Páginas

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Robusta Coffee Higher; Arbitrage Trade Supportive - -- Market Talk

Robusta coffee is higher in Europe, with Liffe's March contract up 0.5% at
$1,719/tonne. Prices are finding support from tight supply of the bean from Vietnam, as well as
arbitrage trade between robusta (used in most instant blend varieties of instant coffee) and the
more expensive arabica bean, says a trader. Arabica's recent price rise is tempting traders to sell
that contract and buy robusta, he says. On a technical basis, robusta coffee is facing technical
resistance in the run-up to $1,750/tonne and support at $1,700/tonne, says Kash Kamal, a research
analyst at Sucden Financial.

Rodrigo Corrêa da Costa  -  FLUXO DE NEGÓCIOS MELHORA, E ORIGENS VENDEM BOLSA  -  Mercado de Café – Comentário Semanal – de 13 a 17 de janeiro de 2014

O Banco Mundial prevê que a economia global crescerá 3.2% em 2014, acima dos 3.0% estimados anteriormente. Os países “ricos” crescerão 2.2% e os em desenvolvimento 5.3%, oscilando da expectativa anterior de 2% e 5.6%, respectivamente.
As bolsas de valores europeias fecharam em altas na semana, enquanto nos Estados Unidos tiveram performances mistas.
Os principais índices de commodities ganharam entre 1.25% e 1.61%, ajudados pela subida do gás natural, níquel, algodão e alumínio, entre alguns outros. Os grandes perdedores foram o suco de laranja e o café, justamente as duas matérias primas que foram destaque de alta na semana retrasada.
O arábica em Nova Iorque até quarta-feira teve uma consolidação dentro da bandeira de alta, para depois quebrar o suporte e escorregar perdendo US$ 4.63 por saca. Londres mostrou mais força de recuperação, mas mesmo assim caiu US$ 1.92 a saca.
Os fundos de índice no período de rebalanceamento de suas carteiras compraram 4,329 contratos, líquidos, e aqueles que tinham se animado com uma alta mais forte em função destes participantes acabaram decepcionados.
A agência de notícias Reuters divulgou dados apontando que apenas 2 fundos que operam commodities ativamente (ou seja, que não ficam apenas comprados nos mercados) ganharam dinheiro em 2013, dentro de um grupo de 122 fundos que são monitorados. Como se vê não é verdade que os fundos sempre ganham em suas apostas.
As exportações brasileiras de café em Dezembro atingiram 2,8 milhões de sacas, acumulando no ano-calendário a terceira maior marca da história, 31,224,918 de sacas.
Os países produtores em geral foram muito bons vendedores no terminal nos últimos cinco dias, tanto na ICE como na LIFFE, reflexo de uma movimentação melhor do físico nas origens.
Também foi notado compras de torradores nos contratos futuros (na dúvida entre em qual estimativa de safra acreditar, é melhor garantir alguma cobertura adicional).
Os diferenciais para os cafés do Vietnã enfraqueceram entre 15 e 25 dólares por tonelada com a aproximação do ano novo lunar (TET), mas ao mesmo tempo compradores mostram que tem apetite para tomar o que aparece de ofertas.
O fechamento da semana e a falta de sequência da alta reforçam os argumentos dos baixistas que duvidam em uma queda de produção que consiga dar sustentação aos preços.
A moeda brasileira mais firme depois de novas intervenções do Banco Central e do aumento da SELIC, dá um pouco mais de espaço para que o mercado futuro possa subir antes de atingir o nível que poderia não valer a pena o exercício das 3 milhões de sacas de opções de venda. Qual é o ponto de equilíbrio? Depende dos diferenciais, mas deve estar ao redor de US$ 135 centavos por libra – que talvez mais certo apontar como o topo do novo intervalo de negociação – um pouco mais baixo do que escrevi no último comentário.
A semana é curta com o feriado na segunda-feira aqui do Martin Luther King.
Uma boa semana e muito bons negócios a todos.

Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Nedcoffee Sees Indonesia’s Southern Sumatra Robusta Crop Down 9%
Bloomberg - Isis Almeida  Jan 16, 2014 3:25 PM GMT-0200

The robusta coffee crop in southern Sumatra, Indonesia’s main growing area, will be 9 percent smaller in the 2014-15 season compared with a year earlier, according to Amsterdam-based trader Nedcoffee BV.

Output in the area will be about 305,000 metric tons from 335,000 tons in 2013-14, the trader, which has a factory in Lampung, Indonesia, said in a monthly report e-mailed today. The crop in the lowlands, which farmers probably will start to harvest at the end of March, is forecast at 98,000 tons, while output in the highlands, where bean gathering is set to start about May, is estimated at 207,000 tons, the trader said.

“Current weather for the coffee-growing areas is not so favorable because the rainfall is still high,” Nedcoffee said. “The fear is that there is not enough daytime sunlight. This can affect the development of the coffee berries.”

Indonesia has finished gathering both the main and the so-called fly crop, which usually peaks in December or January, for the 2013-14 season in southern Sumatra, Nedcoffee said. The nation is the world’s third-largest grower of the robusta variety used in instant coffee and espresso.

Bean deliveries from farms amounted to about 290,000 tons from the start of the 2013-14 season through to the first week of January, according to the report. Arrivals in Bandar Lampung, where Indonesia’s main coffee-export port is located, were 211,000 tons, while deliveries to areas including Java and north Sumatra came to 79,000 tons, Nedcoffee said.

Vietnam Harvest

While only about 5,700 tons of coffee were delivered to exporters in Bandar Lampung last month, shipments totaled 21,584 tons, according to the trader. That shows “current stocks of exporters in Bandar Lampung have decreased a lot.”

In Vietnam, the biggest robusta producer, harvesting is also over and farmers are now concentrating on selling beans before Tet, the festival starting at the end of this month that marks the Lunar New Year, the trader said. Growers are likely to sell 33 percent of their crop before Tet from an average 43 percent in the past five years, a Bloomberg survey showed.

“We’re now living the usual farmers ‘selling pressure’ before Tet, although the ‘pressure’ is visibly getting a lot milder than before,” Nedcoffee said. “FOB differentials also soften in the process,” the trader said, referring to a premium paid or a discount obtained for physical coffee in the export market in relation to futures prices.

Vietnamese exports in December totaled 118,027 tons, bringing total shipments from the start of the season in October to 265,371 tons, the trader said. Trader stockpiles increased “a little” from two months ago, according to the report.

Busier Month

“January looks like a busier month with some reported shipments to the terminal market, despite FOB differentials still far above tenderable parity,” the trader said.

Tenderable parity corresponds to the price at which traders can either sell in the physical market or ship coffee to be delivered to NYSE Liffe and make the same amount of money. That’s usually measured in the form of differentials.

Farmers in Vietnam are preparing for the first irrigation of the next crop, which should happen before Tet and will trigger more uniform flowerings than in the past two years, said the trader, which also has offices in Ho Chi Minh City, Vietnam. The 2014-15 season there will start in October.

“There are already some encouraging signs of next crop as there are very few early, immature flowerings,” Nedcoffee said. “The outlook of crop 2014-15 is starting on a positive note.”

Robusta coffee for delivery in March gained 2.2 percent to $1,744 a ton by 5:05 p.m. on NYSE Liffe in London, bringing this year’s gain to 3.6 percent.

Café tem ligeira recuperação na ICE, mas fica abaixo dos 120 cents

  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira com altas, em uma recuperação parcial, depois de as três primeiras sessões da semana terem sido caracterizadas por perdas. Diante disso, o março, mais uma vez, conseguiu se "desvencilhar" do patamar de 115,00 centavos e voltou a ganhar corpo, ainda que, ao longo de todo o pregão, o referencial de 120,00 centavos não tenha sido testado.

As ações do dia foram caracterizadas basicamente por recompras especulativas. Desde a manhã os preços apresentavam consistência, que se tornou ainda mais efetiva na segunda metade do pregão, com especuladores e, em menor grau, os fundos atuando no lado comprador. O mercado especula com várias questões, como a safra brasileira, que anteriormente era esperada com números recordes e agora parece se alinhar mais proximamente de um volume relativamente modesto, assim como com os estoques globais.

O montante estocado e certificado na bolsa de Londres cai de forma constante, assim como os estoques certificados na ICE que, após uma alta considerável, vem apresentando baixas sustentadas e estão próximos dos 2,6 milhões de sacas. Na quarta-feira, GCA (Green Coffee Association) indicou uma diminuição de 927 sacas nos estoques dos Estados unidos, final de dezembro, somando 5.086.718 sacas. Em 30 de novembro passado, o montante armazenado no país era de 5.087.645 sacas. Diante de um emaranhado de números, os operadores vêm efetuando cálculos diversos, o que pode ser determinante para a manutenção de intervalos e até mesmo para a não repetição do quadro de novembro passado, quando as cotações atingiram os menores níveis em 86 meses.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição março teve avanço de 115 pontos, com 118,35 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 119,75 centavos e a mínima de 117,35 centavos, com o maio registrando ganho de 115 pontos, com 120,60 centavos por libra, com a máxima em 122,00 centavos e a mínima em 119,60 centavos. Na Euronext/Liffe, o março teve alta de 29 dólares, com 1.735 dólares por tonelada, com o maio tendo valorização de 28 dólares, para o nível de 1.703 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia na bolsa norte-americana foi marcado pelo retorno dos compradores. Boas ofertas foram registradas, mas o março não conseguiu ir além dos 119,75 centavos, sendo que o rompimento, mais uma vez, do nível de 120,00 centavos poderia ser um ponto de apoio importante para evitar que os bears (baixistas) ganhassem corpo. No segmento externo, o dia foi de perdas para as bolsas de valores nos Estados Unidos, principalmente para a Dow Industrial. O dólar se manteve estável em relação a uma cesta de moedas internacionais. No mercado físico brasileiro, segundo avaliação do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, os negócios se mostram bastante lentos, sendo que os preços para os robustas conseguiram avanço, ao passo que os arábicas recuaram em média 4% em relação à semana anterior.

"As ações foram técnicas, com as recompras sendo o destaque, o que permitiu ao março voltar a se aproximar dos 120,00 centavos. Alguns operadores ressaltaram que o fator clima também está na agenda de temores dos players, ressaltando, como exemplo, o frio no México, as chuvas incessantes na Indonésia e também alguns eventos isolados no Brasil. São variáveis consideráveis, mas, por enquanto, os terminais demostram uma consistência em manter parâmetros e a tendência, de curto prazo, é ficarmos flutuando entre os 115 e 120 cents", disse um trader.

Comerciantes da Indonésia indicam que a qualidade do café da região de Sumatra, principal bastião cafeeiro dessa nação asiática, está abaixo da média recente, o que fez com que os torrefadores diminuíssem consideravelmente as aquisições. Um exportador da região ressaltou que há um volume considerável de café disponível, no entanto, os produtores não estão conseguindo efetuar a secagem ideal, ante o alto volume de chuvas. Segundo a Organização Internacional do Café, o país deverá ter uma safra nesta temporada de 12,7 milhões de sacas. Hoje, os produtores locais buscam prêmios de até 40 dólares acima da cotação da bolsa de Londres, ao passo que os exportadores querem adquirir apenas a prêmio zero ou, no máximo, com valores até 20 dólares acima da tonelada.

As exportações brasileiras no mês de janeiro, até o dia 15, totalizaram 793.339 sacas de café, queda de 12,58% em relação às 907.515 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem resistência 119,75, 119,90-120,00, 120,50, 121,00, 121,05, 121,50, 122,00, 122,50, 122,60, 123,00, 123,50, 124,00, 124,50, 125,00, 125,50, 126,00, 126,50, 127,00, 127,50, 128,00, 128,50 e 129,00 centavos de dólar, com o suporte 117,35, 117,00, 116,50, 116,00, 115,95, 115,70, 115,50, 115,10-115,00, 114,95, 114,50, 114,00, 113,50, 113,00, 112,50, 112,00, 111,50, 111,00 e 110,50 centavos.




Londres tem boa recuperação e acompanha movimento da Ásia

  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quinta-feira com ganhos consistentes, em uma sessão marcada por boas aquisições de especuladores e fundos. O volume comercializado ao longo do dia na bolsa britânica esteve num nível ligeiramente acima da média recente.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por avanços significativos. No início dos trabalhos, o março flutuou próximo do nível de 1.700 dólares, mas, passo a passo, os compradores passaram a ganhar corpo e os avanços foram surgindo, com a máxima do pregão tocando o nível de 1.759 dólares. As especulações de que o Vietnã está vendendo bem menos que o esperado antes do início do ano novo lunar dão uma sustentação interessante aos preços.

"Muitos operadores esperavam que os vietnamitas, como ocorre tradicionalmente, liquidassem mais fortemente antes do Tet, mas isso efetivamente não está ocorrendo. Informações que chegam de Ho Chi Min apontam que os produtores não estão contentes com as atuais cotações, mesmo com os prêmios. E diante disso a oferta se mantém reduzida. Por outro lado, a Indonésia, que oferta muito neste período, sofre com chuvas intermitentes, o que tem dificultado a secagem e interferido na qualidade", disse um trader.

O março teve uma movimentação ao longo do dia de 8,34 mil contratos, contra 6,62 mil do maio. O spread entre as posições março e maio ficou em 38 dólares. No encerramento do dia, o março teve alta de 29 dólares, com 1.735 dólares por tonelada, com o maio tendo valorização de 28 dólares, para o nível de 1.703 dólares por tonelada.

Café fecha em alta especulativa com fundos mantendo rally de preços
AgroBlog Brasil  -  Arnaldo de Sousa - www.facebook.com/agroblogbrasil

Café análise diária: Os contratos futuros do café arábica negociados na Bolsa de Nova York (Ice Futures) fecharam em alta, após três quedas seguidas, nesta quinta-feira (16/01), corrigindo um pouco, com os fundos mantendo o café no rally de preços (baixas seguidas de baixas) sustando o patamar entre 118 e 120 cents. Tudo isso até  surgir um fato novo que mude essa trajetória. Os fundos estão vendidos em  NY, portanto, o mercado é de alta sustentada com algumas correções e quedas no decorrer do mês. O mercado londrino ajudou a puxar NY.

Fechamento
Os contratos com vencimento para março/13 encerraram em alta de 90 pontos, cotados a 118,35 cents de dólar por libra-peso com oscilações de 240 pontos com a mínima do dia 117,35 cents e a máxima foi de 119,75 cents. Já para maio/14, fechou em 120,60 cents, alta de 80 pontos. O volume foi de 15.624 contratos negociados, de acordo com a ICE Futures.

Em São Paulo, na BM&FBovespa, os contratos futuros no café, na posição março/14 fecharam cotados em março/14 a 142,50 cents por libra-peso, alta de 65 pontos. O maio/14 fechou a 140,85, baixa de 85 pontos. O spread de mar/set ficou em – 3,00 a -  4,60. A arbitragem mar/mar/14 ficou em – 10,60 e - 11,00.

Em Londres o contrato de robusta com vencimento em março encerrou o dia cotado a U$$ 1.735, alta de 29 pontos.

O dólar comercial fechou em alta de 0,35% nesta quinta-feira (16), a R$ 2,366 na venda. É a terceira alta seguida da moeda norte-americana. A cotação subiu apesar do aumento da taxa básica de juros (a Selic) na véspera. Na quarta-feira (15), o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, aumentou a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, indo de 10% para 10,5% ao ano. É a sétima reunião seguida do Copom em que os juros sobem.

No mercado interno, o preços do arábica, registraram queda no acumulado dos últimos sete dias, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Avançada (Cepeaa). Na quarta-feira, 15, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto em São Paulo, fechou a R$ 286,32/saca de 60 kg, forte baixa de 4,3% frente à quarta anterior, 8. No robusta, os preços da variedade têm subido, mas as negociações seguem lentas, já que poucos são os vendedores ativos no mercado.

Os preços na bolsa de Nova York devem superar os  122 cents de dólar por libra peso ainda em janeiro.


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Lower Brazil coffee ideas 'may not be so bullish'

The lower coffee harvest estimates for Brazil, which have prompted a surprise revival in arabica futures prices, may not be quite so bullish after all, a leading analyst said, saying a production uptick may have only been delayed.

New York arabica coffee futures, which many analysts expected to drop below 100 cents a pound this year, have instead proved a surprise gainer, touching a four-month high of 122.60 cents a pound last week for March delivery.

While the contract has eased back since to standard at 117.20 cents a pound in morning deals on Wednesday, down 1.7% on the day, it remains some 6% higher in 2014 so far.

The improvement reflects sharply reduced expectations for Brazil's coffee harvest, the world's biggest, this year to levels well below the 60m bags or more that some forecasters have pencilled in.

Conab, the official Brazilian crop bureau, last week pegged output at 46.53m-50.15m bags, while Swiss-based coffee trader Volcafe has estimated the harvest at 51m bags, citing tree stress, and a programme of heavy tree pruning farmers have undertaken to boost future productivity while prices are low.


'Not running out of coffee'

However, respected soft commodities analyst Judith Ganes Chase - while acknowledging that investors may have underestimated the threats to Brazilian coffee output from frost and tree stress after "back-to-back bumper crops" – cautioned against overplaying the lower production estimates.

"Other crop view are not nearly as low, and still place the crop between 53m-55m bags," she said.

"It's not a bumper crop, but sufficient to cover market needs.

"The world is certainly not running out of coffee, and will remain well supplied."


'Creates a new worry'

Furthermore, the heavy tree pruning may be sowing the seeds for weaker prices ahead, in boosting yield potential for future crops.

"It will give the trees the chance to recover, and now creates a new worry," she said.

"In two years from now, Brazil could have the potential to see output expand as the pruned trees start to produce fruit again."

The comments raise concerns that growers, having taken something of a harvest holiday this year, may face low prices when their trees return to productive use.

A drop in coffee prices below the cost of production has been a major concern for coffee producing countries such as Brazil and Colombia, for which the crop is a major earner for rural economies.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

ICE Coffee Bulls Carve Out Uptrend Pattern - Technical Analysis
Kira Brecht

  After two-and-a-half years of sustained bear market action, the bulls have finally carved out a
minor bottom on the ICE March daily coffee chart. The primary bear trend has been intact since May
2011, but November's bullish monthly reversal has opened the door to basing action.
ICE March coffee recently traded up 20 points at $1.1955 a pound.
   For now, it is too early to confirm a major bottom or end to the bear market, but the near-and
medium-term trends have turned bullish in recent weeks. Since bottoming out in early November, ICE
March coffee bulls have propelled the contract above the 20-, 40-, and 100-day moving averages,
which is a bullish signal to trend following traders.
   A minor uptrend pattern is seen on the daily chart off the early November low, with a series of
higher daily highs and higher daily lows.
   Earlier this week, however, ICE March coffee hit a ceiling of resistance near the Oct. 10 spike
high at $1.2105. The contract edged above that zone intraday, but hasn't been able to close above
that area for now. A minor consolidation phase has emerged on the daily chart, in the form of a
possible bull pennant pattern.
   However, in order for the bulls to confirm the bullish potential from the possible pennant
formation, a strong upside breakout would be needed above resistance at $1.2260. If that were
achieved it would project gains above the $1.3000 zone in the days ahead.
   ICE March coffee has made significant strides in recent weeks. After months of bearish dominance,
the bulls have been able to seize control of the short-term trend. The market is now at a critical
juncture. The $1.2100/1.2200 region represents strong congestive resistance from September and
October 2013 and that zone could be tough to crack at least initially.
   If the $1.2100/1.2200 resistance holds, look for short-term sideways consolidation and possible
modest downside correction as the coffee market digests its recent gains.
   Bottom line? ICE coffee bulls have turned the near and medium term trends bullish. The
longer-term trend remains bearish. The market has rallied substantially since the November low, but
has now run into a stiff resistance ceiling, which could trip up the bulls at least short-term. If
however, a strong upside breakout is seen over the next session or two, a potential bull flag
pattern would project significant gains higher.
Café tem retração na ICE, mas março continua próximo de referencial

  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira com oscilações apenas relativas, com o março conseguindo, dentro de uma feição consolidativa, se manter muito perto do nível psicológico de 120,00 centavos de dólar. Ao longo do dia, a primeira posição chegou a aferir alguns ganhos, entretanto, não conseguiu superar a máxima do pregão passado. Não obtendo êxito nessa tentativa básica, o que se verificou foi o acionamento de algumas ordens de venda, quer proporcionaram algumas retrações, ainda que se mantendo os intervalos atuais. Ao final do dia, os vendedores imprimiram um ritmo mais forte, no entanto, o março conseguiu se manter dentro do patamar de 119 cents.

A questão da produção do Brasil continua em pauta entre os participantes e agora parece haver um consenso maior de que o país deverá realmente ter uma produção menos intensa que a registrada nas duas últimas temporadas, ainda que 2014 seja considerado um ano de safra alta. Apesar do otimismo momentâneo causado pelas últimas previsões de safra do Brasil, organismos importantes e respeitados, como é o caso da Organização Internacional do Café, não demonstram tanto entusiasmo. Essa entidade revelou que a recuperação dos preços do grão não deverá ser algo imediato, ressaltando que a forte onda vendedora observada ao longo do ano passado deverá ter continuidade em 2014. Para a Organização, o Brasil deverá ter uma safra apenas 3% menor que a da temporada passada e, além disso, outras origens poderão continuar a ofertar forte. Diante do quadro, a entidade entende que, no curto prazo, a tendência baixista se mantém, mas uma mudança pode ser identificada no longo prazo, principalmente por conta da queda constante dos estoques certificados e da manutenção da alta da demanda pelo grão.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição março teve queda de 155 pontos, com 118,75 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 121,50 centavos e a mínima de 118,30 centavos, com o maio registrando baixa de 150 pontos, com 121,50 centavos por libra, com a máxima em 123,55 centavos e a mínima em 120,70 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, março teve alta de 15 dólares, com 1.727 dólares por tonelada, com o maio tendo valorização de 15 dólares, para o nível de 1.691 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia na bolsa norte-americana foi técnico e o que se viu foi um processo de feição consolidativa, com o março buscando se posicionar, ao longo da maior parte do pregão, próximo do nível de 120,00 centavos. O café, na segunda metade do dia, seguiu o pessimismo de outros mercados. Pessimismo moderado, diga-se de passagem. As bolsas de valores nos Estados Unidos recuaram modestamente e o dólar apresentou ligeira baixa em relação a uma cesta de moedas internacionais. Nas commodities, queda para ouro, petróleo e vários grãos, ao passo que nos softs, apenas café e cacau ficaram no lado negativo da escala.

"Tivemos um pregão aqui em Nova Iorque que pode ser qualificado de caráter consolidativo, já que parece que o março está confortável próximo dos 120,00 centavos. Mais uma vez, o tema oferta está na pauta dos operadores. Nesta quinta, o governo brasileiro lançou sua previsão de safra e os números estão próximos daqueles trabalhados pela Volcafé, o que significa que, efetivamente, o Brasil não deverá ter um ano de safra tão consistente quanto aquela que era apregoada até há bem pouco tempo", disse um trader.

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgou que neste ano a produção de café do Brasil deve ficar entre 46,53 a 50,15 milhões de sacas. É o que aponta o primeiro levantamento da safra 2014. O resultado pode representar entre 5,4% de redução até 2% de crescimento, se comparado aos 49,15 milhões da safra anterior, considerados arábica e conillon. Segundo a empresa, a produção de arábica deve variar entre 35,08 e 37,53 milhões de sacas, o que corresponde a 75,1% do volume de café produzido no país. Já a produção do conillon, contabilizada entre 11,5 e 12,6 milhões de sacas, representa 24,9% do total nacional.

As exportações brasileiras no mês de janeiro, até o dia 8, totalizaram 316.363 sacas de café, queda de 27% em relação às 433.622 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 2.010 sacas, indo para 2.703.813 sacas. Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem resistência 121,50, 122,00, 122,50, 122,60, 123,00, 123,50, 124,00, 124,50, 125,00, 125,50, 126,00, 126,50, 127,00, 127,50, 128,00, 128,50 e 129,00 centavos de dólar, com o suporte em 118,30, 118,00, 117,55-117,50, 117,00, 116,65, 116,50, 116,00, 115,70, 115,50, 115,10-115,00, 114,95, 114,50, 114,00, 113,50, 113,00 e 112,50 centavos.



Café na bolsa de Londres tem dia de alta e mantém intervalos

  Os contratos futuros de café arábica negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quinta-feira com altas, em uma sessão que foi novamente caracterizada pela tranquilidade e por preços gravitando próximo ao nível psicológico de 1.700 dólares. Algumas rolagens entre maio e março também foram verificadas, ainda que em volumes relativamente baixos.

De acordo com analistas internacionais, a sessão desta quinta foi marcada, na primeira parte, pela predominância dos vendedores. O março chegou a tocar no nível de 1.693 dólares. Entretanto, assim como já verificado em outras sessões, as origens estão sendo consideravelmente reticentes em suas liquidações abaixo dos 1.700 dólares. Depois de tocar a mínima, o mercado viu uma retomada compradora e as altas se consolidaram.

"Ainda existe o temor de quanto será o volume a ser liquidado pelos vietnamitas até o início do ano novo lunar. Tradicionalmente, os produtores do país liquidam nessa fase em busca de terem caixa para o período de festa. Desse modo, a expectativa é que as cotações não tenham fôlego para avançar muito, já que teriam as vendas segurando as rédeas. Entretanto, parece que há alguma consistência para que o mercado se mantenha em níveis mais firmes, ao contrário da opinião de alguns players mais catastrofistas", disse um trader.

O março teve uma movimentação ao longo do dia de 8,19 mil contratos, contra 4,60 mil do maio. O spread entre as posições março e maio ficou em 36 dólares. No encerramento do dia, o março teve alta de 15 dólares, com 1.727 dólares por tonelada, com o maio tendo valorização de 15 dólares, para o nível de 1.691 dólares por tonelada.
OIC prevê que pressão de queda dos preços continuará

  Os preços do café não devem se recuperar rapidamente. A previsão foi feita nesta quinta-feira pela Organização Internacional do Café (OIC). Em relatório anual divulgado na capital britânica, a entidade cita que a pressão vendedora vista em 2013 deve continuar nos próximos meses e só no longo prazo a tendência pode mudar. 'No curto prazo, é provável que a pressão de baixa continue no mercado de café', diz o documento divulgado há pouco, ao citar que a produção não deve recuar expressivamente no ano. 'Olhando para 2013/2014, o Brasil prevê safra de 49,15 milhões de sacas, apenas 3,3% menor que a safra 2012/2013 e outros grandes países exportadores têm perspectivas mistas', diz o relatório da entidade. Apesar do prognóstico pessimista para o curto prazo, a entidade mantém discurso otimista para o futuro. 'Estoques certificados se aproximando dos mínimos históricos e o crescimento do consumo que continua em torno de 2,4% ao ano, no entanto, fazem com que a demanda pelo café continue a ser flutuante e deve fornecer potencial de crescimento de longo prazo', diz a OIC.