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terça-feira, 15 de novembro de 2011

aversão ao risco

O ambiente externo de aversão ao risco ficou agravado pelo pedido de concordata da corretora MF Global. O trader John Wolthers, da exportadora de café Comexim, de Santos(SP), informou que a Bolsa de Nova York liberou uma parcela do dinheiro aplicado pela Comeximem operações de hedge, por intermédio da MF Global. No entanto, os recursos para pagamentode margem diária, entre outros, ainda não foram devolvidos. Estima-se que cerca de US$ 600 milhões dos clientes da MF Global simplesmente sumirampouco antes do colapso da corretora. O trader salientou que se não houver a devolução integral atodos os clientes da corretora poderá ocorrer uma crise sistêmica.

domingo, 30 de outubro de 2011

Somos sete bilhões

Somos sete bilhões




A semana começa com a perspectiva que atingiremos o numero de sete bilhões de seres humanos habitando na terra, o numero chama a atenção pelo seu tamanho e por ser um numero redondo, mas no dia seguinte já seremos mais, não iremos parar só nisso.

A responsabilidade dos produtores de alimentar tantos nos traz a certeza que um dia o mercado ira valorizar aqueles que dedicam sua vida a agricultura.

Os consumidores não param de nascer , portanto o caminho não tem volta , teremos sempre que produzir mais, mas a terra e a água são finitas, portanto a valorização dos produtos vindo da terra é uma certeza. Esta certeza é que ajuda aos produtores de todos os setores no Brasil, um país com terras férteis e produtivas, mas sem nenhuma ajuda por parte dos comandantes da política agrícola brasileira.

Há poucos dias um dos ministros deposto por denuncia de corrupção, já foram seis neste governo em menos de um ano de mandato, foi o ministro da agricultura, mas o atual ministro por enquanto não apresentou grandes novidades, vamos aguardar para ver o que vem.

No nosso país a política de preço mínimo que seria para garantia mínima de renda para o agricultor nunca funcionou, os nossos irmãos produtores de arroz estão sentindo isto na pele, ou seja, quando estamos no fundo do poço é lá que ficamos até que o mercado sinta a necessidade dos produtos e o mercado reage por si só , e o produtor recupera um pouco de sua alto estima, paga as contas e começa de novo.

Estimativa de safra decente não tem, no nosso ramo que é o café, se usarmos os números da Conab estaríamos torrando outro produto que não café, pois o numero não fecha, o consumo mais exportação é maior que a produção, e gostaria saber onde estão os produtores de 17 sacas ou de 22 sacas por hectare, pois os que conheço, estão pelo menos perto do dobro disto, sem se falar nos produtores de conilon, que realmente é outro nível sua produtividade.

Não temos infra estrutura para escoamento da produção, não temos política de preço mínimo, não temos custeio, não temos política de armazenamento e não temos política para regular a comercialização, esta é a realidade do produtor brasileiro.

O café que passou por mais de uma década de preços abaixo dos custos, passa por um momento destes, o mercado entendeu que a produção esta muito perto do consumo, os estoques ficaram perigosos e o mercado reagiu, sem a menor interferência política, portanto hora de olhar para frente e tomar as rédeas deste mercado, temos que agir e olhar para o futuro, se nada for feito a tendência de baixa visualizada no gráfico e ainda não sentida pelo produtor pode deixar uma verdadeira montanha de viúvas arrependidas por segurarem o café e não aproveitar o preço.

Os produtores de café precisam urgente de uma política cafeeira para proteger seus interesses, pois se não tiver esta liderança não adianta vir com artigos dizendo em pane de produção, o mercado não acredita e a florada que foi vista nos últimos dias nas zonas produtoras desmente a tese da pane.

O que produtor precisa é de informação coerente e de uma política descente de garantia de preços e de comercialização dos produtos, algo conseguido este ano pela baixa produtividade e pelo valor pago ao café pelo mercado, mas para o próximo ano voltamos ao mesmo problema, ciclo alto de produção, baixo financiamento, pouca capacidade de armazenamento velhos problemas insolúveis onde deve acarretar em preços mais baixos.

Vamos comemorar os sete bilhões de habitantes e os novos consumidores que trarão a demanda do mercado, esta é a boa noticia o mundo não para com crise ou sem ela.

Uma boa semana a todos e que Deus os abençoe

Wagner Pimentel

WWW.cafezinhocomamigos.blogspot.com

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Café despenca na ICE com vendas especulati​vas generaliza​das - 25/10/2011

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram uma terça-feira negra, com as cotações caindo mais de 6%, em um dia de realizações e de liquidações generalizadas de fundos e especuladores. Após duas sessões consistentes, nas quais os preços conseguiram romper resistências e se posicionar em níveis considerados positivos, a terça foi marcada por fazer com que esses ganhos recentes fossem prontamente perdidos. As ordens de venda começaram ainda no início do dia, com uma volatilidade forte sendo observada, com a primeira posição variando mais de 1.600 pontos.

Na segunda metade do dia, com o acionamento de novos stops de venda, as perdas se consolidaram e o dezembro voltou a se posicionar abaixo do nível de 240,00 centavos. Operadores indicaram que os baixistas, tão ativos até recentemente, tomaram, novamente, as rédeas dos negócios e efetuaram realizações ao longo do dia.
Além disso, o mercado ainda refletiu, ainda que em muito menor grau, as incertezas sobre um plano de capitalização dos bancos da União Européia. A decisão sobre esse projeto deve ser conhecida nesta quarta-feira. Na segunda, a expectativa era de que o plano seria aprovado, o que fez com que os mercados se animassem consideravelmente, no entanto, após um pronunciamento da chanceler alemã Angela Merkel, indicando as dificuldades de o projeto se consolidar, um novo temor se abateu, principalmente entre os players que atuam em segmentos de maior risco.
No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve perda de 1.425 pontos com 236,55 centavos, sendo a máxima em 252,50 e a mínima em 235,60 centavos por libra, com o março tendo baixa de 1.370 pontos, com a libra a 239,90 centavos, sendo a máxima em 255,00 e a mínima em 239,00 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou queda de 59 dólares, com 1.831 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 58 dólares, com 1.873 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o mercado ignorou nesta terça-feira os aspectos fundamentais. Ainda que a América Central e o México continuem sofrendo com chuvas fortes e com a passagem de um novo furacão, os vendedores se mantiveram ativos, realizando lucros, e permitiram que os níveis de preço da semana passada votassem a ser praticados.
"Foi uma sessão técnica, com predomínio das realizações. Alguns players se mostram cautelosos com o cenário macroeconômico, principalmente com a situação da União Européia. E isso reflete também nas liquidações", disse um trader. No entanto, esse comportamento não foi predominante nos segmentos de commodities. Alguns ganhos expressivos, quase 2%, foram verificados no petróleo e no ouro (mais de 2%), o que, inclusive, permitiu que o índice CRB encerrasse o dia com valorização, ainda que bastante modesta.
O Centro Nacional de Furacões, localizado em Miami, EUA, informou que mantém-se com ventos de 160 quilômetros horários a tormenta Rina, que se dirige ao México. O Rina já pode ser considerado um furacão e deve atingir Yucatán nas próximas horas, afetando populares balneários, como Cancún e Cozumel. O sistema está a 335 quilômetros a sudoeste das ilhas Grand Caynab. A América Central ainda luta para recuperar-se das chuvas torrenciais que provocaram mais de 100 mortes em inundações e deslizamentos de terra.
As remessas internacionais de café do Vietnã deverão fechar este mês de outubro com queda de 47,4% em volume, mas ter crescimento de 19,3% em receita se comparado com o mesmo mês de 2010, segundo o Escritório Geral de Estatísticas. A estimativa é que as exportações somarão 30 mil toneladas, ou 500 mil sacas, avaliadas em 68 milhões de dólares. O Escritório também revisou a estimativa das exportações de setembro para 27 mil toneladas, abaixo da previsão anterior de 30 mil toneladas.
As exportações de café do Brasil em outubro, até o dia 24, somaram 1.773.224 sacas, contra 1.536.826 sacas registradas no mesmo período de setembro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 19.036 sacas, indo para 1.296.177 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 36.585 lotes, com as opções tendo 4.953 calls e 4.772 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 252,50, 253,00, 253,50, 254,00, 254,50, 254,90-255,00, 255,50, 256,00, 256,50, 257,00 e 257,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 235,60-235,50, 235,10-235,00, 234,50, 234,00, 233,50, 233,00, 232,50, 232,00, 231,50, 231,00 e 230,50 centavos por libra.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Nina Return Threatens Coffee Crop Outlook

Nina Return Threatens Coffee Crop Outlook  
  DOW JONES NEWSWIRES
 Coffee prices could soar higher if climatic phenomenon LaNina further pinches the already-constrained supply of coffee beans produced inCentral America and Columbia, analysts and weather organizations told Dow JonesNewswires Tuesday.   The price of coffee on the Intercontinental Exchange has already soared by25% over the past 12 months as severe flooding hindered crop development. Thereturn of La Nina--a periodic climatic phenomenon that brings more rain to thewestern pacific and which devastated the production of agricultural crops inAustralia, South America and the U.S. late last year--is now threatening tosend prices higher once more. Colombia is a top producer of Arabica beans.   "Bad weather has resulted in stunted Colombian coffee production and this isa major reason behind the current elevated price environment," Keith Flury,senior soft commodity analyst at London-based Rabobank said. "If weatherconditions continue to reduce expectations about the 2011-12 Central Americanand Colombian coffee crop, prices could easily retrace to the 2011 highs," headded.   Colombia's coffee federation in recent months has blamed the heavier thanusual rains for a drop in coffee production, and the last devastating rainswiped out huge swathes of agriculture and generated an increase in ahumidity-induced fungus known as roya which damaged some crops.   And if weather forecasters are correct, there is more rain on its way.   The U.S. National Weather Service predicts la Nina to gradually strengthenand continue through the upcoming winter. The British Weather Services (BWS)also shares the same view.   "We expect La Nina to return over the coming few months, peaking in January,maybe a little weaker than last year but there is good evidence of a returnspike," said Jim Dale, senior meteorologist at BWS. "That projects intopotentially very wet conditions for northern parts of South America and CentralAmerica."   At 1510 GMT, ICE coffee was down 61 cents at $2.48 a pound.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Sara Lee Sells Most Of North American Foodservic​e Coffee Ops ToSmucker For $350M 24/10/2011

Sara Lee Sells Most Of North American Foodservice Coffee Ops ToSmucker For $350M  Mia Lamar and Annie Gasparro   Dow Jones Sara Lee to discontinue Senseo coffee business in North America in March2012 Sara Lee and Smucker also strike licensing agreement to develop liquidcoffee technologies Shares of Sara Lee recently trading flat at $17.77, up 1.5% this year   Sara Lee Corp. (SLE) has sold the majority of its NorthAmerican foodservice coffee and tea operations to J.M. Smucker Co. (SJM) for$350 million in cash.   The move underscores Sara Lee's continuing efforts to slim down the packagedfoods company, while it is in the process of splitting apart, into aninternational coffee and tea business and a North American business thatincludes the Jimmy Dean and Hillshire Farms brands.   Sara Lee has been selling off non-core businesses in order to narrow itsfocus for the past few years. "This falls in line with those efforts,"Morningstar analyst Erin Lash said. "It's one more aspect that they're tryingto trim before the split."   Shares of Sara Lee recently traded flat from Friday's close at $17.77. Thestock is up 1.5% this year.   "Our decision to sell a major part of this business to Smucker is an exampleof Sara Lee Coffee and Tea's renewed focus on sustainable, profitable growthand part of our mandate to create the strongest possible pure-play company,"said Executive Chairman Jan Bennink. The deal is expected to close in thebeginning of next year.   Also Monday, Sara Lee said that its Senseo coffee business in North Americawill be discontinued as of March 31, 2012, with the exception of select onlinechannels. Sara Lee plans to sell or close the remaining assets of the NorthAmerican coffee business.   Sara Lee's exit from Senseo marks a departure from the single-serve coffeebrewer industry, which has been growing rapidly in the U.S. with Green MountainCoffee Roasters Inc. (GMCR) Keurig machines.   Smucker was already the largest U.S. roaster, but the deal with Sara Leecould give them some pricing clout, a commercial coffee trader said. The dealisn't expected to affect overall coffee prices since it doesn't imply newbrands or a greater purchase of coffee beans.   Sarah Lee's North American foodservice beverage business currently employsabout 690 people and generated net sales of approximately $530 million infiscal 2011, of which around $285 million was associated with the assets soldto Smucker. The companies anticipate about 450 people will transfer to Smuckerfollowing finalization of the agreement.   In addition to the sale, Sara Lee and Smucker have struck a licensingagreement to together develop liquid coffee technologies. As a result of theagreement, Sara Lee said it will receive a 10-year income stream of about $50million, plus growth-related royalties, which will help cover its research anddevelopment and other support expenses.   Smucker's coffee business, which features brands like Folgers, is its largestby sales. In a statement, Smucker Chief Executive Richard Smucker said theagreement would further strengthen the company's position in the North Americancoffee market.   "The addition of liquid coffee concentrate to the Smucker portfolio alignswith our desire to compete in all forms of coffee, adding to our roast andground, single serve, instant, and ready-to-drink platforms," Smucker said.   Like many other food makers, Sara Lee has lately faced a number of economicheadwinds, including shaky consumer mood and rising commodity costs. Fiscalfourth-quarter earnings slid 41%, though core earnings came in line withanalyst expectations, amid continued cost pressure on its bottom line.

Café na ICE mantém tendência de alta e rompe os US$ 250 cents/lb - 24/10/2011

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com ganhos, em uma sessão caracterizada por boas ordens de compras de especuladores e fundos. O café seguiu o otimismo dos segmentos externos e também refletiu a continuidade do temor com as chuvas que assolam a América Central e o México. Com isso, o nível de 250,00 centavos de dólar por libra peso foi, finalmente, rompido, o que, tecnicamente, é um sinal de fortalecimento do cenário gráfico, que vinha, há semanas, registrando indicadores baixistas.

O fechamento do dia se deu no nível mais alto desde 21 de setembro. A expectativa do mercado era para o dezembro conseguir se posicionar acima do nível de 246,55 centavos, o que rapidamente foi conseguido na sessão. Com isso, abriu-se espaço para o acionamento de ordens de compra, com a observação de alguns stops, e, inclusive, o rompimento do patamar de 250,00 centavos. A expectativa, agora, reside na manutenção da força técnica dos contratos, sendo que um alvo importante seria os 251,95 e 260,20 centavos, essa marca registrada em 20 de setembro passado.
O dia foi positivo para os mercados internacionais, que viram bons ganhos para as bolsas de valores, por exemplo. O dólar teve uma nova fraqueza, o que estimulou as altas das commodities. O índice CRB teve valorização de mais de 2%, com destaque . No fim de semana, os líderes europeus estiveram reunidos na cúpula da União Européia, que praticamente definiu a divulgação de um plano de recapitalização dos bancos da região. Além disso, dados sobre a indústria manufatureira da China, melhores que os esperados por analistas, deram ânimo para os mercados. Alguns dados potenciais sobre indicadores econômicos dos Estados Unidos também foram bem recebidos.
No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve ganho de 595 pontos com 250,80 centavos, sendo a máxima em 251,50 e a mínima em 243,10 centavos por libra, com o março tendo alta de 605 pontos, com a libra a 253,60 centavos, sendo a máxima em 254,35 e a mínima em 245,95 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou alta de 22 dólares, com 1.890 dólares por tonelada, com o janeiro tendo valorização de 25 dólares, com 1.931 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, a continuidade das compras no segmento de café seguiu o bom humor externo, mas também não descartou o aspecto fundamental. Muitos players se mostram temerosos com a continuidade das chuvas na América Central e no México e uma nova tormenta que passa a atingir as duas regiões, o que deverá ampliar ainda mais as precipitações.
"Continuamos a registrar aquisições e o nível que era uma referência na linha gráfica diária foi rapidamente rompido. Subimos fortemente e a expectativa é que possamos continuar esse quadro de fortalecimento, principalmente se os mercados externos ajudarem", disse um trader.
"Ainda que safras grandes se confirmem para as duas principais origens produtoras, não há um sentimento de tranqüilidade em termos de abastecimento. Prova disto é o maior torrador do mundo dizer que os preços do café devem continuar altos, e preocupados com o abastecimento no longo prazo prometem distribuir mudas de café conillon no Espírito Santo — algo que já é feito em outros países produtores. Em resumo, continuaremos vendo o café ser influenciado pelo movimento macroeconômico, e uma alteração forte do dólar pode sem dúvida evitar uma continuação da alta. Porém o quadro fundamental está em equilíbrio, e embora as perspectivas de safras tenham aumentado, não há uma folga confortável para acreditarmos em quedas abaixo de 220,00 centavos por libra em Nova Iorque", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, consultor da Archer Consulting.
A tormenta tropical Rina se formou no Caribe ocidental sobre a costa da América Central e ameaça com novas chuvas fortes essa região que já encontra-se inundada, indicaram serviços de meteorologia dos Estados Unidos. O Rina há dois dias cobre a costa como uma depressão externa e agora se converte em tormenta que poderia atingir Belize e a península mexicana de Yucatán. Essa tormenta tem ventos sustentados de 65 quilômetros por hora e deverá se fortalecer nas próximas 48 horas, trazendo, no mínimo, cerca de 150 milímetros de chuvas. O olho do Rina está a 200 quilômetros ao noroeste de Cabo Gracias a Dios, na fronteira da Nicarágua com Honduras.
As exportações de café do Brasil em outubro, até o dia 21, somaram 1.538.259 sacas, contra 1.536.826 sacas registradas no mesmo período de setembro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 8.907 sacas, indo para 1.315.213 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 20.309 lotes, com as opções tendo 5.851 calls e 4.024 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 251,50, 252,00, 252,50, 253,00, 253,50, 254,00, 254,50, 254,90-255,00, 255,50 e 256,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 243,10-243,00, 242,50, 242,00, 241,50, 241,00, 240,50, 240,10-240,00, 239,50 e 239,00 centavos por libra.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Com foco no campo fundamental, café fecha com ganhos na ICE 19/10/2011

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com altas, em uma sessão que predominantemente os participantes se mostraram compradores. Mesmo com os mercados externos passando a ficar pressionados no período da tarde, com novas notícias negativas sobre a economia, os ganhos do café pouco foram abalados.

Operadores ressaltaram que várias compras foram processadas por players que buscam proteção ante a incerteza dos danos provocados por fortes chuvas que continuam a ser registradas na América Central, México e na Colômbia. Dessa forma, o comportamento dos arábicas no dia esteve muito mais atrelado a aspectos fundamentais que técnicos, o que impediu uma "contaminação" da retomada do mau humor dos segmentos externos.
Dados do Federal Reserve divulgados na tarde desta quarta-feira apontaram que a economia dos Estados Unidos se mostra em expansão, mas num ritmo bastante modesto. O equivalente ao Banco Central norte-americano ainda sustentou que se verifica uma piora nas condições financeiras, com redução da demanda por crédito, o que deprimiu o mercado, elevando os investimentos mais seguros. Os dados do Fed foram lidos como "desanimadores" por participantes e isso ficou estampado em indicadores de mercado, como as bolsas de valores norte-americana, que caíram ao final do dia. Segmentos de maior risco, como as commodities, também foram pressionadas. O dólar encerrou o dia com perda de 2,5%.
As constantes chuvas que se registram nos últimos dias no México deixaram apenas no Estado de Tabasco mais de 250 mil pessoas desabrigadas. Na Colômbia, as precipitações fizeram com 32 pessoas morressem desde o começo de setembro. Segundo a emissora de TV TeleSur, também são verificados problemas causados pelas chuvas em várias nações da América Central.
No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve alta de 465 pontos com 236,15 centavos, sendo a máxima em 239,25 e a mínima em 230,90 centavos por libra, com o março tendo ganho de 445 pontos, com a libra a 239,10 centavos, sendo a máxima em 242,00 e a mínima em 234,00 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou baixa de 14 dólares, com 1.872 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 14 dólares, com 1.899 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o café volta a se movimentar sem um direcionamento técnico mais concreto. No dia, a predominância foi de fatores fundamentais, ao passo que também há a influência dos segmentos externos para o andamento recente do café. "O suporte mais efetivo atual, que seria em 225,00-215,00 centavos, não vem sendo testado, mas também não conseguimos progredir para resistências mais básicas, como 240,00 centavos", disse um trader.
"Estamos conversando com alguns players e alguns se mostram receosos que a Colômbia volte a ser atingida por um cenário de chuvas intensas como as verificadas na temporada passada. Apesar de o fenômeno El Niña não estar atuando, o que se vê é um volume muito alto de precipitações, inclusive em áreas produtoras. Ainda não temos dados sobre os efeitos dessas chuvas nas zonas produtoras, mas elas poderão, sim, representar uma baixa nas estimativas de produção", disse um trader.
As exportações de café de Uganda projetadas para outubro deverão ter um aumento de, ao menos, 6%, com a utilização de mais estoques para cumprimento de obrigações contratuais, indicou a Autoridade para o Desenvolvimento do Café de Uganda. As remessas deverão atingir 200 mil sacas, contra 188.012 sacas remetidas ao exterior pelo país africano em outubro do ano passado.
As exportações de café do Brasil em outubro, até o dia 18, somaram 1.128.115 sacas, contra 1.223.979 sacas registradas no mesmo período de setembro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 350 sacas, indo para 1.365.572 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 18.317 lotes, com as opções tendo 9.085 calls e 3.136 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 239,25, 239,50, 239,90-240,00, 240,50, 241,00, 241,50, 242,00, 242,50, 243,00, 243,50 e 244,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 230,90, 230,50, 230,10-230,00, 229,50-229,40, 229,00, 228,50, 228,35, 228,10-228,00, 227,50, 227,00, 226,50, 226,00, 225,50 e 225,10-225,00 centavos por libra.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Mudas de café vendem ‘como pãozinho quente’ com alta de preço

Mudas de café vendem ‘como pãozinho quente’ com alta de preço
Lucia Kassai
As mudas de café no País, maior produtor mundial do grão, estão vendendo “como pãozinho quente”, enquanto produtores buscam melhorar o rendimento das plantações após o aumento de 23 por cento nos preços nos últimos 12 meses.     “Vendi quase todas as mudas que tinha”, disse hoje Ronaldo Nogueira de Medeiros, produtor de mudas, em entrevista por telefone de Três Pontas, maior município produtor de café do Brasil. “Trabalho no setor há dez anos e nunca vi isso acontecer.”     Os primeiros pedidos chegaram antes que as mudas fossem plantadas, disse Nogueira. Os fazendeiros querem substituir as árvores velhas e com baixo rendimento por novas.     O plantio de novas mudas começa em novembro e dura até março em Minas Gerais, estado responsável por 50 por cento da produção de 43,1 milhões de sacas de café de 60 quilos deste ano, disse a Companhia Nacional de Abastecimento em 13 de setembro. As árvores começam a produzir dois anos e meio após o plantio.  Lucia Kassai - Bloomberg   

domingo, 16 de outubro de 2011

Rodrigo Corrêa da Costa - VOLTANDO PARA DENTRO DO INTERVALO DE 240/270 - Mercado de Café – Comentário Semanal - de 10 a 14 de outubro 2011

As bolsas de ações tiveram um desempenho robusto na semana, com ganhos entre 2% e 8% nos principais pregões do mundo.

O motivo para a recuperação veio mais uma vez da Europa, com os seus líderes desenhando estratégias para demonstrar ao mercado que os bancos da região serão de alguma forma ajudados.
O inevitável calote da Grécia está prestes a acontecer de fato, não com este nome horroroso, é claro, mas através de um desconto dos títulos do país que pode chegar a até 60%. A idéia por trás do plano é evitar que os seguros (CDS) sejam acionados, o que sangraria ainda mais o sistema financeiro.
Com a diminuição do medo do investidor o dólar perdeu força e o índice CRB das commodities subiu 4.50% nos últimos cinco dias.
O café depois de apanhar feio na semana retrasada conseguiu sair das mínimas recentes, dando a impressão que o nível de US$ 220.00 centavos por libra em Nova Iorque será um suporte forte e improvável de ser rompido – a não ser que o câmbio desvalorize para R$ 2.00.
A subida de US$ 20.11 por saca em Nova Iorque foi parcialmente seguida por São Paulo, que teve uma alta de US$ 14.80, enquanto Londres firmou apenas US$ 3.18 por saca. Acredito que a arbitragem vai continuar enfraquecendo com a subida do “C” na mesma proporção que vimos, algo em torno de um terço – ou seja para cada US$ 15 centavos de ganho na ICE a BM&F vai subir US$ 10 centavos , diminuindo assim o diferencial positivo para o café do Brasil. Por outro lado acho improvável a arbitragem voltar à território negativo até o fim do ano, isto porquê também não creio que NY tenha força para ir muito acima de US$ 280 centavos.
O encarecimento do café do Brasil praticamente tira o país do mercado, que se volta para a safra nova de Colômbia, Vietnã e de outros países da América Central. No mercado “spot” falta café fino brasileiro, e mesmo que a contragosto os torradores acabam tendo de comprar alguns suaves que não trazem boas lembranças a eles.
A organização internacional do café, OIC, divulgou na semana sua estimativa da produção de 2010/2011, 133.6 milhões de sacas. Com um consumo estimado em 135 milhões de sacas para o ano de 2010, e uma safra brasileira menor, o déficit deve estar por volta de 5 milhões de sacas no atual ano-safra 2011/2012. Lembrando que a estatística da entidade é alimentada por números fornecidos por seus associados.
Os volumes negociados na bolsa melhoraram com a subida dos preços, e os fundos que estavam vendidos em 10,895 contratos na terça-feira dia 11 de outubro, devem ter liquidado apenas uns 1,500 lotes até a sexta-feira, o que é pouco e dá munição para a continuação do rally.
Sendo assim podemos esperar mais altas, e caso os investidores não voltem a ter medo do fim do mundo, creio que ficaremos dentro do intervalo de negociação entre 240 e 270 centavos por algum tempo – níveis que sugeri nas minhas apresentações em alguns seminários desde março último.
Uma ótima semana e muito bons negócios para todos,
Rodrigo Corrêa da Costa