Hencorp Commcor
O Mercado físico de café na parte da manha estava mais tomador devido a alta do futuro chegando sair negócios até R$ 535,00. Masapós a queda no mercado futuro tivemos uma retração nas ofertas. Para cafés Safra 10/11 de R$ 520,00 a R$ 530,00, com 10% a 15% de catação, epara cafés com 15% a 20% de catação R$ 510,00 a 520,00.
O fechamento do café arábica BMF para o vencimento Set/11 foi a US$ 334,65 com 7,90de alta, totalizando um volume de 2.999 contratos. Observamos arbitragem Set/Set de -17,50 a -21,00; Set/Dez de -17,50 a -20,70. O mercado de café BMF começou o dia em alta, acompanhando os mercado de NY e de Londres, chegamos a máxima a 338,50 isso quando o mercado de NY chegou até 273,00. Mas como os mercados acabaram não dandocontinuidade a alta, encontramos um pouco de liquidação de comprados, fazendo um fechamento com uma leve alta.
Hoje desceram 6 contratos de café mar/11 totalizando 505 contratos entregues.
O mercado de café para o vencimento Maio/11 encerrou cotado a 265,35, com 240 pontos de alta, e range entre 263,60 e 273,00. Contrariando a forte tendência de queda das últimas quatro sessões, a cotação do café nesta quarta-feira trabalhou predominantemente em movimento de alta, perfazendo assim certa correção aos movimentos anteriores. Abrindo o dia num gap de alta de 85 pontos, a 263,80, o grão, ganhando acentuadofôlego, pela manhã já esboçava um ganho de pouco mais de 1.000 pontos, fazendo a máxima do dia a 273,00, onde então, perto de sua resistência, relativas vendas especulativas foram notadas, movendo a commodity novamente para os níveis de 270,00. Sem mostrar grandes oscilações na sessãodehoje, o café trabalhou durante grande parte do dia entre o range de 267,00 a 270,00, quando perto de seu fechamento, maior volume de vendas foi notada até o ajuste do dia a 265,35. Na sessão de hoje não desceu nenhum canudos, totalizando no acumulado do período 287 canudos. As médias móveis de 40, 100 e 200 dias estão compreendidas em 260,20 / 234,20 e 202,80 respectivamente. De acordo com a Cecafé, os embarques de março (entreos dias 01 e 15) somam 745.651 sacas, uma variação positiva de 6,7% em relação ao mesmo período do mês anterior. O café Londres Maio/11 encerrou cotado a 2487, com 112 pontos de alta, num range de 2405 e 2494.
quinta-feira, 17 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
Mecanização é viável para 68% da áreas no Sul de MG
Mecanização é viável para 68% da áreas no Sul de MG
Valor Econômico
Estudo da Universidade Federal de Lavras (UFLA) mostra que produzir café no Sul de Minas pode ser mais lucrativo do que é atualmente. Diferentemente do que se imaginava, a região conhecida por sua topografia montanhosa, de clima ameno e chuvoso, tem alto potencial para ampliar a mecanização da colheita das lavouras, reduzindo assim o peso do item mais caro no custo de produção do café.
Segundo o professor do Departamento de Engenharia da UFLA, Fabio Moreira da Silva, responsável pelo estudo, 68% das áreas de café do Sul de Minas têm condições de receber as colheitadeiras para mecanizar a retirada do café das árvores. O professor observa que, atualmente, a região, responsável por 25% da produção nacional e por quase 10% da oferta mundial de café, tem menos da metade da sua área mecanizada.
O levantamento da UFLA indica que a redução no custo da colheita pode oscilar entre 26,8% e 61,7%, dependendo do sistema adotado em cada fazenda. Em propriedades que usam a colheita manual, o custo do sistema costuma variar entre R$ 2.350 e R$ 2.400 por hectare. Para quem usa a derriça semimecanizada, o hectare de café colhido custa entre R$ 1.230 e R$ 1.288, segundo a UFLA. Quando a colheitadeira é introduzida, porém, o custo para retirada dos frutos da planta fica entre R$ 900,60 e R$ 1.015,15 por hectare.
"Houve um tempo que a mecanização era malvista devido à experiência negativa de meados da década de 80. Naquele período, as lavouras não estavam preparadas, com plantas muito altas e pouca experiência", afirma Silva. Ele lembra, contudo, que uma nova tentativa ocorreu em 2008 com a falta de mão de obra nos cafezais, mas que foi limitada pela crise financeira mundial.
Diferentemente do que pregam os colombianos, mecanizar a colheita não piora a qualidade do café. No caso brasileiro pode até melhorar. A derriça - sistema mais utilizado para colher café no Brasil - mistura os grãos verdes e maduros, o que reduz a qualidade do produto. "Hoje é possível fazer regulagens para realizar com máquinas praticamente o que os colombianos fazem com a mão, seletivamente", diz Vanusia Nogueira, superintendente do Centro de Excelência de Café do Sul de Minas.
O uso de uma colheitadeira é capaz de substituir a mão de obra humana, reduzir custos e tornar a produção mais eficiente. A máquina, contudo, tem seu custo e ele não é pequeno. O preço de cada colheitadeira de café oscila entre R$ 450 mil e R$ 500 mil, valor alto para uma atividade onde predominam agricultores familiares, em propriedades de pequeno porte. "Hoje, só não coloca máquina para colher quem não tem condição de comprar", afirma Carlos Paulino, presidente da Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé), maior cooperativa de café do mundo.
Há, contudo, outros fatores que limitam a adoção mais intensa de máquinas na colheita. O fato de a inclinação dos terrenos em algumas áreas gerar perdas de até 14% talvez seja o principal deles. "Esse é um índice muito alto, principalmente quando comparado aos das lavouras de soja e milho, onde as perdas médias são de 3% e 5%, respectivamente. Em algumas experiências, no entanto, fazendo ajustes nas máquinas, já conseguimos reduzir as perdas nos cafezais para 7%", afirma Silva, da UFLA
Outro gargalo à mecanização é a necessidade de fazer ajustes nos cafezais, como o plantio dos pés em linhas retas e não em curvas, como era feito em lavouras mais antigas. Além disso, a infraestrutura das fazendas precisa estar adequada, uma vez que as máquinas são mais rápidas e eficientes. "Existem alguns paradigmas a serem quebrados", afirma Vanusia.
Apesar de o Sul de Minas estar atrasado, outras regiões já fazem uso das colheitadeiras. Estimativas da P&A, consultoria especializada em café, mostram que 18% da colheita no país já é feita com o uso dessas máquinas, especialmente no oeste da Bahia e no cerrado mineiro. A maior parte da colheita, porém, é feita por meio da derriça, seja ela mecânica (15%) ou manual (61%). Os 6% restantes são de colheita manual.
Valor Econômico
Estudo da Universidade Federal de Lavras (UFLA) mostra que produzir café no Sul de Minas pode ser mais lucrativo do que é atualmente. Diferentemente do que se imaginava, a região conhecida por sua topografia montanhosa, de clima ameno e chuvoso, tem alto potencial para ampliar a mecanização da colheita das lavouras, reduzindo assim o peso do item mais caro no custo de produção do café.
Segundo o professor do Departamento de Engenharia da UFLA, Fabio Moreira da Silva, responsável pelo estudo, 68% das áreas de café do Sul de Minas têm condições de receber as colheitadeiras para mecanizar a retirada do café das árvores. O professor observa que, atualmente, a região, responsável por 25% da produção nacional e por quase 10% da oferta mundial de café, tem menos da metade da sua área mecanizada.
O levantamento da UFLA indica que a redução no custo da colheita pode oscilar entre 26,8% e 61,7%, dependendo do sistema adotado em cada fazenda. Em propriedades que usam a colheita manual, o custo do sistema costuma variar entre R$ 2.350 e R$ 2.400 por hectare. Para quem usa a derriça semimecanizada, o hectare de café colhido custa entre R$ 1.230 e R$ 1.288, segundo a UFLA. Quando a colheitadeira é introduzida, porém, o custo para retirada dos frutos da planta fica entre R$ 900,60 e R$ 1.015,15 por hectare.
"Houve um tempo que a mecanização era malvista devido à experiência negativa de meados da década de 80. Naquele período, as lavouras não estavam preparadas, com plantas muito altas e pouca experiência", afirma Silva. Ele lembra, contudo, que uma nova tentativa ocorreu em 2008 com a falta de mão de obra nos cafezais, mas que foi limitada pela crise financeira mundial.
Diferentemente do que pregam os colombianos, mecanizar a colheita não piora a qualidade do café. No caso brasileiro pode até melhorar. A derriça - sistema mais utilizado para colher café no Brasil - mistura os grãos verdes e maduros, o que reduz a qualidade do produto. "Hoje é possível fazer regulagens para realizar com máquinas praticamente o que os colombianos fazem com a mão, seletivamente", diz Vanusia Nogueira, superintendente do Centro de Excelência de Café do Sul de Minas.
O uso de uma colheitadeira é capaz de substituir a mão de obra humana, reduzir custos e tornar a produção mais eficiente. A máquina, contudo, tem seu custo e ele não é pequeno. O preço de cada colheitadeira de café oscila entre R$ 450 mil e R$ 500 mil, valor alto para uma atividade onde predominam agricultores familiares, em propriedades de pequeno porte. "Hoje, só não coloca máquina para colher quem não tem condição de comprar", afirma Carlos Paulino, presidente da Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé), maior cooperativa de café do mundo.
Há, contudo, outros fatores que limitam a adoção mais intensa de máquinas na colheita. O fato de a inclinação dos terrenos em algumas áreas gerar perdas de até 14% talvez seja o principal deles. "Esse é um índice muito alto, principalmente quando comparado aos das lavouras de soja e milho, onde as perdas médias são de 3% e 5%, respectivamente. Em algumas experiências, no entanto, fazendo ajustes nas máquinas, já conseguimos reduzir as perdas nos cafezais para 7%", afirma Silva, da UFLA
Outro gargalo à mecanização é a necessidade de fazer ajustes nos cafezais, como o plantio dos pés em linhas retas e não em curvas, como era feito em lavouras mais antigas. Além disso, a infraestrutura das fazendas precisa estar adequada, uma vez que as máquinas são mais rápidas e eficientes. "Existem alguns paradigmas a serem quebrados", afirma Vanusia.
Apesar de o Sul de Minas estar atrasado, outras regiões já fazem uso das colheitadeiras. Estimativas da P&A, consultoria especializada em café, mostram que 18% da colheita no país já é feita com o uso dessas máquinas, especialmente no oeste da Bahia e no cerrado mineiro. A maior parte da colheita, porém, é feita por meio da derriça, seja ela mecânica (15%) ou manual (61%). Os 6% restantes são de colheita manual.
segunda-feira, 14 de março de 2011
20º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso acontece no próximo dia 18 de março
20º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso acontece no próximo dia 18 de março
A tradicional cerimônia irá anunciar e reconhecer os melhores cafés do Brasil
A illycaffè realiza, no próximo dia 18 de março, a cerimônia de entrega do 20º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso. O evento, que irá reconhecer os melhores cafeicultores do país, acontece às 19h30 no Espaço Rosa Rosarum, localizado na Rua Francisco Leitão, 416, em São Paulo (SP).
Em duas décadas, o concurso reconhecido como o principal prêmio da cafeicultura nacional vai distribuir cerca de R$ 180 mil em prêmios aos melhores produtores e classificadores do país. Desde sua criação, em 1999, a illycaffè já distribuiu mais de R$ 4 milhões.
Entre os produtores, o primeiro colocado receberá R$ 50 mil; o segundo, R$ 35 mil; o terceiro, R$ 18 mil; o quarto, R$ 9 mil; o quinto, R$ 5 mil; do sexto ao décimo lugares, R$ 2 mil e os demais recebem R$ 1,2 mil.
Além dos cafeicultores, o concurso entregará o ‘Diploma de Reconhecimento às Melhores Práticas e Sustentabilidade’, vai eleger o ‘Fornecedor do Ano’ safra 2010/2011 e, a partir deste ano, premiará 5 classificadores: o primeiro colocado ganha R$ 3,5 mil; o segundo, R$ 2,5 mil; o terceiro, R$ 1,5 mil; o quarto e o quinto colocados, R$ 1 mil.
A escolha dos melhores cafés é feita por uma comissão julgadora, formada por especialistas nacionais e internacionais, por meio de testes com equipamento de luz ultravioleta e pela classificação do grão quanto ao aspecto, seca, cor, tipo, teor de umidade, torração e qualidade da bebida com degustação para espresso.
Fonte: Portal do Agronegócio
A tradicional cerimônia irá anunciar e reconhecer os melhores cafés do Brasil
A illycaffè realiza, no próximo dia 18 de março, a cerimônia de entrega do 20º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso. O evento, que irá reconhecer os melhores cafeicultores do país, acontece às 19h30 no Espaço Rosa Rosarum, localizado na Rua Francisco Leitão, 416, em São Paulo (SP).
Em duas décadas, o concurso reconhecido como o principal prêmio da cafeicultura nacional vai distribuir cerca de R$ 180 mil em prêmios aos melhores produtores e classificadores do país. Desde sua criação, em 1999, a illycaffè já distribuiu mais de R$ 4 milhões.
Entre os produtores, o primeiro colocado receberá R$ 50 mil; o segundo, R$ 35 mil; o terceiro, R$ 18 mil; o quarto, R$ 9 mil; o quinto, R$ 5 mil; do sexto ao décimo lugares, R$ 2 mil e os demais recebem R$ 1,2 mil.
Além dos cafeicultores, o concurso entregará o ‘Diploma de Reconhecimento às Melhores Práticas e Sustentabilidade’, vai eleger o ‘Fornecedor do Ano’ safra 2010/2011 e, a partir deste ano, premiará 5 classificadores: o primeiro colocado ganha R$ 3,5 mil; o segundo, R$ 2,5 mil; o terceiro, R$ 1,5 mil; o quarto e o quinto colocados, R$ 1 mil.
A escolha dos melhores cafés é feita por uma comissão julgadora, formada por especialistas nacionais e internacionais, por meio de testes com equipamento de luz ultravioleta e pela classificação do grão quanto ao aspecto, seca, cor, tipo, teor de umidade, torração e qualidade da bebida com degustação para espresso.
Fonte: Portal do Agronegócio
Pressão à vista sobre as commodities
14/03/2011
Fernando Lopes | De São Paulo | vALOR ECONOMICO
Em alta acentuada desde meados de 2010, os preços da maior parte das commodities agrícolas negociadas pelo Brasil no exterior registraram fortes quedas na semana passada nas bolsas americanas e passaram a acumular perdas neste mês, ainda que os patamares praticados continuem elevados mesmo em meio à crescente volatilidade.
Se já não havia sinais concretos de que a instabilidade poderia arrefecer, em boa medida por causa do forte aumento da carga especulativa nos mercados agrícolas nos últimos anos, com as turbulências no Oriente Médio e no norte da África e o terremoto no Japão na semana passada eles se tornaram mais nebulosos.
"É preciso esperar o inesperado", insistia Antonio Sartori, da corretora gaúcha Brasoja, quando o foco da tensão no mundo árabe estava no Egito, não na Líbia, e os japoneses ainda conseguiam se concentrar na busca de saídas para a sua já combalida economia, não de corpos. "O futuro do mundo das commodities é uma grande incógnita", afirma Fabio Silveira, da RC Consultores.
A consideração de Silveira foi feita com o olhar no longo prazo, no qual ele confere ao mercado de petróleo um papel fundamental para a definição das futuras oscilações agrícolas. Mas pode ser adaptada perfeitamente bem para esta semana que se inicia, na qual o viés da instabilidade parece ter se invertido. Se de julho de 2010 a fevereiro de 2011 a intensa volatilidade produziu resultantes em geral altistas para as commodities agrícolas, graças a seus fundamentos, o quadro mudou - pelo menos para os próximos dias.
Isso porque a tensão estacionada sobre poços de petróleo passou a atrair mais investimentos financeiros às bolsas do "ouro negro" - maximizando suas altas e tirando peso das commodities agrícolas, apesar da demanda global aquecida e dos recentes problemas climáticos que afetaram as ofertas - e o alcance dos reflexos da tragédia no Japão nas economias do país e do mundo ainda é incerto.
Cálculos do Valor Data baseados nas variações de contratos futuros de segunda posição de entrega (normalmente a de maior liquidez) de produtos negociados nas bolsas de Nova York (açúcar, café, cacau, suco de laranja e algodão) e Chicago (soja, milho e trigo) mostram que apenas o café resistiu à erosão e subiu na semana passada (0,59%). Os demais registraram quedas, que variaram de 2,95% (suco) a 13,64% (trigo).
Com isso, só café (0,99%) e algodão (1,06%) passaram a acumular valorizações em março. Em 2011, unem-se a ambos no terreno positivo de variações o cacau, o suco, o algodão e o milho, e nos últimos 12 meses as oito commodities que fazem parte do levantamento registram altas acumuladas, que vão de 12,12% (suco) a 143,76% (algodão).
Fernando Lopes | De São Paulo | vALOR ECONOMICO
Em alta acentuada desde meados de 2010, os preços da maior parte das commodities agrícolas negociadas pelo Brasil no exterior registraram fortes quedas na semana passada nas bolsas americanas e passaram a acumular perdas neste mês, ainda que os patamares praticados continuem elevados mesmo em meio à crescente volatilidade.
Se já não havia sinais concretos de que a instabilidade poderia arrefecer, em boa medida por causa do forte aumento da carga especulativa nos mercados agrícolas nos últimos anos, com as turbulências no Oriente Médio e no norte da África e o terremoto no Japão na semana passada eles se tornaram mais nebulosos.
"É preciso esperar o inesperado", insistia Antonio Sartori, da corretora gaúcha Brasoja, quando o foco da tensão no mundo árabe estava no Egito, não na Líbia, e os japoneses ainda conseguiam se concentrar na busca de saídas para a sua já combalida economia, não de corpos. "O futuro do mundo das commodities é uma grande incógnita", afirma Fabio Silveira, da RC Consultores.
A consideração de Silveira foi feita com o olhar no longo prazo, no qual ele confere ao mercado de petróleo um papel fundamental para a definição das futuras oscilações agrícolas. Mas pode ser adaptada perfeitamente bem para esta semana que se inicia, na qual o viés da instabilidade parece ter se invertido. Se de julho de 2010 a fevereiro de 2011 a intensa volatilidade produziu resultantes em geral altistas para as commodities agrícolas, graças a seus fundamentos, o quadro mudou - pelo menos para os próximos dias.
Isso porque a tensão estacionada sobre poços de petróleo passou a atrair mais investimentos financeiros às bolsas do "ouro negro" - maximizando suas altas e tirando peso das commodities agrícolas, apesar da demanda global aquecida e dos recentes problemas climáticos que afetaram as ofertas - e o alcance dos reflexos da tragédia no Japão nas economias do país e do mundo ainda é incerto.
Cálculos do Valor Data baseados nas variações de contratos futuros de segunda posição de entrega (normalmente a de maior liquidez) de produtos negociados nas bolsas de Nova York (açúcar, café, cacau, suco de laranja e algodão) e Chicago (soja, milho e trigo) mostram que apenas o café resistiu à erosão e subiu na semana passada (0,59%). Os demais registraram quedas, que variaram de 2,95% (suco) a 13,64% (trigo).
Com isso, só café (0,99%) e algodão (1,06%) passaram a acumular valorizações em março. Em 2011, unem-se a ambos no terreno positivo de variações o cacau, o suco, o algodão e o milho, e nos últimos 12 meses as oito commodities que fazem parte do levantamento registram altas acumuladas, que vão de 12,12% (suco) a 143,76% (algodão).
domingo, 13 de março de 2011
Agora é a nossa vez!
Agora é a nossa vez!
Quem acompanhou A semana no mercado cafeeiro, tiveram fortes emoções, a semana começou com forte alta, apesar do feriado prolongado do carnaval brasileiro, o que deixou produtores e casas comercias de fora, e depois caiu em forte realização que não víamos ha quatro meses.
A alta se deu pelo fato das opções do mercado de café de vencimento em abril teve seu dia final na sexta feira ultima, onde quem estava vendido teve que entrar para recomprar suas posições, e com o livro leve com as origens não participando do mercado, tivemos um belo rali levando as cotações à $296,65, perto do numero a ser batido $3,00 por libra peso.
A preocupação se os fundos estariam saindo de suas posições compradas o que vem sustentando a alta e se não fosse à crise financeira de 2.008 que fizeram que os fundos abandonassem suas posições a casa dos $3,00 já teria sido superada há muito tempo, mas o ultimo relatório da CFTC do dia 08/03/2011 mostra que o numero de contratos em aberto voltou a subir, os fundos aumentando suas posições de comprado e as casas comercias entrando com dinheiro novo no mercado também aumentando suas posições de vendidos.
Após o rali de compra tivemos noticias vinda do macro econômico onde a nota da Espanha foi rebaixada mostrando que a crise financeira esta longe de terminar, o que desencadeou uma grande baixa nas bolsas ao redor do mundo inclusive nas commodities, mas como sabemos que as medidas que os países em crise estão tomando para aliviar a crise é de imprimir dinheiro e jogar a crise para frente, e sabemos que este método simplesmente aumenta à inflação a conclusão lógica é que as commodities não irão parar de subir, mas no primeiro instante houve uma realização no mercado na quinta-feira e na sexta o terremoto no Japão deu continuidade à queda até a metade do dia, quando o mercado encontrou suporte na casa $272,20 e voltou a subir fechando a $274,40 com 615 pontos de baixa e 160 pontos de alta na semana.
A próxima semana começa tecnicamente indefinida para a tendência de curto prazo, mas a de médio e longo prazo as analises fundamentalista não nos deixa duvida que o mercado com estoques baixos e demanda alta ira com certeza romper a casa dos $3,00 dólares por libra peso e buscar alvos históricos como de 1.997 a 318,50 e de 337,50 de 1.977, valores que em minha opinião será batido antes do fechamento das cotações do mês de maio contrato kck11 da bolsa de Nova Iorque a Ice, portanto estamos muito próximos de bater o topo histórico do café.
Vamos aguardar os acontecimentos para tomarmos qualquer decisão o produtor deve ficar atento, pois os preços que hoje são considerados alto podem ser baratos em futuro próximo, portanto vendam somente o necessário agora é a nossa vez.
Uma boa semana a todos e que Deus os abençoe.
Wagner Pimentel
WWW.cafezinhocomamigos.blogspot.com
Quem acompanhou A semana no mercado cafeeiro, tiveram fortes emoções, a semana começou com forte alta, apesar do feriado prolongado do carnaval brasileiro, o que deixou produtores e casas comercias de fora, e depois caiu em forte realização que não víamos ha quatro meses.
A alta se deu pelo fato das opções do mercado de café de vencimento em abril teve seu dia final na sexta feira ultima, onde quem estava vendido teve que entrar para recomprar suas posições, e com o livro leve com as origens não participando do mercado, tivemos um belo rali levando as cotações à $296,65, perto do numero a ser batido $3,00 por libra peso.
A preocupação se os fundos estariam saindo de suas posições compradas o que vem sustentando a alta e se não fosse à crise financeira de 2.008 que fizeram que os fundos abandonassem suas posições a casa dos $3,00 já teria sido superada há muito tempo, mas o ultimo relatório da CFTC do dia 08/03/2011 mostra que o numero de contratos em aberto voltou a subir, os fundos aumentando suas posições de comprado e as casas comercias entrando com dinheiro novo no mercado também aumentando suas posições de vendidos.
Após o rali de compra tivemos noticias vinda do macro econômico onde a nota da Espanha foi rebaixada mostrando que a crise financeira esta longe de terminar, o que desencadeou uma grande baixa nas bolsas ao redor do mundo inclusive nas commodities, mas como sabemos que as medidas que os países em crise estão tomando para aliviar a crise é de imprimir dinheiro e jogar a crise para frente, e sabemos que este método simplesmente aumenta à inflação a conclusão lógica é que as commodities não irão parar de subir, mas no primeiro instante houve uma realização no mercado na quinta-feira e na sexta o terremoto no Japão deu continuidade à queda até a metade do dia, quando o mercado encontrou suporte na casa $272,20 e voltou a subir fechando a $274,40 com 615 pontos de baixa e 160 pontos de alta na semana.
A próxima semana começa tecnicamente indefinida para a tendência de curto prazo, mas a de médio e longo prazo as analises fundamentalista não nos deixa duvida que o mercado com estoques baixos e demanda alta ira com certeza romper a casa dos $3,00 dólares por libra peso e buscar alvos históricos como de 1.997 a 318,50 e de 337,50 de 1.977, valores que em minha opinião será batido antes do fechamento das cotações do mês de maio contrato kck11 da bolsa de Nova Iorque a Ice, portanto estamos muito próximos de bater o topo histórico do café.
Vamos aguardar os acontecimentos para tomarmos qualquer decisão o produtor deve ficar atento, pois os preços que hoje são considerados alto podem ser baratos em futuro próximo, portanto vendam somente o necessário agora é a nossa vez.
Uma boa semana a todos e que Deus os abençoe.
Wagner Pimentel
WWW.cafezinhocomamigos.blogspot.com
INFORMATIVO CEPEA - CAFÉ ROBUSTA
INFORMATIVO CEPEA - CAFÉ ROBUSTA
As médias mensais do robusta continuam em alta. Após o aumento de 10% em janeiro, as cotações da variedade subiram mais 11% em fevereiro. No mês, o Indicador CEPEA/ESALQ do
tipo 6 peneira 13 acima teve média de R$ 214,32/saca de 60 kg, alta de 11,1% em relação à média do mês anterior. Já para o tipo 7/8 bica corrida, a média mensal foi de R$ 205,97/saca, avanço de 11,5% no mesmo período. Na Bolsa de Londres (Euronext Liffe), o contrato com vencimento em julho fechou a US$ 2.394/tonelada em 28 de fevereiro, avanço de 5,5% em relação ao dia 1º.
Boas perspectivas para safra 2011/12 capixaba
Os cafezais de robusta no Espírito Santo tiveram boas floradas no segundo semestre
de 2010, e o “pegamento” das flores foi bom, de acordo com colaboradores do Cepea. No correr de fevereiro, o baixo volume de chuva chegou a prejudicar o enchimento dos grãos em alguns cafezais.
Já no início de março voltou a chover nas regiões produtoras do Espírito Santo, e o déficit hídrico do solo foi recuperado. Assim, o crescimento do robusta capixaba deve ser retomado. Agentes acreditam que, como em toda safra, a colheita da temporada 2011/12 deve iniciar no final de abril. Com estes fatores, as perspectivas para a safra de robusta no Espírito Santo
são boas. Acredita-se que a peneira e o volume produzido da variedade robusta sejam superiores aos da safra 2010/11 – que foram bem menores que o normal, também devido à estiagem no início de 2010.
Já em Rondônia, acredita-se em produção bem menor que a verificada na safra 2010/11. O tempo seco registrado em meados de agosto de 2010 no estado limitou o volume de flores nos cafezais. Com relação às negociações, devido à necessidade de “fazer caixa”, muitos produtores colocaram seus lotes à venda no final de fevereiro. Dessa forma, os preços da variedade, principalmente o tipo 7/8 bica corrida, começaram a cair. Para o tipo 6 peneira 13 acima, os preços não recuaram com tanta intensidade, visto que a oferta deste tipo de grão é baixa. A expectativa é de que um número maior de produtores coloque seus cafés à venda
entre março e abril, para se capitalizarem para os custos de colheita.
As médias mensais do robusta continuam em alta. Após o aumento de 10% em janeiro, as cotações da variedade subiram mais 11% em fevereiro. No mês, o Indicador CEPEA/ESALQ do
tipo 6 peneira 13 acima teve média de R$ 214,32/saca de 60 kg, alta de 11,1% em relação à média do mês anterior. Já para o tipo 7/8 bica corrida, a média mensal foi de R$ 205,97/saca, avanço de 11,5% no mesmo período. Na Bolsa de Londres (Euronext Liffe), o contrato com vencimento em julho fechou a US$ 2.394/tonelada em 28 de fevereiro, avanço de 5,5% em relação ao dia 1º.
Boas perspectivas para safra 2011/12 capixaba
Os cafezais de robusta no Espírito Santo tiveram boas floradas no segundo semestre
de 2010, e o “pegamento” das flores foi bom, de acordo com colaboradores do Cepea. No correr de fevereiro, o baixo volume de chuva chegou a prejudicar o enchimento dos grãos em alguns cafezais.
Já no início de março voltou a chover nas regiões produtoras do Espírito Santo, e o déficit hídrico do solo foi recuperado. Assim, o crescimento do robusta capixaba deve ser retomado. Agentes acreditam que, como em toda safra, a colheita da temporada 2011/12 deve iniciar no final de abril. Com estes fatores, as perspectivas para a safra de robusta no Espírito Santo
são boas. Acredita-se que a peneira e o volume produzido da variedade robusta sejam superiores aos da safra 2010/11 – que foram bem menores que o normal, também devido à estiagem no início de 2010.
Já em Rondônia, acredita-se em produção bem menor que a verificada na safra 2010/11. O tempo seco registrado em meados de agosto de 2010 no estado limitou o volume de flores nos cafezais. Com relação às negociações, devido à necessidade de “fazer caixa”, muitos produtores colocaram seus lotes à venda no final de fevereiro. Dessa forma, os preços da variedade, principalmente o tipo 7/8 bica corrida, começaram a cair. Para o tipo 6 peneira 13 acima, os preços não recuaram com tanta intensidade, visto que a oferta deste tipo de grão é baixa. A expectativa é de que um número maior de produtores coloque seus cafés à venda
entre março e abril, para se capitalizarem para os custos de colheita.
Boletim semanal
Boletim semanal - ano 78 - n° 10
Santos, sexta-feira, 11 de março de 2011
Escritório Carvalhaes
Os feriados de carnaval no Brasil e as fortíssimas oscilações das cotações do café nas bolsas de futuro levaram, de um lado a uma semana perdida para o mercado físico brasileiro, e de outro a um quase consenso sobre a próxima quebra da barreira dos 3 dólares por libra-peso nas cotações do café em Nova Iorque.
Os contratos para entrega em maio próximo subiram 835 pontos na segunda-feira, mais 605 pontos na terça e 765 pontos na quarta. Caíram 1430 pontos na quinta-feira e hoje, sexta-feira perderam mais 615 pontos, fechando a semana com um balanço positivo de 160 pontos. Subiram forte com os fundamentos, depois começaram a cair com realização de lucros e terminaram a semana acompanhando uma queda generalizada nas commodities agrícolas e minerais.
Os números e análises divulgados pela OIC – Organização Internacional do Café em seu último relatório mensal reforçam os fundamentos de alta e apontam para uma situação ainda mais apertada no futuro próximo. A safra mundial de café foi revista para baixo e o consumo mundial para cima, mostrando um equilíbrio precário entre produção e consumo na safra 2010/2011 e um quadro ainda mais justo para 2011/2012. Apesar de um crescimento nas exportações mundiais de café, os estoques em mãos de consumidores e produtores nunca foram tão críticos e não é possível prever uma folga nos números em curto e médio prazo. Os estoques certificados em Nova Iorque e São Paulo continuam em queda, sendo que em Nova Iorque só a partir de 2013 serão aceitos cafés brasileiros.
Para tornar mais difícil a análise dos fundamentos, é preciso lembrar que o quadro acima conta com o clima correndo bem nas diversas regiões produtoras. Qualquer problema mais sério, o que é a cada ano mais possível com as mudanças climáticas, levará a um agravamento nos números de produção e estoques.
O CECAFÉ – Conselho dos Exportadores de Café Verde, informou que no último mês de fevereiro foram embarcadas 2.663.959 de sacas de 60 kg de café, 18% (399.075 sacas) a mais que no mesmo mês de 2010 e 5% (125.580 sacas) a menos que no último mês de janeiro. Foram 2.371.158 sacas de café arábica e 48.838 sacas de café conillon, totalizando 2.419.996 sacas de café verde, que somadas a 239.533 sacas de solúvel e 4.430 sacas de torrado, totalizaram 2.663.959 sacas de café embarcadas.
Até o dia 10, os embarques de março estavam em 267.771 sacas de café arábica, 27.768 sacas de café conillon, somando 295.539 sacas de café verde, e 25.725 sacas de solúvel, contra 52.767 sacas no mesmo dia de janeiro. Até o dia 10, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em março totalizavam 638.898 sacas, contra 316.208 sacas no mesmo dia do mês anterior.
O mercado físico brasileiro foi esvaziado pelos feriados do carnaval, com compradores e vendedores ausentes nos três primeiros dias e apenas observando as fortes oscilações das cotações na quinta e sexta-feira. Os cafeicultores que ainda tem estoque estão capitalizados e acreditam no mercado, não aceitando ofertas mais baixas nos dias de queda no mercado futuro. A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 4, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 11, subiu nos contratos para entrega em maio próximo, 160 pontos ou US$ 2,12 (R$ 3,53) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em março próximo na ICE fecharam no dia 4 a R$ 592,89/saca e hoje, dia 11, a R$ 604,36/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em maio, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 615 pontos.
Santos, sexta-feira, 11 de março de 2011
Escritório Carvalhaes
Os feriados de carnaval no Brasil e as fortíssimas oscilações das cotações do café nas bolsas de futuro levaram, de um lado a uma semana perdida para o mercado físico brasileiro, e de outro a um quase consenso sobre a próxima quebra da barreira dos 3 dólares por libra-peso nas cotações do café em Nova Iorque.
Os contratos para entrega em maio próximo subiram 835 pontos na segunda-feira, mais 605 pontos na terça e 765 pontos na quarta. Caíram 1430 pontos na quinta-feira e hoje, sexta-feira perderam mais 615 pontos, fechando a semana com um balanço positivo de 160 pontos. Subiram forte com os fundamentos, depois começaram a cair com realização de lucros e terminaram a semana acompanhando uma queda generalizada nas commodities agrícolas e minerais.
Os números e análises divulgados pela OIC – Organização Internacional do Café em seu último relatório mensal reforçam os fundamentos de alta e apontam para uma situação ainda mais apertada no futuro próximo. A safra mundial de café foi revista para baixo e o consumo mundial para cima, mostrando um equilíbrio precário entre produção e consumo na safra 2010/2011 e um quadro ainda mais justo para 2011/2012. Apesar de um crescimento nas exportações mundiais de café, os estoques em mãos de consumidores e produtores nunca foram tão críticos e não é possível prever uma folga nos números em curto e médio prazo. Os estoques certificados em Nova Iorque e São Paulo continuam em queda, sendo que em Nova Iorque só a partir de 2013 serão aceitos cafés brasileiros.
Para tornar mais difícil a análise dos fundamentos, é preciso lembrar que o quadro acima conta com o clima correndo bem nas diversas regiões produtoras. Qualquer problema mais sério, o que é a cada ano mais possível com as mudanças climáticas, levará a um agravamento nos números de produção e estoques.
O CECAFÉ – Conselho dos Exportadores de Café Verde, informou que no último mês de fevereiro foram embarcadas 2.663.959 de sacas de 60 kg de café, 18% (399.075 sacas) a mais que no mesmo mês de 2010 e 5% (125.580 sacas) a menos que no último mês de janeiro. Foram 2.371.158 sacas de café arábica e 48.838 sacas de café conillon, totalizando 2.419.996 sacas de café verde, que somadas a 239.533 sacas de solúvel e 4.430 sacas de torrado, totalizaram 2.663.959 sacas de café embarcadas.
Até o dia 10, os embarques de março estavam em 267.771 sacas de café arábica, 27.768 sacas de café conillon, somando 295.539 sacas de café verde, e 25.725 sacas de solúvel, contra 52.767 sacas no mesmo dia de janeiro. Até o dia 10, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em março totalizavam 638.898 sacas, contra 316.208 sacas no mesmo dia do mês anterior.
O mercado físico brasileiro foi esvaziado pelos feriados do carnaval, com compradores e vendedores ausentes nos três primeiros dias e apenas observando as fortes oscilações das cotações na quinta e sexta-feira. Os cafeicultores que ainda tem estoque estão capitalizados e acreditam no mercado, não aceitando ofertas mais baixas nos dias de queda no mercado futuro. A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 4, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 11, subiu nos contratos para entrega em maio próximo, 160 pontos ou US$ 2,12 (R$ 3,53) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em março próximo na ICE fecharam no dia 4 a R$ 592,89/saca e hoje, dia 11, a R$ 604,36/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em maio, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 615 pontos.
Comentário Semanal / Week Comentary
Hencorp Commcor
Comentário Semanal / Week Comentary
O Café Arábica para o vencimento Mai/11 fechou com 160 pontos de alta na semana trabalhando no range de 2.445 pontos, fazendo a mínima a 272,20 e a máxima a 296,65 encerrando cotado a 274,40, na sexta-feira, com 615 pontos de queda.
Em semana marcada pelo vencimento das opções de abril, a cotação do café trabalhou com extrema volatilidade. Iniciando a semana com franca tendência de alta, a quebra da resistência de 280,00 motivou forte compra de specs, registrando assim um topo duplo a 281,85.
Sem perder tal tendência de alta, a commodity conseguiu quebrar máximas atrás de máximas, marcando na sessão subseqüente uma nova máxima histórica de 13 anos, a 296,65, acumulando pouco mais de 2.000 pontos de alta.
Nestes patamares, volumes de vendas foram notados, quando então, percebidos forte zeração de compras, o grão iniciou uma acentuada correção, onde quebrou o suporte de 290,00, ativações de stops o levaram até a um novo patamar, primeiramente a 285,00 / 280,00 e então, com ausência de compras, a mínima da semana a 272,20, onde fechou o gap de alta. Com defesa de compras, o café fechou a semana cotado a 274,40.
Na sessão de hoje desceram 28 canudos, totalizando no acumulado do período 275 canudos. De acordo com a Cecafé, os embarques no mês de março (de 01 a 10) somam 321.264 sacas, uma variação positiva de 66,9% em relação ao mesmo período do mês anterior.
As arbitragens tiveram uma semana de moderados negócios efetuados, sendo estes: K/K entre -10,00 e -3,00, no U/U entre 17,50 a 22,00 abaixo e no U/Z entre 17,80 e 22,30 abaixo.
O mercado futuro do café em Nova York fechou com alta 160 pontos. O movimento desta semana confirmou a indicação de mais um trabalho com forte alta em que novas máximas
foram alcançadas dentro de um canal muito bem definido. Depois de atingir a máxima de 296,65 cents base mai11, observamos uma forte correção técnica de baixa e um recuo aos
272,20 cents. Para a próxima semana acreditamos em nova recuperação das cotações. Principais suportes em 272,20 cents e depois 270,00 cents e principais resistências em 275,00
cents e depois 280,00 cents base mai11.
Comentário Semanal / Week Comentary
O Café Arábica para o vencimento Mai/11 fechou com 160 pontos de alta na semana trabalhando no range de 2.445 pontos, fazendo a mínima a 272,20 e a máxima a 296,65 encerrando cotado a 274,40, na sexta-feira, com 615 pontos de queda.
Em semana marcada pelo vencimento das opções de abril, a cotação do café trabalhou com extrema volatilidade. Iniciando a semana com franca tendência de alta, a quebra da resistência de 280,00 motivou forte compra de specs, registrando assim um topo duplo a 281,85.
Sem perder tal tendência de alta, a commodity conseguiu quebrar máximas atrás de máximas, marcando na sessão subseqüente uma nova máxima histórica de 13 anos, a 296,65, acumulando pouco mais de 2.000 pontos de alta.
Nestes patamares, volumes de vendas foram notados, quando então, percebidos forte zeração de compras, o grão iniciou uma acentuada correção, onde quebrou o suporte de 290,00, ativações de stops o levaram até a um novo patamar, primeiramente a 285,00 / 280,00 e então, com ausência de compras, a mínima da semana a 272,20, onde fechou o gap de alta. Com defesa de compras, o café fechou a semana cotado a 274,40.
Na sessão de hoje desceram 28 canudos, totalizando no acumulado do período 275 canudos. De acordo com a Cecafé, os embarques no mês de março (de 01 a 10) somam 321.264 sacas, uma variação positiva de 66,9% em relação ao mesmo período do mês anterior.
As arbitragens tiveram uma semana de moderados negócios efetuados, sendo estes: K/K entre -10,00 e -3,00, no U/U entre 17,50 a 22,00 abaixo e no U/Z entre 17,80 e 22,30 abaixo.
O mercado futuro do café em Nova York fechou com alta 160 pontos. O movimento desta semana confirmou a indicação de mais um trabalho com forte alta em que novas máximas
foram alcançadas dentro de um canal muito bem definido. Depois de atingir a máxima de 296,65 cents base mai11, observamos uma forte correção técnica de baixa e um recuo aos
272,20 cents. Para a próxima semana acreditamos em nova recuperação das cotações. Principais suportes em 272,20 cents e depois 270,00 cents e principais resistências em 275,00
cents e depois 280,00 cents base mai11.
quinta-feira, 3 de março de 2011
O maior preço dos últimos 34 anos, e daí?
O maior preço dos últimos 34 anos, e daí?
Na semana passada o café atingiu uma marca, obtendo na segunda posição o maior valor dos últimos 34 anos, mas não o maior valor da primeira posição dos últimos 34 anos que seria o preço obtido em 14 de abril de 1977 de 337,50, portanto estamos longe dele e não atingimos o maior preço dos últimos 34 anos na primeira posição, estou me corrigindo e peço desculpas pelo erro.
A segunda maior marca da primeira posição ocorreu no dia 29/05/1997 foi de 318,00, também estamos longe dela então não temos nem o maior preço dos últimos 14 anos novamente peço desculpas pelo erro.
Bom, o que não esta errado em minha ultima análise é que vamos ter o menor estoque de café dos últimos 100 anos nos países produtores no final da safra de 2.011, o que mostra que o mercado é uma rocha e devera sim estourar estes dois últimos tetos.
O algodão produto que também é cotado na bolsa de mercadoria de Nova Iorque está com o maior preço dos últimos 160 anos, topo atingido na guerra civil norte americana antes de 1900, mas o preço continua há subir. Este ano a produção da Austrália grande produtor mundial foi bem prejudicada por problemas climáticos o que reduziu bem a sua produção, mas o EUA e Brasil vão aumentar em muito sua produção, mas ainda não é suficiente para o aumento de demanda e ninguém saiu por aí anunciando a maior alta dos últimos anos, portanto no café o preço ainda “Não é o maior preço dos últimos 34 anos e se for e daí?
Qual o problema?
Em um artigo meu escrito há meses atrás “O medo do sucesso” a impressão que dá e me incluo neste time que temos medo que o mercado suba e seja o maior de todos os tempos.
O maior preço dos últimos 34 anos e daí?
O que parece é que produtor de café é um problema, ou somos bandidos, pois se o preço subir vai acontecer algo diferente no mundo, não vai acontecer nada além de recebermos pelo café o que merecemos e trabalhamos para isso, então deixe o preço subir.
Em uma analise de seus artigos Rodrigo Costa disse que pegando o índice inflacionário que mede os preços ao consumidor americano e jogarmos em cima do preço de 318,00 cents de dólar por libra peso preço atingido em 1.997 a sua correção seria de U$436.88 cents de dólar por libra peso, bom se fizermos isso com o preço de 1.977 eu acho que o resultado ficaria bem acima disso, portanto não estamos recebendo nem a correção da inflação de um país que quase não tem inflação nenhuma, ou seja, se compararmos com a inflação da Mao de obra brasileira que é de 328% de 1997 pra cá dos insumos que fica na casa de 400% parece até covardia, mas os preços estão longe de corrigir o que gastamos para mantermos as lavouras.
Tecnicamente tem muito pra subir o cenário realmente não mudou em nada a não ser que estamos segundo a ABIC e a Cecafé consumindo 4.5 milhões de sacas por mês, ou seja, se pegarmos a estatística de produção da Conab que em media vamos produzir para o próximo ano safra 43 milhões de sacas teremos café para nove meses e meio de consumo, ou seja, insuficiente para a demanda de 54 milhões de sacas anos que o Brasil precisa colher manter o equilíbrio do mercado e, sabendo que o café que esta sobrando de estoque no mundo é de baixíssima qualidade os e os preços cotados em bolsa são altíssima qualidade me parece que a conta não fecha e que a conclusão é obvia vamos subir muito ainda, não querendo por lenha na fogueira e nem especular o assunto, mas já especulando, e se tivermos algum problema climático no Brasil, é não gostaria nem de pensar nisso
Vamos aguardar para ver o desfecho acredito na continuação da tendência e realmente me desculpar pelo erro cometido ainda não atingimos nem o maior preço de 1.997 de 318.00e nem o de 1.977 de 337,50 obrigado a todos os leitores e bom feriado a todos.
Wagner Pimentel
WWW.cafezinhocomamigos.blogspot.com
Na semana passada o café atingiu uma marca, obtendo na segunda posição o maior valor dos últimos 34 anos, mas não o maior valor da primeira posição dos últimos 34 anos que seria o preço obtido em 14 de abril de 1977 de 337,50, portanto estamos longe dele e não atingimos o maior preço dos últimos 34 anos na primeira posição, estou me corrigindo e peço desculpas pelo erro.
A segunda maior marca da primeira posição ocorreu no dia 29/05/1997 foi de 318,00, também estamos longe dela então não temos nem o maior preço dos últimos 14 anos novamente peço desculpas pelo erro.
Bom, o que não esta errado em minha ultima análise é que vamos ter o menor estoque de café dos últimos 100 anos nos países produtores no final da safra de 2.011, o que mostra que o mercado é uma rocha e devera sim estourar estes dois últimos tetos.
O algodão produto que também é cotado na bolsa de mercadoria de Nova Iorque está com o maior preço dos últimos 160 anos, topo atingido na guerra civil norte americana antes de 1900, mas o preço continua há subir. Este ano a produção da Austrália grande produtor mundial foi bem prejudicada por problemas climáticos o que reduziu bem a sua produção, mas o EUA e Brasil vão aumentar em muito sua produção, mas ainda não é suficiente para o aumento de demanda e ninguém saiu por aí anunciando a maior alta dos últimos anos, portanto no café o preço ainda “Não é o maior preço dos últimos 34 anos e se for e daí?
Qual o problema?
Em um artigo meu escrito há meses atrás “O medo do sucesso” a impressão que dá e me incluo neste time que temos medo que o mercado suba e seja o maior de todos os tempos.
O maior preço dos últimos 34 anos e daí?
O que parece é que produtor de café é um problema, ou somos bandidos, pois se o preço subir vai acontecer algo diferente no mundo, não vai acontecer nada além de recebermos pelo café o que merecemos e trabalhamos para isso, então deixe o preço subir.
Em uma analise de seus artigos Rodrigo Costa disse que pegando o índice inflacionário que mede os preços ao consumidor americano e jogarmos em cima do preço de 318,00 cents de dólar por libra peso preço atingido em 1.997 a sua correção seria de U$436.88 cents de dólar por libra peso, bom se fizermos isso com o preço de 1.977 eu acho que o resultado ficaria bem acima disso, portanto não estamos recebendo nem a correção da inflação de um país que quase não tem inflação nenhuma, ou seja, se compararmos com a inflação da Mao de obra brasileira que é de 328% de 1997 pra cá dos insumos que fica na casa de 400% parece até covardia, mas os preços estão longe de corrigir o que gastamos para mantermos as lavouras.
Tecnicamente tem muito pra subir o cenário realmente não mudou em nada a não ser que estamos segundo a ABIC e a Cecafé consumindo 4.5 milhões de sacas por mês, ou seja, se pegarmos a estatística de produção da Conab que em media vamos produzir para o próximo ano safra 43 milhões de sacas teremos café para nove meses e meio de consumo, ou seja, insuficiente para a demanda de 54 milhões de sacas anos que o Brasil precisa colher manter o equilíbrio do mercado e, sabendo que o café que esta sobrando de estoque no mundo é de baixíssima qualidade os e os preços cotados em bolsa são altíssima qualidade me parece que a conta não fecha e que a conclusão é obvia vamos subir muito ainda, não querendo por lenha na fogueira e nem especular o assunto, mas já especulando, e se tivermos algum problema climático no Brasil, é não gostaria nem de pensar nisso
Vamos aguardar para ver o desfecho acredito na continuação da tendência e realmente me desculpar pelo erro cometido ainda não atingimos nem o maior preço de 1.997 de 318.00e nem o de 1.977 de 337,50 obrigado a todos os leitores e bom feriado a todos.
Wagner Pimentel
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