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terça-feira, 17 de maio de 2011

Governo prepara revolução nas regras para estimular produção de alimentos básicos

Governo prepara revolução nas regras para estimular produção de alimentos básicos

Mauro Zanatta | De Brasília | Valor Economico

O governo prepara uma profunda alteração nas regras do crédito rural. O esforço, cujo resultado será divulgado no fim de maio, busca estimular a produção de alimentos básicos, induzir a diversificação da agropecuária, garantir a sustentação de preços ao produtor e, ao mesmo tempo, manter sob controle a inflação dos alimentos.

Parte das mudanças no Manual de Crédito Rural, debatidas com bancos públicos e privados pelo governo, serão anunciadas no novo Plano de Safra 2011/12, apurou o Valor. Outra parte deve ser aprovada em reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) no fim de junho.

A proposta, costurada pelo Ministério da Fazenda ao longo dos últimos cinco meses, prevê uma "descommoditização" da política agrícola. Produtores de arroz, feijão, carnes, frutas e hortigranjeiros, que hoje pagam juros mais elevados por não figurar como prioridade do governo, passarão a ser equiparados aos empresários de soja, algodão e milho.

O novo manual de crédito, de 500 páginas, tentará desburocratizar as operações rurais e simplificar a concessão de recursos para custeio, investimento e comercialização das safras. Em época de bonança no setor rural e de altos volumes de recursos disponíveis no sistema financeiro, a tônica é facilitar a vida de clientes, bancos e do governo. Mas sempre com a ideia de evitar variações bruscas de preços no setor.

"A ação do governo precisa ser igual para todos os produtores, e não para uma cultura específica. Hoje, temos uma política mais 'commoditizada'. O foco é para igualar carnes, batata e tomate, que pagam taxas mais elevadas, às commodities", explica o secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt. Coordenador da revisão do manual, o economista enumera os objetivos: "É um estímulo à produção e ao controle de inflação. E tem um lado ambiental porque ajuda na diversificação da produção. Além disso, é mais fácil fiscalizar por CPF do que por cultura".

O novo manual unificará os limites individuais de crédito, que passarão a ser liberados por CPF do beneficiário. Assim, os limites por cultura devem acabar. Isso simplificará procedimentos e cortará custos operacionais. A medida deve elevar o teto dos recursos, de R$ 650 mil para até R$ 975 mil, dependendo da criação de "sobretetos", ainda em discussão, apurou o Valor. Hoje, as faixas do teto vão de R$ 200 mil a R$ 650 mil. O governo transformará os R$ 650 mil em piso. Se usar sementes certificadas, o produtor pode ter um bônus de 15%. Se comprovar respeito às leis ambientais, terá outros 15%. "O foco é trazer quem está abaixo dos R$ 650 mil. Mas o Tesouro dará a palavra final", afirma Bittencourt.

Para sustentar preços aos produtores durante os picos de safra, quando a abundância de oferta tende a derrubar cotações, o governo também dará ênfase à comercialização da produção. Para isso, vai separar a proteção ao produtor do crédito à agroindústria.

Os Empréstimos do Governo Federal (EGFs) devem acabar. Em seu lugar, o governo criará dois novos instrumentos: o Financiamento para Estocagem de Produtos Integrantes da PGPM (FEPM) e FEE, para produtos fora da Política de Garantia de Preços Mínimos. Assim, haverá uma elevação nos limite de crédito até duas vezes o que o produtor emprestou em custeio. A meta é dar velocidade à comercialização, garantir mais recursos ao produtor para segurar produtos nos armazéns e conferir mais "poder de fogo" para reter produção, inclusive pecuária. "O foco, hoje, não garante preços, mas apenas crédito", diz Gilson Bittencourt.

As mudanças incluem, ainda, a criação de uma espécie de crédito rotativo ("cheque especial"), com limite de crédito mais amplo e prazo maior. "Será um renovação simplificada, não necessariamente crédito rotativo", afirma o secretário-executivo. O governo ainda decidirá se o limite será R$ 200 mil, R$ 300 mil ou R$ 500 mil. A ideia é "zerar", por dois meses, essa conta. Entre junho e julho, por exemplo, o produtor quitaria esse débito.

Os produtores integrados a agroindústrias terão limites unificados de R$ 70 mil por CPF. Os tetos para investimentos fixos e semifixos devem subir, passando de R$ 200 mil para 300 mil. As agroindústrias também terão limites maiores, passando de R$ 30 milhões para R$ 40 milhões, inclusive no Funcafé (FAC). Os sementeiros terão até R$ 7 milhões.

Além disso, o governo avalia permitir aos bancos de cooperativas cumprir, em nome dos bancos privados, parte das "exigibilidades" do crédito rural - a parcela de 25% dos depósitos à vista com aplicação obrigatória no rural. A meta é fortalecer e estimular as cooperativas. Para criar o Depósito Interfinanceiro para Cooperativas de Crédito (DIR Cooperativas), porém, ainda falta definir a distribuição de riscos bancários. Também haverá alterações nas NPRs e exigências de registro em cartório.

Os bancos receberam bem as mudanças. "Parabéns ao Gilson pelo trabalho árduo. É um estímulo importante que demandou muito tempo e equipe especializada", disse o diretor da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Ademiro Vian. Antes, porém, os bancos terão que mudar sistemas de tecnologia, contratos-padrão e fazer adequações operacionais. "Mas é momento bom para fazer mudanças".


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Café Palheta volta ao mercado carioca

Café Palheta volta ao mercado carioca
Marca adquirida pela Sara Lee está disponível novamente nas gôndolas.

O Café Palheta, que nos últimos quatro anos esteve fora das gôndolas, volta a ser comercializado nos pontos-de-venda da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A marca, fundada em 1943, foi comprada pela Sara Lee Cafés em novembro do ano passado, e chegará com uma embalagem repaginada e com novo blend. O café é feito a partir de uma combinação dos melhores grãos de torra média escura que proporciona uma bebida forte e saborosa. Está disponível nas embalagens de 250g e 500g nas versões almofada e a vácuo.

Para o diretor de marketing da Sara Lee, Ricardo Souza, o retorno do Café Palheta ao mercado carioca tem como objetivo tornar a marca a segunda da empresa na região, atrás de Pilão, que tem 40% de market share. “O Café Palheta, apesar de ter ficado fora do mercado, ainda tem forte identificação com o consumidor carioca”. [Preço sugerido: R$ 5,68 (embalagem a vácuo 500g) | SAC 0800 703 55 55 ].

Campanha publicitária - A agência Talent é a responsável pela criação da campanha para anunciar a volta do Café Palheta. A partir do conceito “As coisas boas do Rio estão voltando” e com trilha sonora interpretada pelo baterista, cantor e compositor Wilson da Neves, o filme relembra as belezas da cidade, ao mesmo tempo em que celebra as novas conquistas, como sede da próxima Copa do Mundo e dos próximos Jogos Olímpicos.

O insight criativo para a campanha partiu da imagem do antigo Café Palheta, ponto de encontro no Rio anos atrás e presente na memória afetiva dos cariocas até hoje, como símbolo de uma cidade acolhedora, otimista e alegre. Além do filme (de 30’ e 60’), que será veiculado a partir do dia 16 de maio na TV Globo, TV Record, Rede TV! e TV Band, a campanha contará também com mídia exterior e mobiliário.

Sara Lee Cafés- A Sara Lee, multinacional americana, ingressou no Brasil em 1998 e iniciou um processo de aquisições de marcas. Na atualidade, todas as suas operações no Brasil estão concentradas no mercado de cafés, com as marcas Pilão, Café do Ponto, Seleto, Caboclo, Moka, Jaraguá, Damasco (Damasco, Maracanã, Bom Taí, Pacheco e Palheta), além do sistema monodose de café Senseo®, uma parceria mundial da Sara Lee com a Philips. A Sara Lee lidera o mercado nacional de café torrado e moído, com 22,3% de participação.

Atualmente, possui duas unidades fabris. A planta industrial de Jundiaí, que foi inaugurada em 2006, conta com 35 mil metros quadrados de área construída, num total de 226.596 metros quadrados e é a maior e mais moderna fábrica de torra e moagem de café da América Latina. A planta no bairro de Pirajá em Salvador (BA), inaugurada em março de 2011, conta com área total de 16 mil metros quadrados e abriga a base do escritório regional de Vendas da região Nordeste.

No Brasil, a Sara Lee emprega 1.225 funcionários diretos e cerca de 200 indiretos. Merece destaque ainda a preocupação da empresa com a Sustentabilidade: apoio a agricultura sustentável, compra de cafés com selo Utz, aproveitamento da água da chuva e a manutenção de APP - Área de Preservação Permanente, com aproximadamente 52.000 metros quadrados, além de rígido processo de controle de emissão de poluentes.

No mercado desde 1939, a Sara Lee encanta milhões de consumidores e clientes ao redor do mundo. A empresa possui um dos mais amados e principais portfólios com suas marcas inovadoras e confiáveis de alimentos e bebidas, incluindo Ball Park, Douwe Egberts, Hillshire Farm, Jimmy Dean, Sara Lee e Senseo. Juntas, nossas marcas geram aproximadamente US$ 11 bilhões em vendas líquidas anuais. Sara Lee tem aproximadamente 33.000 funcionários trabalhando em suas operações em todo o mundo. [www.saralee.com].

Boletim Diario do Mercado de Café - 17 Maio 2011.

H.Commcor DTVM


O Mercado físico de café trabalhou o dia nos mesmos níveis de ontem. Para cafés Safra 10/11 de R$ 515,00 a R$ 525,00, com 10%a 15% de catação, e para cafés com 15% a 20% de catação R$ 505,00 a 515,00.

O fechamento do café arábica BMF para o vencimento Set/11 foi a US$ 333,40 com 3,50 de alta, totalizando um volume de 1.628 contratos. Saiu spread Set/Dez de 0,50 a 1,00. Observamos arbitragem Set/Set de -18,80 a -17,25; Set/Dez de -21,20 a -20,00; Dez/Dez de -20,30 a -19,50. O mercado de café na BMF trabalhou o dia em um movimento de correção técnica recuperando as perdas dos dias anteriores, com a melhora no cenário externo e também a queda do dólar em relação a outras moedas dando suporte para o dia de hoje.
Hoje não desceu nenhum contrato para o vencimento Maio11, totalizando 411 contratos entregues.

O mercado de café para o vencimento Julho/11 encerrou cotado a 266,10, com 200 pontos de alta, e range entre 263,60 e 268,40.Quebrando a tendência de queda das últimas sessões, a cotação do café nesta terça-feira registrou acentuado ganho. Fazendo a mínima do dia a263,60, nível acima da marca registrada ontem, tímidas compras em escala foram sendo notadas, encontrando com baixo volume de negócios sua resistência de 265,00. Quebrando tal patamar, o grão logo objetivou sua média móvel de 100 dias a 265,70, onde assim foi observado maior volume de compras e ativações de specs, levando a commodity a suas máximas do dia a 266,70, fechando com leve depreciação a 266,10. Após o fechamento, dando continuidade a tal movimento de apreciação, novas compras deram maior fôlego para o mercado, registrando assim uma nova máxima do dia a 268,40, deixando a idéia do mercado para a sessão subseqüente, testar novamente tais patamares. Na sessão de hoje não desceram 49 canudos, totalizando2.626 canudos. As médias móveis de 40, 100 e 200 dias estão compreendidas em 281,50 / 265,70 e 229,00 respectivamente. De acordo com a Cecafé, os embarques de maio (entre os dias 01 e 16) somam 791.343 sacas, uma variação negativa de 4,0% em relação ao mesmo período do mês anterior. O café Londres Julho/11 encerrou cotado a 2492, com 19 pontos de alta, num range de 2462 e 2507.

Estoques dos EUA crescem 119 mil sacas em abril, diz GCA

Estoques dos EUA crescem 119 mil sacas em abril, diz GCA

Os estoques de café nos Estados Unidos tiveram uma alta de 119.138 sacas no final de abril, totalizando 4.351.291 sacas, informou a GCA (Green Coffee Association). No final de março, os estoques do país eram de 4.232.153 sacas. A maior alta de estoques foi verificada no armazém de Nova Iorque, com aumento de 123.461 sacas, com o aumento nos armazém de Los Angeles/Long Beach sendo de 21.595 sacas. A maior retração foi observada no armazém de Houston, com baixa de 34.898 sacas. Anteriormente, uma informação havia sido transmitida informando incorretamente os números sobre os estoques do país. Os números apresentados agora são os oficiais da GCA.

Café mantém fraqueza e tem dia de perdas consideráveis na ICE

Café mantém fraqueza e tem dia de perdas consideráveis na ICE

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com novas quedas, em mais uma sessão caracterizada pelo clima negativo que tomou conta do setor nos últimos dias. Especuladores e fundos continuaram instalados no lado vendedor do mercado e várias liquidações foram detectadas, principalmente na segunda metade da sessão. O dia foi iniciado com as cotações próximas da estabilidade, sendo que os preços tiveram variações não muito intensas no lado positivo e negativo da escala. Na segunda parte do dia, no entanto, ao conseguir romper o nível de 268,65 centavos, o mercado ganhou impulso para novos stops de vendas e as perdas passaram a ser verificadas com maior intensidade, com o mercado encerrando o dia abaixo dos 265,00 centavos, algo considerado negativo por alguns operadores.

Com mais uma queda, o mercado que se mostrava sobrecomprado dá sinais de não mais ter forças para manter um padrão de ganho anterior e os bearishs (baixistas) voltaram a ter predominância nas ações. Alguns suportes mais básicos já foram facilmente rompidos e o mercado não dá demonstração de uma reação mais efetiva. Outro suporte, desta vez com maior potencial, está em 256,00 centavos, nível que, se rompido, poderia abrir espaço para liquidações mais consistentes, encerrando, efetivamente, um ciclo de ganhos consistentes no mercado em quase um ano de ações de grande volume de compra. Tecnicamente, o mercado que se mostrava bastante forte já vê sinais de fraqueza, seja no Índice de Força Relativa, seja nas médias móveis, como de 20 e 40 dias, que já não conseguem ser sobrepostas nos fechamentos, algo que é lido pelos operadores como bastante negativo.

No encerramento do dia, o julho em Nova Iorque teve queda de 530 pontos com 264,10 centavos, sendo a máxima em 272,15 e a mínima em 263,05 centavos por libra, com o setembro registrando oscilação negativa de 525 pontos, com a libra a 267,05 centavos, sendo a máxima em 275,00 e a mínima em 266,00 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho registrou queda de 54 dólares, com 2.473 dólares por tonelada, com o setembro tendo desvalorização de 53 dólares, com 2.504 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o mercado continua demonstrando um padrão de liquidação, com vendas significativas sendo realizadas, o que faz com que o café perca muitas das "gorduras" acumuladas ao longo dos últimos meses. O cenário externo também não contribui para uma melhoria do quadro. Nesta segunda-feira, mais uma vez, as commodities apresentaram retrações, numa manutenção do quadro de mau humor, com muitos operadores se retirando dos mercados de maior risco para investir em segmentos mais seguros. "Alguns fundos estão diminuindo o apetite no mercado de commodities. Isso é um fato. E está refletido nas cotações em queda. O café reflete esse mau momento, com perdas consideráveis. Mas, fundamentalmente, ainda temos um quadro apertado para grão é não seria exagerado pensarmos que essa pressão vendedora pudesse ser estancada logo, já que, além do pouco café disponível, vivemos um momento climático delicado e todo o cuidado é pouco diante desse quadro", disse um trader.

A agência estatal reguladora de café do Burundi, denominada Arfic, divulgou que seu objetivo é dobrar, em cinco anos, a produção do grão no país. Para tanto, um processo de renovação será executado em grande parte das lavouras locais. A agência prevê replantar ao menos 7,5 milhões de árvores, privilegiando as variedades de alta produção e mais resistentes, segundo apontou o diretor desse órgão, Evariste Ngayempore. Ao final da renovação, o país quer passar das atuais 25 mil toneladas obtidas anualmente para 50 mil toneladas. Neste ano, o país sofreu com problemas de pragas, doenças e também com uma seca. Burundi produz, predominantemente, arábica e venda a grande maioria de seu café para os Estados Unidos e União Européia.

Os estoques de café nos Estados Unidos tiveram uma alta de 119.138 sacas no final de abril, totalizando 4.351.291 sacas, informou a GCA (Green Coffee Association). No final de março, os estoques do país eram de 4.232.153 sacas. A maior alta de estoques foi verificada no armazém de Nova Iorque, com aumento de 123.461 sacas, com o aumento nos armazém de Los Angeles/Long Beach sendo de 21.595 sacas. A maior retração foi observada no armazém de Houston, com baixa de 34.898 sacas. Anteriormente, uma informação havia sido transmitida informando incorretamente os números sobre os estoques do país. Os números apresentados agora são os oficiais da GCA.

A Colômbia teve mais um final de semana de chuvas intensas e enchentes foram reportadas em diversas regiões do país. Entidades especialistas em meteorologia indicam que esta é a pior temporada de chuvas da história da nação sul-americana. Quatorze Estados do país estão com alerta vermelho por conta das chuvas, entre eles zonas cafeeiras como Cundinamarca, Boyacá, Antioquia, Santander, Caldas Cauca e do Atlântico. O país registra 448 mortes por conta da atual temporada de chuvas.

As exportações de café do Brasil em maio, até o dia 13, somaram 708.845 sacas, contra 824.715 sacas registradas no mesmo período de abril, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 10.555 sacas indo para 1.645.660 sacas.

O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 18.761 lotes, com as opções tendo 5.018 calls e 4.136 puts. Tecnicamente, o julho na ICE Futures US tem uma resistência em 272,15, 272,50, 273,00, 273,50, 274,00, 274,50, 274,90-275,00, 275,50, 276,00 e 276,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 263,05-263,00, 262,50, 262,10-262,00, 261,50, 261,00, 260,50, 260,10-260,00, 259,50 e 259,00 centavos por libra.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Boletim Diario do Mercado de Café - 16 Maio 2011.

H.Commcor DTVM


O Mercado físico de café iniciou a semana sem muitas ofertas compradoras, devido a forte baixa que tivemos no mercado futuro.Para cafés Safra 10/11 de R$ 515,00 a R$ 525,00, com 10% a 15% de catação, e para cafés com 15% a 20% de catação R$ 505,00 a 515,00.

O fechamento do café arábica BMF para o vencimento Set/11 foi a US$ 329,90 com -6,85 de baixa, totalizando um volume de 1.548 contratos. Saiu spread Set/Dez de 0,50 a 1,00. Observamos arbitragem Set/Set de -18,50 a -17,50; Set/Dez de -21,00 a -20,00; Dez/Dez de -20,30 a-19,50. O mercado de café na BMF trabalhou o dia em baixa, acompanhando o mercado de NY que fez novas mínimas. Após romper a MM de 100 dias queera 265,40 ele continuou a realização chegando a mínima a 263,05. Aqui na BMF chegamos a mínima a 329,00 com algumas liquidações de comprados etambém alguns stops, onde acabou por fechar nestes níveis.
Hoje não desceu nenhum contrato para o vencimento Maio11, totalizando 411 contratos entregues.

O mercado de café para o vencimento Julho/11 encerrou cotado a 264,10, com 530 pontos de queda, e range entre 263,05 e 272,15. Dando continuidade ao movimento assistido na última sessão, a cotação do café nesta segunda-feira trabalhou predominantemente em tendência de queda. Fazendo a máxima do dia logo na abertura das opções a 272,15, vendas em escala começaram a ser notadas, contrariando a acentuadaapreciação do euro frente ao dólar, bem como a otimista tendência das commodities. Quebrando o suporte de 270,00 o grão logo objetivou a mínima do dia a 268,25, buscando rapidamente seus próximos suportes de 267,50 e 265,00. Sem perder o negativo movimento, a quebra deste nível resultou em moderada ativação de stops, levando o café para sua mínima 28 dias a 263,05. Com certa defesa no período de ajuste, o grão fechou o dia cotado a 264,10. De acordo com a CGA, os estoques de café verde (Green Coffee) apresentou uma queda de 38.672 sacas, totalizando 4.193.481 sacas.Nasessão de hoje não desceram 20 canudos, totalizando 2.577 canudos. As médias móveis de 40, 100 e 200 dias estão compreendidas em 281,20 / 265,40 e 228,50 respectivamente. De acordo com a Cecafé, os embarques de maio (entre os dias 01 e 13) somam 708.845 sacas, uma variação negativade 14,0% em relação ao mesmo período do mês anterior. O café Londres Julho/11 encerrou cotado a 2473, com 54 pontos de queda, num range de 2455 e 2513.

Sara Lee está vendendo suas unidades não relacionadas à área de alimentação

Sara Lee X SC Johnson


Objeções feitas pelas autoridades europeia de regulação de mercado forçaram a americana Sara Lee a desfazer a venda de sua operação de inseticidas à SC Johnson & Son em toda União Europeia, conforme a Reuters.

O negócio, entretanto, será completado em outros mercados onde as duas empresa atuam, como Malásia, Cingapura, Quênia e Rússia. Em junho do ano passado a Sara Lee concordou em vender a divisão de inseticidas à SC Johnson & Son por €153,5 milhões (US$ 188,7 milhões).

A Sara Lee está vendendo suas unidades não relacionadas à área de alimentação. No Brasil, a companhia dona das marcas Café Caboclo e Café do Ponto comprou em novembro a Café Damasco, por R$ 100 milhões, e ainda considera novas oportunidades de compra.

Market international coffee today

Market international coffee today

Colombians, UGQ, were offered FOB, for June/July/Aug. equal shipment from 18¢ to 22¢ over the relevant months “C.”
Colombian supremos, screen 17/18, were offered FOB, for June/July/Aug. equal shipment from 24¢ to 28¢ over the relevant months “C.”
Santos 2s, screen 17/18, fine cup, were offered FOB for July through Dec. equal shipment from 14¢ under the relevant months “C.”
Santos 2/3s, medium to good bean, fine cup, were offered FOB for July through Dec. equal shipment from 19¢ under the relevant months “C.”
Santos 3/4s were offered FOB for June shipment from 18¢ to 17¢ under July “C,” and offered FOB for July through Dec. equal shipment from 29¢ to 27¢ under the relevant months “C.”
Brazil conillon robustas, 5/6s, screen 13, were offered FOB for June shipment from 3¢ over July London. Prime Mexicans were offered FOB Laredo for May/June crossing from 4¢ to 5¢ over July “C.”
Prime Mexicans, were offered FOB Veracruz for June/July/Aug. equal shipment from 1¢ to 3¢ over the relevant months “C.”
High grown Mexicans, European preparation, were offered FOB Veracruz for June/July/Aug. equal shipment from 8¢ over the relevant months “C.”
Prime Guatemalas were offered FOB, per 46 kilos, June/July/Aug. equal shipment from $5 to $6 over the relevant months “C.”
Hard bean Guatemalas, European preparation, were offered FOB for June/July/Aug. equal shipment from $9 to $11 over, per 46 kilos, the relevant months “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for June/July/Aug. equal shipment from $18 over the relevant months “C.”
Hard bean Costa Ricas, European preparation, were offered FOB for June/July/Aug. equal shipment from $28 over, per 46 kilos, the relevant months “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for June/July/Aug. equal shipment from $32 to $34 the relevant months “C.” Central standard Salvadors were offered FOB per 46 kilos, for June/July/Aug. equal shipment from $7 over the relevant months “C.”
High grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for June/July/Aug. equal shipment from $11 to $12 over per 46 kilos, the relevant months “C.”
Strictly high grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for June/July/Aug. equal shipment from $14 over, per 46 kilos, the relevant months “C.”
High grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for June/July/Aug. equal shipment from $2 over the relevant months “C.”
Strictly high grown Hondurans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for June/July/Aug. equal shipment from $5 to $7 over the relevant months “C.” Hard bean Perus, MCMs, were offered FOB for June/July/Aug. equal shipment, per 46 kilos, from equal to to $1 under the relevant months “C.”
Hard bean Perus, MCs, were offered FOB for June/July/Aug. equal shipment, per 46 kilos, from $3 to $2 under the relevant months “C.”
Uganda robustas, screen 15, were offered exdock for June shipment from 14¢ over July London. Vietnam robustas, grade 1, were offered exdock for June shipment from 9¢ over July London.
Vietnam robustas, grade 2, were offered exdock for June shipment from 7¢ over July London. Indonesian robustas, grade 4, 80 defects, were offered exdock for June shipment from 8¢ to 9¢ over July London.

domingo, 15 de maio de 2011

Os mesmos problemas e as mesmas soluções.

Os mesmos problemas e as mesmas soluções.

Hoje com os mercados interligados as soluções aparecem e voltam como as mesmas soluções.
Desde que a crise de 2.008 as soluções para os mercados tem sido emitir papel moeda inundando o mercado de dinheiro novo e gerando inflação.
Esta mediada que no Brasil foi feita em larga escala na década de 80 e muito critica pelos paises das grandes economias foi à única solução por muito tempo no nosso pais.
Hoje o que acontece com as grandes economias é enorme déficit fiscal, previdenciários e para amenizar a crise e jogar a sujeira toda para debaixo do tapete emitem dinheiro e geram inflação. É fácil imaginar que a coisa vai ficar feia em um futuro próximo, a inflação desvaloriza as moedas e encarecem as produções e permitem que uma maior quantidade de pessoas possua numerário para consumir.
O consumo continuara a crescer junto com as populações e com o crescimento do poder aquisitivo, portanto é difícil imaginar que o commodities possa cair por muito tempo.
As realizações começadas há algumas semanas devera continuar por algum tempo, mas após estas realizações, imaginando que a maioria das commodities teve uma valorização de 100% em media e depois de quase um crash em 2.008 muitos querem fechar seus balanços e puxar seu lucro pra dentro dos cofres. Agora após estas realizações e com economias capengando e pedindo socorro na Europa, e a economia Norte Americana ainda patinando, a solução de emissão de papel moeda virá novamente como a única salvação da lavoura e o mercado terá ainda mais dinheiro para especulação que devera vir novamente para as commodities.
Para o nosso mercado cafeeiro me parece que a solução também vem em uníssono que seria de industrializar café com qualidade pior baixando o custo do produto final.
Para esta solução o robusta conilon vem como a primeira alternativa para as indústrias e esta matéria prima que esta em seu preço histórico ira se valorizar ainda mais porque mesmo em preço histórico parece ainda como a melhor saída no momento.
Vemos isso claramente quando vemos o avanço da exportação deste tipo de café no Brasil que nos últimos dois meses exportou 430 mil sacas de 60 kg, 130 mil sacas em março de 2011 e 300 mil em abril de 2011, o que historicamente representaria uma evolução de quase 500% se formos olhar a exportação de janeiro e fevereiro de 2.011.
A procura por este tipo de mercadoria fez um desequilíbrio no mercado domestico que pagava há duas semanas atrás por este tipo de café na casa de R$215.00 no final de semana já estava sendo comercializado na casa de R$250.00 um acréscimo na casa de 16% nas ultimas duas semanas.
Os mesmos problemas e as mesmas soluções.
O estoque divulgado esta semana dos paises consumidores nesta semana reflete a quantidade de café exportado a mais pelo Brasil na ultima safra aonde vimos crescimento nos estoques em mais de dois milhões de sacas que era em seu ultimo relatório que era em dezembro de 2010 21.056 milhões de sacas e fechou em março ultimo em 23.181 milhões de sacas de café de 60 kg.
Os fundos continuaram a sair de suas posições de vendido e diminuíram 5.000 contratos em suas posições compradas e dando a impressão que ainda continuara a fazer ainda por algum tempo.
A oferta continua, mas o verão no hemisfério norte diminuiu o consumo estoques aumentando a procura por cafés inferiores e problemas em economias do hemisfério norte trazem incerteza e volatilidade para o café que parece que ainda não achou seu ponto de parada.
Tecnicamente a coisa fica um pouco mais complicada para os produtores, o fechamento gráfico na ultima sexta feira em engolfo diário e na mínima da semana onde tivemos a maior diferença entre a mínima e a máxima da semana com diferencial negativo acima de 2400 pontos mostra força no mercado, mas esta força é para baixo o que poderemos ter mais realizações esta semana.
O fechamento abaixo de 270.00 foi visto como negativo pelo mercado e se iniciou um novo movimento que projeta preços na casa de 253.00 cents de dólar por libra peso.
Temos resistências na casa de 265.00 263.00 e o rompimento de 260.00 o teste de 254.05 que foi o ultimo fundo.
Vamos aguardar e ver como o mercado andara.
A CRP corretora continua trabalhando a ponta vendedora e trazendo trades positivos para casa, mas sabendo do aperto de mercadoria e o inverno brasileiro que se aproxima , temos um grande gerenciamento de risco e stops curtos.
Uma boa semana a todos e que Deus os abençoe.
Wagner Pimentel
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