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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Café volta a ter bom desempenho na sessão da ICE Futures


Café volta a ter bom desempenho na sessão da ICE Futures
   
Os contratos futuros negociados na ICE Futures, encerraram a sessão desta segunda feira com fortes ganhos. Compras especulativas, em menor grau de fundos, deram o tom dos negócios e permitiram que as posições setembro voltassem a testar o nível de 180,00 centavos de dólar por libra peso.

Mais uma vez os mercados externos contribuíram para que o café tivesse um bom desempenho nas negociações futuras. Além disso, o feriado no principal estado brasileiro, que possui o porto que tem a maior demanda de embarques, teve uma segunda-feira marcada pelo feriado.
Tecnicamente, o mercado e café voltou a demonstrar consistência. A primeira posição, mais uma vez, conseguiu tocar no nível psicológico 180,00 centavos, o que demonstra que as altas da semana anterior não eram apenas circunstanciais, mas que tinham fundamento técnico.

Para vários operadores, a tendência atual não é apenas uma correção das fortes baixas ocorridas ao longo dos últimos meses, mas sim, demonstram uma tendência nova, diante do cenário de uma safra de café com menos qualidade e menor no Brasil do que anteriormente esperado.
As chuvas de junho fizeram com que a expectativa de uma safra recorde se tornasse uma preocupação com uma safra apenas grande do país que tem a única condição de equilibrar a disponibilidade internacional de café.
No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve alta de 590 pontos, com 182,35 centavos, sendo a máxima em 182,80 e a mínima em 1750,10 centavos por libra, com o dezembro tendo valorização de 585 pontos, com a libra a 185,25 centavos, sendo a máxima em 185,45 e a mínima em 178,25 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro teve alta de 10 dólares, com 2.035 dólares por tonelada, com o novembro tendo valorização de 5 dólares, com 2.044 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o café contou com uma boa colaboração dos segmentos externos para encerrar esta segunda-feira com ganhos. Apesar de as bolsas de valores dos Estados Unidos terem encerrado o dia com desvalorização, os seguimentos de maior risco, como é o caso das commodities conseguiram ter um avanço significativo, o CRB fechou esta segunda-feira com valorização de mais de 1% “Tivemos um dia positivo, principalmente por causa da queda do dólar em relação a varias outras moedas internacionais. Isso favoreceu de forma significativa as cotações para as commodities. O café já vem demonstrando sinais de recuperação há duas semanas e hoje apenas consolidou este cenário conseguindo voltar a tocar em níveis próximos ao patamar de 180,00 centavos de dólares por libra peso”, destacou um trader.

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 11.583 sacas, indo para 1.650.641 sacas. "Os compradores mostraram disposição e vontade em adquirir os lotes oferecidos no mercado. Os preços reagiram e um bom volume de negócios foi fechado.

Lotes de café arábica de boa qualidade, remanescentes da safra 2011, foram vendidos no patamar dos quatrocentos reais por saca, sendo que os mais finos chegaram a 430 reais. Muitos cafeicultores aproveitaram a recuperação parcial dos preços para liquidar o que restava de seus cafés da safra 2011", indicou o Escritório Carvalhaes, em seu relatório semanal.

O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 15.052 lotes, com as opções tendo 1.632 calls e 867 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 182,80, 183,00, 183,50, 184,00, 184,50, 184,90-185,00, 185,50, 186,00, 186,50, 187,00, 187,50, 188,00, 188,50 e 189,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 175,10-175,00, 174,65, 174,50, 174,00, 173,50, 173,00, 172,50, 172,00, 171,50, 171,00, 170,50, 170,10-170,00, 169,50, 169,00 e 168,50 centavos por libra.




Londres – Euronext - tem dia calma e com ligeiras retrações
   
Os contratos futuros de café robusto negociados na Euronext/Liffe encerraram esta segunda-feira com quedas, em dia caracterizado por uma movimentação acima da media normal para este produto. Novamente, algumas vendas especulativas, e em menor grau, de fundos, fizeram com que os preços tivessem retração. Apesar das quedas, os parâmetros construídos ao longo dos últimos dias conseguiram ser preservados, demonstrando a consistência do mercado para este tipo de café. De acordo com analistas internacionais, os cafés robustos começam a sentir a pressão de vendas especulativas, uma vez que estão pressionados por conta de algumas vendas mais efetivas de especuladores, já que o cenário anterior caracterizado por forte diferenciais em relação aos arábicas em Nova York esta demonstrando uma retração. Com isso vários operadores que atuavam na arbitragem estão se posicionando de lado. “Estamos verificando uma baixa gradativa para os robustas, isso é até normal já que tivemos altas muito consistentes. A expectativa é que algumas correções possam ser verificadas, mas que patamares favoráveis possam ser mantidas, ao menos no curto prazo, já que a disponibilidade global de café não aumentou tanto quanto muitos operadores acreditavam”, indicou um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de setembro com uma movimentação de 8,26 mil lotes, com o novembro tendo 2,96 mil lotes negociados. O spread entre as posições setembro e novembro ficou em 8 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição setembro teve alta de 14 dólares, com 2.031 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 10 dólares, com 2.039 dólares por tonelada.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Volátil, café consegue se manter acima dos 180 cents na ICE

Volátil, café consegue se manter acima dos 180 cents na ICE 
  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram uma quinta-feira de volatilidade. Depois de experimentarem ganhos expressivos e baterem nas máximas de nove meses, as cotações inverteram a tendência e chegaram a acumular baixas significativas, que também não tiveram continuidade. Ao final da sessão, os preços ficaram estáveis e como o setembro conseguindo se sustentar acima do nível psicológico de 180,00 centavos. A segunda posição chegou, em alguns momentos, a se posicionar acima da média móvel de 100 dias, hoje em 181,47 centavos.  Os bons ganhos da primeira parte do dia foram obtidos mesmo com a pressão externa, que teve a influência do dólar, que subiu consideravelmente em relação a uma cesta de moedas internacionais. O mercado continua a especular consideravelmente em relação ao clima no Brasil e aos efeitos das chuvas de junho sobre a safra agora colhida. Segundo a empresa Somar, ao longo do mês passado o nível de chuvas no centro-sul brasileiro foi cinco vezes maior que a média para o período.  No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve queda de 10 pontos, com 180,35 centavos, sendo a máxima em 187,10 e a mínima em 175,85 centavos por libra, com o dezembro tendo desvalorização de 10 pontos, com a libra a 183,25 centavos, sendo a máxima em 189,75 e a mínima em 179,00 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro teve alta de 1 dólar, com 2.099 dólares por tonelada, com o novembro tendo valorização de 2 dólares, com 2.104 dólares por tonelada.  De acordo com analistas internacionais, os bulls (altistas), após um período considerável, conseguiram retomar o comando das ações no mercado, com uma formação interessante no médio prazo no gráfico diário. Os contratos entraram em uma escalada de baixa a partir de maio de 2011. No entanto, ao longo dos últimos dias uma retomada das ações compradoras foi observada, desde que o setembro bateu na mínina de 150,10 centavos, em 18 de junho, com rallies na continuidade, que permitiram o registro da máxima de 187,10 centavos. Assim, o mercado conseguiu sobressair da antiga faixa de alta, que havia sido observada em 16 de maio, quando a segunda posição atingiu o nível de 184,40 centavos. Para os analistas, se o mercado conseguir se fixar acima dessa linha, isso poderia sugerir um novo bottom de médio prazo.  A divergência bullish (altista) foi verificada na baixa diária de 18 de junho, em relação ao índice de força relativa de nove dias, dando, assim, apoio às altas recentes. Agora, esse indicador já bate em níveis sobrecomprados, o que poderia deixar o café vulnerável a correções no curto prazo e/ou a consolidações. Mas uma nova alta parece se desenvolver. Paul Hare, vice-presidente executivo do Linn Group, indicou que o café "está se movimentando bastante e há possibilidade de se ter um novo botton. Posicionamos-nos acima da média móvel de 40 dias e o movimento se transformou em uma tendência", apontou. A média móvel de 40 dias estaria no patamar de 166,67 centavos. Analisando o cenário atual, Hare avalia que ele ainda é altista para o café. "É provável que tentemos voltar a buscar as altas de abril, num patamar de 195,00 centavos", indicou o especialista, ao se referir a máxima de 4 de abril, quando o setembro tocou o nível de 195,55 centavos. O vice-presidente do Linn Group indicou que seria importante o fechamento da semana dentre de um gap positivo. "Se tivermos esse encerramento altista, de continuidade, em aberto, tecnicamente poderia haver a tendência para mais ganhos significativos nas próximas semanas. Um alvo básico seria os 200,00 centavos. Se o gap for verificado nesta sexta, isso pode abrir portas para avanços mais consideráveis, inclusive com a busca de uma área ao redor dos 219,00 centavos, que foi de onde tivemos o reinício das vendas atuais", observou. Se pudesse aconselhar um trader? "Poderia cobrir posições short. Poderia comprar no próximo break, mas de uma maneira cautelosa, já que o cenário já se configura sobrecomprado", complementou Hare.  Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 3.764 sacas, indo para 1.637.274 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 37.142 lotes, com as opções tendo 3.259 calls e 2.433 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 187,10, 187,50, 188,00, 188,50, 189,00, 189,50, 189,90-190,00, 190,50, 191,00, 191,50, 192,00, 192,50, 193,00 e 193,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 175,85, 175,50, 175,10-175,00, 174,65, 174,50, 174,00, 173,50, 173,00, 172,50, 172,00, 171,50, 171,00, 170,50, 170,10-170,00 e 169,50 centavos por libra.  

  Após altas e baixas, Londres fecha dia sem direcionamento

 Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quinta-feira próximos da estabilidade, em mais uma sessão calma, na qual a posição setembro chegou a flutuar ao longo de boa parte do pregão acima do nível psicológico de 2.100, mas, no fechamento, o contrato se fixou abaixo desse patamar. O volume negociado no dia ficou ligeiramente abaixo da média recente da bolsa britânica. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por oscilações, entre altas e baixas, até encerrar sem um direcionamento concreto. O setembro chegou a bater na máxima de 2.117 dólares. Nas máximas, no entanto, algumas realizações foram observadas, com os players baixistas, que conseguiram pressionar as cotações na quarta, voltando a liquidar. Entretanto, nas mínimas, algumas compras de indústrias de torrefação foram reportadas, o que permitiu equilibrar as ações. "Efetivamente, sentimos que o mercado tendia a corrigir parte das perdas da sessão anterior, no entanto, com a pressão do dólar, que subiu em relação a várias moedas internacionais, foram observadas algumas novas vendas, que permitiram o equilíbrio final", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de setembro com uma movimentação de 4,06 mil lotes, com o novembro tendo 1,50 mil lotes negociados. O spread entre as posições setembro e novembro ficou em 5 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição setembro teve alta de 1 dólar, com 2.099 dólares por tonelada, com o novembro tendo valorização de 2 dólares, com 2.104 dólares por tonelada.   
  APÓS ATUAÇÕES VERBAIS E NOVIDADES EXTERNAS, DÓLAR BUSCA NOVO EQUILÍBRIO E CAI 
São Paulo, 05/07/2012 -
O comportamento do dólar ante o real descolou-se do exterior, hoje, e a cotação do mercado à vista de balcão encerrou o dia a R$ 2,027, com queda de 0,20%. No exterior, o dólar index, que relaciona a moeda norte-americana com seis divisas fortes, subia 1,25%, perto das 17h00. O que chamou mais a atenção no mercado doméstico de câmbio, no entanto, foi a volatilidade. Entre a mínima de R$ 2,015 e a máxima de R$ 2,039, a moeda norte-americana variou 1,2%.A principal responsável por isso, na percepção dos operadores, é a especulação, que foi recolocada nos negócios pelas declarações do diretor de Política Monetária do Banco Central, Aldo Mendes, na terça-feira. Ele atrelou a política cambial ao desempenho da indústria e desagradou aos investidores. Posteriormente, a ideia foi endossada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega."Isso é um divisor que muda as perspectivas. E os investidores estão tentando achar um novo equilíbrio para a taxa de câmbio", disse o gerente de mesa de um grande banco. Segundo ele, antes das declarações, o mercado caminhava para acomodar-se ao redor de R$ 1,98.Porém, o vaivém das cotações teve um outro componente que pesou de forma significativa, principalmente no período da manhã. Trata-se das ações do Banco Central Europeu (BCE), Banco da Inglaterra (BoE) e Banco do Povo da China (PBOC) para incentivar a atividade econômica. Não se pode dizer que as novidades - corte de juro pelo BCE e pelo PBOC e ampliação do programa de compra de ativos do BoE - decepcionaram, mas a reação dos mercados foi predominantemente negativa.  Em parte, esse impacto deve-se ao fato de que as medidas concretizadas hoje estavam no rol das expectativas e foram fortemente antecipadas nos últimos pregões, mas também influenciou a constatação de que as preocupações com o desaquecimento global eram tão corretas, que precipitaram as ações. E mais, ficaram as dúvidas para o futuro e, consequentemente, o julgamento de que ainda é pouco.As maiores expectativas, agora, recaem sobre uma possível ação do Federal Reserve, o banco central norte-americano. "Há dúvidas quanto ao impacto efetivo das medidas. E, agora, falta o Fed. Como os outros BCs agiram, isso deve provocar uma reação nos Estados Unidos", disse o operador de uma corretora de câmbio de São Paulo.Às 17h26, o dólar agosto era cotado a R$ 2,035, com recuo de 0,20%. Lá fora, as demais moedas emergentes estavam perto da estabilidade, sustentando o comportamento que marcou o pregão do dia.
     EURO TEM QUEDA FORTE DEPOIS DE CORTE DE JUROS PELO BCE 
 Nova York, 05/07/2012 - O euro teve uma queda forte diante das principais moedas, depois de o Banco Central Europeu (BCE) reduzir sua taxa básica de juros ao nível mais baixo de todos os tempos, em um novo esforço para estimular a economia da região. Na mínima do dia, o euro caiu a US$ 1,2363, nível mais baixo em um mês."O euro levou uma surra, e isso ainda não terminou", disse o estrategista Peter Kinsella, do Commerzbank.Na entrevista coletiva ao fim da reunião do BCE, o presidente do BCE, Mario Draghi, disse que a redução de 25 pontos-base na taxa básica, para 0,75%, tem o objetivo de tentar reverter a debilidade econômica da zona do euro, depois da recente deterioração das condições de crédito para a Espanha e a Itália.Estrategistas do mercado opinaram que depois da decisão do BCE, o euro passará cada vez mais a ser visto como uma das moedas a vender para financiar apostas em outras moedas com taxas de retorno melhores. A medida do BCE coincidiu com ações de outros bancos centrais: o Banco da Inglaterra (BoE) ampliou seu programa de compra de bônus, o Banco do Povo da China (PBoC) reduziu sua taxa básica e sua taxa de depósitos e o Banco Nacional da Dinamarca baixou sua taxa de depósitos para -0,2%, em território negativo pela primeira vez na história, além de reduzir sua taxa básica.O dólar, por sua vez, foi beneficiado por essas medidas e também por dados positivos sobre a criação de empregos em junho.No fim da tarde em Nova York, o euro estava cotado a US$ 1,2390, de US$ 1,2525 ontem; frente ao iene, o euro estava cotado a ¥ 99,02, de ¥ 98,78 ontem; o iene estava cotado a 79,91 por dólar, de 79,86 por dólar ontem; o franco suíço estava cotado a 0,9691 por dólar, de 0,9590 por dólar ontem; a libra estava cotada a US$ 1,5521, de US$ 1,5595 ontem. As informações são da Dow Jones.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Londres demonstra fraqueza e fecha abaixo de 2.100 dólares

Londres demonstra fraqueza e fecha abaixo de 2.100 dólares


Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe fecharam esta quarta-feira com quedas consideráveis, suficientes para romper o nível psicológico de 2.100 dólares. Sem a referência de Nova Iorque, que não operou devido ao feriado nos Estados Unidos, o que se observou foram ações, predominantemente, técnicas.
O setembro teve sua máxima na abertura e, desde então, sofreu com a pressão das vendas especulativas. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por um volume limitado de negócios, com os vendedores sendo predominantes. O fechamento da sessão se deu muito próximo das mínimas da sessão. Em mercados cambiais operantes, o dólar teve um dia de altas, o que estimulou algumas vendas em segmentos de maior risco, como o de commodities agrícolas.
"Os humores na Europa não foram dos melhores e influenciaram, de forma direta, também os segmentos de commodities. O café sofreu com as ações dos especuladores e, nas mínimas, diferentemente dos últimos dias, não encontrou compras mais expressivas de comerciais, o que culminou nas baixas", indicou um trader baseado em Londres. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de setembro com uma movimentação de 3,52 mil lotes, com o novembro tendo 1,65 mil lotes negociados. O spread entre as posições setembro e novembro ficou em 4 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição setembro teve queda de 38 dólares, com 2.098 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 34 dólares, com 2.102 dólares por tonelada


Coffee price rebound may slow, after reaching 20%
Coffee bulls may have made the easy pickings of a rally which returned futures above 180 cents a pound for the first time since May – although prospects look promising for the premium earned by highest quality beans.
New York's benchmark September arabica futures contract hit 181 cents a pound on Tuesday, its highest since mid-May, before easing back to closed at 180.45 cents a pound, a gain of 3.4%.
At rally, at the intraday high, extended to 20.6% the contract's revival from low of 150.10 cents a pound reach two weeks ago, a rebound which has surprised many in the trade, at least in its timing.
Silas Brasileiro, president of the Conselho Nacional do Café in Brazil, the top producing country, said that while it had expected the market's "positive fundamentals to prevail… we believed that this reversal would only take place from August", when pressure from the ongoing harvest had eased.
Crop harvests, in replenishing supplies of an agricultural commodity, tend to reduce competition among buyers, and prices with it.
Price boosters
The price recovery reflects in part the release of funds to assist producers with storage, so easing the need to sell immediately, and an improved macroeconomic picture, following progress last week in sorting out the eurozone debt crisis, Mr Brasileiro said.
However, it also reflected wet weather in June "which damaged the quality of the coffee [cherries] that were already collected in the yards in the process of drying and also dropped a lot on the ground",
"In the hottest regions, for example, many crops are more than 50% of the grains on the ground. Thus, the volume of top quality coffee this crop is already very much impaired."
At Rabobank, analyst Keith Flury said that rains had been a "catalyst" for a rebound in prices which had looked "oversold" at their nadir.
"Roasters were always going to have to come back and buy," he told Agrimoney.com.
"Talk of a shift into robusta beans is all well and good but there is a need for arabicas in the end."
Premium treatment
However, he added that prices had now return "pretty close to our expectation of fair value", meaning it may take some "pretty extreme weather" for the rally to keep up its momentum.
Macquarie cautioned: "Any New York futures rally from here will be met with strong Brazilian selling," if adding that the third quarter should witness a "return of roasters to the market" as they prepare for the prospect in 2013-14 of an "off" season in Brazil's cycle of higher and lower producing years.
However, the bank cautioned over the potential boost to prices of premium beans from the impact of the weather setbacks.
"Some quality concerns have emerged which may see fine cup coffee premiums rise," Macquarie said.
And Mr Brasileiro urged growers to keep hold of better-quality coffee "since the supply of grain for the next [part of the cycle] may be insufficient to meet demand".


NY valorizou 20% nas últimas duas semanas



Os vendidos pode ter sido presas fáceis com o retorno do futuros acima de 180 centavos de dólar por libra pela primeira vez desde maio, com as perspectivas parecem promissores para o prêmio ganho por grãos de alta qualidade. Referência de Nova York em setembro arábica contrato futuro atingiu 181 centavos de dólar por libra nesta terça-feira, o maior nível desde meados de maio, antes de voltar para aliviar fechado em 180.45 centavos de dólar por libra, um ganho de 3,4%. Nas últimas duas semanas a valorização foi 20,6% com contrato giravam em 150 centavos de dólar por libra, uma recuperação que surpreendeu a muitos comerciante, em plana colheita no Brasil.
Silas Brasileiro, presidente do Conselho Nacional do Café disse que enquanto ele esperava o mercado "fundamentos positivos para prevalecer ... acreditamos que esta inversão só se daria a partir de agosto", quando a pressão do contínuo colheita havia diminuído. A recuperação dos preços reflete, em parte, a liberação de fundos para ajudar os produtores com o armazenamento, facilitando assim a necessidade de vender imediatamente, e um quadro macro-económico melhorado, seguindo o progresso na semana passada em resolver a crise da dívida da zona do euro, diz Silas Brasileiro.
No entanto, ele também reflete o tempo chuvoso em junho ", que prejudicou a qualidade do café cereja que já foram recolhidos nos pátios no processo de secagem e também caiu muito no chão", "Nas regiões mais quentes, por exemplo, muitas café estão mais do que 50% dos grãos no terreno. Assim, o volume de café de qualidade superior é já muito prejudicada."
No Rabobank, analista Keith Flury disse que as chuvas tinham sido um "catalisador" para uma recuperação nos preços que tinha olhado "oversold" em seu nadir. " Os torrefadores vão ter que voltar e comprar café arábica", disse um comerciante "Falar de uma mudança em robusta é tudo muito bem, mas há uma necessidade de arábica no final." No entanto, acrescentou que os preços tinham agora regressar "muito perto de nossa expectativa de valor justo", o que significa que pode demorar algum "tempo muito extremo" para o rali para acompanhar a sua dinâmica. Macquarie alertou:
"Qualquer rali futuros a partir daqui serão atenuadas com a venda forte de brasileiros", acrescentando que se o terceiro trimestre deve testemunhar um "retorno de torrefadoras para o mercado", como eles se preparam para a perspectiva em 2013-14 de um " off "temporada no Brasil ciclo de altas e baixas anos produzindo. No entanto, o banco alertou sobre o aumento potencial de preços do prêmio do impacto dos contratempos climáticos. "Algumas questões de qualidade surgiram que podem ver bem xícara de café ascensão prêmios", disse Macquarie. E o Sr. Brasileiro exortou os produtores a manter a preensão de café de melhor qualidade ", já que o fornecimento de grãos para o próximo [parte do ciclo] pode ser insuficiente para atender à demanda".

Cooxupé registra atraso na colheita do café em regiões pesquisadas
Nas regiões pesquisadas pela Cooxupé, que envolve o Sul de Minas, o cerrado mineiro e o Vale do Rio Pardo, em São Paulo, apenas 15% da área total plantada com café já foi colhida. Segundo Joaquim Libânio, diretor de exportação da Cooxupé, a média histórica para esse período é de cerca de 30%.
As chuvas fora de época, em junho, prejudicaram a qualidade do produto e atrasaram os trabalhos de colheita. Segundo Libânio, cerca de 15% a 20% do café caiu no chão. Se voltar a chover, esses grãos podem fermentar, embora alguns já estejam levemente estragados.
O diretor da cooperativa disse que ainda é cedo para estimar a queda na produção de cafés finos. "O volume ainda não é significativo", explica. Mas ele relata também florada antes da hora em função das chuvas, o que prejudica a safra seguinte - a 2013/14.
Nos últimos dez dias, as chuvas cessaram, mas produtores estão preocupados com a previsão de chuva para este fim de semana. O agrometeorologista da Somar Meteorologia, Marco Antonio dos Santos, diz que estão previstas chuvas de baixa intensidade apenas neste fim de semana em algumas áreas produtoras do Estado de São Paulo e no Sul de Minas, principalmente na região de Guaxupé, sede da Cooxupé.

IMPASSES NA TRIBUTAÇÃO SÃO DISCUTIDOS EM BRASILIA
A arbitrariedade das delegacias regionais da Receita Federal do Brasil (RFB) em reclassificar ou glosar os créditos de PIS e da COFINS das empresas que compram café das cooperativas foi o foco da reunião realizada na manhã desta terça-feira (3/7) na sede da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), em Brasília (DF). As informações partem da OCB.
Participaram o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, o superintendente e a gerente de Relações Institucionais da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Renato Nobile e Tânia Zanella, respectivamente,o analista Tributário do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo
(Sescoop), Edimir Santos, além do superintendente de Controladoria e Finanças da cooperativa Cooxupé, José Roberto Ferreira, e do diretor do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Guilherme Braga Filho.
"O procedimento adotado atualmente pelas delegacias pode desmotivar as empresas compradoras, pois acaba encarecendo o produto", explica o analista Tributário, Edimir Santos. Segundo ele, o café quando é vendido após os procedimentos como de mistura e secagem dão direito ao comprador de apropriar-se de créditos na porcentagem de 9,25%, diferentemente do café vendido in natura, que permite apenas 3,6%.
"Algumas delegacias estão reclassificando os créditos de 9,25% para 3,6%. Isso ocorre não porque deixam de realizar os procedimentos de mistura e secagem , mas, sim, porque acabam não tendo PIS e COFINS a pagar. Isto é resultado da apuração específica, que utiliza o ato cooperativo e os créditos determinados na legislação", detalha o analista.Como resultado do encontro, o presidente Márcio Lopes de Freitas se
comprometeu a enviar uma solicitação de reunião ao Secretário da Receita Federal do Brasil para apresentar uma proposta de solução da questão por meiode um "Ato Declaratório Interpretativo".



terça-feira, 3 de julho de 2012

Antes do feriado, café fecha com fortes altas na ICE

Antes do feriado, café fecha com fortes altas na ICE   
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US continuam a demonstrar consistência. Depois de um longo inverno de quedas constantes, os preços voltaram a ganhar corpo nas últimas sessões e nesta terça-feira o setembro conseguiu se posicionar acima do nível psicológico de 180,00 centavos por libra peso, melhor nível desde 18 de maio.  No curto prazo, o café já demonstra uma inversão de tendência, ao conseguir registrar avanços bastante significativos e também já se aproxima de patamares importantes de médio prazo, como é o caso da média móvel de 100 dias, atualmente em 181,90 centavos por libra, bastante próximo do testado pela segunda posição ao longo do dia.  Para operadores, ao conseguir testar níveis mais avançados o café pode, até mesmo, reverter as expectativas baixistas para o longo prazo. Esses participantes ainda avaliam como bastante cedo para se avaliar se a atual contra-ofensiva é apenas pontual, com constantes coberturas, ou se pode, efetivamente, demonstrar uma mudança de tendência.  Nesta quarta-feira a bolsa de Nova Iorque não opera devido ao feriado do Dia da Independência dos Estados Unidos.  No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve alta de 585 pontos, com 180,45 centavos, sendo a máxima em 181,40 e a mínima em 174,65 centavos por libra, com o dezembro tendo valorização de 570 pontos, com a libra a 183,35 centavos, sendo a máxima em 184,20 e a mínima em 177,65 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro teve alta de 1 dólar, com 2.136 dólares por tonelada, com o novembro tendo valorização de 1 dólar, com 2.136 dólares por tonelada.  De acordo com analistas internacionais, o café consegue garantir uma boa recuperação no somatório de fatores, como a necessária correção que, finalmente se efetivou, diante de um mercado amplamente sobrevendido. Adicionalmente, continua a "desconfiança" sobre a safra brasileira que vem sendo colhida e os segmentos externos também colaboram. Nesta terça, o índice CRB avançou mais de 2,3%, com alguns mercados se destacando, como o café, que avançou 5,5% e o petróleo, com incremento de 4,6%.  O otimismo de vários players está relacionado com a perspectiva de a União Européia efetivar novas ações contra a crise, sendo a principal delas a recapitalização de bancos.  Operadores indicaram que as chuvas que atingiram o Brasil recentemente colocam em dúvida o potencial produtivo que era esperado para o país. "A qualidade de boa parte do café foi afetada", indicou Thiago Cazarini, da Cazarini Tradin Company, empresa baseada no Brasil. O quadro atual parece ter potencial para a continuidade.  "As coberturas de posições short devem ser mantidas" sustentou Hernando de la Roche, vice-presidente da INTL Hencorp, que lembrou ainda que o real brasileiro, ao longo dos últimos dias, ganhou um corpo considerável em relação ao dólar. "Essa questão cambial, efetivamente, desestimula vendas", indicou. Os produtores vendem mais efetivamente quando o dólar sobe em relação ao real e se tornam mais reticentes quando o contrário ocorre. "Com os preços subindo, alguns produtores simplesmente não vendem, pensando que o céu é o limite", complementou Cazarini.  Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 6.801 sacas, indo para 1.633.510 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 28.986 lotes, com as opções tendo 3.172 calls e 2.395 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 181,40-181,50, 182,00, 182,50, 183,00, 183,50, 184,00, 184,50, 184,90-185,00, 185,50, 186,00, 186,50, 187,00, 187,50 e 188,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 174,65, 174,50, 174,00, 173,50, 173,00, 172,50, 172,00, 171,50, 171,00, 170,50, 170,10-170,00, 169,70, 169,50, 169,00, 168,50 e 168,00 centavos por libra.  

  Londres mantém tendência e volta a ter estabilidade 
   Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe voltaram a ficar próximos da estabilidade, em uma sessão que as cotações continuaram presas em um range estreito. O setembro variou apenas 29 dólares, sem conseguir testar o nível referencial psicológico de 2.100 dólares quando registrou baixas.  De acordo com analistas internacionais, Londres consegue manter intervalos interessantes, sem, entretanto, avançar. Por outro lado, os diferenciais entre Nova Iorque e Londres, que estavam consideravelmente estreitos nas últimas semanas, tiveram uma relativa ampliação, já que os arábicas subiram de forma interessante nos últimos dias, sem que o devido acompanhamento se verificasse na bolsa londrina. "Tivemos uma sessão muito parecida com a registrada na segunda-feira, sem maiores tendências para as altas ou para as baixas e com o setembro girando próximo do patamar de 2.130 dólares. As ofertas de origens são apenas modestas e nas baixas conseguimos ter algumas aquisições de indústrias de torrefação, o que vem garantindo que suportes básicos não sejam testados", indicou um trader.  O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de setembro com uma movimentação de 7,71 mil lotes, com o novembro tendo 4,65 mil lotes negociados. O spread entre as posições setembro e novembro ficou estável. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição setembro teve alta de 1 dólar, com 2.136 dólares por tonelada, com o novembro tendo valorização de 1 dólar, com 2.136 dólares por tonelada.

 DÓLAR REAGE ÀS PALAVRAS DE ALDO MENDES E FECHA NA MÁXIMA DE R$ 2,015  São Paulo, 03/07/2012 -
 As declarações feitas pelo diretor de Política Monetária do Banco Central, Aldo Luiz Mendes, foram o grande evento do mercado doméstico de câmbio na sessão desta terça-feira. Ele disse que os dados divulgados da atividade industrial vieram aquém do esperado e reforçam a necessidade de uma ação mais forte no câmbio. Com isso, determinou a trajetória de alta da moeda norte-americana e o dólar fechou o dia com valorização de 1,31%, na máxima de R$ 2,015 no mercado à vista de balcão. Na BM&F, o dólar à vista encerrou o dia a R$ 2,002 (+0,75%) e o contrato futuro de agosto era cotado a R$ 2,021, com alta de 1,50%, às 17h47 horas.A trajetória é contrária ao comportamento registrado no exterior, onde a queda no sentimento de aversão ao risco favoreceu ativos de risco, entre eles moedas emergentes e o euro. Há pouco, a moeda única valia US$ 1,2609 ante US$ 1,2573 no final da tarde de ontem, em Nova York.Mendes disse também que o cenário observado na indústria aponta para a necessidade de um dólar mais alto do que o atual patamar. Como desde ontem e até essas palavras serem divulgadas, a cotação estava se mantendo abaixo de R$ 2,00, o mercado entendeu que o diretor do BC estava "defendendo no grito o piso de R$ 2,00". "O mercado entendeu que a equipe econômica não quer a moeda norte-americana abaixo desse valor", disse o operador da Corretora Renascença, José Carlos Amado.  Com a intervenção verbal de hoje, somada às últimas atuações feitas pelo Banco Central por meio dos leilões de swaps cambiais, a maioria dos analistas criou a percepção de que a banda informal do dólar, na atual situação de mercado, é de R$ 2,00 a R$ 2,10. "A sinalização clara foi de que o dólar ao redor de R$ 2,00 é bom para o País e para a indústria. Além disso, é uma cotação que ainda não contaminou os índices de preços e, portanto, parece um patamar confortável", disse o analista de mercados emergentes da Icap do Brasil, Filipe Brandão.Mas há discordâncias que podem gerar volatilidade nos próximos pregões. Para o operador da Interbolsa Brasil, Ovídio Pinho Soares, "o medo é que o BC alongue o teto". Ele acredita que o mercado vai testar essa "elasticidade" e vê a possibilidade de isso ocorrer amanhã. "O mercado hoje está contaminado e fica a incerteza para amanhã que é feriado nos EUA", afirmou.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Café mantém força na ICE e fecha dia com ganhos consistentes

Café mantém força na ICE e fecha dia com ganhos consistentes  
  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com bons ganhos, ampliando, ainda mais, a valorização registrada na semana passada. O setembro, desse modo, se consolida dentro do nível de 170,00 centavos e minimiza, ao menos temporariamente, o viés baixista que vinha sendo recorrente no segmento café desde maio de 2011. Com as altas recentes, o mercado consegue, efetivamente, promover a tão esperada correção, uma vez que o cenário era de um quadro fortemente sobrevendido. O café conseguiu aferir bons ganhos no dia mesmo sem contar com uma eficiente contrapartida nos segmentos externos. O dólar subiu em relação a várias moedas internacionais, ao passo que as bolsas de valores recuaram em alguns mercados, com outras commodities, como o petróleo, registrando perdas.  Tecnicamente, o mercado de café vai dando demonstração de que opera num viés entre o neutro e o altista no curto prazo, no entanto, no longo prazo, a perspectiva ainda é baixista. Fundamentalmente, poucas novidades são observadas, o que abre espaço para que as ações técnicas sejam predominantes.  No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve alta de 390 pontos, com 174,60 centavos, sendo a máxima em 174,90 e a mínima em 169,70 centavos por libra, com o dezembro tendo valorização de 390 pontos, com a libra a 177,65 centavos, sendo a máxima em 177,85 e a mínima em 172,95 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro teve alta de 1 dólar, com 2.135 dólares por tonelada, com o novembro tendo valorização de 1 dólares, com 2.135 dólares por tonelada.  De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por ações basicamente técnicas, com a continuidade das compras especulativas. Na primeira parte do dia, o setembro chegou a romper o nível de 170,00 centavos, no entanto, não encontrou maior força vendedora e novas aquisições passaram a ser processadas, garantindo os ganhos finais, ainda que a segunda posição tenha falhado em buscar os 175,00 centavos. "Caso conseguíssemos avançar além dos 175,00 centavos poderíamos ter o acionamento de stops de compras mais efetivos e isso iria permitir ganhos mais consistentes. Entretanto, mesmo não rompendo esse nível básico conseguimos registrar consistência, o que é um sinal de que o café, ao menos no curto prazo, se mostra com uma tendência mais positiva", disse um trader.  "O contrato da ICE parece que pode subir um pouco mais com a cobertura de fundos, e o receio de uma disponibilidade menor de cafés de qualidade no principal país produtor. Com isto acho que podemos voltar a ver um alargamento entres os diferenciais dos cafés Good Cup e Fine Cup. Para quem precisa fazer hedge, vale disciplinadamente fazer algumas vendas que são necessárias para gerar algum caixa", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, da Archer Consulting.  O consumo de café da Indonésia poderia crescer mais de 10% neste ano, indo para cerca de 220 mil toneladas métricas. Isso faria com que o país passa a ofertar menos grãos nos mercados internacionais, indicou o diretor da Associação dos Exportadores e Industriais de Café do país, Suyanto Husein. O país asiático é o terceiro maior produtor mundial de robusta. No último ano, o país produziu 650 mil toneladas de café e exportou 350 mil toneladas, com o remanescente ficando no país para consumo local. A expectativa é que a produção deste ano repita os números do ano passado, ao passo que a demanda interna continua em alta. O país iniciou a safra em abril. Oitenta por cento do produzido é robusta e apenas 20% de arábica.  Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 4.817 sacas, indo para 1.626.709 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 22.581 lotes, com as opções tendo 1.664 calls e 1.025 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 174,90-175,00, 175,50, 176,00, 176,50, 177,00, 177,50, 178,00, 178,50, 179,00, 179,50 e 179,90-180,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 169,70, 169,50, 169,00, 168,50, 168,00, 167,50, 167,00, 166,50, 166,00, 165,50, 165,10-165,00, 164,50, 164,00, 163,75, 163,50 e 163,00 centavos por libra.  

   Pouco volátil, café em Londres fecha dia com estabilidade   
 Os contratos futuros de café robusta ficaram estáveis nesta segunda-feira na Euronext/Liffe, em uma sessão de pouca volatilidade, com o setembro flutuando dentro de um range de apenas 26 dólares.  Sem o bom humor dos mercados externos, o dia foi baseado em aspectos técnicos. Algumas vendas foram registradas na manhã e o setembro chegou a atingir os 2.118 dólares. Nesse nível, no entanto, algumas compras de comerciais permitiram o reequilíbrio das cotações.  De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por ações pontuais, tanto no lado comprador como no vendedor, sem, contudo, a definição de um direcionamento mais básico. Com isso, ao final das ações, que foram apenas razoáveis, se verificou um nível próximo da estabilidade. "Tivemos um dia sem maiores novidades. O café asiático continua sendo comercializado com moderação e isso, somado a estoques limitados, garante a manutenção de preços. Tecnicamente, o segmento robusta ainda se mantém bastante sólido", disse um trader.  O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de setembro com uma movimentação de 6,31 mil lotes, com o novembro tendo 2,95 mil lotes negociados. O spread entre as posições setembro e novembro ficou estável. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição setembro teve alta de 1 dólar, com 2.135 dólares por tonelada, com o novembro tendo valorização de 1 dólares, com 2.135 dólares por tonelada.
  
    DÓLAR INICIA O SEGUNDO SEMESTRE COM DECLÍNIO DA ORDEM DE 1%
 São Paulo, 02/07/2012 -
 O primeiro dia útil do segundo semestre do ano foi de dólar em baixa ante o real, em oposição ao movimento da moeda norte-americana ante inúmeras divisas no exterior, mas em linha com o que ocorreu com outras moedas mais suscetíveis ao risco, ainda que a magnitude da queda tenha sido mais acentuada no caso brasileiro. Se de um lado os dados de atividade industrial no exterior sinalizam perspectiva ainda turva para o crescimento global, as visões mais pessimistas sobre a União Europeia ficaram um pouco mais distantes com o resultado da reunião recente de cúpula, um fator que contribuiu para o desempenho do dólar por aqui. Operadores também citam um movimento de desmonte de posições compradas em dólar futuro, ante os níveis da sexta-feira, alimentado, em grande medida, pelo entendimento de que o governo se mostra inclinado a continuar utilizando suas ferramentas para impedir desvalorização excessiva do real.  É importante notar que o declínio do dólar ante o real acompanhou o desempenho da divisa norte-americana em relação à rupia, que registrou o maior nível desde 15 de junho ante o dólar, e também ante o dólar neozelandês. Estrategistas argumentam que moedas sensíveis ao risco se beneficiaram da decisão da cúpula europeia. Na reunião da última sexta-feira, diz o analista de um banco europeu, os líderes da UE deram o primeiro passo para que a região se afaste da beira do abismo.No balcão, o dólar à vista encerrou a R$ 1,989, com queda de 1,04%, no menor nível desde 29 de maio deste ano, quando a moeda ficou em R$ 1,987. Na mínima desta segunda-feira, o dólar foi a R$ 1,9850 e, logo na abertura, marcou R$ 2,0140, a máxima cotação do dia. Na BM&F, a moeda spot fechou em R$ 1,9870, na mínima do dia, com queda de 1,24%. O giro financeiro total somava US$ 1,642 bilhão um pouco depois das 16h30. Há pouco, o dólar para agosto de 2012 estava em R$ 1,998, com queda de 1,14%.Quanto ao desmonte de posições em dólar futuro, os dados sobre o nível de posições compradas e vendidas nesta segunda-feira estarão disponíveis na BM&F apenas amanhã. Vale ressaltar que os dados divulgados hoje são relativos à última sexta-feira, dia 29 de junho, e apontam aumento das posições compradas ante o dia 22.  A percepção sobre o eventual desmonte de posições compradas deriva de uma combinação formada pelo resultado da reunião dos líderes europeus e, principalmente, pela percepção de que o governo brasileiro continua disposto a eliminar algumas distorções no mercado de câmbio introduzidas no passado quando o objetivo era intensificar a depreciação da moeda brasileira ante o dólar. Um caráter especulativo também tem forte apelo neste caso, com agentes financeiros descontando hoje parte dos exageros de alta da moeda norte-americana na última semana, argumentam operadores. “Não há razões plausíveis para uma queda acima de 1%”, disse um estrategista.  Em Nova York, com as bolsas em baixa durante grande parte do dia, o dólar mostrou avanço ante diversas moedas, incluído o euro. É importante apontar que pesa sobre a moeda europeia o fato de alguns países, junto com a Finlândia, mostrarem oposição quanto à utilização da EFSF e do ESM para a compra de papéis soberanos problemáticos na região. Em escala global, dados de atividade industrial em junho, medidos por PMIs na China e na zona do euro e pelo ISM nos Estados Unidos, indicam uma perspectiva ainda nebulosa para o crescimento da economia mundial.    

Meteorologista prevê entrada de forte massa polar para o dia 15 de julho   
   A baixa umidade do ar e a ausência de nuvens favorecem grande amplitude térmica (madrugadas frias e tardes com calor) no Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Bahia e Tocantins. De acordo com os meteorologistas da Somar, este padrão não deve mudar de forma significativa pelos próximos 10 dias na maior parte do Brasil. Apenas no Sul e em parte de Mato Grosso do Sul uma massa de ar polar avança entre os dias 4 e 8 de julho, deixando os dias completamente frios (tanto a mínima como a máxima). No Rio Grande do Sul, a mínima oscila em torno de 0°C na Campanha e Fronteira Oeste. Além disso, por volta de 15 de julho, uma forte massa de ar polar avança pelo centro e sul do Brasil, provocando acentuado declínio da temperatura (mínima e máxima) no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além do Acre, Rondônia e sul do Amazonas.  

CONSUMO RESILIENTE E USO GRANDE DE ROBUSTA por Rodrigo Costa

Mercado de Café – Comentário Semanal - de 25 a 29 de junho de 2012
 CONSUMO RESILIENTE E USO GRANDE DE ROBUSTA
Líderes dos países da Europa acordaram em retirar uma cláusula de pagamento dos títulos das economias que formam a zona do Euro, facilitando recapitalizacão às instituições financeiras.O ato que saiu da reunião ocorrida na semana passada ajudou as bolsas a subir, com os principais índices de bolsa do velho continente ganhando mais de 4% apenas na sexta-feira.Nem mesmo as declarações de Angela Merkel, contrária à emissão de títulos que sejam garantidos pela comunidade europeia, atrapalhou dado que a leitura é de que a primeira ministra foi dura para não perder apoio no para as próximas eleições.Os principais índices de commodities subiram 6% em cinco dias, liderados pelos grãos – na verdade só o algodão e o suco de laranja não apreciaram.O café em Nova Iorque teve mais uma semana de alta, subindo quase US$ 20 por saca, tendo como pano de fundo a incerteza quanto ao volume que potencialmente pode-se perder de cafés de bebida fina em função das chuvas que caíram até recentemente.  Claro que quem deu a sequência aos ganhos foi um movimento técnico, forçando fundos que estão bastante vendidos a cobrir uma parcela de suas posições.A recuperação da moeda brasileira, apesar das constantes revisões negativas da expectativa de aumento do PIB este ano, deu uma mãozinha para que os produtores elevassem um pouco suas bases de preço.Para outras origens, inclusive produtores de cafés-lavados, os diferenciais enfraqueceram de US$ 1 a 2 centavos por libra-peso.Do lado do robusta continuamos acompanhando exportações recordes do Vietnã, que por consequência faz muitos revisarem para cima o que acreditam ser a safra atual (tem os que falam em 23.6 e outros 25 milhões de sacas), e mesmo assim o que se vê é uma diminuição dos estoques do produto, e diferenciais firmes.Junta-se a isto a divulgação da ICO desta semana, de que o consumo continuará crescendo e não deve sofrer solavancos, e o que devemos entender é que o arábica pode perder ainda mais espaço para seu primo menos ilustre (por ora).Por falar nisto provamos alguns robustas no escritório recentemente que impressionam pela qualidade. Eu, que fazia tempo que não degustava este tipo de café, fiquei impressionado com as características da bebida, que assustadoramente deixam até alguns arábicas para trásNo fundo temos que ler como positiva este uso maior do robusta (dada a atual arbitragem), algo que há duas semanas escrevi neste espaço dizendo que pode servir de ajuda para o arábica não cair mais.O contrato da ICE parece que pode subir um pouco mais com a cobertura de fundos, e o receio de uma disponibilidade menor de cafés de qualidade no principal país produtor. Com isto acho que podemos voltar a ver um alargamento entres os diferenciais dos cafés Good Cup e Fine Cup.Para quem precisa fazer hedge, vale disciplinadamente fazer algumas vendas que são necessárias para gerar algum caixa.Uma excelente semana a todos e muito bons negócios.  Rodrigo Corrêa da Costa

PREÇOS DA COLÔMBIA TEM DE CAIR PARA RECUPERAR MERCADOS

PREÇOS DA COLÔMBIA TEM DE CAIR PARA RECUPERAR MERCADOS
 - ANALISTAS
A Colômbia provavelmente reduzirá o preço do seu café para conseguir recuperar os mercados perdidos após sua pior safra em três décadas, disseram analistas na última semana. A Colômbia é uma grande produtora dos cafés tipo arábica, de alta qualidade, e historicamente conseguevalores mais elevados para esse produto do que os países concorrentes.     Mas, nos últimos três anos as safras ficaram abaixo das metas, levando ostorrefadores a buscarem alternativas mais baratas de exportadores rivais, como Brasil e Guatemala, segundo analistas. "Não sei se a Colômbia será capaz de obter diferenciais elevados, enquanto disputa participação no mercado", disseJudy Ganes-Chase, presidente da J.Ganes Consulting, durante uma conferência. "Há outras grandes variedades regionais, como a guatemalteca. Outras variedades suaves preencheram a lacuna." As informações partem da Reuters.     Qualquer concessão que a Colômbia fizer em termos de preços será dolorosa, por se somar a uma queda generalizada na cotação do café arábica recentemente. A Colômbia pretende mais do que duplicar sua produção de café até o final da atual década, para 18 milhões de sacas, contra 7,8 milhões desacas de 60kg do ano passado.    "É uma questão de preço. A Colômbia pode ter de fazer concessões..., os compradores podem não ver um incentivo para voltar", disse Stefan Uhlenbrock, analista-chefe de açúcar e café na alemã F.O. Licht. A Colômbiatradicionalmente exporta a maior parte do seu café para os Estados Unidos e Japão, mas esses torrefadores têm incrementado a substituição do café arábica pelo tipo robusta, de menor qualidade para fazer o blend.    No futuro, os torrefadores podem recorrer cada vez mais ao café do Brasil,que oferece tanto a variedade robusta quanto a arábica, segundo Neil Rosser, consultor de café no Reino Unido. "O Brasil está agora fazendo excelentes (cafés) suaves, como os colombianos, então o Brasil é agora um local onde um torrefador pode concentrar suas compras", afirmou.

Café : Chuvas no Brasil devem reanimar preços reduzidos do café

Café : Chuvas no Brasil devem reanimar preços reduzidos do café


GENEBRA, 29 Jun (Reuters) – Os preços do café de alta qualidade podem ser levantados de baixas de dois anos por problemas no clima, que afetam colheitas do Brasil, maior produtor do grão, apesar da demanda continuar complicada, com consumidores sem recursos buscando misturas mais baratas.



O café arábica apresenta um dos piores desempenhos dentre os produtos do setor de commodities e está em dificuldades no ano de 2012, perdendo cerca de 30 por cento de seu valor e atingindo na semana passada a maior baixa desde 2012, um reflexo das preferências do consumidor por misturas mais baratas. Uma colheita abundante do Brasil também é um dos fatores que compõem este contexto.



A colheita maio-setembro de café brasileiro, no entanto, teve um progresso mais lento do que o normal devido a chuvas torrenciais em junho, que não só atrasaram o fluxo de grãos para o mercado, mas também estragaram uma boa parte dos primeiros grãos, prejudicando a qualidade.



“O clima chuvoso vai ter impacto na qualidade da safra atual, além das primeiras florações da lavoura de 2013/14″, disse Andrea Thompson, analista da CoffeeNetwork.



Os períodos de pico de floração das plantações no Brasil acontece nos meses de setembro e outubro, e é crucial para o desenvolvimento da futura safra.

“Têm havido relatos de alguns problemas com fungos na floração irregular da próxima safra, o que deve afetar a qualidade”, acrescentou Thompson.



Com os preços do arábica tendo atingido a maior baixa dos últimos dois anos na semana passada, sendo cotado a 1,5010 dólar por libra-peso, não muito diferente das estimativas do mercado para o café arábica do Brasil, de 1,10 a 1,40 dólar por libra peso, também há preocupação de que esse nível de preços não vão conseguir se manter, se a produção dos grãos quiser acompanhar o crescimento do consumo.

“Na nossa visão, os presos do café terão que aumentar, se o mercado quiser manter as fábricas brasileiras de café funcionando”, disse Carlos Brando, diretor da P&A Marketing International, exportadora de cafés e de cafeteiras especiais.



As estimativas oficiais do governo brasileiro para esse ano de alta do ciclo bianual do Brasil é de uma colheita recorde de 50,45 milhões de sacas de 60 kg, ante as 48,09 milhões de sacas no período 2010/11.



Traders privados, cujas estimativas normalmente excedem às do governo, preveem que a safra atual brasileira alcançará um recorde de cerca de 55 milhões de sacas.



“Existe agora preocupações quanto à qualidade da safra. Eu não acho que exista preocupações com o tamanho da safra”, disse uma operadora com sede em Londres.



A consultoria F.O. Licht estima que haverá um pequeno excedente mundial de café, de cerca de 1 milhão de sacas em 2011/12.



“Eu acredito que vai ser muito difícil para o mercado negociar abaixo dos 1,50 dólar por libra-peso, dado o tamanho do crescimento do consumo em escala global. Café não é um produto que se possa aumentar a produção rapidamente, porque nós temos áreas de produção limitadas”, disse Sterling Smith, analista de commodities do Citi Institutional Client Group de Chicago.



Smith prevê que o contrato referência dos futuros do arábica devem flutuar entre cerca de 1,85 e 2,05 dólares por libra-peso até o final de 2012.



Ayrton Costalarge, gerente de vendas da cooperativa Cocapec de Franca, no norte do estado de São Paulo, também vê o preço mínimo do café em cerca de 1,50 dólar, devido ao lento crescimento da oferta em outros países produtores, e ao aumento do consumo.



“Estou confiante de que, a partir de setembro, nós iremos negociar no mercado a 1,80 dólar”



Fonte : Reuters



Demanda fraca e safra recorde no Brasil abalam cafeicultura

WSJ –
 Valor -
Demanda fraca e safra recorde no Brasil abalam cafeicultura
 No meio da incerteza econômica global, as commodities caíram bastante no segundo trimestre, pressionadas por temores sobre a fraqueza da demanda. O café foi um dos mais golpeados, com uma queda de 6,8% nos preços que abalou uma matéria-prima por muito tempo considerada à prova de recessão.O café tem estado sob pressão há meses. Os preços vinham caindo desde o início do ano, empurrados pela expectativa de uma safra recorde no Brasil, o maior produtor mundial de café. Além disso, a demanda tem desacelerado, à medida que torrefadoras deixam de comprar grãos de alta qualidade e os consumidores em alguns mercados reduzem o consumo de café.No segundo trimestre do ano, a cotação do café caiu US$ 0,1235, para US$ 1,701 a libra-peso, na bolsa americana de futuros ICE Futures. Os preços subiram um pouquinho no fim de junho, mas ainda acumulam queda de 44% em relação ao pico de US$ 3,049 registrado em maio de 2011. No acumulado do ano, a commodity caiu 25%. No segundo trimestre, a economia mundial patinou, em parte devido ao agravamento da crise da dívida na Europa, onde 13 países estão oficialmente em recessão. Na China, o crescimento econômico desacelerou. Já nos EUA, a recuperação econômica ainda engasga.O tombo do café este ano sugere que não há nada totalmente blindado contra a turbulência econômica. O mito entre investidores de commodities sempre foi que a demanda do café passaria incólume por ciclos econômicos, pois supostamente ninguém abriria mão do cafezinho mesmo num cenário de crise."O que [o investidor] não entendeu é que quando vários anos de auge nos preços se combinam com um fraco crescimento econômico, o consumidor começa a fazer escolhas", disse Kona Haque, diretora de pesquisa de commodities agrícolas no Macquarie Bank Ltd.Com a crise da dívida europeia se intensificando, a demanda do café em certos países caiu. No Reino Unido, a queda no consumo da bebida em 2011 foi de 6,7%. Na Espanha, o declínio foi de 2,6% e na Itália, 1,6%, segundo dados preliminares da Organização Internacional do Café (OIC). No mundo como um todo, o consumo subiu 1,7% em 2011 — menos do que a média anual de 2,5% de crescimento registrada desde 2000. Ainda não há dados disponíveis sobre 2012.  A variedade arábica, de alta qualidade, sofreu com mudanças em hábitos de consumo. Com os preços na bolsa ICE Futures mais do que dobrando de 2010 para 2011, torrefadoras e consumidores começaram a migrar para um grão menos nobre, o robusta, na tentativa de preservar o lucro ou cortar despesas. Nos 12 meses encerrados em maio, as exportações de café arábica caíram 6,1%, enquanto as da variedade robusta subiram 6,8%, segundo a OIC.No segundo trimestre o robusta, um contrato de futuros de menor peso negociado na NYSE Liffe, em Londres, subiu 3,5%, para US$ 2.103 a tonelada. No ano, acumula alta de 19%. O grão robusta tem o dobro da cafeína do arábica e sabor mais forte.A dança dos preços vem atraindo uma série de atores financeiros para o mercado do café. Segundo dados do governo americano, no caso do arábica o volume de posições "net-short" — uma aposta na queda dos preços — em fundos de índices e fundos de hedge atingiu um recorde no segundo trimestre.Fundamentos fracos "deixaram a opinião [desses atores] sobre o café ainda mais negativa, derrubando cada vez mais o mercado. Outras commodities agrícolas não foram alvo de tanta negatividade", disse Haque, a analista do Macquarie.Desde o fim do ano passado, o volume nesse mercado de futuros chegou a subir 55% em termos de contratos em aberto. Nos últimos dias, caiu 15%, de acordo com a bolsa ICE Futures. No sentido inverso, os preços se recuperaram um pouco — "devido à corrida de investidores agressivos para cobrir-se", diz Stan Dash, diretor da corretora eletrônica TradeStation Securities, aludindo ao movimento de recompra de contratos para cobrir posições a descoberto quando os preços sobem.Os preços do arábica provavelmente cairão mais com a nova safra brasileira, cuja colheita começou em maio e vai até setembro. A estimativa é que a safra do país este ano seja a maior da história, que responde por cerca de um terço da produção mundial. Com os preços altos no ano passado, os cafeicultores brasileiros ampliaram a área plantada e o uso de fertilizantes. Mas muitos estão adiando a venda, à espera de uma recuperação nos preços."Acho que os brasileiros vão começar a vender nos próximos dois ou três meses. Lá por setembro, já vamos ver o início do movimento de queda no mercado", previu Haque.Globalmente, os estoques de café (como porcentagem do uso) devem cair para 21,5% ao fim do atual ano-safra, o nível mais baixo em 12 anos, prevê o Rabobank.