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terça-feira, 25 de junho de 2013

Em sessão calma, café gira em torno dos 120 cents por libra na ICE

  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com altas ligeiras, em uma sessão modesta, sem maiores oscilações. A posição setembro variou dentro do intervalo de 120,00 centavos, sendo que, diferentemente da última sexta-feira, conseguiu ficar ligeiramente acima desse referencial, ainda que sem nenhuma tendência efetiva para buscar novos buy stops ou correções mais efetivas.

O mercado mantém o perfil que vem sendo avaliado já há várias semanas. Notadamente, o café está sobrevendido, no entanto, não consegue ter correções mais consideráveis. Pelo contrário. Algumas altas observadas são pontuais, como as verificadas nesta segunda-feira, ao passo que, principalmente quando pressionado pelo segmento externo, o que se identifica é uma rápida assimilação dos sell stops, abrindo caminho para novas mínimas. Na semana passada, por exemplo, o setembro atingiu sem menor intervalo desde o distante julho de 2009.

Fundamentalmente, o mercado ressente-se da falta de novidades. A safra grande em ano de baixa do Brasil, a quebra menor que a esperada do Vietnã, a gradativa recuperação dos níveis produtivos da Colômbia, a quebra de safra dos centro-americanos devido à ferrugem do colmo são itens na agenda do mercado que já foram devidamente precificados e outros pontos, como o programa de financiamento para o setor cafeeiro do Brasil, ainda não estimularam mudanças de comportamento nos trader. O viés se mantém baixista, seja no curto, médio ou longo prazos.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição setembro teve alta de 85 pontos, com 120,15 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 121,25 centavos e a mínima de 118,70 centavos, com o dezembro tendo valorização de 85 pontos, com 123,20 centavos por libra, com a máxima em 124,15 centavos e a mínima em 121,95 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho teve alta de 18 dólares, com 1.749 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 18 dólares, no nível de 1.761 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por algumas aquisições especulativas, em uma sessão tranqüila, pouco volátil e sem sobressaltos. O segmento externo teve uma segunda-feira mais calma, se comparada com a pressão do final de semana passado. O dólar caiu em relação a várias moedas internacionais, incluindo o real brasileiro, o que abriu espaço para uma recuperação de várias commodities internacionais. As bolsas de valores dos Estados Unidos, por sua vez, não se mostraram tão bem humoradas e fecharam o dia com perdas.

"A sessão não teve tantos solavancos e vimos o setembro buscando se aproximar do patamar de 120,00 centavos. É uma tendência natural, após as oscilações recentes. Para muitos players, ainda há espaço para novas liquidações, ao passo que outros participantes acham inconcebível um nível de preço que, nem sequer cobre os custos de produção, ser praticado diante de uma situação de disponibilidade que seria bastante curta. Estamos, enfim, diante de um mercado com tendências divergentes, mas com os baixistas, ao menos por enquanto, ganhando a luta de braço", disse um trader.

"O Conselho Monetário Nacional aprovou a liberação de financiamento para a cafeicultura sem nenhuma intervenção do governo para retirar café da praça – o que certamente não deve acontecer depois de tantas outras prioridades terem surgido com os protestos que tomam conta das ruas de praticamente todo o país. O cenário não está para os altistas. Ainda assim mantenho a opinião de que o rompimento dos 110 centavos por libra não deve acontecer neste momento – salvo é claro se o real desvalorizar acima de 2,30 – enquanto uma recuperação deve perder força antes de chegar a 130 centavos por libra", sustentou Rodrigo Corrêa da Costa, da Archer Consulting.

A produção mundial de café em 2013/2014 foi estimada em 146 milhões de sacas, o que corresponde a uma queda de 4,4 milhões de sacas em relação ao período anterior, segundo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. A redução de cerca de 3% deve-se basicamente ao ano de ciclo negativo no Brasil e, em menor grau, ao problema de ferrugem nos cafezais da América Central e do México. A produção brasileira em 2013/2014 está projetada pelo Departamento em 53,7 milhões de sacas, queda de 2,4 milhões de sacas ante período anterior.

As exportações brasileiras no mês de junho, até o dia 20, totalizaram 958.224 sacas de café, alta de 4,87% em relação às 913.684 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.395 sacas, indo para 2.748.218 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 13.738 lotes, com as opções tendo 5.495 calls e 642 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem resistência em 121,25, 121,50, 122,00, 122,20, 122,50, 123,00, 123,50, 123,75, 124,00, 124,50, 125,00, 125,20, 125,50, 126,00, 126,50, 127,00, 127,50, 128,00, 128,40-128,50, 129,00, 129,50, 129,75 e 129,90-130,00 com o suporte em 118,70, 118,50, 118,00, 117,50, 117,10-117,00, 116,50, 116,00, 115,50, 115,10-115,00, 114,50, 114,00, 113,50,




Café em Londres apresenta alta em dia de volatilidade estreita

  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta segunda-feira com altas, em uma sessão caracterizada pelo viés consolidativo e pela pequena volatilidade. Rolagens remanescentes, principalmente entre julho e setembro também foram reportadas, mas o volume negociado ao final do pregão foi apenas regular.

De acordo com analistas internacionais, o mercado registra uma situação de relativa pressão sobre os grãos de robustas. Esse tipo de café experimentou, ao longo das últimas semanas, uma perda de mais de 300 dólares. Alguns fatores continuam a predominar sobre o andamento dos negócios, como a expectativa de uma quebra bem menor que a anteriormente prevista para o Vietnã e os prêmios altos para os cafés da Indonésia.

"Temos notícias de vários adiamentos de embarques por parte de exportadores em Ho Chi Min ou em Jacarta. O mercado de robusta reverteu a tendência positiva que perdurou ao longo de um significativo período. Neste momento, encontramos bons compradores abaixo dos 1.750 dólares, por outro lado, não encontramos força para avançar para um patamar básico, como de 1.800 dólares", disse um trader.

O julho teve uma movimentação ao longo do dia de 3,63 mil contratos, contra 9,77 mil do setembro. O spread entre as posições julho e setembro ficou em 12 dólares. No encerramento do dia, o julho teve alta de 18 dólares, com 1.749 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 18 dólares, no nível de 1.761 dólares por tonelada.




Analista indiano prevê possíveis geadas e forte alta para preço do café

  Mahendra Sharana é um respeitado analista(GURU E ESTUDIOSO DA ASTROLOGIA APLICADA AOS NEGÓCIOS) de mercado, do site mahendraprophecy.com. Misturando dados de mercado com astrologia, previu, por exemplo, as altas de 2011 para o café. Num novo estudo, o especialista agora fala em grande possibilidade de geadas e também em alta para os preços do café. Na sequência, sua análise mais recente para o segmento cafeeiro.

O clima tem um papel importante para o plantio e cultivo de café. Todos os anos, entre junho e setembro, os players começam a acompanhar mais de perto o clima nas zonas cafeeiras do Brasil. Geada é uma das poucas palavras que criam pânico no mercado do grão. Se ela for somada a "severa", então o clima de medo de prejuízo se torna ainda mais intenso. Não é preciso dizer muito sobre as geadas, já que todos sabem os seus impactos sobre o café.

Não há dúvida que a tecnologia ajuda os produtores a ter previsões meteorológicas mais embasados e também há novas maneiras de protegera das plantas. No entanto, uma geada severa ainda é sinônimo de dano ao café. Existem dois tipos de geada, a branca e a negra. A branca, em geral, tem impacto menor sobre a cultura e a negra destrói ramos e plantas de café e até pode matar a árvore. Se uma chuva aparece imediatamente após a geada o dano se amplia, já que a água nos troncos pode congelar a planta. Nesse caso, a solução é apenas uma poda radical ou o corte da árvore. E isso significa dois ou três anos sem produção. Ou seja, uma geada negra pode ser o extermínio de uma produção inteira do grão. Nos últimos dois anos, fizemos um intenso estudo sobre o padrão do tempo e sua combinação com os astros no Brasil.

Ainda estão vivas nas mentes de muitas pessoas, as ocorrências de 1975, quando uma devastadora geada atingiu o Paraná e regiões adjacentes, uma das maiores zonas cafeeiras do Brasil, entre os dias 17 e 20 de julho. Outras geadas negras foram registradas em 1942, 1955, 1963 e 1969. Em 1994 vimos uma forte geada com impacto sobre o café. Os preços mudam de rumo e em 2005 houve um bom lucro com café. Alguns players seguiram nossas previsões e os preços do café se moveram a partir de janeiro de 2004. Desde 2009, o café tem mantido um movimento de alta e atingiu uma máxima história, ao passo que nos dois últimos anos esses ganhos passaram a se reduzir. Em nossos livros contáveis, estamos prevendo que os preços do café comecem a iniciar um movimento de alta a partir deste mês de junho de 2013 e que deve continuar durante 2014 e 2015. Nós prevemos isso puramente por razões astrológicas, uma vez que temos dados de mais de 100 anos sobre o café e sobre a questão das geadas.

Ficamos muito surpresos com as verificações de geadas que estão para ser verificadas em 2014/2015, já que elas são muito parecidas com a de outros anos de geadas. Essa combinação teve início no dia 31 de maio de 2013, com Jupiter se mudando da casa de Touro para Gêmeos. Observamos claramente que os preços do café não só vão tocar em recordes históricos em 2014, mas como vão ser comercializados acima desses patamares. Poderemos ter preços de mais de 600 centavos de dólar por libra em 2015. Essa não será a única commodity em alta, mas será uma das mais ativas no campo da valorização. A maior parte dos planetas se move para o lado sudoeste da Terra que irá abranger boa parte do Brasil. Em 31 de maio de 2013, Júpiter se mudou para casa de Gêmeos. Em 15 de junho, o Sol também se muda para Gêmeos. Mercúrio retroage para Gêmeos em 24 de junho e Marte se une a esses planetas no início de julho. Essas combinações indicam frio extremo e chuva forte no Brasil, principalmente em zonas mais altas, o que pode resultar em geada negra.

Em 2013, o fenômeno poderá ser moderado, mas em 2014 e 2015 será grave. Ou seja, o Brasil tem três anos seguidos de possíveis geadas. Não podemos afirmar que esses três anos gelados serão totalmente favoráveis para o café, mas as ondas de frio podem levar o grão até os 1000 centavos de dólar por libra. Atualmente, os preços do café estão em torno dos 126 centavos de dólar e, por isso, os players do café tem de planejar muito bem seus negócios, não assumir grandes riscos, fazer estudos próprios e tomar conselhos com especialistas. Certamente, pequenas apostas podem fazer fortunas. Nós não vemos o café abaixo dos 124,50 centavos em qualquer circunstância.




Estoques mundiais no maior nível dos últimos cinco anos

  Os preços do café teve um início firme nesta segunda feira , apesar da previsão de aumento dos estoques mundiais para o maior nível dos últimos cinco anos, liderada pela alta do Brasil de 22% . Os aumentos veio apesar de um início suave de verdade do Brasil, que, uma vez que o país é o maior produtor de café tem um impacto fundamental sobre os preços em dólar, e uma estimativa do Departamento de Agricultura de um segundo ano consecutivo de aumento de estoques mundiais dos EUA. Enquanto a produção mundial vai cair cerca de 4,4 milhões de sacas, para 146, 4 milhões de sacas em 2013-14, um reflexo da Central americano ferrugem surto e sendo um ano "off" no ciclo de anos alternados superiores e inferiores produtoras do Brasil - ele permanecerá bem consumo acima, a 14,9 milhões de sacas. Os estoques no Brasil subiu para de 8,23 milhões, representando mais de um quarto do total mundial, apesar de ser um ano de folga, e com alguma perda na produção de arábica para "frost e condições de seca em Minas Gerais, disse ea USDA. A colheita de robusta "tem previsão de continuar expandindo como clima favorável e bom manejo da cultura configurações de frutas ajudaram e desenvolvimento no Espírito Santo", o estado responsável pela maior parte da produção de robusta no Brasil. Do Brasil "estoques mais elevados irá fornecer almofada adicional deve haver um futuro de escassez de oferta", disse o USDA, em comentários tomadas por alguns investidores como de baixa para os preços. "Este aumento de estoques do Brasil iria impulsionar o crescimento estoques mundiais, e as preocupações armado sobre o aumento superávit global de grãos de alta qualidade que empurraram New York arábica futuros de café para perto de mínimos de quatro anos na semana passada," disse Joyce Liu no corretor Phillip Futures, disse. O USDA também teve uma visão relativamente otimista do surto de ferrugem na América Central, prevendo-se uma recuperação de 9% na produção de Honduras em 2013-14 ", com o amadurecimento de novas árvores".




Apoio para setor cafeeiro do Peru deve ser uma constante

Fala-se muito mais dos aspargos, que são cultivados na costa, muito visíveis e são considerados "não tradicionais". Porém, o café é nossa grande exportação silenciosa: há dois anos as exportações de café peruano, as principais remessas de café orgânico do mundo, nos deram 1,6 bilhão de dólares, porém, neste ano de 2013 elas redundaram em 800 milhões de dólares somente. A que se deve essa vertiginosa queda? Há duas causas. O vai-e-vem do preço internacional, que caiu quase 50% desde seu pico em 2011, por causa da maior produção no Brasil, Indonésia e Vietnã, entre outros. Esses ciclos são normais em um produto como o café. O que não é normal é a segunda causa do recuo das exportações: uma praga chamada ferrugem do colmo, que afeta vários países, entre eles o Peru, Colômbia e os centro-americanos. A importância do café não se mede apenas em dólar, mas pela enorme quantidade de postos de trabalho que esse silencioso setor oferece a centenas de milhares de pequenos produtores e trabalhadores que atuam na colheita, processamento, transporte e outras atividades. Ainda que os números não sejam muito exatos, calcula-se que há entre 250 e 300 mil hectares cultivados com o café no Peru, principalmente na selva desde Piura, Cajamarca e San Martín, até Cusco e Puno, no sul. Calcula-se que ha 150 mil produtores dedicados ao café, muitos deles em zonas aptas para a droga. Por essa razão, entre outras, é fundamental manter a saúde do setor cafeeiro. A ferrugem e agora também a praga denominada broca, que ataca diretamente o grão, explicam a queda da produção do ano passado, quando se esperavam 7,5 milhões de quintais e apenas 6 milhões de quintais foram obtidas. Calcula-se que entre 35% e 45% das lavouras estejam afetadas pela ferrugem. Que fazer? Felizmente, o fato de que o café peruano tenha um prêmio por ser orgânico tem despertado o interesse de autoridades da Europa e, principalmente, do Japão, governo que tem facilitado uma cooperação técnica e financeira para enfrentar a crise. O ministro da Agricultura declarou que o setor está em crise e o vice-ministro Juan Rheinebeck está ocupado diretamente com o tema. É bom, mas necessitamos de mais recursos. Deve-se promover a instalação de assessores agrícolas financiados pelo governo para que possam guiar os pequenos produtores a acompanhar suas plantações. A ferrugem vem, em grande parte, da falta de fertilização e de novas plantações. Esse tipo de assessoria agrícola é necessária em todos os setores agrícolas, onde há pequenos produtores. É algo que existe em todos os grandes países agrícolas do mundo, desde os Estados Unidos até a Austrália, porém, lamentavelmente, no Peru esse tipo de programas, que eram muito importantes há 50 anos, foram abandonados. Deve-se criar um fundo de apoio para enfrentar a crise de café, que ajude a fazer caixa rural e fortalecer os créditos do setor. Tínhamos algo parecido há 32 anos, no setor mineiro, com o Fundo de Compensação Mineira, administrada pelo Banco Mineiro e, dessa forma, evitamos os estragos causados, principalmente, pela informalidade. O café representa apenas de 3% a 4% das exportações totais do Peru, porém, gera uma quantidade enorme de emprego em zonas pobres. Por isso é fundamental ter um plano de ação que não só mantenha essa importante atividade, reconhecida internacional, mas que também mantenha a paz social nas zonas pobres. Tenho uma "queda" pelo café, não só por consumir muito o produto, mas também por ter sido há anos inspetor da Organização Internacional do Café. Juntamente com o famoso biólogo brasileiro Arnaldo Krug, fomos encarregados de avaliar a cota cafeeira de El Salvador. Naquele período, os cafeicultores salvadorenhos diziam que não tinham a produção que pretendiam, porém, uma avaliação que durou dois meses demonstrou que El Salvador tinha razão e sua cota, graças a nosso trabalho, foi aumentada. Desde essa época, guardo muitas recordações das plantações das colinas do país centro-americano, dos processadores e armazéns. No Peru existe um imenso potencial agrícola, não somente nos grandes distritos da costa, mas também em zonas mais distantes e em áreas de selva. Vamos manter e desenvolver esse potencial.

 

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Café tem quedas intensas na ICE e fica abaixo dos 120 cents

  Um dia para esquecer. Os contratos futuros de café despencaram nesta quinta-feira, seguindo o mau humor dos mercados externos. Com isso, a posição setembro rompeu com facilidade o nível de 120,00 centavos de dólar por libra peso e atingiu os menores patamares desde julho de 2009. O dia foi basicamente caracterizado pelas liquidações de especuladores e de fundos. Depois de uma abertura estável, as ordens de venda passaram a ser emitidas com rapidez e logo stops de venda foram acionados, pressionando os preços, sem uma contrapartida por parte dos compradores. Eles se mostraram apenas modestamente ativos nas mínimas, o que permitiu apenas uma ligeira desaceleração das perdas.

O café não esteve sozinho nesse quadro negro das cotações. O dia foi de perdas intensas para várias commodities, como o ouro, que teve retração de mais de 4,6%, com o petróleo caindo 3,63% e o açúcar caindo 3,71%. Todo o complexo de grãos registrou perdas no dia. O dólar, por sua vez, subiu em relação a uma cesta de moedas internacionais e teve uma forte alta sobre o real brasileira. As bolsas de valores nos Estados Unidos e em várias partes do mundo tiveram desvalorização. As perdas foram impulsionadas por notícias menos positivas da economia da China e, principalmente, devido ao "otimismo" do Federal Reserve quanto à economia. O diretor desse banco central norte-americano indicou que o governo do país pode reduzir gradualmente seu programa de estímulos à economia, o que prejudica as perspectivas para o crescimento global. Segundo o Fed, o programa de estímulos poderia ser encerrado até meados de 2014 caso a economia dos Estados Unidos esteja forte o suficiente. Segundo o Banco Central, ele continuará a realizar comprar de títulos no momento e acompanhará de perto as informações recebidas sobre a evolução econômica e financeira nos próximos meses. Assim que o Fed começar a diminuir suas compras de títulos deverá ser observado um dólar mais forte. Desse modo, as commodities, que são precificadas em dólar, tendem a enfraquecer nesse tipo de ambiente.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição setembro teve queda de 600 pontos, com 118,35 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 123,75 centavos e a mínima de 117,10 centavos, com o dezembro tendo desvalorização de 610 pontos, com 121,50 centavos por libra, com a máxima em 127,25 centavos e a mínima em 120,50 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho teve queda de 58 dólares, com 1.721 dólares por tonelada, com o setembro tendo retração de 59 dólares, no nível de 1.736 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado pelas intensas liquidações, com os preços não se sustentando.

"Tivemos uma forte atividade dos especuladores e fundos, que atuam no lado vendedor, simplesmente ignorando o quadro predominantemente sobrevendido verificado no café já há algumas semanas. O café seguiu o quadro negativo observado nos mercados externos", disse um trader.

A BM&F indicou que pode efetuar uma ação de inter relação de contratos de café com o CME Group, principal concorrente da ICE Futures US. Segundo Fabiana Perobelli, diretora de agronegócios da bolsa paulista, o trabalho está em fase de estudos. As chuvas constantes que atingem, desde a segunda quinzena de maio, o centro-sul do Brasil poderão afetar a produção de cafés de qualidade em todas as principais regiões produtoras de São Paulo, Paraná e Minas Gerais.

A avaliação é da empresa Somar Meteorologia. O excesso de dias chuvosos e, conseqüentemente, o excesso de umidade sobre os grãos provoca a aceleração no processo de maturação dos grãos e, por isso, a produção de cafés cereja descascado diminuiu drasticamente nesta safra.

As exportações brasileiras no mês de junho, até o dia 18, totalizaram 765.462 sacas de café, queda de 0,40% em relação às 768.544 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 158 sacas, indo para 2.748.157 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 35.105 lotes, com as opções tendo 13.731 calls e 7.186 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem resistência em 123,75, 124,00, 124,50, 125,00, 125,20, 125,50, 126,00, 126,50, 127,00, 127,50, 128,00, 128,40-128,50, 129,00, 129,50, 129,75 e 129,90-130,00 com o suporte em 117,10-117,00, 116,50, 116,00, 115,50, 115,10-115,00, 114,50, 114,00, 113,50, 113,00, 112,50, 112,00, 111,50 e 111,00 centavos.




Londres segue outros mercados e tem dia de forte retração

  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quinta-feira com quedas severas, com a posição setembro se consolidando abaixo dos 1.750 dólares. O comportamento dos robustas seguiu o dos arábicas em Nova Iorque e diversas outras commodities, que despencaram ao refletir informações econômicas negativas sobre a China e, principalmente, dados do Federal Reserve sobre o apoio ao setor econômico dos Estados Unidos.

De acordo com analistas internacionais, a sessão foi caracterizada pela liquidação efetiva por parte de especuladores e fundos, o que abriu espaço para quedas mais proeminentes, ainda que a posição setembro tenha preservado o nível psicológico de 1.700 dólares. Para esses analistas, o café apenas "seguiu a turba", uma vez que os mercados em geral tiveram um dia negro.

"As perdas, efetivamente, não estiveram relacionadas diretamente ao café. No entanto, a commodity enfrenta um momento baixista e, assim, a pressão externa apenas contribui para ampliar esse cenário. O plano norte-americano de estímulo deu suporte a várias matérias-primas e o temor sobre seu fim levou muitos players a liquidar de forma quase insana", disse um trader.

O julho teve uma movimentação ao longo do dia de 10,4 mil contratos, contra 16,7 mil do setembro. O spread entre as posições julho e setembro ficou em 15 dólares. No encerramento do dia, o julho teve queda de 58 dólares, com 1.721 dólares por tonelada, com o setembro tendo retração de 59 dólares, no nível de 1.736 dólares por tonelada.




Cooxupé pode reavaliar safra de café; chuva preocupa produtor

SÃO PAULO, 19 Jun (Reuters) - A colheita de café na área de atuação da Cooxupé, maior cooperativa de cafeicultores do mundo, no sul de Minas Gerais, atingiu até o momento cerca de 10 por cento do total projetado e indica volumes menores do que os previstos, o que pode levar uma redução nas estimativas de produção na atual safra 2013/14.

A afirmação é do presidente da Cooxupé, Carlos Paulino da Costa, que avalia que a produtividade tem sido menor que a esperada por conta de um tempo excessivamente quente em dezembro e janeiro. Ele também disse estar preocupado com o efeito das recentes chuvas para a qualidade do café.

A área de atuação da Cooxupé, no Sul de Minas e Cerrado Mineiro, tem expectativa inicial de colheita de 8,5 milhões de sacas de 60 kg, o que já seria uma queda de 15 por cento na comparação com a temporada passada, em função de o ciclo atual ser o ano de baixa produtividade na bianualidade do café arábica. Mas as colheitas iniciais, de grãos "muito miúdos", indicam a possibilidade de uma produção ainda menor.

"Vai dar menos, tem um ponto de interrogação. Precisamos de uma avaliação melhor. Iria haver uma quebra de 15 por cento em relação ao ano passado, pode ser pior do que isso", afirmou ele à Reuters nesta quarta-feira, acrescentando que, conforme a colheita avança, será possível uma projeção mais detalhada.

O volume de café estimado para as regiões da Cooxupé representa 17,5 por cento da produção prevista para o país pelo Ministério da Agricultura, de 48,6 milhões de sacas de 60 kg, a maior safra para um ano de baixa do arábica.

Carlos Paulino citou um teste feito esta semana na cooperativa para exemplificar a menor produtividade. No ano passado, disse ele, para se obter 100 gramas de café eram necessários 740 grãos. Neste ano, para o mesmo volume foram necessários 900 grãos do produto que já entrou na cooperativa. "Pelo tamanho dos grãos, precisaremos de mais grãos para encher uma saca", explicou.

Até o momento, a cooperativa recebeu aproximadamente 100 mil sacas de café da safra nova, um volume ainda pequeno ante as mais de 4 milhões de sacas com potencial de receber este ano. Os recebimentos se intensificam a partir do agosto e setembro, quando os produtores já conseguiram formar maiores volumes para entregar nos armazéns.

CHUVAS AFETAM QUALIDADE

Chuvas acima da média para o mês de junho em algumas áreas produtoras do Brasil, incluindo o sul de Minas Gerais, estão preocupando os cafeicultores, uma vez que já afetam a qualidade do produto. E previsões de mais precipitações aumentam o alerta do setor produtivo, que teme a repetição de uma situação vista no ano passado.

"Parece que está repetindo o que aconteceu no ano passado, começou a chover e vai piorar a qualidade. Prejudica um pouco a qualidade, derruba o café...", comentou Carlos Paulino.

No entanto, ele lembrou que as chuvas foram mais intensas, no ano passado, ao final de junho.

"Está menos mau do que o ano passado, não está normal... A nível de Brasil, ela (a chuva) é preocupante, mas não representa perigo de atrapalhar. Ano passado ela (a safra) ficou prejudicada por conta da chuva", disse.

As recorrentes chuvas desde a segunda quinzena de maio estão afetando a qualidade do café da safra 2013/14, alertou a Somar Meteorologia na terça-feira, destacando problemas para a produção do café "cereja", de alta qualidade.

"Sobre o cereja, ela (Somar) tem razão, com a chuva adianta a maturação. Prejudicou o tipo de café... Cada chuva, o que poderia ser um futuro cereja descascado, passa a ser café boia."

Os produtores conseguem preços mais altos para os cafés de melhor qualidade, mas o presidente da Cooxupé observou que o mercado atual não estimula muito essa produção, uma vez que é pequena a diferença entre os melhores produtos e aqueles não tão bons.

Segundo ele, o café de boa qualidade está cotado a 285 reais por saca, enquanto o de baixa vale 245 reais por saca. O produtor lembrou que a commodity, que está oscilando perto do menor nível em quase quatro anos na bolsa de Nova York, é cotada no Brasil abaixo do preço mínimo de garantia do governo, de 307 reais por saca.

O indicador diário Cepea/Esalq, que mede os preços do arábica no mercado interno à vista, fechou a 283,12 reais por saca na terça-feira.

Carlos Paulino disse que mercado está "muito parado e produtor não está vendendo", enquanto aguarda programas do governo de apoio ao preço.

   

Commodities têm maior queda em 18 meses; China e Bernanke pressionam
Barani Krishnan
 
NOVA YORK, 20 Jun (Reuters) - As commodities sofreram sua maior liquidação em um ano e meio nesta quinta-feira, com dados chineses sombrios e devido ao plano do Banco Central dos EUA de reduzir gradualmente seu programa de estímulos à economia, o que prejudica as perspectivas para o crescimento global.
 
O ouro atingiu uma mínima de dois anos e meio e o petróleo despencou 3 por cento. Os preços do cobre recuaram para os menores níveis em 20 meses, enquanto o alumínio e o níquel caíram para mínimas de vários anos, por temores sobre uma desaceleração da atividade industrial na China, maior comprador mundial de metais.
 
Os mercados agrícolas tampouco foram poupados, com o milho, o trigo e a soja recuando, e o açúcar e o café renovando mínimas de vários anos.
 
Uma alta generalizada do dólar, impulsionado por um plano do chairman do Fed, Ben Bernanke, de possivelmente encerrar seu programa de estímulo, gerou fortes quedas nas commodities negociadas na moeda norte-americana.
 
"A queda de hoje é uma para os livros de história, pelo menos para o ouro", disse o analista da INTL FC Stone, Edward Meir.
 
O índice de 19 commodities da Thomson Reuters-Jefferies CRB recuou mais de 2,5 por cento, queda mais acentuada desde dezembro de 2011.
 
O ouro e a prata recuaram para uma mínima de setembro de 2010 após Bernanke afirmar que o Fed começaria a reduzir os 85 bilhões de dólares em compras mensais de títulos ainda neste ano.
 
A inundação de dinheiro que o Fed criou desde a crise financeira de 2008/2009 contribuiu fortemente com as altas no ouro e nas outras commodities. Bernanke indicou que o programa de estímulos poderia ser encerrado até meados de 2014 caso a economia dos EUA esteja forte o suficiente.

As observações do chairman foram muito além de um comunicado dos formuladores de políticas no início da quarta-feira após uma reunião que durou dois dias, e que dizia que o Banco Central continuará a realizar comprar de títulos no momento e "acompanhará de perto as informações recebidas sobre a evolução econômica e financeira nos próximos meses."
 
"Assim que o Banco Central dos EUA começar a diminuir suas compras de títulos, devemos a ver um dólar mais forte. As commodities que são precificadas em dólar tendem a enfraquecer neste tipo de ambiente", disse Lee Chen Hoay, analista de investimentos na Phillip Futures em Cingapura.
 
As fortes vendas do ouro aceleraram após a commodity recuar abaixo de sua mínima de abril de 1.321 dólares por onça, um nível de apoio, e atingir 1.285 dólares.
 
Às 14h (horário de Brasília), o spot recuava para 1.291 dólares por onça.
 
Os futuros do petróleo Brent recuavam mais de 3 dólares por barril, para a mínima de uma semana, perto de 103 dólares por barril, pressionados por uma pesquisa apontando uma desaceleração da economia chinesa.
 
Em Nova York, o primeiro contrato do petróleo perdia 2,7 por cento e era negociado a 95,52 dólares por barril, após fechar a sessão anterior a 98,24 dólares.
 
A queda do cobre foi parcialmente causada por uma alta dos estoques do metal nos armazéns monitorados pela Bolsa de Metais de Londres. Os estoques estão em seu maiores níveis de cerca de 10 anos, contribuindo para a queda de 14 por cento nos preços neste ano.
 
O contrato referência de três meses do cobre na LME recuou para 6.750 por tonelada, menor nível desde 20 de outubro de 2011.


Exportadores da Indonésia cancelaram contratros devido ao aumento dos prêmios

  Produtores mundiais de alimentos terão que pagar mais para os grãos de café robusta utilizadas nas bebidas, em grande crise de abastecimento envia prêmios para máximos de vários meses na Ásia, forçando alguns exportadores para cancelar embarques. Agricultores no Vietnã estão a atrasando a entrega o seu café, frustrado por persistentemente baixos preços futuros de Londres. Na Indonésia, clima excepcionalmente úmido durante a estação da colheita tornou difícil para os produtores colher e prepar o café. O aperto de abastecimento suscitou temores de inadimplência por casas comerciais no Vietnã e exportadores na Indonésia e pode reduzir as exportações dos dois países que respondem por quase um quarto da produção de café do mundo. "Os exportadores e fornecedores estão em uma posição difícil", disse Moelyono Soesilo, compra e comercialização de gerente de empresa exportadora Taman Delta Indonésia. "Alguns já assinaram contratos de longo prazo para vender café em diferenciais mais baixos. Os agricultores só vender em pequenas quantidades para cobrir as necessidades diárias ". London setembro robusta caiu para a 32 meses de baixa na semana passada, acompanhando New York arábica futuros que caíram como os fundos vendidos em face da ampla oferta do Brasil. Menores fornecimentos dos dois principais produtores de robusta pode travar o declínio em Londres. Robusta ou é misturado com grãos arábica de baixo custo café preparado ou transformado em café instantâneo. Robustas da Indonésia são normalmente vendidos abaixo ou um pouco acima de futuros de Londres, durante a colheita de março a junho, mas os prémios começaram a subir em abril e saltou para US $ 170 em junho, seu nível mais alto desde meados de 2012. Exportadores tinha assinado contratos para enviar os grãos em US$ 20 acima Londres. Exportadores indonésios cancelaram contratos para transportar até 4.000 toneladas de café, até agora, em junho. Grupos de exportação locais dizem que o número pode ser muito maior. "Podemos experimentar deja vu, uma repetição do que aconteceu em 2011", disse Moelyono. As fortes chuvas prejudicou a safra na temporada 2011/12, causando um desabastecimento crônico que enviou prémios para máximos históricos de US $ 550. No Vietnã, os prêmios estavam em máximos de vários meses em US $ 120 a tonelada nesta semana, em comparação com descontos de US $ 15 a US $ 35 no início de janeiro. Grãos vietnamitas são normalmente vendidos com descontos no futuro. "As pessoas podem chegar a um acordo de US $ 90, enquanto que abaixo (os exportadores vietnamitas) não poderiam vender", disse um trader em Ho Chi Minh City. Concessionárias em Cingapura confirmou acordos foram feitos em US $ 90 por tonelada para os grãos vietnamitas, enquanto robustas da Indonésia foram vendidos para compradores nacionais e estrangeiros US $ 170 prêmios nesta semana. "O que acontece em Londres realmente não refletir os fundamentos. Café estão em prêmios na Indonésia e no Vietnã e nós só não sei por que os futuros são tão baixos ", disse um representante em Jacarta. "A indústria local está confuso. Vamos olhar para Londres, ou devemos negociar em prêmios físicos? "

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Mesmo com mercado externo pressionado, café tem alta na ICE

Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com altas, em um dia caracterizado pela pequena volatilidade e por alguns movimentos remanescentes de rolagens de posições, já que nesta quinta-feira tem o início da notificação do julho na casa de comercialização norte-americana. A sessão, enfim, foi marcada por um viés consolidativo, sendo que uma resistência básica, como os 125,00 centavos por libra, para a posição setembro, chegou a ser rompida, mas, mais uma vez, se observou uma falta de "fôlego" dos compradores, o que não permitiu avanços mais significativos ou acionamentos de buy stops.

Operadores comentaram as notícias vindas do Brasil sobre o financiamento proporcionado pelo governo local para o café. Esses players ainda avaliam o impacto que o programa pode ter, mas, caso um volume expressivo de café seja tirado do mercado. Segundo o aprovado, o custeio do café do país terá 650 milhões de reais e a estocagem 1,14 bilhão de reais. Também existirá uma linha para aquisição de café de 500 milhões de reais, contratos de opções de até 50 milhões de reais e financiamento de capital de giro para o segmento de solúvel, para as torrefadoras e cooperativas, ao passo que ainda serão destinados 20 milhões de reais para financiamento de recuperação de cafezais danificados.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição julho teve alta de 75 pontos, com 122,75 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 123,40 centavos e a mínima de 121,90 centavos, com o setembro tendo valorização de 85 pontos, com 124,35 centavos por libra, com a máxima em 125,20 centavos e a mínima em 123,40 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição julho teve alta de 35 dólares, com 1.779 dólares por tonelada, com o setembro tendo ganho de 32 dólares, no nível de 1.795 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o café conseguiu se manter "ileso" do cenário negativo nos mercados externos. O anúncio da alocação de bilhões de reais para o café foi um dos fatores para a sustentação dos preços. Com notícias negativas em vários países, o dia foi de dólar em alta, o que refletiu diretamente nas perdas para várias commodities e também retração para diversas bolsas de valores internacionais.

"Um programa de financiamento como o do Brasil vai permitir tirar alguns milhões de sacas de circulação. No entanto, esse tipo de procedimento é datado, já que o mercado tem consciência do prazo que será dado para esse café voltar a circular. Ainda assim, é uma medida muito importante para tentar proteger os preços diante dessas quedas agudas que vêm se sucedendo desde maio de 2011", disse um trader.

As exportações de café de Uganda subiram 56% em maio, ante a mesmo mês do ano passado,, depois que os produtores locais venderam grandes volumes para evitar novas perdas com os preços em queda do grão. A informação é da Autoridade para o Desenvolvimento de Café de Uganda, que indicou que as remessas em maio atingiram 393.783 sacas, contra 252.548 sacas embarcadas no mesmo período do ano passado.

As exportações brasileiras no mês de junho, até o dia 18, totalizaram 765.462 sacas de café, queda de 0,40% em relação às 768.544 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 314 sacas, indo para 2.747.999 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 34.701 lotes, com as opções tendo 3.660 calls e 1.571 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem resistência em 125,20, 125,50, 126,00, 126,50, 127,00, 127,50, 128,00, 128,40-128,50, 129,00, 129,50, 129,75 e 129,90-130,00 com o suporte em 123,40, 123,00, 122,50, 122,15, 122,00, 121,85, 121,50, 121,35, 121,10-121,00, 120,50, 120,10-120,00, 119,50, 119,00, 118,50, 118,00, 117,50, 117,00, 116,50, 116,00 e 115,50 centavos.




Londres tem dia consistente e chega a testar nível de US$ 1.800

  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe tiveram uma quarta-feira de boa recuperação, com a posição setembro chegando a tocar nos 1.800 dólares por tonelada. Ao contrário do verificado ao longo dos últimos dias, o pregão foi marcado pela predominância dos compradores, o que permitiu o avanço dos preços e o afastamento da segunda posição do suporte de 1.750 dólares.

De acordo com analistas internacionais, as ações desta quarta foram corretivas. O mercado já dá sinais de se posicionar num quadro sobrevendido, após as intensas liquidações recentes, que fizeram com que a primeira posição recuasse cerca de 300 dólares, depois do rompimento da linha referencial de 2.000 dólares. O mercado, fundamentalmente, não apresenta mudanças, mas algumas correções técnicas já eram esperadas.

"Conseguimos ter um bom avanço. O setembro chegou a tocar os 1.800 dólares, mas não houve o rompimento. Caso isso tivesse se efetivado poderia haver o acionamento de stops de compra e os ganhos seriam mais agudos. O dia também foi marcado pelas rolagens de posição, com o julho se esvaziando pouco a pouco", disse um trader.

O julho na casa de comercialização londrina tem 24,8 mil lotes em aberto, contra 60,1 mil do setembro. O julho teve uma movimentação ao longo do dia de 4,92 mil contratos, contra 11,9 mil do setembro. O spread entre as posições julho e setembro ficou em 16 dólares. No encerramento do dia, o julho teve alta de 35 dólares, com 1.779 dólares por tonelada, com o setembro tendo ganho de 32 dólares, no nível de 1.795 dólares por tonelada.




Colombianos voltam a produzir mais café
Folha de São Paulo

Os colombianos, aos poucos, voltam com força ao mercado mundial de café. Após um programa de renovação dos cafezais e a incidência de várias pragas, o que derrubou a produção, o país volta a produzir e a exportar mais nos últimos meses.

Os dados mais recentes da federação nacional dos produtores da Colômbia indicam que a área atual de produção atinge 931 mil hectares.

Pelo terceiro ano consecutivo, o espaço destinado ao produto esteve acima de 900 mil hectares. Antes ficava abaixo dessa área.

Área maior e parte do cafezal já renovado, a produção dos cinco primeiros meses deste ano atingiram 4,03 milhões de sacas, 36% mais do que o volume de igual período do ano passado.

Apesar dessa recuperação, os colombianos ainda não atingiram a produção de 5,1 milhões de sacas dos cinco primeiros meses de 2008.

A produção maior permitiu ao país uma ampliação das exportações. De janeiro a maio, as vendas externas somaram 3,7 milhões de sacas, 32% mais do que as 2,8 milhões de sacas dos cinco primeiros meses do ano passado.

 

A Colômbia, que exportou 15,1 milhões de sacas na safra 1991/92, foi perdendo espaço no mercado externo. Na safra 2011/12, as vendas externas do país somaram apenas 7,3 milhões de sacas.

Segundo dados da OIC (Organização Internacional do Café), a Colômbia chegou a produzir 18,2 milhões de sacas de café na safra 1991/92.

Neste ano, a produção deverá subir para 8 milhões de sacas, após ter ficado em 7,65 milhões em 2011/12.

Até a safra 1998/99, o país ocupava o segundo lugar na lista dos maiores exportadores mundiais de café, perdendo o lugar para o Vietnã no ano seguinte. O Brasil tinha e ainda mantém a liderança nesse setor.

Os dados mais recentes da OIC indicam que os brasileiros exportaram 31,9 milhões de sacas na safra 2011/12, seguidos dos vietnamitas, cujas vendas externas somaram 23,5 milhões.

A Colômbia, que ocupa o terceiro posto, exportou 7,3 milhões de sacas no período.





Exportações de Uganda tem alta de 56% em maio

  As exportações de café de Uganda subiram 56% em maio, ante a mesmo mês do ano passado,, depois agricultores venderam grandes volumes para evitar novas perdas como os preços do grão caíram, disse uma fonte da estatal Uganda Coffee Development Authority (UCDA) nesta quarta-feira. A fonte disse UCDA Uganda exportou 393.783 sacas de café em maio, ante 252.548 sacas embarcadas no mesmo período do ano passado. "Os preços, tanto a nível internacional e local têm vindo a diminuir nos últimos meses e eu acho que os agricultores não estão otimistas", disse David Muwonge, marketing e gerente de produção da União Nacional do Agronegócio Café e Fazenda Empresas (NUCAFE). "Eles estão calculando que eles (os preços) pode continuar a cair nos próximos meses, então eles decidiram descarregar grandes volumes para limitar eventuais perdas futuras de preços baixos." Muwonge disse um quilo de cerejas secas robusta estava indo para entre 4.600 xelins ugandeses (1,78 dólares) e 4800 há alguns meses, mas já se recusou a shillings entre 4,000-4,200. Uma fonte diz que as exportações de café em maio gerou receita US$ 48,3 milhões em comparação com US$ 35,8 milhões no mesmo mês do ano passado.





Empresário angolano investe em torrefação e exporta café de qualidade

  Cansado de ver as nações desenvolvidas levar a parte do leão dos lucros da safra de café de seus compatriotas, o empresário Uganda Andrew Rugasira decidiu em 2003 que era hora de um novo acordo comercial. Uganda é o segundo maior exportador de grãos de café da África, produzindo atualmente cerca de 3,4 milhões de sacas por ano. No entanto, em vez de ser refinado localmente, a grande maioria dos grãos crus do país têm sido tradicionalmente exportados nos países consumidores do Ocidente para processamento. Mas a visão de Rugasira era criar uma empresa de café de qualidade de Uganda, que seria capaz de colocar um produto acabado nas prateleiras de ambos os supermercados locais e internacionais. A economista treinado, ele desenvolveu um modelo de negócio incentivando os cafeicultores locais para vender seus grãos para ele a um preço justo. Sua empresa, então, torrado, embalagem e marca do produto final, enquanto que os lucros seriam divididos 50/50. "A parte mais difícil foi dizer: 'olha, eu acho que como africanos, precisamos começar a olhar para nós mesmos como uma solução para alguns destes problemas de pobreza e subdesenvolvimento sistêmica. Nós abençoado solos, vocês têm um produto que é de grande valor ", diz Rugasira, relembrando suas primeiras reuniões para convencer os agricultores no distrito de Kasese de Uganda. "Podemos pagar um preço premium, mas que também pode agregar valor ao seu conhecimento, nós podemos ajudar treiná-lo, podemos criar poupança e cooperativas de crédito e que possamos realmente trabalhar juntos e começam a possuir a cadeia de valor, que é historicamente sendo controlada fora do país produtor. "Precisamos mudar isso - e por meio do comércio que poderia trazer prosperidade para os nossos agricultores e suas comunidades." Estas palavras de Rugasira plantou as sementes para o que veio a se tornar o bom café Africano, uma empresa baseada em Kampala que ajudou a transformar a vida de milhares de agricultores em Uganda. Ao longo dos últimos nove anos, o bom café africano diz ter construído uma rede de mais de 14 mil produtores de café, que estão organizados em 280 grupos de agricultores. A empresa, que é a primeira marca de café de propriedade africano para estar disponível em supermercados britânicos, também ajudou os agricultores locais para configurar várias cooperativas de poupança e crédito. "(É) sobre empoderamento e é também sobre a propriedade", diz Rugasira. "Trata-se de possuir a cadeia de valor, aumentando o café, processá-lo na fonte e é sobre como exportar um produto acabado", ele acrescenta. "Então, nós manter o valor, o que significa que podemos empregar pessoas, podemos pagar impostos, podemos prosperar os nossos agricultores e suas comunidades e essa é a única forma sustentável em que as sociedades têm prosperado -. Passando de agricultura de baixo valor em alta valor industrialização de fabricação. " No coração de todos os esforços de Rugasira é a sua forte crença no poder transformador da auto-ajuda. No comércio, e não ajuda, diz ele, é o lugar onde bem-estar futuro mentiras da África. "Toda a sociedade ea economia que está prosperando fez isso através de seu próprio trabalho duro, criatividade, dedicação e compromisso", diz ele. "Não por caridade, não por meio de apostilas, e eu acho que isso é uma mensagem poderosa e é um modelo poderoso. Ele não é novo, mas eu acho que é um que eu acho que ressoa com os consumidores que estão dispostos a interagir com os produtos desse tipo." A filosofia de Rugasira está claramente definido em "uma boa história Africano", seu livro publicado no início deste ano, registrando todos os desafios que ele e sua empresa enfrentou - de ganhar a confiança das instituições bancárias aos varejistas estrangeiros convincentes sobre como trabalhar diretamente com uma empresa Africano. Ele diz que decidiu escrever o livro porque apenas um punhado de empresários Africano escrever sobre suas experiências. "Todos nós temos uma história", diz ele. "Nós precisamos compartilhar essa história, essa história edifica, encoraja, inspira os outros em nosso próprio caminho e eu só encontrei Africano de negócios realmente não escrever". Ao compartilhar sua história com o mundo, Rugasira quer ajudar a criar uma nova narrativa sobre a África e inspirar a próxima geração do continente de empresários. "Setenta por cento da nossa população no continente são os jovens - os mesmos jovens que querem criar empresas, empreendedores, inovadores tornam-se nele, o nome dela", diz ele. "E a única maneira que eles vão ser incentivado e inspirado é se lerem sobre histórias sobre outros Africano pessoas de negócios." CNN


Good African Coffee wants trade, not aid


Every society and economy that's prospered has done it through their own hard work, ingenuity, dedication and commitment.
Andrew Rugasira, Good African Coffee

CNN -  Tired of seeing developed nations take the lion's share of profits from his countrymen's coffee crop, Ugandan businessman Andrew Rugasira decided back in 2003 that it was time for a new business arrangement.

Uganda is Africa's second-biggest exporter of coffee beans, currently producing around 3.4 million bags per year. Yet instead of being refined locally, the vast majority of the country's raw beans have been traditionally exported in the consuming countries of the West for processing.

But Rugasira's vision was to create a quality Ugandan coffee company that would be able to place a finished product on the shelves of both local and international supermarkets.

A trained economist, he devised a business model encouraging local coffee farmers to sell their beans to him at a fair price. His company would then roast, package and brand the final product, whilst the profits would be split 50/50.

"The hard part was saying, 'look, I think as Africans we need to begin to look at ourselves as a solution to some of these problems of systemic poverty and underdevelopment. We have blessed soils, you guys have a commodity which is of great value," says Rugasira, recalling his first meetings to convince the farmers in Uganda's Kasese district.

"We can pay you a premium price; we can also add value to your knowledge; we can help train you; we can set up savings and credit co-ops and we can really work together and begin to own the value chain which is historically being controlled outside the producer country.

"We needed to change that -- and through trade we could bring prosperity to our farmers and their communities."

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These words by Rugasira planted the seeds for what went on to become Good African Coffee, a Kampala-based company that has helped transform the lives of thousands of farmers in Uganda.

Over the last nine years Good African Coffee says it has built a network of more than 14,000 coffee farmers, who are organized into 280 farmer groups. The company, which is the first African-owned coffee brand to be available in British supermarkets, has also helped local farmers to set up several savings and credit cooperatives.

"(It's) about empowerment and it's also about ownership," says Rugasira. "It's about owning the value chain, growing the coffee, processing it at source and it's about exporting a finished product," he adds.

"So we retain the value, which means we can employ people, we can pay taxes, we can prosper our farmers and their communities. And that's the only sustainable way in which societies have prospered -- by moving from low-value agriculture into high-value manufacturing industrialization."

At the heart of all of Rugasira's efforts is his strong belief in the transformative power of self-help. In trade, and not aid, he says, is where Africa's future well-being lies.

"Every society and economy that's prospered has done it through their own hard work, ingenuity, dedication and commitment," he says.

"Not through charity, not through handouts, and I think that's a powerful message and it's a powerful model. It's not new, but I think it's one that I think resonates with consumers who are willing to interact with products like that."

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Rugasira's philosophy is clearly defined in "A Good African Story," his book published earlier this year chronicling all the challenges he and his enterprise faced -- from gaining the trust of banking institutions to convincing foreign retailers about working directly with an African company.

He says he decided to write the book because just a handful of African businesspeople write about their experiences.

"All of us have a story," he says. "We need to share that story; that story edifies, it encourages, it inspires others in our own way and I just found African business doesn't really write."

By sharing his story with the world, Rugasira wants to help create a new narrative about Africa and inspire the continent's next generation of entrepreneurs.

"Seventy percent of our population on the continent are young people -- the same young people that we want to set up businesses, become entrepreneurs, innovators in IT, you name it," he says. "And the only way they'll be encouraged and inspired is if they read about stories about other African business people."
 

quarta-feira, 22 de maio de 2013


Uma luz no fundo do túnel

Uma luz no fundo túnel, uma expressão onde podemos ter duas interpretações, onde uma delas seria um trem vindo em direção contraria e a outra uma solução para algum problema.

Neste caso ou no mercado cafeeiro pode ser, digo novamente, pode ser a salvação da lavoura, ou uma possibilidade de inversão de tendência.

No começo desta safra 2013 tivemos hoje o mercado fazendo novo fundo na bolsa em Nova Iorque trazendo um desencanto para os produtores da cultura no Brasil.

Como os produtores no Brasil não recebe a devida atenção nem por parte do governo nem por parte da mídia, esta ultima o produtor que hoje no Brasil representa apenas 25% da população por sua imensa minoria a mídia então não da a menor atenção para os produtores onde os moradores urbanos ficam com todos os méritos.

Na mídia o produtor é um vilão, e esta imagem é repassada para a população onde os ambientalistas vestindo aqueles coletes ridículos como do ex-ministro Ming, recebem toda a atenção e desta forma tudo fica mais fácil, e o mercado consegue tirar toda a atenção da classe.

Desta forma não se tem politica agrícola nem de curto nem de médio e nem de longo prazo e fica a mercê da sorte, pois a classe produtora não mais tem força para eleger ninguém, portanto os políticos não precisa dar atenção para classe.

Como a classe esta jogada a sorte, tenho a impressão que ela, a sorte, volta a bater á porta.

Para esta tendência de baixa que estamos vendo já á dois anos para a mudança de lado precisamos de uma mudança nos fundamentos, ou seja, teria que faltar café no mercado, para isso um problema climático precisa acontecer, pois se não tem politica cafeeira só se pode contar com um problema climático.

Neste ultimo verão tivemos temperaturas no sudeste acima da media, região onde esta instalada a maior parte do parque cafeeiro, houve um chamado veranico, que começou em meados de dezembro ultimo, indo ate fim de janeiro. O que houve neste período não esta sendo comentado ainda, mas em breve estará sendo amplamente debatido, neste período é quando o produtor faz a maior parte de seus tratos culturais, e a planta assim vegeta e ocorre o enchimento de grão.

Os primeiros grãos que estão aparecendo no mercado de café safra nova esta com uma peneira bem abaixo da media, devido exatamente por causa deste período descrito acima.

Uma quebra que já esta aparecendo esta alarmando os produtores que começaram a sua colheita, os grãos estão miúdos e sem peso, ou seja, para fazer uma saca de café beneficiada é necessário no começo da safra uma media de oito balaios de medida, medida esta que é de 60 litros, ou seja, são necessários 540 litros de café cereja para se fazer uma saca de café beneficiado e por causa do ocorreu à alta temperatura esta se gastando 10 balaios medidas para se fazer a mesma saca de café, ou seja, uma quebra de 25% no inicio da colheita.

Bom uma quebra desta em um exercício matemático nos daria uma quebra de mais 10 milhões de sacas de café para o ano safra 2013 que se inicia, ou seja, não teremos a safra que se divulga no mercado, o que poderemos ter uma reversão de tendência se o que estou constatando nos primeiros lotes de café se perdurara até o final da colheita.

Como o período dezembro e janeiro é período intenso de trabalho nas lavoras e como o tempo não deixou que este trabalho tivesse sido feito, também devemos concluir se esse prejuízo realmente existir, e não for um mero devaneio deste que aqui vos relata o crescimento da lavoura também deve ter sido prejudicado, ou seja, a safra para o próximo que também se fala será recorde já estaria prejudicada.

O calcanhar de Aquiles para esta possibilidade de reversão de tendência , se a quebra de safra acontecer como acredito ,seria saber o tamanho do remanescente, mas com uma ajudinha do governo poderíamos resolver isto fácil.

Portanto a sorte esta batendo à porta dos produtores novamente, vamos ver se realmente estou certo e esperar que o mercado reaja.

Se o que estou presenciando não se confirmar até o final da safra o luz no fundo do túnel deixa de ser esperança para ser realmente um problema e a tendência de baixa irá tomar força e desta forma esperar que a sorte realmente bata a porta para salvar a cafeicultura.

Que Deus abençoe a todos.

Wagner Pimentel

www.cafezinhocomamigos.blogspot.com

quinta-feira, 18 de abril de 2013


Sem novidades, café fecha com poucas mudanças de preços na ICE

  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com quedas ligeiras a partir da segunda posição, em um pregão sem novidades, caracterizado por preços dentro do intervalo já praticado há alguns dias e com as rolagens de posições continuando a prevalecer. A posição maio começa a ser notificada a partir da próxima segunda-feira, dia 22 de abril. A maior parte da movimentação do dia se deu ao longo da primeira metade do dia, quando o maio chegou a experimentar algumas perdas, flutuando dentro do intervalo de 135,00 centavos. No entanto, na continuidade do dia, algumas recompras foram executadas, as altas chegaram a ser consideráveis, mas o fechamento se deu muito próximo da marca registrada ao final da sessão anterior.

Fundamentalmente, o mercado não afere maiores novidades. Fatores como a nova safra brasileira ou o ataque da ferrugem do colmo nas lavouras da América Central são bastante avaliados pelos players, mas, em grande parte, estão precificados, não gerando, portanto, uma mudança de rumo para as cotações. Os gráficos, por sua vez, continuam a detectar um sentimento baixista no curto prazo, que se acentua ainda mais no longo prazo, já que os níveis de preço estão abaixo de referenciais importantes, como a média móvel de 100 dias.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição maio teve alta de 25 pontos, com 136,10 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 138,10 centavos e a mínima de 135,40 centavos, com o julho tendo desvalorização de 40 pontos, com 136,85 centavos por libra, com a máxima em 139,25 centavos e a mínima em 136,20 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, o maio teve alta de 4 dólares, com 2.034 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 3 dólares, no nível de 2.074 dólares por tonelada.

Segundo analistas internacionais, o dia foi marcado por oscilações apenas pontuais de preço, com o café conseguindo manter intervalos próximos daqueles trabalhados ao longo da semana. Com isso, o café esteve dissociado do quadro negro observado no macro, que teve quedas para as bolsas de valores nos Estados Unidos e alta considerável do dólar em relação a uma cesta de moedas internacionais, o que influenciou várias commodities, como foi o caso do petróleo, que despencou mais de 2%.

"Diante da falta de novidades no campo fundamental e de uma certa estreiteza no segmento técnico, operamos dentro de parâmetros já conhecidos. O cenário é tranqüilo e baseado nas leituras gráficas e os preços não apresentam oscilações tão significativas capazes de romper suportes ou resistências nesse curtíssimo prazo", disse um trader.

As exportações brasileiras no mês de abril, até o dia 16, totalizaram 904.243 sacas de café, contra 754.482 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 16.503 sacas, indo para 2.738.100 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 36.506 lotes, com as opções tendo 10.959 calls e 2.079 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência em 138,10, 138,50, 139,00, 139,50, 139,90-140,00, 140,50, 140,90-141,00, 141,35, 141,50, 141,65, 142,00, 142,50 e 143,00 com o suporte em 135,40, 135,10-135,00, 134,50, 134,00, 133,50, 133,00, 132,50, 132,00, 131,75, 131,00, 130,50, 130,10-130,00 e 129,50 centavos.





Londres mantém ritmo e fecha dia com ganhos ligeiros para café

  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quarta-feira com altas ligeiras, em uma sessão sem grandes novidades e com a posição julho se consolidando acima do nível psicológico de 2.050 dólares. Algumas rolagens remanescentes são reportadas na bolsa londrina, mas não afetam o andamento das cotações, que chegaram a flertar recentemente com alguns níveis de baixa, sendo que, rapidamente, voltaram a buscar bons intervalos. No entanto, as cotações ainda estão relativamente distantes dos bons níveis experimentados ao longo de março. O julho tem como resistências mais efetivas neste momento os níveis de 2.102 e 2.123 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o foco do mercado continua na possível quebra de safra do Vietnã. O país sofreu, ao longo dos últimos meses, com uma forte seca e isso poderá redundar em uma baixa considerável nos volumes a serem produzidos na temporada. Diante de uma demanda que se mantém forte e da retração dos produtores, que crêem em bons preços, as cotações vêm conseguindo se sustentar.

"Apesar de termos alargado novamente os diferenciais em relação aos arábicas, o mercado de robusta continua sustentado. Temos um quadro técnico bem menos pressionado que aquele verificado em Nova Iorque e alguns produtores, de origens como o Vietnã, se mostram bastante calmos em suas vendas, acreditando em preços consistentes", disse um trader.

O maio teve uma movimentação ao longo do dia de 6,20 mil contratos, contra 5,07 mil do julho. O spread entre as posições maio e julho ficou em 40 dólares. No encerramento do dia, o maio teve alta de 4 dólares, com 2.034 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 3 dólares, no nível de 2.074 dólares por tonelada.





Cafeicultores do Vietnã são muito conscientes quanto ao preço

  Muitos produtores de café vietnamitas nunca ouviram falar de uma dupla café com leite, mas eles podem dizer o preço dos grãos a todo instante. De sistemas de irrigação de alta tecnologia de Israel, às atualizações dos preços globais da commodity mensagens de texto, produção de café no Vietnã Central Highlands já percorreu um longo caminho desde o primeiro francês Introduziu o café mais de um século atrás. "Eu costumava levar meu café para o mercado de bicicleta", disse o agricultor Ama Diem com 44 anos. "Agora eu verificar o preço do café em meus celulares", antes de fazer a viagem. Por mensagens de texto "CA" para o número 8288 de qualquer telefone móvel vietnamita, os agricultores recebem uma mensagem quase que instantaneamente com os preços de Londres de grãos de café Robusta e os preços de Nova Iorque de grãos arábica de uma empresa de fornecimento de dados. Os agricultores são muito conscientes quanto preço do café - a segunda commodity mais negociada no mundo, depois do petróleo - pode se mover rapidamente. "Nós só tomar o café para comercializar, quando podemos ter certeza de obter um preço alto", disse Diem em sua plantação de café fora do Vietnã capital Buon Ma Thuot. "Nós verificamos o preço de um lote." Vietnamitas produtores de café mudaram o mercado global: se você tivesse um copo This Morning, há uma grande chance de você consumiu pelo menos alguns grãos vietnamitas com as empresas: como a Nestlé ea Costa Coffee da Grã-Bretanha entre os principais compradores . Em 20 anos, o Vietnã passou de menos de 0,1 por cento da produção mundial em 1980, para cerca de 13 por cento em 2000 - É espantoso crescimento foi parcialmente responsabilizado pelo colapso global dos preços do café na década de 1990. A ascensão de culturas de rendimento, tais como: café no Planalto Central chegou a um preço, no entanto. Algumas minorias indígenas perderam suas terras para plantações em grande escala, dirigidas por maioria Kinh Muitas vezes, que migraram para a região. As manifestações foram reprimidas. O país comunista é agora o segundo maior produtor de café do mundo, mas é visto como de alto volume, em vez de alta qualidade - o seu sabor amargo Robusta ganha alguns elogios, a nível internacional e é exportado principalmente como feijão cru. "O Vietnã é um fenômeno incrível", disse Jonathan Clark, diretor-geral Dakman exportador de café. Ele disse que as exportações "disparou" no ano passado para cerca de rival Brasil, o maior exportador do mundo e produtor. No ano passado, o Vietnã exportou 1,73 milhões de toneladas de café, no valor de cerca de US$ 3,670 bilhões dólares e representando mais de 50 por cento de Robusta do mundo, Que é usado em café instantâneo ou outras misturas




Cepea: Tamanho maior do café amenizará ano de baixa produção

  O maior calibre do grão do café brasileiro deve compensar em parte a produtividade menor esperada para a temporada 2013/14, ano de baixa do ciclo bianual da commodity, avaliou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nesta terça-feira.Segundo agentes consultados pelo Cepea, a redução causada pela bienalidade negativa deve ser amenizada pelo tamanho maior dos grãos em relação à safra anterior --seria necessário menos grãos para compor uma saca de 60 kg.Além do tamanho dos grãos, segundo os pesquisados pelo centro, o bom volume de chuvas neste início de ano teria sido suficiente para reverter o impacto da seca que persistiu nos últimos meses de 2012.Em janeiro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou a safra de café do Brasil em 2013/14 em 48,57 milhões de sacas de 60 kg, um recorde de produção para uma safra de baixa no ciclo bianual do café arábica.O indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, apontou o café a 294,73 reais por cada de 60 kg, queda de 1,54 por cento em relação à semana anterior





Kátia Abreu vai reunir com cafeicultores em E. S. do Pinhal na sexta feira

  Encontro com a Senadora e Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA Kátia Regina de Abreu.Cafeicultores e políticos ligados ao agronegócio se reunirão com a gestora máxima de nossa representação política para discutir temas relacionados à cafeicultura regional. Será uma oportunidade especial paraque os produtores exponham suas ideias e sugestões e aindamostrem as dificuldades que enfrentam e enfrentarão num futuro próximo . Venha participar desse evento em parceria da COOPINHAL -Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Pinhal e o Sindicato Rural de Pinhal, no Theatro Avenida em Espirito Santo do Pinhal – SP, dia 19 de Abril ás 19h00. Pontos do encontro - Estudar meios para retirar do mercado a circulação do grão preto, verde e o ardido (fermentado) do café. - Apressar a colocação do café brasileiro para ser comercializado pela bolsa de valores de Chicago, que mantém convênio com a BM&F, o que irá trazer maior valorização ao produto. - Criação de um seguro da produção, que será uma garantia contra as intempéries, complementando o que já é pago pelo produtor que o de garantia de custeio. Formação de um grupo e trabalho para fomentar o marketing interno e externo do café, colocando rotulagem no produto final com informações sobre o percentual de conilon que possa vir a ter, buscando a valorização maior do produto que mais puro. Buscar o incremento de vendas externas para países como China e Índia.





Colômbia vê Índia como mercado promissor para café

  A Colômbia, um dos principais produtores de café do mundo, tem visto limitada sua entrada na Índia, devido aos encargos sobre o produto, que vão de 100% a 120%. Em um país como a Índia, onde o chá é considerado bebida nacional, o café começa a escalar posições entre os gostos da população local com mais recursos, que vê o consumo desse produto como um sinal de êxito e modernidade. "O café é uma bebida elitista por não ser tão barata como o chá e seu consumo na Índia tem se incrementado depois das reformas econômicas desenvolvidas no país", afirmou K. K. Mukhopadhyay, diretor de um escritório da Coffee Board, em Nova Déli. Segundo esse entidade oficial, que faz parte do Ministério da Indústria e Comércio, o consumo de café no gigante asiático passou de 50,7 mil toneladas em 1981 para 115 mil toneladas em 2011, um incremento de 126% em 30 anos. Esse aumento foi avaliado por estudos de consultorias como a India Technopal, que assinalou que o mercado de café no país, que fatura 230 milhões de dólares, crescerá 14% nos próximos anos, alcançando 410 milhões de dólares em 2017. De acordo com Mukhopadhyay, a Índia consumo, sobretudo café nacional e o faz, principalmente, no sul, com uma maior tradição cafeeira, ao passo que 60% da produção local é voltada para a exportação. "Se todos os indianos, que chegam a 1,2 bilhão de pessoas, começarem a consumir duas xícaras de café ao dia, nossos estoques terminarão em 45 dias", sustentou o dirigente. Alguns países produtores de café observam esse rápido crescimento do setor na Índia como uma importante oportunidade de negócio, ainda que as expectativas sejam truncadas por conta dos encargos sobre o grão vindo do exterior. A Colômbia tem visto sua entrada limitada nesse mercado. "Os governos da Colômbia e da Índia estão discutindo a possibilidade de revisar essa política de encargos, sem afetar a produção local, mas para atender o consumidor que quer tomar um café de qualidade", disse o embaixador colombiano no país, Juan Alfredo Pinto. A entrada do café colombiano na Índia, assim como sucede com o Brasil, Guatemala ou Quênia, se produz, principalmente, através de marcas privadas de café instantâneo, como a Bru, indiana, ou a suíça Nescafé, além de importantes cadeias cafeeiras, como Lavazza, Costa Café e Starbucks.





Cosumo de café cresce na Ásia devido ao baixo custo

  O consumo de café na Ásia está em ascensão e torrefadoras estão de olho no país devido ao baixo custo - onde não existe imposto sobre as exportações de café - para definir-se as operações. Como os volumes de consumo estagnaram no oeste, Vietnã, com sua crescente classe média e de longa data amor do café, está cheio de "grandes oportunidades", disse Wang Jinlong, presidente da Starbucks Ásia-Pacífico, disse . Starbucks - que abriu sua primeira loja no sul de Ho Chi Minh City, em fevereiro - Centenas diz que poderia abrir mais no futuro próximo, no Vietnã, Que descrevê-lo como "dinâmico emocionante" um mercado. Solo vulcânico do país é perfeito para o cultivo de café, e enquanto os bebedores globais de café estão mais acostumados a Arábica - que tem 1,5 por cento de cafeína - eles devem acordar e cheirar as alegrias de 2,5 por cento da força forte, segundo o "rei do café" do Vietnã Dang Le Nguyen Vu. O fundador da home-grown Trung Nguyen gigante do café - que tem 55 lojas no Vietnã e cinco em Cingapura - é apaixonado por colocar do Vietnã café Robusta no mapa. "Robusta não é de qualidade inferior. É só que, globalmente, as pessoas aprenderam a beber café arábica, "Vu disse em uma entrevista no Trung Nguyen Village em Buon Ma Thuot. Uma grande parte do trabalho da empresa é melhorar a qualidade dos grãos local, trabalhando com os agricultores para introduzir a irrigação de alta tecnologia, reduzir o uso de pesticidas e aumentar sua renda. Já Nguyen Trung exportações para 60 clubes do país e disse Vu recente chegada da Starbucks em sua terra natal aumentou sua determinação de cafés abertos nos Estados Unidos que oferecem estilo tradicional do Vietnã de espessura, café forte fabricado individualmente em filtros de gotejamento. "Temos de ser capazes de superar Starbucks. Temos que oferecer algo mais atraente para os consumidores dos EUA ", disse Vu. "Eu quero que o mundo entender que o café vietnamita é o melhor, o mais limpo, o café mais especial."





Região peruana tem projeto produtivo voltado para café e cacau

  Com o objetivo de fortalecer as organizações de produtores de café e cacau da zona de cobertura do programa DAS (Desenvolvimento Alternativo Satipo), na melhora dos níveis de qualidade, acesso ao mercado e comercialização de seus produtos, representantes da União Européia, Devida e Programa DAS se reuniram com os dirigentes das cooperativas de cafeicultores de Satipo, Pangoa, Mazamari e Rio Tambo, no Peru. "Nosso objetivo é apoiar o desenvolvimento cafeeiro em Satipo", foram as palavras iniciais da representante da União Européia, Helena Guarin. Cada representante das diferentes organizações de produtores de café e cacau da província expuseram diferentes problemas e requerimentos para melhorar sua produção. Por sua vez, o consultor Martín García assinalou que 11 das organizações visitadas requerem maior capacitação na etapa de benefício de seu produto, sendo que os integrantes do comitê de cada cooperativa identificou o equipamento que ajudará na melhoria da qualidade. Por sua vez, o especialista em desenvolvimento econômico social do Programa DAS, Hugo Fonseca, indicou que através dessa consultoria tem avaliado todas as etapas do processo de comercialização do produto, identificando debilidades e possibilidades de melhoras. Do mesmo modo, o diretor do Programa DAS, Carlos Cueva, manifestou que reconhece a situação de gestão e de capacidades instaladas para o controle da qualidade relativo à fase de comercialização, que será melhorada através de diversas capacitações e entregas de equipamentos.