Falta ao Brasil estratégia para o agronegócio, diz Roberto Rodrigues
Agronegócio | 17/03/2010 | 18h23min
Ex-ministro da Agricultura afirmou que o setor precisa aumentar sua participação no próximo governo
Agência Estado
Gerson Freitas Jr.
O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues afirmou nesta quarta, dia 17, que falta ao Brasil uma política estratégica para o agronegócio e que o setor precisa aumentar sua participação no próximo governo.
— Não faltam políticas agrícolas para o país; falta coordenação — afirmou Rodrigues, que participou, em São Paulo, do fórum da Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), que discutiu as demandas que o setor pretende apresentar para os candidatos ao Palácio do Planalto.
— O próximo presidente precisa entender que de nada adianta um excelente Ministério da Agricultura se não houver integração com outras pastas. A montagem institucional é prioridade para o setor — assegurou.
Na avaliação de Rodrigues, o agronegócio não tem voz em Ministérios e órgãos cujas decisões afetam diretamente o setor, como as pastas do Meio Ambiente e das Relações Exteriores.
— É incrível que o setor responsável por 30% do PIB não tenha representação no Banco Central e no conselho do BNDES — exemplificou.
Ele citou ainda o fato de nenhum representante da cadeia ter sido chamado para o Grupo de Acompanhamento da crise criado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, no início do ano passado.
Rodrigues admitiu, no entanto, que os diferentes elos do agronegócio têm dificuldade para definir uma pauta conjunta, o que acaba comprometendo sua representação junto ao governo.
— Falta profissionalismo na representação do agronegócio, o que nos obriga a ser sempre reativos e quase nunca propositivos — lamentou.
AGÊNCIA ESTADO
quinta-feira, 18 de março de 2010
sábado, 13 de março de 2010
o mercado evoluiu dentro do esperado
A semana o mercado evoluiu dentro do esperado com um repique dos preços e fechando a semana com uma valorizaçao de 200 PONTOS frente ao fechamemto da semana passada a 132.40 cents de dolar por libra peso.
O dólar tambem como esperado e com um aporte de dolares na semana entrando na Bovespa, principalmente para a compra das ações da petrobras ,onde na terça feira passada ,compraram 2.2 bilhoes de reais em açoes da petro, empurrando ainda mais cotações do dólar para baixo.
O dolar comercial fechou a semana com desvalorização de 1.26% na semana fechando a 1.7650.
As bandas de bolinger se fecham o que mostra uma baixa volatilidade nas cotações do cafe para proxima semana ,o que deverá provocar uma correção lateral para os preços .
A tendencia de baixa continua para medio prazo quando teremos a entrada da safra brasileira e teremos players do lado produtor injetando produto novo no mercado.
Na sexta-feira uma realização de lucro do petroleo ajudou a segurar a valorizaçao do cafe e puxou o cafe para baixo do meio para o fim do pregão.
Para amigos produtores que ainda têm a mosca branca do momento, ou seja cafe de alta qualidade, esta na hora de pensar em sua realização , como já disse antes, aproveitar nestes repiques de preço, para depois não chorar o leite derramado e vender os cafés a preços abaixo das cotaçoes atuais e alimentar a estatísticas dos que pensam que produtor só vende cafe na baixa.
A semana começa ,com o set up do crv 3% dando entrada em um trade de venda ,o que aguardaremos a segunda feira ,no proximo pregao ,para determinarmos uma entrada e fazermos uma venda de contratos de cafe.
Tenham todos um bom fim de semana uma boa semana de negocios e que Deus abençoe a todos.
P.S:Acertar o topo é estatiscamente dificil portanto vejam o preço que lhes sirvam e realizem os negócios.
wagner pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com
O dólar tambem como esperado e com um aporte de dolares na semana entrando na Bovespa, principalmente para a compra das ações da petrobras ,onde na terça feira passada ,compraram 2.2 bilhoes de reais em açoes da petro, empurrando ainda mais cotações do dólar para baixo.
O dolar comercial fechou a semana com desvalorização de 1.26% na semana fechando a 1.7650.
As bandas de bolinger se fecham o que mostra uma baixa volatilidade nas cotações do cafe para proxima semana ,o que deverá provocar uma correção lateral para os preços .
A tendencia de baixa continua para medio prazo quando teremos a entrada da safra brasileira e teremos players do lado produtor injetando produto novo no mercado.
Na sexta-feira uma realização de lucro do petroleo ajudou a segurar a valorizaçao do cafe e puxou o cafe para baixo do meio para o fim do pregão.
Para amigos produtores que ainda têm a mosca branca do momento, ou seja cafe de alta qualidade, esta na hora de pensar em sua realização , como já disse antes, aproveitar nestes repiques de preço, para depois não chorar o leite derramado e vender os cafés a preços abaixo das cotaçoes atuais e alimentar a estatísticas dos que pensam que produtor só vende cafe na baixa.
A semana começa ,com o set up do crv 3% dando entrada em um trade de venda ,o que aguardaremos a segunda feira ,no proximo pregao ,para determinarmos uma entrada e fazermos uma venda de contratos de cafe.
Tenham todos um bom fim de semana uma boa semana de negocios e que Deus abençoe a todos.
P.S:Acertar o topo é estatiscamente dificil portanto vejam o preço que lhes sirvam e realizem os negócios.
wagner pimentel
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quinta-feira, 11 de março de 2010
Oito milhões de votos
Oito milhões de votos
A safra 2009/2010 esta chegando ao seu final e se aproxima a safra 2010/2011.
Temos estimativas de todo jeito tamanho e gosto, temos estimativas entre 46 milhões e 60 milhões de sacas de café, portanto uma discrepância enorme onde as estratégias para os produtores são totalmente diferentes, estratégias essa de comercialização da safra, pois se colhermos 46 milhões de sacas com os contratos que já estão vendido e que irão se firmar o aperto de mercadoria continuara e não teremos queda no preço durante a safra, mas se colhermos 60 milhões de sacas as estratégias terão que ser outra com certeza.
Uma grande forma de segurar o preço de café continua sendo na forma de opção, que apesar da ultima ter tido alguns contra tempo, para quem conseguiu exercer a opção fez um belo preço pelo seu café.
A próxima safra que chega e ainda não temos nada para poder gerenciar o volume de café ofertado durante colheita, o governo ainda não mostrou nada para nossa próxima safra.
Em um cenário onde temos uma super crise na economia mundial onde quem pode mais chora menos, e em um cenário de produção de 60 milhões de sacas o que vamos fazer com o nosso café.
Será que vamos novamente ter que escoar nossa safra para fazer girar nossa colheita?
Será que nem em um ano de eleição presidencial teremos apoio?
A nossa representatividade com oito milhões de trabalhadores, ou oito milhões de votos não vamos ter apoio?
O produtor de café tem que entender que ele não vai ser bem sucedido se não tiver uma representatividade no governo, temos que ter apoio do governo, não podemos vender nosso café a qualquer preço, e sem um governo do nosso lado, não temos a menor chance perante este mercado, que é regido pela bolsa ICE de Nova Iorque, que movimenta 10 safras brasileiras por ano em seus pregoes, ou seja, 600 milhões de sacas.
O sucesso do produtor moderno não esta só em produtividade, passa pelo mercado futuro em bolsa e financiamento da mercadoria principalmente na hora da colheita.
A cobrança de uma atitude do governo, mostrando nossa força com nossos oito milhões de votos, para uma comercialização melhor para nossa mercadoria o mínimo que temos que fazer.
Vamos cobrar nossos direitos do estatuto da terra que temos o direito de 30% de lucro no mínimo em nossa produção.
Temos o direito de ter lucro!
Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com
A safra 2009/2010 esta chegando ao seu final e se aproxima a safra 2010/2011.
Temos estimativas de todo jeito tamanho e gosto, temos estimativas entre 46 milhões e 60 milhões de sacas de café, portanto uma discrepância enorme onde as estratégias para os produtores são totalmente diferentes, estratégias essa de comercialização da safra, pois se colhermos 46 milhões de sacas com os contratos que já estão vendido e que irão se firmar o aperto de mercadoria continuara e não teremos queda no preço durante a safra, mas se colhermos 60 milhões de sacas as estratégias terão que ser outra com certeza.
Uma grande forma de segurar o preço de café continua sendo na forma de opção, que apesar da ultima ter tido alguns contra tempo, para quem conseguiu exercer a opção fez um belo preço pelo seu café.
A próxima safra que chega e ainda não temos nada para poder gerenciar o volume de café ofertado durante colheita, o governo ainda não mostrou nada para nossa próxima safra.
Em um cenário onde temos uma super crise na economia mundial onde quem pode mais chora menos, e em um cenário de produção de 60 milhões de sacas o que vamos fazer com o nosso café.
Será que vamos novamente ter que escoar nossa safra para fazer girar nossa colheita?
Será que nem em um ano de eleição presidencial teremos apoio?
A nossa representatividade com oito milhões de trabalhadores, ou oito milhões de votos não vamos ter apoio?
O produtor de café tem que entender que ele não vai ser bem sucedido se não tiver uma representatividade no governo, temos que ter apoio do governo, não podemos vender nosso café a qualquer preço, e sem um governo do nosso lado, não temos a menor chance perante este mercado, que é regido pela bolsa ICE de Nova Iorque, que movimenta 10 safras brasileiras por ano em seus pregoes, ou seja, 600 milhões de sacas.
O sucesso do produtor moderno não esta só em produtividade, passa pelo mercado futuro em bolsa e financiamento da mercadoria principalmente na hora da colheita.
A cobrança de uma atitude do governo, mostrando nossa força com nossos oito milhões de votos, para uma comercialização melhor para nossa mercadoria o mínimo que temos que fazer.
Vamos cobrar nossos direitos do estatuto da terra que temos o direito de 30% de lucro no mínimo em nossa produção.
Temos o direito de ter lucro!
Wagner Pimentel
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quarta-feira, 10 de março de 2010
Agrotóxicos: 800 mil litros interditados na fábrica da Basf
Agrotóxicos: 800 mil litros interditados na fábrica da Basf
9 de março de 2010
Mais de 800 mil litros de agrotóxicos interditados. Esse é o resultado da fiscalização realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na última sexta-feira (5), na fábrica da empresa Basf, em Guaratinguetá (SP). Entre os produtos interditados está o agrotóxico Opera, produto mais vendido pela empresa.
Durante os três dias em que os ficais da Anvisa estiveram na indústria, foram encontradas inúmeras irregularidades, como uso de componentes e produtos técnicos (ingredientes utilizados na formulação de agrotóxicos) com prazo de validade vencidos e sem data de fabricação ou validade. A empresa alemã também não conseguiu comprovar o controle de qualidade e nem a rastreabilidade das pré-misturas dos componentes utilizados para a formulação dos agrotóxicos.
“Verificamos que a data de fabricação das pré-misturas, utilizadas na elaboração do produto acabado, eram mais recentes que as do produto final”, afirma o diretor da Anvisa, José Agenor Álvares. Além disso, os fiscais da Agência identificaram que cada lote de agrotóxico possuía mais de dois mil litros de substâncias desconhecidas que não podiam ser identificadas e nem rastreadas.
Os dados do sistema da Basf também não conferiam com os da linha de produção. “Agrotóxicos são produtos com alto risco para saúde e meio ambiente, por isso problemas na produção desses produtos aumentam significativamente as chances do desenvolvimento de diversos agravos a saúde, como câncer e toxicidade reprodutiva em trabalhadores rurais e consumidores”, explica Álvares.
O diretor da Anvisa destacou, ainda, as dificuldades que os técnicos passaram durante a fiscalização na Basf. “Com os nossos fiscais dentro da fábrica, as luzes foram apagadas, máquinas paradas e os responsáveis se negaram a assinar alguns documentos”, finaliza.
A operação contou com o apoio da Polícia Federal de Cruzeiro e com a Vigilância Sanitária do Município de Guaratinguetá.
Interdição
A interdição é válida por 90 dias, prazo em que os produtos não poderão ser comercializados. O fabricante terá cinco dias úteis para apresentar a contraprova.
As infrações encontradas podem ser penalizadas com a aplicação de multas de até R$1,5 milhão e com o cancelamento dos informes de avaliação toxicológica dos agrotóxicos em que foram identificadas as irregularidades.
Caso haja a verificação de crime ou de outras irregularidades, além das administrativas, os procedimentos são encaminhados para a Polícia Federal e para o Ministério Público Federal.
Assessoria de Imprensa / Anvisa
9 de março de 2010
Mais de 800 mil litros de agrotóxicos interditados. Esse é o resultado da fiscalização realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na última sexta-feira (5), na fábrica da empresa Basf, em Guaratinguetá (SP). Entre os produtos interditados está o agrotóxico Opera, produto mais vendido pela empresa.
Durante os três dias em que os ficais da Anvisa estiveram na indústria, foram encontradas inúmeras irregularidades, como uso de componentes e produtos técnicos (ingredientes utilizados na formulação de agrotóxicos) com prazo de validade vencidos e sem data de fabricação ou validade. A empresa alemã também não conseguiu comprovar o controle de qualidade e nem a rastreabilidade das pré-misturas dos componentes utilizados para a formulação dos agrotóxicos.
“Verificamos que a data de fabricação das pré-misturas, utilizadas na elaboração do produto acabado, eram mais recentes que as do produto final”, afirma o diretor da Anvisa, José Agenor Álvares. Além disso, os fiscais da Agência identificaram que cada lote de agrotóxico possuía mais de dois mil litros de substâncias desconhecidas que não podiam ser identificadas e nem rastreadas.
Os dados do sistema da Basf também não conferiam com os da linha de produção. “Agrotóxicos são produtos com alto risco para saúde e meio ambiente, por isso problemas na produção desses produtos aumentam significativamente as chances do desenvolvimento de diversos agravos a saúde, como câncer e toxicidade reprodutiva em trabalhadores rurais e consumidores”, explica Álvares.
O diretor da Anvisa destacou, ainda, as dificuldades que os técnicos passaram durante a fiscalização na Basf. “Com os nossos fiscais dentro da fábrica, as luzes foram apagadas, máquinas paradas e os responsáveis se negaram a assinar alguns documentos”, finaliza.
A operação contou com o apoio da Polícia Federal de Cruzeiro e com a Vigilância Sanitária do Município de Guaratinguetá.
Interdição
A interdição é válida por 90 dias, prazo em que os produtos não poderão ser comercializados. O fabricante terá cinco dias úteis para apresentar a contraprova.
As infrações encontradas podem ser penalizadas com a aplicação de multas de até R$1,5 milhão e com o cancelamento dos informes de avaliação toxicológica dos agrotóxicos em que foram identificadas as irregularidades.
Caso haja a verificação de crime ou de outras irregularidades, além das administrativas, os procedimentos são encaminhados para a Polícia Federal e para o Ministério Público Federal.
Assessoria de Imprensa / Anvisa
quarta-feira, 3 de março de 2010
Países produtores insatisfeitos com preços
Conferência Mundial
Países produtores insatisfeitos com preços
Na manhã de sábado, 27 de fevereiro, teve início a primeira rodada de palestras da Conferência Mundial do Café da Organização Internacional do Café (OIC), na Guatemala.
Entre os palestrantes da sessão da manhã, que contou com intervenções de representantes de países africanos, Brasil, Vietnã, Colômbia e de nações da América Central, ficou claro o clamor de que o preço do café tem que subir para viabilizar a cafeicultura mundial.
O representante dos países africanos responsabilizou a queda da produção de café em seu continente pelo enfraquecimento ou o desaparecimento de instituições reguladoras.
Os dois palestrantes do Vietnã frisaram que o segundo maior país produtor do mundo está com sua cafeicultura estagnada, possuindo uma expressiva área de plantio com cafeeiros envelhecidos. O Vietnã apresentou, inclusive, um projeto de transformação de seu disperso esquema de atuação institucional para um novo arranjo integrado e centralizado.
Já o representante da América Central listou os problemas de produção de cada país e ressaltou que as indicações de incremento da demanda mundial por cafés lavados, nos próximos anos, só poderá ser atendida via estimulo de preço, já que a presente remuneração ao produtor de café não será capaz de viabilizar o aumento de produção.
A intervenção do gerente geral da Federação dos Cafeicultores da Colômbia foi francamente defensiva quanto à explicação da quebra do volume produzido por seu país. Do regime inadequado de chuvas, ataques de ferrugem e broca, aumentos dos custos de produção, o único ponto dinâmico apresentado pelo dirigente colombiano foi a chamada preferência dos consumidores mundiais por cafés lavados, o que, na sua avaliação, os altos diferenciais de preço do último ano demonstram.
O gerente da Federação foi eloqüente quanto à fidelidade do consumidor mundial ao café colombiano e na apresentação da tendência de aumento da demanda mundial por estes cafés nos próximos anos.
A intervenção do Brasil foi bem feita, apresentando o desempenho da produção e das exportações do país nos últimos anos em comparação com o período em que o mercado mundial era regido pelo sistema de cláusulas econômicas da OIC.
Manoel Bertone, secretário de Produção e Agroenergia do MAPA, conclamou os demais países do mundo a organizarem arranjos institucionais como o que o Brasil conta, fazendo referência ao Funcafé, ao CDPC e à EMBRAPA.
Bertone lançou no ar o desafio dos países produtores conseguirem aumentar o preço do café sem gerar aumentos de produção, o que poderia levar o mundo a se ver em novo ciclo de desequilíbrio entre oferta e demanda.
O representante brasileiro não desenvolveu, contudo, o quadro de crise porque passa o produtor brasileiro de café e acabou sua intervenção dando apoio irrestrito à OIC.
Como conclusão da primeira rodada de palestras da Conferência Mundial do Café, podemos ressaltar que o conjunto dos países produtores não está satisfeito com os atuais preços do produto, mesmo aqueles que vêm comercializando o café com elevados prêmios, uma vez que renda a global destes países é prejudicada por menor volume de produção, o que implica em custos unitários de produção por saca mais elevados.
Ainda é cedo para uma avaliação do resultado desta Conferência, mas a continuar a linha de palestras que assistimos até aqui, todos os presentes estão de acordo que a cafeicultura mundial não pode mais funcionar com os presentes patamares de preço, porém ninguém se atreve a buscar uma ação coletiva pela valorização do café ao nível do produtor com a conseqüente diminuição das margens operacionais dos demais agentes da cadeia ou pela elevação do preço ao nível do consumidor.
É evidente que os consumidores ou importadores não vão ceder de mão beijada, portanto somente uma forte articulação dos produtores de café é que poderá levar o desafio à agenda internacional.
Até lá, certamente ainda teremos muitas palestra tocando a sustentabilidade via elevação de produtividade, redução de custos de colheita, certificação e aumento do consumo mundial, particularmente em países produtores.
Atenciosamente,
Francisco Ourique1
Consultor Técnico
--------------------------------------------------------------------------------
1Francisco Ourique está na Cidade da Guatemala (GUA) representando o Conselho Nacional do Café (CNC) na Conferência Mundial da OIC.
Países produtores insatisfeitos com preços
Na manhã de sábado, 27 de fevereiro, teve início a primeira rodada de palestras da Conferência Mundial do Café da Organização Internacional do Café (OIC), na Guatemala.
Entre os palestrantes da sessão da manhã, que contou com intervenções de representantes de países africanos, Brasil, Vietnã, Colômbia e de nações da América Central, ficou claro o clamor de que o preço do café tem que subir para viabilizar a cafeicultura mundial.
O representante dos países africanos responsabilizou a queda da produção de café em seu continente pelo enfraquecimento ou o desaparecimento de instituições reguladoras.
Os dois palestrantes do Vietnã frisaram que o segundo maior país produtor do mundo está com sua cafeicultura estagnada, possuindo uma expressiva área de plantio com cafeeiros envelhecidos. O Vietnã apresentou, inclusive, um projeto de transformação de seu disperso esquema de atuação institucional para um novo arranjo integrado e centralizado.
Já o representante da América Central listou os problemas de produção de cada país e ressaltou que as indicações de incremento da demanda mundial por cafés lavados, nos próximos anos, só poderá ser atendida via estimulo de preço, já que a presente remuneração ao produtor de café não será capaz de viabilizar o aumento de produção.
A intervenção do gerente geral da Federação dos Cafeicultores da Colômbia foi francamente defensiva quanto à explicação da quebra do volume produzido por seu país. Do regime inadequado de chuvas, ataques de ferrugem e broca, aumentos dos custos de produção, o único ponto dinâmico apresentado pelo dirigente colombiano foi a chamada preferência dos consumidores mundiais por cafés lavados, o que, na sua avaliação, os altos diferenciais de preço do último ano demonstram.
O gerente da Federação foi eloqüente quanto à fidelidade do consumidor mundial ao café colombiano e na apresentação da tendência de aumento da demanda mundial por estes cafés nos próximos anos.
A intervenção do Brasil foi bem feita, apresentando o desempenho da produção e das exportações do país nos últimos anos em comparação com o período em que o mercado mundial era regido pelo sistema de cláusulas econômicas da OIC.
Manoel Bertone, secretário de Produção e Agroenergia do MAPA, conclamou os demais países do mundo a organizarem arranjos institucionais como o que o Brasil conta, fazendo referência ao Funcafé, ao CDPC e à EMBRAPA.
Bertone lançou no ar o desafio dos países produtores conseguirem aumentar o preço do café sem gerar aumentos de produção, o que poderia levar o mundo a se ver em novo ciclo de desequilíbrio entre oferta e demanda.
O representante brasileiro não desenvolveu, contudo, o quadro de crise porque passa o produtor brasileiro de café e acabou sua intervenção dando apoio irrestrito à OIC.
Como conclusão da primeira rodada de palestras da Conferência Mundial do Café, podemos ressaltar que o conjunto dos países produtores não está satisfeito com os atuais preços do produto, mesmo aqueles que vêm comercializando o café com elevados prêmios, uma vez que renda a global destes países é prejudicada por menor volume de produção, o que implica em custos unitários de produção por saca mais elevados.
Ainda é cedo para uma avaliação do resultado desta Conferência, mas a continuar a linha de palestras que assistimos até aqui, todos os presentes estão de acordo que a cafeicultura mundial não pode mais funcionar com os presentes patamares de preço, porém ninguém se atreve a buscar uma ação coletiva pela valorização do café ao nível do produtor com a conseqüente diminuição das margens operacionais dos demais agentes da cadeia ou pela elevação do preço ao nível do consumidor.
É evidente que os consumidores ou importadores não vão ceder de mão beijada, portanto somente uma forte articulação dos produtores de café é que poderá levar o desafio à agenda internacional.
Até lá, certamente ainda teremos muitas palestra tocando a sustentabilidade via elevação de produtividade, redução de custos de colheita, certificação e aumento do consumo mundial, particularmente em países produtores.
Atenciosamente,
Francisco Ourique1
Consultor Técnico
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1Francisco Ourique está na Cidade da Guatemala (GUA) representando o Conselho Nacional do Café (CNC) na Conferência Mundial da OIC.
Osório defende entrada em vigor do novo Acordo Internacional
O diretor executivo da Organização Internacional do Café (OIC), Nestor Osório, defendeu a entrada de vigência do novo acordo internacional durante o seu discurso de abertura da Conferência Mundial do Café, que ocorreu no último fim de semana na cidade da Guatemala.
Osório pediu urgência para que os países que ainda não depositaram seus instrumentos de ratificação, aceitação ou aprovação do novo acordo, especialmente os exportadores, intensifiquem o processo, possibilitando a entrada em vigor do novo acordo.
O Acordo Internacional do Café foi estabelecido em setembro de 2007, porém ele passará a vigorar definitivamente apenas depois que mais países participantes da OIC ratifiquem a proposta. Até agora, apenas cerca de 50% dos países exportadores assinaram o acordo, necessitando-se um mínimo de 66,6% destes países para que ele possa entrar em vigor. Isto não ocorrendo, a vigência do acordo em vigor, assinado em 2001, continua sendo prorrogada até que o bloco de países exportadores atinja os dois terços de ratificação necessários, já que a grande maioria dos países importadores já depositou seus instrumentos de ratificação, aceitação ou aprovação do novo acordo.
O novo acordo internacional foi um dos principais assuntos tratados na Conferência, que foi divida em quatro sessões: A Sustentabilidade econômica: A economia da produção; Sustentabilidade econômica: A economia da demanda; Sustentabilidade ambiental; e Sustentabilidade social.
O gerente geral, Aymbiré Fonseca e a gerente adjunta técnica, Mirian Eira, participaram da Conferência Mundial do Café representando a Embrapa Café e os interesses do Consórcio Pesquisa Café.
Osório pediu urgência para que os países que ainda não depositaram seus instrumentos de ratificação, aceitação ou aprovação do novo acordo, especialmente os exportadores, intensifiquem o processo, possibilitando a entrada em vigor do novo acordo.
O Acordo Internacional do Café foi estabelecido em setembro de 2007, porém ele passará a vigorar definitivamente apenas depois que mais países participantes da OIC ratifiquem a proposta. Até agora, apenas cerca de 50% dos países exportadores assinaram o acordo, necessitando-se um mínimo de 66,6% destes países para que ele possa entrar em vigor. Isto não ocorrendo, a vigência do acordo em vigor, assinado em 2001, continua sendo prorrogada até que o bloco de países exportadores atinja os dois terços de ratificação necessários, já que a grande maioria dos países importadores já depositou seus instrumentos de ratificação, aceitação ou aprovação do novo acordo.
O novo acordo internacional foi um dos principais assuntos tratados na Conferência, que foi divida em quatro sessões: A Sustentabilidade econômica: A economia da produção; Sustentabilidade econômica: A economia da demanda; Sustentabilidade ambiental; e Sustentabilidade social.
O gerente geral, Aymbiré Fonseca e a gerente adjunta técnica, Mirian Eira, participaram da Conferência Mundial do Café representando a Embrapa Café e os interesses do Consórcio Pesquisa Café.
terça-feira, 2 de março de 2010
Turbulência financeira golpeia commodities
Turbulência financeira golpeia commodities
Valor Econômico
01/03/10
Futuros: Entre as principais agrícolas, só o algodão, em NY, fechou fevereiro com preço médio superior ao de janeiro
Fernando Lopes, de São Paulo
Os preços internacionais das principais commodities agrícolas negociadas pelo Brasil no exterior não resistiram aos movimentos financeiros derivados da turbulência em países da Europa, sobretudo a Grécia, e voltaram a perder sustentação em fevereiro.
Cálculos do Valor Data baseados nas médias mensais dos contratos futuros de segunda posição de entrega (normalmente os de maior liquidez) transacionados nas bolsas de Chicago e Nova York mostram que, dos oito produtos que fazem parte do levantamento, apenas o algodão apresentou valorização em relação à média de janeiro. Os demais, mesmo aqueles com fundamentos de oferta e demanda considerados "altistas", registraram variações negativas.
Com os resultados, fecharam o primeiro bimestre com ganhos em relação à média de dezembro de 2009 apenas o açúcar (6,42%) e o suco de laranja (6,02%). Na comparação com as médias de fevereiro do ano passado, sete das commodities do levantamento (açúcar, café, cacau, suco, algodão, soja e milho) ainda aparecem com cotações médias mensais mais elevadas. Só o trigo cai.
Exceção em fevereiro, o algodão, negociado em Nova York, encerrou o mês com cotação média 2,80% superior à de janeiro, segundo o Valor Data. A alta foi construída entre os dias 8 e 23, quando os investidores retomaram posições após baixas anteriores consideráveis. Também colaboraram para o salto as recentes boas compras do produto americano pela China. Apesar da valorização, o produto ainda acumula queda de 0,22% em 2010. Nos últimos doze meses, contudo, o ganho chega a 61%.
Das commodities nova-iorquinas que perderam valor, o suco de laranja foi o menos afetado, com uma queda de apenas 0,26% em relação ao mês anterior. Os problemas na oferta da fruta na Flórida e as perspectivas de redução da produção também em São Paulo - os dois Estados reúnem os dois maiores parques citrícolas do mundo, com larga vantagem para o brasileiro - continuam a oferecer sustentação às cotações, conforme declarações de traders a agências internacionais. Assim, no ano há alta de 6,14%; em 12 meses, de 96,77%.
O preço médio do açúcar, por sua vez, diminuiu 4,59% na comparação com a cotação média de janeiro. Mesmo assim o patamar de negociações continua elevado, principalmente por causa da crise da Índia, que deixou de exportar e voltou a importar em 2009 e segue a mesma trilha em 2010. A valorização acumulada na bolsa de Nova York este ano chega a 5,9%, e em 12 meses, a também expressivos 94,18%.
O café também foi tragado pelas turbulências financeiras e fechou fevereiro com preço médio 5,91% menor que o de janeiro. Mas, como o consumo mundial ainda se mostra pujante, os estoques globais estão magros e a safra da Colômbia foi prejudicada pelo clima adverso, analistas acreditam em recuperação. Mesmo com os fundamentos positivos para as cotações, o produto já apresenta desvalorização de 6,78% em relação à média de dezembro, ainda que em 12 meses os ganhos sejam de 15%.
O cacau completa a lista das principais commodities agrícolas negociadas no mercado nova-iorquino, e seu preço médio recuou 9,02% de janeiro para fevereiro, determinando a retração de 8,26% registrada neste ano, apesar dos eternos problemas políticos que sacodem a Costa do Marfim, maior produtor mundial. Em 12 meses, a valorização é de 17,71%.
Em Chicago, onde são negociadas as commodities agrícolas de maior liquidez e os fundamentos de oferta e demanda são mais "baixistas", só houve quedas de preços médios em fevereiro.
O produto que mais caiu foi o trigo, único de toda a lista que faz parte do levantamento que o Brasil importa aos borbotões. Em fevereiro, o tombo foi de 6,01% em relação à média de janeiro, o que elevou a retração em 2010 para 8,41%; em 12 meses, a confortável relação entre oferta e demanda produz uma queda de 7,96%.
No caso do milho, a baixa em relação a janeiro foi de 5,64%, o que elevou a redução da cotação média em relação a dezembro para 8,31% e reduziu a alta em 12 meses para míseros 0,73%. Não é uma boa notícia para os produtores brasileiros, que viraram o ano muito estocados e contam com as exportações, ainda não regulares, para compensar a maré adversa no mercado doméstico.
Para a soja, carro-chefe do agronegócio brasileiro, a desvalorização do preço médio de fevereiro na comparação ao de janeiro foi de 3,88%, ampliando a perda no ano para 8,91% e diminuindo a alta em 12 meses para 1,72%. Aqui, as movimentações financeiras derivadas da crise europeia e das oscilações do dólar não atuaram sozinhas. Depois da boa colheita nos Estados Unidos no segundo semestre de 2009 e do bom desenvolvimento da safra sul-americana, a oferta tornou-se confortável como o previsto e a erosão poderá inclusive continuar, conforme analistas.
Valor Econômico
01/03/10
Futuros: Entre as principais agrícolas, só o algodão, em NY, fechou fevereiro com preço médio superior ao de janeiro
Fernando Lopes, de São Paulo
Os preços internacionais das principais commodities agrícolas negociadas pelo Brasil no exterior não resistiram aos movimentos financeiros derivados da turbulência em países da Europa, sobretudo a Grécia, e voltaram a perder sustentação em fevereiro.
Cálculos do Valor Data baseados nas médias mensais dos contratos futuros de segunda posição de entrega (normalmente os de maior liquidez) transacionados nas bolsas de Chicago e Nova York mostram que, dos oito produtos que fazem parte do levantamento, apenas o algodão apresentou valorização em relação à média de janeiro. Os demais, mesmo aqueles com fundamentos de oferta e demanda considerados "altistas", registraram variações negativas.
Com os resultados, fecharam o primeiro bimestre com ganhos em relação à média de dezembro de 2009 apenas o açúcar (6,42%) e o suco de laranja (6,02%). Na comparação com as médias de fevereiro do ano passado, sete das commodities do levantamento (açúcar, café, cacau, suco, algodão, soja e milho) ainda aparecem com cotações médias mensais mais elevadas. Só o trigo cai.
Exceção em fevereiro, o algodão, negociado em Nova York, encerrou o mês com cotação média 2,80% superior à de janeiro, segundo o Valor Data. A alta foi construída entre os dias 8 e 23, quando os investidores retomaram posições após baixas anteriores consideráveis. Também colaboraram para o salto as recentes boas compras do produto americano pela China. Apesar da valorização, o produto ainda acumula queda de 0,22% em 2010. Nos últimos doze meses, contudo, o ganho chega a 61%.
Das commodities nova-iorquinas que perderam valor, o suco de laranja foi o menos afetado, com uma queda de apenas 0,26% em relação ao mês anterior. Os problemas na oferta da fruta na Flórida e as perspectivas de redução da produção também em São Paulo - os dois Estados reúnem os dois maiores parques citrícolas do mundo, com larga vantagem para o brasileiro - continuam a oferecer sustentação às cotações, conforme declarações de traders a agências internacionais. Assim, no ano há alta de 6,14%; em 12 meses, de 96,77%.
O preço médio do açúcar, por sua vez, diminuiu 4,59% na comparação com a cotação média de janeiro. Mesmo assim o patamar de negociações continua elevado, principalmente por causa da crise da Índia, que deixou de exportar e voltou a importar em 2009 e segue a mesma trilha em 2010. A valorização acumulada na bolsa de Nova York este ano chega a 5,9%, e em 12 meses, a também expressivos 94,18%.
O café também foi tragado pelas turbulências financeiras e fechou fevereiro com preço médio 5,91% menor que o de janeiro. Mas, como o consumo mundial ainda se mostra pujante, os estoques globais estão magros e a safra da Colômbia foi prejudicada pelo clima adverso, analistas acreditam em recuperação. Mesmo com os fundamentos positivos para as cotações, o produto já apresenta desvalorização de 6,78% em relação à média de dezembro, ainda que em 12 meses os ganhos sejam de 15%.
O cacau completa a lista das principais commodities agrícolas negociadas no mercado nova-iorquino, e seu preço médio recuou 9,02% de janeiro para fevereiro, determinando a retração de 8,26% registrada neste ano, apesar dos eternos problemas políticos que sacodem a Costa do Marfim, maior produtor mundial. Em 12 meses, a valorização é de 17,71%.
Em Chicago, onde são negociadas as commodities agrícolas de maior liquidez e os fundamentos de oferta e demanda são mais "baixistas", só houve quedas de preços médios em fevereiro.
O produto que mais caiu foi o trigo, único de toda a lista que faz parte do levantamento que o Brasil importa aos borbotões. Em fevereiro, o tombo foi de 6,01% em relação à média de janeiro, o que elevou a retração em 2010 para 8,41%; em 12 meses, a confortável relação entre oferta e demanda produz uma queda de 7,96%.
No caso do milho, a baixa em relação a janeiro foi de 5,64%, o que elevou a redução da cotação média em relação a dezembro para 8,31% e reduziu a alta em 12 meses para míseros 0,73%. Não é uma boa notícia para os produtores brasileiros, que viraram o ano muito estocados e contam com as exportações, ainda não regulares, para compensar a maré adversa no mercado doméstico.
Para a soja, carro-chefe do agronegócio brasileiro, a desvalorização do preço médio de fevereiro na comparação ao de janeiro foi de 3,88%, ampliando a perda no ano para 8,91% e diminuindo a alta em 12 meses para 1,72%. Aqui, as movimentações financeiras derivadas da crise europeia e das oscilações do dólar não atuaram sozinhas. Depois da boa colheita nos Estados Unidos no segundo semestre de 2009 e do bom desenvolvimento da safra sul-americana, a oferta tornou-se confortável como o previsto e a erosão poderá inclusive continuar, conforme analistas.
Vaivém das commodities - SEM FUNRURAL
Vaivém das commodities - SEM FUNRURAL
Folha de S. Paulo
27/02/10
MAURO ZAFALON
As empresas associadas ao Cecafé (conselho dos exportadores) não são mais obrigadas a reter e recolher o Funrural referente às aquisições de produtores, conforme liminar do juiz Marcos Augusto de Souza, da 2ª Vara Federal em Brasília.
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Folha de S. Paulo
27/02/10
MAURO ZAFALON
As empresas associadas ao Cecafé (conselho dos exportadores) não são mais obrigadas a reter e recolher o Funrural referente às aquisições de produtores, conforme liminar do juiz Marcos Augusto de Souza, da 2ª Vara Federal em Brasília.
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sábado, 27 de fevereiro de 2010
Osorio (OIC) fala sobre preços e estoques de café
Osorio (OIC) fala sobre preços e estoques de café
A Organização Internacional de Café (OIC) espera que os preços internacionais do café arábica sigam em níveis semelhantes aos atuais, afirmou ontem (25) o diretor executivo da instituição, Néstor Osorio. Em conferência na Guatemala, ele declarou que a oferta global de grãos de alta qualidade continua "muito apertada" e está sustentando os preços.
Osorio afirmou, ainda, que o fornecimento global continuará sendo afetado por problemas relacionados ao fenômeno climático El Niño, que tem atingido a produção com intensidade, especialmente na América Central e na Colômbia. Em 2009, a Colômbia produziu uma de suas menores safras em 30 anos.
O diretor disse que, com base em informações oficiais do país, a OIC mantém sua estimativa preliminar para a safra 2009/10 da Colômbia em 9 milhões de sacas. Mas ele acredita que as condições de plantio atuais podem fazer com que a colheita colombiana tenha tamanho semelhante ao do ano passado, 30% menor, com 8,67 milhões de sacas. Se o clima adverso permanecer, a estimativa para a safra da Colômbia "muito provavelmente" será revisada para 8,5 milhões de sacas.
Estoques
Segundo Osorio, os estoques de café mantidos pelos países produtores "quase se esgotaram" depois de três anos de pressão sobre a oferta. Ele disse ainda que o contínuo crescimento do consumo global não se sustentará durante muito mais tempo por meio da utilização dos estoques. Acrescentou que as lavouras de café da África, do Sudeste da Ásia e da América Latina precisam de renovação.
"Tivemos cinco ano de certo equilíbrio porque, mesmo com o consumo superando a produção, o déficit vem sendo compensado pelos estoques. Mas agora não há mais estoque", explicou ele.
O balanço global entre oferta e demanda resultou em déficit por três anos consecutivos, de acordo com dados da OIC. A produção do ciclo 2009/10 é estimada em 123,6 milhões de sacas, ante demanda de 134 milhões de sacas. Em 2008/09, a produção global alcançou 128,2 milhões de sacas, ante 123 milhões de sacas consumidas. Já em 2007/08, foram 119,4 milhões de sacas produzidas, frente a uma demanda de 130 milhões de sacas.
"A produção média dos últimos cinco anos foi de 122 milhões de sacas por ano e o consumo cresceu de apenas 104 milhões de sacas em 2000 para 132 milhões de sacas em 2009. Portanto, os estoques que estão nas mãos dos produtores quase se esgotaram", comentou o representante da OIC.
Osório afirmou que pedirá aos líderes internacionais, tanto dos países produtores e quanto dos consumidores, que apresentem "políticas claras" sobre como sustentar a produção. Ele também lançará uma ampla iniciativa para renovação das áreas de café mais antigas do mundo.
Para 2010, a OIC estima que o consumo cresça de 1,5% a 2,0%, para ao menos 134 milhões de sacas, apesar da fraqueza da economia global. Desde 2000, o consumo global de café já cresceu em média 2,6% ao ano, segundo a OIC.
As informações são da Dow Jones, divulgadas pela Agência Estado, resumidas e adaptadas pela equipe CaféPoint.
A Organização Internacional de Café (OIC) espera que os preços internacionais do café arábica sigam em níveis semelhantes aos atuais, afirmou ontem (25) o diretor executivo da instituição, Néstor Osorio. Em conferência na Guatemala, ele declarou que a oferta global de grãos de alta qualidade continua "muito apertada" e está sustentando os preços.
Osorio afirmou, ainda, que o fornecimento global continuará sendo afetado por problemas relacionados ao fenômeno climático El Niño, que tem atingido a produção com intensidade, especialmente na América Central e na Colômbia. Em 2009, a Colômbia produziu uma de suas menores safras em 30 anos.
O diretor disse que, com base em informações oficiais do país, a OIC mantém sua estimativa preliminar para a safra 2009/10 da Colômbia em 9 milhões de sacas. Mas ele acredita que as condições de plantio atuais podem fazer com que a colheita colombiana tenha tamanho semelhante ao do ano passado, 30% menor, com 8,67 milhões de sacas. Se o clima adverso permanecer, a estimativa para a safra da Colômbia "muito provavelmente" será revisada para 8,5 milhões de sacas.
Estoques
Segundo Osorio, os estoques de café mantidos pelos países produtores "quase se esgotaram" depois de três anos de pressão sobre a oferta. Ele disse ainda que o contínuo crescimento do consumo global não se sustentará durante muito mais tempo por meio da utilização dos estoques. Acrescentou que as lavouras de café da África, do Sudeste da Ásia e da América Latina precisam de renovação.
"Tivemos cinco ano de certo equilíbrio porque, mesmo com o consumo superando a produção, o déficit vem sendo compensado pelos estoques. Mas agora não há mais estoque", explicou ele.
O balanço global entre oferta e demanda resultou em déficit por três anos consecutivos, de acordo com dados da OIC. A produção do ciclo 2009/10 é estimada em 123,6 milhões de sacas, ante demanda de 134 milhões de sacas. Em 2008/09, a produção global alcançou 128,2 milhões de sacas, ante 123 milhões de sacas consumidas. Já em 2007/08, foram 119,4 milhões de sacas produzidas, frente a uma demanda de 130 milhões de sacas.
"A produção média dos últimos cinco anos foi de 122 milhões de sacas por ano e o consumo cresceu de apenas 104 milhões de sacas em 2000 para 132 milhões de sacas em 2009. Portanto, os estoques que estão nas mãos dos produtores quase se esgotaram", comentou o representante da OIC.
Osório afirmou que pedirá aos líderes internacionais, tanto dos países produtores e quanto dos consumidores, que apresentem "políticas claras" sobre como sustentar a produção. Ele também lançará uma ampla iniciativa para renovação das áreas de café mais antigas do mundo.
Para 2010, a OIC estima que o consumo cresça de 1,5% a 2,0%, para ao menos 134 milhões de sacas, apesar da fraqueza da economia global. Desde 2000, o consumo global de café já cresceu em média 2,6% ao ano, segundo a OIC.
As informações são da Dow Jones, divulgadas pela Agência Estado, resumidas e adaptadas pela equipe CaféPoint.
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