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sexta-feira, 30 de março de 2012

Baixistas se reforçam e café amplia perdas na ICE Futures

Baixistas se reforçam e café amplia perdas na ICE Futures




Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira com fortes quedas, com os ganhos acumulados na última terça-feira se esvaindo totalmente, numa clara referência de que os baixistas continuam a dominar os negócios. Depois de um início de dia com ganhos relativos, ordens de vendas passaram a ser observadas, com novas perdas sendo processadas e o acionamento de ordens de venda, com o nível de 180,00 centavos sendo facilmente rompido. Ao final do dia, as cotações bateram nos menores patamares de preço desde setembro de 2010. Tecnicamente, o mercado retorna ao quadro observado até a última segunda-feira. Os parâmetros são claramente baixistas, com os níveis praticados ficando bastante abaixo de referenciais importantes, como a média móvel de 200 dias. Por outro lado, os mesmos gráficos apontam para um viés sobrevendido no mercado cafeeiro, o que poderia abrir espaço para uma nova tentativa de recuperação no curto prazo. A expectativa dos operadores vai se voltando também para a questão clima. O frio deve chegar ao Brasil nas próximas semanas e operadores mais cautelosos devem buscar alguma cobertura ante uma possível geada. Ainda no segmento climático, os participantes também estão atentos às chuvas na Colômbia, que já são observadas em volumes consideráveis. Nos últimos anos, as precipitações se mostraram muito acima da média no país, o que fez com que as lavouras de café fossem afetadas, com diminuição de produção e o aparecimento de doenças como a ferrugem, além de fungos. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve queda de 555 pontos com 176,45 centavos, sendo a máxima em 183,25 e a mínima em 175,90 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 555 pontos, com a libra a 179,15 centavos, sendo a máxima em 185,90 e a mínima em 178,60 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 17 dólares, com 2.041 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 11 dólares, com 2.038 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o cenário externo conseguiu amplificar o clima baixista da bolsa nova-iorquina, com vários especuladores e fundos aproveitando o clima de incerteza para realizar novas liquidações. O índice CRB recuou mais de 1,5% ao longo do dia, estimulado por perdas consideráveis do petróleo, café, entre outros produtos. "O cenário externo pressionou por parte do dia, já que as bolsas de valores nos Estados Unidos conseguiram se recuperar à tarde, mas isso foi um fator a mais para a pressão dos baixistas, que continua efetiva. A tendência, no curto prazo, continua sendo o rompimento dos 175,00 centavos", disse um trader. "Efetivamente, os baixistas estão com uma força considerável. Conseguiram facilmente fazer com que os avanços recentes fossem anulados. O mercado deve começar a assumir um caráter mais 'climático' nas próximas semanas, mas, até lá, a tendência é de que os vendedores continuem no comando", sustentou um operador. As exportações de café do Brasil em março, até o dia 27, totalizaram 1.581.586 sacas de café, alta de 4,54% em relação às 1.512.795 sacas registradas no mesmo período de fevereiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 2.048 em 1.543.028 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 31.293 lotes, com as opções tendo 3290 calls e 2.229 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 183,25, 183,50, 184,00, 184,50, 184,90-185,00, 185,50, 185,70, 186,00, 186,50, 187,00, 187,50, 188,00, 188,50, 189,00, 189,50 e 189,90-190,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 175,90, 175,50, 175,10-175,00, 174,50, 174,00, 173,50, 173,00, 172,50, 172,00, 171,50, 171,00, 170,50 e 170,10-170,00 centavos por libra.









Robustas em Londres recuam, mas conseguem manter parâmetros



Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quinta-feira com quedas, em um dia relativamente calmo. A posição maio, apesar das retrações, conseguiu se manter sem maiores problemas dentro do intervalo de 2.000 dólares. A mínima registrada ao longo do dia chegou a a 2.030 dólares para a primeira posição. De acordo com analistas internacionais, a sessão desta quinta-feira na bolsa londrina foi "mais do mesmo": as ofertas continuaram extremamente limitadas, o que não deu espaço aos baixistas ampliarem suas liquidações. Mesmo com o cenário externo negativo, os robustas conseguiram manter intervalos importantes. E, assim, nessa evolução, os diferencias dos robustas para os arábicas vão se tornando cada vez mais apertados, já que o segundo tipo de café continua seu périplo de quedas em Nova Iorque. "É um fator que tem chamado a atenção nos mercados, já que a política de vendas escalonadas das origens abriu a possibilidade para a manutenção de cotações mais interessantes para os robustas, ao passo que os arábicas afundam. Talvez isso não perdure por tanto tempo, já que os produtores de robusta deverão ampliar, cedo ou tarde, suas vendas e, por outro lado, os arábicas deverão interromper a tendência de queda devido ao viés climático do mercado", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 4,97 mil lotes, com o julho tendo 2,92 mil lotes negociados. O spread entre as posições março e maio ficou em 3 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou queda de 17 dólares, com 2.041 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 11 dólares, com 2.038 dólares por tonelada.









Café na ICE tem novas perdas e ganhos da semana se esvaem



O contrato futuro de arábica de maio tinha há pouco, na ICE Futures US, queda de 400 pontos, com 178,00 centavos de dólar por libra peso, depois de bater na mínima de 177,00 centavos. O julho tinha, há instantes, desvalorização de 395 pontos. De acordo com analistas internacionais, o dia é marcado por novas liquidações, que fazem com que as correções observadas ao longo da última terça-feira perdessem totalmente o efeito. O mercado rapidamente voltou a "freqüentar" os mesmos níveis de baixa que eram observados no final de semana passada. Os analistas ressaltaram que os bears (baixistas) continuam a se mostrar extremamente ativos e não tiveram maiores dificuldades em forçar as cotações para baixo. Com a retomada do padrão abaixo do nível de 180,00 centavos, os operadores trabalham com a perspectiva de que, no curto prazo, um nível abaixo dos 175,00 centavos possa ser restado. O cenário externo também colabora com o mau humor do café. Os temores com a crise na Europa e com o cenário recessivo da economia internacional continuam a fazer com que alguns players prefiram deixar os mercados de risco e se refugiar em segmentos mais seguros. Nesta quinta, as bolsas de valores dos Estados Unidos voltam a ter perdas consideráveis, com o índice CRB recuando mais de 1%, puxado pela negatividade do petróleo, café, entre outros produtos. "Efetivamente, os baixistas estão com uma força considerável. Conseguiram facilmente fazer com que os avanços recentes fossem anulados. O mercado deve começar a assumir um caráter mais 'climático' nas próximas semanas, mas, até lá, a tendência é de que os vendedores continuem no comando", disse um trader. As exportações de café do Brasil em março, até o dia 27, totalizaram 1.581.586 sacas de café, alta de 4,54% em relação às 1.512.795 sacas sacas registradas no mesmo período de fevereiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 183,25, 183,50, 184,00, 184,50, 184,90-185,00, 185,50, 185,70, 186,00, 186,50, 187,00, 187,50, 188,00, 188,50, 189,00, 189,50 e 189,90-190,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 177,00, 176,50, 176,00, 175,50, 175,10-175,00, 174,50, 174,00, 173,50, 173,00, 172,50, 172,00, 171,50 e 171,00 centavos por libra.









Café na ICE não sustenta ganhos e volta a ter dia de pressão



Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com quedas consideráveis, que fizeram com que a maior parte das altas conquistadas ao longo da sessão anterior se esvaíssem. A correção iniciada na terça-feira efetivamente não teve continuidade. Após uma abertura com altas mínimas, o mercado passou a sofrer com a ação dos baixistas. O sentimento negativo foi ampliado com o comportamento desfavorável das bolsas de valores internacionais e de outras commodities, sendo que, na segunda metade do dia, as perdas se ampliaram ainda mais. Apesar das baixas consideráveis, a posição maio, ao longo de todo o dia conseguiu se manter dentro do intervalo de 180,00 centavos. O mercado vinha dando demonstrações de estar sobrevendido, assim, uma correção básica, como a da sessão anterior, era esperada, sendo que, no entanto, o "contra-ataque" dos baixistas, que demonstram contar com significativa força ainda foi imediato. Um operador sustentou que as coberturas de posição short não conseguiram ter continuidade e, diante dessa fraqueza do mercado em buscar uma continuidade do viés de correção, o que se verificou foi uma nova tentativa de pressão sobre os preços. O mercado externo teve um dia de quedas para as bolsas de valores e para as matérias-primas em geral, com alta para o dólar. Dados sobre uma produção industrial menos consistente da China e os dados dos Estados Unidos sobre o indicador de novas encomendas de bens duráveis, que subiu 2,2%, menos que o esperado em fevereiro foram fatores relatados como causadores do negativismo nesses segmentos. Fundamentalmente, o mercado mantém-se estável, com a maioria das notícias mais relevantes das últimas semanas já tendo sido devidamente precificadas. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve queda de 535 pontos com 182,00 centavos, sendo a máxima em 187,85 e a mínima em 181,25 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 515 pontos, com a libra a 184,70 centavos, sendo a máxima em 190,25 e a mínima em 184,00 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 1 dólar, com 2.058 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 2 dólares, com 2.049 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por uma "interrupção brusca" do bom comportamento registrado na terça-feira. Num movimento reverso, várias ações de venda foram observadas e alguns stops acionados, culminando em um novo dia de perdas, com o maio chegando a atingir o patamar de 181,00 centavos. "É um quadro complexo e novamente verificamos os baixistas se adiantarem e apresentaram novas vendas. Alguns operadores trabalham com a perspectiva de que o mercado tem espaço para cair ainda mais. Por outro lado, devemos ficar atentos com o maior apetite de compras dos comerciais e também com a chegada da temporada de frio no Brasil e de chuvas na Colômbia, fatores que podem conter as quedas e até dar algum ânimo para os bulls (altistas)", disse um trader. As remessas internacionais de café do Vietnã tiveram recuo de 1% em março, segundo o Ministério da Indústria e Comércio local. Os embarques do grão no período chegaram a 200 mil toneladas métricas. Em termos de receita, no mês, essas exportações significaram uma alta de 0,2%, com 417 milhões de dólares. As exportações de café do Brasil em março, até o dia 27, totalizaram 1.581.586 sacas de café, alta de 4,54% em relação às 1.512.795 sacas registradas no mesmo período de fevereiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.826 em 1.545.076 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 25.303 lotes, com as opções tendo 1.721 calls e 265 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 187,85, 188,00, 188,50, 189,00, 189,50, 189,90-190,00, 190,50, 191,00, 191,50, 192,00, 192,50 e 193,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 181,25, 181,00, 180,50, 180,10-180,00, 179,50, 179,00, 178,00, 177,50, 177,00, 176,50, 176,00, 175,50, 175,10-175,00 e 174,50 centavos por libra.









Produção crê em preços sustentados com estocagem de 12 a 15 milhões de sacas



O elo da produção da cadeia café está batalhando para conseguir por em prática um programa que garanta a estocagem de 12 a 15 milhões de sacas da safra nova de café 2012, e com esse ordenamento da oferta garantir uma melhor sustentação das cotações do grão, que vem caindo neste ano. Para o presidente da Comissão do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Breno Pereira de Mesquita, o "café pode se sustentar, através de um esforço para junto ao setor privado incrementar os financiamentos de estocagem". Para Breno de Mesquita, os fundamentos de mercado são positivos. O problema é que o mercado "não trabalha com fatos, mas com versões", afirmou. Ele admite que a safra será muito boa, mas os financiamentos do governo e do setor privado deverão estar presentes na hora certa e o cafeicultor terá fôlego para dosar a oferta. Com os recursos do Funcafé disponíveis na hora certa ao produtor, Breno Mesquita acredita que as cotações possam ser sustentadas, se evitando tombos ainda maiores nos preços internacionais na entrada de safra. Isso vai depender da rapidez da liberação dos recursos do Funcafé, que se chegarem tarde vão contribuir para dar maior tranquilidade ao produtor num momento de elevação dos custos com a colheita.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Café na ICE tem novas perdas e ganhos da semana se esvaem

Café na ICE tem novas perdas e ganhos da semana se esvaem




O contrato futuro de arábica de maio tinha há pouco, na ICE Futures US, queda de 400 pontos, com 178,00 centavos de dólar por libra peso, depois de bater na mínima de 177,00 centavos. O julho tinha, há instantes, desvalorização de 395 pontos. De acordo com analistas internacionais, o dia é marcado por novas liquidações, que fazem com que as correções observadas ao longo da última terça-feira perdessem totalmente o efeito. O mercado rapidamente voltou a "freqüentar" os mesmos níveis de baixa que eram observados no final de semana passada. Os analistas ressaltaram que os bears (baixistas) continuam a se mostrar extremamente ativos e não tiveram maiores dificuldades em forçar as cotações para baixo. Com a retomada do padrão abaixo do nível de 180,00 centavos, os operadores trabalham com a perspectiva de que, no curto prazo, um nível abaixo dos 175,00 centavos possa ser restado. O cenário externo também colabora com o mau humor do café. Os temores com a crise na Europa e com o cenário recessivo da economia internacional continuam a fazer com que alguns players prefiram deixar os mercados de risco e se refugiar em segmentos mais seguros. Nesta quinta, as bolsas de valores dos Estados Unidos voltam a ter perdas consideráveis, com o índice CRB recuando mais de 1%, puxado pela negatividade do petróleo, café, entre outros produtos. "Efetivamente, os baixistas estão com uma força considerável. Conseguiram facilmente fazer com que os avanços recentes fossem anulados. O mercado deve começar a assumir um caráter mais 'climático' nas próximas semanas, mas, até lá, a tendência é de que os vendedores continuem no comando", disse um trader. As exportações de café do Brasil em março, até o dia 27, totalizaram 1.581.586 sacas de café, alta de 4,54% em relação às 1.512.795 sacas sacas registradas no mesmo período de fevereiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 183,25, 183,50, 184,00, 184,50, 184,90-185,00, 185,50, 185,70, 186,00, 186,50, 187,00, 187,50, 188,00, 188,50, 189,00, 189,50 e 189,90-190,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 177,00, 176,50, 176,00, 175,50, 175,10-175,00, 174,50, 174,00, 173,50, 173,00, 172,50, 172,00, 171,50 e 171,00 centavos por libra.

Coffee Market Isn't Overvalued - ICO Head 29/03/2012

DJ - Coffee Market Isn't Overvalued - ICO Head
Current coffee prices aren't overvalued and provideincentives to farmers and growers to plant the crop, the head of theInternational Coffee Organization said on the sidelines of the FT sustainableagriculture summit Thursday.   "The current prices offer good prospects to coffee farmers and incentivizethem to grow the crop," Roberio Oliveira Silva told Dow Jones Newswires. "It isa profitable price and gives farmers hope in the market."   Ahead of the upcoming Brazilian crop, farmers believe there are shortages ofcoffee in the market, which gives a support to price levels, said the ICO.   "People don't need to be afraid if there are sudden price moves in the coffeemarket. It is a reflection of well capitalized farmers," he said. 

Cia. Iguaçu de Café SolúvelCompanhia Aberta CVM nº 00333-6CNPJ nº 76.255.926/0001-90

Cia. Iguaçu de Café SolúvelCompanhia Aberta CVM nº 00333-6CNPJ nº 76.255.926/0001-90
 Fato Relevante
Cia. Iguaçu de Café Solúvel, companhia aberta, com sede na cidade de Cornélio Procópio,Estado do Paraná, na Rodovia BR 369 (Rodovia Mello Peixoto) - km 88, inscrita no CNPJ sobo nº. 76.255.926/0001-90, na forma do que dispõe a legislação vigente, e em complementaçãoà identificação da inconsistência contábil nos custos dos estoques de sua empresa controlada,divulgada ao mercado anteriormente por meio do Fato Relevante em 13 de março de 2012,vem informar que transações comerciais fora dos padrões usuais praticados pela empresacontrolada Exportadora e Importadora Marubeni Colorado Ltda. foram identificadas e tiveramseus efeitos corrigidos durante o fechamento das demonstrações financeiras do exercícioencerrado em 31 de dezembro de 2011, no qual a controlada apurou um resultado negativo naordem de R$ 48 milhões. Esta apuração, contudo, não afetará o pagamento de juros sobre ocapital próprio, conforme o decidido pelo Conselho de Administração em 08/11/2011, adreferendum da Assembleia Geral, nem dos dividendos aos quais serão imputados, cujadistribuição deverá ser mantida com base nas reservas de lucros existentes. Ratificamos,conforme já divulgado no Fato Relevante em 13/03/2012, que o pagamento ocorrerá em dataainda a ser definida.A Companhia em conjunto com consultoria especializada continua atuando para apurar osmotivos determinantes para empreender as aludidas transações e os seus responsáveis.Cornélio Procópio, 26 de março de 2012.Mário Ataru AbeDiretor de Relações com Investidores
FENICAFÉ: PRESIDENTE DA ASSOCAFÉ/BA DIZ QUE BRASIL COLHE 53 MI SCS EM 2012
A safra brasileira de café em 2012 deverá atingir 53 milhões de sacas de 60 quilos. A estimativa, que está acima do número da Conab (Companhia Nacional do Abastecimento), que apontou a produção em 48,9 a 52,3 milhões de sacas, vem do presidente da Assocafé (Associação dos Produtores de Café da Bahia), que também é cafeicultor de Brejões na Bahia ediretor regional da AIBA (Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia), João Lopes Araújo.    Em entrevista à Agência SAFRAS durante a Fenicafé 2012, que ocorre de 28a 30 de março em Araguari, no cerrado mineiro, João Lopes disse que havia o potencial do Brasil colher 55 milhões de sacas, mas o veranico do começo do ano prejudicou a safra.    João Lopes disse não concordar com os números do governo, que deveriam ser mais transparentes, e que deveriam bater com os números do consumo no Brasil e da exportação, o que não acontece. "Não adianta não divulgar um número porque se acha que ele está muito alto e o preço vai cair, é preciso transparência", afirmou. O dirigente conclui que, como governo, o papel mais importante é a liberação dos recursos no momento adequado e em volume para garantir um melhor ordenamento da oferta em ano de grandes safras, o que dá sustentação para as cotações no mercado.
Café robusta vai ser responsável por 43% do consumo global




Fornecimento de café robusta pode combinar sobre a demanda na temporada 2011-12, que começou em outubro devido alto consumo de café mais baratos, de acordo com Armajaro Trading Group Ltd. A demanda por robusta cresceu 5 por cento no ano passado, disse Sérgio Tristão, exportador e torrador do Brasil. O café robusta serão responsáveis por 41 por cento do consumo global de café em 2011-12, contra 40 por cento um ano antes, de acordo com Volcafe. Os grãos de vai subir para 42 por cento em 2012-13 , disse Winterthur, trader com sede na Suíça. "Se você olhar para a força de embarques vietnamitas neste ano e da força dos certificados Liffe empate-downs, ele aponta para o fato de que a demanda robusta está segurando incrivelmente bem", Ana Vohringer Wilks, diretor de café em Londres, baseada em Armajaro , disse ontem em entrevista em Londres. Vietnã, maior produtor mundial de robusta, pode exportar 200.000 toneladas de café este mês, segundo dados divulgados hoje pelo Escritório Geral de Estatística, em Hanói. Isso representa um aumento de 24 por cento das 161.000 toneladas embarcadas no ano anterior, os dados mostram. Estoques de café robusta, com certificados de classificação válidos em armazéns monitorados pela NYSE Liffe eram 192,320 mil toneladas a partir de 19 de março. Os estoques vêm caindo desde que atingiu uma alta recorde de 417,420 mil toneladas em 11 de julho. O café robusta subiu 14 por cento este ano na Liffe NYSE intercâmbio em Londres, como agricultores no Vietnã retendo o café e nações produtoras importou mais do país do sudeste asiático. Os preços também ganhou como torrefadores bateu feijão armazenadas na Europa.
FENICAFÉ: PESQUISADOR ESTIMA SAFRA 2012 DO BRASIL EM 46 A 48 MI SCS
A produção brasileira de café 2012 deverá ficar de 46 a48 milhões de sacas de 60 quilos. É o que acredita o engenheiro agrônomo e um dos principais pesquisadores de café do Brasil, Roberto Santinato, consultordo Procafé do Campo Experimental da Associação dos Cafeicultores de Araguari, no cerrado mineiro.    Para Santinato, o potencial da safra era de 52 a 54 milhões de sacas, ao contrário do "chute", como ele descreve, de outros agentes no mercado, principalmente do exterior, que apontavam inicialmente um potencial de 60 a 65 milhões de sacas. "Chegaram a falar em 60 milhões de sacas. Temos uma área de 2,0 milhões de sacas, e pra produzir isso a produtividade média teria de ser de 30 sacas por hectare. Isso não existe!", afirmou, em entrevista à Agência SAFRAS durante a Fenicafé 2012, que ocorre de 28 a 30 de março em Araguari.    Ele pontuou os motivos para a redução na safra em relação ao potencial produtivo, dividindo em quatro partes:-Houve geadas de baixada no sul de Minas Gerais em 2011, atingindo 5% a 7% das áreas-Temperaturas elevadas nas floradas, de mais de 30 graus, prejudicaram as lavouras no sul de Minas Gerais e parte de São Paulo. Santinato destaca que acima de 34 graus não ocorre a fotossíntese.-Recentemente (janeiro/fevereiro) houve um surto de "mancha aureolada", uma bactéria que causa "mumificação" de frutos, com seca de ponteiras, principalmente . Isso atingiu 30% das regiões do sul de Minas Gerais, Zona da Mata mineira e Triângulo Mineiro que tem cafezais acima de 800 metros. Dessas áreas atingidas, houve uma perda média de 3% a 4% da safra, o que é muito significativo.-O veranico desse começo de 2012, com falta de chuvas verificada até o momento, em muitas regiões produtoras, acaba prejudicando também boa parte da safra nova.     No primeiro levantamento, a Conab (Companhia Nacional do Abastecimento) apontou a safra brasileira 2012 em 48,9 a 52,3 milhões de sacas. Santinato acredita numa revisão para baixo desses números, com a safra bem mais próximado número inferior desse intervalo indicado pela Conab.
Café na ICE não sustenta ganhos e volta a ter dia de pressão
 Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com quedas consideráveis, que fizeram com que a maior parte das altas conquistadas ao longo da sessão anterior se esvaíssem. A correção iniciada na terça-feira efetivamente não teve continuidade. Após uma abertura com altas mínimas, o mercado passou a sofrer com a ação dos baixistas.  O sentimento negativo foi ampliado com o comportamento desfavorável das bolsas de valores internacionais e de outras commodities, sendo que, na segunda metade do dia, as perdas se ampliaram ainda mais. Apesar das baixas consideráveis, a posição maio, ao longo de todo o dia conseguiu se manter dentro do intervalo de 180,00 centavos. O mercado vinha dando demonstrações de estar sobrevendido, assim, uma correção básica, como a da sessão anterior, era esperada, sendo que, no entanto, o "contra-ataque" dos baixistas, que demonstram contar com significativa força ainda foi imediato.  Um operador sustentou que as coberturas de posição short não conseguiram ter continuidade e, diante dessa fraqueza do mercado em buscar uma continuidade do viés de correção, o que se verificou foi uma nova tentativa de pressão sobre os preços. O mercado externo teve um dia de quedas para as bolsas de valores e para as matérias-primas em geral, com alta para o dólar. Dados sobre uma produção industrial menos consistente da China e os dados dos Estados Unidos sobre o indicador de novas encomendas de bens duráveis, que subiu 2,2%, menos que o esperado em fevereiro foram fatores relatados como causadores do negativismo nesses segmentos.  Fundamentalmente, o mercado mantém-se estável, com a maioria das notícias mais relevantes das últimas semanas já tendo sido devidamente precificadas.  No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve queda de 535 pontos com 182,00 centavos, sendo a máxima em 187,85 e a mínima em 181,25 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 515 pontos, com a libra a 184,70 centavos, sendo a máxima em 190,25 e a mínima em 184,00 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 1 dólar, com 2.058 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 2 dólares, com 2.049 dólares por tonelada.  De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por uma "interrupção brusca" do bom comportamento registrado na terça-feira. Num movimento reverso, várias ações de venda foram observadas e alguns stops acionados, culminando em um novo dia de perdas, com o maio chegando a atingir o patamar de 181,00 centavos. "É um quadro complexo e novamente verificamos os baixistas se adiantarem e apresentaram novas vendas. Alguns operadores trabalham com a perspectiva de que o mercado tem espaço para cair ainda mais. Por outro lado, devemos ficar atentos com o maior apetite de compras dos comerciais e também com a chegada da temporada de frio no Brasil e de chuvas na Colômbia, fatores que podem conter as quedas e até dar algum ânimo para os bulls (altistas)", disse um trader.  As remessas internacionais de café do Vietnã tiveram recuo de 1% em março, segundo o Ministério da Indústria e Comércio local. Os embarques do grão no período chegaram a 200 mil toneladas métricas. Em termos de receita, no mês, essas exportações significaram uma alta de 0,2%, com 417 milhões de dólares.  As exportações de café do Brasil em março, até o dia 27, totalizaram 1.581.586 sacas de café, alta de 4,54% em relação às 1.512.795 sacas registradas no mesmo período de fevereiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).  Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.826 em 1.545.076 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 25.303 lotes, com as opções tendo 1.721 calls e 265 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 187,85, 188,00, 188,50, 189,00, 189,50, 189,90-190,00, 190,50, 191,00, 191,50, 192,00, 192,50 e 193,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 181,25, 181,00, 180,50, 180,10-180,00, 179,50, 179,00, 178,00, 177,50, 177,00, 176,50, 176,00, 175,50, 175,10-175,00 e 174,50 centavos por libra.  

   NOVA YORK DEVOLVE GANHOS DOS ÚLTIMOS DIAS E FECHA COM PERDAS
Nova York, 28 - Os futuros de café arábica fecharam em forte queda na Bolsa ICE Futures US, em Nova York, devolvendo ganhos verificados esta semana. O contrato com vencimento em maio caiu 535 pontos, ou 2,86%, e fechou a 182,0 cents/lb. "As pessoas estão apostando bastante na queda", disse o analista Jack Scoville, da corretora Price Futures, citando a chegada das chuvas em algumas das principais regiões produtoras do Brasil. "Não deram muita sequência às compras após os ganhos dos últimos dias."  Veja abaixo como ficaram os principais vencimentos em Nova York e Londres. As informações são da Dow Jones.     NOVA YORK DEVOLVE PARTE DOS GANHOS DE ONTEM    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quarta-feira com cotações em queda, interrompendo a reação esboçada ontem, quando as cotações haviam subido 5%.    Segundo operadores, o sentimento geral ainda é de pessimismo quanto aos rumos do mercado. Do lado fundamental, as chuvas no cinturão produtor de café do Brasil elevam o tom negativo do mercado futuro, já que as mesmas devem beneficiar a produção da safra que terá sua colheita iniciada em breve. Os ganhos recentes não geraram continuidade para as ações da ponta compradora. As informações partem de agências internacionais.     As informações partem de agências internacionais de notícias.    Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 182,00 centavos de dólar por libra-peso, com perda de 5,35 centavos, ou de 2,85%. A posição julho fechou a 184,70 cents, com perda de 5,15 cents, ou de 2,71%.   Londres mantém consistência e fecha dia com estabilidade Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta terça-feira próximos de estabilidade, em uma sessão relativamente movimentada, com algumas rolagens de posição e com compras e vendas se sucedendo, sem, no entanto, apresentarem um direcionamento mais claro. A posição maio chegou a ficar abaixo do nível de 2.050 dólares, mas, ao final do dia se reequilibrou. De acordo com analistas internacionais, após o bom comportamento da sessão passada, o mercado teve um dia sem maiores direcionamentos. Ao contrário dos arábicas em Nova Iorque que praticamente descartaram todos os ganhos da terça-feira, os robustas voltaram a demonstrar consistência ao conseguirem sustentar os patamares anteriores. As origens, segundo operadores, continuam a vender escalonadamente, o que dá um suporte para que a pressão sobre as cotações seja significativamente menor. "Tivemos um dia até movimentado, sem que isso, no entanto, se refletisse nos preços. O maio, por exemplo, variou apenas 23 dólares ao longo de toda a sessão. Continuamos vendo um quadro consistente, com os preços tendendo a se manter firmes enquanto tivermos um quadro de oferta limitada e de temor com os estoques baixos", disse um trader. As remessas internacionais de café do Vietnã tiveram recuo de 1% em março, segundo o Ministério da Indústria e Comércio local. Os embarques do grão no período chegaram a 200 mil toneladas métricas. Em termos de receita, no mês, essas exportações significaram uma alta de 0,2%, com 417 milhões de dólares. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 6,16 mil lotes, com o julho tendo 4,43 mil lotes negociados. O spread entre as posições março e maio ficou em 9 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou queda de 1 dólar, com 2.058 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 2 dólares, com 2.049 dólares por tonelada. 

    DÓLAR SOBE COM COMPRAS PREVENTIVAS E AVERSÃO AO RISCO LÁ FORA
São Paulo, 28 - A aversão ao risco que derrubou as Bolsas de Valores e os preços de commodities hoje também deu impulso ao dólar no mercado de moedas. Mas a moeda norte-americana valorizou-se bem mais ante o real do que em relação a divisas de outros países exportadores de commodities, a exemplo do Brasil. O ajuste positivo de preço aqui foi acompanhado de um forte aumento de negócios. O fluxo cambial aparentemente positivo pela manhã foi absorvido pelo Banco Central, via leilão de compra à vista. Além disso, houve demanda preventiva de moeda por tesourarias de bancos, disse o gerente da mesa de derivativos de uma corretora. O dólar à vista fechou na cotação máxima no balcão, a R$ 1,8280, alta de 0,83%; a mínima mais cedo foi de R$ 1,8170 (+0,22%). Na BM&F, o dólar spot avançou 0,82%, a R$ 1,8257. O giro total à vista registrado até 17h05 na clearing de câmbio da BM&F somava US$ 3,474 bilhões (US$ 3,225 bilhões em D+2) - cerca de 265% maior que o da véspera. A principal razão apontada pelos profissionais do mercado local para a firme valorização do dólar ante o real é que as medidas já adotadas e as insistentes ameaças do governo com novas ações mudaram as expectativas de que poderia haver uma avalanche de recursos estrangeiros para o País no futuro próximo. Na quarta semana deste mês, o fluxo cambial efetivo já foi negativo em US$ 306 milhões. "O impacto mais forte das medidas adotadas até agora não é tanto sobre a formação de preço do dólar, mas sim sobre as expectativas do mercado. Quando se forma consenso de que haverá menor ingresso de capital no País e que o governo e o BC continuarão atuando com novas ações e leilões, a fim de enxugar o fluxo favorável e evitar a apreciação do real, o próprio mercado ajusta posições demonstrando uma postura defensiva", explicou um operador de tesouraria de um banco. Nesta quarta-feira, o fluxo cambial foi positivo pela manhã, motivando a realização do leilão de compra do BC, segundo as fontes consultadas. Como essa operação de compra "secou" a oferta de moeda à vista após a intervenção do BC e houve demanda por moeda pelas tesourarias de bancos à tarde, o preço do dólar sofreu correção adicional na sessão vespertina. No mercado futuro, às 17h10, o dólar abril 2012 subia 0,25%, a R$ 1,8285, com giro financeiro de US$ 22,502 bilhões - 29% superior ao da véspera. Esse aumento do volume de negócios reflete ainda o início das rolagens de contratos futuros de dólar, uma vez que o vencimento abril 2012 se aproxima.Este contrato vence no próximo dia 1º, mas será liquidado no dia 2 de abril com base na taxa Ptax desta sexta-feira, dia 30 de março. Outro indutor do avanço interno foi a manutenção da alta da moeda no exterior durante à tarde. Por lá, os indicadores norte-americanos piores do que o esperado e preocupações renovadas com a economia chinesa estimularam a busca de proteção no dólar. Nos EUA, as encomendas de bens duráveis subiram 2,2% em fevereiro, abaixo da alta de 3% prevista pelos analistas; e os estoques de petróleo do país subiram mais do que o previsto: 7,102 milhões de barris na semana encerrada em 23 de março, para 353,39 milhões de barris, muito acima do aumento de 2,2 milhões de barris esperado.  
   ESPECIAL: AÇÃO NO CÂMBIO ANULA QUEDA DE COMMODITIES NO EXTERIOR
A decisão do governo de ampliar o arsenal usado para conter a valorização do real ante o dólar impede que a economia brasileira se beneficie integralmente do efeito positivo que a queda nas cotações internacionais das commodities tem sobre a inflação. Embora o Brasil não seja forte importador desses insumos, as commodities são um ponto de atenção, inclusive na ata do Comitê de Política Monetária (Copom), e o recuo desses preços em março contribuiria, mesmo que parcialmente, para manter sob controle a inflação local. O governo, no entanto, optou por sacrificar essa ajuda agora, enquanto tenta impulsionar a atividade econômica com o controle do câmbio. A escolha fica evidente no comportamento do índice CRB, que reflete os preços das commodities no mercado internacional. Em março, até o dia 23, o índice caiu 2,94% em dólar. Mas, em real, apontava uma alta de 3,09% no mesmo período. Essa é a conta do chamado conflito de escolha ou do trade-off, expressões amplamente usadas para caracterizar uma ação econômica que visa a resolução de um problema, mas que, automaticamente, acarreta outro. O próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega, já reconheceu que medidas cambiais acabam tendo efeitos colaterais não desejados. "Com sua política cambial, o Brasil está olhando o efeito benéfico para a exportação, já que o dólar mais alto ante o real aumenta a competitividade e isso é bom para a balança comercial. Mas também é ruim quando se fala em preocupação na formação de preço no mercado interno", afirma o analista de commodities do Jefferies Bache em Nova York, Vinicius Ito. O problema é que em real o índice de preços das commodities entrou em uma trajetória de forte alta em março. "Esse movimento pode gerar implicações nocivas na inflação futura, caso seja mantido nos próximos meses", comenta o estrategista da WestLb, Luciano Rostagno. Para esse analista, o risco maior para a inflação pode se concretizar caso a China volte a estimular a atividade e os EUA continuem a dar sinais de que sua economia segue melhorando. Nas suas considerações, Rostagno cita que esse cenário se materializará caso o governo brasileiro continue empenhado em segurar a cotação do dólar acima de R$ 1,80. O estrategista do WestLB afirma que o impacto do movimento do índice CRB deve chegar primeiro no Índice de Preços ao Produtor Amplo, que registra as variações de preços de produtos agropecuários e industriais nas transações entre as empresas e é um dos componentes do Índice Geral de Preços, calculado pela Fundação Getúlio Vargas. "O impacto começa a ser sentido no mês seguinte e se estende por seis meses", diz Rostagno. O estrategista destaca que o efeito no índice de preços ao consumidor tende a ser sentido no final do ano. Volatilidade Mas há dúvidas sobre a persistência do comportamento dos preços das commodities no exterior, já que a queda em março destoou do comportamento dos produtos monitorados pelo CRB no primeiro bimestre. No acumulado do ano, o índice CRB em dólar ainda aponta valorização, em grande parte em razão do suporte vindo da liquidez trazida por políticas monetárias mais frouxas aplicadas pelos países desenvolvidos. No acumulado do início de 2012 até o dia 23 de março, o índice CRB apresentava alta de 2,6% em dólares. Mas como o real se valorizou com mais velocidade ante a moeda norte-americana, neste período específico o índice CRB, em reais, acumulava queda de 0,76%. Esse movimento se inverteu no mês de março, com alta em real de 3,09%. Mas a contribuição do recuo das commodities no mercado internacional em março não deve chegar aos preços domésticos, já que com as atuações do governo o dólar acabou se apreciando 6,45% no mês, até dia 23, segundo a taxa de câmbio oficial do Banco Central. O impacto só não será tão grande porque os movimentos do CRB em março refletiram sobretudo o comportamento dos metais e energia. E dois produtos de peso no índice - petróleo e gás - ou não são importados, no caso do gás, ou têm volumes pequenos de compras no exterior, caso do petróleo. O impacto maior, portanto, é dos metais. Por esta característica, Ito lembra que o índice tem mais relevância para a formação de preços de economias fortemente dependentes de importações desses produtos, como é o caso das economias asiáticas. Para o ex-diretor do Banco Central Alexandre Schwartsman, a valorização do dólar ante o real em março tem implicações nocivas para a inflação, mas em menor intensidade do que ocorreu no passado. "Está se replicando o movimento observado entre outubro de 2010 e março de 2011, quando a insistência em não permitir o câmbio se ajustar permitiu que o aumento do preço de commodities em dólares se tornasse uma elevação do preço em reais", comentou Schwartsman. No entanto, o ex-diretor do BC observa que o efeito atual ocorre em uma escala em menor. Mesmo assim, o ex-diretor do Banco Central observa que o efeito do movimento do CRB no IPA costuma ser rápido, da ordem de um mês. "No IPCA, demora um pouco mais: 2 a 3 meses", disse. A história do CRB data de 1957, quando a Commodity Research Bureau construiu um índice que englobava 28 commodities. Atualmente, o índice reflete os preços de 19 commodities: alumínio, cacau, café, cobre, milho, algodão, suco de laranja, grão de soja, açúcar, trigo, gado vivo, suíno magro, petróleo bruto, óleo para calefação, gás natural, gasolina, ouro, prata e níquel. O índice é calculado pela Thomson Reuters em parceria com a Jefferies Financial.   
09:32 CAFÉ: CREDIT SUISSE QUESTIONA ALTA DE PREÇO DO ARÁBICA EM NOVA YORK
 Nova York, 28 - É questionável por quanto tempo a alta dos futuros do café arábica persistirá na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), de acordo com o Credit Suisse. As análises técnicas permanecem negativas e o banco acredita que o mercado está sobrevalorizado.  As cotações do arábica subiram quase 5% no último pregão, impulsionadas por firmes dados da confiança do consumidor norte-americana e preocupações de que as lavouras brasileiras possam ser prejudicada por um clima adverso, informou o Credit Suisse. Os embarques do Brasil estão baixos e há preocupações de que podem decepcionar no futuro, segundo o banco. As informações são da Dow Jones.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Café reage ao cenário sobrevendido e tem dia de forte alta na ICE   
  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com ganhos expressivos, em uma sessão caracterizada por um processo corretivo, após as intensas perdas das últimas semanas, que fizeram com que o mercado assumisse uma posição sobrevendida. Após um início com ganhos apenas relativos, o maio conseguiu romper algumas resistências básicas e, com isso, se obserou o acionamento de stops de compra, o que fez com que os preços atingissem altas de até 5% e se consolidassem, novamente, dentro do patamar de 180,00 centavos por libra. Na segunda-feira, o mercado já havia buscado um processo de correção, mas falhou ao romper as resistências mais básicas.  Nesta terça, com os baixistas menos ativos, o processo pôde ser consolidado. Para operadores, esse tipo de movimento era esperado, uma vez que o mercado havia acumulado perdas consideráveis e, nas formações gráficas, se observava um quadro nítido de sobrevenda. Alguns desses operadores, no entanto, avaliam que o processo corretivo não deverá ser dos mais consistentes, já que ainda existe um perfil baixista nos negócios e que um movimento vendedor poderá ser desencadeado em breve.  No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 855 pontos com 187,35 centavos, sendo a máxima em 187,65 e a mínima em 178,80 centavos por libra, com o julho tendo valorização de 845 pontos, com a libra a 189,85 centavos, sendo a máxima em 190,05 e a mínima em 181,05 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou alta de 44 dólares, com 2.059 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 42 dólares, com 2.051 dólares por tonelada.  De acordo com analistas internacionais, o mercado teve uma terça-feira de forte movimentação de coberturas de posições short, após um quadro tecnicamente sobrevendido por mais de duas semanas ter sido formado. Com os ganhos do dia, o maio conseguir subir para patamares superiores aos do índice de força relativa de 14 dias. "Nós verificamos o acionamento de stops de compra por volta dos 182,00 centavos e, mais tarde, acima de 184,00 centavos na base maio", disse um dealer, que indicou que o mercado vinha demonstrando uma concentração no volume de posições short, sendo que os fundos teriam mais de 20,5 mil contratos desse tipo em mãos no dia 20 de março, o que seria o patamar mais alto desde 2006.  "Os indicadores gráficos efetivamente forçaram a mão para que tivéssemos a correção", sustentou Jack Scoville, vice-presidente do Price Group, em Chicago  "Eu penso que estávamos tecnicamente sobrevendidos e os fundos, então, retornaram algumas bases", ressaltou John Wolthers, trader da Comexim, em Santos. "O mercado de café, efetivamente, está corrigindo as perdas consistentes. Não acreditamos em uma correção muito grande, já que os fundos não estariam tão interessados em inverter seu posicionamento atual.  No curto prazo, com a chegada do período de frio no centro-sul do Brasil, é possível que isso se torne um catalisador para os fundos mudarem essa tendência, o que poderia dar um suporte para o mercado diminuir ainda mais as perdas", indicou o Rabobank, em nota.  "Os especuladores estão com muitas posições short em mãos e neste momento eles estão cobrindo. Por outro lado, o real está firme e isso encoraja algumas vendas do Brasil", indicou Hernando de la Roche, vice-presidente sênior da INTL Hencorp Futures.  As exportações de café do Brasil em março, até o dia 23, totalizaram 1.425.755 sacas de café, queda de 5,75% em relação às 1.512.795 sacas registradas no mesmo período de fevereiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).  Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque ficaram estáveis em 1.546.902 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 41.846 lotes, com as opções tendo 2.815 calls e 2.639 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 187,65, 188,00, 188,50, 189,00, 189,50, 189,90-190,00, 190,50, 191,00, 191,50, 192,00, 192,50 e 193,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 178,80, 178,50, 178,00, 177,50, 177,00, 176,50, 176,00, 175,50, 175,25, 175,10-175,00, 174,50, 174,00, 173,50, 173,00, 172,50 e 172,00 centavos por libra.

   CAFÉ: NY FECHA EM ALTA DE QUASE 5% COM COBERTURA DE POSIÇÕES VENDIDAS
Nova York, 27 -
Os preços futuros do café arábica fecharam com alta acentuada na bolsa ICE Futures US, em Nova York, motivados pela cobertura de posições vendidas. Investidores que apostavam na queda dos preços mudaram de postura, com base em um relatório divulgado pelo Rabobank. O contrato maio encerrou com ganho de 855 pontos (4,78%), cotado a 187,35 cents por libra-peso. O julho saltou 845 pontos (4,66%) e terminou em 189,85 cents por libra-peso. Traders que haviam liquidado posições decidiram recomprá-las, o que ajudou o vencimento e atingir a máxima de 187,65 cents por libra-peso durante o pregão. "O mercado de arábica corrigiu o movimento antes do que prevíamos, e esperamos uma modesta recuperação, tendo em vista o elevado saldo líquido de vendas por parte de fundos especulativos", informou o Rabobank em uma nota.  As cotações do café estiveram em uma tendência baixistas desde meados de janeiro, quando os rumores sobre uma colheita recorde no Brasil começaram a ganhar força na indústria. Os lotes da commodity para entrega em maio atingiram as mínimas em 18 meses na semana passada. "Os fundos ainda estão vendidos neste mercado", disse Márcio Bernardo, analista da corretora Newedge. Ele afirmou que mais fundos devem cobrir as posições vendidas, se os preços continuarem subindo.  O Rabobank prevê que um clima mais frio no Brasil - maior produtor da variedade arábica no mundo - levante preocupações sobre a oferta e impulsione ainda mais os preços. O banco estima também que a demanda cresça entre 2,5% e 3% em 2012/13, à medida que o consumo segue em alta no mundo inteiro. As informações são da Dow Jones.  Confira na tabela abaixo como ficaram os principais contratos do café arábica na ICE e na Liffe. 
    NY FECHA EM ALTA DE QUASE 5% COM COBERTURA DE POSIÇÕES VENDIDAS
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábicaencerrou as operações desta terça-feira com cotações em alta expressiva, em forte reação a um relatório do Rabobank.    Já no início do pregão, os preços subiam, puxados pelo enfraquecimento do dólar e pela valorização de outros mercados. Os futuros então tomaram um forte impulso após a divulgação do Rabobank.    Segundo o Rabobank, as cotações futuras do café arábica estão em patamares artificiais de baixas, e as mesmas devem reagir diante das recentes quedas e do expressivo volume de posições vendidas nas mãos de fundos e especuladores. Os contratos com entrega em maio subiram logo, fechando com alta de quase 5%, diante de um maciço movimento de cobertura de posições vendidas.    O mercado adotou um viés baixista em meados de janeiro, a partir dos rumores sobre uma colheita recorde no Brasil. Na última semana, os contratos com entrega em maio atingiram mínimas de 18 meses.    O Rabobank comentou ainda que a queda nas temperaturas no Brasil nos próximos meses deve dissipar as preocupações com o excesso de oferta no curtoprazo. Além disso, a queda nos estoques dos países exportadores e o crescimento do consumo vão oferecer suporte para as cotações futuras.     As informações partem de agências internacionais de notícias.    Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 187,35 centavos de dólar por libra-peso, com ganho de 8,55 centavos, ou de 0,02%. A posição julho fechou a 189,85 cents, com ganho de 8,45 cent, ou de 4,65%.   
 Londres tem nova ação compradora e fica acima dos US$ 2.050
Os contratos futuros de café robusta negociados na Eutonext/Liffe encerraram esta terça-feira com bons ganhos, com o maio se posicionando, ao final do dia, acima do nível psicológico de 2.059 dólares. O volume negociado foi ligeiramente superior ao verificado ao longo das últimas sessões. De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por uma ampliação do potencial comprador de especuladores e, em menor grau, de fundos. Estimulados pelos ganhos consideráveis dos arábicas em Nova Iorque, algumas ordens adicionais de compra puderam ser observadas, com os preços batendo nos melhores níveis desde 8 de março. "Tivemos uma sessão favorável e com a continuidade da força que vem sendo registrada já há várias semanas. Sem maiores ofertas de origens, o que se verifica é uma ação mais coordenada no lado comprador e um bom intervalo acima dos 2.000 dólares foi formado", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 5,59 mil lotes, com o julho tendo 3,84 mil lotes negociados. O spread entre as posições março e maio ficou em 8 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou alta de 44 dólares, com 2.059 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 42 dólares, com 2.051 dólares por tonelada.  
   "ENGESSADO", DÓLAR TEM LEVE QUEDA EM MEIO A GIRO PEQUENO
São Paulo, 27 -
Após abrir a sessão alinhado à leve alta no exterior, o dólar perdeu força e passou a cair discretamente ante o real ainda pela manhã. Além de ingresso pontual de recursos via exportação, houve antecipação de expectativas de novas entradas para investimento direto no País. Mesmo assim, o volume de negócios manteve-se relativamente pequeno, refletindo um mercado "engessado", segundo o gerente da mesa de derivativos de um banco.O Banco Central comprou cerca de US$ 2,057 bilhões no mercado futuro, hoje, por meio de contratos de swap cambial reverso com dois vencimentos no curto prazo (em junho e julho deste ano), em que a autoridade monetária também se comprometeu a pagar uma taxa de juros predeterminada ao investidor participante da operação. Esta operação, no entanto, serviu para rolar integralmente um vencimento nesse montante desses contratos, não interferindo diretamente na formação de preço do dólar à vista. Embora não tenha sido feito leilão de compra à vista, o recuo da moeda norte-americana foi limitado pela certeza dos agentes financeiros de que o Banco Central e o governo não permitirão que o dólar ceda abaixo de R$ 1,80.A mesma fonte citada acima explicou que o fluxo positivo pressionou o dólar para baixo, hoje, mas a proximidade do preço à vista do patamar de R$ 1,80 também restringe o movimento de queda. "Se o mercado não vislumbra o dólar abaixo de R$ 1,80 e há possibilidade de anúncio de medidas a qualquer momento, essas expectativas limitam a volatilidade e, por tabela, reduzem a liquidez", concluiu.No fechamento, o dólar à vista exibia leve baixa de 0,11%, a R$ 1,8130 no balcão, depois de oscilar 0,66%, da mínima em R$ 1,810 (-0,2¨%) à máxima de R$ 1,8220 (+0,39%). No mês, a moeda acumula valorização de 5,65% e, no ano, queda de 3,00%. Na BM&F, o dólar spot terminou com ligeiro recuo de 0,15%, a R$ 1,8108. O giro financeiro total à vista registrado até 16h57 na clearing de câmbio somava cerca de US$ 1,3 bilhão (US$ 1,1 bilhão em D+2).No mercado futuro, às 16h59, o dólar para abril 2012 caía 0,05%, a R$ 1,8195, e concentrava a liquidez, com giro de US$ 13,487 bilhões, de um total de US$ 13,938 bilhões movimentados com seis vencimentos de dólar. O contrato mais longo negociado hoje foi para abril de 2013, que projetou a moeda norte-americana a R$ 1,946.A perspectiva de um IED favorável ao País no curto prazo foi gerada pelo anúncio de um investimento inicial de US$ 2 bilhões da empresa dos Emirados Árabes, Mubadala, no grupo brasileiro EBX. Além disso, a sexta edição do "Monitor da Percepção Internacional do Brasil", divulgada hoje pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), afirma que o Brasil deve ficar entre os três países que receberão os maiores volumes de investimentos estrangeiros diretos (IED) nos próximos 12 meses. Essa foi a opção com maior porcentual de respostas a essa pergunta, segundo o Instituto.No leilão de swap reverso, o Banco Central vendeu 41.200 contratos. Treze mil contratos têm vencimento em 1/6/2012 e foram vendidos com cotação máxima de 99,9084, taxa nominal de 0,5599% e taxa linear de 0,550%, num total financeiro de US$ 649,4 milhões. Outros 28.200 contratos com vencimento em 2/7/2012 tiveram cotação máxima de 99,8408, taxa nominal de 0,6383% e linear de 0,6310%, com valor financeiro de US$ 1,407 bilhão.