23/03/2012 - CHARLESTON, EUA -
As chuvas torrenciais no ano passado e um programa de renovação da cultura são fatores para a estabilidade da produção de café da Colômbia, segundo a Federação Nacional dos Cafeicultores (Fedecafe). A entidade estima a produção do país, um grande fornecedor de café arábica, em 7,8 milhões de sacas em 2012, mesmo montante da temporada anterior.
"Nós tivemos um clima muito rigoroso na segunda metade do ano passado", disse o executivo-chefe da Fedecafe, Luis Genoa Munson. Três colheitas fracas consecutivas ajudaram o país a puxar os contratos futuros do café para o seu mais alto preço em 14 anos, em maio do ano passado.
Munson disse que os piores efeitos da chuva devem ser sentidos no primeiro semestre de 2012. Mas um esforço de renovação da cultura com mudas resistentes a doenças também vem contribuindo para uma lenta recuperação da produção colombiana.
Quase um terço dos 900 mil hectares plantados no país tem plantas com menos de dois anos, que ainda não entraram em produção. A safra em 2013, de acordo com a Fedecafe, pode alcançar 9 milhões de sacas e, em 2014, entre 11 milhões e 11,5 milhões de sacas.
(Dow Jones)
domingo, 25 de março de 2012
Em mercado sobrevendido, café tem ligeira recuperação na ICE
Em mercado sobrevendido, café tem ligeira recuperação na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerrou a sexta-feira com altas, o que significou apenas uma ligeira recuperação, após as fortes perdas observadas ao longo da sessão anterior. Apesar de buscar fôlego novo, o maio, ao longo de todo o dia, se posicionou abaixo do nível psicológico de 180,00 centavos, o que, para muitos operadores, é um indicativo de que os altistas continuam bastante debilitados. As altas do dia vieram também na esteira dos indicadores externos. As commodities, beneficiadas com a fraqueza do dólar em relação a uma cesta de moedas internacionais, subiram coordenadamente, sendo que as bolsas de valores nos Estados Unidos também tiveram algumas altas. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 180 pontos com 178,75 centavos, sendo a máxima em 179,25 e a mínima em 175,25 centavos por libra, com o julho tendo valorização de 180 pontos, com a libra a 181,55 centavos, sendo a máxima em 182,00 e a mínima em 178,10 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou alta de 25 dólares, com 2.033 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 19 dólares, com 2.021 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, os futuros de arábica em Nova Iorque continuaram nesta semana o espiral de baixa, tocando nos menores níveis desde outubro de 2010. O sentimento baixista, dessa forma, continua intacta a tendência baixista atual, ainda que, graficamente, se observa um quadro claramente sobrevendido. Nos gráficos ainda é possível visualizar uma tendência de baixas mais consistentes e apenas ligeiras evoluções, sendo que as cotações continuam em patamares abaixo da média móvel de 200 dias, o que é um indicador negativo de longa prazo. Nesta semana, o contrato de maio atingiu um novo patamar negativo de mais de um ano, ampliando as condições sobrevendidas, o que pode indicar que, no curto prazo, uma esperada correção possa ocorrer. Terry Gabriel, estrategista técnico da Ideaglobal, em Nova Iorque, indicou que o café vem sofrendo um "assédio constante", sendo que o viés baixista não sofreu alteração de rota. Desde maio de 2011, a bolsa nova-iorquina vem sofrendo uma pressão mais considerável, depois de a posição maio ter falhado em romper os 311,55 centavos e ter, passo a passo, experimentado baixas até atingir os 174,45 centavos nesta semana. Gabriel sustentou que ao analisar a Fibonacci de longo prazo, na retração de junho de 2010 a maio de 2011, nota-se um rally de 76,4% e 78,6%, indo para a zona de 177,25 e 173,68 centavos, que é o nível corrente do maio. "o mercado está profundamente sobrevendido nas bases diária e semanal", observou o especialista, com o mercado tendo "recorrido" a uma zona de suporte de longo prazo. Para Gabriel, há um potencial para uma correção, contendo, ao menos em parte, o apetite bear (baixista), mas sendo importante o maio conseguir voltar a se posicionar acima dos 188,45 centavos. Em sua opinião, mesmo com uma ação corretiva mais consistente, o longo prazo ainda é negro. "Se eu fosse buscar avaliar a tendência para daqui seis meses acredito que poderíamos estar negociando abaixo dos 140,00 centavos", complementou o analista, que indicou que, no curto prazo, caso o suporte de 173,68 centavos seja rompido a tendência é de o maio buscar os 165,00 centavos. "No caso do café, como os fundamentos são positivos, os operadores interessados em baixa acabam sempre por voltar ao assunto da próxima safra brasileira de café com volume recorde. Insistimos que mesmo que venha a ser recorde, ela será apenas o suficiente para atender as necessidades do Brasil para exportação e consumo interno não gerando excedentes significativos para a safra 2013/2014, de ciclo baixo. Problema real teremos se não se confirmarem os números estimados por alguns operadores para a próxima safra brasileira de café", indicou o Escritório Carvalhaes, em seu comentário semanal. Em entrevista durante o encontro da Organização Nacional do Café nos Estados Unidos, Robério Silva, diretor executivo da Organização Internacional do Café, indicou que a safra do Brasil deverá ser grande neste ano, no entanto, ele pontuou que esse volume será aquele que "o mundo necessita." Segundo o executivo, a demanda de café é muito firme e mesmo com o Brasil devendo colher mais de 50 milhões de sacas não haveria um desajuste no mercado. As exportações de café do Brasil em março, até o dia 22, totalizaram 1.219.380 sacas de café, alta de 7,68% em relação às 1.132.397 sacas registradas no mesmo período de fevereiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.249 sacas, indo para 1.546.902 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 21.052 lotes, com as opções tendo 1.943 calls e 1.942 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 179,25, 179,50, 179,90-180,00, 180,50, 181,00-181,05, 185,50, 186,00, 186,50, 187,00, 187,50 e 188,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 175,25, 175,10-175,00, 174,50, 174,00, 173,50, 173,00, 172,50, 172,00, 171,50, 171,00, 170,50 e 170,10-170,00 centavos por libra.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerrou a sexta-feira com altas, o que significou apenas uma ligeira recuperação, após as fortes perdas observadas ao longo da sessão anterior. Apesar de buscar fôlego novo, o maio, ao longo de todo o dia, se posicionou abaixo do nível psicológico de 180,00 centavos, o que, para muitos operadores, é um indicativo de que os altistas continuam bastante debilitados. As altas do dia vieram também na esteira dos indicadores externos. As commodities, beneficiadas com a fraqueza do dólar em relação a uma cesta de moedas internacionais, subiram coordenadamente, sendo que as bolsas de valores nos Estados Unidos também tiveram algumas altas. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 180 pontos com 178,75 centavos, sendo a máxima em 179,25 e a mínima em 175,25 centavos por libra, com o julho tendo valorização de 180 pontos, com a libra a 181,55 centavos, sendo a máxima em 182,00 e a mínima em 178,10 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou alta de 25 dólares, com 2.033 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 19 dólares, com 2.021 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, os futuros de arábica em Nova Iorque continuaram nesta semana o espiral de baixa, tocando nos menores níveis desde outubro de 2010. O sentimento baixista, dessa forma, continua intacta a tendência baixista atual, ainda que, graficamente, se observa um quadro claramente sobrevendido. Nos gráficos ainda é possível visualizar uma tendência de baixas mais consistentes e apenas ligeiras evoluções, sendo que as cotações continuam em patamares abaixo da média móvel de 200 dias, o que é um indicador negativo de longa prazo. Nesta semana, o contrato de maio atingiu um novo patamar negativo de mais de um ano, ampliando as condições sobrevendidas, o que pode indicar que, no curto prazo, uma esperada correção possa ocorrer. Terry Gabriel, estrategista técnico da Ideaglobal, em Nova Iorque, indicou que o café vem sofrendo um "assédio constante", sendo que o viés baixista não sofreu alteração de rota. Desde maio de 2011, a bolsa nova-iorquina vem sofrendo uma pressão mais considerável, depois de a posição maio ter falhado em romper os 311,55 centavos e ter, passo a passo, experimentado baixas até atingir os 174,45 centavos nesta semana. Gabriel sustentou que ao analisar a Fibonacci de longo prazo, na retração de junho de 2010 a maio de 2011, nota-se um rally de 76,4% e 78,6%, indo para a zona de 177,25 e 173,68 centavos, que é o nível corrente do maio. "o mercado está profundamente sobrevendido nas bases diária e semanal", observou o especialista, com o mercado tendo "recorrido" a uma zona de suporte de longo prazo. Para Gabriel, há um potencial para uma correção, contendo, ao menos em parte, o apetite bear (baixista), mas sendo importante o maio conseguir voltar a se posicionar acima dos 188,45 centavos. Em sua opinião, mesmo com uma ação corretiva mais consistente, o longo prazo ainda é negro. "Se eu fosse buscar avaliar a tendência para daqui seis meses acredito que poderíamos estar negociando abaixo dos 140,00 centavos", complementou o analista, que indicou que, no curto prazo, caso o suporte de 173,68 centavos seja rompido a tendência é de o maio buscar os 165,00 centavos. "No caso do café, como os fundamentos são positivos, os operadores interessados em baixa acabam sempre por voltar ao assunto da próxima safra brasileira de café com volume recorde. Insistimos que mesmo que venha a ser recorde, ela será apenas o suficiente para atender as necessidades do Brasil para exportação e consumo interno não gerando excedentes significativos para a safra 2013/2014, de ciclo baixo. Problema real teremos se não se confirmarem os números estimados por alguns operadores para a próxima safra brasileira de café", indicou o Escritório Carvalhaes, em seu comentário semanal. Em entrevista durante o encontro da Organização Nacional do Café nos Estados Unidos, Robério Silva, diretor executivo da Organização Internacional do Café, indicou que a safra do Brasil deverá ser grande neste ano, no entanto, ele pontuou que esse volume será aquele que "o mundo necessita." Segundo o executivo, a demanda de café é muito firme e mesmo com o Brasil devendo colher mais de 50 milhões de sacas não haveria um desajuste no mercado. As exportações de café do Brasil em março, até o dia 22, totalizaram 1.219.380 sacas de café, alta de 7,68% em relação às 1.132.397 sacas registradas no mesmo período de fevereiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.249 sacas, indo para 1.546.902 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 21.052 lotes, com as opções tendo 1.943 calls e 1.942 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 179,25, 179,50, 179,90-180,00, 180,50, 181,00-181,05, 185,50, 186,00, 186,50, 187,00, 187,50 e 188,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 175,25, 175,10-175,00, 174,50, 174,00, 173,50, 173,00, 172,50, 172,00, 171,50, 171,00, 170,50 e 170,10-170,00 centavos por libra.
CNC - Fortes vendas de fundos derrubaram o mercado na semana
BALANÇO SEMANAL 19 a 23/03/2012
Fortes vendas de fundos derrubaram o mercado na semana
Os mercados de commodities, de maneira geral, tiveram fortes quedas na semana. A pressão veio da divulgação de indicadores negativos em relação à economia da China, que motivou liquidações de posições e vendas especulativas na semana.
Em relação às demais commodities, o café até resistiu bem, mas, na última quinta-feira (22), fortes vendas de fundos levaram o mercado a negociar o contrato maio/12, na Bolsa de Nova York, abaixo de US$ 1,80, o que acionou liquidação de posições e novas vendas, levando a posição a perdas ainda mais fortes. Apesar de uma leve recuperação nesta sexta-feira (23), o referido contrato encerrou a semana cotado a US$ 1,7875, com queda de 1,43%.
Do lado dos fundamentos, as posições dos estoques de café no Brasil e nos países importadores continuam diminuindo e podem chegar a níveis críticos no final da entressafra. Nesta semana, a Federação Europeia de Café divulgou o volume de estoques nos portos do Continente ao final de janeiro. Foi registrado um recuo de 343.424 sacas, com o total armazenado ficando em 9,689 milhões de sacas.
Somado a isso, o Ministério da Agricultura divulgou, também na quinta-feira, seu Informe Estatístico de Café referente a fevereiro. Segundo o balanço, as exportações nacionais, no mês passado, novamente ficaram bem abaixo dos níveis verificados nos últimos três meses de 2011, atingindo 2.230.560 sacas, o que, com certeza, contribuiu para a queda dos estoques que vem sendo verificada nos países importadores.
Apesar da safra de ciclo alto do Brasil poder colaborar para a recuperação dos estoques mundiais de café, de acordo com um relatório divulgado pelo grupo Societe Generale, o excedente produzido no próximo ano safra deverá ser inferior a 1 milhão de sacas. Considerando esta informação, vemos que a posição para o próximo biênio continua favorável em termos de preços. Por esta razão, continuamos orientando os produtores a terem cautela na comercialização neste momento de baixa no mercado, aguardando melhores oportunidades, as quais devem surgir até o final desta entressafra.
Outra informação que poderá ajudar a recuperação dos preços na próxima semana será o posicionamento dos fundos. Após as recentes quedas verificadas no café, o relatório de hoje da U.S. Commodity Futures Trading Comission apontou que eles possuíam, no último dia 20, uma posição short (vendida) de 28.863 contratos — 46.223 long (comprados) e 66.617 vendidos —, o que pode favorecer a reversão do mercado no momento em que as recompras forem acionadas.
BALANÇO SEMANAL 19 a 23/03/2012
Fortes vendas de fundos derrubaram o mercado na semana
Os mercados de commodities, de maneira geral, tiveram fortes quedas na semana. A pressão veio da divulgação de indicadores negativos em relação à economia da China, que motivou liquidações de posições e vendas especulativas na semana.
Em relação às demais commodities, o café até resistiu bem, mas, na última quinta-feira (22), fortes vendas de fundos levaram o mercado a negociar o contrato maio/12, na Bolsa de Nova York, abaixo de US$ 1,80, o que acionou liquidação de posições e novas vendas, levando a posição a perdas ainda mais fortes. Apesar de uma leve recuperação nesta sexta-feira (23), o referido contrato encerrou a semana cotado a US$ 1,7875, com queda de 1,43%.
Do lado dos fundamentos, as posições dos estoques de café no Brasil e nos países importadores continuam diminuindo e podem chegar a níveis críticos no final da entressafra. Nesta semana, a Federação Europeia de Café divulgou o volume de estoques nos portos do Continente ao final de janeiro. Foi registrado um recuo de 343.424 sacas, com o total armazenado ficando em 9,689 milhões de sacas.
Somado a isso, o Ministério da Agricultura divulgou, também na quinta-feira, seu Informe Estatístico de Café referente a fevereiro. Segundo o balanço, as exportações nacionais, no mês passado, novamente ficaram bem abaixo dos níveis verificados nos últimos três meses de 2011, atingindo 2.230.560 sacas, o que, com certeza, contribuiu para a queda dos estoques que vem sendo verificada nos países importadores.
Apesar da safra de ciclo alto do Brasil poder colaborar para a recuperação dos estoques mundiais de café, de acordo com um relatório divulgado pelo grupo Societe Generale, o excedente produzido no próximo ano safra deverá ser inferior a 1 milhão de sacas. Considerando esta informação, vemos que a posição para o próximo biênio continua favorável em termos de preços. Por esta razão, continuamos orientando os produtores a terem cautela na comercialização neste momento de baixa no mercado, aguardando melhores oportunidades, as quais devem surgir até o final desta entressafra.
Outra informação que poderá ajudar a recuperação dos preços na próxima semana será o posicionamento dos fundos. Após as recentes quedas verificadas no café, o relatório de hoje da U.S. Commodity Futures Trading Comission apontou que eles possuíam, no último dia 20, uma posição short (vendida) de 28.863 contratos — 46.223 long (comprados) e 66.617 vendidos —, o que pode favorecer a reversão do mercado no momento em que as recompras forem acionadas.
sexta-feira, 23 de março de 2012
Especialistas apresentam balanço e perspectivas para regiões cafeeiras. 23/03/2012
Cerca de 200 profissionais ligados ao sistema agroindustrial do café, que compõem sete grupos técnicos de cafeicultura, conhecidos como G-Tecs e G-Quality, apresentaram suas percepções sobre o quadro atual da cafeicultura e suas perspectivas para a próxima safra, em reunião em Poços de Caldas, entre os dias 7 e 9 de março. Pesquisadores, consultores e profissionais ligados às cooperativas de cafeicultores das principais regiões produtoras (Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Espírito Santo e Bahia – G-Tec Cooperativas) apresentaram informações sobre a situação das lavouras, o impacto das floradas, problemas climáticos e fitossanitários, expectativa de novos plantios, renovação das lavouras e expectativas de produção. O encontro é promovido pela Syngenta.
Alguns pontos são comuns à maioria das regiões avaliadas, entre eles, a ocorrência de doenças consideradas secundárias, com especial atenção à ocorrência de mancha-aureolada, cercóspora e phoma. As bacterioses, em especial, tiveram alta incidência, principalmente em regiões mais elevadas e com predominância de ventos. O ataque também foi significativo nos viveiros, com grandes perdas.
A corrida para novos plantios também não foi confirmada, sendo concentrados esforços para a renovação das lavouras, exceto na região do cerrado Mineiro. Também foi consenso o aumento da aquisição de maquinário, sobremaneira para a colheita e pós-colheita, resultado de uma escassez generalizada e alto custo da mão de obra. O investimento em insumos também foi de 10 a 20% acima da média, nas principais regiões produtoras.
No Sul de Minas, região produtora com expectativa de colher 12,6 milhões de sacas em 2012, os especialistas confirmam que as lavouras estão vigorosas, mas problemas climáticos afetaram a floração, com reflexos no desenvolvimento dos grãos e no futuro rendimento da safra. Foram plantados em torno de 45 milhões de mudas, sobretudo, para renovação e em menor escala para novos plantios.
Na região da Mogiana, segundo os especialistas, a safra deverá ser em torno de 1,5 milhões de sacas, o que significa uma redução de 10 a 15% com relação a 2011. A região conhecida como Matas de Minas tem expectativa de colher algo em torno de 8,5 milhões de sacas, resultado de boa florada, porém, com pegamento inferior ao previsto.
No Cerrado Mineiro, a expectativa dos especialistas é que sejam colhidas 5,4 milhões de sacas, com uma corrida para novos plantios. Assim como nas demais regiões, o preço do café praticado em 2011 inibiu a realização de podas, o que deverá repercutir na próxima safra.
Segundo os especialistas do centro-oeste paulista, região que deverá ter uma produção em torno de 1,3 milhão de sacas em 2012, houve grande investimento visando a qualidade do café, com redução da colheita no chão e crescimento do cereja descascado (CD), com foco no mercado de cafés diferenciados.
A qualidade dos cafés das Matas de Minas, Cerrado e Sul de Minas também foram avaliadas pelos especialistas do G-Quality, que apresentaram o percentual de cada região por tipo de bebida. Matas de Minas apresentou 24% de café especial e superior, Sul de Minas e Cerrado apresentaram 50% destes tipos, sendo que o café sulmineiro é predominantemente natural (90%) e, no Cerrado, o café cereja descascado representa 30% da safra.
Alguns pontos são comuns à maioria das regiões avaliadas, entre eles, a ocorrência de doenças consideradas secundárias, com especial atenção à ocorrência de mancha-aureolada, cercóspora e phoma. As bacterioses, em especial, tiveram alta incidência, principalmente em regiões mais elevadas e com predominância de ventos. O ataque também foi significativo nos viveiros, com grandes perdas.
A corrida para novos plantios também não foi confirmada, sendo concentrados esforços para a renovação das lavouras, exceto na região do cerrado Mineiro. Também foi consenso o aumento da aquisição de maquinário, sobremaneira para a colheita e pós-colheita, resultado de uma escassez generalizada e alto custo da mão de obra. O investimento em insumos também foi de 10 a 20% acima da média, nas principais regiões produtoras.
No Sul de Minas, região produtora com expectativa de colher 12,6 milhões de sacas em 2012, os especialistas confirmam que as lavouras estão vigorosas, mas problemas climáticos afetaram a floração, com reflexos no desenvolvimento dos grãos e no futuro rendimento da safra. Foram plantados em torno de 45 milhões de mudas, sobretudo, para renovação e em menor escala para novos plantios.
Na região da Mogiana, segundo os especialistas, a safra deverá ser em torno de 1,5 milhões de sacas, o que significa uma redução de 10 a 15% com relação a 2011. A região conhecida como Matas de Minas tem expectativa de colher algo em torno de 8,5 milhões de sacas, resultado de boa florada, porém, com pegamento inferior ao previsto.
No Cerrado Mineiro, a expectativa dos especialistas é que sejam colhidas 5,4 milhões de sacas, com uma corrida para novos plantios. Assim como nas demais regiões, o preço do café praticado em 2011 inibiu a realização de podas, o que deverá repercutir na próxima safra.
Segundo os especialistas do centro-oeste paulista, região que deverá ter uma produção em torno de 1,3 milhão de sacas em 2012, houve grande investimento visando a qualidade do café, com redução da colheita no chão e crescimento do cereja descascado (CD), com foco no mercado de cafés diferenciados.
A qualidade dos cafés das Matas de Minas, Cerrado e Sul de Minas também foram avaliadas pelos especialistas do G-Quality, que apresentaram o percentual de cada região por tipo de bebida. Matas de Minas apresentou 24% de café especial e superior, Sul de Minas e Cerrado apresentaram 50% destes tipos, sendo que o café sulmineiro é predominantemente natural (90%) e, no Cerrado, o café cereja descascado representa 30% da safra.
Café desaba mais um vez e bate nas mínimas de 18 meses na ICE
Café desaba mais um vez e bate nas mínimas de 18 meses na ICE
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Furures US encerraram esta quinta-feira com fortes perdas, ampliando ainda mais o quadro debilitado que vem sendo observado para os preços do grão desde o mês de fevereiro. Após passar vários dias preso em um range construído após baixas sucessivas, o mercado deu sinais de uma tentativa de recuperação na quarta-feira, mas os avanços foram bastante modestos. Em uma quinta-feira de sinais negativos no mercado externo e de um forte volume de posições negociadas, uma nova onda vendedora passou a ser verificada na bolsa, com especuladores e fundos liquidando, o que permitiu fazer com que o suporte recente, em 181,05 centavos fosse rompido, o que deu espaço para vários stops de venda, com os preços voltando a ter quedas bastante fortes até atingir as mínimas de 18 meses. Mesmo sobrevendido, o mercado, efetivamente, cumpriu uma expectativa de alguns operadores, que trabalhavam com a expectativa de haver ainda um espaço considerável para novas vendas e para a busca de patamares ainda mais baixos no mercado, numa continuidade do movimento de fraqueza que data desde maio do ano passado, quando os contratos falharam em buscar níveis superiores aos de 300 centavos por libra. No after-hours desta quinta as perdas se tornaram ainda mais efetivas e o maio encerrou cotado a 175,15 centavos, acumulando retração de mais de 5%. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve queda de 775 pontos com 176,95 centavos, sendo a máxima em 185,30 e a mínima em 174,45 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 760 pontos, com a libra a 179,75 centavos, sendo a máxima em 187,80 e a mínima em 177,30 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 14 dólares, com 2.008 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 6 dólares, com 2.002 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, os contratos do café na bolsa nova-iorquina tiveram uma quinta-feira negra, ampliando ainda mais o quadro baixista, que já perdura há um considerável tempo. As baixas do dia levaram a posição maio a testar o menor nível desde outubro de 2010. Um operador sustentou que, mesmo tendo um "rally modesto" na quarta-feira, com o maio atingindo a máxima de 188,45 centavos, o sentimento baixista não foi apaziguado, sendo que várias especulações acerca da alta safra brasileira de arábica continuam pressionando o mercado. Assim, nesta quinta-feira os negócios se iniciaram negativamente e, no decorrer da sessão, novas perdas passaram a ser produzidas. "Basicamente, eu penso que após ontem o mercado está muito desapontado", disse Hernando de la Roche, vice-presidente sênior da INTL Hencorp Futures. "O mercado hoje reassumiu sua tendência fortemente baixista", complementou. O primeiro contrato na bolsa nova-iorquina já experimenta uma baixa, ao longo deste ano, de 21%, sendo que a perspectiva de uma forte produção brasileira continua sendo um dos motivos apontados pelos participantes para tamanha depressão. Para De la Roche, a tendência é de o maio buscar se posicionar abaixo do nível de 175,00 centavos no curto prazo. As exportações de café do Brasil em março, até o dia 21, totalizaram 1.080.002 sacas de café, queda de 4,62% em relação às 1.132.397 sacas registradas no mesmo período de fevereiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 600 sacas, indo para 1.548.151 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 37.671 lotes, com as opções tendo 2.671 calls e 1.450 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 185,30, 185,50, 186,00, 186,50, 187,00, 187,50, 188,00, 188,45-188,50, 189,00, 189,40, 189,50, 189,90-190,00, 190,50 e 191,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 174,45, 174,00, 173,50, 173,00, 172,50, 172,30, 172,00, 171,50, 171,00, 170,50, 170,10-170,00, 169,50, 169,00 e 168,50 centavos por libra.
NY DESPENCA E ATINGE COTAÇÕES MAIS BAIXAS EM 18 MESES
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quinta-feira com preços acentuadamente mais baixos, com perdas de 4% a 5%. As cotações caíram aos níveis mais baixos em 18 meses. Traders destacaram que a queda foi mais associada a fatores técnicos e gráficos, com especuladores testando e conseguindo romper a linha de US$ 1,80 por libra-peso, que não foi recuperada na sessão. A mínima no contrato maio foi de US$ 1,74 a libra-peso, não vista desde outubro de 2010. As notícias macroeconômicas negativas no dia, com retração da atividadeindustrial na China e na Alemanha, pesaram também sobre o café, estimulando vendas de especuladores e fundos. Não houve alteração nos fundamentos do café, segue o sentimento negativo aos preços com a proximidade da entrada da safra brasileira, mas nesse momento os aspectos técnicos foram mais importantes, sem haver maior força para o mercado dessa vez segurar a linha de US$ 1,80 no contrato maio. As informações partem de agências internacionais de notícias. Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 176,95 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 7,75 centavos,ou de 4,2%. A posição julho fechou a 178,00 cents, com queda de 9,35 cents, ou de 5,0%.
NOVA YORK FECHA EM BAIXA DE 4,2% COM ESPECULAÇÃO E AMPLA SAFRA
Nova York, 22 -
Os contratos futuros de café arábica fecharam em forte queda na Bolsa ICE Futures, em Nova York. Especuladores buscam um novo piso para o mercado, segundo operadores. O contrato maio caiu 775 pontos ou 4,20%, a 176,95 cents/lb, o nível mais baixo em 18 meses. "Depois das 11h45 (horário de Nova York), os futuros romperam a barreira de 180 cents e não voltaram mais aos níveis anteriores", afirmou o analista Marcio Bernardo, da corretora Newedge. Os preços atingiram uma mínima de 174,45 cents, o nível mais baixo desde outubro de 2010. Segundo operadores, notícias macroeconômicas negativas vindas da China e da Europa ajudaram a derrubar os contratos. No caso específico do café, porém, não houve nada que pudesse sinalizar uma queda tão forte hoje, disse Bernardo. Veja abaixo como ficaram os principais vencimentos em Nova York e Londres.
As informações são da Dow Jones.
Londres reflete outros mercados, cai, mas fica acima de referencial
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quinta-feira com quedas, em uma sessão em que o maio voltou a testar intervalos abaixo do nível psicológico de 2.000 dólares. No entanto, algumas recompras foram verificadas na parte final do dia, permitindo que as cotações finais se posicionassem acima do referencial. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por predomínio dos vendedores especulativos, que seguiram o clima desfavorável verificado em mercados externos e, principalmente, nos cafés arábicas, que tiveram uma quinta-feira de perdas incisivas. Ao longo do dia, o maio chegou a bater na mínima de 1.992 dólares. Nesse nível, porém, algumas compras de comerciais e recompras especulativas puderam ser detectadas, o que permitiu que o fechamento do dia se desse com perdas apenas modestas. "Tivemos alguma pressão vendedora ao longo do dia, mas, ao mesmo tempo, o mercado ainda vive sob o controle da oferta limitada. As origens, notadamente o Vietnã, continuam a vender de forma bastante regrada e isso quando não permite ganhos ao menos abre espaço para limitar significativamente as perdas", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 4,65 mil lotes, com o julho tendo 3,19 mil lotes negociados. O spread entre as posições março e maio ficou em 6 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou queda de 14 dólares, com 2.008 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 6 dólares, com 2.002 dólares por tonelada.
EXTERIOR RUIM E ESPERA POR MEDIDAS SUSTENTAM DÓLAR ACIMA DE R$ 1,82
São Paulo, 22 -
O dólar oscilou em alta ante o real o dia todo e acima do patamar de R$ 1,82. A aversão ao risco no exterior causada por dados fracos da economia chinesa e europeia amparou a valorização da moeda norte-americana, com impacto sobre os negócios locais. Aqui, a persistente expectativa de novas medidas cambiais induziu também a correção de preço. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, prometeu a empresários que o governo continuará a fazer políticas de intervenção no câmbio que não permitam a subida do real. Desse modo, mesmo sem leilão do BC pelo segundo dia seguido, o dólar não fraquejou. "A moeda norte-americana ganhou um parceiro forte para sustentar sua valorização que é o desaquecimento da China, confirmado pelos indicadores", avaliou o operador Ovídio Pinho Soares, da corretora Interbolsa Brasil. Além disso, a certeza de que o governo brasileiro vai atuar se for preciso ajuda a criar inquietação. "O potencial vendedor de dólar se retrai e não tem pressa de vender, ajudando a sustentar os preços", observou. No fechamento, o dólar à vista estava em alta de 0,27%, a R$ 1,8240 no balcão, após oscilar da mínima em R$ 1,8210 (+0,11%) à máxima de R$ 1,8320 (+0,72%). Em março, a valorização acumulada pela divisa é de 6,29% mas, no ano, ainda cai 2,41%. Na BM&F, a moeda spot encerrou na mínima, a R$ 1,8220 (+0,07%). O giro financeiro registrado até 16h41 na clearing de câmbio somava US$ 2,082 bilhões (US$ 1,827 bilhão em D+2). No segmento de derivativos, às 17h02, o dólar para abril 2012 ganhava 0,11%, a R$ 1,8260, com giro de US$ 13,037 bilhões. Até esse horário, a cotação máxima foi de R$ 1,8365 e a mínima, de R$ 1,8235. Na reunião da presidente Dilma Rousseff com empresários hoje a questão do câmbio concentrou parte do debate. O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse que há um problema no câmbio, pois a atual taxa de R$ 1,80 é a mesma do ano 2000, porém, destacou, nos últimos 12 anos, ocorreu uma inflação de 112%. "Portanto, há uma distorção", avalia. Skaf sugeriu ao governo que o Reintegra, programa que devolve aos exportadores 3% do valor exportado, seja elevado para compensar parcialmente esses problemas do câmbio. Ele pediu também mais agilidade na área de defesa comercial e a redução dos juros e do spread bancário. Quanto à decisão do governo de desonerar a folha de alguns setores, Skaf disse que é boa, porém não é possível que a tributação seja transferida para o faturamento. "Tira os 20% da folha e não compensa em lugar nenhum", comentou.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações hoje com alta de 0,05%, a R$ 1,8200 para compra e R$ 1,8220 para venda. Na quarta-feira, a divisa havia encerrado com alta de 0,16%, cotada a R$ 1,8210. A desaceleração da China manteve investidores cautelosos durante todo o dia, porém a divisa acabou encerrando as movimentações no mercado brasileiro de câmbio sem muita variação.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Furures US encerraram esta quinta-feira com fortes perdas, ampliando ainda mais o quadro debilitado que vem sendo observado para os preços do grão desde o mês de fevereiro. Após passar vários dias preso em um range construído após baixas sucessivas, o mercado deu sinais de uma tentativa de recuperação na quarta-feira, mas os avanços foram bastante modestos. Em uma quinta-feira de sinais negativos no mercado externo e de um forte volume de posições negociadas, uma nova onda vendedora passou a ser verificada na bolsa, com especuladores e fundos liquidando, o que permitiu fazer com que o suporte recente, em 181,05 centavos fosse rompido, o que deu espaço para vários stops de venda, com os preços voltando a ter quedas bastante fortes até atingir as mínimas de 18 meses. Mesmo sobrevendido, o mercado, efetivamente, cumpriu uma expectativa de alguns operadores, que trabalhavam com a expectativa de haver ainda um espaço considerável para novas vendas e para a busca de patamares ainda mais baixos no mercado, numa continuidade do movimento de fraqueza que data desde maio do ano passado, quando os contratos falharam em buscar níveis superiores aos de 300 centavos por libra. No after-hours desta quinta as perdas se tornaram ainda mais efetivas e o maio encerrou cotado a 175,15 centavos, acumulando retração de mais de 5%. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve queda de 775 pontos com 176,95 centavos, sendo a máxima em 185,30 e a mínima em 174,45 centavos por libra, com o julho tendo desvalorização de 760 pontos, com a libra a 179,75 centavos, sendo a máxima em 187,80 e a mínima em 177,30 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 14 dólares, com 2.008 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 6 dólares, com 2.002 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, os contratos do café na bolsa nova-iorquina tiveram uma quinta-feira negra, ampliando ainda mais o quadro baixista, que já perdura há um considerável tempo. As baixas do dia levaram a posição maio a testar o menor nível desde outubro de 2010. Um operador sustentou que, mesmo tendo um "rally modesto" na quarta-feira, com o maio atingindo a máxima de 188,45 centavos, o sentimento baixista não foi apaziguado, sendo que várias especulações acerca da alta safra brasileira de arábica continuam pressionando o mercado. Assim, nesta quinta-feira os negócios se iniciaram negativamente e, no decorrer da sessão, novas perdas passaram a ser produzidas. "Basicamente, eu penso que após ontem o mercado está muito desapontado", disse Hernando de la Roche, vice-presidente sênior da INTL Hencorp Futures. "O mercado hoje reassumiu sua tendência fortemente baixista", complementou. O primeiro contrato na bolsa nova-iorquina já experimenta uma baixa, ao longo deste ano, de 21%, sendo que a perspectiva de uma forte produção brasileira continua sendo um dos motivos apontados pelos participantes para tamanha depressão. Para De la Roche, a tendência é de o maio buscar se posicionar abaixo do nível de 175,00 centavos no curto prazo. As exportações de café do Brasil em março, até o dia 21, totalizaram 1.080.002 sacas de café, queda de 4,62% em relação às 1.132.397 sacas registradas no mesmo período de fevereiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 600 sacas, indo para 1.548.151 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 37.671 lotes, com as opções tendo 2.671 calls e 1.450 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 185,30, 185,50, 186,00, 186,50, 187,00, 187,50, 188,00, 188,45-188,50, 189,00, 189,40, 189,50, 189,90-190,00, 190,50 e 191,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 174,45, 174,00, 173,50, 173,00, 172,50, 172,30, 172,00, 171,50, 171,00, 170,50, 170,10-170,00, 169,50, 169,00 e 168,50 centavos por libra.
NY DESPENCA E ATINGE COTAÇÕES MAIS BAIXAS EM 18 MESES
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quinta-feira com preços acentuadamente mais baixos, com perdas de 4% a 5%. As cotações caíram aos níveis mais baixos em 18 meses. Traders destacaram que a queda foi mais associada a fatores técnicos e gráficos, com especuladores testando e conseguindo romper a linha de US$ 1,80 por libra-peso, que não foi recuperada na sessão. A mínima no contrato maio foi de US$ 1,74 a libra-peso, não vista desde outubro de 2010. As notícias macroeconômicas negativas no dia, com retração da atividadeindustrial na China e na Alemanha, pesaram também sobre o café, estimulando vendas de especuladores e fundos. Não houve alteração nos fundamentos do café, segue o sentimento negativo aos preços com a proximidade da entrada da safra brasileira, mas nesse momento os aspectos técnicos foram mais importantes, sem haver maior força para o mercado dessa vez segurar a linha de US$ 1,80 no contrato maio. As informações partem de agências internacionais de notícias. Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 176,95 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 7,75 centavos,ou de 4,2%. A posição julho fechou a 178,00 cents, com queda de 9,35 cents, ou de 5,0%.
NOVA YORK FECHA EM BAIXA DE 4,2% COM ESPECULAÇÃO E AMPLA SAFRA
Nova York, 22 -
Os contratos futuros de café arábica fecharam em forte queda na Bolsa ICE Futures, em Nova York. Especuladores buscam um novo piso para o mercado, segundo operadores. O contrato maio caiu 775 pontos ou 4,20%, a 176,95 cents/lb, o nível mais baixo em 18 meses. "Depois das 11h45 (horário de Nova York), os futuros romperam a barreira de 180 cents e não voltaram mais aos níveis anteriores", afirmou o analista Marcio Bernardo, da corretora Newedge. Os preços atingiram uma mínima de 174,45 cents, o nível mais baixo desde outubro de 2010. Segundo operadores, notícias macroeconômicas negativas vindas da China e da Europa ajudaram a derrubar os contratos. No caso específico do café, porém, não houve nada que pudesse sinalizar uma queda tão forte hoje, disse Bernardo. Veja abaixo como ficaram os principais vencimentos em Nova York e Londres.
As informações são da Dow Jones.
Londres reflete outros mercados, cai, mas fica acima de referencial
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quinta-feira com quedas, em uma sessão em que o maio voltou a testar intervalos abaixo do nível psicológico de 2.000 dólares. No entanto, algumas recompras foram verificadas na parte final do dia, permitindo que as cotações finais se posicionassem acima do referencial. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por predomínio dos vendedores especulativos, que seguiram o clima desfavorável verificado em mercados externos e, principalmente, nos cafés arábicas, que tiveram uma quinta-feira de perdas incisivas. Ao longo do dia, o maio chegou a bater na mínima de 1.992 dólares. Nesse nível, porém, algumas compras de comerciais e recompras especulativas puderam ser detectadas, o que permitiu que o fechamento do dia se desse com perdas apenas modestas. "Tivemos alguma pressão vendedora ao longo do dia, mas, ao mesmo tempo, o mercado ainda vive sob o controle da oferta limitada. As origens, notadamente o Vietnã, continuam a vender de forma bastante regrada e isso quando não permite ganhos ao menos abre espaço para limitar significativamente as perdas", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 4,65 mil lotes, com o julho tendo 3,19 mil lotes negociados. O spread entre as posições março e maio ficou em 6 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou queda de 14 dólares, com 2.008 dólares por tonelada, com o julho tendo desvalorização de 6 dólares, com 2.002 dólares por tonelada.
EXTERIOR RUIM E ESPERA POR MEDIDAS SUSTENTAM DÓLAR ACIMA DE R$ 1,82
São Paulo, 22 -
O dólar oscilou em alta ante o real o dia todo e acima do patamar de R$ 1,82. A aversão ao risco no exterior causada por dados fracos da economia chinesa e europeia amparou a valorização da moeda norte-americana, com impacto sobre os negócios locais. Aqui, a persistente expectativa de novas medidas cambiais induziu também a correção de preço. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, prometeu a empresários que o governo continuará a fazer políticas de intervenção no câmbio que não permitam a subida do real. Desse modo, mesmo sem leilão do BC pelo segundo dia seguido, o dólar não fraquejou. "A moeda norte-americana ganhou um parceiro forte para sustentar sua valorização que é o desaquecimento da China, confirmado pelos indicadores", avaliou o operador Ovídio Pinho Soares, da corretora Interbolsa Brasil. Além disso, a certeza de que o governo brasileiro vai atuar se for preciso ajuda a criar inquietação. "O potencial vendedor de dólar se retrai e não tem pressa de vender, ajudando a sustentar os preços", observou. No fechamento, o dólar à vista estava em alta de 0,27%, a R$ 1,8240 no balcão, após oscilar da mínima em R$ 1,8210 (+0,11%) à máxima de R$ 1,8320 (+0,72%). Em março, a valorização acumulada pela divisa é de 6,29% mas, no ano, ainda cai 2,41%. Na BM&F, a moeda spot encerrou na mínima, a R$ 1,8220 (+0,07%). O giro financeiro registrado até 16h41 na clearing de câmbio somava US$ 2,082 bilhões (US$ 1,827 bilhão em D+2). No segmento de derivativos, às 17h02, o dólar para abril 2012 ganhava 0,11%, a R$ 1,8260, com giro de US$ 13,037 bilhões. Até esse horário, a cotação máxima foi de R$ 1,8365 e a mínima, de R$ 1,8235. Na reunião da presidente Dilma Rousseff com empresários hoje a questão do câmbio concentrou parte do debate. O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse que há um problema no câmbio, pois a atual taxa de R$ 1,80 é a mesma do ano 2000, porém, destacou, nos últimos 12 anos, ocorreu uma inflação de 112%. "Portanto, há uma distorção", avalia. Skaf sugeriu ao governo que o Reintegra, programa que devolve aos exportadores 3% do valor exportado, seja elevado para compensar parcialmente esses problemas do câmbio. Ele pediu também mais agilidade na área de defesa comercial e a redução dos juros e do spread bancário. Quanto à decisão do governo de desonerar a folha de alguns setores, Skaf disse que é boa, porém não é possível que a tributação seja transferida para o faturamento. "Tira os 20% da folha e não compensa em lugar nenhum", comentou.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações hoje com alta de 0,05%, a R$ 1,8200 para compra e R$ 1,8220 para venda. Na quarta-feira, a divisa havia encerrado com alta de 0,16%, cotada a R$ 1,8210. A desaceleração da China manteve investidores cautelosos durante todo o dia, porém a divisa acabou encerrando as movimentações no mercado brasileiro de câmbio sem muita variação.
quinta-feira, 22 de março de 2012
marker international coffee
Colombians, UGQ, were offered FOB for Apr. through July equal shipment from 31¢ over the relevant months “C.” Colombian supremos, screen 17/18, were offered FOB for Apr. through July equal shipment from 36¢ over the relevant months “C.” Semi washed Brazils, 2/3s, 15/16 were offered FOB for Apr./May/June equal shipment from 8¢ over the relevant months “C.” Santos 2s, screen 17/18, fine cup, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment from 9¢ over the relevant months “C.” Santos 2/3s, medium to good bean, fine cup, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment from 5¢ over the relevant months “C.” Santos 3/4s were offered FOB for Apr./May/June equal shipment from 6¢ under the relevant months “C,” and were offered FOB, for Aug. through Dec. equal shipment from 14¢ to 15¢ under the relevant months “C.” Brazil conillon robustas, 5/6s, screen 13, were offered FOB for Apr. shipment from 21¢ to 23¢ over May London. Prime Mexicans were offered FOB Laredo for Mar./Apr./May crossing from 5¢ over the relevant months “C.” Prime Mexicans, were offered FOB Veracruz for Apr./May/June equal shipment from 3¢ over the relevant months “C.” Extra prime Mexicans, were offered FOB Veracruz for Apr. shipment from 8¢ over May “C.” High grown Mexicans, European preparation, were offered FOB Veracruz for Apr./May shipment from 9¢ over the relevant months “C.” Prime Guatemalas were offered FOB, per 46 kilos, for Apr./May/June equal shipment from $6 over the relevant months “C.” Hard bean Guatemalas, European preparation, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment from $14 to $16 over, per 46 kilos, the relevant months “C,” and strictly hard beans, European preparation, were offered FOB, per 46 kilos, for Apr. through July equal shipment from $21 to $23 over the relevant months “C.” Hard bean Costa Ricas, European preparation, were offered FOB for Apr. through July equal shipment from $21 over, per 46 kilos, the relevant months “C.” Strictly hard bean Costa Ricas, European preparation, were offered FOB for Apr. through July equal shipment from $30 over, per 46 kilos, the relevant months “C.” Central standard Salvadors were offered FOB per 46 kilos, for Apr./May shipment from $5 over the relevant months “C.” High grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment from $12 per 46 kilos, over the relevant months “C.” Strictly high grown Salvadors, European preparation, were offered FOB for Apr./May/June equal shipment from $15 over, per 46 kilos, the relevant months “C.” Strictly high grown Nicaraguas, European preparation, for Apr. through July equal shipment were offered FOB from $16 to $17 over the relevant months “C.” High grown Hondurans, EP, were offered FOB, per 46 kilos, for Apr. through June equal shipment from $3 under the relevant months “C.” Strictly high grown Hondurans, EP, were offered FOB, per 46 kilos, for Apr./May shipment from equal to the relevant months “C.” Uganda robustas, screen 15, were offered exdock for Apr. shipment from 30¢ over May London. Vietnam robustas, grade 1, were offered exdock for Apr. shipment from 15¢ over May London. Vietnam robustas, grade 2, were offered exdock for Apr. shipment from 14¢ over May London. Indonesian robustas, grade 4, 80 defects, were offered exdock for Apr. shipment from 23¢ over May London.
Café rompe resistência na ICE, mas avança timidamente
Café rompe resistência na ICE, mas avança timidamente
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com altas, em uma sessão em que o intervalo construído após as fortes baixas recentes foi rompido. No entanto, a força compradora para uma possível correção técnica mais efetiva não foi das mais consideráveis, com os preços, desse modo, voltando a ter desaceleração e o fechamento da sessão se dando novamente dentro desse range atual. Alguns players argumentaram que as altas foram efetivamente técnicas, mas que alguns fatores externos, em menor medida, contribuíram para estimular o potencial comprador. Um dos fatores foi o terremoto no México, que atingiu zonas produtoras de café, como Oaxaca e Guerrero e foi sentido, inclusive, na Guatemala. Durante parte do dia, o segmento macroeconômico também atuou favoravelmente aos preços das commodities. No entanto, na parte da tarde as bolsas norte-americanas não conseguiram manter o potencial altista e as cotações das matérias-primas, excetuando o petróleo, também não avançaram da forma mais consistente. Apesar do rompimento do intervalo, a sessão se mostrou, mais uma vez, presa em parâmetros que perduram há vários dias. Apesar de sobrevendido, o mercado de café não parece ter força compradora para uma correção mais efetiva. Por outro lado, alguns players ainda enxergam um potencial baixista forte, o que poderia abrir espaço para novas liquidações. Os vendedores, porém, se mantêm também reticentes. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 110 pontos com 184,70 centavos, sendo a máxima em 188,45 e a mínima em 182,50 centavos por libra, com o julho tendo valorização de 100 pontos, com a libra a 187,35 centavos, sendo a máxima em 191,05 e a mínima em 185,25 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 10 dólares, com 2.022 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 6 dólares, com 2.008 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia se caracterizou pela tentativa de rompimento do primeiro suporte, em 186,60 centavos para o maio. A marca conseguiu ser transposta e, dessa forma, novas ordens de compra passaram a ser processadas, com o maio chegando a flutuar no intervalo de 188,00 centavos de dólar. Entretanto, o "fôlego" comprador se mostrou limitado e, pouco a pouco, algumas novas vendas foram limitando os ganhos e o fechamento voltou a se dar em um nível dentro do intervalo que vem sendo trabalhado pelo mercado nos últimos dias. "Realmente chegamos a trabalhar com a hipótese de que a esperada correção pudesse ser processada, mas não tivemos novos impulsos compradores. Alguns players trabalham com a percepção de que o sentimento baixista ainda é forte e que, assim, um movimento de alta deve ser limitado consideravelmente", disse um trader. Após o encerramento dos negócios da terça-feira, a direção da bolsa nova-iorquina anunciou que passará a contar com um sistema de "circuit-breaker" nos negócios de softs, incluindo o café. O objetivo é conter a volatilidade. Com o sistema, cada negócio passa a ter um preço âncora e, qualquer nível além ou abaixo de um determinado percentual desse preço vai fazer com que um "break" de 30 segundos seja acionado. As exportações de café do Brasil em março, até o dia 20, totalizaram 1.038.986 sacas de café, contra 846.725 sacas registradas no mesmo período de fevereiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 550 sacas, indo para 1.548.751 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 21.233 lotes, com as opções tendo 2.069 calls e 1.346 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 188,45-188,50, 189,00, 189,40, 189,50, 189,90-190,00, 190,50, 191,00, 191,50, 192,00, 192,50, 193,00, 193,50, 194,00 e 194,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 182,50, 182,35, 182,00, 181,70, 181,50, 181,05-181,00, 180,50, 180,10-180,00, 179,50, 179,00, 178,50, 178,00, 177,50 e 177,00 centavos por libra.
Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quarta-feira com preços mais altos. As cotaçõesavançaram em mais um dia dominado por aspectos técnicos e gráficos, sem muitas novidades nos fundamentos. Segundo corretores, o dia foi de cobertura de posições vendidas, o que garantiu a valorização, com compras de fundos e especuladores. O mercado esteve volátil, chegou a ter perdas e depois reagiu bem, com o contrato maio chegando a ter alta na máxima do dia de 4,85 centavos de dólar por libra-peso.Mas depois da metade da sessão o mercado reduziu os ganhos. O comportamento mais uma vez mostrou que o mercado segue preso na linha de US$ 1,80 a US$ 1,90 a libra-peso. Na alta, há dificuldade inclusive pro mercadose manter acima dos US$ 1,85 a libra-peso, com vendas sendo mais ativadas. E nabaixa o mercado encontra denso suporte em US$ 1,80 a libra. As informações partem de agências internacionais de notícias. Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 184,70 centavos de dólar por libra-peso, com valorização de 1,10 centavo, ou de 0,6%. A posição julho fechou a 187,35 cents, com alta de 1,00 cent, ou de 0,5%. Com comportamento misto, Londres vê diferenciais caírem Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quarta-feira com comportamentos divergentes. Enquanto os contratos mais imediatos experimentaram retração os mais a futuro tiveram leves quedas, o que permitiu fazer com que o diferencial de maio para julho registrasse uma diminuição. De acordo com analistas internacionais, o dia foi ligeiramente mais movimentado que as sessões passadas da bolsa londrina, com o maio, porém, conseguindo se manter dentro do range de 2.000 dólares, mesmo com alguma pressão vendedora. A mínima do dia esteve em 2.009 dólares, no entanto, nesse patamar algumas recompras foram observadas, o que permitiu fazer com que as perdas desacelerassem consideravelmente. "Chegamos a ter algumas novas ações compradoras na parte inicial do dia, com o maio batendo em 2.042 dólares, no entanto, com o enfraquecimento das bolsas de valores em vários mercados europeus passamos a ter alguma pressão sobre as commodities e as posições mais imediatas fecharam no lado negativo", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 4,88 mil lotes, com o julho tendo 3,79 mil lotes negociados. O spread entre as posições março e maio ficou em 14 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou queda de 10 dólares, com 2.022 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 6 dólares, com 2.008 dólares por tonelada.
SEM LEILÃO DO BC, DÓLAR À VISTA CAI E FICA ABAIXO DE R$ 1,82
São Paulo, 21 -
O dólar à vista encerrou em queda, de 0,11%, e abaixo de R$ 1,82, cotado hoje em R$ 1,8190 no balcão, após subir 1,05% nas duas sessões anteriores. Na BM&F, o dólar spot encerrou na mínima, com baixa de 0,05%, em R$ 1,8207. A queda de preço ocorreu em meio a um fluxo cambial aparentemente equilibrado e um giro financeiro maior que o dos dois dias anteriores. A pressão de baixa resultou de um aumento de oferta de moeda no fim da sessão, uma vez que os agentes financeiros esperavam um leilão de compra do Banco Central à tarde, o que não se confirmou. Sendo assim, eles foram a mercado vender a moeda, pressionando a baixa dos preços, na contramão da leve valorização do dólar no exterior. O giro total à vista na clearing de câmbio às 16h52 somava US$ 2,385 bilhões (US$ 2,131 bilhões em D+2). No mercado futuro, às 16h51, o dólar abril 2012 subia 0,16%, a R$ 1,8235, com giro de US$ 14,940 bilhões, de um total de US$ 15,136 bilhões movimentados com cinco vencimentos de dólar. Apesar do leve recuo hoje, os agentes de câmbio avaliam que a moeda tende a oscilar ao redor de R$ 1,81, ora pouco acima ora abaixo. Isso porque continua pesando nas decisões de negócios a trajetória para o câmbio pretendida e defendida pela equipe Econômica. A incerteza sobre novas medidas sustenta certa cautela. Os dados sobre fluxo cambial no mês até o dia 16 não mexeram com a formação de preço do dólar. Mas mostraram que houve ingressos de US$ 514 milhões no País entre os dias 12 e 16 últimos, elevando o saldo positivo acumulado em março para US$ 5,622 bilhões - dos quais US$ 561 milhões ingressaram pelo segmento financeiro e US$ 5,061 bilhões pela via comercial. Na semana passada, a conta comercial registrou a entrada líquida de US$ 1,452 bilhão e o fluxo financeiro registrou saída líquida de US$ 938 milhões. Nessa cifra, são somadas transferências de dólares para compra e venda de ações e títulos de renda fixa, empréstimos, remessas de lucros e investimentos produtivos, entre outras transações. No exterior, o presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, disse em uma audiência no Congresso norte-americano que o Fed não tem planos de adotar um papel ativo nos mercados de dívida soberana além das reservas internacionais, que tradicionalmente possui. Isso ajudou a amparar o dólar, que sobe levemente no mercado de moedas. Em Nova York, às 17h11, o euro estava em US$ 1,3210, de US$ 1,3296 ontem.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações hoje com alta de 0,16%, a R$ 1,8190 para compra e R$ 1,8210 para venda. Na terça-feira, a divisa havia encerrado com alta de 0,38%, cotada a R$ 1,8210. Pelo terceiro dia seguido a moeda estadunidense teve alta no mercado brasileiro de câmbio, refletindo a tendência externa.
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com altas, em uma sessão em que o intervalo construído após as fortes baixas recentes foi rompido. No entanto, a força compradora para uma possível correção técnica mais efetiva não foi das mais consideráveis, com os preços, desse modo, voltando a ter desaceleração e o fechamento da sessão se dando novamente dentro desse range atual. Alguns players argumentaram que as altas foram efetivamente técnicas, mas que alguns fatores externos, em menor medida, contribuíram para estimular o potencial comprador. Um dos fatores foi o terremoto no México, que atingiu zonas produtoras de café, como Oaxaca e Guerrero e foi sentido, inclusive, na Guatemala. Durante parte do dia, o segmento macroeconômico também atuou favoravelmente aos preços das commodities. No entanto, na parte da tarde as bolsas norte-americanas não conseguiram manter o potencial altista e as cotações das matérias-primas, excetuando o petróleo, também não avançaram da forma mais consistente. Apesar do rompimento do intervalo, a sessão se mostrou, mais uma vez, presa em parâmetros que perduram há vários dias. Apesar de sobrevendido, o mercado de café não parece ter força compradora para uma correção mais efetiva. Por outro lado, alguns players ainda enxergam um potencial baixista forte, o que poderia abrir espaço para novas liquidações. Os vendedores, porém, se mantêm também reticentes. No encerramento do dia, o maio em Nova Iorque teve alta de 110 pontos com 184,70 centavos, sendo a máxima em 188,45 e a mínima em 182,50 centavos por libra, com o julho tendo valorização de 100 pontos, com a libra a 187,35 centavos, sendo a máxima em 191,05 e a mínima em 185,25 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio registrou queda de 10 dólares, com 2.022 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 6 dólares, com 2.008 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia se caracterizou pela tentativa de rompimento do primeiro suporte, em 186,60 centavos para o maio. A marca conseguiu ser transposta e, dessa forma, novas ordens de compra passaram a ser processadas, com o maio chegando a flutuar no intervalo de 188,00 centavos de dólar. Entretanto, o "fôlego" comprador se mostrou limitado e, pouco a pouco, algumas novas vendas foram limitando os ganhos e o fechamento voltou a se dar em um nível dentro do intervalo que vem sendo trabalhado pelo mercado nos últimos dias. "Realmente chegamos a trabalhar com a hipótese de que a esperada correção pudesse ser processada, mas não tivemos novos impulsos compradores. Alguns players trabalham com a percepção de que o sentimento baixista ainda é forte e que, assim, um movimento de alta deve ser limitado consideravelmente", disse um trader. Após o encerramento dos negócios da terça-feira, a direção da bolsa nova-iorquina anunciou que passará a contar com um sistema de "circuit-breaker" nos negócios de softs, incluindo o café. O objetivo é conter a volatilidade. Com o sistema, cada negócio passa a ter um preço âncora e, qualquer nível além ou abaixo de um determinado percentual desse preço vai fazer com que um "break" de 30 segundos seja acionado. As exportações de café do Brasil em março, até o dia 20, totalizaram 1.038.986 sacas de café, contra 846.725 sacas registradas no mesmo período de fevereiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 550 sacas, indo para 1.548.751 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 21.233 lotes, com as opções tendo 2.069 calls e 1.346 puts. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem uma resistência em 188,45-188,50, 189,00, 189,40, 189,50, 189,90-190,00, 190,50, 191,00, 191,50, 192,00, 192,50, 193,00, 193,50, 194,00 e 194,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 182,50, 182,35, 182,00, 181,70, 181,50, 181,05-181,00, 180,50, 180,10-180,00, 179,50, 179,00, 178,50, 178,00, 177,50 e 177,00 centavos por libra.
Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quarta-feira com preços mais altos. As cotaçõesavançaram em mais um dia dominado por aspectos técnicos e gráficos, sem muitas novidades nos fundamentos. Segundo corretores, o dia foi de cobertura de posições vendidas, o que garantiu a valorização, com compras de fundos e especuladores. O mercado esteve volátil, chegou a ter perdas e depois reagiu bem, com o contrato maio chegando a ter alta na máxima do dia de 4,85 centavos de dólar por libra-peso.Mas depois da metade da sessão o mercado reduziu os ganhos. O comportamento mais uma vez mostrou que o mercado segue preso na linha de US$ 1,80 a US$ 1,90 a libra-peso. Na alta, há dificuldade inclusive pro mercadose manter acima dos US$ 1,85 a libra-peso, com vendas sendo mais ativadas. E nabaixa o mercado encontra denso suporte em US$ 1,80 a libra. As informações partem de agências internacionais de notícias. Os contratos do café arábica para entrega em maio fecharam negociados a 184,70 centavos de dólar por libra-peso, com valorização de 1,10 centavo, ou de 0,6%. A posição julho fechou a 187,35 cents, com alta de 1,00 cent, ou de 0,5%. Com comportamento misto, Londres vê diferenciais caírem Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quarta-feira com comportamentos divergentes. Enquanto os contratos mais imediatos experimentaram retração os mais a futuro tiveram leves quedas, o que permitiu fazer com que o diferencial de maio para julho registrasse uma diminuição. De acordo com analistas internacionais, o dia foi ligeiramente mais movimentado que as sessões passadas da bolsa londrina, com o maio, porém, conseguindo se manter dentro do range de 2.000 dólares, mesmo com alguma pressão vendedora. A mínima do dia esteve em 2.009 dólares, no entanto, nesse patamar algumas recompras foram observadas, o que permitiu fazer com que as perdas desacelerassem consideravelmente. "Chegamos a ter algumas novas ações compradoras na parte inicial do dia, com o maio batendo em 2.042 dólares, no entanto, com o enfraquecimento das bolsas de valores em vários mercados europeus passamos a ter alguma pressão sobre as commodities e as posições mais imediatas fecharam no lado negativo", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de maio com uma movimentação de 4,88 mil lotes, com o julho tendo 3,79 mil lotes negociados. O spread entre as posições março e maio ficou em 14 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição maio registrou queda de 10 dólares, com 2.022 dólares por tonelada, com o julho tendo valorização de 6 dólares, com 2.008 dólares por tonelada.
SEM LEILÃO DO BC, DÓLAR À VISTA CAI E FICA ABAIXO DE R$ 1,82
São Paulo, 21 -
O dólar à vista encerrou em queda, de 0,11%, e abaixo de R$ 1,82, cotado hoje em R$ 1,8190 no balcão, após subir 1,05% nas duas sessões anteriores. Na BM&F, o dólar spot encerrou na mínima, com baixa de 0,05%, em R$ 1,8207. A queda de preço ocorreu em meio a um fluxo cambial aparentemente equilibrado e um giro financeiro maior que o dos dois dias anteriores. A pressão de baixa resultou de um aumento de oferta de moeda no fim da sessão, uma vez que os agentes financeiros esperavam um leilão de compra do Banco Central à tarde, o que não se confirmou. Sendo assim, eles foram a mercado vender a moeda, pressionando a baixa dos preços, na contramão da leve valorização do dólar no exterior. O giro total à vista na clearing de câmbio às 16h52 somava US$ 2,385 bilhões (US$ 2,131 bilhões em D+2). No mercado futuro, às 16h51, o dólar abril 2012 subia 0,16%, a R$ 1,8235, com giro de US$ 14,940 bilhões, de um total de US$ 15,136 bilhões movimentados com cinco vencimentos de dólar. Apesar do leve recuo hoje, os agentes de câmbio avaliam que a moeda tende a oscilar ao redor de R$ 1,81, ora pouco acima ora abaixo. Isso porque continua pesando nas decisões de negócios a trajetória para o câmbio pretendida e defendida pela equipe Econômica. A incerteza sobre novas medidas sustenta certa cautela. Os dados sobre fluxo cambial no mês até o dia 16 não mexeram com a formação de preço do dólar. Mas mostraram que houve ingressos de US$ 514 milhões no País entre os dias 12 e 16 últimos, elevando o saldo positivo acumulado em março para US$ 5,622 bilhões - dos quais US$ 561 milhões ingressaram pelo segmento financeiro e US$ 5,061 bilhões pela via comercial. Na semana passada, a conta comercial registrou a entrada líquida de US$ 1,452 bilhão e o fluxo financeiro registrou saída líquida de US$ 938 milhões. Nessa cifra, são somadas transferências de dólares para compra e venda de ações e títulos de renda fixa, empréstimos, remessas de lucros e investimentos produtivos, entre outras transações. No exterior, o presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, disse em uma audiência no Congresso norte-americano que o Fed não tem planos de adotar um papel ativo nos mercados de dívida soberana além das reservas internacionais, que tradicionalmente possui. Isso ajudou a amparar o dólar, que sobe levemente no mercado de moedas. Em Nova York, às 17h11, o euro estava em US$ 1,3210, de US$ 1,3296 ontem.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações hoje com alta de 0,16%, a R$ 1,8190 para compra e R$ 1,8210 para venda. Na terça-feira, a divisa havia encerrado com alta de 0,38%, cotada a R$ 1,8210. Pelo terceiro dia seguido a moeda estadunidense teve alta no mercado brasileiro de câmbio, refletindo a tendência externa.
Drooping Arabica Coffee Prices Could Take Toll On Next Crop
Drooping Arabica Coffee Prices Could Take Toll On Next Crop
Leslie Josephs
DOW JONES
--Coffee prices down almost 40% from last year's high
--Lower prices seen cutting into farmers' income --
Fewer investments likely in coffee plants CHARLESTON, S.C. - Expectations of a robust harvest from topgrower Brazil have sent arabica coffee prices tumbling, which in turn could capproduction next year. Farmers from the Andes to Central America say they are earning less, whichmeans they will have less to invest in the high-maintenance arabica plants thatproduce some of the world's most coveted beans. "The level of investment on the farms is going to be greatly reduced," saidLuis Gonzaga Ordonez, manager of the Association of High-Quality CoffeeProducers, a group representing 250 growers who harvest coffee from the slopesof the southwestern Huila region of Colombia. "First it's going to affectquality, then it will affect quantity." Gonzaga Ordonez, who harvests coffee from his 2.5-hectare farm outside of thetown of La Plata, expects production to drop 30% as farmers scale back oninvesting in their plants and take others out of production altogether sincecosts haven't declined with the price. Front-month arabica futures traded on the ICE Futures U.S. exchange are downalmost 40% from last year's high of $3.049 a pound. Most of the recent declinehas been in anticipation of Brazil's upcoming harvest, which the InternationalCoffee Organization forecasts would produce a record 50.6 million 60-kilogrambags. The drop in prices is eating into income for coffee farmers, particularly inregions that are expensive to produce, such as Costa Rica, where labor andtransportation costs are high. Some farmers are taking drastic measures. "I'm going to reforest," said Gerardo Suarez, head of production at SuarezCoffee Growers in Costa Rica's central highlands. Suarez said he is going toleave only half of his 15-hectare farm for coffee because he could make moremoney by selling timber. The farmers' moves would drive down production and eventually lead to highercoffee prices. "Anytime you have reduced production, you're likely to have higher prices,"said Jack Scoville, a vice president at Price Futures Group in Chicago. "We'reprobably going to rebound to $2.40-$2.50 for 2013." Societe Generale predicts the rebound could come even sooner. "We expect prices to continue trending lower into the Brazilian harvest,before reversing higher into year-end as supplies begin tightening again,assuming demand remains strong," said analyst Michael Haigh. The bank said this week that prices could average $2.0587 a pound this year.Arabica for May delivery settled 1.1 cents, or 0.6%, higher at $1.8470 a poundWednesday.
Leslie Josephs
DOW JONES
--Coffee prices down almost 40% from last year's high
--Lower prices seen cutting into farmers' income --
Fewer investments likely in coffee plants CHARLESTON, S.C. - Expectations of a robust harvest from topgrower Brazil have sent arabica coffee prices tumbling, which in turn could capproduction next year. Farmers from the Andes to Central America say they are earning less, whichmeans they will have less to invest in the high-maintenance arabica plants thatproduce some of the world's most coveted beans. "The level of investment on the farms is going to be greatly reduced," saidLuis Gonzaga Ordonez, manager of the Association of High-Quality CoffeeProducers, a group representing 250 growers who harvest coffee from the slopesof the southwestern Huila region of Colombia. "First it's going to affectquality, then it will affect quantity." Gonzaga Ordonez, who harvests coffee from his 2.5-hectare farm outside of thetown of La Plata, expects production to drop 30% as farmers scale back oninvesting in their plants and take others out of production altogether sincecosts haven't declined with the price. Front-month arabica futures traded on the ICE Futures U.S. exchange are downalmost 40% from last year's high of $3.049 a pound. Most of the recent declinehas been in anticipation of Brazil's upcoming harvest, which the InternationalCoffee Organization forecasts would produce a record 50.6 million 60-kilogrambags. The drop in prices is eating into income for coffee farmers, particularly inregions that are expensive to produce, such as Costa Rica, where labor andtransportation costs are high. Some farmers are taking drastic measures. "I'm going to reforest," said Gerardo Suarez, head of production at SuarezCoffee Growers in Costa Rica's central highlands. Suarez said he is going toleave only half of his 15-hectare farm for coffee because he could make moremoney by selling timber. The farmers' moves would drive down production and eventually lead to highercoffee prices. "Anytime you have reduced production, you're likely to have higher prices,"said Jack Scoville, a vice president at Price Futures Group in Chicago. "We'reprobably going to rebound to $2.40-$2.50 for 2013." Societe Generale predicts the rebound could come even sooner. "We expect prices to continue trending lower into the Brazilian harvest,before reversing higher into year-end as supplies begin tightening again,assuming demand remains strong," said analyst Michael Haigh. The bank said this week that prices could average $2.0587 a pound this year.Arabica for May delivery settled 1.1 cents, or 0.6%, higher at $1.8470 a poundWednesday.
Mais um capítulo sinistro da guerra fiscal estadual
Mais um capítulo sinistro da guerra fiscal estadual
Quando a tendência à valorização do câmbio se consolidou, com o aumento expressivo das importações, aberrações tributárias do país que até então passavam despercebidas tornaram-se públicas. É o caso dos incentivos fiscais dados por dez Estados aos bens importados, que motivou uma versão bastarda e ainda mais nociva da guerra fiscal estadual, apelidada de "guerra dos portos". Até o nome de batismo é enganoso nesse jogo de subterfúgios no qual alguns Estados estão simplesmente interessados em um feirão de descontos para empurrar compras externas a outros Estados, embolsando algum dinheiro e alimentando a concorrência desleal com a produção nacional ou com bens importados por outros Estados. Não é sequer necessário que o Estado tenha um porto para lançar mão da artimanha. Goiás é o Estado que alega ter as maiores perdas do país se o benefício acabar, algo como R$ 1,9 bilhão. Longe do mar, tem um "porto seco", entreposto onde o desembaraço de mercadorias importadas é feito, ou então por onde passam mercadorias destinadas para a exportação.Boa parte das vantagens dos Estados que dão descontos de ICMS aos bens importados se acentuou com o aumento acelerado das importações. Goiás, ativo na guerra fiscal, foi um dos que mais cedo iniciaram a prática (2002), pouco depois do Mato Grosso do Sul (2001) e um pouco antes de Santa Catarina (2003). Adotaram ainda vantagens fiscais para a importação Paraná, Pernambuco, Tocantins, Sergipe, Espírito Santo e Alagoas.Esses benefícios unilaterais nunca foram aprovados pelo Conselho de Política Fazendária, mas, como nos demais casos de espertezas da guerra fiscal, tornaram-se tão corriqueiros na realidade que alguns governadores o consideram praticamente um direito adquirido. A resolução 72 do Senado, que o governo apoia, dispõe que a alíquota interestadual do ICMS dos produtos importados seja uniformizada em 4%, o que tornaria desprezíveis as vantagens dos Estados que aproveitam a farra dos importados para fazer caixa. Agora, assiste-se à reação dos Estados à proposta da resolução.Os governos de Santa Catarina, Goiás e Espírito Santo foram os mais enérgicos na defesa dos privilégios que concedem a fabricantes no exterior. Eles querem ser compensados pela União pela perda dessa duvidosa fonte de recursos, pedem um prazo de adaptação para a extinção do benefício, que poderia ocorrer finalmente só em 2020. Santa Catarina não vê mal nenhum em dar incentivos desse tipo a importações sem similar em seu território, como forma de compensar os maiores custos logísticos de produzir longe dos grandes centros consumidores.Os governadores conseguiram ganhos substanciais sobre outros Estados. Estudo da Fiesp mostra que a participação no total de importados industrializados que ingressaram por Santa Catarina desde o início da vigência do benefício subiu de 2% para 6,6%. No Paraná, o percentual foi de 6,3% para 7,7% e em Goiás, de 0,8% para 2,8%. Em 2010, 9,8% do total de importações entraram no país pelos Estados que concedem incentivos, ou quase US$ 15 bilhões.Essa política é imediatista e míope, além de nociva à produção nacional. Pode-se compreender que um Estado conceda incentivos para se industrializar e criar empregos, para reduzir desigualdades regionais etc., embora isso não legitime o vale-tudo da guerra fiscal. Há algum progresso econômico e aumento da arrecadação. No caso do incentivo ao bem importado, há sem dúvida aumento de receitas dos Estados e uma economia de custos das empresas importadoras que equivale a gozarem de uma taxa de câmbio mais favorável para as compras no exterior. Pelos cálculos do Ministério da Fazenda, os importados passam a custar 9% a menos com os benefícios estaduais, como se o câmbio fosse de R$ 1,64, e não de R$ 1,82 vigente.Do jeito que o incentivo foi desenhado, ele serve como um pedágio camarada para mercadorias que serão destinadas a outros Estados, com ganhos para o exportador estrangeiro e para empresas atraídas por insumos mais baratos vindos de fora. O avanço das importações tornou a necessidade de pôr fim a esse benefício específico mais urgente. Mas não há dúvida de que as questões que estão na sua origem só podem ser adequadamente resolvidas em uma reforma tributária. Não há, porém, boas chances de que ela ocorra tão cedo.
Quando a tendência à valorização do câmbio se consolidou, com o aumento expressivo das importações, aberrações tributárias do país que até então passavam despercebidas tornaram-se públicas. É o caso dos incentivos fiscais dados por dez Estados aos bens importados, que motivou uma versão bastarda e ainda mais nociva da guerra fiscal estadual, apelidada de "guerra dos portos". Até o nome de batismo é enganoso nesse jogo de subterfúgios no qual alguns Estados estão simplesmente interessados em um feirão de descontos para empurrar compras externas a outros Estados, embolsando algum dinheiro e alimentando a concorrência desleal com a produção nacional ou com bens importados por outros Estados. Não é sequer necessário que o Estado tenha um porto para lançar mão da artimanha. Goiás é o Estado que alega ter as maiores perdas do país se o benefício acabar, algo como R$ 1,9 bilhão. Longe do mar, tem um "porto seco", entreposto onde o desembaraço de mercadorias importadas é feito, ou então por onde passam mercadorias destinadas para a exportação.Boa parte das vantagens dos Estados que dão descontos de ICMS aos bens importados se acentuou com o aumento acelerado das importações. Goiás, ativo na guerra fiscal, foi um dos que mais cedo iniciaram a prática (2002), pouco depois do Mato Grosso do Sul (2001) e um pouco antes de Santa Catarina (2003). Adotaram ainda vantagens fiscais para a importação Paraná, Pernambuco, Tocantins, Sergipe, Espírito Santo e Alagoas.Esses benefícios unilaterais nunca foram aprovados pelo Conselho de Política Fazendária, mas, como nos demais casos de espertezas da guerra fiscal, tornaram-se tão corriqueiros na realidade que alguns governadores o consideram praticamente um direito adquirido. A resolução 72 do Senado, que o governo apoia, dispõe que a alíquota interestadual do ICMS dos produtos importados seja uniformizada em 4%, o que tornaria desprezíveis as vantagens dos Estados que aproveitam a farra dos importados para fazer caixa. Agora, assiste-se à reação dos Estados à proposta da resolução.Os governos de Santa Catarina, Goiás e Espírito Santo foram os mais enérgicos na defesa dos privilégios que concedem a fabricantes no exterior. Eles querem ser compensados pela União pela perda dessa duvidosa fonte de recursos, pedem um prazo de adaptação para a extinção do benefício, que poderia ocorrer finalmente só em 2020. Santa Catarina não vê mal nenhum em dar incentivos desse tipo a importações sem similar em seu território, como forma de compensar os maiores custos logísticos de produzir longe dos grandes centros consumidores.Os governadores conseguiram ganhos substanciais sobre outros Estados. Estudo da Fiesp mostra que a participação no total de importados industrializados que ingressaram por Santa Catarina desde o início da vigência do benefício subiu de 2% para 6,6%. No Paraná, o percentual foi de 6,3% para 7,7% e em Goiás, de 0,8% para 2,8%. Em 2010, 9,8% do total de importações entraram no país pelos Estados que concedem incentivos, ou quase US$ 15 bilhões.Essa política é imediatista e míope, além de nociva à produção nacional. Pode-se compreender que um Estado conceda incentivos para se industrializar e criar empregos, para reduzir desigualdades regionais etc., embora isso não legitime o vale-tudo da guerra fiscal. Há algum progresso econômico e aumento da arrecadação. No caso do incentivo ao bem importado, há sem dúvida aumento de receitas dos Estados e uma economia de custos das empresas importadoras que equivale a gozarem de uma taxa de câmbio mais favorável para as compras no exterior. Pelos cálculos do Ministério da Fazenda, os importados passam a custar 9% a menos com os benefícios estaduais, como se o câmbio fosse de R$ 1,64, e não de R$ 1,82 vigente.Do jeito que o incentivo foi desenhado, ele serve como um pedágio camarada para mercadorias que serão destinadas a outros Estados, com ganhos para o exportador estrangeiro e para empresas atraídas por insumos mais baratos vindos de fora. O avanço das importações tornou a necessidade de pôr fim a esse benefício específico mais urgente. Mas não há dúvida de que as questões que estão na sua origem só podem ser adequadamente resolvidas em uma reforma tributária. Não há, porém, boas chances de que ela ocorra tão cedo.
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