Páginas

sábado, 21 de maio de 2011

CAFÉ: FUNDOS REDUZEM POSIÇÕES COMPRADAS NA ICE FUTURES - NY

CAFÉ: FUNDOS REDUZEM POSIÇÕES COMPRADAS NA ICE FUTURES - NY
A CFTC (Commodity Futures Trading Comission) divulgou os
números do relatório de compromissos dos traders, com dados até 10 de maio
para o café na Ice Futures US. O levantamento mostrou que os grandes fundos e
grandes especuladores apresentavam uma posição líquida comprada (long) de
21.763 contratos, com incremento contra os 28.633 contratos comprados na semana
anterior.
Até 10 de maio, as empresas comerciais, como indústrias, casas corretoras
e comerciantes, estavam com uma posição líquida vendida de 23.702 contratos.
No total, são 103.209 contratos long (comprados) e 106.031 contratos short
(vendidos). As posições não reportáveis, que representam pequenos
especuladores e negociadores locais, indicam uma posição líquida comprada de
2.178 contratos.
Até a última terça-feira (17), eram 110.725 contratos em aberto no
mercado futuro de café arábica da ICE Futures US, queda de 4.690 contratos na
comparação com a semana anterior.
Veja quadro detalhado:
--------------------------------------------------------------------------
RELATÓRIO DOS TRADERS - CFTC - POSIÇÕES (CONTRATOS)
- semana até 17 de maio -
--------------------------------------------------------------------------
LONG = COMPRADO / SHORT = VENDIDO
--------------------------------------------------------------------------
Data NON-COMERCIAL/GRANDES COMMERCIAL/ Total
FUNDOS OU ESPECULADORES INDÚSTRIAS E OUTROS
LONG SHORT LIQUIDO LONG SHORT LIQUIDO LONG SHORT
--------------------------------------------------------------------------
17/mai 32.450 10.926 (21.524) 60.764 84.466 (23.702) 103.853 106.031
LONG SHORT
--------------------------------------------------------------------------
NON REPORTABLE - PEQUENOS ESPECULADORES/LOCAIS
LONG SHORT LIQUIDO
---------------------------------------
17/mai 6.872 4.694 (2.178) LONG
--------------------------------------

Geada deve atingir São Paulo no fim de semana

Brasília (20/05/2011) - As temperaturas ficam instáveis no Sudeste do país neste fim de semana. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as condições meteorológicas são favoráveis à formação de geada na Serra da Mantiqueira, em São Paulo, na madrugada entre o domingo (22) e a segunda-feira (23). A mínima prevista no estado é de 4ºC. A previsão é de chuva em todo o litoral do Sudeste durante o fim de semana. Na segunda-feira, o sol predomina em toda a região.

Na região Centro-Oeste, só chove em áreas isoladas no norte do Mato Grosso. O sábado será de sol em Goiás e no Distrito Federal. No Norte do país, as chuvas continuam em todos os estados, exceto em Tocantins.

No Nordeste, chove em todos os estados no sábado (21). Pancadas de chuva devem atingir, no domingo, o litoral cearense, norte do Maranhão, Piauí e a área entre o Rio Grande do Norte e a Bahia.

REGIÃO SUDESTE

21/05/2011 - Sábado
PARCIALMENTE NUBLADO A CLARO COM NÉVOA ÚMIDA NO ESPÍRITO SANTO, RIO DE JANEIRO E SÃO PAULO. NUBLADO A PARCIALMENTE NUBLADO COM CHUVISCOS NO LESTE, NORDESTE E NORTE DE MINAS GERAIS.
Temperatura max.: 30 °C min.: 4 °C

22/05/2011 - Domingo
PARCIALMENTE NUBLADO A CLARO COM NÉVOA SECA EM MINAS GERAIS, ESPÍRITO SANTO E EM SÃO PAULO, ONDE HÁ POSSIBILIDADE DE GEADA AO AMANHECER NA SERRA DA MANTIQUEIRA. CLARO A PARCIALMENTE NUBLADO COM NÉVOA ÚMIDA NO RIO DE JANEIRO.
Temperatura max.: 31 °C min.: 3 °C

23/05/2011 - Segunda-Feira
CLARO A PARCIALMENTE NUBLADO NO ESPÍRITO SANTO, RIO DE JANEIRO, MINAS GERAIS E EM SÃO PAULO, COM FORMAÇÃO DE GEADA NA SERRA DA MANTIQUEIRA.
Temperatura max.: 32 °C min.: 12 °C

24/05/2011 - Terça-Feira
CLARO A PARCIALMENTE NUBLADO NO RIO DE JANEIRO, MINAS GERAIS E ESPÍRITO SANTO. NÉVOA SECA À TARDE EM MINAS GERAIS. PARCIALMENTE NUBLADO A NUBLADO COM CHUVISCOS EM SÃO PAULO.
Temperatura max.: 32 °C min.: 5 °C

Mercado mantém onda baixista e julho rompe os 260 cents na ICE

Mercado mantém onda baixista e julho rompe os 260 cents na ICE

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta sexta-feira com quedas, em mais um dia de ampliação das perdas, fazendo com que a posição julho conseguisse romper o intervalo psicológico de 260,00 centavos de dólar. Mais uma vez o mercado se caracterizou por vendas especulativas e de fundos, principalmente na segunda metade do dia. A sessão foi iniciada com calma, com ligeiros ganhos sendo observados, no entanto, ao não conseguir romper o patamar de 270,00 centavos no julho, algumas ordens de venda começaram a ser observadas, o que permitiu que stops passassem a ser registrados, com novas perdas se acumulassem. O mercado externo não teve um direcionamento dos mais claros, com as commodities tendo apresentado perdas na primeira parte do dia e revertido a tendência na parte da tarde, encerrando a sexta com valorização de 0,65%, ao passo que o dólar voltou a registrar ganhos, o que fez com que alguns operadores fossem estimulados a liquidar em alguns mercados, como foi o caso do café.

Tecnicamente, o café está em um viés nitidamente de baixa, com as médias móveis tendo sido rompidas, como o de 100 dias, que estava no patamar de 266,00 centavos. Para operadores, a tendência é de, com os recuos nas médias, é de que as perdas tenham uma continuidade. Os aspectos fundamentais, como a oferta curta, vêm perdendo espaço para as operações técnicas.

No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve baixa de 455 pontos com 259,15 centavos, sendo a máxima em 267,95 e a mínima em 258,60 centavos por libra, com o setembro registrando oscilação negativa de 455 pontos, com a libra a 262,10 centavos, sendo a máxima em 270,65 e a mínima em 261,50 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho registrou baixa de 6 dólares, com 2.543 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 4 dólares, com 2.579 dólares por tonelada.

Segundo analistas internacionais, mais uma vez o mercado se viu dominado pelos bearishs (baixistas), que encontraram um bom espaço para suas liquidações, levando as cotações para baixo dos 260,00 centavos, ao passo que a tendência, para a próxima semana, é de se testar alguns suportes importantes. "Acreditamos que o primeiro nível a ser buscado é de 256,75, sendo que, na sequência, deve ser buscado os 256,00 centavos, que, se rompido, deverá abrir espaço para voltarmos a níveis próximos dos 230,00 centavos por libra, numa consolidação do quadro baixista", sustentou um trader. Nenhuma postagem foi feita contra o maio na bolsa nova-iorquina nesta sexta-feira, se mantendo, assim, em 2.632. "A grande preocupação com o que acontecerá com os preços do café em pleno início de uma safra de ciclo baixo no Brasil tem levado altos dirigentes de importantes torrefações internacionais a darem declarações aos meios de comunicação minimizando a situação estatística e opinando que não veem razões para o patamar de preços atingido pelo café neste semestre", indicou o Escritório Carvalhaes, em seu relatório semanal.

A safra de café do Quênia em 2010/2011 deve atingir 60 mil toneladas métricas, acima das 40 mil toneladas do ano anterior, indicou o diretor da Fundação de Pesquisa de Café do Quênia, Joseph Kimeia. "Os produtores estão esperando uma boa safra em algumas regiões. Nós estamos projetando um volume entre 55 e 60 mil toneladas. Os bons preços estão motivando os cafeicultores a investir em suas lavouras", sustentou. A projeção apresentada revisa a estimativa anterior, que era de 50 mil toneladas.

As exportações de café robusta de Uganda, nos primeiros sete meses de 2010/2011, tiveram queda de 5%, devido à produção menor em algumas áreas do leste e do centro do país, indicou a Autoridade para o Desenvolvimento do Café de Uganda. Um total de 1,11 milhão de sacas foram embarcadas no período, contra 1,17 milhão de sacas do mesmo período de 2009/2010.

As exportações de café do Brasil em maio, até o dia 19, somaram 1.115.075 sacas, contra 1.629.341 sacas registradas no mesmo período de abril, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 5.725 sacas indo para 1.664.671 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 19.227 lotes, com as opções tendo 5.351 calls e 10.862 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 267,95-268,00, 268,50, 269,00, 269,50, 269,90-270,00, 270,50, 270,65, 271,00, 271,50, 272,00, 272,50, 273,00, 273,50 e 274,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 258,60-258,50, 258,00, 257,50, 257,00, 256,50, 256,00, 255,50, 255,10-255,00, 254,50, 254,00, 253,50 e 253,00 centavos por libra.

ICE Coffee Down As Beans Flow While Buying's Low

Coffee futures on the ICE settled lower as the market begins
to react to new supply and weaker-than-expected buying. "Every time the market
starts to bounce, there's no follow through," says Rodrigo Costa, coffee
analyst with Newedge Group. "The peak of tightness in terms of arabica coffee
supplies is behind us now that Brazil is harvesting." Since most coffee is
consumed in the winter, demand has also weakened, he added. After rising
slightly during early trading, the July delivery contract closed down 1.7% at
$2.5915/lb.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Market International coffee today

Market International coffee today

Colombians, UGQ, were offered FOB, for June/July/Aug. equal shipment from 18¢ to 21¢ over the relevant months “C.”
Colombian supremos, screen 17/18, were offered FOB, for June/July/Aug. equal shipment from 23¢ to 26¢ over the relevant months “C.”
Semi washed Brazils, 2/3s, 15/16 were offered FOB for July through Dec. equal shipment from 2¢ under the relevant months “C.”
Santos 2s, screen 17/18, fine cup, were offered FOB for July through Dec. equal shipment from 13¢ to 12¢ under the relevant months “C.”
Santos 2/3s, medium to good bean, fine cup, were offered FOB for July through Dec. equal shipment from 19¢ to 17¢ under the relevant months “C.”
Santos 3/4s were offered FOB for June shipment from 16¢ to 14¢ under July “C,” and offered FOB for July through Dec. equal shipment from 24¢ under the relevant months “C.” Brazil conillon robustas, 5/6s, screen 13, were offered FOB for June shipment from 3¢ over July London.
Prime Mexicans were offered FOB Laredo for June crossing from 6¢ to 8¢ over July “C.”
Prime Mexicans, were offered FOB Veracruz for June/July/Aug. equal shipment from 4¢ to 6¢ over the relevant months “C.”
High grown Mexicans, European preparation, were offered FOB Veracruz for June/July/Aug. equal shipment from 8¢ over the relevant months “C.”
Prime Guatemalas were offered FOB, per 46 kilos, June/July/Aug. equal shipment from $7 over the relevant months “C.”
Hard bean Guatemalas, European preparation, were offered FOB for June/July/Aug. equal shipment from $9 to $11 over, per 46 kilos, the relevant months “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for June/July/Aug. equal shipment from $18 over the relevant months “C.”
Hard bean Costa Ricas, European preparation, were offered FOB for June/July/Aug. equal shipment from $28 over, per 46 kilos, the relevant months “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for June/July/Aug. equal shipment from $32 to $34 the relevant months “C.” Central standard Salvadors were offered FOB per 46 kilos, for June/July/Aug. equal shipment from $7 over the relevant months “C.”
High grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for June/July/Aug. equal shipment from $15 over per 46 kilos, the relevant months “C.”
Strictly high grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for June/July/Aug. equal shipment from $17 over, per 46 kilos, the relevant months “C.”
Strictly high grown Nicaraguas, European preparation, for June/July/Aug. equal shipment were offered FOB from $17 to $18 the relevant months “C.”
High grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for June/July/Aug. equal shipment from $2 over the relevant months “C.”
Strictly high grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for June/July/Aug. equal shipment from $6 to $7 over the relevant months “C.”
Hard bean Perus, MCMs, were offered FOB for June/July/Aug. equal shipment, per 46 kilos, from $2 to $1 under the relevant months “C.”
Uganda robustas, screen 15, were offered exdock for June shipment from 14¢ over July London.
Vietnam robustas, grade 2, were offered exdock for June shipment from 7¢ over July London. Indonesian robustas, grade 4, were offered exdock for June shipment from 9¢ over July London.

Brasil colhe safra de café de boa qualidade

Brasil colhe safra de café de boa qualidade

Os agricultores do Brasil começaram a colheita de uma safra de café arábica que mostra ter alta qualidade, o que significa um alívio para o mercado do produto, que tem se debatido para obter grãos superiores em meio a baixos estoques no mundo. Agrônomos e traders de três cooperativas e um corretor contatados pela Reuters estão muito mais otimistas sobre as perspectivas para a produção do que estavam no início das últimas duas safras, afetadas por problemas climáticos no início. "A qualidade está excepcional. Está amadurecendo por igual e o tamanho dos grão está excelente, considerando que choveu bem neste ano", afirmou Guilherme Frota, agrônomo na cooperativa Minasul, em Varginha (MG). As chuvas pararam na hora certa nas principais regiões produtoras. Segundo dados da Somar Meteorologia, nenhum volume de chuva é esperado para as principais áreas de café e também para as periféricas nos próximos dias. "Isso é importante para a qualidade do grão. Não queremos chuvas nesta época que poderiam fermentar o grão e trazer fungo. Quanto mais seco, melhor", disse Frota. Uma frente fria poderia trazer chuvas na próxima semana em importantes regiões produtoras, mas meteorologistas dizem que a tendência para os próximos meses é de tempo mais seco que o normal. A temporada 2011 do Brasil é o ano de baixa do ciclo bianual do café arábica. Entretanto, a produção deverá ser a maior para o período de menor produção, oficialmente estimada em 43,5 milhões de sacas, contra 39,5 milhões de sacas em 2009. Cerca de três quartos da produção brasileira é de café arábica, e o restante é de robusta, cuja colheita já se desenvolve Autoridades da agricultura se reuniram no centro de São Paulo nesta quinta-feira, para colher cerejas no campo do Instituto Biológico, em meio aos arranha-céus da cidade. O evento, que ocorre anualmente, celebra o início simbólico da colheita no Estado. "Me parece que este ano vai ser muito bom, tanto em termos de produção como de preço", disse o secretário de Agricultura e Abastecimento Antonio Junqueira. "Um ano como este só ocorre a cada 10 anos", disse. Junqueira aconselhou os produtores a aproveitarem o momento e investirem seus lucros no plantio, ciente da expansão do consumo global e do crescimento da oferta, que não está acompanhando o consumo, com os fundamentos refletindo no aumento dos preços desde meados de 2010. No interior, Frota, da Minasul, disse que a maioria dos produtores na região já começou a colher, enquanto o trader Airton Costa, da paulista Cocapec, disse que os cafeicultores estão iniciando os trabalhos a partir de agora. "Ainda é muito cedo, as pessoas começam de agora até meados de junho", disse ele. "Os agricultoes estão cuidando mais da qualidade neste ano", explicou, lembrando dos preços mais altos e da escassez de bons arábicas em meio à queda na produção da Colômbia. O mercado de café ainda precisa esperar de um mês a seis semanas para receber ofertas expressivas da nova safra de café arábica no Brasil, segundo Sérgio Carvalhaes, da corretora Carvalhaes em Santos. Os preços no mercado brasileiro recuaram um pouco seguindo recentes perdas no mercado de Nova York. O café semi-lavado, que oscilava em torno de R$ 600 a saca, agora é vendido entre R$ 560 e R$ 570. O café fino também caiu cerca de R$ 50. Em boletim nesta quinta-feira, o Cepea, da Esalq/USP, reportou que o café robusta do Espírito Santo da nova safra já está sendo negociado - a colheita capixaba dessa variedade começa antes--, uma vez que não sobrou quase nada da safra anterior. Após ser negociado em uma máxima de 34 anos neste ano, os futuros do arábica nos EUA fecharam no menor valor em mais de seis semanas nesta quinta-feira. Ainda assim, o café é negociado em um patamar que é quase o dobro do que era visto há um ano, o que levou produtores a investirem mais nas lavouras durante a safra.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Café volta a cair na ICE Futures e tendência baixista se acentua

Café volta a cair na ICE Futures e tendência baixista se acentua

O otimismo para o café na ICE Futures US foi interrompido nesta quinta-feira. Em mais um dia de fortes liquidações, as perdas voltaram a ser observadas, com o julho voltando a se posicionar abaixo do nível de 270,00 centavos de dólar por libra peso. Com a influência de um cenário externo negativo, com a maior parte das commodities voltando a recuar, o café manteve-se pressionado por praticamente todo o dia e encerrou a sessão acumulando perdas consideráveis.

Após não conseguir romper o nível de 275,00 dólares na quarta-feira, o julho ainda tentou flutuar próximo desse patamar, entretanto, não foi observada uma força mais considerável para esse intento e, na seqüência, novas ordens de venda passaram a ser realizadas, abrindo espaço, inclusive, para alguns stops.

No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve baixa de 630 pontos com 266,65 centavos, sendo a máxima em 274,20 e a mínima em 265,45 centavos por libra, com o setembro registrando oscilação negativa de 625 pontos, com a libra a 270,10 centavos, sendo a máxima em 277,65 e a mínima em 269,00 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho registrou alta de 18 dólares, com 2.549 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 15 dólares, com 2.583 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, os bears (baixistas) mantêm o controle sobre o mercado, conseguindo deixar as cotações abaixo da média móvel de 100 dias. O mercado vinha conseguindo ter uma tendência de alta no longo prazo, entretanto, ao testar esse nível de preço — abaixo da média —, demonstra uma situação de vulnerabilidade e de espaço para mais fortes perdas nos próximos dias e semanas. Fazendo um retrospecto, o mercado de café assumiu um rally dos mais interessantes a partir da segunda metade do ano passado, sendo que o contrato de maior liquidez saiu de 137,10 centavos em julho de 2010 e tocou no nível de 308,90 centavos no começo de maio, num patamar próximo das máximas de 14 anos. No entanto, desde que tocou nessa máxima, os baixistas passaram a pressionar mais consistentemente o mercado até testarem a média móvel de 100 dias, em 266,00 centavos, nesta quinta-feira.

Analisando o nível de 308,90 centavos, Terry Gabriel, estrategista técnico da Ideaglobal, indicou que não se espera que o mercado tenda a voltar para essas máximas, sendo que o café pode procurar baixas em bases de várias semanas e até de várias meses. Os baixistas tem uma vantagem de longo prazo, sendo que Gabriel notou uma "divergência negativa" que foi formada em pleno rally do mercado no mês de maio. "Creio que ainda temos muita gordura para queimar, a deterioração dos preços do café está apenas no começo", disse. Para um cenário técnico de curto prazo, Gabriel vê um cenário pouco provável para que se tenha uma ação corretiva mais significativa, já que ainda se tem um quadro sobrecomprado, no entanto, num possível desenvolvimento de uma ação de reação dos preços, o café poderia se posicionar próximo da resistência de 280,00/282,00 centavos. "Nesse momento de força eu gostaria de ser vendedor", acentuou. Para o lado negativo, Gabriel indicou que os monitores de suporte apontam para o patamar de 5 de abril, quando o fechamento se deu em 256,75 centavos. "Caso consigamos romper esse nível, acredito que imediatamente iremos testar os 230,00 centavos, sendo que 230,00 centavos é, coincidentemente, a nossa média móvel de 200 dias", indicou o especialista que apontou que os suportes ainda podem demorar algumas semanas para serem rompidos, mas que não seria de todo absurdo já se pensar no mercado trabalhando num patamar próximo de 200,00 centavos por libra.

As exportações de café do Brasil em maio, até o dia 18, somaram 1.043.934 sacas, contra 1.629.341 sacas registradas no mesmo período de abril, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 1.544 sacas indo para 1.658.946 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 21.974 lotes, com as opções tendo 4.831 calls e 5.006 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 274,20, 274,50, 274,95-275,00, 275,50, 276,00, 276,50, 277,00, 277,50, 278,00, 278,50, 279,00, 279,50 e 279,90-280,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 265,45, 265,10-265,00, 264,50, 264,00, 263,50, 263,00, 262,50, 262,00, 261,50 e 261,00 centavos por libra.

Ensaios em prol de uma moeda

Ensaios em prol de uma moeda

Tal e qual Fadinard, que passa todo o tempo em cena à procura do Chapéu de
Palha de Itália, tema da magnífica ópera de Nino Rota, muito bem montada no
Teatro São Carlos, os europeus tentam reencontrar a essência do projeto que
levou à criação da União Europeia (UE). Não tem sido uma busca fácil. A
introdução do euro, que abrange 17 dos 27 países da UE, colocou a nu
desigualdades que conseguem conviver em uma zona de livre comércio, mas não
resistem à uma zona de unificação monetária.
O uso de uma só moeda tornou evidente a baixa produtividade e, por conseguinte,
as deficiências competitivas entre os países da região. Grécia, Portugal e
Irlanda são os mais necessitados de ajuda financeira no momento, mas outros
também têm sido afetados, como a Espanha e até a Itália. Em verdade, alguns
membros da UE foram admitidos na zona do euro sem terem a mínima condição para
isso. Quando a economia mundial crescia às custas de inflação zero, do boom dos
ativos financeiros e da emergência da China, tudo seguia às mil maravilhas.
Bastou o quadro mudar radicalmente para que se comprovasse na prática o que a
história já sabia: a Europa não passa de uma colcha mal alinhavada de pedaços
de territórios soberanos com características culturais, políticas e sociais bem
diferentes.
O projeto de criação da UE serviu bem aos interesses alemães no pós-guerra pela
necessidade de trazer para sua esfera de influência os vários países que
surgiram ao redor de sua fronteira com etnias e origens engalfinhadas. Mas não
houve muita preocupação sobre como lidar com os desvios do script traçado pelos
vários tratados, emendas e sucessivos acordos alinhavados na região desde os
anos 50. Pior, descortinam-se hoje algumas discussões claramente contra os
ideais do projeto original como a proposta analisada em Bruxelas no sentido dos
países da UE voltarem a fechar suas fronteiras aos cidadãos europeus,
restaurando assim o controle migratório. Se levada adiante, a medida vai ferir
o princípio fundamental da livre circulação de pessoas entre os países da
comunidade.
Doze anos depois da criação do euro, a crise está na Europa. A situação não
será rapidamente resolvida
Outros aspectos do projeto têm sido discutidos, mas nenhum deles passa por
teste maior do que o da sobrevivência do euro. Na mesa está a capacidade dos
países alinharem a política fiscal de modo a que todos na zona da moeda única
toquem no mesmo tom, muito embora a música possa variar entre o fado, a
zarzuela ou a polca.
O tamanho do Estado precisa encolher para abrir espaço à iniciativa privada de
forma a garantir competitividade à região. Isso não vale apenas para os
governos inadimplentes, mas também para países como a França onde a presença do
Estado continua muito forte em vários setores da economia.
No descompasso que agora se procura ajustar, todos têm culpa. Os olhos
fecharam-se às mazelas da Grécia, de Portugal e da Irlanda, que por muito tempo
foi saudada como um prodígio na região. Erraram os dirigentes do Conselho
Europeu pela não introdução de mecanismos que mantivessem as finanças públicas
ajustadas ao limite de 3% de déficit com relação ao PIB, como ficou cravado no
Tratado de Maastricht.
Portugal chegou a um déficit público de 10% do PIB em 2009 e fechou com 9,1% em
2010. Agora, sob um programa de ajuste draconiano do FMI, que prevê cortes por
todos os lados, aumento da receita fiscal, fortalecimento do capital dos bancos
e um programa de privatização que prevê a venda da TAP, da EDP e a eliminação
da "golden share" que o Estado português detém em algumas empresas como a
Portugal Telecom, terá de baixar o déficit ao limite de 3% até o final de 2013.
É o mínimo que terá de fazer para justificar o pacote de ? 78 bilhões que o
país recebeu do FMI, do BCE e a UE e cuja conta vai recair em cima dos
contribuintes europeus em seu maior peso.
A Irlanda ganhou o seu pacote em dezembro passado, no total de ? 85 bilhões e
tenta cumprir as exigências de ajuste. A Grécia, em pé de guerra, voltou a
passar o pires. Não conseguiu manter-se minimamente alinhada com os ? 110
bilhões que obteve há um ano e quer mais. Continua com déficit em torno de 10%
do PIB. Na Espanha, o déficit público roda em torno dos 6% do PIB.
Quando o euro surgiu, não se imaginava que países detentores de moeda
presumidamente tão forte viessem a enfrentar tal situação de desconfiança dos
investidores. Doze anos depois, a crise está na Europa. A situação não será
rapidamente resolvida, por mais que os dirigentes europeus descartem qualquer
hipótese de reestruturação de dívida soberana contratada em euro.
Há movimentos políticos em paralelo que só aprofundam as dúvidas. Eleições à
porta em Portugal, mobilização popular na Grécia e na Espanha, e mudança no
comando do BCE com a saída do experiente Jean-Claude Trichet. Para
complementar, em nada ajuda o continente o aparente distúrbio de debilidade
sexual de Dominique Strauss-Kahn (ou DSK), comandante máximo do FMI até a
semana passada.
Maria Clara R. M. do Prado, jornalista, é sócia diretora da Cin - Comunicação
Inteligente e autora do livro "A Real História do Real". Escreve mensalmente,
às quintas-feiras.

Café cai para o menor nível de seis semanas e analista recomenda compra

Café cai para o menor nível de seis semanas e analista recomenda compra

Os contratos futuros de café fecharam em queda na ICE Futures em NY, influenciada por vendas genralizadas das commodities, testando os nível mais baixo de seis semanas . “ O mercado mostrou sinais fracos, não conseguindo segurar as alta de quarta-feira e por não ter forte para romper a máxima de ontem ( 274,90 cents), as venda começaram aparecer” disse um analista de NY. Julho variou 905 pontos, de 262,45 cents a 271,50 cents, fechando a 263,75 cents ( - 635 pontos), queda de 2,4%, o menor nível desde 04 de abril. "Estamos vendo a liquidação das commodities em geral", disse Sterling Smith, analista sênior com os corretores País Hedging Inc em Minnesota. Os contratos caíram 15% deste o ínicio do mês quando chegou ao maior nível dos últimos 34 anos ( 308,90 cents). A falta de café de alta qualidade continuam a ser preocupantes do momento. "A forte queda nos futuros arabica Nova York, nos últimos dez dias representa uma boa oportunidade de compra, como torradores muitos ainda permanecem insuficientemente prazo cobertas", Macquarie Bank disse em uma nota de commodities.




Preços do café devem ficar sustentados com aperto de oferta, diz Rabobank

De acordo com nota de pesquisa divulgada pelo Rabobank hoje, as cotações futuras do café devem permanecer sustentadas por algum tempo em função da oferta restrita do grão e do forte interesse de empresas comerciais. "Devido ao déficit na próxima safra, os preços devem continuar altos", divulgou. A estimativa do Rabobank é de que a relação entre estoque e consumo seja de 21% em 2010/11, menor que os 27% estimados pelo USDA, Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.