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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Números do prejuízo

Números do prejuízo

Esta semana vimos através de noticias postadas na internet que uma auditoria na Conab mostra irregularidades, uma noticia para nos cafeicultores que não tem nada de novidade, pois sabemos que os números divulgados pela Conab no setor cafeeiro nada tem haver com nossa realidade, realidade nossa que é dura obtendo nosso sustento debaixo de sol e chuva.
Como já disse outras vezes é impossível manter um setor produtivo sem bases concretas de informação, pelos dados de produção da Conab aponta para uma falta de café que na realidade nunca aparece.
Este número manipulado por lobistas que defendem a indústria e a exportação põe em cheque a produção, pois se produz mais do que consome e vendem a ilusão para o produtor que falta café e desta forma podem manipular o mercado ao seu bel prazer.
A Conab é controlada pelo PMDB de São Paulo, mas também conta com diretores do PT gaúcho em sua cúpula. A Companhia operou um orçamento de R$ 2,3 bilhões para a aquisição de produtos agropecuários em 2009.
Com uma parcela desse orçamento que deveria ser co-administrada pelos produtores rurais, que são os maiores prejudicados, com esse dinheiro com certeza levantaríamos o estoque à área produtiva e a produtividade sem chutes.
Matemática é uma ciência exata e para nos produtores essa exatidão nos falta para administrar nosso parque cafeeiro.
A OIC também divulga dados que me parece incorretos, pois se levarmos em consideração o consumo por ela divulgado o café faltaria e com certeza não estaríamos trabalhando com preços tão ruins.
Segundo a Cecafe entidade que gere os dados das exportações de café do Brasil,
No acumulado dos últimos 12 meses, o Brasil embarcou 30,442 milhões de sacas, para uma receita de US$ 4,322 bilhões, então matemáticos simples uma media 2.5 milhões de sacas o que provocara um rombo nos estoques se admitirmos os números oficias.
O consumo de café no Brasil em 2009 aumentou 740 mil sacas e saltou de 17,65 milhões, em 2008, para 18,39 milhões de sacas. Esse crescimento de 4,15% superou até mesmo as expectativas iniciais da ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café, que eram de uma elevação de 3%. Esses resultados partem do estudo “Indicadores da Indústria de Café no Brasil/2009 – Desempenho da Produção e Consumo Interno”, elaborado pela Área de Pesquisas da entidade e que analisa os dados do período compreendido entre Novembro/2008 e Outubro/2009 estes são números divulgados pela Abic em estudo feito em conjunto com o Banco Bradesco, se remetermos novamente aos números representa 1.5 milhões de sacas de café consumidos por mês no Brasil.
Em uma tabela abaixo, anexada, baixada da internet, nos mostra a realidade dos números, que pelos dados da Conab e do IBGE e teríamos em 30/06/2010 uma falta Recorde de mercadoria de 4.5 milhões de sacas segundo o IBGE e um numero ainda maior de 5.5 milhões de sacas segundo a Conab.
Portanto companheiros produtores se mandarmos esse numero pra 10 anos passados chegaremos a um numero absurdo de 50 milhões de sacas de café faltando no mercado fazendo uma media entre os números as duas entidades.
Com relação aos números apresentado pelo mercado nos remete a uma realidade que está nela mesmo sendo enganados pelo mercado, pois segundo dado do mercado também retirado desta tabela nos mostra uma sobra de café de praticamente 6 milhões de sacas de café.
Quando vamos tomar consciência de nosso potencial, nossa estrutura nossa importância social?
Ate quando iremos gerir nossas propriedades com números falsos.
Nossos prejuízos são verdadeiros e nos tira o direito de crescer e sonhar.
Acordem produtores!!!!!!!!
Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com

TCU aponta irregularidades operacionais na Conab

TCU aponta irregularidades operacionais na Conab


Auditoria operacional realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostra uma estrutura sucateada, falta de gestão e controle sobre os ativos armazenados e diferenças "graves" nos volumes contabilizados pela matriz da estatal e suas superintendências regionais nos Estados.

As visitas dos auditores do TCU às unidades da estatal também revelaram a contratação irregular de empresas de armazenamento inscritas no cadastro de inadimplentes da União, além de "prejuízos aos cofres públicos" causados pela perda do prazo de recursos em processos de desvios de estoques públicos. O TCU estimou um "risco de desperdício" do dinheiro de R$ 1,12 bilhão apenas em ações não cobradas na Justiça por prescrição de prazo.

Em julho de 2009, a capacidade estática ociosa da Conab, seria suficiente para acomodar 43,5% dos estoques armazenados em estruturas privadas. À época, a Conab pagou R$ 1,9 milhão quinzenais para estocar 1,3 milhão de toneladas de grãos que poderiam estar em armazéns da estatal, aponta o relatório. A auditoria detectou que 48 armazéns privados estavam em situação fiscal irregular. Juntas, essas empresas detinham R$ 117,6 milhões em ativos públicos sob sua guarda.

Os prejuízos com aluguel desnecessário de áreas privadas foram estimados em R$ 45 milhões anuais, apontou o relatório. A auditoria apurou que 85% dos estoques públicos - 2,6 milhões de toneladas - estavam armazenados em silos privados. Em razão do sucateamento das unidades da Conab, apenas 1,6% da produção total da safra 2008/09 poderia ser acondicionada nos armazéns estatais, segundo a auditoria.

A auditoria do TCU na Conab avaliou os processos de armazenamento e fiscalização de estoques públicos, a qualidade dos sistemas informatizados de controle de estoques, a logística de armazenamento público e o processo de recuperação de débitos causados por desvios e perdas de produtos. Foi a primeira vez que o TCU fiscalizou a estatal.

A Conab é controlada pelo PMDB de São Paulo, mas também conta com diretores do PT gaúcho em sua cúpula. A Companhia operou um orçamento de R$ 2,3 bilhões para a aquisição de produtos agropecuários em 2009.

Há dois anos e meio no comando da Conab, Wagner Rossi admite todos os problemas apontados pelo TCU. E afirma que tem trabalhado em "estreita colaboração" com os órgãos de controle para melhorar a situação. "É verdade o que o TCU levantou. Mas estamos em um processo de recomposição da empresa. Temos imperfeições e vamos corrigi-las", afirmou ele.

"Há dificuldades, especialmente em tecnologia da informação. Mas estamos colocando as coisas em ordem". Rossi afirmou ter adquirido um novo programa para organizar as ações judiciais, além de realizado um amplo levantamento do patrimônio da estatal.

O relatório dos auditores do TCU determinou à Conab alguns procedimentos imediatos. Entre eles, está exigir garantia de depósito em todos os contratos com armazéns privados e a melhora dos controles internos dos estoques para corrigir as diferenças de volume entre matriz e superintendências. Além disso, o TCU determinou alteração nas fiscalizações de estoques para evitar a repetição nos mesmos estados em meses iguais e auditorias não-programadas constantes.

A Conab também deveria vetar a participação de gerentes ou encarregados de operações em fiscalizações em seus Estados, além de revisar os processos de recuperação de débitos causados por perdas ou desvios de estoques públicos em até 90 dias. Os auditores determinaram a revisão da situação das empresas armazenadoras com débitos não quitados e, em caso de irregularidade comprovada, providências para a remoção dos produtos públicos, além de apurar falhas de controle interno que originaram esses problemas.

CeCafé:exportação de café do Brasil cresce em janeiro

CeCafé:exportação de café do Brasil cresce em janeiro


O volume de café verde exportado pelo Brasil em janeiro apresentou elevação de 4,8%, em relação ao mesmo mês de 2009. Foram embarcadas 2,21 milhões de sacas de 60 quilos, ante 2,109 milhões de sacas em janeiro de 2009, conforme levantamento divulgado na sexta-feira, dia 5, pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé).

Considerando o volume solúvel embarcado, o total de café exportado pelo Brasil em janeiro alcança 2,436 milhões de sacas, representando aumento de 4,9% ante mesmo mês de 2009 (2,323 milhões de sacas).

O Cecafé informa, ainda, que a receita cambial com o produto teve elevação de 16,7% em janeiro passado em relação ao mesmo mês de 2009. Os exportadores faturaram US$ 377,070 milhões, em comparação com US$ 323,241 milhões em janeiro de 2009.

No acumulado dos últimos 12 meses, o Brasil embarcou 30,442 milhões de sacas, para uma receita de US$ 4,322 bilhões. No mês de janeiro, o número sobre a participação porcentual por qualidade nas exportações mostra que o arábica respondeu por 89% das vendas, o solúvel por 9% e o robusta por 2%.

Com relação às exportações de café robusta, assim com as do arábica, devem aumentar no segundo semestre, quando o Brasil terá disponível a safra nova. "A oferta de robusta deve melhorar no segundo semestre, e os preços brasileiros não estão fora de mercado", disse Guilherme Braga, diretor-executivo do Cecafé.

Em janeiro, os maiores compradores do café nacional foram: Alemanha (521.083 sacas), Estados Unidos (384.492 sacas), e Itália (254.794 sacas).

O Cecafé destaca, ainda, que as vendas para a Rússia tiveram bom desempenho em janeiro. Tradicional consumidor de café solúvel, a Rússia importou em janeiro 81 mil sacas, das quais 44 mil sacas de café verde. Em 2009, aquele país adquiriu 12 mil sacas, das quais sete mil de café solúvel. O aumento no volume adquirido fez a Rússia saltar do 23º lugar em janeiro de 2009 para o sexto lugar em janeiro de 2010, entre os principais compradores de café brasileiro.

Os principais portos de embarque foram: Santos, com uma participação de 77,8% no volume embarcado, Vitória, com 11,4%, e o Rio de Janeiro, com 9,4%.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

EXCLUSIVO NEWS CAFEICULTURA - Falta de chuva no Espírito Santo deve causar quebra da safra de café em 30%

EXCLUSIVO NEWS CAFEICULTURA - Falta de chuva no Espírito Santo deve causar quebra da safra de café em 30%





NEWSCAFEICULTURA - A estiagem que vem castigando o estado do Espírito Santo, desde novembro de 2009 até agora, onde choveu menos da metade do que era esperado para o período, em praticamente todas as regiões do estado. Na região Serrana capixaba, onde está o café arábica, a seca é um pouco menos intensa. Choveu no período entre 20 e 30% abaixo do esperado.

As lavouras de café já sofrem os efeitos da alta temperatura, nem a irrigação está conseguindo evitar o problema. A falta de chuvas neste período, associada a temperaturas elevadas (há casos de 3 a 6º acima da média), provocam prejuízos para toda a agricultura capixaba.

A safra de café do Espírito Santo, que segundo a Conab, com estimativa de boa produção na safra/2010, está comprometida pela seca, segundo apurou a redação do News Cafeicultura, algumas fontes consultadas, apontam, para o Conilon uma queda de safra entre 20 e 25%, para o café arábica uma quebra de cerca de 15% para o café irrigado e 30% para o não irrigado.

Segundo o Secretario Estadual de Agricultura do Espírito Santo, Enio Bergoli, “os técnicos do Instituto Capixaba de Pesquisa e Assistência - Incaper, finalizarão a estimativa de perdas na próxima semana”, Bergoli, antecipa que os efeitos são mais graves para o café Conilon.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Aécio diz que falta maior compreensão do governo federal sobre valor econômico e social do café

Aécio diz que falta maior compreensão do governo federal sobre valor econômico e social do café





O governador Aécio Neves (PSDB) esteve em Guaxupé, Sudoeste de Minas, na quinta-feira (04) para a inauguração do novo aeroporto do município, mas na sua coletiva à imprensa falou de grandes temas nacionais, como a crise que assola os produtores de café. Recepcionado por 28 prefeitos, o governador chegou ao município acompanhado pelo vice-governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB) e por políticos, entre os quais o presidente da Frente Parlamentar do Café, deputado federal Carlos Melles (DEM-MG).

“Falta por parte do Governo Federal uma compreensão maior da importância da cafeicultura, seja do ponto de vista econômico, mas mais importante até do que o ponto de vista econômico, o ponto de vista social”, disse o governador, enfatizando que “a cafeicultura é o segmento que mais emprega no Estado de Minas Gerais, por exemplo. Temos cerca de 400 municípios que têm na cafeicultura sua principal atividade econômica”.

Embora seu governo seja cobrado por alguns setores da produção cafeeira por uma ação mais consistente junto ao governo federal, o governador destacou que o problema é de decisão do governo. “Tive várias reuniões com o presidente Lula sobre esse assunto. Tive inúmeras reuniões com o ministro da Fazenda. Muitas das nossas demandas não foram ainda atendidas. É preciso que haja garantia de preço, é preciso que haja garantia de estoque regulador, é preciso que haja uma renegociação correta das dívidas dos nossos produtores.

E, infelizmente, não tivemos ainda, por parte do Governo Federal, essa visão estratégica do que é a cafeicultura”, frisou Aécio Neves, para em seguida alfinetar, dizendo que “o que posso garantir é que, no momento em que estivermos no governo, vai haver uma relação diferente com a cafeicultura. A cafeicultura, repito, para Minas Gerais é a mais importante atividade econômica e a mais importante atividade social”. Fonte: Coffee Break

CAFÉ, CHOCOLATE E SEXO

CAFÉ, CHOCOLATE E SEXO
A fórmula química que estimula o cérebro!

Esqueça as palavras cruzadas, o Sudoku ou os jogos de computador. Se quer estimular o cérebro, beba café, coma chocolate preto e faça bastante sexo. Também é melhor que não passe muito tempo com quem só sabe reclamar da vida, não veja telenovelas e não consuma muito álcool e carnes vermelhas. Será na conjugação destes elementos que surgirá a fórmula química para treinar e impulsionar a capacidade cerebral. A tese é defendida no livro “Teaching Yourself: Training Your Brain” (Ensine a você mesmo: treine o seu cérebro), que foi publicado em Janeiro na Grã-Bretanha e que posteriormente será lançado noutros países.

Na obra, os autores Terry Horne e Simon Wootin analisam como a dieta, o ambiente e o stress afectam a capacidade mental das pessoas. Grande parte das sugestões feitas no livro baseiam-se no efeito provocado por certas substâncias químicas, quando são libertadas no organismo a partir de determinadas actividades, tais como comer chocolate, beber café ou fazer sexo.

E você, de que está à espera? Já tomou o seu café hoje?
Quanto ao resto, siga os seus impulsos...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Sara Lee: Cafitesse é solução para produção de café fresco em larga escala

Sara Lee: Cafitesse é solução para produção de café fresco em larga escala


Estreante na Equipotel - a maior e melhor feira de hotelaria e gastronomia da América Latina - em 2009, a Sara Lee afirma que pretende reforçar ainda mais a visibilidade do Cafitesse junto aos empreendimentos hoteleiros e hospitalares com a participação na feira deste ano.

"Nosso foco será mostrar o Cafitesse como grande solução para produção de café fresco em larga escala, seja em doses ou litros. Trouxemos o que há de mais moderno em máquinas com capacidade para grande produção. São produtos de primeira linha a nível mundial", diz o diretor de Out of Home da Sara Lee, Pedro Costa Leite.

O sistema é composto por máquinas abastecidas por refis que contêm extrato de café, acondicionados em bag-in-box herméticos. O concentrado é obtido com o preparo tradicional do café, coado, sem conservantes e preservando o sabor do cafezinho tradicional.

A máquina funciona semelhante ao sistema post-mix de refrigerantes, que dispensa o produto pronto. Cada bag contendo dois litros de extrato pode produzir de 40 a 80 litros de bebida pronta para o consumo. Para se ter ideia, uma xícara de café é retirada em dois segundos e um litro e meio, em até 20 segundos.

No mercado brasileiro desde 1998, a Sara Lee é detentora das marcas Café do Ponto, Seleto, Pilão, União, Caboclo, Moka e Jaraguá. A planta industrial de Jundiaí, que foi inaugurada em 2006, conta com 35 mil metros quadrados de área construída, num total de 226.596 metros quadrados e é a maior e mais moderna fábrica de torra e moagem de café da América Latina.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Setor deve atentar a mudança do preço mínimo do café em abril, alerta Silas Brasileiro

Setor deve atentar a mudança do preço mínimo do café em abril, alerta Silas Brasileiro





O Deputado federal Silas Brasileiro alerta e diz que o setor tem que estar atento a mudança do preço mínimo do café prevista para o próximo mês de abril.

Silas Brasileiro
Deputado Federal

Os preços mínimos dos produtos agrícolas terão revisão no próximo mês de abril. No caso do café, o preço mínimo atual está fixado em R$261,69 para os cafés arábicas de bebida dura para melhor com tipo 6. Sabidamente, este nível de preço não cobre os custos de produção. Em 2009, quando foi feita a revisão dos preços, os técnicos das principais cooperativas de café apresentaram planilhas de custo que demonstravam a necessidade de que o preço mínimo tivesse seu valor estipulado acima de R$320,00.

A razão que leva o Governo a fixar o preço mínimo em valores inferiores ao custo é o temor que em níveis mais altos os produtores venham a exercer o direito de venda nos preços mínimos fixados, o que poderia gerar um desembolso não previsto nas contas públicas. O que o setor privado através de suas lideranças e técnicos necessita para tentar convencer o poder executivo a colocar o preço mínimo do café em linha com o custo de produção é demonstrar que isto não irá gerar um movimento de venda dos produtores ao Governo, e por uma razão muito simples, o mercado não irá permitir que isto ocorra.

A explicação desta nossa afirmação vem do fato de nossos principais concorrentes estarem vendendo seus cafés em níveis muito acima dos nossos. O motivo que leva os cafés brasileiros a terem fortes descontos em relação aos nossos principais concorrentes não é sua qualidade. Os cafés brasileiros não são piores que os colombianos ou os produzidos na América Central. São sim diferentes. E são principalmente mais abundantes, somos os maiores produtores e exportadores. Vendemos no ano passado mais de 30 milhões de sacas para o exterior. A Colômbia vendeu menos de 10 milhões.

Na prática, o que ocorreria hoje se o preço mínimo do café fosse reajustado, por exemplo, para níveis de R$320,00, seria uma valorização do café brasileiro no mercado externo, com redução dos deságios praticados contra os nossos cafés (diferenciais). Quem iria reduzir isto? O mercado.

Mesmo com a valorização que seria provocada nos nossos cafés, eles ainda estariam muito abaixo dos preços de nossos concorrentes. Quem ganha com isso? Todos os agentes da cadeia café: trabalhadores recebem melhores salários, tem mais emprego no campo, produtores melhor remunerados têm recursos para pagar suas dívidas e investir na atividade, exportadores podem aumentar suas margens, indústrias têm seu abastecimento garantido no longo prazo pela possibilidade de aumento de produção compatível com o consumo, consumidores têm garantia de abastecimento sem aumentos repentinos nos preços. E o Governo além de exercer seu papel de desenvolver um setor vital para a Economia do país, garante a manutenção e até aumento de postos de trabalho, aumenta suas receitas cambiais, aumenta a sua arrecadação de impostos.

Parece tão óbvio, porque não conseguimos ainda convencer o Governo disso? Na nossa visão, por falta de foco. O endividamento tem ofuscado aquilo que a nosso ver deveria ser a principal política que deveria estar sendo prioritariamente defendida, que é a geração de renda. Não somos contrários a revisão e transformação das dívidas defendidas pelas lideranças da cafeicultura, mas entendemos que se não atacarmos a questão da renda, o problema do endividamento nunca terá fim.

Entendemos que a principal ferramenta disponível e factível de ser utilizada hoje para promover a renda do café brasileiro é o preço mínimo de garantia. Queremos dar início a uma ampla discussão com o Governo para tentarmos o convencimento da fixação dos preços mínimos em níveis condizentes com os custos e que sejam estratégicos para a manutenção da primazia da cafeicultura brasileira no mercado internacional. Queremos contar com o apoio das lideranças neste trabalho, de forma madura, serena, responsável, juntamente com os demais colegas parlamentares que estejam dispostos a defender o setor, colocando os interesses da cafeicultura em primeiro lugar.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Safra de café pode ser revisada para baixo

Safra de café pode ser revisada para baixo


DCI


AGRONEGÓCIOS
02/02/2010

Agência Estado

BRASÍLIA SÃO PAULO - As estimativas da produção mundial de café em 2009/2010 podem ser revisadas para baixo em razão de problemas climáticos e da menor aplicação de fertilizantes, informou nesta segunda o Fortis Bank Nederland. As previsões da produção de grãos robusta e arábica, variedades mais conhecidas no mundo, podem ser reduzidas, já que os principais países produtores enfrentam vários desafios.

"Os problemas relacionados ao clima no México, o desempenho relativamente fraco da Colômbia, e volumes maiores que o normal de grãos de baixa qualidade colhidos no Brasil devem significar um aperto na disponibilidade de arábica de qualidade para exportação até meados de 2010", afirmou o banco em um relatório. O Vietnã, maior produtor mundial do tipo robusta, também pode sofrer um corte na produção em 2009/2010 devido à aplicação reduzida de fertilizantes, segundo o relatório.

O Fortis estima a produção global de café em 2009/2010 em 143,2 milhões de sacas, contra 133,9 milhões em 2008/2009. O aumento deve significar que a produção mundial em 2009/2010 excederá o consumo em 14,66 milhões de sacas, principalmente devido à provável safra de arábica maior do Brasil.

Exportação

A partir de agora, os embarques de café verde brasileiro para o Japão ficam mais simples. O governo japonês suspendeu a obrigatoriedade de análise para detectar a possível presença de resíduo do agrotóxico diclorvos no produto que importa do Brasil.