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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Sem novidades e com volume limitado de negócios, café recua na ICE

  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com quedas, em uma sessão caracterizada, mais uma vez, por ações técnicas e pelo predomínio de vendas especulativas, estimuladas, principalmente, pelos segmentos externos. A sessão foi marcado pelo mais do mesmo. O contrato de dezembro continuou a flutuar dentro do range informal formado recentemente, ao passo que compradores e vendedores se mostram relativamente reticentes, não testando suportes ou resistências mais efetivas. Operadores sustentaram que a letargia recente do mercado cafeeiro é surpreendente. Apesar de várias precificações recentes, o que se observa é uma falta de ânimo para se buscar uma correção ou para forçar o estabelecimento de novos patamares. Para alguns desses players, o quadro é de espera, com a expectativa sobre o que poderá realmente ocorrer com o plano de apoio do governo brasileiro, ao passo que também existe a espera sobre a nova safra dos centro-americanos — que deve ser consideravelmente afetada pela ferrugem do colmo — e também a do Vietnã que, diferentemente do esperado anteriormente, deverá ser bastante consistente, irrigando a oferta de grãos do tipo robusta.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição dezembro teve baixa de 140 pontos, com 116,65 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 118,90 centavos e a mínima de 115,70 centavos, com o março registrando perda de 140 pontos, com 119,70 centavos por libra, com a máxima em 121,85 centavos e a mínima em 118,75 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro teve queda de 11 dólares, com 1.747 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 12 dólares, com 1.744 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, a sessão desta terça-feira manteve o ritmo recente. Algumas vendas especulativas foram identificadas, mas a baixa da sessão conseguiu se manter acima da mínima de mais de 49 meses, nível que foi atingido recentemente em Nova Iorque. Depois de tocar os 115,70 centavos, algumas recompras ligeiras foram observadas e as perdas tiveram desaceleração.

"Tivemos certa influência externa ao longo do dia, com o dólar tendo alta em relação a várias moedas internacionais. Isso estimulou algumas vendas e verificamos perdas para várias commodities, incluindo o café, ainda que o produto tenha conseguido se manter dentro desse patamar recente, entre 115,00 e 120,00 centavos de dólar. O quadro é relativamente consolidado, ainda que o sentimento de curto, médio e longo prazos seja baixista", disse um trader.

As exportações de café brasileiro caíram 1,6% em volume e 26,5% em faturamento em agosto, em comparação com o mesmo período de 2012, segundo os dados divulgados pelo Conselho de Exportadores de Café. O balanço mensal mostra que o país vendeu ao exterior 2,5 milhões de sacas de café de 60 quilos, 1,6% a menos que em agosto do ano passado, enquanto a renda ficou em 388,5 milhões de dólares, 26,5% a menos. De janeiro a agosto, o Brasil exportou 19,6 milhões de sacas, 13,3% a mais que no mesmo período de 2012, enquanto o faturamento alcançou 3,467 bilhões de dólares, números que representam uma redução de 15,2%. As exportações brasileiras no mês de setembro, até o dia 09, totalizaram 368.715 sacas de café, contra 314.851 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 2.786 sacas, indo para 2.782.127 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 17.813 lotes, com as opções tendo 3.329 calls e 2.225 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o dezembro na ICE Futures US tem resistência em 118,90-119,00, 119,05, 119,25, 119,50, 119,70, 119,90-120,00, 120,50, 121,00, 121,50, 122,00, 122,50, 122,20, 122,50, 122,75, 123,00, 123,50, 124,00, 124,50-124,60, 124,90-125,00, 125,50 e 125,90-126,00 centavos de dólar, com o suporte em 115,70, 115,50, 115,25, 115,10-115,00, 114,50, 114,00, 113,50, 113,00, 112,50, 112,00, 111,50, 111,00, 110,50, 110,10-110,00, 109,50 e 109,00 centavos.




Londres tem dia de poucos negócios e novas baixas para café

  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta terça-feira com quedas, em uma sessão esvaziada, com um volume de papéis comercializados bem abaixo da média recente da casa londrina. Voltando à realidade da semana anterior, o dia foi marcado por uma volatilidade ligeira, com a segunda posição ficando dentro de um intervalo de apenas 23 dólares.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por uma atividade reticente e pela manutenção dos preços próximos ao nível de 1.750 dólares, com as ações continuando a ser sustentadas basicamente por características técnicas. Os analistas avaliam que os baixistas ainda estão no comando das ações, principalmente com a perspectiva de que o mercado deverá ter uma nova temporada com disponibilidade significativa, amparada, principalmente, na safra vietnamita.

"Diante desse quadro de que o café estará efetivamente nas mesas de comercialização, diminui a sensação de que os produtores terão fase de oferta limitada para pressionar por preços mais altos, algo que chegou a ocorrer ao longo desta temporada, com as cotações ficando por um bom período acima dos 2.000 dólares", disse um trader.

O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de novembro com uma movimentação de 3,03 mil lotes, com o janeiro tendo 1,25 mil lotes negociados. O spread entre as posições novembro e janeiro ficou em 3 dólar. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição novembro teve queda de 11 dólares, com 1.747 dólares por tonelada, com o janeiro tendo desvalorização de 12 dólares, com 1.744 dólares por tonelada.




CNC concorda em discutir liberação da importação de café

  A importação de cafés para compor os blends, assunto considerado tabu pelos cafeicultores brasileiros, pode voltar a ser discutido no âmbito do governo. O presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), deputado federal Silas Brasileiro (PMDB/MG), disse ao Broadcast que atualmente existe maturidade no setor para discutir a liberação das importações de café em regime de drawback, isto é, para processamento visando a exportação.

Silas Brasileiro explicou que a importação de café deve ser em volume limitado, apenas para compor os blends na industrialização e destaca ser necessário 'controle absoluto para evitar a entrada de pragas e doenças'. Ele reconhece que para os cafeicultores brasileiros, por serem os maiores produtores do mundo, é difícil aceitar a liberação da importação, mas observa que a Nestlé está construindo uma fábrica na Itália que poderia ser instalada no Brasil, se houvesse possibilidade de diversificar os blends. 'É importante para a balança comercial brasileira', diz ele.

Na avaliação do deputado, a importação de café para compor os blends deve ser temporária. Ele acredita que, devido à diversidade de condições da produção de café no Brasil, em termos de altitude e de clima, é possível produzir vários tipos de grãos para elaborar os blends visando à exportação do café industrializado. O secretário-executivo do Ministério da Agricultura e secretário interino de Produção e Agroenergia, José Gerardo Fontelles, concorda que para agregar valor ao café brasileiro é preciso liberar a importação de grãos para compor os blends, mas salienta que o assunto requer uma discussão com todos segmentos da cafeicultura. Ele acredita que a pesquisa brasileira tem condições de desenvolver novas variedades de café que atendam os requisitos das indústrias, para dispensar a necessidade de importação.



Nestlé pode vender fatia de US$ 23 bi na L'Oreal no ano que vem

  A Nestlé, maior empresa de alimentos do mundo, está sob pressão para deixar claras suas intenções com a L'Oreal, sua parceira de 40 anos, quando os laços que unem as empresas se desfizerem no ano que vem. A decisão está nas mãos do presidente Peter Brabeck, que está tentando reposicionar a Nestlé longe da dependência de alimentos processados para produtos de maior margem com perfil mais ligado à saúde, nutrição e bem-estar.

É possível argumentar que os shampoos e cosméticos da L'Oreal são compatíveis com esta missão, mas oito dos nove analistas que conversaram com a Reuters pensam que provavelmente a Nestlé venderá sua participação na L'Oreal, quando as restrições para isso terminarem em abril. Eles avaliam que a companhia pode vender a fatia, avaliada em 23 bilhões de euros (30 bilhões de dólares), em tranches e usar o dinheiro em algo central para seu próprio negócio ou retornar os recursos para os acionistas.

"Se os investidores quiserem investir na L'Oreal, eles podem investir diretamente na L'Oreal", disse um analista sob condição de anonimato. "Eles não precisam da Nestlé para isso." O grupo suíço de alimentos é o maior acionista da empresa francesa de cosméticos desde 1974, quando a herdeira da L'Oreal, Liliane Bettencourt, agora a mulher mais rica do mundo, confiou quase metade de sua participação para a Nestlé por medo de que fosse nacionalizada se os socialistas chegassem ao poder. Este foi um ótimo investimento para a Nestlé, uma vez que as ações da L'Oreal tiveram retorno anual de 15 por desde então. As ações da Nestlé tiveram retorno de 11,6 por cento. A Nestlé detém 29,5 por cento e a Bettencourt possui 30,5 por cento da L'Oreal.




Estabilização da bienalidade do café é benéfica, avalia FAEMG

  “A progressiva redução da bienalidade e estabilização das safras de café pode se tornar grande trunfo para o produtor em seu planejamento”, afirmou o presidente do SISTEMA FAEMG, Roberto Simões, após divulgação da terceira estimativa da produção do grão para 2013, anunciada hoje (9) pela Conab. A constatação de que o Brasil terá recorde histórico de produção em baixa bienalidade foi divulgada pelo órgão durante a realização da Semana Internacional do Café, em Belo Horizonte.

Para Roberto Simões, a aproximação da produção em anos de ciclo baixo e alto possibilita maior planejamento do produtor, do governo e do próprio mercado: “Em um país em que a grande maioria dos produtores são pequenos ou mesmo familiares, a estabilidade possibilita maior ordenação no escoamento da produção, evitando o fluxo desordenado de venda abaixo do valor desejado”. A produção anunciada, de 47,54 milhões de sacas representa uma redução no total esperado anteriormente, que era de 48,5 milhões.

Segundo o diretor da Conab, Sílvio Porto, os motivos são variados para diferentes regiões, desde estiagem ao excesso de chuva em alguns pontos. Já a recente quebra de produção por geadas na região do Paraná só terá reflexos na próxima safra. Outros fatores também devem contribuir para que a safra de ciclo alto em 2014 fique abaixo do ciclo anterior, de 2012. O principal deles deve ser a redução nos investimentos e tratos culturais, pela desmotivação dos produtores frente ao cenário atual de crise e baixos preços. Assessoria de Comunicação da FAEMG

sábado, 7 de setembro de 2013

ENTREVISTA-Cooxupé vê boa safra de café em 2014 após problema de qualidade

SÃO PAULO, 6 Set (Reuters) - Produtores da Cooxupé, maior cooperativa de cafeicultores do mundo, estão perto de terminar a temporada 2013 tendo colhido um menor volume de grãos de qualidade e se preparam para uma safra "boa" em 2014, com o impacto dos atuais preços baixos afetando de maneira mais forte a produção somente em 2015.

A avaliação foi feita pelo presidente da Cooxupé, Carlos Paulino da Costa, que atribui as perdas de qualidade ao padrão de chuvas deste ano.

Até domingo, a colheita dos produtores da cooperativa, que tem atuação principalmente no Sul e Cerrado de Minas Gerais, estará perto de acabar, disse Paulino em entrevista à Reuters.

A temporada 2013 ficou dentro das expectativas em termos de volume, algo em torno de 8,4 milhões de sacas, disse ele. No entanto, a qualidade ficou bem aquém da média histórica.

Do café recebido pela cooperativa até 31 de agosto, 57 por cento do total é de boa qualidade, contra 70 por cento da temporada passada e 80 por cento do ano anterior.

"Historicamente, o café de boa qualidade (da cooperativa) representa de 75 a 80 por cento... Choveu espaçado este ano... O problema é chuva forte, o grão mais maduro cai no chão e começa a fermentar, o que está no terreiro fermenta", comentou o presidente da Cooxupé.

Segundo ele, considerando que a colheita já superou 90 por cento do total previsto para a região da Cooxupé, o índice de qualidade não deve melhorar. Ao contrário, pode até piorar.

"Agora (no final da colheita) o pessoal faz a varrição, é o café de pior qualidade... o máximo que pode ficar é igual (ao índice de qualidade atual)", afirmou.

Até o momento, 27 por cento do café recebido pela cooperativa era de média qualidade, e o restante de baixa qualidade, cotado a cerca de 250 reais por saca --30 a 40 reais abaixo do preço pago por saca do produto superior.

Com relação ao volume colhido, já era esperado que ele ficasse 15 por cento abaixo do registrado em 2012, quando o ano foi de alta no ciclo bianual de produtividade dos cafezais de arábica.

A próxima safra (2014), portanto, será a de alta.

PRÓXIMAS SAFRAS

Além de contar com o ano de bianualidade positiva, os produtores da Cooxupé também deverão ver a próxima safra ser beneficiadas pelas mesmas chuvas que afetaram a qualidade da produção em 2013.

"Para a árvore, essas chuvas são positivas. Com as chuvas, melhora o aspecto das lavouras", disse Paulino, esperando para meados de setembro as primeiras floradas da safra 2014.

"Essa chuva agora, com a queda de temperatura, ativa os botões florais... 2014 vai ser boa (a safra), não vai ser supersafra, mas vai ser boa", disse ele, evitando fazer uma estimativa numérica.

Segundo o presidente da Cooxupé, os efeitos dos atuais baixos preços do café no mercado internacional tendem a se refletir principalmente na colheita de 2015.

"Achamos que daqui para frente o produtor vai reduzir os tratos culturais, diante dos preços atuais. Para 2014, a árvore está aí. Os tratos culturais vão influenciar em 2015", disse.

O café arábica no mercado internacional tem registrado sucessivas quedas em 2013, atualmente próximo da menor cotação em quatro anos.

Muitos produtores reclamam que os preços obtidos estão muito próximos ou abaixo dos custos de produção, levando o governo a anunciar um programa na tentativa de sustentar as cotações no mercado.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Governo anuncia R$ 1,05 bilhão para contratos de opções de venda de café
   
  Uma portaria interministerial da Fazenda e da Agricultura, publicada na edição desta sexta, dia 6, no Diário Oficial da União, estabelece os parâmetros para o lançamento dos contratos de opções de venda de três milhões de sacas de 60 quilos de café. A portaria assegura R$ 1,05 bilhão para a compra do produto pelo governo federal, caso os produtores optem pela entrega do café. Isto ocorrerá se, na época do vencimento das opções, em 31 de março do próximo ano, os preços de mercado se mantiverem abaixo do valor de referência de R$ 343 a saca. Segundo a portaria, a unidade média de contrato é de cem sacas de café (seis toneladas). A portaria estabelece que o Ministério da Agricultura poderá estabelecer limite de aquisição de contrato por leilão para cada produtor rural, diretamente ou por meio de suas cooperativas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) irá indenizar as sacarias do café entregue pelos produtores. O diretor do Departamento de Café (Decaf) do Ministério da Agricultura, Jânio Zeferino, afirmou que os leilões de contratos de opções de venda de café devem ser realizados pela Conab até o final deste mês. Ele disse ter definido as normas junto com a área técnica da Conab, mas ainda existe a pendência em relação ao número de leilões que serão realizados para negociar os contratos relativos às três milhões de sacas de café. Zeferino explicou que os ágios e deságios em relação ao valor de referência, de acordo com a qualidade do café entregue pelo produtor, levarão em conta os padrões utilizados pela Conab. O valor de R$ 343 a saca diz respeito ao café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, com até 86 defeitos, peneira 13 acima. No caso da entrega de café arábica tipo 4/5, bebida dura para melhor, com até 36 defeitos, peneira 14 acima, o governo pagará um ágio de 3,34% para R$ 354,46 a saca. Para o arábica tipo 7, bebida dura, peneira 13, com até 160 defeitos, haverá deságio de 3,33% para R$ 331,58 a saca. O arábica tipo 7, bebida riada, peneira 13, com até 160 defeitos, terá deságio de 8,77% para R$ 312 a saca. Já o arábica tipo 7, bebida rio, peneira 13, com até 160 defeitos, terá deságio de 19,65% para R$ 275,60 a saca.
Café bate em nova mínima, mas fecha com estabilidade na ICE

  Os contratos futuros de café arábica encerraram esta quinta-feira na ICE Futures US com estabilidade, depois de experimentarem uma nova mínima de mais de 49 meses, ao romper o suporte anterior de 115,35 centavos. Depois de ultrapassado esse nível não foi observada uma continuidade das liquidações ou acionamentos de stops, o que permitiu ligeiras recompras e o realinhamento de preços para os níveis praticados ao final do pregão de quarta-feira. Apesar desse cenário estável, mais uma vez, o mercado deu sinais de que continua operando a partir de um viés estável, seja de curto, médio ou longo prazo e que os bears (baixistas) têm o controle da situação, buscando novas mínimas tão logo elas sejam necessárias para suas necessidades.

No campo fundamental, o mercado dá poucos sinais de novidade, com especulações sobre a produção do Brasil, a preocupação em algumas regiões brasileiras com a estiagem, já que o momento já se volta para a floração da temporada 2014 e também sobre o plano de apoio divulgado pelo governo brasileiro que, até o momento, ainda não refletiu nas cotações. Segundo o Ministério da Agricultura, os esperados leilões de contratos de opções de venda de café serão realizados pela Companhia Nacional de Abastecimento ainda em setembro. Essas opções têm potencial para retirar do mercado até 3 milhões de sacas. O Ministério indicou que as regras já foram definidas, mas falta a publicação da portaria interministerial que irá regulamentar os procedimentos. Os leilões deverão consumir cerca de um bilhão de reais, caso todos arrematantes dos contratos exerçam a opção de venda na época do vencimento, que será em março do próximo ano. Os recursos para arcar com essa compra do café estariam assegurados no orçamento das Operações Oficiais de Crédito.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição dezembro ficou estável em 116,85 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 117,40 centavos e a mínima de 115,25 centavos, com o março também tendo estabilidade, com 119,85 centavos por libra, com a máxima em 120,25 centavos e a mínima em 118,15 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro teve queda de 18 dólares, com 1.760 dólares por tonelada, com o janeiro tendo retração de 15 dólares, no nível de 1.753 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, as baixas não se sustentaram ao longo do dia, em parte por conta do câmbio brasileiro. Ao contrário do verificado recentemente, quando vendas da maior origem produtora internacional foram estimuladas pelo dólar em alta, nesta quinta a moeda norte-americana apresentou uma retração considerável em relação ao real e isso limitou maiores liquidações. Por sua vez, as commodities tiveram um dia positivo para a maior parte das matérias-primas, assim como para as bolsas internacionais.

"Voltamos a testar uma nova baixa, o que evidencia que o mercado continua nas mãos dos baixistas. Tentamos ao longo de praticamente toda essa semana ter uma ação corretiva, sem sucesso para tocarmos uma resistência mais efetiva. Diante de um contexto em que se leva em conta uma disponibilidade ampla, os compradores continuam totalmente esparsos, o que limita qualquer tentativa de reversão do quadro", disse um trader.

O volume de café robusta exportado pela República de Camarões, entre dezembro de 2012 e julho passado, recuou pela metade na comparação com igual período da temporada passada, de acordo com o Conselho Nacional do Café e Cacau do país. Camarões remeteu ao exterior 12.496 toneladas durante os oito primeiros meses do ciclo 2012/2013, 49,6% abaixo das 24.778 toneladas comercializadas em igual intervalo do ciclo anterior. Em julho, foram exportadas 1.800 toneladas, ante 3.579 toneladas em igual mês de 2012.

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 865 sacas, indo para 2.784.881 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 21.388 lotes, com as opções tendo 1.753 calls e 980 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o dezembro na ICE Futures US tem resistência em 117,40-117,50, 118,00, 118,50, 119,00, 119,25, 119,50, 119,70, 119,90-120,00, 120,50, 121,00, 121,50, 122,00, 122,50, 122,20, 122,50, 122,75, 123,00, 123,50, 124,00, 124,50-124,60, 124,90-125,00, 125,50 e 125,90-126,00 centavos de dólar, com o suporte em 115,25, 115,10-115,00, 114,50, 114,00, 113,50, 113,00, 112,50, 112,00, 111,50, 111,00, 110,50, 110,10-110,00, 109,50 e 109,00 centavos.




Londres tem nova retração, ainda que com manutenção de range

  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quinta-feira com nova retração, mas com a manutenção do range acima dos 1.750 dólares e abaixo do nível psicológico de 1.800 dólares. As ações do dia continuaram centradas em um viés técnico, com o volume de negócios concretizados ficando abaixo da média recente na bolsa britânica.

De acordo com analistas internacionais, o dia não teve novidades. No início da sessão, o novembro chegou a esboçar uma tentativa de alta, ao tocar no nível de 1.781 dólares. No entanto, diante da fraqueza dos arábicas em Nova Iorque e de outras commodities, o que se observou foi uma nova ação vendedora, que fez com que baixas fossem registradas, com a segunda posição tocando a mínima de 1.752 dólares. Nas mínimas, algumas recompras foram detectadas, ainda que modestas.

"Tivemos uma sessão de pouco entusiasmo. Os preços não encontram sustentação para subir ou buscar uma resistência mais efetiva, ao passo que encontramos ordens de compra próximo da resistência de 1.750 dólares. Com isso, continuamos a ter esse quadro de consolidação, dentro de um range relativamente estreito e sem um direcionamento concreto, quando a análise do terminal é feita a partir de um viés técnico", disse um trader.

O novembro teve uma movimentação ao longo do dia de 4,99 mil contratos, contra 1,61 mil do janeiro. O spread entre as posições novembro e janeiro ficou em 7 dólares. No encerramento do dia, o novembro teve queda de 18 dólares, com 1.760 dólares por tonelada, com o janeiro tendo retração de 15 dólares, no nível de 1.753 dólares por tonelada.




Torrefadoras estão aumento o arábica rio e diminuído conilon em suas misturas

  Segundo comentário do mercado , as torrefadoras estão começando a mudar as suas misturas de café, diminuído a quantidade de café robusta e aumentando a de café rio, devido ao diferencial de preços, que está em R$ 30 a saca. O preço de saca de conilon está girando de R$ 235 a R$ 240 e preço da saca de café rio caiu nos últimos 30 dias cerca de R$ 42,00. No começo de agosto o café rio estava sendo comercializado a R$ 255,00 e nesta semana a R$ 213,00. No Espírito Santo o rio está cotado de R$ 205,00 a R$ 210,00. Existe grande quantidade de café tipo rio no mercado devido a grande quantidade de chuva na época da colheita. “ Esta queda de preço do café rio devido a oferta abundante está deprimindo os preços do café de baixa qualidade”, disse um corretor



Minas quer estimular exportação de café processado

  O governo de Minas Gerais diz que é hora de o país buscar uma valorização do café. Isso é bom para o Estado, maior produtor nacional, e para o país, principal produtor e exportador mundiais. Essa é uma bandeira que o governador Antonio Anastasia (PSDB) vai levar adiante na próxima semana, quando Belo Horizonte será palco da Semana Internacional do Café, evento que incluirá a reunião de 50 anos da Organização Internacional do Café. "O país precisa avançar nas exportações de café processado. É um trauma que precisamos reverter", diz Anastasia. O Brasil é o segundo maior consumidor mundial, mas o produto processado de alta qualidade vem de fora, via cápsulas, diz ele. Um dos objetivos do governo de Minas Gerais é investir na qualidade e na certificação do café produzido, mas é importante também que esse produto seja processado internamente. O Estado deverá ter até o próximo ano pelo menos 2.000 propriedades auditadas conforme parâmetros internacionais. O governo mineiro está destinando R$ 100 milhões do Fundo do Café para investimentos que estimulem a produtividade e a qualidade. E o Estado está pronto para elevar o processamento e a agregação de valor no setor. Há negociações bem avançadas entre o governo mineiro e uma das gigantes mundiais do setor para a instalação de uma fábrica em Minas Gerais. O governador não quis informar o nome da empresa. Minas Gerais tem bons motivos para buscar uma solução para esse setor, que atravessa sérias dificuldades. Em 2012, o café representou 9% do PIB do Estado e as receitas com as exportações do setor atingiram US$ 3,8 bilhões, quase metade das obtidas com o agronegócio. A agregação de valor passa por alguns entraves. Primeiro, é preciso romper a barreira dos europeus que dificultam a entrada do produto processado. Segundo, deverá haver uma mudança interna de cultura, uma vez que o país não permite a entrada de café verde, importante na formação do blend exigido pelos consumidores mundiais. Além disso, são necessários um forte canal de distribuição no exterior e a formação de uma marca forte.




Cuba tenta reerguer mais uma vez sua produção cafeeira

  A safra de café de Cuba teve início nesta semana, com as lavouras ainda se recuperando dos prejuízos causados pelo furacão Sandy e com os reflexos de um plano de produção de cerca de 5,6 mil toneladas do grão semi-processado. Segundo cálculos da agência Reuters, a produção cubana do grão em 2012 foi de menos de 4 mil toneladas, o nível mais baixo em mais de um século. A passagem de Sandy pelo leste da ilha, em outubro, arrasou frutos e devastou as árvores que sombreavam as lavouras, fazendo o país retroceder em seus esforços para renovar lavouras. A safra na ilha tem início em setembro e termina em janeiro, mas a maior parte dos grãos são colhidos entre outubro e novembro. "A safra de café começou oficialmente e se espera que cheguemos a 1,5 milhão de latas (2,85 mil toneladas)", indicou a Agência de Informação Nacional, sediada em Santiago de Cuba. O país caribenho reporta sua produção em latas e toneladas. Quinhentas e vinte e cinco latas equivalem a uma tonelada de grão semiprocessado. Santiago de Cuba representa cerca de 50% da produção do país e, se somada com Granma e Guantánamo, chega a 85% do volume de café cubano colocado no mercado. Uma fonte da última província indicou que Guantánamo planeja colher 900 mil latas do grão, ou seja, 1.714 toneladas, ao passo que a imprensa oficial informou que os produtores colheriam 731 toneladas. Na ilha há cerca de 35 mil produtores de café que vendem integralmente o grão para o Estado a preços baixos, sendo que existe ainda um mercado negro. Em troca de sua venda, eles recebem créditos do governo a taxas baixas de juros e algumas ofertas de insumos subvencionados. Analistas locais sustentam que de 10% a 20% da safra anual é desviada, ainda que recentemente o Estado tenha aumentado recentemente os preços que paga aos produtores. As plantações do país, que antes de 1959 produzia uma média de 60 mil toneladas, estão reduzindo seu fluxo produtivo progressivamente. Nos últimos anos, o governo tem priorizado a produção de café como parte de seus intentos de incentivar a produção local de alimentos e, assim, substituir as custosas importações. Como parte de suas medidas econômicas, tem arrendado cafezais abandonados nos últimos anos a centenas de pessoas interessadas em produzir o grão e quase triplicado o preço pago pelo produto. O setor tem planos de produzir 22 mil toneladas de café em 2015 e alcançar entre 28 e 30 mil toneladas ao ano. Esses níveis seriam semelhantes aos da década de 70, porém a meta, até o momento, parece inalcançável.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

SAFRAS ESTIMA COMERCIALIZAÇÃO DO BRASIL 2013/14 EM 32% ATÉ 31/08
    A comercialização da safra de café do Brasil 2013/14
(julho/junho) chegou a 32% até o dia 31 de agosto. O dado faz parte de
levantamento de SAFRAS & Mercado. Os trabalhos seguem atrasados em relação ao
ano passado, quando, em igual período, 35% da safra 2012/13 estava
comercializada. Também há atraso em relação à média dos últimos 5 anos,
que aponta que 39% da produção normalmente já está negociada no período.
    Em relação ao mês de julho, houve avanço de 11 pontos percentuais na
comercialização.
    Com isso, já foram comercializadas 17,18 milhões de sacas de 60 quilos,
tomando-se por base a estimativa de SAFRAS & Mercado, de uma safra 2013/14 de
café brasileira de 52,9 milhões de sacas.
    Segue tabela com levantamento de comercialização da safra 2013/14,
tomando-se por base a estimativa de SAFRAS para a produção, até 31 de agosto:
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BRASIL: EVOLUÇÃO DA COMERCIALIZAÇÃO DE CAFÉ
BASE PRODUTOR -  SAFRA 2013/14
- em milhões de sacas de 60 quilos - até 31 de agosto
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              Produção*  Comercializado   Agosto   Julho    2012   Média 5
Estado                                                               anos
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Minas Gerais    25,80        7,95          31        21       34       41
  - Sul/Oeste   13,00        3,50          27        19       31       41
  -Cerrado       5,00        1,65          33        20       37       40
  -Zona da Mata  7,80        2,80          36        23       37       41
Espírito Santo  15,20        5,70          38        25       37       36
   - arábica     3,20        0,90          28        11       25       28
   - conillon   12,00        4,80          40        29       40       38
São Paulo        4,50        1,00          22        13       31       35
Paraná           1,80        0,38          21        10       41       37
Bahia            2,50        0,70          28        13       35       37
   - arábica     1,70        0,40          24         5       32       36
   - conillon    0,80        0,30          38        30       41       40
Rondônia         1,50        0,90          60        40       61       60
Outros           1,60        0,55          34        25       35       39
   - arábica     0,90        0,25          28        21       33       36
   - conillon    0,70        0,30          43        30       43       42
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ARÁBICA         37,90       10,88          29        18       33       38
CONILLON        15,00        6,30          42        30       43       42
TOTAL           52,90       17,18          32        21       35       39
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Fonte: Corretores e cooperativas
* Projeções: SAFRAS & Mercado
Obs: números parciais sujeitos à retificação
inclui café já entregue e também por entregar
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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Em sessão sonolenta, café tem dia de quedas ligeiras na ICE

Em sessão sonolenta, café tem dia de quedas ligeiras na ICE
   
  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com quedas ligeiras, em mais uma sessão caracterizada por negócios esparsos, cotações dentro de um intervalo estreito e sem maiores novidades no campo fundamental. Com isso, o novembro continua a flutuar numa área ligeiramente acima do nível de baixa de mais de 49 meses, registrado ao longo da semana passada. Os baixistas se mostraram menos efetivos depois de testado esse patamar e isso abriu espaço para algumas correções, no entanto, elas são apenas pontuais e não dão margem para que resistências efetivas sejam testadas.

O mercado continua focado em aspectos meramente técnicos, com diversos fatores que podem ter influência direta nos humores dos negócios já tendo sido claramente precificados. As projeções de vários operadores apontam para uma disponibilidade larga do grão, diante de uma safra considerável do Brasil, da recuperação ao menos parcial dos níveis de produção da Colômbia, além de uma nova injeção de muitos grãos de robustas, vindos, principalmente, do Vietnã e da Indonésia. Diante desse cenário, ainda existem as projeções — até de organismos internacionais, como o Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) — que sustentam que os estoques são altos em várias zonas produtoras e consumidoras mundiais, o que apenas corrobora o sentimento baixista de curto, médio e longo prazo dos mercados. Esse sentimento, assim, consegue minimizar, até com grande tranquilidade, a quebra de safra dos países centro-americanos, que sofrem com um ataque sem precedentes da ferrugem do colmo.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição dezembro teve queda de 35 pontos, com 116,85 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 118,50 centavos e a mínima de 116,65 centavos, com o março apresentando desvalorização de 30 pontos, com 119,85 centavos por libra, com a máxima em 121,45 centavos e a mínima em 119,75 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro teve queda de 7 dólares, com 1.778 dólares por tonelada, com o janeiro tendo retração de 10 dólares, no nível de 1.768 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por uma tranqüilidade nos negócios com o café, sendo que o cenário externo, mais uma vez, não teve uma influência direta no comportamento das cotações. O dólar registrou queda em relação a várias moedas internacionais, incluindo o real brasileiro, ao passo que a maior parte das commodities não conseguiu sustentar o viés positivo e recuou. O petróleo experimentou perda de 1,095 o o ouro recuou 1,49%.

"Não temos novidades fundamentais e isso abre espaço para que os aspectos especulativos ganhem contornos mais consistentes. E nesse cenário a leitura se mantém baixista, seja no curto, no médio ou no longo prazo. Os preços até tentam ser corrigidos, mas não conseguimos buscar resistências mais efetivas, que abririam espaço para alguns stops de compra. O patamar de 118,80 centavos poderia dar esse 'start', mas, como vimos na sessão de hoje, a partir dos 118,50 centavos encontramos uma barreira vendedora efetiva, o que fez com que os ganhos iniciais do dia fossem revertidos com tranqüilidade", disse um trader.

Uganda, maior exportador de café robusta da África, embarcou 3,36 milhões de sacas nos primeiros 11 meses do ano, superando a previsão de 3,2 milhões de sacas para o ano inteiro, indicou a Autoridade de Desenvolvimento de Café de Uganda. O total de embarques para a temporada de 2012/2013, que vai até o final de setembro, pode subir para cerca de 3,4 milhões de sacas.

A colheita de café da safra brasileira 2013/2014 foi indicada em 91% até 29 de agosto. O número faz parte do levantamento semanal de consultoria Safras & Mercado para a evolução da safra. A colheita está atrasada em relação a igual período do ano passado, quando 92% da safra 2012/2013 estava colhida. Em relação à semana passada, houve avanço de 5 pontos percentuais. Tomando por base a estimativa da empresa para a produção de café do Brasil em 2013/2014, de 52,9 milhões de sacas, é apontado que foram colhidas 48,08 milhões de sacas (91%) até 29 de agosto.

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 7.648 sacas, indo para 2.784.016 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 13.559 lotes, com as opções tendo 1.215 calls e 2.017 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o dezembro na ICE Futures US tem resistência em 118,50, 119,00, 119,25, 119,50, 119,70, 119,90-120,00, 120,50, 121,00, 121,50, 122,00, 122,50, 122,20, 122,50, 122,75, 123,00, 123,50, 124,00, 124,50-124,60, 124,90-125,00, 125,50 e 125,90-126,00 centavos de dólar, com o suporte em 116,65, 116,50, 116,20, 116,10-116,00, 115,80, 115,50, 115,35, 115,10-115,00, 114,50, 114,00, 113,50, 113,00, 112,50 e 112,00 centavos.




Londres tem dia de quedas ligeiras e manutenção do intervalo
   
  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quarta-feira com quedas pontuais, em mais uma sessão marcada por pouca volatilidade e pela falta de novidades no campo fundamental. Os players continuam focados em aspectos técnicos e o novembro se limita a flutuar em um range acima dos 1.750 dólares, mas que não flerta com os 1.800 dólares.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por algumas vendas especulativas, depois de o novembro ter operado, ao longo de uma boa parte do pregão, no nível de 1.780, sem, no entanto, tender para cima. A fraqueza técnica de Londres acompanhou o marasmo de Nova Iorque, que teve mais um dia lento e de preços muito próximos da estabilidade.

"O foco das avaliações do campo fundamental estão centradas na 'descarga' da nova safra asiática no mercado. Alguns players em Cingapura relataram que já há cafés da safra nova do Vietnã circulando, ainda que em volumes limitados. Mas é quase um consenso que a expectativa de uma safra menor do país foi por terra e, mais uma vez, os vietnamitas colocarão um montante considerável de grãos nas mesas de comercialização e isso vai pressionar os preços, ainda mais se levarmos em conta que alguns torrefadores podem se sentir estimulados em trocar o robusta pelo arábica, que continua a apresentar um preço limitado", disse um trader.

O novembro teve uma movimentação ao longo do dia de 5,59 mil contratos, contra 2,77 mil do janeiro. O spread entre as posições novembro e janeiro ficou em 10 dólares. No encerramento do dia, o novembro teve queda de 7 dólares, com 1.778 dólares por tonelada, com o janeiro tendo retração de 10 dólares, no nível de 1.768 dólares por tonelada.




Brasil tem maior saída de dólares para meses de agosto em 15 anos
   
  A diferença entre saída e entrada de dólares no Brasil (chamado fluxo cambial) teve o pior resultado para meses de agosto em 15 anos. No mês, saíram do país US$ 5,850 bilhões a mais do que entraram, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (4) pelo Banco Central (BC). É o pior desempenho para o mês de agosto desde 1998, quando debandaram US$ 11,786 bilhões, um recorde histórico. A saída de recursos no mês passado foi 6,5 vezes superior à registrada um ano antes, quando o deficit havia sido de US $ 896 milhões. Também é o pior desempenho mensal deste ano, perdendo para dezembro de 2012, quando o fluxo ficou negativo em US$ 6,755 bilhões. É o terceiro mês seguido em que o resultado do fluxo cambial fica negativo. Desde junho, o país já perdeu US$ 9,933 bilhões, o que reduziu o saldo positivo do ano a US$ 2,238 bilhões. Esse resultado é apenas um décimo do contabilizado no mesmo período do ano passado, quando as sobras de dólares totalizaram US$ 22,989 bilhões. Em agosto, o segmento financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) ficou negativo em US$ 3,992 milhões. O fluxo comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações) também registrou deficit, de US$ 1,858 bilhão.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Café tem dia de ligeiras correções e fecha com ganhos na ICE
   
  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira, primeira sessão da semana devido ao feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos, na segunda-feira, com valorização, em uma sessão caracterizada por um volume modesto de ações comercializadas e com o predomínio das aquisições de caráter comercial.

Mais uma vez, os preços estiveram dentro de um intervalo curto e o novembro conseguiu experimentar algumas correções para cima, depois de tocar as mínimas de mais de quatro anos ao longo da última semana. Essas correções, no entanto, foram apenas pontuais, com a manutenção integral do range. O mercado não demonstra maiores expectativas para uma reversão efetiva para cima das cotações, já que grande parte dos players continua focado em trabalhar com projeções que apontam para uma disponibilidade larga do grão, diante de uma safra considerável do Brasil, da recuperação ao menos parcial dos níveis de produção da Colômbia, além de uma nova injeção de muitos grãos de robustas, vindos, principalmente, do Vietnã e da Indonésia. Diante desse quadro, ainda existem as projeções — até de organismos internacionais, como o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos — que apontam para estoques robustos em várias zonas produtoras e consumidoras mundiais, o que apenas corrobora o sentimento baixista de curto, médio e longo prazo dos mercados. Esse sentimento, assim, consegue minimizar, até com grande tranquilidade, a quebra de safra dos países centro-americanos, que sofrem com um ataque sem precedentes da ferrugem do colmo.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição dezembro teve alta de 120 pontos, com 117,50 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 119,25 centavos e a mínima de 116,20 centavos, com o março apresentando valorização de 125 pontos, com 120,50 centavos por libra, com a máxima em 122,20 centavos e a mínima em 119,20 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro teve alta de 27 dólares, com 1.785 dólares por tonelada, com o janeiro tendo avanço de 22 dólares, no nível de 1.778 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia na bolsa nova-iorquina foi marcado por algumas compras limitadas de especuladores e de algumas coberturas de posições short, após a retomada das baixas mais efetivas registradas ao longo da semana passada. O cenário externo também ajudou nesse quadro, com bons ganhos sendo aferidos em várias commodities e também para as bolsas de valores internacionais.

"Tivemos o dólar em alta ao longo de parte do dia, no entanto, na segunda metade da sessão a moeda perdeu força em relação a algumas divisas internacionais. Entre elas, o real brasileiro, o que deu um suporte ainda mais efetivo para que alguns ganhos pudessem ser proporcionados. O mercado continua no aguardo das opções do Brasil. Esse é um mecanismo que poderá dar algum suporte para os preços, já que, apenas diante do viés técnico, a tendência é aprofundarmos o quadro de baixa já registrado na semana passada", disse um trader.

"Torradores tem mostrado interesse em comprar o 'flat-price', com a queda do terminal, e para o robusta a Liffe é a 'origem' mais interessante – pelo menos até que apareça mais café da safra-nova vietnamita, que alguns dizem já estar colhendo. Com o retorno ao trabalho de quem estava de recesso e a aproximação do outono na Europa e América do Norte, a indústria vai arregaçar as mangas para tapar os buracos dos seus livros de compra, e o 'timing' não é nada ruim com os preços do mercado futuros e o 'basis' a favor deles. Mesmo que a ICE caia mais, por enquanto os 110 centavos por libra (para dezembro) deve ficar intacto. Um fechamento convincente acima de 118,80 cents deve provocar uma cobertura parcial dos fundos e dar uma força para os altistas", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, da Archer Consulting.

O governo brasileiro prevê dar início nesta semana aos leilões de contratos de opção de café. A operação envolverá potencialmente a compra pelo Estado de 3 milhões de sacas, mas o mercado ainda aguarda detalhes do programa. O diretor do Departamento do Café, Janio Zeferino da Silva, do Ministério da Agricultura, sustentou que está tudo pronto na parte operacional e é só questão de dar o 'start'. Ele confirmou a informação de que a Companhia Nacional de Abastecimento deverá publicar, nesta semana, o aviso do leilão de contratos de opções, um procedimento que torna pública as regras da operação.

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 1.195 sacas, indo para 2.791.664 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 17.334 lotes, com as opções tendo 1.023 calls e 1.265 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o dezembro na ICE Futures US tem resistência em 119,25, 119,50, 119,70, 119,90-120,00, 120,50, 121,00, 121,50, 122,00, 122,50, 122,20, 122,50, 122,75, 123,00, 123,50, 124,00, 124,50-124,60, 124,90-125,00, 125,50 e 125,90-126,00 centavos de dólar, com o suporte em 116,20, 116,10-116,00, 115,80, 115,50, 115,35, 115,10-115,00, 114,50, 114,00, 113,50, 113,00, 112,50 e 112,00 centavos.




Londres devolve perdas, mas se mantém dentro de intervalo
   
  Os contratos futuros de café robusta tiveram um dia de recuperação, devolvendo praticamente todas as perdas da sessão passada na Euronext/Liffe. O pregão foi marcado por certa tranquilidade e, assim como na segunda-feira, a posição novembro variou dentro de um intervalo acima dos 1.750 dólares e abaixo do nível psicológico de 1.800 dólares. De acordo com analistas internacionais, as ações do dia foram meramente técnicas, sendo que, ao longo do dia, a segunda posição conseguiu atingir o patamar de 1.793 dólares. Nesse nível, no entanto, algumas realizações e vendas de origens foram notadas, o que fez com que uma relativa desaceleração fosse proporcionada.

"Não tivemos novidades. Com as baixas da segunda-feira, os vendedores ficaram mais reticentes nos patamares de baixa, o que abriu espaço para avançarmos ligeiramente. No entanto, o mercado atual continua preso dentro de um range estabelecido e não parece existir muitas margens para avanços mais consistentes, ainda mais diante da perspectiva da chegada de mais uma grande safra do Vietnã", disse um trader.

O novembro teve uma movimentação ao longo do dia de 7,31 mil contratos, contra 1,76 mil do janeiro. O spread entre as posições novembro e janeiro ficou em 7 dólares. No encerramento do dia, o novembro teve alta de 27 dólares, com 1.785 dólares por tonelada, com o janeiro tendo avanço de 22 dólares, no nível de 1.778 dólares por tonelada.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Café : Dentro de intervalo curto, café tem dia de pequena baixa na ICE

30/08/2013 Café da terra

Os contratos futuros de café arábica encerraram esta quinta-feira com quedas, mantendo integralmente o intervalo informal que vem sendo trabalhado ao longo dos últimos dias na bolsa norte-americana.
Ao longo da manhã, algumas baixas mais incisivas chegaram a ser ensaiadas, sem, contudo, ameaçarem suportes mais consistentes. Mesmo assim, os preços permanecem próximos dos níveis de baixa de mais de quatro anos e não encontram uma sustentação mais significativa no lado comprador que dê expectativa quanto a ganhos mais proeminentes.
O “mercado climático”, que chegou a garantir duas ligeiras elevações recentes para as cotações, não trouxe maiores conseqüências efetivas. Desde o final de semana, o Brasil registra temperaturas baixas, no entanto, as geadas, mais uma vez, foram descartadas e, desse modo, nem um reflexo mais efetivo nas bolsas cafeeiras chegou a ser registrado.
Segundo a empresa Somar Meteorologia, o cinturão cafeeiro brasileiro passará, a partir desta sexta-feira, a contar com uma nova onde de calor, que deve predominar durante o fim de semana. Mas como uma massa de ar polar avança na semana que vem, a temperatura volta a cair na região a partir do dia 04 de setembro. Independentemente dessa nova massa, as empresas especializadas voltam a indicar que as geadas nesta temporada estão praticamente descartadas e, diante disso, a partir de agora, os produtores brasileiros, que estão em fase final de colheita, passam a se preocupar com a ocorrência de chuvas, que seriam importantes para garantir a floração para a próxima safra.
No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição dezembro teve queda de 80 pontos, com 117,65 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 118,80 centavos e a mínima de 116,80 centavos, com o dezembro apresentando desvalorização de 70 pontos, com 120,60 centavos por libra, com a máxima em 121,60 centavos e a mínima em 119,70 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro teve queda de 4 dólares, com 1.730 dólares por tonelada, com o novembro tendo perda de 1 dólar, no nível de 1.764 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia na bolsa nova-iorquina foi marcado pela calma e por oscilações precárias, com o dezembro operando dentro de um range de apenas 200 pontos. Mais uma vez, a questão cambial foi bastante discutida entre os players.
No Brasil, o dólar apresentou uma expressiva alta de mais de 1% em relação ao real local e abriu perspectivas para que alguns participantes dessa origem ofertassem mais significativamente. No mercado externo, algumas notícias favoráveis sobre a economia dos Estados Unidos fizeram bolsas e dólar subir, mas o temor de que o plano de contenção de crise pode ser afrouxado no país aumentou a pressão sobre várias commodities, como petróleo, vários grãos, assim como cacau, café e algodão.
“Foi mais uma sessão marcada por pequena volatilidade. Continuamos a ter preços presos em um intervalo ligeiramente acima das mínimas de 49 meses, que foram testadas recentemente e não parece haver uma motivação para uma mudança de direcionamento, ao menos no curtíssimo prazo. No entanto, a leitura gráfica continua a direcionar os preços para um viés baixista, seja no curto, médio e longo prazo, além de termos a pressão fundamental de uma disponibilidade considerável do grão”, disse um trader.
As exportações de café robusta de Uganda nos dez primeiros meses do ano safra iniciado em 01 de outubro de 2012 cresceram 31% frente ao mesmo período de 2011/2012, segundo a Autoridade para o Desenvolvimento de Café. Em relatório divulgado pela entidade há indicação de que foram embarcadas ao exterior 3,03 milhões de sacas entre outubro de 2012 e julho deste ano, ante 2,31 milhões de sacas nos dez primeiros meses da temporada anterior. Conforme a entidade, as exportações de café robusta registraram alta de 35% no período, para 2,33 milhões de sacas, assim que mais cafezais renovados entraram em produção. Já as remessas de arábica cresceram 8,8%, indo para 700 mil sacas.
As exportações brasileiras no mês de agosto, mais especificamente até o dia 27, totalizaram 1.481.334 sacas de café, alta de 20,61% em relação às 1.228.159 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 2.710 sacas, indo para 2.803.385 sacas.
O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 13.108 lotes, com as opções tendo 884 calls e 1.157 puts — floor mais eletrônico.
Tecnicamente, o dezembro na ICE Futures US tem resistência em 118,80, 118,95-119,00, 119,50, 119,70, 119,90-120,00, 120,50, 121,00, 121,50, 122,00, 122,50, 122,20, 122,50, 122,75, 123,00, 123,50, 124,00, 124,50-124,60, 124,90-125,00, 125,50 e 125,90-126,00 centavos de dólar, com o suporte em 116,80, 116,65-116,60, 116,50, 116,35, 116,00, 115,80, 115,50, 115,35, 115,10-115,00, 114,50, 114,00, 113,50, 113,00, 112,50 e 112,00 centavos.