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segunda-feira, 24 de março de 2014

Dólar encerra a semana em queda, com entrada de recursos no país

Depois de operar em queda durante a manhã, o dólar reduziu a perda frente ao
real no período da tarde acompanhando o mercado externo. O fluxo positivo para
o Brasil, no entanto, continua pressionando a moeda americana para baixo.
O dólar comercial fechou em ligeira queda de 0,04% a R$ 2,3260, encerrando a
semana em baixa de 1,06%. No mês a moeda cai 0,81% e acumula perda de 1,32% no
ano. Já o contrato futuro para abril recuava 0,14% para R$ 2,332.
No mercado local, o fluxo positivo de recursos, tanto na conta financeira
quanto na comercial, contribui para a desvalorização da moeda americana. Hoje o
Banco do Brasil anunciou uma captação externa de US$ 1 bilhão por meio de
empréstimo sindicalizado. Na quarta-feira, o banco anunciou uma captação de 300
milhões de euros com a reabertura de uma emissão de bônus feita em julho do ano
passado. Operadores relatam também terem verificado na semana grande entrada de
recursos de exportadores de commodities agrícolas.
Apesar da sinalização do Federal Reserve (Fed, banco central americano) da
possibilidade de antecipar para o primeiro trimestre de 2015 o início da alta
da taxa de juros dos EUA, os investidores continuam com apetite para ativos que
pagam alto retorno. Nesse cenário o banco Barclays vê o real e a rupia da India
como as divisas que oferecem melhor retorno nos mercados emergentes.
O Barclays destaca que, recentemente, as pressões inflacionárias e a
necessidade de reduzir o passo no aperto da política monetária diante de um
sinal de maior austeridade da política fiscal, só aumentaram os incentivos para
o Banco Central manter o real sob controle.
O BC deu sequências às intervenções no câmbio hoje. A autoridade monetária
vendeu todos os 4 mil contratos de swap cambial tradicional ofertados em
leilão, em operação que movimentou o equivalente a US$ 198,0 milhões. A
colocação ficou restrita ao vencimento 1 de dezembro e tem liquidação na
próxima segunda-feira, dia 24.
O BC fez ainda a rolagem de mais 10 mil contratos de swap cambial tradicional
ofertados hoje, postergando o vencimento do equivalente a US$ 492,1 milhões.
Com isso, o BC aumentou a cerca de US$ 5 bilhões o montante rolado até o
momento e referente ao vencimento de abril, de um total de US$ 10,148 bilhões.




Sem susto com IPCA-15 de março, juros futuros caem

Depois de uma rodada expressiva de alta ao longo da semana, em meio ao
agravamento das preocupações com a inflação, os juros futuros recuaram hoje na
BM&F. Investidores aproveitaram a apreciação do real e o IPCA-15 de março
levemente abaixo do esperado para embolsar lucros e reduzir parte dos prêmios
elevados carregados pelos DIs.
O contrato do DI com vencimento em janeiro de 2015 era negociado a 11,22% (ante
11,25% na quinta-feira, após ajustes). O DI para janeiro de 2017 tinha taxa de
12,74% (ante 12,84% na quinta).
O IPCA-15 subiu 0,73% em março, aceleração ante fevereiro (0,70%), mas abaixo
da média das expectativas dos analistas ouvidos pelo Valor Data, de 0,76%.
Mesmo assim, a inflação acumulada em 12 meses saltou de 5,65% para 5,90%.
Segundo operadores, parte da alta de ontem dos juros futuros se deu por conta
de um posicionamento de tesourarias para um IPCA-15 ainda mais elevado. Como a
inflação não destoou muito das estimativas, abriu-se espaço para uma leve
correção das taxas no pregão de hoje.
Se o índice não trouxe um desastre, com variação na cada de 0,80% como alguns
cogitavam, tampouco desanuviou o horizonte inflacionário. Em relatório, o
economista Elson Teles, da equipe de pesquisa macroeconômica do Banco Itaú,
projeta alta de 0,80% do IPCA este mês, com a taxa acumulada em 12 meses
subindo para 6%.
Além do IPCA-15 menor do que se esperava, investidores também encontraram no
recuo do dólar e da remuneração dos títulos do Tesouro americano (Treasuries)
para tirar um pouco de gordura das taxas. Por tudo isso, estrategistas
consideram que as quedas de hoje foram pontuais e que a tendência ainda é de
alta dos juros futuros.
Além dos estragos do choque de preços dos alimentos nos índices de inflação às
vésperas do encontro do Copom, nos dias 1 e 2 de abril, sai na próxima semana o
resultado primário do Governo Central em fevereiro. Um número decepcionante
pode correr ainda mais a já abalada confiança do mercado na capacidade do
governo cumprir sem malabarismos fiscais a meta de economizar 1,9% do PIB este
ano.




PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS: Indicador industrial chinês influenciará dólar
   São Paulo, 21 de março de 2014 - As negociações nos mercados de dólar
comercial e juros futuros, na segunda-feira, serão fortemente influenciados
pelo desempenho do índice preliminar da atividade industrial na China medido
pelo HSBC em parceria com o instituto de pesquisas Markit Economics. "Caso o
resultado seja ao redor de 49 pontos, mantendo o nível anterior, a resposta do
mercado não será muito brusca", diz o sócio-gestor da GS Allocation
Investimentos, Fernando Aldabalde.
   O executivo lembra que os últimos dados chineses vieram mais fracos, por
isso será tão importante acompanhar o dos gerentes de compras (PMI, na sigla
em inglês) de março. Caso o resultado mostre nova contração no desempenho da
indústria do maior parceiro comercial do Brasil, o dólar comercial deverá
subir, em aversão ao risco, e a desvalorização das moedas dos países
emergentes será generalizada.
   Consequentemente, a taxa dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI)
terão reação positiva, devido à pressão que o câmbio elevado poderá
causar na inflação do País. Aldabalde destaca que muitas posições compradas
de dólar, que apostam na valorização da moeda norte-americana foram
desfeitas pelos investidores nesta semana, tanto que a divisa recuou 1,06% no
período. Entretanto, o indicador ruim pode reverter esse movimento.
   "Esse indicador do HSBC é bastante relevante porque os dados do governo
chinês não são transparentes. No médio prazo, são eles que orientarão o
viés do dólar no Brasil e demais mercados emergentes", afirma sócio-gestor
da GS Allocation Investimentos. Ele pontua que os indicadores de atividade
nacional do Federal Reserve de Chicago e o PMI industrial que serão informados
nos Estados Unidos, também são importantes, mas ficarão em segundo plano.
   Hoje, o dólar comercial encerrou as negociações desvalorização de 0,04%
em relação ao real, cotado a R$ 2,3240 para compra e a R$ 2,3260 para venda.
Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 2,3180, a
menor desde 6 de março, e a máxima de R$ 2,3330. No mercado futuro, o contrato
com vencimento em abril recuava 0,21%, negociado por R$ 2.330,500. Na semana, a
divisa acumula queda de 1,06%.
   No mercado de juros, a maioria das taxas dos contratos DI ficou no campo
negativo. A exceção foram os papéis com vencimento em julho deste ano, que
ficaram estáveis a 10,85%, com volume financeiro de R$ 30 bilhões. Com a
segunda maior movimentação financeira, de R$ 21,1 bilhões, os contratos
programados para janeiro de 2017 caíram de 12,82% para 12,71%.
   Em seguida ficaram os papéis com vencimento em janeiro de 2015, cujas taxas
passaram de 11,25% para 11,22%, com volume de R$ 13,4 bilhões, e os para
janeiro de 2016, que recuaram de 12,34% para 12,22%, com montante de R$ 9,4
bilhões negociados.




Bovespa tem a melhor semana desde setembro de 2013

Contrariando expectativas, a bolsa brasileira marcou seu quinto pregão
consecutivo de alta e fechou sua melhor semana neste ano, com ganho de 5,37%.
Desde a semana encerrada em 6 de setembro de 2013, quando avançou 7,47%, a
bolsa brasileira não subia tanto no período.
Operadores acreditavam que, diante da não confirmação dos boatos de que Dilma
Rousseff teria perdido espaço na pesquisa Ibope para seus oponentes na corrida
presidencial, as ações de estatais apresentariam forte correção nesta
sexta-feira.
Mas não foi o que aconteceu. Petrobras PN (0,21%) e ON (0,52%) sustentaram
ganhos modestos, assim como Eletrobras PNB (2,62%). Eletrobras ON (-0,34%) e
Banco do Brasil ON (-1,10%) registraram queda pequena, perto da alta de mais de
10% entre terça e quinta-feira. Segundo operadores, o vencimento quádruplo de
opções e futuros em Nova York influenciou o comportamento dos ADRs (recibos de
ações na bolsa americana) e ajudou a segurar as cotações por aqui.
O Ibovespa fechou em alta de 0,22%, aos 47.380 pontos, com giro de R$ 7,953
bilhões. Nesse ritmo, o índice sobe 0,61% em março, mas ainda perde 8,01% no
ano. "É possível que os investidores estejam operando de olho numa melhora da
economia brasileira", avalia o estrategista da Fator Corretora, Paulo Gala. "Os
últimos dados, como o Caged (de empregos formais) e o IBC-BR (de atividade
econômica), de fato foram bons. E os números de atividade relativos a fevereiro
certamente serão melhores por causa do Carnaval tardio, em março. Mas me parece
prematuro esse otimismo. Eu teria mais cautela", acrescentou.
Vale PNA (2,10%) foi um dos destaques de alta hoje, depois de ter subido bem
menos que as estatais nos últimos dias. O papel pegou carona nas notícias
vindas da China, que tomou uma medida amplamente esperada para impulsionar o
mercado acionário, permitindo que companhias de primeira linha com problemas de
caixa levantem fundos por meio da venda de ações preferenciais.
Na ponta positiva do índice também apareceram Cesp PNB (3,74%), Marfrig ON
(2,50%) e Gerdau PN (2,47%). Na outra ponta ficaram Estácio ON (-5,76%),
Brookfield ON (-2,72%) e JBS ON (-2,54%).
Apesar de ter triplicado o lucro líquido no quarto trimestre para R$ 45
milhões, o mercado tinha projeções mais elevadas para o resultado da Estácio. O
Credit Suisse estimava um lucro líquido de R$ 62 milhões e o Santander
projetava R$ 53 milhões. Um fator surpresa que impactou o resultado da Estácio
no fim do ano foi o cancelamento de uma receita de R$ 12 milhões de 3 mil
alunos inadimplentes e cujos processos de pagamento vinham sendo discutidos
judicialmente..
Segundo Rogério Melzi, presidente da Estácio, a companhia decidiu reconhecer a
perda dessa receita porque a Justiça vinha dando ganho de causa aos alunos. No
último trimestre, a companhia registrou uma perda de R$ 3,3 milhões devido a
acordos e condenações cíveis. Esses alunos fizeram suas matrículas, mas não
pagaram as mensalidades no segundo semestre e tiveram baixo aproveitamento
acadêmico, ou seja, faltaram em boa parte das aulas e não fizeram as provas.




PERSPECTIVA: Dados da China devem definir viés do Ibovespa na segunda-feira
   São Paulo, 21 de março de 2014 - Os dados preliminares da atividade
industrial chinesa, que serão divulgados neste fim de semana, devem definir o
viés do Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa, na segunda-feira, segundo
Eduardo Cavalheiro, consultor da Rio Verde Investimentos. "Em termos de agenda
econômica, os PMIs lá fora serão importantes, com os números da China tendo
mais peso. Fora da agenda, percebemos que questões políticas mexeram bastante
com o índice nessa semana e é possível que isso volte a acontecer no decorrer
desse ano", aponta Cavalheiro.
   No domingo, a China divulga a leitura preliminar do PMI industrial referente
ao mês de março, às 22h45, pelo instituto de pesquisas Markit Economics, que
também divulga no dia seguinte os PMIs industriais da Alemanha (5h30), da
Eurozona (6h) e dos Estados Unidos (10h45).

   Hoje, o Ibovespa encerrou o pregão com alta de 0,22%, a 47.380 pontos. O
giro financeiro na bolsa foi de 7,9 bilhões. A perspectiva de melhora na
economia chinesa, combinado aos indicadores europeus ajudaram o índice a
encerrar em campo positivo. Entre as ações mais negociadas e com maior peso no
índice, as preferenciais da Petrobras (PETR4) valorizaram 1,14%, ante o
fechamento do pregão de ontem, negociadas a R$ 14,15, e as da Vale (VALE5)
subiram 1,98%, a cotadas a R$ 27,17.
   O presidente da Comissão de Regulação Imobiliária da China (CSRC,
equivalente à CVM), Zhou Xiaojun, afirmou que começará testar a introdução
de ações preferenciais no mercado de ações do país. Segundo ele, esta
decisão foi tomada em novembro do ano passado e é parte importante da reforma
do sistema financeiro do país. "A entrada de PNs pode se traduzir em uma
solução de curto prazo para saúde financeira do setor privado, e isso alivia
tensões em relação a possíveis novos calotes", explicam os analistas da
Coinvalores, Bruno Piagentini e Marcos Barbosa.
   A conta corrente da zona do euro registrou superávit de 25,3 bilhões de
euros em janeiro, em bases ajustadas sazonalmente, após apresentar um saldo
positivo de 20 bilhões de euros (número revisado) em dezembro. Os dados foram
divulgados pelo Banco Central Europeu (BCE).

   O índice de confiança do consumidor da zona do euro subiu para -9,3 pontos
em março, de -12,7 pontos um mês antes, segundo dados preliminares divulgados
pela Comissão Europeia. Na União Europeia, o indicador avançou para -6,7
pontos, de -9,3 pontos.




PERSPECTIVA SEMANAL: Atividade econômica dos EUA dará o tom no mercado
   São Paulo, 21 de março de 2014 - Com agenda relativamente fraca no mercado
doméstico, na próxima semana, o Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa,
deve ser influenciado por indicadores de atividade econômica nos Estados
Unidos, segundo Newton Rosa, economista-chefe da SulAmerica Investimentos.
"Esses dados vão continuar influenciado e provocando grandes oscilações,
principalmente depois da reunião do Fed desta semana", avalia o economista.

   Na quarta-feira passada, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do
Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) anunciou um novo corte em
seu programa de compra de ativos financeiros, que passou de US$ 65 bilhões
para US$ 55 bilhões mensais. O Fomc manteve a taxa básica de juros entre zero
e 0,25% ao ano, e reafirmou a visão de que a política monetária acomodativa
continuará apropriada por um período considerável, mesmo depois do fim da
compra de ativos, especialmente se a inflação continuar abaixo de 2% ou se a
taxa de desemprego chegar atingir sua meta.
        
   Entre os indicadores previstos para serem divulgados nos Estados Unidos, os
destaques ficam com a atividade industrial, medida pelo índice dos gerentes de
compras (PMI, na sigla em inglês), na segunda-feira; o Indice de Confiança do
Consumidor, na terça-feira; atividade do setor de serviços, na quarta-feira;
dados de auxílio desemprego e de consumo pessoal, na quinta-feira; e de renda e
gasto pessoal, na sexta-feira.

   "Qualquer indicador de atividade que sair, se vier acima ou abaixo da
expectativa de mercado vai provocar oscilação forte por aqui e faz com que o
Ibovespa siga refém do mercado nos Estados Unidos", afirma Rosa.

   A tensão decorrente da anexação da Crimeia à Rússia não deve ter mais
peso sobre o mercado, já que o temor de um confronto militar foi, por ora,
dissipado.

   Hoje, o Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa, encerrou o pregão com
alta de 0,22%, a 47.380 pontos. Na semana, o índice acumulou alta de 5,37%.




MERCADO EUA: Sem indicadores e notícias para balizar, índices caem
   São Paulo, 21 de março de 2014 - Os índices acionários dos Estados
Unidos reverteram o movimento de alta registrado, pela manhã, e encerraram o
dia em queda, com destaque para o Nasdaq que foi pressionado pela
desvalorização das ações das empresas de tecnologia. O Dow Jones caiu 0,17%,
a 16.302,77 pontos, o S&P 500 encerrou com queda de 0,29%, a 1.866,52 pontos, e
o Nasdaq Composto recuou 0,98%, a 4.276,79 pontos. Na semana, no entanto, o Dow
Jones ganhou 1,47%, o S&P 500 teve alta de 1,37% e o Nasdaq Composto subiu
0,73%.

   Sem indicadores econômicos hoje, o mercado voltou a repercutir os
comentários da presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados
Unidos), Janet Yellen, sugerindo que a instituição pode elevar a taxa de juros
do país seis meses após o fim do programa de compra de ativos.
   O membro do Fed, James Bullard, explicou hoje que a afirmação de Yellen na
verdade não é nova e só confirmava as expectativas do mercado, mas sua fala
não conseguiu dissuadir os investidores da ideia de que um aperto monetário na
economia está próximo.
   Além disso, as questões entre Rússia e Ocidente continuam pesando sobre o
mercado, após os Estados Unidos afirmarem que pretendem impor sanções mais
duras a Moscou se os russos avançarem em mais regiões da Ucrânia.
    
   As processadoras de pagamentos Visa e  MasterCard interromperam seus
serviços aos bancos russos que sofreram sanções dos Estados Unidos. Pelo
menos três bancos reportaram que seus clientes não conseguiam mais fazer
pagamentos com cartões das duas bandeiras em compras pela internet ou no
varejo.
   O Nasdaq foi o índice que sofreu mais perdas por conta do mau desempenho
das ações do setor de tecnologia. Os papéis da Symantec Corporation chegaram
a cair 12% hoje no pregão, após uma inesperada mudança na gerência da
empresa, com o membro do Conselho Michael Brown, tendo sido nomeado CEO
interino. No final do dia, as ações da companhia fecharam com alta de 0,17%, a
US$ 18,20.




PETRÓLEO: Preços sobem ainda motivados por tensão na Rússia
   São Paulo, 21 de março de 2014 - Os preços dos contratos futuros
internacionais de petróleo fecharam a sessão de hoje em alta, motivados pelos
conflitos diplomáticos entre Estados Unidos-Europa e Rússia e pelo receio de
interrupção do fornecimento da commodity para o Ocidente. Na Nymex, os preços
dos contratos futuros do WTI com vencimento em maio tiveram leve alta de 0,03%,
para US$ 99,46 o barril. Na plataforma ICE, os preços dos contratos futuros do
Brent com vencimento no mesmo mês tiveram alta de 0,44%, para US$ 106,92 o
barril.
   O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o conselho da União
Europeia decidiram impor mais sanções como resposta à anexação da
província da Crimeia ao país. Tanto os Estados Unidos quanto o bloco europeu
são contra a mudança. Enquanto isso, o Conselho da Federação, a câmara alta
do Parlamento da Rússia, aprovou o tratado para a anexação e o presidente
Vladimir Putin ratificou a medida. O decreto já havia sido aprovado ontem pela
Duma, câmara baixa do Parlamento.
   Segundo análise de Barry Norman, da FX Empire, "o preço do barril deve
ser influenciado pela menor demanda residencial nos Estados Unidos, com o
aumento das temperaturas na chegada da primavera. Os estoques de petróleo bruto
desta semana subiram mais do que o esperado", afirmou.

sexta-feira, 21 de março de 2014

ICE Coffee Stalls At Support For Now -- Technical Analysis
Kira Brecht

  ICE May coffee futures succumbed to heavy selling pressure through the week, but have stalled at
least for now just above a minor chart point and Fibonacci retracement support.
  The near term outlook remains vulnerable, but daily momentum tools are nearing oversold, which
could signal that the current selling phase is nearing a pause.
ICE May coffee recently traded down 10 points at $1.7405 a pound.
  Looking back at recent market action, from late January, ICE May coffee has surged higher,
climbing from a Jan.-28 low at $1.1555 to the March-12 peak at $2.0975. Since hitting that mid March
high, the bears have swooped in to pressure the market sharply lower in a corrective pullback.
  Friday's selling stalled just above the Feb.-26 daily low at $1.7105 and around the 50% Fibonacci
retracement support zone around $1.7195. The retracement was drawn off the early February low to the
March high.
  Daily momentum studies are still pointing lower but have reached or are near oversold levels. The
coffee market may have dropped to a level of demand, which could stabilize the market action.
  Near term, watch the $1.7105-$1.7195 zone. If this holds, coffee could shift into a consolidative
sideways trade. If however, it gives way, look for another selling wave to hit the coffee market.
The 61.8% retracement would stand as the next bearish target around $1.6300 if renewed selling
emerges.
  ICE coffee posted a steep and accelerated rally move throughout February and into early March. A
corrective pullback is not a surprise.
  The weekly May coffee chart reveals the bulls remain on the defensive. The March 14 week formed a
bearish shooting star and this week is shaping up as a large red or bearish candle. But, if the
market can stabilize, a sideways consolidation between roughly $1.7000 and $1.9000 could emerge in
the short-term as the market digests its recent volatile activity


VÍDEO  >>>>         http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2014/03/calor-e-estiagem-forcam-maturacao-precoce-do-cafe-no-sul-de-mg.html

 

 

Calor e estiagem forçam a maturação precoce do café no sul de MG

 

 

Grãos amadureceram antes da hora e a colheita vai ter que ser antecipada.
Maturação precoce compromete a qualidade e o rendimento dos grãos.

Do Globo Rural

Descrição: http://s04.video.glbimg.com/x360/3228251.jpg


A estiagem e o calor forte provocaram uma situação incomum em boa parte das lavouras de café do sul de Minas Gerais. Os grãos amadureceram antes da hora e a colheita vai ter que ser antecipada.
Na fazenda de Manoel da Costa, no município de Boa Esperança, os frutos estão amarelados, quase maduros. Uma situação que surpreendeu o agricultor.
A previsão era começar a colheita somente no fim de maio, mas para não correr o risco de perder qualidade por causa do estágio avançado de maturação, ele resolveu antecipar.
O amadurecimento precoce é uma realidade na região e ocorre por causa da falta de chuva.
A maturação antecipada compromete a qualidade e principalmente o rendimento dos grãos. Em outra fazenda que fica no município de Santana da Vargem, o produtor resolveu antes da hora começar a colheita dos grãos maduros.
Geraldo trabalha com café há mais de 40 anos e conta que aparentemente o café está bom e bonito, mas isso é só aparência mesmo.
Apesar do aspecto, os grãos não desenvolveram e estão murchos. Quando o agricultor levou o café para o terreiro, descascou, secou e beneficiou, veio a decepção.
“Em 60 litros de café beneficiados, não tem nenhum grão de café perfeito. O normal seria em torno de 10 medidas para dar um saco de café com boa qualidade, mas eu estou gastando 30 medidas”, diz o agricultor Antônio Lúcio Santos.





Dólar cai 0,94%, diante de fluxo positivo e especulações eleitorais

A perspectiva de entrada de recursos, diante do anúncio de novas captações
externas por parte de empresas brasileiras, e a intensificação de rumores sobre
uma mudança na corrida eleitoral para a presidência da República levaram o real
a liderar a alta frente ao dólar entre as divisas emergentes.
O dólar comercial fechou em queda de 0,94% a R$ 2,3270, menor patamar desde 6
de março. Já o contrato futuro com vencimento em abril recuava 0,91% para R$
2,334.
O real foi destaque de alta entre as moedas emergentes hoje em meio a rumores
no mercado financeiro sobre o resultado da pesquisa de intenção de voto para a
eleição presidencial em 2014 a ser divulgada pelo Ibope hoje à noite.
Especulações sobre um suposto avanço de candidatos adversários da presidente
Dilma Rousseff na corrida eleitoral contribuíram para a queda do dólar frente
ao real no mercado local.  Dilma liderava as pesquisas de intenção de voto até
o fim do ano passado.
Outro fator que tem ajudado a manter a cotação da moeda americana baixa é a
expectativa de ingresso de recursos, diante de notícias sobre novas emissões de
bônus de empresas brasileiras no mercado externo.
Segundo notícia publicada pelo Valor Pro, serviço de informações em tempo real
do Valor, o frigorífico Minerva avalia uma oferta de bônus no exterior e fará
um "roadshow" para detectar o interesse do mercado pela operação. Só neste mês,
Petrobras, Daycoval, Marfrig e Banco do Brasil anunciaram emissões de bônus no
mercado externo.
"Hoje teve muita entrada de recursos, tanto na conta financeira como na
comercial, com o início da exportação de grãos", afirma Jayro Rezende, gerente
de derivativos de câmbio da CDG Investimentos.
No exterior, o dólar caía frente às principais moedas emergentes, em dia de
correção. A moeda americana perdia 0,45% frente à lira turca, 0,21% em relação
ao peso mexicano e 0,77% diante do peso chileno.
Com o dólar abaixo de R$ 2,35, cresce a discussão no mercado se o Banco Central
fará a rolagem integral do lote de US$ 10,148 bilhões em contratos de swap com
vencimento previsto para 1 de abril. Hoje o BC fez a rolagem de mais 10 mil
contratos de swap cambial tradicional ofertados em leilão, postergando o
vencimento de mais US$ 492,2 milhões nesses papéis. Com a rolagem de hoje,
restam US$ 5,648 bilhões em swaps a serem renovados. Se mantiver o ritmo de
rolagem de US$ 500 milhões por dia, o BC completará a renovação de apenas US$ 8
bilhões dos US$ 10,148 bilhões do lote para abril.
Mais cedo, a autoridade monetária vendeu todos os 4 mil contratos de swap
cambial tradicional ofertados em leilão nesta quinta-feira, em operação que
funcionou como uma injeção de US$ 198 milhões no mercado futuro.




Juros futuros têm ligeira alta com expectativa de IPCA-15

Os juros futuros fecharam hoje entre estabilidade e ligeira alta na BM&F,
trabalhando durante a maior parte do pregão claramente ligados aos títulos do
Tesouro americano (Treasuries). No início da tarde, houve um pequeno movimento
de recuo das taxas, sob o efeito dos rumores eleitorais. A possibilidade de
retorno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Planalto ou de vitória da
oposição agradam o mercado, que aproveitou os rumores para especular e fazer
dinheiro.  Diferentemente do que se viu no câmbio e na bolsa de valores,
contudo, o efeito teve alcance limitado nos juros futuros. Às vésperas do
IPCA-15 de março, não houve clima para sustentar apostas em alívio dos prêmios
e fechamento da curva. A escalada dos preços dos alimentos, que já deu as caras
no atacado por meio dos IGPs, deve começar bater às portas do varejo com mais
intensidade.  DI janeiro/2015 estável, a 11,25%; DI janeiro/2017 subiu de
12,79% para 12,82%.




PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS: DIs ficarão de olho no IPCA-15 e na Rússia
   São Paulo, 20 de março de 2014 - O mercado futuro de contratos de
Depósitos Interfinanceiros (DIs) deve ter suas negociações do pregão de
amanhã influenciadas pelo Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15
(IPCA-15) e seguirá atento às novidades em relação à Rússia e à Ucrânia.
   "A tendência dos juros continua sendo de alta, mas IPCA-15 e novas
informações sobre a Crimeia podem direcionar o mercado", afirma Paulo
Petrassi, chefe de renda fixa da Leme Investimentos.
   Flávio Serrano, economista-sênior do Espirito Santo Investment Bank,
destaca que o resultado do IPCA-15 deve influenciar principalmente os contratos
com vencimento até janeiro de 2017.

   O IPCA-15 de março será divulgado amanhã, às 9h, pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analistas consultados pela
Agência CMA estimam alta de 0,75% ante 0,70% em fevereiro.
     
   Para o mercado de câmbio, o viés é de queda e, sem fatores importantes no
radar, o mercado pode oscilar influenciado pelo leilão de swap cambial do
Banco Central (BC) e pelas mudanças de posições no último pregão da semana,
segundo José Roberto Carreira, operador de câmbio da Fair Corretora.
   No pregão de hoje, o dólar comercial encerrou as negociações de hoje com
desvalorização de 0,93% em relação ao real, cotado a R$ 2,3250 para compra
e a R$ 2,3270 para venda, influenciado pelo fluxo atípico de entrada de
dólares em operação daytrade.
     
   Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 2,3220,
a menor desde 6 de março, e a máxima de R$ 2,3580. No mercado futuro, o
contrato com vencimento em abril recuou 0,87%, negociado por R$ 2.335,500, e o
contrato com vencimento em maio teve queda de 1,03%, para R$ 2.351,000.
    
   Os DIs encerraram o pregão de hoje em alta refletindo cenário doméstico
complicado com inflação alta e especulações de que pesquisa eleitoral
apontaria avanço nas intenções de votos para o candidato Aécio Neves (PSDB)
em relação à presidente Dilma Rousseff (PT).

   Ao contrário das especulações de que Dilma perdesse votos, a pesquisa
mostrou estabilidade. Segundo o Ibope, a presidente tem 43% da preferência de
voto, segundo a primeira pesquisa deste ano. O índice é o mesmo registrado em
novembro de 2013, data do último levantamento, e mostra que Dilma venceria o
pleito ainda no primeiro turno.




Bovespa acumula alta de 5% na semana ajudada por boato eleitoral

A bolsa brasileira repetiu nesta quinta-feira o roteiro de ontem: rumores sobre
a pesquisa eleitoral para a Presidência da República impulsionaram as ações das
estatais e garantiram nova alta expressiva ao Ibovespa. O clima positivo em
Wall Street favoreceu o mercado local, mas não foi decisivo para definir o rumo
do Ibovespa. Os boatos indicavam que Dilma Rousseff (PT) teria perdido espaço
para Aécio Neves (PSDB) na pesquisa Ibope, o que acabou não se confirmando. Uma
eventual derrota de Dilma é bem vista por parte do mercado por conta do perfil
intervencionista da atual presidente em diversos setores, como o elétrico e o
bancário, o que vem desagradando investidores. Porém, os números oficiais do
Ibope mostram uma realidade bem diferente da especulada pelo mercado. Dilma
manteve os mesmos 43% das preferências de voto que tinha na pesquisa feita em
novembro, enquanto Aécio subiu de 14% para 15% e Eduardo Campos (PSB)
permaneceu com 7%. O Ibovespa subiu 1,53%, para 47.278 pontos, com forte volume
de R$ 7,420 bilhões. Nesta semana até hoje, o índice já acumulou alta de 5,14%,
de longe a melhor semana de 2014. Segundo operadores, investidores locais
predominaram na ponta compradora hoje, enquanto os estrangeiros optaram por
realizar lucros. No topo do Ibovespa, o único papel que não era de empresa
estatal foi Rossi ON (5,96%). Operadores não identificaram razões para a alta
das ações da construtora. A lista de maiores altas hoje foi praticamente uma
repetição de ontem: Banco do Brasil ON (5,44%), Petrobras ON (4,92%), Petrobras
PN (4,87%), Eletrobras ON (4,33%) e Eletrobras PNB (2,48%). Ações do setor
elétrico - Cesp PNB (3,52%) e Tractebel ON (3,42%) - e de bancos - Bradesco PN
(2,83%) e Itaú PN (2,09%) também registraram ganhos expressivos. Vale PNA teve
alta modesta de 0,26%, a R$ 26,64. Na ponta negativa do índice ficaram Sabesp
ON (-7,50%), Gerdau Metalúrgica PN (-1,51%) e CCR ON (-1,48%). Sabesp devolveu
os ganhos de ontem, quando reagiu à expectativa de uma entrevista coletiva do
governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para anunciar o plano de bombeamento
da água do Rio Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira. Na entrevista,
realizada após o fechamento da bolsa, Alckmin confirmou o projeto, mas disse
que ele ficará pronto apenas em 2016 e, portanto, não visa resolver o atual
problema de seca enfrentado pela companhia na Cantareira.





PERSPECTIVA: Pesquisa eleitoral e dado de inflação devem orientar mercado
   São Paulo, 20 de março de 2014 - Com a agenda de indicadores fraca no
mercado externo, a pesquisa de intenção de voto do Ibope, agora divulgada,
deverá ser o principal fator a orientar os negócios nesta sexta-feira, após
dois dias de alta do Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa, sustentado por
especulações da queda da  presidente Dilma Rousseff na pesquisa. Segundo
analistas, o dado do IPCA-15 também deve ficar no radar dos investidores
amanhã.
   Após o fechamento dos mercados, o Ibope divulgou a pesquisa de intenção
de votos apontando que  a presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff
tem 43% da preferência de voto. O índice é o mesmo registrado em novembro de
2013, data do último levantamento, e mostra que Dilma venceria o pleito ainda
no primeiro turno. O tucano Aécio Neves oscilou 1 ponto percentual (pp) para
cima, de 14% para 15%, e Eduardo Campos (PSB) se manteve com 7%.
   "Nos últimos dias houve muita especulação a cerca da pesquisa das
eleições, principalmente com os rumores apontando queda de Dilma. Se de fato
foram essas especulações que puxaram a alta das estatais, acredito que amanhã
a tendência seja a queda, mas sobre movimentos especulativos podemos esperar
qualquer coisa", diz Luis Gustavo Pereira, analista da Guide Investimentos.

   Já para Flávio Conde, analista da Gradual Investimentos, sem uma mudança
relevante na pesquisa o viés da bolsa deverá ser de queda. "Supostamente
foram as chances de alguém ganhar a eleição que não a Dilma que puxaram a
alta dos papéis das estatais, mostrando a desaprovação do mercado com a
ingerência do atual governo. Sem mudanças significativas na pesquisa, o
mercado vai digerir essa notícia e deve devolver a alta exagerada", explica
Conde.
   Para ambos analistas, os números do IPCA-15 também devem ser foco de
atenção. "Se os dados apontarem alta acima da esperada isso deve ter um
reflexo ruim para a bolsa. Os juros não param de subir e fica menos atrativo
investir em ações", conta o analista da Gradual Investimentos. "O mercado
deve observar muito como virá a inflação de alimentos nesse dado do
IPCA-15", acrescenta Pereira.
   O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga às 9h o
Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) referente a
março. Analistas de mercado estimam que a inflação medida pelo IPCA-15 seja
de 0,75% em março. Em fevereiro, o índice registrou alta de 0,70%.
     
   No mercado externo, em terceiro plano, o analista da Guide Investimentos
destaca os dados de confiança do consumidor na zona do euro, na ausência de
indicadores nos Estados Unidos. A Comissão Europeia divulga amanhã, às 12h, a
leitura preliminar do índice de confiança do consumidor da zona do euro
referente a março. Em fevereiro, o indicador caiu para -12,7 pontos.
    
   Hoje, o Ibovespa encerrou com alta de 1,53% a 47.278 pontos e giro
financeiro de R$ 7,446 bilhões. A alta foi puxada principalmente pelo efeito do
boato da pesquisa eleitoral, que acabou não se confirmando. Com isso os
papéis preferenciais da Petrobras (PETR4) subiam 4,87%, a R$ 13,99, os ON da
Eletrobras (ELET3) avançaram 4,34% a R$ 5,77, os papéis PN da elétrica
(ELET6) caíram 2,49%, a R$ 9,89 e os do Banco do Brasil (BBAS3), 5,45%, a R$
20,90.
   Segundo Conde, o mercado externo, também ajudou no movimento de alta do
Ibovespa hoje, com as bolsas norte-americanas valorizando após dados positivos.
Entre eles, o índice dos indicadores antecedentes, que subiu 0,5% em
fevereiro, e o avanço da atividade industrial, apurada pelo Federal Reserve
Bank da Filadélfia, que passou de uma queda de 6,3 pontos em fevereiro para
alta de 9 pontos em março.




MERCADO EUA: Indices sobem após dados econômicos mais positivos

   São Paulo, 20 de março de 2014 - Os principais índices de ações dos
Estados Unidos fecharam em alta nesta quinta-feira, após o mercado reagir
positivamente à dados da economia norte-americana. Entre eles, o índice dos
indicadores antecedentes, que subiu 0,5% em fevereiro, e o avanço da atividade
industrial, apurada pelo Federal Reserve Bank da Filadélfia, que passou de uma
queda de 6,3 pontos em fevereiro para alta de 9 pontos em março.

   Por outro lado, as vendas de casas caiu em fevereiro em relação à
janeiro, para o menor ritmo anual desde de julho de 2012, segundo informou a
Associação Nacional de Corretores de Imóveis hoje.
   O Dow Jones subiu 0,67%, a 16.331 pontos, o S&P 500 ganhou 0,60%, a 1.872
pontos, e o Nasdaq Composto avançou 0,27%, a 4.319 pontos.

   Segundo expectativa da Cosultoria IHS, os dados recentes sobre pedidos de
auxílio desemprego, vendas no varejo, produção industrial, vendas de casas e
finanças domésticas devem confirmar dinâmicas econômicas mais positivas nos
Estados Unidos.




PETRÓLEO: Preço do WTI fecha abaixo de US$ 100; Brent sobe 

   São Paulo, 19 de março de 2014 - O preço do contrato futuro de petróleo
do WTI encerrou a sessão de hoje em queda, ainda repercutindo os comentários
do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) e o aumento nos
estoques da commodity do país ontem. Na Nymex, os preços dos contratos futuros
do WTI para abril tiveram queda de 0,9%, para US$ 99,43 o barril. O contrato
para abril do WTI vence hoje.

   Os preços do WTI estão sendo pressionados pela forte alta do dólar, que
ainda reflete os comentários de ontem da presidente do Fed, Janet Yellen. Ela
sinalizou um possível aumento nas taxas de juros dos Estados Unidos a partir de
2016. O aumento nos estoques de petróleo divulgado ontem pela Agência de
Energia norte-americana também influenciaram a queda do contrato. 

   Já na plataforma ICE, os preços dos contratos futuros do Brent com
vencimento em maio tiveram alta de 0,5%, para US$ 106,45 o barril, como
resultado do aumento das preocupações sobre a intensificação do conflito
entre Rússia e Ocidente.

   O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou uma ordem executiva
hoje que autoriza o governo norte-americano a aplicar sanções mais fortes e
direcionadas a setores estratégicos da economia russa, caso seu contraparte,
Vladimir Putin, avançasse nas invasões na Ucrânia. "As sanções impostas
apenas a indivíduos da Rússia não são suficientes, mas também é preciso
atingir setores estratégicos do país", afirmou Obama, ressaltando que o
caminho para diplomacia ainda está aberto.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Ações corretivas voltam à tona e café tem retração na ICE

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US voltaram a despencar nesta quarta-feira, permitindo que a posição de maio rompesse o nível de 190,00 cents e flutuasse próximo dos 185,00 centavos. O movimento corretivo iniciado na semana passada na casa de comercialização nova-iorquina teve continuidade, com liquidações de especuladores e fundos. Para muitos players, o movimento apresentado nas sessões recentes da bolsa está dentro do esperado, uma vez que os terminais tiveram uma agitação muito intensa desde o início do atual exercício. Os players procuram um piso, depois de terem dado sinais de que o teto para o atual momento está próximo do nível de 200,00centavos de dólar. Mesmo assim, o mercado continua focado na questão climática brasileira. Os temores quanto a uma quebra significativa se mantêm e não há um cálculo claro e seguro de quanto será o comprometimento da oferta global do grão. Enquanto isso, a demanda mundial mantém seu ritmo de crescimento e, diante desse cenário, efetivamente parte dos estoques internacionais do produto terá de ser usada para atender os consumidores.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição maio teve queda de 605 pontos, com 185,50 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 193,75 centavos e a mínima de 184,05 centavos, com o julho registrando baixa de 605 pontos, com 187,35 centavos por libra, com a máxima em 195,60 centavos e a mínima em 185,85 centavos. Na Euronext/Liffe, o maio teve queda de 45 dólares, com 2.090 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 42 dólares, para o nível de 2.089 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por um início tímido, com uma tentativa de alta, mas com o maio não indo além dos 193,75 centavos. O não rompimento da máxima da sessão anterior, que foi de196,55 centavos, abriu espaço para que algumas ordens de venda passassem a ser processadas. Com compradores sem fôlego, o vigor das perdas se ampliou e abaixa do dia tocou no nível de 184,05 centavos. No segmento externo, o dia foi de quedas para as bolsas de valores nos Estados Unidos, com o dólar tendo uma alta expressiva em relação a uma cesta de moedas internacionais. Nas commodities softs, a maior parte das matérias-primas aferiu baixas, sendo o único desta que positivo o açúcar, que avançou mais de 1% ao final dos negócios.

"O foco climático vai, pouco a pouco, perdendo relativamente a intensidade, mas os players ainda têm muitas preocupações com esse cenário, uma vez que ainda há uma clara indecisão sobre qual será a disponibilidade de café nesta temporada. As correções, por sua vez, são esperadas afinal, tivemos uma alta muito consistente ao longo de poucas semanas. Resta-nos saber qual o piso que os fundos deverão buscar. Seria 185, 180 ou 170 centavos. Isso deve ficar mais claro nos próximos dias", disse um trader.

Os preços do café no Vietnã voltaram a cair, puxados pelas retrações na bolsa de Londres e, mais uma vez, os produtores limitam suas vendas. No começo do mês, o nível de oferta dos cafeicultores tinha se ampliado, por conta das cotações mais fortes, chegando até a 40 mil dongs. Um trader de Ho Chi Min apontou que os produtores da área de Dak Lak, principal cinturão cafeeiro do país, esperavam que as cotações pudessem chegar até 45 mil dongs, algo que não se concretizou diante da desaceleração londrina. No mês passado, o Vietnã exportou 184,1 mil toneladas, o que significou um aumento de 83% em relação a fevereiro de 2013.

As exportações brasileiras no mês de março, até o dia 18, totalizaram 817.573 sacas de café, queda de 13,52 % em relação às 945.429 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 894 sacas, indo para 2.588.263 sacas.

Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência 193,75, 194,00, 194,50, 194,90-195,00, 195,50, 196,00, 196,50-196,55, 197,00,197,50, 198,00, 198,50, 199,00, 199,50, 199,90-200,00, 200,30, 200,50, 201,00 e 201,50 centavos de dólar, com o suporte em 184,05-184,00, 183,50, 183,00,182,50, 182,00, 181,50, 181,00, 180,50, 180,10-180,00, 179,50, 179,00 e 178,50 centavos.




Londres tem pressão de arbitragens e fecha dia com retração

Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quarta-feira com baixas consideráveis, com aposição maio rompendo o nível psicológico de 2.100 dólares, em um pregão caracterizado por liquidações especulativas e de fundos.

De acordo com analistas internacionais, a sessão foi marcado por vendas efetivas, permitindo que o segundo contrato tocasse a mínima de 2.082 dólares. Essas perdas vieram na esteira, também, das operações de arbitragem, já que nesta quarta-feira os arábicas em Nova Iorque tiveram mais um dia de correções incisivas, com os preços experimentando perdas mais fortes. Informações vindas do Vietnã indicam que os produtores locais, diante das quedas sucessivas registradas nesta semana em Londres, já estariam ofertando de maneira bem mais limitada.

"Voltamos a ser influenciados nas arbitragens, já que os arábicas caíram quase 700 pontos no dia, ampliando ainda mais as perdas iniciadas ao longo da semana passada. Com isso, não conseguimos avançar e ainda vimos um referencial psicológico importante ser rompido. Caso as origens voltem a ofertar de maneira limitada, poderemos ainda ter espaço para recuperação, mas também há a pressão dos arábicas. Seria importante que as perdas do outro lado do Atlântico fossem contidas", disse um trader.

O maio teve uma movimentação ao longo do dia de 6,97 mil contratos, contra 5,92 mil do julho. O spread entre as posições maio e julho ficou em 1 dólar.

No encerramento do dia, o maio teve queda de 45 dólares, com 2.090 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 42 dólares, para o nível de 2.089 dólares por tonelada.