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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Nós da Associação Paranaense de Cafeicultores – APAC queremos o debate das idéias

OPINIÃO - Nós da Associação Paranaense de Cafeicultores – APAC queremos o debate das idéias




Ricardo Gonçalves Strenger - Londrina - PR

Há oito anos, quando estava presidente da Associação Paranaense de Cafeicultores – APAC-, eu e meus companheiros, lançamos várias idéias, e naquela época se transformaram em propostas da entidade.

Reassumimos a presidência da APAC há pouco mais de 60 dias, com uma diretoria coesa, e com a responsabilidade de retomarmos as idéias e ideais da associação.

A minha responsabilidade aumentou junto aos meus companheiros, que querem unicamente que defendamos a classe dos produtores de café, portanto, a cafeicultura paranaense e consequentemente brasileira.

Nosso objetivo é não faltar com a verdade e ser fiel a nós mesmos.

Dias difíceis já duram mais de uma década, e no nosso retorno encontramos as mesmas lideranças que em 2001 encararam com ceticismo os novos rumos, que então propúnhamos.
Seria muita ingenuidade pensar que tanto eu, quanto a APAC, podemos influenciar no mercado. Só podemos propor outros caminhos para tentar construir um futuro melhor.

Alguns mais aquinhoados conseguiram diversificar suas atividades, tornando-se torradores de café e até mesmo exportadores. Só temos que elogiar a capacidade empresarial destas pessoas e entidades. Mas, é claro que estes encontram uma certa dificuldade de fazer propostas que beneficiem o produtor primário de uma forma geral, pois este setor é o que menos rende lucro, ou até mesmo, diríamos, é o que mais dá prejuízos.

As idéias da APAC se tornaram realidade pelo simples fato da lei da rotulação do café ter sido aprovada no Paraná e referendada pelo Supremo Tribunal Federal.

Não somos portadores da verdade, mas quando dizemos algo, nunca é no sentido de ofender alguém, e se assim se sentirem não foi nosso intuito. Nós da APAC queremos o debate das idéias, o que não tem havido. Desde os primeiros dias temos visto que há omissão de uma parte das lideranças da classe. É claro, que há ressalva daqueles que concordam com as propostas, mas aqueles que possivelmente não concordam se omitem do debate.

Não posso aceitar que simplesmente sejamos ofendidos por emitir opiniões, que certas ou erradas, são feitas de maneira objetiva e direta, sem subterfúgios ou interesses pessoais.
É evidente, que a rotulação, agregação de valor, a ABCA, retirada do Brasil da OIC, CDPC, instrução normativa nº 8 (PVAs), Brasil Café, etc,etc, são propostas polêmicas merecedoras de debates. Se não acharem, pelo menos digam o por que.

A cafeicultura brasileira tem 282 anos e nada mudou até hoje, para mudar temos que virar “mesa”. Muito me incentivou as palavras de grande conhecedor do setor, que concordou integralmente com as propostas da APAC, fazendo a ressalva de que era difícil introduzi-las.
Precisamos realmente repetir o mesmo discurso de anos, até a exaustão, e até despertar os omissos. Estamos abertos ao diálogo, ao debate, aos elogios e às críticas; não são necessários intermediários.

Propomos a todos os interessados, lideranças e produtores, inclusive de Robusta/Conillon, um debate conciliatório, para que possamos, definitivamente, superar qualquer divergência e dar novos rumos à cafeicultura brasileira. Concordamos que se a conclusão não for favorável às nossas propostas, elas sejam simplesmente esquecidas, porém, caso contrário, lutemos para que sejam implantadas.

Gostaria de esclarecer, que não sou contra a compra de café pelo governo federal, como foi entendido por alguns. Sou apenas contra o estoque, que acho ser ineficiente. A APAC, assim como eu, assumimos a responsabilidade de defender a cafeicultura paranaense e brasileira.



Ricardo Gonçalves Strenger
Presidente da APAC
ricardostrenger@yahoo.com.br
Londrina, 27 de setembro de 2009.

domingo, 27 de setembro de 2009

Mercado de café zona da mata 27/09/09

Mercado de café zona da mata

A semana começa com esperança de que o mercado reaja depois da derrocada da semana passada. A bolsa caiu muito e os negócios ficaram paralisados. Os indicativos técnicos mostram que os gráficos ainda apontam para o pré-sal portanto, possivelmente teremos mais sangue derramado e as bolsas de café continuando no vermelho bolsas .Realizações podem continuar acontecendo na eterna briga entre comprados e vendidos e no meio disso os participantes irão se posicionar.
O dólar fechou a semana pouca força na casa do R$1,80 com baixa de 0.28% continuando em sua tendência de baixa e procurando patamares mais baixos.
O café no mercado da zona da mata mineira café bebida rio com 25% de catação fechou a semana em R$190; 00 e os melhores cafés de bebida dura na casa dos R245, 00 com 20% de catação.
Nada de novo aconteceu que possa mudar os fundamentos, a safra desse ano é menor, as exportações continuam batendo recorde, o consumo continua aumentando, o governo ainda não mudou sua posição de receber os cafés da opção, mesmo rondando boatos que talvez ele fosse acertar pelo deságio, que nesse caso iria somente premiar a pouquíssimos produtores e não a todos.
È uma semana para os produtores terem cautela e esperarem um cenário melhor para comercializar seus cafés, pois a maré não esta para peixe e os preços praticados no mercado físico não esta remunerando ninguém. Já para quem esta precisando repor seus estoques o cenário seria totalmente o inverso ao do produtor e tentar repo-los agora antes que as tendências se invertam seria uma boa posição.
Tenham todos uma boa semana e que Deus os abençoe

Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.com.br

MANHUAÇU MG 27/09/09

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Ice or Iceberg

Ice or Iceberg

A bolsa de comodities em Nova Iorque chamada de ICE ontem fez um movimento de realização de lucro totalmente técnico gráfico desabando em nossas cabeças em seu fechamento, caiu 710 pontos deixando todos no Brasil anestesiado, vendo o que acontecia durante o dia, com isso levou a reboque a BMF em São Paulo e a life em Londres.
A bolsa Ice tem uma movimentação diária em torno de 10.000 contratos, cada contrato será aproximadamente de 280 sacas de café de 60 kg o representa uma movimentação diária em torno de 2.8 milhões de sacas, ou seja, em cada 20 dias úteis, um mês de trabalho ela venderia o que gastamos um ano para produzir é um verdadeiro cassino.
Na semana passada o mesmo fator técnico gráfico fez com que ela subisse, mantendo a alta durante a semana, nesta semana uma indefinição entre comprados e vendidos fizeram que esses fatores técnicos falassem mais altos disparando varias ordem de vendas e os compradores se retiram do mercado dando o desastre de ontem.
É com uma bolsa que movimenta aproximadamente em contratos 600 milhões de sacas de café ano, que nosso mercado doméstico se baseia para nos dar a cotação diária de nosso produto o café, portanto é um mercado muito mais forte que podemos compreender ou tentar manipular. A compra de 10 milhões de sacas de café durante esses próximos meses vira apimentar esse mercado, esse fator da compra de estoques reguladores por parte do governo trará alguma mudança no fator dos fundamentos, que seria essa uma nova tentativa de mudar esse mercado violento e volátil. Com certeza o mercado testará a força desse fator fundamental e veracidade dos fatos, portanto o governo esta entrando num mercado violento de profissionais que não perdoam erros e nem perdedores os lucros e prejuízos são astronômicos.
Neste mercado trabalham traders, indústrias, fundos de pensão, fundos de investimentos e fundos de hegde que trabalham em sistemas de travas e nós países produtores os fornecedores.
É assim que esse mercado trabalha, a qualquer notícia faz com que ele com sua sensibilidade mudem de humor e vire tanto para cima ou para baixo.
Como um mercado deste poderia regular um produto tão difícil de produzir?
Sua volatilidade não nos traz a menor segurança esses participantes desses mercados muitas vezes nunca vira uma lavoura de café, compram ou vendem às vezes por razões que não tem nada a ver com o nosso mercado, que seria da oferta e procura se temos uma safra maior seria maior oferta e se temos uma safra menor uma menor oferta trazendo uma razão para esse mercado, fica difícil de entender uma queda como a de ontem porque os estudos gráficos não teriam força pra subir.
Esses estudos trazem barreiras psicológicas chamadas de suporte e resistência que são uma loucura, se não ultrapassar certo valor que ontem seria de 13800 pontos, tecnicamente mostra que deve cair, só que ai os especuladores de plantão aproveitam para pegar os desavisados e encher o bolso de dólares. na semana passada aconteceu o inverso.
Aqui no Brasil nós produtores não nos resta nada a mais do que ficar olhando pra tela e esperar que suba e depois esperar que a especulação interna não seja tão grande e repasse quando sobe um valor um pouco melhor para o nosso café, porque quando caem eles repassam de imediato a queda para o preço do café.
Precisamos de ajuda para que mude esse cenário não temos a menor chance perante esse mercado que é violento altamente volátil e técnico, não tenho nenhuma sugestão a esse respeito porque ainda ela a bolsa é o maior exemplo de mercado livre, mas acho que nós produtores temos que ter alguma defesa, mas ainda ela é um mal necessário.
ICE OR ICEBERG?


WAGNER PIMENTEL
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

É o café que Põe o homem em Pé.

Conforme postado hoje no site café e mercado um estudo sobre adubação do cafeeiro na zona da mata mineira. Esse estudo mostra em sue quadro comparativo uma produtividade media em 5 anos em torno de 45 sacas de café por há, portanto a cafeicultura no geral cisma em dizer que é deficitária com produções bem abaixo daquela que é demonstrada na realidade. Esta teoria prova o porque os estoques e a produção não fecha com dados governamentais.Produtores que gostam de aparecer dizendo custos fictícios.No relatório do governo onde diz que existe custo de produção de até R$370,00, onde fiz um desafio e não apareceu ninguém para receber seu premio,mostra que há uma discrepância nos dados,para se obter um custo de R$370,00 por saca de 60kg de café coloca-se um custo de insumos para uma produção de 45 sacas de café por media ano e depois coloca-se uma produtividade de 5 sacas por hectare chegando esse custo de R$370,00, como se o produtor cuidar de sua lavoura para se colher uma quantidade maior ele não só colhera essa quantidade se sofrer com algum problema climático ou seja uma seca severa,geada,chuva de granizo, portanto só se nosso Senhor nosso Deus apontar o dedo pra um produtor ou uma região.
Essa hipocrisia mentindo sobre dados leva-se uma realidade inexistente e a conclusões que não refletem a realidade principalmente da nossa região. Há 20 anos atrás quando cheguei com minha família em Manhuaçu MG a região produzia 2 milhões de sacas e hoje se estima em ano de safra alta acima de 8 milhões de sacas, essa realidade só existe por um único fator a cafeicultura dá e sempre deu lucro, isto demonstra que no geral um setor não cresce só com financiamentos, como disse o relatório do governo, cresce porque é uma atividade viável. E é essa realidade de mercado que esta fazendo com que chegássemos a uma produção de 60 milhões de sacas no Brasil em 2008 e aproximadamente essa para 2010 números em que o mercado já vem trabalhando é esse numero que esta derrubando o mercado, batendo recorde de exportação e mantendo os armazéns cheios.
A crise da marolinha nos trouxe uma realidade onde na prática, já estávamos sentindo, que teríamos que acostumar com lucratividades menores.
Para os que acham que estamos tomando prejuízo com a cafeicultura de montanha saibam que com as novas tecnologias de adubação de defensivos agrícolas como os granulados organo fosforado roçadeiras e derriçadeiras com adensamentos de lavoura estão conseguindo resultados positivos e nosso custo em torno de R$160,00 por sacas de 60 kg somos competitivos e continuaremos a ser ainda por um bom tempo.
A dívida se deve a alguns produtores que caíram na armadilha do mercado chamada CPR onde o produtor sai de uma realidade de juro de 6.75 ao ano e caiu em uma de mais de 30% ao ano transformando a atividade aí inviável. Essa armadilha feita pelo mercado e apoiada pelo governo que se escondeu e diminuiu financiamentos oficiais, colocando a cafeicultura e o produtor desavisado em situação difícil. Temos o direito desse rescalonamento da dívida, e de usar o credito de Funcafé, fomos traídos.
Portanto amigos produtores vamos cuidar de nossas lavouras e produzir o Máximo possível que é só com produção que rasgaremos nossas notas promissórias.
Como dizia meu bisavô, que já era produtor, só com café que pagamos nossas contas ou É o café que Põe o homem em Pé.

Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com
Manhaçu Mg 24/09/09

- Relatório da discórdia Por Ricardo Strenger

OPINIÃO - Relatório da discórdia Por Ricardo Strenger





Confesso que tive dificuldade de escrever algo sobre o relatório “Análise Estrutural da Cafeicultura Brasileira”. Fiquei muito impressionado com a forma que ele foi apresentado e redigido, pois há muitas incongruências, inconsistências e maldades.
O relatório apresenta conceitos velhos, infantis e requentados, atendendo a interesses que não são os do cafeicultor, os quais deveriam ser o objeto da análise.

Estas estórias de Vietnã, Draw Back, Alemanha, Robusta, custo de produção, estoques, qualidade, insuficiência de renda, mercado internacional, leilões, Colômbia, etc, etc...,são assuntos já amplamente discutidos, sabidos pelo mercado e que foram colocados de maneira a acharem, que os leitores seriam imbecis, lendo uma peça literária. Todas estas análises, até mesmo sobre café Robusta,crise e desunião, já foram discutidas no livro de Jorge Dumont Villares, em 1927.

O relatório é totalmente inconsistente e tendencioso, levando o leitor a crer em mentiras, que de tanto as dizerem, pensam que acabarão parecendo verdades. Premiam os outros elos da cadeia, enaltecem e se baseiam nos números do Departamento de Estado Americano (USDA), que são um disparate, um absurdo.

No dia 29/11/2000 a APAC já denunciava o Draw Back, e no ano de 2001, já analisou todos os tópicos deste relatório, e apresentou propostas estruturais para mudar a comercialização do café. Não fomos ouvidos, pois os nossos interlocutores, que são os mesmos de hoje, estavam preocupados em renegociar dívidas. Oito anos depois a mesma coisa, renegociar dívidas.
O Sr. Manoel Bertone, já foi autor intelectual de vários planos econômicos para a cafeicultura brasileira diga-se, todos fracassados. Agora apresenta mais um, que deve dar em nada, e só gerará mais desespero. O relatório não apresenta nenhuma proposta estrutural para solucionar os problemas de renda do cafeicultor. Nós da APAC apresentamos propostas estruturais. Sabem o que aconteceu? O Sr. Bertone, em recente reunião em Varginha, desqualificou nossa proposta de reativação da ABCA (Associação Brasileira de Café Arábica),apesar de não exercer cargo de liderança de liderança de classe e, portanto, não ser qualificado para isso, apresentando como motivo principal a desunião que isto provocaria, e que o momento não seria para isto. Estas palavras são requentadas, pois em 2003, quando da formação da ABCA, diziam a mesma coisa.

Vejam, que viram desunião onde não existia. O que faz este malfadado relatório, além de ofender os produtores brasileiros e de pregar acintosamente a desunião? Em diversas passagens, ele fala do problemático avanço do café Robusta, cujos preços baixos aliados à má qualidade do café Arábica, seriam os causadores das dificuldades atuais.

O relatório confronta, explicitamente, os cafeicultores de Arábica e os cafeicultores de Robusta/Conillon. Como se isto não bastasse, ele afronta os cafeicultores de Arábica em diversas passagens, pregando a discórdia entre estes produtores. Como era de se esperar, os cafeicultores capitalizados estão torcendo para que os “ineficientes” morram, o quanto antes, para poderem usufruir de melhores preços. Isto é perverso e desune a classe.

Sabemos que o Ministério da Agricultura fará política segmentada para o setor. Os cafeicultores de Conillon, como estão declarados no relatório, não precisam de nada. Será?

Ainda diz o relatório, que é uma minoria que está com problema econômico. Será?

Conclui-se, que esta “minoria” está à beira do abismo, e para ele será empurrado pela política do governo.

Os cafeicultores de montanha e os médios produtores também serão abandonados à própria sorte. Se quiserem que plantem eucalipto.

O Sr. Ministro da Agricultura não poderia concluir outra coisa, lendo o relatório, senão que há ineficientes na cafeicultura, e que estes têm que abandonar a atividade. Vários dos partícipes deste relatório e da perversa e estranha “Agenda Estratégica do Café” compuseram o grupo de trabalho 815/827 no ano de 2003, e ali fizeram excelentes propostas estruturais, que coincidiam com as da APAC, e que foram simplesmente abandonadas e esquecidas.

Em agosto de 2001 o editorial do Informativo Garcafé, assinado pelo Sr. Manoel Bertone dizia: “A indústria está propondo o programa de educação do mercado – PEM -, e nós estamos propondo um rígido sistema de controle de impurezas e de esclarecimento dos blends ao consumidor, através de uma lei que discipline a rotulação do produto embalado. Afinal, o consumidor deve saber claramente o que está comprando, inclusive para poder avaliar a relação entre o preço pago pelo café e a qualidade ofertada, sem subterfúgios mercadológicos”. Hoje, perguntamos, o que mudou? Por que as propostas da APAC já não seriam adequadas, entre elas, a rotulação do café e a normatização do grão cru?

A situação é crítica, e em mais duas safras o desespero deverá ser total, pois o mercado é cruel e não admite paternalismo.

As medidas tomadas nesta última década em nada ajudaram o cafeicultor brasileiro. Não adianta passear em Londres e participar de uma reunião da OIC, que é um órgão danoso ao cafeicultor. Nada vai mudar.

Portanto:

Chega de inverdades.
Chega de agendas do mal.
Chega de relatórios espúrios.
Chega de grupos de trabalho.
Chega de lideranças anacrônicas.
Chega de equipes ministeriais tendenciosas.
Chega de CDPC.
Chega de OIC.
Chega de artificialismo.
Chega de malabarismo econômico.
Não podemos mais dar ouvidos a quem prega a discórdia. Chega de relatórios da discórdia.

Ricardo Gonçalves Strenger
Presidente da APAC
Londrina, 23 de setembro de 2009.
ricardostrenger@yahoo.com.br

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Fair trade

Fair trade

A copa do mundo 1.994 nos trouxe não só titulo de campeão, mas também um novo e poderoso jargão o fair-play.
Agora no século 21 algumas empresas estão preocupadas com seu lucro absurdo e lançaram o FAIR TRADE. O fair trade seria hoje um mercado mais justo onde todos poderiam ter seus lucros respeitados.
NO nosso setor existem algumas empresas que estão dando incentivos para os produtores que seguirem algumas normas.
1-Respeito ao meio ambiente
2-Respeito às leis trabalhistas
3-Fazer um café com mais qualidade etc.
Se o produtor alcançar todas as exigências pré-estabelecidas ele consegue um premio no preço do café que hoje estaria em torno de R$10,00 a R$20,00 por saca recebendo com esse ágio um valor em torno de R$270,00.
Fazendo conta agora:
O consumidor paga por uma xícara de café em torno de R$2, 50, um kg de café gera em torno de 100 xícaras de café fechando a conta 1 saco de café torrado produz em torno de 45 kg chegamos à razão de R$11.250,00 de faturamento por saca.
Assim estamos sendo bem remunerados, pelo nosso esforço e nossa produção a altura do preço final, mostrando o fair trade mais justo que já vi.


Wagner Pimentel

www.cafezinhocomamigos.blogspot.com

Manhuaçu MG 23/09/09
Modos de adubação na zona da mata mineira

Ubiratan V. Barros, Roberto Santinato, José Braz Matiello e outros

Resumo — A cafeicultura da Zona da Mata de Minas Gerais é caracterizada pelo plantio em terrenos declivosos (montanhas), o que oferece dificuldade na operacionalização dos tratos culturais, entre eles a adubação, a qual é realizada manualmente; dessa forma, os produtores procuram adaptar modos diferenciados na sua execução. Assim, é comum observar produtores que enterram os adubos em covetas, ou sulcos, localizando-os, ou não, mais próximos ou longe dos caules das plantas, enquanto outros aplicam os fertilizantes em cobertura, a diferentes distâncias do tronco ou saia do cafeeiro. No intuito de avaliar o melhor modo de adubar o cafeeiro plantado em áreas montanhosas, instalou-se, no Centro Experimental de Café Eloy Carlos Heringer, em Martins Soares - MG, o presente trabalho. O ensaio foi montado em solo LVAh, com declividade de 20%, em lavouras de Catuaí 99, plantadas em fev/95, no espaçamento de 2,5 x 0,7 m, a 740 m de altitude, no delineamento em blocos ao acaso com três repetições, com parcelas de 12 plantas, sendo úteis as oito centrais. Verificou-se ligeira superioridade no modo de adubação em cobertura sobre o enterrado (42,75 contra 40,33 scs/ha); também apresentou superioridade a adubação dos dois lados da planta, em relação apenas ao lado de cima (46,02 contra 40,42 scs/ha), sendo o tratamento que localizou o adubo junto ao tronco o que resultou no pior desempenho, e isto mostra que a maior distribuição do adubo é vantajosa. Quanto ao local, a adubação na projeção da saia foi superior àquela sob a saia (47,71 contra 41,62 scs/ha). Portanto, pode-se concluir que mesmo em regiões montanhosas, como a Zona da Mata de Minas Gerais, o melhor modo de adubar o cafeeiro é a aplicação em cobertura, na projeção da saia em ambos os lados da planta, isto até a declividade de 20%, como no caso do ensaio.
Introdução — As lavouras de café instaladas em terrenos declivosos (montanhas) oferecem dificuldades na operacionalização dos tratos culturais, nutricionais e fitossanitários; dessa forma, os produtores procuram adaptar modos diferenciados na execução das operações, notadamente para as adubações químicas. Assim, é comum observar produtores que enterram adubos em covetas, ou sulcos, localizando-os, ou não, mais próximos ou longe do caule das plantas, enquanto outros aplicam os fertilizantes em cobertura, a diferentes distâncias do tronco ou saia do cafeeiro. Com o objetivo de avaliar o melhor modo de adubar o cafeeiro plantado em áreas montanhosas, instalou-se, no Centro Experimental de Café Eloy Carlos Heringer, em Martins Soares - MG, o presente trabalho.
Material e métodos — O ensaio foi montado em lavoura do cultivar Catuaí Vermelho (linhagem H 2077-2-5-99) no espaçamento de 2,5 x 0,7 m, plantado em fev/95, a 740 m de altitude, em LVA h distróficos, com 20% de declividade. Os tratamentos foram os modos de adubação a lanço, por cima das plantas; enterrado, na projeção da saia do cafeeiro, apenas no lado de cima da planta, e também dos dois lados da planta; a lanço, na projeção da saia do cafeeiro, somente no lado de cima da planta e também dos dois lados desta; a lanço, sob a saia (entre o tronco e a projeção da saia) do cafeeiro, somente no lado de cima da planta e também dos dois lados desta; e localizado, no tronco do cafeeiro. O delineamento experimental foi em blocos ao acaso, com três repetições, em parcelas com plantas, sendo úteis as oito centrais.
O plantio foi efetuado com 200 g da fórmula 00-18-00, mais Zn, B e Cu, e 150 g de calcário dolomítico por cova. As adubações de formação e produção foram realizadas em número de 4 - parcelamento no 1o ano e 3 do 2o ao 6o ano, utilizando a fórmula 20-05-20, nas doses de 625 kg/ha no 1o ano, 1.250 kg/ha no 2o ano e 2.000 kg/ha do 3o ao 6o ano, sendo os modos de aplicação dos adubos descritos nos tratamentos. Os demais tratos foram aqueles usualmente indicados pelo MA/PROCAFÉ para a Zona da Mata de Minas Gerais.
Resultados e discussão — Segundo SIVEIRA et al. (1979), na adubação do cafezal em cobertura (seja à máquina ou manual) apresenta melhor resultado a adubação enterrada. Nas condições do ensaio, a adubação em cobertura apresentou ligeira superioridade sobre a adubação enterrada (Quadro 2), sendo 42,75 scs/ha contra 40,33 scs/ha, respectivamente. Embora possa haver um pouco de perda por volatilização, principalmente do nitrogênio, na adubação em cobertura, em relação à adubação enterrada, o efeito depressivo no desenvolvimento do cafeeiro resultante do corte das raízes da planta para se proceder ao enterro do adubo, é superior ao benefício da menor perda por volatilização.
A adubação na projeção da saia do cafeeiro apresentou produção superior à adubação sob a saia (Quadro 4), sendo 47,71 scs/ha contra 41,62 scs/ha, respectivamente. Provavelmente, na adubação sob a saia do cafeeiro, por estar o adubo mais protegido da incidência dos raios solares (redundando em menor temperatura), a volatilização é menor, e, também por estar mais embaixo da planta, a absorção da amônia volatilizada tende a ser maior; no entanto, mesmo a adubação na projeção da saia apresentando, provavelmente, maior perda por volatilização que a adubação sob a saia, a primeira forma apresentou melhor resultado que a segunda, pelo fato de o sistema radicular do cafeeiro possui, normalmente, mais raízes absorventes (radicelas) na projeção da saia, o que promove melhor aproveitamento do adubo da solução do solo. Portanto, diante dos resultados do trabalho, pode-se afirmar que, provavelmente, o fato de a adubação na projeção da saia produzir mais que a adubação sob a saia é decorrente da maior perda por percolação dos nutrientes na segunda maneira de se adubar a planta, em relação à primeira, a qual é mais significativa que a perda por volatilização.
NEPTUNE et al. (1974), efetuando pesquisa com fósforo radioativo (P 32), concluíram que, em cafeeiros de 3 a 5 anos, a zona de maior absorção está situada até 30 cm lateral e 15 cm de profundidade e 60 cm lateral à profundidade de 30 cm; para cafeeiros de 7 anos, a absorção maior se da até 60 cm lateral à profundidade de 15 cm; já para cafeeiros de 9 anos, vai desde a profundidade de 5 cm até 30 cm e distância lateral de até 60 cm.
SANTINATO et al. (1984), estudando o modo de adubação de potássio, concluíram pela superioridade da adubação em ambos os lados do cafeeiros na projeção dos ramos laterais, em relação à adubação sob a saia em toda a volta da planta, e enterrada a 15 cm na projeção dos ramos.
VIANA et al. (1989) não encontraram diferença estatística em relação aos diferentes locais onde o adubo foi aplicado, notando apenas ligeira superioridade na adubação entre as plantas de café. A explicação do autor para o fato foi a montagem do ensaio em lavouras já adultas, as quais já haviam recebidos várias adubações anteriores.
AMARAL et al. (2000) concluíram que houve tendência de quanto mais localizado o adubo fosfatado na cova de plantio, menor seu efeito benéfico na formação do cafeeiro e, conseqüentemente, menores foram as primeiras produções desses tratamentos.
No ensaio, a adubação com 20-05-20, dos dois lados da planta apresentou melhor resultado que a adubação apenas do lado de cima - 46,02 contra 40,42 scs/ha (Quadro 3). A explicação para o fato está no clássico trabalho de FRANCO (1983), o qual plantou mudas de café com raízes bifurcadas, sendo colocada uma raiz em cada um dos lados dos vasos de 2,0 L dividido ao meio; depois disso, o autor adubou com N, P e K apenas um dos lados dos vasos e analisou o teor destes elementos nas folhas de ambos os lados da planta. Os resultados mostraram que há translocação lateral dos nutrientes N, P e K no cafeeiro, porém esta não é perfeita, e as folhas do lado da planta que não receberam nutrientes apresentaram apenas 45, 52 e 68% de N, P e K, respectivamente, em relação ao lado adubado.Portanto, quanto maior a distribuição do adubo, mais uniforme é o teor dos nutrientes nas folhas da planta e, conseqüentemente, maior será sua produção.
Conclusões
* Todos os modos de adubação em que se colocaram os adubos mais localizados, seja junto ao tronco ou enterrados em sulcos, reduzem a produtividade, em relação à adubação em cobertura com o adubo espalhado.
* Modo de adubação mais eficiente, técnica e economicamente, para a região da Zona da Mata de Minas Gerais, em locais com declividade até 20%, é a aplicação em cobertura, na projeção da saia e em ambos os lados do cafeeiro.
Referências bibliográficas
AMARAL, A.S.; BARROS, U.V.; BARBOSA, C.M. & MATIELLO, J.B. Modo de aplicação e granulometria do superfosfato simples usado na cova de plantio do cafeeiro. In: CBPC, 26, Marília-SP, 2000. p.63-64.
BARROS, U.V.; SANTINATO, R.; MATIELLO, J.B. & BARBOSA, C.M. Comparação de modos de adubação do cafeeiro nas regiões montanhosas da Zona da Mata de Minas Gerais. In: CBPC, 26, Marília-SP, 2000. p.41-43.
FRANCO, C.M. Translocação lateral de N, P e K no cafeeiro. In: CBPC, 10, Poços de Caldas-MG, 1983. p.1-2.
NEPTUNE, A.M.L.; MURAOKA, T. & LOURENÇO, S. Distribuição do sistema radical do cafeeiro utilizando 32 P. In: CBPC, 2, Poços de Caldas-MG, 1974. p.303-304.
SANTINATO, R.; BARROS, U.V.; GUEREIRO, J.P.F.; 7 SILVA, O.A. Modo de adubação e fornecimento de potássio ao cafeeiro em produção. In: CBPC, 11, Londrina-PR, 1984. p.83-85.
SILVEIRA, G.M.; FUJIWARA, M. & FENZ, E. Métodos de aplicação de adubos em cafezal. In: CBPC, 7, Araxá-MG, 1979. p.130-132.
VIANA, A.S.; FLORENCE, M.L.; & GARCIA, W.R. Modo e local de adubação para cafeeiros em solo Led. In: CBPC, 15 Maringá-PR, 1989. p.134-137.
Ubiratan Vasconcelos Barros é pesquisador do Centro Experimental de Café "Eloy Carlos Heringer", Roberto Santinato e José Braz Matiello são pesquisadores do Procafé do Ministério da Agricultura.
Fonte: II Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil - Setembro de 2001.
QUADRO 1 — Produção média anual de cinco safras em cafeeiros sob diferentes modos de adubação. Martins Soares-MG. 2001
Tratamentos
(modos de adubação) Média de 5 safras (scs/ha) Rel. %
Projeção da saia dos dois lados da linha 52,58 A * 123
A lanço, por cima da planta 43,57 A B 102
Sob a saia, dos dois lados da linha 43,44 A B 101
Projeção da saia,apenas do lado de cima dalinha 42,84 A B 100
Enterrado em sulco, dos dois lados da linha 42,03 A B 98
Sob a saia, apenas do lado de cima da linha 39,79 A B 93
Enterrado, apenas do lado de cima da linha 38,64 A B 90
Localizado, no tronco 34,29 B 80
* Médias seguidas de mesma letra não se diferenciam entre si pelo teste Tukey a 5% de probabilidade.

QUADRO 2 — Comparação entre os tratamentos enterrados e aqueles em cobertura
Modo de adubação Média de 5 safras (scs/ha) Rel. %
Aplicação em cobertura 42,75 106
Aplicação enterrada 40,33
100
QUADRO 3 — Comparação entre os tratamentos onde o adubo foi aplicado dos dois lados da planta e onde foi apenas do lado de cima
Modo de adubação Média de 5 safras (scs/ha) Rel. %
Aplicação 1 lado 46,02 114
Aplicação 2 lados 40,42 100

QUADRO 4 — Comparação entre o local de aplicação do adubo
Modo de adubação Média de 5 safras (scs/ha) Rel. %
Aplicação na projeção da saia 47,71 115
Aplicação sob a saia 41,62 100




fonte www.cafezinhocomamigos.blogspot.com

terça-feira, 22 de setembro de 2009

DESAFIO TROFEU INEFICIENCIA

DESAFIO TROFEU INEFICIENCIA


Na semana passada tivemos acesso a um relatório feito por funcionários de 3 ministérios dentre eles o da agricultura, onde foram feitas algumas observações algumas infelizes como a do ministro Sr.Stefanes dizendo que algumas regiões estariam destinadas a acabar.

Moro na cidade de Manhuaçu Mg há 20 anos onde Com área de 20.000ha. Apresenta um índice de ocupaçaode17 habitantes por quilometro Em 2006, o Produto Interno Bruto (PIB) foi de 507 milhões de reais. O PIB per capita corresponde a R$ 6.905,95 – o mais alto da região. Em Caratinga, o valor é de pouco mais de quatro mil reais e em Muriaé R$ 4.587,92. Os números são de 2006. O PIB anual de Manhuaçu supera Coronel Fabriciano, empata com Teófilo Otoni e perde para Timóteo, Ipatinga e Governador Valadares. Somente em Impostos sobre Serviços (ISS), o município arrecadou em 2006, 17 milhões e 260 mil reais, segundo dados oficiais do IBGE. O município está situado próximo ao Parque Nacional do Caparaó e da divisa com o Espírito Santo.

É um importante produtor de café, a cidade já recebeu o nome de "Capital do Café" com mais de 68milhões de pés de café plantados, além de possuir a maior bacia leiteira da região. Como podemos ver a região vive do café e do comercio local onde a maior fonte de renda é o café arábico.

Sabemos que o município e a região são de montanha, portanto estamos naquela parte onde os custos são mais elevados pelo emprego excessivo de mão-de-obra. Gostaria de saber quem deu os dados relativos a custo para os funcionários dos ministérios chegarem a esta conclusão:
“O custo de produção varia muito de região para região, e mais ainda, entre os diferentes sistemas de produção. Segundo dados do próprio setor, variam entre R$ 240 a R$ 370 por saca de 60 kg de café arábica;”

Segundo uma matéria editada no site "http://www.revistacafeicultura.com.br/index.php?tipo=ler&mat=26239&opiniao---relatorio-do-governo-sobre-a-cafeicultura--nao-tras-nada-de-novo-para-analisar.html
Diz assim: Quem tem lavoura na montanha (e não faz parte da agricultura familiar) está fora do mercado... Assim como a indústria têxtil quebrou na Europa e migrou para a Ásia em função de baixos custos de mão-de-obra, o café de montanha vai ter que migrar para o plano... E ponto final. ““

Com certeza se tiver conseguido produzir um café dourado ao custo de R$370, 00, é um café certamente folheado a ouro para conseguir um custo deste.
Para se obter esse valor, qual a produtividade, qual método empregado, quero saber quem são esses produtores, ou qual é o irresponsável que deu esses dados para se apurar esse custo?

Não se pode denegrir a imagem de uma região pegando como exemplo alguns incompetentes de plantão. A nossa região quase veio à falência na época da erradicação cafeeira, agora que a região esta crescendo chegam com um relatório e dizem que temos que ir para "plano" ou mudar de ramo como isso fosse uma solução fácil de fazer, não temos como por nossas propriedades nas costa e leva-las para o "plano" mudar uma infra-estrutura que já existe há anos.

Gostaria que aparecesse o produtor ou produtores que tem este custo para mandar confeccionar o troféu de ineficiente do ano, esse ou esses sim são verdadeiros ineficientes.
O desafio esta lançado!!!!!!!!

WAGNER PIMENTEL
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com

MANHUAÇU MG 22/09/09

Análise Estrutural da Cafeicultura Brasileira” – O que significa isto?

OPINIÃO - “Análise Estrutural da Cafeicultura Brasileira” – O que significa isto?




Parte 1

Entende-se por cafeicultura como sendo o cultivo de cafeeiros - produção primária.
Desta forma, qualquer outro tema que não tenha relação direta à atividade produtiva cafeeira não se procede a este.

Ao elaborar um relatório sobre a análise estrutural da cafeicultura brasileira, torna-se técnica recomendada focar os elementos formadores de cenários nacional e mundial, que afetem diretamente seu desenvolvimento.

Retratar o cenário atual, apontando clara e precisamente todos os elementos formadores deste é o ponto inicial para a avaliação, indicando correções de rumo, para a formação dos demais cenários futuros, sendo estes: o mais provável, o pessimista e o otimista.

Porém, em todos estes, devem necessariamente ser apontadas as melhores e eficazes soluções, baseadas em fundamentos técnicos, e de comprovação científica.
O relatório em questão é falho em sua essência; omisso em informações; inverídico em algumas afirmativas, impreciso em avaliações e principalmente inconclusivo. Sendo inconclusivo, não poderia sugerir ações ou recomendações.

Não apresenta análise de cenários, sendo este um fator fundamental e necessário para projetar tendências e recomendações para alterações de rumo.

Não apresenta soluções para nenhum aspecto relacionado à cafeicultura.

Além do mais, desenvolve outros temas não relacionados à cafeicultura. Seu descredenciamento na condição de relatório técnico é procedente, invalidando seu conteúdo, justificado por não atender a requisitos técnicos e científicos.

Reforçando os aspectos técnicos, sendo estes o foco a que pretenderam dar, seria necessário a apresentação das credenciais de capacitação e competências técnicas dos integrantes da elaboração destes estudos, devidamente atestadas.

Para os leigos, que não entendam o significado do exposto acima, segue uma explicação: Imaginem um enfermo, internado em um hospital, com grave moléstia. Após um longo período de tratamento, sem que os resultados de melhora aconteçam, a direção deste hospital resolve convocar uma junta médica para avaliar seu estado de saúde, identificando a moléstia e prescrevendo a recomendação adequada ao tratamento; mas, ao invés de convocar uma equipe formada por profissionais médicos, resolve convocar uma equipe de enfermeiros. O resultado obtido não poderia ser outro a não ser a morte do paciente.

Pois é. Este foi o procedimento utilizado neste relatório e sua conclusão, precisamente apontada, aconselha e indica a morte de muitos cafeicultores.

Aceitar tamanho desrespeito e agressão a esta atividade produtiva não é possível e muito menos aceitável, devendo haver contestações firmes e precisas. (continua na parte 2)

José Eduardo Reis Leão Teixeira