Café tem pressão vendedora e volta a ficar abaixo dos 180 cents
Mais um dia de pressão e perdas para o café no mercado internacional. Os contratos futuros do arábica na ICE Futures US tiveram queda na sessão desta segunda-feira, após o final de semana prolongado. Especuladores e fundos voltaram a se posicionar no lado vendedor e a posição maio viu o nível psicológico de 180,00 centavos ser mais uma vez rompido. A sessão foi relativamente mais curta, já que se iniciou apenas às 7h30, horário local, como tradicionalmente ocorre após os feriados. Nova Iorque também não contou com o referencial dos cafés robustas, já que a bolsa de Londres ficou fechada nesta segunda, devido ao feriado na Grã-Bretanha. As baixas se deram pela manutenção do quadro gráfico baixista, apesar do já conhecido cenário sobrevendido construído após as fortes baixas recentes. Mesmo sobrevendido, o mercado atual não dá demonstração de buscar uma correção mais efetiva, algo que já foi tentado na semana passada, sem, contudo, ser registrada uma continuidade. Adicionalmente, o cenário externo colaborou para os resultados negativos. As bolsas de valores nos Estados Unidos recuaram cerca de 1% ao longo do dia, com o índice CRB também terminando com perdas, puxadas pelo café e petróleo, principalmente. O cenário macro foi influenciado pelos dados decepcionantes do relatório de emprego norte-americano. O levantamento indicou que a economia do país criou 120 mil novos postos de trabalho durante o mês de março, bem abaixo da expectativas de 200 mil novas contratações. Considerando apenas o setor privado, os postos de trabalho subiram 121 mil, nível também menor do que a estimativa de 215 mil. Já a taxa de desemprego recuou para 8,2%. As rolagens de posição, principalmente entre maio e julho, continuam a aumentar na bolsa nova-iorquina. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve baixa de 495 pontos com 178,05 centavos, sendo a máxima em 183,60 e a mínima em 177,55 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 495 pontos, com a libra a 180,55 centavos, sendo a máxima em 185,95 e a mínima em 180,10 centavos por libra. De acordo com analistas internacionais, o dia foi, mais uma vez, caracterizado por movimentações técnicas, com o predomínio de força dos baixistas. As tentativas de correção observadas na semana passada se mostraram insuficientes para reverter o quadro negativo e, passo a passo, os vendedores tentam puxar o mercado para o seu suporte recente. Esses analistas indicaram que, possivelmente, os vendedores devem testar o nível de 174,45 centavos, mínima atingida em 22 de março passado. "As perdas refletiram em parte o quadro externo, mas, efetivamente, temos uma ausência de força por parte dos compradores. Os baixistas continuam a dar as cartas e não parece haver nem sequer força para tentarmos ampliar um movimento corretivo que seria muito natural, diante do quadro sobrevendido", disse um trader. A maior demanda dos países exportadores e emergentes deverá seguir dando dinamismo ao mercado de café nos próximos anos, sustentando os preços em níveis relativamente elevados e favorecendo, assim, os produtores. A estimativa foi apresentada nesta segunda-feira por uma análise da instituição financeira Scotiabank. Analistas do departamento de estudos econômicos desse banco indicaram que a expectativa de uma diminuição em 4% na oferta global de café na safra 2011/2012 deve dar suporte para que as cotações tenham uma recuperação. As exportações de café da Guatemala em março caíram 1%, para 460.203 sacas, indicou a Anacafe (Associação Nacional de Café da Guatemala). No mesmo mês do ano passado, o país havia remetido 463.699 sacas ao exterior. Desde o início da temporada 2011/2012, em outubro de 2011, até o final de março, o país exportou 1,45 milhão de sacas, 1% a mais que no mesmo período de 2010/2011. As exportações brasileiras de café em abril, até o dia 4, somaram 95.739 sacas, contra 84.067 sacas registradas no mesmo período do mês passado, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 1.650 sacas, indo para 1.538.999 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 29.300 lotes, com as opções tendo 968 calls e 2.496 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 183,60, 184,00, 184,50, 184,90-185,00, 185,50, 186,00, 186,50, 187,00, 187,50, 188,00, 188,50, 189,00, 189,50, 189,90-190,00, 190,45-190,50, 191,00, 191,50 e 192,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 177,55-177,50, 177,10-177,00, 176,50, 176,00, 175,50, 175,10-175,00, 174,50, 174,00, 173,50, 173,00, 172,50, 172,00 e 171,50 centavos por libra.
CAFÉ: NY FECHA EM QUEDA DE 2,7% PRESSIONADA POR REALIZAÇÃO DE LUCROS Nova York, 9 - Os futuros do café arábica despencaram cerca de cinco centavos na Bolsa de Nova York (ICE Futures), depois que os investidores realizaram lucros, enquanto o Brasil se prepara para colher no próximo mês a maior safra em ciclo de alta produção. O movimento parece ter sido influenciado por fundos, disse o analista da corretora Newedge Marcio Bernardo, e as torrefadoras estavam ausentes. O contrato maio caiu 495 pontos (2,7%) e terminou a 178,05 cents por libra-peso, menor fechamento desde 29 de março. O mercado deve operar de lado no curto prazo. As informações são da Dow Jones.
CAFÉ: NY FECHA COM PERDAS EXPRESSIVAS DIANTE DE REALIZAÇÃO DE LUCROS
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta segunda-feira com preços acentuadamente mais baixos. As cotações caíram abaixo dos US$ 1,80 a libra-peso no fechamento no contrato maio, rompendo essa importante barreira técnica e psicológica. Segundo traders, fatores técnicos predominaram e fundos e especuladores realizaram lucros. As notícias e indicadores negativos da China e dos Estados Unidos seguiram repercutindo mal nos mercados, com perdas para as bolsas de valores pelo mundo, do índice de commodities CRB e de outros mercados contribuindo para o dia negativo no café arábica. A proximidade da entrada da safra brasileira de café arábica também pressiona as cotações, diante da colheita de uma safra cheia, após uma produção modesta em 2011. As informações partem de agências internacionais. Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 178,05 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 4,95 centavos, ou de 2,7%. A posição julho fechou a 180,55 cents, com retração de 4,95 cents, ou de 2,7%.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Azeite de oliva ganha força no reino do café
Azeite de oliva ganha força no reino do café
Há sete anos, quando os primeiros produtores com fazendas no sul de Minas Gerais começaram a plantar oliveiras, a iniciativa ainda tinha ares de experiência. A planta não tem tradição na região. O café domina parte das terras mineiras da Serra da Mantiqueira. Mas os produtores de oliva insistiam e apostavam que dali a alguns anos teriam um novo e lucrativo produto nas mãos: azeite de oliva extra virgem. E eles estavam certos.Seus primeiros litros de azeite surpreenderam amigos e conhecidos. Quem testa o mercado em pequenos eventos gastronômicos da região, vende garrafinhas de 250 ml por R$ 50. E agora estão transformando, de fato, a experiência em negócio. Um negócio que recentemente chamou a atenção até de um grande grupo, a Brascan."Importei uma máquina da Itália que tem capacidade para prensar até 1.000 quilos de olivas por hora", diz Luiz da Costa. "Estou me preparando para ter já no ano que vem uma marca própria." A extratora de Costa ainda está para chegar. Em sua propriedade em Camanducaia (MG), Costa colheu este ano cerca de 12 mil quilos do fruto - o que rende mais ou menos 2 mil litros do óleo. Em 2013, com o número maior dos seus 10 mil pés frutificando, sua produção será maior. A máquina extratora que até agora atende a ele a à maioria dos produtores da região fica numa pequena sala azuleijada na sede da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) no município de Maria da Fé.No fim de março, quando a reportagem visitou o local, a máquina - que prensa 100 quilos por hora - funcionava, literalmente, sem parar. Com produtores chegando a toda hora, a equipe da Epamig e sua máquina faziam turnos aos sábados e domingos e durante a semana o expediente ia até a noite. A colheita da oliva é feita entre fevereiro e março e o ideal é que ela seja prensada no mesmo dia para a extração do azeite.Foi a própria Epamig quem em 2004 começou a estimular o plantio de oliveiras. A empresa tinha algum know-how com a cultura desde os anos 50, mas nunca havia dado muita prioridade ao assunto. Em 2005, cerca de 10 mil pés foram plantados na região de Maria da Fé numa área que somava 20 hectares.Hoje são 350 mil pés em 750 hectares espalhados por 50 municípios - 40 deles em Minas e dez, em São Paulo, diz Nilton Caetano Oliveira, que encabeça os trabalhos com azeite e oliva no órgão e tem sido o principal incentivador da cultura no Estado. Uma associação dos produtores de oliva também está trabalhando na criação de uma marca própria. A acidez do azeite do sul de Minas está em média em 0,4%. Uma produtora já conseguiu chegar a 0,2%. Além do sul de Minas, azeite de oliva também tem sido produzido no Rio Grande Sul, diz Nilton Oliveira.Newton Kraemer Litwinski, um geólogo de 62 anos que está transferindo sua empresa para os filhos, também investiu em oliveiras e agora trabalha para entrar no mercado de azeites. Planeja importar uma extratora ainda este ano e já iniciou os trâmites nos órgãos reguladores para ter aprovado o prédio que está erguendo em Delfim Moreira (MG) de onde sairá sua produção.Filho de um paranense (que não teve muita sorte com as oliveiras que chegou a cultivar), Litwinski achou na Mantiqueira um microclima apropriado para oliveiras. Solo rochoso, chuvas bem distribuídas, 200 horas de geada por ano e muita insolação. Litwinski começou a plantar em 2009. Todas oliveiras orgânicas, diz. Os primeiros litros de suas olivas saíram no ano passado."O azeite que está sendo produzido na região não é um azeite de prateleira de supermercado. Esses azeites nem sempre são extraídos na primeira prensa. O azeite que estamos trabalhando, assim como o pessoal da Epamig, é um azeite equivalente aos artesanais produzidos na Itália, Portugal e na Grécia", diz Litwinski. Na Europa, produtos dessa estirpe são vendidos a 100 euros, diz ele.No sul de Minas, os primeiros litros estão sendo vendidos em feiras e eventos gastronômicos por R$ 200 o litro - e garrafinhas de 250 ml por R$ 50.Fazendo as contas: pelo valor de hoje, daqui a quatro anos, quando as oliveiras do sul do Estado estiverem todas no ponto e produzindo 8 mil toneladas de olivas, o que rende 500 a 600 mil litros, o negócio do azeite na região movimentará de R$ 100 milhões a R$ 120 milhões. A safra deste ano produziu 30 toneladas e 3,5 mil litros do óleo.Quem está mais adiantado, prospecta um mercado de nicho. "Vou procurar restaurantes de luxo. Quero mostrar o azeite que teremos no ano que vem para o Alex Atala [chefe de cozinha], levar o produto a lojas especializadas em vinhos e butiques", diz Luiz da Costa. É um caminho semelhante ao que outros produtores querem trilhar."Estamos analisando a possibilidade de entrar no negócio", diz Renato Cavalini, presidente da BrascanAgri, braço da Brascan, da multinacional canadense Brookfield. A empresa possui uma área de 600 hectares em Delfim Moreira "A área das nossas terras que seria a mais adequada para oliveiras está hoje com pinus. Estamos fazendo estudos, nos aproximando do pessoal da Epamig", diz Cavalini.Se a empresa decidir que o negócio é viável, diz o executivo, não será em nichos de luxo que a empresa buscará seus clientes. "Se plantarmos 100 hectares, seremos provavelmente os maiores produtores do Brasil. Me daria por satisfeito se tivéssemos contratos de fornecimento com empresas como a PepsiCo ou a Nabisco ". Enquanto a empresa estuda o caso, Cavalini avalia a experiência do sul de Minas assim: "É uma realidade na região e é um negócio promissor."
Há sete anos, quando os primeiros produtores com fazendas no sul de Minas Gerais começaram a plantar oliveiras, a iniciativa ainda tinha ares de experiência. A planta não tem tradição na região. O café domina parte das terras mineiras da Serra da Mantiqueira. Mas os produtores de oliva insistiam e apostavam que dali a alguns anos teriam um novo e lucrativo produto nas mãos: azeite de oliva extra virgem. E eles estavam certos.Seus primeiros litros de azeite surpreenderam amigos e conhecidos. Quem testa o mercado em pequenos eventos gastronômicos da região, vende garrafinhas de 250 ml por R$ 50. E agora estão transformando, de fato, a experiência em negócio. Um negócio que recentemente chamou a atenção até de um grande grupo, a Brascan."Importei uma máquina da Itália que tem capacidade para prensar até 1.000 quilos de olivas por hora", diz Luiz da Costa. "Estou me preparando para ter já no ano que vem uma marca própria." A extratora de Costa ainda está para chegar. Em sua propriedade em Camanducaia (MG), Costa colheu este ano cerca de 12 mil quilos do fruto - o que rende mais ou menos 2 mil litros do óleo. Em 2013, com o número maior dos seus 10 mil pés frutificando, sua produção será maior. A máquina extratora que até agora atende a ele a à maioria dos produtores da região fica numa pequena sala azuleijada na sede da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) no município de Maria da Fé.No fim de março, quando a reportagem visitou o local, a máquina - que prensa 100 quilos por hora - funcionava, literalmente, sem parar. Com produtores chegando a toda hora, a equipe da Epamig e sua máquina faziam turnos aos sábados e domingos e durante a semana o expediente ia até a noite. A colheita da oliva é feita entre fevereiro e março e o ideal é que ela seja prensada no mesmo dia para a extração do azeite.Foi a própria Epamig quem em 2004 começou a estimular o plantio de oliveiras. A empresa tinha algum know-how com a cultura desde os anos 50, mas nunca havia dado muita prioridade ao assunto. Em 2005, cerca de 10 mil pés foram plantados na região de Maria da Fé numa área que somava 20 hectares.Hoje são 350 mil pés em 750 hectares espalhados por 50 municípios - 40 deles em Minas e dez, em São Paulo, diz Nilton Caetano Oliveira, que encabeça os trabalhos com azeite e oliva no órgão e tem sido o principal incentivador da cultura no Estado. Uma associação dos produtores de oliva também está trabalhando na criação de uma marca própria. A acidez do azeite do sul de Minas está em média em 0,4%. Uma produtora já conseguiu chegar a 0,2%. Além do sul de Minas, azeite de oliva também tem sido produzido no Rio Grande Sul, diz Nilton Oliveira.Newton Kraemer Litwinski, um geólogo de 62 anos que está transferindo sua empresa para os filhos, também investiu em oliveiras e agora trabalha para entrar no mercado de azeites. Planeja importar uma extratora ainda este ano e já iniciou os trâmites nos órgãos reguladores para ter aprovado o prédio que está erguendo em Delfim Moreira (MG) de onde sairá sua produção.Filho de um paranense (que não teve muita sorte com as oliveiras que chegou a cultivar), Litwinski achou na Mantiqueira um microclima apropriado para oliveiras. Solo rochoso, chuvas bem distribuídas, 200 horas de geada por ano e muita insolação. Litwinski começou a plantar em 2009. Todas oliveiras orgânicas, diz. Os primeiros litros de suas olivas saíram no ano passado."O azeite que está sendo produzido na região não é um azeite de prateleira de supermercado. Esses azeites nem sempre são extraídos na primeira prensa. O azeite que estamos trabalhando, assim como o pessoal da Epamig, é um azeite equivalente aos artesanais produzidos na Itália, Portugal e na Grécia", diz Litwinski. Na Europa, produtos dessa estirpe são vendidos a 100 euros, diz ele.No sul de Minas, os primeiros litros estão sendo vendidos em feiras e eventos gastronômicos por R$ 200 o litro - e garrafinhas de 250 ml por R$ 50.Fazendo as contas: pelo valor de hoje, daqui a quatro anos, quando as oliveiras do sul do Estado estiverem todas no ponto e produzindo 8 mil toneladas de olivas, o que rende 500 a 600 mil litros, o negócio do azeite na região movimentará de R$ 100 milhões a R$ 120 milhões. A safra deste ano produziu 30 toneladas e 3,5 mil litros do óleo.Quem está mais adiantado, prospecta um mercado de nicho. "Vou procurar restaurantes de luxo. Quero mostrar o azeite que teremos no ano que vem para o Alex Atala [chefe de cozinha], levar o produto a lojas especializadas em vinhos e butiques", diz Luiz da Costa. É um caminho semelhante ao que outros produtores querem trilhar."Estamos analisando a possibilidade de entrar no negócio", diz Renato Cavalini, presidente da BrascanAgri, braço da Brascan, da multinacional canadense Brookfield. A empresa possui uma área de 600 hectares em Delfim Moreira "A área das nossas terras que seria a mais adequada para oliveiras está hoje com pinus. Estamos fazendo estudos, nos aproximando do pessoal da Epamig", diz Cavalini.Se a empresa decidir que o negócio é viável, diz o executivo, não será em nichos de luxo que a empresa buscará seus clientes. "Se plantarmos 100 hectares, seremos provavelmente os maiores produtores do Brasil. Me daria por satisfeito se tivéssemos contratos de fornecimento com empresas como a PepsiCo ou a Nabisco ". Enquanto a empresa estuda o caso, Cavalini avalia a experiência do sul de Minas assim: "É uma realidade na região e é um negócio promissor."
Sem correções, café volta a demonstrar fraqueza na ICE
Sem correções, café volta a demonstrar fraqueza na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira com quedas. Antes do final de semana prolongado, os players não se mostraram preocupados em garantir a cobertura de algumas posições e os especuladores atuaram basicamente no lado vendedor ao longo de todo o dia. Ao contrário da quarta-feira, o dia não se mostrou com forte volatilidade, com os preços náo rompendo suportes ou resistências. O mercado externo também não teve maiores influências no comportamento do café, sendo que o índice CRB conseguiu acumular ganhos modestos, mesmo com o dólar registrando valorização em relação a uma cesta de moedas internacionais. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve baixa de 175 pontos com 183,00 centavos, sendo a máxima em 185,00 e a mínima em 180,95 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 185 pontos, com a libra a 185,50 centavos, sendo a máxima em 187,60 e a mínima em 183,45 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 4 dólares, com 1.987 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 5 dólares, com 2.005 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacional, a quinta-feira foi caracterizada por uma certa consolidação da tendência de pressão, que praticamente anulou a tentativa de correção na bolsa nova-iorquina. Ao longo dos últimos dias, os bulls (altistas) buscaram forçar uma alta no gráfico diário, dissociados, efetivamente, da tendência baixista de longo prazo. No aspecto geral, o café vem desenvolvendo uma ação de baixa desde maio de 2011, depois de ter conseguido se posicionar acima do patamar de 300,00 centavos de dólar, sendo que essa retração culminou na mínima de 174,45 centavos, atingida em 22 de março passado. Dave Toth, diretor de análise técnica da R. J. O'Brien, indicou que o mercado é movimentado, com várias ocorrências. No curto prazo, o especialista apontou que o rally recente pode ser um indicativo de que o mercado tenda a querer subir, por outro lado, ele ressaltou que a baixa de 178,70 centavos é um importante nível técnico de curto prazo que deve ser monitorado. "O 178,70 centavos é um parâmetro de risco para algumas decisões altistas", disse. Para ele, esse nível poderá indicara possibilidade de manutenção das tentativas de ganhos, mas, se rompido, poderá abrir espaço para novas liquidações e ampliação das perdas. No longo prazo, Toth concorda com a maior parte dos analistas e avalia que a tendência do segmento cafeeiro é baixista, sendo que o mercado estaria estabilizado no momento em uma zona em que se verificam muitos suportes chave de longo prazo. Primeiramente, Toth indicou o ponto de alta de fevereiro de 2008, em 171,90 centavos, como um ponto de suporte de longo prazo. "Esse nível prevaleceu por quase dois anos e agora é 'candidato' a suporte. Adicionalmente, a baixa de 50% da escala e rally de 2008 a 2011 se situa em 177,63 centavos", complementou. O especialista ressaltou que uma pesquisa do "Consenso Altista" (Bullish Consensus) caiu a 32%, isso significa o menor nível desde outubro de 2008. "Aconselhamos os players a buscar uma posição neutra. No longo prazo a tendência é buscarmos os níveis de suporte, mas as correções são possíveis e o nível delas é imprevisível", complementou. As remessas cafeeiras de Uganda ao exterior tiveram retração de 18% em março, com 187.592 sacas, indicou a Autoridade para o Desenvolvimento do Café de Uganda. A entidade indicou que os números menores refletem a produção, que foi afetada pela estiagem ao longo dos últimos meses. Entre outubro de 2011 e o final de março, o país já acumulava o embarque de 1,33 milhão de sacas, 0,8% a mais que em 2010/2011. Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 2.775 em 1.537.349 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 32.404 lotes, com as opções tendo 831 calls e 476 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 185,00, 185,50, 186,00, 186,50, 187,00, 187,50, 188,00, 188,50, 189,00, 189,50, 189,90-190,00, 190,45-190,50, 191,00, 191,50 e 192,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 180,95, 180,50, 180,10-180,00, 179,50, 179,00, 178,70, 178,50, 178,00, 177,50, 177,10-177,00, 176,50, 176,00, 175,50, 175,10-175,00 e 174,50 centavos por libra. NY FECHA EM BAIXA PELO 3º DIA SEGUIDO; CONTRATO MAIO CAI 0,95% Os futuros do café arábica fecharam em baixa pelo terceiro pregão consecutivo na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). O contrato maio caiu 175 pontos (0,95%) e terminou em 183 cents por libra-peso, distanciando-se da mínima diária de 180,95 cents por libra-peso devido às compras no fim do pregão. O julho recuou 185 pontos (0,99%) e encerrou em 185,50 cents por libra-peso. Ontem, o Conselho dos Exportadores de Café (CeCafé) informou que as exportações brasileiras da commodity em março atingiram 2,189 milhões de sacas de 60 quilos cada, volume 19,8% menor que o registrado no mesmo intervalo de 2011 devido ao ciclo atual de baixa produção. Entretanto, os dados também podem significar que alguns cafeicultores estão segurando as ofertas e aguardando preços mais altos. Thiago Cazarini, fundador da corretora Cazarini Trading Corp., observou que as cotações ainda não estão em alta e, portanto, "os exportadores ainda não estão vendendo agressivamente." Isso pode ajudar os preços no curto prazo, com poucos grãos no mercado, mas o início da colheita de uma safra abundante no Brasil pode puxá-los novamente para baixo. As informações são da Dow Jones. Confira na tabela abaixo como ficaram os principais vencimentos da commodity na ICE e na Liffe. NY VOLTA A FECHAR NO TERRITÓRIO NEGATIVOA Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quinta-feira com preços mais baixos, em um dia de oscilações bem menores que as da sessão anterior. Fatores técnicos voltaram a predominar, com o mercado não conseguindo passar da faixa de 185,00 centavos de dólar por libra-peso na alta e nem descer abaixode 180,00 cents nos movimentos de queda, tomando por base o contrato maio. As vendas externas do Brasil seguem mais lentas em função da escassez de oferta disponível, no entanto o mercado é pressionado pela expectativa quanto à entrada de uma boa safra brasileira nos próximos meses. As informações partem de agências internacionais. Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 183,00 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 1,75 centavo, ou de 0,9%.A posição julho fechou a 185,50 cents, com retração de 1,85 cent, ou de 1,0%. Londres mantém rolagens e tem novo dia de queda para café Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quinta-feira com novas baixas, em uma sessão em que as rolagens continuaram ativas, principalmente no eixo maio-julho e com o fechamento da primeira posição se dando próximo das mínimas do dia. Especuladores foram ativos principalmente nas baixas, o que permitiu a pressão baixista. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado pela continuidade das ações que vinham sendo observadas ao longo dos últimos dias na bolsa londrina. Apesar de as origens ainda ofertarem volumes ligeiramente menores que os tradicionais, algumas vendas já deram sustentação às perdas, seguindo, em parte, a fraqueza dos arábicas em Nova Iorque, que já perduram há algum tempo. "Tivemos um aumento de pressão nos últimos dias, até devido ao dólar que passou a contar com uma força adicional em relação a outras moedas. Apesar de o maio voltar a ficar abaixo do nível de 2.000 dólares, ainda demonstram consistência, que é criada, efetivamente, pelas vendas escalonadas por parte das origens", disse um trader. O maio na bolsa londrina tem 31,1 mil contratos em aberto, contra 38,4 mil do julho. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 4,13 mil lotes, com o julho tendo 3,81 mil lotes negociados. O spread entre as posições março e maio ficou em 18 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou queda de 4 dólares, com 1.987 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 5 dólares, com 2.005 dólares por tonelada. DÓLAR CAI NA SESSÃO E, NA SEMANA, ACUMULA BAIXA DE 0,05% São Paulo, 5 - Após oscilar desde a abertura entre alta de 0,27% e a estabilidade, o dólar à vista no balcão virou para queda nos minutos finais de negociação, acompanhando a renovação da mínima do dólar maio 2012, a R$ 1,8340 (-0,14%). Na semana em que o governo reafirmou seu compromisso em não permitir a apreciação do real, o dólar no balcão acumulou queda de 0,05% e, no ano, recua 2,30%. O dólar spot no balcão encerrou esta quinta-feira no piso do dia, com baixa de 0,05%, mas acima do piso informal de R$ 1,82, cotado a R$ 1,8260. Na máxima após a abertura, foi negociado a R$ 1,8320, em sintonia com a valorização externa da moeda norte-americana. A queda no final respondeu ao aumento da oferta de moeda, depois que os agentes financeiros tiveram certeza de que o Banco Central não faria leilão de compra hoje. Na BM&F, o dólar pronto terminou com leve alta de 0,07%, a R$ 1,8283. O fluxo cambial na sessão foi aparentemente positivo, mas pequeno, contribuindo para manter o giro financeiro baixo e até para justificar a não realização de leilão de compra pelo BC, pelo segundo dia seguido. O giro financeiro registrado na clearing de câmbio até 16h47 somava US$ 1,667 bilhão (US$ 1,458 bilhão em D+2). No mercado futuro, às 16h51, o dólar maio 2012 recuava 0,11%, a R$ 1,8345, com giro de US$ 11,677 bilhões, de um total de US$ 11,680 bilhões girados com apenas dois vencimentos da moeda. Os agentes financeiros observaram a queda dos juros futuros após a desaceleração do IPCA de março maior que a prevista. O movimento das taxas futuras poderia gerar pressão de alta sobre o dólar, mas não foi isso que se observou, disse um operador de tesouraria de um banco. "O dólar só devolveu ganhos ante o real desde a abertura", afirmou a fonte, na contramão do comportamento no exterior. Lá fora, a moeda norte-americana subiu em relação ao euro, o franco suíço e uma cesta de seis moedas fortes (dólar Index). O ajuste positivo antes do fim de semana prolongado refletiu expectativas de que os dados oficiais do mercado de trabalho nos Estados Unidos possam surpreender positivamente, a exemplo dos números sobre o nível de emprego privado no país divulgados hoje. Segundo a Challenger, Gray & Christmas, o número de demissões anunciadas por grandes empresas teve queda de 27% em março, para o nível mais baixo em dez meses; o departamento do trabalho, por sua vez, informou que o número de pedidos de auxílio-desemprego voltou a cair na semana passada, para o nível mais baixo em quatro anos (com a ressalva de que o número da semana anterior foi revisado para cima). De outro lado, cresceram as preocupações quanto à crise da dívida na zona do euro. Em consequência, às 17h11, o euro recuava a US$ 1,3063, ante US$ 1,3142 no fim da tarde de ontem. CAFÉ: LEVANTAMENTO DE SAFRAS DESTACA QUEDAS ACENTUADAS NOS PREÇOS EM MARÇOOs preços do café caíram de forma consistente no mercadofísico brasileiro ao longo do mês de março. As perdas foram tanto em reais quanto em dólares. É o que mostra levantamento de SAFRAS & Mercado. O mercado seguiu as perdas externas, com destaque para a baixa do arábica na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures). O segundo contrato de café negociado na ICE em NY caiu 10,48% em março, fechando o mês com preço médio de US$ 250,18 a saca de 60 quilos (189,13 cents/lb). Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, a perda externafoi compensada em parte pela valorização do dólar. A divisa norte-americana subiu 4,47% fechando o mês com cotação média de R$ 1,7940. A soma ainda deu negativa, o que explica a pressão sobre os preços internos. A proximidade da safra nova e o crescente interesse de produtor para a negociação de remanescente contribuíram com o recuo, aponta Barabach. O arábica de bebida dura tipo 6 do Sul de Minas Gerais terminou março cotado em média a R$ 391,64 a saca de 60 quilos, com desvalorização de 11,79%em relação a fevereiro, quando trocava de mãos a R$ 444,00 a saca. Perde o importante referencial de R$ 400 a saca. Em divisa norte-americana, a bebida dura sul-mineira caiu 15,57%, negociada a US$ 218,30 a saca. A bebida mais fina do Cerrado mineiro alcançou preço médio de R$ 403,41 a saca de 60 quilos em março, com perdas de 10,72% na comparação com fevereiro (R$ 451,84). Em divisa estrangeira recuou 14,54%, com bica fina do Cerrado em torno de US$ 224,87 a saca. A bebida Rio tipo 7 da Zona da Mata de Minas Gerais voltou a cair menos queo café duro, encontrando suporte no interesse de compra interno, na oferta curta e na fidelidade externa, coloca o analista de SAFRAS. Trocou de mãos a R$308,41 a saca, desvalorização de 7,46%. Em dólar, a bebida Rio trocou de mãos a US$ 171,91 a saca, queda de apenas 11,42% em comparação ao mês anterior. O arábica duro com 600 defeitos também caiu menos que os cafés de bebida dura destinados à exportação. A demanda interna aquecida segurou a onda baixista, observa Barabach. Em março, esse café foi negociado a R$ 309,55a saca, baixa de 7,45%. O conillon tipo 7 capixaba caiu 5,73% em março, negociado a R$ 248,18 a saca. Em divisa estrangeira, foi vendido a US$ 138,34 a saca, baixa de 9,76%. Segundo Gil Barabach, o avanço de café novo pressiona cotações, com mercado encontrando alento no bom desempenho externo. O referencial londrino sustenta-seacima do importante suporte de US$ 2.000 a tonelada, com o robusta na LIFFE valorizado em 3,10% em março. A retranca do Vietnã oferece suporte às cotações no terminal londrino, completa. Acompanhe abaixo o quadro com o comparativo da evolução mensal dos preços médios em reais e em dólares e em outros períodos:==========================================================================CAFÉ: PREÇOS MÉDIOS MERCADO FISICO INTERNO- em saca de 60 quilos -==========================================================================EVOLUÇÃO MENSAL COMPARATIVA - ANO 2011/2012 Fino Cerrado Duro Sul Café Rio Conillon 600 defeitos NY (1) MG (2) (3) 7 (4) (5) (6)========================================================================== - em reais -Março2011 541,71 537,05 300,71 207,38 301,43 -Abril2011 541,68 535,26 297,89 213,21 297,89 -Maio2011 545,00 537,05 291,36 221,59 305,86 -Junho2011 505,57 496,43 286,67 217,10 293,33 -Julho2011 464,33 459,43 288,43 210,95 305,71 -Agosto2011 476,78 470,96 301,09 214,39 313,48 -Setembro2011 533,62 522,29 317,24 226,95 343,10 -Outubro2011 513,85 501,80 314,65 236,40 326,50 -Novembro2011 518,60 507,70 325,80 261,25 338,50 -Dezembro2011 521,62 511,86 333,33 292,76 346,90 -Janeiro2012 508,86 499,05 347,50 289,36 362,50 -Fevereiro2012(b) 451,84 444,00 333,26 263,26 334,47 -Março2012 (a) 403,41 391,64 308,41 248,18 309,55 -Var % (a/b) -10,72 -11,79 -7,46 -5,73 -7,45 - - em dólares -Março2011 326,42 323,61 181,20 124,96 181,63 363,47Abril2011 341,63 337,58 187,88 134,47 187,88 376,48Maio2011 337,75 332,82 180,56 137,32 189,55 368,27Junho2011 318,43 312,67 180,55 136,73 184,75 347,75Julho2011 297,01 293,87 184,49 134,93 195,55 339,15Agosto2011 297,99 294,35 188,18 133,99 195,93 345,04Setembro2011 304,02 297,57 180,74 129,30 195,47 344,90Outubro2011 290,35 283,54 177,79 133,58 184,49 312,55Novembro2011 289,24 283,16 181,71 145,71 188,79 309,77Dezembro2011 283,61 278,30 181,23 159,18 188,61 299,60Janeiro2012 284,60 279,11 194,35 161,84 202,74 299,25Fevereiro2012(b) 263,12 258,55 194,07 153,30 194,77 279,46Março2012 (a) 224,87 218,30 171,91 138,34 172,54 250,18Var % (a/b) -14,54 -15,57 -11,42 -9,76 -11,41 -10,48--------------------------------------------------------------------------COMPARATIVO ANUAL COM BASE NO MES DE MARÇO - EM DÓLARES Fino Cerrado Duro Sul Café Rio Conillon 600 defeitos NY (1) MG (2) (3) 7 (4) (5) (6)--------------------------------------------------------------------------2006 122,26 117,77 79,81 82,22 101,43 144,442007 119,80 117,89 110,88 95,20 106,37 149,492008 155,82 152,86 133,82 131,33 136,04 191,992009 114,37 113,08 89,27 89,66 96,60 148,692010 161,78 156,82 115,11 95,53 123,87 178,582011 (d) 326,41 323,60 181,20 124,96 181,63 363,472012 (c) 224,87 218,30 171,91 138,34 172,54 250,18Var % (c/d) -31,11 -32,54 -5,12 10,71 -5,00 -31,17--------------------------------------------------------------------------COMPARATIVO TEMPORADA COMERCIAL - EM DÓLARES Fino Cerrado Duro Sul Café Rio Conillon 600 defeitos NY (1) MG (2) (3) 7 (4) (5) (6)--------------------------------------------------------------------------2006/07 119,25 116,67 104,39 90,69 99,93 150,342007/08 147,11 144,30 128,65 117,43 129,01 176,232008/09 128,67 127,02 104,47 102,22 112,44 164,822009/10 155,72 152,54 112,34 93,66 125,36 181,192010/11 (f) 258,60 255,39 150,63 114,29 156,82 303,012011/12 (e)** 281,91 251,99 183,83 143,35 190,99 308,88Var % (e/f) 9,01 -1,33 22,04 25,43 21,79 1,94--------------------------------------------------------------------------COMPARATIVO ANO CIVIL*** - EM DÓLARES Fino Cerrado Duro Sul Café Rio Conillon 600 defeitos NY (1) MG (2) (3) 7 (4) (5) (6)--------------------------------------------------------------------------2007 130,02 127,42 117,57 102,68 114,30 176,232008 145,69 143,33 123,72 118,81 128,46 178,672009 135,35 133,52 102,73 94,89 114,50 169,172010 181,93 178,64 121,24 94,73 131,79 218,462011 (h) 305,45 300,91 178,31 134,36 184,20 339,022012 (g) **** 257,53 251,99 186,78 151,16 190,02 276,30Var % ( g/h) -15,69 -16,26 4,75 12,51 3,16 -18,50--------------------------------------------------------------------------Fonte: SAFRAS & MercadoObs: (1) Bica de Café Fino (até 10% de catação) do Cerrado de Minas Gerais(2) Bica de Bebida Dura (até 15% de catação) do Sul de Minas Gerais(3) Bica de Bebida Rio tipo 7 da Zona da Mata de Minas Gerais(4) Bica de Café Conillon tipo 7 posto em Vitória no Espírito Santo(5) Bica de Arábica com 600 defeitos - Consumo Interno - Minas Gerais(6) Base segundo contrato de café na Bolsa de NY (NYBOT) - convertido em US$ por 60 quilos** Acumulado parcial do ano comercial (Julho/2011 a Março/2012)*** Acumulado janeiro a dezembro **** acumulado até Março/2012==========================================================================
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira com quedas. Antes do final de semana prolongado, os players não se mostraram preocupados em garantir a cobertura de algumas posições e os especuladores atuaram basicamente no lado vendedor ao longo de todo o dia. Ao contrário da quarta-feira, o dia não se mostrou com forte volatilidade, com os preços náo rompendo suportes ou resistências. O mercado externo também não teve maiores influências no comportamento do café, sendo que o índice CRB conseguiu acumular ganhos modestos, mesmo com o dólar registrando valorização em relação a uma cesta de moedas internacionais. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve baixa de 175 pontos com 183,00 centavos, sendo a máxima em 185,00 e a mínima em 180,95 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 185 pontos, com a libra a 185,50 centavos, sendo a máxima em 187,60 e a mínima em 183,45 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 4 dólares, com 1.987 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 5 dólares, com 2.005 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacional, a quinta-feira foi caracterizada por uma certa consolidação da tendência de pressão, que praticamente anulou a tentativa de correção na bolsa nova-iorquina. Ao longo dos últimos dias, os bulls (altistas) buscaram forçar uma alta no gráfico diário, dissociados, efetivamente, da tendência baixista de longo prazo. No aspecto geral, o café vem desenvolvendo uma ação de baixa desde maio de 2011, depois de ter conseguido se posicionar acima do patamar de 300,00 centavos de dólar, sendo que essa retração culminou na mínima de 174,45 centavos, atingida em 22 de março passado. Dave Toth, diretor de análise técnica da R. J. O'Brien, indicou que o mercado é movimentado, com várias ocorrências. No curto prazo, o especialista apontou que o rally recente pode ser um indicativo de que o mercado tenda a querer subir, por outro lado, ele ressaltou que a baixa de 178,70 centavos é um importante nível técnico de curto prazo que deve ser monitorado. "O 178,70 centavos é um parâmetro de risco para algumas decisões altistas", disse. Para ele, esse nível poderá indicara possibilidade de manutenção das tentativas de ganhos, mas, se rompido, poderá abrir espaço para novas liquidações e ampliação das perdas. No longo prazo, Toth concorda com a maior parte dos analistas e avalia que a tendência do segmento cafeeiro é baixista, sendo que o mercado estaria estabilizado no momento em uma zona em que se verificam muitos suportes chave de longo prazo. Primeiramente, Toth indicou o ponto de alta de fevereiro de 2008, em 171,90 centavos, como um ponto de suporte de longo prazo. "Esse nível prevaleceu por quase dois anos e agora é 'candidato' a suporte. Adicionalmente, a baixa de 50% da escala e rally de 2008 a 2011 se situa em 177,63 centavos", complementou. O especialista ressaltou que uma pesquisa do "Consenso Altista" (Bullish Consensus) caiu a 32%, isso significa o menor nível desde outubro de 2008. "Aconselhamos os players a buscar uma posição neutra. No longo prazo a tendência é buscarmos os níveis de suporte, mas as correções são possíveis e o nível delas é imprevisível", complementou. As remessas cafeeiras de Uganda ao exterior tiveram retração de 18% em março, com 187.592 sacas, indicou a Autoridade para o Desenvolvimento do Café de Uganda. A entidade indicou que os números menores refletem a produção, que foi afetada pela estiagem ao longo dos últimos meses. Entre outubro de 2011 e o final de março, o país já acumulava o embarque de 1,33 milhão de sacas, 0,8% a mais que em 2010/2011. Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 2.775 em 1.537.349 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 32.404 lotes, com as opções tendo 831 calls e 476 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 185,00, 185,50, 186,00, 186,50, 187,00, 187,50, 188,00, 188,50, 189,00, 189,50, 189,90-190,00, 190,45-190,50, 191,00, 191,50 e 192,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 180,95, 180,50, 180,10-180,00, 179,50, 179,00, 178,70, 178,50, 178,00, 177,50, 177,10-177,00, 176,50, 176,00, 175,50, 175,10-175,00 e 174,50 centavos por libra. NY FECHA EM BAIXA PELO 3º DIA SEGUIDO; CONTRATO MAIO CAI 0,95% Os futuros do café arábica fecharam em baixa pelo terceiro pregão consecutivo na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). O contrato maio caiu 175 pontos (0,95%) e terminou em 183 cents por libra-peso, distanciando-se da mínima diária de 180,95 cents por libra-peso devido às compras no fim do pregão. O julho recuou 185 pontos (0,99%) e encerrou em 185,50 cents por libra-peso. Ontem, o Conselho dos Exportadores de Café (CeCafé) informou que as exportações brasileiras da commodity em março atingiram 2,189 milhões de sacas de 60 quilos cada, volume 19,8% menor que o registrado no mesmo intervalo de 2011 devido ao ciclo atual de baixa produção. Entretanto, os dados também podem significar que alguns cafeicultores estão segurando as ofertas e aguardando preços mais altos. Thiago Cazarini, fundador da corretora Cazarini Trading Corp., observou que as cotações ainda não estão em alta e, portanto, "os exportadores ainda não estão vendendo agressivamente." Isso pode ajudar os preços no curto prazo, com poucos grãos no mercado, mas o início da colheita de uma safra abundante no Brasil pode puxá-los novamente para baixo. As informações são da Dow Jones. Confira na tabela abaixo como ficaram os principais vencimentos da commodity na ICE e na Liffe. NY VOLTA A FECHAR NO TERRITÓRIO NEGATIVOA Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quinta-feira com preços mais baixos, em um dia de oscilações bem menores que as da sessão anterior. Fatores técnicos voltaram a predominar, com o mercado não conseguindo passar da faixa de 185,00 centavos de dólar por libra-peso na alta e nem descer abaixode 180,00 cents nos movimentos de queda, tomando por base o contrato maio. As vendas externas do Brasil seguem mais lentas em função da escassez de oferta disponível, no entanto o mercado é pressionado pela expectativa quanto à entrada de uma boa safra brasileira nos próximos meses. As informações partem de agências internacionais. Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 183,00 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 1,75 centavo, ou de 0,9%.A posição julho fechou a 185,50 cents, com retração de 1,85 cent, ou de 1,0%. Londres mantém rolagens e tem novo dia de queda para café Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quinta-feira com novas baixas, em uma sessão em que as rolagens continuaram ativas, principalmente no eixo maio-julho e com o fechamento da primeira posição se dando próximo das mínimas do dia. Especuladores foram ativos principalmente nas baixas, o que permitiu a pressão baixista. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado pela continuidade das ações que vinham sendo observadas ao longo dos últimos dias na bolsa londrina. Apesar de as origens ainda ofertarem volumes ligeiramente menores que os tradicionais, algumas vendas já deram sustentação às perdas, seguindo, em parte, a fraqueza dos arábicas em Nova Iorque, que já perduram há algum tempo. "Tivemos um aumento de pressão nos últimos dias, até devido ao dólar que passou a contar com uma força adicional em relação a outras moedas. Apesar de o maio voltar a ficar abaixo do nível de 2.000 dólares, ainda demonstram consistência, que é criada, efetivamente, pelas vendas escalonadas por parte das origens", disse um trader. O maio na bolsa londrina tem 31,1 mil contratos em aberto, contra 38,4 mil do julho. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 4,13 mil lotes, com o julho tendo 3,81 mil lotes negociados. O spread entre as posições março e maio ficou em 18 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou queda de 4 dólares, com 1.987 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 5 dólares, com 2.005 dólares por tonelada. DÓLAR CAI NA SESSÃO E, NA SEMANA, ACUMULA BAIXA DE 0,05% São Paulo, 5 - Após oscilar desde a abertura entre alta de 0,27% e a estabilidade, o dólar à vista no balcão virou para queda nos minutos finais de negociação, acompanhando a renovação da mínima do dólar maio 2012, a R$ 1,8340 (-0,14%). Na semana em que o governo reafirmou seu compromisso em não permitir a apreciação do real, o dólar no balcão acumulou queda de 0,05% e, no ano, recua 2,30%. O dólar spot no balcão encerrou esta quinta-feira no piso do dia, com baixa de 0,05%, mas acima do piso informal de R$ 1,82, cotado a R$ 1,8260. Na máxima após a abertura, foi negociado a R$ 1,8320, em sintonia com a valorização externa da moeda norte-americana. A queda no final respondeu ao aumento da oferta de moeda, depois que os agentes financeiros tiveram certeza de que o Banco Central não faria leilão de compra hoje. Na BM&F, o dólar pronto terminou com leve alta de 0,07%, a R$ 1,8283. O fluxo cambial na sessão foi aparentemente positivo, mas pequeno, contribuindo para manter o giro financeiro baixo e até para justificar a não realização de leilão de compra pelo BC, pelo segundo dia seguido. O giro financeiro registrado na clearing de câmbio até 16h47 somava US$ 1,667 bilhão (US$ 1,458 bilhão em D+2). No mercado futuro, às 16h51, o dólar maio 2012 recuava 0,11%, a R$ 1,8345, com giro de US$ 11,677 bilhões, de um total de US$ 11,680 bilhões girados com apenas dois vencimentos da moeda. Os agentes financeiros observaram a queda dos juros futuros após a desaceleração do IPCA de março maior que a prevista. O movimento das taxas futuras poderia gerar pressão de alta sobre o dólar, mas não foi isso que se observou, disse um operador de tesouraria de um banco. "O dólar só devolveu ganhos ante o real desde a abertura", afirmou a fonte, na contramão do comportamento no exterior. Lá fora, a moeda norte-americana subiu em relação ao euro, o franco suíço e uma cesta de seis moedas fortes (dólar Index). O ajuste positivo antes do fim de semana prolongado refletiu expectativas de que os dados oficiais do mercado de trabalho nos Estados Unidos possam surpreender positivamente, a exemplo dos números sobre o nível de emprego privado no país divulgados hoje. Segundo a Challenger, Gray & Christmas, o número de demissões anunciadas por grandes empresas teve queda de 27% em março, para o nível mais baixo em dez meses; o departamento do trabalho, por sua vez, informou que o número de pedidos de auxílio-desemprego voltou a cair na semana passada, para o nível mais baixo em quatro anos (com a ressalva de que o número da semana anterior foi revisado para cima). De outro lado, cresceram as preocupações quanto à crise da dívida na zona do euro. Em consequência, às 17h11, o euro recuava a US$ 1,3063, ante US$ 1,3142 no fim da tarde de ontem. CAFÉ: LEVANTAMENTO DE SAFRAS DESTACA QUEDAS ACENTUADAS NOS PREÇOS EM MARÇOOs preços do café caíram de forma consistente no mercadofísico brasileiro ao longo do mês de março. As perdas foram tanto em reais quanto em dólares. É o que mostra levantamento de SAFRAS & Mercado. O mercado seguiu as perdas externas, com destaque para a baixa do arábica na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures). O segundo contrato de café negociado na ICE em NY caiu 10,48% em março, fechando o mês com preço médio de US$ 250,18 a saca de 60 quilos (189,13 cents/lb). Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, a perda externafoi compensada em parte pela valorização do dólar. A divisa norte-americana subiu 4,47% fechando o mês com cotação média de R$ 1,7940. A soma ainda deu negativa, o que explica a pressão sobre os preços internos. A proximidade da safra nova e o crescente interesse de produtor para a negociação de remanescente contribuíram com o recuo, aponta Barabach. O arábica de bebida dura tipo 6 do Sul de Minas Gerais terminou março cotado em média a R$ 391,64 a saca de 60 quilos, com desvalorização de 11,79%em relação a fevereiro, quando trocava de mãos a R$ 444,00 a saca. Perde o importante referencial de R$ 400 a saca. Em divisa norte-americana, a bebida dura sul-mineira caiu 15,57%, negociada a US$ 218,30 a saca. A bebida mais fina do Cerrado mineiro alcançou preço médio de R$ 403,41 a saca de 60 quilos em março, com perdas de 10,72% na comparação com fevereiro (R$ 451,84). Em divisa estrangeira recuou 14,54%, com bica fina do Cerrado em torno de US$ 224,87 a saca. A bebida Rio tipo 7 da Zona da Mata de Minas Gerais voltou a cair menos queo café duro, encontrando suporte no interesse de compra interno, na oferta curta e na fidelidade externa, coloca o analista de SAFRAS. Trocou de mãos a R$308,41 a saca, desvalorização de 7,46%. Em dólar, a bebida Rio trocou de mãos a US$ 171,91 a saca, queda de apenas 11,42% em comparação ao mês anterior. O arábica duro com 600 defeitos também caiu menos que os cafés de bebida dura destinados à exportação. A demanda interna aquecida segurou a onda baixista, observa Barabach. Em março, esse café foi negociado a R$ 309,55a saca, baixa de 7,45%. O conillon tipo 7 capixaba caiu 5,73% em março, negociado a R$ 248,18 a saca. Em divisa estrangeira, foi vendido a US$ 138,34 a saca, baixa de 9,76%. Segundo Gil Barabach, o avanço de café novo pressiona cotações, com mercado encontrando alento no bom desempenho externo. O referencial londrino sustenta-seacima do importante suporte de US$ 2.000 a tonelada, com o robusta na LIFFE valorizado em 3,10% em março. A retranca do Vietnã oferece suporte às cotações no terminal londrino, completa. Acompanhe abaixo o quadro com o comparativo da evolução mensal dos preços médios em reais e em dólares e em outros períodos:==========================================================================CAFÉ: PREÇOS MÉDIOS MERCADO FISICO INTERNO- em saca de 60 quilos -==========================================================================EVOLUÇÃO MENSAL COMPARATIVA - ANO 2011/2012 Fino Cerrado Duro Sul Café Rio Conillon 600 defeitos NY (1) MG (2) (3) 7 (4) (5) (6)========================================================================== - em reais -Março2011 541,71 537,05 300,71 207,38 301,43 -Abril2011 541,68 535,26 297,89 213,21 297,89 -Maio2011 545,00 537,05 291,36 221,59 305,86 -Junho2011 505,57 496,43 286,67 217,10 293,33 -Julho2011 464,33 459,43 288,43 210,95 305,71 -Agosto2011 476,78 470,96 301,09 214,39 313,48 -Setembro2011 533,62 522,29 317,24 226,95 343,10 -Outubro2011 513,85 501,80 314,65 236,40 326,50 -Novembro2011 518,60 507,70 325,80 261,25 338,50 -Dezembro2011 521,62 511,86 333,33 292,76 346,90 -Janeiro2012 508,86 499,05 347,50 289,36 362,50 -Fevereiro2012(b) 451,84 444,00 333,26 263,26 334,47 -Março2012 (a) 403,41 391,64 308,41 248,18 309,55 -Var % (a/b) -10,72 -11,79 -7,46 -5,73 -7,45 - - em dólares -Março2011 326,42 323,61 181,20 124,96 181,63 363,47Abril2011 341,63 337,58 187,88 134,47 187,88 376,48Maio2011 337,75 332,82 180,56 137,32 189,55 368,27Junho2011 318,43 312,67 180,55 136,73 184,75 347,75Julho2011 297,01 293,87 184,49 134,93 195,55 339,15Agosto2011 297,99 294,35 188,18 133,99 195,93 345,04Setembro2011 304,02 297,57 180,74 129,30 195,47 344,90Outubro2011 290,35 283,54 177,79 133,58 184,49 312,55Novembro2011 289,24 283,16 181,71 145,71 188,79 309,77Dezembro2011 283,61 278,30 181,23 159,18 188,61 299,60Janeiro2012 284,60 279,11 194,35 161,84 202,74 299,25Fevereiro2012(b) 263,12 258,55 194,07 153,30 194,77 279,46Março2012 (a) 224,87 218,30 171,91 138,34 172,54 250,18Var % (a/b) -14,54 -15,57 -11,42 -9,76 -11,41 -10,48--------------------------------------------------------------------------COMPARATIVO ANUAL COM BASE NO MES DE MARÇO - EM DÓLARES Fino Cerrado Duro Sul Café Rio Conillon 600 defeitos NY (1) MG (2) (3) 7 (4) (5) (6)--------------------------------------------------------------------------2006 122,26 117,77 79,81 82,22 101,43 144,442007 119,80 117,89 110,88 95,20 106,37 149,492008 155,82 152,86 133,82 131,33 136,04 191,992009 114,37 113,08 89,27 89,66 96,60 148,692010 161,78 156,82 115,11 95,53 123,87 178,582011 (d) 326,41 323,60 181,20 124,96 181,63 363,472012 (c) 224,87 218,30 171,91 138,34 172,54 250,18Var % (c/d) -31,11 -32,54 -5,12 10,71 -5,00 -31,17--------------------------------------------------------------------------COMPARATIVO TEMPORADA COMERCIAL - EM DÓLARES Fino Cerrado Duro Sul Café Rio Conillon 600 defeitos NY (1) MG (2) (3) 7 (4) (5) (6)--------------------------------------------------------------------------2006/07 119,25 116,67 104,39 90,69 99,93 150,342007/08 147,11 144,30 128,65 117,43 129,01 176,232008/09 128,67 127,02 104,47 102,22 112,44 164,822009/10 155,72 152,54 112,34 93,66 125,36 181,192010/11 (f) 258,60 255,39 150,63 114,29 156,82 303,012011/12 (e)** 281,91 251,99 183,83 143,35 190,99 308,88Var % (e/f) 9,01 -1,33 22,04 25,43 21,79 1,94--------------------------------------------------------------------------COMPARATIVO ANO CIVIL*** - EM DÓLARES Fino Cerrado Duro Sul Café Rio Conillon 600 defeitos NY (1) MG (2) (3) 7 (4) (5) (6)--------------------------------------------------------------------------2007 130,02 127,42 117,57 102,68 114,30 176,232008 145,69 143,33 123,72 118,81 128,46 178,672009 135,35 133,52 102,73 94,89 114,50 169,172010 181,93 178,64 121,24 94,73 131,79 218,462011 (h) 305,45 300,91 178,31 134,36 184,20 339,022012 (g) **** 257,53 251,99 186,78 151,16 190,02 276,30Var % ( g/h) -15,69 -16,26 4,75 12,51 3,16 -18,50--------------------------------------------------------------------------Fonte: SAFRAS & MercadoObs: (1) Bica de Café Fino (até 10% de catação) do Cerrado de Minas Gerais(2) Bica de Bebida Dura (até 15% de catação) do Sul de Minas Gerais(3) Bica de Bebida Rio tipo 7 da Zona da Mata de Minas Gerais(4) Bica de Café Conillon tipo 7 posto em Vitória no Espírito Santo(5) Bica de Arábica com 600 defeitos - Consumo Interno - Minas Gerais(6) Base segundo contrato de café na Bolsa de NY (NYBOT) - convertido em US$ por 60 quilos** Acumulado parcial do ano comercial (Julho/2011 a Março/2012)*** Acumulado janeiro a dezembro **** acumulado até Março/2012==========================================================================
domingo, 8 de abril de 2012
Melitta Wake
Melitta, uma empresa centenária, traz inovação em seu DNA e anuncia Wake como o terceiro marco da companhia, assim como no passado foram os lançamentos de filtro de papel e de café a vácuo, segmento nos quais a companhia é líder. Neste terceiro marco, a Melitta pretende ampliar sua cadeia de consumidores com o lançamento de Wake.
A palavra inglesa Wake significa acordar, e internamente para a Melitta, quer dizer despertar para um novo consumidor - o mais jovem.
"Nosso objetivo é satisfazer a necessidade desse jovem que está na correria do dia a dia, que gosta de tomar algo saboroso, diferente e prático, e acredita na qualidade da marca Melitta. Com Wake pretendemos conquistar os consumidores na faixa de 15 a 30 anos, público que até então era pouco atingido por nossos produtos", diz João Michaliszyn, gerente de marketing de bebidas da Melitta.
Melitta Wake é fruto de um projeto inovador e 100% brasileiro. Para chegar ao produto final, a Melitta realizou uma série de pesquisas com consumidores target. Foram ouvidos mais de 2 mil jovens entre 15 e 30 anos nas praças de lançamento. A novidade, pronta para beber, mistura diferentes sabores sempre com um toque de café, tornando o produto original e surpreendente. Wake está disponível em 3 versões: Toffee (sabor chocolate, caramelo e um toque de café), Chocoberry (sabor chocolate branco, morango e um toque de café) e Mooca (sabor chocolate e um toque de café).
O lançamento de um produto tão inovador como Wake precisava também de uma embalagem inovadora. Apostando nesta oportunidade, uma parceria da Melitta com a SIG Combibloc trouxe para o Brasil uma nova embalagem cartonada asséptica, diferenciada e inédita em nosso país: a combifiSmall 250ml. "Com esta embalagem atingimos um duplo objetivo, nos diferenciar através de um formato de embalagem mais moderno e orientado ao público jovem-adulto e ainda dar a quantidade de produto desejado pelo jovem de 15 a 30 anos, ou seja, 250ml", explica Joao Michaliszyn.
Melitta Wake estará à venda inicialmente nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As regiões foram escolhidas por se tratarem de mercados maduros no consumo do café e, além disto, a Melitta possui um relacionamento muito estreito com o consumidor destes estados.
"O lançamento de Wake é mais uma demonstração de nosso empenho em desenvolver e lançar produtos de alta qualidade e valor agregado, fornecendo benefícios relevantes ao consumidor", afirma Jonatas Rocha, gerente corporativo de marketing da Melitta.
Wake está disponível para venda em todos os supermercados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, ao preço sugerido de R$ 2,19.
A palavra inglesa Wake significa acordar, e internamente para a Melitta, quer dizer despertar para um novo consumidor - o mais jovem.
"Nosso objetivo é satisfazer a necessidade desse jovem que está na correria do dia a dia, que gosta de tomar algo saboroso, diferente e prático, e acredita na qualidade da marca Melitta. Com Wake pretendemos conquistar os consumidores na faixa de 15 a 30 anos, público que até então era pouco atingido por nossos produtos", diz João Michaliszyn, gerente de marketing de bebidas da Melitta.
Melitta Wake é fruto de um projeto inovador e 100% brasileiro. Para chegar ao produto final, a Melitta realizou uma série de pesquisas com consumidores target. Foram ouvidos mais de 2 mil jovens entre 15 e 30 anos nas praças de lançamento. A novidade, pronta para beber, mistura diferentes sabores sempre com um toque de café, tornando o produto original e surpreendente. Wake está disponível em 3 versões: Toffee (sabor chocolate, caramelo e um toque de café), Chocoberry (sabor chocolate branco, morango e um toque de café) e Mooca (sabor chocolate e um toque de café).
O lançamento de um produto tão inovador como Wake precisava também de uma embalagem inovadora. Apostando nesta oportunidade, uma parceria da Melitta com a SIG Combibloc trouxe para o Brasil uma nova embalagem cartonada asséptica, diferenciada e inédita em nosso país: a combifiSmall 250ml. "Com esta embalagem atingimos um duplo objetivo, nos diferenciar através de um formato de embalagem mais moderno e orientado ao público jovem-adulto e ainda dar a quantidade de produto desejado pelo jovem de 15 a 30 anos, ou seja, 250ml", explica Joao Michaliszyn.
Melitta Wake estará à venda inicialmente nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As regiões foram escolhidas por se tratarem de mercados maduros no consumo do café e, além disto, a Melitta possui um relacionamento muito estreito com o consumidor destes estados.
"O lançamento de Wake é mais uma demonstração de nosso empenho em desenvolver e lançar produtos de alta qualidade e valor agregado, fornecendo benefícios relevantes ao consumidor", afirma Jonatas Rocha, gerente corporativo de marketing da Melitta.
Wake está disponível para venda em todos os supermercados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, ao preço sugerido de R$ 2,19.
COMO RETIRAR 15 MILHÕES DE SACAS DO MERCADO?
COMO RETIRAR 15 MILHÕES DE SACAS DO MERCADO?
O incremento do custo de rolagem da dívida espanhola colocou pressão negativa nos índices de bolsa na Europa. Nos Estados Unidos o fechamento da curta semana foi com uma leve queda, mas o número de criação de postos de trabalhos de março, divulgados na sexta-feira, deve fazer com que o mercado abra mais fraco na segunda pós- páscoa.
As commodities até que se comportaram bem frente à valorização do dólar americano, e o café fechou praticamente inalterado, muito embora teve grande volatilidade na quarta-feira começando a sessão com queda de US$ 6.5 centavos, explodindo US$ 12 centavos das mínimas, e encerrando o dia à US$ 7.5 centavos das máximas – um castigo para quem precisa ajustar posições.
No físico as bases se mantiveram nos mesmos patamares, e o interesse de compra de torradores continua tépido, o que muitos crêem ter relação com um nível de fixação maior e mais caro que foram colocados nos livros neste ano.
As exportações brasileiras de março foram divulgadas pela CECAFE, totalizando 2,189,511 sacas no mês e acumulando 23,689,165 no atual ano-safra. Tudo indica que poderemos fechar o ciclo com um total exportado de 30 milhões de sacas, o que com um consumo de 19 milhões mostra um desaparecimento de 49 milhões de sacas.
Um assíduo leitor de meu comentário, saudando a tradução para o inglês que foi reiniciada na semana passada, mencionou sobre suas dúvidas no que se refere ao consumo no Brasil. Traçando comparativos com os Estados Unidos ele diz ser improvável que os brasileiros bebam tanto café, o que explicaria exportações elevadas apesar de estoques baixos e safras que oficialmente são sempre menores do que o mercado acredita.
O argumento é interessante, entretanto se o uso do conillon gira em torno de 10 milhões de sacas para o mercado local, se o volume de arábicas “não-exportáveis” seja da ordem de 7 milhões de sacas, e se assumirmos que entre 1 e 2 milhões de cafés-finos são usados por marcas mais nobres, parece que a conta não esteja tão longe de fechar.
Outro contribuidor destacou que o estoque no Brasil na mão das cooperativas é baixo, o que em sua opinião não justifica esperarmos pressão vendedora com o começo da safra 12/13.
O mercado internacional lê com surpresa o noticiário que informa intenções de o Brasil “reter” até 15 milhões de sacas com um eventual plano de apoio do governo. A leitura que se faz é baixista partindo-se do princípio de que o país diz ter estoques baixos e que a safra tanto atual quanto a seguinte está bem aquém dos números que o mercado trabalha. A razão é simples: “se a safra 12/13 será de 52 milhões, o país consume 19 milhões, e reterá 15 milhões, então as exportações serão de apenas 18 milhões???
As vezes intenções de “ajuda” aos preços podem acabar colocando mais pressões nas cotações, principalmente se um plano de retirar café do mercado fique apenas no papel...
Uma boa páscoa a todos!
Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting
O incremento do custo de rolagem da dívida espanhola colocou pressão negativa nos índices de bolsa na Europa. Nos Estados Unidos o fechamento da curta semana foi com uma leve queda, mas o número de criação de postos de trabalhos de março, divulgados na sexta-feira, deve fazer com que o mercado abra mais fraco na segunda pós- páscoa.
As commodities até que se comportaram bem frente à valorização do dólar americano, e o café fechou praticamente inalterado, muito embora teve grande volatilidade na quarta-feira começando a sessão com queda de US$ 6.5 centavos, explodindo US$ 12 centavos das mínimas, e encerrando o dia à US$ 7.5 centavos das máximas – um castigo para quem precisa ajustar posições.
No físico as bases se mantiveram nos mesmos patamares, e o interesse de compra de torradores continua tépido, o que muitos crêem ter relação com um nível de fixação maior e mais caro que foram colocados nos livros neste ano.
As exportações brasileiras de março foram divulgadas pela CECAFE, totalizando 2,189,511 sacas no mês e acumulando 23,689,165 no atual ano-safra. Tudo indica que poderemos fechar o ciclo com um total exportado de 30 milhões de sacas, o que com um consumo de 19 milhões mostra um desaparecimento de 49 milhões de sacas.
Um assíduo leitor de meu comentário, saudando a tradução para o inglês que foi reiniciada na semana passada, mencionou sobre suas dúvidas no que se refere ao consumo no Brasil. Traçando comparativos com os Estados Unidos ele diz ser improvável que os brasileiros bebam tanto café, o que explicaria exportações elevadas apesar de estoques baixos e safras que oficialmente são sempre menores do que o mercado acredita.
O argumento é interessante, entretanto se o uso do conillon gira em torno de 10 milhões de sacas para o mercado local, se o volume de arábicas “não-exportáveis” seja da ordem de 7 milhões de sacas, e se assumirmos que entre 1 e 2 milhões de cafés-finos são usados por marcas mais nobres, parece que a conta não esteja tão longe de fechar.
Outro contribuidor destacou que o estoque no Brasil na mão das cooperativas é baixo, o que em sua opinião não justifica esperarmos pressão vendedora com o começo da safra 12/13.
O mercado internacional lê com surpresa o noticiário que informa intenções de o Brasil “reter” até 15 milhões de sacas com um eventual plano de apoio do governo. A leitura que se faz é baixista partindo-se do princípio de que o país diz ter estoques baixos e que a safra tanto atual quanto a seguinte está bem aquém dos números que o mercado trabalha. A razão é simples: “se a safra 12/13 será de 52 milhões, o país consume 19 milhões, e reterá 15 milhões, então as exportações serão de apenas 18 milhões???
As vezes intenções de “ajuda” aos preços podem acabar colocando mais pressões nas cotações, principalmente se um plano de retirar café do mercado fique apenas no papel...
Uma boa páscoa a todos!
Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting
sábado, 7 de abril de 2012
CNC ACREDITA QUE DUOGRÃO AJUDARÁ A AUMENTAR O CONSUMO INTERNO
CNC ACREDITA QUE DUOGRÃO AJUDARÁ A AUMENTAR O CONSUMO INTERNO
O Conselho Nacional do Café (CNC) acompanhou, na última terça-feira (03/04), através dos veículos de comunicação, o lançamento do Nescafé Duogrão, produto que a Nestlé, sua fabricante, apresentou como um café microgranulado em pó solúvel com sabor e aroma de torrado e moído tradicional.De acordo com Silas Brasileiro, presidente executivo da entidade, é positivo ver empresas como a Nestlé adotando ações que contribuam para o aumento do consumo da bebida, principalmente com foco em qualidade. “É notório todo o esforço realizado pela ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café) no sentido de melhorar a qualidade dos cafés consumidos no Brasil, e ver a Nestlé se preocupando em lançar produtos que contribuam com essa ideologia é fabuloso. O Duogrão tende a somar muito”, projeta. Ele anota que o foco do trabalho do Conselho será sempre a melhoria das condições do produtor de café no Brasil, mas informa que não serão descartadas as tratativas que envolvem os demais setores. “O CNC, como componente do Conselho Deliberativo da Política do Café, além da preocupação que tem com a nossa produção, não deixará de interagir e se preocupar com a cadeia como um todo. Até porque é importante produzir, porém ainda mais importante é ter demanda pelo café que se produz”, explica. Nessa linha, Brasileiro endossa a expectativa de crescimento no consumo interno de solúvel estimado pela Nestlé, que, atualmente, responde por apenas 9% do total. “O café solúvel não é tão consumido pelas características culturais do povo brasileiro, que se acostumou com aquele aroma de café passado na hora, no coador, ou mesmo ao espresso. Porém, mesclando essas características ao solúvel, acredito, assim como a Nestlé, que é possível incrementar a procura pelo produto”, argumenta. O Brasil é o maior produtor de café do mundo, com safras médias anuais próximas a 45 milhões de sacas de 60 kg. Além disso, o País também é responsável pelo segundo maior consumo global da bebida, com o volume consumido alcançando 19,7 milhões de sacas, conforme dados da ABIC. “Ampliando o gosto do brasileiro pelo solúvel, temos a certeza que os passos dados no caminho à liderança mundial do consumo serão mais largos”, prevê. O presidente executivo do CNC finaliza recordando que, para suprir o aumento da demanda, tanto interna quanto externa, a produção cafeeira nacional está bem preparada. “Acreditamos que, além de maior produtor, também seremos, em curto espaço de tempo, os maiores consumidores, mas não nos esquecendo do mercado internacional. A potencialidade do café no Brasil é fantástica. Sem aumentarmos nossa área destinada à cultura, podemos atender a todas as demandas, principalmente com o permanente trabalho de pesquisa desenvolvido pelas empresas do Consórcio de Pesquisa gerenciado pela Embrapa Café”, conclui.
O Conselho Nacional do Café (CNC) acompanhou, na última terça-feira (03/04), através dos veículos de comunicação, o lançamento do Nescafé Duogrão, produto que a Nestlé, sua fabricante, apresentou como um café microgranulado em pó solúvel com sabor e aroma de torrado e moído tradicional.De acordo com Silas Brasileiro, presidente executivo da entidade, é positivo ver empresas como a Nestlé adotando ações que contribuam para o aumento do consumo da bebida, principalmente com foco em qualidade. “É notório todo o esforço realizado pela ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café) no sentido de melhorar a qualidade dos cafés consumidos no Brasil, e ver a Nestlé se preocupando em lançar produtos que contribuam com essa ideologia é fabuloso. O Duogrão tende a somar muito”, projeta. Ele anota que o foco do trabalho do Conselho será sempre a melhoria das condições do produtor de café no Brasil, mas informa que não serão descartadas as tratativas que envolvem os demais setores. “O CNC, como componente do Conselho Deliberativo da Política do Café, além da preocupação que tem com a nossa produção, não deixará de interagir e se preocupar com a cadeia como um todo. Até porque é importante produzir, porém ainda mais importante é ter demanda pelo café que se produz”, explica. Nessa linha, Brasileiro endossa a expectativa de crescimento no consumo interno de solúvel estimado pela Nestlé, que, atualmente, responde por apenas 9% do total. “O café solúvel não é tão consumido pelas características culturais do povo brasileiro, que se acostumou com aquele aroma de café passado na hora, no coador, ou mesmo ao espresso. Porém, mesclando essas características ao solúvel, acredito, assim como a Nestlé, que é possível incrementar a procura pelo produto”, argumenta. O Brasil é o maior produtor de café do mundo, com safras médias anuais próximas a 45 milhões de sacas de 60 kg. Além disso, o País também é responsável pelo segundo maior consumo global da bebida, com o volume consumido alcançando 19,7 milhões de sacas, conforme dados da ABIC. “Ampliando o gosto do brasileiro pelo solúvel, temos a certeza que os passos dados no caminho à liderança mundial do consumo serão mais largos”, prevê. O presidente executivo do CNC finaliza recordando que, para suprir o aumento da demanda, tanto interna quanto externa, a produção cafeeira nacional está bem preparada. “Acreditamos que, além de maior produtor, também seremos, em curto espaço de tempo, os maiores consumidores, mas não nos esquecendo do mercado internacional. A potencialidade do café no Brasil é fantástica. Sem aumentarmos nossa área destinada à cultura, podemos atender a todas as demandas, principalmente com o permanente trabalho de pesquisa desenvolvido pelas empresas do Consórcio de Pesquisa gerenciado pela Embrapa Café”, conclui.
Cooxupé vai ampliar volume de exportações em 2012
Cooxupé vai ampliar volume de exportações em 2012
Por De São Paulo
Carlos Alberto Paulino da Costa, presidente da Cooxupé: exportações diretas devem aumentar com as recentes mudanças no regime tributário do segmento A Cooxupé, a maior cooperativa de produtores de café do mundo, com sede no sul de Minas Gerais, prevê exportar neste ano um volume cerca de 18% superior ao de 2011, quando foram embarcadas 2,46 milhões de sacas.Responsável por cerca de 14% da produção nacional de café arábica, e em 2011, pelo terceiro ano a maior exportadora brasileira do grão, a Cooxupé recebeu dos produtores, no total, 5,1 milhões de sacas no ano passado. Em 2012, o volume deverá saltar para até 6 milhões, com a previsão de safra recorde devido à bienalidade da cultura.De acordo com Carlos Alberto Paulino da Costa, presidente da cooperativa desde 2003, das exportações totais do ano passado a maior parte já foi vendida diretamente a clientes, sem a intermediação de tradings, que representam um volume menor. Sem revelar detalhes, o dirigente afirma que as exportações diretas vão aumentar, principalmente com as mudanças da tributação no segmento no Brasil.De acordo com ele, antes as empresas não compravam diretamente de produtores, mas sim de "pessoas jurídicas", para aproveitar os créditos de PIS/Cofins. Assim, acabavam exportando o grão sem industrializá-lo (a industrialização era condição para obter a compensação tributária).Além disso, muitas empresas fora do ramo de café também participavam da exportação. Agora, essas companhias vão deixar de ganhar esses créditos, o que poderá abrir espaço para um maior volume de embarques por parte da cooperativa. "Se alguém deixar de usar esse mercado, vai deixar aberto para a gente", completa.Embora a cooperativa exporte vários tipos de café, não só produtos de alta qualidade, dependendo do cliente, a tendência é aumentar a comercialização de cafés certificados. Uma demanda cada vez maior em mercados exigentes, como a União Europeia e Estados Unidos, os maiores compradores de café da Cooxupé. Só os americanos representam cerca de 30% dos embarques totais.Existem vários tipos de certificação. A mais comum é a 4C, o Código Comum para a Comunidade Cafeeira, uma iniciativa que começou na Alemanha e envolve todos os elos do setor para ampliar a oferta de café verde produzido com sustentabilidade. Em 2010, das 1,87 milhão de sacas exportadas pela Cooxupé, 24% eram de grãos certificados. No ano passado, o percentual subiu para 52%. E a cooperativa acredita que a fatia possa ser ainda maior em 2012. (CF)
Por De São Paulo
Carlos Alberto Paulino da Costa, presidente da Cooxupé: exportações diretas devem aumentar com as recentes mudanças no regime tributário do segmento A Cooxupé, a maior cooperativa de produtores de café do mundo, com sede no sul de Minas Gerais, prevê exportar neste ano um volume cerca de 18% superior ao de 2011, quando foram embarcadas 2,46 milhões de sacas.Responsável por cerca de 14% da produção nacional de café arábica, e em 2011, pelo terceiro ano a maior exportadora brasileira do grão, a Cooxupé recebeu dos produtores, no total, 5,1 milhões de sacas no ano passado. Em 2012, o volume deverá saltar para até 6 milhões, com a previsão de safra recorde devido à bienalidade da cultura.De acordo com Carlos Alberto Paulino da Costa, presidente da cooperativa desde 2003, das exportações totais do ano passado a maior parte já foi vendida diretamente a clientes, sem a intermediação de tradings, que representam um volume menor. Sem revelar detalhes, o dirigente afirma que as exportações diretas vão aumentar, principalmente com as mudanças da tributação no segmento no Brasil.De acordo com ele, antes as empresas não compravam diretamente de produtores, mas sim de "pessoas jurídicas", para aproveitar os créditos de PIS/Cofins. Assim, acabavam exportando o grão sem industrializá-lo (a industrialização era condição para obter a compensação tributária).Além disso, muitas empresas fora do ramo de café também participavam da exportação. Agora, essas companhias vão deixar de ganhar esses créditos, o que poderá abrir espaço para um maior volume de embarques por parte da cooperativa. "Se alguém deixar de usar esse mercado, vai deixar aberto para a gente", completa.Embora a cooperativa exporte vários tipos de café, não só produtos de alta qualidade, dependendo do cliente, a tendência é aumentar a comercialização de cafés certificados. Uma demanda cada vez maior em mercados exigentes, como a União Europeia e Estados Unidos, os maiores compradores de café da Cooxupé. Só os americanos representam cerca de 30% dos embarques totais.Existem vários tipos de certificação. A mais comum é a 4C, o Código Comum para a Comunidade Cafeeira, uma iniciativa que começou na Alemanha e envolve todos os elos do setor para ampliar a oferta de café verde produzido com sustentabilidade. Em 2010, das 1,87 milhão de sacas exportadas pela Cooxupé, 24% eram de grãos certificados. No ano passado, o percentual subiu para 52%. E a cooperativa acredita que a fatia possa ser ainda maior em 2012. (CF)
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Superintendente da Cooxupé confirma que safra não será grande
Superintendente da Cooxupé confirma que safra não será grande
Após checar o andamento das lavouras de café nas principais cidades produtoras brasileiras, o superintendente comercial da Cooxupé, Lúcio Dias, constatou que, embora a safra seja boa, não terá um volume excepcional. Para ele, o que se vê nas propriedades rurais está em linha com a previsão da Conab de 49 a 52 milhões de sacas do grão. Os boatos de que a safra ficaria entre 55 e 60 milhões de sacas não devem se confirmar. Desde a última viagem que fez com o mesmo intuito – verificar as condições das lavouras - Lúcio Dias havia percebido que a colheita frustraria as expectativas de quem zelou pelas suas plantações. De lá para cá, as perspectivas quanto ao tamanho da safra não mudaram, “continuam a mesma coisa”, afirma.De acordo com ele, dois fatores foram decisivos para essa redução na produtividade: a falta de chuvas e posterior baixa na temperatura (em torno de 12 graus) durante a florada. Por isso, ele avalia que será “muito difícil ter lavoura boa, com carga cheia”, diz.Preços internacionais – Em alta durante a tarde desta quarta-feira (04), as cotações do café em Nova Iorque têm sido fortemente influenciadas pelo mercado financeiro. Considerado moeda de troca, o café brasileiro depende do Conselho Monetário Nacional para que os preços se mantenham em alta. O conselho se reúne no final do mês de abril para decidir sobre a liberação de dinheiro do Funcafé para comercialização e estocagem do grão.CNC Café
Após checar o andamento das lavouras de café nas principais cidades produtoras brasileiras, o superintendente comercial da Cooxupé, Lúcio Dias, constatou que, embora a safra seja boa, não terá um volume excepcional. Para ele, o que se vê nas propriedades rurais está em linha com a previsão da Conab de 49 a 52 milhões de sacas do grão. Os boatos de que a safra ficaria entre 55 e 60 milhões de sacas não devem se confirmar. Desde a última viagem que fez com o mesmo intuito – verificar as condições das lavouras - Lúcio Dias havia percebido que a colheita frustraria as expectativas de quem zelou pelas suas plantações. De lá para cá, as perspectivas quanto ao tamanho da safra não mudaram, “continuam a mesma coisa”, afirma.De acordo com ele, dois fatores foram decisivos para essa redução na produtividade: a falta de chuvas e posterior baixa na temperatura (em torno de 12 graus) durante a florada. Por isso, ele avalia que será “muito difícil ter lavoura boa, com carga cheia”, diz.Preços internacionais – Em alta durante a tarde desta quarta-feira (04), as cotações do café em Nova Iorque têm sido fortemente influenciadas pelo mercado financeiro. Considerado moeda de troca, o café brasileiro depende do Conselho Monetário Nacional para que os preços se mantenham em alta. O conselho se reúne no final do mês de abril para decidir sobre a liberação de dinheiro do Funcafé para comercialização e estocagem do grão.CNC Café
Após forte volatilidade, café fecha com ligeiras baixas na ICE
Após forte volatilidade, café fecha com ligeiras baixas na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com quedas modestas, em um dia caracterizado pela forte volatilidade e por um alto volume de posições comercializadas. A posição maio variou, ao longo da sessão, 1.175 pontos. Na primeira parte, perdas consideráveis foram registradas, com o maio voltando a se posicionar abaixo do referencial de 180,00 centavos. No entanto, um movimento de recompras passou a ocorrer e, com a inversão, ganhos foram processados, com o patamar de 190,00 centavos sendo rompido. No entanto, os ganhos não se sustentaram e, ao final dos negócios, os preços não apresentaram grande variação em relação ao encerramento da terça-feira. Operadores indicaram que a volatilidade esteve relacionada, em parte, ao segmento externo, que teve um dia caracterizado por quedas em setores de maior risco, como é o caso das commodities, e também nas bolsas de valores. O pessimismo do segmento macro esteve relacionado, principalmente, às notícias sobre as indicações de que o Federal Reserve não deve tomar medidas voltadas para um "relaxamento monetário" no mercado norte-americano, além de dados negativos sobre a economia da Espanha. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve baixa de 60 pontos com 184,75 centavos, sendo a máxima em 190,45 e a mínima em 178,70 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 70 pontos, com a libra a 187,35 centavos, sendo a máxima em 193,00 e a mínima em 181,60 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 34 dólares, com 1.991 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 28 dólares, com 2.010 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o mercado de altos e baixos desta quarta foi caracterizado pela busca de um direcionamento. "Vemos que alguns players estão buscando cobrir algumas posições diante do cenário significativamente sobrevendido", disse Hector Galvan, analista sênior da R.J. O'Brien Futures, em Chicago. "Tivemos um dia em que houve uma ação mais forte para baixo e uma retomada de compras. Possivelmente, os comerciais, torrefadores, viram uma boa oportunidade de compras nos níveis mais inferiores de preço", disse Jack Scoville, vice-presidente do Price Futures Group, em Chicago, que sustentou que o mercado "tecnicamente buscou realizar, mas se conteve", complementou. Há menos de duas semana, os arábicas em Nova Iorque bateram nas mínimas de 18 meses, em 174.45 centavos, ao passo que nesta quarta o maio encontrou um primeiro nível de suporte, em 178,70 centavos. "Surpreendi-me por não ter visto mais ações de calls no segmento de opções quando tivemos um rally nos futuros, o que seria um indicativo de otimismo para os preços. Imagino que esse foi um sinal de que a pequena alta recente pode ser algo de tiro curto e não o início de uma recuperação maior", ressaltou Hector Galvan. Esse especialista destacou que a safra brasileira continua sendo tema recorrente entre os players. "Se o Brasil surpreender e tiver uma produção menor que a esperada é provável que voltemos para um nível entre 200,00 e 230,00 centavos. Enquanto não temos a safra chegando ao mercado, a tendência é de os futuros continuarem voláteis", complementou. Os embarques brasileiros de café em março caíram 16,3% em receita na comparação com o mesmo período de 2011, totalizando 549,883 milhões de dólares. O volume exportado teve um recuo ainda maior, de 19,8%, para 2,189 milhões de sacas. Os números foram divulgados pelo Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Segundo a entidade, a redução do volume embarcado reflete a menor disponibilidade do produto devido à safra menor. Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 3.000 em 1.540.124 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 52.558 lotes, com as opções tendo 2.625 calls e 1.704 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 190,45-190,50, 191,00, 191,50, 192,00, 192,50, 193,00, 193,50, 194,00, 194,50, 194,90-195,00, 195,50, 196,00, 196,50, 197,00 e 197,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 178,70, 178,50, 178,00, 177,50, 177,10-177,00, 176,50, 176,00, 175,50, 175,10-175,00, 174,50, 174,00, 173,50 e 173,00 centavos por libra.
CAFÉ: NY FECHA EM LEVE QUEDA APÓS DIA VOLÁTIL E COM MUITOS NEGÓCIOS
Nova York, 4 - Os futuros do café arábica fecharam levemente em queda na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). O mercado operou volátil nesta quarta-feira, chegando a atingir a máxima de 190,45 cents por libra-peso e a mínima de 178,70 cents por libra-peso em um pregão com volume de negócios mais de duas vezes superior à média diária em 2011. O contrato maio encerrou em baixa de 60 pontos (0,32%), cotado a 184,75 cents por libra-peso. O julho terminou com perda de 70 pontos (0,37%), a 187,35 cents por libra-peso. "Eu me pergunto se é apenas por causa do feriado, ninguém quer manter qualquer posição", disse Robin Rosenberg, da PFG Best. "As pessoas parecem estar cobrindo posições." Ele prevê que as cotações voltem a superar 200 cents por libra-peso na próxima semana, citando um aperto da oferta antes da colheita brasileira. Menos de duas semanas atrás, as cotações do café arábica atingiram a mínima em 18 meses, de 174,45 cents por libra-peso. A recuperação do contrato maio, em 178,70 cents por libra-peso, sinaliza um novo nível de suporte. Enquanto isso, o mercado ainda aguarda a colheita brasileira, que começará em maio. "Se o Brasil nos surpreender com uma safra menor que a esperada, ainda poderemos argumentar que os preços voltarão para 200 cents a 230 cents por libra-peso", disse Hector Galván, analista sênior da R.J. O'Brien Futures. Até que a colheita comece, traders afirmam que as cotações continuarão voláteis. As informações são da Dow Jones. Confira na tabela abaixo como ficaram os principais vencimentos da commodity na ICE.
EM SESSÃO DE FORTES OSCILAÇÕES, NY FECHA COM MODERADA QUEDA
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quarta-feira com preços moderadamente mais baixos. A sessão foi de ampla volatilidade, com o mercado inicialmente recuandoe depois tendo boa recuperação, para finalmente retornar ao terreno negativo.Na mínima do dia, o mercado teve queda de 665, centavos de dólar por libra-peso no contrato maio, enquanto na máxima a valorização foi de 5,10 cents. O mercado centrou suas atenções nas notícias e indicadores negativos americanos e europeus, com a alta do dólar contra outras moedas e perdas nas bolsas de valores e nas commodities nas bolsas de futuros pressionando o arábica. Entretanto, sinais de que o mercado está sobrevendido estimularam umaforte recuperação técnica, que chegou quase a 800 pontos em cerca de uma hora. No final do pregão, o mercado perdeu força e acompanhou a maré negativade outras bolsas. Nos fundamentos, há o sentimento de que, embora a safra brasileira esteja chegando, o quadro de oferta e procura segue apertado, e talvez a produção não chegue no Brasil as 55 milhões de sacas, pelo menos, esperada pelos compradores. As informações partem de agências internacionais. Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 184,75 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 0,60 centavo, ou de 0,3%.A posição julho fechou a 187,35 cents, com retração de 0,70 cent, ou de 0,4%. Segmento externo influencia e Londres fica abaixo de US$ 2.000 Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe tiveram uma quarta-feira de pressão, com a posição maio voltando a se posicionar abaixo do nível psicológico de 2.000 dólares. As baixas vieram na esteira da alta do dólar e também dos números negativos em diversos segmentos macroeconômicos, o que estimulou alguns players a entrar liquidando, com o maio chegando a bater na mínima de 1.982 dólares. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado pelo predomínio dos vendedores. No entanto, assim como observado com os arábicas em Nova Iorque, uma significativa volatilidade se registrou, com os preços chegando, em determinados períodos, a registrar ganhos. No entanto, ao final do dia, os vendedores ampliaram suas ações, ao seguir a tendência de fraqueza dos mercados externos. O volume negociado foi consideravelmente superior à média recente da bolsa londrina. "Foi uma sessão consideravelmente movimentada e com várias alternativas. Por fim, as baixas predominaram, ainda que de maneira não tão intensa, mas o posicionamento do maio abaixo do referencial de 1.800 dólares é uma pressão adicional para o mercado de robustas", disse um trader. As remessas de café ao exterior do Vietnã recuaram 7% este ano, devido à limitação da oferta, ao passo que as baixas nas vendas ao exterior da Indonésia ao longo do mês passado refletiram problemas no desenvolvimento da safra. Uma queda nos embarques de Vietnã e Indonésia, que representam 20% da produção mundial de café, poderia ajudar os futuros de robusta em Londres a resistir a pressão baixista dos arábicas em Nova Iorque. Os embarques de café do Vietnã caíram 7,2%, com 1,15 toneladas métricas, de acordo com dados do Ministério da Agricultura do país, ainda que o montante seja maior que a previsão inicial, que era de embarque de 985 mil toneladas. "Creio que a variedade robusta vai continuar a ter preços com maior sustentação", apontou Lynette Tan, analista da Phillip Futures, em Cingapura. O maio na bolsa londrina tem 32,3 mil contratos em aberto, contra 35,9 mil do julho. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 9,44 mil lotes, com o julho tendo 7,60 mil lotes negociados. O spread entre as posições março e maio ficou em 19 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou queda de 34 dólares, com 1.991 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 28 dólares, com 2.010 dólares por tonelada.
SEM LEILÃO DO BC NEM MEDIDAS, DÓLAR À VISTA RECUA COM FLUXO POSITIVO
São Paulo, 4 - O dólar no mercado à vista renovou as mínimas pouco antes do fechamento, respondendo ao fluxo cambial positivo durante a tarde no mercado local e a redução parcial de perdas pelas Bolsas norte-americanas. Sem leilão do Banco Central hoje nem anúncio de nova medida cambial, os investidores que compraram moeda pela manhã na expectativa de vender depois à autoridade monetária ficaram frustrados e acabaram indo a mercado oferecer dólar no fim dos negócios, pressionando as cotações para baixo, disse um operador de um banco. No fechamento, o dólar à vista no balcão caiu 0,27%, a R$ 1,8270, após oscilar entre mínima de R$ 1,8260 (-0,33%) e máxima de R$ 1,8340 (+0,11%). Em abril, a moeda norte-americana está estável, enquanto no ano acumula queda de 2,25%. Na BM&F, o dólar spot encerrou na mínima, a R$ 1,8271, com queda de 0,16%. O giro financeiro registrado na clearing de câmbio até 16h56 somava US$ 1,903 bilhão (US$ 1,641 bilhão em D+2). No mercado futuro, até as 16h57 quatro vencimentos de dólar foram negociados, com um giro 36% menor que o de ontem, de US$ 13,560 bilhões. Nesse horário, o dólar para maio 2012 estava em alta de 0,08%, a R$ 1,8375, e respondia por um giro de US$ 13,146 bilhões do total movimentado. O economista Sidnei Nehme, NGO Corretora, disse que o dólar aqui desviou-se desde cedo da alta da moeda norte-americana no mercado internacional porque o mercado de câmbio local está sendo influenciado preponderantemente por fatores internos, como o tamanho e a origem do fluxo cambial diário e as intervenções do Banco Central via leilões de compra à vista ou a termo, além das ameaças permanentes de novas medidas para segurar a valorização do real. No mercado externo, a aversão ao risco derrubou as bolsas europeias e os índices acionários em Nova York e no Brasil, beneficiando o dólar. Cresceram as preocupações com a economia da Espanha e os investidores ainda reagem com insatisfação à sinalização do Federal Reserve, que apontou na ata de sua última reunião de política monetária estar pouco propenso a fornecer novas medidas de estímulo para a fragilizada economia dos EUA. Em Nova York, às 17h09, o euro recuava a US$ 1,3141, ante US$ 1,3233 no fim da tarde de ontem.
RECEITA EM MARÇO É DE US$ 549,9 MI (-16,3% ANTE MAR/11) São Paulo, 4 -
A receita cambial com exportação de café em março foi de US$ 549,9 milhões, representando queda de 16,3% em comparação com o mesmo mês de 2011 (US$ 656,6 milhões), conforme dados divulgados há pouco pelo Conselho dos Exportadores de Café (CeCafé). Em termos de volume, a exportação em março totalizou 2,189 milhões de sacas, o que corresponde a uma queda de 19,8% em comparação com 2,731 milhões de sacas em março do ano passado. No trimestre, a receita cambial acumula US$ 1,704 bilhão, 8,6% abaixo do mesmo período de 2011 (US$ 1,871 bilhão). O volume embarcado no trimestre é de 6,541 milhões de sacas (menos 20,7% ante as 8,245 milhões de sacas de 2011). Do total embarcado nos primeiros três meses deste ano, 5,855 milhões de sacas foram de café verde (5,686 milhões de sacas de arábica e 169.296 sacas de robusta - conilon). O diretor geral do CeCafé, Guilherme Braga, informou em comunicado que nesses três primeiros meses de 2012 destaca-se o embarques de 1,753 milhão de sacas de cafés arábica diferenciado (de alta qualidade), mostrando um expressivo crescimento nas vendas de cafés com valor agregado, com preço médio de US$ 315,66 A saca, o que representa 32,3% do total da receita com a exportação de café. De acordo com Braga, esse porcentual, que poderá crescer, aliado à manutenção dos preços do produto, refletirá positivamente na receita anual, além de significar um incremento da renda do produtor. Levando em conta a qualidade do café, o relatório mostra que nos três primeiros meses deste ano 86,9% do produto exportado foi da variedade arábica, 10,3% de solúvel, 2,6% de robusta e 0,2% de torrado e moído. O balanço mostra, ainda, que a Europa foi o principal mercado importador no período, adquirindo 56% do total embarcado. A América do Norte respondeu pela compra de 21%, a Ásia por 17%, e a América do Sul por 3%. No mês de março, a exportação do café foi embarcada principalmente pelo Porto de Santos (77,4% do total, ou 5.061.921 sacas), Porto de Vitória (12,5% do total ou 819.771 sacas) e o Porto do Rio de Janeiro (7,7% do total ou 500.821 sacas).
Green Coffee Association Warns On Synthetic Bags
Leslie Josephs DOW JONES
A coffee trade group Wednesday warned importers andexporters about the use of bags made of synthetic fiber, a material that couldfail to show damaging water content in beans. "With the increasing availability and use of synthetic bags, we feel it iscritical to caution suppliers about GCA contract requirements so that they cancontinue to conduct lawful commerce and preserve the integrity of the U.S.commodities market," said Brian W. Loughman, chairman of the Green CoffeeAssociation. The New York group, whose contract templates are used widely in the coffeetrade, said some green, or unroasted, coffee suppliers were using bags of wovenpolypropylene and other non-natural fibers to ship coffee. Under GCA contract rules, bags must be made out of natural materials such asjute or burlap, and both parties must agree on the alternative packagingmaterial at the time of contract negotiation. Don Pisano, GCA's chairman of traffic and warehousing and a vice president atcoffee trader American Coffee Corp., said synthetic bags had been detected onshipments from Brazil over the past year. Brazil is the world's top coffeeproducer. The Brazilian Coffee Exporters Council wasn't immediately available forcomment. The problem, Pisano said, is it is unclear whether the man-made fibers wouldshow moisture in the bags. "You wouldn't want moldy beans to enter the supply chain," he said. Ric Rhinehart, executive director of the Specialty Coffee Association ofAmerica, said "Water stains on bags are a warning sign for buyers."
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com quedas modestas, em um dia caracterizado pela forte volatilidade e por um alto volume de posições comercializadas. A posição maio variou, ao longo da sessão, 1.175 pontos. Na primeira parte, perdas consideráveis foram registradas, com o maio voltando a se posicionar abaixo do referencial de 180,00 centavos. No entanto, um movimento de recompras passou a ocorrer e, com a inversão, ganhos foram processados, com o patamar de 190,00 centavos sendo rompido. No entanto, os ganhos não se sustentaram e, ao final dos negócios, os preços não apresentaram grande variação em relação ao encerramento da terça-feira. Operadores indicaram que a volatilidade esteve relacionada, em parte, ao segmento externo, que teve um dia caracterizado por quedas em setores de maior risco, como é o caso das commodities, e também nas bolsas de valores. O pessimismo do segmento macro esteve relacionado, principalmente, às notícias sobre as indicações de que o Federal Reserve não deve tomar medidas voltadas para um "relaxamento monetário" no mercado norte-americano, além de dados negativos sobre a economia da Espanha. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve baixa de 60 pontos com 184,75 centavos, sendo a máxima em 190,45 e a mínima em 178,70 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 70 pontos, com a libra a 187,35 centavos, sendo a máxima em 193,00 e a mínima em 181,60 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 34 dólares, com 1.991 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 28 dólares, com 2.010 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o mercado de altos e baixos desta quarta foi caracterizado pela busca de um direcionamento. "Vemos que alguns players estão buscando cobrir algumas posições diante do cenário significativamente sobrevendido", disse Hector Galvan, analista sênior da R.J. O'Brien Futures, em Chicago. "Tivemos um dia em que houve uma ação mais forte para baixo e uma retomada de compras. Possivelmente, os comerciais, torrefadores, viram uma boa oportunidade de compras nos níveis mais inferiores de preço", disse Jack Scoville, vice-presidente do Price Futures Group, em Chicago, que sustentou que o mercado "tecnicamente buscou realizar, mas se conteve", complementou. Há menos de duas semana, os arábicas em Nova Iorque bateram nas mínimas de 18 meses, em 174.45 centavos, ao passo que nesta quarta o maio encontrou um primeiro nível de suporte, em 178,70 centavos. "Surpreendi-me por não ter visto mais ações de calls no segmento de opções quando tivemos um rally nos futuros, o que seria um indicativo de otimismo para os preços. Imagino que esse foi um sinal de que a pequena alta recente pode ser algo de tiro curto e não o início de uma recuperação maior", ressaltou Hector Galvan. Esse especialista destacou que a safra brasileira continua sendo tema recorrente entre os players. "Se o Brasil surpreender e tiver uma produção menor que a esperada é provável que voltemos para um nível entre 200,00 e 230,00 centavos. Enquanto não temos a safra chegando ao mercado, a tendência é de os futuros continuarem voláteis", complementou. Os embarques brasileiros de café em março caíram 16,3% em receita na comparação com o mesmo período de 2011, totalizando 549,883 milhões de dólares. O volume exportado teve um recuo ainda maior, de 19,8%, para 2,189 milhões de sacas. Os números foram divulgados pelo Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Segundo a entidade, a redução do volume embarcado reflete a menor disponibilidade do produto devido à safra menor. Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 3.000 em 1.540.124 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 52.558 lotes, com as opções tendo 2.625 calls e 1.704 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 190,45-190,50, 191,00, 191,50, 192,00, 192,50, 193,00, 193,50, 194,00, 194,50, 194,90-195,00, 195,50, 196,00, 196,50, 197,00 e 197,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 178,70, 178,50, 178,00, 177,50, 177,10-177,00, 176,50, 176,00, 175,50, 175,10-175,00, 174,50, 174,00, 173,50 e 173,00 centavos por libra.
CAFÉ: NY FECHA EM LEVE QUEDA APÓS DIA VOLÁTIL E COM MUITOS NEGÓCIOS
Nova York, 4 - Os futuros do café arábica fecharam levemente em queda na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). O mercado operou volátil nesta quarta-feira, chegando a atingir a máxima de 190,45 cents por libra-peso e a mínima de 178,70 cents por libra-peso em um pregão com volume de negócios mais de duas vezes superior à média diária em 2011. O contrato maio encerrou em baixa de 60 pontos (0,32%), cotado a 184,75 cents por libra-peso. O julho terminou com perda de 70 pontos (0,37%), a 187,35 cents por libra-peso. "Eu me pergunto se é apenas por causa do feriado, ninguém quer manter qualquer posição", disse Robin Rosenberg, da PFG Best. "As pessoas parecem estar cobrindo posições." Ele prevê que as cotações voltem a superar 200 cents por libra-peso na próxima semana, citando um aperto da oferta antes da colheita brasileira. Menos de duas semanas atrás, as cotações do café arábica atingiram a mínima em 18 meses, de 174,45 cents por libra-peso. A recuperação do contrato maio, em 178,70 cents por libra-peso, sinaliza um novo nível de suporte. Enquanto isso, o mercado ainda aguarda a colheita brasileira, que começará em maio. "Se o Brasil nos surpreender com uma safra menor que a esperada, ainda poderemos argumentar que os preços voltarão para 200 cents a 230 cents por libra-peso", disse Hector Galván, analista sênior da R.J. O'Brien Futures. Até que a colheita comece, traders afirmam que as cotações continuarão voláteis. As informações são da Dow Jones. Confira na tabela abaixo como ficaram os principais vencimentos da commodity na ICE.
EM SESSÃO DE FORTES OSCILAÇÕES, NY FECHA COM MODERADA QUEDA
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quarta-feira com preços moderadamente mais baixos. A sessão foi de ampla volatilidade, com o mercado inicialmente recuandoe depois tendo boa recuperação, para finalmente retornar ao terreno negativo.Na mínima do dia, o mercado teve queda de 665, centavos de dólar por libra-peso no contrato maio, enquanto na máxima a valorização foi de 5,10 cents. O mercado centrou suas atenções nas notícias e indicadores negativos americanos e europeus, com a alta do dólar contra outras moedas e perdas nas bolsas de valores e nas commodities nas bolsas de futuros pressionando o arábica. Entretanto, sinais de que o mercado está sobrevendido estimularam umaforte recuperação técnica, que chegou quase a 800 pontos em cerca de uma hora. No final do pregão, o mercado perdeu força e acompanhou a maré negativade outras bolsas. Nos fundamentos, há o sentimento de que, embora a safra brasileira esteja chegando, o quadro de oferta e procura segue apertado, e talvez a produção não chegue no Brasil as 55 milhões de sacas, pelo menos, esperada pelos compradores. As informações partem de agências internacionais. Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 184,75 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 0,60 centavo, ou de 0,3%.A posição julho fechou a 187,35 cents, com retração de 0,70 cent, ou de 0,4%. Segmento externo influencia e Londres fica abaixo de US$ 2.000 Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe tiveram uma quarta-feira de pressão, com a posição maio voltando a se posicionar abaixo do nível psicológico de 2.000 dólares. As baixas vieram na esteira da alta do dólar e também dos números negativos em diversos segmentos macroeconômicos, o que estimulou alguns players a entrar liquidando, com o maio chegando a bater na mínima de 1.982 dólares. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado pelo predomínio dos vendedores. No entanto, assim como observado com os arábicas em Nova Iorque, uma significativa volatilidade se registrou, com os preços chegando, em determinados períodos, a registrar ganhos. No entanto, ao final do dia, os vendedores ampliaram suas ações, ao seguir a tendência de fraqueza dos mercados externos. O volume negociado foi consideravelmente superior à média recente da bolsa londrina. "Foi uma sessão consideravelmente movimentada e com várias alternativas. Por fim, as baixas predominaram, ainda que de maneira não tão intensa, mas o posicionamento do maio abaixo do referencial de 1.800 dólares é uma pressão adicional para o mercado de robustas", disse um trader. As remessas de café ao exterior do Vietnã recuaram 7% este ano, devido à limitação da oferta, ao passo que as baixas nas vendas ao exterior da Indonésia ao longo do mês passado refletiram problemas no desenvolvimento da safra. Uma queda nos embarques de Vietnã e Indonésia, que representam 20% da produção mundial de café, poderia ajudar os futuros de robusta em Londres a resistir a pressão baixista dos arábicas em Nova Iorque. Os embarques de café do Vietnã caíram 7,2%, com 1,15 toneladas métricas, de acordo com dados do Ministério da Agricultura do país, ainda que o montante seja maior que a previsão inicial, que era de embarque de 985 mil toneladas. "Creio que a variedade robusta vai continuar a ter preços com maior sustentação", apontou Lynette Tan, analista da Phillip Futures, em Cingapura. O maio na bolsa londrina tem 32,3 mil contratos em aberto, contra 35,9 mil do julho. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 9,44 mil lotes, com o julho tendo 7,60 mil lotes negociados. O spread entre as posições março e maio ficou em 19 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou queda de 34 dólares, com 1.991 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 28 dólares, com 2.010 dólares por tonelada.
SEM LEILÃO DO BC NEM MEDIDAS, DÓLAR À VISTA RECUA COM FLUXO POSITIVO
São Paulo, 4 - O dólar no mercado à vista renovou as mínimas pouco antes do fechamento, respondendo ao fluxo cambial positivo durante a tarde no mercado local e a redução parcial de perdas pelas Bolsas norte-americanas. Sem leilão do Banco Central hoje nem anúncio de nova medida cambial, os investidores que compraram moeda pela manhã na expectativa de vender depois à autoridade monetária ficaram frustrados e acabaram indo a mercado oferecer dólar no fim dos negócios, pressionando as cotações para baixo, disse um operador de um banco. No fechamento, o dólar à vista no balcão caiu 0,27%, a R$ 1,8270, após oscilar entre mínima de R$ 1,8260 (-0,33%) e máxima de R$ 1,8340 (+0,11%). Em abril, a moeda norte-americana está estável, enquanto no ano acumula queda de 2,25%. Na BM&F, o dólar spot encerrou na mínima, a R$ 1,8271, com queda de 0,16%. O giro financeiro registrado na clearing de câmbio até 16h56 somava US$ 1,903 bilhão (US$ 1,641 bilhão em D+2). No mercado futuro, até as 16h57 quatro vencimentos de dólar foram negociados, com um giro 36% menor que o de ontem, de US$ 13,560 bilhões. Nesse horário, o dólar para maio 2012 estava em alta de 0,08%, a R$ 1,8375, e respondia por um giro de US$ 13,146 bilhões do total movimentado. O economista Sidnei Nehme, NGO Corretora, disse que o dólar aqui desviou-se desde cedo da alta da moeda norte-americana no mercado internacional porque o mercado de câmbio local está sendo influenciado preponderantemente por fatores internos, como o tamanho e a origem do fluxo cambial diário e as intervenções do Banco Central via leilões de compra à vista ou a termo, além das ameaças permanentes de novas medidas para segurar a valorização do real. No mercado externo, a aversão ao risco derrubou as bolsas europeias e os índices acionários em Nova York e no Brasil, beneficiando o dólar. Cresceram as preocupações com a economia da Espanha e os investidores ainda reagem com insatisfação à sinalização do Federal Reserve, que apontou na ata de sua última reunião de política monetária estar pouco propenso a fornecer novas medidas de estímulo para a fragilizada economia dos EUA. Em Nova York, às 17h09, o euro recuava a US$ 1,3141, ante US$ 1,3233 no fim da tarde de ontem.
RECEITA EM MARÇO É DE US$ 549,9 MI (-16,3% ANTE MAR/11) São Paulo, 4 -
A receita cambial com exportação de café em março foi de US$ 549,9 milhões, representando queda de 16,3% em comparação com o mesmo mês de 2011 (US$ 656,6 milhões), conforme dados divulgados há pouco pelo Conselho dos Exportadores de Café (CeCafé). Em termos de volume, a exportação em março totalizou 2,189 milhões de sacas, o que corresponde a uma queda de 19,8% em comparação com 2,731 milhões de sacas em março do ano passado. No trimestre, a receita cambial acumula US$ 1,704 bilhão, 8,6% abaixo do mesmo período de 2011 (US$ 1,871 bilhão). O volume embarcado no trimestre é de 6,541 milhões de sacas (menos 20,7% ante as 8,245 milhões de sacas de 2011). Do total embarcado nos primeiros três meses deste ano, 5,855 milhões de sacas foram de café verde (5,686 milhões de sacas de arábica e 169.296 sacas de robusta - conilon). O diretor geral do CeCafé, Guilherme Braga, informou em comunicado que nesses três primeiros meses de 2012 destaca-se o embarques de 1,753 milhão de sacas de cafés arábica diferenciado (de alta qualidade), mostrando um expressivo crescimento nas vendas de cafés com valor agregado, com preço médio de US$ 315,66 A saca, o que representa 32,3% do total da receita com a exportação de café. De acordo com Braga, esse porcentual, que poderá crescer, aliado à manutenção dos preços do produto, refletirá positivamente na receita anual, além de significar um incremento da renda do produtor. Levando em conta a qualidade do café, o relatório mostra que nos três primeiros meses deste ano 86,9% do produto exportado foi da variedade arábica, 10,3% de solúvel, 2,6% de robusta e 0,2% de torrado e moído. O balanço mostra, ainda, que a Europa foi o principal mercado importador no período, adquirindo 56% do total embarcado. A América do Norte respondeu pela compra de 21%, a Ásia por 17%, e a América do Sul por 3%. No mês de março, a exportação do café foi embarcada principalmente pelo Porto de Santos (77,4% do total, ou 5.061.921 sacas), Porto de Vitória (12,5% do total ou 819.771 sacas) e o Porto do Rio de Janeiro (7,7% do total ou 500.821 sacas).
Green Coffee Association Warns On Synthetic Bags
Leslie Josephs DOW JONES
A coffee trade group Wednesday warned importers andexporters about the use of bags made of synthetic fiber, a material that couldfail to show damaging water content in beans. "With the increasing availability and use of synthetic bags, we feel it iscritical to caution suppliers about GCA contract requirements so that they cancontinue to conduct lawful commerce and preserve the integrity of the U.S.commodities market," said Brian W. Loughman, chairman of the Green CoffeeAssociation. The New York group, whose contract templates are used widely in the coffeetrade, said some green, or unroasted, coffee suppliers were using bags of wovenpolypropylene and other non-natural fibers to ship coffee. Under GCA contract rules, bags must be made out of natural materials such asjute or burlap, and both parties must agree on the alternative packagingmaterial at the time of contract negotiation. Don Pisano, GCA's chairman of traffic and warehousing and a vice president atcoffee trader American Coffee Corp., said synthetic bags had been detected onshipments from Brazil over the past year. Brazil is the world's top coffeeproducer. The Brazilian Coffee Exporters Council wasn't immediately available forcomment. The problem, Pisano said, is it is unclear whether the man-made fibers wouldshow moisture in the bags. "You wouldn't want moldy beans to enter the supply chain," he said. Ric Rhinehart, executive director of the Specialty Coffee Association ofAmerica, said "Water stains on bags are a warning sign for buyers."
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