Café doce
À semelhança dos vinhos doces, sementes de colheita tardia concentram mais açúcar e, geralmente, menos acidez; conheça lançamento de variedade colombiana
LUIZA FECAROTTA
DE SÃO PAULONa próxima semana, chega às lojas da Nespresso nova edição limitada de café, o Naora -que funde a palavra inglesa "now" e a espanhola "ahora" para marcar o "momento ideal" da colheita. Nem mais, nem menos. É o primeiro lançamento da marca de grãos submetidos a um amadurecimento prolongado na própria árvore, em parceria com a Federação Nacional de Produtores da Colômbia. Isso quer dizer que o café é colhido somente depois de atingir o grau máximo de maturação e começar a secar no pé. Nesse processo, a polpa perde umidade e o açúcar se concentra na película que envolve a semente à semelhança do que acontece com os vinhos doces, de colheita tardia, que perdem água e concentram açúcar. A diferença é que no caso do vinho o processo torna a bebida mais cara -pois seu rendimento é menor. O mesmo não acontece com o café -a semente não tem seu tamanho alterado. Vinhos doces também são obtidos de um processo conhecido como podridão nobre, no qual um fungo atinge determinadas uvas, gera o rompimento da casca da fruta, que perde água e concentra açúcar na polpa. CONTROLE O café exige um controle rígido para que o grão não passe do ponto exato de maturação desejado. Qualquer falha pode trazer defeitos ao grão, que se refletem na xícara. No caso do colombiano Naora, a colheita tardia é feita de forma manual exatamente 15 dias depois de alcançar o estágio ideal da maturação. E não se conclui em apenas uma colheita. Não raro os trabalhadores da roça voltam até seis vezes às árvores para finalizar a colheita seletiva. No Brasil, a técnica é mais presente na região do cerrado, em que há invernos sem chuva. "É antiga a prática de esperar secar o café no pé. A colheita era feita com uma varinha [método conhecido como derriça com varinha, na qual todos os grãos são arrancados de uma vez só]", diz o especialista Ensei Neto. Segundo explica, há grandes riscos na espera pela secagem dos grãos na árvore. "Se tiver umidade alta, o grão apodrece, fermenta e dá um café riado [com gosto químico]." Caso contrário, pode dar um bom resultado na xícara. "Temos cafés naturais [que secam com a casca] de alta qualidade. Foram os cafés que passamos a exportar para o Japão no começo da década de 90." João Mattos, sócio da fazenda mineira Braúna, também aplica essa técnica em microlotes -os grãos são colhidos na fase "passa", estágio de maturação avançado, quando ficam enrugados. Da safra que se inicia dentro de 30 dias, a Braúna deve lançar algum café de colheita tardia, a depender do clima. LANÇAMENTO
O QUÊ edição limitada do café colombiano Naora, colhido tardiamente
QUANDO dia 23 de abril
ONDE Nespresso (rua Pe. João Manuel, 1.164, Jardins, tel. 0/xx/11/3061-6505)
QUANTO R$ 30, pacote com dez cápsulas; R$ 8, café na xícara
quarta-feira, 18 de abril de 2012
terça-feira, 17 de abril de 2012
Pressão baixista se mantém e café amplia perdas na ICE
Pressão baixista se mantém e café amplia perdas na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US ampliaram as perdas da semana, em mais uma sessão caracterizada por vendas especulativas e de fundos. Com a predominância dos baixistas, o mercado teve uma terça marcada pela continuidade das rolagens de posição, antes do início da notificação de maio, na próxima sexta-feira, e por uma tentativa inicial de recuperação. No entanto, a fraqueza dos compradores se mostra efetiva. Os preços chegaram a flutuar no nível de 177,00 centavos e não conseguiram avançar, mesmo em um dia em que os mercados externos operaram positivamente, sem a pressão de notícias pessimistas em mercados chave. As bolsas de valores internacionais tiveram bons ganhos e até algumas commodities, como o petróleo, registraram valorização expressiva. Ao não conseguir romper um intervalo básico, imediatamente foi aberto um espaço para que os baixistas voltassem a atuar a lançassem novas ordens de venda. Com isso, o maio voltou a registrar o menor patamar de preço em 18 meses, numa clara demonstração de que o viés negativo se mantém mais que ativo na bolsa nova-iorquina. Mesmo diante de um quadro sobrevendido, o mercado cafeeiro tende a se manter pressionado, com alguns operadores avaliando que, no curto prazo, a tendência deve ser a busca do nível de 170,00/169,50 centavos. Fundamentalmente, as notícias sobre novas ondas de chuva na Colômbia ainda não afetaram o humor dos vendedores. As recentes quebras de safra desse importante país produtor de "suaves" se deram, em parte, pelo excesso de chuvas em 2009, 2010 e 2011. As precipitações dos últimos dias provocaram inundações e desmoronamentos em nove departamentos (Estados) do país, provocando a morte de, pelo menos, 17 pessoas, desde o último dia 15. Segundo a Unidade de Gestão de Risco de Desastres, as perdas e mortes se comparadas com o mesmo período do ano passado são menores. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve queda de 165 pontos com 173,05 centavos, sendo a máxima em 177,30 e a mínima em 172,45 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 115 pontos, com a libra a 174,70 centavos, sendo a máxima em 178,40 e a mínima em 174,05 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou alta de 11 dólares, com 2.003 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 11 dólares, com 2.014 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o mercado testou ligeiramente o suporte da sessão anterior, mas não conseguiu avançar ainda mais para baixo, provavelmente pela ação mais efetiva das indústrias de torrefação, que aproveitam a fraqueza das cotações para garantir alguns estoques adicionais e também efetuar compras de grãos de maior qualidade. "Nós efetivamente passamos a registrar uma presença mais efetiva de comerciais no mercado, já que os patamares atuais se mostram favoráveis para as indústrias. Por outro lado, as origens estão totalmente de lado e devem se manter reticentes por um bom tempo", avaliou um trader. As remessas internacionais de café do Vietnã chegaram a 187.073 toneladas em março, o que significou uma retração de 7,3% em relação a fevereiro e uma alta de 16% em comparação com março do ano passado, revelou o departamento alfandegário do país indo-chinês. As exportações de março foram menores que a previsão inicial do Escritório de Estatística local, que era de 190 mil toneladas. A receita obtida com os embarques somou 247 milhões de dólares no mês, alta de 3,5%. As exportações brasileiras de café em abril, até o dia 16, somaram 579.456 sacas, contra 676.846 sacas registradas no mesmo período do mês passado, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 275 sacas, indo para 1.530.223 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 32.817 lotes, com as opções tendo 2.648 calls e 572 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 177,30, 177,50, 176,00, 176,50, 177,00, 177,50, 178,00, 178,50, 179,00, 179,50 179,90-180,00, 180,50, 181,00, 181,50, 182,00, 182,50 e 183,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 172,45, 172,00, 171,50, 171,00, 170,50, 170,10-170,00, 169,50, 169,00, 168,50, 168,00, 167,50 e 167,00 centavos por libra.
NY FECHA EM BAIXA COM LIQUIDAÇÃO DE POSIÇÕES
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta terça-feira com preços mais baixos. As cotações caíram com força diante de liquidação de posições, ante o primeiro dia de notificação de entregas do contrato maio, que ocorre napróxima sexta-feira. A chegada da safra brasileira de arábica, que começa a entrar em maio, foi outro fator novamente pontuado como responsável pelas perdas. NY esboçou uma reação no dia, mas não manteve os ganhos. A proximidade que passa haver do verão no Hemisfério Norte é outro fator negativo, pois cai a demanda de cafés no período. As informações partem de agências internacionais. Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 173,05 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 1,65 centavo, ou de 0,9%. A posição julho fechou a 174,70 cents, com queda de 1,15 cent, ou de 0,6%.
Londres tem dia de altas e preços se mantém dentro de intervalo
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta terça-feira com ligeiros ganhos, em uma sessão calma, com pouca volatilidade.
Mais uma vez, as rolagens de posição predominaram, com o julho já contando com mais que o dobro de contratos em aberto que o maio. As cotações, por sua vez, continuaram flutuando ao redor do nível de 2.000 dólares para o vencimento maio, com o fechamento do dia se dando ligeiramente acima desse patamar. De acordo com analistas internacionais, a terça-feira não trouxe maiores movimentações. Os ganhos estiveram em linha com o comportamento dos mercados globais, que se animaram após um começo de semana complicado e com temor quanto à situação da China. Demonstrando continuar dissociada de Nova Iorque, a bolsa inglesa voltou a experimentar valorização contra perdas dos arábicas, o que estreitando, cada vez mais, os diferenciais. "Estivemos em um range de menos de 20 dólares. Ou seja, os preços ficaram bastante presos em um intervalo que está sendo mantido há um tempo considerável, fruto das ofertas limitadas das origens e algumas aquisições de torrefadores. Com isso, estamos em um momento bem diferente de Nova Iorque, que não pára de cair, ao passo que em Londres a situação é consolidação, em um nível que muitos altistas consideram positivo", disse um trader. O maio na bolsa londrina tem 22,2 mil contratos em aberto, contra 45,4 mil do julho. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 2,80 mil lotes, com o julho tendo 3,42 mil lotes negociados. O spread entre as posições maio e julho ficou em 11 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou alta de 11 dólares, com 2.003 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 11 dólares, com 2.014 dólares por tonelada.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US ampliaram as perdas da semana, em mais uma sessão caracterizada por vendas especulativas e de fundos. Com a predominância dos baixistas, o mercado teve uma terça marcada pela continuidade das rolagens de posição, antes do início da notificação de maio, na próxima sexta-feira, e por uma tentativa inicial de recuperação. No entanto, a fraqueza dos compradores se mostra efetiva. Os preços chegaram a flutuar no nível de 177,00 centavos e não conseguiram avançar, mesmo em um dia em que os mercados externos operaram positivamente, sem a pressão de notícias pessimistas em mercados chave. As bolsas de valores internacionais tiveram bons ganhos e até algumas commodities, como o petróleo, registraram valorização expressiva. Ao não conseguir romper um intervalo básico, imediatamente foi aberto um espaço para que os baixistas voltassem a atuar a lançassem novas ordens de venda. Com isso, o maio voltou a registrar o menor patamar de preço em 18 meses, numa clara demonstração de que o viés negativo se mantém mais que ativo na bolsa nova-iorquina. Mesmo diante de um quadro sobrevendido, o mercado cafeeiro tende a se manter pressionado, com alguns operadores avaliando que, no curto prazo, a tendência deve ser a busca do nível de 170,00/169,50 centavos. Fundamentalmente, as notícias sobre novas ondas de chuva na Colômbia ainda não afetaram o humor dos vendedores. As recentes quebras de safra desse importante país produtor de "suaves" se deram, em parte, pelo excesso de chuvas em 2009, 2010 e 2011. As precipitações dos últimos dias provocaram inundações e desmoronamentos em nove departamentos (Estados) do país, provocando a morte de, pelo menos, 17 pessoas, desde o último dia 15. Segundo a Unidade de Gestão de Risco de Desastres, as perdas e mortes se comparadas com o mesmo período do ano passado são menores. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve queda de 165 pontos com 173,05 centavos, sendo a máxima em 177,30 e a mínima em 172,45 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 115 pontos, com a libra a 174,70 centavos, sendo a máxima em 178,40 e a mínima em 174,05 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou alta de 11 dólares, com 2.003 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 11 dólares, com 2.014 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o mercado testou ligeiramente o suporte da sessão anterior, mas não conseguiu avançar ainda mais para baixo, provavelmente pela ação mais efetiva das indústrias de torrefação, que aproveitam a fraqueza das cotações para garantir alguns estoques adicionais e também efetuar compras de grãos de maior qualidade. "Nós efetivamente passamos a registrar uma presença mais efetiva de comerciais no mercado, já que os patamares atuais se mostram favoráveis para as indústrias. Por outro lado, as origens estão totalmente de lado e devem se manter reticentes por um bom tempo", avaliou um trader. As remessas internacionais de café do Vietnã chegaram a 187.073 toneladas em março, o que significou uma retração de 7,3% em relação a fevereiro e uma alta de 16% em comparação com março do ano passado, revelou o departamento alfandegário do país indo-chinês. As exportações de março foram menores que a previsão inicial do Escritório de Estatística local, que era de 190 mil toneladas. A receita obtida com os embarques somou 247 milhões de dólares no mês, alta de 3,5%. As exportações brasileiras de café em abril, até o dia 16, somaram 579.456 sacas, contra 676.846 sacas registradas no mesmo período do mês passado, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 275 sacas, indo para 1.530.223 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 32.817 lotes, com as opções tendo 2.648 calls e 572 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 177,30, 177,50, 176,00, 176,50, 177,00, 177,50, 178,00, 178,50, 179,00, 179,50 179,90-180,00, 180,50, 181,00, 181,50, 182,00, 182,50 e 183,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 172,45, 172,00, 171,50, 171,00, 170,50, 170,10-170,00, 169,50, 169,00, 168,50, 168,00, 167,50 e 167,00 centavos por libra.
NY FECHA EM BAIXA COM LIQUIDAÇÃO DE POSIÇÕES
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta terça-feira com preços mais baixos. As cotações caíram com força diante de liquidação de posições, ante o primeiro dia de notificação de entregas do contrato maio, que ocorre napróxima sexta-feira. A chegada da safra brasileira de arábica, que começa a entrar em maio, foi outro fator novamente pontuado como responsável pelas perdas. NY esboçou uma reação no dia, mas não manteve os ganhos. A proximidade que passa haver do verão no Hemisfério Norte é outro fator negativo, pois cai a demanda de cafés no período. As informações partem de agências internacionais. Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 173,05 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 1,65 centavo, ou de 0,9%. A posição julho fechou a 174,70 cents, com queda de 1,15 cent, ou de 0,6%.
Londres tem dia de altas e preços se mantém dentro de intervalo
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta terça-feira com ligeiros ganhos, em uma sessão calma, com pouca volatilidade.
Mais uma vez, as rolagens de posição predominaram, com o julho já contando com mais que o dobro de contratos em aberto que o maio. As cotações, por sua vez, continuaram flutuando ao redor do nível de 2.000 dólares para o vencimento maio, com o fechamento do dia se dando ligeiramente acima desse patamar. De acordo com analistas internacionais, a terça-feira não trouxe maiores movimentações. Os ganhos estiveram em linha com o comportamento dos mercados globais, que se animaram após um começo de semana complicado e com temor quanto à situação da China. Demonstrando continuar dissociada de Nova Iorque, a bolsa inglesa voltou a experimentar valorização contra perdas dos arábicas, o que estreitando, cada vez mais, os diferenciais. "Estivemos em um range de menos de 20 dólares. Ou seja, os preços ficaram bastante presos em um intervalo que está sendo mantido há um tempo considerável, fruto das ofertas limitadas das origens e algumas aquisições de torrefadores. Com isso, estamos em um momento bem diferente de Nova Iorque, que não pára de cair, ao passo que em Londres a situação é consolidação, em um nível que muitos altistas consideram positivo", disse um trader. O maio na bolsa londrina tem 22,2 mil contratos em aberto, contra 45,4 mil do julho. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 2,80 mil lotes, com o julho tendo 3,42 mil lotes negociados. O spread entre as posições maio e julho ficou em 11 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou alta de 11 dólares, com 2.003 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 11 dólares, com 2.014 dólares por tonelada.
Café se mantém sob pressão e bate nas mínimas de 18 meses na ICE
Café se mantém sob pressão e bate nas mínimas de 18 meses na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com perdas expressivas, ampliando ainda mais o quadro baixista atual do mercado. O contrato de maio bateu no menor patamar em 18 meses em uma sessão caracterizada por um forte volume de negócios e pela ampliação das rolagens de posição, uma vez que tem início na próxima sexta-feira as notificações do maio. O dia teve início de forma relativamente calma na bolsa nova-iorquina e a primeira posição chegou a testar o nível de 180,00 centavos. Ao não romper essa resistência básica, algumas vendas passaram a ser empreendidas e, alguns stops foram acionados, com o maio chegando a flutuar no intervalo de 172,00 centavos, com o rompimento do primeiro grande suporte, em 174,45 centavos, que era a mínima do último dia 22 de março. O café reafirma seu momento baixista e não demonstra contar com "fôlego" suficiente para buscar frear a pressão ou muito menos contar com alguma correção. Apesar de no campo fundamental algumas notícias veiculadas recentemente — como a safra menor da Colômbia, as chuvas fortes na Colômbia e no Peru e o temor de uma safra menos volumosa no Brasil — terem potencial para estimular compradores, o que se vê é o comando das ações com os vendedores, que continuam a especular com o potencial de oferta do Brasil que, na visão desses participantes, daria condições ao mercado de voltar a ter um equilíbrio de oferta. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve queda de 450 pontos com 174,70 centavos, sendo a máxima em 180,00 e a mínima em 172,65 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 435 pontos, com a libra a 175,85 centavos, sendo a máxima em 181,35 e a mínima em 173,90 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou perdas de 6 dólares, com 1.992 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 9 dólares, com 2.003 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, as novas perdas no café refletem um cenário técnico baixista que, mesmo com os gráficos apontando para uma sobrevenda, consegue estimular liquidações, em busca de níveis de preço bastante pressionadas. Ao longo desta segunda, o maio atingiu o menor nível desde outubro de 2010 e, para um desses analistas, essa fraqueza também seria reflexo de aspectos externos, como o crescimento menor da China, que faz com que players se sintam menos estimulados a investir em mercados de risco, como as commodities. "Eu creio que, realmente, muita gente está com medo da China passar a importar commodities com menor intensidade", indicou Márcio Bernardo, analista da Newedge. Os contratos de café arábica já despencaram 23% apenas neste ano, com especulações sobre a safra brasileira liderando os motivos de tanta pressão. Essa safra deve começar a ser colhida em maio. "Apesar das quedas constantes de preço, não estamos verificando uma queda na demanda pelo café, com os níveis de venda e de embarques se mantendo intactos", ressaltou Jack Scoville, vice-presidente do Price Futures Group. "A proximidade do primeiro dia de notificação e o alto número de contratos em aberto está inchando o volume negociado dos futuros, com a atividade de spread dominando as sessões. Aos altistas para o curto prazo resta a esperança do maio/julho ter estreitado para menos de US$ 1 por libra e de estarmos no começo da temporada de frio no Brasil que a qualquer momento pode provocar uma cobertura da posição dos fundo", sustentou Rodrigo Corrêa da Costa, operador da Archer Consulting. Os estoques de café nos Estados Unidos tiveram queda de 2,84% — 127.930 sacas — no final de março, totalizando 4.372.087 sacas, informou a GCA (Green Coffee Association). No final de fevereiro, os estoques do país eram de 4.500.017 sacas. Em março de 2011, os estoques norte-americanos estavam em 4.232.153. A maior alta de estoques no mês passado foi verificada no armazém de Nova Iorque, com aumento de 23.474 e maior baixa foi em Nova Orleans, com queda de 56.425 sacas. As companhias de torrefação de café continuam a se beneficiar com a queda dos preços do grão. Com isso, essas empresas podem adquirir grãos mais finos, oferecer produtos melhores aos seus consumidores e, ainda assim, aumentar suas margens de lucro. O café vem tendo quedas constantes desde que bateu nas máximas de mais de uma década em maio de 2011, de acordo com o Índice Café Dow Jones/UBS. "Essas baixas refletem a expectativa da oferta alta de cafés do Brasil, o que iria permitir mudar o quadro de disponibilidade curta verificado em 2011", disse David Krein, diretor sênior de análise e desenvolvimento de produtos do Dow Jones Indexes. "As perdas recentes beneficiaram os torrefadores e os especialistas indicam que eles aproveitam para investir em grãos de maior qualidade", complementou. As exportações brasileiras de café em abril, até o dia 13, somaram 462.460 sacas, contra 475.945 sacas registradas no mesmo período do mês passado, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.329 sacas, indo para 1.529.948 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 51.829 lotes, com as opções tendo 3.308 calls e 2.525 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 180,00, 180,50, 181,00, 181,50, 182,00, 182,50, 183,00, 183,50, 184,00, 184,50, 184,90-185,00, 185,50, 186,00 e 186,40-186,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 172,65, 172,00, 171,50, 171,00, 170,50, 170,10-170,00, 169,50, 169,00, 168,50, 168,00, 167,50 e 167,00 centavos por libra.
NY FECHA EM FORTE BAIXA COM DESACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO CHINÊS
Nova York, 16 - Os futuros do café arábica negociados na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) fecharam no menor nível em 18 meses nesta segunda-feira, devido às preocupações envolvendo um crescimento menor da economia chinesa, que afetou outros mercados de commodities. O contrato com vencimento em maio caiu 450 pontos (2,51%), a 174,70 cents por libra-peso. Na semana passada, a China informou um crescimento econômico de 8,1% no primeiro trimestre deste ano, abaixo dos 8,9% do trimestre anterior. "Acho que todo mundo realmente está temendo uma desaceleração nas importações de commodities da China", disse o analista Marcio Bernardo, da corretora Newedge. Os futuros do arábica já caíram 23% neste ano, principalmente devido às notícias de uma grande safra no Brasil, que começa a ser colhida em maio. Veja abaixo como ficaram os principais vencimentos em Nova York e Londres. As informações são da Dow Jones.
NY FECHA COM QUEDA ACENTUADA E ATINGE PREÇOS MAIS BAIXOS EM 18 MESES
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta segunda-feira com preços acentuadamente mais baixos. As cotações recuaram e atingiram os patamares maisfracos em 18 meses, diante da continuidade das preocupações com o crescimentoeconômico da China, abaixo do antes imaginado. A proximidade da entrada de uma grande safra de café arábica do Brasil também foi citada por traders. A sessão foi de muita volatilidade e as perdas se intensificaram ao final da manhã em NY. As informações partem de agênciasinternacionais. Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 174,70 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 4,50 centavos,ou de 2,5%. A posição julho fechou a 175,85 cents, com queda de 4,35 cents, ou de 2,4%.
Londres tem dia técnico, com perdas modestas reportada
s Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta segunda-feira com quedas, ainda que moderadas, em um dia caracterizado pelo predomínio das rolagens de posição. Londres foi, mais uma vez, influenciado pelo comportamento bastante fraco dos arábicas em Nova Iorque. Apesar de não cair tão significativamente quanto à bolsa norte-americana, alguns players atuam nas arbitragens e vêem com apreensão a diminuição gradativa dos diferenciais. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por alguma tentativa de alta, sendo que, no entanto, o maio não conseguiu flutuar além do nível psicológico de 2.000 dólares. Sem o rompimento desse patamar, algumas ordens de venda passaram a ser emitidas e a primeira posição chegou a bater na mínima de 1.973 dólares. Nesse nível, contudo, com a oferta pequena de origens, foi ainda possível registrar uma desaceleração das perdas. "Tivemos um dia técnico e com a força baixista continuando a ser muito limitada pela disponibilidade vendedora. Vamos ver até quando as origens ofertarão tão “regradamente”. Com esse quadro, o diferencial para Nova Iorque continuam diminuindo, já que os arábicas na bolsa norte-americana continuam em queda livre, atingindo as menores cotações em 18 meses", disse um trader. O maio na bolsa londrina tem 23,5 mil contratos em aberto, contra 44,4 mil do julho. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 4,54 mil lotes, com o julho tendo 5,82 mil lotes negociados. O spread entre as posições maio e julho ficou em 8 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou perdas de 6 dólares, com 1.992 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 9 dólares, com 2.003 dólares por tonelada.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com perdas expressivas, ampliando ainda mais o quadro baixista atual do mercado. O contrato de maio bateu no menor patamar em 18 meses em uma sessão caracterizada por um forte volume de negócios e pela ampliação das rolagens de posição, uma vez que tem início na próxima sexta-feira as notificações do maio. O dia teve início de forma relativamente calma na bolsa nova-iorquina e a primeira posição chegou a testar o nível de 180,00 centavos. Ao não romper essa resistência básica, algumas vendas passaram a ser empreendidas e, alguns stops foram acionados, com o maio chegando a flutuar no intervalo de 172,00 centavos, com o rompimento do primeiro grande suporte, em 174,45 centavos, que era a mínima do último dia 22 de março. O café reafirma seu momento baixista e não demonstra contar com "fôlego" suficiente para buscar frear a pressão ou muito menos contar com alguma correção. Apesar de no campo fundamental algumas notícias veiculadas recentemente — como a safra menor da Colômbia, as chuvas fortes na Colômbia e no Peru e o temor de uma safra menos volumosa no Brasil — terem potencial para estimular compradores, o que se vê é o comando das ações com os vendedores, que continuam a especular com o potencial de oferta do Brasil que, na visão desses participantes, daria condições ao mercado de voltar a ter um equilíbrio de oferta. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve queda de 450 pontos com 174,70 centavos, sendo a máxima em 180,00 e a mínima em 172,65 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 435 pontos, com a libra a 175,85 centavos, sendo a máxima em 181,35 e a mínima em 173,90 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou perdas de 6 dólares, com 1.992 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 9 dólares, com 2.003 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, as novas perdas no café refletem um cenário técnico baixista que, mesmo com os gráficos apontando para uma sobrevenda, consegue estimular liquidações, em busca de níveis de preço bastante pressionadas. Ao longo desta segunda, o maio atingiu o menor nível desde outubro de 2010 e, para um desses analistas, essa fraqueza também seria reflexo de aspectos externos, como o crescimento menor da China, que faz com que players se sintam menos estimulados a investir em mercados de risco, como as commodities. "Eu creio que, realmente, muita gente está com medo da China passar a importar commodities com menor intensidade", indicou Márcio Bernardo, analista da Newedge. Os contratos de café arábica já despencaram 23% apenas neste ano, com especulações sobre a safra brasileira liderando os motivos de tanta pressão. Essa safra deve começar a ser colhida em maio. "Apesar das quedas constantes de preço, não estamos verificando uma queda na demanda pelo café, com os níveis de venda e de embarques se mantendo intactos", ressaltou Jack Scoville, vice-presidente do Price Futures Group. "A proximidade do primeiro dia de notificação e o alto número de contratos em aberto está inchando o volume negociado dos futuros, com a atividade de spread dominando as sessões. Aos altistas para o curto prazo resta a esperança do maio/julho ter estreitado para menos de US$ 1 por libra e de estarmos no começo da temporada de frio no Brasil que a qualquer momento pode provocar uma cobertura da posição dos fundo", sustentou Rodrigo Corrêa da Costa, operador da Archer Consulting. Os estoques de café nos Estados Unidos tiveram queda de 2,84% — 127.930 sacas — no final de março, totalizando 4.372.087 sacas, informou a GCA (Green Coffee Association). No final de fevereiro, os estoques do país eram de 4.500.017 sacas. Em março de 2011, os estoques norte-americanos estavam em 4.232.153. A maior alta de estoques no mês passado foi verificada no armazém de Nova Iorque, com aumento de 23.474 e maior baixa foi em Nova Orleans, com queda de 56.425 sacas. As companhias de torrefação de café continuam a se beneficiar com a queda dos preços do grão. Com isso, essas empresas podem adquirir grãos mais finos, oferecer produtos melhores aos seus consumidores e, ainda assim, aumentar suas margens de lucro. O café vem tendo quedas constantes desde que bateu nas máximas de mais de uma década em maio de 2011, de acordo com o Índice Café Dow Jones/UBS. "Essas baixas refletem a expectativa da oferta alta de cafés do Brasil, o que iria permitir mudar o quadro de disponibilidade curta verificado em 2011", disse David Krein, diretor sênior de análise e desenvolvimento de produtos do Dow Jones Indexes. "As perdas recentes beneficiaram os torrefadores e os especialistas indicam que eles aproveitam para investir em grãos de maior qualidade", complementou. As exportações brasileiras de café em abril, até o dia 13, somaram 462.460 sacas, contra 475.945 sacas registradas no mesmo período do mês passado, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.329 sacas, indo para 1.529.948 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 51.829 lotes, com as opções tendo 3.308 calls e 2.525 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 180,00, 180,50, 181,00, 181,50, 182,00, 182,50, 183,00, 183,50, 184,00, 184,50, 184,90-185,00, 185,50, 186,00 e 186,40-186,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 172,65, 172,00, 171,50, 171,00, 170,50, 170,10-170,00, 169,50, 169,00, 168,50, 168,00, 167,50 e 167,00 centavos por libra.
NY FECHA EM FORTE BAIXA COM DESACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO CHINÊS
Nova York, 16 - Os futuros do café arábica negociados na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) fecharam no menor nível em 18 meses nesta segunda-feira, devido às preocupações envolvendo um crescimento menor da economia chinesa, que afetou outros mercados de commodities. O contrato com vencimento em maio caiu 450 pontos (2,51%), a 174,70 cents por libra-peso. Na semana passada, a China informou um crescimento econômico de 8,1% no primeiro trimestre deste ano, abaixo dos 8,9% do trimestre anterior. "Acho que todo mundo realmente está temendo uma desaceleração nas importações de commodities da China", disse o analista Marcio Bernardo, da corretora Newedge. Os futuros do arábica já caíram 23% neste ano, principalmente devido às notícias de uma grande safra no Brasil, que começa a ser colhida em maio. Veja abaixo como ficaram os principais vencimentos em Nova York e Londres. As informações são da Dow Jones.
NY FECHA COM QUEDA ACENTUADA E ATINGE PREÇOS MAIS BAIXOS EM 18 MESES
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta segunda-feira com preços acentuadamente mais baixos. As cotações recuaram e atingiram os patamares maisfracos em 18 meses, diante da continuidade das preocupações com o crescimentoeconômico da China, abaixo do antes imaginado. A proximidade da entrada de uma grande safra de café arábica do Brasil também foi citada por traders. A sessão foi de muita volatilidade e as perdas se intensificaram ao final da manhã em NY. As informações partem de agênciasinternacionais. Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 174,70 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 4,50 centavos,ou de 2,5%. A posição julho fechou a 175,85 cents, com queda de 4,35 cents, ou de 2,4%.
Londres tem dia técnico, com perdas modestas reportada
s Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta segunda-feira com quedas, ainda que moderadas, em um dia caracterizado pelo predomínio das rolagens de posição. Londres foi, mais uma vez, influenciado pelo comportamento bastante fraco dos arábicas em Nova Iorque. Apesar de não cair tão significativamente quanto à bolsa norte-americana, alguns players atuam nas arbitragens e vêem com apreensão a diminuição gradativa dos diferenciais. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por alguma tentativa de alta, sendo que, no entanto, o maio não conseguiu flutuar além do nível psicológico de 2.000 dólares. Sem o rompimento desse patamar, algumas ordens de venda passaram a ser emitidas e a primeira posição chegou a bater na mínima de 1.973 dólares. Nesse nível, contudo, com a oferta pequena de origens, foi ainda possível registrar uma desaceleração das perdas. "Tivemos um dia técnico e com a força baixista continuando a ser muito limitada pela disponibilidade vendedora. Vamos ver até quando as origens ofertarão tão “regradamente”. Com esse quadro, o diferencial para Nova Iorque continuam diminuindo, já que os arábicas na bolsa norte-americana continuam em queda livre, atingindo as menores cotações em 18 meses", disse um trader. O maio na bolsa londrina tem 23,5 mil contratos em aberto, contra 44,4 mil do julho. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 4,54 mil lotes, com o julho tendo 5,82 mil lotes negociados. O spread entre as posições maio e julho ficou em 8 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou perdas de 6 dólares, com 1.992 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 9 dólares, com 2.003 dólares por tonelada.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Paul Krugman: Europe’s Economic Suicide
Paul Krugman: Europe’s Economic Suicide
2012-04-16 15:06:08.719 GMT
By PAUL KRUGMAN (New York Times) --
On Saturday The Times reported on an apparently growing phenomenon in Europe: “suicide by economic crisis,” people taking their own lives in despair over unemployment and business failure. It was a heartbreaking story.But I’m sure I wasn’t the only reader, especially among economists, wondering if the larger story isn’t so much about individuals as about the apparent determination of European leaders to commit economic suicide for the Continent as a whole. Just a few months ago I was feeling some hope about Europe.You may recall that late last fall Europe appeared to be on the verge of financial meltdown; but the European Central Bank, Europe’s counterpart to the Fed, came to the Continent’s rescue.It offered Europe’s banks open-ended credit lines as long as they put up the bonds of European governments as collateral; this directly supported the banks and indirectly supported the governments, and put an end to the panic. The question then was whether this brave and effective action would be the start of a broader rethink, whether European leaders would use the breathing space the bank had created to reconsider the policies that brought matters to a head in the first place. But they didn’t. Instead, they doubled down on their failed policies and ideas. And it’s getting harder and harder to believe that anything will get them to change course. Consider the state of affairs in Spain, which is now the epicenter of the crisis. Never mind talk of recession; Spain is in full-on depression, with the overall unemployment rate at 23.6 percent, comparable to America at the depths of the Great Depression, and the youth unemployment rate over 50 percent. This can’t go on — and the realization that it can’t go on is what is sending Spanish borrowing costs ever higher. In a way, it doesn’t really matter how Spain got to this point — but for what it’s worth, the Spanish story bears no resemblance to the morality tales so popular among European officials, especially in Germany. Spain wasn’t fiscally profligate — on the eve of the crisis it had low debt and a budget surplus. Unfortunately, it also had an enormous housing bubble, a bubble made possible in large part by huge loans from German banks to their Spanish counterparts. When the bubble burst, the Spanish economy was left high and dry; Spain’s fiscal problems are a consequence of its depression, not its cause. Nonetheless, the prescription coming from Berlin and Frankfurt is, you guessed it, even more fiscal austerity. This is, not to mince words, just insane. Europe has had several years of experience with harsh austerity programs, and the results are exactly what students of history told you wouldhappen: such programs push depressed economies even deeper into depression. And because investors look at the state of a nation’s economy when assessing its ability to repay debt, austerity programs haven’t even worked as a way to reduce borrowing costs. What is the alternative? Well, in the 1930s — an era that modern Europe is starting to replicate in ever more faithful detail — the essential condition for recovery was exit from the gold standard. The equivalent move now would be exit from the euro, and restoration of national currencies. You may say that this is inconceivable, and it would indeed be a hugely disruptive event both economically and politically. But continuing on the present course, imposing ever-harsher austerity on countries that are already suffering Depression-era unemployment, is what’s truly inconceivable. So if European leaders really wanted to save the euro they would be looking for an alternative course. And the shape of such an alternative is actually fairly clear. The Continent needs more expansionary monetary policies, in the form of a willingness — an announced willingness — on the part of the European Central Bank to accept somewhat higher inflation; it needs more expansionary fiscal policies, in the form of budgets in Germany that offset austerity in Spain and other troubled nations around the Continent’s periphery, rather than reinforcing it. Even with such policies, the peripheral nations would face years of hard times.But at least there would be some hope of recovery. What we’re actually seeing, however, is complete inflexibility. In March, European leaders signed a fiscal pact that in effect locks in fiscal austerity as the response to any and all problems. Meanwhile, key officials at the central bank are making a point of emphasizing the bank’s willingness to raise rates at the slightest hint of higher inflation. So it’s hard to avoid a sense of despair. Rather than admit that they’ve been wrong, European leaders seem determined to drive their economy — and their society — off a cliff. And the whole world will pay the price.
2012-04-16 15:06:08.719 GMT
By PAUL KRUGMAN (New York Times) --
On Saturday The Times reported on an apparently growing phenomenon in Europe: “suicide by economic crisis,” people taking their own lives in despair over unemployment and business failure. It was a heartbreaking story.But I’m sure I wasn’t the only reader, especially among economists, wondering if the larger story isn’t so much about individuals as about the apparent determination of European leaders to commit economic suicide for the Continent as a whole. Just a few months ago I was feeling some hope about Europe.You may recall that late last fall Europe appeared to be on the verge of financial meltdown; but the European Central Bank, Europe’s counterpart to the Fed, came to the Continent’s rescue.It offered Europe’s banks open-ended credit lines as long as they put up the bonds of European governments as collateral; this directly supported the banks and indirectly supported the governments, and put an end to the panic. The question then was whether this brave and effective action would be the start of a broader rethink, whether European leaders would use the breathing space the bank had created to reconsider the policies that brought matters to a head in the first place. But they didn’t. Instead, they doubled down on their failed policies and ideas. And it’s getting harder and harder to believe that anything will get them to change course. Consider the state of affairs in Spain, which is now the epicenter of the crisis. Never mind talk of recession; Spain is in full-on depression, with the overall unemployment rate at 23.6 percent, comparable to America at the depths of the Great Depression, and the youth unemployment rate over 50 percent. This can’t go on — and the realization that it can’t go on is what is sending Spanish borrowing costs ever higher. In a way, it doesn’t really matter how Spain got to this point — but for what it’s worth, the Spanish story bears no resemblance to the morality tales so popular among European officials, especially in Germany. Spain wasn’t fiscally profligate — on the eve of the crisis it had low debt and a budget surplus. Unfortunately, it also had an enormous housing bubble, a bubble made possible in large part by huge loans from German banks to their Spanish counterparts. When the bubble burst, the Spanish economy was left high and dry; Spain’s fiscal problems are a consequence of its depression, not its cause. Nonetheless, the prescription coming from Berlin and Frankfurt is, you guessed it, even more fiscal austerity. This is, not to mince words, just insane. Europe has had several years of experience with harsh austerity programs, and the results are exactly what students of history told you wouldhappen: such programs push depressed economies even deeper into depression. And because investors look at the state of a nation’s economy when assessing its ability to repay debt, austerity programs haven’t even worked as a way to reduce borrowing costs. What is the alternative? Well, in the 1930s — an era that modern Europe is starting to replicate in ever more faithful detail — the essential condition for recovery was exit from the gold standard. The equivalent move now would be exit from the euro, and restoration of national currencies. You may say that this is inconceivable, and it would indeed be a hugely disruptive event both economically and politically. But continuing on the present course, imposing ever-harsher austerity on countries that are already suffering Depression-era unemployment, is what’s truly inconceivable. So if European leaders really wanted to save the euro they would be looking for an alternative course. And the shape of such an alternative is actually fairly clear. The Continent needs more expansionary monetary policies, in the form of a willingness — an announced willingness — on the part of the European Central Bank to accept somewhat higher inflation; it needs more expansionary fiscal policies, in the form of budgets in Germany that offset austerity in Spain and other troubled nations around the Continent’s periphery, rather than reinforcing it. Even with such policies, the peripheral nations would face years of hard times.But at least there would be some hope of recovery. What we’re actually seeing, however, is complete inflexibility. In March, European leaders signed a fiscal pact that in effect locks in fiscal austerity as the response to any and all problems. Meanwhile, key officials at the central bank are making a point of emphasizing the bank’s willingness to raise rates at the slightest hint of higher inflation. So it’s hard to avoid a sense of despair. Rather than admit that they’ve been wrong, European leaders seem determined to drive their economy — and their society — off a cliff. And the whole world will pay the price.
Commodities Corner: Coffee Prices Are Set To Perk
Commodities Corner: Coffee Prices Are Set To Perk
BARRON'S - Leslie Josephs
Arabica coffee futures are trading near 17-month lows, but prices are poised
to grind higher.
Brazil, the source of around one-third of the world's coffee beans, had been
expected to reap one of its largest crops on record. That has pushed arabica
prices down 21% so far this year.
However, trouble is brewing for those forecasts -- and prices should perk up
through the first half of this year.
First off, dry weather has cast doubts about the Brazilian harvest. The
government estimates a crop of just over 50 million 60-kilogram (132 pounds)
bags for the 2012-13 crop, which begins in May. But some private estimates were
near 60 million bags. Brazil's coffee trees bear fruit in alternating cycles
that produce larger and smaller harvests, referred to as on- and off-cycles.
This is an on-cycle season.
But due to the parched conditions, output may not soar. Joaquim Ferreira
Leite -- export director at cooperative Cooxupe, whose 12,000 members produce
around 10% of Brazil's crop -- said this year's harvest will most likely be in
line with the last one, when Brazil was in a smaller, off-cycle year that
produced only 43.5 million bags, according to the International Coffee
Organization.
Also with prices near 17-month lows of $1.7445 a pound, one major U.S.-based
coffee trader said farmers in Brazil may hold their supplies off the market to
pressure prices upward before selling. This tactic recently was successful in
Vietnam, the world's No. 2 producer. Coffee buyers say farmers there held off
selling until prices rallied for their robusta coffee -- arabica's less
expensive, lower-quality cousin. Prices in London for robusta have gained 14%
this year.
Also, arabica prices hit a 14-year high last May of $3.0625, and farmers
"already got a taste" of those prices and probably will take steps to chase
them this year, the trader said.
If dryness may clip Brazil's output, the opposite has taken a toll in
Colombia and Central America. Torrential rains in those nations, which produce
about 12% of the world's coffee beans, have led to tight supplies for their
sought-after arabica beans, which should lend additional support to prices this
year.
Arabica coffee prices will probably average $2.0587 per pound this year,
Societe Generale forecast in a report late last month. On Friday, arabica for
May delivery settled at $1.7920 a pound, down 2.1% on the week.
"We expect prices to continue trending lower into the Brazilian harvest,
before reversing higher . . . as supplies begin tightening again, assuming
demand remains strong," said Michael Haigh, a Societe Generale analyst.
Global demand for coffee is growing steadily -- at about 2% annually for
several years. A return to prices above $2 a pound, could open the floodgates
for another move toward the multiyear highs hit last year. More bullish news
should be in store for next season.
If prices can firm even with an on-cycle Brazilian crop, it is safe to expect
a bigger rally ahead of the 2013-14 season, since Brazil will be in an
off-cycle. Expect prices to start rising again in the second half of the year
in anticipation.
The market for coffee and the farmers who grow the beans have been subjected
to boom and bust cycles throughout history. But while prices recently have
fallen, the days of low-priced coffee appear to be over.
domingo, 15 de abril de 2012
HOJE E HÁ DOIS ANOS
HOJE E HÁ DOIS ANOS
A economia chinesa cresceu menos do que o estimado no primeiro trimestre do ano, dado econômico divulgado na madrugada da sexta-feira brasileira e americana que fez com que os investidores colocassem o pé no breque de novo.
O alerta do FMI aos países exportadores de commodities sobre a expectativa de preços mais baixos das matérias-primas também ajudou os baixistas.
O resultado foi um encarecimento dos juros (yields) dos títulos europeus, que sempre apanham mais do que as demais, com as bolsas escorregando de 3% a 5% no velho continente, e 2% de baixa nos Estados Unidos – a ultima também “ajudada” pelo comentário de Bernanke de que a economia está longe de encontrar uma recuperação sustentável.
Com este pano de fundo e uma proximidade da safra-nova brasileira, o café arábica em Nova Iorque caiu US$ 7.01 por saca – o mesmo tanto que em São Paulo. O robusta em Londres conseguiu achar suporte encerrando a semana de lado.
O fluxo de negócios no físico melhorou, principalmente no Brasil onde a oferta de produtores enfraqueceu um pouco mais os diferenciais permitindo aos exportadores e dealers colocar compras nos livros. Torradores também participaram do mercado, mas não para volumes significativos.
Nas outras origens notou-se também um enfraquecimento do basis, sinal que preocupa os altistas apesar da bolsa estar se mantendo ao redor de US$ 180 centavos por libra neste instante.
Ouvi nesta semana um comentário comparando o cenário atual com o mesmo de dois anos atrás, quando estávamos na boca de uma safra-brasileira grande e muitos no mercado estavam baixistas por causa disto. Na época (coincidentemente) fiz uma palestra no Seminário do Guarujá apontando para uma alta dos preços justificando a visão com alta utilização dos certificados, spreads levemente mais firmes, e principalmente em função dos diferenciais de cafés suaves estarem completamente descolados do “C” – em altas históricas (Colômbia por exemplo negociava a 100 centavos de prêmio sobre a bolsa).
Hoje a situação é apenas parecida no quesito de estarmos na entrada de outra safra grande no Brasil.
De positivo temos estoques mundiais do arábica equilibrados e com pouco espaço para perdas de produção e fundos com uma posição próxima de recorde vendida. No que se refere aos diferenciais vemos apenas os cafés colombianos com preços longe do referencial de bolsa, e um pouco o de Brasil distante dos níveis baratos que muitos compravam até 1 ano atrás. No mais há uma estagnação do uso dos certificados da ICE, e muito mais gente altista do que baixista – o que é razoável assumir que há mais gente do ramo comprado no mercado (a não ser que alguém seja maluco de estar bullish e vendido ao mesmo tempo)Por fim os níveis de fixação de origens para o período é percebido pelos participantes estar menor do que o normal, e diferentemente de dois anos atrás a indústria tem uma cobertura melhor do flat-price.
Resumindo não dá para falar que a situação é igual, até por também estarmos sendo surpreendidos pelo alto consumo de robusta em detrimento do arábica.
A proximidade do primeiro dia de notificação e o alto número de contratos em aberto está inchando o volume negociado dos futuros, com a atividade de spread dominando as sessões.
Aos altistas para o curto prazo resta a esperança do maio/julho ter estreitado para menos de US$ 1 centavo por libra e de estarmos no começo da temporada de frio no Brasil que a qualquer momento pode provocar uma cobertura da posição dos fundos.
Uma excelente semana a todos e muito bons negócios.
Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting
A economia chinesa cresceu menos do que o estimado no primeiro trimestre do ano, dado econômico divulgado na madrugada da sexta-feira brasileira e americana que fez com que os investidores colocassem o pé no breque de novo.
O alerta do FMI aos países exportadores de commodities sobre a expectativa de preços mais baixos das matérias-primas também ajudou os baixistas.
O resultado foi um encarecimento dos juros (yields) dos títulos europeus, que sempre apanham mais do que as demais, com as bolsas escorregando de 3% a 5% no velho continente, e 2% de baixa nos Estados Unidos – a ultima também “ajudada” pelo comentário de Bernanke de que a economia está longe de encontrar uma recuperação sustentável.
Com este pano de fundo e uma proximidade da safra-nova brasileira, o café arábica em Nova Iorque caiu US$ 7.01 por saca – o mesmo tanto que em São Paulo. O robusta em Londres conseguiu achar suporte encerrando a semana de lado.
O fluxo de negócios no físico melhorou, principalmente no Brasil onde a oferta de produtores enfraqueceu um pouco mais os diferenciais permitindo aos exportadores e dealers colocar compras nos livros. Torradores também participaram do mercado, mas não para volumes significativos.
Nas outras origens notou-se também um enfraquecimento do basis, sinal que preocupa os altistas apesar da bolsa estar se mantendo ao redor de US$ 180 centavos por libra neste instante.
Ouvi nesta semana um comentário comparando o cenário atual com o mesmo de dois anos atrás, quando estávamos na boca de uma safra-brasileira grande e muitos no mercado estavam baixistas por causa disto. Na época (coincidentemente) fiz uma palestra no Seminário do Guarujá apontando para uma alta dos preços justificando a visão com alta utilização dos certificados, spreads levemente mais firmes, e principalmente em função dos diferenciais de cafés suaves estarem completamente descolados do “C” – em altas históricas (Colômbia por exemplo negociava a 100 centavos de prêmio sobre a bolsa).
Hoje a situação é apenas parecida no quesito de estarmos na entrada de outra safra grande no Brasil.
De positivo temos estoques mundiais do arábica equilibrados e com pouco espaço para perdas de produção e fundos com uma posição próxima de recorde vendida. No que se refere aos diferenciais vemos apenas os cafés colombianos com preços longe do referencial de bolsa, e um pouco o de Brasil distante dos níveis baratos que muitos compravam até 1 ano atrás. No mais há uma estagnação do uso dos certificados da ICE, e muito mais gente altista do que baixista – o que é razoável assumir que há mais gente do ramo comprado no mercado (a não ser que alguém seja maluco de estar bullish e vendido ao mesmo tempo)Por fim os níveis de fixação de origens para o período é percebido pelos participantes estar menor do que o normal, e diferentemente de dois anos atrás a indústria tem uma cobertura melhor do flat-price.
Resumindo não dá para falar que a situação é igual, até por também estarmos sendo surpreendidos pelo alto consumo de robusta em detrimento do arábica.
A proximidade do primeiro dia de notificação e o alto número de contratos em aberto está inchando o volume negociado dos futuros, com a atividade de spread dominando as sessões.
Aos altistas para o curto prazo resta a esperança do maio/julho ter estreitado para menos de US$ 1 centavo por libra e de estarmos no começo da temporada de frio no Brasil que a qualquer momento pode provocar uma cobertura da posição dos fundos.
Uma excelente semana a todos e muito bons negócios.
Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting
sábado, 14 de abril de 2012
A irracionalidade do homem por trás das falhas dos líderes
A irracionalidade do homem por trás das falhas dos líderes
O mundo dos negócios é um apanhado de lugares-comuns em que as pessoas repetem e seguem comportamentos, opiniões e julgamentos sem contestar. Essa é a visão do holandês Freek Vermeulen, professor da London Business School, apontado como um dos principais pensadores de estratégia corporativa da atualidade.
Em seu livro Business Exposed, ou "Negócios expostos", numa tradução literal (inédito no Brasil), Freek dedica-se a revelar fraquezas como a inércia dos gerentes ou a indecisão dos presidentes, e mostrar como a irracionalidade humana cria falsas verdades na gestão de negócios. Um de seus alvos é a inclinação a imitar os outros, um aspecto da natureza do homem que se manifesta fortemente no trabalho.
São Paulo - O mundo dos negócios é um apanhado de lugares-comuns em que as pessoas repetem e seguem comportamentos, opiniões e julgamentos sem contestar. Essa é a visão do holandês Freek Vermeulen, professor da London Business School, apontado como um dos principais pensadores de estratégia corporativa da atualidade.
Em seu livro Business Exposed, ou "Negócios expostos", numa tradução literal (inédito no Brasil), Freek dedica-se a revelar fraquezas como a inércia dos gerentes ou a indecisão dos presidentes, e mostrar como a irracionalidade humana cria falsas verdades na gestão de negócios. Um de seus alvos é a inclinação a imitar os outros, um aspecto da natureza do homem que se manifesta fortemente no trabalho.
É essa mania que leva executivos experientes a copiar a concorrência, mesmo que a decisão seja prejudicial ao negócio. "Algumas vezes, os concorrentes estão fazendo bobagem e mesmo assim são imitados", diz Freek, em entrevista exclusiva à VOCÊ S/A. "Ao fazer algo só porque os outros fazem, o profissional perde a chance de inovar, de se destacar e de trazer lucro para a companhia."
Com base em sua experiência como consultor e em um extenso trabalho de pesquisa, em que conversou com dezenas de presidentes de empresas e executivos, Freek traçou um retrato crítico dos bastidores do mundo corporativo, revelando que a irracionalidade é um componente que não pode ser desprezado na tomada de decisão dos líderes, mesmo dos mais competentes.
"Como qualquer pessoa, um executivo tem limitações, e suas escolhas não são totalmente lógicas", diz. "Uma leitora me escreveu sugerindo um outro título para o livro: ´Todo mundo é estúpido´. De certo modo, ela está certa. Executivos fingem ter uma estratégia racional, mas também cometem erros."
Engana-se também quem considera que os erros aparecem apenas nas grandes decisões. Freek mostra que as situações mais corriqueiras de trabalho são um prato cheio para o engano. Em reuniões, por exemplo, o professor aponta a ocorrência do que ele chama de Paradoxo de Abilene.
Ele explica que, num grupo, vale a máxima do "quem cala consente". Quando alguém está falando e todos ouvem em silêncio, as pessoas supõem que todos estão de acordo. Isso, aponta Freek, inibe as vozes discordantes.
"Ninguém gosta de ser minoria e por isso as pessoas ficam em silêncio, mesmo quando não concordam com o que está sendo dito", afirma o professor. "A consequência disso é que, numa reunião, pode ocorrer de todos estarem divergindo, mas ninguém se manifestar por relutância."
A dica dele, nesse caso, é: ouse dar sua opinião. Provavelmente, vozes simpáticas vão aparecer. A seguir, confira outros erros dos líderes que Freek aponta no livro.
Copiar a concorrência
O receio de ousar e ir na contramão da concorrência demonstra a insegurança dos líderes. "Esse fenômeno faz com que os executivos prefiram errar seguindo o senso comum a esticar o pescoço para fora e se arriscar", diz o professor. Um dos principais artifícios na tomada de decisão é a imitação. Freek conta que, certa vez, numa consultoria que prestou a um executivo encarregado de fazer a expansão internacional de uma empresa, o mercado escandinavo se destacava como a opção ideal. "Ele não quis nem ouvir.
Disse que nenhum de seus concorrentes operava lá e que, por isso, não devia ser bom. Meses depois, ao encontrá-lo novamente, ele me contou que havia finalmente entrado nos países da Escandinávia. Perguntei se o meu conselho o tinha convencido. Respondeu que não. O motivo fora o início das operações na região do seu principal concorrente."
Inércia coletiva
A inércia coletiva também impacta a rotina das empresas. "Há certos procedimentos aos quais todo mundo adere, mas ninguém para e pergunta o porquê disso", diz Freek, que cita uma pesquisa da Universidade de Michigan com diretores de mais de 200 organizações americanas que revela que os executivos raramente criticam a estratégia da companhia, mesmo que discordem dela.
A pesquisa revelou ainda que os líderes desconheciam o que seus colegas pensavam a respeito. "Essa falta de diálogo faz com que empresas com problemas de estratégia sigam errando", afirma Freek. "Ninguém toma a iniciativa de reverter a situação."
Supervalorizar os números
Os líderes que se preocupam demais com números antes mesmo do início de um projeto correm o sério risco de enterrar uma boa ideia. Números são úteis, ressalta Freek, mas nem tudo pode ser quantificado. "Dois dos principais desafios das empresas hoje são inovar e atrair profissionais talentosos, que são coisas difíceis de estimar numericamente."
Prender- se a números em casos assim normalmente prejudica a companhia. "Às vezes, as iniciativas mais promissoras não têm números claros ou plano de negócios", afirma. Outro risco dos números é a falsa sensação de segurança. "É possível fazer com que os números digam o que se quer ouvir", diz Freek. "Com frequência, as pessoas tomam uma decisão e só depois saem em busca de números para sustentá-la." O exemplo mais típico, aponta o professor, aparece quando uma organização vai mal e os líderes começam a cortar gastos e pessoal.
"Os executivos atacam os itens mensuráveis, mas o problema pode ser intangível, como reputação, cultura organizacional ou moral baixo dos funcionários, algo que dificilmente os números conseguem captar", afirma Freek.
Acomodar-se com o sucesso
Líderes que tiveram experiências bem-sucedidas de carreira correm o risco de se tornar confiantes demais na própria capacidade. Freek menciona um estudo da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, com presidentes que tiveram grande êxito na primeira aquisição que conduziram e que nas compras posteriores fracassaram ou não foram tão bem.
"Por ter sucesso no primeiro negócio, esses executivos tornaram-se excessivamente confiantes, assumiram riscos maiores e não conseguiram repetir os resultados da primeira realização", conta Freek, que acrescenta que excesso de confiança é algo que se adquire no ambiente de trabalho e é preciso gerenciá-lo para não cair na armadilha. Profissionais mapeados como altos potenciais e trainees são dois públicos que estão expostos a esse risco.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Colombia Coffee Output Dropped 27% Last 12 Months; Exports Fell 18% 13/04/2012
Colombia Coffee Output Dropped 27% Last 12 Months; Exports Fell 18% Colombia's coffee production fell 27% during the 12-monthperiod through March, the National Federation of Coffee Growers, or Fedecafe,said Friday. Production totaled 7.040 million 60-kilogram bags from April 2011 throughMarch 2012, compared with 9.582 million bags during the 12 months prior, itsaid. Exports also dropped, declining 18% to 6.999 million bags during the past 12months through March, compared with 8.537 million bags previously. The coffee federation blames the declining production numbers on heavy rainsin late 2010 and 2011 related to the La Nina weather pattern. Colombia producesaround 11 million bags of coffee in a good year. It also has said a three-year-old program to refresh many coffee fields withnew plantings contributed to lower production in 2011 as these fields aren'tyet in their productive stage.
Para analista, o pior já passou para o mercado
Para analista, o pior já passou para o mercado
Os contratos futuros de café registraram alta ontem na bolsa de Nova York com compras de industrias e especualdores . O analista da Price Futures Jack Scoville, disse à Dow Jones Newswires que houve mais compras por parte de torrefadoras e especuladores. "O pior já passou para o mercado", afirmou. O analista prevê preços num patamar de US$ 2 a US$ 2,10 a libra-peso no curto prazo, mesmo com a aproximação do início da colheita brasileira, a partir de junho. Alguns participantes do mercado também avaliam que a safra do Brasil está superestimada. Eles avaliam que a falta de chuvas em algumas regiões pode afetar a produtividade das lavouras.
Notícias - 13/04/2012
Frutificação de café no Vietnã tem impulso de chuvas pesadas
A cultura do café no Vietnã foi impulsudada por chuvas fortes, de acordo com autoridades e produtores. "O clima é bastante favorável, com muita chuva durante a semana passada, quando as árvores precisavam de água para a frutificação", disse Mai Ky Van, chefe da divisão de negócios no café de outubro, Cacau Co., um produtor e empresa de comércio de Dak Lak província, a maior região de café. Chuvas em Buon Ma Thuot, a principal área de crescimento em Dak Lak, somaram 199,5 milímetros nos primeiros 10 dias deste mês, em comparação com uma média de 55 milímetros em anos anteriores, de acordo com a Dak Lak Hidrologia e Meteorologia do Office. A área não recebeu qualquer chuva no mesmo período do ano passado. Robusta negociado em Londres subiu 11 por cento, para 2.001 dólares a tonelada este ano e chegou a 2.174 dólares em 16 de fevereiro, o maior nível desde setembro, sobre o aumento da demanda global. A melhor colheita no Vietnã pode limitar o avanço. "As chuvas vieram na hora certa para a colheita e pode ajudar frutas ficam maiores", disse Huynh Quoc Thich, chefe do escritório do cultivo em área agrícola de Dak Lak. "Isso também ajuda a economizar custos dos agricultores de irrigação." Vietnã elevou sua previsão de exportação para 2012 em 17 por cento, para 1,15 milhão de toneladas, disse o relatório mensal publicado sobre o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural website 3 de abril. Embarques totalizaram 200.000 toneladas de café no mês passado, um aumento de 24 por cento ante o ano anterior, segundo dados divulgados em 28 de março pelo Instituto Geral de Estatística, em Hanói. O país pode produzir um recorde de 22 milhões de sacas de 60 quilos no ano de 2012-2013, de acordo com uma previsão de Ken Goldman, analista da JPMorgan Chase & Co., em 11 de abril. Bloomberg
Mercado - 13/04/2012
Café deve se recuperar por fundamentos, diz Cooxupé
O recuo recente visto nos preços do café não deve ser prolongar por muito tempo, uma vez que o setor trabalha com um balanço ajustado entre demanda e oferta globais nesta temporada, disse o presidente da maior cooperativa de café do mundo nesta quarta-feira. "Espero uma recuperação dos preços ao longo deste ano porque tem um equilíbrio muito bom de oferta e demanda. O consumo continua bom. Os fundamentos são positivos", disse à Reuters Carlos Alberto Paulino da Costa, presidente da Cooxupé, no intervalo de evento na BM&FBovespa em homenagem aos 80 anos da cooperativa. Costa observa que os cooperados iniciaram o ano com uma perspectiva de preços em torno de R$ 500 por saca de 60 kg, mas com a queda recente nos preços internacionais da commodity, os valores atuais oscilam perto de R$ 390 a saca. Na bolsa de Nova York, os café chegou a oscilar perto de US$ 3 por libra-peso em maio de 2011, maior valor em 34 anos. Agora o primeiro contrato está na casa de US$ 1,8 por libra-peso. Diante da retração dos preços, os produtores estão limitando as vendas do café enquanto aguardam a melhora das cotações. Em 2011, a cooperativa encerrou o ano com um salto de 68% no faturamento, para R$ 3 bilhões, com sustentação dos melhores preços. Deste total, cerca de 80% foram provenientes da comercialização do grão. As entregas de café na Cooxupé no ano passado somaram 4,3 milhões de sacas e os embarques somaram 2,46 milhões de sacas. A Cooxupé estimou na semana passada o recebimento de café em 6 milhões de sacas neste ano, contra as 5,1 milhões de sacas em 2010, último ano de alta no ciclo bianual do café. As exportações são previstas em 2,9 milhões de sacas, volume que se concretizado representará um salto de quase 70% ante dois anos atrás. Segundo Costa, o tempo mais seco no primeiro trimestre afetou o desenvolvimento dos ramos dos cafezais, que poderão ter efeito na nova safra. Quanto à qualidade dos grãos, a expectativa será quanto ao clima nos meses à frente. "A chuva na colheita é uma preocupação, porque pode afetar a qualidade do grão", disse. A colheita do café se inicia em maio e a entrada do produto no mercado consumidor ocorre em julho. O presidente ressaltou que o cenário é muito promissor para a cooperativa para o segmento dos cafés certificados. Do total exportado em 2011, 52% foram de cafés certificados, contra 23% do ano anterior. "O produtor está cada vez mais preocupado com a certificação. A expectativa é aumentar a fatia do produto certificado, pelo prêmio que é oferecido", disse Costa. Segundo ele, este prêmio tem ficado em média torno de R$ 20 por saca, mas pode chegar a até R$ 50 dependendo do tipo certificado. O presidente da Cooxupé destacou, durante seu discurso no evento, sua preocupação com a baixa liquidez na bolsa brasileira de commodities. "A BM&FBovespa está entre as maiores bolsas do mundo, mas é inaceitável que não dê liquidez ao produtor. Esta baixa liquidez da BMF nos preocupa muito", disse, ele referindo-se ao segmento da bolsa que negocia commodities. A Cooxupé, atualmente, responde por cerca de 40% das operações com café da BM&FBovespa e é membro do conselho da bolsa. A cooperativa opera em Nova York e outros mercados internacionais de commodities. O diretor de comunicação e marketing da Cooxupé, José Florêncio, explica que esta baixa liquidez também é um reflexo da cultura. Enquanto nos Estados Unidos é grande o número de pessoas físicas atuando em bolsa, seja por meio de consórcios ou corretoras, aqui no País a prática para o setor de commodities não está difundida. Florêncio disse que a cooperativa tem expectativa de aumento do número de participantes operando nas commodities para dar mais liquidez a este mercado, a exemplo do que acontece nos EUA. Segundo ele, a Cooxupé vem trabalhando com a bolsa em ações no sentido de dar liquidez e dar suporte para operações de estrangeiros. Reuters
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Os contratos futuros de café registraram alta ontem na bolsa de Nova York com compras de industrias e especualdores . O analista da Price Futures Jack Scoville, disse à Dow Jones Newswires que houve mais compras por parte de torrefadoras e especuladores. "O pior já passou para o mercado", afirmou. O analista prevê preços num patamar de US$ 2 a US$ 2,10 a libra-peso no curto prazo, mesmo com a aproximação do início da colheita brasileira, a partir de junho. Alguns participantes do mercado também avaliam que a safra do Brasil está superestimada. Eles avaliam que a falta de chuvas em algumas regiões pode afetar a produtividade das lavouras.
Notícias - 13/04/2012
Frutificação de café no Vietnã tem impulso de chuvas pesadas
A cultura do café no Vietnã foi impulsudada por chuvas fortes, de acordo com autoridades e produtores. "O clima é bastante favorável, com muita chuva durante a semana passada, quando as árvores precisavam de água para a frutificação", disse Mai Ky Van, chefe da divisão de negócios no café de outubro, Cacau Co., um produtor e empresa de comércio de Dak Lak província, a maior região de café. Chuvas em Buon Ma Thuot, a principal área de crescimento em Dak Lak, somaram 199,5 milímetros nos primeiros 10 dias deste mês, em comparação com uma média de 55 milímetros em anos anteriores, de acordo com a Dak Lak Hidrologia e Meteorologia do Office. A área não recebeu qualquer chuva no mesmo período do ano passado. Robusta negociado em Londres subiu 11 por cento, para 2.001 dólares a tonelada este ano e chegou a 2.174 dólares em 16 de fevereiro, o maior nível desde setembro, sobre o aumento da demanda global. A melhor colheita no Vietnã pode limitar o avanço. "As chuvas vieram na hora certa para a colheita e pode ajudar frutas ficam maiores", disse Huynh Quoc Thich, chefe do escritório do cultivo em área agrícola de Dak Lak. "Isso também ajuda a economizar custos dos agricultores de irrigação." Vietnã elevou sua previsão de exportação para 2012 em 17 por cento, para 1,15 milhão de toneladas, disse o relatório mensal publicado sobre o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural website 3 de abril. Embarques totalizaram 200.000 toneladas de café no mês passado, um aumento de 24 por cento ante o ano anterior, segundo dados divulgados em 28 de março pelo Instituto Geral de Estatística, em Hanói. O país pode produzir um recorde de 22 milhões de sacas de 60 quilos no ano de 2012-2013, de acordo com uma previsão de Ken Goldman, analista da JPMorgan Chase & Co., em 11 de abril. Bloomberg
Mercado - 13/04/2012
Café deve se recuperar por fundamentos, diz Cooxupé
O recuo recente visto nos preços do café não deve ser prolongar por muito tempo, uma vez que o setor trabalha com um balanço ajustado entre demanda e oferta globais nesta temporada, disse o presidente da maior cooperativa de café do mundo nesta quarta-feira. "Espero uma recuperação dos preços ao longo deste ano porque tem um equilíbrio muito bom de oferta e demanda. O consumo continua bom. Os fundamentos são positivos", disse à Reuters Carlos Alberto Paulino da Costa, presidente da Cooxupé, no intervalo de evento na BM&FBovespa em homenagem aos 80 anos da cooperativa. Costa observa que os cooperados iniciaram o ano com uma perspectiva de preços em torno de R$ 500 por saca de 60 kg, mas com a queda recente nos preços internacionais da commodity, os valores atuais oscilam perto de R$ 390 a saca. Na bolsa de Nova York, os café chegou a oscilar perto de US$ 3 por libra-peso em maio de 2011, maior valor em 34 anos. Agora o primeiro contrato está na casa de US$ 1,8 por libra-peso. Diante da retração dos preços, os produtores estão limitando as vendas do café enquanto aguardam a melhora das cotações. Em 2011, a cooperativa encerrou o ano com um salto de 68% no faturamento, para R$ 3 bilhões, com sustentação dos melhores preços. Deste total, cerca de 80% foram provenientes da comercialização do grão. As entregas de café na Cooxupé no ano passado somaram 4,3 milhões de sacas e os embarques somaram 2,46 milhões de sacas. A Cooxupé estimou na semana passada o recebimento de café em 6 milhões de sacas neste ano, contra as 5,1 milhões de sacas em 2010, último ano de alta no ciclo bianual do café. As exportações são previstas em 2,9 milhões de sacas, volume que se concretizado representará um salto de quase 70% ante dois anos atrás. Segundo Costa, o tempo mais seco no primeiro trimestre afetou o desenvolvimento dos ramos dos cafezais, que poderão ter efeito na nova safra. Quanto à qualidade dos grãos, a expectativa será quanto ao clima nos meses à frente. "A chuva na colheita é uma preocupação, porque pode afetar a qualidade do grão", disse. A colheita do café se inicia em maio e a entrada do produto no mercado consumidor ocorre em julho. O presidente ressaltou que o cenário é muito promissor para a cooperativa para o segmento dos cafés certificados. Do total exportado em 2011, 52% foram de cafés certificados, contra 23% do ano anterior. "O produtor está cada vez mais preocupado com a certificação. A expectativa é aumentar a fatia do produto certificado, pelo prêmio que é oferecido", disse Costa. Segundo ele, este prêmio tem ficado em média torno de R$ 20 por saca, mas pode chegar a até R$ 50 dependendo do tipo certificado. O presidente da Cooxupé destacou, durante seu discurso no evento, sua preocupação com a baixa liquidez na bolsa brasileira de commodities. "A BM&FBovespa está entre as maiores bolsas do mundo, mas é inaceitável que não dê liquidez ao produtor. Esta baixa liquidez da BMF nos preocupa muito", disse, ele referindo-se ao segmento da bolsa que negocia commodities. A Cooxupé, atualmente, responde por cerca de 40% das operações com café da BM&FBovespa e é membro do conselho da bolsa. A cooperativa opera em Nova York e outros mercados internacionais de commodities. O diretor de comunicação e marketing da Cooxupé, José Florêncio, explica que esta baixa liquidez também é um reflexo da cultura. Enquanto nos Estados Unidos é grande o número de pessoas físicas atuando em bolsa, seja por meio de consórcios ou corretoras, aqui no País a prática para o setor de commodities não está difundida. Florêncio disse que a cooperativa tem expectativa de aumento do número de participantes operando nas commodities para dar mais liquidez a este mercado, a exemplo do que acontece nos EUA. Segundo ele, a Cooxupé vem trabalhando com a bolsa em ações no sentido de dar liquidez e dar suporte para operações de estrangeiros. Reuters
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