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sábado, 14 de abril de 2012

A irracionalidade do homem por trás das falhas dos líderes


A irracionalidade do homem por trás das falhas dos líderes

O mundo dos negócios é um apanhado de lugares-comuns em que as pessoas repetem e seguem comportamentos, opiniões e julgamentos sem contestar. Essa é a visão do holandês Freek Vermeulen, professor da London Business School, apontado como um dos principais pensadores de estratégia corporativa da atualidade.

Em seu livro Business Exposed, ou "Negócios expostos", numa tradução literal (inédito no Brasil), Freek dedica-se a revelar fraquezas como a inércia dos gerentes ou a indecisão dos presidentes, e mostrar como a irracionalidade humana cria falsas verdades na gestão de negócios. Um de seus alvos é a inclinação a imitar os outros, um aspecto da natureza do homem que se manifesta fortemente no trabalho.

São Paulo - O mundo dos negócios é um apanhado de lugares-comuns em que as pessoas repetem e seguem comportamentos, opiniões e julgamentos sem contestar. Essa é a visão do holandês Freek Vermeulen, professor da London Business School, apontado como um dos principais pensadores de estratégia corporativa da atualidade.

Em seu livro Business Exposed, ou "Negócios expostos", numa tradução literal (inédito no Brasil), Freek dedica-se a revelar fraquezas como a inércia dos gerentes ou a indecisão dos presidentes, e mostrar como a irracionalidade humana cria falsas verdades na gestão de negócios. Um de seus alvos é a inclinação a imitar os outros, um aspecto da natureza do homem que se manifesta fortemente no trabalho.

É essa mania que leva executivos experientes a copiar a concorrência, mesmo que a decisão seja prejudicial ao negócio. "Algumas vezes, os concorrentes estão fazendo bobagem e mesmo assim são imitados", diz Freek, em entrevista exclusiva à VOCÊ S/A. "Ao fazer algo só porque os outros fazem, o profissional perde a chance de inovar, de se destacar e de trazer lucro para a companhia."

Com base em sua experiência como consultor e em um extenso trabalho de pesquisa, em que conversou com dezenas de presidentes de empresas e executivos, Freek traçou um retrato crítico dos bastidores do mundo corporativo, revelando que a irracionalidade é um componente que não pode ser desprezado na tomada de decisão dos líderes, mesmo dos mais competentes.

"Como qualquer pessoa, um executivo tem limitações, e suas escolhas não são totalmente lógicas", diz. "Uma leitora me escreveu sugerindo um outro título para o livro: ´Todo mundo é estúpido´. De certo modo, ela está certa. Executivos fingem ter uma estratégia racional, mas também cometem erros."

Engana-se também quem considera que os erros aparecem apenas nas grandes decisões. Freek mostra que as situações mais corriqueiras de trabalho são um prato cheio para o engano. Em reuniões, por exemplo, o professor aponta a ocorrência do que ele chama de Paradoxo de Abilene.

Ele explica que, num grupo, vale a máxima do "quem cala consente". Quando alguém está falando e todos ouvem em silêncio, as pessoas supõem que todos estão de acordo. Isso, aponta Freek, inibe as vozes discordantes.

"Ninguém gosta de ser minoria e por isso as pessoas ficam em silêncio, mesmo quando não concordam com o que está sendo dito", afirma o professor. "A consequência disso é que, numa reunião, pode ocorrer de todos estarem divergindo, mas ninguém se manifestar por relutância."

A dica dele, nesse caso, é: ouse dar sua opinião. Provavelmente, vozes simpáticas vão aparecer. A seguir, confira outros erros dos líderes que Freek aponta no livro.

Copiar a concorrência 
O receio de ousar e ir na contramão da concorrência demonstra a insegurança dos líderes. "Esse fenômeno faz com que os executivos prefiram errar seguindo o senso comum a esticar o pescoço para fora e se arriscar", diz o professor. Um dos principais artifícios na tomada de decisão é a imitação. Freek conta que, certa vez, numa consultoria que prestou a um executivo encarregado de fazer a expansão internacional de uma empresa, o mercado escandinavo se destacava como a opção ideal. "Ele não quis nem ouvir.

Disse que nenhum de seus concorrentes operava lá e que, por isso, não devia ser bom. Meses depois, ao encontrá-lo novamente, ele me contou que havia finalmente entrado nos países da Escandinávia. Perguntei se o meu conselho o tinha convencido. Respondeu que não. O motivo fora o início das operações na região do seu principal concorrente."

Inércia coletiva
A inércia coletiva também impacta a rotina das empresas. "Há certos procedimentos aos quais todo mundo adere, mas ninguém para e pergunta o porquê disso", diz Freek, que cita uma pesquisa da Universidade de Michigan com diretores de mais de 200 organizações americanas que revela que os executivos raramente criticam a estratégia da companhia, mesmo que discordem dela.

A pesquisa revelou ainda que os líderes desconheciam o que seus colegas pensavam a respeito. "Essa falta de diálogo faz com que empresas com problemas de estratégia sigam errando", afirma Freek. "Ninguém toma a iniciativa de reverter a situação."

Supervalorizar os números 
Os líderes que se preocupam demais com números antes mesmo do início de um projeto correm o sério risco de enterrar uma boa ideia. Números são úteis, ressalta Freek, mas nem tudo pode ser quantificado. "Dois dos principais desafios das empresas hoje são inovar e atrair profissionais talentosos, que são coisas difíceis de estimar numericamente."

Prender- se a números em casos assim normalmente prejudica a companhia. "Às vezes, as iniciativas mais promissoras não têm números claros ou plano de negócios", afirma. Outro risco dos números é a falsa sensação de segurança. "É possível fazer com que os números digam o que se quer ouvir", diz Freek. "Com frequência, as pessoas tomam uma decisão e só depois saem em busca de números para sustentá-la." O exemplo mais típico, aponta o professor, aparece quando uma organização vai mal e os líderes começam a cortar gastos e pessoal.

"Os executivos atacam os itens mensuráveis, mas o problema pode ser intangível, como reputação, cultura organizacional ou moral baixo dos funcionários, algo que dificilmente os números conseguem captar", afirma Freek.

Acomodar-se com o sucesso
Líderes que tiveram experiências bem-sucedidas de carreira correm o risco de se tornar confiantes demais na própria capacidade. Freek menciona um estudo da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, com presidentes que tiveram grande êxito na primeira aquisição que conduziram e que nas compras posteriores fracassaram ou não foram tão bem.

"Por ter sucesso no primeiro negócio, esses executivos tornaram-se excessivamente confiantes, assumiram riscos maiores e não conseguiram repetir os resultados da primeira realização", conta Freek, que acrescenta que excesso de confiança é algo que se adquire no ambiente de trabalho e é preciso gerenciá-lo para não cair na armadilha. Profissionais mapeados como altos potenciais e trainees são dois públicos que estão expostos a esse risco.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Colombia Coffee Output Dropped 27% Last 12 Months; Exports Fell 18% 13/04/2012

Colombia Coffee Output Dropped 27% Last 12 Months; Exports Fell 18% Colombia's coffee production fell 27% during the 12-monthperiod through March, the National Federation of Coffee Growers, or Fedecafe,said Friday.   Production totaled 7.040 million 60-kilogram bags from April 2011 throughMarch 2012, compared with 9.582 million bags during the 12 months prior, itsaid.   Exports also dropped, declining 18% to 6.999 million bags during the past 12months through March, compared with 8.537 million bags previously.   The coffee federation blames the declining production numbers on heavy rainsin late 2010 and 2011 related to the La Nina weather pattern. Colombia producesaround 11 million bags of coffee in a good year.   It also has said a three-year-old program to refresh many coffee fields withnew plantings contributed to lower production in 2011 as these fields aren'tyet in their productive stage.

Para analista, o pior já passou para o mercado

Para analista, o pior já passou para o mercado

Os contratos futuros de café registraram alta ontem na bolsa de Nova York com compras de industrias e especualdores . O analista da Price Futures Jack Scoville, disse à Dow Jones Newswires que houve mais compras por parte de torrefadoras e especuladores. "O pior já passou para o mercado", afirmou. O analista prevê preços num patamar de US$ 2 a US$ 2,10 a libra-peso no curto prazo, mesmo com a aproximação do início da colheita brasileira, a partir de junho. Alguns participantes do mercado também avaliam que a safra do Brasil está superestimada. Eles avaliam que a falta de chuvas em algumas regiões pode afetar a produtividade das lavouras.
Notícias - 13/04/2012

Frutificação de café no Vietnã tem impulso de chuvas pesadas
A cultura do café no Vietnã foi impulsudada por chuvas fortes, de acordo com autoridades e produtores. "O clima é bastante favorável, com muita chuva durante a semana passada, quando as árvores precisavam de água para a frutificação", disse Mai Ky Van, chefe da divisão de negócios no café de outubro, Cacau Co., um produtor e empresa de comércio de Dak Lak província, a maior região de café. Chuvas em Buon Ma Thuot, a principal área de crescimento em Dak Lak, somaram 199,5 milímetros nos primeiros 10 dias deste mês, em comparação com uma média de 55 milímetros em anos anteriores, de acordo com a Dak Lak Hidrologia e Meteorologia do Office. A área não recebeu qualquer chuva no mesmo período do ano passado. Robusta negociado em Londres subiu 11 por cento, para 2.001 dólares a tonelada este ano e chegou a 2.174 dólares em 16 de fevereiro, o maior nível desde setembro, sobre o aumento da demanda global. A melhor colheita no Vietnã pode limitar o avanço. "As chuvas vieram na hora certa para a colheita e pode ajudar frutas ficam maiores", disse Huynh Quoc Thich, chefe do escritório do cultivo em área agrícola de Dak Lak. "Isso também ajuda a economizar custos dos agricultores de irrigação." Vietnã elevou sua previsão de exportação para 2012 em 17 por cento, para 1,15 milhão de toneladas, disse o relatório mensal publicado sobre o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural website 3 de abril. Embarques totalizaram 200.000 toneladas de café no mês passado, um aumento de 24 por cento ante o ano anterior, segundo dados divulgados em 28 de março pelo Instituto Geral de Estatística, em Hanói. O país pode produzir um recorde de 22 milhões de sacas de 60 quilos no ano de 2012-2013, de acordo com uma previsão de Ken Goldman, analista da JPMorgan Chase & Co., em 11 de abril. Bloomberg

Mercado - 13/04/2012

Café deve se recuperar por fundamentos, diz Cooxupé
O recuo recente visto nos preços do café não deve ser prolongar por muito tempo, uma vez que o setor trabalha com um balanço ajustado entre demanda e oferta globais nesta temporada, disse o presidente da maior cooperativa de café do mundo nesta quarta-feira. "Espero uma recuperação dos preços ao longo deste ano porque tem um equilíbrio muito bom de oferta e demanda. O consumo continua bom. Os fundamentos são positivos", disse à Reuters Carlos Alberto Paulino da Costa, presidente da Cooxupé, no intervalo de evento na BM&FBovespa em homenagem aos 80 anos da cooperativa. Costa observa que os cooperados iniciaram o ano com uma perspectiva de preços em torno de R$ 500 por saca de 60 kg, mas com a queda recente nos preços internacionais da commodity, os valores atuais oscilam perto de R$ 390 a saca. Na bolsa de Nova York, os café chegou a oscilar perto de US$ 3 por libra-peso em maio de 2011, maior valor em 34 anos. Agora o primeiro contrato está na casa de US$ 1,8 por libra-peso. Diante da retração dos preços, os produtores estão limitando as vendas do café enquanto aguardam a melhora das cotações. Em 2011, a cooperativa encerrou o ano com um salto de 68% no faturamento, para R$ 3 bilhões, com sustentação dos melhores preços. Deste total, cerca de 80% foram provenientes da comercialização do grão. As entregas de café na Cooxupé no ano passado somaram 4,3 milhões de sacas e os embarques somaram 2,46 milhões de sacas. A Cooxupé estimou na semana passada o recebimento de café em 6 milhões de sacas neste ano, contra as 5,1 milhões de sacas em 2010, último ano de alta no ciclo bianual do café. As exportações são previstas em 2,9 milhões de sacas, volume que se concretizado representará um salto de quase 70% ante dois anos atrás. Segundo Costa, o tempo mais seco no primeiro trimestre afetou o desenvolvimento dos ramos dos cafezais, que poderão ter efeito na nova safra. Quanto à qualidade dos grãos, a expectativa será quanto ao clima nos meses à frente. "A chuva na colheita é uma preocupação, porque pode afetar a qualidade do grão", disse. A colheita do café se inicia em maio e a entrada do produto no mercado consumidor ocorre em julho. O presidente ressaltou que o cenário é muito promissor para a cooperativa para o segmento dos cafés certificados. Do total exportado em 2011, 52% foram de cafés certificados, contra 23% do ano anterior. "O produtor está cada vez mais preocupado com a certificação. A expectativa é aumentar a fatia do produto certificado, pelo prêmio que é oferecido", disse Costa. Segundo ele, este prêmio tem ficado em média torno de R$ 20 por saca, mas pode chegar a até R$ 50 dependendo do tipo certificado. O presidente da Cooxupé destacou, durante seu discurso no evento, sua preocupação com a baixa liquidez na bolsa brasileira de commodities. "A BM&FBovespa está entre as maiores bolsas do mundo, mas é inaceitável que não dê liquidez ao produtor. Esta baixa liquidez da BMF nos preocupa muito", disse, ele referindo-se ao segmento da bolsa que negocia commodities. A Cooxupé, atualmente, responde por cerca de 40% das operações com café da BM&FBovespa e é membro do conselho da bolsa. A cooperativa opera em Nova York e outros mercados internacionais de commodities. O diretor de comunicação e marketing da Cooxupé, José Florêncio, explica que esta baixa liquidez também é um reflexo da cultura. Enquanto nos Estados Unidos é grande o número de pessoas físicas atuando em bolsa, seja por meio de consórcios ou corretoras, aqui no País a prática para o setor de commodities não está difundida. Florêncio disse que a cooperativa tem expectativa de aumento do número de participantes operando nas commodities para dar mais liquidez a este mercado, a exemplo do que acontece nos EUA. Segundo ele, a Cooxupé vem trabalhando com a bolsa em ações no sentido de dar liquidez e dar suporte para operações de estrangeiros. Reuters









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Café inverte tendência e sobe na ICE em dia de mercados positivos

Café inverte tendência e sobe na ICE em dia de mercados positivos  
 Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram uma quinta-feira de ganhos. Após permanecer por boa parte do dia no lado negativo da escala de preços, os altistas conseguiram ganhar força, emitir novas ordens de compra e reverter a tendência inicial. Essa reversão foi, em parte, auxiliada pelos cenários externos, que apresentaram valorização forte para as bolsas de valores nos Estados Unidos e também bons ganhos para as commodities, ao passo que o dólar voltou a se desvalorizar em relação a uma cesta de moedas internacionais.  As rolagens de posição continuaram efetivas na bolsa nova-iorquina e as atenções desta sexta-feira se voltam para a expiração das opções de março. Operadores avaliam em que nível os players poderiam posicionar os preços, com focos nas opções, em 180, 185 ou até mesmo 190 centavos por libra.  No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 225 pontos com 182,90 centavos, sendo a máxima em 183,30 e a mínima em 178,90 centavos por libra, com o julho tendo valorização de 160 pontos, com a libra a 184,25 centavos, sendo a máxima em 184,65 e a mínima em 180,75 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou baixa de 13 dólares, com 1.996 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 14 dólares, com 2.005 dólares por tonelada.  De acordo com analistas internacionais, apesar das oscilações do dia, as cotações se mantiveram dentro de intervalos que já são praticados pelo café ao longo de quase um mês. No longo prazo, a tendência para o grão se mantém de queda, entretanto, isso os terminais, após as fortes perdas recentes, não demonstram oscilações das mais fortes.  Desde que atingiu a baixa recente de 174,45, em 22 de março, o maio passou a assumir um viés de lado de curto prazo, flutuando entre altas e baixas, sendo que a resistência situa-se em 190,45 centavos, patamar atingido em 4 de abril. Avaliando alguns referenciais técnicos, o mercado continua ainda abaixo da média móvel de 200 dias, que no atual momento está em 233,01 centavos. Geralmente, os traders lêem esse posicionamento como baixista. A linha Bollinger diária recuou nas sessões recentes, com a volatilidade sendo menos incisiva e com os intervalos diários tornando-se menores. O Índice de Força Relativa de nove dias mostra uma falta de direcionamento mais claro. Ele está em 43%, o que sugere uma postura neutra.  Dave Toth, diretor de pesquisa técnica da R. J. O'Brien indicou que o "mercado ainda flutua em torno de um intervalo consolidativo. Em última análise, continuamos ainda em uma linha baixista iniciada desde que o maio atingiu a máxima de 309,00 centavos", indicou. Avaliando as recentes atuações do mercado, Toth sustentou que "ao longo das últimas três semanas tentamos exercitar uma ação corretiva após a tempestade baixista", asseverou. Ele apontou que a resistência básica para novas altas é o patamar de 4 de abril, em 190,45 centavos. "Esse é um parâmetro de risco específico, no qual podemos ver uma mudança das posições baixistas", apontou, ao indicar que os ganhos acima dessa resistência poderiam significar uma correção efetiva, após as perdas recentes. Avaliando o mercado sob uma perspectiva de longuíssimo termo, Toth indicou que as perdas recentes parecem "ameaçar os ganhos seculares de dezembro de 2001", sendo que o mercado tem um potencial de baixa que pode ser muito intenso.  As exportações brasileiras de café em abril, até o dia 11, somaram 367.020 sacas, contra 242.095 sacas registradas no mesmo período do mês passado, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).  Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.682 sacas, indo para 1.533.397 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 55.000 lotes, com as opções tendo 846 calls e 666 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 183,30, 183,50-183,60, 184,00, 184,50, 184,90-185,00, 185,50, 186,00, 186,50, 187,00, 187,50, 188,00, 188,50, 189,00, 189,50, 189,90-190,00 e 190,45 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 178,90, 178,50, 178,00, 177,90-177,80, 177,50, 177,10-177,00, 176,50, 176,00, 175,50, 175,10-175,00, 174,50, 174,00, 173,50 e 173,00 centavos por libra.  

   NOVA YORK FECHA EM ALTA PUXADA POR TORREFADORAS E ESPECULADORES
 Os contratos futuros de café arábica encerraram o dia em alta na bolsa ICE Futures US, em Nova York, em dia de muitos negócios, de acordo com o analista Jack Scoville, da corretora Price Futures. Tanto torrefadoras quanto especuladores compraram e puxaram as cotações. Os lotes para entrega em maio fecharam em alta de 225 pontos ou 1,25%, cotados a 182,90 cents/lb. "Acho que o pior já passou" para o mercado, acrescentou o analista, referindo-se ao fato de que os preços caíram bastante neste ano (em 2012, cederam mais de 20%). Scoville enxerga um salto dos preços para os 221 cents/lb no curto prazo, mesmo que o ciclo de alta produção do Brasil se aproxime. Veja abaixo como ficaram os principais vencimentos em Nova York e Londres. As informações são da Dow Jones.
     NY FECHA EM ALTA SEGUINDO DIA MAIS POSITIVO EM OUTROS MERCADOS
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quinta-feira com preços mais altos. As cotações subiram em um dia em que investidores, fundos e especuladores estiveram mais dispostos a atuar na ponta compradora do café, seguindo ganhos nas bolsas de valores e em outras commodities.    A expectativa da divulgação de números positivos para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) na China para 2012 e 2013, além de notícias um pouco melhores dos Estados Unidos, estimularam os avanços nas bolsas de valoresda Europa e dos EUA, bem como a valorização do petróleo e de outras commodities incentivaram a alta também no arábica em NY. Fatores técnicos completaram o cenário altista.     Incertezas sobre o real tamanho da nova safra brasileira também foram citadas como fator positivo para as cotações no dia, embora não tenham sido oaspecto principal causador dos ganhos. As informações partem de agências internacionais.    Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 182,90 centavos de dólar por libra-peso, com valorização de 2,25 centavos, oude 1,2%. A posição julho fechou a 184,25 cents, com elevação de 1,60 cent, ou de 0,9%.     
Londres tem dia de queda e volta a ir para baixo de US$ 2 mil
 Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quinta-feira com quedas, em uma sessão com um volume regular de negócios e com a predominância de rolagens de posição, principalmente entre o maio e o julho. Com as baixas, o maio voltou a se posicionar abaixo do nível psicológico de 2.000 dólares. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por uma tentativa de ampliação dos ganhos do dia anterior. No entanto, o maio não conseguiu ir além dos 2.106 dólares, sendo que nessa área algumas vendas especulativas e de origens foram verificadas. Apesar de estarem presentes nas altas, as origens ainda mantêm um comportamento bastante restrito, o que tem permitido uma manutenção de parâmetros importantes na bolsa londrina. "As baixas do dia foram uma reação ao comportamento positivo da quarta-feira. Entretanto, é importante notarmos que estamos mantendo intervalos importantes intactos. O maio vem flutuando, mesmo em meio a um forte movimento de rolagens, dentro de um range bastante interessante e próximo de uma marca de 2.000 dólares, com os diferenciais para Nova Iorque, por exemplo, continuando bem mais estreitos que tradicionalmente. Os robustas, efetivamente, continuam tendo um mercado mais consistente", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 3,81 mil lotes, com o julho tendo 5,68 mil lotes negociados. O spread entre as posições março e maio ficou em 9 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou baixa de 13 dólares, com 1.996 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 14 dólares, com 2.005 dólares por tonelada. 

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Café tem reação moderada em dia movimentado na ICE

Café tem reação moderada em dia movimentado na ICE
Os contratos futuros de café arábica encerraram esta quarta-feira com valorização, permitindo que a posição maio voltasse a flutuar acima do patamar de 180,00 centavos. O dia foi de muitos contratos negociados e de manutenção das rolagens de posições, já que a notificação do maio se inicia no próximo dia 20.  A sessão foi, mais uma vez, caracterizada pela tentativa de recuperação, com algumas ordens de compra sendo emitidas, mas, a exemplo dos últimos dias, encontrando algumas barreiras, já que os baixistas se mantêm ativos.  A abertura do dia se deu com relativa fraqueza, no entanto, rapidamente algumas ordens de compra foram observadas, com a primeira posição chegando a acumular alta de 480 pontos. Nas máximas, no entanto, algumas vendas especulativas foram ativadas e fizeram com que os ganhos desacelerassem. Diferentemente da terça-feira, no entanto, alguma valorização conseguiu ser mantida ao final do pregão. Essa valorização foi, em parte, estimulada pelos mercados externos.  As bolsas de valores nos Estados Unidos tiveram uma quarta-feira de boa recuperação, com reflexo em mercados de maior risco, como o de commodities. O dólar, por sua vez, teve retração em relação a uma cesta de moedas internacionais.  Fundamentalmente, o mercado refletiu também uma análise da Organização Internacional do Café que avaliou que, mesmo diante de uma nova estimativa de safra mundial, no nível de 131 milhões de sacas, ainda se especula sobre uma disponibilidade curta do grão.  No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 250 pontos com 180,65 centavos, sendo a máxima em 182,95 e a mínima em 177,90 centavos por libra, com o julho tendo valorização de 220 pontos, com a libra a 182,65 centavos, sendo a máxima em 185,00 e a mínima em 180,15 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou ganho de 34 dólares, com 2.009 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 28 dólares, com 2.019 dólares por tonelada.  De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por ações predominantemente de altas. Ao longo de parte da manhã, uma tentativa de equilibrar as cotações foi registrada, entretanto, diferentemente da sessão anterior, o intento não teve continuidade, já que os compradores voltaram a ganhar corpo. "Tivemos um volume alto de negócios e muitas rolagens. Basicamente, operamos amparados em aspectos mais técnicos, mas ainda nos posicionamos relativamente longe de uma correção técnica efetiva, ainda que o cenário técnico aponte para um quadro sobrevendido", indicou um trader.  O Fundo Monetário Internacional lançou novo estudo que traz perspectivas negativas para as nações exportadores de commodities em 2012 e 2013. As cotações, inclusive as do petróleo, segundo a entidade, podem ter desvalorização num reflexo do declínio da atividade econômica mundial. O Fundo recomenda aos países afetados "aproveitar as vantagens" dos preços ainda altos para prepararem-se para os tempos de vacas magras. A instituição indica que o café e também os metais podem ser afetados por mais baixas.  As exportações de café de Honduras tiveram um aumento de 63% em março, se comparado com o mesmo mês do ano anterior, somando 913.543 sacas, indicou o Instituto de Café de Honduras. Ao longo da sessão 2011/2012, iniciada em 1 de outubro, até o dia 10 de abril, as remessas do país tiveram um incremento de 17%, somando 2,67 milhões de sacas. Nesta temporada, o preço médio da libra exportada pelo país foi de 2,19 dólares, contra 2,34 dólares do ano anterior.  As exportações brasileiras de café em abril, até o dia 10, somaram 335.361 sacas, contra 242.095 sacas registradas no mesmo período do mês passado, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).  Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.682 sacas, indo para 1.533.397 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 55.000 lotes, com as opções tendo 846 calls e 666 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 182,95-183,00, 183,50-183,60, 184,00, 184,50, 184,90-185,00, 185,50, 186,00, 186,50, 187,00, 187,50, 188,00, 188,50, 189,00, 189,50, 189,90-190,00, 190,45-190,50 e 191,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 177,90-177,80, 177,50, 177,10-177,00, 176,50, 176,00, 175,50, 175,10-175,00, 174,50, 174,00, 173,50, 173,00, 172,50, 172,00 e 171,50 centavos por libra.     

NOVA YORK FECHA COM VALORIZAÇÃO MOTIVADO POR MERCADOS EXTERNOS
Nova York, 11 - As cotações do café arábica encerraram em alta na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), mas a sessão foi pacata considerando o susto com o tsunami de magnitude 8.6 na Indonésia, quarto maior produtor da commodity no mundo.  O mercado recebeu impulso de fatores externos, particularmente da firmeza dos mercados acionários, mas havia poucas notícias ligadas aos fundamentos para impulsionar os preços acentuadamente. Marcio Bernardo, da corretora Newedge, afirmou que nem as torrefadoras nem os produtores estavam ativos nesta quarta-feira.  O contrato maio terminou com valorização de 1,4%, cotado a 180,65 cents por libra-peso, após ter atingido a mínima intraday de 182,95 cents por libra-peso. Veja na tabela abaixo como ficaram os principais vencimentos do produto na Liffe e na ICE.  

  NY FECHA EM ALTA COM RECUPERAÇÃO TÉCNICA
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quarta-feira com preços mais altos. As cotações subiram bem frente a uma recuperação técnica após recentes perdas e diante de um dia mais tranquilo nos mercados financeiros e para outras commodities.    A queda do dólar contra outras moedas deu sustentação às commodities, com o petróleo e o índice de commodities CRB tendo avanços, e com o arábica em NY seguindo. A valorização das bolsas de valores na Europa e Estados Unidoscontribuíram para os ganhos do café.     As notícias de terremoto na Indonésia, com temores de tsunamis, e dos efeitos para os cafezais do país preocuparam o mercado, mas sem grandes implicações no final das contas. As informações partem de agências internacionais.    Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 180,95 centavos de dólar por libra-peso, com valorização de 2,80 centavos, oude 1,6%. A posição julho fechou a 182,80 cents, com elevação de 2,35 cents,ou de 1,3%.
    Londres interrompe seqüência e volta a ter ganhos na ICE
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quarta-feira com ganhos, interrompendo uma seqüência de perdas e permitindo que a posição maio voltasse a se posicionar acima do nível de 2.000 dólares. As rolagens de posições, notadamente entre maio e julho, continuaram bastante ativas na casa de negociações de commodities do Reino Unido. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado pelas compras especulativas no segmento café, com o grão acompanhando a retomada do bom humor em mercados internacionais de maior risco. Adicionalmente, um terremoto de 8,6 graus na escala Richter na Indonésia também estimulou algumas aquisições em Londres, com vários operadores demonstrando temores com algum reflexo do cismo sobre as áreas produtoras desse país asiático. Ao longo do dia, devido ao fuso horário, poucas informações foram obtidas junto ao setores produtores de café, no entanto, notícias prévias vindas do país indicam que o tremor não deve trazer prejuízos a maior parte das lavouras. "A soma desses fatores externos com os técnicos permitiram uma reversão do quadro que vinha perdurando desde a semana passada. Assim, rapidamente, recuperamos terreno e voltamos para o nível de 1.800 dólares", disse um trader. O maio na bolsa londrina tem 28,6 mil contratos em aberto, contra 40,0 mil do julho. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 6,85 mil lotes, com o julho tendo 6,69 mil lotes negociados. O spread entre as posições março e maio ficou em 10 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou ganho de 34 dólares, com 2.009 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 28 dólares, com 2.019 dólares por tonelada.   

Cenário de abastecimento de café mundial é de precaução

Cenário de abastecimento de café mundial é de precaução
Especialistas no setor cafeeiro indicaram um cenário de precaução quanto à oferta de café, mesmo com um aumento das estimativas para a próxima temporada cafeeira, dentro de um "debate intenso" sobre o tamanho da safra brasileira. A OIC (Organização Internacional do Café) aumentou em 2,4 milhões de sacas, para 131 milhões de sacas a estimativa para a produção de 2011/2012, com um incremento nos volumes obtidos nas lavouras da Índia e do Peru, país que deve ter uma produção de 5,2 milhões de sacas e que já se posiciona entre "as maiores nações produtoras do grão". A entidade intergovenamental também notou que a "situação do abastecimento é menor alarmante" na América Central, região em que os problemas climáticos parecem ter causados prejuízos menores que os esperados, sendo que se verificou, então, um aumento para estimativa de safra em países como Costa Rica, Honduras e Guatemala. A "garantia de abastecimento regular" dessa região fez com que o mercado tivesse uma pressão menor, o que contribuiu para o declínio dos preços, que já caíram mais de 20% na bolsa de Nova Iorque ao longo de 2012. No entanto, a Organização demonstrou preocupação quanto à continuidade das estimativas sobre a disponibilidade cafeeira, indicando que o Brasil, que em 2012/2012 terá um ciclo de alta, pode não ter o incremento de volume esperado para outras origens. Por sua vez, o alto custo de produção e de insumos, como os de combustíveis, deve ter um impacto negativo sobre a produção, segundo a OIC, que sustenta que os cafeicultores devem "buscar reduzir o uso de vários desses insumos, o que poderá refletir em uma retração da capacidade produtiva." A entidade evidencia que, diante desse quadro, mesmo o Brasil pode ter a garantia de uma produção consistente. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) avaliou que o Brasil deve produzir em 2012/2013 um montante de 50,6 milhões de sacas, 16,2% a mais que no ano anterior, sendo 37,7 milhões de sacas de arábica e 12,9 milhões de sacas de robusta. "É importante notar que o tamanho dessa safra ainda é objeto de intenso debate subjetivo", indicou a Organização, que ressaltou que "alguns membros independentes do mercado avaliam que a produção deverá ser substancialmente maior que a da Conab", indicou. "Alguns agrônomos, por outro lado, relatam poucas chuvas em várias regiões produtoras, principalmente na zona da Mata mineira, Espírito Santo e Bahia no momento de desenvolvimento do grão e isso pode afetar a produção", complementou.

CAFÉ: TAMANHO DA SAFRA 2012/13 É QUESTIONÁVEL, AFIRMA OIC

Preços do café têm nível mais baixo em 17 meses, aponta OIC O indicador de preços do café da Organização Internacional do Café registrou queda de 8% em março na comparação com fevereiro, para US$ 1,6777 a libra-peso. É o mais baixo nível mensal desde outubro de 2010. De acordo com a entidade, as quedas dos preços do café arábica tiveram um efeito negativo sobre a média mensal do indicativo da OIC, enquanto os preços da variedade robusta aumentaram no período. A produção total dos países exportadores na temporada 2011/12 é estimada em torno de 131 milhões de sacas, queda de 2,4% em relação ao período anterior. O recuo é atribuído principalmente ao declínio em algumas regiões, como a Ásia, Oceania e América do Sul, prejudicadas por condições climáticas desfavoráveis. Para a safra 2012/13, a OIC diz que a única informação divulgada é a primeira estimativa oficial do Brasil, em torno de 50,6 milhões de sacas. Mas a entidade alerta que o tamanho da safra brasileira está sujeito a um grande debate, pois apesar das especulações de uma grande colheita diante da bienalidade da cultura, alguns agrônomos reportam falta de chuvas no estágio de desenvolvimento dos grãos em algumas regiões produtoras, especialmente na Zona da Mata em Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia. As exportações dos países exportadores em fevereiro totalizaram 9,3 milhões de sacas, aumento de 7,6% em relação ao mesmo mês de 2011. O total dos embarques no acumulado do período 2011/12 (de outubro de 2011 a fevereiro de 2012) somou 41,5 milhões de sacas, queda de 1,8% contra a temporada anterior.
   
CAFÉ: TAMANHO DA SAFRA 2012/13 É QUESTIONÁVEL, AFIRMA OIC
Nova York, 11 - O tamanho da safra 2012/13 de café do Brasil tem sido questionado intensamente, segundo a Organização Internacional do Café (OIC), já que algumas fontes independentes têm feito previsões substancialmente maiores que as oficiais, enquanto agrônomos alertam para condições climáticas desfavoráveis. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a produção brasileira será de 50,6 milhões de sacas. A safra, que começou a ser colhida recentemente, corresponde a um ciclo de alta de produção.  A OIC observou, contudo, que alguns agrônomos apontam para uma falta de chuvas em várias áreas nas quais os grãos estão na fase de desenvolvimento, particularmente na Zona da Mata mineira, Bahia e Espírito Santo. Há pouco, o contrato maio negociado na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) subia 225 pontos (1,26%), a 180,40 cents/lb. No entanto, a commodity acumula queda de 20% neste ano.  A OIC afirma que "há perspectivas limitadas de aumento na produção de café em outros países". "Os custos da mão de obra e os preços mais caros dos produtos derivados do petróleo devem ter um impacto negativo na renda dos agricultores, repercutindo na produtividade". As informações são da Dow Jones.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Café na ICE não sustenta ganhos em dia de pressão externa

Café na ICE não sustenta ganhos em dia de pressão externa 
    Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira próximos da estabilidade, após terem registrado ganhos expressivos ao longo da primeira parte do dia. Os compradores, no entanto, não conseguiram manter o ritmo empreendido no começo do dia e, pouco a pouco, novas ordens de venda passaram a ser emitidas pelos baixistas, o que fez com que o mercado se reequilibrasse e a posição maio voltasse a flutuar abaixo do nível psicológico de 180,00 centavos por libra. Operadores ressaltaram que essa foi mais uma tentativa frustrada do mercado em buscar uma correção.  Notadamente, o cenário ainda é sobrevendido, após uma forte ação que permitiu que os preços recuassem consideravelmente nas últimas semanas. Isso, no entanto, não estimula ainda os compradores a se mostrarem mais efetivos e, diante da continuidade de demonstração de força dos baixistas, não se verifica um avanço considerável. Por outro lado, alguns participantes trabalham com a possibilidade de as baixas atuais serem ampliadas, com o primeiro grande suporte sendo a mínima de 22 de março, no nível de 174,45 centavos. Um operador sustentou que o dia, ao final de um processo de relativa volatilidade, se mostrou "consolidativo", após as perdas consideráveis da sessão passada. Por sua vez, as operações de rolagens de posição, principalmente entre maio e julho, continuaram bastante ativas, uma vez que o período de notificação do primeiro contrato tem início no próximo dia 20 de abril.  No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 10 pontos com 178,15 centavos, sendo a máxima em 182,35 e a mínima em 177,75 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 10 pontos, com a libra a 180,45 centavos, sendo a máxima em 184,70 e a mínima em 180,05 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 12 dólares, com 1.975 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 14 dólares, com 1.991 dólares por tonelada.  De acordo com analistas internacionais, a terça-feira foi caracterizada por, mais uma vez, os contratos falharem ao tentar corrigir o quadro de perdas consideráveis observado já há diversas sessões. Mesmo tendo recuado consideravelmente na segunda-feira, o maio buscou uma recuperação no dia e chegou a tocar no nível de 182,35 centavos. Entretanto, faltou força aos altistas para dar prosseguimento a esse movimento. Ao passo que os bears (baixistas) continuam a ter muita consistência. O mercado externo, por sua vez, colaborou para limitar os ganhos, com perdas fortes das bolsas de valores nos Estados Unidos, estimulas por notícias sobre um possível crescimento menos intenso da China e por temores com a economia da Espanha.  O índice CRB fechou o dia com perdas de mais de 1% e o dólar voltou a subir, ainda que modestamente. "O quadro nesta terça-feira foi muito prejudicado pelos mercados externos. Diante desse cenário negativo, segmentos de maior risco também sofreram, como o petróleo e algumas matérias-primas rurais. O café apenas se sustentou, mesmo depois de uma segunda-feira negativa", disse um trader.  Uma adequada temporada de chuvas e de estiagem nas zonas cafeeiras da Costa Rica trazem otimismo sobre a safra 2012/2013 do país. "Tivemos chuvas satisfatórias e estamos na expectativa de que tenhamos uma boa florada a partir da próxima semana em várias zonas produtoras", indicou Ronald Peters, presidente do Instituto de Café da Costa Rica.  As exportações brasileiras de café em abril, até o dia 9, somaram 171.102 sacas, contra 161.811 sacas registradas no mesmo período do mês passado, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).  Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 3.920 sacas, indo para 1.535.079 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 43.202 lotes, com as opções tendo 1.373 calls e 1.060 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 182,35, 182,50, 183,00, 183,50-183,60, 184,00, 184,50, 184,90-185,00, 185,50, 186,00, 186,50, 187,00, 187,50, 188,00, 188,50, 189,00, 189,50, 189,90-190,00, 190,45-190,50 e 191,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 177,75, 177,50, 177,10-177,00, 176,50, 176,00, 175,50, 175,10-175,00, 174,50, 174,00, 173,50, 173,00, 172,50, 172,00 e 171,50 centavos por libra. 

  NY REVERTE PERDAS INICIAIS E TERMINA PRÓXIMO DA ESTABILIDADE
Nova York, 10 - Os futuros do café arábica fecharam perto da estabilidade na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), depois de inicialmente caírem junto com outras soft commodities. O contrato maio subiu 10 pontos (0,06%) e terminou a 178,15 cents por libra-peso. O julho recuou 10 pontos (0,06%), encerrando a 180,45 cents por libra-peso.  "Eu acho que são apenas vendas generalizadas de commodities", disse Jack Scoville, da corretora Price Futures, referindo-se ao pregão de hoje. "Eu acho que como os mercados não tinham real motivo para avançar, conforme o dólar começou a subir, os investidores decidiram que não queriam estar [no mercado de] commodities. Nós não chegaremos ao ponto em que prejudicaremos os investimentos do produtor para o ano que vem." As informações são da Dow Jones.  Confira na tabela abaixo como ficaram os principais vencimentos da commodity na ICE.    NY FECHA COM ESTABILIDADE PRESSIONADA POR PERDAS DE OUTROS MERCADOSA Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta terça-feira com cotações estáveis. O mercado teve a tendência no dia de buscar uma recuperação técnica após as perdas acentuadas da segunda-feira, mas não conseguiu manter-se no terreno positivo.    A firmeza do dólar contra outras moedas, com perdas para as bolsas de valores e para outras commodities, em meio à apreensão com notícias negativassobre a economia chinesa e japonesa (também), pesando sobre as cotações do arábica. De qualquer forma, parece claro que o mercado tem dificuldades de "afundar" ainda mais, e terá dificuldades de romper suportes. As informações partem de agências internacionais.    Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 178,15 centavos de dólar por libra-peso, com ganho de 0,10 centavo. A posiçãojulho fechou a 180,45 cents, com retração de 0,10 cent.    Londres volta a ser pressionada e fecha nas mínimas do dia Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe continuaram, nesta terça-feira — primeira sessão da semana — a sofrer com as vendas, ainda que elas não tenham se mostrado tão intensas. Em um dia em que as rolagens de posição, principalmente entre maio e julho, continuaram ativas, o maio se consolidou ainda mais no nível abaixo do intervalo psicológico de 1.800 dólares. De acordo com analistas internacionais, o dia foi relativamente calmo e as cotações não conseguiram reagir, com o maio finalizando as operações nas mínimas. O comportamento negativo dos mercados externos, com bolsas de valores com perdas expressivas e retração em várias commodities, apenas colaborou para que os robustas voltassem a experimentar perdas. "Apesar do aspecto negativo da sessão, as perdas não foram intensas. Os contratos conseguiram preservar alguns parâmetros. Isso se deu, principalmente, pelo fato de continuarmos a ter uma limitação considerável na oferta por parte das origens", sustentou um trader. O maio na bolsa londrina tem 31,2 mil contratos em aberto, contra 39,4 mil do julho. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 3,56 mil lotes, com o julho tendo 3,78 mil lotes negociados. O spread entre as posições março e maio ficou em 16 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou queda de 12 dólares, com 1.975 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 14 dólares, com 1.991 dólares por tonelada.  

terça-feira, 10 de abril de 2012

Queda de preço afeta renovação de cafezais

Queda de preço afeta renovação de cafezais
 Intenso em 2011, quando gerou uma demanda capaz de provocar falta de mudas no mercado, o processo de renovação de cafezais no país poderá ser prejudicado neste ano pela queda dos preços internacionais do grão nos últimos meses. O Conselho Nacional do Café (CNC) estima que metade das encomendas de mudas para plantio em 2012 já esteja comprometida Além disso, muitas mudas cultivadas neste início de ano em algumas regiões foram perdidas em razão de doenças.Nas contas do CNC, todas as cerca de 100 milhões de mudas de café produzidas no Brasil no ano passado foram vendidas, no embalo dos preços elevados praticados no mercado, estimulantes para novos investimentos. O conselho inicialmente esperava uma demanda semelhante em 2012, mas ficou bem mais pessimista depois de recentes consultas ao setor produtivo. A expectativa é que mesmo encomendas ainda não revistas talvez não sejam utilizadas, o que pode comprometer, em um futuro próximo, a oferta do país, que lidera os rankings globais de produção e exportação de café.Mas o pessimismo do CNC não é geral e é encarado com muitas ressalvas pelo Grupo Técnico de Café, formado por profissionais independentes, pesquisadores e auditores de campo que atuam nas cinco principais regiões produtoras do país. José de Paula Galvão Júnior, presidente do grupo no sul de Minas, polo de produção de cafés de qualidade superior, não acredita que a renovação será interrompida. "O produtor descobriu que a saída para a sobrevivência dele no mercado depende disso", diz Galvão Júnior.Segundo o grupo técnico, 95% das mudas plantadas recentemente (entre dezembro e fevereiro) são destinadas à renovação dos cafezais, e apenas 5% para ampliações de áreas de plantio. Com estatísticas bem distintas das do CNC e sem estimar o volume efetivamente vendido, o grupo estima que foram produzidas 164 milhões de mudas no país de dezembro para cá. Entre 20% e 30% desse total, entretanto, foi perdido por causa de doenças que ganharam força com o clima úmido de dezembro e janeiro.Esse volume de produção refere-se apenas às regiões do Cerrado mineiro, Mogiana e sul de Minas, que juntas representam cerca de 55% do parque cafeeiro do país. A renovação é feita basicamente de duas maneiras: substituição por novos materiais ou aplicação de podas.Éder Ribeiro dos Santos, produtor de mudas em Monte Santo de Minas, no sudoeste mineiro, concorda que a renovação ganhou força com os bons preços de 2011 e acredita que a demanda vai se manter firme, mas informa que foi prejudicado pela incidência da bacteriose, doença caracterizada por lesões de coloração parda nas folhas que pode provocar a desfolha dos ramos. A bactéria apareceu com as temperaturas mais amenas e as chuvas de janeiro.Do fim de 2011 até fevereiro, Santos disponibilizou 1,5 milhão de mudas, mas só 1,1 milhão foram efetivamente cultivadas na região. A bacteriose provocou a perda de 400 mil mudas, um prejuízo calculado em R$ 120 mil. O número total de mudas cultivadas pelo produtor foi 120% maior na comparação com o mesmo período do ano anterior.Este ano, as mudas foram vendidas por R$ 300 a R$ 350 o milheiro. Quem não fez encomendas, pagou mais caro - entre R$ 450 e R$ 500. As encomendas para 2013, que geralmente são feitas a partir de abril, foram estabelecidas por preço entre R$ 350 e R$ 400 o milheiro. Como resultado da maior renovação dos cafezais nos últimos anos, Santos acredita que as plantas terão maior longevidade e a produtividade pode ser maior. Mas isso se o clima colaborar.Em Minas Gerais, líder em café do país, foram produzidas 120 milhões de mudas em viveiros regularmente inscritos no Serviço de Fiscalização de Insumos Agrícolas da Superintendência Federal de Agricultura no ciclo 2011/12. O órgão não tem controle sobre a comercialização e não há dados precisos sobre a quantidade de mudas que foram cultivadas nas propriedades. Mesmo assim, o serviço informa que houve escassez de sementes para a produção de mudas, em razão da demanda aquecida.O coordenador estadual da Emater de Minas Gerais, Marcelo de Pádua Felipe, disse que chegou a faltar muda, principalmente em determinadas regiões onde não havia renovação e no Cerrado mineiro, onde houve expansão de área. "Houve uma demanda maior, estimulada pelo preço do produto e pela necessidade do produtor em eliminar algumas áreas e colocar outras mais rentáveis para tornar mais competitiva a atividade", resume. Mas ele também acredita que, com a queda dos preço do café, o produtor pode ter desanimado e modificado os planos de compra de mudas. Minas Gerais estabeleceu em 2011 a meta de renovar, todo ano, em torno de 5% de seu parque cafeeiro de 1 milhão de hectares.Em São Paulo, a demanda por mudas no início deste ano foi muito superior à do ano passado, segundo Celso Vegro, pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA). Segundo ele, em anos "convencionais" são produzidas de 6 milhões a 8 milhões de mudas na região da Alta Mogiana, mas para o plantio neste início de 2012 houve uma demanda por 25 milhões de mudas. E parte delas, em volume não identificado, também foi para Minas Gerais. "Grande parte dessa demanda foi para novas áreas e não para renovação". Conforme Vegro, em São Paulo faltou muda, pois os viveiristas não tinham sementes suficientes.