Páginas

sábado, 30 de junho de 2012

Café avança forte na ICE seguindo tendência macroeconômica

Café avança forte na ICE seguindo tendência macroeconômica
 Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta sexta-feira com ganhos significativos, com a posição setembro encontrando forças para romper o nível psicológico de 170,00 centavos, em um dia caracterizado pelo otimismo dos mercados externos. Os ganhos em alguns segmentos já eram expressivos pela manhã e se tornaram ainda mais efetivos na tarde, ao passo que um limitador, como o dólar, caiu fortemente em relação a uma cesta de moedas internacionais. O petróleo, por exemplo, fechou o dia com valorização de mais de 9%, ao passo que o índice CRB acumulou valorização de 3,44%. O clima positivo decorreu de medidas tomadas na União Européia para estimular a economia local. A União poderá efetuar a compra direta de títulos soberanos no mercado, o que deve aliviar a pressão sobre Itália e Espanha e também haverá a liberação de 120 bilhões de euros para estimular projetos estruturais na região, assim como a criação de um órgão supervisor bancário comum para a recapitalização de instituições financeiras. Ao longo da manhã, o setembro tentou romper o nível de 170,00 centavos, mas não obteve êxito, mas, com a continuidade do clima favorável no segmento externo, a resistência foi rompida, o que dá margem para uma perspectiva de manutenção da valorização. No encerramento do dia, o setembro em Nova Iorque teve alta de 765 pontos, com 170,70 centavos, sendo a máxima em 171,75 e a mínima em 163,75 centavos por libra, com o setembro tendo valorização de 755 pontos, com a libra a 173,75 centavos, sendo a máxima em 174,60 e a mínima em 166,80 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, julho teve alta de 49 dólares, com 2.103 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 45 dólares, com 2.134 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o café atingiu nesta sexta-feira seu melhor patamar desde 22 de maio. No mês, a posição já acumula ganho de 4,8% e a semana foi encerrada com avanço de 9,5%. "Tivemos uma boa ação compradora no café e ainda verificamos alguns stops. Provavelmente esse comportamento positivo possa dar base para novos ganhos, principalmente se o cenário macro se mantiver positivo", disse Drew Geraghty, operador de commodities da Icap América do Norte, em Nova Jersey. "Tendemos a neutralizar o viés baixista de curto prazo. Agora é necessário avaliarmos se o café vai ter fôlego para manter alguns patamares diante de um quadro externo menos favorável", disse um trader. "As principais regiões cafeeiras do Brasil voltaram a apresentar o tempo seco e ensolarado característico desta época do ano, permitindo a retomada dos trabalhos de colheita, bastante atrasados com as intensas e atípicas chuvas deste mês de junho", indicou o Escritório Carvalhaes, em seu comentário semanal. As exportações mundiais de café caíram 5% em maio, atingindo 9,85 milhões de sacas, informou a Organização Internacional do Café. As remessas entre outubro e maio, primeiros oito meses da temporada 2011/2012, recuaram 2,3%, indo para 70,94 milhões de sacas, contra 72,94 milhões do mesmo período do ano anterior. Em 12 meses encerrados em maio, as remessas de arábica totalizaram 64,16 milhões de sacas, contra 68,34 milhões do período anterior, ao passo que as exportações de robusta subiram para 38,9 milhões de sacas, comparado com as 36,42 milhões de sacas do período fechado em maio de 2011. As exportações de café do Brasil em junho, até o dia 27, somaram 1.338.154 sacas de café, contra as 1.202.214 sacas registradas no mesmo período de maio, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 4.755 sacas, indo para 1.621.892 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 21.045 lotes, com as opções tendo 1.814 calls e 1.779 puts. Tecnicamente, o setembro na ICE Futures US tem uma resistência em 171,75, 172,00, 172,50, 173,00, 173,50, 174,00, 174,50, 174,90-175,00, 175,50, 176,00, 176,50, 177,00, 177,50, 178,00 e 178,50 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 163,75, 163,50, 163,00, 162,50, 162,00, 161,50, 161,00, 160,85, 160,10-160,00, 159,50, 159,00, 158,50, 158,00, 157,50, 157,00, 156,50, 156,00 e 155,50 centavos por libra.
 Londres ganha corpo e supera nível de 2.100 dólares
Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta sexta-feira com ganhos expressivos, em um dia caracterizado por boas compras especulativas e, em menor grau, de fundos. A posição setembro conseguiu, com facilidade, romper o nível psicológico de 2.100 dólares e alguns stops foram identificados, com a máxima batendo em 2.148 dólares. Nas máximas, ligeiras realizações foram observadas, mas os patamares foram mantidos. De acordo com analistas internacionais, o dia foi diferenciado, já que o bom humor foi retomado em vários mercados e isso afetou diretamente os segmentos de maior risco, como é o caso das commodities. Resoluções de apoio e estímulo econômico verificadas na cúpula da União Européia foram muito bem aceitas pelos mercados e as bolsas e segmentos de maior risco reagiram de maneira bastante positiva, ao passo que o dólar caiu, cenário ideal para segmentos como o do café. "Efetivamente, as altas de hoje estiveram amplamente relacionadas ao mercado externo. Algumas das medidas tomadas na União Européia são baseadas em saneamento para vários setores e podem dar suporte a países que estão mais fragilizados, como a Espanha. Isso foi lido de maneiro muito positiva e conseguimos, assim, voltar a ter ganhos consistentes para o café", disse um trader. O dia na bolsa de Londres teve o contrato de café de julho com uma movimentação de 1,96 mil lotes, com o setembro tendo 8,61 mil lotes negociados. O spread entre as posições julho e setembro ficou em 31 dólares. No encerramento da sessão na Euronext/Liffe, a posição julho teve alta de 49 dólares, com 2.103 dólares por tonelada, com o setembro tendo valorização de 45 dólares, com 2.134 dólares por tonelada.
 DÓLAR DESPENCA 3,50%, ACUMULA -0,35% EM JUNHO E +7,54%
NO SEMESTRE São Paulo, 29/06/2012 - O semestre chegou ao fim com uma surpresa positiva da União Europeia. Antes mesmo de encerrarem a reunião de cúpula que começou ontem e se estendeu até o final da manhã desta sexta-feira, os líderes da região anunciaram várias medidas pelas quais o mercado esperava ansioso, mas já tinha perdido as esperanças de ver se tornarem realidade. O euro pulou da casa de US$ 1,24 para quase US$ 1,27 na máxima de hoje e a cotação do dólar ante o real despencou.Até porque, internamente, a queda do dólar contou com dois outros fatores de peso. A realização de mais um leilão de swap cambial - que equivale à venda de dólares - e a remoção da regra que impedia que os exportadores fizessem operações de pré-pagamento com instituições financeiras e outras empresas que não fossem os importadores de seus produtos. Somente hoje, o BC injetou no mercado US$ 2,990 bilhões. Somados aos outros dois leilões de contratos de swap, feitos ontem e na quarta-feira, são cerca de US$ 9 bilhões, sendo US$ 3 bilhões representando uma rolagem e US$ 6 bilhões de dinheiro novo no mercado.O resultado foi uma queda de 3,50% no dólar à vista de balcão, o que acabou resultando em perda de 0,35% no mês de junho. Ainda assim, o dólar terminou o semestre com alta acumulada de 7,54%, saindo de R$ 1,869 no fechamento de 2011 (dia 29 de dezembro, último dia útil do ano), para R$ 2,010 no final da sessão de hoje. Em 12 meses, o dólar à vista acumula alta de 28,11%. A taxa oficial do banco central (Ptax), usada nos contratos formais e nos balanços, encerrou o semestre em R$ 2,0213, com perda de 3,31% no dia e recuo de 0,05% em junho, No acumulado do semestre a Ptax tem valorização de 7,76% e, em 12 meses, o avanço é de 7,76%.Os contratos de dólar julho, que serão liquidados na segunda-feira pela Ptax de hoje, cotavam o dólar a R$ 2,021 (-2,70%) faltando pouco mais de meia hora para o encerramento do pregão. O dólar agosto valia R$ 2,025, com desvalorização de 3,23%.Lá fora, além da desvalorização ante o euro, o dólar perdeu espaço para outras moedas de risco, principalmente aquelas atreladas às commodities, como é o caso do real. Entre as principais medidas europeias que alimentaram o apetite por risco que encerrou o semestre está a criação de um órgão supervisor comum para os bancos, com o envolvimento do Banco Central Europeu, que vai permitir que o fundo de resgate permanente (ESM) recapitalize as instituições financeiras, sem passar pelos governos. Além disso, foi confirmado que o resgate aos bancos espanhóis será feito pelo mecanismo de socorro atual (EFSF), ao mesmo tempo em que deixou de existir a prioridade de recebimento para os países credores, em detrimento dos investidores privados, no caso de um default.

 Commodities Report:
Crude Prices Jump 9.4% Friday
THE WALL STREET JOURNAL 30/06/2012
John Biers
 Crude-oil futures soared more than 9% on Friday, the biggest gain in morethan three years, buoyed by the strong results at a European Union summit andrenewed anxiety on Iran. Nymex crude oil futures settled at $84.96 a barrel, a rise of a $7.27, orabout 9.4%, the biggest percentage gain since March 2009. Oil's gains outpaced all other leading commodities. European leaders attending a two-day summit agreed early Friday on a plan touse bailout funds to directly aid banks in Spain and Italy. The news proved aboon for markets world-wide, which had been on edge due to fears the euro-zonecrisis would worsen. Commodities like oil are particularly well positioned to benefit because ofthe better prospects for energy-demand growth and because of the jump in thevalue of the euro relative to the dollar. Oil is priced in dollars and becomesmore costly for consumers in other currencies when dollar values strengthen. Oil prices have lost some 25% of their value in recent weeks against abackdrop of euro anxiety and weak industry fundamentals due to plentiful oilinventories and weak demand. But Friday's news spurred a rally, as investorsoverlooked a negative consumer sentiment survey to send futures higher. "The European decision has turned the market around," said Gene McGillian, abroker and analyst at Tradition Energy. "The market got caught wrong-footed andwe basically turned." Yet analyst Matt Smith of Summit Energy noted that the EU news fell short ofan announcement on euro bonds, which is seen by some as the best long-term fixfor the euro-zone situation. He also pointed to recent bearish indicators onenergy demand. "I think it's overdone," Mr. Smith said of Friday's price move."It's been a rush of exuberance on a bit of positive news." The final June University of Michigan-Thomson Reuters consumer-sentimentindex Friday fell to 73.2 -- the lowest reading since December -- from 79.3 inMay. The survey showed consumers are worried about weaker labor markets andfinancial market volatility caused by uncertainty about the euro-zone debtcrisis. Still, oil outperformed other commodities that are leveraged heavily toglobal economic conditions, such as copper, which was up about 5%. Analysts also attributed the outsize rise in oil in part to renewed anxietyover Iran. In a note issued Friday, Citi Futures Perspective pointed to areport in Iran's Mehr news agency quoting aggressive comments from an Iranianofficial about the Strait of Hormuz. Iran has previously threatened to blockadethe strait, a key waterway for oil exports. Besides the euro news, "We also note a bit of fresh saber rattling from Iranahead of the July 1 official start of the EU embargo on Iranian oil imports,"Citi said in the note. Other oil-specific factors cited by analysts includesome closed Norwegian oil output due to a strike and end-of-the-quarterprofit-taking by traders who had bet oil prices would fall. "There's otherthings that are happening out there," said Andy Lipow, president of Lipow OilAssociates, an energy consulting firm.

PERSPECTIVA CÂMBIO E JUROS
: Com queda de 3%, dólar zera valorização no mês São Paulo, 29 de junho de 2012 - O dólar comercial caiu hoje mais de 3%, praticamente zerando a valorização que havia sido acumulada neste mês até o pregão de ontem. O movimento foi estimulado pelo acordo fechado por líderes europeus para capitalizar bancos e reduzir pressão sobre Itália e Espanha. A moeda norte-americana encerrou as negociações de hoje com queda de 3,17%, cotado a R$ 2,0080 na compra e a R$ 2,0100 na venda. Na semana, a moeda teve queda de 2,6% e, no mês, de 0,4%. No entanto, o dólar ainda acumula valorização de 10,1%, no terceiro trimestre, e de 7,5% no ano. O economista-chefe da CM Capital Markets, Darwin Dib, afirma que a medida aumentou a propensão ao risco dos investidores nos mercados internacionais, apesar de achar o movimento exagerado. "Os bancos espanhóis que quebraram terão um acesso direto a recursos da União Europeia, com menos burocracia. A Alemanha acabou cedendo e abriu mão de sua insistência de que os países que emprestaram aos bancos espanhóis fossem os primeiros da fila em caso de default. A euforia dos mercados é exagerada", diz. Os países da zona do euro divulgaram, em comunicado, que o Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em inglês), ferramenta desenhada para ajudar membros do bloco com problemas financeiros, poderá emprestar dinheiro diretamente ao setor bancário. Até então, os empréstimos dos mecanismos de resgate precisavam passar primeiro pelos governos - que assumiriam a responsabilidade pela dívida - para depois serem transferidos às instituições financeiras. Com a mudança, a dívida e os encargos devem passara ser responsabilidade dos bancos. O Banco Central (BC) vendeu 60 mil contratos de swap cambial o que correspondeu a um financeiro de, aproximadamente, US$ 2,991 bilhões. Juros Os contratos de Depósitos Interfinanceiros (DI) negociados na BM&FBovespa com vencimento no curto prazo também reagiram à melhora nos mercados internacionais e encerram em alta. No sentido inverso, os títulos com vencimento mais longo encerraram em queda. "Nos contratos mais curtos, a perspectiva de melhora no cenário internacional estimulou as apostas de que são menores as chances de a Selic [taxa básica de juros] subir", afirma o economista-chefe da CM Capital Markets. O maior volume financeiro foi do contrato para janeiro de 2013, de R$ 36,962bilhões, subindo de 7,63% para 7,64%. Em seguida, o para janeiro de 2014, avançou de 7,89% para 7,90%, movimentando R$ 35,032 bilhões. Ainda entre os contratos com vencimento mais curto, o para julho de 2013 subiu 7,56% para 7,58% (R$ 9,342 bilhões), o para outubro de 2012 permaneceu estável em 7,81% (R$ 6,112 bilhões) e o para abril de 2013 avançou 7,55% para7,58% (R$ 2,775 bilhões). Entre os contratos com vencimento no longo prazo, o para janeiro de 2015 caiu de 8,53% para 8,48% (R$ 7,835 bilhões) e o para janeiro de 2017 desceu de 9,39% para 9,32% (R$ 6,608 bilhões). Às 18h10, o número de contratos negociados totalizou 1.306.329, representando uma elevação de 50,73% na comparação com o pregão de ontem. Ovolume financeiro alcançou R$ 116,433 bilhões.
 BALANÇO SEMANAL DO CNC, DESTACANDO LIBERAÇÕES DO FUNCAFÉ
"Balanço semanal CNC - 25 a 29/06/2012- Semana marca a intensificação da liberação dos recursos do Funcafé, que chega a R$ 1,604 bilhão, e entrega do Plano de Políticas Estratégicas para o Café ao Governo Federal. Mercado se recupera com comprometimento da qualidade da safra brasileira e acordo na Europa.PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO - Nesta semana, em reunião realizada com o excelentíssimo Secretário Executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária eAbastecimento (Mapa), José Carlos Vaz, realizamos a entrega oficial do Plano de Políticas Estratégicas para a Cafeicultura Brasileira - 2012/2014, elaborado em conjunto por Conselho Nacional do Café, Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Após consulta aos representantes regionais dos cafeicultores, abordamos, nesse planejamento, temas como comercialização; formação de estoques estratégicos; gerenciamento de riscos; inteligência de mercado; tecnologias/pesquisas e o Consórcio de Pesquisa Café gerenciado pela Embrapa; projeto estruturante de promoção das diferentes origens produtoras de café noBrasil, por meio do uso dos signos distintivos; desenvolvimento de mercado; marketing; sustentabilidade; melhoria de gestão; e Legislação Trabalhista. Nessa reunião, da qual também participou o presidente da Comissão Nacional do Café da CNA, Breno Mesquita, o Secretário Executivo do Ministérioda Agricultura assumiu o compromisso de defender e implantar, caso necessário,os leilões de Opções. Além disso, agendamos, para o próximo dia 3 de julho, novo encontro com José Carlos Vaz, oportunidade em que, também contandocom a representação de membros do Conselho Diretor do CNC e da OCB, pretendemos discutir medidas necessárias para fortalecer o projeto de ordenamento da oferta de café

.LIBERAÇÕES DO FUNCAFÉ -
 Até a última quinta-feira (28), a Secretaria de Produção e Agroenergia do Mapa havia firmado contratos com 17 agentes financeiros, credenciando-os a implementar linhas de crédito com recursos orçamentários do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). Até o momento, foram disponibilizados R$ 1,604 bilhão do orçamento total, distribuídos em R$ 761,1 milhões para Estocagem, R$ 406,8 milhões para Custeio, R$ 217,3 milhões para FAC, R$ 147 milhões como Capital de Giro para aIndústria de Torrefação, R$ 30 milhões para Composição de Dívidas, R$ 21,9 milhões para Capital de Giro à Indústria de Solúvel e R$ 20 milhões para a Recuperação de Cafezais Danificados.REDUÇÃO DE JUROS DO FUNCAFÉ - Na última quinta-feira, dia 28 de junho, o Banco Central do Brasil publicou a Resolução N 4.099, que altera as condições de crédito rural ao amparo de recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira, conforme já havíamos antecipado no dia 11 de junho. Entre outras medidas, o texto traz mudanças em relação aos encargos financeiros, como a redução dos juros nas operações com recursos do Funcafé de 6,75% a.a. para 5,5% a.a. para OPERAÇÔES CONTRATADAS A PARTIR DE 30/06/2012. As contratadas anteriormente a esta data, seguem com juros de 6,75%.ESTRADOS DE MADEIRA - Outra medida que compõe a Resolução N 4.099 do Banco Central se refere ao armazenamento das sacas depositadas como garantia para os financiamentos com recursos oriundos do Funcafé. A partir de agora, não existe mais a obrigatoriedade de estrados de madeira nos armazéns credenciados pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB). Essa é uma grande vitória para o setor, que há meses o Conselho Nacional do Café trabalhava para conquistá-la. A íntegra da Resolução Bacen N 4.099 pode ser conferida em nosso site (www.cncafe.com.br - clique sobre o banner do Banco Central na homepage)

.Analise de Mercado
- Confirmando a tendência de reversão no mercado, os contratos futuros do café encerraram a semana com variação positiva de 9,5% na Bolsa de Nova York - posição setembro/12, a mais negociada -, ou quase 1.500 pontos. Em nossos boletins, temos afirmado que as baixas verificadas nesteano estavam vinculadas a fatores especulativos e às questões macroeconômicas, mas que, em longo prazo, os fundamentos positivos do mercado poderiam prevalecer. Acreditávamos que esta reversão só se daria a partir do mês de agosto, devido à pressão da safra, mas surgiram alguns fatores importantes que anteciparam esta tendência. Vamos a eles: 1 - O excesso de chuvas no mês de junho, que prejudicou a qualidade dos cafés colhidos que já estavam nos terreiros em fase de secagem e que também derrubou uma grande quantidade de grãos no solo. Nas regiões mais quentes, porexemplo, muitas lavouras estão com mais de 50% dos grãos no chão. Com isso, o volume de café de qualidade superior desta safra já está com importante comprometimento. 2 - A liberação de recursos para a linha de estocagem aos produtores. Nas últimas semanas, foram liberados financiamentos de Recursos Obrigatórios edo Funcafé, que já vem sendo utilizados pelos cafeicultores, o que, aliado aoatraso nos trabalhos de cata devido à incidência de precipitações no cinturão cafeeiro, reduz a pressão de oferta. 3 - No lado da macroeconomia, o acordo firmado entre os líderes da zona do euro para que o fundo de socorro europeu apoie a recapitalização direta de bancos em dificuldades, sem aumentar a dívida já elevada dos governos, surge com tom tranquilizador, o que poderá acalmar o nervosismo nos mercados. Continuamos recomendando aos produtores que procurem guardar os cafés demelhor qualidade que conseguirem para comercializar durante a entressafra, visto que a oferta desses grãos para o próximo biênio poderá ser insuficiente para atender à demanda. Lembramos, ainda, que estamos em um inverno com a presença do fenômeno climático conhecido como "La Niña", o qual provoca volumes de chuva acima da normalidade, fato que poderá gerar problema com a qualidade dos cafés que ainda estão para ser colhidos." Todas as informações partem do CNC, com texto assinado pelo presidente daentidade, Silas Brasileiro.
 Boletim semanal - ano 79 - n° 26 - Escritório Carvalhaes
Santos, sexta-feira, 29 de junho de 2012
 Foi uma semana ativa no mercado físico de café. A valorização do dólar frente ao real, o atraso na colheita da nova safra brasileira de café e um ambiente um pouco menos pessimista na economia europeia levaram a um volume maior de negócios fechados no mercado de café. Ontem o Banco Central alterou a barreira levantada à entrada de dólares no Brasil, revertendo parte das medidas adotadas em março último. O resultado foi a valorização, hoje, de mais de 3,4% do real frente ao dólar. Os preços do café na ICE futures US em Nova Iorque rapidamente se ajustaram à valorização do real no Brasil e os contratos com vencimento em setembro próximo fecharam hoje com 765 pontos de alta. No período da tarde, os cafés arábicas mais finos retornaram ao patamar dos quatrocentos reais por saca. As principais regiões cafeeiras do Brasil voltaram a apresentar o tempo seco e ensolarado característico desta época do ano, permitindo a retomada dos trabalhos de colheita, bastante atrasados com as intensas e atípicas chuvas deste mês de junho. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que a Colômbia depende das importações de grãos, do Equador e do Peru, para abastecer quase 90% do consumo interno, frente a somente 20% antes da queda da produção. O consumo interno anual da Colômbia está em 1,2 milhão de sacas. Segundo o diretor de operações da Organização Internacional de Café (OIC), José Dauster Sette, o consumo global de café no ano de 2012 não deve ser menor do que o de 2011 e há sinais otimistas para o consumo crescer na comparação anual. A queda dos preços do café no varejo está compensando parcialmente a turbulência econômica na zona do euro. Até o dia 28, os embarques de junho estavam em 1.119.514 sacas de café arábica e 150.836 sacas de café conillon, somando 1.270.350 sacas de café verde, mais 122.647 sacas de café solúvel, contra 1.330.562 sacas no mesmo dia de maio. Até o dia 28, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em junho totalizavam 1.840.245 sacas, contra 1.945.497 sacas no mesmo dia do mês anterior. A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 22, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 29, subiu nos contratos para entrega em setembro próximo, 1.480 pontos ou US$ 19,66 (R$ 39,48) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em setembro próximo na ICE fecharam no dia 22 a R$ 424,62/saca e hoje, dia 29, a R$ 454,99/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em setembro, a bolsa de Nova Iorque fechou com alta de 765 pontos

Nenhum comentário:

Postar um comentário