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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Diretor da illycaffè crê em safra do Brasil de 55 milhões de sacas

Brazil Coffee Crop in ’Great Shape,’ May Hit Record, Illy Says

Brazil, the world’s biggest coffee producer and exporter, may harvest a record crop of about 55 million bags this year after above-average rain and heat left beans in “great shape,” Illycaffe Spa’s Nelson Carvalhaes said. The quality of the coffee allays concerns that excess showers last year could have caused trees to flower early, hindering the development of beans, said Carvalhaes, purchasing director at the Brazilian unit of Italy’s second-largest coffee maker. He assessed the beans in a three-day tour of crops in Minas Gerais state, Brazil’s largest producer of arabica coffee. “Beans are in a great shape, much better than I would have expected,” Carvalhaes said in an interview at his office in the southeastern coffee port city of Santos on Feb. 18. The El Nino weather pattern caused above-average rainfall in Brazil’s major coffee-producing areas from August through December, raising concern beans wouldn’t develop properly. Conab, as Brazil´s crop forecasting agency in known, estimated output between 45.9 million and 48.7 million bags. A bag of coffee weighs 60 kilograms, or 132 pounds. Illycaffe uses over 50 percent of arabica from Brazil in its coffee blend.


Diretor da illycaffè crê em safra do Brasil de 55 milhões de sacas

O Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, poderá ter uma safra recorde de cerca de 55 milhões de sacas neste ano, após uma temporada de chuvas acima da média e de calor que deixou os grãos em "grande forma", segundo apontou Nelson Carvalhaes, diretor da illycaffè Spa. A qualidade dos grãos poderia ter sido afetada por conta do volume excessivo verificado no final do ano passado, o que fez com que algumas florações irregulares fossem verificadas, apontou o diretor que atua junto ao setor de compras da empresa italiana no Brasil. Carvalhaes apontou que fez um tour de três dias por regiões produtoras de Minas Gerais, Estado maior produtor do país. "Os grão estão bem formados, muitos melhor do que esperávamos", ressaltou o especialista em seu escritório na cidade de Santos. O fenômeno climático "El Niño" causou chuvas acima do normal nas zonas produtoras de café do Brasil, entre os meses de agosto e dezembro do ano passado, o que fez com que os produtores estivessem mais preocupados com o desenvolvimento dos grãos. O governo brasileiro, através da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), estimou a safra deste ano entre 45,9 e 48,7 milhões de sacas. Em seu blend, a illycaffè utiliza 50% do café de origem brasileira.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

COMERCIALIZAÇÃO DA SAFRA DE CAFÉ 2009/10 NO BRASIL ATINGE 76%

ANALISE SAFRAS - COMERCIALIZAÇÃO DA SAFRA DE CAFÉ 2009/10 NO BRASIL ATINGE 76%





A comercialização da safra de café do Brasil 2009/10 (julho/junho) está em 76% do total. O dado faz parte de levantamento de SAFRAS & Mercado, com base em informações colhidas até 31 de janeiro. O ritmo dos negócios é o mesmo de igual período de 2008, quando janeiro também fechou marcando 76%. As vendas evoluíram cinco pontos percentuais na comparação com dezembro, quando 71% da safra estava negociada.

Com isso, já foram comercializadas pelos produtores brasileiros 32,47 milhões de sacas de 60 quilos de café, tomando-se por base a projeção de SAFRAS & Mercado, de uma safra 2009/10 de café brasileira de 42,45 milhões de sacas.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, o fluxo comercial seguiu compassado, contrariando as expectativas de um avanço no ritmo dos negócios. A justificativa é o preço abaixo do esperado e a dificuldade com qualidade. A qualidade segue valorizada. Se comparado a dezembro, o fluxo de negócios seguiu praticamente estável, o que soa frustrante, haja vista que o final do ano normalmente é um período onde o produtor é mais resistente à venda, deixando latente um grande potencial de movimentação para o primeiro mês do ano, observa Barabach.

O analista indica que o preço de exercício de opção de venda ao governo segue como referência para os vendedores, especialmente para a venda de bebida dura, cujo preço alvo continua acima de R$ 300 a saca. Mas como a janela comercial está diminuindo e o mercado teima em não reagir é natural esperar um pouco mais de interesse de venda nesse restante de fevereiro e, principalmente, ao longo de março, aponta Barabach.

Também deve crescer o interesse por posições antecipadas com safra nova, especialmente via CPR, aponta o analista de café de SAFRAS. A fixação para setembro na BM&F estava na última quinta-feira acima de US$ 160 a saca, o que considerando um dólar em R$ 1,82 representaria preço de R$ 291 a saca. Valor aquém do que o produtor almeja, comenta Barabach. "Mas não dá para esquecer que se trata de um ano de safra grande, o que deve resultar em larga pressão vendedora, particularmente nos primeiros meses do novo ciclo comercial", analisa. "Por isso, é perigoso ao produtor ficar vulnerável à necessidade de venda na entrada de safra, período de maior concentração de venda. Assim, capitalizar-se antecipadamente tende a ser uma boa estratégia, não só para segurar preço co mo também para garantir caixa para o início da próxima temporada", conclui Barabach

फेचामेंतो डा semana

Com boas noticias da economia americana anunciadas semana que se passou os mercados reagiram bem , e os investidores que fizeram a corrida para o dolar com medo de um start em uma nova crise , começaram a colocar os lucros do bolso e correr para ativos de maiores riscos mas tambem de maiores lucratividades, com isso subiram as comodities e algumas bolsas em torno do mundo ,ja que a economia globalizada funciona assim, uma tempestade na china ou na russia derruba as econmias do resto do mundo.
Nosso trade continua fluindo conforme o esperado e rompimento da max da semana daria start de compra no set up da media movel exponencial de nove periodos do grafico semanal mas continuaremos mantendo a posiçao de 3 contratos e manteremos ainda alvo e stop ja postados anteriomente.
O mercado fisico com poucos participantes em uma semana curta devido o feriado de carnaval nao trouxe grandes variaçoes.
Como o mercado ainda nos mostra curto nao tendo grandes noticias fundamentais que possa mudar o cenario que estamos vivendo , é possivel que encontremos esta semana um ponto de equilibrio pra quem esteja precisando vender alguma coisa no mercado fisico e tirar as contas do vermelho.
Vamos aguardar e se tiver a oportunidade amigos produtores nao a percam porque passa rapido.
boa semana a todos .
wagner pimentel

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Aumento do consumo de café não sustenta empregos

Aumento do consumo de café não sustenta empregos


O consumo quase recorde de café em 2009 no Brasil não salvou empregos nas lavouras, mantendo uma sequência elevada de corte de postos de trabalho de anos anteriores. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no ano passado foram eliminados 5.550 empregos do mercado de trabalho formal, na diferença entre admissões e demissões feitas no período, em empresas dedicadas ao cultivo de café.

Já o emprego nas indústrias de torrefação e moagem de café ficou praticamente estagnado, com só 89 vagas geradas em 2009. Só que, nesse período, a venda de café no mercado brasileiro atingiu um dos maiores patamares da história, com 4,65 kg, ou 78 litros, de café consumidos em média por habitante, segundo relatório da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). O recorde histórico de consumo de café foi atingido em 1965, com 4,72 kg do produto consumidos por pessoa. O volume de vendas aumentou 4,15%, entre novembro de 2008 e outubro de 2009, acima da previsão da entidade: de 3% de crescimento.

O principal motivo para o crescimento da venda de café no mercado brasileiro foi a melhoria da qualidade do café brasileiro que popularizou o consumo de formas mais elaborados do produto, como o expresso e o cappuccino, segundo o relatório. Só a Sara Lee, maior indústria de torrefação em atividade no país, que detém a marca de café "Pilão", cresceu 14% em volume de vendas no varejo, de acordo com Ricardo Souza, diretor de marketing da empresa. Ele credita a impulsão do consumo à fidelidade da classe C.

Porém, essa melhora no consumo interno não se refletiu em preços mais vantajosos nas vendas, o que resultou em um empobrecimento dos produtores, segundo os empresários. "O produtor continua vendendo abaixo do custo de produção. O reflexo disso é desemprego. Aquele produtor que tinha 10 funcionários fixos na fazenda, hoje tem 7", diz Breno Mesquita, presidente da Comissão Nacional de Café da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

"Tem produtores que estão derrubando plantio de café e plantando outras culturas", acrescenta o diretor-executivo da Abic, Nathan Herszkowicz. Empresários da indústria se encontraram com representantes do Ministério da Agricultura para pedir leilões de estoques de café da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) e linhas de crédito do Banco do Brasil.

Em carta de reivindicações, a Abic alega que há uma redução de margens de lucro por conta do crescimento da concentração do setor e da dificuldade crescente de negociar preços com o setor varejista, que também passou por uma intensa consolidação no ano passado.

Diante desse quadro negativo, mesmo com o crescimento da produção de café previsto para 2010, chegando a 46,8 milhões de sacas produzidas (821 toneladas), devem ocorrer mais demissões do que admissões no campo."Se continuar assim, com certeza vai ter demissão", diz Mesquita.

Souza, da Sara Lee, avalia que há uma tendência de consolidação no setor cafeeiro, que deve tirar empresas de menor porte do mercado: "Vão sobrar pequenos que focam em custo ou grandes empresas que oferecem cafés de qualidade".

A reportagem é do jornal Brasil Econômico, resumida e adaptada pela equipe CaféPoint.

Dólar revoga lei da oferta e da procura

19/02 06:01 Dólar revoga lei da oferta e da procura

Dólar segue, em fevereiro, tendência internacional independentemente da
direção indicada pelo fluxo cambial
A oscilação do dólar não obedece mais a lei da oferta e da procura. A moeda
segue aqui a tendência internacional, independentemente de estar sobrando ou
faltando dólar na praça. Dados sobre o fluxo cambial de fevereiro divulgados
ontem pelo Banco Central mostram que na primeira semana do mês a reação da
moeda a um superávit (sobra de dólares no interbancário) de US$ 1,92 bilhão foi
de alta. Na semana seguinte, quando houve um déficit de U$ 1,39 bilhão, o
preço da moeda recuou 1,69%. A falta de lógica não é privilégio das mesas de
operações de câmbio dos bancos. O BC agiu em fevereiro também no sentido oposto
ao normal. Na primeira semana, quando sobrou muita moeda, comprou apenas US$ 54
milhões. Na segunda, quando faltou, adquiriu US$ 203 milhões. No acumulado do
mês, para um saldo positivo de US$ 526 milhões, o BC comprou US$ 257 milhões.
Como o excedente de moeda não vem sendo o responsável por um movimento de
apreciação do real - condenável por outros setores do governo - o BC se sente
confortável em reduzir suas intervenções. Em janeiro, a média diária de
aquisições foi de US$ 89,9 milhões. Em fevereiro, não chega a US$ 26 milhões. A
estratégia é deliberada. A redução ocorre porque já comprou muito (US$ 29,44
bilhões) desde que retornou a essa ponta do mercado, em 8 de maio do ano
passado. E o enxugamento tem um custo fiscal pesado. E também porque induz os
bancos privados a ampliarem suas posições compradas à vista. Estas passaram de
US$ 2,66 bilhões no final de janeiro para US$ 2,93 bilhões no dia 12.
Ao trazer as instituições privadas para o seu lado - transformando-as em
aliadas na tarefa de evitar quedas muito acentuadas do dólar -, o BC tira
pressão da venda. A contraparte futura, a ausência de operações oficiais nos
pregões de derivativos cambiais da BM&F, completa a asfixia das posições
especulativas tradicionais, as que são fechadas visando a obtenção da Selic. O
câmbio fica livre para flutuar primeiro ao sabor do vaivém da aversão global a
risco. E, em segundo, em função de aspectos domésticos, como a possibilidade,
em 2011, de o déficit em transações correntes não ser inteiramente coberto pelo
investimento externo direto. E, do lado positivo, da atração de capitais de
investimentos interessados em um emergente que não tem problemas de dívida como
alguns países europeus. A ausência de sobressaltos especulativos faz com que o
dólar oscile entre R$ 1,80 e R$ 1,85, favorecendo o planejamento dos
exportadores.
O dólar caiu ontem 0,27%, cotado a R$ 1,8230, refletindo não só a distensão
externa como também relatórios de instituições globais elogiosos ao Brasil. O
risco-país, medido pelo JP Morgan, cedeu 2,38%, para 205 pontos-base. Vários
indicadores americanos positivos ampliaram o apetite por ativos de risco,
ações, commodities e petróleo.
O comportamento paradoxal não é exclusividade do mercado de câmbio. O pregão de
juros futuros da BM&F também surta às vezes. Ontem, em reação a um Caged
inesperadamente positivo - a criação em janeiro de 181,4 mil empregos formais,
recorde histórico, para uma expectativa consensual do mercado de 115 mil -, uma
clara indicação de que a economia pode estar crescendo acima das previsões
oficiais, a curva não exibiu um comportamento uniforme. As taxas curtas
subiram, e muito pouco, e as longas caíram. A taxa para a virada do ano subiu
ligeiramente de 10,24% para 10,25% e o juro do swap de 360 dias avançou de
10,47% para 10,48%. Enquanto isso, as taxas com vencimento mais distante caíram
em bloco. Para janeiro de 2013, o CDI cedeu de 11,99% para 11,92%. E não se
pode atribuir a falta de consenso da curva à inflexão experimentada pelos
índices de inflação. A desaceleração tanto do IPC FIPE quando do IPC-S já era
esperada. A segunda quadrissemana do indicador da FIPE acusou alta de 1,09%,
dentro da expectativa, ante 1,28% na primeira prévia. O IPC-S, também da
segunda quadrissemana do mês, avançou 1,04%, abaixo tanto do anterior (1,33%)
quanto do consenso do mercado (1,08%).
Na verdade, as instituições decidiram devolver os prêmios exagerados
incorporados à parte longa da curva depois das evidências de que o BC não irá
fazer todo o aperto monetário (equivalente a 3,5 pontos) incorporado à
estrutura a termo de juros, sobretudo se Henrique Meirelles, de olho num
terceiro mandato, permanecer na presidência.

Após decisão da Fed Dólar em máximos de nove meses
.
O dólar negoceia no nível mais elevado dos últimos nove meses face ao euro, depois da Reserva Federal norte-americana ter subido a taxa de desconto pela primeira vez em três anos.
O euro recua 0,41% para negociar nos 1,3472 dólares. A divisa da Zona Euro prolonga assim um ciclo de três sessões em queda face ao dólar.

A moeda norte-americana segue em alta depois da Reserva Federal norte-americana ter anunciado a subida da taxa de desconto cobrada aos bancos em empréstimos directos de 0,5% para 0,75%.

Esta medida visa "normalizar as condições de empréstimo da Reserva Federal" mas "não pretende dificultar as condições de crédito para as famílias e para as empresas e não assinala qualquer alteração nas perspectivas económicas", explicou a instituição monetária norte-americana.

A Fed afastou ainda a possibilidade de vir a subir a taxa de juro de referência ainda este ano. Esta garantia acabou por aliviar ligeiramente os ganhos da moeda norte-americana.

Com mais esta subida do dólar, o euro prepara-se para completar a sexta semana de quedas. A divisa da Zona Euro tem sido penalizada pela situação das contas públicas de alguns países da região, em particular, a Grécia, Espanha e Portugal.




Petróleo cai mais de 1% com subida do dólar
O preço do petróleo segue em queda pela primeira vez em três sessões devido à subida da moeda norte-americana.

O West Texas Intermediate (WTI), transaccionado em Nova Iorque, recua 1,43% para os 77,93 dólares, enquanto o barril de Brent, negociado em Londres, perde 1,41% para os 76,68 dólares.

A matéria-prima está hoje em queda devido à subida da moeda norte-americana. O dólar negoceia no nível mais elevado dos últimos nove meses depois da Reserva Federal dos Estados Unidos ter baixado a subido de desconto cobrada aos bancos em empréstimos directos de 0,5% para 0,75%.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Carnaval vermelho de Rainha atinge 70 fazendas

Carnaval vermelho de Rainha atinge 70 fazendas
Até essa terça, 70 propriedades foram ocupadas no oeste paulista
Agência EstadoSubiu para 70, nessa terça, dia 16, o número de fazendas atingidas pelo chamado "carnaval vermelho" do líder dissidente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) José Rainha Júnior, no oeste paulista. Novos acampamentos foram montados em fazendas da região de Araçatuba, noroeste do Estado, e da Alta Paulista.

– Atingimos a nossa meta de apontar as áreas que devem ser destinadas à reforma agrária – afirmou Rainha.

– A palavra agora está com o Incra.

Grupos ligados a Rainha acamparam nos limites de mais quatro fazendas da região de Araçatuba. Outros acampamentos foram montados na Alta Paulista e um deles no Pontal do Paranapanema. Hoje, com a volta do expediente nos fóruns da região após o carnaval, a expectativa é de que muitos fazendeiros recorram à Justiça para evitar que suas terras sejam invadidas.

Até ontem, apenas uma liminar de interdito proibitório - proibição da invasão - tinha sido concedida em favor de uma propriedade de Salmourão, na região de Araçatuba. Um fazendeiro de Teodoro Sampaio, no Pontal do Paranapanema, também obteve uma liminar de reintegração de posse.

De acordo com o líder José Rainha, 60% das fazendas marcadas pelos sem-terra foram consideradas improdutivas pelo Incra. O líder contou que propriedades do governo estadual também foram ocupadas, como protesto contra o governo José Serra

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Celso Vegro defende a política de opções do governo

Celso Vegro defende a política de opções do governo


Celso Luis Vegro, mestre em desenvolvimento, agricultura e sociedade, e pesquisador do IEA, concedeu entrevista ontem (11) ao programa Mercado & Cia do Canal Rural, para abordar a questão da politica de mercado imposta pelo Governo: o leilão de opções públicas de café.

Confira alguns trechos da entrevista:

"Defendemos que a política das opções, se não é a mais elegante das políticas públicas, é uma delas. É uma política redonda, perfeita para o governo intervir no mercado."

"Essa política de mercado gera um aprendizado para o produtor passar a trabalhar com títulos financeiros, que é imprescindível para quem quer ser cafeicultor hoje. Não é mais possível ser cafeicultor sem fazer uma CPR, uma futuro na BM&F, uma opção pública ou privada."

"O governo deve continuar com essa política."

"O aprendizado dessa política usado em anos anteriores deveriam ter sido resgatados para o atual. Gastou-se muito com anúncio dessa política para o mercado e pouco de como ele seria operacionalizado na prática, especialmente de onde viriam os recursos financeiros para quitar os compromissos."

"O ideal seria que os riscos das negociações das opções fosse totalmente privado, ou seja, torrefadores e solubilizadores atuassem nesse mercado fazendo opções privadas junto aos produtores."

"Não podemos descartar completamente a participação do Governo nesse mercado pois sabemos que a existência de estoques públicos é decisiva quando se tem metas de inflação super ajustada. Não possuir estoques estratégicos é um equívoco."

"Esse café das opções é totalmente destinado ao mercado interno, então não há tanta necessidade de exigência de qualidade, uma vez que se tem pleno conhecimento que 70% do café comercializado no Brasil não alcança padrão 4 na escala de medida do ITAL."

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

3D da cafeicultura na visão de Carlos Brando


Carlos Henrique Jorge Brando, sócio da P & A Marketing Internacional, empresa de consultoria e marketing na área de agronegócio, apontou a competitividade, sustentabilidade e marketing como os três principais desafios para a cadeia produtiva do café em 2010.

Competitividade para defender e quiçá ampliar a atual participação do café brasileiro no mercado mundial. A obtenção de tal competitividade exigirá uma revolução tecnológica, principalmente na cafeicultura de montanha, com mecanização da colheita, irrigação, etc. Como já existe tecnologia disponível, o grande desafio é a difusão e implementação das técnicas existentes, amparadas por suporte financeiro e pacotes de crédito específicos para a modernização, com parâmetros associados a metas de produtividade e eficiência.

Sustentabilidade em suas três dimensões, mas principalmente econômica para garantir a renda de toda a cadeia produtiva. Competitividade sem renda compromete o principal pilar da sustentabilidade, o econômico. Como a sustentabilidade social e ambiental é uma consequência direta da aplicação da legislação brasileira correspondente - uma das mais rigorosas do mundo - o foco principal das ações deve ser a rentabilidade do agronegócio através de instrumentos financeiros que suportem o mercado, corrijam suas imperfeições, sejam dirigidos aos agentes eficientes e privilegiem a produtividade e a qualidade. Os recursos do Funcafé devem ser utilizados para catalisar a revolução tecnológica do item anterior que, por si só, garantirá a sustentabilidade econômica do agronegócio. Tais recursos devem também possibilitar a diversificação, a saída e a mudança de atividade dos cafeicultores ineficientes e desmotivados.

Marketing é necessário para que o Brasil seja líder de mercado não apenas em volume mas também em preço e lucratividade. Se a competitividade deve ser obtida por meio da eficiência da cadeia produtiva, o valor agregado deve resultar de atividades de marketing que posicionem o produto como aspiracional, com a qualidade que o consumidor busca e o apelo psicológico (por exemplo, sustentabilidade) e emocional que motiva a decisão de compra. O meio mais eficiente para influenciar o mercado e sustentar preços é sem dúvida o marketing, embora seus resultados venham a médio prazo em resposta a ações constantes e permanentes.

É evidente que os desafios para 2010 listados acima não serão resolvidos neste próprio ano em virtude de sua magnitude e alcance. Entretanto é urgente iniciar a renovação do modelo de produção, financiamento e promoção dos Cafés do Brasil que, apesar de nos ter colocado na liderança mundial, mostra sinais de exaustão

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

PORQUE SERÁ QUE AS COOPERATIVAS NÃO CORREM E ENTREGAM O CAFÉ NA CONAB?

PORQUE SERÁ QUE AS COOPERATIVAS NÃO CORREM E ENTREGAM O CAFÉ NA CONAB?
Quarta, 10 Fevereiro 2010


Quando a SINCAL cobra maior eficiência, das Cooperativas, do Ministério da Agricultura, da Conab, do setor Exportador e mostra os erros dos Torrefadores enfim de toda cadeia do café é por que realmente não há gestão e muito menos planejamento para que o produtor que é o principal ator tenha renda e consiga pagar dignamente as suas contas, ou seja, sem precisar se humilhar perante os Bancos, Cooperativas e Fornecedores.


Para comprovar esta conclusão temos alguns pontos interessantes a dizer ao nosso amigo e companheiro produtor que recebem hoje apenas 0,00463% do valor apurado no faturamento do café no mundo ou seja um saco de café que é vendido a R$250,00 gera um faturamento final de R$ 54.000,00. Nem COCAINA deve gerar tanto dinheiro.


1 – A não conferência do ESTOQUE NA ENTRESSAFRA (fev/março) nas COOPERATIVAS


ARMAZÉNS GERAIS, e PARTICULARES por “EMPRESA IDONEA” (Control Union, SGS, dentre outras) e a falta de uma previsão de Safra que nos de segurança, pois nos últimos anos, não conseguimos fechar a conta da somatória de nossa exportação, consumo interno e o saldo, que acaba sendo negativo? Não sabemos! É um desastre sobre a atividade que vive de remendos e de soluções esporádicas e não definitivas, e ainda EXPLORADAS por políticos envaidecidos ao dizer que estão fazendo algo pelo CAFECULTOR.


2 - O produtor ao depositar o café na COOPERATIVA, o está fazendo na maioria das vezes para acertar compra de insumos, ou pagar empréstimos já efetuados, porém aquele café que sobra, quando sobra e que deveria ser vendido por um preço melhor acaba caindo na vala comum, na maioria das vezes sem remunerar o produtor, seja pelo excesso de descontos na hora de vender o café, seja pelos juros abusivos cobrado, tem Cooperativa querendo descontar o preço da sacaria do produtor quando é sabido que a Conab paga a sacaria, ou ainda pela falta total de política de aumento da renda.


3 - Para agravar esta situação como o produtor deveria pegar o RECIBO DE DEPÓSITO e o WARRANT, que é o comprovante de que o café está lá no ARMAZÉM, e estes documentos dão segurança ao produtor, e não deixa a mercadoria ser vendida sob pena de prisão do fiel depositário, ocorre o contrário, ele não pega os documentos e às vezes dá liberdade para a Cooperativa vender o café.


4 - Com isto não há interesse das cooperativas, dos políticos, dos torrefadores e dos exportadores, que esta situação seja alterada, pois fica fácil tirar o café do produtor que tem uma dívida crescente a cada ano e repassá-lo aos torrefadores para que agreguem valor e tenham lucros cada vez maiores. Portanto não são os produtores que vendem são os compradores que compram das COOPERATIVAS e dos PRODUTORES na necessidade dele tentar acertar as suas contas.


5 - Finalmente meus amigos e companheiros, como a maioria das opções de venda do café para a CONAB estão nas mãos das COOPERATIVAS não é difícil concluir que:


A - Porque não ajudar o produtor a entregar o café a R$303,00 (Nov/dez); R$309,00(jan/fev) R$314,00 agora em fev/março e 319,00 para abril/maio? É uma vergonha, pois fazem ao CONTRÁRIO, abastecem os EXPORTADORES (que revende aos Importadores / Torrefadores) abaixo destes preços ou elas mesmas, EXPORTANDO perdendo a grande oportunidade de enxugar o mercado comprando do produtor e tirando estes cafés de circulação (entregando na Conab) contribuindo assim para que os preços em reais melhorassem substancialmente.


B – Não há INTERESSE! Ou porque estes cafés já não estão nos Armazéns, já foram vendidos, ou por que os preços não podem subir, pois é preciso comprar o máximo pelo menor preço para acertarem suas posições de estoque.


RECOMENDAÇÃO: Companheiros. Quem ainda tem café em COOPERATIVAS vejam se elas podem entregar o café na CONAB (safra colhida em 2009), pois se a sua bebida for dura para melhor é fácil de prepará-lo e ao entregá-lo você vai receber bem mais que se vender na praça. A CONAB paga para entrega de fevereiro na primeira quinzena de março R$314,00. MAIS importante do que o preço é TIRÁ-LO de circulação ou receba da COOPERATIVA o preço equivalente.


Fernando de Souza Barros


Diretor Executivo de


Assuntos Econômicos da SINCAL