APAGAO MORAL
Na semana passada tivemos mais um apagão do sistema elétrico no Brasil, foram todos pegos de surpresa inclusive o presidente da maior hidrelétrica do Brasil a Itaipu que gera energia pro boa parte do sul sudeste e centro oeste brasileiros.
O motivo não se sabe, as desculpas nunca se viram piores, parece que nós o povo brasileiros somos todos uns bando de idiotas, fala-se em um problema atmosférico, desmentido pelo impe e severamente repreendido pelo ministro Lobão.
A cafeicultura parece que houve um apagão, os produtores não se organizam não se mobilizam e deixam o setor para as indústrias e exportadores que estes sim estão organizados, e com lobbys fortíssimos para representá-los.
O problema climático que já estamos sentindo, quem trabalha no campo já vem sentindo a diferença há alguns anos, estão se agravando trazendo chuvas fora de hora, secas e todos os tipos de problemas climaticos possíveis.
O governo acredita que financiamento a 6,75% é bom e esta de bom tamanho, compra opções de café pra tentar ajudar, mas mesmo sabendo que a qualidade não ajudou no ano insiste em dificultar o recebimento do café por falta de qualidade.
A exportação não para de bater recordes o que teoricamente seria muito bom se não fosse à falta de sensibilidade de alguns exportadores que simplesmente doaram o nosso café a preços muito abaixo ao preço balizador, que seria a bolsa de New York a Ice ,vendendo a preços que ficariam a 20,25 até 29 abaixo, com isso não recebemos nenhuma valorização de preço no café, pois os exportadores que seriam os nossos representantes também sofreram um apagão e não viram que os produtores não agüentam mais pagar a conta sozinho.
Os números da vergonha é assim que me refiro aos números totalizados entre produção consumo e exportação de cafés brasileiros, pois esses números não batem e o diferencial aumenta o cada ano e ninguém faz nada. Teoricamente se estamos com ano de safra baixa sofrendo com o clima os armazéns de café abaixando seus estoques consideravelmente teríamos que ter melhores preços.
Portanto o apagão não é não foi, e não será simplesmente técnico, parece que estamos vivendo num tempo onde todos se omitem e aceitam desculpas esfarrapadas, é:
UM APAGÃO MORAL!!!
Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com
MANHUAÇU 17/11/2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Mercado de Café - PRECISA-SE DE CAFÉ FINO... ...e barato por favor!
Comentário Semanal - Mercado de Café - PRECISA-SE DE CAFÉ FINO... ...e barato por favor!
Comentário Semanal - 9 a 13 de novembro de 2009 -
por Rodrigo Costa*
Já tem algum tempo que o movimento das commodities e das ações tem tido uma correlação negativa com o dólar estados-unidenses.
O dólar cai, as commodities e as ações sobem. O dólar sobe, as commodities e as ações caem.
Esta semana o dólar desvalorizou 0.50% e o CRB caiu 0.12%, pouco. Mas a maior parte das commodities desmoronaram, inclusive o café. O índice das commodities não caiu tanto em função da alta dos grãos e do ouro.
A moeda americana tem encontrado suporte contra o euro, dando a impressão de que não veremos uma desvalorização muito maior do que os atuais 1.50. Embora possa ser muito cedo para apostar em uma recuperação do dólar devemos observar uma eventual estabilização ao menos, já que a economia americana tem uma dinâmica que pode ajudar o país a voltar a crescer mais rápido do que outros países do velho continente.
O café em Nova Iorque afundou, e a queda nada teve a ver com a situação no físico.
A perda de mais de US$ 10 por saca foi provocada por uma liquidação de parte da posição dos fundos, que ao notarem sinais de fraqueza no mercado resolveram "jogar fora" alguns de seus contratos comprados na tela de dezembro de 2009, ao invés de rolarem para março de 2010.
Os torradores, que por sinal estão atrasados em suas fixações, aproveitaram o momento para comprar um bom volume do livro contra o mês presente, aliviando um pouco o sufoco que estão passando. Sufoco este que normalmente é repassado para o preço do torrado e moído, algo que deixa de ser uma alternativa com a atual crise que o mundo vive.
Por outro lado a escorregada dos preços futuros tornaram ainda mais complicada a tarefa de comprar café dos produtores. E para dar mais "graça" ao desafio, o presidente da OIC e autoridades colombianas confirmaram o que já se "sabia" entre as tradings, que a safra atual do país será ao redor de 9 milhões de sacas.
A OIC também confirmou que o crescimento do consumo mundial está em 1.5%, tendo sido em 2008 um total de 130 milhões de sacas. A entidade atentou mais uma vez que os estoques nas origens estão no nível mais baixo da história, 16 milhões de sacas, porém nos países importadores o nível está em 26 milhões de sacas - um recorde de alta. O leitor sabe que o que ajuda preço não é manter estoques altos na mão de quem consome, e sim na mão de quem produz, assumindo que o último dose as suas vendas para receber preços que almeja. No ciclo que estamos vivendo o caso tem sido este para os cafés finos, ainda que seja ajudado pelo atraso da colheita da América Central e dos programas de apoio do governo brasileiro.
No Brasil a situação que já era desesperadora para aqueles que tem vendas FOB nos livros, ficou pior ainda - quem diria?!. A queda do terminal está tirando mais sangue daqueles que precisam comprar café para honrar seus embarques. O custo da reposição do sweedish está quase a 10 abaixo, bem mais caro do que as vendas de vinte e tanto abaixo que muitos fizeram. Para os cafés mais finos ouvimos que saiu inclusive diferenciais positivos.
O aperto da oferta de café finos inverteu a estrutura dos preços do café na BM&F contra a tela de setembro de 2010, quando supostamente o país colherá uma safra grande. A arbitragem entre NY e SP estreitou ainda mais com a queda da bolsa aqui fora, e se tivermos mais liquidação de fundos podemos ver a diferença diminuir mais.
Parece que os torradores que apostavam em um mercado mais barato não tem mais para onde correr, assim como os intermediários que precisam cobrir seus compromissos. Portanto mesmo que a bolsa continue caindo o físico deve se comportar diferente.
Para aqueles que compraram proteção de preço aproveitem para tomar um pouco de lucro. Aos que precisam comprar, coloquem escalas de compras e usem as volatilidades, que nunca ficaram tanto t empo largadas (baixas).
Tenham todos uma ótima semana e muito bons negócios.
Comentário Semanal - 9 a 13 de novembro de 2009 -
por Rodrigo Costa*
Já tem algum tempo que o movimento das commodities e das ações tem tido uma correlação negativa com o dólar estados-unidenses.
O dólar cai, as commodities e as ações sobem. O dólar sobe, as commodities e as ações caem.
Esta semana o dólar desvalorizou 0.50% e o CRB caiu 0.12%, pouco. Mas a maior parte das commodities desmoronaram, inclusive o café. O índice das commodities não caiu tanto em função da alta dos grãos e do ouro.
A moeda americana tem encontrado suporte contra o euro, dando a impressão de que não veremos uma desvalorização muito maior do que os atuais 1.50. Embora possa ser muito cedo para apostar em uma recuperação do dólar devemos observar uma eventual estabilização ao menos, já que a economia americana tem uma dinâmica que pode ajudar o país a voltar a crescer mais rápido do que outros países do velho continente.
O café em Nova Iorque afundou, e a queda nada teve a ver com a situação no físico.
A perda de mais de US$ 10 por saca foi provocada por uma liquidação de parte da posição dos fundos, que ao notarem sinais de fraqueza no mercado resolveram "jogar fora" alguns de seus contratos comprados na tela de dezembro de 2009, ao invés de rolarem para março de 2010.
Os torradores, que por sinal estão atrasados em suas fixações, aproveitaram o momento para comprar um bom volume do livro contra o mês presente, aliviando um pouco o sufoco que estão passando. Sufoco este que normalmente é repassado para o preço do torrado e moído, algo que deixa de ser uma alternativa com a atual crise que o mundo vive.
Por outro lado a escorregada dos preços futuros tornaram ainda mais complicada a tarefa de comprar café dos produtores. E para dar mais "graça" ao desafio, o presidente da OIC e autoridades colombianas confirmaram o que já se "sabia" entre as tradings, que a safra atual do país será ao redor de 9 milhões de sacas.
A OIC também confirmou que o crescimento do consumo mundial está em 1.5%, tendo sido em 2008 um total de 130 milhões de sacas. A entidade atentou mais uma vez que os estoques nas origens estão no nível mais baixo da história, 16 milhões de sacas, porém nos países importadores o nível está em 26 milhões de sacas - um recorde de alta. O leitor sabe que o que ajuda preço não é manter estoques altos na mão de quem consome, e sim na mão de quem produz, assumindo que o último dose as suas vendas para receber preços que almeja. No ciclo que estamos vivendo o caso tem sido este para os cafés finos, ainda que seja ajudado pelo atraso da colheita da América Central e dos programas de apoio do governo brasileiro.
No Brasil a situação que já era desesperadora para aqueles que tem vendas FOB nos livros, ficou pior ainda - quem diria?!. A queda do terminal está tirando mais sangue daqueles que precisam comprar café para honrar seus embarques. O custo da reposição do sweedish está quase a 10 abaixo, bem mais caro do que as vendas de vinte e tanto abaixo que muitos fizeram. Para os cafés mais finos ouvimos que saiu inclusive diferenciais positivos.
O aperto da oferta de café finos inverteu a estrutura dos preços do café na BM&F contra a tela de setembro de 2010, quando supostamente o país colherá uma safra grande. A arbitragem entre NY e SP estreitou ainda mais com a queda da bolsa aqui fora, e se tivermos mais liquidação de fundos podemos ver a diferença diminuir mais.
Parece que os torradores que apostavam em um mercado mais barato não tem mais para onde correr, assim como os intermediários que precisam cobrir seus compromissos. Portanto mesmo que a bolsa continue caindo o físico deve se comportar diferente.
Para aqueles que compraram proteção de preço aproveitem para tomar um pouco de lucro. Aos que precisam comprar, coloquem escalas de compras e usem as volatilidades, que nunca ficaram tanto t empo largadas (baixas).
Tenham todos uma ótima semana e muito bons negócios.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Chuva pode afetar safra do Brasil e Vietnã, principais produtores
OIC - Chuva pode afetar safra do Brasil e Vietnã, principais produtores
(16/11/2009 18:31)
O mau tempo pode ter afetado as safras de café no Brasil e no Vietnã, enquanto a Colômbia segue abaixo de seu nível de produção normal. As informações são da Organização Internacional do Café (ICO), que divulgou semana passada seu relatório anual. No momento em que a temporada do café está em pleno auge nos países exportadores, a última estimativa oficial para a colheita brasileira da safra 2009/2010, que está quase concluída, é de 39 milhões de sacas de 60kg, sendo 18,4 milhões de arábica e 10,6 milhões de robusta", informou a ICO. A organização adverte, no entanto, que as fortes chuvas ocorridas recentemente podem afetar a qualidade da colheita e a floração para a safra 2010/2011.
Primeiro produtor mundial de robusta, o Vietnã também foi afetado pelo mau tempo, que poderá ter impacto sobre a colheita atual. A Colômbia, que registrou em 2008/2009 seu nível de produção mais baixo desde 1973/1974, não parece em posição de voltar aos patamares normais na safra atual, destaca a organização. Já na África, Ásia e América Central, a ICO espera um avanço na oferta do produto.
Na safra 2008/2009, a produção mundial de café somou 128,1 milhões de sacas, contra 118,3 milhões de sacas em 2007/2008. O consumo mundial segue firme e para 2008 foi estimado em 130 milhões de sacas. "O avanço do consumo é essencialmente atribuído ao aumento da produção local nos países exportadores e à demanda em alta nos mercados emergentes", afirma o relatório.
As exportações de café em setembro totalizaram 6,9 milhões de sacas, o que eleva o volume total das exportações na safra 2008/2009 para 97,6 milhões de sacas, contra 96,1 milhões no período anterior, um aumento de 1,57%. "A oferta e a demanda do produto seguem favorecendo preços firmes", concluiu a ICO.
As informações partem do Estado de Minas.
Café e Mercado
(16/11/2009 18:31)
O mau tempo pode ter afetado as safras de café no Brasil e no Vietnã, enquanto a Colômbia segue abaixo de seu nível de produção normal. As informações são da Organização Internacional do Café (ICO), que divulgou semana passada seu relatório anual. No momento em que a temporada do café está em pleno auge nos países exportadores, a última estimativa oficial para a colheita brasileira da safra 2009/2010, que está quase concluída, é de 39 milhões de sacas de 60kg, sendo 18,4 milhões de arábica e 10,6 milhões de robusta", informou a ICO. A organização adverte, no entanto, que as fortes chuvas ocorridas recentemente podem afetar a qualidade da colheita e a floração para a safra 2010/2011.
Primeiro produtor mundial de robusta, o Vietnã também foi afetado pelo mau tempo, que poderá ter impacto sobre a colheita atual. A Colômbia, que registrou em 2008/2009 seu nível de produção mais baixo desde 1973/1974, não parece em posição de voltar aos patamares normais na safra atual, destaca a organização. Já na África, Ásia e América Central, a ICO espera um avanço na oferta do produto.
Na safra 2008/2009, a produção mundial de café somou 128,1 milhões de sacas, contra 118,3 milhões de sacas em 2007/2008. O consumo mundial segue firme e para 2008 foi estimado em 130 milhões de sacas. "O avanço do consumo é essencialmente atribuído ao aumento da produção local nos países exportadores e à demanda em alta nos mercados emergentes", afirma o relatório.
As exportações de café em setembro totalizaram 6,9 milhões de sacas, o que eleva o volume total das exportações na safra 2008/2009 para 97,6 milhões de sacas, contra 96,1 milhões no período anterior, um aumento de 1,57%. "A oferta e a demanda do produto seguem favorecendo preços firmes", concluiu a ICO.
As informações partem do Estado de Minas.
Café e Mercado
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Os desafios da sustentabilidade
Os desafios da sustentabilidade
Os desafios da sustentabilidade
Atualmente, muitas empresas do agronegócio começam a se preocupar com o fator sustentabilidade em seus processos de gerenciamento e produção
Diante disso, vários setores iniciaram uma fase de transformações, e isso inclui desde mudanças na forma de consumir energia, de reutilizar resíduos ou mesmo de implementar novos sistemas de geração de insumos.
Sendo assim, garantir uma gestão sustentável pode significar a eliminação de muitos desperdícios em relação a investimentos, recursos naturais e humanos, constituindo ainda uma forma de evitar o surgimento de passivos extras e possíveis ações jurídicas. No entanto, alguns especialistas acreditam que as empresas do agronegócio só alcançarão suas metas de sustentabilidade se assumirem as novas demandas das áreas econômica, social e ambiental.
Recente pesquisa da Embrapa Meio Ambiente com um grupo de produtores das regiões Sul e Centro-Oeste, revela que as práticas auto-sustentáveis já fazem parte do dia-a-dia rural, gerando benefícios financeiros, com redução de custos. Segundo o estudo, 100% das propriedades adotam a rotação de culturas, a adubação verde/plantio direto e a utilização de curvas de nível; 94,1% promovem a análise de solo; 88,2% cultivam espécies vegetais e animais para abastecer a propriedade; 52,9% usam adubos não-químicos e 64,7% recorrem à integração lavoura-pecuária.
Os desafios da sustentabilidade diante da crescente demanda mundial por alimentos serão abordados no primeiro painel do 11º Congresso de Agribusiness da Sociedade Nacional de Agricultura, por Jean-Yves Carfantan, professor de economia internacional na Escola Superior de Agricultura – ESA, em Angers (França) e consultor da AgroBrasConsult. Também participam do painel, presidido pelo embaixador Flávio Perri, o diretor da CERT ID Certificadora, Augusto Freire, o presidente da Federação de Indústrias do Estado do Paraná, Rodrigo da Rocha Loures, e o advogado paulista Werner Grau.
O Congresso
Em três painéis, autoridades, empresários, produtores, especialistas e representantes de diversas instituições serão convidados a debater temas de interesse, como segurança alimentar; incremento da produtividade do agronegócio; o papel da inovação e da tecnologia na atual conjuntura, e a questão da certificação e da rastreabilidade para atender à crescente demanda dos consumidores por transparência
Os desafios da sustentabilidade
Atualmente, muitas empresas do agronegócio começam a se preocupar com o fator sustentabilidade em seus processos de gerenciamento e produção
Diante disso, vários setores iniciaram uma fase de transformações, e isso inclui desde mudanças na forma de consumir energia, de reutilizar resíduos ou mesmo de implementar novos sistemas de geração de insumos.
Sendo assim, garantir uma gestão sustentável pode significar a eliminação de muitos desperdícios em relação a investimentos, recursos naturais e humanos, constituindo ainda uma forma de evitar o surgimento de passivos extras e possíveis ações jurídicas. No entanto, alguns especialistas acreditam que as empresas do agronegócio só alcançarão suas metas de sustentabilidade se assumirem as novas demandas das áreas econômica, social e ambiental.
Recente pesquisa da Embrapa Meio Ambiente com um grupo de produtores das regiões Sul e Centro-Oeste, revela que as práticas auto-sustentáveis já fazem parte do dia-a-dia rural, gerando benefícios financeiros, com redução de custos. Segundo o estudo, 100% das propriedades adotam a rotação de culturas, a adubação verde/plantio direto e a utilização de curvas de nível; 94,1% promovem a análise de solo; 88,2% cultivam espécies vegetais e animais para abastecer a propriedade; 52,9% usam adubos não-químicos e 64,7% recorrem à integração lavoura-pecuária.
Os desafios da sustentabilidade diante da crescente demanda mundial por alimentos serão abordados no primeiro painel do 11º Congresso de Agribusiness da Sociedade Nacional de Agricultura, por Jean-Yves Carfantan, professor de economia internacional na Escola Superior de Agricultura – ESA, em Angers (França) e consultor da AgroBrasConsult. Também participam do painel, presidido pelo embaixador Flávio Perri, o diretor da CERT ID Certificadora, Augusto Freire, o presidente da Federação de Indústrias do Estado do Paraná, Rodrigo da Rocha Loures, e o advogado paulista Werner Grau.
O Congresso
Em três painéis, autoridades, empresários, produtores, especialistas e representantes de diversas instituições serão convidados a debater temas de interesse, como segurança alimentar; incremento da produtividade do agronegócio; o papel da inovação e da tecnologia na atual conjuntura, e a questão da certificação e da rastreabilidade para atender à crescente demanda dos consumidores por transparência
ARTIGO - Como a elasticidade afeta o mercado de café - Por Luiz Moricochi
ARTIGO - Como a elasticidade afeta o mercado de café - Por Luiz Moricochi
(13/11/2009 15:24)
Em reuniões técnicas ouve-se com certa freqüência a expressão “o café é bebida de demanda inelástica”. Como essa característica do café afeta seu mercado?
Não vamos teorizar sobre esse assunto, pois foge ao escopo deste artigo. Apenas gostaria de dizer que em economia quando se fala em elasticidade preço de demanda está se referindo à divisão de duas variações percentuais: variação percentual de quantidade compradas de um produto, pela variação correspondente nos preços. Conforme o número obtido nessa divisão – que recebe o nome de coeficiente de elasticidade preço de demanda - se diz que um produto é de demanda elástica ou inelástica. Para o café o coeficiente encontrado pela FGV em recente estudo foi de 0,67.
Mas do ponto de vista prático (é o que nos interessa), quando se tem uma cesta de produtos e os mesmo são submetidos á mesma variação de preços ( 10%, por exemplo), podemos dizer: aqueles produtos que responderem com uma menor variação no consumo são de demanda inelástica (ou menos elástica); aqueles que, nas mesmas condições apresentarem maior variação no consumo são de demanda elástica.
O preço que o consumidor está disposto a pagar por um bem ou produto depende de uma série de fatores, entre as quais:
a) quantidade de dinheiro disponível;
b) sua importância para atendimento de necessidades;
c) existência ou não de produtos substitutos;
c) sua representatividade no orçamento familiar em termos de gastos e
d) quantidade disponível do produto no mercado.
Pode-se deduzir pois que a importância que os produtos têm para o consumidor é relativa, ou seja, varia de pessoa para pessoa. O cigarro, por exemplo, é “importante”para algumas pessoas, apesar de extremamente prejudicial à saúde.
O café se enquadra também no grupo de produtos de demanda inelástica . O coeficiente de 0,67 encontrado, significa que quando ha aumento de 1% no seu preço a quantidade consumida cai em proporção menor (a esse aumento), ou seja, apenas 0,67 %. Isto acontece, porque o consumidor faz de tudo para continuar satisfazendo seu habito de tomar café. Também o cigarro é produto típico de demanda inelástica; é sabendo disso que o governo taxa o produto o quanto pode, com a certeza de não quebrar a indústria.
No caso do café, esse “vício” ( no bom sentido), tem também seu lado negativo, ou seja, mesmo sendo habituado a bebida, o consumidor não vai beber mais , (diferente da carne bovina, cujo consumo aumenta com a queda de preço) só porque o preço caiu muito, como resultado de um eventual excesso de produção . Esse atributo tem muito a ver com a estabilidade de renda do produtor, podendo-se se afirmar que quando há excesso de café, o preço cai mais do que deveria cair e quando há escassez o preço sobe mais do que deveria subir. O produtor devia gravar isso em sua mente como se fosse uma lei da cafeicultura, para não cair em armadilhas de preços. Isso pode acontecer também com outros produtos, mas, é mais problemático quando se trata de produto de demanda inelástica como o café. Muitos ainda se lembram do que aconteceu no início de 1986: devido a uma grande seca ocorrida no final do ano de 85, os preços atingiram US$ 400/saca, causando grande euforia na época (com apenas uma saca de café comprava-se um hectare de terra em algumas regiões cafeeiras). Esse alto preço, por outro lado, provocou excesso de produção, derrubando os preços para US$ 40 em 1992. Foi uma quebradeira geral resultando em mais um milhão de hectares erradicados. Esse preços exagerados (dois extremos) ocorreram por culpa principalmente da demanda inelástica ( também houve especulação)
Para terminar, qual a implicação desse atributo neste contexto de crise mundial? Com o desemprego e queda geral de renda, tudo se passa como se ocorresse na prática um aumento de preços de café. Entretanto como o consumo pesa pouco no orçamento familiar, dificilmente o consumidor vai abrir mão de seu habito de tomar café. Essa é a principal razão pela qual alguns analistas (entre os quais nos incluímos) já acreditavam que o efeito da crise seria menor quando comparado com o impacto sobre o mercado de outras commodities É claro que há segmentos afetados, como o de cafés especiais - em que se paga mais de R$12,00/ tacinha, em redes famosas de varejo no país – mas esse segmento não representa nem 10% do consumo mundial de 130 milhões de sacas anuais. Poderá também ocorrer menor consumo de café solúvel na Rússia, Alemanha, USA e outros países mais atingidos pela crise. Mas o consumo global deverá seguir com tendência crescente, embora à taxas inferiores a que vinha se observando antes crise.
Luiz Moricochi, eng. agr. pós graduado em economia (USP) e associado da Cocapec.
As informações partem da Revista Cafeicultura.
(13/11/2009 15:24)
Em reuniões técnicas ouve-se com certa freqüência a expressão “o café é bebida de demanda inelástica”. Como essa característica do café afeta seu mercado?
Não vamos teorizar sobre esse assunto, pois foge ao escopo deste artigo. Apenas gostaria de dizer que em economia quando se fala em elasticidade preço de demanda está se referindo à divisão de duas variações percentuais: variação percentual de quantidade compradas de um produto, pela variação correspondente nos preços. Conforme o número obtido nessa divisão – que recebe o nome de coeficiente de elasticidade preço de demanda - se diz que um produto é de demanda elástica ou inelástica. Para o café o coeficiente encontrado pela FGV em recente estudo foi de 0,67.
Mas do ponto de vista prático (é o que nos interessa), quando se tem uma cesta de produtos e os mesmo são submetidos á mesma variação de preços ( 10%, por exemplo), podemos dizer: aqueles produtos que responderem com uma menor variação no consumo são de demanda inelástica (ou menos elástica); aqueles que, nas mesmas condições apresentarem maior variação no consumo são de demanda elástica.
O preço que o consumidor está disposto a pagar por um bem ou produto depende de uma série de fatores, entre as quais:
a) quantidade de dinheiro disponível;
b) sua importância para atendimento de necessidades;
c) existência ou não de produtos substitutos;
c) sua representatividade no orçamento familiar em termos de gastos e
d) quantidade disponível do produto no mercado.
Pode-se deduzir pois que a importância que os produtos têm para o consumidor é relativa, ou seja, varia de pessoa para pessoa. O cigarro, por exemplo, é “importante”para algumas pessoas, apesar de extremamente prejudicial à saúde.
O café se enquadra também no grupo de produtos de demanda inelástica . O coeficiente de 0,67 encontrado, significa que quando ha aumento de 1% no seu preço a quantidade consumida cai em proporção menor (a esse aumento), ou seja, apenas 0,67 %. Isto acontece, porque o consumidor faz de tudo para continuar satisfazendo seu habito de tomar café. Também o cigarro é produto típico de demanda inelástica; é sabendo disso que o governo taxa o produto o quanto pode, com a certeza de não quebrar a indústria.
No caso do café, esse “vício” ( no bom sentido), tem também seu lado negativo, ou seja, mesmo sendo habituado a bebida, o consumidor não vai beber mais , (diferente da carne bovina, cujo consumo aumenta com a queda de preço) só porque o preço caiu muito, como resultado de um eventual excesso de produção . Esse atributo tem muito a ver com a estabilidade de renda do produtor, podendo-se se afirmar que quando há excesso de café, o preço cai mais do que deveria cair e quando há escassez o preço sobe mais do que deveria subir. O produtor devia gravar isso em sua mente como se fosse uma lei da cafeicultura, para não cair em armadilhas de preços. Isso pode acontecer também com outros produtos, mas, é mais problemático quando se trata de produto de demanda inelástica como o café. Muitos ainda se lembram do que aconteceu no início de 1986: devido a uma grande seca ocorrida no final do ano de 85, os preços atingiram US$ 400/saca, causando grande euforia na época (com apenas uma saca de café comprava-se um hectare de terra em algumas regiões cafeeiras). Esse alto preço, por outro lado, provocou excesso de produção, derrubando os preços para US$ 40 em 1992. Foi uma quebradeira geral resultando em mais um milhão de hectares erradicados. Esse preços exagerados (dois extremos) ocorreram por culpa principalmente da demanda inelástica ( também houve especulação)
Para terminar, qual a implicação desse atributo neste contexto de crise mundial? Com o desemprego e queda geral de renda, tudo se passa como se ocorresse na prática um aumento de preços de café. Entretanto como o consumo pesa pouco no orçamento familiar, dificilmente o consumidor vai abrir mão de seu habito de tomar café. Essa é a principal razão pela qual alguns analistas (entre os quais nos incluímos) já acreditavam que o efeito da crise seria menor quando comparado com o impacto sobre o mercado de outras commodities É claro que há segmentos afetados, como o de cafés especiais - em que se paga mais de R$12,00/ tacinha, em redes famosas de varejo no país – mas esse segmento não representa nem 10% do consumo mundial de 130 milhões de sacas anuais. Poderá também ocorrer menor consumo de café solúvel na Rússia, Alemanha, USA e outros países mais atingidos pela crise. Mas o consumo global deverá seguir com tendência crescente, embora à taxas inferiores a que vinha se observando antes crise.
Luiz Moricochi, eng. agr. pós graduado em economia (USP) e associado da Cocapec.
As informações partem da Revista Cafeicultura.
Armando Matielli e Otto Vilas Boas discutem sobre a atual situação do café brasileiro
Armando Matielli e Otto Vilas Boas discutem sobre a atual situação do café brasileiro
(12/11/2009 07:06)
A produção de café deve sofrer uma redução na Colômbia, devido ao clima desfavorável. O país, que tinha previsão de colher 12,1 milhões de sacas, deverá colher 8,3 milhões de sacas nesta safra. Além disso, o consumo mundial do café está crescendo em média 1,5% ao ano e deve chegar a 132 milhões de sacas. Mas fatores não são suficientes para que os produtores brasileiros comemorem, segundo o cafeicultor Armando Matielli, diretor da Sincal e Otto Vilas Boas, especialista no mercado do café. Matielli afirma que, sem gestão pública, o preço do café não irá melhorar para o produtor brasileiro.
“Não temos gestão pública. O produtor hoje não tem interferência nenhuma nas decisões políticas em Brasília. Elas estão à mercê de alguns políticos que estão do lado dos exportadores e da Abic”, lamenta Matielli. Ele diz ainda que, mesmo que haja falta de café no mercado mundial, os preços não irão subir para o produtor. “Hoje existe toda uma sistemática preparada que não deixa o preço do café melhorar”.
Otto Vilas Boas lembra também que a política comercial de mercado deve ser alterada. “Temos que fazer as coisas de forma simples, porque é assim que funciona para o café”. Ele aconselha os cafeicultores a defenderem seu negócio e acreditar no seu produto. “Vamos ser inteligentes na comercialização do nosso café. Vamos usar os mecanismos que temos... Enquanto esse mercado não atingir um patamar melhor, que cura o custo do produtor, ele tem que fazer de tudo para não vender”.
Matielli lista algumas das medidas prioritárias que devem ser tomadas no setor de café. “Está na hora de criarmos um ISO e começar um trabalho novo para conseguir um preço novo para o café”. Ele explica que a primeira coisa que deveria ser feita para regular o mercado é fixar os preços em Reais, transformando em Dólar na BM&F. “Isso tornaria o mercado claro. E os exportadores que quiserem dar desconto aos importadores, que dêem do bolso deles. Hoje os exportadores estão dando descontos a revelia, então eles correm ao produtor e pagam o preço que eles querem”.
Outro ponto que deve ser alterado, segundo Matielli, é instituir um preço mínimo condizente com a realidade. “Hoje o preço mínimo é R$ 261, contra um custo de produção que está na faixa dos R$ 320. Isso é crime!”.
Vilas Boas diz acreditar que o mercado irá surpreender e que o cafeicultor brasileiro vai passar a exigir mais pelo seu produto. “Eu vejo sempre as coisas pelo lado otimista”.
As informações partem do Notícias Agrícolas.
Fonte: Café e Mercado
(12/11/2009 07:06)
A produção de café deve sofrer uma redução na Colômbia, devido ao clima desfavorável. O país, que tinha previsão de colher 12,1 milhões de sacas, deverá colher 8,3 milhões de sacas nesta safra. Além disso, o consumo mundial do café está crescendo em média 1,5% ao ano e deve chegar a 132 milhões de sacas. Mas fatores não são suficientes para que os produtores brasileiros comemorem, segundo o cafeicultor Armando Matielli, diretor da Sincal e Otto Vilas Boas, especialista no mercado do café. Matielli afirma que, sem gestão pública, o preço do café não irá melhorar para o produtor brasileiro.
“Não temos gestão pública. O produtor hoje não tem interferência nenhuma nas decisões políticas em Brasília. Elas estão à mercê de alguns políticos que estão do lado dos exportadores e da Abic”, lamenta Matielli. Ele diz ainda que, mesmo que haja falta de café no mercado mundial, os preços não irão subir para o produtor. “Hoje existe toda uma sistemática preparada que não deixa o preço do café melhorar”.
Otto Vilas Boas lembra também que a política comercial de mercado deve ser alterada. “Temos que fazer as coisas de forma simples, porque é assim que funciona para o café”. Ele aconselha os cafeicultores a defenderem seu negócio e acreditar no seu produto. “Vamos ser inteligentes na comercialização do nosso café. Vamos usar os mecanismos que temos... Enquanto esse mercado não atingir um patamar melhor, que cura o custo do produtor, ele tem que fazer de tudo para não vender”.
Matielli lista algumas das medidas prioritárias que devem ser tomadas no setor de café. “Está na hora de criarmos um ISO e começar um trabalho novo para conseguir um preço novo para o café”. Ele explica que a primeira coisa que deveria ser feita para regular o mercado é fixar os preços em Reais, transformando em Dólar na BM&F. “Isso tornaria o mercado claro. E os exportadores que quiserem dar desconto aos importadores, que dêem do bolso deles. Hoje os exportadores estão dando descontos a revelia, então eles correm ao produtor e pagam o preço que eles querem”.
Outro ponto que deve ser alterado, segundo Matielli, é instituir um preço mínimo condizente com a realidade. “Hoje o preço mínimo é R$ 261, contra um custo de produção que está na faixa dos R$ 320. Isso é crime!”.
Vilas Boas diz acreditar que o mercado irá surpreender e que o cafeicultor brasileiro vai passar a exigir mais pelo seu produto. “Eu vejo sempre as coisas pelo lado otimista”.
As informações partem do Notícias Agrícolas.
Fonte: Café e Mercado
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
A desconfiança paira no ar
A desconfiança paira no ar
A semana começa com ar de desconfiança. Na semana passada a ICE bolsa de comodities de Nova Iorque que rege os preços do nosso café mostrou isso claramente, apesar do fechamento semanal no azul teve altos e baixos durante a semana , começou no feriado com uma alta expressiva e fechou a semana com ares pessimista.
De longe, como estamos à sensação que temos que a divisão não esta mais entre comprados e vendidos, mas sim em confiantes e desconfiados. A industria começa a por suas barbinhas de molho e aceitar um suporte a preços maiores na ICE , que ficaria na casa dos 130.00 cents de dólar por libra peso que a alguns meses atrás ficaria em 120.00 cents de dólar por libra peso trazendo assim um suporte não só técnico mas também físico pra bolsa.
A florada no Brasil esta refletindo no campo o que vivemos no ano passado, com a crise tivemos falta de empréstimos, foram feitas menos Cpr, e qualquer tipo de financiamentos, por causa desta falta de financiamentos e altos custos de mão-de-obra e insumos tiveram baixíssimo retorno financeiro, ou seja, tivemos um ano onde todos tiraram os tratos culturais vindo de um ciclo de produção de alta uma formula que no final das contas não daria certo como não esta dando, a florada foi fraca, porem maior que a da safra de 2009, mas com certeza menor que a safra de 2.008 a produção ficara no meio do caminho. As noticias que chegam dos paises concorrentes também não são animadoras portanto mais um fato de sustentabilidade para os preços.O momento é aguardar para ver onde isso tudo vai chegar.
As noticias que chegam que a o pulmão do mundo volta a respirar e que a recessão teria acabado soa em bom tom, mas com reservas, pois o desemprego não para de aumentar, ou seja, quem ficou tem que fazer a maquina trabalhar com mesmo rendimento, esta trabalhando mais para subistituir o emprego do parceiro que saiu.
As exportações brasileiras batem recordes mês a mês mostrando força e que não falta estoque. O produtor se prepara pra entregar as opções ao governo , e pede para que ele ,o governo, receba café com chicaras riadas mesmo com deságio ,pois a qualidade deste ano foi realmente um desastre.
Na ICE suporte técnico em 138.00 cents de dólar por libra peso e abaixo disso a 136.90, resistência em 146.00 e 146.90 acima disso céu de brigadeiro ate 154.00 que seria o alvo técnico para o mês de marco de 2010.
Hoje a bolsa começa no azul com 1.65 de alta a 143,60 cents de dólar por libra mês de março, façam suas apostas.
Tenham todos uma boa semana e aproveitem as chuvas para adubar suas lavouras, pois só a chuva não vai garantir sua tulha cheia.
Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com
Manhuaçu Mg 09/11/2009
A semana começa com ar de desconfiança. Na semana passada a ICE bolsa de comodities de Nova Iorque que rege os preços do nosso café mostrou isso claramente, apesar do fechamento semanal no azul teve altos e baixos durante a semana , começou no feriado com uma alta expressiva e fechou a semana com ares pessimista.
De longe, como estamos à sensação que temos que a divisão não esta mais entre comprados e vendidos, mas sim em confiantes e desconfiados. A industria começa a por suas barbinhas de molho e aceitar um suporte a preços maiores na ICE , que ficaria na casa dos 130.00 cents de dólar por libra peso que a alguns meses atrás ficaria em 120.00 cents de dólar por libra peso trazendo assim um suporte não só técnico mas também físico pra bolsa.
A florada no Brasil esta refletindo no campo o que vivemos no ano passado, com a crise tivemos falta de empréstimos, foram feitas menos Cpr, e qualquer tipo de financiamentos, por causa desta falta de financiamentos e altos custos de mão-de-obra e insumos tiveram baixíssimo retorno financeiro, ou seja, tivemos um ano onde todos tiraram os tratos culturais vindo de um ciclo de produção de alta uma formula que no final das contas não daria certo como não esta dando, a florada foi fraca, porem maior que a da safra de 2009, mas com certeza menor que a safra de 2.008 a produção ficara no meio do caminho. As noticias que chegam dos paises concorrentes também não são animadoras portanto mais um fato de sustentabilidade para os preços.O momento é aguardar para ver onde isso tudo vai chegar.
As noticias que chegam que a o pulmão do mundo volta a respirar e que a recessão teria acabado soa em bom tom, mas com reservas, pois o desemprego não para de aumentar, ou seja, quem ficou tem que fazer a maquina trabalhar com mesmo rendimento, esta trabalhando mais para subistituir o emprego do parceiro que saiu.
As exportações brasileiras batem recordes mês a mês mostrando força e que não falta estoque. O produtor se prepara pra entregar as opções ao governo , e pede para que ele ,o governo, receba café com chicaras riadas mesmo com deságio ,pois a qualidade deste ano foi realmente um desastre.
Na ICE suporte técnico em 138.00 cents de dólar por libra peso e abaixo disso a 136.90, resistência em 146.00 e 146.90 acima disso céu de brigadeiro ate 154.00 que seria o alvo técnico para o mês de marco de 2010.
Hoje a bolsa começa no azul com 1.65 de alta a 143,60 cents de dólar por libra mês de março, façam suas apostas.
Tenham todos uma boa semana e aproveitem as chuvas para adubar suas lavouras, pois só a chuva não vai garantir sua tulha cheia.
Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com
Manhuaçu Mg 09/11/2009
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Nova rotulagem do café preocupa cafeicultores capixabas
Nova rotulagem do café preocupa cafeicultores capixabas
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa e a Associação Brasileira de Indústria de Café – Abic classificarão o café brasileiro. Isso significa que será adotado um novo sistema de rotulagem para o produto industrializado: nos rótulos estará explícito a quantidade de café das variedades Arábica e Conilon, usadas na composição do produto moído.
A Abic e o Mapa justificam que a função da medida é informar aos consumidores a respeito da composição do café. A Comissão Técnica do Café da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo se posiciona contrária à nova rotulagem, pois acredita que poderá gerar discriminação contra algumas variedades, especialmente o Conilon, que é considerado de menor qualidade.
“A rotulagem do café pode gerar a depreciação do café produzido no Espírito Santo, principalmente o Conilon. Isso porque nós não sabemos o que o Mapa e a Abic vão avaliar”, declara o presidente da Comissão do Café da Faes, José Umbelino de Castro.
Nesta quarta-feira (04), a Faes levou à reunião da Comissão do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA uma solicitação para que representantes da Abic e do Mapa compareçam ao Estado a fim de explicarem melhor sobre os padrões adotados par a nova identificação nos rótulos do produto.
O Espírito Santo é o maior produtor de Conilon do Brasil, respondendo por 70% da produção nacional e ocupando 300 mil hectares, em 40 mil propriedades. Essa variedade do café é produzida em 64 dos 78 municípios capixabas. Ele representa 34% do PIB agrícola e movimenta, em média, R$ 1,1 bilhão anualmente.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa e a Associação Brasileira de Indústria de Café – Abic classificarão o café brasileiro. Isso significa que será adotado um novo sistema de rotulagem para o produto industrializado: nos rótulos estará explícito a quantidade de café das variedades Arábica e Conilon, usadas na composição do produto moído.
A Abic e o Mapa justificam que a função da medida é informar aos consumidores a respeito da composição do café. A Comissão Técnica do Café da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo se posiciona contrária à nova rotulagem, pois acredita que poderá gerar discriminação contra algumas variedades, especialmente o Conilon, que é considerado de menor qualidade.
“A rotulagem do café pode gerar a depreciação do café produzido no Espírito Santo, principalmente o Conilon. Isso porque nós não sabemos o que o Mapa e a Abic vão avaliar”, declara o presidente da Comissão do Café da Faes, José Umbelino de Castro.
Nesta quarta-feira (04), a Faes levou à reunião da Comissão do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA uma solicitação para que representantes da Abic e do Mapa compareçam ao Estado a fim de explicarem melhor sobre os padrões adotados par a nova identificação nos rótulos do produto.
O Espírito Santo é o maior produtor de Conilon do Brasil, respondendo por 70% da produção nacional e ocupando 300 mil hectares, em 40 mil propriedades. Essa variedade do café é produzida em 64 dos 78 municípios capixabas. Ele representa 34% do PIB agrícola e movimenta, em média, R$ 1,1 bilhão anualmente.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Deputados aprovam seguro contra catástrofes
(05/11/2009 16:08)
O setor agrícola conquistou ontem a primeira batalha de uma guerra iniciada há 20 anos: a aprovação da comissão de agricultura da Câmara dos Deputados a um projeto de lei que trata da criação do fundo de catástrofe. Agora, o projeto será levado aos plenários da Câmara e do Senado e, se aprovado, seguirá à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O projeto, que é do Executivo, cria um seguro para proteger produtores e pecuaristas de catástrofes climáticas e prejuízos causados por pragas ou doenças. Inicialmente, o fundo será composto por R$ 2 bilhões em títulos do Tesouro.
As informações partem de O Estado de São Paulo.
(05/11/2009 16:08)
O setor agrícola conquistou ontem a primeira batalha de uma guerra iniciada há 20 anos: a aprovação da comissão de agricultura da Câmara dos Deputados a um projeto de lei que trata da criação do fundo de catástrofe. Agora, o projeto será levado aos plenários da Câmara e do Senado e, se aprovado, seguirá à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O projeto, que é do Executivo, cria um seguro para proteger produtores e pecuaristas de catástrofes climáticas e prejuízos causados por pragas ou doenças. Inicialmente, o fundo será composto por R$ 2 bilhões em títulos do Tesouro.
As informações partem de O Estado de São Paulo.
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