FMI: RISCOS DE SÉRIA DESACELERAÇÃO GLOBAL SÃO ASSUSTADORAMENTE ALTOS Tóquio, 08/10/2012 - "Os riscos para uma séria desaceleração global são assustadoramente altos", apontou o Fundo Monetário Internacional (FMI), numa avaliação sobre a tendência da economia mundial no curto e no médio prazo que, em princípio, poderia ser ponderada como pessimista, mas que ganha contorno dramático na medida em que os argumentos são sustentados por fatos e previsões conservadoras. De acordo com o relatório Perspectiva da Economia Global, divulgado hoje pela instituição, o mundo deve crescer 3,3% neste ano, em vez de avançar 3,5% como estimado anteriormente. Em 2013, a velocidade não deve ser muito maior, ficando em 3,6% de crescimento, abaixo dos 3,9% previstos antes. Nesse processo de redução do ritmo do Produto Interno Bruto (PIB) do planeta há colaborações negativas tanto das economias avançadas quanto das emergentes. Para o primeiro grupo de nações, o crescimento diminui a velocidade de 1,4% para 1,3% em 2012 e para o próximo ano a alta será menor, de 1,8% para 1,5%. Os países em desenvolvimento também vão perder vigor na atividade, pois devem avançar 5,3% neste ano, em vez de 5,6%, e exibir um incremento de 5,6% em 2013, abaixo dos 5,8% projetados pelo FMI em julho. Nesse contexto, o Brasil continuará sendo influenciado pela desinflação mundial neste ano. Os preços ao consumidor devem baixar de uma alta de 2% para 1,9% nas nações mais potentes e desacelerar de 6,3% para 6,1% nos países em desenvolvimento. Riscos de recessãoO que está por trás das avaliações pouco entusiasmadas do FMI sobre a economia mundial, como aponta o Panorama da Economia Global, é a intensificação e o prolongamento dos problemas estruturais vividos pelos principais polos geradores de riqueza do globo. Na zona do euro, a falta de soluções para estimular a atividade, prejudicada em boa parte pela escassez de crédito e pelo alto desemprego, fizeram com que o FMI elevasse a previsão de queda do PIB da região de 0,3% para 0,4% em 2012. Para 2013, haverá uma desaceleração ainda maior, de uma elevação de 0,7% para apenas 0,2% de alta. O Japão, que tem sérias dificuldades para sair da deflação há vários anos, teve sua projeção de crescimento reduzida de 2,4% para 2,2% em 2012 e de 1,5% para 1,2% no ano que vem. Nesse contexto desapontador para a economia global, o GPM (sigla em inglês de Modelo de Projeções Globais do FMI) estima que, para 2013, há 15% de probabilidade de recessão nos EUA, acima de 25% no Japão e superior a 80% na zona do euro.A redução de velocidade da expansão da China, com o enfraquecimento das exportações ao mundo e especialmente à Europa, levou o FMI a reduzir em 0,2 ponto porcentual neste e no próximo ano o avanço do país, cujas previsões apontam agora alta de 7,8% em 2012 e de 8,2% em 2013. Os EUA apresentam um desempenho da economia abaixo do potencial, mas exibem um cenário que não é totalmente ruim, pois o FMI não acredita que deve se materializar o cenário de "desfiladeiro fiscal", provocado por uma redução drástica de redução do déficit público de 4% do PIB em 2013. O FMI reviu um pouco para cima a expansão do PIB da economia norte-americana em 2012, de 2,1% para 2,2%, mas previu uma redução do ritmo em 2013, de alta de 2,2% para 2,1%. No caso do Brasil, a revisão para baixo do PIB neste ano foi a segunda mais forte: o Produto Interno Bruto deixará de avançar 2,5% para subir somente 1,5%. Para 2013, a instituição internacional espera que a economia brasileira não apresente mais uma alta de 4,6%, mas sim um avanço de 4%.E por traz da crônica desaceleração do mundo está a fraqueza da recuperação dos principais polos avançados. "As condições financeiras provavelmente devem continuar muito frágeis no curto prazo, porque a solução para a crise da Europa vai demorar e o teto da dívida dos EUA e o desfiladeiro fiscal levantam dúvidas sobre a recuperação dos EUA", aponta o FMI. "Os empréstimos de bancos nas economias avançadas devem continuar lentos, sobretudo na zona do euro, onde a periferia sofrerá reduções adicionais nos empréstimos. Muitos mercados emergentes provavelmente vão registrar volatilidade no fluxo de capitais."Nesse contexto, o FMI destaca que "subiram muito" as incertezas sobre as perspectivas da economia mundial para o médio prazo desde julho. A probabilidade da economia global de crescer abaixo de 2% em 2013 - o que seria consistente com a recessão em economias avançadas e a séria desaceleração em mercados emergentes e economias em desenvolvimento - subiu para perto de 17%, de 4% em abril de 2012. E a maior contribuição desse aumento de probabilidades veio da zona do euro, pois o Fundo começa a ponderar que há sérios riscos da recessão na qual a região está envolvida perdurar até pelo menos o começo de 2014. Desaceleração duradoura"Um fator principal é se a economia global está somente atingindo um outro ataque de turbulência do qual era esperado a mais lenta e acidentada recuperação ou se a atual desaceleração tem um componente mais duradouro", apontou o FMI. A segunda hipótese foi manifestada na semana passada pelo diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central brasileiro, Luiz Awazu Pereira da Silva, ao ponderar que "o efeito da persistência desse quadro de crescimento medíocre por um período mais prolongado do que originalmente se antecipava, (seria) uma espécie de extensão do Japão pós-bolha".Na avaliação do FMI, se o mundo vai engrenar ou acentuar sua espiral de desaceleração, isso dependerá das autoridades da Europa e dos EUA, pois é preciso saber se elas serão dinâmicas para enfrentar os desafios econômicos de curto prazo. As projeções do relatório Panorama Econômico Mundial assumem que as autoridades vão atuar nessa direção, o que vai permitir que a atividade global se acelere. Do contrário, o nível de atividade provavelmente será decepcionante no futuro próximo. "Para o médio prazo, um fator essencial é se a economia global vai funcionar num mundo de altas dívidas dos governos e se as economias emergentes podem manter a sua expansão forte enquanto mudam suas fontes de crescimento de externas para internas", diz o FMI.
FMI REDUZ PROJEÇÃO DE PIB BRASILEIRO PARA 1,5% EM 2012 E 4% EM 2013
Tóquio, 08/10/2012 - O Fundo Monetário Internacional (FMI) fez uma sensível redução da estimativa de crescimento do Brasil em 2012. A projeção passou de uma alta de 2,5%, feita recentemente em julho, para uma elevação de 1,5%, um pouco inferior à previsão do Banco Central, que há quase duas semanas passou para 1,6% sua estimativa. Tal desaceleração expressiva do País não foi sentida apenas na economia local, mas provocou impactos expressivos na América Latina, pois conforme o FMI foi responsável em grande medida pela perda de vigor da região, que registrou uma velocidade do PIB ao redor de 3% na primeira metade de 2012. A revisão do crescimento brasileiro foi a segunda maior feita pelo FMI entre países avançados e emergentes, ficando atrás apenas da Índia, cujos números diminuíram de um incremento de 6,2% para 4,9% em 2012. De acordo com o relatório Perspectiva da Economia Mundial, divulgado hoje, o FMI também reviu para baixo a projeção do PIB do Brasil de 2013, de uma alta de 4,6% para uma elevação de 4,0%. Para a instituição, não foi somente o contágio da crise internacional, sobretudo a recessão na zona do euro, que fez com que o País desacelerasse tanto em tão pouco tempo. "A retomada do crescimento foi abaixo do esperado no Brasil - uma importante causa do desempenho regional mais fraco - devido a condições externas precárias e à transmissão mais lenta da distensão da política monetária desde agosto de 2011 como resultado do aumento da inadimplência, depois de muitos anos de rápida expansão do crédito", apontou o FMI. A necessidade de aperto dos juros em 2011 pelo BC para conter a inflação e a adoção de medidas macroprudenciais naquele ano para reduzir a forte expansão de alguns segmentos de crédito também foram apontados pelo FMI como elementos que contribuíram para a maior desaceleração do PIB do País neste ano. Economia deve avançarEmbora a redução do ritmo do PIB do Brasil tenha sido avaliada pelo FMI como mais forte do que a da América Latina, classificada como "moderada", o Fundo manifesta que a economia nacional deve pegar tração no fim de 2012, puxada pela demanda doméstica. Esse movimento terá como um dos principais agentes responsáveis o ciclo de redução da Selic pelo Banco Central, que reduziu a taxa básica de 12,50% para os atuais 7,5% ao ano. "Também é esperado que a expansão do emprego continue robusta, especialmente nos setores de serviços."Segundo o FMI, a aceleração do PIB de uma alta de 1,5% em 2012 para 4% em 2013 deve ocorrer sobretudo em razão de ações adotadas pelo governo, como "medidas fiscais com o objetivo de fortalecer a demanda no curto prazo e distensão da política monetária", como a redução da Selic de 5 pontos porcentuais em um ano. O FMI ressalta, sem entrar em detalhes, que a política fiscal no Brasil em 2012 será neutra para o nível de atividade, enquanto será levemente restritiva em 2013. Essa é uma avaliação divergente em relação à realizada pelo Banco Central no relatório trimestral de setembro, no qual relatava que "iniciativas recentes apontam o balanço do setor público se deslocando de uma posição de neutralidade para ligeiramente expansionista." AdvertênciasMas o Fundo Monetário Internacional faz algumas advertências para o País. "Preços de imóveis elevados ou em ascensão ou o crescimento do peso da dívida para as famílias, especialmente no Brasil, requerem contínua vigilância pelos formuladores de políticas", destacou. Segundo o FMI "o boom de consumo tem sido um grande componente do forte desempenho do crescimento" nos últimos anos, mas "a demanda doméstica e os investimentos continuam relativamente baixos". "Reformas (estruturais) poderão colocar o foco de forma útil em desenvolvimentos adicionais no pilar das contribuições definidas do sistema de pensões, racionalização do sistema tributário e desenvolvimento de instrumentos financeiros de longo prazo." Para o FMI, essas reformas estruturais serão importantes para o País incrementar a oferta. De acordo com o Fundo, muitas economias da América Latina devem realizá-las para reforçar o PIB no médio prazo. "No Brasil, os gargalos de infraestrutura são uma restrição ao crescimento. As recentes (decisões do governo) de realizar concessões públicas ao setor privado para desenvolver a crítica infraestrutura de rodovias e ferrovias é um passo para frente bem vindo, mas o aumento do investimento público também é necessário."O Fundo manteve a projeção da alta da inflação no Brasil de 5,2% para este ano e reduziu suavemente a estimativa para 2013, pois passou de elevação de 5% para 4,9%. As projeções para o déficit de transações correntes de 3,2% do PIB para este ano e também para o próximo foram reduzidas para 2,6% e 2,8% do PIB, respectivamente. O FMI não detalhou os motivos de tais mudanças de previsão. Mas uma hipótese pode ser de que a desaceleração vigorosa do nível de atividade deve implicar em redução das importações. Para o desemprego, a instituição internacional manteve suas projeções de abril, de taxa média de 6% para 2012 e de 6,5% para o ano que vem.
FMI: RISCO NO BRASIL SOBE COM VELOCIDADE DE CONCESSÃO DE CRÉDITO
Tóquio, 08/10/2012 - Em seis meses, o Brasil registrou uma elevação dos riscos em função da velocidade de concessão de crédito, ao mesmo tempo em que viu uma redução do perigo das contas externas ficarem vulneráveis. É isso o que mostram indicadores que medem o sobreaquecimento das economias do G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo), desenvolvidos pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Os dados, divulgados hoje, fazem parte do estudo Perspectiva da Economia Mundial. Esses índices buscam mostrar se o nível de atividade dessas nações está chegando ao limite da sua capacidade de crescer - ou, em outras palavras, se a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) está se tornando menos equilibrada e mais frágil para enfrentar choques. De acordo com o FMI, em abril havia risco médio, um sinal amarelo do crescimento do crédito no Brasil. Porém, em outubro a luz vermelha foi acesa. Esse é um dos três indicadores financeiros analisados pelo Fundo, sendo que os outros dois mantiveram suas posições anteriores: os preços das residências permaneceram com a cor amarela e os valores das ações mantiveram a cor azul, o que significa baixo risco de sobreaquecimento da economia. Por outro lado, houve melhora das contas externas do Brasil. O FMI prevê que o déficit de transações correntes deve baixar de 3,2% do PIB tanto em 2012 como em 2013 para um resultado negativo de 2,6% e 2,8% do Produto Interno Bruto, respectivamente. Desta forma, esse indicador passou de amarelo para azul, ou seja, de risco médio para baixo. No geral, as condições do balanço de pagamentos do País continuam na cor azul, já registrada em abril. O Fundo também manteve as notas concedidas há seis meses para os quatro principais indicadores da economia doméstica brasileira: baixo risco para inflação e para o fechamento rápido do hiato do produto; contudo, o FMI classifica como alto o perigo de que a taxa de desemprego possa ajudar a aquecer demais a economia; e mantém em vermelho o indicador para o ritmo do nível de atividade ante a tendência apurada antes da crise de 2007/2008.Um pequeno destaque feito pelo FMI foi a mudança da avaliação sobre o patamar dos juros reais no Brasil. Em abril, o Panorama Econômico Mundial indicava que este tema merecia uma seta para cima, o que simbolizava taxa real de juros acima de 3%. Como esta taxa baixou e está ao redor de 1,80%, pelo critério ex-ante, o sinal ficou num nível intermediário entre o anterior e os países que tem taxas de juros reais negativas.
FMI: CENÁRIO PRINCIPAL INDICA ACELERAÇÃO MODESTA DA ATIVIDADE ATÉ O FIM DE 2013 Tóquio, 08/10/2012 -
O cenário principal traçado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para a economia mundial até o fim de 2013 indica uma modesta aceleração da atividade, que poderá ser ajudada por alguma redução nas incertezas relacionadas à zona do euro e aos Estados Unidos. Nesse contexto, haverá continuidade da acomodação monetária nesses dois polos econômicos mundiais e gradual relaxamento das condições financeiras. E isso será acompanhado pela desalavancagem de bancos e pela redução das dívidas das famílias, o que vai estimular o paulatino avanço do consumo de bens duráveis e os investimentos, prevê o FMI, que divulgou hoje o relatório Panorama da Economia Mundial. Mas o Fundo adverte: para que esse cenário se concretize será essencial que duas suposições ocorram. Uma delas é que a zona do euro comece a andar nos trilhos, com ajustes nas economias de cada país e maior integração regional, inclusive com o estabelecimento de uma entidade única de supervisão. Isso vai melhorar a credibilidade das políticas na região e incrementar aos poucos a confiança dos investidores, o que deve reduzir gradualmente os juros soberanos, especialmente dos países da periferia. Além disso, o fluxo de capitais - hoje muito dirigido às nações mais ricas, como Alemanha, Finlândia e Holanda - deve se desconcentrar. Uma outra suposição vital, segundo o FMI, é que as autoridades dos EUA - a Casa Branca e o Congresso - consigam evitar o temido "desfiladeiro fiscal" e elevar o teto da dívida pública, com um plano para recuperar as contas públicas de forma sustentável ao longo dos próximos anos. O desfiladeiro fiscal é um conjunto de medidas restritivas de gastos oficiais que poderiam reduzir de forma brusca o déficit público em quatro pontos porcentuais do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013. E as autoridades norte-americanas, como o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, já afirmaram que se o corte brutal de despesas oficiais ocorrer, isso poderá mergulhar o país numa recessão no próximo ano. "No entanto, se uma das duas suposições falhar, a atividade global poderá se deteriorar de forma muito acentuada", destaca o FMI. Outro fator de risco, ressalta o Fundo, seria uma alta dos preços do petróleo provocar um novo choque. E isso provavelmente poderia surgir devido a fatores de tensão geopolítica. Cenário de estresseEmbora ressalte que não é sua principal aposta, o FMI sugere que uma deterioração da crise na zona do euro precisa ser considerada com atenção. O Fundo tentou quantificar os impactos dessa piora através de um Modelo Integrado Monetário e Fiscal Global (GIMF, na sigla em inglês). Nesse cenário, o PIB dos principais países da zona do euro, entre eles Alemanha, França e Holanda, poderia cair ao redor de 1,75 ponto porcentual num horizonte de um ano. Na periferia daquela região, composta por Espanha, Itália, Irlanda, Portugal e Grécia, a retração do PIB seria ainda mais aguda e cairia próximo de 6 pontos porcentuais no mesmo período. O cenário de estresse na zona do euro assume que as autoridades demorariam para adotar medidas suficientes para prevenir uma profunda deterioração das condições financeiras da região. Deste modo, a desalavancagem dos bancos europeus provocaria uma contração adicional de crédito na periferia da região de 450 bilhões de euros e de 50 bilhões de euros para os países centrais da região. "Preocupações com a sustentabilidade fiscal elevariam os spreads soberanos da periferia em 350 pontos-base em 2013", aponta o FMI. Em tais circunstâncias, os spreads soberanos para países centrais deveriam declinar 50 pontos-base no próximo ano, em decorrência da busca dos investidores por supostos portos seguros. E essas incertezas devem difundir impactos negativos em todas as regiões do mundo, com o prêmio de risco das empresas subindo 50 pontos-base em economias avançadas e 150 pontos-base nos mercados emergentes no próximo ano. No entanto, num cenário de ações oficiais que aliviam o estresse financeiro, o crédito na zona do euro deve crescer de forma relativa. "Nos países da periferia, os empréstimos devem subir perto de 225 bilhões de euros e os spreads soberanos devem declinar ao redor de 200 pontos-base em 2013", relata o Fundo. "Em outras economias avançadas, os spreads corporativos devem cair 50 pontos-base em 2013 e recuar 100 pontos-base nos mercados emergentes."
FMI: ECONOMIA DOS EUA APRESENTA RECUPERAÇÃO DECEPCIONANTE
Tóquio, 08/10/2012 - Embora não apresente um desempenho tão ruim quanto o da zona do euro, a evolução recente do nível de atividade nos EUA não empolga e é vista como frustrante pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). O relatório Perspectiva Econômica Mundial, divulgado hoje, aponta que o país ainda está com uma recuperação incipiente do setor imobiliário, com avanço moderado do consumo, investimentos acanhados e elevado nível de desemprego. A boa notícia é a expansão gradual e continua da concessão de crédito privado.Para que ocorra uma melhora substancial das condições do mercado norte-americano, o FMI recomenda mais ações monetárias e fiscais. O Fed deve continuar o seu programa de ativos atrelados a hipotecas e é indispensável que os poderes Executivo e Legislativo definam um plano para saneamento das contas públicas nos próximos anos. "É imperativo que as autoridades dos EUA devem lidar urgentemente com o teto da dívida pública e o desfiladeiro fiscal, o que poderá afetar seriamente o crescimento no curto prazo", exorta o Fundo.O FMI estima que o PIB dos EUA deve registrar uma expansão de apenas 1,5% no segundo semestre de 2012, ritmo que deve subir aos poucos nos trimestres seguintes e chegará à velocidade de 2,75% no final de 2013.Além do incremento frágil do mercado residencial, o Fundo aponta que outros fatores colocam obstáculos sérios para a recuperação mais forte da demanda agregada, como as condições ainda apertadas do mercado de crédito e necessidade de consolidação das contas públicas, dado que a situação fiscal do país não inspira confiança aos agentes econômicos, sobretudo para estimular as empresas a voltar a investir com maior vigor.O déficit alto, na mente do dirigente da empresas, alimenta a dúvida de que o governo poderá a qualquer momento elevar impostos, o que vai contra aos interesses de quem pretende aplicar recursos na compra de máquinas ou ampliar suas fábricas, diz o FMI. No curto prazo, a seca vai também afetar o PIB, aponta o Fundo, referindo-se à estiagem registrada em 2012, a que mais castigou o solo norte-americano nos últimos 56 anos. Hiato do produtoA desaceleração do nível de atividade nos EUA desde 2007 faz com que o país apresente um hiato do produto muito amplo, próximo a 4% do PIB em 2012, aponta o FMI. Essa diferença da taxa atual de crescimento e seu potencial é de 2,5% do Produto Interno Bruto tanto no Japão como na zona do euro. Mas, segundo o Fundo, tal folga muito grande na capacidade de produção no mercado norte-americano pode ser reduzida gradualmente com um programa sólido no reequilíbrio de longo prazo das contas públicas.O Fundo não acredita que o desfiladeiro fiscal vai ocorrer em 2013 em sua plenitude, pois considera que as autoridades do governo federal e parlamentares em Washington vão encontrar alguma solução em breve. Ao invés de cortar de forma abrupta 4% do PIB em gastos do Tesouro, o que levaria muito provavelmente o país à recessão em 2013, o Fundo Monetário Internacional prevê uma redução das despesas mais razoável, que vai reduzir o resultado negativo do Orçamento em 1,25% do PIB. Como o impacto sobre o nível de atividade dessa medida não será súbito, o Panorama da Economia Mundial acredita que os EUA terão condições de crescer 2,2% neste ano e 2,1% em 2013. Afrouxamento QuantitativoO Fundo Monetário Internacional apoia a política de afrouxamento quantitativo sem limites adotada pelo Federal Reserve, cujo objetivo é cessar a injeção de liquidez na economia norte-americana quando o desemprego estiver mais baixo. A terceira edição dessa política agrega a compra mensal de US$ 40 bilhões de títulos atrelados a hipotecas, o que tem como foco principal reduzir os juros desses contratos e melhorar as condições do mercado imobiliário.O FMI também cita que o Fed vai manter a taxa básica de juros de 0% e 0,25% ao ano até meados de 2015 sem manifestar nenhum sinal de reprovação. Para o FMI, entre os principais riscos para a economia dos EUA no curto prazo está o surgimento do desfiladeiro fiscal e do agravamento intenso da crise na zona do euro. Contudo, como o Fundo acredita que aquela região econômica tem condições de sair da recessão no próximo ano, mesmo que fique relativamente estagnada com uma expansão de apenas 0,2% do seu PIB, suas previsões para a economia norte-americana não são catastróficas.O crescimento abaixo do potencial do país vai permitir que as pressões de alta da inflação se reduzam, o que fez o Fundo diminuir suas projeções feitas em abril para o indicador neste ano, de 2,1% para 2,0%, e em 2013, de 1,9% para 1,8%. O nível de atividade ainda morno deve colaborar para uma redução da estimativa do déficit das contas correntes, de 3,3% para 3,1% do PIB em 2012, enquanto a projeção de 3,1% do Produto Interno Bruto não foi alterada para o próximo ano.Uma previsão negativa, contudo, é relativa à taxa de desemprego, cuja média deste ano deve permanecer alta, em 8,2%, e baixar pouco em 2013, para 8,1%. A nova previsão é ainda maior que o patamar médio de 7,9% estimado pelo Fundo para os EUA no próximo ano.
FMI: INVESTIMENTOS E QUEDA DE JUROS LEVAM CHINA A POUSO SUAVE Tóquio, 09/10/2012 -
Os investimentos públicos adotados pelo governo de Pequim para aumentar o vigor do nível de atividade na China devem viabilizar um pouso suave da economia chinesa e também melhorar o ritmo de crescimento dos países mais pobres da Ásia, aponta o FMI. De acordo com o relatório semestral Perspectiva da Economia Mundial divulgado hoje, o esforço da China de elevar os gastos em obras de infraestrutura, junto com a política monetária acomodatícia do seu banco central, fará com que sua economia avance 7,8% neste ano e 8,2% e em 2013. As projeções, contudo, são menores do que as estimativas de alta do PIB de 8% e 8,4%, respectivamente realizadas pelo Fundo em julho. Mas esse resultado, contudo, será importante para acelerar o nível de atividade das nações do continente com menor renda, de uma expansão pouco inferior a 7% no primeiro semestre para uma marca de 7,25% na segunda metade deste ano. De acordo com o FMI, a redução no ritmo da demanda agregada na China registrada no primeiro semestre estava relacionada diretamente com a crise da Europa, seu principal mercado exportador. Além disso, também foram relevantes fatores domésticos, como a adoção de medidas para reduzir o ímpeto do crédito, a fim de evitar o surgimento de uma bolha imobiliária. Como o governo chinês quer aumentar com moderação a Formação Bruta de Capital Fixo, o Fundo acredita que a política fiscal na China terá efeito neutro em 2012 e 2013. Além disso, o banco central do país reduziu a taxa básica de juros em 0,56 ponto porcentual desde meados de 2011, para o patamar atual de 6,0% ao ano. O FMI defende que os grandes países emergentes façam mais esforços de contenção de despesas públicas para exigir menos recursos de seus respectivos Tesouros. No caso da China, o Fundo avalia que a abordagem deve ser um pouco mais flexível nessa direção. Isso deve ocorrer por dois motivos: "Primeiro, as autoridades estão tentando reequilibrar o crescimento econômico na direção do consumo, o que vai requerer programas sociais expansionistas", aponta a instituição. "Segundo, há menor espaço disponível para aumento do crédito devido à Grande Recessão", destacou o FMI, referindo-se ao longo período de profunda retração da economia mundial iniciado há cinco anos. O Fundo alerta, contudo, que a China também precisará reduzir seus gastos públicos no médio prazo. Apoio fiscalO Fundo aponta que a China vem registrando crescimento rápido do crédito, o que ajuda no consumo doméstico e mantém a moeda desvalorizada, elemento de apoio essencial para a política de exportações do país. Na avaliação do FMI, os esforços monetários podem dar lugar a medidas fiscais para apoiar a expansão do PIB, especialmente porque a inflação apresentou uma trajetória de desaceleração nos últimos trimestres. O movimento de desinflação global, que cortou os preços de commodities neste ano, inclusive do petróleo, também está beneficiando a China. O FMI projetava em abril que o índice de preços ao consumidor subiria 3,3% neste ano, mas agora passou a estimar elevação de 3,0%. Para 2013, o Fundo manteve a previsão de alta de 3%. Por outro lado, como a China está com dificuldades para crescer pouco acima de 8%, o FMI elevou a projeção da taxa de desemprego para este ano e o próximo, que era de 4% em ambos os casos, para 4,1% em 2012 e também em 2013.
sábado, 13 de outubro de 2012
DJones - Uganda's Coffee Output Seen Up 10% Due to Good Weather - UCDA 10/10/2012
DJones - Uganda's Coffee Output Seen Up 10% Due to Good Weather - UCDA KAMPALA, Uganda--Uganda's 2012-13 coffee output is expected to rebound by atleast 10% on the year, aided by good weather conditions, the state-run UgandaCoffee Development Authority said Thursday. UCDA said in a report that the country's coffee output is expected to reach 3million 60-kilogram bags, compared with the 2.72 million bags produced duringthe 2011-12 season. Uganda's coffee season runs from October to September thefollowing year. "The harvests are cyclic in nature and following a disappointing harvest lastseason, the next harvest is expected to improve," a UCDA trade official toldDow Jones Newswires. Uganda is Africa's largest coffee exporter, according to the InternationalCoffee Organization. UCDA's forecast is in line with the projection of the national coffeefarmers' body Nucafe issued last month. According to David Muwonge, the head ofproduction and marketing with Nucafe, the main coffee regions in the east andcentral Uganda have received timely and well distributed rains in the pastthree months, helping the crop to recover from drought experienced last yearand earlier this year. The harvesting season in the east and central regions is expected to startbefore the end of October. The two regions account for at least 55% of thecountry's total coffee output. Uganda endured one of its worst coffee seasons in recent years during 2011-12after a severe drought hurt yields from the main coffee harvest in the centraland eastern regions. Coffee is Uganda's leading export crop and the country's second leadingforeign revenue earner after tourism. During the 2010-11 season, Uganda exported 3.15 million bags of coffee.Robustas account for more than 80% of the country's total coffee output.
A comercialização da safra de café do Brasil 2012/13 atingiu 43%.
A comercialização da safra de café do Brasil 2012/13 (julho/junho) fechou o mês de setembro em 43%. O dado faz parte de levantamentode SAFRAS & Mercado, com base em informações compiladas até 30 de setembro. Em igual período do ano passado, 56% da safra 2011/12 estava comercializada.
Com isso, já foram comercializadas 23,45 milhões de sacas de 60 quilos, tomando-se por base a estimativa de SAFRAS & Mercado, de uma safra 2012/13 de café brasileira de 54,9 milhões de sacas.
Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, a comercialização segue lenta. O produtor aparece para negociar quando o preço melhora, mas volta a se esconder quando a cotação recua, o que ajuda a travar o fluxo de vendas, diz. Em meio à volatilidade da Bolsa de Mercadorias de Nova York, que guia as cotações mundiais do café, há espaços para "investidas" mais abruptas dos vendedores.
de R$ 400,00 a saca para as melhores bebidas. E, no auge do nervosismo com o atraso nas floradas no Brasil, que resultou em elevação nos preços internacionais, o café de melhor bebida chegou a trocar de mãos acima de R$ 425,00 a saca de 60 kg. "A ideia é seguir dosando a venda, tentando aproveitar repiques de preço. Administrar posições ao longo da temporada, sem menosprezar oportunidades e buscando evitar criar bolhas de oferta para a entressafra, como aconteceu na temporada passada", advertiu Barabach.
Se o produtor está segurando café, Barabach indica que, do outro lado, a demanda internacional também continua bem fraca por grãos da origem Brasil. "Diferenciais caros e cautela diante do cenário de crise (europeia e global) justificam essa conduta. Relatórios indicam um leve amento nos estoques dos importadores, o que reforça essa postura", comenta o analista. Ele lembra ainda que o período mais crítico de necessidade de oferta dos grandes consumidores do Hemisfério Norte ainda não chegou, que é o inverno. Estes compradores trabalham com o cenário de avanço da oferta de outras origens, bem como, com uma maior sensibilidade do produtor brasileiro. "Eles também evitam exposições em demasia, em virtude da incerteza econômica. A opção deles é trabalhar da mão-para-boca", conclui o analista.
Com isso, já foram comercializadas 23,45 milhões de sacas de 60 quilos, tomando-se por base a estimativa de SAFRAS & Mercado, de uma safra 2012/13 de café brasileira de 54,9 milhões de sacas.
Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, a comercialização segue lenta. O produtor aparece para negociar quando o preço melhora, mas volta a se esconder quando a cotação recua, o que ajuda a travar o fluxo de vendas, diz. Em meio à volatilidade da Bolsa de Mercadorias de Nova York, que guia as cotações mundiais do café, há espaços para "investidas" mais abruptas dos vendedores.
de R$ 400,00 a saca para as melhores bebidas. E, no auge do nervosismo com o atraso nas floradas no Brasil, que resultou em elevação nos preços internacionais, o café de melhor bebida chegou a trocar de mãos acima de R$ 425,00 a saca de 60 kg. "A ideia é seguir dosando a venda, tentando aproveitar repiques de preço. Administrar posições ao longo da temporada, sem menosprezar oportunidades e buscando evitar criar bolhas de oferta para a entressafra, como aconteceu na temporada passada", advertiu Barabach.
Se o produtor está segurando café, Barabach indica que, do outro lado, a demanda internacional também continua bem fraca por grãos da origem Brasil. "Diferenciais caros e cautela diante do cenário de crise (europeia e global) justificam essa conduta. Relatórios indicam um leve amento nos estoques dos importadores, o que reforça essa postura", comenta o analista. Ele lembra ainda que o período mais crítico de necessidade de oferta dos grandes consumidores do Hemisfério Norte ainda não chegou, que é o inverno. Estes compradores trabalham com o cenário de avanço da oferta de outras origens, bem como, com uma maior sensibilidade do produtor brasileiro. "Eles também evitam exposições em demasia, em virtude da incerteza econômica. A opção deles é trabalhar da mão-para-boca", conclui o analista.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Em dia de consolidação, café na ICE tem alta modesta
Em dia de consolidação, café na ICE tem alta modesta
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com altas, ainda que bastante modestas, suficientes apenas para corrigir uma parte mínima das perdas produzidas na "terça-feira negra", quando os preços simplesmente derreteram e a segunda posição chegou a uma retração de quase mil pontos. Nesta quarta, o mercado foi muito mais tranquilo, com poucos oscilações e com os preços se mantendo no lado positivo da escala na maior parte do pregão. Apesar dos ganhos, o café demonstrou, mais uma vez, uma falta de "apetite" em buscar resistências básicas, o que poderia ser um primeiro passo para uma nova recomposição. O nível psicológico de 180,00 centavos, por exemplo, em nenhum momento foi testado e nem mesmo uma tentativa mais efetiva de se buscar tal patamar foi verificada. Assim, com uma fraqueza aparente, alguns operadores avaliam que uma retomada do processo de vendas mais efetivas pode ocorrer, com o setembro tendendo a ficar em um nível ao redor dos 170,00 centavos no curto prazo. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve alta de 85 pontos, com 176,30 centavos, sendo a máxima em 178,45 e a mínima em 174,00 centavos por libra, com o dezembro tendo valorização de 85 pontos, com a libra a 179,15 centavos, sendo a máxima em 181,15 e a mínima em 177,00 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro teve queda de 9 dólares, com 2.149 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 2 dólares, com 2.141 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, após o "tsunami" da terça-feira é possível observar que estragos consideráveis foram produzidos. Após evoluir gradativamente ao longo de quase um mês, o café voltou a perder posições importantes e se vê afetado consideravelmente até mesmo nas posições de médio prazo, que haviam sido galgadas com esforço considerável. Nesta quarta-feira, por exemplo, o setembro se posicionou abaixo da média móvel de 100 dias, que está em 177,66 centavos. Tal referência era um ponto importante e que dava expectativas de manutenção da tendência de força construída. "Tivemos uma sessão em que o mercado buscou se consolidar, após termos perdido mais de 5% no dia anterior, com uma pressão vendedora das mais consideráveis. Não temos uma perspectiva das mais favoráveis e é possível que alguns bears (baixistas) se sintam estimulados a continuar as liquidações", indicou um trader. Ele citou um levantamento realizado pela agência Reuters entre especialistas, que avaliaram que a tendência é de que os preços possam se manter nos patamares atuais ao longo deste segundo semestre. Em 2013, no entanto, a situação poderia ser mais complexas, com safras fortes do Brasil e do Vietnã já em circulação no mercado, o que permitiria ao mercado um superávit de cerca de 4,5 milhões de sacas. Os mercados externos, a beira de um ataque de nervos na terça-feira, tiveram uma quarta-feira bem diversa. O dólar caiu consideravelmente, o que abriu espaço para algumas recompras em mercados de risco. O índice CRB, por exemplo, fechou no lado positivo, com evolução de 0,24%. As exportações de café do Brasil em julho, até o dia 24, somaram 1.203.545 sacas, contra 1.000.374 sacas registradas no mesmo período de junho, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 2.250 sacas, indo para 1.757.888 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 16.950 lotes, com as opções tendo 779 calls e 502 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 178,45-178,50, 179,00, 179,50, 179,00-180,00, 180,50, 181,00, 181,50, 182,00, 182,50, 183,00, 183,50, 184,00, 184,50, 184,90-185,00, 185,10, 185,50, 186,00 e 186,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 174,00, 173,50, 173,00, 172,50, 172,00, 171,50, 171,00, 170,50, 170,10-170,00, 169,50, 169,00 168,50 e 168,00 centavos por libra. Londres não sente pressão recente e fecha dia com ligeira baixa
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe tiveram uma sessão de quedas, ainda que tenham conseguido manter os suportes básicos de curto prazo. com um volume relativamente acima da média recente, o dia foi marcado por algumas vendas especulativas mais consideráveis na primeira parte do dia que, no entanto, foram minimizadas com recompras e também aquisições de comerciais. De acordo com analistas internacionais, o café em Londres conseguiu lidar bem com o reflexo das fortes baixas observadas na sessão anterior em Nova Iorque. Alguns operadores temiam que ações de arbitragem poderiam forçar algumas correções para baixo na casa de negociações londrina, entretanto, esse tipo de ação não teve avanço. "No patamar de 2.127 dólares passamos a verificar as recompras e os torrefadores continuam ativos, mesmo com os arábicas voltando a ter preços consideravelmente deprimidos. O mercado em Londres, apesar das baixas de hoje, ainda se mostra relativamente consistente. O fato de o nível psicológico de 2.100 dólares ter sido preservado tem uma leitura positiva", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de setembro com uma movimentação de 9,14 mil lotes, com o novembro tendo 6,24 mil lotes negociados. O spread entre as posições setembro e novembro ficou em 8 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição setembro teve queda de 9 dólares, com 2.149 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 2 dólares, com 2.141 dólares por tonelada.
DÓLAR RECUA CONDUZIDO POR EXPECTATIVA DE ESTÍMULOS PELO FED
São Paulo, 25/07/2012 -
O dólar à vista fechou em declínio no mercado de balcão, acompanhando o movimento da divisa no exterior, principalmente ante moedas de elevada correlação com os preços de commodities. O recuo da moeda norte-americana teve intensificação ao longo da tarde, acompanhando a percepção dos agentes financeiros no exterior de que a deterioração do crescimento econômico em escala global pode deflagrar novas rodadas de estímulos pelos bancos centrais mundiais, em particular pelo Federal Reserve.No exterior, a primeira estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos relativo ao segundo trimestre, prevista para sexta-feira (27), é vista como central para o mercado de moedas, uma vez que os investidores seguem buscando evidências para estimar as chances de uma nova rodada de relaxamento quantitativo nos Estados Unidos.Nesta quarta-feira, o recuo do PIB do Reino Unido no segundo trimestre do ano, a queda mais intensa do índice alemão Ifo em julho e o recuo das vendas de moradias novas nos Estados Unidos em junho acima das projeções do mercado reforçam as avaliações sobre agravamento da economia mundial. Na opinião do economista de um banco internacional, o declínio de 0,7% do PIB do Reino Unido no segundo trimestre revela que os problemas na zona do euro “já estão tendo efeitos significativos em outros locais”.Na primeira parte da sessão doméstica, relatam operadores, o fluxo negativo alimentou a expectativa com um potencial leilão do Banco Central no mercado à vista, ao passo que a deterioração da perspectiva econômica global tornou a aumentar as apostas de flexibilização ou retirada do IOF relativo ao financiamento de exportação. Os investidores continuam aguardando leilão de swap cambial, que equivale a venda de dólares no mercado futuro, para rolagem de vencimentos em 1º de agosto. Nesta tarde, a cotação do dólar para agosto ficou bem próxima do nível da moeda à vista, uma tendência usual com a aproximação do fechamento de mês. Com apenas quatro dias úteis para o encerramento de julho, sem contabilizar esta quarta-feira, começa a se delinear o movimento da rolagem de contratos que terá intensificação nos próximos dias.O dólar à vista fechou a R$ 2,0360 no mercado de balcão, com queda de 0,59%. Na máxima, o dólar foi a R$ 2,0450 e bateu R$ 2,0340 na mínima. Na BM&F, a moeda spot fechou em R$ 2,0370, com declínio de 0,29% (dado preliminar). O giro financeiro total somava US$ 2,177 bilhões (US$ 1,929 bilhão em D+2) perto das 16h30. No mesmo horário, o dólar para agosto de 2012 estava cotado R$ 2,039, com recuo de 0,54%.No exterior, o euro ganhou impulso, em grande medida, pelos comentários do membro do conselho diretor do Banco Central Europeu (BCE) Ewald Nowotny de que o Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em inglês) deveria receber licença bancária, o que ampliaria o poder de fogo desta ferramenta. Um estrategista disse à Dow Jones que a elevação do euro pode se sustentar até o fim da semana se dados da economia norte-americana vierem abaixo das expectativas nos próximos dias.
NY: EURO SOBE FRENTE AO DÓLAR; LIBRA RECUA APÓS DIVULGAÇÃO DO PIB Nova York, 25/07/2012 -
O euro subiu frente ao dólar, depois de cinco dias consecutivos de quedas. Indicadores fracos divulgados nos EUA alimentaram a expectativa de que o Federal Reserve adote novas medidas de estímulo à economia; na Europa, Ewald Nowotny, membro do Conselho Executivo do Banco Central Europeu (BCE), falou a favor de dar ao fundo europeu de assistência financeira ESM uma licença bancária, o que lhe daria acesso a crédito barato do próprio BCE.Nos cinco dias anteriores, o euro havia caído quase 2% frente ao dólar. "Os investidores ficaram a descoberto em euros durante a maior parte de julho e esse posicionamento rendeu bons lucros. Por isso, eles estão desfazendo aquelas posições, antes de um mês agosto que poderá ser tranquilo", comentou o estrategista Michael Sneyd, do BNP Paribas em Londres.A libra caiu diante do euro, depois da divulgação do PIB do Reino Unido no segundo trimestre, mas subiu frente ao dólar, devido às expectativas de novas medidas de relaxamento monetário do Fed. Nesta quinta-feira, os investidores estarão atentos aos indicadores norte-americanos, em especial o de encomendas de bens duráveis, em busca de algum sinal sobre o que o Fed deverá decidir na reunião de política monetária da próxima semana.No fim da tarde em Nova York, o euro estava cotado a US$ 1,2158, de US$ 1,2061 ontem; frente ao iene, o euro estava cotado a ¥ 95,01, de ¥ 94,31 ontem. O iene estava cotado a 78,15 por dólar, de 78,20 por dólar ontem; a libra estava cotada a US$ 1,5499, de US$ 1,5505 ontem, e a € 1,2747, de € 1,2855 ontem; o franco suíço estava cotado a 0,9880 por dólar, de 0,9958 ontem. As informações são da Dow Jones.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com altas, ainda que bastante modestas, suficientes apenas para corrigir uma parte mínima das perdas produzidas na "terça-feira negra", quando os preços simplesmente derreteram e a segunda posição chegou a uma retração de quase mil pontos. Nesta quarta, o mercado foi muito mais tranquilo, com poucos oscilações e com os preços se mantendo no lado positivo da escala na maior parte do pregão. Apesar dos ganhos, o café demonstrou, mais uma vez, uma falta de "apetite" em buscar resistências básicas, o que poderia ser um primeiro passo para uma nova recomposição. O nível psicológico de 180,00 centavos, por exemplo, em nenhum momento foi testado e nem mesmo uma tentativa mais efetiva de se buscar tal patamar foi verificada. Assim, com uma fraqueza aparente, alguns operadores avaliam que uma retomada do processo de vendas mais efetivas pode ocorrer, com o setembro tendendo a ficar em um nível ao redor dos 170,00 centavos no curto prazo. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve alta de 85 pontos, com 176,30 centavos, sendo a máxima em 178,45 e a mínima em 174,00 centavos por libra, com o dezembro tendo valorização de 85 pontos, com a libra a 179,15 centavos, sendo a máxima em 181,15 e a mínima em 177,00 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro teve queda de 9 dólares, com 2.149 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 2 dólares, com 2.141 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, após o "tsunami" da terça-feira é possível observar que estragos consideráveis foram produzidos. Após evoluir gradativamente ao longo de quase um mês, o café voltou a perder posições importantes e se vê afetado consideravelmente até mesmo nas posições de médio prazo, que haviam sido galgadas com esforço considerável. Nesta quarta-feira, por exemplo, o setembro se posicionou abaixo da média móvel de 100 dias, que está em 177,66 centavos. Tal referência era um ponto importante e que dava expectativas de manutenção da tendência de força construída. "Tivemos uma sessão em que o mercado buscou se consolidar, após termos perdido mais de 5% no dia anterior, com uma pressão vendedora das mais consideráveis. Não temos uma perspectiva das mais favoráveis e é possível que alguns bears (baixistas) se sintam estimulados a continuar as liquidações", indicou um trader. Ele citou um levantamento realizado pela agência Reuters entre especialistas, que avaliaram que a tendência é de que os preços possam se manter nos patamares atuais ao longo deste segundo semestre. Em 2013, no entanto, a situação poderia ser mais complexas, com safras fortes do Brasil e do Vietnã já em circulação no mercado, o que permitiria ao mercado um superávit de cerca de 4,5 milhões de sacas. Os mercados externos, a beira de um ataque de nervos na terça-feira, tiveram uma quarta-feira bem diversa. O dólar caiu consideravelmente, o que abriu espaço para algumas recompras em mercados de risco. O índice CRB, por exemplo, fechou no lado positivo, com evolução de 0,24%. As exportações de café do Brasil em julho, até o dia 24, somaram 1.203.545 sacas, contra 1.000.374 sacas registradas no mesmo período de junho, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 2.250 sacas, indo para 1.757.888 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 16.950 lotes, com as opções tendo 779 calls e 502 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 178,45-178,50, 179,00, 179,50, 179,00-180,00, 180,50, 181,00, 181,50, 182,00, 182,50, 183,00, 183,50, 184,00, 184,50, 184,90-185,00, 185,10, 185,50, 186,00 e 186,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 174,00, 173,50, 173,00, 172,50, 172,00, 171,50, 171,00, 170,50, 170,10-170,00, 169,50, 169,00 168,50 e 168,00 centavos por libra. Londres não sente pressão recente e fecha dia com ligeira baixa
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe tiveram uma sessão de quedas, ainda que tenham conseguido manter os suportes básicos de curto prazo. com um volume relativamente acima da média recente, o dia foi marcado por algumas vendas especulativas mais consideráveis na primeira parte do dia que, no entanto, foram minimizadas com recompras e também aquisições de comerciais. De acordo com analistas internacionais, o café em Londres conseguiu lidar bem com o reflexo das fortes baixas observadas na sessão anterior em Nova Iorque. Alguns operadores temiam que ações de arbitragem poderiam forçar algumas correções para baixo na casa de negociações londrina, entretanto, esse tipo de ação não teve avanço. "No patamar de 2.127 dólares passamos a verificar as recompras e os torrefadores continuam ativos, mesmo com os arábicas voltando a ter preços consideravelmente deprimidos. O mercado em Londres, apesar das baixas de hoje, ainda se mostra relativamente consistente. O fato de o nível psicológico de 2.100 dólares ter sido preservado tem uma leitura positiva", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de setembro com uma movimentação de 9,14 mil lotes, com o novembro tendo 6,24 mil lotes negociados. O spread entre as posições setembro e novembro ficou em 8 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição setembro teve queda de 9 dólares, com 2.149 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 2 dólares, com 2.141 dólares por tonelada.
DÓLAR RECUA CONDUZIDO POR EXPECTATIVA DE ESTÍMULOS PELO FED
São Paulo, 25/07/2012 -
O dólar à vista fechou em declínio no mercado de balcão, acompanhando o movimento da divisa no exterior, principalmente ante moedas de elevada correlação com os preços de commodities. O recuo da moeda norte-americana teve intensificação ao longo da tarde, acompanhando a percepção dos agentes financeiros no exterior de que a deterioração do crescimento econômico em escala global pode deflagrar novas rodadas de estímulos pelos bancos centrais mundiais, em particular pelo Federal Reserve.No exterior, a primeira estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos relativo ao segundo trimestre, prevista para sexta-feira (27), é vista como central para o mercado de moedas, uma vez que os investidores seguem buscando evidências para estimar as chances de uma nova rodada de relaxamento quantitativo nos Estados Unidos.Nesta quarta-feira, o recuo do PIB do Reino Unido no segundo trimestre do ano, a queda mais intensa do índice alemão Ifo em julho e o recuo das vendas de moradias novas nos Estados Unidos em junho acima das projeções do mercado reforçam as avaliações sobre agravamento da economia mundial. Na opinião do economista de um banco internacional, o declínio de 0,7% do PIB do Reino Unido no segundo trimestre revela que os problemas na zona do euro “já estão tendo efeitos significativos em outros locais”.Na primeira parte da sessão doméstica, relatam operadores, o fluxo negativo alimentou a expectativa com um potencial leilão do Banco Central no mercado à vista, ao passo que a deterioração da perspectiva econômica global tornou a aumentar as apostas de flexibilização ou retirada do IOF relativo ao financiamento de exportação. Os investidores continuam aguardando leilão de swap cambial, que equivale a venda de dólares no mercado futuro, para rolagem de vencimentos em 1º de agosto. Nesta tarde, a cotação do dólar para agosto ficou bem próxima do nível da moeda à vista, uma tendência usual com a aproximação do fechamento de mês. Com apenas quatro dias úteis para o encerramento de julho, sem contabilizar esta quarta-feira, começa a se delinear o movimento da rolagem de contratos que terá intensificação nos próximos dias.O dólar à vista fechou a R$ 2,0360 no mercado de balcão, com queda de 0,59%. Na máxima, o dólar foi a R$ 2,0450 e bateu R$ 2,0340 na mínima. Na BM&F, a moeda spot fechou em R$ 2,0370, com declínio de 0,29% (dado preliminar). O giro financeiro total somava US$ 2,177 bilhões (US$ 1,929 bilhão em D+2) perto das 16h30. No mesmo horário, o dólar para agosto de 2012 estava cotado R$ 2,039, com recuo de 0,54%.No exterior, o euro ganhou impulso, em grande medida, pelos comentários do membro do conselho diretor do Banco Central Europeu (BCE) Ewald Nowotny de que o Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em inglês) deveria receber licença bancária, o que ampliaria o poder de fogo desta ferramenta. Um estrategista disse à Dow Jones que a elevação do euro pode se sustentar até o fim da semana se dados da economia norte-americana vierem abaixo das expectativas nos próximos dias.
NY: EURO SOBE FRENTE AO DÓLAR; LIBRA RECUA APÓS DIVULGAÇÃO DO PIB Nova York, 25/07/2012 -
O euro subiu frente ao dólar, depois de cinco dias consecutivos de quedas. Indicadores fracos divulgados nos EUA alimentaram a expectativa de que o Federal Reserve adote novas medidas de estímulo à economia; na Europa, Ewald Nowotny, membro do Conselho Executivo do Banco Central Europeu (BCE), falou a favor de dar ao fundo europeu de assistência financeira ESM uma licença bancária, o que lhe daria acesso a crédito barato do próprio BCE.Nos cinco dias anteriores, o euro havia caído quase 2% frente ao dólar. "Os investidores ficaram a descoberto em euros durante a maior parte de julho e esse posicionamento rendeu bons lucros. Por isso, eles estão desfazendo aquelas posições, antes de um mês agosto que poderá ser tranquilo", comentou o estrategista Michael Sneyd, do BNP Paribas em Londres.A libra caiu diante do euro, depois da divulgação do PIB do Reino Unido no segundo trimestre, mas subiu frente ao dólar, devido às expectativas de novas medidas de relaxamento monetário do Fed. Nesta quinta-feira, os investidores estarão atentos aos indicadores norte-americanos, em especial o de encomendas de bens duráveis, em busca de algum sinal sobre o que o Fed deverá decidir na reunião de política monetária da próxima semana.No fim da tarde em Nova York, o euro estava cotado a US$ 1,2158, de US$ 1,2061 ontem; frente ao iene, o euro estava cotado a ¥ 95,01, de ¥ 94,31 ontem. O iene estava cotado a 78,15 por dólar, de 78,20 por dólar ontem; a libra estava cotada a US$ 1,5499, de US$ 1,5505 ontem, e a € 1,2747, de € 1,2855 ontem; o franco suíço estava cotado a 0,9880 por dólar, de 0,9958 ontem. As informações são da Dow Jones.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Vendas efetivas fazem café despencar na ICE Futures US
Vendas efetivas fazem café despencar na ICE Futures US
Os contratos futuros de café "derreteram" nesta terça-feira na ICE Futures US e acumularam perdas expressivas. A posição setembro chegou a registra, na segunda metade do dia, perdas de 1.140 pontos, com liquidações efetivas de especuladores e de grandes fundos. Nas mínimas, algumas compras tímidas foram observadas, mas elas foram insuficientes para minimizar mais efetivamente as grandes perdas do dia. Ao longo da manhã, o café operou praticamente de lado, com volumes modestos de negócios e sem maiores oscilações. No entanto, no início da tarde, um grande fundo teria forçado algumas vendas, segundo operadores nova-iorquinos. Isso teria feito com que o nível de 180,00 centavos fosse testado e rompido. Rapidamente, os stops vieram e o suporte de 175,10 centavos foi testado e também se rompeu, consolidando um dia negro para o mercado de café. Traders indicaram que, parte das baixas vieram na esteira dos temores com o cenário econômico internacional, ao passo que outros participantes indicaram que realizações foram forçadas, já que o café não vinha tendo "fôlego" para buscar novas resistências, após as altas recentes. Para esses participantes, o rompimento, com até alguma facilidade, de suportes básicos pode ser um indicativo de mudança de tendência e o café poderia voltar a ser pressionado, com os baixistas ganhando força. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve queda de 965 pontos, com 175,45 centavos, sendo a máxima em 185,45 e a mínima em 173,70 centavos por libra, com o dezembro tendo desvalorização de 935 pontos, com a libra a 178,30 centavos, sendo a máxima em 187,95 e a mínima em 176,70 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro teve queda de 9 dólares, com 2.158 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 9 dólares, com 2.143 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o café teve um dia de "colapso" e voltou a bater nos menores patamares em mais de três semanas, refletindo os temores com a desaceleração da economia global. O cenário de crise efetiva na macroeconomia eclipsou, até mesmo, as notícias sobre problemas na qualidade da safra atual do Brasil, devido às chuvas que atingiram as zonas cafeeiras do país ao longo do mês de junho. "Essas perdas estão diretamente relacionais a força (ou falta dela) da economia global. Se continuamos a ter essa fraqueza na atividade econômica teremos uma redução da demanda global em todos os setores", indicou Márcio Bernardo, analista da empresa Newedge. Na última semana, alguns rallies foram verificados nos mercados de commodities, impulsionados pelas secas nos Estados Unidos que afetam a produção de grãos dessa origem. Essa notícia deu impulso aos preços de várias outras commodities. "Os traders, agora, estão realizando lucros", sustentou Bernardo. Alguns dos analistas ressaltaram que a crise na zona do euro voltou a ganhar contornos dramático, tendo como epicentro a Espanha. Essa crise pode ganhar proporções ainda maiores e afetar fortemente a economia global, atingindo, até mesmo, a demanda por café, por exemplo. Ainda assim, o mercado se mostra receoso com os efeitos do excesso de chuva sobre a safra deste ano do Brasil. Desde sexta-feira, a segunda posição na bolsa norte-americana caiu 6,1%, depois de ter batido nas máximas de quatro meses. "Não há dúvidas que teremos prejuízos consideráveis na qualidade dos cafés desta safra", confirmou Guilherme Braga, diretor executivo do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Muitos players particulares continuam acreditando na possibilidade de o Brasil produzir mais que 50 milhões de sacas neste ano, no entanto, a maior parte deles admite que a produção de cafés de qualidade será limitada. "Cerca de 20% da safra já está condenada e vai ser classificada como de cafés de baixa qualidade", sustentou Joaquim Ferreira Leite, diretor da cooperativa Cooxupé, no sul de Minas Gerais. As exportações de café do Equador, em maio, tiveram retração de 12,5% em relação ao verificado em abril, indicou a Cofenac (Conselho Nacional do Café). As remessas naquele mês somaram 106.620 sacas, contra 121.882 sacas de abril. As remessas em maio de verde foram de 38.880 sacas e de solúvel atingiram 67.740 sacas. A receita, segundo a entidade, teve um incremento de 10%, totalizando 18,37 milhões de dólares. Em maio de 2011, o país havia remetido para o exterior um total de 97.256 sacas, com uma receita de 15,34 milhões de dólares. As exportações de café do Brasil em julho, até o dia 20, somaram 945.415 sacas, contra 830.629 sacas registradas no mesmo período de junho, informou o Cecafé. Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 6.109 sacas, indo para 1.755.638 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 31.092 lotes, com as opções tendo 1.318 calls e 1.161 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 185,45-185,50, 186,00, 186,50, 187,00, 187,50, 188,00, 188,50, 189,00, 189,50, 189,90-190,00, 190,50, 190,85, 191,00, 191,50, 192,00, 192,20, 192,50, 193,00 e 193,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 173,70, 173,50, 173,30, 173,00, 172,50, 172,00, 171,50, 171,00, 170,50, 170,10-170,00, 169,50, 169,00, 168,50 e 168,00 centavos por libra.
Londres varia pouco, não reflete exterior e fecha com leve queda
Os contratos futuros de café robusta, negociados na Euronext/Liffe, encerraram esta terça-feira com quedas, ainda que modestas, que permitiram a manutenção do intervalo verificado desde o final da semana passada. Ao contrário de Nova Iorque, que viu grande parte dos ganhos derreter em uma única sessão, Londres mantém alguns parâmetros importantes, já que a demanda pelos robustas ainda é constante. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por negócios modestos, com o setembro variando num range de apenas 32 dólares. Durante parte do dia, o setembro chegou a buscar alguns níveis de alta, tocando na máxima de 2.185 dólares, mas, gradativamente, algumas vendas foram sendo efetuadas e o fechamento se deu com ligeiras perdas. "O mercado externo teve um dia mais tranqüilo nesta terça-feira, ainda que o dólar tenha voltado a subir em relação a várias moedas internacionais. Londres acompanhou apenas parte das fortes perdas de Nova Iorque, mas alguns reflexos desse grande tombo poderão ser vistos nas próximas sessões, ainda mais se os arábicas não conseguirem se recuperar rapidamente. Os mercados externos também estão muito nervosos e isso afeta todos os ativos de maior risco", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de setembro com uma movimentação de 4,78 mil lotes, com o novembro tendo 2,16 mil lotes negociados. O spread entre as posições setembro e novembro ficou em 15 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição setembro teve queda de 9 dólares, com 2.158 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 9 dólares, com 2.143 dólares por tonelada.
PREOCUPAÇÃO COM EUROPA E DADOS RUINS NOS EUA ELEVAM DÓLAR
São Paulo, 24/07/2012 - O dólar subiu mais um pouco hoje, encerrando os negócios a R$ 2,048 no mercado à vista de balcão. Essa é a maior cotação de fechamento em quase um mês, ultrapassada somente pelo valor de R$ 2,083, registrado no dia 28 de junho. A pressão de alta é externa e resulta de mais uma onda de piora no sentimento de aversão ao risco detonada pelas desconfianças em relação à solvência da Espanha e da Grécia. Hoje, colaborou para o clima negativo, também, a leitura feita pelos investidores dos números referentes à economia norte-americana.O pico do nervosismo internacional ocorreu no início da tarde e levou o dólar à máxima de R$ 2,051 (+0,59%). O movimento foi uma resposta à informação de que a delegação de representantes da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), em visita à Grécia para avaliar as reformas do país, não encontrará uma boa situação. Os comentários, ainda extraoficiais, são de que o governo grego precisará de mais reestruturação de sua dívida.Com relação à Espanha é crescente entre os investidores a percepção de que a ajuda aos bancos não será suficiente para o país se equilibrar e que um socorro financeiro mais amplo se tornará inevitável. Essa avaliação surgiu com as notícias de dificuldades nos governos regionais que pipocaram nos últimos dias, somadas à piora nas estimativas do próprio Banco da Espanha sobre o desempenho da economia. Segundo a instituição, o Produto Interno Bruto (PIB) espanhol do segundo trimestre deste ano deve apresentar contração de 0,4% sobre o período anterior e de 1,0% ante o intervalo de abril a junho de 2011.E, hoje, o governo da Espanha soltou um comunicado supostamente acordado com França e Itália, pedindo aceleração no processo de implementação das medidas de socorro aos países em dificuldade, acertado pela União Europeia (UE) no final de junho. No entanto, a França e a Itália alegam que não tinham conhecimento sobre uma posição oficial em relação ao tema.Para completar o quadro externo de preocupações, o conjunto dos dados macroeconômicos divulgados hoje nos Estados Unidos recebeu uma leitura negativa. Na leitura preliminar, o índice de atividade dos gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) dos EUA em julho caiu para 51,8, de 52,5. O Federal Reserve de Richmond informou que seu índice de atividade industrial regional despencou de -1 em junho para -17 em julho, o menor nível em mais de três anos.Internamente, um fluxo positivo pelo segmento comercial impediu que o dólar ganhasse ainda mais fôlego de alta, segundo operadores. Além disso, as oscilações continuam limitadas pela convicção de que a atual equipe econômica é intervencionista e atuará no câmbio por meio de leilões ou de mudanças de regras, sempre que achar conveniente. Nesse sentido, o mercado aguarda para os próximos dias anúncio de operações de rolagem dos swaps cambiais que vencem na virada do mês.Às 17h48, o dólar futuro agosto era cotado a R$ 2,049, com alta de 0,34%. O euro, que passou a maior parte do dia abaixo do nível de US$ 1,21, valia US$ 1,2063.
MOODY'S REBAIXA PERSPECTIVA DA EFSF DE ESTÁVEL PARA NEGATIVA; RATING CONTINUA AAA Nova York, 24/07/2012 -
A agência de classificação de risco de crédito Moody's rebaixou de estável para negativa a perspectiva de rating da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, nas iniciais em inglês). O rating da linha de resgate da zona do euro continua Aaa.O rebaixamento da perspectiva da EFSF decorre de ação similar adotada ontem sobre os ratings soberanos da Alemanha, da Holanda e de Luxemburgo, informa a Moody's.De acordo a agência, a perspectiva do rating da Alemanha reflete um grande custo potencial de um eventual rompimento da zona do euro e de suas potenciais consequências. A Alemanha é garantidora de 29% do capital da EFSF. As informações são da Dow Jones.
CRÉDITOS À CAFEICULTURA JÁ SOMAM R$ 390,8 MILHÕES
A Secretaria de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou a liberação de recursosdo Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) de R$ 390,8 milhões. O valor está creditado nos agentes financeiros para contratos das linhas destinadas aos financiamentos de custeio, estocagem, capital de giro para a indústria de torrefação de café e de café solúvel, financiamento para Aquisição do Café (FAC), recuperação de cafezais danificados, composição de dívidas e para operações de mercados futuros. O governo autorizará ainda o crédito de R$ 1,53 bilhão aos agentes financeiros de um total de R$ 1,95 bilhão previstos no Funcafé para financiar a cafeicultura. Os interessados, como cafeicultores, cooperativas, indústrias torrefadorasde café, beneficiadores e exportadores, já podem solicitar financiamento nas seguintes instituições financeiras: ABC Brasil, BICBANCO, Bradesco, Banco do Brasil, Fibra, Itaú BBA, Rabobank, Ribeirão Preto, Votorantim, Cooperativa Central de Crédito de Minas Gerais (Crediminas), Cooperativa de Crédito em Guaxupé e Região (Agrocredi) e Cooperativa de Crédito Rural e Pequenos Empresários (Credivar). As informações são do Mapa.
: Dado positivo na China faz futuro de DI elevar São Paulo, 24 de julho de 2012 -
Os contratos futuros de Depósito Interfinanceiro (DI) apresentaram forte pressão ao longo do pregão da BM&FBovespa de hoje, subindo e se descolando do mercado, influenciados por dadosda economia chinesa; porém, com a divulgação de notícias da Espanha, os contratos reduziram os ganhos, mas não evitaram encerrar as negociações em alta. O contrato com maior liquidez, com vencimento para janeiro de 2014 e movimentação financeira de R$ 19,521 bilhões passou de 7,70% para 7,73%. O vencimento para janeiro de 2015 saltou de 8,19% para 8,28%, com volume financeiro de R$ 6,761 bilhões, enquanto o contrato para janeiro de 2017 subiu de 8,90% para 8,97%, com giro financeiro de R$ 6,590 bilhões, e o vencimento para janeiro de 2013 permaneceu estável a 7,38% (R$ 6,395 bilhões). "Pela manhã, o juro subiu forte por causa dos números divulgados na China, reduzindo um pouco da pressão na parte da tarde. Vale destacar que o volume financeiro do mercado de DIs foi baixo e quando se tem pouca liquidez, qualquer movimentação de um player zerando posição pode mexer com os contratos", explicou Paulo Petrassi, chefe de renda fixa da Leme Investimentos. O número de contratos negociados foi de 659.897, queda de 21% em relação ao pregão de ontem. O volume financeiro alcançou R$ 57,369 bilhões. O contrato com vencimento para julho de 2013 caiu de 7,33% para 7,36%, com movimentação financeira de R$ 2,876 bilhões, enquanto o vencimento para janeiro de 2016 elevou de 8,60% para 8,70%, com volume financeiro de R$ 1,963 bilhão. Na China, o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) sobrea atividade do setor industrial subiu para 49,5 pontos em julho - o maior nível em cinco meses -, de 48,2 pontos em junho, segundo dados preliminares divulgados pelo HSBC e pelo instituto de pesquisas Markit Economics. Leituras acima de 50 pontos sugerem expansão da atividade, enquanto valores menores indicam contração. Segundo Hongbin Qu, economista-chefe no HSBC, o indicador sugere que as medidas de estímulo adotadas pelo governo chinês - como os cortes nas taxas dejuros - estão começando a funcionar. Ainda assim, "a leitura abaixo de 50 sugere que a demanda ainda está fraca e o emprego sob pressão crescente. Isso exige mais esforços de estímulo ao crescimento e ao mercado de trabalho", acrescentou. Na Espanha, os juros projetados pelos títulos soberanos do país com vencimento em dez anos operaram acima de 7,5% boa parte do dia de hoje, em meio a receios com a situação fiscal do país após algumas regiões autônomas espanholas precisarem pedir ajuda ao governo central para honrar compromissos financeiros. Por volta das 11h40 (de Brasilia), o juro do título de dez anos da Espanha subia 0,08 ponto porcentual no mercado secundário, para 7,53%, após tocar um recorde de 7,57% mais cedo. A taxa dos papéis com vencimento em dois anos avançava para 6,76%, de 6,65% ontem. Também contribuía para o avanço nos yields o fato de a agência de classificação de risco Moody's Investors Services ter revisado ontem a perspectiva do rating 'Aaa' de Alemanha, Holanda e Luxemburgo para negativa, afirmando que a mudança reflete a possibilidade de que Espanha, Itália e outros países da eurozona precisem de um resgate financeiro. Para Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco WestLB, além dos dados da China, que impulsionou os DIs, o discurso de ontem do presidente do Banco Central do Brasil (BC), Alexandre Tombini, mostrando otimismo com a economia brasileira também fez o investidor rever suas posições. "Fazia tempo que a gente não ouvia o Tombini tão otimista. Nos outros discursos ele sempre mostrava uma preocupação elevada em relação à retomadada economia brasileira, mas no discurso de ontem foi diferente. Tombini afirmouque a economia está aquecendo e isso fez o investidor acreditar no fim das medidas de incentivo à economia, que conta com o fim do corte da taxa de juros", destacou Rostagno. Dólar O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com ligeira alta de 0,09%, cotado a R$ 2,0420 na compra e a R$ 2,0440 na venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 2,0370 e a máxima de R$ 2,0530. No mercado futuro, o contrato de dólar com vencimento para agosto de2012 subiu 0,39% a R$ 2.050,000, e o com vencimento para setembro valorizou 0,34% a R$ 2.061,000. "O dólar seguiu o movimento do cenário externo, com preocupação sobre aeconomia da Grécia, Espanha e dados nos Estados Unidos", destacou Rostagno. Nos EUA, o índice dos gerentes de compras (PMI) sobre a atividade industrial caiu para 51,8 pontos em julho ante 52,5 pontos em junho, de acordo com dados preliminares divulgados pelo instituto Markit Economics e, para Rostagno, isso ajudou na elevação do dólar. Entretanto, o especialista do banco WestLB lembrou que o dado mais importante foi o da atividade industrial do distrito do Federal Reserve Bank de Richmond (Fed Richmond), que piorou em julho, segundo pesquisa divulgada pela instituição. O índice de atividade industrial do Fed Richmond recuou 16 pontos no mês, passando de -1 para -17 pontos. Em relação às condições das companhias, o segmento de embarques caiu 23 pontos, para -23, e a capacidade utilizada recuou 12 pontos, para -16 pontos. O volume de novas encomendas caiu 13 pontos, para -25 pontos, e o setor de número de empregados caiu 7 pontos, para 1 ponto. "Foi uma queda expressiva ainda mais se tratando da economia norte-americana. Isso trouxe mais aversão ao risco, fazendo o dólar comercial registrar alta perante as demais moedas", acrescentou Rostagno. Por fim, na Grécia, estima-se que o país sofrerá uma recessão muito maisprofunda que a imaginada, afirmou hoje o primeiro-ministro Antonis Samaras. De acordo com ele, a economia deve encolher 7%, mais que os 5% estimados pelo bancocentral. As informações são da agência de notícias britânica "BBC". Segundo ele, o país não deve voltar a crescer até 2014. Nos últimos cinco anos a economia esteve em recessão e uma retração mais profunda não ajudará o país a cumprir as metas de consolidação fiscal, acertadas com a Troika - comissão formada por representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI), Comissão Europeia e Banco Central Europeu (BCE). Para amanhã, Petrassi destacou que o mercado, principalmente o de contratosfuturos de juros, vai seguir a divulgação da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que informa, às 7h, o Indice de Preços ao Consumidor do Município de São Paulo (IPC). Para Rostagno, o destaque da agenda de amanhã será a divulgação do índice de confiança do empresário na Alemanha referente a julho medido pelo instituto de pesquisas alemão CESifo Group será publicado às 5h. Em junho, o indicador caiu para 105,3 pontos, seguido pela a leitura preliminar do Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido referente ao segundo trimestre de 2012, que será divulgada às 5h30, pelo instituto nacional de estatísticas. No primeiro trimestre, o PIB encolheu 0,3% em relação ao trimestre anterior e diminuiu 0,2% em base anual. Além disso, Rostagno lembrou que o Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano e o Departamento do Comércio dos Estados Unidos divulgam, às 11h, as vendas de imóveis novos de junho. Em maio, houve alta de 7,6%, para 369 mil residências. Analistas esperam alta para 375 mil imóveis emjunho. "Mercado imobiliário é sempre importante nos Estados Unidos", finalizou o especialista do banco WestLB.
Os contratos futuros de café "derreteram" nesta terça-feira na ICE Futures US e acumularam perdas expressivas. A posição setembro chegou a registra, na segunda metade do dia, perdas de 1.140 pontos, com liquidações efetivas de especuladores e de grandes fundos. Nas mínimas, algumas compras tímidas foram observadas, mas elas foram insuficientes para minimizar mais efetivamente as grandes perdas do dia. Ao longo da manhã, o café operou praticamente de lado, com volumes modestos de negócios e sem maiores oscilações. No entanto, no início da tarde, um grande fundo teria forçado algumas vendas, segundo operadores nova-iorquinos. Isso teria feito com que o nível de 180,00 centavos fosse testado e rompido. Rapidamente, os stops vieram e o suporte de 175,10 centavos foi testado e também se rompeu, consolidando um dia negro para o mercado de café. Traders indicaram que, parte das baixas vieram na esteira dos temores com o cenário econômico internacional, ao passo que outros participantes indicaram que realizações foram forçadas, já que o café não vinha tendo "fôlego" para buscar novas resistências, após as altas recentes. Para esses participantes, o rompimento, com até alguma facilidade, de suportes básicos pode ser um indicativo de mudança de tendência e o café poderia voltar a ser pressionado, com os baixistas ganhando força. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve queda de 965 pontos, com 175,45 centavos, sendo a máxima em 185,45 e a mínima em 173,70 centavos por libra, com o dezembro tendo desvalorização de 935 pontos, com a libra a 178,30 centavos, sendo a máxima em 187,95 e a mínima em 176,70 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro teve queda de 9 dólares, com 2.158 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 9 dólares, com 2.143 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o café teve um dia de "colapso" e voltou a bater nos menores patamares em mais de três semanas, refletindo os temores com a desaceleração da economia global. O cenário de crise efetiva na macroeconomia eclipsou, até mesmo, as notícias sobre problemas na qualidade da safra atual do Brasil, devido às chuvas que atingiram as zonas cafeeiras do país ao longo do mês de junho. "Essas perdas estão diretamente relacionais a força (ou falta dela) da economia global. Se continuamos a ter essa fraqueza na atividade econômica teremos uma redução da demanda global em todos os setores", indicou Márcio Bernardo, analista da empresa Newedge. Na última semana, alguns rallies foram verificados nos mercados de commodities, impulsionados pelas secas nos Estados Unidos que afetam a produção de grãos dessa origem. Essa notícia deu impulso aos preços de várias outras commodities. "Os traders, agora, estão realizando lucros", sustentou Bernardo. Alguns dos analistas ressaltaram que a crise na zona do euro voltou a ganhar contornos dramático, tendo como epicentro a Espanha. Essa crise pode ganhar proporções ainda maiores e afetar fortemente a economia global, atingindo, até mesmo, a demanda por café, por exemplo. Ainda assim, o mercado se mostra receoso com os efeitos do excesso de chuva sobre a safra deste ano do Brasil. Desde sexta-feira, a segunda posição na bolsa norte-americana caiu 6,1%, depois de ter batido nas máximas de quatro meses. "Não há dúvidas que teremos prejuízos consideráveis na qualidade dos cafés desta safra", confirmou Guilherme Braga, diretor executivo do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Muitos players particulares continuam acreditando na possibilidade de o Brasil produzir mais que 50 milhões de sacas neste ano, no entanto, a maior parte deles admite que a produção de cafés de qualidade será limitada. "Cerca de 20% da safra já está condenada e vai ser classificada como de cafés de baixa qualidade", sustentou Joaquim Ferreira Leite, diretor da cooperativa Cooxupé, no sul de Minas Gerais. As exportações de café do Equador, em maio, tiveram retração de 12,5% em relação ao verificado em abril, indicou a Cofenac (Conselho Nacional do Café). As remessas naquele mês somaram 106.620 sacas, contra 121.882 sacas de abril. As remessas em maio de verde foram de 38.880 sacas e de solúvel atingiram 67.740 sacas. A receita, segundo a entidade, teve um incremento de 10%, totalizando 18,37 milhões de dólares. Em maio de 2011, o país havia remetido para o exterior um total de 97.256 sacas, com uma receita de 15,34 milhões de dólares. As exportações de café do Brasil em julho, até o dia 20, somaram 945.415 sacas, contra 830.629 sacas registradas no mesmo período de junho, informou o Cecafé. Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 6.109 sacas, indo para 1.755.638 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 31.092 lotes, com as opções tendo 1.318 calls e 1.161 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 185,45-185,50, 186,00, 186,50, 187,00, 187,50, 188,00, 188,50, 189,00, 189,50, 189,90-190,00, 190,50, 190,85, 191,00, 191,50, 192,00, 192,20, 192,50, 193,00 e 193,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 173,70, 173,50, 173,30, 173,00, 172,50, 172,00, 171,50, 171,00, 170,50, 170,10-170,00, 169,50, 169,00, 168,50 e 168,00 centavos por libra.
Londres varia pouco, não reflete exterior e fecha com leve queda
Os contratos futuros de café robusta, negociados na Euronext/Liffe, encerraram esta terça-feira com quedas, ainda que modestas, que permitiram a manutenção do intervalo verificado desde o final da semana passada. Ao contrário de Nova Iorque, que viu grande parte dos ganhos derreter em uma única sessão, Londres mantém alguns parâmetros importantes, já que a demanda pelos robustas ainda é constante. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por negócios modestos, com o setembro variando num range de apenas 32 dólares. Durante parte do dia, o setembro chegou a buscar alguns níveis de alta, tocando na máxima de 2.185 dólares, mas, gradativamente, algumas vendas foram sendo efetuadas e o fechamento se deu com ligeiras perdas. "O mercado externo teve um dia mais tranqüilo nesta terça-feira, ainda que o dólar tenha voltado a subir em relação a várias moedas internacionais. Londres acompanhou apenas parte das fortes perdas de Nova Iorque, mas alguns reflexos desse grande tombo poderão ser vistos nas próximas sessões, ainda mais se os arábicas não conseguirem se recuperar rapidamente. Os mercados externos também estão muito nervosos e isso afeta todos os ativos de maior risco", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de setembro com uma movimentação de 4,78 mil lotes, com o novembro tendo 2,16 mil lotes negociados. O spread entre as posições setembro e novembro ficou em 15 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição setembro teve queda de 9 dólares, com 2.158 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 9 dólares, com 2.143 dólares por tonelada.
PREOCUPAÇÃO COM EUROPA E DADOS RUINS NOS EUA ELEVAM DÓLAR
São Paulo, 24/07/2012 - O dólar subiu mais um pouco hoje, encerrando os negócios a R$ 2,048 no mercado à vista de balcão. Essa é a maior cotação de fechamento em quase um mês, ultrapassada somente pelo valor de R$ 2,083, registrado no dia 28 de junho. A pressão de alta é externa e resulta de mais uma onda de piora no sentimento de aversão ao risco detonada pelas desconfianças em relação à solvência da Espanha e da Grécia. Hoje, colaborou para o clima negativo, também, a leitura feita pelos investidores dos números referentes à economia norte-americana.O pico do nervosismo internacional ocorreu no início da tarde e levou o dólar à máxima de R$ 2,051 (+0,59%). O movimento foi uma resposta à informação de que a delegação de representantes da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), em visita à Grécia para avaliar as reformas do país, não encontrará uma boa situação. Os comentários, ainda extraoficiais, são de que o governo grego precisará de mais reestruturação de sua dívida.Com relação à Espanha é crescente entre os investidores a percepção de que a ajuda aos bancos não será suficiente para o país se equilibrar e que um socorro financeiro mais amplo se tornará inevitável. Essa avaliação surgiu com as notícias de dificuldades nos governos regionais que pipocaram nos últimos dias, somadas à piora nas estimativas do próprio Banco da Espanha sobre o desempenho da economia. Segundo a instituição, o Produto Interno Bruto (PIB) espanhol do segundo trimestre deste ano deve apresentar contração de 0,4% sobre o período anterior e de 1,0% ante o intervalo de abril a junho de 2011.E, hoje, o governo da Espanha soltou um comunicado supostamente acordado com França e Itália, pedindo aceleração no processo de implementação das medidas de socorro aos países em dificuldade, acertado pela União Europeia (UE) no final de junho. No entanto, a França e a Itália alegam que não tinham conhecimento sobre uma posição oficial em relação ao tema.Para completar o quadro externo de preocupações, o conjunto dos dados macroeconômicos divulgados hoje nos Estados Unidos recebeu uma leitura negativa. Na leitura preliminar, o índice de atividade dos gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) dos EUA em julho caiu para 51,8, de 52,5. O Federal Reserve de Richmond informou que seu índice de atividade industrial regional despencou de -1 em junho para -17 em julho, o menor nível em mais de três anos.Internamente, um fluxo positivo pelo segmento comercial impediu que o dólar ganhasse ainda mais fôlego de alta, segundo operadores. Além disso, as oscilações continuam limitadas pela convicção de que a atual equipe econômica é intervencionista e atuará no câmbio por meio de leilões ou de mudanças de regras, sempre que achar conveniente. Nesse sentido, o mercado aguarda para os próximos dias anúncio de operações de rolagem dos swaps cambiais que vencem na virada do mês.Às 17h48, o dólar futuro agosto era cotado a R$ 2,049, com alta de 0,34%. O euro, que passou a maior parte do dia abaixo do nível de US$ 1,21, valia US$ 1,2063.
MOODY'S REBAIXA PERSPECTIVA DA EFSF DE ESTÁVEL PARA NEGATIVA; RATING CONTINUA AAA Nova York, 24/07/2012 -
A agência de classificação de risco de crédito Moody's rebaixou de estável para negativa a perspectiva de rating da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, nas iniciais em inglês). O rating da linha de resgate da zona do euro continua Aaa.O rebaixamento da perspectiva da EFSF decorre de ação similar adotada ontem sobre os ratings soberanos da Alemanha, da Holanda e de Luxemburgo, informa a Moody's.De acordo a agência, a perspectiva do rating da Alemanha reflete um grande custo potencial de um eventual rompimento da zona do euro e de suas potenciais consequências. A Alemanha é garantidora de 29% do capital da EFSF. As informações são da Dow Jones.
CRÉDITOS À CAFEICULTURA JÁ SOMAM R$ 390,8 MILHÕES
A Secretaria de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou a liberação de recursosdo Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) de R$ 390,8 milhões. O valor está creditado nos agentes financeiros para contratos das linhas destinadas aos financiamentos de custeio, estocagem, capital de giro para a indústria de torrefação de café e de café solúvel, financiamento para Aquisição do Café (FAC), recuperação de cafezais danificados, composição de dívidas e para operações de mercados futuros. O governo autorizará ainda o crédito de R$ 1,53 bilhão aos agentes financeiros de um total de R$ 1,95 bilhão previstos no Funcafé para financiar a cafeicultura. Os interessados, como cafeicultores, cooperativas, indústrias torrefadorasde café, beneficiadores e exportadores, já podem solicitar financiamento nas seguintes instituições financeiras: ABC Brasil, BICBANCO, Bradesco, Banco do Brasil, Fibra, Itaú BBA, Rabobank, Ribeirão Preto, Votorantim, Cooperativa Central de Crédito de Minas Gerais (Crediminas), Cooperativa de Crédito em Guaxupé e Região (Agrocredi) e Cooperativa de Crédito Rural e Pequenos Empresários (Credivar). As informações são do Mapa.
: Dado positivo na China faz futuro de DI elevar São Paulo, 24 de julho de 2012 -
Os contratos futuros de Depósito Interfinanceiro (DI) apresentaram forte pressão ao longo do pregão da BM&FBovespa de hoje, subindo e se descolando do mercado, influenciados por dadosda economia chinesa; porém, com a divulgação de notícias da Espanha, os contratos reduziram os ganhos, mas não evitaram encerrar as negociações em alta. O contrato com maior liquidez, com vencimento para janeiro de 2014 e movimentação financeira de R$ 19,521 bilhões passou de 7,70% para 7,73%. O vencimento para janeiro de 2015 saltou de 8,19% para 8,28%, com volume financeiro de R$ 6,761 bilhões, enquanto o contrato para janeiro de 2017 subiu de 8,90% para 8,97%, com giro financeiro de R$ 6,590 bilhões, e o vencimento para janeiro de 2013 permaneceu estável a 7,38% (R$ 6,395 bilhões). "Pela manhã, o juro subiu forte por causa dos números divulgados na China, reduzindo um pouco da pressão na parte da tarde. Vale destacar que o volume financeiro do mercado de DIs foi baixo e quando se tem pouca liquidez, qualquer movimentação de um player zerando posição pode mexer com os contratos", explicou Paulo Petrassi, chefe de renda fixa da Leme Investimentos. O número de contratos negociados foi de 659.897, queda de 21% em relação ao pregão de ontem. O volume financeiro alcançou R$ 57,369 bilhões. O contrato com vencimento para julho de 2013 caiu de 7,33% para 7,36%, com movimentação financeira de R$ 2,876 bilhões, enquanto o vencimento para janeiro de 2016 elevou de 8,60% para 8,70%, com volume financeiro de R$ 1,963 bilhão. Na China, o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) sobrea atividade do setor industrial subiu para 49,5 pontos em julho - o maior nível em cinco meses -, de 48,2 pontos em junho, segundo dados preliminares divulgados pelo HSBC e pelo instituto de pesquisas Markit Economics. Leituras acima de 50 pontos sugerem expansão da atividade, enquanto valores menores indicam contração. Segundo Hongbin Qu, economista-chefe no HSBC, o indicador sugere que as medidas de estímulo adotadas pelo governo chinês - como os cortes nas taxas dejuros - estão começando a funcionar. Ainda assim, "a leitura abaixo de 50 sugere que a demanda ainda está fraca e o emprego sob pressão crescente. Isso exige mais esforços de estímulo ao crescimento e ao mercado de trabalho", acrescentou. Na Espanha, os juros projetados pelos títulos soberanos do país com vencimento em dez anos operaram acima de 7,5% boa parte do dia de hoje, em meio a receios com a situação fiscal do país após algumas regiões autônomas espanholas precisarem pedir ajuda ao governo central para honrar compromissos financeiros. Por volta das 11h40 (de Brasilia), o juro do título de dez anos da Espanha subia 0,08 ponto porcentual no mercado secundário, para 7,53%, após tocar um recorde de 7,57% mais cedo. A taxa dos papéis com vencimento em dois anos avançava para 6,76%, de 6,65% ontem. Também contribuía para o avanço nos yields o fato de a agência de classificação de risco Moody's Investors Services ter revisado ontem a perspectiva do rating 'Aaa' de Alemanha, Holanda e Luxemburgo para negativa, afirmando que a mudança reflete a possibilidade de que Espanha, Itália e outros países da eurozona precisem de um resgate financeiro. Para Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco WestLB, além dos dados da China, que impulsionou os DIs, o discurso de ontem do presidente do Banco Central do Brasil (BC), Alexandre Tombini, mostrando otimismo com a economia brasileira também fez o investidor rever suas posições. "Fazia tempo que a gente não ouvia o Tombini tão otimista. Nos outros discursos ele sempre mostrava uma preocupação elevada em relação à retomadada economia brasileira, mas no discurso de ontem foi diferente. Tombini afirmouque a economia está aquecendo e isso fez o investidor acreditar no fim das medidas de incentivo à economia, que conta com o fim do corte da taxa de juros", destacou Rostagno. Dólar O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com ligeira alta de 0,09%, cotado a R$ 2,0420 na compra e a R$ 2,0440 na venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 2,0370 e a máxima de R$ 2,0530. No mercado futuro, o contrato de dólar com vencimento para agosto de2012 subiu 0,39% a R$ 2.050,000, e o com vencimento para setembro valorizou 0,34% a R$ 2.061,000. "O dólar seguiu o movimento do cenário externo, com preocupação sobre aeconomia da Grécia, Espanha e dados nos Estados Unidos", destacou Rostagno. Nos EUA, o índice dos gerentes de compras (PMI) sobre a atividade industrial caiu para 51,8 pontos em julho ante 52,5 pontos em junho, de acordo com dados preliminares divulgados pelo instituto Markit Economics e, para Rostagno, isso ajudou na elevação do dólar. Entretanto, o especialista do banco WestLB lembrou que o dado mais importante foi o da atividade industrial do distrito do Federal Reserve Bank de Richmond (Fed Richmond), que piorou em julho, segundo pesquisa divulgada pela instituição. O índice de atividade industrial do Fed Richmond recuou 16 pontos no mês, passando de -1 para -17 pontos. Em relação às condições das companhias, o segmento de embarques caiu 23 pontos, para -23, e a capacidade utilizada recuou 12 pontos, para -16 pontos. O volume de novas encomendas caiu 13 pontos, para -25 pontos, e o setor de número de empregados caiu 7 pontos, para 1 ponto. "Foi uma queda expressiva ainda mais se tratando da economia norte-americana. Isso trouxe mais aversão ao risco, fazendo o dólar comercial registrar alta perante as demais moedas", acrescentou Rostagno. Por fim, na Grécia, estima-se que o país sofrerá uma recessão muito maisprofunda que a imaginada, afirmou hoje o primeiro-ministro Antonis Samaras. De acordo com ele, a economia deve encolher 7%, mais que os 5% estimados pelo bancocentral. As informações são da agência de notícias britânica "BBC". Segundo ele, o país não deve voltar a crescer até 2014. Nos últimos cinco anos a economia esteve em recessão e uma retração mais profunda não ajudará o país a cumprir as metas de consolidação fiscal, acertadas com a Troika - comissão formada por representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI), Comissão Europeia e Banco Central Europeu (BCE). Para amanhã, Petrassi destacou que o mercado, principalmente o de contratosfuturos de juros, vai seguir a divulgação da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que informa, às 7h, o Indice de Preços ao Consumidor do Município de São Paulo (IPC). Para Rostagno, o destaque da agenda de amanhã será a divulgação do índice de confiança do empresário na Alemanha referente a julho medido pelo instituto de pesquisas alemão CESifo Group será publicado às 5h. Em junho, o indicador caiu para 105,3 pontos, seguido pela a leitura preliminar do Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido referente ao segundo trimestre de 2012, que será divulgada às 5h30, pelo instituto nacional de estatísticas. No primeiro trimestre, o PIB encolheu 0,3% em relação ao trimestre anterior e diminuiu 0,2% em base anual. Além disso, Rostagno lembrou que o Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano e o Departamento do Comércio dos Estados Unidos divulgam, às 11h, as vendas de imóveis novos de junho. Em maio, houve alta de 7,6%, para 369 mil residências. Analistas esperam alta para 375 mil imóveis emjunho. "Mercado imobiliário é sempre importante nos Estados Unidos", finalizou o especialista do banco WestLB.
terça-feira, 24 de julho de 2012
Mesmo com aversão a riscos, café mantém intervalos na ICE
Mesmo com aversão a riscos, café mantém intervalos na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com quedas, em um dia caracterizado por vendas especulativas, na esteira do mau humor dos mercados externos. Apesar das retrações, suportes importantes conseguiram ser preservados, o que é um sinal de consistência. Ao longo da manhã, o café tentou esboçar alguns ganhos, no entanto, com a abertura de outros mercados, a pressão sobre as commodities ganhou mais força e os vendedores se sentiram mais estimulados a operar. Baixas relativas foram verificadas, mas, em nenhum momento, o setembro tentou buscar o patamar psicológico de 180,00 centavos. Operadores indicaram que as quedas atingiram vários segmentos de commodities, devido, principalmente ao dólar em alta e o temor de players de que a crise econômica na Europa ganhe contornos ainda mais negativos. Por outro lado, os operadores sustentaram que as avaliações sobre os estoques mundiais de café são um fator de apoio para que os preços não se deprimam consideravelmente. Os estoques certificados na bolsa de Nova Iorque, por exemplo, a despeito das altas recentes, continua nos menores níveis desde outubro de 2010. Fundamentalmente, o mercado avalia os aspectos meteorológicos que indicam que o Brasil deverá ter dias secos e relativamente mais quentes na seqüência de julho. Isso deverá colaborar para que a colheita seja adiantada e, assim, seja possível ter uma avaliação mais efetiva sobre a qualidade dos cafés da atual temporada. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve queda de 185 pontos, com 185,10 centavos, sendo a máxima em 186,40 e a mínima em 183,10 centavos por libra, com o dezembro tendo desvalorização de 195 pontos, com a libra a 187,65 centavos, sendo a máxima em 189,00 e a mínima em 185,85 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro teve queda de 20 dólares, com 2.167 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 16 dólares, com 2.152 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o café sofreu nesta segunda-feira com a ação dos mercados externos, com uma nova queda sendo observada e com o setembro tocando o intervalo de 183,00 centavos. Mesmo com as baixas de sexta-feira e desta segunda, o setembro ainda consegue se manter acima de referenciais importantes, como é o caso da média móvel de 100 dias. Os mercados externos têm um dia de temor, principalmente com a percepção de alguns operadores de que a Espanha pode precisar de um novo resgate financeiro. Além disso, algumas especulações apontam para o fato de que a Grécia pode deixar a zona do euro, o que poderia desencadear uma nova onda de desconfiança em outros países em situação delicada, como Irlanda, Portugal e Chipre. O índice CRB fechou a segunda com quede de 1,58%, assim como as bolsas dos Estados Unidos recuaram. "Diante de um cenário externo negativo, as baixas de hoje não surpreenderam. Mas a manutenção de parâmetros tem uma leitura positiva. Os baixistas buscaram forçar novos níveis, mas encontramos uma sustentação de algumas compras ao redor do patamar de 183,00 centavos", disse um trader. "Os fundos já diminuíram bem suas posições vendidas, e com os gráficos dando sinais de firmeza eu não ficaria surpreso em ver uma reversão dos seus livros, eventualmente puxando o contrato da ICE para cima de 200,00 centavos. Vendas de origens por outro lado podem fazer com que o rompimento do nível mencionado seja mais lento do que os altistas gostariam. Tudo isto está alinhado com o pensamento de que o último trimestre do ano é quando o mercado deve se mostrar mais forte", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, da Archer Consulting. A Anacafé (Associação Nacional do Café da Guatemala) informou que as exportações de café do bloco formado por México, Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, República Dominicana, Colômbia e Peru totalizaram 20.709.455 de sacas entre outubro 2011 e junho. Esse montante é 2,28% menor que o registrado no mesmo período da temporada anterior — 21.193.739 sacas. De acordo com a Anacafé, uma das maiores quedas foram da Colômbia, 16,30%, El Salvador, 40,84,% e Guatemala e Nicarágua, 4,76% e 10,21%, respectivamente. As exportações de café do Brasil em julho, até o dia 20, somaram 945.415 sacas, contra 830.629 sacas registradas no mesmo período de junho, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 6.123 sacas, indo para 1.749.529 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 15.289 lotes, com as opções tendo 623 calls e 419 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 186,40-186,50, 187,00, 187,50, 188,00, 188,50, 189,00, 189,50, 189,90-190,00, 190,50, 190,85, 191,00, 191,50, 192,00, 192,20, 192,50, 193,00 e 193,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 183,10-183,00, 182,50, 182,05-182,00, 181,50, 181,00, 180,50, 180,10-180,00, 179,50, 179,00, 178,50, 178,00, 177,50 e 177,00 centavos por libra.
Londres segue mercado externo e cai, mas mantém parâmetros
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta segunda-feira com quedas. Em uma sessão relativamente calma, os preços recuaram, seguindo o clima negativo dos mercados externos, mas parâmetros importantes conseguiram ser mantidos, o que foi lido por alguns operadores como um sinal de consistência. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por algumas vendas especulativas, com o setembro chegando a tocar na mínima de 2.153 dólares. Nesse patamar foram registradas algumas aquisições por parte de indústrias de torrefação, o que possibilitou uma ligeira desaceleração das perdas. O mercado externo, devido, principalmente, à retomada da preocupação com Espanha e Grécia e até mesmo com o futuro da zona do euro, teve um dia de forte nervosismo, o que afetou diretamente os negócios em mercados de maior risco, como as commodities. "Tivemos algumas retrações, até normais diante do mercado negativo para as commodities. Mas o café conseguiu se manter menos pressionados que outros ativos e conseguimos sustentar importantes suportes, o que gera uma leitura positiva", expressou um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de setembro com uma movimentação de 4,26 mil lotes, com o novembro tendo 1,66 mil lotes negociados. O spread entre as posições setembro e novembro ficou em 15 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição setembro teve queda de 20 dólares, com 2.167 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 16 dólares, com 2.152 dólares por tonelada.
DÓLAR SOBE COM BUSCA DE PROTEÇÃO CONTRA AGRAVAMENTO NA EUROPA São Paulo, 23/07/2012 -
Espelho do comportamento internacional das moedas desde cedo, a cotação do dólar à vista no mercado doméstico de balcão encerrou o dia em alta de 0,69%, a R$ 2,039. Lá fora, a moeda norte-americana também subiu perante as divisas consideradas de maior risco e do euro, servindo de proteção, à medida em que os investidores voltam a se preocupar com a situação na Europa. Às 17h21, o euro estava sendo cotado a US$ 1,2135, depois de ter batido a mínima de US$ 1,2067 mais cedo. Ainda assim, o valor era inferior ao registrado no final da tarde de sexta-feira em Nova York, de US$ 1,2155. No mesmo horário, o dólar index - relação com seis moedas fortes - tinha alta de 0,20%. No mercado futuro da BM&F, a valorização estava em 0,81%, às 17h28, com o contrato de agosto valendo R$ 2,044. Já no mercado à vista houve somente um negócios a R$ 2,043, com alta de 1,14%. Os temores dos investidores, hoje, recaem sobre a situação da Espanha. Depois de terem se beneficiado recentemente das notícias de que os bancos do país receberiam suporte, os investidores sucumbem, agora, perante as informações mostrando que também os governos regionais precisarão de ajuda.Os preocupações começaram na sexta-feira passada, com a informação de que a região de Valência pediria ajuda ao governo central para financiar suas dívidas. E agravaram-se com indicações de que várias regiões autônomas - o número estaria em seis - farão o mesmo. Ao mesmo tempo, o Banco da Espanha informou que provavelmente os números mostrarão que houve contração na economia do país no segundo trimestre.A Grécia, que estava esquecida, também voltou ao centro das atenções. Uma equipe da Troica deve chegar ao país para avaliar o andamento das reformas e a percepção dos analistas é de que pouco foi feito. Também circulam rumores de que o Fundo Monetário Internacional poderia deixar de ajudar financeiramente o governo grego, o que deixaria o país sem dinheiro em pouco tempo. Diante disso, o FMI se manifestou por meio de uma nota à imprensa em que disse apenas que "está apoiando a Grécia na superação das dificuldades econômicas".Por aqui, o mercado ouviu as palavras do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, sem identificar novidades. O mercado segue convicto de que a autoridade monetária e o Ministério da Fazenda estão dispostos a intervir no câmbio se acharem necessário, o que ajuda a manter as cotações em margens estreitas de negociação. Por conta disso, hoje, segundo operadores, quando o dólar abateu a máxima de R$ 2,045, o movimento de venda de dólares aumentou.
NY: EURO VOLTA A CAIR COM INTENSIFICAÇÃO DOS TEMORES SOBRE A EUROPA
Nova York, 23/07/2012 -
O euro caiu para o nível mais baixo frente ao dólar desde junho de 2010, em reação a informes de que mais regiões administrativas da Espanha deverão pedir ajuda financeira ao governo central e à reportagem da revista alemã Der Spiegel, publicada no fim de semana, segundo a qual o FMI não está disposto a dar mais assistência financeira à Grécia. O euro recuperou algum terreno ao longo do dia, mas o movimento de queda foi retomado no fim da tarde, depois de a Moody's rebaixar para "negativa" a perspectiva dos ratings soberanos de Alemanha, Holanda e Luxemburgo."Os investidores estão preocupados com a possibilidade de a zona do euro se fragmentar. A incerteza que cerca a saúde da Europa no futuro está criando uma tensão enorme e levando a vendas da moeda única" comentou Andrew Wilkinson, economista-chefe e estrategista da Miller, tabak & Co. Para Eric Viloria, estrategista da Forex.com, "o caminho de menor resistência para o euro é para baixo". Ele disse acreditar que o euro testará o nível psicologicamente importante de US$ 1,20 em algum momento nesta semana, embora seja provável alguma atividade de realização de lucros à medida que a cotação se aproxime desse nível.No fim da tarde em Nova York, o euro estava cotado a US$ 1,2117, de US$ 1,2155 na sexta-feira, depois de ter caído à mínima de US$ 1,2067. Frente ao iene, o euro estava cotado a ¥ 94,98, de ¥ 95,42 na sexta-feira. O iene estava cotado a 78,40 por dólar, de 78,48 por dólar na sexta-feira; o franco suíço estava cotado a 0,9911 por dólar, de 0,9881 por dólar na sexta-feira; a libra estava cotada a US$ 1,5508, de US$ 1,5624 na sexta-feira. As informações são da Dow Jones.
MOODY'S/ANALISTA: RISCO PARA ALEMANHA, HOLANDA E LUXEMBURGO HOJE É MAIOR Nova York, 23/07/2012 -
O risco de Alemanha, Holanda e Luxemburgo perderem o rating de crédito triplo A cresceu por causa da maior incerteza em relação às perspectivas para a zona do euro e do aumento da probabilidade de a Grécia vir a deixar a união monetária, disse Sarah Carlson, analista de crédito sênior da Moody's."A saída da Grécia não figura em nosso cenário central", salientou ela em entrevista concedida à Dow Jones, "mas o risco é materialmente mais alto hoje do que há seis meses".Carlson conversou com a Dow Jones depois de a agência de classificação de risco de crédito Moody's ter anunciado o rebaixamento, de estável para negativa, da perspectiva dos ratings soberanos da Alemanha, da Holanda e da Grécia.Ainda segundo ela, a Espanha e a Itália sofreriam um forte impacto de uma eventual saída da Grécia porque já se encontram em uma situação de estresse.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com quedas, em um dia caracterizado por vendas especulativas, na esteira do mau humor dos mercados externos. Apesar das retrações, suportes importantes conseguiram ser preservados, o que é um sinal de consistência. Ao longo da manhã, o café tentou esboçar alguns ganhos, no entanto, com a abertura de outros mercados, a pressão sobre as commodities ganhou mais força e os vendedores se sentiram mais estimulados a operar. Baixas relativas foram verificadas, mas, em nenhum momento, o setembro tentou buscar o patamar psicológico de 180,00 centavos. Operadores indicaram que as quedas atingiram vários segmentos de commodities, devido, principalmente ao dólar em alta e o temor de players de que a crise econômica na Europa ganhe contornos ainda mais negativos. Por outro lado, os operadores sustentaram que as avaliações sobre os estoques mundiais de café são um fator de apoio para que os preços não se deprimam consideravelmente. Os estoques certificados na bolsa de Nova Iorque, por exemplo, a despeito das altas recentes, continua nos menores níveis desde outubro de 2010. Fundamentalmente, o mercado avalia os aspectos meteorológicos que indicam que o Brasil deverá ter dias secos e relativamente mais quentes na seqüência de julho. Isso deverá colaborar para que a colheita seja adiantada e, assim, seja possível ter uma avaliação mais efetiva sobre a qualidade dos cafés da atual temporada. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve queda de 185 pontos, com 185,10 centavos, sendo a máxima em 186,40 e a mínima em 183,10 centavos por libra, com o dezembro tendo desvalorização de 195 pontos, com a libra a 187,65 centavos, sendo a máxima em 189,00 e a mínima em 185,85 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro teve queda de 20 dólares, com 2.167 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 16 dólares, com 2.152 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o café sofreu nesta segunda-feira com a ação dos mercados externos, com uma nova queda sendo observada e com o setembro tocando o intervalo de 183,00 centavos. Mesmo com as baixas de sexta-feira e desta segunda, o setembro ainda consegue se manter acima de referenciais importantes, como é o caso da média móvel de 100 dias. Os mercados externos têm um dia de temor, principalmente com a percepção de alguns operadores de que a Espanha pode precisar de um novo resgate financeiro. Além disso, algumas especulações apontam para o fato de que a Grécia pode deixar a zona do euro, o que poderia desencadear uma nova onda de desconfiança em outros países em situação delicada, como Irlanda, Portugal e Chipre. O índice CRB fechou a segunda com quede de 1,58%, assim como as bolsas dos Estados Unidos recuaram. "Diante de um cenário externo negativo, as baixas de hoje não surpreenderam. Mas a manutenção de parâmetros tem uma leitura positiva. Os baixistas buscaram forçar novos níveis, mas encontramos uma sustentação de algumas compras ao redor do patamar de 183,00 centavos", disse um trader. "Os fundos já diminuíram bem suas posições vendidas, e com os gráficos dando sinais de firmeza eu não ficaria surpreso em ver uma reversão dos seus livros, eventualmente puxando o contrato da ICE para cima de 200,00 centavos. Vendas de origens por outro lado podem fazer com que o rompimento do nível mencionado seja mais lento do que os altistas gostariam. Tudo isto está alinhado com o pensamento de que o último trimestre do ano é quando o mercado deve se mostrar mais forte", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, da Archer Consulting. A Anacafé (Associação Nacional do Café da Guatemala) informou que as exportações de café do bloco formado por México, Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, República Dominicana, Colômbia e Peru totalizaram 20.709.455 de sacas entre outubro 2011 e junho. Esse montante é 2,28% menor que o registrado no mesmo período da temporada anterior — 21.193.739 sacas. De acordo com a Anacafé, uma das maiores quedas foram da Colômbia, 16,30%, El Salvador, 40,84,% e Guatemala e Nicarágua, 4,76% e 10,21%, respectivamente. As exportações de café do Brasil em julho, até o dia 20, somaram 945.415 sacas, contra 830.629 sacas registradas no mesmo período de junho, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 6.123 sacas, indo para 1.749.529 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 15.289 lotes, com as opções tendo 623 calls e 419 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 186,40-186,50, 187,00, 187,50, 188,00, 188,50, 189,00, 189,50, 189,90-190,00, 190,50, 190,85, 191,00, 191,50, 192,00, 192,20, 192,50, 193,00 e 193,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 183,10-183,00, 182,50, 182,05-182,00, 181,50, 181,00, 180,50, 180,10-180,00, 179,50, 179,00, 178,50, 178,00, 177,50 e 177,00 centavos por libra.
Londres segue mercado externo e cai, mas mantém parâmetros
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta segunda-feira com quedas. Em uma sessão relativamente calma, os preços recuaram, seguindo o clima negativo dos mercados externos, mas parâmetros importantes conseguiram ser mantidos, o que foi lido por alguns operadores como um sinal de consistência. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por algumas vendas especulativas, com o setembro chegando a tocar na mínima de 2.153 dólares. Nesse patamar foram registradas algumas aquisições por parte de indústrias de torrefação, o que possibilitou uma ligeira desaceleração das perdas. O mercado externo, devido, principalmente, à retomada da preocupação com Espanha e Grécia e até mesmo com o futuro da zona do euro, teve um dia de forte nervosismo, o que afetou diretamente os negócios em mercados de maior risco, como as commodities. "Tivemos algumas retrações, até normais diante do mercado negativo para as commodities. Mas o café conseguiu se manter menos pressionados que outros ativos e conseguimos sustentar importantes suportes, o que gera uma leitura positiva", expressou um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de setembro com uma movimentação de 4,26 mil lotes, com o novembro tendo 1,66 mil lotes negociados. O spread entre as posições setembro e novembro ficou em 15 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição setembro teve queda de 20 dólares, com 2.167 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 16 dólares, com 2.152 dólares por tonelada.
DÓLAR SOBE COM BUSCA DE PROTEÇÃO CONTRA AGRAVAMENTO NA EUROPA São Paulo, 23/07/2012 -
Espelho do comportamento internacional das moedas desde cedo, a cotação do dólar à vista no mercado doméstico de balcão encerrou o dia em alta de 0,69%, a R$ 2,039. Lá fora, a moeda norte-americana também subiu perante as divisas consideradas de maior risco e do euro, servindo de proteção, à medida em que os investidores voltam a se preocupar com a situação na Europa. Às 17h21, o euro estava sendo cotado a US$ 1,2135, depois de ter batido a mínima de US$ 1,2067 mais cedo. Ainda assim, o valor era inferior ao registrado no final da tarde de sexta-feira em Nova York, de US$ 1,2155. No mesmo horário, o dólar index - relação com seis moedas fortes - tinha alta de 0,20%. No mercado futuro da BM&F, a valorização estava em 0,81%, às 17h28, com o contrato de agosto valendo R$ 2,044. Já no mercado à vista houve somente um negócios a R$ 2,043, com alta de 1,14%. Os temores dos investidores, hoje, recaem sobre a situação da Espanha. Depois de terem se beneficiado recentemente das notícias de que os bancos do país receberiam suporte, os investidores sucumbem, agora, perante as informações mostrando que também os governos regionais precisarão de ajuda.Os preocupações começaram na sexta-feira passada, com a informação de que a região de Valência pediria ajuda ao governo central para financiar suas dívidas. E agravaram-se com indicações de que várias regiões autônomas - o número estaria em seis - farão o mesmo. Ao mesmo tempo, o Banco da Espanha informou que provavelmente os números mostrarão que houve contração na economia do país no segundo trimestre.A Grécia, que estava esquecida, também voltou ao centro das atenções. Uma equipe da Troica deve chegar ao país para avaliar o andamento das reformas e a percepção dos analistas é de que pouco foi feito. Também circulam rumores de que o Fundo Monetário Internacional poderia deixar de ajudar financeiramente o governo grego, o que deixaria o país sem dinheiro em pouco tempo. Diante disso, o FMI se manifestou por meio de uma nota à imprensa em que disse apenas que "está apoiando a Grécia na superação das dificuldades econômicas".Por aqui, o mercado ouviu as palavras do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, sem identificar novidades. O mercado segue convicto de que a autoridade monetária e o Ministério da Fazenda estão dispostos a intervir no câmbio se acharem necessário, o que ajuda a manter as cotações em margens estreitas de negociação. Por conta disso, hoje, segundo operadores, quando o dólar abateu a máxima de R$ 2,045, o movimento de venda de dólares aumentou.
NY: EURO VOLTA A CAIR COM INTENSIFICAÇÃO DOS TEMORES SOBRE A EUROPA
Nova York, 23/07/2012 -
O euro caiu para o nível mais baixo frente ao dólar desde junho de 2010, em reação a informes de que mais regiões administrativas da Espanha deverão pedir ajuda financeira ao governo central e à reportagem da revista alemã Der Spiegel, publicada no fim de semana, segundo a qual o FMI não está disposto a dar mais assistência financeira à Grécia. O euro recuperou algum terreno ao longo do dia, mas o movimento de queda foi retomado no fim da tarde, depois de a Moody's rebaixar para "negativa" a perspectiva dos ratings soberanos de Alemanha, Holanda e Luxemburgo."Os investidores estão preocupados com a possibilidade de a zona do euro se fragmentar. A incerteza que cerca a saúde da Europa no futuro está criando uma tensão enorme e levando a vendas da moeda única" comentou Andrew Wilkinson, economista-chefe e estrategista da Miller, tabak & Co. Para Eric Viloria, estrategista da Forex.com, "o caminho de menor resistência para o euro é para baixo". Ele disse acreditar que o euro testará o nível psicologicamente importante de US$ 1,20 em algum momento nesta semana, embora seja provável alguma atividade de realização de lucros à medida que a cotação se aproxime desse nível.No fim da tarde em Nova York, o euro estava cotado a US$ 1,2117, de US$ 1,2155 na sexta-feira, depois de ter caído à mínima de US$ 1,2067. Frente ao iene, o euro estava cotado a ¥ 94,98, de ¥ 95,42 na sexta-feira. O iene estava cotado a 78,40 por dólar, de 78,48 por dólar na sexta-feira; o franco suíço estava cotado a 0,9911 por dólar, de 0,9881 por dólar na sexta-feira; a libra estava cotada a US$ 1,5508, de US$ 1,5624 na sexta-feira. As informações são da Dow Jones.
MOODY'S/ANALISTA: RISCO PARA ALEMANHA, HOLANDA E LUXEMBURGO HOJE É MAIOR Nova York, 23/07/2012 -
O risco de Alemanha, Holanda e Luxemburgo perderem o rating de crédito triplo A cresceu por causa da maior incerteza em relação às perspectivas para a zona do euro e do aumento da probabilidade de a Grécia vir a deixar a união monetária, disse Sarah Carlson, analista de crédito sênior da Moody's."A saída da Grécia não figura em nosso cenário central", salientou ela em entrevista concedida à Dow Jones, "mas o risco é materialmente mais alto hoje do que há seis meses".Carlson conversou com a Dow Jones depois de a agência de classificação de risco de crédito Moody's ter anunciado o rebaixamento, de estável para negativa, da perspectiva dos ratings soberanos da Alemanha, da Holanda e da Grécia.Ainda segundo ela, a Espanha e a Itália sofreriam um forte impacto de uma eventual saída da Grécia porque já se encontram em uma situação de estresse.
domingo, 22 de julho de 2012
Mercado externo e realizações derrubam café na ICE
Mercado externo e realizações derrubam café na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta sexta-feira com quedas, em um movimento de algumas realizações, após os ganhos expressivos observados ao longo da sessão passada. Ao longo do dia, os preços variaram no lado positivo e negativo da escala de preços, com o setembro tendo ultrapassado o nível psicológico de 190,00 centavos. Entretanto, os preços não se sustentaram, influenciados, principalmente, pelos mercados externos. Com o dólar com alta expressiva, segmentos de maior risco voltaram a ser pressionados. O petróleo, por exemplo, teve um dia de retrações consideráveis, de mais de 1%, o que contribuiu para a queda do índice CRB, em 0,11%. A retração desse índice só não foi maior devido ao suporte interessante das cotações de mercados como de milho e de soja, que desconsideraram totalmente os mercados macroeconômicos e subiram fortes, refletindo a expectativa de quebras de safra nos Estados Unidos, devido ao clima. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve queda de 200 pontos, com 186,95 centavos, sendo a máxima em 190,85 e a mínima em 186,10 centavos por libra, com o dezembro tendo desvalorização de 195 pontos, com a libra a 189,60 centavos, sendo a máxima em 193,55 e a mínima em 188,85 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro teve queda de 5 dólares, com 2.187 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 3 dólares, com 2.168 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por realizações e, mesmo com as perdas desta sexta e da segunda e terça-feira, o setembro ainda conseguiu acumular valorização de 0,5% na semana. Esse força relativa vem de aspectos técnicos, como a consolidação do café acima do nível da média móvel de 100 dias. Além disso, continua a existir a preocupação quanto à produção de café no Brasil e, principalmente, quanto à qualidade dos grãos que estão chegando às mesas de comercialização do país. "O mercado deu sinal de consistência ao preservar importantes suportes ao longo desta semana, mesmo com várias pressões vendedoras como as verificadas nos primeiros dias. Nesta sexta, mesmo sofrendo com o desânimo dos mercados, estimulado por novos dados bastante negativos sobre a economia da Espanha, conseguimos manter alguns padrões interessantes", disse um trader. "As chuvas atrasaram os trabalhos de colheita da nova safra e derrubaram a produção de cafés de melhor qualidade. A incerteza quanto ao volume de cafés de boa qualidade que serão produzidos este ano pelo Brasil, esta levando muitos cafeicultores a adiarem a venda de seus melhores cafés da nova safra. Eles se assustam com a quebra no volume de bons cafés em suas colheitas e optam por aguardar um quadro mais claro da situação em todo o parque cafeeiro do Brasil", indicou o Escritório Carvalhaes, no seu comentário semanal. A produção de café do México na temporada 2012/2013 continua a ser desenvolvida sem problemas climáticos, indicou Rodolfo Trampe, presidente da Amecafé (Associação Mexicana de Café). A florada, até agora,indica que o México deverá ter uma safra maior que a da atual temporada, estimada em 4,3 milhões de sacas. "Nós iremos fazer uma projeção para a próxima safra em setembro ou outubro", ressaltou. As exportações de café do Brasil em julho, até o dia 19, somaram 834.891 sacas, contra 810.670 sacas registradas no mesmo período de junho, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 10.400 sacas, indo para 1.743.406 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 21.838 lotes, com as opções tendo 2.339 calls e 630 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 190,85, 191,00, 191,50, 192,00, 192,20, 192,50, 193,00, 193,50, 194,00, 194,50, 194,90-195,00, 195,50-195,55, 196,00, 196,50, 197,00 e 197,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 186,10-186,00, 185,50, 185,10-185,00, 184,50, 184,00, 183,50, 183,00, 182,50, 182,05-182,00, 181,50, 181,00, 180,50, 180,10-180,00, 179,50 e 179,00 centavos por libra.
Londres fecha dia com baixa, mas mantém parâmetros
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta sexta-feira com ligeiras quedas, após a posição setembro ter chegado a bater na máxima de 2.207 dólares, melhor nível de preço desde 30 de maio. Nas máximas, no entanto, foram verificadas algumas realizações. Os ganhos se desaceleraram e algumas perdas foram produzidas, até o patamar de 2.170 dólares. Nesse nível, algumas aquisições de comerciais foram identificadas. Segundo analistas internacionais, o dia foi caracterizado pela calma, após os bons ganhos observados na quinta-feira. Algumas altas foram buscadas, no entanto, diante de um cenário externo marcado pela retomada da cautela, principalmente devido a dados econômicos desfavoráveis da Espanha, o que se observou foi a interrupção da seqüência de altas, mas a manutenção de um patamar próximo do fechamento da sessão passada. "Tivemos um dia com momentos distintos, mas sem uma volatilidade mais incisiva. A retomada do pessimismo no segmento macro e o dólar em alta fizeram com que os ganhos não conseguissem ser sustentados, mas patamares importantes foram preservados", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de setembro com uma movimentação de 8,71 mil lotes, com o novembro tendo 3,86 mil lotes negociados. O spread entre as posições setembro e novembro ficou em 19 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição setembro teve queda de 5 dólares, com 2.187 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 3 dólares, com 2.168 dólares por tonelada.
DÓLAR INTERROMPE CINCO SESSÕES DE QUEDA E SOBE 0,45%, A R$ 2,025
São Paulo, 20/07/2012 -
A trégua dada pelo noticiário europeu acabou e o ciclo de queda do dólar ante o real, que durou cinco pregões, encerrou-se nesta sexta-feira. A piora veio da Espanha, onde surgiu a notícia de que a região de Valência pedirá ajuda financeira ao governo central. Também foi divulgada a revisão para baixo da estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) espanhol em 2013, de 0,2% para -0,5%. Além disso, a classificação de risco do país foi rebaixada pela sexta vez desde abril, pela agência norte-americana Egan-Jones, uma pequena, mas conhecida, concorrente das três maiores agência de rating do mundo - Moody's, Standard e Poor's e Fitch. Tudo isso ocorreu um dia após o povo espanhol demonstrar publicamente seu descontentamento com a política de contenção de gastos, em grandes manifestações ocorridas em várias cidades do país.As informações negativas abafaram o resultado favorável da teleconferência dos ministros de Finanças da zona do euro, o Eurogrupo, que aprovaram o resgate aos bancos espanhóis de até € 100 bilhões. A ajuda será fornecida pela Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês) até que o Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, em inglês) esteja disponível. Os empréstimos terão vencimento em até 12 anos e meio, sendo que os desembolsos individuais terão vencimento máximo de 15 anos. A primeira parcela está prevista em € 30 bilhões. "O cenário externo piorou e hoje é sexta-feira. Portanto a palavra de ordem foi a cautela. O dólar só engatou cinco pregões de queda porque havia uma trégua no exterior que foi interrompida hoje", disse o operador da Interbolsa Brasil, Ovídeo de Pinho Soares, ressaltando que o comportamento da moeda norte-americana no mercado doméstico seguiu o rumo registrado pela moeda também no exterior.O euro, que já vinha apresentando performance pior do que outras moedas, hoje foi às mínimas em dois anos, cotado a US$ 1,2144. Pouco depois das 17h00, caía para US$ 1,2163, de US$ 1,2280 ontem. O comportamento da moeda única hoje contaminou e prejudicou o desempenho das principais moedas emergentes.O real foi uma das penalizadas e, no fechamento, o dólar registrou alta de 0,45%, a R$ 2,025, no mercado à vista de balcão. Na BM&F, o dólar à vista encerrou o pregão a R$ 2,020, com alta de 0,05%, mas somente um negócio foi fechado. O dólar futuro agosto mostrava valorização de 0,52%, a R$ 2,275, às 17h20.
NY: EURO CAI AO MENOR NÍVEL EM ANOS ANTE IENE E DÓLAR COM PROBLEMAS NA ESPANHA E NA GRÉCIA
Nova York, 20/07/2012 -
O euro caiu hoje ao menor nível em dois anos e meio ante o dólar e em 11 anos frente ao iene em meio à crescente preocupação com a possibilidade de o governo da Espanha precisar da ajuda financeira de seus parceiros na zona do euro.Os custos de empréstimos da Espanha atingiram hoje 7,24%, um novo recorde desde a adesão do país ao euro, segundo a Tradeweb. O yield do bônus espanhol de 10 anos subiu 25 pontos-base depois de o governo regional de Valência ter pedido a ajuda de Madri para refinanciar sua dívida.No mês passado, autoridades europeias consideraram que um multibilionário pacote de resgate aos bancos espanhóis em dificuldade seria suficiente para aliviar a pressão sobre a Espanha, mas passaram-se apenas algumas semanas e os custos dos empréstimos já estão de volta a níveis considerados insustentáveis no longo prazo.Com isso, o euro chegou a cair a US$ 1,2144, nível mais baixo desde junho de 2010. Ante o iene, a moeda comum caiu a 95,34 por euro, nível mais baixo desde novembro de 2000.No fim da tarde, em Nova York, o euro era negociado a US$ 1,2155, de US$ 1,2280 ontem, e a 1,2012 por franco, de 1,2008. O iene estava cotado a 78,48 por dólar, de 78,59 ienes por dólar na última sessão, e a 95,43 por euro, de 96,51 ienes por euro ontem. A libra estava em US$ 1,5620, de US$ 1,5724 ontem. O dólar estava em 0,9880 franco suíço, de 0,9782 franco ontem. As informações são da Dow Jones.
Balanço semanal do CNC — 16 a 20/07/201220/07/2012
Semana marca a retomada de reuniões do Comitê de Pesquisa do CDPC, novas liberações de recursos do Funcafé e a aprovação da LDO no Congresso. No mercado, clima adverso e atraso na colheita dão suporte aos preços.REUNIÃO DO CDPD/CAFÉ — Na quinta-feira (19), após quatro anos sem se reunir, o Comitê Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento do Café (CDPD/Café) do Conselho Deliberativo da Política Cafeeira (CDPC) voltou a se reunir, por meio de esforços realizados pelo secretário de Produção e Agroenergia e pelo diretor do Departamento do Café do Ministério da Agricultura, Gerardo Fontelles e Edilson Alcântara, respectivamente. Na retomada das ações do fórum, o chefe geral da Embrapa Café, Gabriel Bartholo, expôs o programa de pesquisa desse braço da estatal. A apresentação veio ao encontro dos anseios do setor produtor e, dentre os pontos apresentados, o CNC destaca os prioritários, que também compõem a pauta que nós sugerimos para o Comitê
:1) Pesquisas/Editais: foco nos critérios de pesquisas direcionadas para a necessidade da cafeicultura com base na produtividade, sustentabilidade, certificação, melhoramentos genéticos, seleção dos projetos e difusão. Sugerimos, ainda, a simplificação e a desburocratização das exigências.
2) Georreferenciamento: indicação para constar na pauta da próxima reunião do CDPC, destacando sua importância para um planejamento de ações por parte da pesquisa, inclusive sobre as principais regiões produtoras, podendo ser aproveitados os levantamentos já incluídos pelas cooperativas.
3) Mecanização: investir em projetos para mecanização das colheitas como um todo e, em especial, para as áreas montanhosas.
4) Orçamento: distribuição de recursos do Consórcio Pesquisa Café para empresas estaduais de pesquisa, fundações, universidades, etc. Conhecer os critérios adotados, os valores liberados e realizar acompanhamento dos trabalhos e solicitar apresentação de relatórios com o objetivo de evitar a pulverização de recursos.
5) Manutenção institucional: destacar recursos para renovação e manutenção das estruturas de instituições de pesquisa do Consórcio que já se encontram desgastadas pelo uso. O Conselho Nacional do Café enaltece a retomada das reuniões do CDPD/Café e, principalmente, a postura do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, e do secretário executivo da Pasta, José Carlos Vaz, nesse sentido, que, em conjunto com o secretário Fontelles e o diretor Alcântara, conduzem o MAPA para uma atuação decisiva e focada no desenvolvimento do agronegócio café.
LIBERAÇÕES DO FUNCAFÉ — Na terça-feira (17), o Diário Oficial da União (DOU) trouxe a publicação de contratos firmados entre a Secretaria de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura e mais dois agentes financeiros que ficam credenciados a implementar linhas de crédito com recursos orçamentários do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). São eles: Banco Original do Agronegócio S/A e Banco Original S/A, ambos com até R$ 9,033 milhões cada para serem aplicados nas linhas de estocagem, custeio, FAC e capital de giro para indústrias de torrefação. Com esses repasses, o Fundo destinou um total de R$ 1,703 bilhão aos agentes financeiros credenciados até o momento. LDO PARA 2013 — Também na terça-feira (17), o Congresso Nacional aprovou o substitutivo ao projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2013, dando início ao período de recesso parlamentar, que se estende de 18 a 31 de julho. A matéria, que teve como relator o senador Antonio Carlos Valadares, será encaminhada à sanção presidencial. Segundo informações da Agência Câmara de Notícias, o projeto da LDO não prevê qualquer recurso para aumento do funcionalismo dos Três Poderes e do Ministério Público da União (MPU) no ano que vem. O relator, entretanto, sugere a adoção de limites com base na média do percentual de comprometimento da Receita Corrente Líquida (RCL) da União dos exercícios de 2009 a 2011. Em seu entender, a medida contribui no sentido de incitar os representantes dos servidores a continuar envidando esforços para encontrar uma regra ou critério adequado até o envio pelo Executivo, em agosto, da proposta da Lei Orçamentária da União (LOA) de 2013, a ser elaborada com base na LDO.
ANÁLISE DE MERCADO
— Mesmo com algumas realizações de lucro após os ganhos recentes e da pressão do dólar na segunda e na terça-feira passadas, o mercado cafeeiro manteve sua tendência de recuperação, impulsionado pela preocupação com a qualidade e o tamanho da safra no Brasil, em especial após as recentes chuvas que caem no cinturão produtor, retardando os trabalhos de colheita e prejudicando a qualidade dos cafés. Nesta semana, os agentes de mercado deram sinais de que tivemos, no dia 1º de julho, o menor estoque de passagem das últimas safras brasileiras, com os prognósticos oscilando entre 3,5 milhões e 4,0 milhões de sacas. Além disso, eles passaram a crer que a produção do País deverá ficar conforme a estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ou 50,45 milhões de sacas. No acumulado dos cinco pregões da semana, o contrato com vencimento em setembro de 2012, o de maior liquidez na Bolsa de Nova York, ficou praticamente estável, ao registrar leve valorização de 0,5% e encerrar a sessão desta sexta-feira (20) a 186,95 centavos de dólar por libra peso. Com a colheita da safra atual em torno de 40%, nossas cooperativas passaram informações que entre 30% e 40% do café produzido em suas áreas de atuação devem apresentar qualidade muito baixa, percentual que, mesmo com as precipitações cessando, é irrecuperável. Além disso, a reduzida oferta gerada pelo atraso na colheita e também a liberação dos recursos do Funcafé voltados a um melhor ordenamento das vendas vem dando suporte.Prova disso é o desempenho do mesmo contrato setembro/12 na ICE Futures US (NY) ao longo deste ano. No acumulado do primeiro semestre, esse vencimento registrou perdas de 27,13% na bolsa nova-iorquina, contudo, com a reversão do mercado, somente nesses 20 dias de julho a posição acumula ganhos de 9,52%. Analisando esse contexto e cientes das condições climáticas atípicas para esta época de colheita, o CNC continua recomendando aos produtores brasileiros que busquem os recursos do Funcafé para que possam fazer um melhor ordenamento de suas vendas, de maneira que obtenham preços remuneradores por seu produto e, consequentemente, renda na atividade.
ALERTA — Nesta semana, em visitas realizadas às regiões produtoras, notamos que foi expressivo o aparecimento de botões florais nos pés de café. Esse cenário é extremamente preocupante, pois, como a colheita está atrasada, os trabalhadores realizarão a cata e comprometerão esses botões que surgiram. Dessa forma, a safra 2013 no Brasil, que será naturalmente menor em função da bienalidade característica das lavouras de arábica, deverá ter seu rendimento comprometido, ficando abaixo dos volumes médios colhidos nos últimos ciclos de baixa. Atenciosamente,Silas BrasileiroPresidente Executivo do CNC Produtores assustam com a quebra no volume de bons cafés Escritório Carvalhaes Apesar das bolsas de futuro trabalharem com muita oscilação, o mercado físico de café no Brasil teve mais uma semana ativa e com muito interesse comprador. O volume de negócios só não foi maior porque as chuvas atípicas em junho último atrasaram a colheita e a entrada da nova safra no mercado. As chuvas atrasaram os trabalhos de colheita da nova safra e derrubaram a produção de cafés de melhor qualidade. A incerteza quanto ao volume de cafés de boa qualidade que serão produzidos este ano pelo Brasil, esta levando muitos cafeicultores a adiarem a venda de seus melhores cafés da nova safra. Eles se assustam com a quebra no volume de bons cafés em suas colheitas e optam por aguardar um quadro mais claro da situação em todo o parque cafeeiro do Brasil. Em setembro deveremos ter um cenário mais definido da produção brasileira de café em 2012. Chegou o período de verão no hemisfério norte, época de menor consumo e férias. Após as férias, quando as torrefadoras voltarem às compras, se preparando para o inverno, período de pico de consumo, teremos um mercado mais ativo e com disputa pelo café arábica de qualidade. A "Green Coffee Association" divulgou que os estoques americanos de café verde totalizaram 4.787.310 em 30 de junho de 2012. Uma alta de 216.532 sacas em relação às 4.570.778 sacas existentes em 31 de maio de 2012. Até o dia 19, os embarques de julho estavam em 680.337 sacas de café arábica e 89.387 sacas de café conillon, somando 769.724 sacas de café verde, mais 65.167 sacas de café solúvel, contra 810.670 sacas no mesmo dia de junho. Até o dia 19, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em julho totalizavam 1.447.674 sacas, contra 1.306.877 sacas no mesmo dia do mês anterior.
A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 13, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 20, subiu nos contratos para entrega em setembro próximo, 85 pontos ou US$ 1,13 (R$ 2,29) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em setembro próximo na ICE fecharam no dia 13 a R$ 500,72/saca e hoje, dia 20, a R$ 501,02/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em setembro, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 200 pontos.
DRAGHI: BCE NÃO TEM "TABUS" EM AJUDAR NA RECUPERAÇÃO DE ECONOMIAS DA Z.EURO
Nova York, 21/07/2012 -
O Banco Central Europeu (BCE) não tem "tabus" em ajudar as economias da zona do euro que devem começar a se recuperar lentamente no fim deste ano, disse o presidente da instituição, Mario Draghi, em entrevistapublicada na edição deste sábado do jornal Le Monde.Draghi afirmou que a zona do euro vai evitar entrar em recessão, embora "desde o início do ano a deterioração da economia que nós temíamos vai, em parte, tornar-se realidade. A situação piorou gradualmente, mas não ao ponto em que vai levar todas as economias da zona do euro para a recessão", disse, segundo o jornal."Ainda acreditamos em uma recuperação gradual no fim deste ano ou no início do próximo", afirmou, observando que o alívio nas taxas de juro do BCE no fim do ano passado e mais cedo neste mês vai começar a ser sentido."Estamos bastante abertos e não temos tabus" sobre tomar ações para ajudar na recuperação econômica, disse Draghi. "Reduzimos as taxas de juro abaixo de 1% porque esperávamos que a inflação ficasse perto ou abaixo de 2% no começo do próximo ano. Agora, provavelmente, isso vai ocorrer antes do fim deste ano", afirmou, acrescentando que o BCE está também preparado para agir se identificar um risco de deflação.Draghi disse que o papel do BCE está aumentando e agora engloba a defesa do euro uma vez que a moeda precisa lidar com circunstâncias extraordinárias, entre elas déficits públicos elevados, falta de competitividade e desequilíbrios insustentáveis. Ele afirmou categoricamente que o futuro do euro "absolutamente não" está em questão. As informações são da Dow Jones.
EUA: BERNANKE FALA NA PRÓXIMA 3ªF; BOEING E EXXONMOBIL DIVULGAM RESULTADOS NA SEMANA
São Paulo, 20/07/2012 - Dois dirigentes do Federal Reserve norte-americano falam em público na próxima semana, a diretora Sarah Bloom Raskin na segunda-feira e o presidente Ben Bernanke na terça. A temporada de divulgação de resultados financeiros de empresas esquenta, com nomes como Boeing, DuPont, ExxonMobil, McDonald's e Facebook. Os horários são de Brasília.- segunda-feira: às 20h, a diretora do Federal Reserve Sarah Bloom Raskin fala sobre bancos comunitários em conferência da Graduate School of Banking em Boulder (Colorado); Halliburton, McDonald's Texas Instruments e Zions Bancorp divulgam resultados;- terça-feira: às 9h45, o presidente do Fed, Ben Bernanke, fala sobre educação na primeira infância durante conferência do Fundo Nacional de Defesa da Infância, em Cincinnati (Ohio); o Tesouro leiloa US$ 35 bilhões em T-notes de 2 anos, devendo anunciar o resultado às 14h; AK Steel, Apple, AT&T, DuPont, Lockheed Martin, UPS e Whirlpool divulgam resultados;- quarta-feira: o Tesouro leiloa US$ 35 bilhões em T-notes de 5 anos, devendo anunciar o resultado às 14h; Boeing, Bristol-Myers Squibb, Caterpillar, ConocoPhillips, Corning, Delta Air Lines, Eli Lilly, Ford, General Dynamics, JetBlue Airways; Nasdaq OMX, Northrop Grumman, PepsiCo, US Airways, Visa e Western Digital divulgam resultados;- quinta-feira: o Tesouro leiloa US$ 29 bilhões em T-notes de 7 anos, devendo anunciar o resultado às 14h; 3M, Amazon.com, Bunge, Colgate-Palmolive, Dow Chemical, ExxonMobil, Facebook, Hershey, International Paper, Kimberly-Clark, KKR, McGraw-Hill, New York Times, Raytheon, Sprint Nextel, Starbucks e United Bancshares divulgam resultados; na Comex, vencem as opções de cobre e ouro para agosto;.- sexta-feira: na Comex, vencem os contratos futuros de cobre, ouro, platina e prata para julho; Chevron e Merck divulgam resultados.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta sexta-feira com quedas, em um movimento de algumas realizações, após os ganhos expressivos observados ao longo da sessão passada. Ao longo do dia, os preços variaram no lado positivo e negativo da escala de preços, com o setembro tendo ultrapassado o nível psicológico de 190,00 centavos. Entretanto, os preços não se sustentaram, influenciados, principalmente, pelos mercados externos. Com o dólar com alta expressiva, segmentos de maior risco voltaram a ser pressionados. O petróleo, por exemplo, teve um dia de retrações consideráveis, de mais de 1%, o que contribuiu para a queda do índice CRB, em 0,11%. A retração desse índice só não foi maior devido ao suporte interessante das cotações de mercados como de milho e de soja, que desconsideraram totalmente os mercados macroeconômicos e subiram fortes, refletindo a expectativa de quebras de safra nos Estados Unidos, devido ao clima. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve queda de 200 pontos, com 186,95 centavos, sendo a máxima em 190,85 e a mínima em 186,10 centavos por libra, com o dezembro tendo desvalorização de 195 pontos, com a libra a 189,60 centavos, sendo a máxima em 193,55 e a mínima em 188,85 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro teve queda de 5 dólares, com 2.187 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 3 dólares, com 2.168 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por realizações e, mesmo com as perdas desta sexta e da segunda e terça-feira, o setembro ainda conseguiu acumular valorização de 0,5% na semana. Esse força relativa vem de aspectos técnicos, como a consolidação do café acima do nível da média móvel de 100 dias. Além disso, continua a existir a preocupação quanto à produção de café no Brasil e, principalmente, quanto à qualidade dos grãos que estão chegando às mesas de comercialização do país. "O mercado deu sinal de consistência ao preservar importantes suportes ao longo desta semana, mesmo com várias pressões vendedoras como as verificadas nos primeiros dias. Nesta sexta, mesmo sofrendo com o desânimo dos mercados, estimulado por novos dados bastante negativos sobre a economia da Espanha, conseguimos manter alguns padrões interessantes", disse um trader. "As chuvas atrasaram os trabalhos de colheita da nova safra e derrubaram a produção de cafés de melhor qualidade. A incerteza quanto ao volume de cafés de boa qualidade que serão produzidos este ano pelo Brasil, esta levando muitos cafeicultores a adiarem a venda de seus melhores cafés da nova safra. Eles se assustam com a quebra no volume de bons cafés em suas colheitas e optam por aguardar um quadro mais claro da situação em todo o parque cafeeiro do Brasil", indicou o Escritório Carvalhaes, no seu comentário semanal. A produção de café do México na temporada 2012/2013 continua a ser desenvolvida sem problemas climáticos, indicou Rodolfo Trampe, presidente da Amecafé (Associação Mexicana de Café). A florada, até agora,indica que o México deverá ter uma safra maior que a da atual temporada, estimada em 4,3 milhões de sacas. "Nós iremos fazer uma projeção para a próxima safra em setembro ou outubro", ressaltou. As exportações de café do Brasil em julho, até o dia 19, somaram 834.891 sacas, contra 810.670 sacas registradas no mesmo período de junho, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 10.400 sacas, indo para 1.743.406 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 21.838 lotes, com as opções tendo 2.339 calls e 630 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 190,85, 191,00, 191,50, 192,00, 192,20, 192,50, 193,00, 193,50, 194,00, 194,50, 194,90-195,00, 195,50-195,55, 196,00, 196,50, 197,00 e 197,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 186,10-186,00, 185,50, 185,10-185,00, 184,50, 184,00, 183,50, 183,00, 182,50, 182,05-182,00, 181,50, 181,00, 180,50, 180,10-180,00, 179,50 e 179,00 centavos por libra.
Londres fecha dia com baixa, mas mantém parâmetros
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta sexta-feira com ligeiras quedas, após a posição setembro ter chegado a bater na máxima de 2.207 dólares, melhor nível de preço desde 30 de maio. Nas máximas, no entanto, foram verificadas algumas realizações. Os ganhos se desaceleraram e algumas perdas foram produzidas, até o patamar de 2.170 dólares. Nesse nível, algumas aquisições de comerciais foram identificadas. Segundo analistas internacionais, o dia foi caracterizado pela calma, após os bons ganhos observados na quinta-feira. Algumas altas foram buscadas, no entanto, diante de um cenário externo marcado pela retomada da cautela, principalmente devido a dados econômicos desfavoráveis da Espanha, o que se observou foi a interrupção da seqüência de altas, mas a manutenção de um patamar próximo do fechamento da sessão passada. "Tivemos um dia com momentos distintos, mas sem uma volatilidade mais incisiva. A retomada do pessimismo no segmento macro e o dólar em alta fizeram com que os ganhos não conseguissem ser sustentados, mas patamares importantes foram preservados", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de setembro com uma movimentação de 8,71 mil lotes, com o novembro tendo 3,86 mil lotes negociados. O spread entre as posições setembro e novembro ficou em 19 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição setembro teve queda de 5 dólares, com 2.187 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 3 dólares, com 2.168 dólares por tonelada.
DÓLAR INTERROMPE CINCO SESSÕES DE QUEDA E SOBE 0,45%, A R$ 2,025
São Paulo, 20/07/2012 -
A trégua dada pelo noticiário europeu acabou e o ciclo de queda do dólar ante o real, que durou cinco pregões, encerrou-se nesta sexta-feira. A piora veio da Espanha, onde surgiu a notícia de que a região de Valência pedirá ajuda financeira ao governo central. Também foi divulgada a revisão para baixo da estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) espanhol em 2013, de 0,2% para -0,5%. Além disso, a classificação de risco do país foi rebaixada pela sexta vez desde abril, pela agência norte-americana Egan-Jones, uma pequena, mas conhecida, concorrente das três maiores agência de rating do mundo - Moody's, Standard e Poor's e Fitch. Tudo isso ocorreu um dia após o povo espanhol demonstrar publicamente seu descontentamento com a política de contenção de gastos, em grandes manifestações ocorridas em várias cidades do país.As informações negativas abafaram o resultado favorável da teleconferência dos ministros de Finanças da zona do euro, o Eurogrupo, que aprovaram o resgate aos bancos espanhóis de até € 100 bilhões. A ajuda será fornecida pela Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês) até que o Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, em inglês) esteja disponível. Os empréstimos terão vencimento em até 12 anos e meio, sendo que os desembolsos individuais terão vencimento máximo de 15 anos. A primeira parcela está prevista em € 30 bilhões. "O cenário externo piorou e hoje é sexta-feira. Portanto a palavra de ordem foi a cautela. O dólar só engatou cinco pregões de queda porque havia uma trégua no exterior que foi interrompida hoje", disse o operador da Interbolsa Brasil, Ovídeo de Pinho Soares, ressaltando que o comportamento da moeda norte-americana no mercado doméstico seguiu o rumo registrado pela moeda também no exterior.O euro, que já vinha apresentando performance pior do que outras moedas, hoje foi às mínimas em dois anos, cotado a US$ 1,2144. Pouco depois das 17h00, caía para US$ 1,2163, de US$ 1,2280 ontem. O comportamento da moeda única hoje contaminou e prejudicou o desempenho das principais moedas emergentes.O real foi uma das penalizadas e, no fechamento, o dólar registrou alta de 0,45%, a R$ 2,025, no mercado à vista de balcão. Na BM&F, o dólar à vista encerrou o pregão a R$ 2,020, com alta de 0,05%, mas somente um negócio foi fechado. O dólar futuro agosto mostrava valorização de 0,52%, a R$ 2,275, às 17h20.
NY: EURO CAI AO MENOR NÍVEL EM ANOS ANTE IENE E DÓLAR COM PROBLEMAS NA ESPANHA E NA GRÉCIA
Nova York, 20/07/2012 -
O euro caiu hoje ao menor nível em dois anos e meio ante o dólar e em 11 anos frente ao iene em meio à crescente preocupação com a possibilidade de o governo da Espanha precisar da ajuda financeira de seus parceiros na zona do euro.Os custos de empréstimos da Espanha atingiram hoje 7,24%, um novo recorde desde a adesão do país ao euro, segundo a Tradeweb. O yield do bônus espanhol de 10 anos subiu 25 pontos-base depois de o governo regional de Valência ter pedido a ajuda de Madri para refinanciar sua dívida.No mês passado, autoridades europeias consideraram que um multibilionário pacote de resgate aos bancos espanhóis em dificuldade seria suficiente para aliviar a pressão sobre a Espanha, mas passaram-se apenas algumas semanas e os custos dos empréstimos já estão de volta a níveis considerados insustentáveis no longo prazo.Com isso, o euro chegou a cair a US$ 1,2144, nível mais baixo desde junho de 2010. Ante o iene, a moeda comum caiu a 95,34 por euro, nível mais baixo desde novembro de 2000.No fim da tarde, em Nova York, o euro era negociado a US$ 1,2155, de US$ 1,2280 ontem, e a 1,2012 por franco, de 1,2008. O iene estava cotado a 78,48 por dólar, de 78,59 ienes por dólar na última sessão, e a 95,43 por euro, de 96,51 ienes por euro ontem. A libra estava em US$ 1,5620, de US$ 1,5724 ontem. O dólar estava em 0,9880 franco suíço, de 0,9782 franco ontem. As informações são da Dow Jones.
Balanço semanal do CNC — 16 a 20/07/201220/07/2012
Semana marca a retomada de reuniões do Comitê de Pesquisa do CDPC, novas liberações de recursos do Funcafé e a aprovação da LDO no Congresso. No mercado, clima adverso e atraso na colheita dão suporte aos preços.REUNIÃO DO CDPD/CAFÉ — Na quinta-feira (19), após quatro anos sem se reunir, o Comitê Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento do Café (CDPD/Café) do Conselho Deliberativo da Política Cafeeira (CDPC) voltou a se reunir, por meio de esforços realizados pelo secretário de Produção e Agroenergia e pelo diretor do Departamento do Café do Ministério da Agricultura, Gerardo Fontelles e Edilson Alcântara, respectivamente. Na retomada das ações do fórum, o chefe geral da Embrapa Café, Gabriel Bartholo, expôs o programa de pesquisa desse braço da estatal. A apresentação veio ao encontro dos anseios do setor produtor e, dentre os pontos apresentados, o CNC destaca os prioritários, que também compõem a pauta que nós sugerimos para o Comitê
:1) Pesquisas/Editais: foco nos critérios de pesquisas direcionadas para a necessidade da cafeicultura com base na produtividade, sustentabilidade, certificação, melhoramentos genéticos, seleção dos projetos e difusão. Sugerimos, ainda, a simplificação e a desburocratização das exigências.
2) Georreferenciamento: indicação para constar na pauta da próxima reunião do CDPC, destacando sua importância para um planejamento de ações por parte da pesquisa, inclusive sobre as principais regiões produtoras, podendo ser aproveitados os levantamentos já incluídos pelas cooperativas.
3) Mecanização: investir em projetos para mecanização das colheitas como um todo e, em especial, para as áreas montanhosas.
4) Orçamento: distribuição de recursos do Consórcio Pesquisa Café para empresas estaduais de pesquisa, fundações, universidades, etc. Conhecer os critérios adotados, os valores liberados e realizar acompanhamento dos trabalhos e solicitar apresentação de relatórios com o objetivo de evitar a pulverização de recursos.
5) Manutenção institucional: destacar recursos para renovação e manutenção das estruturas de instituições de pesquisa do Consórcio que já se encontram desgastadas pelo uso. O Conselho Nacional do Café enaltece a retomada das reuniões do CDPD/Café e, principalmente, a postura do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, e do secretário executivo da Pasta, José Carlos Vaz, nesse sentido, que, em conjunto com o secretário Fontelles e o diretor Alcântara, conduzem o MAPA para uma atuação decisiva e focada no desenvolvimento do agronegócio café.
LIBERAÇÕES DO FUNCAFÉ — Na terça-feira (17), o Diário Oficial da União (DOU) trouxe a publicação de contratos firmados entre a Secretaria de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura e mais dois agentes financeiros que ficam credenciados a implementar linhas de crédito com recursos orçamentários do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). São eles: Banco Original do Agronegócio S/A e Banco Original S/A, ambos com até R$ 9,033 milhões cada para serem aplicados nas linhas de estocagem, custeio, FAC e capital de giro para indústrias de torrefação. Com esses repasses, o Fundo destinou um total de R$ 1,703 bilhão aos agentes financeiros credenciados até o momento. LDO PARA 2013 — Também na terça-feira (17), o Congresso Nacional aprovou o substitutivo ao projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2013, dando início ao período de recesso parlamentar, que se estende de 18 a 31 de julho. A matéria, que teve como relator o senador Antonio Carlos Valadares, será encaminhada à sanção presidencial. Segundo informações da Agência Câmara de Notícias, o projeto da LDO não prevê qualquer recurso para aumento do funcionalismo dos Três Poderes e do Ministério Público da União (MPU) no ano que vem. O relator, entretanto, sugere a adoção de limites com base na média do percentual de comprometimento da Receita Corrente Líquida (RCL) da União dos exercícios de 2009 a 2011. Em seu entender, a medida contribui no sentido de incitar os representantes dos servidores a continuar envidando esforços para encontrar uma regra ou critério adequado até o envio pelo Executivo, em agosto, da proposta da Lei Orçamentária da União (LOA) de 2013, a ser elaborada com base na LDO.
ANÁLISE DE MERCADO
— Mesmo com algumas realizações de lucro após os ganhos recentes e da pressão do dólar na segunda e na terça-feira passadas, o mercado cafeeiro manteve sua tendência de recuperação, impulsionado pela preocupação com a qualidade e o tamanho da safra no Brasil, em especial após as recentes chuvas que caem no cinturão produtor, retardando os trabalhos de colheita e prejudicando a qualidade dos cafés. Nesta semana, os agentes de mercado deram sinais de que tivemos, no dia 1º de julho, o menor estoque de passagem das últimas safras brasileiras, com os prognósticos oscilando entre 3,5 milhões e 4,0 milhões de sacas. Além disso, eles passaram a crer que a produção do País deverá ficar conforme a estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ou 50,45 milhões de sacas. No acumulado dos cinco pregões da semana, o contrato com vencimento em setembro de 2012, o de maior liquidez na Bolsa de Nova York, ficou praticamente estável, ao registrar leve valorização de 0,5% e encerrar a sessão desta sexta-feira (20) a 186,95 centavos de dólar por libra peso. Com a colheita da safra atual em torno de 40%, nossas cooperativas passaram informações que entre 30% e 40% do café produzido em suas áreas de atuação devem apresentar qualidade muito baixa, percentual que, mesmo com as precipitações cessando, é irrecuperável. Além disso, a reduzida oferta gerada pelo atraso na colheita e também a liberação dos recursos do Funcafé voltados a um melhor ordenamento das vendas vem dando suporte.Prova disso é o desempenho do mesmo contrato setembro/12 na ICE Futures US (NY) ao longo deste ano. No acumulado do primeiro semestre, esse vencimento registrou perdas de 27,13% na bolsa nova-iorquina, contudo, com a reversão do mercado, somente nesses 20 dias de julho a posição acumula ganhos de 9,52%. Analisando esse contexto e cientes das condições climáticas atípicas para esta época de colheita, o CNC continua recomendando aos produtores brasileiros que busquem os recursos do Funcafé para que possam fazer um melhor ordenamento de suas vendas, de maneira que obtenham preços remuneradores por seu produto e, consequentemente, renda na atividade.
ALERTA — Nesta semana, em visitas realizadas às regiões produtoras, notamos que foi expressivo o aparecimento de botões florais nos pés de café. Esse cenário é extremamente preocupante, pois, como a colheita está atrasada, os trabalhadores realizarão a cata e comprometerão esses botões que surgiram. Dessa forma, a safra 2013 no Brasil, que será naturalmente menor em função da bienalidade característica das lavouras de arábica, deverá ter seu rendimento comprometido, ficando abaixo dos volumes médios colhidos nos últimos ciclos de baixa. Atenciosamente,Silas BrasileiroPresidente Executivo do CNC Produtores assustam com a quebra no volume de bons cafés Escritório Carvalhaes Apesar das bolsas de futuro trabalharem com muita oscilação, o mercado físico de café no Brasil teve mais uma semana ativa e com muito interesse comprador. O volume de negócios só não foi maior porque as chuvas atípicas em junho último atrasaram a colheita e a entrada da nova safra no mercado. As chuvas atrasaram os trabalhos de colheita da nova safra e derrubaram a produção de cafés de melhor qualidade. A incerteza quanto ao volume de cafés de boa qualidade que serão produzidos este ano pelo Brasil, esta levando muitos cafeicultores a adiarem a venda de seus melhores cafés da nova safra. Eles se assustam com a quebra no volume de bons cafés em suas colheitas e optam por aguardar um quadro mais claro da situação em todo o parque cafeeiro do Brasil. Em setembro deveremos ter um cenário mais definido da produção brasileira de café em 2012. Chegou o período de verão no hemisfério norte, época de menor consumo e férias. Após as férias, quando as torrefadoras voltarem às compras, se preparando para o inverno, período de pico de consumo, teremos um mercado mais ativo e com disputa pelo café arábica de qualidade. A "Green Coffee Association" divulgou que os estoques americanos de café verde totalizaram 4.787.310 em 30 de junho de 2012. Uma alta de 216.532 sacas em relação às 4.570.778 sacas existentes em 31 de maio de 2012. Até o dia 19, os embarques de julho estavam em 680.337 sacas de café arábica e 89.387 sacas de café conillon, somando 769.724 sacas de café verde, mais 65.167 sacas de café solúvel, contra 810.670 sacas no mesmo dia de junho. Até o dia 19, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em julho totalizavam 1.447.674 sacas, contra 1.306.877 sacas no mesmo dia do mês anterior.
A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 13, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 20, subiu nos contratos para entrega em setembro próximo, 85 pontos ou US$ 1,13 (R$ 2,29) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em setembro próximo na ICE fecharam no dia 13 a R$ 500,72/saca e hoje, dia 20, a R$ 501,02/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em setembro, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 200 pontos.
DRAGHI: BCE NÃO TEM "TABUS" EM AJUDAR NA RECUPERAÇÃO DE ECONOMIAS DA Z.EURO
Nova York, 21/07/2012 -
O Banco Central Europeu (BCE) não tem "tabus" em ajudar as economias da zona do euro que devem começar a se recuperar lentamente no fim deste ano, disse o presidente da instituição, Mario Draghi, em entrevistapublicada na edição deste sábado do jornal Le Monde.Draghi afirmou que a zona do euro vai evitar entrar em recessão, embora "desde o início do ano a deterioração da economia que nós temíamos vai, em parte, tornar-se realidade. A situação piorou gradualmente, mas não ao ponto em que vai levar todas as economias da zona do euro para a recessão", disse, segundo o jornal."Ainda acreditamos em uma recuperação gradual no fim deste ano ou no início do próximo", afirmou, observando que o alívio nas taxas de juro do BCE no fim do ano passado e mais cedo neste mês vai começar a ser sentido."Estamos bastante abertos e não temos tabus" sobre tomar ações para ajudar na recuperação econômica, disse Draghi. "Reduzimos as taxas de juro abaixo de 1% porque esperávamos que a inflação ficasse perto ou abaixo de 2% no começo do próximo ano. Agora, provavelmente, isso vai ocorrer antes do fim deste ano", afirmou, acrescentando que o BCE está também preparado para agir se identificar um risco de deflação.Draghi disse que o papel do BCE está aumentando e agora engloba a defesa do euro uma vez que a moeda precisa lidar com circunstâncias extraordinárias, entre elas déficits públicos elevados, falta de competitividade e desequilíbrios insustentáveis. Ele afirmou categoricamente que o futuro do euro "absolutamente não" está em questão. As informações são da Dow Jones.
EUA: BERNANKE FALA NA PRÓXIMA 3ªF; BOEING E EXXONMOBIL DIVULGAM RESULTADOS NA SEMANA
São Paulo, 20/07/2012 - Dois dirigentes do Federal Reserve norte-americano falam em público na próxima semana, a diretora Sarah Bloom Raskin na segunda-feira e o presidente Ben Bernanke na terça. A temporada de divulgação de resultados financeiros de empresas esquenta, com nomes como Boeing, DuPont, ExxonMobil, McDonald's e Facebook. Os horários são de Brasília.- segunda-feira: às 20h, a diretora do Federal Reserve Sarah Bloom Raskin fala sobre bancos comunitários em conferência da Graduate School of Banking em Boulder (Colorado); Halliburton, McDonald's Texas Instruments e Zions Bancorp divulgam resultados;- terça-feira: às 9h45, o presidente do Fed, Ben Bernanke, fala sobre educação na primeira infância durante conferência do Fundo Nacional de Defesa da Infância, em Cincinnati (Ohio); o Tesouro leiloa US$ 35 bilhões em T-notes de 2 anos, devendo anunciar o resultado às 14h; AK Steel, Apple, AT&T, DuPont, Lockheed Martin, UPS e Whirlpool divulgam resultados;- quarta-feira: o Tesouro leiloa US$ 35 bilhões em T-notes de 5 anos, devendo anunciar o resultado às 14h; Boeing, Bristol-Myers Squibb, Caterpillar, ConocoPhillips, Corning, Delta Air Lines, Eli Lilly, Ford, General Dynamics, JetBlue Airways; Nasdaq OMX, Northrop Grumman, PepsiCo, US Airways, Visa e Western Digital divulgam resultados;- quinta-feira: o Tesouro leiloa US$ 29 bilhões em T-notes de 7 anos, devendo anunciar o resultado às 14h; 3M, Amazon.com, Bunge, Colgate-Palmolive, Dow Chemical, ExxonMobil, Facebook, Hershey, International Paper, Kimberly-Clark, KKR, McGraw-Hill, New York Times, Raytheon, Sprint Nextel, Starbucks e United Bancshares divulgam resultados; na Comex, vencem as opções de cobre e ouro para agosto;.- sexta-feira: na Comex, vencem os contratos futuros de cobre, ouro, platina e prata para julho; Chevron e Merck divulgam resultados.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Café na ICE volta a sofrer pressão e fecha dia com nova retração
Café na ICE volta a sofrer pressão e fecha dia com nova retração
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com novas queda, mas com a posição setembro conseguindo se manter acima do nível de 180,00 centavos, ainda que tenha rompido esse intervalo ao longo do pregão. O dia foi caracterizado por novas vendas especulativas, com os baixistas, aos poucos, conseguindo efetuar alguns movimentos corretivos, após as altas consistentes registradas para o café ao longo das últimas semanas. A sessão foi caracterizada por atividades predominantemente técnicas, com algumas vendas mais efetivas ao longo do dia. No entanto, nas mínimas, foram observadas algumas aquisições de empresas comerciais, que permitiram fazer com que as perdas desacelerassem relativamente. Vários players continuam atentos ao clima no Brasil. Algumas das mais importantes áreas cafeeiras do país tiveram chuvas nas últimas horas, ainda que não tenham sido das mais fortes. As chuvas já afetaram consideravelmente a safra do país, ao provocar quedas de grãos e colocar em xeque o potencial da produção de grãos de maior qualidade, em uma temporada em que vários participantes trabalhavam com a perspectiva de um volume recorde de produção. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve queda de 210 pontos, com 181,85 centavos, sendo a máxima em 184,35 e a mínima em 179,00 centavos por libra, com o dezembro tendo desvalorização de 210 pontos, com a libra a 185,05 centavos, sendo a máxima em 187,50 e a mínima em 182,35 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro teve queda de 6 dólares, com 2.083 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 4 dólares, com 2.079 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o café sofreu alguma pressão ao longo do dia, principalmente, devido ao dólar, que voltou a registrar alguns ganhos e estimulou os vendedores a processar algumas liquidações, aproveitando, desse modo, para realizar lucros em outras moedas. Por sua vez, o café conseguiu sustentar alguns patamares e fechou o dia, por exemplo, acima da média móvel de 100 dias, que hoje está em 179,25 centavos por libra e que é um importante referencial de médio prazo. "Ainda estamos conseguindo manter patamares importantes, sendo que o setembro tem um suporte mais efetivo no patamar de 175,10 centavos. Caso esse nível sejam rompido, é possível que tenhamos uma ampliação das liquidações. Por outro lado, a principal resistência para o café neste momento está em 192,20 centavos por libra. Tecnicamente, o mercado tendo a ficar próximo da estabilidade, principalmente após as correções destes dois primeiro dia da semana, mas também temos de ficar atento aos mercados externos, já que o nervosismo com a crise na zona do euro e a fraqueza da economia norte-americana se mantém constante", disse um trader. Ao longo desta terça, vários mercados se mostraram mais apreensivos país o presidente do Federal Reserve (equivalente ao banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, indicar, em discurso no Congresso norte-americano, que os dados sobre a economia do país têm sido decepcionantes e que a redução do número de desempregados e a recuperação da economia devem ser frustrantemente lentas. Segundo Bernanke, os indicadores recentes representam um revés para o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, antes das eleições presidenciais de novembro. Ele previu um desempenho lento da economia norte-americana para 2012 e 2013. As exportações de café do Brasil em julho, até o dia 16, somaram 496.235 sacas, contra 510.367 sacas registradas no mesmo período de junho, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 10.765 sacas, indo para 1.714.046 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 19.674 lotes, com as opções tendo 1.227 calls e 727 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 184,35, 184,50, 184,90-185,00, 185,50, 186,00, 186,50, 187,00, 187,50, 188,00, 188,20 188,50, 189,00, 189,50, 189,90-190,00 e 190,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 179,00, 178,50, 178,15, 178,00, 177,50, 177,00, 176,50, 176,00, 175,50, 175,10-175,00, 174,50, 174,00, 173,50 e 173,00 centavos por libra.
Londres varia pouco e fecha dia com retração ligeira
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta terça-feira com ligeiras quedas, após as cotações passaram, a maior parte do dia, flutuando no lado positivo da escala de preços. O setembro buscou testar o nível de 2.100 dólares, mas encontrou algumas vendas mais efetivas próximas desse objetivo. Sem esse rompimento, algumas realizações foram processadas e o fechamento ficou no lado negativo. De acordo com analistas internacionais, o dia não apresentou maiores novidades. No clima de "mais do mesmo", o setembro variou, ao longo desta terça num range de 23 dólares. A segunda posição chegou a bater no nível de 2.073 dólares, mas nessa marca encontrou algumas aquisições por parte de comerciais torrefadores. O volume negociado foi bastante limitado e focado apenas no setembro e novembro. "Tivemos alguns movimentos para cima e para baixo, sem, no entanto, conseguirmos construir uma tendência, algo que ficou efetivado no encerramento com apenas ligeiras retrações. O mercado se mostra consolidado, com uma tendência à neutralidade, ao menos no curto prazo", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de setembro com uma movimentação de 4,64 mil lotes, com o novembro tendo 2,29 mil lotes negociados. O spread entre as posições setembro e novembro ficou em 4 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição setembro teve queda de 6 dólares, com 2.083 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 4 dólares, com 2.079 dólares por tonelada.
BERNANKE E FLUXO ALIMENTAM VAIVÉM DE EXPECTATIVAS E COTAÇÕES DO DÓLAR
São Paulo, 17/07/2012 -
O dia foi do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, que deu seu depoimento semestral sobre as condições da economia e política monetária dos Estados Unidos no Comitê de Bancos do Senado daquele país e foi ouvido pelos mercados financeiros do mundo inteiro. Primeiro, os investidores operaram na expectativa de que ele sinalizasse a adoção de uma nova medida de estímulo à atividade. Num segundo momento, mostraram-se decepcionados com a falta de indícios de que haverá uma ação no curto prazo. Por fim, retomaram certo otimismo diante da declaração de que o Fed está disposto a agir, tem instrumentos e perante o fato de Bernanke ter incluído um outro programa de compra de bônus, mais conhecido como relaxamento monetário quantitativo (QE, na sigla em inglês), entre as possibilidades.No mercado doméstico de câmbio, esse vaivém das expectativas refletiu-se em volatilidade e colocou o dólar a R$ 2,027 no fechamento, com perda de 0,44%, no mercado à vista de balcão. Na BM&F, o pronto encerrou o dia a R$ 2,025, com queda de 0,49% e o contrato futuro de agosto negociava a moeda norte-americana a R$ 2,0275, com recuo de 0,64% às 17h10.Lá fora, o euro também oscilou. Às 17h16, valia US$ 1,2297, acima de US$ 1,2272 registrado no fim da tarde de ontem em Nova York, mas abaixo de US$ 1,2301 registrado logo cedo, quando as expectativas em relação ao pronunciamento de Bernanke estavam no auge do otimismo.Internamente, o destaque do dia ficou com o volume negociado, que se mostrou acima do normal desde cedo. Segundo operadores, a movimentação foi ampliada por uma operação de saída de recursos pelo segmento financeiro, que junto com a frustração inicial sobre o discurso de Bernanke, ajudou a levar o dólar à máxima de R$ 2,040 no mercado à vista de balcão. Porém, nenhum dos profissionais ouvidos pela Agência Estado arriscou identificar os investidores envolvidos."Deu para perceber o movimento mais fortemente pelo cupom cambial (taxa de juros em dólar)", explicou um especialista. Segundo ele, a taxa, que ficou em 0,93% no fim do pregão de ontem, chegou a bater máxima de 1,24% nesta terça-feira, e terminou o dia a 1,10%. Na clearing da BM&F, às 17h13, o volume registrado estava em US$ 2,9 bilhões.Hoje, com o rompimento para baixo da marca de R$ 2,03, depois de melhoradas as expectativas no exterior e absorvida a saída de dólares, surgiu no mercado a percepção de que se não houver notícia ruim nova no exterior, bem lentamente, o dólar caminhará para encostar em R$ 2,00. Se isso se confirmar, devem ser retomada a especulação em torno de eventuais atuações do Banco Central. A conferir.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com novas queda, mas com a posição setembro conseguindo se manter acima do nível de 180,00 centavos, ainda que tenha rompido esse intervalo ao longo do pregão. O dia foi caracterizado por novas vendas especulativas, com os baixistas, aos poucos, conseguindo efetuar alguns movimentos corretivos, após as altas consistentes registradas para o café ao longo das últimas semanas. A sessão foi caracterizada por atividades predominantemente técnicas, com algumas vendas mais efetivas ao longo do dia. No entanto, nas mínimas, foram observadas algumas aquisições de empresas comerciais, que permitiram fazer com que as perdas desacelerassem relativamente. Vários players continuam atentos ao clima no Brasil. Algumas das mais importantes áreas cafeeiras do país tiveram chuvas nas últimas horas, ainda que não tenham sido das mais fortes. As chuvas já afetaram consideravelmente a safra do país, ao provocar quedas de grãos e colocar em xeque o potencial da produção de grãos de maior qualidade, em uma temporada em que vários participantes trabalhavam com a perspectiva de um volume recorde de produção. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve queda de 210 pontos, com 181,85 centavos, sendo a máxima em 184,35 e a mínima em 179,00 centavos por libra, com o dezembro tendo desvalorização de 210 pontos, com a libra a 185,05 centavos, sendo a máxima em 187,50 e a mínima em 182,35 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro teve queda de 6 dólares, com 2.083 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 4 dólares, com 2.079 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o café sofreu alguma pressão ao longo do dia, principalmente, devido ao dólar, que voltou a registrar alguns ganhos e estimulou os vendedores a processar algumas liquidações, aproveitando, desse modo, para realizar lucros em outras moedas. Por sua vez, o café conseguiu sustentar alguns patamares e fechou o dia, por exemplo, acima da média móvel de 100 dias, que hoje está em 179,25 centavos por libra e que é um importante referencial de médio prazo. "Ainda estamos conseguindo manter patamares importantes, sendo que o setembro tem um suporte mais efetivo no patamar de 175,10 centavos. Caso esse nível sejam rompido, é possível que tenhamos uma ampliação das liquidações. Por outro lado, a principal resistência para o café neste momento está em 192,20 centavos por libra. Tecnicamente, o mercado tendo a ficar próximo da estabilidade, principalmente após as correções destes dois primeiro dia da semana, mas também temos de ficar atento aos mercados externos, já que o nervosismo com a crise na zona do euro e a fraqueza da economia norte-americana se mantém constante", disse um trader. Ao longo desta terça, vários mercados se mostraram mais apreensivos país o presidente do Federal Reserve (equivalente ao banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, indicar, em discurso no Congresso norte-americano, que os dados sobre a economia do país têm sido decepcionantes e que a redução do número de desempregados e a recuperação da economia devem ser frustrantemente lentas. Segundo Bernanke, os indicadores recentes representam um revés para o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, antes das eleições presidenciais de novembro. Ele previu um desempenho lento da economia norte-americana para 2012 e 2013. As exportações de café do Brasil em julho, até o dia 16, somaram 496.235 sacas, contra 510.367 sacas registradas no mesmo período de junho, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 10.765 sacas, indo para 1.714.046 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 19.674 lotes, com as opções tendo 1.227 calls e 727 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 184,35, 184,50, 184,90-185,00, 185,50, 186,00, 186,50, 187,00, 187,50, 188,00, 188,20 188,50, 189,00, 189,50, 189,90-190,00 e 190,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 179,00, 178,50, 178,15, 178,00, 177,50, 177,00, 176,50, 176,00, 175,50, 175,10-175,00, 174,50, 174,00, 173,50 e 173,00 centavos por libra.
Londres varia pouco e fecha dia com retração ligeira
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta terça-feira com ligeiras quedas, após as cotações passaram, a maior parte do dia, flutuando no lado positivo da escala de preços. O setembro buscou testar o nível de 2.100 dólares, mas encontrou algumas vendas mais efetivas próximas desse objetivo. Sem esse rompimento, algumas realizações foram processadas e o fechamento ficou no lado negativo. De acordo com analistas internacionais, o dia não apresentou maiores novidades. No clima de "mais do mesmo", o setembro variou, ao longo desta terça num range de 23 dólares. A segunda posição chegou a bater no nível de 2.073 dólares, mas nessa marca encontrou algumas aquisições por parte de comerciais torrefadores. O volume negociado foi bastante limitado e focado apenas no setembro e novembro. "Tivemos alguns movimentos para cima e para baixo, sem, no entanto, conseguirmos construir uma tendência, algo que ficou efetivado no encerramento com apenas ligeiras retrações. O mercado se mostra consolidado, com uma tendência à neutralidade, ao menos no curto prazo", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de setembro com uma movimentação de 4,64 mil lotes, com o novembro tendo 2,29 mil lotes negociados. O spread entre as posições setembro e novembro ficou em 4 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição setembro teve queda de 6 dólares, com 2.083 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 4 dólares, com 2.079 dólares por tonelada.
BERNANKE E FLUXO ALIMENTAM VAIVÉM DE EXPECTATIVAS E COTAÇÕES DO DÓLAR
São Paulo, 17/07/2012 -
O dia foi do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, que deu seu depoimento semestral sobre as condições da economia e política monetária dos Estados Unidos no Comitê de Bancos do Senado daquele país e foi ouvido pelos mercados financeiros do mundo inteiro. Primeiro, os investidores operaram na expectativa de que ele sinalizasse a adoção de uma nova medida de estímulo à atividade. Num segundo momento, mostraram-se decepcionados com a falta de indícios de que haverá uma ação no curto prazo. Por fim, retomaram certo otimismo diante da declaração de que o Fed está disposto a agir, tem instrumentos e perante o fato de Bernanke ter incluído um outro programa de compra de bônus, mais conhecido como relaxamento monetário quantitativo (QE, na sigla em inglês), entre as possibilidades.No mercado doméstico de câmbio, esse vaivém das expectativas refletiu-se em volatilidade e colocou o dólar a R$ 2,027 no fechamento, com perda de 0,44%, no mercado à vista de balcão. Na BM&F, o pronto encerrou o dia a R$ 2,025, com queda de 0,49% e o contrato futuro de agosto negociava a moeda norte-americana a R$ 2,0275, com recuo de 0,64% às 17h10.Lá fora, o euro também oscilou. Às 17h16, valia US$ 1,2297, acima de US$ 1,2272 registrado no fim da tarde de ontem em Nova York, mas abaixo de US$ 1,2301 registrado logo cedo, quando as expectativas em relação ao pronunciamento de Bernanke estavam no auge do otimismo.Internamente, o destaque do dia ficou com o volume negociado, que se mostrou acima do normal desde cedo. Segundo operadores, a movimentação foi ampliada por uma operação de saída de recursos pelo segmento financeiro, que junto com a frustração inicial sobre o discurso de Bernanke, ajudou a levar o dólar à máxima de R$ 2,040 no mercado à vista de balcão. Porém, nenhum dos profissionais ouvidos pela Agência Estado arriscou identificar os investidores envolvidos."Deu para perceber o movimento mais fortemente pelo cupom cambial (taxa de juros em dólar)", explicou um especialista. Segundo ele, a taxa, que ficou em 0,93% no fim do pregão de ontem, chegou a bater máxima de 1,24% nesta terça-feira, e terminou o dia a 1,10%. Na clearing da BM&F, às 17h13, o volume registrado estava em US$ 2,9 bilhões.Hoje, com o rompimento para baixo da marca de R$ 2,03, depois de melhoradas as expectativas no exterior e absorvida a saída de dólares, surgiu no mercado a percepção de que se não houver notícia ruim nova no exterior, bem lentamente, o dólar caminhará para encostar em R$ 2,00. Se isso se confirmar, devem ser retomada a especulação em torno de eventuais atuações do Banco Central. A conferir.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Café na ICE Futures tem correção e fecha dia com perdas
Café na ICE Futures tem correção e fecha dia com perdas
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com quedas, em um dia de relativa volatilidade. Na primeira parte do dia, o setembro chegou a acumular algumas altas e bater em níveis superiores aos das máximas da sessão anterior, no entanto, algumas ordens de vendas de especuladores e fundos passaram a ser empreendidas e o direcionamento das cotações sofreu uma mudança. Apesar das baixas, a segunda posição não tentou buscar o suporte de 180,00 centavos, o que foi um indicador de que os players tiveram uma ação apenas pontual, com o viés de neutro a altista de curto prazo continuando a ser privilegiado. Um operador indicou que o mercado dá alguns sinais de estar sobrecomprado, principalmente após ter batido na máxima de três meses na semana passada, com um volume alto de coberturas de posições short. Desse modo, algumas correções foram estimuladas e as baixas se verificaram nesta segunda. Esse operador, no entanto ressaltou que a fixação de preços por parte de produtores do Brasil e da Colômbia ajudou a prevenir quedas mais incisivas na bolsa norte-americana. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve queda de 215 pontos, com 183,95 centavos, sendo a máxima em 188,20 e a mínima em 183,05 centavos por libra, com o dezembro tendo desvalorização de 205 pontos, com a libra a 187,15 centavos, sendo a máxima em 191,00 e a mínima em 186,30 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro teve alta de 26 dólares, com 2.089 dólares por tonelada, com o novembro tendo valorização de 15 dólares, com 2.083 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por uma relativa volatilidade na bolsa norte-americana, com o setembro chegando a flutuar no nível de 188,00 centavos para, na seqüência, ser pressionado e bater no intervalo de 183,00 centavos. Os mercados externos se mostraram positivos para várias commodities, que conseguiram registrar ganhos estimuladas, principalmente, pelo dólar em queda em relação a uma série de moedas internacionais. "Acredito que devemos ler as baixas como um movimento corretivo, após as altas seguidas recentes e pelo fato de não termos tentado, novamente, romper os 192,20 centavos, que foi a máxima recente. Por outro lado, não parece haver 'fôlego' dos vendedores em buscar um suporte mais efetivo, como de 175,10 centavos, ao menos não com a atual configuração do mercado, que parece ser mais positiva que negativa, pelo menos no curto prazo", indicou um trader. "Enquanto os cafés do Brasil, que no mês de junho teve o menor volume exportado desde junho de 2008, vêm seus diferenciais se manterem firmes, os suaves, incluindo Colômbia, barateiam no mercado internacional. Reflexo da disponibilidade dos grãos, que, inclusive, tem aumentado os certificados da ICE, assim como de uma maior procura para alternativas mais econômicas, e também em função das férias no hemisfério Norte. O momento para os preços futuros continua positivo, e com os fundos ainda vendidos parece que podemos ver os preços acima do intervalo entre 170 e 190 centavos. Os 200 centavos por libra volta a ser um alvo para o curto prazo", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, da Archer Consulting. Os estoques de café nos Estados Unidos tiveram alta de 4,73% — 216.532 sacas — no final de junho, totalizando 4.787.310 sacas, informou a GCA (Green Coffee Association). No final de maio, os estoques do país eram de 4.570.778 sacas. A maior alta de estoques foi verificada no armazém de Houston, com aumento de 76.720 sacas e maior baixa foi em Laredo, com queda de 7.000 sacas. As exportações de café do Brasil em julho, até o dia 13, somaram 336.750 sacas, contra 400.948 sacas registradas no mesmo período de junho, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 12.299 sacas, indo para 1.703.281 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 18.152 lotes, com as opções tendo 1.062 calls e 1.003 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 188,20 188,50, 189,00, 189,50, 189,90-190,00, 190,50, 191,00, 191,50, 192,00, 192,20, 192,50, 193,00 e 193,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 183,05-183,00, 182,50, 182,20, 182,00, 181,50, 181,00, 180,50, 180,10-180,00, 179,50, 179,00, 178,50, 178,15, 178,00, 177,50, 177,00, 176,50, 176,00 e 175,50 centavos por libra.
Café volta a demonstrar força e tem nova alta em Londres
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta segunda-feira com altas, com ganhos mais fortes para as primeiras posições, em uma dia caracterizado por compras especulativas. A posição setembro, mais uma vez, flutuou dentro do intervalo de 2.000 dólares, tendo batido na máxima de 2.093 dólares. De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado pela continuidade das ações verificadas ao longo dos últimos dias, com os preços se mostrando consideravelmente confortáveis acima dos 2.000 dólares, porém, sem conseguir testar o patamar de 2.100 dólares. Esses analistas indicaram que a bolsa londrina também se beneficiou do comportamento do dólar, que recuou em relação a uma cesta de moedas internacionais, abrindo, portanto, espaço para algumas aquisições em mercados como de commodities. "Tivemos uma continuidade dos ganhos da sexta-feira. Embora não tão consistentes quanto aqueles observados na última sessão, mas com potencial para fazer o setembro se aproximar do nível de 2.100 dólares, num movimento gráfico que dá um indicativo de potencial de recuperação", apontou um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de setembro com uma movimentação de 5,05 mil lotes, com o novembro tendo 1,83 mil lotes negociados. O spread entre as posições setembro e novembro ficou em 6 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição setembro teve alta de 26 dólares, com 2.089 dólares por tonelada, com o novembro tendo valorização de 15 dólares, com 2.083 dólares por tonelada.
DÓLAR OSCILA COM NOTICIÁRIO DO DIA E FECHA PERTO DA ESTABILIDADE
São Paulo, 16/07/2012 -
Como definiu um experiente operador, "o dólar está enjaulado", em um cenário macroeconômico de incertezas, aqui e no exterior, e nas intervenções do Banco Central. São dois fatores que, há vários dias, se mostram suficientemente fortes para impedir que os investidores arrisquem novas posições. Assim, o ambiente de negócios do mercado doméstico de câmbio limita-se a operações criadas pelo fluxo efetivo de recursos e pequenas operações especulativas diárias, surgidas de acordo com o noticiário.Isso gera forte volatilidade, mas dentro de uma faixa estreita de cotações. O pregão desta segunda-feira, por exemplo, registrou mínima de R$ 2,033 (-0,20%) e máxima de R$ 2,043 (+0,29%) no mercado à vista de balcão, com variação de 0,49% entre as duas pontas. No fechamento, a moeda norte-americana ficou em R$ 2,036, com perda de somente 0,05% ante os R$ 2,037 do encerramento dos negócios da sexta-feira. No mercado à vista da BM&F, a moeda também ficou perto da estabilidade, cotada a R$ 2,035, com alta de somente 0,02%. Às 17h35, o dólar futuro para agosto apresentava queda de 0,02% a R$ 2,0425.Hoje, as informações de destaque que geraram oportunidades e negócios referiram-se, mais uma vez, ao crescimento econômico global. E, de novo, as novidades foram negativas. Internamente, a pesquisa Focus captou outra revisão para pior nas estimativas para o PIB que, agora, estão em 1,9%. Na China, durante o fim de semana, o premiê alertou que a recuperação do país ainda não é estável. Na manhã de hoje, pesaram ainda os dados de vendas no varejo dos Estados Unidos piores do que esperado e as projeções do FMI, reduzindo a previsão para o crescimento da economia mundial.No conjunto de revisões, o FMI piorou suas estimativas para a economia chinesa neste ano e no próximo e alertou para a possibilidade de um pouso forçado no país no médio prazo. De acordo com o fundo, a expansão da China, que era estimada anteriormente em 8,2%, deve ficar em 8,0% neste ano. Para 2013 passou de 8,8% para 8,5% em 2013. Vale lembrar que o país ajustou a meta oficial de crescimento para baixo e hoje ela está em 7,5% para este ano.O Brasil não escapou e o ajuste foi maior. De acordo com o FMI, o PIB nacional deve ficar em 2,5%, ante 3,1% projetados anteriormente.Os operadores têm dito que, para tirar o dólar do marasmo atual, um dos fatores mais prováveis seria uma medida de incentivo à economia adotada nos Estados Unidos. Nesse sentido, os dados fracos da economia dos EUA divulgados hoje aumentaram as expectativas em relação ao depoimento que o presidente do Federal Reserve norte-americano, Ben
Bernanke, fará amanhã sobre as condições da economia e a política monetária no Comitê de Bancos do Senado dos EUA, em Washington. O evento será às 11 horas de Brasília.
DÓLAR RECUA EM REAÇÃO A INDICADOR DE VENDAS;
MERCADO AGUARDA BERNANKE
Nova York, 16/07/2012 -
O dólar caiu frente às principais moedas, depois de o indicador de vendas no varejo nos EUA em junho alimentar as expectativas de que o Federal Reserve adotará novas medidas de estímulo à economia. As vendas no varejo recuaram pelo terceiro mês consecutivo em junho e o recuo foi de 0,5%, quando os economistas previam um crescimento de 0,2%.Traders disseram que outro fator para o recuo do dólar foi o rebaixamento da projeção de crescimento do PIB dos EUA pelo FMI, na véspera de um importante depoimento do presidente do Fed, Ben Bernanke, a um comitê do Senado norte-americano."Muitas pessoas eram da opinião de que embora um novo relaxamento quantitativo da política monetária do Fed fosse uma possibilidade, ela ainda estaria vários passos adiante na estrada; mas agora existem indicações de que Bernanke está muito mais próximo de puxar o gatilho do que as pessoas pensavam", comentou o estrategista Andrew Wilkinson, da Miller, Tabak & Co.Para Charles St. Arnaud, estrategista da Nomura Securities, moedas como o dólar australiano e o dólar canadense deverão subir caso Bernanke dê alguma indicação forte de novas medidas do Fed; ele observou que as ações anteriores de relaxamento quantitativo fizeram subir os preços das commodities e acabaram beneficiando as moedas de economias que dependem fortemente de exportações de commodities.No fim da tarde em Nova York, o euro estava cotado a US$ 1,2272, de US$ 1,2250 na sexta-feira; o iene estava cotado a 78,87 por dólar, de 79,19 por dólar na sexta-feira. Frente ao iene, o euro estava cotado a ¥ 96,79, de ¥ 97,01 na sexta-feira. A libra estava cotada a US$ 1,5636, de US$ 1,5576 na sexta-feira.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta segunda-feira com quedas, em um dia de relativa volatilidade. Na primeira parte do dia, o setembro chegou a acumular algumas altas e bater em níveis superiores aos das máximas da sessão anterior, no entanto, algumas ordens de vendas de especuladores e fundos passaram a ser empreendidas e o direcionamento das cotações sofreu uma mudança. Apesar das baixas, a segunda posição não tentou buscar o suporte de 180,00 centavos, o que foi um indicador de que os players tiveram uma ação apenas pontual, com o viés de neutro a altista de curto prazo continuando a ser privilegiado. Um operador indicou que o mercado dá alguns sinais de estar sobrecomprado, principalmente após ter batido na máxima de três meses na semana passada, com um volume alto de coberturas de posições short. Desse modo, algumas correções foram estimuladas e as baixas se verificaram nesta segunda. Esse operador, no entanto ressaltou que a fixação de preços por parte de produtores do Brasil e da Colômbia ajudou a prevenir quedas mais incisivas na bolsa norte-americana. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve queda de 215 pontos, com 183,95 centavos, sendo a máxima em 188,20 e a mínima em 183,05 centavos por libra, com o dezembro tendo desvalorização de 205 pontos, com a libra a 187,15 centavos, sendo a máxima em 191,00 e a mínima em 186,30 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro teve alta de 26 dólares, com 2.089 dólares por tonelada, com o novembro tendo valorização de 15 dólares, com 2.083 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por uma relativa volatilidade na bolsa norte-americana, com o setembro chegando a flutuar no nível de 188,00 centavos para, na seqüência, ser pressionado e bater no intervalo de 183,00 centavos. Os mercados externos se mostraram positivos para várias commodities, que conseguiram registrar ganhos estimuladas, principalmente, pelo dólar em queda em relação a uma série de moedas internacionais. "Acredito que devemos ler as baixas como um movimento corretivo, após as altas seguidas recentes e pelo fato de não termos tentado, novamente, romper os 192,20 centavos, que foi a máxima recente. Por outro lado, não parece haver 'fôlego' dos vendedores em buscar um suporte mais efetivo, como de 175,10 centavos, ao menos não com a atual configuração do mercado, que parece ser mais positiva que negativa, pelo menos no curto prazo", indicou um trader. "Enquanto os cafés do Brasil, que no mês de junho teve o menor volume exportado desde junho de 2008, vêm seus diferenciais se manterem firmes, os suaves, incluindo Colômbia, barateiam no mercado internacional. Reflexo da disponibilidade dos grãos, que, inclusive, tem aumentado os certificados da ICE, assim como de uma maior procura para alternativas mais econômicas, e também em função das férias no hemisfério Norte. O momento para os preços futuros continua positivo, e com os fundos ainda vendidos parece que podemos ver os preços acima do intervalo entre 170 e 190 centavos. Os 200 centavos por libra volta a ser um alvo para o curto prazo", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, da Archer Consulting. Os estoques de café nos Estados Unidos tiveram alta de 4,73% — 216.532 sacas — no final de junho, totalizando 4.787.310 sacas, informou a GCA (Green Coffee Association). No final de maio, os estoques do país eram de 4.570.778 sacas. A maior alta de estoques foi verificada no armazém de Houston, com aumento de 76.720 sacas e maior baixa foi em Laredo, com queda de 7.000 sacas. As exportações de café do Brasil em julho, até o dia 13, somaram 336.750 sacas, contra 400.948 sacas registradas no mesmo período de junho, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 12.299 sacas, indo para 1.703.281 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 18.152 lotes, com as opções tendo 1.062 calls e 1.003 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 188,20 188,50, 189,00, 189,50, 189,90-190,00, 190,50, 191,00, 191,50, 192,00, 192,20, 192,50, 193,00 e 193,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 183,05-183,00, 182,50, 182,20, 182,00, 181,50, 181,00, 180,50, 180,10-180,00, 179,50, 179,00, 178,50, 178,15, 178,00, 177,50, 177,00, 176,50, 176,00 e 175,50 centavos por libra.
Café volta a demonstrar força e tem nova alta em Londres
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta segunda-feira com altas, com ganhos mais fortes para as primeiras posições, em uma dia caracterizado por compras especulativas. A posição setembro, mais uma vez, flutuou dentro do intervalo de 2.000 dólares, tendo batido na máxima de 2.093 dólares. De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado pela continuidade das ações verificadas ao longo dos últimos dias, com os preços se mostrando consideravelmente confortáveis acima dos 2.000 dólares, porém, sem conseguir testar o patamar de 2.100 dólares. Esses analistas indicaram que a bolsa londrina também se beneficiou do comportamento do dólar, que recuou em relação a uma cesta de moedas internacionais, abrindo, portanto, espaço para algumas aquisições em mercados como de commodities. "Tivemos uma continuidade dos ganhos da sexta-feira. Embora não tão consistentes quanto aqueles observados na última sessão, mas com potencial para fazer o setembro se aproximar do nível de 2.100 dólares, num movimento gráfico que dá um indicativo de potencial de recuperação", apontou um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de setembro com uma movimentação de 5,05 mil lotes, com o novembro tendo 1,83 mil lotes negociados. O spread entre as posições setembro e novembro ficou em 6 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição setembro teve alta de 26 dólares, com 2.089 dólares por tonelada, com o novembro tendo valorização de 15 dólares, com 2.083 dólares por tonelada.
DÓLAR OSCILA COM NOTICIÁRIO DO DIA E FECHA PERTO DA ESTABILIDADE
São Paulo, 16/07/2012 -
Como definiu um experiente operador, "o dólar está enjaulado", em um cenário macroeconômico de incertezas, aqui e no exterior, e nas intervenções do Banco Central. São dois fatores que, há vários dias, se mostram suficientemente fortes para impedir que os investidores arrisquem novas posições. Assim, o ambiente de negócios do mercado doméstico de câmbio limita-se a operações criadas pelo fluxo efetivo de recursos e pequenas operações especulativas diárias, surgidas de acordo com o noticiário.Isso gera forte volatilidade, mas dentro de uma faixa estreita de cotações. O pregão desta segunda-feira, por exemplo, registrou mínima de R$ 2,033 (-0,20%) e máxima de R$ 2,043 (+0,29%) no mercado à vista de balcão, com variação de 0,49% entre as duas pontas. No fechamento, a moeda norte-americana ficou em R$ 2,036, com perda de somente 0,05% ante os R$ 2,037 do encerramento dos negócios da sexta-feira. No mercado à vista da BM&F, a moeda também ficou perto da estabilidade, cotada a R$ 2,035, com alta de somente 0,02%. Às 17h35, o dólar futuro para agosto apresentava queda de 0,02% a R$ 2,0425.Hoje, as informações de destaque que geraram oportunidades e negócios referiram-se, mais uma vez, ao crescimento econômico global. E, de novo, as novidades foram negativas. Internamente, a pesquisa Focus captou outra revisão para pior nas estimativas para o PIB que, agora, estão em 1,9%. Na China, durante o fim de semana, o premiê alertou que a recuperação do país ainda não é estável. Na manhã de hoje, pesaram ainda os dados de vendas no varejo dos Estados Unidos piores do que esperado e as projeções do FMI, reduzindo a previsão para o crescimento da economia mundial.No conjunto de revisões, o FMI piorou suas estimativas para a economia chinesa neste ano e no próximo e alertou para a possibilidade de um pouso forçado no país no médio prazo. De acordo com o fundo, a expansão da China, que era estimada anteriormente em 8,2%, deve ficar em 8,0% neste ano. Para 2013 passou de 8,8% para 8,5% em 2013. Vale lembrar que o país ajustou a meta oficial de crescimento para baixo e hoje ela está em 7,5% para este ano.O Brasil não escapou e o ajuste foi maior. De acordo com o FMI, o PIB nacional deve ficar em 2,5%, ante 3,1% projetados anteriormente.Os operadores têm dito que, para tirar o dólar do marasmo atual, um dos fatores mais prováveis seria uma medida de incentivo à economia adotada nos Estados Unidos. Nesse sentido, os dados fracos da economia dos EUA divulgados hoje aumentaram as expectativas em relação ao depoimento que o presidente do Federal Reserve norte-americano, Ben
Bernanke, fará amanhã sobre as condições da economia e a política monetária no Comitê de Bancos do Senado dos EUA, em Washington. O evento será às 11 horas de Brasília.
DÓLAR RECUA EM REAÇÃO A INDICADOR DE VENDAS;
MERCADO AGUARDA BERNANKE
Nova York, 16/07/2012 -
O dólar caiu frente às principais moedas, depois de o indicador de vendas no varejo nos EUA em junho alimentar as expectativas de que o Federal Reserve adotará novas medidas de estímulo à economia. As vendas no varejo recuaram pelo terceiro mês consecutivo em junho e o recuo foi de 0,5%, quando os economistas previam um crescimento de 0,2%.Traders disseram que outro fator para o recuo do dólar foi o rebaixamento da projeção de crescimento do PIB dos EUA pelo FMI, na véspera de um importante depoimento do presidente do Fed, Ben Bernanke, a um comitê do Senado norte-americano."Muitas pessoas eram da opinião de que embora um novo relaxamento quantitativo da política monetária do Fed fosse uma possibilidade, ela ainda estaria vários passos adiante na estrada; mas agora existem indicações de que Bernanke está muito mais próximo de puxar o gatilho do que as pessoas pensavam", comentou o estrategista Andrew Wilkinson, da Miller, Tabak & Co.Para Charles St. Arnaud, estrategista da Nomura Securities, moedas como o dólar australiano e o dólar canadense deverão subir caso Bernanke dê alguma indicação forte de novas medidas do Fed; ele observou que as ações anteriores de relaxamento quantitativo fizeram subir os preços das commodities e acabaram beneficiando as moedas de economias que dependem fortemente de exportações de commodities.No fim da tarde em Nova York, o euro estava cotado a US$ 1,2272, de US$ 1,2250 na sexta-feira; o iene estava cotado a 78,87 por dólar, de 79,19 por dólar na sexta-feira. Frente ao iene, o euro estava cotado a ¥ 96,79, de ¥ 97,01 na sexta-feira. A libra estava cotada a US$ 1,5636, de US$ 1,5576 na sexta-feira.
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