Futuro promissor para commodities agrícolas
Michael Dwyer, economista-chefe do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), afirma
que o preço das commodities agrícolas na próxima década será "significativamente maior"
do que nos últimos 10 anos. A razão é a crescente demanda nos mercados emergentes.
Os preços mundiais dos alimentos monitorados pela Organização das Nações Unidas bateu
um recorde em fevereiro. Os futuros do milho em Chicago, por exemplo, tiveram a maior
alta de todos os tempos em junho, e os preços médios do grão e soja estão indo para as
maiores médias anuais de todos os tempos.
Já que passamos por um momento de crise e queda das cotações, não fica tão claro este
cenário de forte alta, mesmo assim Dwyer espera que de forma moderada as cotações das
commodities agrícolas subam a níveis muito mais elevados do que o mundo está acostumado
a ver.
"A fonte deste crescimento dos próximos 10 anos é a nova classe média em expansão nos
mercados emergentes, como China, Índia, Sudeste Asiático e América Latina."
Com o crescimento da nova classe média na China, maior consumidor mundial de energia
para tudo, podem surgir mais de 325 milhões de famílias com poder de consumo até 2020,
e 125 milhões já hoje. A mudança "maciça" na demanda agregada de alimentos significa
que os agricultores ao redor do mundo terão que “pedalar”.
"Se a produção não conseguir acompanhar o ritmo de crescimento da demanda, os preços
podem decolar”.
O aumento nos preços das commodities continuará impulsionando os valores de terras e a
renda do produtor. Citando a agricultura americana, que está indo muito bem, ao longo dos
próximos 10 anos, se os preços das commodities ficarem em níveis relativamente elevados
como visto nos últimos dois anos, a rentabilidade historicamente crescente das commodities
agrícolas deve continuar intacta
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Próxima safra de café vai ser menor, mas de preços altos
Próxima safra de café vai ser menor, mas de preços altos por Gil Barabach
Impactado por um mês de outubro de seca nas regiões produtoras, o próximo ciclo de alta do café, entre julho de 2012 e junho de 2013, pode ser menor do que o anterior, sendo produzido no Brasil algo entre 52 e 55 milhões de sacas. Mas o preço dessa commodity, que se mantém aquecido por diversos fatores, entre os quais está a forte demanda mundial, deve garantir o crescimento da rentabilidade do setor. Estimativas de mercado indicavam neste ano que a próxima safra de café poderia ser excepcional, com até 60 milhões de sacas. A falta de chuva, porém, atrapalhou a produção no cerrado mineiro e na mogiana paulista e causou atrasos da florada do grão, contrariando as expectativas iniciais. "O potencial produtivo da lavoura ficou comprometido. A safra ainda vai ser grande, mas não será uma supersafra", afirmou o analista Gil Barabach, da Safras & Mercado. Quanto à safra atual (2011/2012), a consultoria prevê que fechará com 47 milhões de sacas. Antes de setembro, quando terminou a colheita, o preço da medida já estava acima de R$ 500, o que revela a firmeza do mercado. "Na metade de 2010, o preço da saca estava abaixo de R$ 300. Em 2011, houve alta e acomodação da produção, mas ainda assim os preços se mantiveram pelo menos R$ 100 acima dos do ano anterior", observou Barabach. No primeiro semestre deste ano, durante a entressafra, a saca custava R$ 565. Depois do pico produtivo de maio, quando os preços costumam cair devido à oferta, essa queda não foi como se esperava. "O mercado indicava uma redução de preços", disse o analista, mas o menor nível do ano ficou entre R$ 430 e R$ 435 por saca. "A queda de preços foi atenuada." No último ciclo de alta do café, entre 2010 e 2011, a produção ficou em 54 milhões de sacas. O volume representava uma safra recorde, que, segundo Barabach, se prolongou para o ano seguinte, "consolidando o quadro positivo". Na melhor das hipóteses, a próxima colheita superará esta marca; porém, devido às adversidades climáticas que atrasaram a formação do grão, há risco de a safra ser menor - embora os preços tendam a garantir a rentabilidade dos produtores rurais. Exportações A grande incerteza atual do setor se refere à crise internacional, ou à "incógnita financeira", como disse o especialista da Safras & Mercado. Uma ruptura na zona do euro pode provocar uma queda abrupta de consumo de café, como já vem acontecendo no leste da Europa, além da fuga de investidores dessa commodity. Contudo, as exportações vão de vento em popa, favorecidas por três anos de baixa produtiva na Colômbia, o maior concorrente externo do Brasil nessa área. "Estamos aproveitando o espaço deixado pela Colômbia para nos consolidar no mercado de café com alto valor agregado", afirmou Barabach. Ou seja, na escassez do produto colombiano, que geralmente tem qualidade elevada, os produtores brasileiros têm-se ocupado em preencher a demanda por cafés especiais. De acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé), as exportações do grão do Brasil fecharam os onze meses de 2011 (janeiro a novembro) com uma receita cambial 59% maior do que a registrada no mesmo período de 2010 - US$ 7,8 bilhões, contra US$ 4,9 bilhões - e 30,4 milhões de sacas exportadas. Em novembro, a receita cambial (US$ 834,9 milhões) foi 34,6% superior à do mesmo mês no ano passado (US$ 620,4 milhões). "A receita cambial esperada para 2011 é de US$ 8,4 bilhões, 48% maior que a de 2010, apesar de o volume esperado ser praticamente o mesmo do ano passado. A razão que contribuiu para este resultado foram os preços, que se mantiveram em patamares mais altos", disse o diretor-geral do CeCafé, Guilherme Braga. DCI
Análises - 19/12/2011
Café se recupera na ICE e tem dia de ganhos consistentes
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram uma sessão de considerável volatilidade nesta segunda-feira. Mesmo com um volume modesto de contratos comercializados, as cotações foram do nível mais baixo em mais de um ano até a aferição de uma boa alta ao final dos negócios. mais uma vez, os negócios se movimentaram baseados em aspectos técnicos. Na primeira parte da sessão, os baixistas voltaram a demonstrar consistência e o primeiro suporte para a posição março, em 213,75 centavos por libra, marca de 17 de dezembro do ano passado, finalmente foi rompido. No entanto, o rompimento não desencadeou o aumento do "apetite" vendedor. Pelo contrário, vários players passaram a emitir ordens de recompra e o mercado rapidamente começou a ganhar corpo, inicialmente com altas modestas, até ganhos mais consistentes se concretizarem na parte final do dia. Operadores indicaram que o mercado dá sinais de estar sobrevendido, assim, mesmo com a tentativa inicial dos baixistas de se procurar patamares abaixo do suporte, alguns outros participantes atuaram, efetivamente, para se proteger do quadro que é verificado, por exemplo, a partir da análise do Índice de Força Relativa. Fundamentalmente, o mercado ainda avalia questões como a nova temporada de chuvas na Colômbia e a expectativa de operadores por uma safra menor que a anteriormente esperada no Brasil em 2012. No encerramento do dia, o março em Nova Iorque teve alta de 435 pontos com 219,45 centavos, sendo a máxima em 219,95 e a mínima em 212,35 centavos por libra, com o maio tendo valorização de 425 pontos, com a libra a 222,10 centavos, sendo a máxima em 222,30 e a mínima em 215,25 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição janeiro registrou queda de 19 dólares, com 1.834 dólares por tonelada, com o março tendo desvalorização de 19 dólares, com 1.878 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por dois momentos bastante distintos. De um lado a tentativa, com êxito, de finalmente se romper uma mínima que durava mais de um ano. No entanto, logo na seqüência, um ação corretiva passou a ser verificada e os preços voltaram a ganhar corpo, com boas altas se consolidando ao final dos negócios. Os mercados externos pouco influenciaram no humor do café, já que operaram grande parte do dia próximos da estabilidade. "Tivemos um dia técnico e de perspectivas distintas. Por um lado o viés baixista tentando consolidar patamares ainda mais pressionados e por outro a correção técnica, diante de um quadro sobrevendido, sendo que o segundo, ao menos por hoje, prevaleceu", disse um trader. Apesar das baixas em sessões recentes, a empresa financeira Commerzbank, de origem alemã, espera que os preços da commodity possam voltar a subir, em meio às preocupações sobre as condições de cultivo da Colômbia, segundo maior produtor mundial de arábica. "Os problemas da safra colombiana devem relativizar a mais recente queda de preços", indicou a instituição em seu informe semanal. "Pouco resolve falarmos de fundamentos quando o macro dita o tom da música. O fortalecimento da moeda americana, junto com uma figura técnica negativa para o café, e com os fundos colocando uma posição vendida nos seus livros, em nada ajudam o mercado a recuperar por ora, e com isto o nível de preço do final de 2011 está igual ao do fim de 2010. Mas falar que a situação de disponibilidade de café é confortável e por isso empurra o mercado mais para baixo é exagero dos baixistas", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, analista da Archer Consulting. Os estoques de café na Europa caíram 692.718 sacas em outubro e chegaram a 11,94 milhões de sacas, informou a Federação Européia de Café. A maior retração se deu em Antuérpia, na Bélgica, com baixa de 510.883 sacas, para 6,11 milhões de sacas. Outros portos que tiveram baixa foram de Hamburgo e Bremen, na Alemanha, além de Genova, na Itália e Le Havre, na França, sendo que apenas em Trieste, na Itália houve aumento no volume de café estocado. As exportações de café do Brasil em dezembro, até o dia 15, somaram 1.056.783 sacas, contra 939.960 sacas registradas no mesmo período de novembro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 169 sacas, indo para 1.526.083 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 11.780 lotes, com as opções tendo 1.717 calls e 1.642 puts. Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem uma resistência em 219,95-220,00, 220,50, 221,00, 221,50, 222,00, 222,50, 222,90-223,00, 223,50, 224,00, 224,50, 224,90-225,00 e 225,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 212,35, 212,00, 211,50, 211,00, 210,50, 210,10-210,00, 209,50, 209,00, 208,50, 208,00, 207,50 e 207,00 centavos por libra.
Impactado por um mês de outubro de seca nas regiões produtoras, o próximo ciclo de alta do café, entre julho de 2012 e junho de 2013, pode ser menor do que o anterior, sendo produzido no Brasil algo entre 52 e 55 milhões de sacas. Mas o preço dessa commodity, que se mantém aquecido por diversos fatores, entre os quais está a forte demanda mundial, deve garantir o crescimento da rentabilidade do setor. Estimativas de mercado indicavam neste ano que a próxima safra de café poderia ser excepcional, com até 60 milhões de sacas. A falta de chuva, porém, atrapalhou a produção no cerrado mineiro e na mogiana paulista e causou atrasos da florada do grão, contrariando as expectativas iniciais. "O potencial produtivo da lavoura ficou comprometido. A safra ainda vai ser grande, mas não será uma supersafra", afirmou o analista Gil Barabach, da Safras & Mercado. Quanto à safra atual (2011/2012), a consultoria prevê que fechará com 47 milhões de sacas. Antes de setembro, quando terminou a colheita, o preço da medida já estava acima de R$ 500, o que revela a firmeza do mercado. "Na metade de 2010, o preço da saca estava abaixo de R$ 300. Em 2011, houve alta e acomodação da produção, mas ainda assim os preços se mantiveram pelo menos R$ 100 acima dos do ano anterior", observou Barabach. No primeiro semestre deste ano, durante a entressafra, a saca custava R$ 565. Depois do pico produtivo de maio, quando os preços costumam cair devido à oferta, essa queda não foi como se esperava. "O mercado indicava uma redução de preços", disse o analista, mas o menor nível do ano ficou entre R$ 430 e R$ 435 por saca. "A queda de preços foi atenuada." No último ciclo de alta do café, entre 2010 e 2011, a produção ficou em 54 milhões de sacas. O volume representava uma safra recorde, que, segundo Barabach, se prolongou para o ano seguinte, "consolidando o quadro positivo". Na melhor das hipóteses, a próxima colheita superará esta marca; porém, devido às adversidades climáticas que atrasaram a formação do grão, há risco de a safra ser menor - embora os preços tendam a garantir a rentabilidade dos produtores rurais. Exportações A grande incerteza atual do setor se refere à crise internacional, ou à "incógnita financeira", como disse o especialista da Safras & Mercado. Uma ruptura na zona do euro pode provocar uma queda abrupta de consumo de café, como já vem acontecendo no leste da Europa, além da fuga de investidores dessa commodity. Contudo, as exportações vão de vento em popa, favorecidas por três anos de baixa produtiva na Colômbia, o maior concorrente externo do Brasil nessa área. "Estamos aproveitando o espaço deixado pela Colômbia para nos consolidar no mercado de café com alto valor agregado", afirmou Barabach. Ou seja, na escassez do produto colombiano, que geralmente tem qualidade elevada, os produtores brasileiros têm-se ocupado em preencher a demanda por cafés especiais. De acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé), as exportações do grão do Brasil fecharam os onze meses de 2011 (janeiro a novembro) com uma receita cambial 59% maior do que a registrada no mesmo período de 2010 - US$ 7,8 bilhões, contra US$ 4,9 bilhões - e 30,4 milhões de sacas exportadas. Em novembro, a receita cambial (US$ 834,9 milhões) foi 34,6% superior à do mesmo mês no ano passado (US$ 620,4 milhões). "A receita cambial esperada para 2011 é de US$ 8,4 bilhões, 48% maior que a de 2010, apesar de o volume esperado ser praticamente o mesmo do ano passado. A razão que contribuiu para este resultado foram os preços, que se mantiveram em patamares mais altos", disse o diretor-geral do CeCafé, Guilherme Braga. DCI
Análises - 19/12/2011
Café se recupera na ICE e tem dia de ganhos consistentes
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram uma sessão de considerável volatilidade nesta segunda-feira. Mesmo com um volume modesto de contratos comercializados, as cotações foram do nível mais baixo em mais de um ano até a aferição de uma boa alta ao final dos negócios. mais uma vez, os negócios se movimentaram baseados em aspectos técnicos. Na primeira parte da sessão, os baixistas voltaram a demonstrar consistência e o primeiro suporte para a posição março, em 213,75 centavos por libra, marca de 17 de dezembro do ano passado, finalmente foi rompido. No entanto, o rompimento não desencadeou o aumento do "apetite" vendedor. Pelo contrário, vários players passaram a emitir ordens de recompra e o mercado rapidamente começou a ganhar corpo, inicialmente com altas modestas, até ganhos mais consistentes se concretizarem na parte final do dia. Operadores indicaram que o mercado dá sinais de estar sobrevendido, assim, mesmo com a tentativa inicial dos baixistas de se procurar patamares abaixo do suporte, alguns outros participantes atuaram, efetivamente, para se proteger do quadro que é verificado, por exemplo, a partir da análise do Índice de Força Relativa. Fundamentalmente, o mercado ainda avalia questões como a nova temporada de chuvas na Colômbia e a expectativa de operadores por uma safra menor que a anteriormente esperada no Brasil em 2012. No encerramento do dia, o março em Nova Iorque teve alta de 435 pontos com 219,45 centavos, sendo a máxima em 219,95 e a mínima em 212,35 centavos por libra, com o maio tendo valorização de 425 pontos, com a libra a 222,10 centavos, sendo a máxima em 222,30 e a mínima em 215,25 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição janeiro registrou queda de 19 dólares, com 1.834 dólares por tonelada, com o março tendo desvalorização de 19 dólares, com 1.878 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por dois momentos bastante distintos. De um lado a tentativa, com êxito, de finalmente se romper uma mínima que durava mais de um ano. No entanto, logo na seqüência, um ação corretiva passou a ser verificada e os preços voltaram a ganhar corpo, com boas altas se consolidando ao final dos negócios. Os mercados externos pouco influenciaram no humor do café, já que operaram grande parte do dia próximos da estabilidade. "Tivemos um dia técnico e de perspectivas distintas. Por um lado o viés baixista tentando consolidar patamares ainda mais pressionados e por outro a correção técnica, diante de um quadro sobrevendido, sendo que o segundo, ao menos por hoje, prevaleceu", disse um trader. Apesar das baixas em sessões recentes, a empresa financeira Commerzbank, de origem alemã, espera que os preços da commodity possam voltar a subir, em meio às preocupações sobre as condições de cultivo da Colômbia, segundo maior produtor mundial de arábica. "Os problemas da safra colombiana devem relativizar a mais recente queda de preços", indicou a instituição em seu informe semanal. "Pouco resolve falarmos de fundamentos quando o macro dita o tom da música. O fortalecimento da moeda americana, junto com uma figura técnica negativa para o café, e com os fundos colocando uma posição vendida nos seus livros, em nada ajudam o mercado a recuperar por ora, e com isto o nível de preço do final de 2011 está igual ao do fim de 2010. Mas falar que a situação de disponibilidade de café é confortável e por isso empurra o mercado mais para baixo é exagero dos baixistas", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, analista da Archer Consulting. Os estoques de café na Europa caíram 692.718 sacas em outubro e chegaram a 11,94 milhões de sacas, informou a Federação Européia de Café. A maior retração se deu em Antuérpia, na Bélgica, com baixa de 510.883 sacas, para 6,11 milhões de sacas. Outros portos que tiveram baixa foram de Hamburgo e Bremen, na Alemanha, além de Genova, na Itália e Le Havre, na França, sendo que apenas em Trieste, na Itália houve aumento no volume de café estocado. As exportações de café do Brasil em dezembro, até o dia 15, somaram 1.056.783 sacas, contra 939.960 sacas registradas no mesmo período de novembro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 169 sacas, indo para 1.526.083 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 11.780 lotes, com as opções tendo 1.717 calls e 1.642 puts. Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem uma resistência em 219,95-220,00, 220,50, 221,00, 221,50, 222,00, 222,50, 222,90-223,00, 223,50, 224,00, 224,50, 224,90-225,00 e 225,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 212,35, 212,00, 211,50, 211,00, 210,50, 210,10-210,00, 209,50, 209,00, 208,50, 208,00, 207,50 e 207,00 centavos por libra.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Dólar e café voltam de onde vieram
Dólar e café voltam de onde vieram | ||||
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Análises - 16/12/2011 | ||||
Em sessão esvaziada, café amplia perdas na ICE Futures US | ||||
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Artigos - 17/12/2011 | ||||
Entrada em vigor da medida provisória 545/2011 trará transparência e igualdade | ||||
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Notícias - 18/12/2011 | |||||
Coréia : importações recorde de café este ano | |||||
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domingo, 11 de dezembro de 2011
FÍSICO CALMO E FUTURO INDEFINIDO Por Rodrigo Costa
As agências de classificação de risco, que tantas críticas sofreram por não terem avaliado propriamente a situação das instituições em 2008, têm se mostrado mais ativas neste ano. Uma delas nesta semana além de rebaixar notas de alguns bancos europeus, também ameaçou diversos países da União Européia em colocá-los em revisão-negativa.
Os mercados acionários entretanto se contentaram com as medidas do Banco Central Europeu em prover crédito ilimitado durante 36 meses para os bancos da zona do Euro, cortar o requerimento de reservas bancárias em 1% e incrementar o número de ativos aceitos como colateral para empréstimos cedidos pelo próprio BCE.
O café em Nova Iorque não saiu de dentro do intervalo entre US$ 225 e US$ 240 centavos, mais uma vez devolvendo ganhos de uma sessão para a outra, com volumes negociados relativamente baixos.
Os altistas contra argumentam que o volume alto exportado até agora, tornará ainda mais apertado o quadro na primeira metade de 2012, já que as exportações cairão muito. Apenas para referência, na safra 02/03 o país exportou 29.49 milhões de sacas, número que se repetido não causa sobras significativas.
Outro país que deve exportar bastante é o Vietnã, que em dezembro deve embarcar algo próximo de 2.5 milhões de sacas.
Do lado dos suaves os números absolutos de exportação ficam pequenos, ainda que percentualmente o incremento de um ano a outro seja grande, como por exemplo Honduras, que no mês passado embarcou 123 mil sacas, bem mais do que os 40 mil exportados no ano anterior.
Como o amigo leitor pode notar, não há muito a ser falado de novo. Embora as commodities tenham aparentemente descolado um pouco do movimento de outros ativos de risco, creio que inevitavelmente o macro continuará influenciando.
Tecnicamente o mercado está vacilando demais para subir, mesmo com fundos montando uma pequena posição comprada, o que não é muito animador. Mesmo assim os US$ 220 centavos continuam intactos, e o Euro, sabe-se lá o porquê, tem se mantido firme.
Portanto, ficar vendido não parece uma posição confortável.
Uma ótima semana e muito bons negócios para todos,
*Rodrigo Corrêa da Costa
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Tampar o sol com a peneira.
Tampar o sol com a peneira.
O mercado de café esta tecnicamente dentro de uma bandeira de baixa, e em uma clara tendência de baixa na bolsa onde fica clara a força vendedora e quem desde este período esta comandando este mercado, realmente um mercado bear.
Flamula conforme os ventos vão levando, uma noticia de possível melhora nas economias o mercado tenta reagir, mas logo a realidade bate forte.
A macro economia vem dando o tom desde a ultima alta, rebaixamento de notas por agencias de risco mostram o nervosismo do mercado e quão seria e esta crise.
O relatório de que o bloco econômico europeu cresceu no ultimo trimestre apenas 0,2% do seu PIB, so não foi prior do que o relatório do IBGE onde deu valor zero para economia brasileira.
Grandes instituições econômicas como Deuche Bank ou o Creidit Suisse esta semana mostra preocupação com as commodities, onde a alavancagem usada por empresas esta ameaçada e o financiamento também.
A exportação brasileira que foi Record na safra Record do ano passado transferiu estoques para os países consumidores, o que nos leva a acreditar que o mercado pode estar abastecido para passar este inverno, o que vemos claramente o desinteresse por parte das casas comercias em comprarem no físico.
O equilíbrio do mercado tem como o Brasil seu maior produtor mundial, como ancora, mas não podemos deixar de comentar que este ano, tivemos tsunami no Japão, e desaquecimento nas mais importantes economias mundiais, inclusive internamente e acreditar que o consumo se manterá inalterado me parece uma conclusão precipitada e infantil.
Os fundamentos me parecem ameaçados, café é uma bebida que não entra na classe de alimentos indispensáveis, a florada realmente foi boa, o tempo vem correndo bem, o abortamento em parte da florada, principalmente quando ela é grande, é normal, os tratos culturais estão acima da media, o que é natural pelo preço praticado pelo mercado acima da media neste ultimo ano safra, os produtores capitalizados estão conseguindo segurar mercadoria o que pode ser uma faca de dois gumes, ou seja, segurar café pode significar a união de duas safras, o que pode ser horrível para quem produz em relação a cotações futuras.
O mercado vem tecnicamente se consolidando, e o rompimento para um dos lados desta consolidação leva o mercado com muita força para um dos dois lados, mas para mim para que haja uma nova corrida de preços devemos ter algum fator climático que não esteje calculado, como uma seca no verão brasileiro, pois as chuvas nos países centrais já foram absorvidas, e os blends devidamente alterados.
Às vezes acredito que o mercado quer é que o produtor segure o café, pois é o único que teria condição de fazê-lo a estes preços, qualquer problema sobe-se o preço e compra o café.
O ano esta acabando, os produtores deve estar envolvido com os tratos culturais, o que é a única coisa que ele deve fazer cuidar do patrimônio, pois pior do que uma queda nos preços é não ter café para vender.
A crise realmente é seria todo cuidado neste momento é pouco.
Para os trader que querem pegar a onda esperar o rompimento da Ice de $2,20 para vender ou rompimento de $2,52 para comprar no momento nada a fazer.
Boa semana, e fiquem com Deus.
Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blospot.com
O mercado de café esta tecnicamente dentro de uma bandeira de baixa, e em uma clara tendência de baixa na bolsa onde fica clara a força vendedora e quem desde este período esta comandando este mercado, realmente um mercado bear.
Flamula conforme os ventos vão levando, uma noticia de possível melhora nas economias o mercado tenta reagir, mas logo a realidade bate forte.
A macro economia vem dando o tom desde a ultima alta, rebaixamento de notas por agencias de risco mostram o nervosismo do mercado e quão seria e esta crise.
O relatório de que o bloco econômico europeu cresceu no ultimo trimestre apenas 0,2% do seu PIB, so não foi prior do que o relatório do IBGE onde deu valor zero para economia brasileira.
Grandes instituições econômicas como Deuche Bank ou o Creidit Suisse esta semana mostra preocupação com as commodities, onde a alavancagem usada por empresas esta ameaçada e o financiamento também.
A exportação brasileira que foi Record na safra Record do ano passado transferiu estoques para os países consumidores, o que nos leva a acreditar que o mercado pode estar abastecido para passar este inverno, o que vemos claramente o desinteresse por parte das casas comercias em comprarem no físico.
O equilíbrio do mercado tem como o Brasil seu maior produtor mundial, como ancora, mas não podemos deixar de comentar que este ano, tivemos tsunami no Japão, e desaquecimento nas mais importantes economias mundiais, inclusive internamente e acreditar que o consumo se manterá inalterado me parece uma conclusão precipitada e infantil.
Os fundamentos me parecem ameaçados, café é uma bebida que não entra na classe de alimentos indispensáveis, a florada realmente foi boa, o tempo vem correndo bem, o abortamento em parte da florada, principalmente quando ela é grande, é normal, os tratos culturais estão acima da media, o que é natural pelo preço praticado pelo mercado acima da media neste ultimo ano safra, os produtores capitalizados estão conseguindo segurar mercadoria o que pode ser uma faca de dois gumes, ou seja, segurar café pode significar a união de duas safras, o que pode ser horrível para quem produz em relação a cotações futuras.
O mercado vem tecnicamente se consolidando, e o rompimento para um dos lados desta consolidação leva o mercado com muita força para um dos dois lados, mas para mim para que haja uma nova corrida de preços devemos ter algum fator climático que não esteje calculado, como uma seca no verão brasileiro, pois as chuvas nos países centrais já foram absorvidas, e os blends devidamente alterados.
Às vezes acredito que o mercado quer é que o produtor segure o café, pois é o único que teria condição de fazê-lo a estes preços, qualquer problema sobe-se o preço e compra o café.
O ano esta acabando, os produtores deve estar envolvido com os tratos culturais, o que é a única coisa que ele deve fazer cuidar do patrimônio, pois pior do que uma queda nos preços é não ter café para vender.
A crise realmente é seria todo cuidado neste momento é pouco.
Para os trader que querem pegar a onda esperar o rompimento da Ice de $2,20 para vender ou rompimento de $2,52 para comprar no momento nada a fazer.
Boa semana, e fiquem com Deus.
Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blospot.com
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
mercado internacional 21-11-2011
Colombians, UGQ, were offered FOB, for Dec./Jan. shipment from 19¢ to 20¢ over Mar. “C.” Colombian supremos, screen 17/18, were offered FOB, Dec./Jan. shipment from 23¢ to 24¢ over Mar. “C.” Semi washed Brazils, 2/3s, 15/16 were offered FOB for Dec. through Mar. equal shipment from 10¢ over the relevant months “C.” Santos 2s, screen 17/18, fine cup, were offered FOB for Dec. through Mar. equal shipment from 12¢ over the relevant months “C.” Santos 2/3s, medium to good bean, fine cup, were offered FOB for Dec. through Mar. equal shipment from 3¢ to 5¢ over the relevant months “C.” Santos 3/4s were offered FOB for Dec./Jan./Feb. equal shipment from 9¢ to 8¢ under Mar. “C.” Brazil conillon robustas, 5/6s, screen 13, were offered FOB for Dec. shipment from 37¢ to 40¢ over Jan. London. Prime Mexicans were offered FOB Laredo for Nov./Dec./Jan. crossing from 7¢ over Mar. “C.” Prime Mexicans, were offered FOB Veracruz for Jan./Feb. shipment from 6¢ over Mar. “C.” High grown Mexicans, European preparation, were offered FOB Veracruz for Jan./Feb./Mar. equal shipment from 7¢ to 8¢ over the relevant months “C.” Prime Guatemalas were offered FOB, per 46 kilos, Jan./Feb. shipment from $5 over Mar. “C.” Hard bean Guatemalas, European preparation, were offered FOB for Dec./Jan./Feb. equal shipment from $12 to $13 over, per 46 kilos, Mar. “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Jan./Feb./Mar. equal shipment from $16 to $18 over the relevant months “C.” Hard bean Costa Ricas, European preparation, were offered FOB for Dec. through Mar. equal shipment from $18 to $21 over, per 46 kilos, the relevant months “C.” Strictly hard bean Costa Ricas, European preparation, were offered FOB for Jan. through May equal shipment from $30 to $31 over, per 46 kilos, the relevant months “C.” Central standard Salvadors were offered FOB per 46 kilos, for Dec. through Mar. equal shipment from $5 over the relevant months “C.” High grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for Dec./Jan./Feb. equal shipment from $9 to $10 over, per 46 kilos, Mar. “C.” Strictly high grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for Jan./Feb./Mar. equal shipment from $12 over, per 46 kilos, the relevant months “C.” Strictly high grown Nicaraguas, European preparation, for Jan./Feb./Mar. equal shipment were offered FOB from $14 to $15 over the relevant months “C.” High grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Dec./Jan./Feb. equal shipment from $2 over Mar. “C.” Strictly high grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Jan./Feb./Mar. equal shipment from $7 over the relevant months “C.” Hard bean Perus, MCMs, were offered FOB for Dec./Jan. shipment, per 46 kilos, from $2 under Mar. “C.” Hard bean Perus, MCs, were offered FOB for Dec./Jan. shipment, per 46 kilos, from $3 under Mar. “C.” Uganda robustas, screen 15, were offered exdock for Dec. shipment from 26¢ over Jan. London. Vietnam robustas, grade 1, were offered exdock for Dec. shipment from 24¢ over Jan. London. Vietnam robustas, grade 2, were offered exdock for Dec. shipment from 22¢ over Jan. London. Indonesian robustas, grade 4, 80 defects, were offered exdock for Dec. shipment from 24¢ over Jan. London.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
aversão ao risco
O ambiente externo de aversão ao risco ficou agravado pelo pedido de concordata da corretora MF Global. O trader John Wolthers, da exportadora de café Comexim, de Santos(SP), informou que a Bolsa de Nova York liberou uma parcela do dinheiro aplicado pela Comeximem operações de hedge, por intermédio da MF Global. No entanto, os recursos para pagamentode margem diária, entre outros, ainda não foram devolvidos. Estima-se que cerca de US$ 600 milhões dos clientes da MF Global simplesmente sumirampouco antes do colapso da corretora. O trader salientou que se não houver a devolução integral atodos os clientes da corretora poderá ocorrer uma crise sistêmica.
domingo, 30 de outubro de 2011
Somos sete bilhões
Somos sete bilhões
A semana começa com a perspectiva que atingiremos o numero de sete bilhões de seres humanos habitando na terra, o numero chama a atenção pelo seu tamanho e por ser um numero redondo, mas no dia seguinte já seremos mais, não iremos parar só nisso.
A responsabilidade dos produtores de alimentar tantos nos traz a certeza que um dia o mercado ira valorizar aqueles que dedicam sua vida a agricultura.
Os consumidores não param de nascer , portanto o caminho não tem volta , teremos sempre que produzir mais, mas a terra e a água são finitas, portanto a valorização dos produtos vindo da terra é uma certeza. Esta certeza é que ajuda aos produtores de todos os setores no Brasil, um país com terras férteis e produtivas, mas sem nenhuma ajuda por parte dos comandantes da política agrícola brasileira.
Há poucos dias um dos ministros deposto por denuncia de corrupção, já foram seis neste governo em menos de um ano de mandato, foi o ministro da agricultura, mas o atual ministro por enquanto não apresentou grandes novidades, vamos aguardar para ver o que vem.
No nosso país a política de preço mínimo que seria para garantia mínima de renda para o agricultor nunca funcionou, os nossos irmãos produtores de arroz estão sentindo isto na pele, ou seja, quando estamos no fundo do poço é lá que ficamos até que o mercado sinta a necessidade dos produtos e o mercado reage por si só , e o produtor recupera um pouco de sua alto estima, paga as contas e começa de novo.
Estimativa de safra decente não tem, no nosso ramo que é o café, se usarmos os números da Conab estaríamos torrando outro produto que não café, pois o numero não fecha, o consumo mais exportação é maior que a produção, e gostaria saber onde estão os produtores de 17 sacas ou de 22 sacas por hectare, pois os que conheço, estão pelo menos perto do dobro disto, sem se falar nos produtores de conilon, que realmente é outro nível sua produtividade.
Não temos infra estrutura para escoamento da produção, não temos política de preço mínimo, não temos custeio, não temos política de armazenamento e não temos política para regular a comercialização, esta é a realidade do produtor brasileiro.
O café que passou por mais de uma década de preços abaixo dos custos, passa por um momento destes, o mercado entendeu que a produção esta muito perto do consumo, os estoques ficaram perigosos e o mercado reagiu, sem a menor interferência política, portanto hora de olhar para frente e tomar as rédeas deste mercado, temos que agir e olhar para o futuro, se nada for feito a tendência de baixa visualizada no gráfico e ainda não sentida pelo produtor pode deixar uma verdadeira montanha de viúvas arrependidas por segurarem o café e não aproveitar o preço.
Os produtores de café precisam urgente de uma política cafeeira para proteger seus interesses, pois se não tiver esta liderança não adianta vir com artigos dizendo em pane de produção, o mercado não acredita e a florada que foi vista nos últimos dias nas zonas produtoras desmente a tese da pane.
O que produtor precisa é de informação coerente e de uma política descente de garantia de preços e de comercialização dos produtos, algo conseguido este ano pela baixa produtividade e pelo valor pago ao café pelo mercado, mas para o próximo ano voltamos ao mesmo problema, ciclo alto de produção, baixo financiamento, pouca capacidade de armazenamento velhos problemas insolúveis onde deve acarretar em preços mais baixos.
Vamos comemorar os sete bilhões de habitantes e os novos consumidores que trarão a demanda do mercado, esta é a boa noticia o mundo não para com crise ou sem ela.
Uma boa semana a todos e que Deus os abençoe
Wagner Pimentel
WWW.cafezinhocomamigos.blogspot.com
A semana começa com a perspectiva que atingiremos o numero de sete bilhões de seres humanos habitando na terra, o numero chama a atenção pelo seu tamanho e por ser um numero redondo, mas no dia seguinte já seremos mais, não iremos parar só nisso.
A responsabilidade dos produtores de alimentar tantos nos traz a certeza que um dia o mercado ira valorizar aqueles que dedicam sua vida a agricultura.
Os consumidores não param de nascer , portanto o caminho não tem volta , teremos sempre que produzir mais, mas a terra e a água são finitas, portanto a valorização dos produtos vindo da terra é uma certeza. Esta certeza é que ajuda aos produtores de todos os setores no Brasil, um país com terras férteis e produtivas, mas sem nenhuma ajuda por parte dos comandantes da política agrícola brasileira.
Há poucos dias um dos ministros deposto por denuncia de corrupção, já foram seis neste governo em menos de um ano de mandato, foi o ministro da agricultura, mas o atual ministro por enquanto não apresentou grandes novidades, vamos aguardar para ver o que vem.
No nosso país a política de preço mínimo que seria para garantia mínima de renda para o agricultor nunca funcionou, os nossos irmãos produtores de arroz estão sentindo isto na pele, ou seja, quando estamos no fundo do poço é lá que ficamos até que o mercado sinta a necessidade dos produtos e o mercado reage por si só , e o produtor recupera um pouco de sua alto estima, paga as contas e começa de novo.
Estimativa de safra decente não tem, no nosso ramo que é o café, se usarmos os números da Conab estaríamos torrando outro produto que não café, pois o numero não fecha, o consumo mais exportação é maior que a produção, e gostaria saber onde estão os produtores de 17 sacas ou de 22 sacas por hectare, pois os que conheço, estão pelo menos perto do dobro disto, sem se falar nos produtores de conilon, que realmente é outro nível sua produtividade.
Não temos infra estrutura para escoamento da produção, não temos política de preço mínimo, não temos custeio, não temos política de armazenamento e não temos política para regular a comercialização, esta é a realidade do produtor brasileiro.
O café que passou por mais de uma década de preços abaixo dos custos, passa por um momento destes, o mercado entendeu que a produção esta muito perto do consumo, os estoques ficaram perigosos e o mercado reagiu, sem a menor interferência política, portanto hora de olhar para frente e tomar as rédeas deste mercado, temos que agir e olhar para o futuro, se nada for feito a tendência de baixa visualizada no gráfico e ainda não sentida pelo produtor pode deixar uma verdadeira montanha de viúvas arrependidas por segurarem o café e não aproveitar o preço.
Os produtores de café precisam urgente de uma política cafeeira para proteger seus interesses, pois se não tiver esta liderança não adianta vir com artigos dizendo em pane de produção, o mercado não acredita e a florada que foi vista nos últimos dias nas zonas produtoras desmente a tese da pane.
O que produtor precisa é de informação coerente e de uma política descente de garantia de preços e de comercialização dos produtos, algo conseguido este ano pela baixa produtividade e pelo valor pago ao café pelo mercado, mas para o próximo ano voltamos ao mesmo problema, ciclo alto de produção, baixo financiamento, pouca capacidade de armazenamento velhos problemas insolúveis onde deve acarretar em preços mais baixos.
Vamos comemorar os sete bilhões de habitantes e os novos consumidores que trarão a demanda do mercado, esta é a boa noticia o mundo não para com crise ou sem ela.
Uma boa semana a todos e que Deus os abençoe
Wagner Pimentel
WWW.cafezinhocomamigos.blogspot.com
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Café despenca na ICE com vendas especulativas generalizadas - 25/10/2011
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram uma terça-feira negra, com as cotações caindo mais de 6%, em um dia de realizações e de liquidações generalizadas de fundos e especuladores. Após duas sessões consistentes, nas quais os preços conseguiram romper resistências e se posicionar em níveis considerados positivos, a terça foi marcada por fazer com que esses ganhos recentes fossem prontamente perdidos. As ordens de venda começaram ainda no início do dia, com uma volatilidade forte sendo observada, com a primeira posição variando mais de 1.600 pontos.
Na segunda metade do dia, com o acionamento de novos stops de venda, as perdas se consolidaram e o dezembro voltou a se posicionar abaixo do nível de 240,00 centavos. Operadores indicaram que os baixistas, tão ativos até recentemente, tomaram, novamente, as rédeas dos negócios e efetuaram realizações ao longo do dia.
Além disso, o mercado ainda refletiu, ainda que em muito menor grau, as incertezas sobre um plano de capitalização dos bancos da União Européia. A decisão sobre esse projeto deve ser conhecida nesta quarta-feira. Na segunda, a expectativa era de que o plano seria aprovado, o que fez com que os mercados se animassem consideravelmente, no entanto, após um pronunciamento da chanceler alemã Angela Merkel, indicando as dificuldades de o projeto se consolidar, um novo temor se abateu, principalmente entre os players que atuam em segmentos de maior risco.
No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve perda de 1.425 pontos com 236,55 centavos, sendo a máxima em 252,50 e a mínima em 235,60 centavos por libra, com o março tendo baixa de 1.370 pontos, com a libra a 239,90 centavos, sendo a máxima em 255,00 e a mínima em 239,00 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou queda de 59 dólares, com 1.831 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 58 dólares, com 1.873 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o mercado ignorou nesta terça-feira os aspectos fundamentais. Ainda que a América Central e o México continuem sofrendo com chuvas fortes e com a passagem de um novo furacão, os vendedores se mantiveram ativos, realizando lucros, e permitiram que os níveis de preço da semana passada votassem a ser praticados.
"Foi uma sessão técnica, com predomínio das realizações. Alguns players se mostram cautelosos com o cenário macroeconômico, principalmente com a situação da União Européia. E isso reflete também nas liquidações", disse um trader. No entanto, esse comportamento não foi predominante nos segmentos de commodities. Alguns ganhos expressivos, quase 2%, foram verificados no petróleo e no ouro (mais de 2%), o que, inclusive, permitiu que o índice CRB encerrasse o dia com valorização, ainda que bastante modesta.
O Centro Nacional de Furacões, localizado em Miami, EUA, informou que mantém-se com ventos de 160 quilômetros horários a tormenta Rina, que se dirige ao México. O Rina já pode ser considerado um furacão e deve atingir Yucatán nas próximas horas, afetando populares balneários, como Cancún e Cozumel. O sistema está a 335 quilômetros a sudoeste das ilhas Grand Caynab. A América Central ainda luta para recuperar-se das chuvas torrenciais que provocaram mais de 100 mortes em inundações e deslizamentos de terra.
As remessas internacionais de café do Vietnã deverão fechar este mês de outubro com queda de 47,4% em volume, mas ter crescimento de 19,3% em receita se comparado com o mesmo mês de 2010, segundo o Escritório Geral de Estatísticas. A estimativa é que as exportações somarão 30 mil toneladas, ou 500 mil sacas, avaliadas em 68 milhões de dólares. O Escritório também revisou a estimativa das exportações de setembro para 27 mil toneladas, abaixo da previsão anterior de 30 mil toneladas.
As exportações de café do Brasil em outubro, até o dia 24, somaram 1.773.224 sacas, contra 1.536.826 sacas registradas no mesmo período de setembro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 19.036 sacas, indo para 1.296.177 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 36.585 lotes, com as opções tendo 4.953 calls e 4.772 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 252,50, 253,00, 253,50, 254,00, 254,50, 254,90-255,00, 255,50, 256,00, 256,50, 257,00 e 257,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 235,60-235,50, 235,10-235,00, 234,50, 234,00, 233,50, 233,00, 232,50, 232,00, 231,50, 231,00 e 230,50 centavos por libra.
Na segunda metade do dia, com o acionamento de novos stops de venda, as perdas se consolidaram e o dezembro voltou a se posicionar abaixo do nível de 240,00 centavos. Operadores indicaram que os baixistas, tão ativos até recentemente, tomaram, novamente, as rédeas dos negócios e efetuaram realizações ao longo do dia.
Além disso, o mercado ainda refletiu, ainda que em muito menor grau, as incertezas sobre um plano de capitalização dos bancos da União Européia. A decisão sobre esse projeto deve ser conhecida nesta quarta-feira. Na segunda, a expectativa era de que o plano seria aprovado, o que fez com que os mercados se animassem consideravelmente, no entanto, após um pronunciamento da chanceler alemã Angela Merkel, indicando as dificuldades de o projeto se consolidar, um novo temor se abateu, principalmente entre os players que atuam em segmentos de maior risco.
No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve perda de 1.425 pontos com 236,55 centavos, sendo a máxima em 252,50 e a mínima em 235,60 centavos por libra, com o março tendo baixa de 1.370 pontos, com a libra a 239,90 centavos, sendo a máxima em 255,00 e a mínima em 239,00 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou queda de 59 dólares, com 1.831 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 58 dólares, com 1.873 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o mercado ignorou nesta terça-feira os aspectos fundamentais. Ainda que a América Central e o México continuem sofrendo com chuvas fortes e com a passagem de um novo furacão, os vendedores se mantiveram ativos, realizando lucros, e permitiram que os níveis de preço da semana passada votassem a ser praticados.
"Foi uma sessão técnica, com predomínio das realizações. Alguns players se mostram cautelosos com o cenário macroeconômico, principalmente com a situação da União Européia. E isso reflete também nas liquidações", disse um trader. No entanto, esse comportamento não foi predominante nos segmentos de commodities. Alguns ganhos expressivos, quase 2%, foram verificados no petróleo e no ouro (mais de 2%), o que, inclusive, permitiu que o índice CRB encerrasse o dia com valorização, ainda que bastante modesta.
O Centro Nacional de Furacões, localizado em Miami, EUA, informou que mantém-se com ventos de 160 quilômetros horários a tormenta Rina, que se dirige ao México. O Rina já pode ser considerado um furacão e deve atingir Yucatán nas próximas horas, afetando populares balneários, como Cancún e Cozumel. O sistema está a 335 quilômetros a sudoeste das ilhas Grand Caynab. A América Central ainda luta para recuperar-se das chuvas torrenciais que provocaram mais de 100 mortes em inundações e deslizamentos de terra.
As remessas internacionais de café do Vietnã deverão fechar este mês de outubro com queda de 47,4% em volume, mas ter crescimento de 19,3% em receita se comparado com o mesmo mês de 2010, segundo o Escritório Geral de Estatísticas. A estimativa é que as exportações somarão 30 mil toneladas, ou 500 mil sacas, avaliadas em 68 milhões de dólares. O Escritório também revisou a estimativa das exportações de setembro para 27 mil toneladas, abaixo da previsão anterior de 30 mil toneladas.
As exportações de café do Brasil em outubro, até o dia 24, somaram 1.773.224 sacas, contra 1.536.826 sacas registradas no mesmo período de setembro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 19.036 sacas, indo para 1.296.177 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 36.585 lotes, com as opções tendo 4.953 calls e 4.772 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 252,50, 253,00, 253,50, 254,00, 254,50, 254,90-255,00, 255,50, 256,00, 256,50, 257,00 e 257,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 235,60-235,50, 235,10-235,00, 234,50, 234,00, 233,50, 233,00, 232,50, 232,00, 231,50, 231,00 e 230,50 centavos por libra.
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