeitos, peneira 14 acima, o governo pagará um ágio de 3,34% para R$ 354,46 a saca. Para o arábica tipo 7, bebida dura, peneira 13, com até 160 defeitos, haverá deságio de 3,33% para R$ 331,58 a saca. O arábica tipo 7, bebida riada, peneira 13, com até 160 defeitos, terá deságio de 8,77% para R$ 312 a saca. Já o arábica tipo 7, bebida rio, peneira 13, com até 160 defeitos, terá deságio de 19,65% para R$ 275,60 a saca.
Café bate em nova mínima, mas fecha com estabilidade na ICE

  Os contratos futuros de café arábica encerraram esta quinta-feira na ICE Futures US com estabilidade, depois de experimentarem uma nova mínima de mais de 49 meses, ao romper o suporte anterior de 115,35 centavos. Depois de ultrapassado esse nível não foi observada uma continuidade das liquidações ou acionamentos de stops, o que permitiu ligeiras recompras e o realinhamento de preços para os níveis praticados ao final do pregão de quarta-feira. Apesar desse cenário estável, mais uma vez, o mercado deu sinais de que continua operando a partir de um viés estável, seja de curto, médio ou longo prazo e que os bears (baixistas) têm o controle da situação, buscando novas mínimas tão logo elas sejam necessárias para suas necessidades.

No campo fundamental, o mercado dá poucos sinais de novidade, com especulações sobre a produção do Brasil, a preocupação em algumas regiões brasileiras com a estiagem, já que o momento já se volta para a floração da temporada 2014 e também sobre o plano de apoio divulgado pelo governo brasileiro que, até o momento, ainda não refletiu nas cotações. Segundo o Ministério da Agricultura, os esperados leilões de contratos de opções de venda de café serão realizados pela Companhia Nacional de Abastecimento ainda em setembro. Essas opções têm potencial para retirar do mercado até 3 milhões de sacas. O Ministério indicou que as regras já foram definidas, mas falta a publicação da portaria interministerial que irá regulamentar os procedimentos. Os leilões deverão consumir cerca de um bilhão de reais, caso todos arrematantes dos contratos exerçam a opção de venda na época do vencimento, que será em março do próximo ano. Os recursos para arcar com essa compra do café estariam assegurados no orçamento das Operações Oficiais de Crédito.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição dezembro ficou estável em 116,85 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 117,40 centavos e a mínima de 115,25 centavos, com o março também tendo estabilidade, com 119,85 centavos por libra, com a máxima em 120,25 centavos e a mínima em 118,15 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro teve queda de 18 dólares, com 1.760 dólares por tonelada, com o janeiro tendo retração de 15 dólares, no nível de 1.753 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, as baixas não se sustentaram ao longo do dia, em parte por conta do câmbio brasileiro. Ao contrário do verificado recentemente, quando vendas da maior origem produtora internacional foram estimuladas pelo dólar em alta, nesta quinta a moeda norte-americana apresentou uma retração considerável em relação ao real e isso limitou maiores liquidações. Por sua vez, as commodities tiveram um dia positivo para a maior parte das matérias-primas, assim como para as bolsas internacionais.

"Voltamos a testar uma nova baixa, o que evidencia que o mercado continua nas mãos dos baixistas. Tentamos ao longo de praticamente toda essa semana ter uma ação corretiva, sem sucesso para tocarmos uma resistência mais efetiva. Diante de um contexto em que se leva em conta uma disponibilidade ampla, os compradores continuam totalmente esparsos, o que limita qualquer tentativa de reversão do quadro", disse um trader.

O volume de café robusta exportado pela República de Camarões, entre dezembro de 2012 e julho passado, recuou pela metade na comparação com igual período da temporada passada, de acordo com o Conselho Nacional do Café e Cacau do país. Camarões remeteu ao exterior 12.496 toneladas durante os oito primeiros meses do ciclo 2012/2013, 49,6% abaixo das 24.778 toneladas comercializadas em igual intervalo do ciclo anterior. Em julho, foram exportadas 1.800 toneladas, ante 3.579 toneladas em igual mês de 2012.

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 865 sacas, indo para 2.784.881 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 21.388 lotes, com as opções tendo 1.753 calls e 980 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o dezembro na ICE Futures US tem resistência em 117,40-117,50, 118,00, 118,50, 119,00, 119,25, 119,50, 119,70, 119,90-120,00, 120,50, 121,00, 121,50, 122,00, 122,50, 122,20, 122,50, 122,75, 123,00, 123,50, 124,00, 124,50-124,60, 124,90-125,00, 125,50 e 125,90-126,00 centavos de dólar, com o suporte em 115,25, 115,10-115,00, 114,50, 114,00, 113,50, 113,00, 112,50, 112,00, 111,50, 111,00, 110,50, 110,10-110,00, 109,50 e 109,00 centavos.




Londres tem nova retração, ainda que com manutenção de range

  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quinta-feira com nova retração, mas com a manutenção do range acima dos 1.750 dólares e abaixo do nível psicológico de 1.800 dólares. As ações do dia continuaram centradas em um viés técnico, com o volume de negócios concretizados ficando abaixo da média recente na bolsa britânica.

De acordo com analistas internacionais, o dia não teve novidades. No início da sessão, o novembro chegou a esboçar uma tentativa de alta, ao tocar no nível de 1.781 dólares. No entanto, diante da fraqueza dos arábicas em Nova Iorque e de outras commodities, o que se observou foi uma nova ação vendedora, que fez com que baixas fossem registradas, com a segunda posição tocando a mínima de 1.752 dólares. Nas mínimas, algumas recompras foram detectadas, ainda que modestas.

"Tivemos uma sessão de pouco entusiasmo. Os preços não encontram sustentação para subir ou buscar uma resistência mais efetiva, ao passo que encontramos ordens de compra próximo da resistência de 1.750 dólares. Com isso, continuamos a ter esse quadro de consolidação, dentro de um range relativamente estreito e sem um direcionamento concreto, quando a análise do terminal é feita a partir de um viés técnico", disse um trader.

O novembro teve uma movimentação ao longo do dia de 4,99 mil contratos, contra 1,61 mil do janeiro. O spread entre as posições novembro e janeiro ficou em 7 dólares. No encerramento do dia, o novembro teve queda de 18 dólares, com 1.760 dólares por tonelada, com o janeiro tendo retração de 15 dólares, no nível de 1.753 dólares por tonelada.




Torrefadoras estão aumento o arábica rio e diminuído conilon em suas misturas

  Segundo comentário do mercado , as torrefadoras estão começando a mudar as suas misturas de café, diminuído a quantidade de café robusta e aumentando a de café rio, devido ao diferencial de preços, que está em R$ 30 a saca. O preço de saca de conilon está girando de R$ 235 a R$ 240 e preço da saca de café rio caiu nos últimos 30 dias cerca de R$ 42,00. No começo de agosto o café rio estava sendo comercializado a R$ 255,00 e nesta semana a R$ 213,00. No Espírito Santo o rio está cotado de R$ 205,00 a R$ 210,00. Existe grande quantidade de café tipo rio no mercado devido a grande quantidade de chuva na época da colheita. “ Esta queda de preço do café rio devido a oferta abundante está deprimindo os preços do café de baixa qualidade”, disse um corretor



Minas quer estimular exportação de café processado

  O governo de Minas Gerais diz que é hora de o país buscar uma valorização do café. Isso é bom para o Estado, maior produtor nacional, e para o país, principal produtor e exportador mundiais. Essa é uma bandeira que o governador Antonio Anastasia (PSDB) vai levar adiante na próxima semana, quando Belo Horizonte será palco da Semana Internacional do Café, evento que incluirá a reunião de 50 anos da Organização Internacional do Café. "O país precisa avançar nas exportações de café processado. É um trauma que precisamos reverter", diz Anastasia. O Brasil é o segundo maior consumidor mundial, mas o produto processado de alta qualidade vem de fora, via cápsulas, diz ele. Um dos objetivos do governo de Minas Gerais é investir na qualidade e na certificação do café produzido, mas é importante também que esse produto seja processado internamente. O Estado deverá ter até o próximo ano pelo menos 2.000 propriedades auditadas conforme parâmetros internacionais. O governo mineiro está destinando R$ 100 milhões do Fundo do Café para investimentos que estimulem a produtividade e a qualidade. E o Estado está pronto para elevar o processamento e a agregação de valor no setor. Há negociações bem avançadas entre o governo mineiro e uma das gigantes mundiais do setor para a instalação de uma fábrica em Minas Gerais. O governador não quis informar o nome da empresa. Minas Gerais tem bons motivos para buscar uma solução para esse setor, que atravessa sérias dificuldades. Em 2012, o café representou 9% do PIB do Estado e as receitas com as exportações do setor atingiram US$ 3,8 bilhões, quase metade das obtidas com o agronegócio. A agregação de valor passa por alguns entraves. Primeiro, é preciso romper a barreira dos europeus que dificultam a entrada do produto processado. Segundo, deverá haver uma mudança interna de cultura, uma vez que o país não permite a entrada de café verde, importante na formação do blend exigido pelos consumidores mundiais. Além disso, são necessários um forte canal de distribuição no exterior e a formação de uma marca forte.




Cuba tenta reerguer mais uma vez sua produção cafeeira

  A safra de café de Cuba teve início nesta semana, com as lavouras ainda se recuperando dos prejuízos causados pelo furacão Sandy e com os reflexos de um plano de produção de cerca de 5,6 mil toneladas do grão semi-processado. Segundo cálculos da agência Reuters, a produção cubana do grão em 2012 foi de menos de 4 mil toneladas, o nível mais baixo em mais de um século. A passagem de Sandy pelo leste da ilha, em outubro, arrasou frutos e devastou as árvores que sombreavam as lavouras, fazendo o país retroceder em seus esforços para renovar lavouras. A safra na ilha tem início em setembro e termina em janeiro, mas a maior parte dos grãos são colhidos entre outubro e novembro. "A safra de café começou oficialmente e se espera que cheguemos a 1,5 milhão de latas (2,85 mil toneladas)", indicou a Agência de Informação Nacional, sediada em Santiago de Cuba. O país caribenho reporta sua produção em latas e toneladas. Quinhentas e vinte e cinco latas equivalem a uma tonelada de grão semiprocessado. Santiago de Cuba representa cerca de 50% da produção do país e, se somada com Granma e Guantánamo, chega a 85% do volume de café cubano colocado no mercado. Uma fonte da última província indicou que Guantánamo planeja colher 900 mil latas do grão, ou seja, 1.714 toneladas, ao passo que a imprensa oficial informou que os produtores colheriam 731 toneladas. Na ilha há cerca de 35 mil produtores de café que vendem integralmente o grão para o Estado a preços baixos, sendo que existe ainda um mercado negro. Em troca de sua venda, eles recebem créditos do governo a taxas baixas de juros e algumas ofertas de insumos subvencionados. Analistas locais sustentam que de 10% a 20% da safra anual é desviada, ainda que recentemente o Estado tenha aumentado recentemente os preços que paga aos produtores. As plantações do país, que antes de 1959 produzia uma média de 60 mil toneladas, estão reduzindo seu fluxo produtivo progressivamente. Nos últimos anos, o governo tem priorizado a produção de café como parte de seus intentos de incentivar a produção local de alimentos e, assim, substituir as custosas importações. Como parte de suas medidas econômicas, tem arrendado cafezais abandonados nos últimos anos a centenas de pessoas interessadas em produzir o grão e quase triplicado o preço pago pelo produto. O setor tem planos de produzir 22 mil toneladas de café em 2015 e alcançar entre 28 e 30 mil toneladas ao ano. Esses níveis seriam semelhantes aos da década de 70, porém a meta, até o momento, parece inalcançável.