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domingo, 28 de março de 2010

Comercialização da safra nova no Cerrado Mineiro está em 30%

Comercialização da safra nova no Cerrado Mineiro está em 30%


Agência Safras


25/03/2010

Lessandro Carvalho

O ritmo dos negócios é lento para o café no cerrado mineiro, às vésperas da colheita da safra nova. Mas a estimativa é que cerca de 30% da safra 2010 da região já tenha sido negociada antecipadamente, via troca-troca por insumos, CPRs (Cédula de Produto Rural) e outras negociações para entrega futura. É o que indica o presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Francisco Sérgio de Assis.

Quanto à safra 2009 remanescente, Francisco de Assis acredita que ainda resta de 5% a 10% da produção a negociar. Ele falou à Agência SAFRAS durante a Fenicafé 2010, que se realiza de 24 a 26 de março em Araguari, no cerrado mineiro.

Francisco de Assis acredita que as cotações no mercado brasileiro vão cair na entrada da safra, como tradicionalmente ocorre. Entretanto, o anúncio de R$ 2,1 bilhão para financiamentos da colheita, estocagem e custeio deverão dar fôlego para o produtor se capitalizar e assim o escoamento da oferta da safra nova não deve trazer tanta pressão sobre as cotações. \"Os preços vão ceder, mas vão ceder menos com as medidas de financiamento\", afirmou.

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Boletim semanal Carvalhaes

Boletim semanal Carvalhaes - Esta semana o mercado físico mostrou-se mais ativo para os cafés de boa qualidade





Boletim semanal - ano 77 - n° 12

Santos, sexta-feira, 26 de março de 2010

Escritório Carvalhaes

Esta semana o mercado físico mostrou-se mais ativo para os cafés de boa qualidade e médios, bastante procurados pelos compradores. Os claros e os de bebida mais fraca continuaram com fortes deságios.

A ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café, divulgou, esta semana, a pesquisa “Tendência do Consumo de Café – 2009”. Realizada anualmente desde 2003, a pesquisa indica que o consumo brasileiro de café em 2009 foi de 18,4 milhões de sacas de 60 kgs. Para 2010, a ABIC projeta um crescimento de 5% ou 1 milhão de sacas. Segundo o trabalho, 97% dos entrevistados, homens e mulheres com mais de 15 anos de idade, declararam que haviam consumido café no dia da pesquisa e também no anterior, mesmo porcentual de 2008. O consumo cresce em todas as classes sociais, com destaque na classe C (4 a 10 salários mínimos). No período entre 2003 e 2009, a participação da classe C passou de 37 para 42%, crescendo também no consumo fora de casa, onde avançou de 14 para 48%.

Apesar dos bons números de nosso consumo interno, a ABIC alertou para o empobrecimento do setor, onde os preços subiram em média 35% em 15 anos, para um aumento, no período, da cesta básica de aproximadamente 300%. Segundo Nathan Herszkowicz, diretor executivo da ABIC, este quadro cria um ambiente favorável para uma aceleração no processo de fusões e aquisições no setor.

Foi divulgado esta semana na 15ª Fenicafé – Feira de Irrigação da Cafeicultura do Cerrado, que a irrigação na cafeicultura brasileira passou de 10 mil para 240 mil hectares em 12 anos. Ela representa 9% do parque cafeeiro e responde por 25% da produção nacional.

O MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento divulgou que o governo vai liberar em 2010, através do FUNCAFÉ – Fundo de Defesa da Economia Cafeeira, R$ 2,1 bilhões para apoiar a cafeicultura. Segundo Lucas Tadeu Ferreira, diretor do Departamento de Café do MAPA, os recursos devem começar a ser liberados em abril.

A queda na produção da Colômbia, América Central, Vietnã e alguns países da África, não se deve apenas a fatores climáticos. O atual patamar de preços não estimula o investimento e impede a renovação de boa parte do parque cafeeiro desses produtores. O consumo mundial cresce a cada ano e não se enxerga de onde vai sair a produção para atender este aumento de demanda, que deve chegar a 20 milhões de sacas em 10 anos.

Até o dia 25, os embarques de março estavam em 1.547.125 sacas de café arábica, 17.003 sacas de café conillon, somando 1.564.128 sacas de café verde, e 177.014 sacas de solúvel, contra 2.104.611 sacas no mesmo dia do mês anterior. Até o dia 25, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em março totalizavam 2.256.467 sacas, contra 2.467.156 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 19, sexta-feira, até o fechamento de hoje, dia 26, subiu nos contratos para entrega em maio próximo, 335 pontos ou US$4,44 (R$8,13) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em maio próximo na ICE fecharam no dia 19, a R$315,49 e hoje, dia 26, a R$328,68/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em maio, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 115 pontos.

Stephanes apoia reivindicação do setor de café sobre drawback

Stephanes apoia reivindicação do setor de café sobre drawback





Agência Estado

São Paulo, 26 - O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse hoje que os baixos custos de mão de obra no Vietnã podem desestimular o investimento da indústria de café solúvel no Brasil, se nada for feito. Em reunião ontem, em Brasília, os representantes do setor voltaram a pedir ao governo a inclusão do produto na política de drawback, limitado a 20% do volume de café solúvel exportado por ano, o equivalente a 600 mil sacas.

\"Ou encontramos solução, ou a indústria de café solúvel vai ter que deixar o País em busca de custos menores de produção\", disse Stephanes em entrevista a jornalistas, após receber o título de sócio honorário da Sociedade Rural Brasileira (SRB), pelo trabalho desenvolvido à frente do ministério.

Ministério da Fazenda

Em referência às dificuldades para liberação, pelo Ministério da Fazenda, de recursos para apoio à comercialização de produtos agrícolas, Stephanes defendeu mais agilidade no processo de decisão. \"Existem opiniões divergentes. Está havendo uma demora porque muitos órgãos participam do debate\", disse. \"A agricultura tem ciclos - plantio, colheita e comercialização - e não pode esperar a burocracia pública\", acrescentou.

Por fim, o ministro defendeu a manutenção de preços mínimos para o milho, em função da enorme variedade de produtos derivados e do peso na alimentação de aves, suínos e gado confinado. \"Só há milho em estoque para 60 dias. Tem que haver a previsibilidade de que o agricultor continue plantando, no mínimo, a área atual.\"

sábado, 27 de março de 2010

Quando pesa a balança

Quando pesa a balança
A semana novamente trabalhou dentro do intervalo que já esta estabelecida há quatro semanas entre 130.00 e 137.00 tendo alguns rompimentos abaixo de 130.00 chegando à mínima em 128.70 e na máxima que foi esta semana em 137.95.
O que pensar sobre este mercado?
A próxima semana já nos mostra algumas divergências entre set up de compra e set up de vendas com indicadores se divergindo entre si.
Para onde estas divergências ira nos remeter? A falta de mercadoria é disfarçadas com contratos futuros , se a velha lei da oferta e procura fosse levada ao pé da letra produtores hoje estariam no céu ,mas ainda estamos no purgatório com os preços praticados.
A bolsa de café em Nova Iorque que teoricamente deveria balizar o mercado, quando há falta de mercadoria , como agora, para nos pobres mortais e produtores, simplesmente não serve para nada, pois os negócios são concretizados há um patamar muito acima dela, os cafés lavados dos paises centrais, por exemplo, cafés finos, que são os cafés que tem os maiores números de negócios na bolsa, o contrato C, estão sendo vendidos a 66 cents de dólar por libra peso acima da cotação, se este ágio viesse para bolsa e para o mercado físico estaríamos vendendo café a 219.05 cents de dólar e não a 135.95 cents de dólar como foi o fechamento de sexta feira. O mercado estaria sem muita força acima de R$300,00 e não há R$270,00 que é o preço médio para café de qualidade no Brasil.
Então para que serve a bolsa para o produtor?
A bolsa no exato momento que estamos atravessando não serve mais para nada, porque os negócios estão feitos acima do valor dela mascarando a falta de café que o mundo atravessa por isso vem andando de lado por quatro semanas. Este instrumento que muitos julgam como perfeito por ser aberto não mostra a realidade da produção de café em nenhum lugar do mundo servindo apenas para que fundos alavanquem suas posições deixando alguns milionários e outros quebrados , a produção não pode ser paga por estes parâmetros temos custos que não são alavancados são pagos com trabalho e dedicação.Outro fator que chama a atenção é que não existe uma regulamentação para os cafés que estão certificados e depositados na bolsa , são cafés velhos, o que atrapalha as negociações um estoque que serve só de fachada como os antigos café do saudoso IBC, estes cafés deveriam ter um tempo limite de estocagem , que ao passar este período teriam que obrigatoriamente ser industrializado ou destruído dependendo do tempo de armazenagem.
A indústria com medo de receber cafés velhos que estão armazenados na bolsa fica de fora do mercado e faz contratos fora bolsa não servindo para hedge, para exportadores para que vender na bolsa se o mercado lhe paga melhor.
Como podem observar amigos produtores a briga por preço e mercado é muito mais complexa do que podem imaginar, fora as variações das economias que levam a bolsa para baixo, mas deixa deixar aqui registrado ,que quando a uma oferta de café folgada ,ou há algum problema desta economia globalizada ,podem ter certeza que esta baixa será repassada prontamente para os preços, e quando os senhores forem vender seu café ouvirão aquele discurso:
Não, hoje não posso pagar mais aquele preço, porque a bolsa caiu.
Para semana como temos divergências no rompimento da máxima da semana no mês de maio estará comprando contratos um recuo sem rompimento da mínima também entraremos comprados, aproveitando a falta de mercadoria, como existem divergências também poderemos estar trabalhando na ponta vendedora contrato de julho, o motivo o mesmo falta de mercadoria só que já estaremos trabalhando a safra nova onde não teremos mais falta.
Bons negócios a todos

quinta-feira, 25 de março de 2010

Em 10 meses, Dulce Gusto vira líder em café espresso

Em 10 meses, Dulce Gusto vira líder em café espresso

A Nestlé decidiu antecipar a expansão da linha de café espresso Dulce Gusto em todo o País para antes do final do segundo semestre de 2010. Motivo: em menos de 10 meses desde seu lançamento, a Dulce Gusto, comercializada apenas em São Paulo e nos três Estados da região Sul, transformou-se num sucesso instantâneo de venda. De acordo com Lilian Miranda, diretora da unidade de negócios responsável pela linha, a Dolce Gusto já responde por 21% das vendas de café espresso no Brasil, estimadas em R$ 140 milhões no ano passado. Para Lilian, a aceitação do conceito pelos consumidores foi surpreendente. "Demos a eles a possibilidade de ter em casa o acesso a cafés diferenciados que até aqui só podiam beber , num restaurante ou numa cafeteria", afirma "Hoje, as pessoas chamam os amigos para degustar café espresso, assim como se costuma fazer com um bom vinho." Outros fatores positivos seriam o fácil manuseio da máquina de fazer espresso, e o seu custo, fixado em R$ 599.

Brasileiro se rende de vez ao cafezinho

25/03 06:32 Brasileiro se rende de vez ao cafezinho

Nunca tantos brasileiros beberam tanto café como em 2009. Pesquisa divulgada
pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) mostra que 97% da
população acima de 15 anos declara consumir café diariamente, número que
representa um crescimento de seis pontos percentuais ante 2003, quando a
pesquisa começou a ser realizada.
Com parcela maior da população consumindo, a demanda da indústria de café pela
matéria-prima bateu novo recorde, mesmo em um ano de crise financeira e
retração econômica. A necessidade doméstica de café em grão foi de 18,4 milhões
de sacas, 4% mais do que em 2008. Em doses de 50 mililitros, isso equivale a
331,2 bilhões de xícaras.
A indústria não teme uma estagnação do consumo pelo fato de quase todo
brasileiro acima de 15 anos declarar tomar café diariamente. A expectativa do
setor é de que ocorra em 2010 um aumento ainda superior na demanda doméstica,
da ordem de 5%. "E isso para ser conservador. O motor do aumento do consumo é a
qualidade e vamos ter que fazer a população beber mais café para continuarmos
crescendo", afirma Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Abic.
Para exemplificar o potencial do Brasil, Herszkowicz cita os EUA. Os americanos
são os maiores consumidores mundiais, com uma demanda doméstica de quase 22
milhões de sacas. Diferentemente do Brasil, onde quase todos consomem a bebida,
nos EUA, a penetração é de 57% da população, ou seja, o brasileiro teria espaço
para um consumo per capita ainda maior.
O aumento da renda da população no Brasil é um dos principais fatores para o
maior consumo de café em 2009. Conforme a pesquisa, as classes A e B
representaram juntas 27% do consumo e a classe C foi a grande responsável pelo
crescimento de 2009, concentrando uma fatia de 42% da demanda doméstica de
café. Em 2003, esse estrato já tinha a maior fatia do consumo, com 37%. Ainda
segundo a Abic, a classe D ficou com 31% do mercado doméstico de café.
As classes A e B têm as menores fatias da demanda total, mas são as que
consomem os cafés de maior valor agregado. Na categoria dos chamados cafés
especiais - que engloba expresso, gourmet, descafeinado, orgânico e de regiões
certificadas -, 27% dos consumidores da classe A disseram consumir esse tipo de
produto em 2009 ante um percentual de 19% em 2004. "Mesmo nas classes mais
baixas e apesar de percentuais pequenos conseguimos identificar um aumento do
consumo de cafés especiais", afirma Herszkowicz.
Uma mudança de hábito de consumo também foi confirmada na pesquisa. Cada vez
mais, o brasileiro toma café fora de casa, incentivado pelo crescimento das
cafeterias e e outros locais, como padarias, que passaram a oferecer produtos
diferenciados. A pesquisa mostra que em 2003 apenas 17% das pessoas diziam
consumir café fora de casa. Esse percentual subiu para 46% no ano passado.

terça-feira, 23 de março de 2010

Análise: Será que a safra vai aliviar, de novo, esse rombo?

Análise: Será que a safra vai aliviar, de novo, esse rombo?
Análise: Será que a safra vai aliviar, de novo, esse rombo?


O Estado de S. Paulo


23/03/10

Raquel Landim - O Estadao de S.Paulo

Análise:

A piora das contas externas prevista pelo Banco Central já estava nas contas do mercado financeiro. O BC reviu ontem sua estimativa para o déficit em transações correntes do País de US$ 40 bilhões para US$ 49 bilhões este ano. Há um mês, bancos e consultorias ouvidos pelo Boletim Focus já apontavam para déficit de US$ 50 bilhões. Para alguns analistas, a deterioração está só começando e vai piorar. O economista-chefe da RC Consultores, Fábio Silveira, projeta saldo negativo de US$ 52 bilhões. A previsão divulgada pelo Bradesco é de um déficit de US$ 55, 4 bilhões.

Mas essa visão não é tão unânime quanto parece. A estimativa da consultoria Tendências está muito abaixo do mercado, com US$ 35 bilhões. A LCA Consultores reduziu ontem sua projeção de déficit de US$ 53,3 bilhões para US$ 48,7 bilhões.

Ninguém dúvida que as contas externas brasileiras vão piorar este ano em relação a 2009. Mas a magnitude é alvo de questionamentos, inclusive no próprio governo, como mostrou a revisão do BC. Duas variáveis estão sendo observadas com lupa: as remessas de lucros e dividendos para o exterior e o resultado da balança comercial.

As filiais de multinacionais instaladas no Brasil devem aumentar significativamente suas remessas para as matrizes. O real valorizado e a economia local crescendo entre 5% e 6% em um mundo ainda em crise corroboram essa tendência. Em fevereiro, esse dado deu um susto no BC . Quando divulgou a prévia do mês, no dia 23, a autoridade monetária apontou que as remessas de lucros e dividendos estavam em US$ 385 milhões. Em apenas três dias (24,25 e 26 de fevereiro) foram enviados mais US$ 870 milhões.

Para a balança comercial, a média do mercado sinaliza saldo de US$ 10 bilhões, muito abaixo dos US$ 24 bilhões de 2009. O BC seguiu o mercado e reduziu sua estimativa de US$ 15 bilhões para US$ 10 bilhões. O principal argumento é a força das importações. Até a terceira semana, as compras externas brasileiras subiam 41,3% em março em relação a março de 2009. No acumulado de janeiro até agora, a alta é de 33,9%.

A dúvida está nas exportações. Alguns especialistas em comércio exterior começam a ver um prognóstico mais positivo para as vendas das commodities brasileiras e avaliam rever suas estimativas de saldo comercial. Fernando Ribeiro, economista-chefe da Fundação Centro de Estudos do Comércio (Funcex), é um deles. Ele prevê um saldo de US$ 8 bilhões para a balança comercial, mas pode revisar para cima.

O economista está atento à colheita da soja, que vai muito bem. A Conab estima uma safra do grão de 67,6 milhões de toneladas, bem acima dos 57,8 milhões do ano passado.

Outra variável que pode mudar o jogo é o minério de ferro. A Vale está pedindo um reajuste de 80% para os chineses, muito acima dos 30% estimados no início ano. \"O mercado não está vendo esse excedente na exportação\", diz André Sacconato, da Tendências. Será que mais uma vez as commodities vão ajudar a salvar as contas externas?





O Estado de S. Paulo


23/03/10

Raquel Landim - O Estadao de S.Paulo

Análise:

A piora das contas externas prevista pelo Banco Central já estava nas contas do mercado financeiro. O BC reviu ontem sua estimativa para o déficit em transações correntes do País de US$ 40 bilhões para US$ 49 bilhões este ano. Há um mês, bancos e consultorias ouvidos pelo Boletim Focus já apontavam para déficit de US$ 50 bilhões. Para alguns analistas, a deterioração está só começando e vai piorar. O economista-chefe da RC Consultores, Fábio Silveira, projeta saldo negativo de US$ 52 bilhões. A previsão divulgada pelo Bradesco é de um déficit de US$ 55, 4 bilhões.

Mas essa visão não é tão unânime quanto parece. A estimativa da consultoria Tendências está muito abaixo do mercado, com US$ 35 bilhões. A LCA Consultores reduziu ontem sua projeção de déficit de US$ 53,3 bilhões para US$ 48,7 bilhões.

Ninguém dúvida que as contas externas brasileiras vão piorar este ano em relação a 2009. Mas a magnitude é alvo de questionamentos, inclusive no próprio governo, como mostrou a revisão do BC. Duas variáveis estão sendo observadas com lupa: as remessas de lucros e dividendos para o exterior e o resultado da balança comercial.

As filiais de multinacionais instaladas no Brasil devem aumentar significativamente suas remessas para as matrizes. O real valorizado e a economia local crescendo entre 5% e 6% em um mundo ainda em crise corroboram essa tendência. Em fevereiro, esse dado deu um susto no BC . Quando divulgou a prévia do mês, no dia 23, a autoridade monetária apontou que as remessas de lucros e dividendos estavam em US$ 385 milhões. Em apenas três dias (24,25 e 26 de fevereiro) foram enviados mais US$ 870 milhões.

Para a balança comercial, a média do mercado sinaliza saldo de US$ 10 bilhões, muito abaixo dos US$ 24 bilhões de 2009. O BC seguiu o mercado e reduziu sua estimativa de US$ 15 bilhões para US$ 10 bilhões. O principal argumento é a força das importações. Até a terceira semana, as compras externas brasileiras subiam 41,3% em março em relação a março de 2009. No acumulado de janeiro até agora, a alta é de 33,9%.

A dúvida está nas exportações. Alguns especialistas em comércio exterior começam a ver um prognóstico mais positivo para as vendas das commodities brasileiras e avaliam rever suas estimativas de saldo comercial. Fernando Ribeiro, economista-chefe da Fundação Centro de Estudos do Comércio (Funcex), é um deles. Ele prevê um saldo de US$ 8 bilhões para a balança comercial, mas pode revisar para cima.

O economista está atento à colheita da soja, que vai muito bem. A Conab estima uma safra do grão de 67,6 milhões de toneladas, bem acima dos 57,8 milhões do ano passado.

Outra variável que pode mudar o jogo é o minério de ferro. A Vale está pedindo um reajuste de 80% para os chineses, muito acima dos 30% estimados no início ano. \"O mercado não está vendo esse excedente na exportação\", diz André Sacconato, da Tendências. Será que mais uma vez as commodities vão ajudar a salvar as contas externas?

sábado, 20 de março de 2010

Café uma indecisão do mercado.

Café uma indecisão do mercado.

O mercado do nosso café terminou a semana mostrando uma perfeita indecisão, retratado claramente no gráfico semanal onde tivemos uma valorização de 10 pontos durante a semana. O mercado continua trabalhando em congestão há sete semanas no intervalo de 130.00 onde ainda não encontrou forças para fechar abaixo e 137.00 onde também não encontrou forças para fechar acima.
A preocupação com a economia na zona do Euro em especial com a economia da Grécia, a demora da ajuda pedida pelo governo da Grécia, pode se contaminar e espalhar para outras economias da região que estão fragilizadas e ainda sentem o reflexo da crise começada no ano de 2.008.
Esta desconfiança fez que investidores buscassem novamente o dólar, o valorizando e alguns ativos voltaram a cair como petróleo café e algumas bolsas na Europa Ásia e Brasil no final de semana.
O mercado de café físico segue firme alavancado pela entre safra, por estoques baixos e a estrema falta de cafés finos.
A bolsa durante a semana teve dias de altas e dias de baixas mostrando uma total indecisão do mercado, ao mesmo tempo em que alguns acreditam em alta pela entre safra e falta de mercadoria e também começasse a especulação do inverno brasileiro, também começa a especulação pela entrada de um novo ciclo de produtividade alta no Brasil dentro destes dois cenários compradores e vendedores estão tomando suas decisões e travando suas batalhas.
Graficamente duas coisas esta me chamando a atenção, no gráfico diário o rompimento de LTB (linha de tendência de baixa) no dia em que tivemos a alta, no gráfico semanal o indicador que marca uma posição de sobre vendidos o que pode gerar um repique para que estas posições sejam realizadas ,pois se aproxima a mudança do primeiro mês da bolsa de maio para junho, posição onde muitos gostam de passar coberto por causa do inverno.A lateralização do mercado por sete semanas a fechamento das Bandas de Bolinger nos da entender que o mercado vai ter q tomar uma direção , se o mercado testar novamente a posição de 130.00 podemos ter uma elevação das cotações momentâneas testando também a casa do 137.00 um rompimento com velocidade e volume de uns dos dois lados vai dar a direção para os próximos pregões.
O rompimento para cima nos traz um conforto para posicionar no físico e também na bolsa vendas futuras. Portanto aproveitem as oportunidades , pois passam rápido.
Vamos ver a semana como se comporta.
Tenham todos uma boa semana e sucesso nos negócios
Que Deus abençoe a todos
Wagner Pimentel
www.cafezinhocomamigos.blogspot.com

quinta-feira, 18 de março de 2010

Falta ao Brasil estratégia para o agronegócio, diz Roberto Rodrigues

Falta ao Brasil estratégia para o agronegócio, diz Roberto Rodrigues





Agronegócio | 17/03/2010 | 18h23min

Ex-ministro da Agricultura afirmou que o setor precisa aumentar sua participação no próximo governo

Agência Estado

Gerson Freitas Jr.

O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues afirmou nesta quarta, dia 17, que falta ao Brasil uma política estratégica para o agronegócio e que o setor precisa aumentar sua participação no próximo governo.

— Não faltam políticas agrícolas para o país; falta coordenação — afirmou Rodrigues, que participou, em São Paulo, do fórum da Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), que discutiu as demandas que o setor pretende apresentar para os candidatos ao Palácio do Planalto.

— O próximo presidente precisa entender que de nada adianta um excelente Ministério da Agricultura se não houver integração com outras pastas. A montagem institucional é prioridade para o setor — assegurou.

Na avaliação de Rodrigues, o agronegócio não tem voz em Ministérios e órgãos cujas decisões afetam diretamente o setor, como as pastas do Meio Ambiente e das Relações Exteriores.

— É incrível que o setor responsável por 30% do PIB não tenha representação no Banco Central e no conselho do BNDES — exemplificou.

Ele citou ainda o fato de nenhum representante da cadeia ter sido chamado para o Grupo de Acompanhamento da crise criado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, no início do ano passado.

Rodrigues admitiu, no entanto, que os diferentes elos do agronegócio têm dificuldade para definir uma pauta conjunta, o que acaba comprometendo sua representação junto ao governo.

— Falta profissionalismo na representação do agronegócio, o que nos obriga a ser sempre reativos e quase nunca propositivos — lamentou.



AGÊNCIA ESTADO