Congresso aprova crédito de R$ 782 milhões para execução de preços mínimos
(25/11/2009 17:43)
O presidente da Frente Parlamentar do Café, deputado Carlos Meles (Democratas-MG), informou que o Congresso Nacional aprovou agora há pouco (25/11) o Projeto de Lei (PL) 079/2009, que abre ao Orçamento Fiscal da União crédito suplementar no valor global de R$ 782.710,706,00, em favor do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, no âmbito da Companhia Nacional de Abastecimento – Conab, para reforço de operações, como a formação de estoques públicos. “O ministro Reinhold Stephanes está muito agradecido ao Congresso, disse que está era a melhor notícia que se podia ter no momento”, comentou Carlos Melles, ao final de reunião no Ministério. Em discurso no plenário da Câmara, no início da tarde desta quarta-feira, o deputado Carlos Melles defendeu a aprovação do crédito. “É extremamente importante para preços mínimos de garantia, para cumprir medidas de governo para o milho, arroz e café, produtos que geram empregos e prejuízos aos produtores e a política do governo agora vem clareando esse pecado que há no processo agrícola”, disse Melles, destacando que “do valor total de R$ 782 milhões, R$ 400 milhões é do Funcafé, dinheiro que não é do Tesouro, é do produtor de café, e a complementação de R$ 300 milhões é do superávit”, disse. Ainda segundo Melles “dessa forma é fundamental para que o país possa cumprir minimamente uma política agrícola decente, justa com os produtores, e muito especialmente com o café, que vem ao longo de mais de 6 anos tendo os prejuízos e alimentando emprego e renda para o país, mas não para o produtor”. “Foi bom o deputado Carlos Melles falar antes de mim, se não é o maior especialista em café no Congresso, e o maior especialista que eu conheço. Ele faz um trabalho dele com muita correção, defende a lavoura do café, ele está na luta do café, mas também está na luta dos aposentados, então eu quero parabenizá-lo duplamente. Eu vou votar a favor do projeto do café”, disse o deputado baiano José Carlos Aleluia, do Democratas. De acordo com Melles, um acordo entre a Comissão Mista de Orçamento e os líderes no Congresso possibilitou a aprovação do crédito, fator fundamental para viabilizar a execução da Política de Garantia de Preços Mínimos de algumas culturas, sobretudo do café. A aprovação deste suplemento de crédito permitirá agora ao governo exercer a totalidade do programa de compra de café para formação de estoques públicos por intermédio dos leilões de opções já realizados e da linha de AGF, aquisição do governo federal. O projeto inicial previa a dotação de R$ 482 milhões, que foi modificado em 16 de novembro, ampliando o crédito em R$ 300 milhões.
As informações partem do Carvalho News.
Fonte: Café e Mercado
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Não há atalho no câmbio
Não há atalho no câmbio
(23/11/2009 16:41)
O NOVO imposto sobre operações financeiras (IOF) anunciado recentemente pelo governo, incidente nas aplicações feitas no exterior com lastro em ações de companhias brasileiras, surge na tentativa de eliminar uma distorção que ameaçava trazer prejuízos à Bovespa.
A criação, vale lembrar, do IOF de 2% sobre os ganhos de estrangeiros com títulos de renda fixa e ações, no mês passado, procurou diminuir a entrada de dólares no país. Mas, como efeito colateral, produziu um estímulo à migração de parte dos negócios com ações da Bovespa para a Bolsa de Nova York. É esse defeito que a nova medida procura atacar.
O próprio governo reconhece que a taxação não modifica a tendência de queda do dólar em relação ao real. Com as taxas de juros das principais economias próximas de zero, o Brasil se destaca, combinando desempenho econômico relativamente favorável e juros ainda elevados.
Nesse contexto, tampouco teria impacto sobre o real a permissão para que fundos de investimento doméstico ampliassem as aplicações no exterior, medida em estudo no governo. Diante da baixa rentabilidade de investimentos em dólar, nem mesmo a pequena margem já existente para esse tipo de aplicação vem sendo totalmente utilizada.
Medidas pontuais e experimentais no câmbio, apesar de bem intencionadas, tendem a ser pouco eficazes. O Brasil precisa erguer proteções mais duradouras contra a excessiva valorização da moeda. É preciso remover os entraves para baixar mais a taxa de juros.
Reduzir o gasto público e aumentar a poupança fiscal é uma diretriz óbvia -a qual, no entanto, nem sequer tem sido considerada no governo federal.
Não há atalhos para enfrentar os males associados à apreciação da moeda doméstica.
As informações partem da Folha de São Paulo.
Café e Mercado
(23/11/2009 16:41)
O NOVO imposto sobre operações financeiras (IOF) anunciado recentemente pelo governo, incidente nas aplicações feitas no exterior com lastro em ações de companhias brasileiras, surge na tentativa de eliminar uma distorção que ameaçava trazer prejuízos à Bovespa.
A criação, vale lembrar, do IOF de 2% sobre os ganhos de estrangeiros com títulos de renda fixa e ações, no mês passado, procurou diminuir a entrada de dólares no país. Mas, como efeito colateral, produziu um estímulo à migração de parte dos negócios com ações da Bovespa para a Bolsa de Nova York. É esse defeito que a nova medida procura atacar.
O próprio governo reconhece que a taxação não modifica a tendência de queda do dólar em relação ao real. Com as taxas de juros das principais economias próximas de zero, o Brasil se destaca, combinando desempenho econômico relativamente favorável e juros ainda elevados.
Nesse contexto, tampouco teria impacto sobre o real a permissão para que fundos de investimento doméstico ampliassem as aplicações no exterior, medida em estudo no governo. Diante da baixa rentabilidade de investimentos em dólar, nem mesmo a pequena margem já existente para esse tipo de aplicação vem sendo totalmente utilizada.
Medidas pontuais e experimentais no câmbio, apesar de bem intencionadas, tendem a ser pouco eficazes. O Brasil precisa erguer proteções mais duradouras contra a excessiva valorização da moeda. É preciso remover os entraves para baixar mais a taxa de juros.
Reduzir o gasto público e aumentar a poupança fiscal é uma diretriz óbvia -a qual, no entanto, nem sequer tem sido considerada no governo federal.
Não há atalhos para enfrentar os males associados à apreciação da moeda doméstica.
As informações partem da Folha de São Paulo.
Café e Mercado
sábado, 21 de novembro de 2009
Conab apresenta prospecção para mercado de café
(20/11/2009 15:40)
A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) apresentou um relatório sobre prospecção de mercado, visando analisar os aspectos mais significativos das principais culturas nacionais. O café também teve seu relatório, assinado pelo especialista Jorge Queiróz. Segundo o relatório, a perspectiva de produção para esta safra, 2009/2010, é de 39,00 milhões de sacas, sendo que em 2009 os pomares de café, notadamente os de arábica, estão sofrendo os efeitos de um fenômeno climático conhecido como bianualidade negativa, que provoca na planta um estresse fisiológico que compromete sua capacidade produtiva. No que se refere aos preços, o relatório aponta que o valor médio em 2009 no mercado físico para o café arábica tipo 6, bebida dura, se encontra 2,32% abaixo do preço mínimo atual, que é de R$ 262,69. "Esse descompasso tem afetado bastante a rentabilidade do produto e, por conseguinte, a sua performance. Evidentemente, que esse será um dos fatores que acabará contribuindo negativamente para o resultado da próxima safra. Certamente que muitos desses produtores terão dificuldades em realizar os tratos culturais adequados, na época propícia e isso resultará numa possível redução da produtividade", dispõe do relatório. Outros fatores deverão influenciar no tamanho da próxima safra, segundo a prospecção. As despesas relacionadas à mão-de-obra – que em geral gira entre 35% a 50% do custo de produção de uma saca - foi outro item que teve um crescimento bem representativo. Essas elevações de preços têm sido sentidas de uma forma mais intensa por parte de uma parcela dos produtores brasileiros - os pequenos e os médios -, que na verdade representam cerca de 80% dos cafeicultores nacionais. Além de ter um peso considerável na composição do custo de uma saca de café, a mão-de-obra está começando a ficar escassa. Muitos desses trabalhadores estão sendo aproveitados em outras culturas concorrentes, como é o caso, por exemplo, da cana-de-açúcar. "Um outro fator que está contribuindo para prejudicar os ganhos dos produtores, está relacionado às chuvas que neste ano se precipitaram de uma forma mais intensa, nas principais regiões produtoras de café, exatamente nos meses em que estava se intensificando a colheita. Com isso a qualidade do produto apurado deverá ficar, pelo menos, parcialmente comprometida, redundando em preços menores para esse cafeicultor", aponta o documento. O relatório ainda ressalta que as exportações brasileiras se mantêm firmes, sendo que no primeiro trimestre de 2009 elas atingiram 7,34 milhões de sacas, o que significa um incremento de 9,22% em relação ao mesmo período do ano passado. "Entretanto, paradoxalmente, quando se observa os números relacionados às receitas provenientes dessas exportações, nos deparamos com uma situação totalmente diversa daquela referente à apuração dos volumes exportados. Enquanto no primeiro trimestre/2009 houve um incremento de 9,2% no volume exportado, em relação a idêntico período do ano anterior, quando se observa os dados referentes às receitas, constata-se um decréscimo de 7,55%. Os números relativos às exportações do segundo trimestre/2009, indicam a ocorrência de um incremento ainda mais significativo do volume exportado - 19,2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Constata-se, no entanto, que as receitas tiveram um recuo de 4% no mesmo período", observou o pesquisador Queiróz em seu relatório. "Com relação ao panorama internacional a expectativa para o ano 2010/2011, é de que venhamos a ter um mercado relativamente equilibrado, chegando-se a um estoque final de 32,8 milhões de sacas, que seria suficiente para atender a cerca de três meses de consumo mundial. Já com relação ao mercado interno, a previsão é de que a oferta ficará muito justa frente à demanda. A produtividade dos cafezais de arábica sofrerá uma redução de 4%, o que resultará numa safra de 44,027 milhões de sacas. Deduzindo da oferta total, o consumo doméstico e as exportações, sobraria um estoque final de 1,21 milhão de sacas, quantidade insuficiente para atender adequadamente a demanda", complementou a análise apresentada pela Conab.
As informações partem da AgnoCafé.
(20/11/2009 15:40)
A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) apresentou um relatório sobre prospecção de mercado, visando analisar os aspectos mais significativos das principais culturas nacionais. O café também teve seu relatório, assinado pelo especialista Jorge Queiróz. Segundo o relatório, a perspectiva de produção para esta safra, 2009/2010, é de 39,00 milhões de sacas, sendo que em 2009 os pomares de café, notadamente os de arábica, estão sofrendo os efeitos de um fenômeno climático conhecido como bianualidade negativa, que provoca na planta um estresse fisiológico que compromete sua capacidade produtiva. No que se refere aos preços, o relatório aponta que o valor médio em 2009 no mercado físico para o café arábica tipo 6, bebida dura, se encontra 2,32% abaixo do preço mínimo atual, que é de R$ 262,69. "Esse descompasso tem afetado bastante a rentabilidade do produto e, por conseguinte, a sua performance. Evidentemente, que esse será um dos fatores que acabará contribuindo negativamente para o resultado da próxima safra. Certamente que muitos desses produtores terão dificuldades em realizar os tratos culturais adequados, na época propícia e isso resultará numa possível redução da produtividade", dispõe do relatório. Outros fatores deverão influenciar no tamanho da próxima safra, segundo a prospecção. As despesas relacionadas à mão-de-obra – que em geral gira entre 35% a 50% do custo de produção de uma saca - foi outro item que teve um crescimento bem representativo. Essas elevações de preços têm sido sentidas de uma forma mais intensa por parte de uma parcela dos produtores brasileiros - os pequenos e os médios -, que na verdade representam cerca de 80% dos cafeicultores nacionais. Além de ter um peso considerável na composição do custo de uma saca de café, a mão-de-obra está começando a ficar escassa. Muitos desses trabalhadores estão sendo aproveitados em outras culturas concorrentes, como é o caso, por exemplo, da cana-de-açúcar. "Um outro fator que está contribuindo para prejudicar os ganhos dos produtores, está relacionado às chuvas que neste ano se precipitaram de uma forma mais intensa, nas principais regiões produtoras de café, exatamente nos meses em que estava se intensificando a colheita. Com isso a qualidade do produto apurado deverá ficar, pelo menos, parcialmente comprometida, redundando em preços menores para esse cafeicultor", aponta o documento. O relatório ainda ressalta que as exportações brasileiras se mantêm firmes, sendo que no primeiro trimestre de 2009 elas atingiram 7,34 milhões de sacas, o que significa um incremento de 9,22% em relação ao mesmo período do ano passado. "Entretanto, paradoxalmente, quando se observa os números relacionados às receitas provenientes dessas exportações, nos deparamos com uma situação totalmente diversa daquela referente à apuração dos volumes exportados. Enquanto no primeiro trimestre/2009 houve um incremento de 9,2% no volume exportado, em relação a idêntico período do ano anterior, quando se observa os dados referentes às receitas, constata-se um decréscimo de 7,55%. Os números relativos às exportações do segundo trimestre/2009, indicam a ocorrência de um incremento ainda mais significativo do volume exportado - 19,2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Constata-se, no entanto, que as receitas tiveram um recuo de 4% no mesmo período", observou o pesquisador Queiróz em seu relatório. "Com relação ao panorama internacional a expectativa para o ano 2010/2011, é de que venhamos a ter um mercado relativamente equilibrado, chegando-se a um estoque final de 32,8 milhões de sacas, que seria suficiente para atender a cerca de três meses de consumo mundial. Já com relação ao mercado interno, a previsão é de que a oferta ficará muito justa frente à demanda. A produtividade dos cafezais de arábica sofrerá uma redução de 4%, o que resultará numa safra de 44,027 milhões de sacas. Deduzindo da oferta total, o consumo doméstico e as exportações, sobraria um estoque final de 1,21 milhão de sacas, quantidade insuficiente para atender adequadamente a demanda", complementou a análise apresentada pela Conab.
As informações partem da AgnoCafé.
Ataque de praga - Lagartas estão destruindo lavouras de café no Sul de Minas
(20/11/2009 16:50)
O Sincal que é Associação Nacional dos Sindicatos Rurais das Regiões Produtoras de Café e Leite, acaba de encaminhar um alerta para a destruição de lavouras cafeeiras no sul de Minas pelo ataque de lagartas.
Vejam o alerta do Sincal,
Lagarta Nos Cafezais, estamos presenciando ataques alarmantes de lagartas nos cafezais do Sul de Minas. Trata-se de uma Lagarta denominada cientificamente de: eacles imperiallis magnifica, a qual possui hábitos noturnos e a fêmea, uma mariposa, de coloração amarelada, com manchas negras na parte dorsal, além, de uma listra de coloração lilás sobre as asas.
As mariposas colocam até 150 ovos sempre na superfície superior das folhas, e o período de incubação na faixa de 6 a 12 dias. Após a eclosão, as lagartas começam a devorar as folhas, e ficam nesse estádio, de 30 á 37 dias. Após esse período, tornam-se fase de crisálida, com duração de até 40 dias, repousando na superfície do solo.
Os cafeicultores precisam atentar ao fato da voracidade de tal praga e combatê-la na fase jovem de lagarta, nos primeiros instares. Os produtos testados com bons resultados foram os piretróides, principalmente a Deltametrina e, quando aplicado, no período noturno, para atingir a lagarta por contato.
Dentre os diversos aspectos que levam a incidência da referida praga, destaca-se o desequilíbrio ecológico, pelo uso irracional de inseticidas. As informações partem de Armando Matielli Eng. Agrônomo com MBA na FGV, Cafeicultor e Sindicalista e é Presidente Executivo da SINCAL Associação Nacional dos Sindicatos Rurais das Regiões Produtoras de Café e Leite.
As informações partem da Revista Cafeicultura.
Fonte: Café e Mercado
(20/11/2009 16:50)
O Sincal que é Associação Nacional dos Sindicatos Rurais das Regiões Produtoras de Café e Leite, acaba de encaminhar um alerta para a destruição de lavouras cafeeiras no sul de Minas pelo ataque de lagartas.
Vejam o alerta do Sincal,
Lagarta Nos Cafezais, estamos presenciando ataques alarmantes de lagartas nos cafezais do Sul de Minas. Trata-se de uma Lagarta denominada cientificamente de: eacles imperiallis magnifica, a qual possui hábitos noturnos e a fêmea, uma mariposa, de coloração amarelada, com manchas negras na parte dorsal, além, de uma listra de coloração lilás sobre as asas.
As mariposas colocam até 150 ovos sempre na superfície superior das folhas, e o período de incubação na faixa de 6 a 12 dias. Após a eclosão, as lagartas começam a devorar as folhas, e ficam nesse estádio, de 30 á 37 dias. Após esse período, tornam-se fase de crisálida, com duração de até 40 dias, repousando na superfície do solo.
Os cafeicultores precisam atentar ao fato da voracidade de tal praga e combatê-la na fase jovem de lagarta, nos primeiros instares. Os produtos testados com bons resultados foram os piretróides, principalmente a Deltametrina e, quando aplicado, no período noturno, para atingir a lagarta por contato.
Dentre os diversos aspectos que levam a incidência da referida praga, destaca-se o desequilíbrio ecológico, pelo uso irracional de inseticidas. As informações partem de Armando Matielli Eng. Agrônomo com MBA na FGV, Cafeicultor e Sindicalista e é Presidente Executivo da SINCAL Associação Nacional dos Sindicatos Rurais das Regiões Produtoras de Café e Leite.
As informações partem da Revista Cafeicultura.
Fonte: Café e Mercado
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Crise fomenta "disputa" no mercado de café entre qualidade e preço
(20/11/2009 09:24)
O que estimula mais o consumo de café? Um grão de boa qualidade ou um produto mais barato? As duas respostas estão corretas, embora caminhem em lados opostos.
A demanda por café de qualidade superior no mercado internacional tem crescido a passos largos, com índices que ultrapassam a casa dos 10%, enquanto para o café convencional a taxa é de 2% ao ano. O consumo internacional está estimado em torno de 10 milhões de sacas, comparado com uma produção global de 130 milhões de sacas.
Mas a recente crise financeira global tem levado muitas torrefadoras a reduzir o seu "blend" de arábica para baixar os preços.
O avanço da mescla de café robusta no mundo tem avançado significativamente. De acordo com Néstor Osorio, diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC), a proporção de café robusta e arábica há 10 anos era de 30% e 70%. Hoje está em torno de 40% e 60%. A maior mistura de café robusta, que é largamente utilizado para a produção de cafés solúveis, tem crescido também como reflexo do aumento da produção no Vietnã, que gira em torno de 17,5 milhões de sacas e também da Indonésia, de 9,3 milhões de sacas.
A quebra da safra da Colômbia, país que é conhecido por produzir grãos de alta qualidade, colocou os preços internacionais do arábica nas alturas entre o fim do ano passado e início de 2009. Muitas torrefadoras elevaram a mescla dos grãos robusta para ganhar em preço e os resultados foram lucrativos para essas indústrias, afirmam analistas.
As informações partem do Valor Econômico.
(20/11/2009 09:24)
O que estimula mais o consumo de café? Um grão de boa qualidade ou um produto mais barato? As duas respostas estão corretas, embora caminhem em lados opostos.
A demanda por café de qualidade superior no mercado internacional tem crescido a passos largos, com índices que ultrapassam a casa dos 10%, enquanto para o café convencional a taxa é de 2% ao ano. O consumo internacional está estimado em torno de 10 milhões de sacas, comparado com uma produção global de 130 milhões de sacas.
Mas a recente crise financeira global tem levado muitas torrefadoras a reduzir o seu "blend" de arábica para baixar os preços.
O avanço da mescla de café robusta no mundo tem avançado significativamente. De acordo com Néstor Osorio, diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC), a proporção de café robusta e arábica há 10 anos era de 30% e 70%. Hoje está em torno de 40% e 60%. A maior mistura de café robusta, que é largamente utilizado para a produção de cafés solúveis, tem crescido também como reflexo do aumento da produção no Vietnã, que gira em torno de 17,5 milhões de sacas e também da Indonésia, de 9,3 milhões de sacas.
A quebra da safra da Colômbia, país que é conhecido por produzir grãos de alta qualidade, colocou os preços internacionais do arábica nas alturas entre o fim do ano passado e início de 2009. Muitas torrefadoras elevaram a mescla dos grãos robusta para ganhar em preço e os resultados foram lucrativos para essas indústrias, afirmam analistas.
As informações partem do Valor Econômico.
Plantação de eucalipto supera a de café em Minas
(20/11/2009 09:54)
O eucalipto está deixando de ser patinho feio para se tornar cisne no agronegócio mineiro. A demanda mundial por celulose da árvore para fabricação de papel avança a passos largos, impulsionada pela China. No Brasil, as siderúrgicas engrossam o coro. Elas estão de olho nas florestas plantadas por pequenos produtores rurais porque querem uma produção sustentável, que não dependa das importações de carvão mineral, mais poluente que o vegetal. Essa busca fez com que o eucalipto atingisse uma área de quase 1,5 milhão de hectares em Minas Gerais, ultrapassando a cultura mais tradicional do estado, o café, cujas plantações ocupam hoje 1,1 milhão de hectares, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“No primeiro semestre de 2009, a China aumentou em 68% as importações de celulose, enquanto os mercados desenvolvidos apresentaram queda próxima de 20%”, diz o economista-chefe da Ativa Corretora, Arthur Carvalho. Ele chama a atenção para a preferência pelo eucalipto. “Em 2008, enquanto a demanda mundial por celulose subiu algo próximo de 1,3%, a demanda por celulose de eucalipto cresceu 13%, 10 vezes mais”, compara.
O Brasil, e Minas Gerais especialmente, avança nesse cenário. Segundo a pesquisa do IBGE, em 2008 Minas ultrapassou o Paraná e assumiu a liderança nacional no valor bruto da produção da silvicultura (florestas plantadas) e extração vegetal (vegetação nativa). Atingiu a cifra de R$ 2,54 bilhões. O estado é agora o maior produtor nacional, participando com 78% da produção nacional da silvicultura e com 18% da extração vegetal. “Interessante é que a produção de carvão proveniente de vegetação nativa apresentou queda de 4,9% em relação a 2007, enquanto a da silvicultura aumentou 7,9%”, salienta o supervisor de pesquisa agropecuária do IBGE, Humberto Silva Augusto. Segundo ele, o aumento poderia ter sido ainda maior se não fosse a crise.
Com uma participação modesta – de apenas 3% – no mercado mundial de celulose e madeira serrada de origem renovável, o Brasil tem grandes chances de ocupar mais espaço nesse novo filão, sustenta Bernardo de Vasconcellos, presidente da Associação Mineira de Silvicultura (AMS). Para ter uma ideia da baixa representatividade brasileira, a Finlândia, país de dimensões bem menores, detém 8% das vendas mundiais. “Poucos países têm condições de produzir madeira de origem limpa, mas todos têm de consumir. O Brasil domina a tecnologia em genética e cultivo de florestas e o nosso índice de produtividade é seis vezes maior que a média no mundo”, afirma o executivo.
Vasconcellos lembra que o uso da floresta plantada foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como sistema capaz de gerar os chamados créditos de carbono, enquanto mecanismo de produção movido a combustível renovável. A floresta captura mais carbono do que produz e libera oxigênio em proporções superiores. “A sociedade vem tomando conhecimento de que precisamos defender o que temos de florestas nativas, e cada hectare de eucalipto plantado ajuda a preservar cerca de 10 hectares dessas florestas nativas. O índice de desenvolvimento humano progride significativamente nas áreas onde temos as atividades florestais”, afirma o presidente da Câmara da Indústria de Base Florestal da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Antônio Claret de Oliveira.
O cultivo de eucalipto mudou a rotina dos moradores de Paraopeba (Região Central), a 97 quilômetros de Belo Horizonte. Luiz Fernando Figueiredo, proprietário da Fazenda Capão da Ema, é um deles. Dedicava-se à pecuária de leite, atividade que nunca rendeu bom retorno financeiro, até que em 2002 aderiu a um programa do governo e iniciativa privada. “Plantei no pasto degradado, com mais de 20 anos de pisoteio de gado, e preservei a mata nativa. Foi uma ótima aposta. Comecei com 27 hectares e já tenho 140 hectares plantados.” Depois de sete anos, momento do primeiro corte, e após R$ 68 mil em investimentos (R$ 2,5 mil por hectare), ele negocia a sua produção de eucalipto por R$ 700 mil. “Com a pecuária, não chegaria nem no pé disso”, afirma.
Figueiredo aponta ainda como vantagem a flexibilidade de negociação dentro do setor. “Se as siderúrgicas estão em crise, posso vender para a indústria moveleira, construção civil (postes e mourões), casca para alambiques e folhas para óleos essenciais. Não preciso ficar restrito ao carvão”, exemplifica. Ele conta que quase toda a vizinhança se dedica ao mesmo negócio, o que está transformando o município de Paraopeba em mais um polo moveleiro de Minas. “A gente estima que o apagão florestal, previsto para 2017, seria adiado para 2020 com a ajuda dos produtores rurais”, observa. De acordo com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a cadeia produtiva florestal gera cerca de 800 mil empregos diretos e indiretos em Minas.
As informações partem do Estado de Minas.
(20/11/2009 09:54)
O eucalipto está deixando de ser patinho feio para se tornar cisne no agronegócio mineiro. A demanda mundial por celulose da árvore para fabricação de papel avança a passos largos, impulsionada pela China. No Brasil, as siderúrgicas engrossam o coro. Elas estão de olho nas florestas plantadas por pequenos produtores rurais porque querem uma produção sustentável, que não dependa das importações de carvão mineral, mais poluente que o vegetal. Essa busca fez com que o eucalipto atingisse uma área de quase 1,5 milhão de hectares em Minas Gerais, ultrapassando a cultura mais tradicional do estado, o café, cujas plantações ocupam hoje 1,1 milhão de hectares, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“No primeiro semestre de 2009, a China aumentou em 68% as importações de celulose, enquanto os mercados desenvolvidos apresentaram queda próxima de 20%”, diz o economista-chefe da Ativa Corretora, Arthur Carvalho. Ele chama a atenção para a preferência pelo eucalipto. “Em 2008, enquanto a demanda mundial por celulose subiu algo próximo de 1,3%, a demanda por celulose de eucalipto cresceu 13%, 10 vezes mais”, compara.
O Brasil, e Minas Gerais especialmente, avança nesse cenário. Segundo a pesquisa do IBGE, em 2008 Minas ultrapassou o Paraná e assumiu a liderança nacional no valor bruto da produção da silvicultura (florestas plantadas) e extração vegetal (vegetação nativa). Atingiu a cifra de R$ 2,54 bilhões. O estado é agora o maior produtor nacional, participando com 78% da produção nacional da silvicultura e com 18% da extração vegetal. “Interessante é que a produção de carvão proveniente de vegetação nativa apresentou queda de 4,9% em relação a 2007, enquanto a da silvicultura aumentou 7,9%”, salienta o supervisor de pesquisa agropecuária do IBGE, Humberto Silva Augusto. Segundo ele, o aumento poderia ter sido ainda maior se não fosse a crise.
Com uma participação modesta – de apenas 3% – no mercado mundial de celulose e madeira serrada de origem renovável, o Brasil tem grandes chances de ocupar mais espaço nesse novo filão, sustenta Bernardo de Vasconcellos, presidente da Associação Mineira de Silvicultura (AMS). Para ter uma ideia da baixa representatividade brasileira, a Finlândia, país de dimensões bem menores, detém 8% das vendas mundiais. “Poucos países têm condições de produzir madeira de origem limpa, mas todos têm de consumir. O Brasil domina a tecnologia em genética e cultivo de florestas e o nosso índice de produtividade é seis vezes maior que a média no mundo”, afirma o executivo.
Vasconcellos lembra que o uso da floresta plantada foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como sistema capaz de gerar os chamados créditos de carbono, enquanto mecanismo de produção movido a combustível renovável. A floresta captura mais carbono do que produz e libera oxigênio em proporções superiores. “A sociedade vem tomando conhecimento de que precisamos defender o que temos de florestas nativas, e cada hectare de eucalipto plantado ajuda a preservar cerca de 10 hectares dessas florestas nativas. O índice de desenvolvimento humano progride significativamente nas áreas onde temos as atividades florestais”, afirma o presidente da Câmara da Indústria de Base Florestal da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Antônio Claret de Oliveira.
O cultivo de eucalipto mudou a rotina dos moradores de Paraopeba (Região Central), a 97 quilômetros de Belo Horizonte. Luiz Fernando Figueiredo, proprietário da Fazenda Capão da Ema, é um deles. Dedicava-se à pecuária de leite, atividade que nunca rendeu bom retorno financeiro, até que em 2002 aderiu a um programa do governo e iniciativa privada. “Plantei no pasto degradado, com mais de 20 anos de pisoteio de gado, e preservei a mata nativa. Foi uma ótima aposta. Comecei com 27 hectares e já tenho 140 hectares plantados.” Depois de sete anos, momento do primeiro corte, e após R$ 68 mil em investimentos (R$ 2,5 mil por hectare), ele negocia a sua produção de eucalipto por R$ 700 mil. “Com a pecuária, não chegaria nem no pé disso”, afirma.
Figueiredo aponta ainda como vantagem a flexibilidade de negociação dentro do setor. “Se as siderúrgicas estão em crise, posso vender para a indústria moveleira, construção civil (postes e mourões), casca para alambiques e folhas para óleos essenciais. Não preciso ficar restrito ao carvão”, exemplifica. Ele conta que quase toda a vizinhança se dedica ao mesmo negócio, o que está transformando o município de Paraopeba em mais um polo moveleiro de Minas. “A gente estima que o apagão florestal, previsto para 2017, seria adiado para 2020 com a ajuda dos produtores rurais”, observa. De acordo com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a cadeia produtiva florestal gera cerca de 800 mil empregos diretos e indiretos em Minas.
As informações partem do Estado de Minas.
ENCAFÉ - Deficit (Vaivém das commodities) O consumo de café cresce, mas a produção não acompanha.
FOLHA DE S. PAULO - SP
20/11/2009
Deficit (Vaivém das commodities)
O consumo de café cresce, mas a produção não acompanha. Na safra 2008/9, enquanto a produção mundial foi de 128 milhões de sacas, o consumo esteve em 130 milhões. Em 2009/10, conforme números ainda preliminares, a safra fica entre 123 milhões e 125 milhões, para um consumo entre 131 milhões e 132 milhões.
Estoques baixos
A avaliação foi feita por Néstor Osorio, diretor- executivo da OIC (Organização Internacional do Café). Nos números do organismo internacional, os estoques chegaram ao fundo do poço. Em 2008, recuaram para 17,3 milhões de sacas nos países produtores; neste ano, podem ficar próximos de 15 milhões. Em 2000, eram de 55 milhões de sacas.
Crescimento
Mas se os estoques caem nos países produtores, sobem nos importadores. Diante de eventuais problemas de abastecimento, europeus, norte-americanos e japoneses se anteciparam e compraram mais. Os estoques dos importadores estão em 26 milhões de sacas.
Os problemas
Os principias problemas que levaram os importadores a formarem estoques maiores foram as incertezas com as quebras de safra na Colômbia e na América Central. Renovação de cafezais, chuvas e atraso no desenvolvimento da safra fizeram esses países perder pelo menos 4,5 milhões de sacas.
Bom ou ruim?
E as incertezas de produção ainda são grandes, diz Osorio. Ele cita o exemplo da Colômbia, cuja safra poderá ser de apenas 8 milhões a 8,5 milhões de sacas, mas poderá também atingir 10 milhões. Houve atraso, e a colheita do café que deveria ser colhida agora só irá ocorrer a partir de janeiro.
Preços
Esses problemas na safra 2009/10 devem dar uma sustentação aos preços do café no curto prazo. No médio prazo, quem vai determinar os preços será a safra brasileira, diz Osorio. O presidente da OIC não quis fazer estimativas para a safra brasileira, mas há previsões de 50 milhões a 55 milhões de sacas.
Câmbio
A estabilidade ou até uma eventual alta nos preços do café não é a solução no momento para os produtores. As moedas brasileira e colombiana se valorizaram muito perante o dólar e os produtores perdem renda. Para complicar, os custos dos insumos, mesmo com a queda registrada neste ano, ainda continuam elevados.
Qualidade 1
Osorio diz que o blend do café também está mudando, o que pode diminuir a qualidade do produto final. Há dez anos, o consumo mundial era composto de 70% de arábica e 30% de robusta. Na safra 2008/9, esses percentuais estavam em 61% e em 39%, respectivamente.
Qualidade 2
Representantes das indústrias estão reunidos no 17º Encafé (um encontro anual das indústrias) em Camaçari (BA). Neste ano, a discussão é exatamente sobre o crescimento dos cafés de qualidade. Almir José da Silva Filho, presidente da Abic, diz que o caminho é esse, mas que é necessário retirar do setor os "mal-intencionados ou mal-informados", que ainda confundem qualidade com produto ruim.
FOLHA DE S. PAULO - SP
20/11/2009
Deficit (Vaivém das commodities)
O consumo de café cresce, mas a produção não acompanha. Na safra 2008/9, enquanto a produção mundial foi de 128 milhões de sacas, o consumo esteve em 130 milhões. Em 2009/10, conforme números ainda preliminares, a safra fica entre 123 milhões e 125 milhões, para um consumo entre 131 milhões e 132 milhões.
Estoques baixos
A avaliação foi feita por Néstor Osorio, diretor- executivo da OIC (Organização Internacional do Café). Nos números do organismo internacional, os estoques chegaram ao fundo do poço. Em 2008, recuaram para 17,3 milhões de sacas nos países produtores; neste ano, podem ficar próximos de 15 milhões. Em 2000, eram de 55 milhões de sacas.
Crescimento
Mas se os estoques caem nos países produtores, sobem nos importadores. Diante de eventuais problemas de abastecimento, europeus, norte-americanos e japoneses se anteciparam e compraram mais. Os estoques dos importadores estão em 26 milhões de sacas.
Os problemas
Os principias problemas que levaram os importadores a formarem estoques maiores foram as incertezas com as quebras de safra na Colômbia e na América Central. Renovação de cafezais, chuvas e atraso no desenvolvimento da safra fizeram esses países perder pelo menos 4,5 milhões de sacas.
Bom ou ruim?
E as incertezas de produção ainda são grandes, diz Osorio. Ele cita o exemplo da Colômbia, cuja safra poderá ser de apenas 8 milhões a 8,5 milhões de sacas, mas poderá também atingir 10 milhões. Houve atraso, e a colheita do café que deveria ser colhida agora só irá ocorrer a partir de janeiro.
Preços
Esses problemas na safra 2009/10 devem dar uma sustentação aos preços do café no curto prazo. No médio prazo, quem vai determinar os preços será a safra brasileira, diz Osorio. O presidente da OIC não quis fazer estimativas para a safra brasileira, mas há previsões de 50 milhões a 55 milhões de sacas.
Câmbio
A estabilidade ou até uma eventual alta nos preços do café não é a solução no momento para os produtores. As moedas brasileira e colombiana se valorizaram muito perante o dólar e os produtores perdem renda. Para complicar, os custos dos insumos, mesmo com a queda registrada neste ano, ainda continuam elevados.
Qualidade 1
Osorio diz que o blend do café também está mudando, o que pode diminuir a qualidade do produto final. Há dez anos, o consumo mundial era composto de 70% de arábica e 30% de robusta. Na safra 2008/9, esses percentuais estavam em 61% e em 39%, respectivamente.
Qualidade 2
Representantes das indústrias estão reunidos no 17º Encafé (um encontro anual das indústrias) em Camaçari (BA). Neste ano, a discussão é exatamente sobre o crescimento dos cafés de qualidade. Almir José da Silva Filho, presidente da Abic, diz que o caminho é esse, mas que é necessário retirar do setor os "mal-intencionados ou mal-informados", que ainda confundem qualidade com produto ruim.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Dólar sobe a R$ 1,734 com expectativa de nova regra
19/11/2009 18:02
Dólar sobe a R$ 1,734 com expectativa de nova regra
Agência Estado
Quinta-feira, 19 de novembro de 2009, 17h52
Dólar sobe a R$ 1,734 com expectativa de nova regra
SILVANA ROCHA
O dólar comercial foi negociado em alta hoje durante todo o dia e fechou as operações no mercado interbancário de câmbio cotado a R$ 1,734, variação de 0,99% em relação a ontem. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista subiu 0,75% e fechou a sessão a R$ 1,728. Apesar da alta de hoje, a moeda americana acumula em novembro baixa de 1,25% e no ano, de -25,74%.
A taxa de câmbio foi pressionada hoje pelo ambiente externo, de aversão ao risco, e expectativas de que o governo brasileiro pode ainda anunciar nova regra para o câmbio. Este sentimento persiste no mercado porque o lançamento ontem do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 1,5% na emissão de recibos de ações de empresas brasileiras negociados no exterior (DRs) foi considerado um complemento daquela medida adotada há um mês (IOF de 2% sobre ingresso de capital estrangeiro para renda fixa e variável), permitindo equalizar o tratamento tributário aqui e lá fora. Diante da percepção de que o governo está disposto a levar o dólar para outro patamar, de forma gradual, sem estresse e sem gerar riscos de pressão sobre a inflação, o que poderia exigir aumento de juros, os agentes do mercado acreditam que algo novo ainda está por vir, disse o economista Miguel Daoud, diretor da Global Financial Advisor.
Segundo Daoud, a questão central é saber como o País vai crescer a um ritmo de 5% a 6% ao ano, com aumento da demanda interna por meio de incentivos monetário e fiscal, mas controlando a inflação, de forma que a oferta de produtos acompanhe essa demanda e, para isso, precisa de investimentos. "Se não consegue elevar a oferta interna, a compensação ocorre por meio de importações e esta entra no cálculo do PIB com sinal negativo. Assim, se aumenta muito o dólar rapidamente, não há como aumentar a oferta interna para suprir a demanda, o que gera um processo inflacionário, com consequência de aumento de juros", explicou.
No exterior, a Coreia do Sul lançou medidas para conter a volatilidade do câmbio e a Rússia informou estudar formas de controlar o fluxo de capital entre fronteiras, incluindo a possibilidade de cobrar um "imposto Tobin" sobre transações cambiais internacionais. Assim, houve espaço para o dólar subir pela manhã ante o euro e outras divisas, como a libra esterlina. Contudo, à tarde, a moeda norte-americana já devolvia os ganhos ante o euro.
Dólar sobe a R$ 1,734 com expectativa de nova regra
Agência Estado
Quinta-feira, 19 de novembro de 2009, 17h52
Dólar sobe a R$ 1,734 com expectativa de nova regra
SILVANA ROCHA
O dólar comercial foi negociado em alta hoje durante todo o dia e fechou as operações no mercado interbancário de câmbio cotado a R$ 1,734, variação de 0,99% em relação a ontem. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista subiu 0,75% e fechou a sessão a R$ 1,728. Apesar da alta de hoje, a moeda americana acumula em novembro baixa de 1,25% e no ano, de -25,74%.
A taxa de câmbio foi pressionada hoje pelo ambiente externo, de aversão ao risco, e expectativas de que o governo brasileiro pode ainda anunciar nova regra para o câmbio. Este sentimento persiste no mercado porque o lançamento ontem do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 1,5% na emissão de recibos de ações de empresas brasileiras negociados no exterior (DRs) foi considerado um complemento daquela medida adotada há um mês (IOF de 2% sobre ingresso de capital estrangeiro para renda fixa e variável), permitindo equalizar o tratamento tributário aqui e lá fora. Diante da percepção de que o governo está disposto a levar o dólar para outro patamar, de forma gradual, sem estresse e sem gerar riscos de pressão sobre a inflação, o que poderia exigir aumento de juros, os agentes do mercado acreditam que algo novo ainda está por vir, disse o economista Miguel Daoud, diretor da Global Financial Advisor.
Segundo Daoud, a questão central é saber como o País vai crescer a um ritmo de 5% a 6% ao ano, com aumento da demanda interna por meio de incentivos monetário e fiscal, mas controlando a inflação, de forma que a oferta de produtos acompanhe essa demanda e, para isso, precisa de investimentos. "Se não consegue elevar a oferta interna, a compensação ocorre por meio de importações e esta entra no cálculo do PIB com sinal negativo. Assim, se aumenta muito o dólar rapidamente, não há como aumentar a oferta interna para suprir a demanda, o que gera um processo inflacionário, com consequência de aumento de juros", explicou.
No exterior, a Coreia do Sul lançou medidas para conter a volatilidade do câmbio e a Rússia informou estudar formas de controlar o fluxo de capital entre fronteiras, incluindo a possibilidade de cobrar um "imposto Tobin" sobre transações cambiais internacionais. Assim, houve espaço para o dólar subir pela manhã ante o euro e outras divisas, como a libra esterlina. Contudo, à tarde, a moeda norte-americana já devolvia os ganhos ante o euro.
Preço de exercício mais elevado do que o valor de mercado torna[br]vendas do produto ao governo bom negócio
A venda de café ao governo é um bom negócio para os produtores que participaram dos leilões de contratos de opção, cujo primeiro vencimento ocorreu sexta-feira. A opção de entrega ao governo deve se confirmar porque o preço de exercício de R$303,50 a saca de 60 quilos é mais elevado do que o valor de mercado (cerca de R$265/R$272 a saca). O período de entrega vai até 30 de novembro.
Nesse primeiro vencimento, 1 milhão de sacas deverão ser retiradas do mercado, no limite de 400 sacas por produtor. O exercício da opção para o primeiro lote resultará em valor líquido recebido pelo cafeicultor de R$288,80 a saca, conforme cálculo do pesquisador Celso Luis Vegro, do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura paulista. "O preço de exercício vai garantir subsídio de 5% a 10% em relação ao preço de mercado, dependendo da origem do grão. O preço das opções foi bem calibrado." Com o exercício das opções, o cafeicultor ganha algum fôlego com remuneração de parte dos custos, podendo manter a estrutura produtiva.
Pela análise de Vegro, o produtor "deixou de amealhar mais vantagens" por causa das chuvas fora de época, que prejudicaram a qualidade dos grãos na colheita. Conforme Vegro, constituir um lote de 400 sacas de café tipo 6, bebida dura, tem exigido, em média, mais de 500 sacas de produto bica corrida, o que acarreta maiores despesas com o beneficiamento duplo. O especialista considera que alguns aspectos podem ser aprimorados para os próximos vencimentos, como uma flexibilização na regra de qualidade para entrega dos lotes e a liquidação financeira dos contratos.
As informações partem de O Estado de São Paulo.
A venda de café ao governo é um bom negócio para os produtores que participaram dos leilões de contratos de opção, cujo primeiro vencimento ocorreu sexta-feira. A opção de entrega ao governo deve se confirmar porque o preço de exercício de R$303,50 a saca de 60 quilos é mais elevado do que o valor de mercado (cerca de R$265/R$272 a saca). O período de entrega vai até 30 de novembro.
Nesse primeiro vencimento, 1 milhão de sacas deverão ser retiradas do mercado, no limite de 400 sacas por produtor. O exercício da opção para o primeiro lote resultará em valor líquido recebido pelo cafeicultor de R$288,80 a saca, conforme cálculo do pesquisador Celso Luis Vegro, do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura paulista. "O preço de exercício vai garantir subsídio de 5% a 10% em relação ao preço de mercado, dependendo da origem do grão. O preço das opções foi bem calibrado." Com o exercício das opções, o cafeicultor ganha algum fôlego com remuneração de parte dos custos, podendo manter a estrutura produtiva.
Pela análise de Vegro, o produtor "deixou de amealhar mais vantagens" por causa das chuvas fora de época, que prejudicaram a qualidade dos grãos na colheita. Conforme Vegro, constituir um lote de 400 sacas de café tipo 6, bebida dura, tem exigido, em média, mais de 500 sacas de produto bica corrida, o que acarreta maiores despesas com o beneficiamento duplo. O especialista considera que alguns aspectos podem ser aprimorados para os próximos vencimentos, como uma flexibilização na regra de qualidade para entrega dos lotes e a liquidação financeira dos contratos.
As informações partem de O Estado de São Paulo.
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