Crise fomenta "disputa" no mercado de café entre qualidade e preço
(20/11/2009 09:24)
O que estimula mais o consumo de café? Um grão de boa qualidade ou um produto mais barato? As duas respostas estão corretas, embora caminhem em lados opostos.
A demanda por café de qualidade superior no mercado internacional tem crescido a passos largos, com índices que ultrapassam a casa dos 10%, enquanto para o café convencional a taxa é de 2% ao ano. O consumo internacional está estimado em torno de 10 milhões de sacas, comparado com uma produção global de 130 milhões de sacas.
Mas a recente crise financeira global tem levado muitas torrefadoras a reduzir o seu "blend" de arábica para baixar os preços.
O avanço da mescla de café robusta no mundo tem avançado significativamente. De acordo com Néstor Osorio, diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC), a proporção de café robusta e arábica há 10 anos era de 30% e 70%. Hoje está em torno de 40% e 60%. A maior mistura de café robusta, que é largamente utilizado para a produção de cafés solúveis, tem crescido também como reflexo do aumento da produção no Vietnã, que gira em torno de 17,5 milhões de sacas e também da Indonésia, de 9,3 milhões de sacas.
A quebra da safra da Colômbia, país que é conhecido por produzir grãos de alta qualidade, colocou os preços internacionais do arábica nas alturas entre o fim do ano passado e início de 2009. Muitas torrefadoras elevaram a mescla dos grãos robusta para ganhar em preço e os resultados foram lucrativos para essas indústrias, afirmam analistas.
As informações partem do Valor Econômico.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Plantação de eucalipto supera a de café em Minas
(20/11/2009 09:54)
O eucalipto está deixando de ser patinho feio para se tornar cisne no agronegócio mineiro. A demanda mundial por celulose da árvore para fabricação de papel avança a passos largos, impulsionada pela China. No Brasil, as siderúrgicas engrossam o coro. Elas estão de olho nas florestas plantadas por pequenos produtores rurais porque querem uma produção sustentável, que não dependa das importações de carvão mineral, mais poluente que o vegetal. Essa busca fez com que o eucalipto atingisse uma área de quase 1,5 milhão de hectares em Minas Gerais, ultrapassando a cultura mais tradicional do estado, o café, cujas plantações ocupam hoje 1,1 milhão de hectares, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“No primeiro semestre de 2009, a China aumentou em 68% as importações de celulose, enquanto os mercados desenvolvidos apresentaram queda próxima de 20%”, diz o economista-chefe da Ativa Corretora, Arthur Carvalho. Ele chama a atenção para a preferência pelo eucalipto. “Em 2008, enquanto a demanda mundial por celulose subiu algo próximo de 1,3%, a demanda por celulose de eucalipto cresceu 13%, 10 vezes mais”, compara.
O Brasil, e Minas Gerais especialmente, avança nesse cenário. Segundo a pesquisa do IBGE, em 2008 Minas ultrapassou o Paraná e assumiu a liderança nacional no valor bruto da produção da silvicultura (florestas plantadas) e extração vegetal (vegetação nativa). Atingiu a cifra de R$ 2,54 bilhões. O estado é agora o maior produtor nacional, participando com 78% da produção nacional da silvicultura e com 18% da extração vegetal. “Interessante é que a produção de carvão proveniente de vegetação nativa apresentou queda de 4,9% em relação a 2007, enquanto a da silvicultura aumentou 7,9%”, salienta o supervisor de pesquisa agropecuária do IBGE, Humberto Silva Augusto. Segundo ele, o aumento poderia ter sido ainda maior se não fosse a crise.
Com uma participação modesta – de apenas 3% – no mercado mundial de celulose e madeira serrada de origem renovável, o Brasil tem grandes chances de ocupar mais espaço nesse novo filão, sustenta Bernardo de Vasconcellos, presidente da Associação Mineira de Silvicultura (AMS). Para ter uma ideia da baixa representatividade brasileira, a Finlândia, país de dimensões bem menores, detém 8% das vendas mundiais. “Poucos países têm condições de produzir madeira de origem limpa, mas todos têm de consumir. O Brasil domina a tecnologia em genética e cultivo de florestas e o nosso índice de produtividade é seis vezes maior que a média no mundo”, afirma o executivo.
Vasconcellos lembra que o uso da floresta plantada foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como sistema capaz de gerar os chamados créditos de carbono, enquanto mecanismo de produção movido a combustível renovável. A floresta captura mais carbono do que produz e libera oxigênio em proporções superiores. “A sociedade vem tomando conhecimento de que precisamos defender o que temos de florestas nativas, e cada hectare de eucalipto plantado ajuda a preservar cerca de 10 hectares dessas florestas nativas. O índice de desenvolvimento humano progride significativamente nas áreas onde temos as atividades florestais”, afirma o presidente da Câmara da Indústria de Base Florestal da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Antônio Claret de Oliveira.
O cultivo de eucalipto mudou a rotina dos moradores de Paraopeba (Região Central), a 97 quilômetros de Belo Horizonte. Luiz Fernando Figueiredo, proprietário da Fazenda Capão da Ema, é um deles. Dedicava-se à pecuária de leite, atividade que nunca rendeu bom retorno financeiro, até que em 2002 aderiu a um programa do governo e iniciativa privada. “Plantei no pasto degradado, com mais de 20 anos de pisoteio de gado, e preservei a mata nativa. Foi uma ótima aposta. Comecei com 27 hectares e já tenho 140 hectares plantados.” Depois de sete anos, momento do primeiro corte, e após R$ 68 mil em investimentos (R$ 2,5 mil por hectare), ele negocia a sua produção de eucalipto por R$ 700 mil. “Com a pecuária, não chegaria nem no pé disso”, afirma.
Figueiredo aponta ainda como vantagem a flexibilidade de negociação dentro do setor. “Se as siderúrgicas estão em crise, posso vender para a indústria moveleira, construção civil (postes e mourões), casca para alambiques e folhas para óleos essenciais. Não preciso ficar restrito ao carvão”, exemplifica. Ele conta que quase toda a vizinhança se dedica ao mesmo negócio, o que está transformando o município de Paraopeba em mais um polo moveleiro de Minas. “A gente estima que o apagão florestal, previsto para 2017, seria adiado para 2020 com a ajuda dos produtores rurais”, observa. De acordo com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a cadeia produtiva florestal gera cerca de 800 mil empregos diretos e indiretos em Minas.
As informações partem do Estado de Minas.
(20/11/2009 09:54)
O eucalipto está deixando de ser patinho feio para se tornar cisne no agronegócio mineiro. A demanda mundial por celulose da árvore para fabricação de papel avança a passos largos, impulsionada pela China. No Brasil, as siderúrgicas engrossam o coro. Elas estão de olho nas florestas plantadas por pequenos produtores rurais porque querem uma produção sustentável, que não dependa das importações de carvão mineral, mais poluente que o vegetal. Essa busca fez com que o eucalipto atingisse uma área de quase 1,5 milhão de hectares em Minas Gerais, ultrapassando a cultura mais tradicional do estado, o café, cujas plantações ocupam hoje 1,1 milhão de hectares, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“No primeiro semestre de 2009, a China aumentou em 68% as importações de celulose, enquanto os mercados desenvolvidos apresentaram queda próxima de 20%”, diz o economista-chefe da Ativa Corretora, Arthur Carvalho. Ele chama a atenção para a preferência pelo eucalipto. “Em 2008, enquanto a demanda mundial por celulose subiu algo próximo de 1,3%, a demanda por celulose de eucalipto cresceu 13%, 10 vezes mais”, compara.
O Brasil, e Minas Gerais especialmente, avança nesse cenário. Segundo a pesquisa do IBGE, em 2008 Minas ultrapassou o Paraná e assumiu a liderança nacional no valor bruto da produção da silvicultura (florestas plantadas) e extração vegetal (vegetação nativa). Atingiu a cifra de R$ 2,54 bilhões. O estado é agora o maior produtor nacional, participando com 78% da produção nacional da silvicultura e com 18% da extração vegetal. “Interessante é que a produção de carvão proveniente de vegetação nativa apresentou queda de 4,9% em relação a 2007, enquanto a da silvicultura aumentou 7,9%”, salienta o supervisor de pesquisa agropecuária do IBGE, Humberto Silva Augusto. Segundo ele, o aumento poderia ter sido ainda maior se não fosse a crise.
Com uma participação modesta – de apenas 3% – no mercado mundial de celulose e madeira serrada de origem renovável, o Brasil tem grandes chances de ocupar mais espaço nesse novo filão, sustenta Bernardo de Vasconcellos, presidente da Associação Mineira de Silvicultura (AMS). Para ter uma ideia da baixa representatividade brasileira, a Finlândia, país de dimensões bem menores, detém 8% das vendas mundiais. “Poucos países têm condições de produzir madeira de origem limpa, mas todos têm de consumir. O Brasil domina a tecnologia em genética e cultivo de florestas e o nosso índice de produtividade é seis vezes maior que a média no mundo”, afirma o executivo.
Vasconcellos lembra que o uso da floresta plantada foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como sistema capaz de gerar os chamados créditos de carbono, enquanto mecanismo de produção movido a combustível renovável. A floresta captura mais carbono do que produz e libera oxigênio em proporções superiores. “A sociedade vem tomando conhecimento de que precisamos defender o que temos de florestas nativas, e cada hectare de eucalipto plantado ajuda a preservar cerca de 10 hectares dessas florestas nativas. O índice de desenvolvimento humano progride significativamente nas áreas onde temos as atividades florestais”, afirma o presidente da Câmara da Indústria de Base Florestal da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Antônio Claret de Oliveira.
O cultivo de eucalipto mudou a rotina dos moradores de Paraopeba (Região Central), a 97 quilômetros de Belo Horizonte. Luiz Fernando Figueiredo, proprietário da Fazenda Capão da Ema, é um deles. Dedicava-se à pecuária de leite, atividade que nunca rendeu bom retorno financeiro, até que em 2002 aderiu a um programa do governo e iniciativa privada. “Plantei no pasto degradado, com mais de 20 anos de pisoteio de gado, e preservei a mata nativa. Foi uma ótima aposta. Comecei com 27 hectares e já tenho 140 hectares plantados.” Depois de sete anos, momento do primeiro corte, e após R$ 68 mil em investimentos (R$ 2,5 mil por hectare), ele negocia a sua produção de eucalipto por R$ 700 mil. “Com a pecuária, não chegaria nem no pé disso”, afirma.
Figueiredo aponta ainda como vantagem a flexibilidade de negociação dentro do setor. “Se as siderúrgicas estão em crise, posso vender para a indústria moveleira, construção civil (postes e mourões), casca para alambiques e folhas para óleos essenciais. Não preciso ficar restrito ao carvão”, exemplifica. Ele conta que quase toda a vizinhança se dedica ao mesmo negócio, o que está transformando o município de Paraopeba em mais um polo moveleiro de Minas. “A gente estima que o apagão florestal, previsto para 2017, seria adiado para 2020 com a ajuda dos produtores rurais”, observa. De acordo com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a cadeia produtiva florestal gera cerca de 800 mil empregos diretos e indiretos em Minas.
As informações partem do Estado de Minas.
ENCAFÉ - Deficit (Vaivém das commodities) O consumo de café cresce, mas a produção não acompanha.
FOLHA DE S. PAULO - SP
20/11/2009
Deficit (Vaivém das commodities)
O consumo de café cresce, mas a produção não acompanha. Na safra 2008/9, enquanto a produção mundial foi de 128 milhões de sacas, o consumo esteve em 130 milhões. Em 2009/10, conforme números ainda preliminares, a safra fica entre 123 milhões e 125 milhões, para um consumo entre 131 milhões e 132 milhões.
Estoques baixos
A avaliação foi feita por Néstor Osorio, diretor- executivo da OIC (Organização Internacional do Café). Nos números do organismo internacional, os estoques chegaram ao fundo do poço. Em 2008, recuaram para 17,3 milhões de sacas nos países produtores; neste ano, podem ficar próximos de 15 milhões. Em 2000, eram de 55 milhões de sacas.
Crescimento
Mas se os estoques caem nos países produtores, sobem nos importadores. Diante de eventuais problemas de abastecimento, europeus, norte-americanos e japoneses se anteciparam e compraram mais. Os estoques dos importadores estão em 26 milhões de sacas.
Os problemas
Os principias problemas que levaram os importadores a formarem estoques maiores foram as incertezas com as quebras de safra na Colômbia e na América Central. Renovação de cafezais, chuvas e atraso no desenvolvimento da safra fizeram esses países perder pelo menos 4,5 milhões de sacas.
Bom ou ruim?
E as incertezas de produção ainda são grandes, diz Osorio. Ele cita o exemplo da Colômbia, cuja safra poderá ser de apenas 8 milhões a 8,5 milhões de sacas, mas poderá também atingir 10 milhões. Houve atraso, e a colheita do café que deveria ser colhida agora só irá ocorrer a partir de janeiro.
Preços
Esses problemas na safra 2009/10 devem dar uma sustentação aos preços do café no curto prazo. No médio prazo, quem vai determinar os preços será a safra brasileira, diz Osorio. O presidente da OIC não quis fazer estimativas para a safra brasileira, mas há previsões de 50 milhões a 55 milhões de sacas.
Câmbio
A estabilidade ou até uma eventual alta nos preços do café não é a solução no momento para os produtores. As moedas brasileira e colombiana se valorizaram muito perante o dólar e os produtores perdem renda. Para complicar, os custos dos insumos, mesmo com a queda registrada neste ano, ainda continuam elevados.
Qualidade 1
Osorio diz que o blend do café também está mudando, o que pode diminuir a qualidade do produto final. Há dez anos, o consumo mundial era composto de 70% de arábica e 30% de robusta. Na safra 2008/9, esses percentuais estavam em 61% e em 39%, respectivamente.
Qualidade 2
Representantes das indústrias estão reunidos no 17º Encafé (um encontro anual das indústrias) em Camaçari (BA). Neste ano, a discussão é exatamente sobre o crescimento dos cafés de qualidade. Almir José da Silva Filho, presidente da Abic, diz que o caminho é esse, mas que é necessário retirar do setor os "mal-intencionados ou mal-informados", que ainda confundem qualidade com produto ruim.
FOLHA DE S. PAULO - SP
20/11/2009
Deficit (Vaivém das commodities)
O consumo de café cresce, mas a produção não acompanha. Na safra 2008/9, enquanto a produção mundial foi de 128 milhões de sacas, o consumo esteve em 130 milhões. Em 2009/10, conforme números ainda preliminares, a safra fica entre 123 milhões e 125 milhões, para um consumo entre 131 milhões e 132 milhões.
Estoques baixos
A avaliação foi feita por Néstor Osorio, diretor- executivo da OIC (Organização Internacional do Café). Nos números do organismo internacional, os estoques chegaram ao fundo do poço. Em 2008, recuaram para 17,3 milhões de sacas nos países produtores; neste ano, podem ficar próximos de 15 milhões. Em 2000, eram de 55 milhões de sacas.
Crescimento
Mas se os estoques caem nos países produtores, sobem nos importadores. Diante de eventuais problemas de abastecimento, europeus, norte-americanos e japoneses se anteciparam e compraram mais. Os estoques dos importadores estão em 26 milhões de sacas.
Os problemas
Os principias problemas que levaram os importadores a formarem estoques maiores foram as incertezas com as quebras de safra na Colômbia e na América Central. Renovação de cafezais, chuvas e atraso no desenvolvimento da safra fizeram esses países perder pelo menos 4,5 milhões de sacas.
Bom ou ruim?
E as incertezas de produção ainda são grandes, diz Osorio. Ele cita o exemplo da Colômbia, cuja safra poderá ser de apenas 8 milhões a 8,5 milhões de sacas, mas poderá também atingir 10 milhões. Houve atraso, e a colheita do café que deveria ser colhida agora só irá ocorrer a partir de janeiro.
Preços
Esses problemas na safra 2009/10 devem dar uma sustentação aos preços do café no curto prazo. No médio prazo, quem vai determinar os preços será a safra brasileira, diz Osorio. O presidente da OIC não quis fazer estimativas para a safra brasileira, mas há previsões de 50 milhões a 55 milhões de sacas.
Câmbio
A estabilidade ou até uma eventual alta nos preços do café não é a solução no momento para os produtores. As moedas brasileira e colombiana se valorizaram muito perante o dólar e os produtores perdem renda. Para complicar, os custos dos insumos, mesmo com a queda registrada neste ano, ainda continuam elevados.
Qualidade 1
Osorio diz que o blend do café também está mudando, o que pode diminuir a qualidade do produto final. Há dez anos, o consumo mundial era composto de 70% de arábica e 30% de robusta. Na safra 2008/9, esses percentuais estavam em 61% e em 39%, respectivamente.
Qualidade 2
Representantes das indústrias estão reunidos no 17º Encafé (um encontro anual das indústrias) em Camaçari (BA). Neste ano, a discussão é exatamente sobre o crescimento dos cafés de qualidade. Almir José da Silva Filho, presidente da Abic, diz que o caminho é esse, mas que é necessário retirar do setor os "mal-intencionados ou mal-informados", que ainda confundem qualidade com produto ruim.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Dólar sobe a R$ 1,734 com expectativa de nova regra
19/11/2009 18:02
Dólar sobe a R$ 1,734 com expectativa de nova regra
Agência Estado
Quinta-feira, 19 de novembro de 2009, 17h52
Dólar sobe a R$ 1,734 com expectativa de nova regra
SILVANA ROCHA
O dólar comercial foi negociado em alta hoje durante todo o dia e fechou as operações no mercado interbancário de câmbio cotado a R$ 1,734, variação de 0,99% em relação a ontem. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista subiu 0,75% e fechou a sessão a R$ 1,728. Apesar da alta de hoje, a moeda americana acumula em novembro baixa de 1,25% e no ano, de -25,74%.
A taxa de câmbio foi pressionada hoje pelo ambiente externo, de aversão ao risco, e expectativas de que o governo brasileiro pode ainda anunciar nova regra para o câmbio. Este sentimento persiste no mercado porque o lançamento ontem do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 1,5% na emissão de recibos de ações de empresas brasileiras negociados no exterior (DRs) foi considerado um complemento daquela medida adotada há um mês (IOF de 2% sobre ingresso de capital estrangeiro para renda fixa e variável), permitindo equalizar o tratamento tributário aqui e lá fora. Diante da percepção de que o governo está disposto a levar o dólar para outro patamar, de forma gradual, sem estresse e sem gerar riscos de pressão sobre a inflação, o que poderia exigir aumento de juros, os agentes do mercado acreditam que algo novo ainda está por vir, disse o economista Miguel Daoud, diretor da Global Financial Advisor.
Segundo Daoud, a questão central é saber como o País vai crescer a um ritmo de 5% a 6% ao ano, com aumento da demanda interna por meio de incentivos monetário e fiscal, mas controlando a inflação, de forma que a oferta de produtos acompanhe essa demanda e, para isso, precisa de investimentos. "Se não consegue elevar a oferta interna, a compensação ocorre por meio de importações e esta entra no cálculo do PIB com sinal negativo. Assim, se aumenta muito o dólar rapidamente, não há como aumentar a oferta interna para suprir a demanda, o que gera um processo inflacionário, com consequência de aumento de juros", explicou.
No exterior, a Coreia do Sul lançou medidas para conter a volatilidade do câmbio e a Rússia informou estudar formas de controlar o fluxo de capital entre fronteiras, incluindo a possibilidade de cobrar um "imposto Tobin" sobre transações cambiais internacionais. Assim, houve espaço para o dólar subir pela manhã ante o euro e outras divisas, como a libra esterlina. Contudo, à tarde, a moeda norte-americana já devolvia os ganhos ante o euro.
Dólar sobe a R$ 1,734 com expectativa de nova regra
Agência Estado
Quinta-feira, 19 de novembro de 2009, 17h52
Dólar sobe a R$ 1,734 com expectativa de nova regra
SILVANA ROCHA
O dólar comercial foi negociado em alta hoje durante todo o dia e fechou as operações no mercado interbancário de câmbio cotado a R$ 1,734, variação de 0,99% em relação a ontem. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista subiu 0,75% e fechou a sessão a R$ 1,728. Apesar da alta de hoje, a moeda americana acumula em novembro baixa de 1,25% e no ano, de -25,74%.
A taxa de câmbio foi pressionada hoje pelo ambiente externo, de aversão ao risco, e expectativas de que o governo brasileiro pode ainda anunciar nova regra para o câmbio. Este sentimento persiste no mercado porque o lançamento ontem do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 1,5% na emissão de recibos de ações de empresas brasileiras negociados no exterior (DRs) foi considerado um complemento daquela medida adotada há um mês (IOF de 2% sobre ingresso de capital estrangeiro para renda fixa e variável), permitindo equalizar o tratamento tributário aqui e lá fora. Diante da percepção de que o governo está disposto a levar o dólar para outro patamar, de forma gradual, sem estresse e sem gerar riscos de pressão sobre a inflação, o que poderia exigir aumento de juros, os agentes do mercado acreditam que algo novo ainda está por vir, disse o economista Miguel Daoud, diretor da Global Financial Advisor.
Segundo Daoud, a questão central é saber como o País vai crescer a um ritmo de 5% a 6% ao ano, com aumento da demanda interna por meio de incentivos monetário e fiscal, mas controlando a inflação, de forma que a oferta de produtos acompanhe essa demanda e, para isso, precisa de investimentos. "Se não consegue elevar a oferta interna, a compensação ocorre por meio de importações e esta entra no cálculo do PIB com sinal negativo. Assim, se aumenta muito o dólar rapidamente, não há como aumentar a oferta interna para suprir a demanda, o que gera um processo inflacionário, com consequência de aumento de juros", explicou.
No exterior, a Coreia do Sul lançou medidas para conter a volatilidade do câmbio e a Rússia informou estudar formas de controlar o fluxo de capital entre fronteiras, incluindo a possibilidade de cobrar um "imposto Tobin" sobre transações cambiais internacionais. Assim, houve espaço para o dólar subir pela manhã ante o euro e outras divisas, como a libra esterlina. Contudo, à tarde, a moeda norte-americana já devolvia os ganhos ante o euro.
Preço de exercício mais elevado do que o valor de mercado torna[br]vendas do produto ao governo bom negócio
A venda de café ao governo é um bom negócio para os produtores que participaram dos leilões de contratos de opção, cujo primeiro vencimento ocorreu sexta-feira. A opção de entrega ao governo deve se confirmar porque o preço de exercício de R$303,50 a saca de 60 quilos é mais elevado do que o valor de mercado (cerca de R$265/R$272 a saca). O período de entrega vai até 30 de novembro.
Nesse primeiro vencimento, 1 milhão de sacas deverão ser retiradas do mercado, no limite de 400 sacas por produtor. O exercício da opção para o primeiro lote resultará em valor líquido recebido pelo cafeicultor de R$288,80 a saca, conforme cálculo do pesquisador Celso Luis Vegro, do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura paulista. "O preço de exercício vai garantir subsídio de 5% a 10% em relação ao preço de mercado, dependendo da origem do grão. O preço das opções foi bem calibrado." Com o exercício das opções, o cafeicultor ganha algum fôlego com remuneração de parte dos custos, podendo manter a estrutura produtiva.
Pela análise de Vegro, o produtor "deixou de amealhar mais vantagens" por causa das chuvas fora de época, que prejudicaram a qualidade dos grãos na colheita. Conforme Vegro, constituir um lote de 400 sacas de café tipo 6, bebida dura, tem exigido, em média, mais de 500 sacas de produto bica corrida, o que acarreta maiores despesas com o beneficiamento duplo. O especialista considera que alguns aspectos podem ser aprimorados para os próximos vencimentos, como uma flexibilização na regra de qualidade para entrega dos lotes e a liquidação financeira dos contratos.
As informações partem de O Estado de São Paulo.
A venda de café ao governo é um bom negócio para os produtores que participaram dos leilões de contratos de opção, cujo primeiro vencimento ocorreu sexta-feira. A opção de entrega ao governo deve se confirmar porque o preço de exercício de R$303,50 a saca de 60 quilos é mais elevado do que o valor de mercado (cerca de R$265/R$272 a saca). O período de entrega vai até 30 de novembro.
Nesse primeiro vencimento, 1 milhão de sacas deverão ser retiradas do mercado, no limite de 400 sacas por produtor. O exercício da opção para o primeiro lote resultará em valor líquido recebido pelo cafeicultor de R$288,80 a saca, conforme cálculo do pesquisador Celso Luis Vegro, do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura paulista. "O preço de exercício vai garantir subsídio de 5% a 10% em relação ao preço de mercado, dependendo da origem do grão. O preço das opções foi bem calibrado." Com o exercício das opções, o cafeicultor ganha algum fôlego com remuneração de parte dos custos, podendo manter a estrutura produtiva.
Pela análise de Vegro, o produtor "deixou de amealhar mais vantagens" por causa das chuvas fora de época, que prejudicaram a qualidade dos grãos na colheita. Conforme Vegro, constituir um lote de 400 sacas de café tipo 6, bebida dura, tem exigido, em média, mais de 500 sacas de produto bica corrida, o que acarreta maiores despesas com o beneficiamento duplo. O especialista considera que alguns aspectos podem ser aprimorados para os próximos vencimentos, como uma flexibilização na regra de qualidade para entrega dos lotes e a liquidação financeira dos contratos.
As informações partem de O Estado de São Paulo.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Produtores de café voltam a pedir socorro ao governo
(18/11/2009 09:09)
Os produtores de café voltaram ontem a pedir novas medidas de apoio ao governo. Em reunião no Ministério da Agricultura, dirigentes e políticos ligados ao setor apelaram pela criação e alteração de normas que poderiam beneficiar os produtores.
Uma dessas medidas, porém, corre risco de não sair do papel. O governo avalia permitir, por meio de voto enviado ao Conselho Monetário Nacional (CMN), o refinanciamento das dívidas dos cafeicultores diretamente com cooperativas de crédito.
Ocorre que a linha de R$ 100 milhões do Fundo de Defesa da Economica Cafeeira (Funcafé) é repassada por agentes financeiros, que têm obrigação de assumir 100% do risco das operações. E os bancos não estariam dispostos a operar dessa forma. O Ministério da Fazenda já foi informado do desacordo. A linha ofereceria remuneração de 4,5% ao ano aos bancos e os produtores teriam limite "extra" individual de R$ 200 mil, além do limite atual de R$ 400 mil.
O governo federal também estaria disposto a alterar as regras para Cédulas de Produto Rural (CPRs) ao equiparar tratamento para operações contratadas até 30 de setembro e a partir de 1º de outubro deste ano. Em ambos os casos, a quitação da dívida passaria a ser 31 de outubro de 2010. A primeira parcela poderia ser paga até 12 meses depois da data da contratação. "Estou otimista porque temos boa receptividade no governo e acho que podemos avançar nesses pontos", acredita o deputado Carlos Melles (DEM-MG).
Na reunião realizada ontem, os produtores foram informados de que foi finalizada a regulamentação sobre a conversão das dívidas do Funcafé atreladas à linha Dação em Pagamento e à Estocagem pelo equivalente em sacas de café. Mas será preciso procurar os agentes financeiros.
No caso das compras diretas do governo (AGFs), os cafeicultores já poderiam iniciar a entrega do café nos armazéns credenciados pelo Ministério da Agricultura. Para as operações de custeio e colheita a vencer até o próximo ano, e financiadas pelo Funcafé, o setor pediu a alteração do vencimento da primeira parcela de 20% para o fim de 2010. Isso teria que ser pago em data prevista ainda para este ano.
Também solicitou prorrogação automática, sem necessidade de comprovação de incapacidade de pagamento. "Houve simpatia do governo, mas ainda vamos voltar a nos reunir para tratar do tema", informou o deputado Carlos Melles.
As informações partem do Valor Econômico, noticiou o Notícias Agrícolas.
(18/11/2009 09:09)
Os produtores de café voltaram ontem a pedir novas medidas de apoio ao governo. Em reunião no Ministério da Agricultura, dirigentes e políticos ligados ao setor apelaram pela criação e alteração de normas que poderiam beneficiar os produtores.
Uma dessas medidas, porém, corre risco de não sair do papel. O governo avalia permitir, por meio de voto enviado ao Conselho Monetário Nacional (CMN), o refinanciamento das dívidas dos cafeicultores diretamente com cooperativas de crédito.
Ocorre que a linha de R$ 100 milhões do Fundo de Defesa da Economica Cafeeira (Funcafé) é repassada por agentes financeiros, que têm obrigação de assumir 100% do risco das operações. E os bancos não estariam dispostos a operar dessa forma. O Ministério da Fazenda já foi informado do desacordo. A linha ofereceria remuneração de 4,5% ao ano aos bancos e os produtores teriam limite "extra" individual de R$ 200 mil, além do limite atual de R$ 400 mil.
O governo federal também estaria disposto a alterar as regras para Cédulas de Produto Rural (CPRs) ao equiparar tratamento para operações contratadas até 30 de setembro e a partir de 1º de outubro deste ano. Em ambos os casos, a quitação da dívida passaria a ser 31 de outubro de 2010. A primeira parcela poderia ser paga até 12 meses depois da data da contratação. "Estou otimista porque temos boa receptividade no governo e acho que podemos avançar nesses pontos", acredita o deputado Carlos Melles (DEM-MG).
Na reunião realizada ontem, os produtores foram informados de que foi finalizada a regulamentação sobre a conversão das dívidas do Funcafé atreladas à linha Dação em Pagamento e à Estocagem pelo equivalente em sacas de café. Mas será preciso procurar os agentes financeiros.
No caso das compras diretas do governo (AGFs), os cafeicultores já poderiam iniciar a entrega do café nos armazéns credenciados pelo Ministério da Agricultura. Para as operações de custeio e colheita a vencer até o próximo ano, e financiadas pelo Funcafé, o setor pediu a alteração do vencimento da primeira parcela de 20% para o fim de 2010. Isso teria que ser pago em data prevista ainda para este ano.
Também solicitou prorrogação automática, sem necessidade de comprovação de incapacidade de pagamento. "Houve simpatia do governo, mas ainda vamos voltar a nos reunir para tratar do tema", informou o deputado Carlos Melles.
As informações partem do Valor Econômico, noticiou o Notícias Agrícolas.
OPINIÃO - Confiar em quem?
(17/11/2009 17:05)
"Somente o tempo diz, que confiança é vidro, que ganância é pedra, que desprezo é arrependimento, que ilusão é tombo, que mentira é espelho."
Após um ano de gestação, o grupo de trabalho criado pelo Ministro da Agricultura Reinholds Stephanes e comandado pelo Sr. Manoel Bertone, poderia ter dado à luz a um grande plano para reestruturação da CAFEICULTURA NACIONAL. Entretanto, preferiram provocar um aborto espontâneo, tentando eliminar de uma vez qualquer esperança de mudança na condução da política cafeeira nacional.
Em uma breve analise dos fatos, cheguei a conclusão que este processo de gestação foi interrompido por uma série de fatores abortivos, que foram ministrados em doses pequenas, mas de forma constante. Portanto, é de extrema importância que explicitemos aqui, quais são estes fatores e quem foram os responsáveis pela sua aplicação:
FATOR ABORTIVO
RESPONSÁVEIS
Preço mínimo de R$ 261,69
Assessores
Leilão dos estoques do governo em plena safra
Assessores
Leilão de opções para março
Assessores
Falta de critério no levantamento das dívidas
Assessores
Ministro mal assessorado no negócio café
Assessores
Estes foram os principais fatores que interromperam a geração de um grande plano para a cafeicultura nacional, entretanto, estes responsáveis (irresponsáveis) não alertaram para os efeitos colaterais destes fatores abortivos, efeitos que serão de grande utilidade para nos ajudar a desvendar os mistérios e conluios que rondam a cafeicultura a mais de 13 anos.
1- Como a CONAB pode explicar um preço mínimo de R$ 261,69, se ela mesmo e também o próprio Ministro da Agricultura reconheceram que o custo a nível nacional esta acima de R$300,00 por saca.
2- Quem ou Qual foi a entidade responsável por demonstrar para a conab que a média de produção nacional é de 30 sacas por hectare, levando a este preço de R$261,69? Qual era o interesse por traz destes números que não podiam passar dos R$ 300,00?
3- Por que a Preocupação do Governo e do Ministério da Agricultura em demonstrar segurança para os exportadores em Santos-SP, garantindo que não haveria interrupção de fluxo na exportação de café. Preocupação tão grande, que este garantiu os leilões de estoque em plena colheita, sem se preocupar com as conseqüências para com o produtor.
OBS: Bertone, esteve nesta reunião representando o Ministério da Agricultura.
4- Por que garantir a ancoragem de preços para os exportadores, fazendo os leilões de opção para dezembro, fevereiro e março. Isso foi mais que avisado para o Ministro da Agricultura, e só depois de realizado os leilões ele vem em publico anunciar que os leilões não surtiram os efeitos esperados. Sr. Ministro da Agricultura, os leilões surtiram os efeitos esperados sim, basta saber para quem?
5- Nove meses para se levantar a divida da cafeicultura, que inicialmente era de R$4.2 bilhões e hoje não se sabe se é R$8 ou 10 Bilhões, a ÚNICA CERTEZA É QUE NÃO PAGAMOS DE MANEIRA ALGUMA.
6- Após todas estas atrapalhadas dignas do cinema pastelão, o nosso Ministro da Agricultura chega a conclusão que foi mal assessorado no negócio café. Sr. Ministro, as dividas são nossas (cafeicultores) mas os assessores são de Vossa Senhoria!
Após analisar todos estes fatos, chegamos a conclusão que aqueles que lá estavam para nos defender junto ao governo fazendo parte do grupo de trabalho se esqueceram que: CONFIANÇA É DE VIDRO E SE QUEBRA MUITO FACIL COM A PEDRA DURA DA GANANCIA, QUE ESTE DEZPRESO PELA NOSSA ATIVIDADE VAI SER PASSAGEIRO POIS SABEMOS DE NOSSA IMPORTANCIA E DE NOSSA FORÇA E O VOSSO ARREPENDIMENTO SERÁ TARDIO, POIS A FALSA ILUSÃO DE PODER SE TORNARA VERDADE NO TOMBO DOS FRACOS, E TODOS VOCES PASSARÃO PARA SUAS GERAÇÕES A VERGONHA DE SE OLHAREM NO ESPELHO E VEREM A MENTIRA COMO SUA MARCA DE CARATER!!
Por Silvio Marcos Altrão Nisizaki - silvionisizaki@bol.com.br - Cafeicultor – Coromandel
(17/11/2009 17:05)
"Somente o tempo diz, que confiança é vidro, que ganância é pedra, que desprezo é arrependimento, que ilusão é tombo, que mentira é espelho."
Após um ano de gestação, o grupo de trabalho criado pelo Ministro da Agricultura Reinholds Stephanes e comandado pelo Sr. Manoel Bertone, poderia ter dado à luz a um grande plano para reestruturação da CAFEICULTURA NACIONAL. Entretanto, preferiram provocar um aborto espontâneo, tentando eliminar de uma vez qualquer esperança de mudança na condução da política cafeeira nacional.
Em uma breve analise dos fatos, cheguei a conclusão que este processo de gestação foi interrompido por uma série de fatores abortivos, que foram ministrados em doses pequenas, mas de forma constante. Portanto, é de extrema importância que explicitemos aqui, quais são estes fatores e quem foram os responsáveis pela sua aplicação:
FATOR ABORTIVO
RESPONSÁVEIS
Preço mínimo de R$ 261,69
Assessores
Leilão dos estoques do governo em plena safra
Assessores
Leilão de opções para março
Assessores
Falta de critério no levantamento das dívidas
Assessores
Ministro mal assessorado no negócio café
Assessores
Estes foram os principais fatores que interromperam a geração de um grande plano para a cafeicultura nacional, entretanto, estes responsáveis (irresponsáveis) não alertaram para os efeitos colaterais destes fatores abortivos, efeitos que serão de grande utilidade para nos ajudar a desvendar os mistérios e conluios que rondam a cafeicultura a mais de 13 anos.
1- Como a CONAB pode explicar um preço mínimo de R$ 261,69, se ela mesmo e também o próprio Ministro da Agricultura reconheceram que o custo a nível nacional esta acima de R$300,00 por saca.
2- Quem ou Qual foi a entidade responsável por demonstrar para a conab que a média de produção nacional é de 30 sacas por hectare, levando a este preço de R$261,69? Qual era o interesse por traz destes números que não podiam passar dos R$ 300,00?
3- Por que a Preocupação do Governo e do Ministério da Agricultura em demonstrar segurança para os exportadores em Santos-SP, garantindo que não haveria interrupção de fluxo na exportação de café. Preocupação tão grande, que este garantiu os leilões de estoque em plena colheita, sem se preocupar com as conseqüências para com o produtor.
OBS: Bertone, esteve nesta reunião representando o Ministério da Agricultura.
4- Por que garantir a ancoragem de preços para os exportadores, fazendo os leilões de opção para dezembro, fevereiro e março. Isso foi mais que avisado para o Ministro da Agricultura, e só depois de realizado os leilões ele vem em publico anunciar que os leilões não surtiram os efeitos esperados. Sr. Ministro da Agricultura, os leilões surtiram os efeitos esperados sim, basta saber para quem?
5- Nove meses para se levantar a divida da cafeicultura, que inicialmente era de R$4.2 bilhões e hoje não se sabe se é R$8 ou 10 Bilhões, a ÚNICA CERTEZA É QUE NÃO PAGAMOS DE MANEIRA ALGUMA.
6- Após todas estas atrapalhadas dignas do cinema pastelão, o nosso Ministro da Agricultura chega a conclusão que foi mal assessorado no negócio café. Sr. Ministro, as dividas são nossas (cafeicultores) mas os assessores são de Vossa Senhoria!
Após analisar todos estes fatos, chegamos a conclusão que aqueles que lá estavam para nos defender junto ao governo fazendo parte do grupo de trabalho se esqueceram que: CONFIANÇA É DE VIDRO E SE QUEBRA MUITO FACIL COM A PEDRA DURA DA GANANCIA, QUE ESTE DEZPRESO PELA NOSSA ATIVIDADE VAI SER PASSAGEIRO POIS SABEMOS DE NOSSA IMPORTANCIA E DE NOSSA FORÇA E O VOSSO ARREPENDIMENTO SERÁ TARDIO, POIS A FALSA ILUSÃO DE PODER SE TORNARA VERDADE NO TOMBO DOS FRACOS, E TODOS VOCES PASSARÃO PARA SUAS GERAÇÕES A VERGONHA DE SE OLHAREM NO ESPELHO E VEREM A MENTIRA COMO SUA MARCA DE CARATER!!
Por Silvio Marcos Altrão Nisizaki - silvionisizaki@bol.com.br - Cafeicultor – Coromandel
terça-feira, 17 de novembro de 2009
APAGAO MORAL
Na semana passada tivemos mais um apagão do sistema elétrico no Brasil, foram todos pegos de surpresa inclusive o presidente da maior hidrelétrica do Brasil a Itaipu que gera energia pro boa parte do sul sudeste e centro oeste brasileiros.
O motivo não se sabe, as desculpas nunca se viram piores, parece que nós o povo brasileiros somos todos uns bando de idiotas, fala-se em um problema atmosférico, desmentido pelo impe e severamente repreendido pelo ministro Lobão.
A cafeicultura parece que houve um apagão, os produtores não se organizam não se mobilizam e deixam o setor para as indústrias e exportadores que estes sim estão organizados, e com lobbys fortíssimos para representá-los.
O problema climático que já estamos sentindo, quem trabalha no campo já vem sentindo a diferença há alguns anos, estão se agravando trazendo chuvas fora de hora, secas e todos os tipos de problemas climaticos possíveis.
O governo acredita que financiamento a 6,75% é bom e esta de bom tamanho, compra opções de café pra tentar ajudar, mas mesmo sabendo que a qualidade não ajudou no ano insiste em dificultar o recebimento do café por falta de qualidade.
A exportação não para de bater recordes o que teoricamente seria muito bom se não fosse à falta de sensibilidade de alguns exportadores que simplesmente doaram o nosso café a preços muito abaixo ao preço balizador, que seria a bolsa de New York a Ice ,vendendo a preços que ficariam a 20,25 até 29 abaixo, com isso não recebemos nenhuma valorização de preço no café, pois os exportadores que seriam os nossos representantes também sofreram um apagão e não viram que os produtores não agüentam mais pagar a conta sozinho.
Os números da vergonha é assim que me refiro aos números totalizados entre produção consumo e exportação de cafés brasileiros, pois esses números não batem e o diferencial aumenta o cada ano e ninguém faz nada. Teoricamente se estamos com ano de safra baixa sofrendo com o clima os armazéns de café abaixando seus estoques consideravelmente teríamos que ter melhores preços.
Portanto o apagão não é não foi, e não será simplesmente técnico, parece que estamos vivendo num tempo onde todos se omitem e aceitam desculpas esfarrapadas, é:
UM APAGÃO MORAL!!!
Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com
MANHUAÇU 17/11/2009
Na semana passada tivemos mais um apagão do sistema elétrico no Brasil, foram todos pegos de surpresa inclusive o presidente da maior hidrelétrica do Brasil a Itaipu que gera energia pro boa parte do sul sudeste e centro oeste brasileiros.
O motivo não se sabe, as desculpas nunca se viram piores, parece que nós o povo brasileiros somos todos uns bando de idiotas, fala-se em um problema atmosférico, desmentido pelo impe e severamente repreendido pelo ministro Lobão.
A cafeicultura parece que houve um apagão, os produtores não se organizam não se mobilizam e deixam o setor para as indústrias e exportadores que estes sim estão organizados, e com lobbys fortíssimos para representá-los.
O problema climático que já estamos sentindo, quem trabalha no campo já vem sentindo a diferença há alguns anos, estão se agravando trazendo chuvas fora de hora, secas e todos os tipos de problemas climaticos possíveis.
O governo acredita que financiamento a 6,75% é bom e esta de bom tamanho, compra opções de café pra tentar ajudar, mas mesmo sabendo que a qualidade não ajudou no ano insiste em dificultar o recebimento do café por falta de qualidade.
A exportação não para de bater recordes o que teoricamente seria muito bom se não fosse à falta de sensibilidade de alguns exportadores que simplesmente doaram o nosso café a preços muito abaixo ao preço balizador, que seria a bolsa de New York a Ice ,vendendo a preços que ficariam a 20,25 até 29 abaixo, com isso não recebemos nenhuma valorização de preço no café, pois os exportadores que seriam os nossos representantes também sofreram um apagão e não viram que os produtores não agüentam mais pagar a conta sozinho.
Os números da vergonha é assim que me refiro aos números totalizados entre produção consumo e exportação de cafés brasileiros, pois esses números não batem e o diferencial aumenta o cada ano e ninguém faz nada. Teoricamente se estamos com ano de safra baixa sofrendo com o clima os armazéns de café abaixando seus estoques consideravelmente teríamos que ter melhores preços.
Portanto o apagão não é não foi, e não será simplesmente técnico, parece que estamos vivendo num tempo onde todos se omitem e aceitam desculpas esfarrapadas, é:
UM APAGÃO MORAL!!!
Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com
MANHUAÇU 17/11/2009
Mercado de Café - PRECISA-SE DE CAFÉ FINO... ...e barato por favor!
Comentário Semanal - Mercado de Café - PRECISA-SE DE CAFÉ FINO... ...e barato por favor!
Comentário Semanal - 9 a 13 de novembro de 2009 -
por Rodrigo Costa*
Já tem algum tempo que o movimento das commodities e das ações tem tido uma correlação negativa com o dólar estados-unidenses.
O dólar cai, as commodities e as ações sobem. O dólar sobe, as commodities e as ações caem.
Esta semana o dólar desvalorizou 0.50% e o CRB caiu 0.12%, pouco. Mas a maior parte das commodities desmoronaram, inclusive o café. O índice das commodities não caiu tanto em função da alta dos grãos e do ouro.
A moeda americana tem encontrado suporte contra o euro, dando a impressão de que não veremos uma desvalorização muito maior do que os atuais 1.50. Embora possa ser muito cedo para apostar em uma recuperação do dólar devemos observar uma eventual estabilização ao menos, já que a economia americana tem uma dinâmica que pode ajudar o país a voltar a crescer mais rápido do que outros países do velho continente.
O café em Nova Iorque afundou, e a queda nada teve a ver com a situação no físico.
A perda de mais de US$ 10 por saca foi provocada por uma liquidação de parte da posição dos fundos, que ao notarem sinais de fraqueza no mercado resolveram "jogar fora" alguns de seus contratos comprados na tela de dezembro de 2009, ao invés de rolarem para março de 2010.
Os torradores, que por sinal estão atrasados em suas fixações, aproveitaram o momento para comprar um bom volume do livro contra o mês presente, aliviando um pouco o sufoco que estão passando. Sufoco este que normalmente é repassado para o preço do torrado e moído, algo que deixa de ser uma alternativa com a atual crise que o mundo vive.
Por outro lado a escorregada dos preços futuros tornaram ainda mais complicada a tarefa de comprar café dos produtores. E para dar mais "graça" ao desafio, o presidente da OIC e autoridades colombianas confirmaram o que já se "sabia" entre as tradings, que a safra atual do país será ao redor de 9 milhões de sacas.
A OIC também confirmou que o crescimento do consumo mundial está em 1.5%, tendo sido em 2008 um total de 130 milhões de sacas. A entidade atentou mais uma vez que os estoques nas origens estão no nível mais baixo da história, 16 milhões de sacas, porém nos países importadores o nível está em 26 milhões de sacas - um recorde de alta. O leitor sabe que o que ajuda preço não é manter estoques altos na mão de quem consome, e sim na mão de quem produz, assumindo que o último dose as suas vendas para receber preços que almeja. No ciclo que estamos vivendo o caso tem sido este para os cafés finos, ainda que seja ajudado pelo atraso da colheita da América Central e dos programas de apoio do governo brasileiro.
No Brasil a situação que já era desesperadora para aqueles que tem vendas FOB nos livros, ficou pior ainda - quem diria?!. A queda do terminal está tirando mais sangue daqueles que precisam comprar café para honrar seus embarques. O custo da reposição do sweedish está quase a 10 abaixo, bem mais caro do que as vendas de vinte e tanto abaixo que muitos fizeram. Para os cafés mais finos ouvimos que saiu inclusive diferenciais positivos.
O aperto da oferta de café finos inverteu a estrutura dos preços do café na BM&F contra a tela de setembro de 2010, quando supostamente o país colherá uma safra grande. A arbitragem entre NY e SP estreitou ainda mais com a queda da bolsa aqui fora, e se tivermos mais liquidação de fundos podemos ver a diferença diminuir mais.
Parece que os torradores que apostavam em um mercado mais barato não tem mais para onde correr, assim como os intermediários que precisam cobrir seus compromissos. Portanto mesmo que a bolsa continue caindo o físico deve se comportar diferente.
Para aqueles que compraram proteção de preço aproveitem para tomar um pouco de lucro. Aos que precisam comprar, coloquem escalas de compras e usem as volatilidades, que nunca ficaram tanto t empo largadas (baixas).
Tenham todos uma ótima semana e muito bons negócios.
Comentário Semanal - 9 a 13 de novembro de 2009 -
por Rodrigo Costa*
Já tem algum tempo que o movimento das commodities e das ações tem tido uma correlação negativa com o dólar estados-unidenses.
O dólar cai, as commodities e as ações sobem. O dólar sobe, as commodities e as ações caem.
Esta semana o dólar desvalorizou 0.50% e o CRB caiu 0.12%, pouco. Mas a maior parte das commodities desmoronaram, inclusive o café. O índice das commodities não caiu tanto em função da alta dos grãos e do ouro.
A moeda americana tem encontrado suporte contra o euro, dando a impressão de que não veremos uma desvalorização muito maior do que os atuais 1.50. Embora possa ser muito cedo para apostar em uma recuperação do dólar devemos observar uma eventual estabilização ao menos, já que a economia americana tem uma dinâmica que pode ajudar o país a voltar a crescer mais rápido do que outros países do velho continente.
O café em Nova Iorque afundou, e a queda nada teve a ver com a situação no físico.
A perda de mais de US$ 10 por saca foi provocada por uma liquidação de parte da posição dos fundos, que ao notarem sinais de fraqueza no mercado resolveram "jogar fora" alguns de seus contratos comprados na tela de dezembro de 2009, ao invés de rolarem para março de 2010.
Os torradores, que por sinal estão atrasados em suas fixações, aproveitaram o momento para comprar um bom volume do livro contra o mês presente, aliviando um pouco o sufoco que estão passando. Sufoco este que normalmente é repassado para o preço do torrado e moído, algo que deixa de ser uma alternativa com a atual crise que o mundo vive.
Por outro lado a escorregada dos preços futuros tornaram ainda mais complicada a tarefa de comprar café dos produtores. E para dar mais "graça" ao desafio, o presidente da OIC e autoridades colombianas confirmaram o que já se "sabia" entre as tradings, que a safra atual do país será ao redor de 9 milhões de sacas.
A OIC também confirmou que o crescimento do consumo mundial está em 1.5%, tendo sido em 2008 um total de 130 milhões de sacas. A entidade atentou mais uma vez que os estoques nas origens estão no nível mais baixo da história, 16 milhões de sacas, porém nos países importadores o nível está em 26 milhões de sacas - um recorde de alta. O leitor sabe que o que ajuda preço não é manter estoques altos na mão de quem consome, e sim na mão de quem produz, assumindo que o último dose as suas vendas para receber preços que almeja. No ciclo que estamos vivendo o caso tem sido este para os cafés finos, ainda que seja ajudado pelo atraso da colheita da América Central e dos programas de apoio do governo brasileiro.
No Brasil a situação que já era desesperadora para aqueles que tem vendas FOB nos livros, ficou pior ainda - quem diria?!. A queda do terminal está tirando mais sangue daqueles que precisam comprar café para honrar seus embarques. O custo da reposição do sweedish está quase a 10 abaixo, bem mais caro do que as vendas de vinte e tanto abaixo que muitos fizeram. Para os cafés mais finos ouvimos que saiu inclusive diferenciais positivos.
O aperto da oferta de café finos inverteu a estrutura dos preços do café na BM&F contra a tela de setembro de 2010, quando supostamente o país colherá uma safra grande. A arbitragem entre NY e SP estreitou ainda mais com a queda da bolsa aqui fora, e se tivermos mais liquidação de fundos podemos ver a diferença diminuir mais.
Parece que os torradores que apostavam em um mercado mais barato não tem mais para onde correr, assim como os intermediários que precisam cobrir seus compromissos. Portanto mesmo que a bolsa continue caindo o físico deve se comportar diferente.
Para aqueles que compraram proteção de preço aproveitem para tomar um pouco de lucro. Aos que precisam comprar, coloquem escalas de compras e usem as volatilidades, que nunca ficaram tanto t empo largadas (baixas).
Tenham todos uma ótima semana e muito bons negócios.
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