Proposta de sustentação de preços do café CNA é semelhante à proposta apresentada por Silas Brasileiro
Proposta aprovada pela CNA é semelhante à proposta apresentada e divulgada por Silas Brasileiro em 23/02/2010
A Comissão de Café da CNA reuniu-se na tarde de ontem, dia 30/03/2010, a fim de discutir propostas para medidas de sustentação de preços para a safra de café que se aproxima. A reunião foi realizada na sede da entidade em Brasília, com a participação de dirigentes de Sindicatos, Cooperativas e do Conselho Nacional do Café.
O Presidente da Comissão, Sr. Breno Pereira de Mesquita, apresentou proposta de um seguro para estimular a concessão de crédito para operações de estocagem, semelhante a do Deputado Silas Brasileiro apresentada no informativo e divulgada em 23/02/2010, que segue anexo. Em síntese, a idéia é de reduzir o risco dos agentes financeiros nestas operações, a fim de alavancar um volume expressivo de recursos, e reduzir o impacto da entrada da próxima safra no mercado, assim fortalecer os preços recebidos pelos produtores.
Na proposta do representante da CNA, ele estipulou uma meta de 20 milhões de sacas a serem financiadas no programa, acrescentando ainda, um projeto de opções para 5 milhões de sacas. Os presentes aprovaram a idéia, que deverá ser encaminhada ao novo Ministro da Agricultura, que será empossado hoje, Dr. Wagner Rossi.
Para o Deputado Silas Brasileiro é oportuno à apresentação de propostas que sirvam para dar sustentação aos cafeicultores no momento em que se inicia a colheita da safra de café.
Brasília, 31 de março de 2010
SILAS BRASILEIRO
Deputado Federal
PROPOSTA DIVULGADA POR SILAS BRASILEIRO EM 23/02/2010
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PROGRAMA DE ESTÍMULO AO CRÉDITO PARA FORMAÇÃO DE ESTOQUES PRIVADOS DE CAFÉ
1) Considerações Iniciais:
Os preços do café brasileiro têm sofrido ao longo dos últimos anos forte depreciação em relação aos nossos principais concorrentes, com prejuízo para os nossos produtores.
Como motivo principal, está à estrutura do setor exportador nacional, diluído em mais de uma centena de agentes que comercializam os cafés de nossos produtores no mercado externo, em que 70% da demanda se concentra em sete grandes corporações, caracterizando um oligopsônio.
O processo de formação de preços na estrutura atual inicia-se pela venda dos exportadores aos agentes externos, que aplicam descontos (conhecidos como diferenciais) aos nossos cafés em relação aos cafés cotados na Bolsa de Nova York (contrato C). Quando os diferenciais são negociados com altos deságios, como ocorre atualmente, os preços recebidos pelos produtores ficam aviltados. Para mudar este processo é necessário criar condições para que haja um maior equilíbrio de forças neste mercado, com uma maior participação dos produtores no processo de formação de preços do café.
2) Situação Atual
Temos hoje uma situação inusitada. O Brasil encontra-se atualmente com baixíssimos estoques nas mãos do setor privado, estima-se no mercado que nosso estoque de passagem será de cerca de 4 milhões de sacas, um dos mais baixos registrados até hoje, entretanto os preços não reagem. A razão disso está na transferência de nossos estoques para os países consumidores.
É conhecido no mercado o fato de que o mesmo volume de estoques tem impacto diferente e até oposto, dependendo de estar nas mãos dos produtores ou consumidores. É o que ocorre atualmente, com a demanda concentrada em um pequeno número de corporações. Com grandes volumes de estoques, as indústrias internacionais colocam altos deságios em nossos cafés, com conseqüências desastrosas nos preços pagos aos produtores.
3) Instrumento proposto – Seguro contra queda abaixo dos Preços Mínimos vinculado a operações de financiamento de estocagem
A maneira mais eficaz de reequilibrar a relação de forças no mercado e desta forma, criar condições de negociação que valorizem mais nossos cafés, é deixar na origem os estoques. O problema que temos hoje, é que com os produtores descapitalizados, muitos deles não suportam reter o produto recebendo pela saca financiada 70 ou 80% do seu preço, o que os obriga a vender. Por outro lado, o agente financeiro não tem condições de financiar 100% do produto, devido à margem de segurança que eles necessitam operar por força de seus normativos. Além disso, o Funcafé não dispõe de recursos necessários para financiar um volume que viesse deixar os compradores em uma situação não tanto confortável como a atual.
O instrumento proposto é simples, ele consiste na criação de um seguro contra queda nos preços do produto financiado, de forma que os bancos ao fazer a concessão do financiamento teriam a certeza de que em caso de declínio nos preços em níveis abaixo dos preços mínimos, os produtores receberiam um ressarcimento de um valor que seria fixado, de forma que daria segurança ao Banco para emprestar, e ao mesmo tempo, condições financeiras para que produtores e outros agentes da cadeia como indústrias nacionais e exportadores, conseguissem fazer a operação, diminuindo a pressão de oferta que provoca os altos descontos. A fonte de recursos para o seguro seria o Funcafé, que tem na lei que o criou, amparo para esta ação.
Exemplificamos, somente para efeito de compreensão, visto que o atual preço de garantia precisa ser corrigido por estar abaixo do custo de produção:
Produtor A - Vai ao Banco e recebe no preço de hoje R$ 261,00 por saca de café financiado pelo prazo de 12 meses. Após 12 meses podem ocorrer 2 situações distintas:
1ª – Os preços se mantêm acima dos preços mínimos e ele paga o financiamento.
2ª – Os preços declinam em níveis abaixo do preço mínimo, o produtor vende o café e recebe o complemento que foi determinado no seguro.
Supondo que o valor do seguro fosse de até R$40,00 por saca e na situação 2 os preços caíssem para R$240,00, o produtor receberia R$21,00 para complementar o preço mínimo de garantia e pagar o banco.
4) Custo para o Governo
Se colocarmos como meta o financiamento de 10 milhões de sacas de café em toda a cadeia, e utilizando-se o valor exemplificado acima, seria necessário que o Governo realizasse uma alocação orçamentária no Funcafé de R$400 milhões, valor este que teria uma pequena possibilidade de efetivamente ser utilizado, dado ao fortíssimo impacto que o Programa forneceria ao mercado.
5) Efeitos no Mercado
Os seguintes efeitos podem ser esperados a partir da adoção deste instrumento:
- Uma maior oferta de crédito por parte dos agentes financeiros para estocagem do grão, inclusive de fontes de exigibilidade obrigatória, já que seria uma operação com baixíssimo nível de risco para os bancos.
- Maior facilidade dos produtores em acessar esta linha de crédito.
- Maior volume de sacas financiadas. Além dos produtores, todos os demais agentes da cadeia café poderiam acessar o instrumento e as linhas de crédito, de forma que a pressão da oferta seria minimizada.
- Maior harmonia na cadeia café, com redução dos conflitos. Diminuiria a disputa pelos recursos entre os diferentes agentes, uma vez que se espera um substancial aumento na oferta de crédito, bem como pelo fato de toda cadeia assumir uma mesma posição diante do mercado.
- Melhora nos preços pagos aos produtores, pela via da redução dos descontos aplicados contra nossos cafés. Significa que diferentemente de outras políticas que procuravam elevar os preços internos por medidas de impacto a todos os demais produtores mundiais e exerciam o chamado efeito “guarda chuva”, o instrumento proposto irá elevar os preços de nossos cafés sem beneficiar os nossos concorrentes.
- Melhoria na renda dos produtores, melhoria na economia dos mais de 1.700 municípios onde a cafeicultura se faz presente, aumento na oferta de empregos, redução da inadimplência nos financiamentos, eliminação da necessidade constante de renegociações de dívidas pela falta de renda.
A proposta que estamos apresentando foi fruto de discussão com diferentes agentes da cadeia café e profissionais do sistema financeiro, e foi elaborada a partir da percepção da necessidade de novas estratégias em razão da insuficiência dos resultados das políticas adotadas no último ano para fazer frente à crise enfrentada pelo setor produtivo.
Esperamos com esta contribuição, oferecer uma eficaz alternativa que possa corrigir o que consideramos ser distorções oriundas de um mercado em que a correlação de forças e de organização entre oferta (produtores) e demanda (indústrias internacionais) é profundamente e perversamente desigual.
Entendemos ainda ser necessária a adoção de outras medidas para a estruturação do setor, que vão desde o reajuste do preço mínimo “que é fundamental”, a continuidade dos programas de opções de venda, o aperfeiçoamento das estatísticas brasileiras, a agilização dos financiamentos de custeio e colheita dos produtores, a erradicação de lavouras improdutivas e o equacionamento do endividamento da cafeicultura, para que possamos no menor espaço de tempo possível, proporcionar melhores condições de remuneração a nossos cafeicultores e trabalhadores que sofrem com a situação atual.
Brasília, 23 de fevereiro de 2010
SILAS BRASILEIRO
Deputado Federal
quarta-feira, 31 de março de 2010
31/03 17:00 SAFRAS APONTA PRODUÇÃO 2010/11 EM 51,6 A 54,2 MI SCS - 1a SONDAGEM
31/03 17:00 SAFRAS APONTA PRODUÇÃO 2010/11 EM 51,6 A 54,2 MI SCS - 1a SONDAGEM
A safra brasileira de café 2010/11 deve ficar entre 51,6 a
54,2 milhões de sacas. É o que aponta a primeira sondagem de SAFRAS & Mercado
para a safra 2010/11 (colhida em 2010), realizada através de um levantamento
junto a produtores, agrônomos, técnicos, cooperativas e secretarias de
agricultura, exportadores e indústrias, entre outros órgãos das regiões
produtoras de café do Brasil. Já a produção 2009/10 foi ligeiramente revisada
para cima por SAFRAS de 42,5 milhões de sacas para 43,2 milhões de sacas.
Na comparação entre a safra 2010/11 e 2009/10, SAFRAS projeta, portanto,
uma elevação na produção de 19% a 25%. O número médio da safra 2010/11 (entre
estimativa mínima e máxima) ficou em 52,9 milhões de sacas, acima da safra
recorde de 2002/03, que fora de 52,5 milhões de sacas, segundo SAFRAS.
A produção total de arábica 2010/11 foi indicada em 39,05 a 41,05 milhões
de sacas, com aumento de 24% a 31% sobre 2009/10 (31,4 milhões de sacas). Já a
safra 2010/11 de conillon foi colocada em 12,55 a 13,15 milhões de sacas,
devendo ter incremento de 6% a 11% na comparação com 2009/10 (11,8 milhões de
sacas).
Veja abaixo o quadro completo com a primeira sondagem de SAFRAS & Mercado
para a safra brasileira de café 2010/11 e a revisão da safra 2009/10, além de
comparativo com safras anteriores:
--------------------------------------------------------------------------
CAFÉ BRASIL: PRIMEIRA SONDAGEM - SAFRA 2010/11
- em milhões de sacas de 60 quilos -
--------------------------------------------------------------------------
2010/11** 2009/10* 2008/09* 2007/08
Var % Var % Média (b)
(a1/b) (a1) (a2/b) (a2)
--------------------------------------------------------------------------
Minas Gerais 25 27,10 32 28,60 27,85 21,60 26,00 17,20
- Sul/Oeste 30 15,00 39 16,00 15,50 11,50 14,20 8,50
-Cerrado 36 5,30 41 5,50 5,40 3,90 5,00 3,10
-Zona da Mata 10 6,80 15 7,10 6,95 6,20 6,80 5,60
Espírito Santo 3 12,00 8 12,50 12,25 11,60 11,90 10,40
- arábica 12 2,90 15 3,00 2,95 2,60 2,80 2,10
- conillon 1 9,10 6 9,50 9,30 9,00 9,10 8,30
São Paulo 28 4,60 33 4,80 4,70 3,60 4,80 3,10
Paraná 31 2,10 38 2,20 2,15 1,60 2,60 1,90
Bahia 20 2,40 25 2,50 2,45 2,00 2,45 2,30
- arábica 20 1,80 23 1,85 1,83 1,50 1,80 1,60
-conillon 20 0,60 30 0,65 0,63 0,50 0,65 0,70
Rondônia 25 2,00 31 2,10 2,05 1,60 1,90 1,50
Outros 17 1,40 25 1,50 1,45 1,20 1,45 1,50
-arábica 10 0,55 20 0,60 0,58 0,50 0,65 0,60
-conillon 21 0,85 29 0,90 0,88 0,70 0,80 0,90
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ARÁBICA 24 39,05 31 41,05 40,05 31,40 38,65 26,50
CONILLON 6 12,55 11 13,15 12,85 11,80 12,45 11,40
TOTAL 19 51,60 25 54,20 52,90 43,20 51,10 37,90
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Fonte: Cooperativas; Produtores, Exportadores, Comerciantes, Armazenadores,
Secretarias de Agriculutras e Deral/PR
*Estimativas e **Projeções - Safras & Mercado
Elaboração: Safras e Mercado
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A safra brasileira de café 2010/11 deve ficar entre 51,6 a
54,2 milhões de sacas. É o que aponta a primeira sondagem de SAFRAS & Mercado
para a safra 2010/11 (colhida em 2010), realizada através de um levantamento
junto a produtores, agrônomos, técnicos, cooperativas e secretarias de
agricultura, exportadores e indústrias, entre outros órgãos das regiões
produtoras de café do Brasil. Já a produção 2009/10 foi ligeiramente revisada
para cima por SAFRAS de 42,5 milhões de sacas para 43,2 milhões de sacas.
Na comparação entre a safra 2010/11 e 2009/10, SAFRAS projeta, portanto,
uma elevação na produção de 19% a 25%. O número médio da safra 2010/11 (entre
estimativa mínima e máxima) ficou em 52,9 milhões de sacas, acima da safra
recorde de 2002/03, que fora de 52,5 milhões de sacas, segundo SAFRAS.
A produção total de arábica 2010/11 foi indicada em 39,05 a 41,05 milhões
de sacas, com aumento de 24% a 31% sobre 2009/10 (31,4 milhões de sacas). Já a
safra 2010/11 de conillon foi colocada em 12,55 a 13,15 milhões de sacas,
devendo ter incremento de 6% a 11% na comparação com 2009/10 (11,8 milhões de
sacas).
Veja abaixo o quadro completo com a primeira sondagem de SAFRAS & Mercado
para a safra brasileira de café 2010/11 e a revisão da safra 2009/10, além de
comparativo com safras anteriores:
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CAFÉ BRASIL: PRIMEIRA SONDAGEM - SAFRA 2010/11
- em milhões de sacas de 60 quilos -
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2010/11** 2009/10* 2008/09* 2007/08
Var % Var % Média (b)
(a1/b) (a1) (a2/b) (a2)
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Minas Gerais 25 27,10 32 28,60 27,85 21,60 26,00 17,20
- Sul/Oeste 30 15,00 39 16,00 15,50 11,50 14,20 8,50
-Cerrado 36 5,30 41 5,50 5,40 3,90 5,00 3,10
-Zona da Mata 10 6,80 15 7,10 6,95 6,20 6,80 5,60
Espírito Santo 3 12,00 8 12,50 12,25 11,60 11,90 10,40
- arábica 12 2,90 15 3,00 2,95 2,60 2,80 2,10
- conillon 1 9,10 6 9,50 9,30 9,00 9,10 8,30
São Paulo 28 4,60 33 4,80 4,70 3,60 4,80 3,10
Paraná 31 2,10 38 2,20 2,15 1,60 2,60 1,90
Bahia 20 2,40 25 2,50 2,45 2,00 2,45 2,30
- arábica 20 1,80 23 1,85 1,83 1,50 1,80 1,60
-conillon 20 0,60 30 0,65 0,63 0,50 0,65 0,70
Rondônia 25 2,00 31 2,10 2,05 1,60 1,90 1,50
Outros 17 1,40 25 1,50 1,45 1,20 1,45 1,50
-arábica 10 0,55 20 0,60 0,58 0,50 0,65 0,60
-conillon 21 0,85 29 0,90 0,88 0,70 0,80 0,90
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ARÁBICA 24 39,05 31 41,05 40,05 31,40 38,65 26,50
CONILLON 6 12,55 11 13,15 12,85 11,80 12,45 11,40
TOTAL 19 51,60 25 54,20 52,90 43,20 51,10 37,90
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Fonte: Cooperativas; Produtores, Exportadores, Comerciantes, Armazenadores,
Secretarias de Agriculutras e Deral/PR
*Estimativas e **Projeções - Safras & Mercado
Elaboração: Safras e Mercado
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domingo, 28 de março de 2010
CAFÉ: GESTÃO COM CONGESTÃO E INDIGESTÃO
CAFÉ: GESTÃO COM CONGESTÃO E INDIGESTÃO
Terça, 23 Março 2010 13:20 |
Estamos nos aproximando de mais uma colheita de café que deverá ser expressiva em volume, mas, depressiva economicamente aos cafeicultores. No entanto até o momento não vemos nenhuma sinalização com relação a um planejamento estratégico em prol dos cafeicultores. Todos os elos da cadeia estão na espera da colheita para provocarem mais uma sangria aos cafeicultores e uma verdadeira carnificina econômica como vem sendo a tônica dos últimos anos amparados pelo gestor público que é o Ministério da Agricultura através de seu secretário Sr. Manoel Vicente Bertoni.
Temos a previsão de safra 2010/2011, de 46 milhões de sacas, realizado pela CONAB, mas não temos os estoques das cooperativas e do comércio em geral. Portanto, não temos praticamente nada. Como podemos fazer um planejamento se nem sabemos da nossa disponibilidade? Quais são os reais estoques das cooperativas com relação à quantidade e qualidade? E do comércio em geral? Isso é uma tática dessa gestão da cafeicultura em manter os números e a real situação a sete chaves, pois quanto maior o desconhecimento dos cafeicultores facilita o conluio dos demais elos da cadeia. Isso amparado pelo Ministério da Agricultura através do Sr. Bertoni.
O Sr. Bertoni esteve (Des)representando a cafeicultura brasileira no simpósio internacional de café, na Guatemala, no mês de fevereiro passado e, teve a desfaçatez de afirmar que a cafeicultura brasileira praticamente não tem dificuldades e que tudo corre dentro da normalidade. Mas, ele esqueceu (?) de falar que o cafeicultor está sob uma servidão econômica vendendo seu café abaixo do custo de produção em benefício aos demais elos da cadeia e que o preço mínimo de R$ 261,69, estabelecido pelo Ministério da Agricultura, está abaixo do custo de produção com vendas predatórias e praticando dumping. Ele também omitiu que o Brasil vem conseguindo bater recordes de exportação com recordes de prejuízos aos cafeicultores. O Sr. Bertoni omitiu que, hoje, temos 50% de markte share (Participação de Mercado) na exportação mundial de arábica e que estamos vendendo praticamente por volta de 40% mais barato que nossos principais concorrentes mostrando a total falta de gestão pública e deixando vazar pelo ralo da incompetência, bilhões de reais que deveriam irrigar a economia do setor produtivo dando saúde econômica e deixaríamos as bengalas dos empréstimos do FUNCAFÉ e outros. A SINCAL pergunta - Qual a firma ou qualquer ramo de atividade comercial que detém 50% de participação de mercado vende seu produto com 40% de desconto? Parece brincadeira, mas na cafeicultura isso é verdadeiro. Portanto inacreditável, estupidez, ignorância e outros demais adjetivos de desqualificação que podemos pensar.
Com relação ao FUNCAFÉ, o Sr. Bertoni, omitiu que vem servindo para ancoragem de preço e estoques nas cooperativas e essas repassam para os exportadores ou exportam diretamente ou repassam para a ABIC e ABICS. Sendo assim, o FUNCAFÉ está á mercê do comércio de café em detrimento aos produtores, que são os possuidores legítimos do fundo, inclusive financiando as indústrias de torrefação, algumas multinacionais, tirando do produtor para financiar corporações multimilionárias na retórica do aumento do consumo interno. Pura balela da ABIC que empurra “goela abaixo” um café de péssima qualidade no pobre povo brasileiro que na composição média do nosso café torrado e moído temos por volta de 43% de robusta; 22% de PVA (Preto, Verde e Ardido) que deveria ser descartado como fonte de biodiesel ou orgânico para adubar as próprias lavouras de café; sobrando assim 35% para o arábica. Portanto, estamos bebendo um café que outros países, ajuizados, se indispõe em beber. No próprio PVA cabe uma análise mais criteriosa por parte dos órgãos fiscalizadores da saúde. Mas, isso é um outro tema.
Além do exposto inicialmente, com a proximidade da safra, não vemos nenhum movimento das nossas cooperativas para socorrer os cafeicultores, pois, sabemos que perante uma safra alta os preços tendem a cair mais ainda. Porque as cooperativas não brigam? Será que algumas estão apertadas precisando repor os estoques a preços baratos? Ou estão em conluio com os exportadores e ABIC/ABICS para continuar oferecendo cafés baratos visando markte-share (Participação de Mercado)? Será que algumas tem problema de caixa e precisam continuar pedalando? Não sabemos o real fato, mas a SINCAL está instruindo os cafeicultores a exigir o warrant e os recibos de depósitos dos cafés depositados, com isso as cooperativas não poderão vender e manipular o café da maneira que bem entender, pois, o desvio do café da forma original é crime, amparados por lei através do warrant e recibo de depósito. Ainda temos as opções de colocar os cafés em Armazéns Gerais e também pegar o warrant e recibo de depósito. Dentro dessa sistemática estaremos descentralizando das cooperativas que, hoje, deveriam nos tratar como mães, mas não passam de amargas madrastas. Como as cooperativas estão trabalhando a sete chaves nas informações, principalmente dos estoques, trazendo-nos dúvidas e aí, passaremos a criticar essas atuais sistemáticas. Queremos transparência e clareza nas ações das nossas cooperativas inclusive necessitamos que as mesmas passem a brigar realmente pelos cooperados. Além do que, os instrumentos como o PEPRO (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor) instrumento muito importante aos cafeicultores, para a melhoria dos preços, foi detonado por algumas de nossas cooperativas inclusive com processos junto ao TCU (Tribunal de Conta da União) com alegação de deturpação do processo do PEPRO, inclusive não repassando a verba aos cooperados. Um absurdo. Perdemos um excelente instrumento para a correção dos preços por culpa proposital de algumas cooperativas. Esperamos que as opções de vendas não venham cair na mesma sistemática pois, até o momento as opções não estão fluindo convenientemente.
Com relação aos políticos, especialmente os deputados, não vemos nenhuma ação de luta em prol ao setor produtivo. O que estamos vendo é um verdadeiro anacronismo dos nossos deputados apoiando esse conluio através desse CDPC (Conselho Deliberativo de Política Cafeeira) a mais de uma década e sempre a mesma conversa eleitoreira e demagoga e, ainda fomos obrigados a conviver com verdadeiro desfiladeiro de notícias de acusações severíssimas contra alguns deputados numa demonstração de conluio com os demais elos da cadeia em detrimento aos cafeicultores. Esperamos uma reação rápida dos nossos deputados antes da entrada da safra para alcançarmos preços condizentes, mas, não poderemos suportar a inércia e na época das eleições nos assediarem no encalço dos votos dos cafeicultores.
Para a SINCAL “A legítima representante dos cafeicultores”, na cafeicultura não existe gestão, mas sim, congestão e indigestão.
SINCAL – O Cafeicultor é o Principal
Associação Nacional dos Sindicatos Rurais
das Regiões Produtoras de Café e Leite.
Terça, 23 Março 2010 13:20 |
Estamos nos aproximando de mais uma colheita de café que deverá ser expressiva em volume, mas, depressiva economicamente aos cafeicultores. No entanto até o momento não vemos nenhuma sinalização com relação a um planejamento estratégico em prol dos cafeicultores. Todos os elos da cadeia estão na espera da colheita para provocarem mais uma sangria aos cafeicultores e uma verdadeira carnificina econômica como vem sendo a tônica dos últimos anos amparados pelo gestor público que é o Ministério da Agricultura através de seu secretário Sr. Manoel Vicente Bertoni.
Temos a previsão de safra 2010/2011, de 46 milhões de sacas, realizado pela CONAB, mas não temos os estoques das cooperativas e do comércio em geral. Portanto, não temos praticamente nada. Como podemos fazer um planejamento se nem sabemos da nossa disponibilidade? Quais são os reais estoques das cooperativas com relação à quantidade e qualidade? E do comércio em geral? Isso é uma tática dessa gestão da cafeicultura em manter os números e a real situação a sete chaves, pois quanto maior o desconhecimento dos cafeicultores facilita o conluio dos demais elos da cadeia. Isso amparado pelo Ministério da Agricultura através do Sr. Bertoni.
O Sr. Bertoni esteve (Des)representando a cafeicultura brasileira no simpósio internacional de café, na Guatemala, no mês de fevereiro passado e, teve a desfaçatez de afirmar que a cafeicultura brasileira praticamente não tem dificuldades e que tudo corre dentro da normalidade. Mas, ele esqueceu (?) de falar que o cafeicultor está sob uma servidão econômica vendendo seu café abaixo do custo de produção em benefício aos demais elos da cadeia e que o preço mínimo de R$ 261,69, estabelecido pelo Ministério da Agricultura, está abaixo do custo de produção com vendas predatórias e praticando dumping. Ele também omitiu que o Brasil vem conseguindo bater recordes de exportação com recordes de prejuízos aos cafeicultores. O Sr. Bertoni omitiu que, hoje, temos 50% de markte share (Participação de Mercado) na exportação mundial de arábica e que estamos vendendo praticamente por volta de 40% mais barato que nossos principais concorrentes mostrando a total falta de gestão pública e deixando vazar pelo ralo da incompetência, bilhões de reais que deveriam irrigar a economia do setor produtivo dando saúde econômica e deixaríamos as bengalas dos empréstimos do FUNCAFÉ e outros. A SINCAL pergunta - Qual a firma ou qualquer ramo de atividade comercial que detém 50% de participação de mercado vende seu produto com 40% de desconto? Parece brincadeira, mas na cafeicultura isso é verdadeiro. Portanto inacreditável, estupidez, ignorância e outros demais adjetivos de desqualificação que podemos pensar.
Com relação ao FUNCAFÉ, o Sr. Bertoni, omitiu que vem servindo para ancoragem de preço e estoques nas cooperativas e essas repassam para os exportadores ou exportam diretamente ou repassam para a ABIC e ABICS. Sendo assim, o FUNCAFÉ está á mercê do comércio de café em detrimento aos produtores, que são os possuidores legítimos do fundo, inclusive financiando as indústrias de torrefação, algumas multinacionais, tirando do produtor para financiar corporações multimilionárias na retórica do aumento do consumo interno. Pura balela da ABIC que empurra “goela abaixo” um café de péssima qualidade no pobre povo brasileiro que na composição média do nosso café torrado e moído temos por volta de 43% de robusta; 22% de PVA (Preto, Verde e Ardido) que deveria ser descartado como fonte de biodiesel ou orgânico para adubar as próprias lavouras de café; sobrando assim 35% para o arábica. Portanto, estamos bebendo um café que outros países, ajuizados, se indispõe em beber. No próprio PVA cabe uma análise mais criteriosa por parte dos órgãos fiscalizadores da saúde. Mas, isso é um outro tema.
Além do exposto inicialmente, com a proximidade da safra, não vemos nenhum movimento das nossas cooperativas para socorrer os cafeicultores, pois, sabemos que perante uma safra alta os preços tendem a cair mais ainda. Porque as cooperativas não brigam? Será que algumas estão apertadas precisando repor os estoques a preços baratos? Ou estão em conluio com os exportadores e ABIC/ABICS para continuar oferecendo cafés baratos visando markte-share (Participação de Mercado)? Será que algumas tem problema de caixa e precisam continuar pedalando? Não sabemos o real fato, mas a SINCAL está instruindo os cafeicultores a exigir o warrant e os recibos de depósitos dos cafés depositados, com isso as cooperativas não poderão vender e manipular o café da maneira que bem entender, pois, o desvio do café da forma original é crime, amparados por lei através do warrant e recibo de depósito. Ainda temos as opções de colocar os cafés em Armazéns Gerais e também pegar o warrant e recibo de depósito. Dentro dessa sistemática estaremos descentralizando das cooperativas que, hoje, deveriam nos tratar como mães, mas não passam de amargas madrastas. Como as cooperativas estão trabalhando a sete chaves nas informações, principalmente dos estoques, trazendo-nos dúvidas e aí, passaremos a criticar essas atuais sistemáticas. Queremos transparência e clareza nas ações das nossas cooperativas inclusive necessitamos que as mesmas passem a brigar realmente pelos cooperados. Além do que, os instrumentos como o PEPRO (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor) instrumento muito importante aos cafeicultores, para a melhoria dos preços, foi detonado por algumas de nossas cooperativas inclusive com processos junto ao TCU (Tribunal de Conta da União) com alegação de deturpação do processo do PEPRO, inclusive não repassando a verba aos cooperados. Um absurdo. Perdemos um excelente instrumento para a correção dos preços por culpa proposital de algumas cooperativas. Esperamos que as opções de vendas não venham cair na mesma sistemática pois, até o momento as opções não estão fluindo convenientemente.
Com relação aos políticos, especialmente os deputados, não vemos nenhuma ação de luta em prol ao setor produtivo. O que estamos vendo é um verdadeiro anacronismo dos nossos deputados apoiando esse conluio através desse CDPC (Conselho Deliberativo de Política Cafeeira) a mais de uma década e sempre a mesma conversa eleitoreira e demagoga e, ainda fomos obrigados a conviver com verdadeiro desfiladeiro de notícias de acusações severíssimas contra alguns deputados numa demonstração de conluio com os demais elos da cadeia em detrimento aos cafeicultores. Esperamos uma reação rápida dos nossos deputados antes da entrada da safra para alcançarmos preços condizentes, mas, não poderemos suportar a inércia e na época das eleições nos assediarem no encalço dos votos dos cafeicultores.
Para a SINCAL “A legítima representante dos cafeicultores”, na cafeicultura não existe gestão, mas sim, congestão e indigestão.
SINCAL – O Cafeicultor é o Principal
Associação Nacional dos Sindicatos Rurais
das Regiões Produtoras de Café e Leite.
Comercialização da safra nova no Cerrado Mineiro está em 30%
Comercialização da safra nova no Cerrado Mineiro está em 30%
Agência Safras
25/03/2010
Lessandro Carvalho
O ritmo dos negócios é lento para o café no cerrado mineiro, às vésperas da colheita da safra nova. Mas a estimativa é que cerca de 30% da safra 2010 da região já tenha sido negociada antecipadamente, via troca-troca por insumos, CPRs (Cédula de Produto Rural) e outras negociações para entrega futura. É o que indica o presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Francisco Sérgio de Assis.
Quanto à safra 2009 remanescente, Francisco de Assis acredita que ainda resta de 5% a 10% da produção a negociar. Ele falou à Agência SAFRAS durante a Fenicafé 2010, que se realiza de 24 a 26 de março em Araguari, no cerrado mineiro.
Francisco de Assis acredita que as cotações no mercado brasileiro vão cair na entrada da safra, como tradicionalmente ocorre. Entretanto, o anúncio de R$ 2,1 bilhão para financiamentos da colheita, estocagem e custeio deverão dar fôlego para o produtor se capitalizar e assim o escoamento da oferta da safra nova não deve trazer tanta pressão sobre as cotações. \"Os preços vão ceder, mas vão ceder menos com as medidas de financiamento\", afirmou.
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Agência Safras
25/03/2010
Lessandro Carvalho
O ritmo dos negócios é lento para o café no cerrado mineiro, às vésperas da colheita da safra nova. Mas a estimativa é que cerca de 30% da safra 2010 da região já tenha sido negociada antecipadamente, via troca-troca por insumos, CPRs (Cédula de Produto Rural) e outras negociações para entrega futura. É o que indica o presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Francisco Sérgio de Assis.
Quanto à safra 2009 remanescente, Francisco de Assis acredita que ainda resta de 5% a 10% da produção a negociar. Ele falou à Agência SAFRAS durante a Fenicafé 2010, que se realiza de 24 a 26 de março em Araguari, no cerrado mineiro.
Francisco de Assis acredita que as cotações no mercado brasileiro vão cair na entrada da safra, como tradicionalmente ocorre. Entretanto, o anúncio de R$ 2,1 bilhão para financiamentos da colheita, estocagem e custeio deverão dar fôlego para o produtor se capitalizar e assim o escoamento da oferta da safra nova não deve trazer tanta pressão sobre as cotações. \"Os preços vão ceder, mas vão ceder menos com as medidas de financiamento\", afirmou.
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Boletim semanal Carvalhaes
Boletim semanal Carvalhaes - Esta semana o mercado físico mostrou-se mais ativo para os cafés de boa qualidade
Boletim semanal - ano 77 - n° 12
Santos, sexta-feira, 26 de março de 2010
Escritório Carvalhaes
Esta semana o mercado físico mostrou-se mais ativo para os cafés de boa qualidade e médios, bastante procurados pelos compradores. Os claros e os de bebida mais fraca continuaram com fortes deságios.
A ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café, divulgou, esta semana, a pesquisa “Tendência do Consumo de Café – 2009”. Realizada anualmente desde 2003, a pesquisa indica que o consumo brasileiro de café em 2009 foi de 18,4 milhões de sacas de 60 kgs. Para 2010, a ABIC projeta um crescimento de 5% ou 1 milhão de sacas. Segundo o trabalho, 97% dos entrevistados, homens e mulheres com mais de 15 anos de idade, declararam que haviam consumido café no dia da pesquisa e também no anterior, mesmo porcentual de 2008. O consumo cresce em todas as classes sociais, com destaque na classe C (4 a 10 salários mínimos). No período entre 2003 e 2009, a participação da classe C passou de 37 para 42%, crescendo também no consumo fora de casa, onde avançou de 14 para 48%.
Apesar dos bons números de nosso consumo interno, a ABIC alertou para o empobrecimento do setor, onde os preços subiram em média 35% em 15 anos, para um aumento, no período, da cesta básica de aproximadamente 300%. Segundo Nathan Herszkowicz, diretor executivo da ABIC, este quadro cria um ambiente favorável para uma aceleração no processo de fusões e aquisições no setor.
Foi divulgado esta semana na 15ª Fenicafé – Feira de Irrigação da Cafeicultura do Cerrado, que a irrigação na cafeicultura brasileira passou de 10 mil para 240 mil hectares em 12 anos. Ela representa 9% do parque cafeeiro e responde por 25% da produção nacional.
O MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento divulgou que o governo vai liberar em 2010, através do FUNCAFÉ – Fundo de Defesa da Economia Cafeeira, R$ 2,1 bilhões para apoiar a cafeicultura. Segundo Lucas Tadeu Ferreira, diretor do Departamento de Café do MAPA, os recursos devem começar a ser liberados em abril.
A queda na produção da Colômbia, América Central, Vietnã e alguns países da África, não se deve apenas a fatores climáticos. O atual patamar de preços não estimula o investimento e impede a renovação de boa parte do parque cafeeiro desses produtores. O consumo mundial cresce a cada ano e não se enxerga de onde vai sair a produção para atender este aumento de demanda, que deve chegar a 20 milhões de sacas em 10 anos.
Até o dia 25, os embarques de março estavam em 1.547.125 sacas de café arábica, 17.003 sacas de café conillon, somando 1.564.128 sacas de café verde, e 177.014 sacas de solúvel, contra 2.104.611 sacas no mesmo dia do mês anterior. Até o dia 25, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em março totalizavam 2.256.467 sacas, contra 2.467.156 sacas no mesmo dia do mês anterior.
A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 19, sexta-feira, até o fechamento de hoje, dia 26, subiu nos contratos para entrega em maio próximo, 335 pontos ou US$4,44 (R$8,13) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em maio próximo na ICE fecharam no dia 19, a R$315,49 e hoje, dia 26, a R$328,68/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em maio, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 115 pontos.
Boletim semanal - ano 77 - n° 12
Santos, sexta-feira, 26 de março de 2010
Escritório Carvalhaes
Esta semana o mercado físico mostrou-se mais ativo para os cafés de boa qualidade e médios, bastante procurados pelos compradores. Os claros e os de bebida mais fraca continuaram com fortes deságios.
A ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café, divulgou, esta semana, a pesquisa “Tendência do Consumo de Café – 2009”. Realizada anualmente desde 2003, a pesquisa indica que o consumo brasileiro de café em 2009 foi de 18,4 milhões de sacas de 60 kgs. Para 2010, a ABIC projeta um crescimento de 5% ou 1 milhão de sacas. Segundo o trabalho, 97% dos entrevistados, homens e mulheres com mais de 15 anos de idade, declararam que haviam consumido café no dia da pesquisa e também no anterior, mesmo porcentual de 2008. O consumo cresce em todas as classes sociais, com destaque na classe C (4 a 10 salários mínimos). No período entre 2003 e 2009, a participação da classe C passou de 37 para 42%, crescendo também no consumo fora de casa, onde avançou de 14 para 48%.
Apesar dos bons números de nosso consumo interno, a ABIC alertou para o empobrecimento do setor, onde os preços subiram em média 35% em 15 anos, para um aumento, no período, da cesta básica de aproximadamente 300%. Segundo Nathan Herszkowicz, diretor executivo da ABIC, este quadro cria um ambiente favorável para uma aceleração no processo de fusões e aquisições no setor.
Foi divulgado esta semana na 15ª Fenicafé – Feira de Irrigação da Cafeicultura do Cerrado, que a irrigação na cafeicultura brasileira passou de 10 mil para 240 mil hectares em 12 anos. Ela representa 9% do parque cafeeiro e responde por 25% da produção nacional.
O MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento divulgou que o governo vai liberar em 2010, através do FUNCAFÉ – Fundo de Defesa da Economia Cafeeira, R$ 2,1 bilhões para apoiar a cafeicultura. Segundo Lucas Tadeu Ferreira, diretor do Departamento de Café do MAPA, os recursos devem começar a ser liberados em abril.
A queda na produção da Colômbia, América Central, Vietnã e alguns países da África, não se deve apenas a fatores climáticos. O atual patamar de preços não estimula o investimento e impede a renovação de boa parte do parque cafeeiro desses produtores. O consumo mundial cresce a cada ano e não se enxerga de onde vai sair a produção para atender este aumento de demanda, que deve chegar a 20 milhões de sacas em 10 anos.
Até o dia 25, os embarques de março estavam em 1.547.125 sacas de café arábica, 17.003 sacas de café conillon, somando 1.564.128 sacas de café verde, e 177.014 sacas de solúvel, contra 2.104.611 sacas no mesmo dia do mês anterior. Até o dia 25, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em março totalizavam 2.256.467 sacas, contra 2.467.156 sacas no mesmo dia do mês anterior.
A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 19, sexta-feira, até o fechamento de hoje, dia 26, subiu nos contratos para entrega em maio próximo, 335 pontos ou US$4,44 (R$8,13) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em maio próximo na ICE fecharam no dia 19, a R$315,49 e hoje, dia 26, a R$328,68/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em maio, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 115 pontos.
Stephanes apoia reivindicação do setor de café sobre drawback
Stephanes apoia reivindicação do setor de café sobre drawback
Agência Estado
São Paulo, 26 - O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse hoje que os baixos custos de mão de obra no Vietnã podem desestimular o investimento da indústria de café solúvel no Brasil, se nada for feito. Em reunião ontem, em Brasília, os representantes do setor voltaram a pedir ao governo a inclusão do produto na política de drawback, limitado a 20% do volume de café solúvel exportado por ano, o equivalente a 600 mil sacas.
\"Ou encontramos solução, ou a indústria de café solúvel vai ter que deixar o País em busca de custos menores de produção\", disse Stephanes em entrevista a jornalistas, após receber o título de sócio honorário da Sociedade Rural Brasileira (SRB), pelo trabalho desenvolvido à frente do ministério.
Ministério da Fazenda
Em referência às dificuldades para liberação, pelo Ministério da Fazenda, de recursos para apoio à comercialização de produtos agrícolas, Stephanes defendeu mais agilidade no processo de decisão. \"Existem opiniões divergentes. Está havendo uma demora porque muitos órgãos participam do debate\", disse. \"A agricultura tem ciclos - plantio, colheita e comercialização - e não pode esperar a burocracia pública\", acrescentou.
Por fim, o ministro defendeu a manutenção de preços mínimos para o milho, em função da enorme variedade de produtos derivados e do peso na alimentação de aves, suínos e gado confinado. \"Só há milho em estoque para 60 dias. Tem que haver a previsibilidade de que o agricultor continue plantando, no mínimo, a área atual.\"
Agência Estado
São Paulo, 26 - O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse hoje que os baixos custos de mão de obra no Vietnã podem desestimular o investimento da indústria de café solúvel no Brasil, se nada for feito. Em reunião ontem, em Brasília, os representantes do setor voltaram a pedir ao governo a inclusão do produto na política de drawback, limitado a 20% do volume de café solúvel exportado por ano, o equivalente a 600 mil sacas.
\"Ou encontramos solução, ou a indústria de café solúvel vai ter que deixar o País em busca de custos menores de produção\", disse Stephanes em entrevista a jornalistas, após receber o título de sócio honorário da Sociedade Rural Brasileira (SRB), pelo trabalho desenvolvido à frente do ministério.
Ministério da Fazenda
Em referência às dificuldades para liberação, pelo Ministério da Fazenda, de recursos para apoio à comercialização de produtos agrícolas, Stephanes defendeu mais agilidade no processo de decisão. \"Existem opiniões divergentes. Está havendo uma demora porque muitos órgãos participam do debate\", disse. \"A agricultura tem ciclos - plantio, colheita e comercialização - e não pode esperar a burocracia pública\", acrescentou.
Por fim, o ministro defendeu a manutenção de preços mínimos para o milho, em função da enorme variedade de produtos derivados e do peso na alimentação de aves, suínos e gado confinado. \"Só há milho em estoque para 60 dias. Tem que haver a previsibilidade de que o agricultor continue plantando, no mínimo, a área atual.\"
sábado, 27 de março de 2010
Quando pesa a balança
Quando pesa a balança
A semana novamente trabalhou dentro do intervalo que já esta estabelecida há quatro semanas entre 130.00 e 137.00 tendo alguns rompimentos abaixo de 130.00 chegando à mínima em 128.70 e na máxima que foi esta semana em 137.95.
O que pensar sobre este mercado?
A próxima semana já nos mostra algumas divergências entre set up de compra e set up de vendas com indicadores se divergindo entre si.
Para onde estas divergências ira nos remeter? A falta de mercadoria é disfarçadas com contratos futuros , se a velha lei da oferta e procura fosse levada ao pé da letra produtores hoje estariam no céu ,mas ainda estamos no purgatório com os preços praticados.
A bolsa de café em Nova Iorque que teoricamente deveria balizar o mercado, quando há falta de mercadoria , como agora, para nos pobres mortais e produtores, simplesmente não serve para nada, pois os negócios são concretizados há um patamar muito acima dela, os cafés lavados dos paises centrais, por exemplo, cafés finos, que são os cafés que tem os maiores números de negócios na bolsa, o contrato C, estão sendo vendidos a 66 cents de dólar por libra peso acima da cotação, se este ágio viesse para bolsa e para o mercado físico estaríamos vendendo café a 219.05 cents de dólar e não a 135.95 cents de dólar como foi o fechamento de sexta feira. O mercado estaria sem muita força acima de R$300,00 e não há R$270,00 que é o preço médio para café de qualidade no Brasil.
Então para que serve a bolsa para o produtor?
A bolsa no exato momento que estamos atravessando não serve mais para nada, porque os negócios estão feitos acima do valor dela mascarando a falta de café que o mundo atravessa por isso vem andando de lado por quatro semanas. Este instrumento que muitos julgam como perfeito por ser aberto não mostra a realidade da produção de café em nenhum lugar do mundo servindo apenas para que fundos alavanquem suas posições deixando alguns milionários e outros quebrados , a produção não pode ser paga por estes parâmetros temos custos que não são alavancados são pagos com trabalho e dedicação.Outro fator que chama a atenção é que não existe uma regulamentação para os cafés que estão certificados e depositados na bolsa , são cafés velhos, o que atrapalha as negociações um estoque que serve só de fachada como os antigos café do saudoso IBC, estes cafés deveriam ter um tempo limite de estocagem , que ao passar este período teriam que obrigatoriamente ser industrializado ou destruído dependendo do tempo de armazenagem.
A indústria com medo de receber cafés velhos que estão armazenados na bolsa fica de fora do mercado e faz contratos fora bolsa não servindo para hedge, para exportadores para que vender na bolsa se o mercado lhe paga melhor.
Como podem observar amigos produtores a briga por preço e mercado é muito mais complexa do que podem imaginar, fora as variações das economias que levam a bolsa para baixo, mas deixa deixar aqui registrado ,que quando a uma oferta de café folgada ,ou há algum problema desta economia globalizada ,podem ter certeza que esta baixa será repassada prontamente para os preços, e quando os senhores forem vender seu café ouvirão aquele discurso:
Não, hoje não posso pagar mais aquele preço, porque a bolsa caiu.
Para semana como temos divergências no rompimento da máxima da semana no mês de maio estará comprando contratos um recuo sem rompimento da mínima também entraremos comprados, aproveitando a falta de mercadoria, como existem divergências também poderemos estar trabalhando na ponta vendedora contrato de julho, o motivo o mesmo falta de mercadoria só que já estaremos trabalhando a safra nova onde não teremos mais falta.
Bons negócios a todos
A semana novamente trabalhou dentro do intervalo que já esta estabelecida há quatro semanas entre 130.00 e 137.00 tendo alguns rompimentos abaixo de 130.00 chegando à mínima em 128.70 e na máxima que foi esta semana em 137.95.
O que pensar sobre este mercado?
A próxima semana já nos mostra algumas divergências entre set up de compra e set up de vendas com indicadores se divergindo entre si.
Para onde estas divergências ira nos remeter? A falta de mercadoria é disfarçadas com contratos futuros , se a velha lei da oferta e procura fosse levada ao pé da letra produtores hoje estariam no céu ,mas ainda estamos no purgatório com os preços praticados.
A bolsa de café em Nova Iorque que teoricamente deveria balizar o mercado, quando há falta de mercadoria , como agora, para nos pobres mortais e produtores, simplesmente não serve para nada, pois os negócios são concretizados há um patamar muito acima dela, os cafés lavados dos paises centrais, por exemplo, cafés finos, que são os cafés que tem os maiores números de negócios na bolsa, o contrato C, estão sendo vendidos a 66 cents de dólar por libra peso acima da cotação, se este ágio viesse para bolsa e para o mercado físico estaríamos vendendo café a 219.05 cents de dólar e não a 135.95 cents de dólar como foi o fechamento de sexta feira. O mercado estaria sem muita força acima de R$300,00 e não há R$270,00 que é o preço médio para café de qualidade no Brasil.
Então para que serve a bolsa para o produtor?
A bolsa no exato momento que estamos atravessando não serve mais para nada, porque os negócios estão feitos acima do valor dela mascarando a falta de café que o mundo atravessa por isso vem andando de lado por quatro semanas. Este instrumento que muitos julgam como perfeito por ser aberto não mostra a realidade da produção de café em nenhum lugar do mundo servindo apenas para que fundos alavanquem suas posições deixando alguns milionários e outros quebrados , a produção não pode ser paga por estes parâmetros temos custos que não são alavancados são pagos com trabalho e dedicação.Outro fator que chama a atenção é que não existe uma regulamentação para os cafés que estão certificados e depositados na bolsa , são cafés velhos, o que atrapalha as negociações um estoque que serve só de fachada como os antigos café do saudoso IBC, estes cafés deveriam ter um tempo limite de estocagem , que ao passar este período teriam que obrigatoriamente ser industrializado ou destruído dependendo do tempo de armazenagem.
A indústria com medo de receber cafés velhos que estão armazenados na bolsa fica de fora do mercado e faz contratos fora bolsa não servindo para hedge, para exportadores para que vender na bolsa se o mercado lhe paga melhor.
Como podem observar amigos produtores a briga por preço e mercado é muito mais complexa do que podem imaginar, fora as variações das economias que levam a bolsa para baixo, mas deixa deixar aqui registrado ,que quando a uma oferta de café folgada ,ou há algum problema desta economia globalizada ,podem ter certeza que esta baixa será repassada prontamente para os preços, e quando os senhores forem vender seu café ouvirão aquele discurso:
Não, hoje não posso pagar mais aquele preço, porque a bolsa caiu.
Para semana como temos divergências no rompimento da máxima da semana no mês de maio estará comprando contratos um recuo sem rompimento da mínima também entraremos comprados, aproveitando a falta de mercadoria, como existem divergências também poderemos estar trabalhando na ponta vendedora contrato de julho, o motivo o mesmo falta de mercadoria só que já estaremos trabalhando a safra nova onde não teremos mais falta.
Bons negócios a todos
quinta-feira, 25 de março de 2010
Em 10 meses, Dulce Gusto vira líder em café espresso
Em 10 meses, Dulce Gusto vira líder em café espresso
A Nestlé decidiu antecipar a expansão da linha de café espresso Dulce Gusto em todo o País para antes do final do segundo semestre de 2010. Motivo: em menos de 10 meses desde seu lançamento, a Dulce Gusto, comercializada apenas em São Paulo e nos três Estados da região Sul, transformou-se num sucesso instantâneo de venda. De acordo com Lilian Miranda, diretora da unidade de negócios responsável pela linha, a Dolce Gusto já responde por 21% das vendas de café espresso no Brasil, estimadas em R$ 140 milhões no ano passado. Para Lilian, a aceitação do conceito pelos consumidores foi surpreendente. "Demos a eles a possibilidade de ter em casa o acesso a cafés diferenciados que até aqui só podiam beber , num restaurante ou numa cafeteria", afirma "Hoje, as pessoas chamam os amigos para degustar café espresso, assim como se costuma fazer com um bom vinho." Outros fatores positivos seriam o fácil manuseio da máquina de fazer espresso, e o seu custo, fixado em R$ 599.
A Nestlé decidiu antecipar a expansão da linha de café espresso Dulce Gusto em todo o País para antes do final do segundo semestre de 2010. Motivo: em menos de 10 meses desde seu lançamento, a Dulce Gusto, comercializada apenas em São Paulo e nos três Estados da região Sul, transformou-se num sucesso instantâneo de venda. De acordo com Lilian Miranda, diretora da unidade de negócios responsável pela linha, a Dolce Gusto já responde por 21% das vendas de café espresso no Brasil, estimadas em R$ 140 milhões no ano passado. Para Lilian, a aceitação do conceito pelos consumidores foi surpreendente. "Demos a eles a possibilidade de ter em casa o acesso a cafés diferenciados que até aqui só podiam beber , num restaurante ou numa cafeteria", afirma "Hoje, as pessoas chamam os amigos para degustar café espresso, assim como se costuma fazer com um bom vinho." Outros fatores positivos seriam o fácil manuseio da máquina de fazer espresso, e o seu custo, fixado em R$ 599.
Brasileiro se rende de vez ao cafezinho
25/03 06:32 Brasileiro se rende de vez ao cafezinho
Nunca tantos brasileiros beberam tanto café como em 2009. Pesquisa divulgada
pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) mostra que 97% da
população acima de 15 anos declara consumir café diariamente, número que
representa um crescimento de seis pontos percentuais ante 2003, quando a
pesquisa começou a ser realizada.
Com parcela maior da população consumindo, a demanda da indústria de café pela
matéria-prima bateu novo recorde, mesmo em um ano de crise financeira e
retração econômica. A necessidade doméstica de café em grão foi de 18,4 milhões
de sacas, 4% mais do que em 2008. Em doses de 50 mililitros, isso equivale a
331,2 bilhões de xícaras.
A indústria não teme uma estagnação do consumo pelo fato de quase todo
brasileiro acima de 15 anos declarar tomar café diariamente. A expectativa do
setor é de que ocorra em 2010 um aumento ainda superior na demanda doméstica,
da ordem de 5%. "E isso para ser conservador. O motor do aumento do consumo é a
qualidade e vamos ter que fazer a população beber mais café para continuarmos
crescendo", afirma Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Abic.
Para exemplificar o potencial do Brasil, Herszkowicz cita os EUA. Os americanos
são os maiores consumidores mundiais, com uma demanda doméstica de quase 22
milhões de sacas. Diferentemente do Brasil, onde quase todos consomem a bebida,
nos EUA, a penetração é de 57% da população, ou seja, o brasileiro teria espaço
para um consumo per capita ainda maior.
O aumento da renda da população no Brasil é um dos principais fatores para o
maior consumo de café em 2009. Conforme a pesquisa, as classes A e B
representaram juntas 27% do consumo e a classe C foi a grande responsável pelo
crescimento de 2009, concentrando uma fatia de 42% da demanda doméstica de
café. Em 2003, esse estrato já tinha a maior fatia do consumo, com 37%. Ainda
segundo a Abic, a classe D ficou com 31% do mercado doméstico de café.
As classes A e B têm as menores fatias da demanda total, mas são as que
consomem os cafés de maior valor agregado. Na categoria dos chamados cafés
especiais - que engloba expresso, gourmet, descafeinado, orgânico e de regiões
certificadas -, 27% dos consumidores da classe A disseram consumir esse tipo de
produto em 2009 ante um percentual de 19% em 2004. "Mesmo nas classes mais
baixas e apesar de percentuais pequenos conseguimos identificar um aumento do
consumo de cafés especiais", afirma Herszkowicz.
Uma mudança de hábito de consumo também foi confirmada na pesquisa. Cada vez
mais, o brasileiro toma café fora de casa, incentivado pelo crescimento das
cafeterias e e outros locais, como padarias, que passaram a oferecer produtos
diferenciados. A pesquisa mostra que em 2003 apenas 17% das pessoas diziam
consumir café fora de casa. Esse percentual subiu para 46% no ano passado.
Nunca tantos brasileiros beberam tanto café como em 2009. Pesquisa divulgada
pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) mostra que 97% da
população acima de 15 anos declara consumir café diariamente, número que
representa um crescimento de seis pontos percentuais ante 2003, quando a
pesquisa começou a ser realizada.
Com parcela maior da população consumindo, a demanda da indústria de café pela
matéria-prima bateu novo recorde, mesmo em um ano de crise financeira e
retração econômica. A necessidade doméstica de café em grão foi de 18,4 milhões
de sacas, 4% mais do que em 2008. Em doses de 50 mililitros, isso equivale a
331,2 bilhões de xícaras.
A indústria não teme uma estagnação do consumo pelo fato de quase todo
brasileiro acima de 15 anos declarar tomar café diariamente. A expectativa do
setor é de que ocorra em 2010 um aumento ainda superior na demanda doméstica,
da ordem de 5%. "E isso para ser conservador. O motor do aumento do consumo é a
qualidade e vamos ter que fazer a população beber mais café para continuarmos
crescendo", afirma Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Abic.
Para exemplificar o potencial do Brasil, Herszkowicz cita os EUA. Os americanos
são os maiores consumidores mundiais, com uma demanda doméstica de quase 22
milhões de sacas. Diferentemente do Brasil, onde quase todos consomem a bebida,
nos EUA, a penetração é de 57% da população, ou seja, o brasileiro teria espaço
para um consumo per capita ainda maior.
O aumento da renda da população no Brasil é um dos principais fatores para o
maior consumo de café em 2009. Conforme a pesquisa, as classes A e B
representaram juntas 27% do consumo e a classe C foi a grande responsável pelo
crescimento de 2009, concentrando uma fatia de 42% da demanda doméstica de
café. Em 2003, esse estrato já tinha a maior fatia do consumo, com 37%. Ainda
segundo a Abic, a classe D ficou com 31% do mercado doméstico de café.
As classes A e B têm as menores fatias da demanda total, mas são as que
consomem os cafés de maior valor agregado. Na categoria dos chamados cafés
especiais - que engloba expresso, gourmet, descafeinado, orgânico e de regiões
certificadas -, 27% dos consumidores da classe A disseram consumir esse tipo de
produto em 2009 ante um percentual de 19% em 2004. "Mesmo nas classes mais
baixas e apesar de percentuais pequenos conseguimos identificar um aumento do
consumo de cafés especiais", afirma Herszkowicz.
Uma mudança de hábito de consumo também foi confirmada na pesquisa. Cada vez
mais, o brasileiro toma café fora de casa, incentivado pelo crescimento das
cafeterias e e outros locais, como padarias, que passaram a oferecer produtos
diferenciados. A pesquisa mostra que em 2003 apenas 17% das pessoas diziam
consumir café fora de casa. Esse percentual subiu para 46% no ano passado.
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