Novos dados revelam que os torrefadores estão adicionando mais robusta nos EUA
Os torrefadoras de café calmamente construíram uma façanha financeira do ano passado que passou despercebido pela maioria dos clientes, adicionando uma maior proporção do mais barato, robusta, quando preço do café de primeira linha arábica subiram. Como novos dados revelam a extensão surpreendente de que a substituição, que parece ter sido muito mais difundido do que os especialistas acreditavam ser possível, a indústria enfrenta uma questão perturbadora: Como o prêmio de preço para os arábica retornam para níveis historicamente normais, torrefadores voltam a comprar? A resposta curta parece ser NÃO. O "swing" na demanda foi surpreendentemente decisivo e rápido. Importações norte-americanas de robusta subiram quase 80 por cento no primeiro trimestre deste ano em comparação com um ano atrás, enquanto arábica caiu perto de um terço, dados da OIC mostram o que provavelmente reflete as compras feitas durante o ano passado. "O que estamos percebendo é que todo mundo subestimou a quantidade de demanda robusta, porque todo mundo pensava ... que havia apenas uma quantidade determinada de robusta que podia-se adicionar às suas misturas", disse Ernesto Alvarez, presidente-executivo da norte-americana de café da COEX Internacional. Parte do aumento da demanda robusta pode ser explicado pela mudança de gostos com parte dos consumidores norte-americanos buscando preços mais baixos nas marcas devido ao aumento dos preços. Menor custo fez com que Folgers da JM Smucker, e Maxwell House da Kraft Foods aumentassem sua participação de mercado como mostra a pesquisa. Os dados estão começando a oferecer alguma credibilidade à especulação generalizada do mercado de que alguns torrefadores dos Estados Unidos aumentaram o conteúdo robusta para um nível bem mais alto em suas ultra-secretas misturas do que muitos pensavam poder acontecer, sacrificar a qualidade ou nem tanto, a fim de manter suas margens de lucro.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Chuva prejudica colheita de café na região Sudeste
Chuva prejudica colheita de café na região Sudeste
As chuvas dos últimos dias têm atrasado a colheita de café nas áreas de atuação da Cooxupé, a maior cooperativa de café do mundo, com sede em Guaxupé (MG).Em relatório divulgado ontem pela cooperativa, relativo ao período de 03 a 09 de junho, apenas 4,18% da área total pesquisada pela Cooxupé - Sul de Minas, Mogiana Paulista e Cerrado Mineiro - já foi colhida. "O número ainda é insignificante em termos de colheita", observa Carlos Augusto Rodrigues de Melo, vice-presidente da Cooxupé.Ele relata que, diante das chuvas fortes da última segunda-feira, os produtores de várias regiões do sul mineiro não colheram as lavouras ontem. Em alguns locais, o volume de água foi de 30 a 40 milímetros. De acordo com o vice-presidente, a chuva já prejudicou a qualidade dos grãos. "Se continuar a chover, teremos um dos piores anos em termos de qualidade do café", observa. Além de os grãos caírem do pé, a planta também fica comprometida com o excesso de umidade nas próximas safras.De acordo com a Somar Meteorologia, as chuvas da semana passada atrapalharam a colheita e secagem dos grãos em praticamente todas as regiões cafeeiras do Sudeste. A chegada de uma nova frente fria no fim desta semana deve trazer mais chuvas para as regiões cafeeiras.
As chuvas dos últimos dias têm atrasado a colheita de café nas áreas de atuação da Cooxupé, a maior cooperativa de café do mundo, com sede em Guaxupé (MG).Em relatório divulgado ontem pela cooperativa, relativo ao período de 03 a 09 de junho, apenas 4,18% da área total pesquisada pela Cooxupé - Sul de Minas, Mogiana Paulista e Cerrado Mineiro - já foi colhida. "O número ainda é insignificante em termos de colheita", observa Carlos Augusto Rodrigues de Melo, vice-presidente da Cooxupé.Ele relata que, diante das chuvas fortes da última segunda-feira, os produtores de várias regiões do sul mineiro não colheram as lavouras ontem. Em alguns locais, o volume de água foi de 30 a 40 milímetros. De acordo com o vice-presidente, a chuva já prejudicou a qualidade dos grãos. "Se continuar a chover, teremos um dos piores anos em termos de qualidade do café", observa. Além de os grãos caírem do pé, a planta também fica comprometida com o excesso de umidade nas próximas safras.De acordo com a Somar Meteorologia, as chuvas da semana passada atrapalharam a colheita e secagem dos grãos em praticamente todas as regiões cafeeiras do Sudeste. A chegada de uma nova frente fria no fim desta semana deve trazer mais chuvas para as regiões cafeeiras.
Exportação de café verde tem queda de 19,09%
A Secretaria de Produção e Agroenergia, do Ministério da Agricultura, com base em números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou o relatório sobre as receitas cambiais nos cinco primeiros meses deste ano referentes à:
Exportação de café verde : teve queda de 19,09% em comparação com o mesmo período de 2011. O faturamento alcançou US$ 2,466 bilhões, ante US$ 3,047 bilhões . O volume embarcado no período teve redução de 22,68%, para 570.602 toneladas ante 738.008 t no mesmo período de 2011. O preço médio de exportação teve elevação de 4,65% no período, de US$ 4.129/t para US$ 4.321/t. A receita cambial teve crescimento para apenas 4 entre os 15 principais destinos do café brasileiro: Reino Unido (67,99%), Argentina (13,28%), Suécia (12,29%) e Eslovênia (4,80%). Em contrapartida, foi significativa a queda para Estados Unidos (32,32%), Espanha (28,02%), Rússia (23,53%) e Itália (12,55%). O principal comprador de café verde brasileiro no período, em volume, é a Alemanha, que apresentou queda de 21,60% ante o mesmo período de 2011. O segundo principal importador foram os Estados Unidos (queda de 31,83%). Entre os principais compradores, o volume embarcado aumentou para apenas dois destinos: Reino Unido (24,54%) e Suécia (5,75%). Em termos porcentuais, houve diminuiç&atil de;o expressiva no volume vendido para: Espanha (34,98%), Bélgica (32,32%), EUA (31,83%) e Coreia do Sul (25,45%) .
E xportação brasileira de café torrado e moído : apresentou queda de 14,03% em relação ao mesmo período do ano passado. Os industriais faturaram US$ 8,037 milhões . O País exportou no período 1.047 toneladas do produto, com redução de 28,48% em relação ao ano anterior (1.464 t). O preço médio da tonelada no período ficou em US$ 7.676/t, ante US$ 6.386/t, representando elevação de 20,21%. Segundo o relatório, os Estados Unidos foram o principal destino do café processado brasileiro, com redução de 7,06%, em termos de receita. O segundo principal mercado foi a Itália (-37,10%), seguido de Argentina (+1,38%) e Japão (-30,22%).
Exportação de café solúvel : registrou elevação de 9,77% em relação ao mesmo período de 2011. Os industriais faturaram US$ 263,963 milhões, em comparação com US$ 240,470 milhões entre janeiro e maio do ano passado . O País exportou no período 29.249 toneladas, com redução de 5,71% em relação a 2011 (31.019 t). O preço médio da tonelada ficou em US$ 9.025/t, ante US$ 7.752/t em 2011, representando elevação de 16,41%. Segundo o relatório, os Estados Unidos foram o principal do destino do café processado brasileiro nos primeiros cinco meses de 2012, com elevação de 3,15% em termos de receita sobre 2011. Mas também foi significativo o aumento da receita, em termos porcentuais, para Equador (200,39%), Reino Unido (128,86%), Hungria (132,64%) e Coreia do Sul (66,78%). Entre os 15 principais destinos do café processado brasileiro, apenas dois tiveram redução: Finlândia (-52,54%) e Canadá (-25,05%). O principal comprador de café solúvel brasileiro nos primeiros c inco meses do ano, em volume, foram os Estados Unidos, que apresentaram queda de 17,96% ante 2011. Em termos porcentuais, houve aumento significativo no volume vendido para Equador (184,66%), Reino Unido (116,17%) e Hungria (83,85%). Em contrapartida, houve queda em volume principalmente para: Finlândia (52,52%), Canadá (-34,03%) e Indonésia (18,16%).
Exportação de café verde : teve queda de 19,09% em comparação com o mesmo período de 2011. O faturamento alcançou US$ 2,466 bilhões, ante US$ 3,047 bilhões . O volume embarcado no período teve redução de 22,68%, para 570.602 toneladas ante 738.008 t no mesmo período de 2011. O preço médio de exportação teve elevação de 4,65% no período, de US$ 4.129/t para US$ 4.321/t. A receita cambial teve crescimento para apenas 4 entre os 15 principais destinos do café brasileiro: Reino Unido (67,99%), Argentina (13,28%), Suécia (12,29%) e Eslovênia (4,80%). Em contrapartida, foi significativa a queda para Estados Unidos (32,32%), Espanha (28,02%), Rússia (23,53%) e Itália (12,55%). O principal comprador de café verde brasileiro no período, em volume, é a Alemanha, que apresentou queda de 21,60% ante o mesmo período de 2011. O segundo principal importador foram os Estados Unidos (queda de 31,83%). Entre os principais compradores, o volume embarcado aumentou para apenas dois destinos: Reino Unido (24,54%) e Suécia (5,75%). Em termos porcentuais, houve diminuiç&atil de;o expressiva no volume vendido para: Espanha (34,98%), Bélgica (32,32%), EUA (31,83%) e Coreia do Sul (25,45%) .
E xportação brasileira de café torrado e moído : apresentou queda de 14,03% em relação ao mesmo período do ano passado. Os industriais faturaram US$ 8,037 milhões . O País exportou no período 1.047 toneladas do produto, com redução de 28,48% em relação ao ano anterior (1.464 t). O preço médio da tonelada no período ficou em US$ 7.676/t, ante US$ 6.386/t, representando elevação de 20,21%. Segundo o relatório, os Estados Unidos foram o principal destino do café processado brasileiro, com redução de 7,06%, em termos de receita. O segundo principal mercado foi a Itália (-37,10%), seguido de Argentina (+1,38%) e Japão (-30,22%).
Exportação de café solúvel : registrou elevação de 9,77% em relação ao mesmo período de 2011. Os industriais faturaram US$ 263,963 milhões, em comparação com US$ 240,470 milhões entre janeiro e maio do ano passado . O País exportou no período 29.249 toneladas, com redução de 5,71% em relação a 2011 (31.019 t). O preço médio da tonelada ficou em US$ 9.025/t, ante US$ 7.752/t em 2011, representando elevação de 16,41%. Segundo o relatório, os Estados Unidos foram o principal do destino do café processado brasileiro nos primeiros cinco meses de 2012, com elevação de 3,15% em termos de receita sobre 2011. Mas também foi significativo o aumento da receita, em termos porcentuais, para Equador (200,39%), Reino Unido (128,86%), Hungria (132,64%) e Coreia do Sul (66,78%). Entre os 15 principais destinos do café processado brasileiro, apenas dois tiveram redução: Finlândia (-52,54%) e Canadá (-25,05%). O principal comprador de café solúvel brasileiro nos primeiros c inco meses do ano, em volume, foram os Estados Unidos, que apresentaram queda de 17,96% ante 2011. Em termos porcentuais, houve aumento significativo no volume vendido para Equador (184,66%), Reino Unido (116,17%) e Hungria (83,85%). Em contrapartida, houve queda em volume principalmente para: Finlândia (52,52%), Canadá (-34,03%) e Indonésia (18,16%).
terça-feira, 12 de junho de 2012
Roubini: Se Grécia sair, haverá corrida aos depósitos em Portugal, Espanha e Itália
Roubini: Se Grécia sair, haverá corrida aos depósitos em Portugal, Espanha e Itália
O economista norte-americano Nouriel Roubini alertou hoje para o colapso da zona euro se a Grécia sair da moeda única, sublinhando que este cenário "sairia mais caro" à Alemanha do que ajudar os parceiros europeus. "Quem cortar a corrente aos gregos, provocará o desmoronamento total da zona euro", disse o professor de economia, que se tornou famoso por ter sido um dos que previu a quebra do mercado imobiliário norte-americano e a subsequente crise económica e financeira internacional, a partir de 2007. Se a Grécia entrar em colapso "haverá uma corrida aos depósitos nos bancos em Portugal na Espanha e na Itália", alertou o ex-conselheiro da administração norte-americana, traçando um cenário que muitos analistas consideram possível, se a aliança da esquerda radical helénica, a Syriza, que pretende denunciar o memorando de entendimento com a 'troika', ganhar as legislativas do próximo domingo. Perante os riscos de um contágio ainda maior a várias economias da moeda única, Roubini acha aconselhável manter a Grécia no euro, ou pela menos possibilitar-lhe uma saída gradual, ou seja, continuar a ajudar financeiramente Atenas, mesmo se o país voltar à sua antiga moeda, o Dracma. "Ambas as soluções são mais baratas para os contribuintes alemães do que deixar a zona euro afundar-se", sublinhou Roubini. Em entrevista conjunta com o professor de economia da Universidade norte-americana de Harvard ao site Spiegel Online, Roubini explicou ainda o que pode acontecer à maior economia europeia se a zona euro implodir. "O bem-estar alemão depende da união monetária, porque os exportadores alemães têm vantagens com o euro, a zona euro absorve 42 por cento das exportações alemãs, e não interessa à Alemanha ter metade deste mercado em recessão", vincou Roubini. As exportações da Alemanha para Espanha, Grécia, Itália e Portugal caíram acentuadamente no primeiro trimestre de 2012, segundo dados publicados no princípio deste mês pelo Instituto Federal de Estatística (Destatis). As vendas alemãs a Itália recuaram 7,6 por cento, à Espanha 7,8 por cento, a Portugal 14 por cento e à Grécia 9,8 por cento, no referido período, em comparação com igual trimestre de 2011, revelou o Destatis.
O economista norte-americano Nouriel Roubini alertou hoje para o colapso da zona euro se a Grécia sair da moeda única, sublinhando que este cenário "sairia mais caro" à Alemanha do que ajudar os parceiros europeus. "Quem cortar a corrente aos gregos, provocará o desmoronamento total da zona euro", disse o professor de economia, que se tornou famoso por ter sido um dos que previu a quebra do mercado imobiliário norte-americano e a subsequente crise económica e financeira internacional, a partir de 2007. Se a Grécia entrar em colapso "haverá uma corrida aos depósitos nos bancos em Portugal na Espanha e na Itália", alertou o ex-conselheiro da administração norte-americana, traçando um cenário que muitos analistas consideram possível, se a aliança da esquerda radical helénica, a Syriza, que pretende denunciar o memorando de entendimento com a 'troika', ganhar as legislativas do próximo domingo. Perante os riscos de um contágio ainda maior a várias economias da moeda única, Roubini acha aconselhável manter a Grécia no euro, ou pela menos possibilitar-lhe uma saída gradual, ou seja, continuar a ajudar financeiramente Atenas, mesmo se o país voltar à sua antiga moeda, o Dracma. "Ambas as soluções são mais baratas para os contribuintes alemães do que deixar a zona euro afundar-se", sublinhou Roubini. Em entrevista conjunta com o professor de economia da Universidade norte-americana de Harvard ao site Spiegel Online, Roubini explicou ainda o que pode acontecer à maior economia europeia se a zona euro implodir. "O bem-estar alemão depende da união monetária, porque os exportadores alemães têm vantagens com o euro, a zona euro absorve 42 por cento das exportações alemãs, e não interessa à Alemanha ter metade deste mercado em recessão", vincou Roubini. As exportações da Alemanha para Espanha, Grécia, Itália e Portugal caíram acentuadamente no primeiro trimestre de 2012, segundo dados publicados no princípio deste mês pelo Instituto Federal de Estatística (Destatis). As vendas alemãs a Itália recuaram 7,6 por cento, à Espanha 7,8 por cento, a Portugal 14 por cento e à Grécia 9,8 por cento, no referido período, em comparação com igual trimestre de 2011, revelou o Destatis.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Café volta a ser pressionado e atinge nova mínima na ICE
Café volta a ser pressionado e atinge nova mínima na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com ligeiras quedas, após a primeira posição, mais uma vez, marcar a mínima de mais de 23 meses, num quadro consolidativo da fraqueza que vem regendo os negócios de café há mais de um ano. Em um dia com um volume de negócios altos, as compras foram bastante limitadas e sem conseguir buscar nenhuma resistência mais efetiva, o mercado abril espaço para novas vendas. Com isso, o julho rompeu a mínima recente, em 154,60 centavos, em mais uma demonstração da fraqueza dos fundamentos. No entanto, não houve o acionamento de novos stops de venda, o que permitiu que o fechamento se desse em níveis relativamente modestos de perdas. Tecnicamente, o mercado não apresenta novidades. A tendência de curto, médio e longo prazo se mostra baixista. Mesmo com a avaliação de gráficos de que a situação é de sobrevenda, não há "fôlego" para se efetuar correções básicas e resistências primárias, como o nível de 160,00 centavos, não conseguem ser buscadas. No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve queda de 50 pontos, com 155,10 centavos, sendo a máxima em 157,90 e a mínima em 153,70 centavos por libra, com o setembro tendo desvalorização de 70 pontos, com a libra a 156,70 centavos, sendo a máxima em 159,60 e a mínima em 155,20 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, julho teve queda de 12 dólares com 2.062 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 7 dólares, com 2.071 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por novas vendas especulativas. O julho teve o nível de 154,60 centavos rompido e, com isso, uma nova mínima de quase dois anos foi experimentada, em 153,70 centavos. No entanto, indicaram os analistas, nas mínimas, algumas compras especulativas e de comerciais puderam ser notadas, o que permitiu que as perdas do dia fossem minimizadas, ainda que o clima baixistas se mantenha efetivo. "Boa parte das quedas vieram também como reflexo dos mercados externos. A questão da ajuda econômica a Espanha não foi muito bem 'digerida' e as bolsas nos Estados Unidos caíram. O complexo de commodities também recuou, com o petróleo, café, ouro, entre outros produtos tendo perdas", sustentou um trader, que lembrou que as quedas do dia foram mais consistentes no after-hours, que teve o julho encerrando a 154,10 centavos por libra para o julho. "Ninguém se arrisca em investir suas fichas nesse mercado, já que existe o temor com o cenário macroeconômico", disse um dealer, ao ressaltar que fatores como a crise na Europa tem um valor muito alto para a composição das perdas do café. "A tendência de baixa que temos acompanhado dos diferenciais para o 'C', que hoje estão mais próximos de seus níveis históricos como não víamos há três anos, é um fator que assombra aqueles que continuam crendo em uma recuperação rápida do terminal. Parece que só mesmo os fundos vendidos em Nova Iorque, com uma possível cobertura de suas posições, é que trarão algum alento para os que estão apostando na alta. Ou então uma onda de frio que assuste os baixistas. A tendência de baixa continua intacta, tecnicamente falando", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, da Archer Consulting, que, no entanto, acredita na preservação do nível de 150,00 centavos por libra. As exportações de café do Brasil em junho, até o dia 8, somaram 108.132 sacas, contra 165.422 sacas registradas no mesmo período de maio, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 400 sacas, indo para 1.563.742 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 46.739 lotes, com as opções tendo 493 calls e 425 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 157,90-158,00, 158,50, 158,90-159,00, 159,35, 159,50, 159,90-160,00, 160,50, 161,00, 161,25, 161,50, 162,00, 162,50, 163,00, 163,50, 164,00, 164,50 e 164,90-165,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 153,70, 153,50, 153,00, 152,50, 152,30, 152,00, 151,50, 151,00, 150,50 e 150,10-150,00 centavos por libra.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com ligeiras quedas, após a primeira posição, mais uma vez, marcar a mínima de mais de 23 meses, num quadro consolidativo da fraqueza que vem regendo os negócios de café há mais de um ano. Em um dia com um volume de negócios altos, as compras foram bastante limitadas e sem conseguir buscar nenhuma resistência mais efetiva, o mercado abril espaço para novas vendas. Com isso, o julho rompeu a mínima recente, em 154,60 centavos, em mais uma demonstração da fraqueza dos fundamentos. No entanto, não houve o acionamento de novos stops de venda, o que permitiu que o fechamento se desse em níveis relativamente modestos de perdas. Tecnicamente, o mercado não apresenta novidades. A tendência de curto, médio e longo prazo se mostra baixista. Mesmo com a avaliação de gráficos de que a situação é de sobrevenda, não há "fôlego" para se efetuar correções básicas e resistências primárias, como o nível de 160,00 centavos, não conseguem ser buscadas. No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve queda de 50 pontos, com 155,10 centavos, sendo a máxima em 157,90 e a mínima em 153,70 centavos por libra, com o setembro tendo desvalorização de 70 pontos, com a libra a 156,70 centavos, sendo a máxima em 159,60 e a mínima em 155,20 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, julho teve queda de 12 dólares com 2.062 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 7 dólares, com 2.071 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por novas vendas especulativas. O julho teve o nível de 154,60 centavos rompido e, com isso, uma nova mínima de quase dois anos foi experimentada, em 153,70 centavos. No entanto, indicaram os analistas, nas mínimas, algumas compras especulativas e de comerciais puderam ser notadas, o que permitiu que as perdas do dia fossem minimizadas, ainda que o clima baixistas se mantenha efetivo. "Boa parte das quedas vieram também como reflexo dos mercados externos. A questão da ajuda econômica a Espanha não foi muito bem 'digerida' e as bolsas nos Estados Unidos caíram. O complexo de commodities também recuou, com o petróleo, café, ouro, entre outros produtos tendo perdas", sustentou um trader, que lembrou que as quedas do dia foram mais consistentes no after-hours, que teve o julho encerrando a 154,10 centavos por libra para o julho. "Ninguém se arrisca em investir suas fichas nesse mercado, já que existe o temor com o cenário macroeconômico", disse um dealer, ao ressaltar que fatores como a crise na Europa tem um valor muito alto para a composição das perdas do café. "A tendência de baixa que temos acompanhado dos diferenciais para o 'C', que hoje estão mais próximos de seus níveis históricos como não víamos há três anos, é um fator que assombra aqueles que continuam crendo em uma recuperação rápida do terminal. Parece que só mesmo os fundos vendidos em Nova Iorque, com uma possível cobertura de suas posições, é que trarão algum alento para os que estão apostando na alta. Ou então uma onda de frio que assuste os baixistas. A tendência de baixa continua intacta, tecnicamente falando", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, da Archer Consulting, que, no entanto, acredita na preservação do nível de 150,00 centavos por libra. As exportações de café do Brasil em junho, até o dia 8, somaram 108.132 sacas, contra 165.422 sacas registradas no mesmo período de maio, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 400 sacas, indo para 1.563.742 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 46.739 lotes, com as opções tendo 493 calls e 425 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 157,90-158,00, 158,50, 158,90-159,00, 159,35, 159,50, 159,90-160,00, 160,50, 161,00, 161,25, 161,50, 162,00, 162,50, 163,00, 163,50, 164,00, 164,50 e 164,90-165,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 153,70, 153,50, 153,00, 152,50, 152,30, 152,00, 151,50, 151,00, 150,50 e 150,10-150,00 centavos por libra.
Roubini: "Desta vez a Europa está mesmo à beira do precipício"
Roubini: "Desta vez a Europa está mesmo à beira do precipício"
“Parece extraordinário que seja a Alemanha, precisamente, o país que parece não ter aprendido com a história. Obcecada com a ameaça inexistente da inflação, parece que a Alemanha actual dá mais importância ao ano 1923 (o ano da hiperinflação) que a 1933 (ano em que morreu a democracia)”, afirmam o economista Nouriel Roubini e o historiador Niall Ferguson em artigo de opinião no El País.
Os autores criticam o papel da Alemanha no desenrolar da crise da zona euro, consideram que o país foi o principal beneficiado da introdução da moeda única e que será o maior prejudicado se a recessão não for resolvida.
“Nós acreditamos que a política do Governo alemão de fazer algo que serve já de pouco e chega demasiado tarde, corre o risco de provocar precisamente uma repetição da crise da primeira metade do século XX, algo que a integração europeia pretendia evitar”, afirmam.
Para os membros do Conselho para o Futuro da Europa do Instituto Nicolas Berggruen, não seria mal para os alemães recordarem que “uma crise bancária ocorrida dois anos antes de 1933, contribuiu de forma directa à descomposição da democracia, não só no seu próprio país, mas em todo o continente”.
Como sair da crise?
“Em primeiro lugar”, escrevem, “é preciso estabelecer um programa de recapitalização – mediante acções preferenciais sem direito a voto – dos bancos da zona euro, tanto na periferia como no centro, directamente através do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) e do seu sucessor, o Mecanismo de Estabilidade Financeira (MEE).
Para Roubini e Ferguson, a “estratégia actual de recapitalizar os bancos através de pedir emprestado aos mercados de dívida soberana, ou ao FEEF, foi desastrosa na Irlanda e na Grécia” porque provocou uma “explosão de dívida pública” e fez com que o Estado se tornasse mais insolvente, a tempo que os bancos se convertam num risco maior na medida em que mais dívida pública está “nas suas mãos”.
“Segundo, para evitar o pânico dos bancos da zona euro – um fenómeno que irá acontecer se a Grécia sair do euro e muito provavelmente em qualquer caso – é necessário criar um sistema europeu de garantia de depósitos”.
Prosperidade alemã
“A prosperidade actual da Alemanha é em grande parte uma consequência da união monetária", dizem Roubini e Ferguson. "O euro deu aos exportadores alemães um tipo de câmbio muito mais competitivo do que o velho marco. E o restdo da zona euro continua a ser o destino de 42% das exportações alemãs. Matar metade desse mercado numa recessão não pode ser benéfico para a Alemanha”.
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“Parece extraordinário que seja a Alemanha, precisamente, o país que parece não ter aprendido com a história. Obcecada com a ameaça inexistente da inflação, parece que a Alemanha actual dá mais importância ao ano 1923 (o ano da hiperinflação) que a 1933 (ano em que morreu a democracia)”, afirmam o economista Nouriel Roubini e o historiador Niall Ferguson em artigo de opinião no El País.
Os autores criticam o papel da Alemanha no desenrolar da crise da zona euro, consideram que o país foi o principal beneficiado da introdução da moeda única e que será o maior prejudicado se a recessão não for resolvida.
“Nós acreditamos que a política do Governo alemão de fazer algo que serve já de pouco e chega demasiado tarde, corre o risco de provocar precisamente uma repetição da crise da primeira metade do século XX, algo que a integração europeia pretendia evitar”, afirmam.
Para os membros do Conselho para o Futuro da Europa do Instituto Nicolas Berggruen, não seria mal para os alemães recordarem que “uma crise bancária ocorrida dois anos antes de 1933, contribuiu de forma directa à descomposição da democracia, não só no seu próprio país, mas em todo o continente”.
Como sair da crise?
“Em primeiro lugar”, escrevem, “é preciso estabelecer um programa de recapitalização – mediante acções preferenciais sem direito a voto – dos bancos da zona euro, tanto na periferia como no centro, directamente através do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) e do seu sucessor, o Mecanismo de Estabilidade Financeira (MEE).
Para Roubini e Ferguson, a “estratégia actual de recapitalizar os bancos através de pedir emprestado aos mercados de dívida soberana, ou ao FEEF, foi desastrosa na Irlanda e na Grécia” porque provocou uma “explosão de dívida pública” e fez com que o Estado se tornasse mais insolvente, a tempo que os bancos se convertam num risco maior na medida em que mais dívida pública está “nas suas mãos”.
“Segundo, para evitar o pânico dos bancos da zona euro – um fenómeno que irá acontecer se a Grécia sair do euro e muito provavelmente em qualquer caso – é necessário criar um sistema europeu de garantia de depósitos”.
Prosperidade alemã
“A prosperidade actual da Alemanha é em grande parte uma consequência da união monetária", dizem Roubini e Ferguson. "O euro deu aos exportadores alemães um tipo de câmbio muito mais competitivo do que o velho marco. E o restdo da zona euro continua a ser o destino de 42% das exportações alemãs. Matar metade desse mercado numa recessão não pode ser benéfico para a Alemanha”.
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domingo, 10 de junho de 2012
DIFERENCIAIS EM TENDÊNCIA DE AJUSTE
DIFERENCIAIS EM TENDÊNCIA DE AJUSTE
Pela primeira vez desde 2008 a China corta sua taxa de juros, e ao mesmo tempo dá mais liberdade ao setor bancário para fazer empréstimos.
O mercado gostou da novidade e bolsas de ações e índices de commodities fecharam a semana em território positivo.
Por outro lado o sinal é de que a economia chinesa está tendo um crescimento pior do que se espera – alguns analistas apostam em menos de 7% em 2012. Da mesma forma os dados do PIB brasileiro mostraram um enfraquecimento no primeiro trimestre do ano, e na Índia a economia está longe da performance positiva vista em anos recentes. Ou seja, os BRIC que serviram de fonte de ânimo para muitos investidores, estão patinando.
Na Europa a declaração do primeiro-ministro espanhol sobre a necessidade de recapitalização dos bancos reflete que os líderes não têm muito mais para onde fugir. A revista “The Economist” desta semana pega pesado colocando a responsabilidade de “salvar o planeta” nas costas da primeira-ministra alemã, Angela Merkel.
Em uma semana de dois feriados na Inglaterra, e um no mundo cristão o café em Nova Iorque voltou a fazer novas mínimas, e Londres viu finalmente fundos reduzirem um pouco as suas posições compradas.
Dados de exportações brasileiras de maio divulgados pelo CECAFÉ mais uma vez comprovam um volume acima de 2 milhões de sacas, para a decepção dos altistas – ainda que não seja surpresa.
O destaque de embarques maiores, fora Vietnã, tem sido Honduras que no atual ano-safra incrementou suas exportações em 24.6% para um total de 3,97 milhões de sacas entre outubro e maio.
No físico os diferenciais do arábica para praticamente todas as origens enfraqueceram nos últimos dias, muito embora a negociação em geral é pequena. Para não dizer que não houve ofertas mais altas, cafés da África tem se mantido um pouco mais firmes, ajudados levemente por uma procura timidamente melhor.
A tendência de baixa que temos acompanhado dos diferenciais para o “C”, que hoje estão mais próximos de seus níveis históricos como não víamos há 3 anos), é um fator que assombra aqueles que continuam crendo em uma recuperação rápida do terminal.
Parece que só mesmo os fundos vendidos em NY com uma possível cobertura de suas posições é que trarão algum alento para os que estão apostando na alta. Ou então uma onda de frio que assuste os baixistas.
A tendência de baixa continua intacta tecnicamente falando, mas por ora acho que o mercado deve respeitar os US$ 150 centavos por libra.
Uma excelente semana a todos e muito bons negócios.
Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting
Pela primeira vez desde 2008 a China corta sua taxa de juros, e ao mesmo tempo dá mais liberdade ao setor bancário para fazer empréstimos.
O mercado gostou da novidade e bolsas de ações e índices de commodities fecharam a semana em território positivo.
Por outro lado o sinal é de que a economia chinesa está tendo um crescimento pior do que se espera – alguns analistas apostam em menos de 7% em 2012. Da mesma forma os dados do PIB brasileiro mostraram um enfraquecimento no primeiro trimestre do ano, e na Índia a economia está longe da performance positiva vista em anos recentes. Ou seja, os BRIC que serviram de fonte de ânimo para muitos investidores, estão patinando.
Na Europa a declaração do primeiro-ministro espanhol sobre a necessidade de recapitalização dos bancos reflete que os líderes não têm muito mais para onde fugir. A revista “The Economist” desta semana pega pesado colocando a responsabilidade de “salvar o planeta” nas costas da primeira-ministra alemã, Angela Merkel.
Em uma semana de dois feriados na Inglaterra, e um no mundo cristão o café em Nova Iorque voltou a fazer novas mínimas, e Londres viu finalmente fundos reduzirem um pouco as suas posições compradas.
Dados de exportações brasileiras de maio divulgados pelo CECAFÉ mais uma vez comprovam um volume acima de 2 milhões de sacas, para a decepção dos altistas – ainda que não seja surpresa.
O destaque de embarques maiores, fora Vietnã, tem sido Honduras que no atual ano-safra incrementou suas exportações em 24.6% para um total de 3,97 milhões de sacas entre outubro e maio.
No físico os diferenciais do arábica para praticamente todas as origens enfraqueceram nos últimos dias, muito embora a negociação em geral é pequena. Para não dizer que não houve ofertas mais altas, cafés da África tem se mantido um pouco mais firmes, ajudados levemente por uma procura timidamente melhor.
A tendência de baixa que temos acompanhado dos diferenciais para o “C”, que hoje estão mais próximos de seus níveis históricos como não víamos há 3 anos), é um fator que assombra aqueles que continuam crendo em uma recuperação rápida do terminal.
Parece que só mesmo os fundos vendidos em NY com uma possível cobertura de suas posições é que trarão algum alento para os que estão apostando na alta. Ou então uma onda de frio que assuste os baixistas.
A tendência de baixa continua intacta tecnicamente falando, mas por ora acho que o mercado deve respeitar os US$ 150 centavos por libra.
Uma excelente semana a todos e muito bons negócios.
Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting
sábado, 9 de junho de 2012
Café bate em nova mínima e fecha em baixa na ICE Futures 08/06/2012
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram um novo dia de perdas, ainda que moderadas, em uma sessão em que a baixa recente foi rompida. Ao longo do dia, o mercado marcou seu menor patamar em 23 meses, ao atingir os 154,60 centavos e suplantar os 154,65 centavos de 4 de junho. Apesar disso, o acionamento de stops de venda, como era esperado por alguns operadores, não se efetivou e o mercado chegou a registrar algumas recompras, o que permitiu fazer com que o fechamento se desse com um recuo pouco pronunciado. Alguns operadores ressaltaram que o dia foi caracterizado pela estabilidade de preços ao longo de boa parte da sessão, mas que, na segunda metade do dia, algumas ordens de venda mais fortes teriam sido emitidas, o que abriu espaço para as quedas e para a nova marca de baixa. Os bears (baixistas), contudo, não demonstraram o fôlego recente para continuar a efetuar as vendas e, com isso, a desaceleração das baixas foi possível. Tecnicamente, o mercado dá demonstrações claras de seu viés baixista e a expectativa dos players é de que novas perdas possam ser produzidas no curto prazo. Mesmo diante de um quadro sobrevendido, os bulls (altistas) não demonstram poder em tentar uma ação de correção, não conseguindo nem sequer testar resistências bastante básicas. Fundamentalmente, alguns operadores voltaram a indicar preocupação quanto ao clima no Brasil. O centro-sul do país volta a registrar temperaturas baixas, ainda que institutos de meteorologia tenham descartado a possibilidade de geadas nos próximos dias. No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve queda de 105 pontos, com 155,60 centavos, sendo a máxima em 157,70 e a mínima em 154,60 centavos por libra, com o setembro tendo desvalorização de 100 pontos, com a libra a 157,40 centavos, sendo a máxima em 159,40 e a mínima em 156,40 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, julho teve queda de 49 dólares com 2.074 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 49 dólares, com 2.078 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, os mercados externos colaboraram para mais um dia de comportamento ruim dos arábicas em Nova Iorque. Várias das vendas produzidas ao longo da sessão e que permitiram construir uma nova mínima em quase dois anos estiveram relacionadas ao dólar, que registrou mais uma valorização em relação a uma cesta de moedas internacionais. Com isso, o complexo de commodities voltou a ser pressionado, com o índice CRB tendo, ao final desta sexta, retração de 0,31%. "Tivemos uma sessão de consolidação que, posteriormente, assumiu uma feição de novas perdas, com uma nova mínima se formando. Tecnicamente, o café se mostra 'abalado' e não consegue ter força básica para tentar qualquer tipo de reversão. Adicionalmente, o cenário externo auxilia para que o quadro se torne ainda mais dramático. Vivemos um viés baixista de curto, médio e longo prazo", indicou um trader. "Os fundamentos do mercado de café são positivos e devem continuar assim, mas as cotações não param de recuar com o pessimismo dos operadores, que preocupados com a situação da economia na zona do euro e seus reflexos no cenário mundial, trabalham com metas de curtíssimo prazo, não se importando com os apertados estoques mundiais ou com o precário equilíbrio entre produção e consumo global. As mudanças climáticas que vêm afetando a produção de café em muitas das principais regiões produtoras não são levadas em consideração, pois não são consideradas ameaça para análises focadas apenas nos próximos dias ou semanas", apontou o Escritório Carvalhaes, em seu relatório semanal. As exportações de café do Brasil em junho, até o dia 8, somaram 108.132 sacas, contra 165.422 sacas registradas no mesmo período de maio, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 3.470 sacas, indo para 1.564.142 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 32.611 lotes, com as opções tendo 532 calls e 4.935 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 157,70, 158,00, 158,50, 158,90-159,00, 159,35, 159,50, 159,90-160,00, 160,50, 161,00, 161,25, 161,50, 162,00, 162,50, 163,00, 163,50, 164,00, 164,50 e 164,90-165,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 154,60, 154,50, 154,00, 153,50, 153,00, 152,50, 152,30, 152,00, 151,50, 151,00, 150,50 e 150,10-150,00 centavos por libra.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Café mantém intervalos e fecha quinta-feira com ganhos na ICE
Café mantém intervalos e fecha quinta-feira com ganhos na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira com altas ligeiras, em uma sessão calma, com pouca volatilidade, com a posição julho variando menos de 400 pontos. Consolidado, o mercado manteve os padrões construídos ao longo dos últimos dias, após as fortes baixas que permitiram ao primeiro contrato testar o nível de 23 meses. Ao final, algumas compras especulativas deram sustentação aos negócios e os ganhos foram registrados, em um dia de bolsas internacionais estáveis, assim como dólar e a variação dos preços do complexo commodities. No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve alta de 75 pontos, com 156,65 centavos, sendo a máxima em 158,10 e a mínima em 154,25 centavos por libra, com o setembro tendo valorização de 40 pontos, com a libra a 158,40 centavos, sendo a máxima em 160,00 e a mínima em 156,10 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, julho teve queda de 51 dólares com 2.123 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 37 dólares, com 2.127 dólares por tonelada. Segundo analistas internacionais, após as quedas recentes, o café entrou em uma linha consolidativa nesta semana, com um padrão primário dominante bear (baixista) intacto. Esses especialistas avaliam que o café está inserido em um "espiral de baixa" e que não dá sinais de conseguir se desvencilhar dele tão cedo. Ao longo da semana, o mercado atingiu a nova marca de baixa recente, 154,65 centavos, em 4 de junho, com a alta da semana vindo na esteira, em 5 de junho, no nível de 159,35 centavos. Terry Gabriel, diretor de análises técnicas da 4Cast Inc, indicou que "nós estamos tendo uma tendência muito forte de baixa fazendo efetivo no mercado. Mas, verificamos um cenário sobrevendido em gráficos diários e semanais e isso pode abrir espaço para termos alguma reação para cima", disse. Avaliando o índice de força relativa de nove dias, que é uma ferramenta dinâmica e amplamente utilizada por operadores em mercados de matérias-primas, se observa que o indicador bateu nos 16% em 1 de junho. Qualquer indicativo abaixo de 30% é considerado sobrevendido. Nesta quinta-feira, esse indicador subiu para 25%, com tendência de alta. geralmente, quando essa marca cruza acima dos 30% ocorre o que o mercado chama de "cruzamento altista" e isso é considerado um sinal positivo para os preços. Se isso efetivamente ocorrer é possível que alguns ganhos mais consideráveis sejam verificados no curto prazo. Gabriel indicou que os trader que atuam no segmento de café devem ficar atentos "a essas reações modestas para cima", sendo que considera que os rallies deverão ser de duração reduzida. "Eu vejo que o mercado pode voltar a cair se não conseguir se posicionar na zona de resistência de 165,00/175,00 centavos, mas se isso for efetivado teremos uma contra tendência", indicou. Numa perspectiva de longo prazo, baseada na média móvel de 200 dias, hoje em 217,71 centavos, o mercado se mostra muito abaixo, o que é um sinal baixista. Assim, no geral, Gabriel ainda se mostra negativo. "Numa perspectiva geral, a tendência ainda é de baixa", sustentou. Para o especialista, o julho pode ter como alvo o nível de 137,40 centavos por libra, mínima de junho de 2010. Para os traders, o diretor de análises ressaltou que mantém o viés baixista. "Há a expectativa quanto a esse nível de 165,00/175,00 centavos, mas se, para baixo, rompermos os 154,65 centavos, vamos testar baixas de múltiplos meses", complementou. Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 3.086 sacas, indo para 1.560.402 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 37.083 lotes, com as opções tendo 1.186 calls e 931 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 158,10, 158,50, 158,90-159,00, 159,35, 159,50, 159,90-160,00, 160,50, 161,00, 161,25, 161,50, 162,00, 162,50, 163,00, 163,50, 164,00, 164,50 e 164,90-165,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 154,25, 154,00, 153,50, 153,00, 152,50, 152,00, 151,50, 151,00, 150,50 e 150,10-150,00 centavos por libra.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira com altas ligeiras, em uma sessão calma, com pouca volatilidade, com a posição julho variando menos de 400 pontos. Consolidado, o mercado manteve os padrões construídos ao longo dos últimos dias, após as fortes baixas que permitiram ao primeiro contrato testar o nível de 23 meses. Ao final, algumas compras especulativas deram sustentação aos negócios e os ganhos foram registrados, em um dia de bolsas internacionais estáveis, assim como dólar e a variação dos preços do complexo commodities. No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve alta de 75 pontos, com 156,65 centavos, sendo a máxima em 158,10 e a mínima em 154,25 centavos por libra, com o setembro tendo valorização de 40 pontos, com a libra a 158,40 centavos, sendo a máxima em 160,00 e a mínima em 156,10 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, julho teve queda de 51 dólares com 2.123 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 37 dólares, com 2.127 dólares por tonelada. Segundo analistas internacionais, após as quedas recentes, o café entrou em uma linha consolidativa nesta semana, com um padrão primário dominante bear (baixista) intacto. Esses especialistas avaliam que o café está inserido em um "espiral de baixa" e que não dá sinais de conseguir se desvencilhar dele tão cedo. Ao longo da semana, o mercado atingiu a nova marca de baixa recente, 154,65 centavos, em 4 de junho, com a alta da semana vindo na esteira, em 5 de junho, no nível de 159,35 centavos. Terry Gabriel, diretor de análises técnicas da 4Cast Inc, indicou que "nós estamos tendo uma tendência muito forte de baixa fazendo efetivo no mercado. Mas, verificamos um cenário sobrevendido em gráficos diários e semanais e isso pode abrir espaço para termos alguma reação para cima", disse. Avaliando o índice de força relativa de nove dias, que é uma ferramenta dinâmica e amplamente utilizada por operadores em mercados de matérias-primas, se observa que o indicador bateu nos 16% em 1 de junho. Qualquer indicativo abaixo de 30% é considerado sobrevendido. Nesta quinta-feira, esse indicador subiu para 25%, com tendência de alta. geralmente, quando essa marca cruza acima dos 30% ocorre o que o mercado chama de "cruzamento altista" e isso é considerado um sinal positivo para os preços. Se isso efetivamente ocorrer é possível que alguns ganhos mais consideráveis sejam verificados no curto prazo. Gabriel indicou que os trader que atuam no segmento de café devem ficar atentos "a essas reações modestas para cima", sendo que considera que os rallies deverão ser de duração reduzida. "Eu vejo que o mercado pode voltar a cair se não conseguir se posicionar na zona de resistência de 165,00/175,00 centavos, mas se isso for efetivado teremos uma contra tendência", indicou. Numa perspectiva de longo prazo, baseada na média móvel de 200 dias, hoje em 217,71 centavos, o mercado se mostra muito abaixo, o que é um sinal baixista. Assim, no geral, Gabriel ainda se mostra negativo. "Numa perspectiva geral, a tendência ainda é de baixa", sustentou. Para o especialista, o julho pode ter como alvo o nível de 137,40 centavos por libra, mínima de junho de 2010. Para os traders, o diretor de análises ressaltou que mantém o viés baixista. "Há a expectativa quanto a esse nível de 165,00/175,00 centavos, mas se, para baixo, rompermos os 154,65 centavos, vamos testar baixas de múltiplos meses", complementou. Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 3.086 sacas, indo para 1.560.402 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 37.083 lotes, com as opções tendo 1.186 calls e 931 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 158,10, 158,50, 158,90-159,00, 159,35, 159,50, 159,90-160,00, 160,50, 161,00, 161,25, 161,50, 162,00, 162,50, 163,00, 163,50, 164,00, 164,50 e 164,90-165,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 154,25, 154,00, 153,50, 153,00, 152,50, 152,00, 151,50, 151,00, 150,50 e 150,10-150,00 centavos por libra.
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