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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Consumo na Índia aumenta com a popularidade da bebida

Tradicionalmente, o café é conhecido como uma bebida do sul da Índia, mas a crescente demanda pelo produto em estados de outras regiões do país nos últimos anos começou a impulsionar o consumo total de café do país.

Entre 2003 e 2009, o consumo anual de café da Índia cresceu a uma taxa de 42% nos estados não do sul do país, enquanto o mesmo cresceu em 3,5% nos estados do sul. Esses estados, que incluem Tamil Nadu, Kerala, Andhra Pradesh e Karnataka, englobam quase 78% do total de café consumido no país, embora o consumo de café em outras partes do país também esteja aumentando.

O consumo de café tem aumentado em estados como Maharashtra (centro-oeste da Índia) e até mesmo na Região da Capital Nacional (NCR) de Deli nos últimos meses. Especialistas acreditam que a proliferação de redes de cafeteria em outras regiões que não o sul da Índia tenham contribuído para o aumento no consumo.

De acordo com estatísticas divulgadas pela Organização Internacional de Café (ICO), o consumo na Índia vem aumentando de forma constante nos últimos cinco anos, graças à popularidade da bebida no norte. O consumo doméstico aumentou para 1,57 milhão de sacas de 60 quilos em 2009 com relação às 1,35 milhão de sacas em 2006. O consumo de café na Índia aumentou apoiado pelo Cofee Board, que tomou medidas para desenvolver o mercado doméstico para dar suporte aos produtores de café do país.

De forma geral, 80% do café produzido na Índia é exportado e somente 20% é consumido localmente. Essa proporção vem mudando lentamente devido ao aumento no consumo doméstico. Citando uma pesquisa sobre o consumo de café, o presidente do Coffee Board, Jawaid Aktar, disse que o consumo total de café na Índia durante 2009 chegou a 102.000 toneladas, com a divisão urbana e rural de 73% e 27%, respectivamente. É interessante notar que o café instantâneo representa 57% do total de café consumido na Índia. Nas áreas urbanas, o consumo de café instantâneo e de filtro é na proporção de 61:30, enquanto nas áreas rurais é de 46:54. O consumo nas áreas que não são do sul da Índia tem sido em grande parte de café instantâneo.

A penetração do café (bebida consumida nos últimos 12 meses) é de 92% comparado com 59% em 2003, indicando que as pessoas começaram a experimentar essa bebida nos últimos anos, disse o presidente do Coffee Board. As regiões não do sul do país têm sido identificadas como área potencial para aumentar o crescimento no consumo no futuro, disse ele.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Opinião - BRASIL COLÔNIA - Fernando Souza Barros - 16/11/2010

Prezada Presidente eleita Dilma Roussef

Queremos externar a grata satisfação em termos pela primeira vez uma mulher na Presidência da Republica e contarmos com a sua competência para corrigir os problemas que nos afligem nesta área que vão desde a parte tributária até a logística, gestão e planejamento do setor e que tem provocado sérios prejuízos ao País e aos pequenos produtores.

Vamos aqui comentar o problema do café arábica, produto que tem 50% do mercado mundial e não conseguimos colocar um preço que propicie renda ao produtor pelo simples fato de que as vendas são feitas a longo prazo e com um desconto de 25 a 30 centavos de dólar sobre a cotação da Bolsa de N.York cujo café é Colombiano (contrato C) lavado e, portanto nada a ver com o nosso natural que além de ótima qualidade nos permite aguardar (armazenar) o melhor momento para vender sem perder sua qualidade enquanto o Colombiano e Centrais precisam ser comercializados num prazo de 6 meses quando começa a perder sua cor e qualidade haja visto os cafés certificados da Bolsa de N.York que hoje deveriam ter um deságio de algo em torno de 40% e, no entanto estão lá sem deságio e assim ninguém quer.

Portanto quando olhamos a cotação de U$2 por libra peso na tela para o mês de março de 2011 em N.York temos que:

1- A Colômbia vende a + 40/50.... centavos de dólar sobre este preço.
2- O Brasil vende a menos 25/30 centavos de dólar também sobre este preço.
3- Se o contrato C é o do café Colombiano por que a cotação não está a U$2,40/50 por exemplo?
4- Esta diferença ao fazermos os cálculos já nos dá um prejuízo de: [(2,40 - 0,25) – (2 - 0,25)] = [ 2,15 – 1,75] = 0,40 por libra vezes 132,28(equivale a uma saca) = U$52,91 vezes R$1,70 = R$89,95 por saca.
5- O PIS e COFINS (9,25%) sobre o preço de uma saca comprada de Cooperativa ( que não recolheu nada) confere um crédito de R$34,00 ao Exportador que ou joga na gaveta para receber do Governo (hoje cerca de 300 a 400 milhões de reais por ano) ou recupera via torrefação, ou outras vias.
6- Aí se concretiza diversos malefícios á sociedade e ao contribuinte.

A- O País perde divisas fazendo dumping no Mercado Internacional, baseado numa cotação de um concorrente e de um produto que não é o nosso.
B- Não conseguimos fazer Marketing, pois a Colômbia prega que o seu produto é melhor e com isto vendemos muito mais barato.
C- A utilização do PIS e COFINS como mecanismo para exportar prejudica os pequenos e médios Exportadores e Comerciantes que não conseguem competir com as Multinacionais (algumas com torrefação), fazendo com que o produtor vire refém de poucos compradores, pois o Exportador dá preferência em comprar com nota de Cooperativa e assim acaba a transparência do Mercado e o surgimento de novos compradores.
D- Já explicamos esta situação junto ao Governo, mas a pressão é grande das Multinacionais e Exportadores capazes de utilizar este artifício. Queremos a sua extinção e ponto final!

Assim chegamos a um prejuízo anual de cerca de 4 bilhões e 600 milhões de reais à custa de 300 mil cafeicultores e 8 milhões de trabalhadores (diretos e indiretos). Se isto não bastasse temos uma dívida no setor de 10 a 12 bilhões de reais que transformam os produtores em reféns de um Sistema que não os deixa capitalizar e na maioria das vezes sem condições de vender por opinião e sim por precisão. Exportamos aumento de dívida e impostos embutidos no preço (e a transparência?).

Precisamos mudar resolver e criar condições para que o produtor finalmente tenha prazer em produzir e ter uma vida digna sem precisar correr o risco de na sua falta deixar a família quebrada. (aqui cabe um seguro de vida amplo aos produtores).

Finalmente contamos com a sua colaboração, o dialogo e estamos prontos para ajudá-la a executar o plano Estratégico que apresentamos ao Governo e que vai tirar o produtor do fracasso e o Brasil de Colônia vendendo o máximo pelo mínimo.

Fernando Souza Barros
Diretor Executivo para Assuntos Econômicos da SINCAL

COMMODITIES PERDENDO UM POUCO O BRILHO

COMMODITIES PERDENDO UM POUCO O BRILHO

A divulgação da inflação chinesa de 4.4% (anualizada) no mês de outubro, além de ter sido acima das expectativas e estar ainda mais distante da meta do governo, provocou uma reviravolta forte nas commodities com a especulação de que o governo chinês adotará novas medidas de restrições monetárias.

Notícias de que novos limites para os fundos de investimentos podem ser implementados pelo CFTC (órgão regulador americano dos mercados futuros) a partir do começo de dezembro, e da não aprovação do investimento de 2 bilhões de dólares em commodities pelo 2º maior fundo de pensão dos Estados Unidos (dos professores da Califórnia), ajudaram a tirar o brilho das commodities no curto-prazo. Não há dúvidas também de que a alta do dólar americano, desencadeada pelo desconforto com os débitos soberanos europeus, contribuiu para a maior queda das commodities em 18 meses. O açúcar sozinho caiu 20% em duas sessões, e outros produtos sofreram quedas fortes, como os grãos, algodão, prata, e café.

Embora, desde o nosso último comentário, o café em Nova Iorque tenha caído 2.60% ,ou “apenas” US$ 6.22 por saca, o fechamento do dezembro na semana em US$ 200.45 centavos/libra ficou a US$ 18.25 centavos da alta que vimos na terça-feira, US$ 218.70 centavos/libra – o mais alto nível desde junho de 1997. Olhando por este prisma o ajuste de sexta-feira foi US$ 24.14 por saca abaixo da máxima.

Em reais o contrato “C” está no segundo maior nível desde 14 de março de 2005 quando o contrato estava a US$ 138.50 centavos e a moeda brasileira negociava a R$ 2.60 contra o dólar. E o Brasil está aproveitando. As exportações brasileiras de outubro, divulgadas no começo da semana pela CECAFÉ, foram a maior da história do país, 3,404,402 sacas, a um preço médio de US$ 191.99 a saca de 60 quilos – valor alcançado pela última vez em maio de 1998. Ou seja, nada mal para os produtores brasileiros, que embora digam que o custo de mão-de-obra era bem menor 12 anos atrás, têm em contraponto uma produtividade maior.

As chuvas pararam no Vietnã, contribuindo para o andamento da colheita. O prognóstico de uma maior disponibilidade de café no país derrubou não só os preços da bolsa mas os diferenciais. O mesmo acontece nas origens produtoras do arábica. Na Colômbia mais especificamente, os diferenciais caíram para os níveis mais baixos desde 2009, curiosamente em alguns casos ficando mais baratos do que outros cafés de países da América Central – algo raro de acontecer.

A proximidade do primeiro dia de notificação do contrato de dezembro, na sexta-feira próximo dia 19, fez com que os torradores surgissem correndo atrás do atraso de suas coberturas. Isto porquê tanto os dealers quanto os exportadores de várias origens restringiram que a indústria rolasse mais um mês suas fixações, dado que muitos estão fazendo isto desde a tela de julho passado. O motivo é simples, com tanto atraso nos livros, aqueles que permitiram as postergações das fixações tem que bancar margem, que óbviamente tem sido alta pois o mercado não para de subir. Portanto chegou a hora de acertar, pelo menos parcialmente, os livros para o próximo ano, e liberar um pouco de caixa para que novas posições no físico sejam tomadas.

Tudo indica que o mercado continuará caindo, a começar pelo enfraquecimento dos diferenciais, seguido pela fraqueza da estrutura, a firmeza do dólar, um menor interesse por commodities, e um menor risco daqueles que estão vendidos em opções de compras (calls), pois os últimos foram forçados a defender suas posições quando o contrato de março negociou a US$ 220.00 centavos na semana que se encerrou.

Se o mercado buscar US$ 185.00 centavos na curta semana no Brasil, provavelmente isto acontecerá depois que os torradores ajustarem seus livros no contrato de dezembro. Portanto aos produtores que querem ou precisam fazer caixa para as compras de natal, aproveitem para vender.

Uma ótima semana e muito bons negócios para todos.
Rodrigo Costa

TRÊS BILHÕES DE DÓLARES POR ÁGUA ABAIXO

TRÊS BILHÕES DE DÓLARES POR ÁGUA ABAIXO

O mercado de açúcar teve a maior queda em dois dias desde que foi inaugurado em 1961. Também foi a maior liquidação dos últimos 30 anos. Os preços derreteram 120 dólares por tonelada na semana, num estrago que fez desaparecer, num piscar de olhos, 3,3 bilhões de dólares. Essa foi a maior queda numa semana desde março de 1980 quando o mercado caiu 123 dólares por tonelada. Agora é sentar e lamber as feridas. E nós já vimos esse filme antes.

Uma enxurrada de notícias ruins combinada com uma desastrosa alteração na margem de garantia pedida pela ICE só pioraram as coisas uma vez que hedgers e specs tiveram que ajustar suas posições para atender às novas necessidades de margem. Um aumento de 65% não precisava ser feito de uma talagada só, poderia ter sido ministrado em doses homeopáticas desde que o mercado começou a subir há algumas semanas. Uma alteração dessa magnitude de supetão e de uma só vez distorce o mercado com maior rapidez, traz instabilidade e consequente aumento de volatilidade que é exatamente o que a bolsa deveria trabalhar para evitar.

É óbvio que o aumento da volatilidade afeta a margem de garantia. A margem de garantia serve principalmente como colchão a ser utilizado caso haja falta de pagamento dos ajustes diários. Mas faça o cálculo: pegue a volatilidade anualizada do mercado de 55%, divida pela raiz de 252 (que são os dias de pregão por ano), isso dá uma volatilidade de 3,46% ao dia. Multiplique por dois para usarmos dois desvios padrão e assim cobrirmos 95% dos eventos. Isso dá 6,93%. Agora multiplique isso pelo valor de 1 contrato de açúcar (112.000 libra-peso vezes 30 centavos de dólar = US$ 33.600). Dá US$ 2.400. Eles subiram para US$ 3.550 e vão subir segunda-feira novamente para US$ 3.900. Pioraram as coisas ao fazerem da chamada de margem causa e não consequência. Aumentam o estresse ao invés de diminuí-lo.

No cenário macro, a preocupação de ajustes na economia chinesa fez com que as commodities despencassem nas principais bolsas do planeta. A alta da inflação na China (4,4% anual) pode fazer com que o governo chinês aumente as taxas de juro, com isso haveria uma redução na demanda. Para conter a inflação o governo vendeu estoques de algodão, cobre e há informação de que pode também vender soja e açúcar. A reação dos investidores foi de pânico acentuado como ocorre em situações assim. Não apenas o açúcar fechou em queda livre, mas também aveia, milho e trigo derreteram 9%.

No cenário fundamentalista do açúcar, entra no enredo a notícia sobre a possibilidade de o governo indiano autorizar uma exportação de 3,5 milhões de toneladas, um acréscimo de um milhão em relação ao que o mercado esperava. Muito pouco para esse estrago todo. Pense: a queda nominal do mercado em 3,3 bilhões de dólares daria para comprar ao fechamento de sexta-feira mais de 5 milhões de toneladas de açúcar. Alguma coisa não bate nesse pânico todo. O negócio é esfriar a cabeça e repensar a estratégia, pois o mercado continua construtivo do ponto de vista fundamentalista uma vez que as questões principais não estão e não serão resolvidas da noite para o dia. Nós ainda vamos precisar de 55 milhões de toneladas de cana a mais no ano que vem e nós não vamos tê-las, portanto, assim que o vendaval passar o mercado deve lembrar-se disso novamente.

Fica um gosto amargo na boca de quem esperava preços mais altos para fazer seu hedge. A gente parece não aprender nunca, não é mesmo? No entanto, não havia como fazer hedge sem lastro financeiro. É por isso que pouco hedge foi feito comparativamente às oportunidades que vimos passar por nossos olhos como éguas da crina dourada. Segundo o modelo da Archer Consulting, o total de fixações para a safra 2011/2012 está entre 4,954 e 6,192 milhões de toneladas ao preço médio de 21,09 centavos de dólar por libra-peso.

Os fundamentos continuam firmes apesar dos fatores exógenos. O Brasil continua sendo o maior responsável para atender a demanda mundial de açúcar bruto e as perspectivas para 2011 são positivas. Se você conseguir se convencer a não se jogar do topo do prédio onde trabalha e aguardar 2011 vai dar risada desses momentos funestos. Se não conseguir, eu sinto muito pela sua alma.

Não esqueça uma coisa importante: ainda com todo o colapso da semana, baseado no fechamento, a liquidação média para a safra 2011/2012 é equivalente a R$ 36,5507 por saca posto usina, sem custo financeiro. Ou seja, um retorno de 29% sobre o custo de produção.

O inferno astral atingiu em cheio o Fundo Fictício da Archer Consulting. Ajustamos a posição vendendo 200 lotes a 26,47. No entanto estamos long no delta equivalente a 384 lotes. Fechamos a semana com um prejuízo de US$ 1.084.199,74 dos quais, pelo menos US$ 600.000, referem-se ao aumento da volatilidade. Nosso lucro acumulado baixou para US$ 2.994.444,04 com retorno anualizado de 110,41%. Vamos zerar o long vendendo calls (opções de compra) de preço de exercício 25 centavos de dólar por libra-peso. O mundo é cruel.

Boa semana para todos.

Arnaldo Luiz Corrêa

sábado, 13 de novembro de 2010

Cooxupé atinge recebimento de 5 milhões de sacas

A maior cooperativa de café do mundo, a Cooxupé, completou hoje, terça-feira (11), a captação de cinco milhões de sacas. A cooperativa vai ter muito que comemorar este ano, pois esta é apenas mais uma marca entre as muitas que deve bater em 2010. Segundo o jornal Brasil Econômico, o faturamento também deve crescer cerca de 15%. Ainda de acordo com a matéria, a Cooxupé fechou 2009 com um faturamento de R$ 1,56 bilhão e, neste ano, deve contabilizar R$ 1,8 bilhão. A receita vem do café verde em 75%, a venda de insumos é responsável por 25% desse montante e outras atividades fica com 5%.

Ainda comparando-se com o ano passado, a Cooxupé comercializou 4,2 milhões de sacas e agora deve vender 4,5 milhões de sacas. A diferença não é grande, mas esse fator se deu porque no ano passado os produtores guardaram um pouco do café para vendê-lo em época de melhores preços, como o que está acontecendo e o mesmo deve se repetir nesse ano, considerando-se que no ano que vem a safra será menor, devido à bianualidade da produção.

Rigor

Apesar da crise que o setor vem atravessando, a Cooxupé vem obtendo resultados positivos ao longo de sua história. E o presidente da cooperativa, Carlos Paulino, explica porque, de acordo com o Jornal Brasil Econômico, em matéria do dia 30 de setembro: “Quem quebra as cooperativas são os cooperados, quando não pagam suas dívidas com elas. Mas nós temos uma política rigorosa de crédito”, disse o presidente.

Infraestrutura
A Cooxupé foi fundada há 75 anos, como uma cooperativa de crédito agrícola e em 1957 transformou-se em uma cooperativa para cafeicultores.
Atualmente, para armazenagem, processamento e comercialização de tanto café, a Cooxupé deve concluir até março de 2011 um novo complexo, em Guaxupé, cidade sede da cooperativa. O empreendimento terá capacidade para armazenar 1,1 milhão de sacas e processar 10 mil sacas por dia, dobrando o volume diário atual. “Já investimos R$ 31 milhões e faltam R$ 20 milhões até a conclusão da obra”, diz Paulino, sendo que os R$ 50 milhões foram obtidos através do Banco Nacional de Desenvolvimento Social. (BNDES).
A cooperativa conta com aproximadamente 12 mil cooperados e mais de dois mil colaboradores, recebendo café produzido em mas de 200 municípios, localizados nas regiões Sul de Minas, Alto Paranaíba (Cerrado Mineiro) e Vale do Rio Pardo, no estado de São Paulo.
Para atender tantos cooperados que atuam nessa grande região de produção, conta com dez núcleos em diferentes cidades, seis filiais e seis unidades avançadas, que oferecem serviços de armazenagem, atendimento técnico, comercialização, entre outros, como as lojas para fornecimento de insumos.

CLIMA NUBLADO COM CHUVA NAS REGIÃO CAFEEIRA DO SUDESTE

REGIÃO SUDESTE

13/11/2010 - Sábado
ENCOBERTO A NUBLADO COM CHUVA NO ESPÍRITO SANTO. PARCIALMENTE NUBLADO A NUBLADO COM CHUVA E TROVOADAS EM MINAS GERAIS, RIO DE JANEIRO E NORTE DE SÃO PAULO. PODE CHOVER NO LESTE DE SÃO PAULO. DEMAIS ÁREAS PARCIALMENTE NUBLADO.
Temperatura max.: 34 °C min.: 9 °C

14/11/2010 - Domingo
NUBLADO COM CHUVA NO ESPÍRITO SANTO E RIO DE JANEIRO. PARCIALMENTE NUBLADO A NUBLADO COM CHUVA NO NORTE E NOROESTE DE SÃO PAULO, NOROESTE E LESTE DE MINAS GERAIS. PODE CHOVER NO RESTANTE DA REGIÃO.
Temperatura max.: 35 °C min.: 8 °C

15/11/2010 - Segunda-Feira
NUBLADO A ENCOBERTO COM CHUVA E/OU CHUVISCOS NO ESPÍRITO SANTO. PARCIALMENTE NUBLADO A NUBLADO COM CHUVA NO RIO DE JANEIRO, SÃO PAULO E NO NORTE DE MINAS GERAIS. PODE CHOVER NO RESTANTE DE MINAS GERAIS. DEMAIS ÁREAS COM NEBULOSIDADE VARIÁVEL.
Temperatura max.: 36 °C min.: 10 °C

16/11/2010 - Terça-Feira
PARCIALMENTE NUBLADO A NUBLADO COM PANCADAS DE CHUVA E TROVOADAS EM MINAS GERAIS, NO ESPÍRITO SANTO E NO RIO DE JANEIRO. NUBLADO COM PERÍODOS DE PARCIALMENTE NUBLADO COM PANCADA DE CHUVAS E POSSÍVEIS TROVOADAS EM SÃO PAULO.
Temperatura max.: 35 °C min.: 10 °C

COTAÇÃO DO CAFÉ: N.Y. finalizou as operações nesta sexta-feira com expressiva queda

N.Y. finalizou as operações nesta sexta-feira com expressiva queda. Liquidações de posições generalizadas pressionaram as cotações levando a posição dezembro a atingir mínima de -7,45 pontos finalizando com -6,20, no acumulado da semana foram registrados - 4,70 pts. A possibilidade da China subir a taxa juros causando uma diminuição na demanda por commodities juntamente com realizações de lucros estimularam as vendas. Mercado interno com valores \"nominais\".

O dólar encerrou os trabalhos de hoje com alta de 0,35% cotado à a R$ 1,7230. A incerteza com a dívida da Irlanda e com a política de juros da China manteve a tendência de alta do dólar, permitindo pelo segundo dia uma atuação mais branda do Banco Central, que novamente, fez apenas um leilão de compra de moeda no mercado à vista, com taxa de corte de R$ 1,7231.

O movimento ocorreu em linha com o cenário internacional. As commodities, uma dos principais fontes de dólares para o Brasil, despencavam 3,4% no mercado externo, após sinais de que a China anunciará em breve mais um aumento da taxa de juros. Soja e milho chegaram a atingir limite de baixa na Bolsa de Chicago, e o açúcar despencou mais de 9% no mercado futuro em Nova York.

No Brasil, os investidores reforçaram posições defensivas em dólar também na expectativa de que o governo poderá adotar no curto prazo medidas de controle de capital, uma vez que o comunicado assinado hoje pelos líderes do G-20 admite essa possibilidade no caso dos países emergentes que enfrentam a valorização indesejada de suas moedas em razão do aumento do fluxo de recursos externos, exatamente o que acontece com o Brasil. Os líderes das 20 maiores economias do mundo também afirmaram que vão desenvolver indicadores para medir desequilíbrios econômicos a partir de 2011. O dispositivo a favor do \"controle de capital\" foi incluído no documento final da reunião do G-20 por pressão da delegação brasileira, com a intenção de legitimar medidas defensivas que começaram a ser adotadas pelo governo no m& ecirc;s passado e que podem ser ampliadas, caso a pressão pela alta do real continue. \"Isso é absolutamente inédito\", celebrou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em entrevista concedida depois da conclusão da cúpula.

Depois de um início ruim na safra 2010/11, as exportações de café de Uganda devem se recuperar em novembro, segundo mês do ciclo. Os embarques deverão atingir 250 mil sacas, 6,3% mais que as 235,1 mil sacas vendidas em outubro, quando o volume ficou 5,5% abaixo do mesmo período anterior por causa dos baixos estoques finais do ciclo anterior. Os números são da estatal Autoridade para o Desenvolvimento do Café de Uganda. As condições do clima no país permitem o avanço da colheita e a secagem dos grãos. Em todo o período 2010/11 Uganda deverá exportar 3,1 milhões de sacas de café, ante 2,67 milhões no ciclo anterior. O país é o maior produtor da África e o segundo maior exportador, depois da Etiópia, segundo a Organização I nternacional do Café (OIC). As informações são da Dow Jones.

O município de Poços de Caldas, localizado na divisa entre o Sul de Minas e a Mogiana Paulista, tradicionais regiões produtoras de cafés, irá sediar nos próximos dias 17, 18 e 19 de novembro o 2º Simpósio de Certificação de Cafés Sustentáveis, evento destinado a produtores, técnicos, consultores, pesquisadores, empresários, extensionistas, estudantes universitários outros interessados em discutir o desenvolvimento do sistema agroindustrial do café e a viabilidade das boas práticas no cultivo do produto no Brasil. Esta segunda edição do Simpósio de Certificação de Cafés Sustentáveis pretende debater junto ao setor cafeeiro os principais gargalos e demandas, por meio de uma consulta realizada na comunidade virtual Manejo da Lavoura Cafeeira, da Rede Peabirus. Neste fórum, o tema contou com mais de 2000 visitas e 25 sugestões que ajudaram a organizar a programação do evento. O caráter aberto do Simpósio também se reflete na metodologia dos espaços de discussão, que aliam o conhecimento técnico e científico da área às experiências vivenciadas pelos cafeicultores e consultores, ampliando o debate e a integração entre os setores. \"Trata-se de um evento aberto a todos os programas de certificação em andamento no Brasil e seus parceiros de negócios. O foco é incentivar o debate sobre problemas prioritários comuns aos distintos modelos de certificação, que foram prospectados junto aos setores de interesse\", afirma Sergio Parreiras Pereira, pesquisador do IAC e um dos coordenadores do Simpósio. O evento tem a coordenação do Institu to Agronômico (IAC), Imaflora, Fundação 4C e faz parte da programação da terceira edição do Nosso Café é Cultura, feira que este ano recebe o apoio da Prefeitura Municipal de Poços de Caldas, Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), Certifica Minas Café, Polo de Excelência do Café e Brazilian Specialty Coffee Association (BSCA).

Boletim Semanal Carvalhaes fundamentos do mercado de café, apontam equilíbrio entre produção e consumo mundial

Boletim semanal - ano 77 - n° 45

Santos, sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Escritório Carvalhaes

O início da cúpula do G-20, que começou ontem em Seul, para tratar da batalha cambial entre as maiores economias do mundo; os fundamentos do mercado de café, que apontam com clareza a cada dia maior para um precário equilíbrio entre produção e consumo mundial, além de estoques baixos nos países produtores e consumidores; o vencimento, hoje, sexta-feira, das opções para dezembro aliados à rolagem de posições, antes do início do período de notificação de entrega do dezembro a partir de sexta-feira próxima (dia 19), na ICE Futures US em Nova Iorque agitaram ainda mais o mercado futuro do café e as cotações do físico esta semana. As cotações em Nova Iorque subiram e oscilaram bastante, refletindo as incertezas e a desorientação dos operadores.

Chuvas na Colômbia, no Vietnã, na Indonésia e na Índia, atrasam a colheita da nova safra de café, além de prejudicar a qualidade e o volume das mesmas; os estoques de café certificado na ICE não param de cair; estamos nos aproximando do período de inverno no hemisfério norte, quando o frio eleva significativamente o consumo, e não há nada que aponte para uma solução de curto prazo nas disputas cambiais. Tudo indica que o mercado de café continuará bastante aquecido. A situação só não é mais grave porque o Brasil vem batendo recordes de embarque, tendo embarcado em outubro último o maior volume em um mês de toda sua longa história como maior produtor e exportador de café do mundo. Foram 3,4 milhões de sacas!

Começa hoje à noite, em Natal, no Rio Grande do Norte, o 18º ENCAFÉ – Encontro Nacional das Indústrias de Café, tendo como tema principal a IN 16 – Instrução Normativa 16, que instituiu o Regulamento Técnico para o Café Torrado em Grão e Café Torrado e Moído. Este Regulamento Técnico define um padrão oficial de classificação para os cafés oferecidos aos consumidores, em grãos torrados ou torrados e moídos. A IN 16 determina que esses cafés tenham Qualidade Global Mínima igual ou superior a quatro pontos, em uma escala sensorial de zero a dez, além de impureza máxima de 1% e nível de umidade de até 5%. O café industrializado que não se enquadrar nessas exigências, será considerado Fora de Tipo e proibido de ser comercializado.

O CECAFÉ – Conselho dos Exportadores de Café Verde, informou que no último mês de outubro foram embarcadas 3.404.402 de sacas de 60 kg de café, 20% (579.498 sacas) a mais que no mesmo mês de 2009 e 1% (125.697 sacas) a mais que no último mês de setembro. Foram 2.994.460 sacas de café arábica e 112.932 sacas de café conillon, totalizando 3.107.392 sacas de café verde, que somadas a 291.772 sacas de solúvel e 5.238 sacas de torrado, totalizaram 3.404.402 sacas de café embarcadas.

Até o dia 11, os embarques de novembro estavam em 680.191 sacas de arábica e 17.306 sacas de conillon, somando 697.497 sacas de café verde, mais 51.512 sacas de solúvel, contra 658.794 sacas no mesmo dia do mês anterior. Até o dia 11, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em novembro totalizavam 1.178.795 sacas, contra 1.268.353 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 5, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 12, caiu nos contratos para entrega em dezembro próximo, 470 pontos ou US$ 6,21 (R$ 10,69) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em dezembro próximo na ICE fecharam no dia 5, a R$ 455,63/saca e hoje, dia 12, a R$ 456,86/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em dezembro, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 620 pontos.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

USDA ajusta para baixo oferta de grãos

USDA ajusta para baixo oferta de grãos

Ansiosamente aguardado pelo mercado e alvo de muitas especulações na última
semana, o novo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos
(USDA) sobre oferta e demanda de grãos naquele país e no mundo nesta safra
2010/11, divulgado ontem, reforçou perspectivas "altistas" para as cotações
internacionais de soja e milho, mas esvaziou a tendência de ascensão do trigo.
Milho, trigo e soja são as commodities agrícolas mais negociadas no comércio
global e estão entre as que mais influenciam os custos dos alimentos ao redor
do globo.
A maior surpresa entre as novas estimativas do USDA caiu sobre a soja, que teve
produtividade e colheita americanas mais reduzidas do que o esperado pelo
órgão. O corte amenizou o efeito de projeções do aumento da produção em outras
partes do mundo, inclusive no Brasil, e foi vital para as reduções das
previsões para os estoques finais da oleaginosa nos EUA e no mundo (ver
gráficos nesta página).
Na bolsa de Chicago, principal referência de preços para o comércio de grãos, o
reflexo foi forte. Os contratos da soja em grão com vencimento em janeiro - que
ocupam a segunda posição de entrega, normalmente a de maior liquidez - subiram
4,26% e alcançaram US$ 13,29 por bushel, maior valor desde 27 de agosto de
2008, segundo o Valor Data. Para alegria dos exportadores brasileiros, em 2010
a alta acumulada subiu para 26,75%; em 12 meses, chegou a 36,73%.
Também em Chicago, os futuros de segunda posição do trigo recuaram ontem 1,93%
e fecharam a US$ 7,6125 por bushel. Como os analistas previam, o USDA diminuiu
suas estimativas para a produção e os estoques finais dos EUA, mas menos do que
o esperado, e também cortou menos do que o previsto os estoques finais globais
do cereal. Analistas consultados pela Dow Jones Newswires disseram que esses
números podem significar que a oferta mundial será suficiente para atender à
demanda na temporada. Apesar da baixa, o trigo ainda acumula altas de 37,16% em
2010 e de 40,97% em 12 meses.
Já os preços do milho oscilaram em um dia em um padrão que costuma ser
observado em dois pregões seguidos. Como a soja, chegaram a alcançar o maior
patamar em 27 meses em Chicago, com queda dos estoques finais nos EUA e no
mundo, conforme o USDA, mas um movimento de realização de lucros enxugou os
ganhos e a segunda posição ainda teve tempo de fechar em queda de 1,5%, a US$
5,9025. Em 2010, os ganhos ainda somam 39,13%; em 12 meses, 47,47%.
A realização de lucros no mercado de milho teve relação com movimentos
financeiros e apostas especulativas que também se refletiram em outras
commodities, inclusive não agrícolas. Nos mercados de soja e milho, por
exemplo, as posições compradas de grandes fundos estão em patamares recordes. É
certo que as apostas têm relação com os fundamentos de oferta e demanda - esta
ainda aquecida e puxada por emergentes como a China - mas que foram
catapultadas por turbulências, ou estratégias, que erodiram o dólar.
Tais turbulências levaram ontem o índice Reuters/Jefferies CRB, composto por 19
commodities, ao maior nível em 25 meses, com destaque também para as disparadas
de produtos como cobre e ouro, além do algodão, que atingiu nova máxima em 140
anos na bolsa de Nova York. Na sexta-feira, o CRB completou 11 semanas seguidas
de valorizações, no rally mais longo desde 1977.
"A paranoia recessiva americana conduziu a uma nova expansão monetária que
criou condições para que apostas altistas em commodities se multiplicassem
mundo afora", diz Fabio Silveira, economista da RC Consultores. "Esta
desvalorização do dólar não deixa de ser uma política protecionista sem
precedentes. Só que é uma política perigosa para o sistema financeiro
internacional. Isso ajuda a ampliar a aposta em ouro e outras commodities e
vira inflação global".
Para Silveira, a mistura entre movimentos estritamente financeiros e aqueles
diretamente ligados aos fundamentos resulta, para a análise de preços de
commodities, no mais complexo quadro desde o fim da Segunda Guerra. Mas os
fundamentos estão lá, avisa. E, com os problemas climáticos que reduziram as
colheitas no Hemisfério Norte e poderão fazer o mesmo no Hemisfério Sul, a
corrida por grãos é acelerada.
Tão acelerada que nem a China, maior país importador de soja do mundo está
tendo facilidades. "A indústria de processamento de oleaginosas está encarando
um grande problema: a falta de grão", disse um executivo da chinesa CofCo à
agência Bloomberg.