Café despenca na ICE e março se aproxima do nível de 200 cents
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US despencaram nesta terça-feira, atingindo os menores patamares de preços em 14 meses, com liquidações generalizadas de especuladores e de fundos. O quadro negativo efetivamente passa a ser verificado no café. Após um período de relativa estabilização, os contratos foram forçados para um patamar próximo dos 215,00 centavos ao final da semana passada, seguindo os vencimentos de opções. Essa pressão para baixo teve continuidade neste início de semana, com os suportes das baixas de dezembro conseguindo ser rompidos e, assim, abrindo espaço para que os níveis de 14 meses de baixa fossem testados. Após um longo período considerado de "vacas gordas", o mercado dá sinais de que o viés baixista, que já vem sendo notado há tempos nos terminais gráficos, passa a vigorar com maior força neste momento. Para muitos operadores, o patamar de 2 dólares, que vigorou por mais de um ano e que chegou a surpreender muitos players espalhados pelo mundo, deverá ser rompido em breve, abrindo espaço para um novo período para o mercado, com preços não tão convidativos quanto os praticados até agora. Muitos players voltaram a especular sobre a safra cafeeira brasileira. Enquanto as regiões produtoras do país e o próprio governo local avaliaram a safra em um volume abaixo do recorde histórico, devido aos problemas climáticos, voltam a surgir nas mesas de negociações algumas avaliações muito mais contundentes, com alguns operadores já especulando em uma produção entre 55 e 60 milhões de sacas, o que, evidentemente, tem uma leitura baixista entre muitos participantes. Por outro lado, fatores já consolidados, como mais uma safra pobre da Colômbia, parecem ser "esquecidos" pelos baixistas. No encerramento do dia, o março em Nova Iorque teve queda de 810 pontos com 204,20 centavos, sendo a máxima em 213,30 e a mínima em 203,25 centavos por libra, com o maio tendo retração de 845 pontos, com a libra a 206,15 centavos, sendo a máxima em 215,75 e a mínima em 205,30 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição março registrou alta de 36 dólares, com 2.110 dólares por tonelada, com o maio tendo valorização de 10 dólares, com 1.954 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado pelo nervosismo, com um volume considerável de contratos negociados, na esteira das liquidações de posições especulativas. O mercado, apontaram os analistas, contava com um dos volumes mais altos de contratos em aberto dos últimos dois anos, sendo que muitos players passaram a liquidar essas posições, o que abriu espaço para perdas mais incisivas, nos menores níveis em mais de um ano. Os segmentos externos foram solenemente ignorados, já que o índice CRB, por exemplo, conseguiu manter a estabilidade e as bolsas de valores internacionais conseguiram se manter em alta, refletindo a questão das dívidas da Grécia e o menor temor com uma contaminação em outras economias daquele continente. "Tivemos uma sessão negra e tendemos a recuar ainda mais. Rompemos um intervalo largo que vigorou durante um tempo considerável e agora operamos em um patamar de preços que há muito tempo não observávamos", disse um trader. "O mercado de café está bastante pressionado, após os especuladores iniciarem um movimento forte de liquidação. Eles buscam novos níveis de baixa", disse Hector Galvan, analista sênior da R.J. O'Brien. Para Hernando de la Roche, vice-presidente sênior da INTL Hencorp Futures, a expectativa é que os futuros passem a flutuar em 200,00 centavos por libra peso. "Estamos vendo que o mercado se resume a um movimento de baixa", sustentou. As exportações de café do Brasil em fevereiro, até o dia 13, somaram 592.946 sacas, alta de 8,69% em relação às 554.074 sacas registradas no mesmo período de janeiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 4.080 sacas, indo para 1.559.003 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 46.291 lotes, com as opções tendo 4.393 calls e 3.175 puts. Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem uma resistência em 213,30, 213,50, 214,00, 214,50, 215,00, 215,50, 216,00, 216,50, 217,00, 217,50-217,60, 218,00, 218,50, 219,00, 219,50 e 219,90-220,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 203,25, 203,00, 202,50, 202,00, 201,50, 201,00, 200,50, 200,10-200,00, 199,50, 199,00, 198,50, 198,00, 197,50 e 197,00 centavos por libra.
Análises - 14/02/2012
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Plano prevê nova bolsa para derivativos de commodities
O governo entende que o Brasil está “atrasado” na comercialização de derivativos de commodities. A China já conta com a Bolsa de Zhengzhou e o Estado incentiva o mercado – ontem, o governo chinês divulgou que lançará mais contratos futuros de grãos até 2015, para que “companhias e produtores tenham ferramentas para se proteger do risco”.
Os produtores brasileiros seriam beneficiados imediatamente após a criação da ferramenta, porque a venda antecipada da produção ajuda a diluir riscos. “No Brasil, a maioria dos produtores vende antecipadamente para empresas grandes e não trabalha com a BM&FBovespa”, diz a fonte.
Fonte: AgnoCafe
Cafeicultores do Brasil seguram estoques para impulsionar preços, diz Tristão
Os futuros podem subir para mais de US$ 3 por quilo, se houver geada no Brasil durante o inverno, que vai de junho a setembro. Se o tempo é menos agravante, o preço é provável que se mantenha entre US$ 2 e US$ 2,30 o quilo este ano, disse ele.
Fonte : (Bloomberg) // Café da Terra
ICE não sustenta ganhos e bate no menor nível desde de dezembro
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Exportações mundiais de café totalizam 9,14 milhões
OIC: exportações mundiais de café totalizam 9,14 milhões de sacas em dezembro | |||
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Exportações - 01/02/2012 Capixaba
Exportações - 01/02/2012 | |||
ES: Cafeicultura exporta o maior volume em dólares da história em 2011 | |||
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Market International Coffee
Colombians, UGQ, sold FOB, for Mar. shipment at 28¢ over May “C,” and were offered FOB, for May/June shipment from 30¢ over July “C.” Colombian supremos, screen 17/18, were offered FOB, for Mar. shipment from 33¢ over May “C.” Santos 2s, screen 17/18, fine cup, were offered FOB for Feb. shipment from 9¢ over Mar. “C,” were offered FOB, for Mar. through June equal shipment from 10¢ over the relevant months “C,” and were offered FOB for Aug. through Dec. equal shipment from 6¢ under the relevant months “C.” Santos 3/4s were offered FOB for Feb. shipment from 5¢ to 7¢ under Mar. “C,” were offered FOB, for Mar. through June equal shipment from 8¢ under the relevant months “C,” and were offered FOB, for Aug. through Dec. equal shipment from 15¢ under the relevant months “C.” Brazil conillon robustas, 5/6s, screen 13, were offered FOB for Feb. shipment from 52¢ to 54¢ over Mar. London. Prime Mexicans were offered FOB Laredo for Jan./Feb. crossing from 5¢ over Mar. “C.” Prime Mexicans, were offered FOB Veracruz for Feb. through June equal shipment from 2¢ to 3¢ over the relevant months “C.” High grown Mexicans, European preparation, were offered FOB Veracruz for Feb./Mar/Apr. equal shipment from 11¢ over the relevant months “C.” Prime Guatemalas were offered FOB, per 46 kilos, for Feb. through May equal shipment from $6 over the relevant months “C.” Hard bean Guatemalas, European preparation, were offered FOB for Feb. through May equal shipment from $13 to $15 over, per 46 kilos, the relevant months “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Feb. through May equal shipment from $19 over the relevant months “C.” Hard bean Costa Ricas, European preparation, were offered FOB for Feb. through May equal shipment from $22 over, per 46 kilos, the relevant months “C.” Strictly hard bean Costa Ricas, European preparation, were offered FOB for Feb. through May equal shipment from $30 to $32 over, per 46 kilos, the relevant months “C.” Central standard Salvadors were offered FOB per 46 kilos, for Feb./Mar./Apr. equal shipment from $4 over the relevant months “C.” High grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for Feb. through May equal shipment from $6 to $7 per 46 kilos, over the relevant months “C.” Strictly high grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for Feb. through May equal shipment from $11 over, per 46 kilos, the relevant months “C.” Strictly high grown Nicaraguas, European preparation, for Feb. through May equal shipment were offered FOB from $15 over the relevant months “C.” High grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Feb./Mar./Apr. equal shipment from $1 to $2 over the relevant months “C.” Strictly high grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Feb./Mar./Apr. equal shipment from $6 over the relevant months “C.” Uganda robustas, screen 15, were offered exdock for Feb. shipment from 28¢ over Mar. London. Vietnam robustas, grade 1, were offered exdock for Feb. shipment from 25¢ over Mar. London. Vietnam robustas, grade 2, were offered exdock for Feb. shipment from 22¢ to 23¢ over Mar. London. Indonesian robustas, grade 4, 80 defects, were offered exdock for Feb. shipment from 26¢ to 27¢ over Mar. London.
CENÁRIO MACROECONÔMICO: FINANÇAS E COMMODITIES
CENÁRIO MACROECONÔMICO: FINANÇAS E COMMODITIES
A política monetária norte-americana tem ditado o tom dos mercados globais. Com juros baixos por mais tempo e com a possibilidade aberta de um novo programa de afrouxamento quantitativo, espera-se enfraquecimento do dólar e recuperação de preços de ativos, como bolsas e commodities. Este movimento vem sendo reforçado com a redução dos riscos de curto prazo na Europa, como indicam os níveis mais baixos de volatilidade global, valorizando a moeda européia.Os impactos sobre os mercados locais são relevantes. Ganha força a tese de um BRL mais apreciado e, ao mesmo tempo, permite uma pressão baixista nos juros. A força de queda nos juros só não é mais forte por conta da preocupação com o comportamento das commodities.A agenda econômica hoje traz novos dados de mercado imobiliário nos Estados Unidos (venda de casas novas) e a divulgação do Leading indicator de dezembro. Os dados tendem a ser neutros e a reforçar o bom humor dos mercados. No Brasil, o destaque foi a divulgação da ata do Copom. O documento foi absolutamente explicita em indicar espaço para novos cortes da taxa de juros. Mesmo com riscos de retomada do crescimento ao longo do ano, o Banco Central entende que o quadro externo, a política fiscal e mudanças estruturais na taxa de juros neutra abrem espaço para juros de 1 dígito. A partir do comunicado, mudamos nosso cenário de juros para 9,50%. Embora pareça provável que o ritmo de corte continue o mesmo na reunião de março, não descartamos a hipótese de um ritmo menor a partir daí. PetróleoOs preços mostram relativa fraqueza, operando abaixo de 101.00. Um novo cenário de alta só se confirma com preços acima de 102.00. No curto prazo, o suporte relevante (média de 200 dias) está em 96.50. BoiCom preços acima de 99.00, a tendência dos preços segue sendo de alta. O intervalo de variação de curto prazo deve ficar entre 98.50/100.00. MilhoOs preços continuam mostrando tendência de alta enquanto acima de 28.00 e podem buscar o limite superior de curto prazo em 29.00. Volta a ganhar dinâmica negativa se confirmar preços abaixo de 27.80. CaféA tendência se definiu e ficou claramente negativa. Com preços abaixo de 220.00 pode buscar o suporte de 216.50. A resistência está em 225.50, definindo como limite de alta. SojaA tendência de alta se mantém com preços acima de 1.200 e pode buscar nível de 1.235. O suporte continua em 1.190.
A política monetária norte-americana tem ditado o tom dos mercados globais. Com juros baixos por mais tempo e com a possibilidade aberta de um novo programa de afrouxamento quantitativo, espera-se enfraquecimento do dólar e recuperação de preços de ativos, como bolsas e commodities. Este movimento vem sendo reforçado com a redução dos riscos de curto prazo na Europa, como indicam os níveis mais baixos de volatilidade global, valorizando a moeda européia.Os impactos sobre os mercados locais são relevantes. Ganha força a tese de um BRL mais apreciado e, ao mesmo tempo, permite uma pressão baixista nos juros. A força de queda nos juros só não é mais forte por conta da preocupação com o comportamento das commodities.A agenda econômica hoje traz novos dados de mercado imobiliário nos Estados Unidos (venda de casas novas) e a divulgação do Leading indicator de dezembro. Os dados tendem a ser neutros e a reforçar o bom humor dos mercados. No Brasil, o destaque foi a divulgação da ata do Copom. O documento foi absolutamente explicita em indicar espaço para novos cortes da taxa de juros. Mesmo com riscos de retomada do crescimento ao longo do ano, o Banco Central entende que o quadro externo, a política fiscal e mudanças estruturais na taxa de juros neutra abrem espaço para juros de 1 dígito. A partir do comunicado, mudamos nosso cenário de juros para 9,50%. Embora pareça provável que o ritmo de corte continue o mesmo na reunião de março, não descartamos a hipótese de um ritmo menor a partir daí. PetróleoOs preços mostram relativa fraqueza, operando abaixo de 101.00. Um novo cenário de alta só se confirma com preços acima de 102.00. No curto prazo, o suporte relevante (média de 200 dias) está em 96.50. BoiCom preços acima de 99.00, a tendência dos preços segue sendo de alta. O intervalo de variação de curto prazo deve ficar entre 98.50/100.00. MilhoOs preços continuam mostrando tendência de alta enquanto acima de 28.00 e podem buscar o limite superior de curto prazo em 29.00. Volta a ganhar dinâmica negativa se confirmar preços abaixo de 27.80. CaféA tendência se definiu e ficou claramente negativa. Com preços abaixo de 220.00 pode buscar o suporte de 216.50. A resistência está em 225.50, definindo como limite de alta. SojaA tendência de alta se mantém com preços acima de 1.200 e pode buscar nível de 1.235. O suporte continua em 1.190.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
As operações no mercado cafeeiro
As operações no mercado cafeeiro finalizaram a terça-feira com valorização.
Em N.Y. a posição março variou entre a mínima de -1,90 e máxima de +1,85 pontos, fechando com +1,00 pts.
O dólar encerrou a sessão de hoje com ganho de 0,34% cotado a R$ 1,7550. De acordo com operadores de mercado, o fluxo cambial hoje foi negativo e contribuiu para a subida do dólar juntamente com a retomada de preocupações com um possível default da Grécia. Permanece a cautela em relação à crise na zona do euro, sobretudo o impasse na reestruturação da dívida da Grécia. O mercado também está ciente do aviso do Ministério da Fazenda de que não vai permitir a valorização do real. Mais cedo, o Banco Central informou que neste mês até o dia 20 os bancos estão comprados em dólar no mercado à vista em US$ 4,840 bilhões, ante uma posição vendida no fim de dezembro de US$ 1,583 bilhão.
No mercado externo, as negociações entre o governo grego e os credores privados emperraram, ressurgindo os temores de um default da Grécia. O comissário para Assuntos Econômicos e Monetários da União Europeia, Olli Rehn, disse hoje que os partidos políticos da Grécia precisam fornecer compromissos claros, antes de um segundo pacote de ajuda ser oferecido ao país. Segundo ele, os líderes políticos gregos precisarão de mais uma ou duas semanas para discutir o assunto. A agência Standard & Poor`s disse também que a Grécia deve declarar um calote e ser rebaixada para a categoria "selective default" ainda este semestre.
No mercado externo, as negociações entre o governo grego e os credores privados emperraram, ressurgindo os temores de um default da Grécia. O comissário para Assuntos Econômicos e Monetários da União Europeia, Olli Rehn, disse hoje que os partidos políticos da Grécia precisam fornecer compromissos claros, antes de um segundo pacote de ajuda ser oferecido ao país. Segundo ele, os líderes políticos gregos precisarão de mais uma ou duas semanas para discutir o assunto. A agência Standard & Poor`s disse também que a Grécia deve declarar um calote e ser rebaixada para a categoria "selective default" ainda este semestre.
O consumo de café no Brasil cresceu 3,11% em 2011 em relação ao ano anterior, para 19,72 milhões de sacas, mas ficou abaixo das expectativas iniciais da indústria, que eram de aumento de 4% a 5% no ano. O aumento do consumo de produtos concorrentes no café da manhã pode ser uma das justificativas para o desempenho aquém do esperado, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).
De acordo com a Abic, o café tem forte presença no consumo doméstico, com penetração de 95%, mas esse índice se manteve estável no ano passado. Outros produtos, porém, cresceram acima de 20%, como foi o caso do suco pronto (24%) e das bebidas à base de soja (29%). O presidente da Abic, Américo Sato, considera que o café pode manter e até elevar presença por meio da qualidade, produtos diferenciados e certificados. "O consumidor começa a constatar que existem cafés de diferentes qualidades, com atributos próprios. Também é preciso educar o consumidor sobre os benefícios do café, que é uma bebida saudável", afirmou Sato, durante entrevista para divulgar os resultados do setor em 2011.
Com relação ao reajuste de preço ao consumidor para acompanhar o aumento da cotação do grão no mercado internacional, o presidente da Abic afirmou que "não devemos ter grandes aumentos este ano porque a produção deve ser grande". A safra brasileira em 2012 está estimada em recorde de 48,97 milhões e 52,27 milhões de sacas. Apesar da grande safra brasileira, outros países produtores, principalmente da América Central, e a Colômbia, têm enfrentado problemas climáticos, como excesso de chuvas, que vêm comprometendo a produção nos últimos anos. "A perda de produção de café arábica em países importantes, com redução de estoques mundiais e no Brasil, junto com consumo mundial crescente, irá pressionar os preços da matéria-prima, especialmente no prim eiro trimestre do ano", comentou Sato, em comunicado da Abic. "A tendência é de alta nas cotações, mas não se sabe quanto", afirmou.
A indústria de café estima que o preço da matéria-prima subiu cerca de 70% nos últimos cinco anos. No período, a indústria teria repassado, no máximo, 20%. "Não se consegue fazer o repasse imediato", disse Sato, em grande parte por causa da negociação com as redes de varejo. A meta da Abic para o consumo interno é alcançar 21 milhões de sacas em 2013. Ultrapassar os Estados Unidos, que atualmente consomem cerca de 23 milhões de sacas, deixou de ser objetivo imediato. Segundo o diretor executivo da Abic, Nathan Herszkowicz, isso vai ocorrer naturalmente. "Um dia passaremos à frente", garantiu.
O consumo per capita de café no Brasil ficou em 6,1 quilos de grão cru em 2011, o equivalente a 4,88 quilos de café torrado e moído. Esses números equivalem a 82 litros da bebida por habitante, por ano, um crescimento de 1,45% ante 2010. O consumo per capita de 4,88 quilos de café torrado e moído supera o recorde 1965, de 4,72 kg/habitante/ano, e é maior que o da Itália, França e Estados Unidos. A demanda do brasileiro, contudo, ainda está longe dos primeiros colocados no ranking, Noruega, Finlândia e Dinamarca, onde se consome quase 13 quilos de torrado e moído/habitante/ano.
De acordo com a Abic, o café tem forte presença no consumo doméstico, com penetração de 95%, mas esse índice se manteve estável no ano passado. Outros produtos, porém, cresceram acima de 20%, como foi o caso do suco pronto (24%) e das bebidas à base de soja (29%). O presidente da Abic, Américo Sato, considera que o café pode manter e até elevar presença por meio da qualidade, produtos diferenciados e certificados. "O consumidor começa a constatar que existem cafés de diferentes qualidades, com atributos próprios. Também é preciso educar o consumidor sobre os benefícios do café, que é uma bebida saudável", afirmou Sato, durante entrevista para divulgar os resultados do setor em 2011.
Com relação ao reajuste de preço ao consumidor para acompanhar o aumento da cotação do grão no mercado internacional, o presidente da Abic afirmou que "não devemos ter grandes aumentos este ano porque a produção deve ser grande". A safra brasileira em 2012 está estimada em recorde de 48,97 milhões e 52,27 milhões de sacas. Apesar da grande safra brasileira, outros países produtores, principalmente da América Central, e a Colômbia, têm enfrentado problemas climáticos, como excesso de chuvas, que vêm comprometendo a produção nos últimos anos. "A perda de produção de café arábica em países importantes, com redução de estoques mundiais e no Brasil, junto com consumo mundial crescente, irá pressionar os preços da matéria-prima, especialmente no prim eiro trimestre do ano", comentou Sato, em comunicado da Abic. "A tendência é de alta nas cotações, mas não se sabe quanto", afirmou.
A indústria de café estima que o preço da matéria-prima subiu cerca de 70% nos últimos cinco anos. No período, a indústria teria repassado, no máximo, 20%. "Não se consegue fazer o repasse imediato", disse Sato, em grande parte por causa da negociação com as redes de varejo. A meta da Abic para o consumo interno é alcançar 21 milhões de sacas em 2013. Ultrapassar os Estados Unidos, que atualmente consomem cerca de 23 milhões de sacas, deixou de ser objetivo imediato. Segundo o diretor executivo da Abic, Nathan Herszkowicz, isso vai ocorrer naturalmente. "Um dia passaremos à frente", garantiu.
O consumo per capita de café no Brasil ficou em 6,1 quilos de grão cru em 2011, o equivalente a 4,88 quilos de café torrado e moído. Esses números equivalem a 82 litros da bebida por habitante, por ano, um crescimento de 1,45% ante 2010. O consumo per capita de 4,88 quilos de café torrado e moído supera o recorde 1965, de 4,72 kg/habitante/ano, e é maior que o da Itália, França e Estados Unidos. A demanda do brasileiro, contudo, ainda está longe dos primeiros colocados no ranking, Noruega, Finlândia e Dinamarca, onde se consome quase 13 quilos de torrado e moído/habitante/ano.
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