Por Lucia Kassai
10 de janeiro (Bloomberg) -- A safra de café do Brasil,
maior produtor mundial, deve atingir um recorde este ano com a
entrada das plantações na segunda metade do ciclo de maior
produtividade e com a ocorrência de chuvas, disse hoje a
Companhia Nacional de Abastecimento.
A estimativa é de que a safra fique entre 49 milhões de
sacas e 52,3 milhões de sacas, o que representa uma elevação em
relação aos 43,5 milhões de sacas colhidos no ano passado, disse
hoje a Conab em comunicado distribuído por e-mail com a primeira
estimativa do órgão ligado ao Ministério da Agricultura para
safra deste ano.
A produção do grão do tipo arábica deve ficar entre 36,4
milhões de sacas e 39 milhões de sacas, um aumento em relação
aos 32,2 milhões de sacas do ano passado. A produção do robusta,
usado principalmente em café solúvel, deve somar entre 12,6
milhões de sacas e 13,3 milhões de sacas este ano, ante 11,3 do
período anterior.
Uma saca de café pesa 60 quilos. A colheita de café no País
começa em maio.
Uma nova estimativa para safra deste ano de café será
divulgada em 10 de maio, segundo o website da Conab.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Mercado - 09/01/2012
Mercado - 09/01/2012 | ||||
Qualidade do café tem sido o maior diferencial do mercado atual | ||||
| ||||
Mercado - 09/01/2012 | ||||
Incertezas na economia ainda pressionam o café | ||||
| ||||
Exportações - 09/01/2012 | ||||
Receitas com Café de Burundi cai 54% em dezembro | ||||
| ||||
Exportações - 09/01/2012 | ||||
Exportação do agronegócio de Minas cresce e bate recorde | ||||
| ||||
Exportações - 09/01/2012 | ||||||
Exportações de café do México aumenta de 52% na atual safra | ||||||
| ||||||
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Café: número de propriedades certificadas em Minas aumenta 19%
Qualidade comprovada
Para Marco Vale, gerente de Certificação do IMA, o sistema desenvolvido pelo Certifica Minas Café representa um diferencial de grande importância. “Com a certificação é possível comprovar a qualidade de todo o processo produtivo”, observa. “As propriedades integradas ao programa adotam práticas de produção que, além de possibilitar safras maiores e melhores, atendem às normas ambientais e trabalhistas”, enfatiza o gerente.
Atualmente, há propriedades certificadas em 211 municípios mineiros, ou seja, a cobertura é de 25% do mapa do Estado, acrescenta. As lavouras incluídas no programa estão localizadas em regiões tradicionais de café como a Zona da Mata, Cerrado, Sul e agora também na Chapada de Minas com a inclusão de Capelinha, além da região Norte, com propriedades em Rio Pardo e Taiobeiras.
Uma das características do Certifica Minas Café é a crescente inserção de pequenas propriedades. “A agricultura familiar já responde por 90% das fazendas de café no Estado e aquelas que ainda não obtiveram a certificação têm a oportunidade de aderir e assim ampliar as condições de comercialização do produto no mercado interno, além de participar das exportações”, explica Vale.
“As propriedades certificadas passam a integrar um cenário novo, pois aumenta o compromisso com a utilização de boas práticas de produção e de aperfeiçoamento da gestão do negócio”, acrescenta o gerente. “O conjunto de ações necessárias para obter e manter a certificação, além de melhorar a qualidade do produto, leva à redução de custos. Aumenta a aceitação do café de Minas no mercado interno e externo”, finaliza.
No quadro das exportações totais do Estado, o café fica atrás apenas do minério de ferro, posição confirmada em 2011. Entre janeiro e novembro deste ano, a receita das exportações mineiras de café alcançou US$ 5,2 bilhões, cifra 44,9% superior à registrada em idêntico período de 2010. Foi de 58,4% a participação do produto nas exportações totais do agronegócio nos onze meses, que atingiram US$ 8,9 bilhões.
Os negócios com café procedente de Minas Gerais, realizados exclusivamente em novembro de 2011, responderam por 61,7% da cifra total de US$ 1,0 bilhão obtida no mês pelos produtos agrícolas e pecuários do Estado. A cotação média do produto foi de U$ 5,1 mil a tonelada, valor 48,9% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.
Liderança na produção
Minas Gerais é o maior produtor de café do Brasil. O Estado responde por 50,2% da safra nacional, pois a produção mineira prevista para este ano deve alcançar 22,1 milhões de sacas, segundo o IBGE. Os dez municípios que apresentam maior produção de café em Minas Gerais, segundo o IBGE, somam colheitas de 3,7 milhões de sacas, ou 16,9% da safra mineira de café. Esta é a relação: Patrocínio (alto Paranaíba), 523,9 mil sacas; Três Pontas (Sul de Minas), 444,0 mil sacas; Manhuaçu (Zona da Mata), 435,6 mil sacas; Monte Carmelo (Alto Paranaíba), 412,5 mil sacas; Nepomuceno, Carmo da Cachoeira e Boa Esperança (Sul de Minas), respectivamente 367,9 mil sacas, 360,0 mil sacas, e 320,0 mil sacas; Rio Paranaíba (Alto Paranaíba), 291,9 mil sacas; Nova Resende (Sul de Minas), 290,2 mil sacas; e Araguari (Triângulo), 288,4 mil sacas
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Feliz Natal
Desejo a Todos um feliz Natal e prospero ano novo
um ano cheio de harmonia e paz para todos
e agradeço a todos a parceria de mais um ano
wagner
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Café na ICE tem retração, mas não consegue ampliar perdas
Análises - 21/12/2011
Café na ICE tem retração, mas não consegue ampliar perdas
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com quedas, em um dia caracterizado por algumas ações vendedoras por parte, especialmente, de especuladores que, no entanto, não conseguiram avançar as baixas, uma vez que encontraram uma zona compradora próxima do nível psicológico de 220,00 centavos de dólar por libra peso. A sessão foi caracterizada por um volume limitado de negócios, como vários players já tendo encerrado o ano e já projetando os negócios para 2012. A quarta foi marcada por uma tentativa dos baixistas em buscar alguns suportes, após dois dias de bons ganhos. No entanto, o que se viu foi uma limitação desses operadores em um ponto chave da escala de preço. Operadores destacaram que as ações do dia tiveram um perfil baseado, principalmente, na correção, após dois dias de bons ganhos. Tecnicamente, o mercado segue a tendência observada por vários especialistas, que previam uma correção para cima depois das fortes baixas recentes, que fez com que o mercado passasse a atuar em uma base sobrevendida. No longo prazo, no entanto, a tendência ainda é baixista, conforme alguns aspectos como a média móvel de 200 dias, que se encontra em um nível muito acima do atual patamar de preços. No encerramento do dia, o março em Nova Iorque teve queda de 290 pontos com 219,90 centavos, sendo a máxima em 222,80 e a mínima em 218,50 centavos por libra, com o maio tendo desvalorização de 280 pontos, com a libra a 222,70 centavos, sendo a máxima em 225,25 e a mínima em 221,40 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição janeiro registrou queda de 24 dólares, com 1.823 dólares por tonelada, com o março tendo desvalorização de 19 dólares, com 1.868 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, a quarta-feira foi caracterizada por vendas especulativas que, em significativo grau, estiveram em linha com o cenário externo. As bolsas de valores dos Estados Unidos tiveram uma quarta de retração, notadamente nas ações referentes a tecnologia, na Nasdaq. O índice CRB, por sua vez, conseguiu ter um relativo avanço, puxado, principalmente, pelo petróleo, que conseguiu ter um bom desempenho e avançar quase 2%. "Tivemos um dia baseado em alguma correção, após duas altas consideráveis e consecutivas. Os baixistas tentaram ampliar as baixas e testaram um nível próximo de 218,00 centavos, no entanto, uma desaceleração das perdas foi observada", sustentou um trader. "Mais uma vez não tivemos um grande volume de negócios e verificamos que os produtores estão realizando vendas bastante limitadas", observou Alex Oliveira, analista da Newedge, em Nova Iorque. O volume das exportações de um grupo de nove países produtores da América Latina registrou aumento de 6,18% em novembro, indicou a Anacafé (Associação Nacional dos Produtores de Café da Guatemala). A entidade indicou que as remessas de El Salvador, México, Nicarágua, Honduras, Costa Rica, Guatemala, Colômbia, Peru e República Dominicana atingiram 1.728.987 sacas no mês, sendo que dessas nações, apenas Colômbia, Nicarágua e Peru e República Dominicana tiveram queda nas exportações, com a maior retração, de 28,45%, sendo da Nicarágua. Na safra atual, iniciada em outubro, esse grupo de país remeteu 3.221.894 sacas ao exterior. Em 2010/2011, o bloco finalizou a safra com a exportação de 26.350.495 sacas. A estiagem ocorrida entre novembro de 2010 e fevereiro de 2011 afetou lavouras em fase de enchimento de grãos, mas não foi tão prejudicial quanto se esperava para a safra de café 2011/2012 estimada em 43,48 milhões de sacas, informou a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). O melhor desempenho se deve principalmente às condições climáticas favoráveis na maioria das regiões produtoras, em conseqüência dos tratos culturais feitos pelos cafeicultores em 2009, que refletiram na safra atual, e aos bons preços do café, que permitiram mais investimentos na lavoura. A nova previsão, divulgada na manhã de hoje pela empresa, aponta também, como fator determinante para o aumento da produção, o melhor rendimento do café colhido no final da safra em Minas Gerais, Bahia e Paraná. Esse último levantamento da produção nacional de café de 2011/2012 estima uma produção 9,6 por cento menor que o volume colhido na safra anterior. As exportações de café do Brasil em dezembro, até o dia 20, somaram 1.455.898 sacas, contra 1.319.343 sacas registradas no mesmo período de novembro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 1.175 sacas, indo para 1.525.366 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 9.240 lotes, com as opções tendo 1.296 calls e 1.983 puts. Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem uma resistência em 222,80, 223,00, 223,50-223,60, 224,00, 224,50, 224,90-225,00, 225,50, 226,00, 226,50, 227,00, 227,50, 228,00, 228,50 e 229,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 218,50, 218,00, 217,50, 217,00, 216,50, 216,00, 215,50, 215,10-215,00, 214,50, 214,00 e 213,75 centavos por libra.
Café na ICE tem retração, mas não consegue ampliar perdas
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com quedas, em um dia caracterizado por algumas ações vendedoras por parte, especialmente, de especuladores que, no entanto, não conseguiram avançar as baixas, uma vez que encontraram uma zona compradora próxima do nível psicológico de 220,00 centavos de dólar por libra peso. A sessão foi caracterizada por um volume limitado de negócios, como vários players já tendo encerrado o ano e já projetando os negócios para 2012. A quarta foi marcada por uma tentativa dos baixistas em buscar alguns suportes, após dois dias de bons ganhos. No entanto, o que se viu foi uma limitação desses operadores em um ponto chave da escala de preço. Operadores destacaram que as ações do dia tiveram um perfil baseado, principalmente, na correção, após dois dias de bons ganhos. Tecnicamente, o mercado segue a tendência observada por vários especialistas, que previam uma correção para cima depois das fortes baixas recentes, que fez com que o mercado passasse a atuar em uma base sobrevendida. No longo prazo, no entanto, a tendência ainda é baixista, conforme alguns aspectos como a média móvel de 200 dias, que se encontra em um nível muito acima do atual patamar de preços. No encerramento do dia, o março em Nova Iorque teve queda de 290 pontos com 219,90 centavos, sendo a máxima em 222,80 e a mínima em 218,50 centavos por libra, com o maio tendo desvalorização de 280 pontos, com a libra a 222,70 centavos, sendo a máxima em 225,25 e a mínima em 221,40 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição janeiro registrou queda de 24 dólares, com 1.823 dólares por tonelada, com o março tendo desvalorização de 19 dólares, com 1.868 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, a quarta-feira foi caracterizada por vendas especulativas que, em significativo grau, estiveram em linha com o cenário externo. As bolsas de valores dos Estados Unidos tiveram uma quarta de retração, notadamente nas ações referentes a tecnologia, na Nasdaq. O índice CRB, por sua vez, conseguiu ter um relativo avanço, puxado, principalmente, pelo petróleo, que conseguiu ter um bom desempenho e avançar quase 2%. "Tivemos um dia baseado em alguma correção, após duas altas consideráveis e consecutivas. Os baixistas tentaram ampliar as baixas e testaram um nível próximo de 218,00 centavos, no entanto, uma desaceleração das perdas foi observada", sustentou um trader. "Mais uma vez não tivemos um grande volume de negócios e verificamos que os produtores estão realizando vendas bastante limitadas", observou Alex Oliveira, analista da Newedge, em Nova Iorque. O volume das exportações de um grupo de nove países produtores da América Latina registrou aumento de 6,18% em novembro, indicou a Anacafé (Associação Nacional dos Produtores de Café da Guatemala). A entidade indicou que as remessas de El Salvador, México, Nicarágua, Honduras, Costa Rica, Guatemala, Colômbia, Peru e República Dominicana atingiram 1.728.987 sacas no mês, sendo que dessas nações, apenas Colômbia, Nicarágua e Peru e República Dominicana tiveram queda nas exportações, com a maior retração, de 28,45%, sendo da Nicarágua. Na safra atual, iniciada em outubro, esse grupo de país remeteu 3.221.894 sacas ao exterior. Em 2010/2011, o bloco finalizou a safra com a exportação de 26.350.495 sacas. A estiagem ocorrida entre novembro de 2010 e fevereiro de 2011 afetou lavouras em fase de enchimento de grãos, mas não foi tão prejudicial quanto se esperava para a safra de café 2011/2012 estimada em 43,48 milhões de sacas, informou a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). O melhor desempenho se deve principalmente às condições climáticas favoráveis na maioria das regiões produtoras, em conseqüência dos tratos culturais feitos pelos cafeicultores em 2009, que refletiram na safra atual, e aos bons preços do café, que permitiram mais investimentos na lavoura. A nova previsão, divulgada na manhã de hoje pela empresa, aponta também, como fator determinante para o aumento da produção, o melhor rendimento do café colhido no final da safra em Minas Gerais, Bahia e Paraná. Esse último levantamento da produção nacional de café de 2011/2012 estima uma produção 9,6 por cento menor que o volume colhido na safra anterior. As exportações de café do Brasil em dezembro, até o dia 20, somaram 1.455.898 sacas, contra 1.319.343 sacas registradas no mesmo período de novembro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 1.175 sacas, indo para 1.525.366 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 9.240 lotes, com as opções tendo 1.296 calls e 1.983 puts. Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem uma resistência em 222,80, 223,00, 223,50-223,60, 224,00, 224,50, 224,90-225,00, 225,50, 226,00, 226,50, 227,00, 227,50, 228,00, 228,50 e 229,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 218,50, 218,00, 217,50, 217,00, 216,50, 216,00, 215,50, 215,10-215,00, 214,50, 214,00 e 213,75 centavos por libra.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Café tem novas compras na ICE e segue bom humor externo 20-12
Café tem novas compras na ICE e segue bom humor externo
O contrato futuro de arábica de março, tinha, há pouco, na ICE Futures US, alta de 400 pontos, com 223,45 centavos de dólar por libra peso, depois de bater na máxima de 223,60 centavos. O maio tinha, há instantes, valorização de 390 pontos. De acordo com analistas internacionais, o dia é de compras e recuperação na bolsa nova-iorquina. Depois de ter testado o suporte de um ano na segunda-feira, os preços se mostram em recuperação e muitos players, pressionados por um quadro sobrevendido, voltam a realizar recompras. Os bons ganhos do café também seguem o comportamento positivo dos mercados externos. As bolsas de valores nos Estados Unidos operam com altas próximas de 2%, o que permite às commodities também registrar bons ganhos, com a contrapartida das baixas do dólar. "Ao contrário do que estávamos verificando, esta terça-feira se mostra bem mais positiva. Os ganhos estão sendo observados e nos afastamos rapidamente da área de suporte testada na segunda-feira. Temos uma mistura de cenário macroeconômico positivo e recompras especulativas e, com isso, estamos ampliando ainda mais os ganhos da sessão passada", disse um trader. Um operador destacou que o mercado volta a se mostrar temeroso com a Colômbia. O país sofre com safras fracas e neste ano, quando a expectativa era de recuperação, as condições climáticas voltam a se mostrar críticas. Várias zonas do país sofrem com as chuvas, que afetam lavouras, estradas rurais e cidades. O governo do país já contabiliza 170 mortes por causa das precipitações. As exportações de café do Brasil em dezembro, até o dia 19, somaram 1.341.165 sacas, contra 1.319.343 sacas registradas no mesmo período de novembro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem uma resistência em 223,60, 224,00, 224,50, 224,90-225,00, 225,50, 226,00, 226,50, 227,00, 227,50, 228,00, 228,50 e 229,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 219,00, 218,50, 218,00, 217,50, 217,00, 216,50, 216,00, 215,50, 215,10-215,00, 214,50, 214,00 e 213,75 centavos por libra.
O contrato futuro de arábica de março, tinha, há pouco, na ICE Futures US, alta de 400 pontos, com 223,45 centavos de dólar por libra peso, depois de bater na máxima de 223,60 centavos. O maio tinha, há instantes, valorização de 390 pontos. De acordo com analistas internacionais, o dia é de compras e recuperação na bolsa nova-iorquina. Depois de ter testado o suporte de um ano na segunda-feira, os preços se mostram em recuperação e muitos players, pressionados por um quadro sobrevendido, voltam a realizar recompras. Os bons ganhos do café também seguem o comportamento positivo dos mercados externos. As bolsas de valores nos Estados Unidos operam com altas próximas de 2%, o que permite às commodities também registrar bons ganhos, com a contrapartida das baixas do dólar. "Ao contrário do que estávamos verificando, esta terça-feira se mostra bem mais positiva. Os ganhos estão sendo observados e nos afastamos rapidamente da área de suporte testada na segunda-feira. Temos uma mistura de cenário macroeconômico positivo e recompras especulativas e, com isso, estamos ampliando ainda mais os ganhos da sessão passada", disse um trader. Um operador destacou que o mercado volta a se mostrar temeroso com a Colômbia. O país sofre com safras fracas e neste ano, quando a expectativa era de recuperação, as condições climáticas voltam a se mostrar críticas. Várias zonas do país sofrem com as chuvas, que afetam lavouras, estradas rurais e cidades. O governo do país já contabiliza 170 mortes por causa das precipitações. As exportações de café do Brasil em dezembro, até o dia 19, somaram 1.341.165 sacas, contra 1.319.343 sacas registradas no mesmo período de novembro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem uma resistência em 223,60, 224,00, 224,50, 224,90-225,00, 225,50, 226,00, 226,50, 227,00, 227,50, 228,00, 228,50 e 229,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 219,00, 218,50, 218,00, 217,50, 217,00, 216,50, 216,00, 215,50, 215,10-215,00, 214,50, 214,00 e 213,75 centavos por libra.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Futuro promissor para commodities agrícolas
Futuro promissor para commodities agrícolas
Michael Dwyer, economista-chefe do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), afirma
que o preço das commodities agrícolas na próxima década será "significativamente maior"
do que nos últimos 10 anos. A razão é a crescente demanda nos mercados emergentes.
Os preços mundiais dos alimentos monitorados pela Organização das Nações Unidas bateu
um recorde em fevereiro. Os futuros do milho em Chicago, por exemplo, tiveram a maior
alta de todos os tempos em junho, e os preços médios do grão e soja estão indo para as
maiores médias anuais de todos os tempos.
Já que passamos por um momento de crise e queda das cotações, não fica tão claro este
cenário de forte alta, mesmo assim Dwyer espera que de forma moderada as cotações das
commodities agrícolas subam a níveis muito mais elevados do que o mundo está acostumado
a ver.
"A fonte deste crescimento dos próximos 10 anos é a nova classe média em expansão nos
mercados emergentes, como China, Índia, Sudeste Asiático e América Latina."
Com o crescimento da nova classe média na China, maior consumidor mundial de energia
para tudo, podem surgir mais de 325 milhões de famílias com poder de consumo até 2020,
e 125 milhões já hoje. A mudança "maciça" na demanda agregada de alimentos significa
que os agricultores ao redor do mundo terão que “pedalar”.
"Se a produção não conseguir acompanhar o ritmo de crescimento da demanda, os preços
podem decolar”.
O aumento nos preços das commodities continuará impulsionando os valores de terras e a
renda do produtor. Citando a agricultura americana, que está indo muito bem, ao longo dos
próximos 10 anos, se os preços das commodities ficarem em níveis relativamente elevados
como visto nos últimos dois anos, a rentabilidade historicamente crescente das commodities
agrícolas deve continuar intacta
Michael Dwyer, economista-chefe do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), afirma
que o preço das commodities agrícolas na próxima década será "significativamente maior"
do que nos últimos 10 anos. A razão é a crescente demanda nos mercados emergentes.
Os preços mundiais dos alimentos monitorados pela Organização das Nações Unidas bateu
um recorde em fevereiro. Os futuros do milho em Chicago, por exemplo, tiveram a maior
alta de todos os tempos em junho, e os preços médios do grão e soja estão indo para as
maiores médias anuais de todos os tempos.
Já que passamos por um momento de crise e queda das cotações, não fica tão claro este
cenário de forte alta, mesmo assim Dwyer espera que de forma moderada as cotações das
commodities agrícolas subam a níveis muito mais elevados do que o mundo está acostumado
a ver.
"A fonte deste crescimento dos próximos 10 anos é a nova classe média em expansão nos
mercados emergentes, como China, Índia, Sudeste Asiático e América Latina."
Com o crescimento da nova classe média na China, maior consumidor mundial de energia
para tudo, podem surgir mais de 325 milhões de famílias com poder de consumo até 2020,
e 125 milhões já hoje. A mudança "maciça" na demanda agregada de alimentos significa
que os agricultores ao redor do mundo terão que “pedalar”.
"Se a produção não conseguir acompanhar o ritmo de crescimento da demanda, os preços
podem decolar”.
O aumento nos preços das commodities continuará impulsionando os valores de terras e a
renda do produtor. Citando a agricultura americana, que está indo muito bem, ao longo dos
próximos 10 anos, se os preços das commodities ficarem em níveis relativamente elevados
como visto nos últimos dois anos, a rentabilidade historicamente crescente das commodities
agrícolas deve continuar intacta
Próxima safra de café vai ser menor, mas de preços altos
Próxima safra de café vai ser menor, mas de preços altos por Gil Barabach
Impactado por um mês de outubro de seca nas regiões produtoras, o próximo ciclo de alta do café, entre julho de 2012 e junho de 2013, pode ser menor do que o anterior, sendo produzido no Brasil algo entre 52 e 55 milhões de sacas. Mas o preço dessa commodity, que se mantém aquecido por diversos fatores, entre os quais está a forte demanda mundial, deve garantir o crescimento da rentabilidade do setor. Estimativas de mercado indicavam neste ano que a próxima safra de café poderia ser excepcional, com até 60 milhões de sacas. A falta de chuva, porém, atrapalhou a produção no cerrado mineiro e na mogiana paulista e causou atrasos da florada do grão, contrariando as expectativas iniciais. "O potencial produtivo da lavoura ficou comprometido. A safra ainda vai ser grande, mas não será uma supersafra", afirmou o analista Gil Barabach, da Safras & Mercado. Quanto à safra atual (2011/2012), a consultoria prevê que fechará com 47 milhões de sacas. Antes de setembro, quando terminou a colheita, o preço da medida já estava acima de R$ 500, o que revela a firmeza do mercado. "Na metade de 2010, o preço da saca estava abaixo de R$ 300. Em 2011, houve alta e acomodação da produção, mas ainda assim os preços se mantiveram pelo menos R$ 100 acima dos do ano anterior", observou Barabach. No primeiro semestre deste ano, durante a entressafra, a saca custava R$ 565. Depois do pico produtivo de maio, quando os preços costumam cair devido à oferta, essa queda não foi como se esperava. "O mercado indicava uma redução de preços", disse o analista, mas o menor nível do ano ficou entre R$ 430 e R$ 435 por saca. "A queda de preços foi atenuada." No último ciclo de alta do café, entre 2010 e 2011, a produção ficou em 54 milhões de sacas. O volume representava uma safra recorde, que, segundo Barabach, se prolongou para o ano seguinte, "consolidando o quadro positivo". Na melhor das hipóteses, a próxima colheita superará esta marca; porém, devido às adversidades climáticas que atrasaram a formação do grão, há risco de a safra ser menor - embora os preços tendam a garantir a rentabilidade dos produtores rurais. Exportações A grande incerteza atual do setor se refere à crise internacional, ou à "incógnita financeira", como disse o especialista da Safras & Mercado. Uma ruptura na zona do euro pode provocar uma queda abrupta de consumo de café, como já vem acontecendo no leste da Europa, além da fuga de investidores dessa commodity. Contudo, as exportações vão de vento em popa, favorecidas por três anos de baixa produtiva na Colômbia, o maior concorrente externo do Brasil nessa área. "Estamos aproveitando o espaço deixado pela Colômbia para nos consolidar no mercado de café com alto valor agregado", afirmou Barabach. Ou seja, na escassez do produto colombiano, que geralmente tem qualidade elevada, os produtores brasileiros têm-se ocupado em preencher a demanda por cafés especiais. De acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé), as exportações do grão do Brasil fecharam os onze meses de 2011 (janeiro a novembro) com uma receita cambial 59% maior do que a registrada no mesmo período de 2010 - US$ 7,8 bilhões, contra US$ 4,9 bilhões - e 30,4 milhões de sacas exportadas. Em novembro, a receita cambial (US$ 834,9 milhões) foi 34,6% superior à do mesmo mês no ano passado (US$ 620,4 milhões). "A receita cambial esperada para 2011 é de US$ 8,4 bilhões, 48% maior que a de 2010, apesar de o volume esperado ser praticamente o mesmo do ano passado. A razão que contribuiu para este resultado foram os preços, que se mantiveram em patamares mais altos", disse o diretor-geral do CeCafé, Guilherme Braga. DCI
Análises - 19/12/2011
Café se recupera na ICE e tem dia de ganhos consistentes
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram uma sessão de considerável volatilidade nesta segunda-feira. Mesmo com um volume modesto de contratos comercializados, as cotações foram do nível mais baixo em mais de um ano até a aferição de uma boa alta ao final dos negócios. mais uma vez, os negócios se movimentaram baseados em aspectos técnicos. Na primeira parte da sessão, os baixistas voltaram a demonstrar consistência e o primeiro suporte para a posição março, em 213,75 centavos por libra, marca de 17 de dezembro do ano passado, finalmente foi rompido. No entanto, o rompimento não desencadeou o aumento do "apetite" vendedor. Pelo contrário, vários players passaram a emitir ordens de recompra e o mercado rapidamente começou a ganhar corpo, inicialmente com altas modestas, até ganhos mais consistentes se concretizarem na parte final do dia. Operadores indicaram que o mercado dá sinais de estar sobrevendido, assim, mesmo com a tentativa inicial dos baixistas de se procurar patamares abaixo do suporte, alguns outros participantes atuaram, efetivamente, para se proteger do quadro que é verificado, por exemplo, a partir da análise do Índice de Força Relativa. Fundamentalmente, o mercado ainda avalia questões como a nova temporada de chuvas na Colômbia e a expectativa de operadores por uma safra menor que a anteriormente esperada no Brasil em 2012. No encerramento do dia, o março em Nova Iorque teve alta de 435 pontos com 219,45 centavos, sendo a máxima em 219,95 e a mínima em 212,35 centavos por libra, com o maio tendo valorização de 425 pontos, com a libra a 222,10 centavos, sendo a máxima em 222,30 e a mínima em 215,25 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição janeiro registrou queda de 19 dólares, com 1.834 dólares por tonelada, com o março tendo desvalorização de 19 dólares, com 1.878 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por dois momentos bastante distintos. De um lado a tentativa, com êxito, de finalmente se romper uma mínima que durava mais de um ano. No entanto, logo na seqüência, um ação corretiva passou a ser verificada e os preços voltaram a ganhar corpo, com boas altas se consolidando ao final dos negócios. Os mercados externos pouco influenciaram no humor do café, já que operaram grande parte do dia próximos da estabilidade. "Tivemos um dia técnico e de perspectivas distintas. Por um lado o viés baixista tentando consolidar patamares ainda mais pressionados e por outro a correção técnica, diante de um quadro sobrevendido, sendo que o segundo, ao menos por hoje, prevaleceu", disse um trader. Apesar das baixas em sessões recentes, a empresa financeira Commerzbank, de origem alemã, espera que os preços da commodity possam voltar a subir, em meio às preocupações sobre as condições de cultivo da Colômbia, segundo maior produtor mundial de arábica. "Os problemas da safra colombiana devem relativizar a mais recente queda de preços", indicou a instituição em seu informe semanal. "Pouco resolve falarmos de fundamentos quando o macro dita o tom da música. O fortalecimento da moeda americana, junto com uma figura técnica negativa para o café, e com os fundos colocando uma posição vendida nos seus livros, em nada ajudam o mercado a recuperar por ora, e com isto o nível de preço do final de 2011 está igual ao do fim de 2010. Mas falar que a situação de disponibilidade de café é confortável e por isso empurra o mercado mais para baixo é exagero dos baixistas", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, analista da Archer Consulting. Os estoques de café na Europa caíram 692.718 sacas em outubro e chegaram a 11,94 milhões de sacas, informou a Federação Européia de Café. A maior retração se deu em Antuérpia, na Bélgica, com baixa de 510.883 sacas, para 6,11 milhões de sacas. Outros portos que tiveram baixa foram de Hamburgo e Bremen, na Alemanha, além de Genova, na Itália e Le Havre, na França, sendo que apenas em Trieste, na Itália houve aumento no volume de café estocado. As exportações de café do Brasil em dezembro, até o dia 15, somaram 1.056.783 sacas, contra 939.960 sacas registradas no mesmo período de novembro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 169 sacas, indo para 1.526.083 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 11.780 lotes, com as opções tendo 1.717 calls e 1.642 puts. Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem uma resistência em 219,95-220,00, 220,50, 221,00, 221,50, 222,00, 222,50, 222,90-223,00, 223,50, 224,00, 224,50, 224,90-225,00 e 225,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 212,35, 212,00, 211,50, 211,00, 210,50, 210,10-210,00, 209,50, 209,00, 208,50, 208,00, 207,50 e 207,00 centavos por libra.
Impactado por um mês de outubro de seca nas regiões produtoras, o próximo ciclo de alta do café, entre julho de 2012 e junho de 2013, pode ser menor do que o anterior, sendo produzido no Brasil algo entre 52 e 55 milhões de sacas. Mas o preço dessa commodity, que se mantém aquecido por diversos fatores, entre os quais está a forte demanda mundial, deve garantir o crescimento da rentabilidade do setor. Estimativas de mercado indicavam neste ano que a próxima safra de café poderia ser excepcional, com até 60 milhões de sacas. A falta de chuva, porém, atrapalhou a produção no cerrado mineiro e na mogiana paulista e causou atrasos da florada do grão, contrariando as expectativas iniciais. "O potencial produtivo da lavoura ficou comprometido. A safra ainda vai ser grande, mas não será uma supersafra", afirmou o analista Gil Barabach, da Safras & Mercado. Quanto à safra atual (2011/2012), a consultoria prevê que fechará com 47 milhões de sacas. Antes de setembro, quando terminou a colheita, o preço da medida já estava acima de R$ 500, o que revela a firmeza do mercado. "Na metade de 2010, o preço da saca estava abaixo de R$ 300. Em 2011, houve alta e acomodação da produção, mas ainda assim os preços se mantiveram pelo menos R$ 100 acima dos do ano anterior", observou Barabach. No primeiro semestre deste ano, durante a entressafra, a saca custava R$ 565. Depois do pico produtivo de maio, quando os preços costumam cair devido à oferta, essa queda não foi como se esperava. "O mercado indicava uma redução de preços", disse o analista, mas o menor nível do ano ficou entre R$ 430 e R$ 435 por saca. "A queda de preços foi atenuada." No último ciclo de alta do café, entre 2010 e 2011, a produção ficou em 54 milhões de sacas. O volume representava uma safra recorde, que, segundo Barabach, se prolongou para o ano seguinte, "consolidando o quadro positivo". Na melhor das hipóteses, a próxima colheita superará esta marca; porém, devido às adversidades climáticas que atrasaram a formação do grão, há risco de a safra ser menor - embora os preços tendam a garantir a rentabilidade dos produtores rurais. Exportações A grande incerteza atual do setor se refere à crise internacional, ou à "incógnita financeira", como disse o especialista da Safras & Mercado. Uma ruptura na zona do euro pode provocar uma queda abrupta de consumo de café, como já vem acontecendo no leste da Europa, além da fuga de investidores dessa commodity. Contudo, as exportações vão de vento em popa, favorecidas por três anos de baixa produtiva na Colômbia, o maior concorrente externo do Brasil nessa área. "Estamos aproveitando o espaço deixado pela Colômbia para nos consolidar no mercado de café com alto valor agregado", afirmou Barabach. Ou seja, na escassez do produto colombiano, que geralmente tem qualidade elevada, os produtores brasileiros têm-se ocupado em preencher a demanda por cafés especiais. De acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé), as exportações do grão do Brasil fecharam os onze meses de 2011 (janeiro a novembro) com uma receita cambial 59% maior do que a registrada no mesmo período de 2010 - US$ 7,8 bilhões, contra US$ 4,9 bilhões - e 30,4 milhões de sacas exportadas. Em novembro, a receita cambial (US$ 834,9 milhões) foi 34,6% superior à do mesmo mês no ano passado (US$ 620,4 milhões). "A receita cambial esperada para 2011 é de US$ 8,4 bilhões, 48% maior que a de 2010, apesar de o volume esperado ser praticamente o mesmo do ano passado. A razão que contribuiu para este resultado foram os preços, que se mantiveram em patamares mais altos", disse o diretor-geral do CeCafé, Guilherme Braga. DCI
Análises - 19/12/2011
Café se recupera na ICE e tem dia de ganhos consistentes
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram uma sessão de considerável volatilidade nesta segunda-feira. Mesmo com um volume modesto de contratos comercializados, as cotações foram do nível mais baixo em mais de um ano até a aferição de uma boa alta ao final dos negócios. mais uma vez, os negócios se movimentaram baseados em aspectos técnicos. Na primeira parte da sessão, os baixistas voltaram a demonstrar consistência e o primeiro suporte para a posição março, em 213,75 centavos por libra, marca de 17 de dezembro do ano passado, finalmente foi rompido. No entanto, o rompimento não desencadeou o aumento do "apetite" vendedor. Pelo contrário, vários players passaram a emitir ordens de recompra e o mercado rapidamente começou a ganhar corpo, inicialmente com altas modestas, até ganhos mais consistentes se concretizarem na parte final do dia. Operadores indicaram que o mercado dá sinais de estar sobrevendido, assim, mesmo com a tentativa inicial dos baixistas de se procurar patamares abaixo do suporte, alguns outros participantes atuaram, efetivamente, para se proteger do quadro que é verificado, por exemplo, a partir da análise do Índice de Força Relativa. Fundamentalmente, o mercado ainda avalia questões como a nova temporada de chuvas na Colômbia e a expectativa de operadores por uma safra menor que a anteriormente esperada no Brasil em 2012. No encerramento do dia, o março em Nova Iorque teve alta de 435 pontos com 219,45 centavos, sendo a máxima em 219,95 e a mínima em 212,35 centavos por libra, com o maio tendo valorização de 425 pontos, com a libra a 222,10 centavos, sendo a máxima em 222,30 e a mínima em 215,25 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição janeiro registrou queda de 19 dólares, com 1.834 dólares por tonelada, com o março tendo desvalorização de 19 dólares, com 1.878 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por dois momentos bastante distintos. De um lado a tentativa, com êxito, de finalmente se romper uma mínima que durava mais de um ano. No entanto, logo na seqüência, um ação corretiva passou a ser verificada e os preços voltaram a ganhar corpo, com boas altas se consolidando ao final dos negócios. Os mercados externos pouco influenciaram no humor do café, já que operaram grande parte do dia próximos da estabilidade. "Tivemos um dia técnico e de perspectivas distintas. Por um lado o viés baixista tentando consolidar patamares ainda mais pressionados e por outro a correção técnica, diante de um quadro sobrevendido, sendo que o segundo, ao menos por hoje, prevaleceu", disse um trader. Apesar das baixas em sessões recentes, a empresa financeira Commerzbank, de origem alemã, espera que os preços da commodity possam voltar a subir, em meio às preocupações sobre as condições de cultivo da Colômbia, segundo maior produtor mundial de arábica. "Os problemas da safra colombiana devem relativizar a mais recente queda de preços", indicou a instituição em seu informe semanal. "Pouco resolve falarmos de fundamentos quando o macro dita o tom da música. O fortalecimento da moeda americana, junto com uma figura técnica negativa para o café, e com os fundos colocando uma posição vendida nos seus livros, em nada ajudam o mercado a recuperar por ora, e com isto o nível de preço do final de 2011 está igual ao do fim de 2010. Mas falar que a situação de disponibilidade de café é confortável e por isso empurra o mercado mais para baixo é exagero dos baixistas", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, analista da Archer Consulting. Os estoques de café na Europa caíram 692.718 sacas em outubro e chegaram a 11,94 milhões de sacas, informou a Federação Européia de Café. A maior retração se deu em Antuérpia, na Bélgica, com baixa de 510.883 sacas, para 6,11 milhões de sacas. Outros portos que tiveram baixa foram de Hamburgo e Bremen, na Alemanha, além de Genova, na Itália e Le Havre, na França, sendo que apenas em Trieste, na Itália houve aumento no volume de café estocado. As exportações de café do Brasil em dezembro, até o dia 15, somaram 1.056.783 sacas, contra 939.960 sacas registradas no mesmo período de novembro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 169 sacas, indo para 1.526.083 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 11.780 lotes, com as opções tendo 1.717 calls e 1.642 puts. Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem uma resistência em 219,95-220,00, 220,50, 221,00, 221,50, 222,00, 222,50, 222,90-223,00, 223,50, 224,00, 224,50, 224,90-225,00 e 225,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 212,35, 212,00, 211,50, 211,00, 210,50, 210,10-210,00, 209,50, 209,00, 208,50, 208,00, 207,50 e 207,00 centavos por libra.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Dólar e café voltam de onde vieram
Dólar e café voltam de onde vieram | ||||
| ||||
Análises - 16/12/2011 | ||||
Em sessão esvaziada, café amplia perdas na ICE Futures US | ||||
| ||||
Artigos - 17/12/2011 | ||||
Entrada em vigor da medida provisória 545/2011 trará transparência e igualdade | ||||
| ||||
Notícias - 18/12/2011 | |||||
Coréia : importações recorde de café este ano | |||||
| |||||
Assinar:
Postagens (Atom)