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terça-feira, 27 de março de 2012

Vietnã: Colheita de 2011/12 é recorde - 22,1 milhões de sacas

Vietnã: Colheita de 2011/12 é recorde -
 22,1 milhões de sacas
 Cafeicultores do Vietnã, maior produtor mundial de grãos robusta, venderam cerca de 60% da atual safra de café, de acordo com a Volcafe, unidade de commodities da trader ED&F Man Holdings Ltd. A colheita do país aumentará para um recorde de 22,1 milhões de sacas de café em 2011/12, que começou em outubro, de 20 milhões de sacas na safra anterior, estimou o trader no mês passado. Os cafeicultores vietnamitas seguraram os grãos à medida que esperavam melhores preços depois de o robusta cair em 14% no ano passado na NYSE Liffe em Londres. O prêmio pago pelos compradores do café do Vietnã com relação aos preços na NYSE Liffe se manteve sem mudanças com relação à semana passada, em US$ 10 por tonelada para grãos com entrega em abril e maio, disse a Volcafe em um relatório semanal. As ofertas de grãos para envios próximos estão "abundantes em volume", disse a instituição, enquanto aquelas para os meses mais para frente estão "difíceis de conseguir" e a demanda para o período segue "insatisfeita". "Os aumentos nas taxas de frete tornaram as entregas não atrativas", disse a Winterthur, da Suíça, referindo-se aos envios de grãos à NYSE Liffe. Transportar o café aos portos no norte da Europa de Ho Chi Minh City, no Vietnã, custou cerca de US$ 1.600 a US$ 1.650 para cada contêiner de 20 pés em janeiro, de acordo com o A.P. Moeller-Maersk A/S, maior dona de navio porta contêineres do mundo. Isso se compara com a taxa de US$ 1.250 citada pela companhia em agosto. Na Indonésia, terceiro maior produtor de robusta, os preços locais permanecem "caros" e as ofertas para 2012-13 começando em abril estão "difíceis de encontrar", disse a Volcafe. O prêmio para o café da Indonésia com relação aos preços na NYSE Liffe aumentaram para US$ 120 a toneladas, de US$ 100 na semana passada, para grãos para entrega em abril e maio.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Mercado - Illycaffè usa estoques enquanto preços do café caem 24/03/2012

Mercado
- Illycaffè usa estoques enquanto preços do café caemTorrefadoras de café, tais como a Illycaffè, não estão sendo capazes de aproveitar os preços em mínimas de 17 meses, pois ainda estão trabalhando com estoques que compraram a níveis muito mais elevados, disse à Reuters o presidente-executivo da Illycaffè.Importadores norte-americanos disseram nas últimas semanas que o mercado físico tem estado surpreendentemente calmo, sobretudo devido à queda dos preços futuros para abaixo de US$ 2 por libra-peso, pela primeira vez em quase um ano e meio.Eles atribuem isso às torrefadoras trabalhando fora do estoque do ano passado, mas esta é a primeira vez que um torrefador reconhece à Reuters que eles não estão se beneficiando da queda dos preços."Nós estocamos café para um ano inteiro, o que significa que agora estamos no processo de uso do café que compramos no ano passado, quando o café (preço) estava muito maior do que isso", disse Andrea Illy, presidente-executivo da Illycaffè."Então, uma vez que compramos o café, entre julho e outubro ou novembro, é isso."Illy falou em intervalo da conferência da Associação Nacional de Café dos EUA, ao final da semana passada, em Charleston.A Illycaffè é um torrefadora de alta qualidade baseada em Trieste, na Itália. Seu total de vendas globais anuais é de US$ 450 milhões, tornando-a a décima terceira maior empresa de café, disse Illy.A torrefadora de terceira geração, no entanto, não estava frustrada e disse que tentar maximizar o benefício por meio da compra de café pelo preço mais baixo possível, se torna simplesmente um exercício especulativo, em que você ganha alguma coisa e perder outras."Os torrefadores são cobertos e fixaram os preços em níveis mais elevados, e estão tendo que trabalhar com o café de alto custo até o ponto onde eles podem tirar proveito do mercado", disse um importador, no sábado.O contrato de referência subiu acima de US$ 3 por libra-peso em maio de 2011, em uma alta de 11 meses estimulada pela preocupação com a oferta limitada e compras especulativas, forçando muitos torrefadores a aumentarem seus preços. A Illycaffè aumentou seus preços duas vezes em 2011 e novamente em cerca de 4% em janeiro.A alta fez a produtora norte-americana de café embalado, a JM Smucker Co, fabricante do café Folgers, e a Kraft Foods Inc, fabricante do Maxwell House, aumentarem seus preços de varejo em quatro vezes dentro de um ano. Ambas as empresas diminuíram seus preços de lista em agosto passado, com o recuo do mercado de futuros.A maior rede de lojas de café do mundo, a Starbucks Corp, elevou o custo do seu café embalado por duas vezes nos Estados Unidos, devido ao rali.

Coffee Stocks May Fall to ‘Critical’ Level Before Brazil’s Crop

Coffee Stocks May Fall to ‘Critical’ Level Before Brazil’s Crop


By Isis Almeida - Mar 26, 2012 Coffee stockpiles may fall to “critical” levels before the start of the next harvest in Brazil, the world’s largest coffee grower, according to the country’s National Coffee Council.

Coffee inventories in exporting countries were 17.4 million bags at the start of the 2011-12 season, the lowest on record, the London-based International Coffee Organization estimated in its February report. Stockpiles of importing nations were 22.3 million bags, it said. Brazil’s harvest usually starts in July.

“Coffee stockpiles in Brazil and in importing countries continue to fall and may reach critical levels at the end of the inter-harvest period,” Silas Brasileiro, president of the council, known as CNC, wrote in a report e-mailed on March 23.

Growers in Brazil will harvest a record 49 million to 52.3 million bags in the 2012-13 season as trees enter the higher- yielding half of a two-year cycle, the government estimates.

Arabica coffee prices have fallen 21 percent this year as traders sold the beans in anticipation of Brazil’s record crop.

“We continue to advise producers to be careful when selling at this moment of low market prices, waiting for better opportunities which should arise by the end of the inter-harvest period,” Brasileiro wrote in the report.

The next coffee crop in Brazil will only be enough to supply local and export demand, and won’t generate excess supplies for inventories to carry into the 2013-14 season, Santos, Brazil-based broker Escritorio Carvalhaes said in a report e-mailed March 23.

Arabica coffee is grown mainly in Latin America and is favored by Starbucks Corp., the world’s biggest coffee-shop chain.
US coffee drinkers favour single-serve machines
 Single-serve coffee machine purchases in US growing as more coffee companies roll out such machines. Charleston, March 23, 2012 -
More Americans say they own single-cup coffee brewers compared with a year ago and more of them are happy with the hot drink that these new machines produce, a coffee survey released on Friday showed.    "It's really beginning to make an impact in the coffee consumption of Americans," said Allen Bach, manager of market research for The J.M. Smucker Company. "We suspect it will continue (to escalate) into the future."
   The 2012 National Coffee Drinking Trends survey from the National Coffee Association (NCA), released at the association's conference in Charleston, SC, showed that 10 percent of the adults surveyed in the United States owned single-cup brewers, up from 7 percent in 2011.
    The NCA survey also showed that the consumption of coffee on a daily basis jumped by 7 percentage points, as reflected by the survey participants, "moving coffee solidly ahead of soft drinks," the release stated.Of the single-serving users, 37 percent said they just purchased their machine within the past six months and 25 percent rated the coffee they produce as "excellent", compared with 15 percent who stated this last year, the survey said.    Roughly a quarter of the people surveyed who own single-cup systems, however, aren't using them, Bach said.    Those who drink daily from this system, are consuming 2.2 cups a day, he said.     

  Coffee study dates back to 1950

The NCA study has been conducted annually since 1950 and is the longest available statistical series of consumer drinking patterns in the United States, the association said in a press release.    It surveyed nearly 3,000 adults online who were randomly selected from an online panel, and took place between mid-January and mid-February.    A growing number of coffee companies are selling their roast and ground beans in the single-serve format, in which one-cup portions are sold in various forms of cups, discs or pods.These refills are placed in a machine designed for them and instantly brew one fresh cup of coffee.    Large coffee companies such as Starbucks Corp, Green Mountain Coffee Roasters Inc, Sara Lee Corp, Kraft Foods and Nestle SA are venturing into the single-serve market.     Data supplied by Euromonitor International in January showed single-portion coffee brewers make up 8 percent of total worldwide coffee sales. 

            Coffee consumption second to water
"Coffee is, after water, the most commonly consumed beverage in the U.S. on a past-day basis," said Michael Edwards, managing director for Dig Insights Inc, a consumer research company that was a part of the study.    This year, the report more accurately reflected the consumption behaviors of Hispanic and African Americans.    "We hadn't done a very good job of representing African American and Hispanic Americans. This year we've corrected that," Edwards said.    "It's simply looking at a different base of consumers."    The study showed that daily coffee consumption in 2012 climbed, with 65 percent of the adults who were surveyed saying they drank the popular beverage daily, from 58 percent in 2011.     "We can't say the market has grown but the number is higher than we've projected in past years," Edwards said.    The survey has a margin of error of plus or minus 1.8 percent.

DJ Illycaffe CEO: World Needs 25M More Bags Of Coffee In 10 Years

DJ Illycaffe CEO: World Needs 25M More Bags Of Coffee In 10 Years
Leslie Josephs  CHARLESTON, S.C. -
The world will need another 25 million bags ofcoffee in a decade due to rising global demand, particularly from emergingmarkets, Andrea Illy, chief executive of Italy's illycaffe said Saturday.   Global coffee demand is growing at about 2% a year, and along with badweather in big growing regions like Colombia, it will likely soften the impactof a large crop expected out of Brazil this year, Illy told Dow Jones Newswireson the sidelines of a coffee conference in Charleston, S.C.   "We expect demand to continue to grow...mostly in emerging markets," he said.  Expectations of a record harvest from Brazil, which begins harvesting itsbeans in May, have sent futures prices of arabica coffee tumbling. Arabica forMay delivery on ICE Futures settled Friday up 1% at $1.7875 a pound.Front-month prices are down 21% this year.   But the world is headed for a shortfall in the following year, when Brazilwill have a smaller, off-cycle crop, said Illy.   "There will be enough coffee to satisfy demand [this year] and replenish alittle bit of the extremely depleted stocks and then prepare for the next yearwhen there will be another shortage of production, even after this abundantBrazilian crop," he said.   Also countering the large Brazilian crop is climate change, said Illy, sinceit is crimping global coffee supplies.   "Global warming is also causing some erratic climate behavior...in differentparts of the world, impacting very large producers like Indonesia, CentralAmerica," he said.   On Friday, Luis Genaro Munoz, chief executive of the National Federation ofCoffee Growers, said the country will produce 7.8 million 60 kilogram-bags in2012, unchanged from the previous year. Torrential rain has hurt threeconsecutive harvests from the country, one of the largest producers of arabicabeans.   In the long-term, prices will need to be high so farmers can increaseproduction. Otherwise, producers could be lured to other crops, Illy said.

Arabica-coffee futures may rebound to as high as $2

Arabica-coffee futures may rebound to as high as $2 a pound by year-end as global stockpiles tighten, world demand remains firm and climate change keeps production trailing demand, according to Illycaffe SpA.

“World inventories are still very low at producing and importing countries,” Andrea Illy, chief executive officer of the Trieste, Italy-based specialty coffee company, said in an interview during the National Coffee Association’s annual conference in Charleston, South Carolina.
Next year’s Brazilian crop, the world’s largest, will enter the low-cycle of the biennial harvest, reducing the small surplus left by the bigger production this year, Illy said. In addition, Colombia’s output, the second biggest grower of the arabica beans, has not recovered from weather-induced losses seen in the last three years, which may leave global stockpiles in a tight situation, as demand remains resilient, he said.
Climate changes have been disrupting global coffee production, as was the case in Colombia and parts of Central America in the last couple of years, Illy said during a presentation.
“It’s reasonable to expect a recovery in prices,” he said.
The closely held company, which makes specialty coffee and sells the brand in 140 countries, had revenue of $434 million in 2010, according to its website.
Arabica coffee for May delivery advanced 1 percent to $1.7875 a pound yesterday on ICE Futures U.S. in New York, after falling to $1.7445, the lowest for a most-active contract since Oct. 8, 2010. Still, prices are down 33 percent in the past year as the market anticipated Brazil’s higher yields for this year.

domingo, 25 de março de 2012

De volta à realidade.

De volta à realidade.


É...!!!, Alegria de pobre dura pouco, o pão do pobre sempre cai com a manteiga virada para baixo, ditados populares que expressam a dificuldade das coisas.

Após uma bela tendência de alta no mercado cafeeiro assistida por nos entre 2.010 e 2.011, assistimos agora uma tendência de baixa que se for igual às outras de quando o mercado visitou a casa dos $3,00 dólares por libra peso, teremos ainda muita baixa e saudade dos preços praticados nesta semana.

O descaso por parte das lideranças politicas em fazer uma politica consistente e duradoura e publico e notório e a desunião da classe produtora também.

A solução para uma queda repentina e esperada do mercado voltou em pauta esta semana, fazer estoque, ou seja, retenção, mas será mesmo que reter café é a solução.

O código florestal continua sem votação, e sem ele todos os produtores de café de montanha sem exceção esta na ilegalidade.

O Drawback volta em pauta onde indústria continua fazendo seu forte lobby querendo sua aprovação com a alegação que não tem como concorrer com outras indústrias do mundo por causa do preço da matéria prima, e exige a liberação da importação de café barato, leia se, café do Vietnã, o que iria simplesmente fortalecer um país concorrente.

O constante crescimento da indústria nacional onde poderemos ser em breve o país maior consumidor de café do mundo não é satisfatório ainda precisam do Drawback, o difícil para humilde compreensão é como este café imp0ortado não ira cair no mercado interno ou se a intenção não seria o mercado interno já que somos um grande consumidor do produto.

A insegurança continua e os produtores mal orientados ficam atônitos e sem direção.

Durante a safra alguns produtores foram orientados a não vender o café pegar um adiantamento pelo café entregue nas casas comerciais, pois o preço de R$500,00 algo nunca visto, era pouco, o lucro era pequeno, hoje estes produtores que fizeram isto estão pagando juros e vendo que o retorno do preço para a casa dos R$350,00 não lhes sobrará nada além da realidade que foi de fornecer café ao mercado para fazer preço no futuro, fazendo um abastecimento do mercado no momento que o mercado estava mais vulnerável, se tivesse vendido o café, teria realizado lucro e forçado o mercado a gastar mais dinheiro para adquirir a mercadoria em contra partida teria se capitalizado, portanto deram munição para o bandido.

O mercado financeiro não existe santo, são grandes empresas, fundos, bancos, querendo ganhar, e ganhar muito, quando entram para comprar vemos uma tendência de alta e quando entram para vender vemos uma tendência de baixa, fica a procura de oportunidades e quando entram fazem o estrago e quem estiver contra vai se machucar.

Agora estão vendo uma possibilidade de ganhar na baixa, aliados a lideranças politicas mundiais que acham que as comodites estão caras e com o grande desemprego causado pela crise financeira o mercado deveria jogar para baixo para que os alimentos fiquem mais baratos e acessíveis às populações, portanto não se pode perder oportunidades e sem uma ajuda politica a coisa pode realmente ficar feia.

O jogo sujo no mercado de cambio em politicas adotadas por países mostra que não é brincadeira o que esta acontecendo e se não se tomar uma atitude forte não terá solução.

Tecnicamente café termina a semana em baixa em uma formação gráfica de indecisão, indicadores mostram posição de sobre vendidos, apesar da quebra do fundo e de fazer novo fundo uma correção me parece necessária, e poderemos ver isto assim que se aproximar o dia do vencimento das opções dia 13 de abril e o primeiro dia de notificação de entrega, pois ainda se paga por ágio no café da tela e pode ter uma corrida de recompra.

A realidade está de volta para os produtores, não temos lei florestal, não temos politica cafeeira, e mercado batendo sem dó, e os produtores começam a virar torcedor esperando por um problema climático para vender sua mercadoria melhor.

Uma boa semana a todos e que deus os abençoe.

Wagner Pimentel

www.cafezinhocomamigos.blogspot.com

Lideranças do café defendem retenção de até 15 milhões de sacas

Lideranças do café defendem retenção de até 15 milhões de sacas
 O Conselho Nacional do Café (CNC) e a Comissão Nacional do Café da CNA defenderam a adoção por parte do governo federal de uma política de retenção entre dez a 15 milhões de sacas de café, na safra 2012/13, como medida fundamental para a elevação e manutenção dos preços do produto.A proposta, que já era discutida no âmbito das cooperativas e por lideranças do setor, foi apresentada na tarde de sexta-feira (23), durante reunião da Associação dos Sindicatos do Sul de Minas (Assul), realizada no município de Monte Santo de Minas, no sudoeste do estado.Cerca de cem produtores de café prestigiaram o encontro, que discutiu ainda uma estratégia para uma política de café, a importância da sintonia de ações entre CNC, CNA Frente Parlamentar do Café e governo, e ainda temas polêmicos como drawback no setor cafeeiro e o novo Código Florestal Brasileiro.Para o presidente da Comissão de Café da CNA, Breno Mesquita, a retenção de até 15 milhões de sacas de café é primordial para. “O Brasil precisa ordenar uma safra de café de ciclo alto. Estatisticamente percebemos que as políticas, ou a falta delas, afeta diretamente o cenário mundial de café", enfatizou Breno Mesquita."Com dez ou 15 milhões de sacas, em uma safra de 50 milhões de sacas, por exemplo, temos a certeza que a garantia sendo o produto e não o produtor, teremos preços mais interessantes, com certeza, já no início da próxima safra. É imprescindível que lideranças junto com o governo federal, faça com que esses recursos estejam disponíveis no início da safra. Assim, daremos um sinal muito claro para o mundo, dizendo que o Brasil, além de ser o maior produtor de café do mundo, ele tem política de café para o mundo”, explicou.  Ouvido pelo Coffee Break, o presidente da Cooparaiso, deputado federal Carlos Melles, que no momento do encontro cumpria agenda oficial em Uberaba, como secretário de Transportes e Obras Públicas de Minas Gerais, enfatizou que a política de retenção é o instrumento responsável que a cafeicultura precisa no momento.“Em 2002 conseguimos um pacote governamental que praticamente dobrou o preço do café à época e realmente o café precisa que o governo federal adote um programa de opções para retirar do mercado um volume de cerca de cinco milhões de sacas de café, e outros mecanismos como o Pepro, para retirar um volume que totalize até 15 milhões de sacas, como forma de elevar o preço do produto, sabemos disso, mas o governo federal precisa agir”, pontuou Melles.  Em relação à morosidade do país ter uma política concreta por parte do governo de Dilma Rousseff – que no início de seu governo, em visita às regiões cafeeiras mineira, declarou que o seu governo iria prover o setor de políticas em prol do produtor – Breno disse que o entrave está na burocracia.“O problema está nos trâmites, na burocracia. Ao entrarmos com propostas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por exemplo, nos deparamos com a máxima boa vontade de todos os seus profissionais em agilizar os processos. Porém, existe um ritual em todo o governo. As propostas são aprovadas no CDPC, é encaminhado para o Conselho Monetário Nacional, retorna para o setor jurídico federal, o agente financeiro demanda. Por isso temos que aprovar isso antes de abril, apara os recursos estejam no agente financeiro do município produtor em tempo certo. Estamos desde de novembro do ano passado discutindo para que haja esse tempo hábil”, contou o presidente da Comissão Nacional do Café.O presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo em Minas Gerais, o deputado estadual Antônio Carlos Arantes, disse que “concorda com a proposta de retenção desse volume de sacas para ordenamento de safra”.DrawbackUm dos temas de maior polêmica no setor de café é a adoção do drawback. Uma das propostas apresentada na reunião, sugere que o assunto seja discutido entre lideranças e produtores de café conillon, através de audiências públicas realizadas nos estados onde ele é produzido, como Bahia, Rondônia e Espírito Santo, de onde sairão propostas para o sistema de drawback que, por sua vez, serão levadas à Câmara, para serem discutidas pelos parlamentares e Frente Parlamentar do Café.O presidente do Conselho nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, disse que “o drawback é uma reivindicação antiga, antes feita apenas pelo setor do solúvel; atualmente a torrefação e moagem também reivindica a adoção desse sistema. Para isso, queremos ouvir o produtor de uma maneira democrática, através dos parlamentares nas casas legislativas dos estados produtores de conillon, levar isso para Brasília. Caso isso seja aprovado, terá que funcionar com salvaguardas.Estiveram ainda presentes no evento cujo anfitrião era o presidente do Sindicato Rural de Monte Santo de Minas, Olyntho Paulino, o presidente da Frente Parlamentar do Café, deputado federal Diego Andrade, o deputado federal Geraldo Thadeu, o presidente da Cooxupé, Carlos Alberto Paulino da Costa, da Coocatrel, Francisco Miranda, além de lideranças de sindicatos e produtores de mais de 25 cidades da região.

País deve produzir pouco mais de 50 milhões segundo OIC

País deve produzir pouco mais de 50 milhões de sacas de 60 kg na temporada 2012/2013

Brasil deve produzir pouco mais de 50 milhões de sacas de 60 kg na temporada 2012/2013
A Organização Internacional do Café (OIC) espera que a ampla colheita do Brasil neste ano fique dentro das necessidades globais, de acordo com o diretor executivo da entidade Robério Oliveira Silva, de modo que não deve sobrecarregar o mercado.

— Esperamos que a demanda seja firme — comentou Silva, nos bastidores da conferência anual da Organização Nacional de Café.

Segundo o diretor, é improvável que a safra de café do Brasil deixe o mercado com excesso de oferta. Silva acrescentou que o país deve produzir pouco mais de 50 milhões de sacas de 60 kg na temporada 2012/2013.