ESTOQUES DOS EUA DIMINUEM 74.476 SACAS EM AGOSTO
- GCAOs estoques norte-americanos de café verde (em grão) registraram uma queda de 74.476 sacas de 60 quilos no mês de agosto de 2011 na comparação com julho. O total de café verde depositado nos armazéns credenciados pela GCA em 31de agosto de 2011 chegava a 4.737.341 sacas, ante as 4.811.817 sacas em 31 de julho de 2011. As informações foram divulgadas pela Green Coffee Association (GCA). Confira, abaixo, quadro de estoques por praças depositárias nos EUA (por saca de 60 kg). Veja também a diferença em sacas de um mês para outro.---------------------------------------------------------------------- TOTAL TOTAL DIFERENÇA Porto 31 de agosto 31 de julho (em sacas)----------------------------------------------------------------------New York 1.686.537 1,698,827 -12.290 New Orleans 1.050.692 1,067,597 -16.905 Jacksonville 205,000 263,000 -58.000 Miami 191.590 187,607 3.983 Houston 586.136 581,636 4.500 Laredo 53.000 51,000 2.000 San Francisco 443.874 430,099 13.775 Norfolk 157.177 169,527 -12.350 Philadelphia 4.330 4,958 -628 Seattle/Tacoma 144.209 138,928 5.281 Los Angeles/Long Beach 92.245 104,380 -12.135 Baltimore 34.376 35,892 -1.516 South Carolina 88.175 78.366 9.809 ----------------------------------------------------------------------Total EUA 4.737.341 4.811.817 -74.476 ----------------------------------------------------------------------
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Baixistas voltam a comandar mercado e café tem novo recuo na ICE
Baixistas voltam a comandar mercado e café tem novo recuo na ICE
Os contratos futuros de café negociados na ICE Futures US tiveram uma quarta-feira negativa, na qual as perdas recentes foram ainda mais ampliadas, numa ação vendedora coordenada de especuladores e grandes fundos. O nível de 270,00 centavos foi facilmente rompido, sendo que, tecnicamente, após dois dias com viés de consolidação, os baixistas voltaram a demonstrar consistência e pressionaram os preços. Os mercados externos tiveram um dia negativo para as commodities, puxadas pelos produtos agrícolas e pelo petróleo. O dólar se manteve estável em relação a uma cesta de moedas internacionais. Por outro lado, as bolsas de valores nos Estados Unidos tiveram um dia de recuperação, subindo, em média, mais de 1%. Fundamentalmente, o mercado não registra novidades. A maior cooperativa de café do Brasil, a Cooxupé, divulgou que vê com otimismo a safra 2012/2013, com o clima tendo favorecido o desenvolvimento das plantas. Nesse contexto, o banco holandês Rabobank emitiu nota indicando que as expectativas de uma safra alta do Vietnã e uma possível venda mais incisiva de produtores brasileiros, por conta de produções abundantes, deverão pressionar quedas de preço para o café nos mercados futuros. No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve queda de 460 pontos com 265,70 centavos, sendo a máxima em 264,10 e a mínima em 271,10 centavos por libra, com o março registrando oscilação negativa de 470 pontos, com a libra a 268,35 centavos, sendo a máxima em 273,50 e a mínima em 267,25 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou queda de 58 dólares, com 2.086 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 59 dólares, com 2.110 dólares por tonelada. O mercado registrou, nas primeiras sessões da semana, algum movimento de consolidação, mas com uma formação bearish (baixista). Esse tipo de ação, freqüentemente, prenuncia novas desacelerações para as cotações. Depois de ter atingido um nível considerável em 3 de maio, o mercado passou a ser pressionado pelos baixistas. No entanto, um rally considerável foi observado em agosto, o que permitiu que a tendência negativa fosse momentaneamente controlada. O mercado, porém, voltou a flutuar próximo dos níveis do final de julho, ao redor de 275,00 centavos, o que colocou os bearishs novamente no comando das ações. O Índice de Força Relativa de 14 dias desacelerou, após uma verificação sobrecomprada desde 1 de setembro. Nesse dia, o Índice caiu de 80% para 47% nesta quarta-feira e ainda tende para baixas. Esse é um tradicional indicador de venda, que, evidentemente, se torna menos intenso abaixo do patamar de 70%. Acima desse marco o mercado passa a ser classificado de "sobrecomprado". No curtíssimo prazo, o suporte principal do mercado está em 265,10 centavos, mínima de 9 de setembro. Caso essa linha consiga ser rompida, indicaram analistas internacionais, a tendência seria de confirmação do potencial baixista numa formação gráfica. Pete DeSario, analista técnico da Elliott Wave International, indicou que "ainda estou baixista". Ele chamou a baixa de 3 de maio para 23 de junho de "primeira onda de liquidação". Numa análise de ondas Elliott, o mercado fica baseado em cinco tendências, sendo que nas ímpares, primeira, terceira e quinta, o mercado segue uma direção principal, com as pares sendo de correção ou contra-tendência. A partir das mínimas de junho, DeSario analisou uma segunda onda, de "grande expansão". Para o especialista, o mercado estaria no meio de uma terceira onda, ou seja, de baixa, que poderia, inclusive, levar o café para o nível de 181,00 centavos. As exportações de café de Uganda em setembro deverão ter um aumento pelo menos 47%, segundo avaliação da Autoridade para o Desenvolvimento do Café de Uganda. A entidade projeta uma ampliação para 250 mil sacas nas remessas no comparativo com as 169.728 sacas exportadas no mesmo mês do ano anterior. "Os produtores esperam a formação de mais estoques para, assim, embarcar mais", indicou a entidade. Setembro é o último mês da safra 2010/2011 do país africano. As exportações de café do Brasil em setembro, até o dia 12, somaram 542.799 sacas, contra 719.242 sacas registradas no mesmo período de agosto, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 2.853 sacas, indo para 1.445.698 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 15.095 lotes, com as opções tendo 2.830 calls e 3.926 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 271,10, 271,50, 272,00, 272,50, 273,00, 273,50, 274,00, 274,50, 274,75, 274,90-275,00, 275,50, 276,00, 276,50 e 277,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 264,10-264,00, 263,50, 263,00, 262,50, 262,00, 261,50, 261,00, 260,50, 260,10-260,00, 259,50, 259,00 e 258,50 centavos por libra.
Os contratos futuros de café negociados na ICE Futures US tiveram uma quarta-feira negativa, na qual as perdas recentes foram ainda mais ampliadas, numa ação vendedora coordenada de especuladores e grandes fundos. O nível de 270,00 centavos foi facilmente rompido, sendo que, tecnicamente, após dois dias com viés de consolidação, os baixistas voltaram a demonstrar consistência e pressionaram os preços. Os mercados externos tiveram um dia negativo para as commodities, puxadas pelos produtos agrícolas e pelo petróleo. O dólar se manteve estável em relação a uma cesta de moedas internacionais. Por outro lado, as bolsas de valores nos Estados Unidos tiveram um dia de recuperação, subindo, em média, mais de 1%. Fundamentalmente, o mercado não registra novidades. A maior cooperativa de café do Brasil, a Cooxupé, divulgou que vê com otimismo a safra 2012/2013, com o clima tendo favorecido o desenvolvimento das plantas. Nesse contexto, o banco holandês Rabobank emitiu nota indicando que as expectativas de uma safra alta do Vietnã e uma possível venda mais incisiva de produtores brasileiros, por conta de produções abundantes, deverão pressionar quedas de preço para o café nos mercados futuros. No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve queda de 460 pontos com 265,70 centavos, sendo a máxima em 264,10 e a mínima em 271,10 centavos por libra, com o março registrando oscilação negativa de 470 pontos, com a libra a 268,35 centavos, sendo a máxima em 273,50 e a mínima em 267,25 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou queda de 58 dólares, com 2.086 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 59 dólares, com 2.110 dólares por tonelada. O mercado registrou, nas primeiras sessões da semana, algum movimento de consolidação, mas com uma formação bearish (baixista). Esse tipo de ação, freqüentemente, prenuncia novas desacelerações para as cotações. Depois de ter atingido um nível considerável em 3 de maio, o mercado passou a ser pressionado pelos baixistas. No entanto, um rally considerável foi observado em agosto, o que permitiu que a tendência negativa fosse momentaneamente controlada. O mercado, porém, voltou a flutuar próximo dos níveis do final de julho, ao redor de 275,00 centavos, o que colocou os bearishs novamente no comando das ações. O Índice de Força Relativa de 14 dias desacelerou, após uma verificação sobrecomprada desde 1 de setembro. Nesse dia, o Índice caiu de 80% para 47% nesta quarta-feira e ainda tende para baixas. Esse é um tradicional indicador de venda, que, evidentemente, se torna menos intenso abaixo do patamar de 70%. Acima desse marco o mercado passa a ser classificado de "sobrecomprado". No curtíssimo prazo, o suporte principal do mercado está em 265,10 centavos, mínima de 9 de setembro. Caso essa linha consiga ser rompida, indicaram analistas internacionais, a tendência seria de confirmação do potencial baixista numa formação gráfica. Pete DeSario, analista técnico da Elliott Wave International, indicou que "ainda estou baixista". Ele chamou a baixa de 3 de maio para 23 de junho de "primeira onda de liquidação". Numa análise de ondas Elliott, o mercado fica baseado em cinco tendências, sendo que nas ímpares, primeira, terceira e quinta, o mercado segue uma direção principal, com as pares sendo de correção ou contra-tendência. A partir das mínimas de junho, DeSario analisou uma segunda onda, de "grande expansão". Para o especialista, o mercado estaria no meio de uma terceira onda, ou seja, de baixa, que poderia, inclusive, levar o café para o nível de 181,00 centavos. As exportações de café de Uganda em setembro deverão ter um aumento pelo menos 47%, segundo avaliação da Autoridade para o Desenvolvimento do Café de Uganda. A entidade projeta uma ampliação para 250 mil sacas nas remessas no comparativo com as 169.728 sacas exportadas no mesmo mês do ano anterior. "Os produtores esperam a formação de mais estoques para, assim, embarcar mais", indicou a entidade. Setembro é o último mês da safra 2010/2011 do país africano. As exportações de café do Brasil em setembro, até o dia 12, somaram 542.799 sacas, contra 719.242 sacas registradas no mesmo período de agosto, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 2.853 sacas, indo para 1.445.698 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 15.095 lotes, com as opções tendo 2.830 calls e 3.926 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 271,10, 271,50, 272,00, 272,50, 273,00, 273,50, 274,00, 274,50, 274,75, 274,90-275,00, 275,50, 276,00, 276,50 e 277,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 264,10-264,00, 263,50, 263,00, 262,50, 262,00, 261,50, 261,00, 260,50, 260,10-260,00, 259,50, 259,00 e 258,50 centavos por libra.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Para la Organización Internacional del Café, precio del grano nacional lo afecta en mercado mundial.
Para la Organización Internacional del Café, precio del grano nacional lo afecta en mercado mundial.
“El consumo de café colombiano está cayendo en Europa, en parte por sus altos precios”, dijo ayer el director (e) de la Organización Internacional del Café (OIC), el brasilero José Sette.
El dirigente destacó que el consumo total de café en Europa ha estado subiendo, debido a que la caída en las importaciones colombianas era compensada por un alza en las importaciones de naturales y robustas de Brasil.
La OIC destaca la caída en las importaciones europeas de café colombiano, de 20,6 por ciento en los años 90 a 10,1 por ciento en el decenio pasado.
En la última década (2001 a 2010), las exportaciones de café colombiano a 16 países europeos cayeron 54 por ciento, de 4,6 millones de sacos de 60 kilos a 2,1 millones, según la Federación Nacional de Cafeteros.
Las mayores caídas fueron en Alemania, Suecia, Holanda, Francia, Dinamarca y Polonia. Sobre estos mercados, la OIC dice en su informe mensual entregado a EL TIEMPO, que en la última década hay elevados consumos por habitante: Dinamarca, 8,7 kilos; Suecia, 8,1; Alemania, 6,7; Holanda, 6,3; Holanda, 6,3, y Francia, 5,3.
El consumo mundial de café pasó de 109,8 a 134, 7 millones de sacos en la última década. “Si el consumo mundial sigue creciendo 2,5 por ciento anual, podría alcanzar 168 millones de sacos en 2019″, dijo la OIC.
La producción colombiana, en el período de referencia, ha caído 22 por ciento (de 10,9 a 8,9 millones de sacos). Se destaca un ‘pico’ de 12,6 millones en el 2007.
Las exportaciones también han caído 2’153.000 sacos, de 9,9 a 7,8 millones de sacos en la década pasada.
“El consumo de café colombiano está cayendo en Europa, en parte por sus altos precios”, dijo ayer el director (e) de la Organización Internacional del Café (OIC), el brasilero José Sette.
El dirigente destacó que el consumo total de café en Europa ha estado subiendo, debido a que la caída en las importaciones colombianas era compensada por un alza en las importaciones de naturales y robustas de Brasil.
La OIC destaca la caída en las importaciones europeas de café colombiano, de 20,6 por ciento en los años 90 a 10,1 por ciento en el decenio pasado.
En la última década (2001 a 2010), las exportaciones de café colombiano a 16 países europeos cayeron 54 por ciento, de 4,6 millones de sacos de 60 kilos a 2,1 millones, según la Federación Nacional de Cafeteros.
Las mayores caídas fueron en Alemania, Suecia, Holanda, Francia, Dinamarca y Polonia. Sobre estos mercados, la OIC dice en su informe mensual entregado a EL TIEMPO, que en la última década hay elevados consumos por habitante: Dinamarca, 8,7 kilos; Suecia, 8,1; Alemania, 6,7; Holanda, 6,3; Holanda, 6,3, y Francia, 5,3.
El consumo mundial de café pasó de 109,8 a 134, 7 millones de sacos en la última década. “Si el consumo mundial sigue creciendo 2,5 por ciento anual, podría alcanzar 168 millones de sacos en 2019″, dijo la OIC.
La producción colombiana, en el período de referencia, ha caído 22 por ciento (de 10,9 a 8,9 millones de sacos). Se destaca un ‘pico’ de 12,6 millones en el 2007.
Las exportaciones también han caído 2’153.000 sacos, de 9,9 a 7,8 millones de sacos en la década pasada.
Sem direcionamento mais claro, café tem leve recuo na ICE - 13/09
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com quedas modestas, em um dia morno e caracterizado por oscilações pouco agressivas, em um cenário de consolidação, após as fortes baixas observadas ao longo da semana anterior. Alguns participantes tentaram forçar algumas baixas mais incisivas, mas o dezembro não conseguiu romper os primeiros suportes, o que deu espaço para que as quedas desacelerassem e o encerramento do dia ficasse próximo da estabilidade. Tecnicamente, o mercado volta a demonstrar um viés baixista, após as fortes perdas da semana anterior, o que posiciona as cotações abaixo de importantes médias móveis de curto e médio prazos. O Índice de Força Relativa que vinha demonstrando níveis considerados percentualmente muito altos também sofreu uma redução considerável. Tecnicamente, players trabalham com projeções negativas, sendo que alguns acreditam em níveis ao redor de 260,00 centavos por libra. Já outros participantes ressaltam a manutenção do quadro de escassez do grão, o que ainda abre espaço para uma perspectiva de força. No campo fundamental, o dia foi de números, como o da terceira estimativa de safra do Brasil, que avalia que a produção do ano deverá chegar a 43,15 milhões de sacas. Outra estatística refere-se à safra mundial, publicada pela consultoria privada Coffee Network, que avalia o volume a ser obtido em 2012/2013 em 142 milhões de sacas e em 135 milhões de sacas o obtido em 2011/2012. Para esta temporada, a Organização Internacional do Café, avalia a produção em 130 milhões de sacas. No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve queda de 65 pontos com 270,30 centavos, sendo a máxima em 274,00 e a mínima em 268,00 centavos por libra, com o março registrando oscilação negativa de 85 pontos, com a libra a 273,05 centavos, sendo a máxima em 276,70 e a mínima em 270,95 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou queda de 46 dólares, com 2.144 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 45 dólares, com 2.169 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o café operou com uma característica consolidativa, não seguindo, por exemplo, o comportamento dos mercados externos, que, ao longo desta terça-feira, aferiram altas para as bolsas de valores nos Estados Unidos, queda do dólar em relação a uma cesta de moedas internacionais e um ligeiro avanço do índice CRB, impulsionado, principalmente, pelo petróleo, que teve quase 2% de ganhos. "Após as oscilações recentes, com ganhos fortes e constantes e depois com uma sessão de liquidações intensas, o mercado agora dá sinais de acomodação. Caso consigamos romper algumas resistências ou suportes mais fortes poderemos redirecionar os negócios, no entanto, nessas duas primeiras sessões da semana ainda não tivemos esse tipo de indicação", disse um trader. O Equador exportou 790.190 sacas entre janeiro e julho, total 29,5% maior que as 609.864 sacas remetidas ao exterior no mesmo período ao ano passado, indicou o Conselho Nacional do Café do país. Essas remessas geraram uma receita de 126,5 milhões de dólares, 55% a mais que em 2010. Os embarques de julho subiram 46,5%, com 163.686 sacas, sendo os principais destinos a Colômbia, Rússia, Alemanha e Polônia. As exportações de café do Brasil em setembro, até o dia 12, somaram 542.799 sacas, contra 719.242 sacas registradas no mesmo período de agosto, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 2.460 sacas, indo para 1.442.845 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 13.983 lotes, com as opções tendo 4.671 calls e 7.902 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 274,00, 274,50, 274,75, 274,90-275,00, 275,50, 276,00, 276,50, 277,00, 277,50, 278,00, 278,50 e 279,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 268,00, 267,50, 267,00, 266,50, 266,00, 265,50, 265,10-265,00, 264,50, 264,00, 263,50 e 263,00 centavos por libra.
Conab reduz a estimativa para safra de café em 2011-cafe panorama geral
Conab reduz a estimativa para safra de café em 2011
Como esperado, o governo revisou para baixo sua estimativa para a produção de café neste ano. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2011/12 deve somar 43,15 milhões de sacas de 60 quilos, uma queda de 0,9% em relação à estimativa anterior e de 11,4% sobre o volume colhido no ano passado.O corte na previsão é reflexo de uma pequena estiagem em algumas regiões produtoras no começo do ano. O problema afetou o desenvolvimento dos grãos, o que só foi diagnosticado após o início da colheita. Mesmo assim, a safra é a maior da história para um ano de baixa de produtividade no ciclo bienal do café.A nova estimativa da Conab teve um impacto apenas limitado sobre os preços internacionais da commodity. Em Nova York, os contratos com vencimento em dezembro chegaram a subir mais de 1% após a divulgação dos números, mas cederam em meio ao recrudescimento das preocupações com a crise econômica. No fim do dia, era cotados a US$ 2,7030 por libra-peso, uma desvalorização de 65 pontos ou 0,23%.Com mais de 95% da safra já colhida, observa o analista da consultoria Safras & Mercado, Gil Barabach, as atenções do mercado agora se voltam para o desenvolvimento da próxima safra, que será colhida em 2012. "A expectativa é de uma produção recorde. É um ano de alta no ciclo bienal, e o produtor fez investimentos na lavoura. A questão é saber como o clima vai se comportar."A meteorologia prevê chuvas para o último terço do mês, o que deve favorecer a floração das lavouras - o primeiro indicador sobre o potencial produtivo da nova safra. "Se tudo correr bem", diz Barabach, "os preços tendem a se estabilizar e podem até ceder um pouco. Caso contrário, podemos ver uma nova escalada acima dos US$ 3 por libra-peso".A margem para perdas de produção é praticamente nula. Em 2010, o consumo de café do Brasil passou de 54 milhões de sacas - 19,5 milhões no mercado interno e quase 35 milhões exportadas -, para uma produção de 48 milhões de sacas.O déficit, que foi a regra também nos anos anteriores, praticamente zerou os estoques domésticos de café verde. "Nos últimos anos sempre contamos com os estoques para compensar a produção insuficiente. Nesta safra, não temos mais esse artifício", afirma Eduardo Carvalhaes, do Escritório Carvalhaes.Por isso, observa ele, os números finais da demanda para safra atual são uma incógnita. "Teoricamente, as exportações vão ter de cair, mas numa proporção inimaginável". Para Carvalhes, os preços, que praticamente dobraram nos últimos 12 meses, deverão se manter elevados "ainda que o Brasil colha uma safra maravilhosa no ano que vem".
Produção da colheita atual de café deve diminuir 10%
Maior redução se dá na lavoura do tipo arábica, de maior valorização
Pelo ciclo bienal da cultura, mercado especula sobre volume maior no próximo ano; produtor evita previsão O Brasil deve produzir 43,15 milhões de sacas de café na safra 2011/2012, volume 10,3% menor do que o verificado no ciclo passado, quando foram colhidos 48 milhões de sacas.A maior redução foi verificada na produção de café do tipo arábica, com queda de 13,4%. Já para a produção do café tipo conilon, a previsão é de uma queda de 0,1%.De acordo com levantamento feito pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), o resultado inferior em relação ao ano passado se deve a problemas climáticos, principalmente a estiagem que ocorreu em janeiro e fevereiro deste ano. O clima foi mais prejudicial nas lavouras de Minas Gerais (regiões sul e cerrado mineiro), da Bahia e de Rondônia."O resultado final foi um pouco inferior ao que tínhamos estimado. As previsões iniciais não foram alcançadas, em razão do clima", afirmou o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone, ex-presidente do Conselho Nacional do Café. "Tivemos uma forte incidência de frio [no início do ano], que atingiu as lavouras."A previsão do Ministério da Agricultura é que a safra 2012/2013 não será tão boa quanto se espera, principalmente por fatores climáticos. O secretário preferiu não dar uma estimativa de colheita, mas disse que os cafeicultores estão apreensivos em relação ao atraso na ocorrência de chuvas. RECUPERAÇÃOOutro fator que pode influenciar é a demora na recuperação das lavouras que foram atingidas por geadas no início do ano."A safra do ano que vem não será tão esplendorosa quanto o mercado avalia. A gente percebe que eles (os produtores) estão sentindo a seca. Por enquanto não há enormes prejuízos, há apreensão", disse Bertone.O presidente da Comissão Nacional de Café da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Breno Mesquita, avalia que a safra 2011/2012, mesmo com a redução de 10% em relação à anterior, será boa. O ciclo do próximo ano, no entanto, não deverá ser "extraordinário", como prevê o mercado."Uma supersafra, como alguns estão prevendo, é bobagem. Vamos torcer para uma safra boa no ano que vem e para que as condições se normalizem", afirmou Mesquita.
MAIS CHUVAS
Nos próximos três meses, as condições climáticas nas regiões produtoras de café devem melhorar. De acordo com a Conab, a previsão é de chuvas acima da média no norte de São Paulo, em Minas Gerais, no Espírito Santo e na Bahia. Já no Paraná, em Rondônia e nas demais regiões de São Paulo, a possibilidade é que as chuvas fiquem dentro da média histórica.
São Paulo terá quebra de 4,58% neste ano
A produção de café arábica em São Paulo deverá ter quebra de 4,58% além da prevista para este ano, de baixa produção para a cultura.A estimativa de safra divulgada ontem pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) indica que SP vai produzir 3.315.827 sacas, quando o esperado era 3.475.073 sacas de 60 kg.Na região da Alta Mogiana em Franca (a 400 km de SP), o café rendeu menos. Foram 17,35 sacas de café por hectare, enquanto a média estadual ficou em 20,18.Segundo Celso Vegro, engenheiro agrônomo e pesquisador científico do IEA (Instituto de Economia Agrícola), o clima interferiu no desenvolvimento das plantações e a poda das árvores tirou parte dos cafezais da produção.João Toledo, diretor-presidente da Cocapec (Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas) da Alta Mogiana, disse que expectativa de colher de 850 a 900 mil sacas não será atingida. A previsão da Cocapec é que a safra da Alta Mogiana feche com 600 mil sacas.Outras regiões do Estado, no entanto, tiveram produtividade acima da média.
Chuvas podem afetar produção na Colômbia
A principal safra de café da Colômbia neste ano pode ser afetada por chuvas mais fortes do que o normal, por conta do reaparecimento do fenômeno climático La Niña.No primeiro semestre, a produção já foi prejudicada, devido às chuvas na época da florada, em 2010.Agora, o instituto meteorológico do governo (Ideam) estima que fortes chuvas vão atingir o norte e o centro do país, o que pode fazer a produção ficar abaixo da meta para 2011, de 9 a 9,5 milhões de sacas.Maior produtor mundial de café arábica de alta qualidade, a Colômbia viu a sua produção cair drasticamente em 2009 e em 2010, devido a um programa de renovação dos cafezais e ao mau tempo.Para cumprir sua meta neste ano, o país precisa produzir 4,35 milhões de sacas entre agosto e dezembro, ante a média de 4,8 milhões de sacas dos últimos dez anos.
Como esperado, o governo revisou para baixo sua estimativa para a produção de café neste ano. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2011/12 deve somar 43,15 milhões de sacas de 60 quilos, uma queda de 0,9% em relação à estimativa anterior e de 11,4% sobre o volume colhido no ano passado.O corte na previsão é reflexo de uma pequena estiagem em algumas regiões produtoras no começo do ano. O problema afetou o desenvolvimento dos grãos, o que só foi diagnosticado após o início da colheita. Mesmo assim, a safra é a maior da história para um ano de baixa de produtividade no ciclo bienal do café.A nova estimativa da Conab teve um impacto apenas limitado sobre os preços internacionais da commodity. Em Nova York, os contratos com vencimento em dezembro chegaram a subir mais de 1% após a divulgação dos números, mas cederam em meio ao recrudescimento das preocupações com a crise econômica. No fim do dia, era cotados a US$ 2,7030 por libra-peso, uma desvalorização de 65 pontos ou 0,23%.Com mais de 95% da safra já colhida, observa o analista da consultoria Safras & Mercado, Gil Barabach, as atenções do mercado agora se voltam para o desenvolvimento da próxima safra, que será colhida em 2012. "A expectativa é de uma produção recorde. É um ano de alta no ciclo bienal, e o produtor fez investimentos na lavoura. A questão é saber como o clima vai se comportar."A meteorologia prevê chuvas para o último terço do mês, o que deve favorecer a floração das lavouras - o primeiro indicador sobre o potencial produtivo da nova safra. "Se tudo correr bem", diz Barabach, "os preços tendem a se estabilizar e podem até ceder um pouco. Caso contrário, podemos ver uma nova escalada acima dos US$ 3 por libra-peso".A margem para perdas de produção é praticamente nula. Em 2010, o consumo de café do Brasil passou de 54 milhões de sacas - 19,5 milhões no mercado interno e quase 35 milhões exportadas -, para uma produção de 48 milhões de sacas.O déficit, que foi a regra também nos anos anteriores, praticamente zerou os estoques domésticos de café verde. "Nos últimos anos sempre contamos com os estoques para compensar a produção insuficiente. Nesta safra, não temos mais esse artifício", afirma Eduardo Carvalhaes, do Escritório Carvalhaes.Por isso, observa ele, os números finais da demanda para safra atual são uma incógnita. "Teoricamente, as exportações vão ter de cair, mas numa proporção inimaginável". Para Carvalhes, os preços, que praticamente dobraram nos últimos 12 meses, deverão se manter elevados "ainda que o Brasil colha uma safra maravilhosa no ano que vem".
Produção da colheita atual de café deve diminuir 10%
Maior redução se dá na lavoura do tipo arábica, de maior valorização
Pelo ciclo bienal da cultura, mercado especula sobre volume maior no próximo ano; produtor evita previsão O Brasil deve produzir 43,15 milhões de sacas de café na safra 2011/2012, volume 10,3% menor do que o verificado no ciclo passado, quando foram colhidos 48 milhões de sacas.A maior redução foi verificada na produção de café do tipo arábica, com queda de 13,4%. Já para a produção do café tipo conilon, a previsão é de uma queda de 0,1%.De acordo com levantamento feito pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), o resultado inferior em relação ao ano passado se deve a problemas climáticos, principalmente a estiagem que ocorreu em janeiro e fevereiro deste ano. O clima foi mais prejudicial nas lavouras de Minas Gerais (regiões sul e cerrado mineiro), da Bahia e de Rondônia."O resultado final foi um pouco inferior ao que tínhamos estimado. As previsões iniciais não foram alcançadas, em razão do clima", afirmou o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone, ex-presidente do Conselho Nacional do Café. "Tivemos uma forte incidência de frio [no início do ano], que atingiu as lavouras."A previsão do Ministério da Agricultura é que a safra 2012/2013 não será tão boa quanto se espera, principalmente por fatores climáticos. O secretário preferiu não dar uma estimativa de colheita, mas disse que os cafeicultores estão apreensivos em relação ao atraso na ocorrência de chuvas. RECUPERAÇÃOOutro fator que pode influenciar é a demora na recuperação das lavouras que foram atingidas por geadas no início do ano."A safra do ano que vem não será tão esplendorosa quanto o mercado avalia. A gente percebe que eles (os produtores) estão sentindo a seca. Por enquanto não há enormes prejuízos, há apreensão", disse Bertone.O presidente da Comissão Nacional de Café da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Breno Mesquita, avalia que a safra 2011/2012, mesmo com a redução de 10% em relação à anterior, será boa. O ciclo do próximo ano, no entanto, não deverá ser "extraordinário", como prevê o mercado."Uma supersafra, como alguns estão prevendo, é bobagem. Vamos torcer para uma safra boa no ano que vem e para que as condições se normalizem", afirmou Mesquita.
MAIS CHUVAS
Nos próximos três meses, as condições climáticas nas regiões produtoras de café devem melhorar. De acordo com a Conab, a previsão é de chuvas acima da média no norte de São Paulo, em Minas Gerais, no Espírito Santo e na Bahia. Já no Paraná, em Rondônia e nas demais regiões de São Paulo, a possibilidade é que as chuvas fiquem dentro da média histórica.
São Paulo terá quebra de 4,58% neste ano
A produção de café arábica em São Paulo deverá ter quebra de 4,58% além da prevista para este ano, de baixa produção para a cultura.A estimativa de safra divulgada ontem pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) indica que SP vai produzir 3.315.827 sacas, quando o esperado era 3.475.073 sacas de 60 kg.Na região da Alta Mogiana em Franca (a 400 km de SP), o café rendeu menos. Foram 17,35 sacas de café por hectare, enquanto a média estadual ficou em 20,18.Segundo Celso Vegro, engenheiro agrônomo e pesquisador científico do IEA (Instituto de Economia Agrícola), o clima interferiu no desenvolvimento das plantações e a poda das árvores tirou parte dos cafezais da produção.João Toledo, diretor-presidente da Cocapec (Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas) da Alta Mogiana, disse que expectativa de colher de 850 a 900 mil sacas não será atingida. A previsão da Cocapec é que a safra da Alta Mogiana feche com 600 mil sacas.Outras regiões do Estado, no entanto, tiveram produtividade acima da média.
Chuvas podem afetar produção na Colômbia
A principal safra de café da Colômbia neste ano pode ser afetada por chuvas mais fortes do que o normal, por conta do reaparecimento do fenômeno climático La Niña.No primeiro semestre, a produção já foi prejudicada, devido às chuvas na época da florada, em 2010.Agora, o instituto meteorológico do governo (Ideam) estima que fortes chuvas vão atingir o norte e o centro do país, o que pode fazer a produção ficar abaixo da meta para 2011, de 9 a 9,5 milhões de sacas.Maior produtor mundial de café arábica de alta qualidade, a Colômbia viu a sua produção cair drasticamente em 2009 e em 2010, devido a um programa de renovação dos cafezais e ao mau tempo.Para cumprir sua meta neste ano, o país precisa produzir 4,35 milhões de sacas entre agosto e dezembro, ante a média de 4,8 milhões de sacas dos últimos dez anos.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Café tem dia de ligeira correção na ICE e fecha com ganhos
Café tem dia de ligeira correção na ICE e fecha com ganhos
Os contratos futuros de café negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com altas. Após as intensas perdas de sexta-feira, algumas recompras corretivas foram verificadas, o que permitiu que as cotações tivessem valorização durante praticamente todo o dia. Esses ganhos, no entanto, não foram dos mais incisivos e a posição dezembro não conseguiu testar o patamar de 275,00 centavos, por exemplo. Alguns especuladores e indústrias de torrefação atuaram no lado comprador, aproveitando a retração registrada durante a semana passada. Os mercados externos, que foram decisivos para as liquidações recentes, nesta segunda-feira não tiveram maior influência no segmento de commodities. As bolsas de valores dos Estados Unidos chegaram a registrar algumas perdas mais consideráveis na parte da manhã, com o temor de que a Grécia anunciasse um calote em sua dívida. Tal fato não foi efetivamente comprovado, apesar de muitos analistas já o considerarem como crível, mas foi suficiente para, por exemplo, pressionar consistentemente as bolsas na Europa. Com o fechamento mais tarde, Nova Iorque passou a levar em consideração outros fatores e conseguiu fechar o dia com ganhos de mais de meio por cento. O índice CRB se manteve estável, assim como o dólar. Fundamentalmente, o mercado continua sem maiores novidades. Alguns players destacaram a aproximação da temporada de chuvas na Colômbia e a possibilidade de existir a retomada da presença da ferrugem em áreas produtoras. No Brasil, várias zonas cafeeiras continuam a registrar temperaturas altas e clima seco, sendo que agrônomos avaliam que seria positiva a ocorrência de chuvas para os processos de adubação, assim como para o pegamento das floradas. No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve alta de 95 pontos com 270,95 centavos, sendo a máxima em 274,75 e a mínima em 268,15 centavos por libra, com o março registrando oscilação positiva de 85 pontos, com a libra a 273,90 centavos, sendo a máxima em 277,60 e a mínima em 271,20 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou alta de 19 dólares, com 2.190 dólares por tonelada, com o janeiro tendo valorização de 19 dólares, com 2.214 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o mercado chegou a flertar com algumas baixas ao longo do início da sessão. No entanto, os bearish (baixistas) se mostraram reticentes, não ampliando consideravelmente o seu potencial vendedor demonstrado na sexta-feira. Isso deu espaço para algumas recompras especulativas e também para a aquisição de indústrias, mas com os ganhos sendo limitados nas máximas. "É uma sessão que funciona um pouco como uma ressaca. As perdas da sessão passada foram muito intensas e alguns operadores se sentiram estimulados a corrigir algumas rotas. Não buscamos efetivamente nem suportes nem resistências mais consideráveis ao longo do dia e, assim, flutuamos em um range de pouco mais de 600 pontos", disse um trader. "O fechamento técnico na semana foi negativo. Acho que vamos ver o “C” testando os 255/260 centavos de dólar por libra antes de encontrar suporte — podendo cair um pouco mais, caso alguém tenha comprado as histórias de seca e caso as chuvas se mostrem normais. Portanto, aos que precisam comprar sugiro colocar escalas abaixo de 260 centavos, e aos produtores que precisam fazer caixa no curtíssimo prazo é bom aproveitar o atual momento para vender um pouco", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, analista da Archer Consulting. Os estoques de café na Europa cresceram 138.797 sacas, indo para 13,6 milhões de sacas, em julho, informou a Federação de Café Européia. O maior incremento se deu em Bremen, na Alemanha, com alta de 142.067 sacas, para 1,30 milhão de sacas. Três portos registraram baixas no volume estocado, em Antuérpia, na Bélgica, Genova, na Itália e Trieste, também em terras italianas. As exportações de café do Brasil em setembro, até o dia 9, somaram 318.490 sacas, contra 537.847 sacas registradas no mesmo período de agosto, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 2.279 sacas, indo para 1.445.305 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 27.258 lotes, com as opções tendo 5.062 calls e 9.161 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 274,75, 274,90-275,00, 275,50, 276,00, 276,50, 277,00, 277,50, 278,00, 278,50 e 279,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 268,15, 268,00, 267,50, 267,00, 266,50, 266,00, 265,50, 265,10-265,00, 264,50, 264,00, 263,50 e 263,00 centavos por libra.
Os contratos futuros de café negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com altas. Após as intensas perdas de sexta-feira, algumas recompras corretivas foram verificadas, o que permitiu que as cotações tivessem valorização durante praticamente todo o dia. Esses ganhos, no entanto, não foram dos mais incisivos e a posição dezembro não conseguiu testar o patamar de 275,00 centavos, por exemplo. Alguns especuladores e indústrias de torrefação atuaram no lado comprador, aproveitando a retração registrada durante a semana passada. Os mercados externos, que foram decisivos para as liquidações recentes, nesta segunda-feira não tiveram maior influência no segmento de commodities. As bolsas de valores dos Estados Unidos chegaram a registrar algumas perdas mais consideráveis na parte da manhã, com o temor de que a Grécia anunciasse um calote em sua dívida. Tal fato não foi efetivamente comprovado, apesar de muitos analistas já o considerarem como crível, mas foi suficiente para, por exemplo, pressionar consistentemente as bolsas na Europa. Com o fechamento mais tarde, Nova Iorque passou a levar em consideração outros fatores e conseguiu fechar o dia com ganhos de mais de meio por cento. O índice CRB se manteve estável, assim como o dólar. Fundamentalmente, o mercado continua sem maiores novidades. Alguns players destacaram a aproximação da temporada de chuvas na Colômbia e a possibilidade de existir a retomada da presença da ferrugem em áreas produtoras. No Brasil, várias zonas cafeeiras continuam a registrar temperaturas altas e clima seco, sendo que agrônomos avaliam que seria positiva a ocorrência de chuvas para os processos de adubação, assim como para o pegamento das floradas. No encerramento do dia, o dezembro em Nova Iorque teve alta de 95 pontos com 270,95 centavos, sendo a máxima em 274,75 e a mínima em 268,15 centavos por libra, com o março registrando oscilação positiva de 85 pontos, com a libra a 273,90 centavos, sendo a máxima em 277,60 e a mínima em 271,20 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro registrou alta de 19 dólares, com 2.190 dólares por tonelada, com o janeiro tendo valorização de 19 dólares, com 2.214 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o mercado chegou a flertar com algumas baixas ao longo do início da sessão. No entanto, os bearish (baixistas) se mostraram reticentes, não ampliando consideravelmente o seu potencial vendedor demonstrado na sexta-feira. Isso deu espaço para algumas recompras especulativas e também para a aquisição de indústrias, mas com os ganhos sendo limitados nas máximas. "É uma sessão que funciona um pouco como uma ressaca. As perdas da sessão passada foram muito intensas e alguns operadores se sentiram estimulados a corrigir algumas rotas. Não buscamos efetivamente nem suportes nem resistências mais consideráveis ao longo do dia e, assim, flutuamos em um range de pouco mais de 600 pontos", disse um trader. "O fechamento técnico na semana foi negativo. Acho que vamos ver o “C” testando os 255/260 centavos de dólar por libra antes de encontrar suporte — podendo cair um pouco mais, caso alguém tenha comprado as histórias de seca e caso as chuvas se mostrem normais. Portanto, aos que precisam comprar sugiro colocar escalas abaixo de 260 centavos, e aos produtores que precisam fazer caixa no curtíssimo prazo é bom aproveitar o atual momento para vender um pouco", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, analista da Archer Consulting. Os estoques de café na Europa cresceram 138.797 sacas, indo para 13,6 milhões de sacas, em julho, informou a Federação de Café Européia. O maior incremento se deu em Bremen, na Alemanha, com alta de 142.067 sacas, para 1,30 milhão de sacas. Três portos registraram baixas no volume estocado, em Antuérpia, na Bélgica, Genova, na Itália e Trieste, também em terras italianas. As exportações de café do Brasil em setembro, até o dia 9, somaram 318.490 sacas, contra 537.847 sacas registradas no mesmo período de agosto, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 2.279 sacas, indo para 1.445.305 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 27.258 lotes, com as opções tendo 5.062 calls e 9.161 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 274,75, 274,90-275,00, 275,50, 276,00, 276,50, 277,00, 277,50, 278,00, 278,50 e 279,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 268,15, 268,00, 267,50, 267,00, 266,50, 266,00, 265,50, 265,10-265,00, 264,50, 264,00, 263,50 e 263,00 centavos por libra.
POTENCIAL CALOTE-GREGO AZEDA O CAFÉ -Rodrigo Corrêa da Costa
POTENCIAL CALOTE-GREGO AZEDA O CAFÉ Após uma década do triste ataque terrorista no World Trade Center, alguns analistas financeiros tentam traçar a relação do acontecimento com a situação econômica mundial atual. Nos últimos dez anos o ouro subiu mais de 600%, o petróleo triplicou de preço, e as ações americanas ficaram bem aquém das performances dos mercados acionários de outros países desenvolvidos e também dos emergentes. Mesmo o mercado de renda fixa de curto e longo prazo teve um melhor desempenho, o que pode dar a impressão de uma influência do evento. Na verdade a queda das torres gêmeas e a perda de milhares de vidas no dia 11 de setembro de 2001, que nos entristece extremamente até hoje (na época eu estava apenas 11 meses vivendo nos Estados Unidos), contribuiu para o endividamento da América, porém mais em função das guerras que o país entrou e do rumo que tomou com o trato de suas contas, do que por outras razões. Não podemos esquecer que 18 meses antes dos ataques, vivíamos a crise da implosão da bolha da internet, que mudou a política de juros americanos e provocou um relaxamento na regulamentação dos mercados. A consequência foi a criação de produtos estruturados que preencheram (por um tempo) o apetite de investidores que estavam (mal)acostumados com retornos inchados até o derretimento das ações tecnológicas, e que no fim inflou os mercados imobiliários e que nos trouxe à atual crise.Nesta semana uma nova rodada de pânico tomou conta dos mercados, com o seguro para o débito soberano da Grécia indicando 91% de probabilidade do país dar o calote. Os principais fatores que desencadearam o ressurgimento do medo na zona do euro foram a saída de um membro alemão do banco central europeu e o vazamento da informação de que a Alemanha está desenhando um plano para blindar os seus bancos que serão afetados pelo “default” grego. Sobrou para todo mundo. Os mercados acionários em cinco dias caíram entre 8% e 10% na Europa, e mais de 4% nos Estados Unidos. A corrida para a moeda americana fez com que o índice do dólar valorizasse 3.33% e as commodities não conseguiram se desvencilhar, com os principais índices escorregando ao redor de 1%.O café em Nova Iorque foi quem mais caiu, perdendo US$ 14.15 centavos por libra na sexta-feira, e encerrando a semana com queda acumulada de US$ 23.88 por saca. Na BM&F a performance negativa foi de US$ 21.40 por saca, trazendo a arbitragem para US$ -1.71 centavos por libra . Na LIFFE o robusta caiu menos, US$ 6.24 por saca.A conversa que dominou o noticiário cafeeiro foi o tempo seco, porém me parece que a preocupação é um pouco prematura. Quando mencionei no último comentário que este seria o próximo evento a ser acompanhado, não quis dizer que isto aconteceria no começo de setembro, mas sim para o final deste mês e o começo de outubro. Por outro lado secas diferem muito da geada no que tange o tempo de reação aos preços, e isto se deve ao fato das perdas com geadas serem identificadas mais rapidamente, enquanto os efeitos da seca são sentidos muito mais lentamente, portanto provocando uma resposta mais “gradativa”.No mercado físico brasileiro a movimentação foi boa até quinta-feira, ajudada pela bolsa que estava se mantendo próximo das máximas, e pelo enfraquecimento do real brasileiro. Entretanto como esperado os diferenciais estreitaram prontamente com a queda do terminal. Na exportação um novo recorde foi estabelecido, a receita cambial em um mês de US$ 777.53 milhões de dólares. O volume exportado em agosto foi de 2,867 milhões de sacas – uma média de US$ 271.15 por saca exportada, sendo que para o arábica a média foi de US$ 296.61 por saca, próximo de 480 reais por saca. A velocidade de utilização dos estoques certificados em bolsa (ICE e LIFFE) não tem sido alta, e com a proximidade das safras do Vietnã, de Colômbia e América Central notamos um enfraquecimento dos diferenciais para os suaves e para o robusta – sinais que se refletiram na falta de sequência de ganho dos futuros.Creio que os fundos liquidaram parcialmente os seus 10,533 lotes comprados na ICE até terça-feira, estando agora provavelmente com 9 mil lotes “long”. Como o fechamento técnico na semana foi negativo, acho que vamos ver o “C” testando os US$ 255 / 260 centavos por libra antes de encontrar suporte (podendo ser cair um pouco mais caso alguém tenha comprado as estórias de seca, e caso as chuvas se mostrem normais).Portanto aos que precisam comprar sugiro colocar escalas abaixo de 260 centavos, e aos produtores que precisam fazer caixa no curtíssimo prazo é bom aproveitar o atual momento para vender um pouco – lembrando o que o consultor que Arnaldo Corrêa sempre escreve em seus relatórios: “o único participante que sempre vende as máximas é o mentiroso”.Uma ótima semana e muito bons negócios para todos,
Rodrigo Corrêa da Costa
Rodrigo Corrêa da Costa
Crise será prolongada, diz Tombini
Crise será prolongada, diz Tombini
O corte de 0,5 ponto percentual na taxa de juros, na reunião do Copom do dia 31, teve um claro objetivo: "neutralizar a desaceleração da atividade econômica decorrente da piora no quadro internacional". O Comitê de Política Monetária calculou que se o rebaixamento geral do crescimento nas economias centrais representar para a economia brasileira 25% dos efeitos da crise de 2008/2009, isso resultaria numa perda de 1,25 ponto percentual no PIB, disse o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, ao Valor. O desaquecimento adicional, decorrente esperada redução nos próximos meses da corrente de comércio, dos investimentos externos e do crédito, viria se sobrepor à desaceleração em curso e que será sentida com maior intensidade no segundo semestre. A inflação, que entre agosto e setembro bateu no teto da meta, começa a ceder a partir de outubro. Ele explicou que no cenário alternativo (que consta da ata do Copom), mesmo com os juros em queda e o câmbio depreciando como nos últimos dias, a projeção de inflação é mais baixa do que seria se os juros tivessem sido mantidos em 12,50%. "Não estamos apostando em catástrofe. Apostamos numa desaceleração do crescimento mundial e numa crise mais prolongada do que em 2008." Na entrevista ao Valor, o presidente do BC tinha em mãos tabela com as projeções de inflação e juros em mais de vinte países. Em todos, os juros reais estão negativos ou muito baixos, o que retrata a pouca ou nenhuma capacidade de reação das políticas monetárias para reanimar o nível de atividade. No Brasil, a situação é diferente: os juros são de 12% para uma inflação que está no pico de 7,23%, mas que deve cair para a casa dos 5% até abril ou maio de 2012. "Faz quem pode."Apesar das muitas críticas e poucos aplausos à decisão do Copom, Tombini não demonstrou qualquer dúvida. "Para aqueles que ainda não entenderam, vai haver um entendimento da nossa estratégia. Estamos num processo de moderação do crescimento, que já estava encomendado. Adiciona-se a isso uma deterioração do cenário internacional de forma importante nos últimos 40 dias. Isso nos leva a uma trajetória de inflação de queda em busca da meta". Garantiu que não houve abandono da meta de inflação de 4,5% em 2012, que o BC não tem mais de um objetivo e que não há interferência política. "Com a presidenta Dilma Rousseff discutimos cenários". Tombini conta com estabilidade, e não queda, nos preços das commodities; com desaquecimento do mercado de trabalho e não desemprego; e com uma moderação no setor de serviços, que carrega uma inflação na casa dos 9%.
O corte de 0,5 ponto percentual na taxa de juros, na reunião do Copom do dia 31, teve um claro objetivo: "neutralizar a desaceleração da atividade econômica decorrente da piora no quadro internacional". O Comitê de Política Monetária calculou que se o rebaixamento geral do crescimento nas economias centrais representar para a economia brasileira 25% dos efeitos da crise de 2008/2009, isso resultaria numa perda de 1,25 ponto percentual no PIB, disse o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, ao Valor. O desaquecimento adicional, decorrente esperada redução nos próximos meses da corrente de comércio, dos investimentos externos e do crédito, viria se sobrepor à desaceleração em curso e que será sentida com maior intensidade no segundo semestre. A inflação, que entre agosto e setembro bateu no teto da meta, começa a ceder a partir de outubro. Ele explicou que no cenário alternativo (que consta da ata do Copom), mesmo com os juros em queda e o câmbio depreciando como nos últimos dias, a projeção de inflação é mais baixa do que seria se os juros tivessem sido mantidos em 12,50%. "Não estamos apostando em catástrofe. Apostamos numa desaceleração do crescimento mundial e numa crise mais prolongada do que em 2008." Na entrevista ao Valor, o presidente do BC tinha em mãos tabela com as projeções de inflação e juros em mais de vinte países. Em todos, os juros reais estão negativos ou muito baixos, o que retrata a pouca ou nenhuma capacidade de reação das políticas monetárias para reanimar o nível de atividade. No Brasil, a situação é diferente: os juros são de 12% para uma inflação que está no pico de 7,23%, mas que deve cair para a casa dos 5% até abril ou maio de 2012. "Faz quem pode."Apesar das muitas críticas e poucos aplausos à decisão do Copom, Tombini não demonstrou qualquer dúvida. "Para aqueles que ainda não entenderam, vai haver um entendimento da nossa estratégia. Estamos num processo de moderação do crescimento, que já estava encomendado. Adiciona-se a isso uma deterioração do cenário internacional de forma importante nos últimos 40 dias. Isso nos leva a uma trajetória de inflação de queda em busca da meta". Garantiu que não houve abandono da meta de inflação de 4,5% em 2012, que o BC não tem mais de um objetivo e que não há interferência política. "Com a presidenta Dilma Rousseff discutimos cenários". Tombini conta com estabilidade, e não queda, nos preços das commodities; com desaquecimento do mercado de trabalho e não desemprego; e com uma moderação no setor de serviços, que carrega uma inflação na casa dos 9%.
Crise faz aniversário e mostra seu lado fiscal-por Eduardo Campos
Crise faz aniversário e mostra seu lado fiscal
A semana não é uma semana qualquer. O período guarda a efeméride de eventos que marcaram a história do mundo e que têm seus desdobramentos sentidos até hoje. São fatos que ainda mexem com o imaginário coletivo e não é incomum traçar paralelos quando o planeta atravessa datas tão célebres como os ataques terrorista de 11 de setembro de 2001 - com uma década completada ontem -, e a quebra do Lehman Brothers em 15 de setembro de 2008.Passados três anos do colapso do sistema financeiro os mercados se agitam temendo evento semelhante. O gatilho agora não é a crise das hipotecas subprime e seus derivativos tóxicos. Mas sim os países europeus, notadamente a Grécia e outras economias periféricas, que não conseguem lidar com o elevado endividamento.De fato, esse momento de crise é apenas um desdobramento do episódio de três anos atrás. De forma simplificada, os países saíram correndo para salvar os bancos e o sistema financeiro. Mas agora precisam de alguém que os salvem.Dólar subiu pelo sétimo dia e mira linha de R$ 1,70Interessante que os algozes dos estados soberanos são os mesmos "mercados" que foram salvos da desgraça total causada pela própria ganância, acusações de fraudes e certa leniência dos órgãos reguladores.Curioso pensar, também, que um país com um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 300 bilhões põe em xeque uma união monetária pensada e costurada por décadas e mesmo o sistema financeiro de boa parte do mundo.Na sexta-feira, o calote grego foi o assunto nas mesas e o temor continuou pautando a tomada de posição mesmo depois de o governo negar tal possibilidade e reafirmar seu compromisso com a "implementação completa" dos termos acertados em julho, necessários ao recebimento de nova rodada de recursos do Banco Central Europeu (BCE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI).O ministro das Finanças da Grécia, Evangelos Venizelos, falou em uma "onda organizada de rumores sobre o default da Grécia". Chamou isso de um "jogo de mau gosto, especulação organizada".Mera especulação ou não, o fato é que o mercado encerrou a sexta-feira vendo a Grécia como um país quebrado. Esse foi o recado extraído do mercado de Credit Default Swap (CDS, espécie de seguro contra calotes). Pelos valores dos títulos, a probabilidade de um default da Grécia já estaria em 100%.O mercado local não se safou desse novo episódio de desconfiança, que derrubou bolsas e ações do setor financeiro, deu fôlego ao dólar e restringiu a liquidez no mercado interbancário europeu.No câmbio brasileiro, o dólar comercial subiu pelo sétimo dia seguido, algo que não ocorria desde janeiro de 2010. A moeda subiu 2,60% na semana e fechou a R$ 1,678. As análises gráficas sugerem que o próximo objetivo está no R$ 1,70, marca não vista desde dezembro do ano passado.E pensar que cerca de 40 dias atrás, a moeda rondava a linha de R$ 1,53. Nesse período, o preço da moeda subiu 9,17%. Em 2011, o dólar passou a cumular ganho de 0,72%.Queda expressiva, também para o euro. A moeda comum europeia voltou a cotações não vistas desde fevereiro, na faixa de US$ 1,36. Na semana, o euro perdeu quase 4%.No mercado futuro de juros, as taxas futuras voltaram a cair. Afinal de contas, foi vislumbrando esse caos externo que o Banco Central (BC) cortou a taxa básica da economia em 0,50 ponto percentual, a 12% ao ano.Resumindo bem a questão, o vice-presidente de tesouraria do Banco West LB, Ures Folchini, aponta que mesmo que você discorde do BC, o fato é que ele vai reduzir os juros. "Você pode não acreditar nele, mas é isso que ele vai fazer", diz.O sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, aponta que é muito arriscado ficar "comprado" em juros, pois a cada notícia negativa sobre a conjuntura externa as taxas caem.
Eduardo Campos
A semana não é uma semana qualquer. O período guarda a efeméride de eventos que marcaram a história do mundo e que têm seus desdobramentos sentidos até hoje. São fatos que ainda mexem com o imaginário coletivo e não é incomum traçar paralelos quando o planeta atravessa datas tão célebres como os ataques terrorista de 11 de setembro de 2001 - com uma década completada ontem -, e a quebra do Lehman Brothers em 15 de setembro de 2008.Passados três anos do colapso do sistema financeiro os mercados se agitam temendo evento semelhante. O gatilho agora não é a crise das hipotecas subprime e seus derivativos tóxicos. Mas sim os países europeus, notadamente a Grécia e outras economias periféricas, que não conseguem lidar com o elevado endividamento.De fato, esse momento de crise é apenas um desdobramento do episódio de três anos atrás. De forma simplificada, os países saíram correndo para salvar os bancos e o sistema financeiro. Mas agora precisam de alguém que os salvem.Dólar subiu pelo sétimo dia e mira linha de R$ 1,70Interessante que os algozes dos estados soberanos são os mesmos "mercados" que foram salvos da desgraça total causada pela própria ganância, acusações de fraudes e certa leniência dos órgãos reguladores.Curioso pensar, também, que um país com um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 300 bilhões põe em xeque uma união monetária pensada e costurada por décadas e mesmo o sistema financeiro de boa parte do mundo.Na sexta-feira, o calote grego foi o assunto nas mesas e o temor continuou pautando a tomada de posição mesmo depois de o governo negar tal possibilidade e reafirmar seu compromisso com a "implementação completa" dos termos acertados em julho, necessários ao recebimento de nova rodada de recursos do Banco Central Europeu (BCE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI).O ministro das Finanças da Grécia, Evangelos Venizelos, falou em uma "onda organizada de rumores sobre o default da Grécia". Chamou isso de um "jogo de mau gosto, especulação organizada".Mera especulação ou não, o fato é que o mercado encerrou a sexta-feira vendo a Grécia como um país quebrado. Esse foi o recado extraído do mercado de Credit Default Swap (CDS, espécie de seguro contra calotes). Pelos valores dos títulos, a probabilidade de um default da Grécia já estaria em 100%.O mercado local não se safou desse novo episódio de desconfiança, que derrubou bolsas e ações do setor financeiro, deu fôlego ao dólar e restringiu a liquidez no mercado interbancário europeu.No câmbio brasileiro, o dólar comercial subiu pelo sétimo dia seguido, algo que não ocorria desde janeiro de 2010. A moeda subiu 2,60% na semana e fechou a R$ 1,678. As análises gráficas sugerem que o próximo objetivo está no R$ 1,70, marca não vista desde dezembro do ano passado.E pensar que cerca de 40 dias atrás, a moeda rondava a linha de R$ 1,53. Nesse período, o preço da moeda subiu 9,17%. Em 2011, o dólar passou a cumular ganho de 0,72%.Queda expressiva, também para o euro. A moeda comum europeia voltou a cotações não vistas desde fevereiro, na faixa de US$ 1,36. Na semana, o euro perdeu quase 4%.No mercado futuro de juros, as taxas futuras voltaram a cair. Afinal de contas, foi vislumbrando esse caos externo que o Banco Central (BC) cortou a taxa básica da economia em 0,50 ponto percentual, a 12% ao ano.Resumindo bem a questão, o vice-presidente de tesouraria do Banco West LB, Ures Folchini, aponta que mesmo que você discorde do BC, o fato é que ele vai reduzir os juros. "Você pode não acreditar nele, mas é isso que ele vai fazer", diz.O sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, aponta que é muito arriscado ficar "comprado" em juros, pois a cada notícia negativa sobre a conjuntura externa as taxas caem.
Eduardo Campos
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