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sexta-feira, 7 de março de 2014

Dólar perde força após dado da balança comercial e fecha em leve alta

Depois de atingir a mínima de R$ 2,3030, o dólar reduziu a queda frente ao real
após o dado fraco da balança comercial de fevereiro e encerrou em ligeira alta,
descolando do mercado externo, onde a moeda americana caiu frente às principais
divisas.
O dólar comercial encerrou em alta de 0,04% a R$ 2,3210. Já o contrato futuro
para abril avançava 0,14% para R$ 2,338.
A entrada de recursos, principalmente para renda fixa, levou o dólar a alcançar
a mínima de R$ 2,3030 hoje pela manhã, menor patamar desde 27 de novembro.
A intensificação das perdas da moeda americana ocorreu logo após o Tesouro
Nacional anunciar as condições para um leilão de 5,75 milhões de Notas do
Tesouro Nacional-Série F (NTN-F). Esse papel tem prazo de vencimento mais longo
e costuma ser bastante demandado por investidores estrangeiros. No leilão de
hoje, a oferta foi integralmente absorvida. Além disso, o Tesouro prepara uma
emissão de bônus denominados em euros no exterior, que deverá ocorrer até o fim
de março.
A moeda americana, no entanto, reduziu a queda após o dado da balança comercial
de fevereiro e da maior saída de recursos no período da tarde.
A balança comercial fechou fevereiro com déficit de US$ 2,215 bilhões,  o pior
resultado para o mês da série histórica que começa em 1993.
Segundo operadores, alguns investidores que estavam com posições vendidas em
dólar, apostando em uma cotação abaixo de R$ 2,30, reverteram as apostas após o
dado da balança comercial. A leitura é que o câmbio valorizado não condiz com o
resultado da balança, que requer uma taxa mais depreciada para incentivar as
exportações.
Apesar da entrada de US$ 272 milhões verificada na conta financeira no mês
passado, as saídas na conta comercial têm impedido a moeda americana de romper
o patamar de R$ 2,30. Em fevereiro, a conta comercial apresentou déficit de US$
2,129 bilhões. Com isso, o fluxo cambial ficou negativo em  US$ 1,856 bilhão em
fevereiro, o pior resultado para o mês desde 2002.
Segundo João Medeiros, diretor de câmbio da Pioneer Corretora, além dos
problemas enfrentados com os parceiros comerciais na América do Sul, como
Venezuela e Argentina, principal destino da exportação de produtos
manufaturados do  Brasil, muitos exportadores estão adiando as contratações de
fechamento de câmbio esperando uma cotação melhor da moeda americana e do preço
das commodities no mercado internacional. "Tem exportador de soja que está
estocando os produtos, esperando o preço melhorar."
De outro lado, o câmbio mais baixo atrai os importadores e incentiva o envio de
remessas para o exterior. "Tem empresa que deve estar antecipando o envio de
remessas de juros e dividendos, que costuma se concentrar no fechamento do
primeiro trimestre", afirma Medeiros . Na semana passada, o fluxo cambial
registrou saldo negativo de US$ 1,950 bilhão, impactado pela saída de US$ 1,755
bilhão da conta financeira.
Para o diretor de câmbio da Intercam Corretora, Jaime Ferreira, o próprio nível
do câmbio em torno de R$ 2,30 e a aproximação do fim do ciclo de aperto
monetário podem levar o estrangeiro a pensar com mais cuidado antes de tomar
renda fixa brasileira. "A R$ 2,30 a chance de o dólar subir é maior do que de
cair. A queda foi muito rápida e sempre há um medo de um ajuste na mesma
velocidade", diz ele, lembrando que uma nova valorização do dólar diluiria os
ganhos com o juro alto.
No cenário externo, o dólar caía frente às principais moedas  diante da redução
da aversão a risco em meio a um certo alívio nas tensões com Ucrânia e Rússia.
O dado de emprego privado nos EUA divulgado ontem, que veio abaixo do esperado,
também segue tirando o apetite por compra de dólares e mantém as expectativas
para um "payroll" mais fraco amanhã. O Dollar Index, que acompanha o desempenho
da divisa americana frente a uma cesta de moedas, recuava 0,53% ..
Hoje, o dado de encomendas à indústria dos Estados Unidos mostrou uma queda de
0,7% em janeiro em relação a dezembro, pior que a esperada pelos analistas, que
previam um recuo de 0,3%.
Seguindo o cronograma do programa de intervenção no câmbio, o Banco Central
vendeu hoje todos os 4 mil contratos de swap cambial ofertados no leilão, cuja
operação movimentou  US$ 198 milhões . Por conta do feriado do Carnaval, não
houve leilões de swap cambial nos dias 3, 4 e 5 de março.




Dólar completa um mês abaixo de R$ 2,40; Bolsa sobe mais de 1%
São Paulo, SP  - Embora analistas afirmem que a tendência do dólar
no Brasil neste ano continue sendo de alta, a moeda americana completou nesta
quinta-feira (6) um mês abaixo de R$ 2,40 ""valor considerado por operadores
como confortável tanto pelo Banco Central quanto por empresas exportadoras""
com desvalorização de 3,5% no período.
O dólar à vista, referência no mercado financeiro, fechou o dia em baixa de
0,34%, para R$ 2,317 ""menor valor desde 10 de dezembro do ano passado, quando
ficou em R$ 2,310. Já o dólar comercial, usado no comércio exterior, teve leve
alta de 0,04% nesta quinta-feira, a R$ 2,321, depois de ter operado
praticamente o dia todo em baixa.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, subiu 1,08%, aos 47.093
pontos, com o mercado avaliando positivamente a ata da última reunião de
política monetária do Banco Central.
Segundo analistas consultados pela Folha, o movimento também refletiu um alívio
nos mercados externos, que subiram após quedas recentes em meio às tensões na
Ucrânia, e um ajuste à perda registrada ontem, de 1,07%.
A ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco
Central) mostrou que o BC vê melhora na inflação, sinalizando um juro mais
moderado.
"A autoridade deixou claro que continua vigilante com os preços, o que é
positivo", diz João Brügger, analista da consultoria Leme Investimentos. "O tom
do documento foi um pouco duro, na nossa opinião, mas a clareza agradou o
mercado", acrescenta.
Para José Carlos Amado, operador da Renascença Corretora, a sinalização pelo BC
de que haverá mais um aumento de 0,25 ponto percentual no juro básico (a Selic)
em sua próxima reunião, em abril, trouxe certo alívio para o câmbio hoje.
"Isso, em tese, é benéfico, pois atrai mais estrangeiros ao país, que buscam
retornos maiores", diz.
O deficit de US$ 2,1 bilhões na balança comercial brasileira em fevereiro,
segundo os especialistas, ficou dentro do esperado, com influência limitada nos
mercados nesta quinta-feira.
PERSPECTIVAS
Apesar de ter cedido 3,5% desde 5 de fevereiro, quando esteve pela última vez
na casa de R$ 2,40, o dólar à vista se mantém em tendência de alta para o final
do ano, dizem operadores.
"É pontual. Reflete alguns fatores como a meta fiscal do governo para 2014, que
foi bem recebida pelos investidores. Não vemos nenhuma razão que possa manter a
moeda americana nos níveis atuais. O deficit nas transações correntes deve
continuar acima de US$ 70 bilhões e a balança comercial, ruim", diz Brügger.
O analista da Leme diz que é mais provável a moeda americana fechar 2014 mais
perto de R$ 2,50 do que R$ 2,30. O último Relatório Focus, do BC, mostrou
redução nessa projeção, que passou de R$ 2,50 para R$ 2,49.
"O mercado [de câmbio] pode estar na defensiva, esperando o que pode acontecer.
Ele sabe que o governo tem recursos para controlar uma alta do dólar e não quer
testar essa resistência, por ora. O BC tem agido corretamente ao afirmar que
está vigilante com a volatilidade do câmbio. Mas, se o governo não começar a
apresentar bons resultados, o BC não poderá fazer nada, pois a moeda americana
vai voltar a subir", completa.
Para Amado, ainda há desconfiança no mercado. "A meta do governo de economizar
1,9% do PIB é apenas uma projeção. Se isso vai se confirmar já é outra
história. Estamos em um ano eleitoral e parte do mercado ainda está cética com
essa possibilidade. Isso vai pressionar o câmbio até o final do ano", diz.
O superintendente de câmbio da Advanced Corretora Reginaldo Siaca lembra que
ainda há o risco de rebaixamento da nota soberana do Brasil, o que adiciona
cautela nos investidores. "A meta fiscal do governo pode ter adiado uma revisão
por parte das agências de risco, mas, se elas perceberem que o país não
cumprirá o que prometeu, podem cortar o rating' no decorrer do ano. Isso
causaria uma alta imediata do dólar", afirma.
Segundo ele, fatores externos como a retirada do estímulo dos EUA e a uma
possível piora na crise europeia, com o agravamento das tensões na Ucrânia,
seguem afetando negativamente o câmbio. A projeção de Siaca para o final de
2014 é de dólar entre R$ 2,40 e R$ 2,45.
AÇÕES
Os papéis mais negociados da Petrobras fecharam o dia em alta de 1,05%,
devolvendo parte das perdas recentes. Apenas em 2014, ação, que representa mais
de 8% do Ibovespa, soma desvalorização de 21,4%.
As ações do Itaú Unibanco, que possuem o terceiro maior peso no índice, tiveram
ganho de 2,77%. Mas quem liderou a ponta positiva do Ibovespa foi a construtora
MRV, cujos papéis subiram 5,26%.
Em sentido oposto, as principais perdas entre as 72 ações que compõem o
Ibovespa foram da companhia aérea Gol (-2,32%), da Kroton Educacional (-2,31%)
e do Banco do Brasil (-2,17%).




Juros futuros sobem com ata do Copom e leilão de títulos públicos

Depois do pregão em meio período ontem, o mercado de juros futuros da BM&F
voltou aos trabalhos após o Carnaval para valer nesta quinta-feira, empurrando
as taxas dos DIs para cima. Enquanto os contratos curtos subiram um degrau,
apoiados na ata do Copom, os longos avançaram impulsionados pelo leilão
expressivo de papéis públicos prefixados, pela alta do dólar e pelas tensões
geopolíticas. O Copom trouxe sinais dúbios na ata, ora alertando para a
resistência da inflação, ora para os efeitos cumulativos e defasados do aperto
monetário. A interpretação entre economistas é de que o BC "deixou a porta"
aberta para alta de 0,25 ponto percentual da Selic em abril (dias 1 e 2), para
11%.  Na BM&F, o DI julho/201 subiu de 10,77% para 10,79%. Já o DI janeiro/2015
avançou de 11,06% para 11,08%. Na prática, o mercado ratificou a aposta
majoritária de pelo menos mais uma alta de 0,25 ponto. Já o DI janeiro/2017
subiu de 12,28% para 12,36%, 




PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS: Dados de emprego nos EUA orientam negócios
   São Paulo, 6 de março de 2014 - Os dados de criação de vagas e de taxa
de desemprego nos Estados Unidos, conhecido como "payroll", devem ser o
principal fator a orientar tanto as negociações de câmbio, quanto de juros
nesta sexta-feira, segundo Flávio Serrano, economista-sênior do Espírito
Santo Investment Bank.
   "O mais importante amanhã na agenda mesmo será mesmo o payroll, devendo
ter um peso importante sobre a moeda e as taxas de juros lá fora, que sempre
podem influenciar as nossas taxas aqui também. Se o número vier forte, acima
da expectativa, a tendência é o dólar se valorizar ante o real e maior
pressão nos treasures nos Estados Unidos", explica Serrano.

   Amanhã, nos Estados Unidos, o Departamento do Trabalho divulga, às 10h30,
a taxa de desemprego e o número de vagas criadas ou eliminadas em fevereiro,
dado mais esperado da semana, já que vem sendo um dos principais pilares que
orienta a política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central
norte-americano).

   Em janeiro, foram criadas 113 mil novas vagas e a taxa de desemprego caiu a
6,6%. A expectativa dos analistas ouvidos pela Agência CMA é de geração de
145 mil vagas e de queda na taxa de desemprego a 6,5%.
   O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 0,04% a R$
2,3190 para compra e R$ 2,3210 para venda. Durante o dia a moeda norte-americana
oscilou entre a mínima de R$ 2,3030 e a máxima de R$ 2,3240. No mercado
futuro, o contrato com vencimento em abril subiu 0,21% a R$ 2,339,500.
    
   Segundo o economista-sênior do Espirito Santo Investment Bank, a divisa que
chegou a recuar mais de 1% hoje ante o real inverteu o sinal após dados fracos
de fluxo cambial.
    
   O saldo entre a entrada e a saída de dólares no País ficou negativo em
US$ 1,856 bilhão em fevereiro, segundo dados divulgados hoje pelo Banco Central
(BC). No ano, o fluxo cambial está negativo em US$ 246 milhões.
    Juros
   As taxas dos depósitos interfinanceiros (DIs) encerraram as negociações
de hoje na BM&FBovespa em alta, após a divulgação da ata do Comitê de
Política Monetária (Copom) ter deixado brecha para um novo aumento da Selic
(taxa básica de juros) na reunião de abril. "Hoje o mercado se ajustou um
pouco a questão da ata, com a porta aberta para mais aumentos de juros",
afirmou Serrano.
   O Copom afirmou que a elevada variação dos índices de preços nos
últimos 12 meses "contribui para que a inflação ainda mostre resistência,
que, a propósito, tem se mostrado ligeiramente acima daquela que se
antecipava". O Comitê disse ainda que "entende ser apropriada a continuidade
do ajuste das condições monetárias ora em curso".
    
   Com isso, a taxa do DI para janeiro de 2017 subiu de 12,26% para 12,37%,
movimentando R$ 31,8 bilhões, seguida da taxa do contrato com vencimento em
janeiro de 2016, que passou de 11,85% para 11,95%, com giro financeiro de R$
22,7 bilhões.
    
   Ainda se destacaram entre os contratos mais negociados do dia o do DI para
janeiro de 2015, cuja taxa subiu de 11,04% para 11,08% (R$ 18,5 bilhões) e o
para julho de 2014, passando de 10,78% para 10,79% (R$ 17,6 bilhões).




Bolsa recupera os 47 mil pontos e zera perdas em março

A bolsa brasileira pegou carona no clima positivo dos mercados internacionais
nesta quinta-feira e recuperou a linha dos 47 mil pontos, com ajuda de
Petrobras, bancos, siderúrgicas, construtoras e até elétricas. Na ponta
negativa ficaram empresas de educação, Embraer, Brasil Foods e Banco do Brasil.
Mas, no fim das contas, depois de dois pregões, o Ibovespa voltou exatamente
para o mesmo ponto em que terminou fevereiro. O índice subiu 1,08%, aos 47.093
pontos, com volume de R$ 5,779 bilhões. E a tendência, segundo os analistas
técnicos, é que continue assim: sem forças para cair ou para se recuperar,
oscilando entre os 46 mil e os 48,5 mil pontos. O quadro de indefinição só deve
mudar quando o mercado romper um desses dois níveis. Operadores não encontraram
motivos para a alta expressiva de alguns papéis que não seja o fato deles terem
apanhado muito nos últimos pregões. "Tem muita ação amassada que recuperou um
pouco hoje", comentou um experiente operador. Foi o caso de Petrobras PN
(1,05%, a R$ 13,43) e ON (1,73%, a R$ 12,93), que depois de terem renovado suas
mínimas desde 2005 ontem, hoje chegaram a figurar entre os principais ganhos do
dia, mas perderam força no fechamento. Mais cedo, a estatal informou uma queda
de 2,2% na produção de petróleo e gás em janeiro ante dezembro. Só de petróleo,
a produção caiu 2,4% no mês. Segundo a companhia, a queda se deve à interrupção
da plataforma P-20, no campo de Marlim, na Bacia de Campos. Ontem, no entanto,
a Petrobras divulgou novo recorde de produção diária nos campos do pré-sal,
alcançado em 27 de janeiro, de 412 mil barris de petróleo. "As notícias são
contraditórias e não justificam uma alta tão expressiva das ações", resumiu um
operador. Segundo ele, o que se especula no mercado é a possibilidade um novo
reajuste dos combustíveis. A data para que ele aconteça, porém, ninguém arrisca
dar palpite. A hipótese de reajuste ganhou força após a divulgação da Ata do
Copom, que deixou em aberto a possibilidade do Banco Central dar sequência ao
aperto monetário, com mais um ajuste de 0,25 ponto na Selic. Um aperto maior
ajudaria a inflação a ceder e daria espaço para o aumento dos combustíveis.
Vale PNA (R$ 28,11) não saiu do lugar, mesmo após a entrevista do presidente da
mineradora, Murilo Ferreira, ao Valor. Segundo ele, há três fatores que vêm
influenciando a visão dos investidores sobre a mineradora: os volumes de
produção de minério de ferro, a China e o processo eleitoral brasileiro. "Em
havendo uma evolução nesses três ambientes, a [avaliação da ação] da Vale vai
chegar ao nível que ela merece atualmente", disse. O presidente da Vale
reconheceu que esses três elementos impactaram o comportamento das ações da
empresa no começo de 2014. "Vivemos um começo de ano de verdadeiro apocalipse
em relação à China e ao Brasil. E não enxergo essa situação nem em um nem em
outro", afirmou Ferreira. Os bancos caminharam em sentidos opostos. Enquanto
Itaú PN (2,76%), Bradesco PN (3,81%) e ON (3,89%) marcaram ganhos expressivos,
Santander Unit (1,49%) teve alta moderada e Banco do Brasil ON (-2,17%) ficou
entre as maiores baixas do dia. Os analistas do J. Safra elevaram sua
recomendação para as ações do Bradesco para "outperform" (acima da média do
mercado) e a do Santander para "neutro". A recomendação para os papéis do Banco
do Brasil foi revisada para "underperform" (abaixo da média do mercado). O Itaú
já tinha recomendação "outperform". Em relatório assinado por Francisco Kops e
Giovanna Rosa, a equipe do J. Safra diz que a revisão leva em conta os
resultados do quarto trimestre do ano passado, novos guidances e taxas de
desconto maiores atualmente em vigor no país. Para os analistas, os papéis do
Bradesco, vistos por eles como "top pick", ainda não refletem a melhora do
balanço patrimonial após o quarto trimestre de 2013. A equipe também aponta o
momento positivo do Itaú, com o que considera como uma estratégia sólida e um
perfil de balanço patrimonial mais internacional. Já os papéis do BB inspiram
cautela pela exposição do banco ao julgamento dos planos, diz o J. Safra.
"Embora os números referentes aos passivos ainda sejam difíceis de estimar, o
Banco do Brasil está exposto quase três vezes mais que seus pares privados",
afirmam, em relatório. Na ponta positiva do Ibovespa ficaram MRV ON (5,26%),
Copel PNB (4,37%) e CCR ON (4,12%). Na outra ponta apareceram Gol PN (-2,32%),
Kroton ON (-2,31%), Banco do Brasil ON e Marfrig ON (-1,49%).




PERSPECTIVA: Geração de emprego nos EUA determinará rumo do Ibovespa
   São Paulo, 6 de março de 2014 - A sessão da BM&FBovespa de amanhã (7)
será influenciada pelo resultado do indicador de criação de empregos e taxa
de desemprego nos Estados Unidos referente ao mês de fevereiro. "Esse será o
dado que orientará as decisões dos investidores, mas as expectativas são
positivas. O mercado deverá responder positivamente caso os números venham
dentro do previsto", diz Álvaro Bandeira, economista-chefe da Órama
Investimentos..
   A expectativa dos analistas ouvidos pela Agência CMA é de geração de 145
mil vagas e de queda na taxa de desemprego a 6,5%. Em janeiro, foram abertas
113 mil postos de trabalho e a taxa de desemprego caiu para 6,6%. Segundo o
economista, o ideal seria que a criação de vagas ficasse entre 170 mil e 180
mil, mas se o indicador ficar dentro desta média será satisfatório.
   O cenário para o mercado acionário brasileiro continuará positivo com os
preços dos principais papéis muito baixos. Bandeira destaca os da Petrobras,
das instituições financeiras e das construtoras como as que deverão continuar
a se recuperar das perdas intensas recentes nos próximos pregões.
   O Ibovespa encerrou as negociações desta quinta-feira com alta de 1,08%,
aos 47.093 pontos. O volume financeiro da bolsa brasileira atingiu R$ 5,8
bilhões. Dentre as ações com maior peso, as preferenciais da Petrobras
(PETR4) subiram 1,05%, cotadas a R$ 13,43. As preferenciais da Vale (VALE5)
ficaram estáveis a R$ 28,11, enquanto as do Bradesco (BBDC4; 3,81%, a R$ 28) e
as do Itaú Unibanco (ITUB4; 2,76%, a R$ 31,58) subiram.
   Os setores com as valorizações mais expressivas foram os de construção
civil, concessões e financeiro. Os papéis da MRV (MRVE3; 5,26%, a R$ 8,4)
lideraram os ganhos, seguidos por Copel (CPLE6; 4,37%, a R$ 26) e Companhia de
Concessões Rodoviárias (CCRO3; 4,12%, a R$ 16,9).




MERCADO EUA: S&P 500 atinge recorde e Nasdaq cai com biotecnológicas
   São Paulo, 5 de março de 2014 - Os índices do mercado de ações dos
Estados Unidos encerraram as negociações de hoje, em sua maioria, em alta, com
o S&P 500 registrando novo recorde de pontuação intraday em 12 meses e o
Nasdaq caindo por pressão de empresas do setor de biotecnologia. O Dow Jones
ganhou 0,38%, a 16.421 pontos, o S&P 500 subiu 0,17% a 1.877 pontos, e o Nasdaq
Composto teve queda de 0,13%, a 4.352 pontos.
   Os investidores focaram hoje em uma série de indicadores econômicos e
discursos de membros do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos),
além dos comentários do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario
Draghi, que deixou a taxa de juros na eurozona inalterada.

   O principal impulso às bolsas veio do número melhor do que o esperado de
pedidos de seguro-desemprego, animando o mercado para o resultado oficial de
criação de vagas no país em fevereiro, que será divulgado amanhã. Analistas
da CMA preveem que o mercado de trabalho se recupere levemente e crie 145 mil
vagas, ante as 113 geradas em janeiro.
   Entre outros indicadores, a produtividade dos Estados Unidos do quarto
trimestre de 2013 subiu 1,8%, após dados revisados e as encomendas às
fábricas do mês de janeiro caíram 0,7% ante dezembro.




PETRÓLEO: Eventos na Ucrânia preocupam e preços de futuros fecham em alta
   São Paulo, 5 de março de 2014 -Em sessão volátil, os preços dos
contratos futuros internacionais do petróleo terminaram o dia em  alta, com os
investidores atentos em como os conflitos entre Ucrânia e Rússia terminarão.
Na Nymex, os preços dos contratos futuros do WTI para abril tiveram leve alta
de 0,1%, para US$ 101,56 o barril. Na plataforma ICE, os preços dos contratos
futuros do Brent com vencimento no mesmo mês subiram 0,3%, para US$ 107,76 o
barril.

   Após operarem em baixa, os contratos de futuros passaram a subir nos
último minutos da sessão, com os operadores avaliando sobre uma possível
interrupção da oferta de petróleo global, com as tensões entre Rússia e
Ucrânia.
   
   O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou uma lei hoje que
proíbe a emissão de vistos e o bloqueio de bens de pessoas que estão
"ameaçando a soberania e integridade territorial da Ucrânia".
    
   Além disso, o Parlamento da região da Crimeia decidiu se separar da
Ucrânia e se tornar parte da Rússia, e a medida será votada em referendo no
dia 16 de março.

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