“É hora de vender tudo”, diz Ricardo Amorim
O economista Ricardo Amorim, dono da consultoria Ricam e ex-diretor do banco WestLB em Nova York, acredita que sua previsão de que o Ibovespa chegaria aos 55 000 pontos, feita em fevereiro, está próxima de se concretizar. “Há uma probabilidade colossal de o índice atingir esse patamar no curto prazo e uma chance não desprezível de ele cair ainda mais do que isso”, diz Amorim. Por isso, ele recomenda que os investidores vendam todas as suas ações agora para voltar a investir na bolsa depois dessa forte queda. “Quem esperar demais para sair pode vender na hora errada e perder muito dinheiro”, diz.
É uma recomendação, no mínimo, ousada. Mas vale lembrar que Amorim tem uma visão bastante otimista para o longo prazo – e ele acredita que a melhor forma de ganhar dinheiro com esse cenário é fazendo mudanças no portfólio. “Assumindo que a crise na Europa não sairá totalmente de controle, o mercado deve voltar a subir forte”, diz. Sua projeção feita no ano passado é de que o Ibovespa alcance os 200 000 pontos até 2014.
Segundo Amorim, o que vai definir o tamanho da queda é a extensão da crise europeia. “Os problemas não se restringem à Grécia. Outros países, como Portugal, Espanha, Itália e Irlanda também estão endividados e não há recursos suficientes para salvar todos”, diz ele. Para o economista, se o pânico europeu der início a uma crise financeira global nos moldes da causada pela quebra do banco Lehman Brothers, em setembro de 2008, a bolsa pode retomar as mínimas daquele período, quando o Ibovespa chegou a ficar abaixo dos 30 000 pontos.
sábado, 8 de maio de 2010
'Não se pode descartar uma implosão do euro'
Nouriel Roubini: 'Não se pode descartar uma implosão do euro'
ROMA, Itália — O respeitado economista Nouriel Roubini, conhecido por seu pessimismo, afirmou nesta quinta-feira que não se pode descartar uma implosão do euro, devido ao risco de que a crise grega se alastre por toda a Europa.
Roubini, americano de origem turca, foi um dos poucos especialistas que previu a grave crise financeira de 2007-2008.
"Neste momento, não se pode excluir uma implosão do euro. O efeito de contágio é uma possibilidade real não apenas para os paíse com mais riscos", assegurou, em uma entrevista ao jornal italiano La Repubblica.
Para o professor de economia, os países que correm mais perigo são Portugal, sgudio da Irlanda e da Espanha, e, a uma distância razoável, a Itália.
O especialista advertiu que a Itália "deve evitar ficar parada e de ve prosseguir realizando reformas, já que as dificuldades perduram, do endividamento até a falta de competitividade".
Roubini acredita que é possível evitar o pior, "mas não com um plano de resgate como o presvito para a Grécia porque adotar um programa de austeridade fiscal com um déficit de 10% do PIB é uma missão impossível".
Roubini propõe um plano B, que prevê, entre outras coisas, a reestruturação do endividamento grego a partir de uma ampliação dos intercâmbios com a oferta de novos títulos (obligações) em troca dos existentes.
"Uma proposta que não agrada os credores, mas é preciso convencê-los que, de outra maneira, perderão tudo", concluiu.
Outros especialistas estão preocupados que a crise da dívida grega ameace se estender para outros países que adotaram a moeda única, evidenciando ao mesmo tempo as dificuldades de governança e as disparidades econômicas da zona do euro, que poderão comprometer sua própria sobrevivência.
Os mercados ainda não estão convencidos do êxito do plano de ajuda à Grécia, decidido no final de semana passado pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Duvidando que o país consiga organizar suas finanças públicas, eles temem também que a crise se propague para outros países da zona do euro, principalmente Espanha e Portugal.
Nesta tempestade financeira, aqueles que já começam a questionar a própria sobrevivência da moeda única são cada vez mais numerosos.
O temor foi expressado na terça-feira pelo Prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz, conhecido por sua eurofilia: "o futuro do euro talvez seja limitado".
Desde janeiro, os economistas já denunciam a lentidão da resposta europeia à crise grega. O plano de resgate foi adotado apenas depois de trabalhosas negociações, principalmente com uma Alemanha muito hesitante.
ROMA, Itália — O respeitado economista Nouriel Roubini, conhecido por seu pessimismo, afirmou nesta quinta-feira que não se pode descartar uma implosão do euro, devido ao risco de que a crise grega se alastre por toda a Europa.
Roubini, americano de origem turca, foi um dos poucos especialistas que previu a grave crise financeira de 2007-2008.
"Neste momento, não se pode excluir uma implosão do euro. O efeito de contágio é uma possibilidade real não apenas para os paíse com mais riscos", assegurou, em uma entrevista ao jornal italiano La Repubblica.
Para o professor de economia, os países que correm mais perigo são Portugal, sgudio da Irlanda e da Espanha, e, a uma distância razoável, a Itália.
O especialista advertiu que a Itália "deve evitar ficar parada e de ve prosseguir realizando reformas, já que as dificuldades perduram, do endividamento até a falta de competitividade".
Roubini acredita que é possível evitar o pior, "mas não com um plano de resgate como o presvito para a Grécia porque adotar um programa de austeridade fiscal com um déficit de 10% do PIB é uma missão impossível".
Roubini propõe um plano B, que prevê, entre outras coisas, a reestruturação do endividamento grego a partir de uma ampliação dos intercâmbios com a oferta de novos títulos (obligações) em troca dos existentes.
"Uma proposta que não agrada os credores, mas é preciso convencê-los que, de outra maneira, perderão tudo", concluiu.
Outros especialistas estão preocupados que a crise da dívida grega ameace se estender para outros países que adotaram a moeda única, evidenciando ao mesmo tempo as dificuldades de governança e as disparidades econômicas da zona do euro, que poderão comprometer sua própria sobrevivência.
Os mercados ainda não estão convencidos do êxito do plano de ajuda à Grécia, decidido no final de semana passado pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Duvidando que o país consiga organizar suas finanças públicas, eles temem também que a crise se propague para outros países da zona do euro, principalmente Espanha e Portugal.
Nesta tempestade financeira, aqueles que já começam a questionar a própria sobrevivência da moeda única são cada vez mais numerosos.
O temor foi expressado na terça-feira pelo Prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz, conhecido por sua eurofilia: "o futuro do euro talvez seja limitado".
Desde janeiro, os economistas já denunciam a lentidão da resposta europeia à crise grega. O plano de resgate foi adotado apenas depois de trabalhosas negociações, principalmente com uma Alemanha muito hesitante.
Ordens erradas amplificam tombo em NY; Nasdaq cancela transações
Ordens erradas amplificam tombo em NY; Nasdaq cancela transações
Um grande volume de ordens de venda aparentemente erradas, disparadas por
sistemas eletrônicos de negociação (algotrading), amplificaram enormemente o
tamanho do tombo na Bolsa de Nova York, ontem, levando os índices Dow Jones e
S&P 500, durante o pregão, a suas maiores baixas ao longo de um dia desde o
"crash" da bolsa em 1987.
À noite, a Nasdaq informou que cancelaria todas as compras e vendas de ações
feitas a preços que embutissem variação superior a 60% para mais ou para menos
em relação à cotação registrado às 14h40. A decisão de cancelar, disse a
Nasdaq, foi tomada em uma ação coordenada com as demais bolsas americanas.
A decisão foi anunciada depois de uma teleconferência de emergência entre os
dirigentes das principais bolsas dos Estados Unidos e membros da Securities and
Exchange Commission (SEC), o xerife do mercado de capitais americano, para
examinar a série de operações erradas registradas ao longo do dia. Os erros
teriam ocorrido entre as 14h40 e as 15h do horário novaiorquino.
Mais cedo, o porta-voz da Bolsa de Nova York (NYSE), Rich Adamonis, explicou
que "houve várias ordens erradas" durante a queda da bolsa. Em questão de
minutos, o Dow Jones deu um mergulho e voltou: saindo do patamar de baixa de 4%
para uma queda de 9,2% e, depois, 3% negativo novamente.
A queda dos índices foi provocada pela baixa violenta e repentina nos preços de
ações "blue chip" como Procter & Gamble e 3M, que não costumam ter oscilações
bruscas. Na Bolsa de Nova York, cada ação tem o seu próprio "circuit breaker",
ou seja, um limite de variação que suspende a negociação com o papel. Quando
determinada ação atinge esse nível, ela pode ser negociada a qualquer preço em
outras bolsas ou plataformas de negociação.
Quando a ação da P&G caiu abaixo do seu nível de "circuit breaker", uma ordem a
US$ 39,37 foi feita a partir da Nasdaq (o papel antes estava na casa de US$
60). A NYSE divulgou comunicado negando falhas em seus sistemas.
Operações que derrubaram as ações da Accenture Plc em mais de 99%, para um
centavo de dólar, foram canceladas pela CBOE, bolsa de opções de Chicago. As
ações da Accenture se recuperaram e fecharam a US$ 41,09 na NYSE, em queda de
2,6%.
Diversos operadores de mercado disseram que uma grande instituição teria,
acidentalmente, disparado uma programação errada, em que um operador teria
digitado uma ordem de venda de US$ 16 bilhões em vez de US$ 16 milhões em
contratos do tipo e-minis. Os e-minis são contratos futuros atrelados a índices
de ações, negociados na Chicago Mercantile Exchange. A CME informou que estava
averiguando o ocorrido.
O Citi informou que não havia encontrado ontem qualquer evidência de que a
instituição esteja envolvida em ordens erradas, mas que continuava investigando.
O comportamento errático de preços fez com que diversos programas automáticos
(os algorítimos) disparassem ordens de venda.
Um grande volume de ordens de venda aparentemente erradas, disparadas por
sistemas eletrônicos de negociação (algotrading), amplificaram enormemente o
tamanho do tombo na Bolsa de Nova York, ontem, levando os índices Dow Jones e
S&P 500, durante o pregão, a suas maiores baixas ao longo de um dia desde o
"crash" da bolsa em 1987.
À noite, a Nasdaq informou que cancelaria todas as compras e vendas de ações
feitas a preços que embutissem variação superior a 60% para mais ou para menos
em relação à cotação registrado às 14h40. A decisão de cancelar, disse a
Nasdaq, foi tomada em uma ação coordenada com as demais bolsas americanas.
A decisão foi anunciada depois de uma teleconferência de emergência entre os
dirigentes das principais bolsas dos Estados Unidos e membros da Securities and
Exchange Commission (SEC), o xerife do mercado de capitais americano, para
examinar a série de operações erradas registradas ao longo do dia. Os erros
teriam ocorrido entre as 14h40 e as 15h do horário novaiorquino.
Mais cedo, o porta-voz da Bolsa de Nova York (NYSE), Rich Adamonis, explicou
que "houve várias ordens erradas" durante a queda da bolsa. Em questão de
minutos, o Dow Jones deu um mergulho e voltou: saindo do patamar de baixa de 4%
para uma queda de 9,2% e, depois, 3% negativo novamente.
A queda dos índices foi provocada pela baixa violenta e repentina nos preços de
ações "blue chip" como Procter & Gamble e 3M, que não costumam ter oscilações
bruscas. Na Bolsa de Nova York, cada ação tem o seu próprio "circuit breaker",
ou seja, um limite de variação que suspende a negociação com o papel. Quando
determinada ação atinge esse nível, ela pode ser negociada a qualquer preço em
outras bolsas ou plataformas de negociação.
Quando a ação da P&G caiu abaixo do seu nível de "circuit breaker", uma ordem a
US$ 39,37 foi feita a partir da Nasdaq (o papel antes estava na casa de US$
60). A NYSE divulgou comunicado negando falhas em seus sistemas.
Operações que derrubaram as ações da Accenture Plc em mais de 99%, para um
centavo de dólar, foram canceladas pela CBOE, bolsa de opções de Chicago. As
ações da Accenture se recuperaram e fecharam a US$ 41,09 na NYSE, em queda de
2,6%.
Diversos operadores de mercado disseram que uma grande instituição teria,
acidentalmente, disparado uma programação errada, em que um operador teria
digitado uma ordem de venda de US$ 16 bilhões em vez de US$ 16 milhões em
contratos do tipo e-minis. Os e-minis são contratos futuros atrelados a índices
de ações, negociados na Chicago Mercantile Exchange. A CME informou que estava
averiguando o ocorrido.
O Citi informou que não havia encontrado ontem qualquer evidência de que a
instituição esteja envolvida em ordens erradas, mas que continuava investigando.
O comportamento errático de preços fez com que diversos programas automáticos
(os algorítimos) disparassem ordens de venda.
Pânico nos mercados tira suporte das commodities
07/05 05:00 Pânico nos mercados tira suporte das commodities
Foi uma quinta-feira de pânico no mercado global, e os movimentos financeiros
derivados das preocupações com a economia europeia e com as bolsas americanas
provocaram a valorização do dólar e a retração das commodities em geral, sem
poupar as agrícolas.
Na bolsa de Chicago, referência para as cotações dos grãos no mercado
internacional, a soja foi a mais afetada. Segundo o Valor Data, os contratos
futuros de segunda posição de entrega - normalmente os de maior liquidez -
recuaram 2,45%, e passaram a acumular uma queda de 13,35% este ano.
O tombo da soja elevou a pressão sobre milho e trigo, que completam a trinca
das commodities agrícolas mais negociadas no planeta. No caso do milho, a
segunda posição caiu 0,47% e elevou as perdas em 2009 para 12,49%; no do trigo,
a erosão diária foi de 0,73%, ampliando a anual para 8,18%. Ainda assim, os
patamares de fechamento de quinta foram os mais baixos em "apenas" um mês.
As commodities agrícolas negociadas na bolsa de Nova York (açúcar, café, cacau,
suco de laranja e algodão) não se livraram do contágio. As baixas levaram os
preços aos mais baixos níveis desde meados de abril. A exceção foi o açúcar,
que já estava em queda e atingiu o piso em pouco mais de um ano.
As turbulências na Europa também afetaram as ações das empresas de carnes. No
Brasil, que tem empresas fortes na exportação, a mais afetada foi o Minerva,
cujos papéis recuaram 7,43%. Os da JBS caíram 3% e as ações da Marfrig, 1,36%.
A Brasil Foods perdeu 1,43% no dia. Papéis das americanas Tyson e Smithfield
despencaram. As quedas foram de 5,93% e 4,37%, respectivamente, segundo o Valor
Data.
Foi uma quinta-feira de pânico no mercado global, e os movimentos financeiros
derivados das preocupações com a economia europeia e com as bolsas americanas
provocaram a valorização do dólar e a retração das commodities em geral, sem
poupar as agrícolas.
Na bolsa de Chicago, referência para as cotações dos grãos no mercado
internacional, a soja foi a mais afetada. Segundo o Valor Data, os contratos
futuros de segunda posição de entrega - normalmente os de maior liquidez -
recuaram 2,45%, e passaram a acumular uma queda de 13,35% este ano.
O tombo da soja elevou a pressão sobre milho e trigo, que completam a trinca
das commodities agrícolas mais negociadas no planeta. No caso do milho, a
segunda posição caiu 0,47% e elevou as perdas em 2009 para 12,49%; no do trigo,
a erosão diária foi de 0,73%, ampliando a anual para 8,18%. Ainda assim, os
patamares de fechamento de quinta foram os mais baixos em "apenas" um mês.
As commodities agrícolas negociadas na bolsa de Nova York (açúcar, café, cacau,
suco de laranja e algodão) não se livraram do contágio. As baixas levaram os
preços aos mais baixos níveis desde meados de abril. A exceção foi o açúcar,
que já estava em queda e atingiu o piso em pouco mais de um ano.
As turbulências na Europa também afetaram as ações das empresas de carnes. No
Brasil, que tem empresas fortes na exportação, a mais afetada foi o Minerva,
cujos papéis recuaram 7,43%. Os da JBS caíram 3% e as ações da Marfrig, 1,36%.
A Brasil Foods perdeu 1,43% no dia. Papéis das americanas Tyson e Smithfield
despencaram. As quedas foram de 5,93% e 4,37%, respectivamente, segundo o Valor
Data.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Café brasileiro poderá ser negociado na Bolsa de Nova York
Café brasileiro poderá ser negociado na Bolsa de Nova York
Brasília – O diretor do Departamento de Café do Ministério da Agricultura, Robério Oliveira Silva, disse hoje que o produto brasileiro passa por um processo de consulta para ter sua negociação feita também na Bolsa de Nova York.
A discussão em torno da entrada do café arábica cereja descascado, mais fino [na Bolsa de Nova York] se dá há uns dez anos. Agora, no entanto, houve interesse do comitê da Bolsa de Nova York, que percebe que o Brasil tem participação importante nesse mercado”, afirmou Silva durante a apresentação da estimativa de safra do produto, de 47 milhões de sacas de 60 quilos.
A queda da produção na Colômbia e na América Central, concorrentes do Brasil no mercado de café, está levando ao aumento da procura do produto brasileiro pelos importadores. Para o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, essa é uma oportunidade que o país deve aproveitar agora, que terá a maior safra de café dos últimos dez anos.
“Colher uma safra de ciclo alto num momento em que o mercado internacional se ressente da falta de bons cafés arábicas é uma oportunidade para ocupar maior espaço nos blends [produtos que resultam da composição de diferentes tipos de café]”, afirmou o ministro.
Segundo Rossi, o governo será capaz de apoiar toda a comercialização de café. Na próxima semana, representantes de toda a cadeia produtiva se reúnem para elaborar um conjunto de ações a serem implementadas. Entre as medidas avaliadas, está o apoio à comercialização de até 5 milhões de
Brasília – O diretor do Departamento de Café do Ministério da Agricultura, Robério Oliveira Silva, disse hoje que o produto brasileiro passa por um processo de consulta para ter sua negociação feita também na Bolsa de Nova York.
A discussão em torno da entrada do café arábica cereja descascado, mais fino [na Bolsa de Nova York] se dá há uns dez anos. Agora, no entanto, houve interesse do comitê da Bolsa de Nova York, que percebe que o Brasil tem participação importante nesse mercado”, afirmou Silva durante a apresentação da estimativa de safra do produto, de 47 milhões de sacas de 60 quilos.
A queda da produção na Colômbia e na América Central, concorrentes do Brasil no mercado de café, está levando ao aumento da procura do produto brasileiro pelos importadores. Para o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, essa é uma oportunidade que o país deve aproveitar agora, que terá a maior safra de café dos últimos dez anos.
“Colher uma safra de ciclo alto num momento em que o mercado internacional se ressente da falta de bons cafés arábicas é uma oportunidade para ocupar maior espaço nos blends [produtos que resultam da composição de diferentes tipos de café]”, afirmou o ministro.
Segundo Rossi, o governo será capaz de apoiar toda a comercialização de café. Na próxima semana, representantes de toda a cadeia produtiva se reúnem para elaborar um conjunto de ações a serem implementadas. Entre as medidas avaliadas, está o apoio à comercialização de até 5 milhões de
Ordens erradas amplificam tombo em NY; Nasdaq cancela transações
Ordens erradas amplificam tombo em NY; Nasdaq cancela transações
Um grande volume de ordens de venda aparentemente erradas, disparadas por
sistemas eletrônicos de negociação (algotrading), amplificaram enormemente o
tamanho do tombo na Bolsa de Nova York, ontem, levando os índices Dow Jones e
S&P 500, durante o pregão, a suas maiores baixas ao longo de um dia desde o
"crash" da bolsa em 1987.
À noite, a Nasdaq informou que cancelaria todas as compras e vendas de ações
feitas a preços que embutissem variação superior a 60% para mais ou para menos
em relação à cotação registrado às 14h40. A decisão de cancelar, disse a
Nasdaq, foi tomada em uma ação coordenada com as demais bolsas americanas.
A decisão foi anunciada depois de uma teleconferência de emergência entre os
dirigentes das principais bolsas dos Estados Unidos e membros da Securities and
Exchange Commission (SEC), o xerife do mercado de capitais americano, para
examinar a série de operações erradas registradas ao longo do dia. Os erros
teriam ocorrido entre as 14h40 e as 15h do horário novaiorquino.
Mais cedo, o porta-voz da Bolsa de Nova York (NYSE), Rich Adamonis, explicou
que "houve várias ordens erradas" durante a queda da bolsa. Em questão de
minutos, o Dow Jones deu um mergulho e voltou: saindo do patamar de baixa de 4%
para uma queda de 9,2% e, depois, 3% negativo novamente.
A queda dos índices foi provocada pela baixa violenta e repentina nos preços de
ações "blue chip" como Procter & Gamble e 3M, que não costumam ter oscilações
bruscas. Na Bolsa de Nova York, cada ação tem o seu próprio "circuit breaker",
ou seja, um limite de variação que suspende a negociação com o papel. Quando
determinada ação atinge esse nível, ela pode ser negociada a qualquer preço em
outras bolsas ou plataformas de negociação.
Quando a ação da P&G caiu abaixo do seu nível de "circuit breaker", uma ordem a
US$ 39,37 foi feita a partir da Nasdaq (o papel antes estava na casa de US$
60). A NYSE divulgou comunicado negando falhas em seus sistemas.
Operações que derrubaram as ações da Accenture Plc em mais de 99%, para um
centavo de dólar, foram canceladas pela CBOE, bolsa de opções de Chicago. As
ações da Accenture se recuperaram e fecharam a US$ 41,09 na NYSE, em queda de
2,6%.
Diversos operadores de mercado disseram que uma grande instituição teria,
acidentalmente, disparado uma programação errada, em que um operador teria
digitado uma ordem de venda de US$ 16 bilhões em vez de US$ 16 milhões em
contratos do tipo e-minis. Os e-minis são contratos futuros atrelados a índices
de ações, negociados na Chicago Mercantile Exchange. A CME informou que estava
averiguando o ocorrido.
O Citi informou que não havia encontrado ontem qualquer evidência de que a
instituição esteja envolvida em ordens erradas, mas que continuava investigando.
O comportamento errático de preços fez com que diversos programas automáticos
(os algorítimos) disparassem ordens de venda.
Um grande volume de ordens de venda aparentemente erradas, disparadas por
sistemas eletrônicos de negociação (algotrading), amplificaram enormemente o
tamanho do tombo na Bolsa de Nova York, ontem, levando os índices Dow Jones e
S&P 500, durante o pregão, a suas maiores baixas ao longo de um dia desde o
"crash" da bolsa em 1987.
À noite, a Nasdaq informou que cancelaria todas as compras e vendas de ações
feitas a preços que embutissem variação superior a 60% para mais ou para menos
em relação à cotação registrado às 14h40. A decisão de cancelar, disse a
Nasdaq, foi tomada em uma ação coordenada com as demais bolsas americanas.
A decisão foi anunciada depois de uma teleconferência de emergência entre os
dirigentes das principais bolsas dos Estados Unidos e membros da Securities and
Exchange Commission (SEC), o xerife do mercado de capitais americano, para
examinar a série de operações erradas registradas ao longo do dia. Os erros
teriam ocorrido entre as 14h40 e as 15h do horário novaiorquino.
Mais cedo, o porta-voz da Bolsa de Nova York (NYSE), Rich Adamonis, explicou
que "houve várias ordens erradas" durante a queda da bolsa. Em questão de
minutos, o Dow Jones deu um mergulho e voltou: saindo do patamar de baixa de 4%
para uma queda de 9,2% e, depois, 3% negativo novamente.
A queda dos índices foi provocada pela baixa violenta e repentina nos preços de
ações "blue chip" como Procter & Gamble e 3M, que não costumam ter oscilações
bruscas. Na Bolsa de Nova York, cada ação tem o seu próprio "circuit breaker",
ou seja, um limite de variação que suspende a negociação com o papel. Quando
determinada ação atinge esse nível, ela pode ser negociada a qualquer preço em
outras bolsas ou plataformas de negociação.
Quando a ação da P&G caiu abaixo do seu nível de "circuit breaker", uma ordem a
US$ 39,37 foi feita a partir da Nasdaq (o papel antes estava na casa de US$
60). A NYSE divulgou comunicado negando falhas em seus sistemas.
Operações que derrubaram as ações da Accenture Plc em mais de 99%, para um
centavo de dólar, foram canceladas pela CBOE, bolsa de opções de Chicago. As
ações da Accenture se recuperaram e fecharam a US$ 41,09 na NYSE, em queda de
2,6%.
Diversos operadores de mercado disseram que uma grande instituição teria,
acidentalmente, disparado uma programação errada, em que um operador teria
digitado uma ordem de venda de US$ 16 bilhões em vez de US$ 16 milhões em
contratos do tipo e-minis. Os e-minis são contratos futuros atrelados a índices
de ações, negociados na Chicago Mercantile Exchange. A CME informou que estava
averiguando o ocorrido.
O Citi informou que não havia encontrado ontem qualquer evidência de que a
instituição esteja envolvida em ordens erradas, mas que continuava investigando.
O comportamento errático de preços fez com que diversos programas automáticos
(os algorítimos) disparassem ordens de venda.
Pânico nos mercados tira suporte das commodities
Pânico nos mercados tira suporte das commodities
Foi uma quinta-feira de pânico no mercado global, e os movimentos financeiros
derivados das preocupações com a economia europeia e com as bolsas americanas
provocaram a valorização do dólar e a retração das commodities em geral, sem
poupar as agrícolas.
Na bolsa de Chicago, referência para as cotações dos grãos no mercado
internacional, a soja foi a mais afetada. Segundo o Valor Data, os contratos
futuros de segunda posição de entrega - normalmente os de maior liquidez -
recuaram 2,45%, e passaram a acumular uma queda de 13,35% este ano.
O tombo da soja elevou a pressão sobre milho e trigo, que completam a trinca
das commodities agrícolas mais negociadas no planeta. No caso do milho, a
segunda posição caiu 0,47% e elevou as perdas em 2009 para 12,49%; no do trigo,
a erosão diária foi de 0,73%, ampliando a anual para 8,18%. Ainda assim, os
patamares de fechamento de quinta foram os mais baixos em "apenas" um mês.
As commodities agrícolas negociadas na bolsa de Nova York (açúcar, café, cacau,
suco de laranja e algodão) não se livraram do contágio. As baixas levaram os
preços aos mais baixos níveis desde meados de abril. A exceção foi o açúcar,
que já estava em queda e atingiu o piso em pouco mais de um ano.
As turbulências na Europa também afetaram as ações das empresas de carnes. No
Brasil, que tem empresas fortes na exportação, a mais afetada foi o Minerva,
cujos papéis recuaram 7,43%. Os da JBS caíram 3% e as ações da Marfrig, 1,36%.
A Brasil Foods perdeu 1,43% no dia. Papéis das americanas Tyson e Smithfield
despencaram. As quedas foram de 5,93% e 4,37%, respectivamente, segundo o Valor
Data.
Foi uma quinta-feira de pânico no mercado global, e os movimentos financeiros
derivados das preocupações com a economia europeia e com as bolsas americanas
provocaram a valorização do dólar e a retração das commodities em geral, sem
poupar as agrícolas.
Na bolsa de Chicago, referência para as cotações dos grãos no mercado
internacional, a soja foi a mais afetada. Segundo o Valor Data, os contratos
futuros de segunda posição de entrega - normalmente os de maior liquidez -
recuaram 2,45%, e passaram a acumular uma queda de 13,35% este ano.
O tombo da soja elevou a pressão sobre milho e trigo, que completam a trinca
das commodities agrícolas mais negociadas no planeta. No caso do milho, a
segunda posição caiu 0,47% e elevou as perdas em 2009 para 12,49%; no do trigo,
a erosão diária foi de 0,73%, ampliando a anual para 8,18%. Ainda assim, os
patamares de fechamento de quinta foram os mais baixos em "apenas" um mês.
As commodities agrícolas negociadas na bolsa de Nova York (açúcar, café, cacau,
suco de laranja e algodão) não se livraram do contágio. As baixas levaram os
preços aos mais baixos níveis desde meados de abril. A exceção foi o açúcar,
que já estava em queda e atingiu o piso em pouco mais de um ano.
As turbulências na Europa também afetaram as ações das empresas de carnes. No
Brasil, que tem empresas fortes na exportação, a mais afetada foi o Minerva,
cujos papéis recuaram 7,43%. Os da JBS caíram 3% e as ações da Marfrig, 1,36%.
A Brasil Foods perdeu 1,43% no dia. Papéis das americanas Tyson e Smithfield
despencaram. As quedas foram de 5,93% e 4,37%, respectivamente, segundo o Valor
Data.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
05/05 17:08 MANTEGA: Crédito tributário para exportador será pago em até 30 dias
05/05 17:08 MANTEGA: Crédito tributário para exportador será pago em até 30 dias
Brasília, 5 de maio de 2010 - O ministro da Fazenda, Guido Mantega,
anunciou, há pouco, um pacote de medidas para incentivar a competitividade de
exportações, mas também do mercado doméstico. Uma das medidas que deve ter
impacto mais imediato é a devolução de 50% dos créditos tributários de
PIS/Cofins e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em até 30 dias após a
solicitação.
A medida vale apenas para os novos créditos tributários e tenta acelerar o
processo, que hoje leva até cinco anos. Os 50% restantes deverão ser restituídos
pelo trâmite tradicional. Para ter acesso à devolução em até 30 dias, as
empresas deverão se enquadrar em algumas condições, como ter exportações que
correspondem a no mínimo 30% do faturamento nos últimos dois anos e ser
exportadora há pelo menos quatro anos. Também deverão ter tributação realizada
pelo sistema de lucro real e adotar a nota fiscal eletrônica. Por fim, a empresa
deve ter um histórico de pedidos de ressarcimento onde as solicitações
indeferidas não sejam superiores a 15% do total.
O pacote também exclui a receita de exportação do cálculo de enquadramento
no Simples Nacional. Atualmente, para entrar no Simples, as empresas não podem
ter faturamento anual superior a R$ 2,4 milhões. Com a medida o limite vale
apenas para o mercado interno e as exportações não são contabilizadas. A
intenção com a medida é estimular micro e pequenas empresas a entrarem ou
ampliarem suas operações no exterior. Essas empresas respondem, atualmente, a
1,2% do valor exportado e a 48,3% do número de empresas, segundo o Ministério da
Fazenda.
Outra medida anunciada foi a criação do EximBrasil, instituição que será
ligada ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e deverá
apoiar as operações de exportação. De acordo com o presidente do BNDES, Luciano
Coutinho, as operações que atualmente são operadas pelo FINAME no âmbito do
comércio exterior serão repassadas ao EximBrasil, da mesma forma que as
operações de comércio exterior em curso pelo BNDES também serão repassadas à
nova agência de exportação.
Também será alterado o atual sistema brasileiro de garantias. O governo vai
criar o Fundo Garantidor de Infraestrutura, que será uma unificação de diversos
fundos garantidores já existentes, como o fundo da indústria naval e das
Parcerias Público-Privadas (PPPs). O novo fundo terá recursos da ordem de R$ 5
bilhões, o que permitirá mais fôlego sem a necessidade de contratação de
resseguros.
Na modernização do sistema de garantias, também será criada uma Empresa
Brasileira de Seguros, que administrará o risco desses fundos garantidores, no
qual a União é cotista. Em complemento, será criado um fundo garantidor de
comércio exterior (FGCE), que inicialmente terá recursos de R$ 2 bilhões e será
gerido pelo BNDES.
Para estimular o mercado nacional, o governo vai criar um sistema de compras
governamentais que dará preferência à produção doméstica. O preço do produto
nacional, no entanto, não pode exceder em 25% o do similar importado. Os
produtos que terão preferência também deverão ter conteúdo nacional mínimo a ser
definido posteriormente.
O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, também participou do anúncio, e
destacou a aplicação do Drawback Isenção para os produtos nacionais. O
mecanismo dá direito ao exportador para que compre insumos nacionais com isenção
de imposto.
Outra medida retira o redutor do imposto de importação para autopeças de
40%, para as montadoras. A partir de agora, a alíquota cheia será aplicada tanto
para os revendedores, como já era feito, como para utilização na linha de
produção.
Brasília, 5 de maio de 2010 - O ministro da Fazenda, Guido Mantega,
anunciou, há pouco, um pacote de medidas para incentivar a competitividade de
exportações, mas também do mercado doméstico. Uma das medidas que deve ter
impacto mais imediato é a devolução de 50% dos créditos tributários de
PIS/Cofins e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em até 30 dias após a
solicitação.
A medida vale apenas para os novos créditos tributários e tenta acelerar o
processo, que hoje leva até cinco anos. Os 50% restantes deverão ser restituídos
pelo trâmite tradicional. Para ter acesso à devolução em até 30 dias, as
empresas deverão se enquadrar em algumas condições, como ter exportações que
correspondem a no mínimo 30% do faturamento nos últimos dois anos e ser
exportadora há pelo menos quatro anos. Também deverão ter tributação realizada
pelo sistema de lucro real e adotar a nota fiscal eletrônica. Por fim, a empresa
deve ter um histórico de pedidos de ressarcimento onde as solicitações
indeferidas não sejam superiores a 15% do total.
O pacote também exclui a receita de exportação do cálculo de enquadramento
no Simples Nacional. Atualmente, para entrar no Simples, as empresas não podem
ter faturamento anual superior a R$ 2,4 milhões. Com a medida o limite vale
apenas para o mercado interno e as exportações não são contabilizadas. A
intenção com a medida é estimular micro e pequenas empresas a entrarem ou
ampliarem suas operações no exterior. Essas empresas respondem, atualmente, a
1,2% do valor exportado e a 48,3% do número de empresas, segundo o Ministério da
Fazenda.
Outra medida anunciada foi a criação do EximBrasil, instituição que será
ligada ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e deverá
apoiar as operações de exportação. De acordo com o presidente do BNDES, Luciano
Coutinho, as operações que atualmente são operadas pelo FINAME no âmbito do
comércio exterior serão repassadas ao EximBrasil, da mesma forma que as
operações de comércio exterior em curso pelo BNDES também serão repassadas à
nova agência de exportação.
Também será alterado o atual sistema brasileiro de garantias. O governo vai
criar o Fundo Garantidor de Infraestrutura, que será uma unificação de diversos
fundos garantidores já existentes, como o fundo da indústria naval e das
Parcerias Público-Privadas (PPPs). O novo fundo terá recursos da ordem de R$ 5
bilhões, o que permitirá mais fôlego sem a necessidade de contratação de
resseguros.
Na modernização do sistema de garantias, também será criada uma Empresa
Brasileira de Seguros, que administrará o risco desses fundos garantidores, no
qual a União é cotista. Em complemento, será criado um fundo garantidor de
comércio exterior (FGCE), que inicialmente terá recursos de R$ 2 bilhões e será
gerido pelo BNDES.
Para estimular o mercado nacional, o governo vai criar um sistema de compras
governamentais que dará preferência à produção doméstica. O preço do produto
nacional, no entanto, não pode exceder em 25% o do similar importado. Os
produtos que terão preferência também deverão ter conteúdo nacional mínimo a ser
definido posteriormente.
O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, também participou do anúncio, e
destacou a aplicação do Drawback Isenção para os produtos nacionais. O
mecanismo dá direito ao exportador para que compre insumos nacionais com isenção
de imposto.
Outra medida retira o redutor do imposto de importação para autopeças de
40%, para as montadoras. A partir de agora, a alíquota cheia será aplicada tanto
para os revendedores, como já era feito, como para utilização na linha de
produção.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Indústria e associação de produtores têm divergências
Indústria e associação de produtores têm divergências
05/05/2010
O café é importante para o Brasil desde a época do império. Em 2008, representou cerca de 2,37% da pauta de exportação brasileira. Hoje, o Brasil é, ainda, o principal exportador do produto, com uma exportação média, nos últimos três anos de 28,3 milhões de sacas.
A produção brasileira de café é a maior do mundo, respondendo por mais de um terço de toda a produção mundial. Em 2009, o volume de produção foi estimado em 39 milhões de sacas. O país possui aproximadamente 6,4 bilhões de pés de café, com 2,3 milhões de hectares de área plantada.
Apesar de todo histórico do produto no Brasil, as lideranças do campo afirmam que falta reconhecimento e empenho do governo e da indústria em lutar pela precificação do café tanto no mercado interno quanto externo. "Falta um pouco de vontade. É muito mais fácil e cômodo, continuar pagando café pela metade do preço do que fazer um 'lobby' político em NY, ou mesmo em outras bolsas, como Chicago, e mesmo na BM&F", afirma Armando Matielli, engenheiro agrônomo e diretor do Sincal (Associação Nacional dos Sindicatos Rurais das Regiões Produtoras de Café e Leite).
De acordo com Matielli, o valor pago nas exportações está entre R$ 150, R$200,00 mais barato que os países concorrentes. "Esse ano nós vamos exportar 30 milhões de sacas de café, e vamos perder 6 bilhões de reais. Isso é um absurdo", completa.
Além da questão dos preços, outro debate importante surgiu na cafeicultura. Matielli afirma que o Brasil tem os melhores grãos, por serem naturais, e que essa qualidade não vem sendo transmitida para o café de consumo interno. "O café que nós bebemos no mercado interno é uma lástima", afirma.
De acordo com o engenheiro agrônomo, nos últimos 5 anos foram consumidos, em média, 16,3 milhões de sacas de café. Desses 16 milhões, aproximadamente 7,5 milhões é café robusta. "Nós não somos contra o robusta, mas achamos que há um exagero de robusta dentro do café de consumo interno". Matielli afirma que o robusta é mais barato, e que a indústria brasileira quer comprar barato para fazer produto barato. "Eles colocam, ainda, o PVA, que é o Preto, Verde e Ardido". Armando diz que são consumidas entre 3 e 4 milhões de sacas de PVA. "Somando-se aos 7 milhões de sacas de Robusta que bebem, faltam 5 milhões dos 16 milhões consumidos. Ou seja, nós estamos bebendo apenas 5 milhões de sacas de Arábica".
O diretor executivo da ABIC, Nathan Herszkowicz, afirma que no Brasil e no mundo a indústria utiliza, sim, vários tipos grãos para formar o produto, desde os mais caros até os mais baratos como PVA. "Os PVA são grãos que podem ser utilizados em dosagem menor, sem alterar a qualidade do produto, para que se tenha um café bom, porém com menor custo".
De acordo com Herszkowicz, nem todo consumidor quer pagar caro pelo produto. "Pelo contrário, o que eles querem é um café que atenda ao paladar de cada um e que tenha um preço acessível sem perder a qualidade".
De acordo com o diretor executivo da ABIC, os grãos PVA não nascem na indústria. "Ao invés de criticar a indústria, eu acredito que o Sr. Matielli deveria unir esforços, juntamente com os cafeicultores, para que fossem produzidos menos grãos defeituosos. Esses grãos [PVA] vem do campo, provenientes de uma produção mal feita".
Nathan Herszkowicz, diz, ainda que "Sr. Matielli deveria ajudar na produção de um melhor grão. É lamentável que uma liderança como ele produza tanta inverdade. Tenho a impressão de que ele está desatualizado em relação ao que vem ocorrendo na indústria do café".
Matielli critica a qualidade e afirma que "A ABIC não está conseguindo exportar porque quer vender café sem qualidade, e nenhum país consumidor do produto vai comprar o que eles querem vender". Já a ABIC afirma que a qualidade do café vem aumento nos últimos anos, e que isso justifica, inclusive, o aumento do consumo interno e das exportações. "Hoje a ABIC monitora 390 marcas de café do Brasil todo, com provadores treinados e capacitados para qualificar o produto. O Brasil está exportando, sim, e isso ocorre porque o café brasileiro é um dos melhores do mundo.
Matielli diz ainda que a importação de café Conillon é desnecessária e ofensiva. "Não precisamos importar, nós já temos café, o que precisa é mudar o que vem sendo feito e colocar café de verdade na mão desses consumidores, e não ir lá fora [exterior] comprar restos". Herszkowicz afirma que o café Conillon vem para atender uma demanda do mercado interno. "O mundo usa 35% de café robusta, poderíamos chamar de nova realidade, mas isso já ocorre há 30 anos, e não é um produto que concorre com o café Arábica", afirma.
05/05/2010
O café é importante para o Brasil desde a época do império. Em 2008, representou cerca de 2,37% da pauta de exportação brasileira. Hoje, o Brasil é, ainda, o principal exportador do produto, com uma exportação média, nos últimos três anos de 28,3 milhões de sacas.
A produção brasileira de café é a maior do mundo, respondendo por mais de um terço de toda a produção mundial. Em 2009, o volume de produção foi estimado em 39 milhões de sacas. O país possui aproximadamente 6,4 bilhões de pés de café, com 2,3 milhões de hectares de área plantada.
Apesar de todo histórico do produto no Brasil, as lideranças do campo afirmam que falta reconhecimento e empenho do governo e da indústria em lutar pela precificação do café tanto no mercado interno quanto externo. "Falta um pouco de vontade. É muito mais fácil e cômodo, continuar pagando café pela metade do preço do que fazer um 'lobby' político em NY, ou mesmo em outras bolsas, como Chicago, e mesmo na BM&F", afirma Armando Matielli, engenheiro agrônomo e diretor do Sincal (Associação Nacional dos Sindicatos Rurais das Regiões Produtoras de Café e Leite).
De acordo com Matielli, o valor pago nas exportações está entre R$ 150, R$200,00 mais barato que os países concorrentes. "Esse ano nós vamos exportar 30 milhões de sacas de café, e vamos perder 6 bilhões de reais. Isso é um absurdo", completa.
Além da questão dos preços, outro debate importante surgiu na cafeicultura. Matielli afirma que o Brasil tem os melhores grãos, por serem naturais, e que essa qualidade não vem sendo transmitida para o café de consumo interno. "O café que nós bebemos no mercado interno é uma lástima", afirma.
De acordo com o engenheiro agrônomo, nos últimos 5 anos foram consumidos, em média, 16,3 milhões de sacas de café. Desses 16 milhões, aproximadamente 7,5 milhões é café robusta. "Nós não somos contra o robusta, mas achamos que há um exagero de robusta dentro do café de consumo interno". Matielli afirma que o robusta é mais barato, e que a indústria brasileira quer comprar barato para fazer produto barato. "Eles colocam, ainda, o PVA, que é o Preto, Verde e Ardido". Armando diz que são consumidas entre 3 e 4 milhões de sacas de PVA. "Somando-se aos 7 milhões de sacas de Robusta que bebem, faltam 5 milhões dos 16 milhões consumidos. Ou seja, nós estamos bebendo apenas 5 milhões de sacas de Arábica".
O diretor executivo da ABIC, Nathan Herszkowicz, afirma que no Brasil e no mundo a indústria utiliza, sim, vários tipos grãos para formar o produto, desde os mais caros até os mais baratos como PVA. "Os PVA são grãos que podem ser utilizados em dosagem menor, sem alterar a qualidade do produto, para que se tenha um café bom, porém com menor custo".
De acordo com Herszkowicz, nem todo consumidor quer pagar caro pelo produto. "Pelo contrário, o que eles querem é um café que atenda ao paladar de cada um e que tenha um preço acessível sem perder a qualidade".
De acordo com o diretor executivo da ABIC, os grãos PVA não nascem na indústria. "Ao invés de criticar a indústria, eu acredito que o Sr. Matielli deveria unir esforços, juntamente com os cafeicultores, para que fossem produzidos menos grãos defeituosos. Esses grãos [PVA] vem do campo, provenientes de uma produção mal feita".
Nathan Herszkowicz, diz, ainda que "Sr. Matielli deveria ajudar na produção de um melhor grão. É lamentável que uma liderança como ele produza tanta inverdade. Tenho a impressão de que ele está desatualizado em relação ao que vem ocorrendo na indústria do café".
Matielli critica a qualidade e afirma que "A ABIC não está conseguindo exportar porque quer vender café sem qualidade, e nenhum país consumidor do produto vai comprar o que eles querem vender". Já a ABIC afirma que a qualidade do café vem aumento nos últimos anos, e que isso justifica, inclusive, o aumento do consumo interno e das exportações. "Hoje a ABIC monitora 390 marcas de café do Brasil todo, com provadores treinados e capacitados para qualificar o produto. O Brasil está exportando, sim, e isso ocorre porque o café brasileiro é um dos melhores do mundo.
Matielli diz ainda que a importação de café Conillon é desnecessária e ofensiva. "Não precisamos importar, nós já temos café, o que precisa é mudar o que vem sendo feito e colocar café de verdade na mão desses consumidores, e não ir lá fora [exterior] comprar restos". Herszkowicz afirma que o café Conillon vem para atender uma demanda do mercado interno. "O mundo usa 35% de café robusta, poderíamos chamar de nova realidade, mas isso já ocorre há 30 anos, e não é um produto que concorre com o café Arábica", afirma.
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