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sábado, 7 de setembro de 2013

ENTREVISTA-Cooxupé vê boa safra de café em 2014 após problema de qualidade

SÃO PAULO, 6 Set (Reuters) - Produtores da Cooxupé, maior cooperativa de cafeicultores do mundo, estão perto de terminar a temporada 2013 tendo colhido um menor volume de grãos de qualidade e se preparam para uma safra "boa" em 2014, com o impacto dos atuais preços baixos afetando de maneira mais forte a produção somente em 2015.

A avaliação foi feita pelo presidente da Cooxupé, Carlos Paulino da Costa, que atribui as perdas de qualidade ao padrão de chuvas deste ano.

Até domingo, a colheita dos produtores da cooperativa, que tem atuação principalmente no Sul e Cerrado de Minas Gerais, estará perto de acabar, disse Paulino em entrevista à Reuters.

A temporada 2013 ficou dentro das expectativas em termos de volume, algo em torno de 8,4 milhões de sacas, disse ele. No entanto, a qualidade ficou bem aquém da média histórica.

Do café recebido pela cooperativa até 31 de agosto, 57 por cento do total é de boa qualidade, contra 70 por cento da temporada passada e 80 por cento do ano anterior.

"Historicamente, o café de boa qualidade (da cooperativa) representa de 75 a 80 por cento... Choveu espaçado este ano... O problema é chuva forte, o grão mais maduro cai no chão e começa a fermentar, o que está no terreiro fermenta", comentou o presidente da Cooxupé.

Segundo ele, considerando que a colheita já superou 90 por cento do total previsto para a região da Cooxupé, o índice de qualidade não deve melhorar. Ao contrário, pode até piorar.

"Agora (no final da colheita) o pessoal faz a varrição, é o café de pior qualidade... o máximo que pode ficar é igual (ao índice de qualidade atual)", afirmou.

Até o momento, 27 por cento do café recebido pela cooperativa era de média qualidade, e o restante de baixa qualidade, cotado a cerca de 250 reais por saca --30 a 40 reais abaixo do preço pago por saca do produto superior.

Com relação ao volume colhido, já era esperado que ele ficasse 15 por cento abaixo do registrado em 2012, quando o ano foi de alta no ciclo bianual de produtividade dos cafezais de arábica.

A próxima safra (2014), portanto, será a de alta.

PRÓXIMAS SAFRAS

Além de contar com o ano de bianualidade positiva, os produtores da Cooxupé também deverão ver a próxima safra ser beneficiadas pelas mesmas chuvas que afetaram a qualidade da produção em 2013.

"Para a árvore, essas chuvas são positivas. Com as chuvas, melhora o aspecto das lavouras", disse Paulino, esperando para meados de setembro as primeiras floradas da safra 2014.

"Essa chuva agora, com a queda de temperatura, ativa os botões florais... 2014 vai ser boa (a safra), não vai ser supersafra, mas vai ser boa", disse ele, evitando fazer uma estimativa numérica.

Segundo o presidente da Cooxupé, os efeitos dos atuais baixos preços do café no mercado internacional tendem a se refletir principalmente na colheita de 2015.

"Achamos que daqui para frente o produtor vai reduzir os tratos culturais, diante dos preços atuais. Para 2014, a árvore está aí. Os tratos culturais vão influenciar em 2015", disse.

O café arábica no mercado internacional tem registrado sucessivas quedas em 2013, atualmente próximo da menor cotação em quatro anos.

Muitos produtores reclamam que os preços obtidos estão muito próximos ou abaixo dos custos de produção, levando o governo a anunciar um programa na tentativa de sustentar as cotações no mercado.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Governo anuncia R$ 1,05 bilhão para contratos de opções de venda de café
   
  Uma portaria interministerial da Fazenda e da Agricultura, publicada na edição desta sexta, dia 6, no Diário Oficial da União, estabelece os parâmetros para o lançamento dos contratos de opções de venda de três milhões de sacas de 60 quilos de café. A portaria assegura R$ 1,05 bilhão para a compra do produto pelo governo federal, caso os produtores optem pela entrega do café. Isto ocorrerá se, na época do vencimento das opções, em 31 de março do próximo ano, os preços de mercado se mantiverem abaixo do valor de referência de R$ 343 a saca. Segundo a portaria, a unidade média de contrato é de cem sacas de café (seis toneladas). A portaria estabelece que o Ministério da Agricultura poderá estabelecer limite de aquisição de contrato por leilão para cada produtor rural, diretamente ou por meio de suas cooperativas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) irá indenizar as sacarias do café entregue pelos produtores. O diretor do Departamento de Café (Decaf) do Ministério da Agricultura, Jânio Zeferino, afirmou que os leilões de contratos de opções de venda de café devem ser realizados pela Conab até o final deste mês. Ele disse ter definido as normas junto com a área técnica da Conab, mas ainda existe a pendência em relação ao número de leilões que serão realizados para negociar os contratos relativos às três milhões de sacas de café. Zeferino explicou que os ágios e deságios em relação ao valor de referência, de acordo com a qualidade do café entregue pelo produtor, levarão em conta os padrões utilizados pela Conab. O valor de R$ 343 a saca diz respeito ao café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, com até 86 defeitos, peneira 13 acima. No caso da entrega de café arábica tipo 4/5, bebida dura para melhor, com até 36 defeitos, peneira 14 acima, o governo pagará um ágio de 3,34% para R$ 354,46 a saca. Para o arábica tipo 7, bebida dura, peneira 13, com até 160 defeitos, haverá deságio de 3,33% para R$ 331,58 a saca. O arábica tipo 7, bebida riada, peneira 13, com até 160 defeitos, terá deságio de 8,77% para R$ 312 a saca. Já o arábica tipo 7, bebida rio, peneira 13, com até 160 defeitos, terá deságio de 19,65% para R$ 275,60 a saca.
Café bate em nova mínima, mas fecha com estabilidade na ICE

  Os contratos futuros de café arábica encerraram esta quinta-feira na ICE Futures US com estabilidade, depois de experimentarem uma nova mínima de mais de 49 meses, ao romper o suporte anterior de 115,35 centavos. Depois de ultrapassado esse nível não foi observada uma continuidade das liquidações ou acionamentos de stops, o que permitiu ligeiras recompras e o realinhamento de preços para os níveis praticados ao final do pregão de quarta-feira. Apesar desse cenário estável, mais uma vez, o mercado deu sinais de que continua operando a partir de um viés estável, seja de curto, médio ou longo prazo e que os bears (baixistas) têm o controle da situação, buscando novas mínimas tão logo elas sejam necessárias para suas necessidades.

No campo fundamental, o mercado dá poucos sinais de novidade, com especulações sobre a produção do Brasil, a preocupação em algumas regiões brasileiras com a estiagem, já que o momento já se volta para a floração da temporada 2014 e também sobre o plano de apoio divulgado pelo governo brasileiro que, até o momento, ainda não refletiu nas cotações. Segundo o Ministério da Agricultura, os esperados leilões de contratos de opções de venda de café serão realizados pela Companhia Nacional de Abastecimento ainda em setembro. Essas opções têm potencial para retirar do mercado até 3 milhões de sacas. O Ministério indicou que as regras já foram definidas, mas falta a publicação da portaria interministerial que irá regulamentar os procedimentos. Os leilões deverão consumir cerca de um bilhão de reais, caso todos arrematantes dos contratos exerçam a opção de venda na época do vencimento, que será em março do próximo ano. Os recursos para arcar com essa compra do café estariam assegurados no orçamento das Operações Oficiais de Crédito.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição dezembro ficou estável em 116,85 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 117,40 centavos e a mínima de 115,25 centavos, com o março também tendo estabilidade, com 119,85 centavos por libra, com a máxima em 120,25 centavos e a mínima em 118,15 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro teve queda de 18 dólares, com 1.760 dólares por tonelada, com o janeiro tendo retração de 15 dólares, no nível de 1.753 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, as baixas não se sustentaram ao longo do dia, em parte por conta do câmbio brasileiro. Ao contrário do verificado recentemente, quando vendas da maior origem produtora internacional foram estimuladas pelo dólar em alta, nesta quinta a moeda norte-americana apresentou uma retração considerável em relação ao real e isso limitou maiores liquidações. Por sua vez, as commodities tiveram um dia positivo para a maior parte das matérias-primas, assim como para as bolsas internacionais.

"Voltamos a testar uma nova baixa, o que evidencia que o mercado continua nas mãos dos baixistas. Tentamos ao longo de praticamente toda essa semana ter uma ação corretiva, sem sucesso para tocarmos uma resistência mais efetiva. Diante de um contexto em que se leva em conta uma disponibilidade ampla, os compradores continuam totalmente esparsos, o que limita qualquer tentativa de reversão do quadro", disse um trader.

O volume de café robusta exportado pela República de Camarões, entre dezembro de 2012 e julho passado, recuou pela metade na comparação com igual período da temporada passada, de acordo com o Conselho Nacional do Café e Cacau do país. Camarões remeteu ao exterior 12.496 toneladas durante os oito primeiros meses do ciclo 2012/2013, 49,6% abaixo das 24.778 toneladas comercializadas em igual intervalo do ciclo anterior. Em julho, foram exportadas 1.800 toneladas, ante 3.579 toneladas em igual mês de 2012.

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 865 sacas, indo para 2.784.881 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 21.388 lotes, com as opções tendo 1.753 calls e 980 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o dezembro na ICE Futures US tem resistência em 117,40-117,50, 118,00, 118,50, 119,00, 119,25, 119,50, 119,70, 119,90-120,00, 120,50, 121,00, 121,50, 122,00, 122,50, 122,20, 122,50, 122,75, 123,00, 123,50, 124,00, 124,50-124,60, 124,90-125,00, 125,50 e 125,90-126,00 centavos de dólar, com o suporte em 115,25, 115,10-115,00, 114,50, 114,00, 113,50, 113,00, 112,50, 112,00, 111,50, 111,00, 110,50, 110,10-110,00, 109,50 e 109,00 centavos.




Londres tem nova retração, ainda que com manutenção de range

  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quinta-feira com nova retração, mas com a manutenção do range acima dos 1.750 dólares e abaixo do nível psicológico de 1.800 dólares. As ações do dia continuaram centradas em um viés técnico, com o volume de negócios concretizados ficando abaixo da média recente na bolsa britânica.

De acordo com analistas internacionais, o dia não teve novidades. No início da sessão, o novembro chegou a esboçar uma tentativa de alta, ao tocar no nível de 1.781 dólares. No entanto, diante da fraqueza dos arábicas em Nova Iorque e de outras commodities, o que se observou foi uma nova ação vendedora, que fez com que baixas fossem registradas, com a segunda posição tocando a mínima de 1.752 dólares. Nas mínimas, algumas recompras foram detectadas, ainda que modestas.

"Tivemos uma sessão de pouco entusiasmo. Os preços não encontram sustentação para subir ou buscar uma resistência mais efetiva, ao passo que encontramos ordens de compra próximo da resistência de 1.750 dólares. Com isso, continuamos a ter esse quadro de consolidação, dentro de um range relativamente estreito e sem um direcionamento concreto, quando a análise do terminal é feita a partir de um viés técnico", disse um trader.

O novembro teve uma movimentação ao longo do dia de 4,99 mil contratos, contra 1,61 mil do janeiro. O spread entre as posições novembro e janeiro ficou em 7 dólares. No encerramento do dia, o novembro teve queda de 18 dólares, com 1.760 dólares por tonelada, com o janeiro tendo retração de 15 dólares, no nível de 1.753 dólares por tonelada.




Torrefadoras estão aumento o arábica rio e diminuído conilon em suas misturas

  Segundo comentário do mercado , as torrefadoras estão começando a mudar as suas misturas de café, diminuído a quantidade de café robusta e aumentando a de café rio, devido ao diferencial de preços, que está em R$ 30 a saca. O preço de saca de conilon está girando de R$ 235 a R$ 240 e preço da saca de café rio caiu nos últimos 30 dias cerca de R$ 42,00. No começo de agosto o café rio estava sendo comercializado a R$ 255,00 e nesta semana a R$ 213,00. No Espírito Santo o rio está cotado de R$ 205,00 a R$ 210,00. Existe grande quantidade de café tipo rio no mercado devido a grande quantidade de chuva na época da colheita. “ Esta queda de preço do café rio devido a oferta abundante está deprimindo os preços do café de baixa qualidade”, disse um corretor



Minas quer estimular exportação de café processado

  O governo de Minas Gerais diz que é hora de o país buscar uma valorização do café. Isso é bom para o Estado, maior produtor nacional, e para o país, principal produtor e exportador mundiais. Essa é uma bandeira que o governador Antonio Anastasia (PSDB) vai levar adiante na próxima semana, quando Belo Horizonte será palco da Semana Internacional do Café, evento que incluirá a reunião de 50 anos da Organização Internacional do Café. "O país precisa avançar nas exportações de café processado. É um trauma que precisamos reverter", diz Anastasia. O Brasil é o segundo maior consumidor mundial, mas o produto processado de alta qualidade vem de fora, via cápsulas, diz ele. Um dos objetivos do governo de Minas Gerais é investir na qualidade e na certificação do café produzido, mas é importante também que esse produto seja processado internamente. O Estado deverá ter até o próximo ano pelo menos 2.000 propriedades auditadas conforme parâmetros internacionais. O governo mineiro está destinando R$ 100 milhões do Fundo do Café para investimentos que estimulem a produtividade e a qualidade. E o Estado está pronto para elevar o processamento e a agregação de valor no setor. Há negociações bem avançadas entre o governo mineiro e uma das gigantes mundiais do setor para a instalação de uma fábrica em Minas Gerais. O governador não quis informar o nome da empresa. Minas Gerais tem bons motivos para buscar uma solução para esse setor, que atravessa sérias dificuldades. Em 2012, o café representou 9% do PIB do Estado e as receitas com as exportações do setor atingiram US$ 3,8 bilhões, quase metade das obtidas com o agronegócio. A agregação de valor passa por alguns entraves. Primeiro, é preciso romper a barreira dos europeus que dificultam a entrada do produto processado. Segundo, deverá haver uma mudança interna de cultura, uma vez que o país não permite a entrada de café verde, importante na formação do blend exigido pelos consumidores mundiais. Além disso, são necessários um forte canal de distribuição no exterior e a formação de uma marca forte.




Cuba tenta reerguer mais uma vez sua produção cafeeira

  A safra de café de Cuba teve início nesta semana, com as lavouras ainda se recuperando dos prejuízos causados pelo furacão Sandy e com os reflexos de um plano de produção de cerca de 5,6 mil toneladas do grão semi-processado. Segundo cálculos da agência Reuters, a produção cubana do grão em 2012 foi de menos de 4 mil toneladas, o nível mais baixo em mais de um século. A passagem de Sandy pelo leste da ilha, em outubro, arrasou frutos e devastou as árvores que sombreavam as lavouras, fazendo o país retroceder em seus esforços para renovar lavouras. A safra na ilha tem início em setembro e termina em janeiro, mas a maior parte dos grãos são colhidos entre outubro e novembro. "A safra de café começou oficialmente e se espera que cheguemos a 1,5 milhão de latas (2,85 mil toneladas)", indicou a Agência de Informação Nacional, sediada em Santiago de Cuba. O país caribenho reporta sua produção em latas e toneladas. Quinhentas e vinte e cinco latas equivalem a uma tonelada de grão semiprocessado. Santiago de Cuba representa cerca de 50% da produção do país e, se somada com Granma e Guantánamo, chega a 85% do volume de café cubano colocado no mercado. Uma fonte da última província indicou que Guantánamo planeja colher 900 mil latas do grão, ou seja, 1.714 toneladas, ao passo que a imprensa oficial informou que os produtores colheriam 731 toneladas. Na ilha há cerca de 35 mil produtores de café que vendem integralmente o grão para o Estado a preços baixos, sendo que existe ainda um mercado negro. Em troca de sua venda, eles recebem créditos do governo a taxas baixas de juros e algumas ofertas de insumos subvencionados. Analistas locais sustentam que de 10% a 20% da safra anual é desviada, ainda que recentemente o Estado tenha aumentado recentemente os preços que paga aos produtores. As plantações do país, que antes de 1959 produzia uma média de 60 mil toneladas, estão reduzindo seu fluxo produtivo progressivamente. Nos últimos anos, o governo tem priorizado a produção de café como parte de seus intentos de incentivar a produção local de alimentos e, assim, substituir as custosas importações. Como parte de suas medidas econômicas, tem arrendado cafezais abandonados nos últimos anos a centenas de pessoas interessadas em produzir o grão e quase triplicado o preço pago pelo produto. O setor tem planos de produzir 22 mil toneladas de café em 2015 e alcançar entre 28 e 30 mil toneladas ao ano. Esses níveis seriam semelhantes aos da década de 70, porém a meta, até o momento, parece inalcançável.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

SAFRAS ESTIMA COMERCIALIZAÇÃO DO BRASIL 2013/14 EM 32% ATÉ 31/08
    A comercialização da safra de café do Brasil 2013/14
(julho/junho) chegou a 32% até o dia 31 de agosto. O dado faz parte de
levantamento de SAFRAS & Mercado. Os trabalhos seguem atrasados em relação ao
ano passado, quando, em igual período, 35% da safra 2012/13 estava
comercializada. Também há atraso em relação à média dos últimos 5 anos,
que aponta que 39% da produção normalmente já está negociada no período.
    Em relação ao mês de julho, houve avanço de 11 pontos percentuais na
comercialização.
    Com isso, já foram comercializadas 17,18 milhões de sacas de 60 quilos,
tomando-se por base a estimativa de SAFRAS & Mercado, de uma safra 2013/14 de
café brasileira de 52,9 milhões de sacas.
    Segue tabela com levantamento de comercialização da safra 2013/14,
tomando-se por base a estimativa de SAFRAS para a produção, até 31 de agosto:
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BRASIL: EVOLUÇÃO DA COMERCIALIZAÇÃO DE CAFÉ
BASE PRODUTOR -  SAFRA 2013/14
- em milhões de sacas de 60 quilos - até 31 de agosto
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              Produção*  Comercializado   Agosto   Julho    2012   Média 5
Estado                                                               anos
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Minas Gerais    25,80        7,95          31        21       34       41
  - Sul/Oeste   13,00        3,50          27        19       31       41
  -Cerrado       5,00        1,65          33        20       37       40
  -Zona da Mata  7,80        2,80          36        23       37       41
Espírito Santo  15,20        5,70          38        25       37       36
   - arábica     3,20        0,90          28        11       25       28
   - conillon   12,00        4,80          40        29       40       38
São Paulo        4,50        1,00          22        13       31       35
Paraná           1,80        0,38          21        10       41       37
Bahia            2,50        0,70          28        13       35       37
   - arábica     1,70        0,40          24         5       32       36
   - conillon    0,80        0,30          38        30       41       40
Rondônia         1,50        0,90          60        40       61       60
Outros           1,60        0,55          34        25       35       39
   - arábica     0,90        0,25          28        21       33       36
   - conillon    0,70        0,30          43        30       43       42
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ARÁBICA         37,90       10,88          29        18       33       38
CONILLON        15,00        6,30          42        30       43       42
TOTAL           52,90       17,18          32        21       35       39
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Fonte: Corretores e cooperativas
* Projeções: SAFRAS & Mercado
Obs: números parciais sujeitos à retificação
inclui café já entregue e também por entregar
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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Em sessão sonolenta, café tem dia de quedas ligeiras na ICE

Em sessão sonolenta, café tem dia de quedas ligeiras na ICE
   
  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com quedas ligeiras, em mais uma sessão caracterizada por negócios esparsos, cotações dentro de um intervalo estreito e sem maiores novidades no campo fundamental. Com isso, o novembro continua a flutuar numa área ligeiramente acima do nível de baixa de mais de 49 meses, registrado ao longo da semana passada. Os baixistas se mostraram menos efetivos depois de testado esse patamar e isso abriu espaço para algumas correções, no entanto, elas são apenas pontuais e não dão margem para que resistências efetivas sejam testadas.

O mercado continua focado em aspectos meramente técnicos, com diversos fatores que podem ter influência direta nos humores dos negócios já tendo sido claramente precificados. As projeções de vários operadores apontam para uma disponibilidade larga do grão, diante de uma safra considerável do Brasil, da recuperação ao menos parcial dos níveis de produção da Colômbia, além de uma nova injeção de muitos grãos de robustas, vindos, principalmente, do Vietnã e da Indonésia. Diante desse cenário, ainda existem as projeções — até de organismos internacionais, como o Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) — que sustentam que os estoques são altos em várias zonas produtoras e consumidoras mundiais, o que apenas corrobora o sentimento baixista de curto, médio e longo prazo dos mercados. Esse sentimento, assim, consegue minimizar, até com grande tranquilidade, a quebra de safra dos países centro-americanos, que sofrem com um ataque sem precedentes da ferrugem do colmo.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição dezembro teve queda de 35 pontos, com 116,85 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 118,50 centavos e a mínima de 116,65 centavos, com o março apresentando desvalorização de 30 pontos, com 119,85 centavos por libra, com a máxima em 121,45 centavos e a mínima em 119,75 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro teve queda de 7 dólares, com 1.778 dólares por tonelada, com o janeiro tendo retração de 10 dólares, no nível de 1.768 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por uma tranqüilidade nos negócios com o café, sendo que o cenário externo, mais uma vez, não teve uma influência direta no comportamento das cotações. O dólar registrou queda em relação a várias moedas internacionais, incluindo o real brasileiro, ao passo que a maior parte das commodities não conseguiu sustentar o viés positivo e recuou. O petróleo experimentou perda de 1,095 o o ouro recuou 1,49%.

"Não temos novidades fundamentais e isso abre espaço para que os aspectos especulativos ganhem contornos mais consistentes. E nesse cenário a leitura se mantém baixista, seja no curto, no médio ou no longo prazo. Os preços até tentam ser corrigidos, mas não conseguimos buscar resistências mais efetivas, que abririam espaço para alguns stops de compra. O patamar de 118,80 centavos poderia dar esse 'start', mas, como vimos na sessão de hoje, a partir dos 118,50 centavos encontramos uma barreira vendedora efetiva, o que fez com que os ganhos iniciais do dia fossem revertidos com tranqüilidade", disse um trader.

Uganda, maior exportador de café robusta da África, embarcou 3,36 milhões de sacas nos primeiros 11 meses do ano, superando a previsão de 3,2 milhões de sacas para o ano inteiro, indicou a Autoridade de Desenvolvimento de Café de Uganda. O total de embarques para a temporada de 2012/2013, que vai até o final de setembro, pode subir para cerca de 3,4 milhões de sacas.

A colheita de café da safra brasileira 2013/2014 foi indicada em 91% até 29 de agosto. O número faz parte do levantamento semanal de consultoria Safras & Mercado para a evolução da safra. A colheita está atrasada em relação a igual período do ano passado, quando 92% da safra 2012/2013 estava colhida. Em relação à semana passada, houve avanço de 5 pontos percentuais. Tomando por base a estimativa da empresa para a produção de café do Brasil em 2013/2014, de 52,9 milhões de sacas, é apontado que foram colhidas 48,08 milhões de sacas (91%) até 29 de agosto.

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 7.648 sacas, indo para 2.784.016 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 13.559 lotes, com as opções tendo 1.215 calls e 2.017 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o dezembro na ICE Futures US tem resistência em 118,50, 119,00, 119,25, 119,50, 119,70, 119,90-120,00, 120,50, 121,00, 121,50, 122,00, 122,50, 122,20, 122,50, 122,75, 123,00, 123,50, 124,00, 124,50-124,60, 124,90-125,00, 125,50 e 125,90-126,00 centavos de dólar, com o suporte em 116,65, 116,50, 116,20, 116,10-116,00, 115,80, 115,50, 115,35, 115,10-115,00, 114,50, 114,00, 113,50, 113,00, 112,50 e 112,00 centavos.




Londres tem dia de quedas ligeiras e manutenção do intervalo
   
  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quarta-feira com quedas pontuais, em mais uma sessão marcada por pouca volatilidade e pela falta de novidades no campo fundamental. Os players continuam focados em aspectos técnicos e o novembro se limita a flutuar em um range acima dos 1.750 dólares, mas que não flerta com os 1.800 dólares.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por algumas vendas especulativas, depois de o novembro ter operado, ao longo de uma boa parte do pregão, no nível de 1.780, sem, no entanto, tender para cima. A fraqueza técnica de Londres acompanhou o marasmo de Nova Iorque, que teve mais um dia lento e de preços muito próximos da estabilidade.

"O foco das avaliações do campo fundamental estão centradas na 'descarga' da nova safra asiática no mercado. Alguns players em Cingapura relataram que já há cafés da safra nova do Vietnã circulando, ainda que em volumes limitados. Mas é quase um consenso que a expectativa de uma safra menor do país foi por terra e, mais uma vez, os vietnamitas colocarão um montante considerável de grãos nas mesas de comercialização e isso vai pressionar os preços, ainda mais se levarmos em conta que alguns torrefadores podem se sentir estimulados em trocar o robusta pelo arábica, que continua a apresentar um preço limitado", disse um trader.

O novembro teve uma movimentação ao longo do dia de 5,59 mil contratos, contra 2,77 mil do janeiro. O spread entre as posições novembro e janeiro ficou em 10 dólares. No encerramento do dia, o novembro teve queda de 7 dólares, com 1.778 dólares por tonelada, com o janeiro tendo retração de 10 dólares, no nível de 1.768 dólares por tonelada.




Brasil tem maior saída de dólares para meses de agosto em 15 anos
   
  A diferença entre saída e entrada de dólares no Brasil (chamado fluxo cambial) teve o pior resultado para meses de agosto em 15 anos. No mês, saíram do país US$ 5,850 bilhões a mais do que entraram, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (4) pelo Banco Central (BC). É o pior desempenho para o mês de agosto desde 1998, quando debandaram US$ 11,786 bilhões, um recorde histórico. A saída de recursos no mês passado foi 6,5 vezes superior à registrada um ano antes, quando o deficit havia sido de US $ 896 milhões. Também é o pior desempenho mensal deste ano, perdendo para dezembro de 2012, quando o fluxo ficou negativo em US$ 6,755 bilhões. É o terceiro mês seguido em que o resultado do fluxo cambial fica negativo. Desde junho, o país já perdeu US$ 9,933 bilhões, o que reduziu o saldo positivo do ano a US$ 2,238 bilhões. Esse resultado é apenas um décimo do contabilizado no mesmo período do ano passado, quando as sobras de dólares totalizaram US$ 22,989 bilhões. Em agosto, o segmento financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) ficou negativo em US$ 3,992 milhões. O fluxo comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações) também registrou deficit, de US$ 1,858 bilhão.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Café tem dia de ligeiras correções e fecha com ganhos na ICE
   
  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira, primeira sessão da semana devido ao feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos, na segunda-feira, com valorização, em uma sessão caracterizada por um volume modesto de ações comercializadas e com o predomínio das aquisições de caráter comercial.

Mais uma vez, os preços estiveram dentro de um intervalo curto e o novembro conseguiu experimentar algumas correções para cima, depois de tocar as mínimas de mais de quatro anos ao longo da última semana. Essas correções, no entanto, foram apenas pontuais, com a manutenção integral do range. O mercado não demonstra maiores expectativas para uma reversão efetiva para cima das cotações, já que grande parte dos players continua focado em trabalhar com projeções que apontam para uma disponibilidade larga do grão, diante de uma safra considerável do Brasil, da recuperação ao menos parcial dos níveis de produção da Colômbia, além de uma nova injeção de muitos grãos de robustas, vindos, principalmente, do Vietnã e da Indonésia. Diante desse quadro, ainda existem as projeções — até de organismos internacionais, como o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos — que apontam para estoques robustos em várias zonas produtoras e consumidoras mundiais, o que apenas corrobora o sentimento baixista de curto, médio e longo prazo dos mercados. Esse sentimento, assim, consegue minimizar, até com grande tranquilidade, a quebra de safra dos países centro-americanos, que sofrem com um ataque sem precedentes da ferrugem do colmo.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição dezembro teve alta de 120 pontos, com 117,50 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 119,25 centavos e a mínima de 116,20 centavos, com o março apresentando valorização de 125 pontos, com 120,50 centavos por libra, com a máxima em 122,20 centavos e a mínima em 119,20 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição novembro teve alta de 27 dólares, com 1.785 dólares por tonelada, com o janeiro tendo avanço de 22 dólares, no nível de 1.778 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia na bolsa nova-iorquina foi marcado por algumas compras limitadas de especuladores e de algumas coberturas de posições short, após a retomada das baixas mais efetivas registradas ao longo da semana passada. O cenário externo também ajudou nesse quadro, com bons ganhos sendo aferidos em várias commodities e também para as bolsas de valores internacionais.

"Tivemos o dólar em alta ao longo de parte do dia, no entanto, na segunda metade da sessão a moeda perdeu força em relação a algumas divisas internacionais. Entre elas, o real brasileiro, o que deu um suporte ainda mais efetivo para que alguns ganhos pudessem ser proporcionados. O mercado continua no aguardo das opções do Brasil. Esse é um mecanismo que poderá dar algum suporte para os preços, já que, apenas diante do viés técnico, a tendência é aprofundarmos o quadro de baixa já registrado na semana passada", disse um trader.

"Torradores tem mostrado interesse em comprar o 'flat-price', com a queda do terminal, e para o robusta a Liffe é a 'origem' mais interessante – pelo menos até que apareça mais café da safra-nova vietnamita, que alguns dizem já estar colhendo. Com o retorno ao trabalho de quem estava de recesso e a aproximação do outono na Europa e América do Norte, a indústria vai arregaçar as mangas para tapar os buracos dos seus livros de compra, e o 'timing' não é nada ruim com os preços do mercado futuros e o 'basis' a favor deles. Mesmo que a ICE caia mais, por enquanto os 110 centavos por libra (para dezembro) deve ficar intacto. Um fechamento convincente acima de 118,80 cents deve provocar uma cobertura parcial dos fundos e dar uma força para os altistas", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, da Archer Consulting.

O governo brasileiro prevê dar início nesta semana aos leilões de contratos de opção de café. A operação envolverá potencialmente a compra pelo Estado de 3 milhões de sacas, mas o mercado ainda aguarda detalhes do programa. O diretor do Departamento do Café, Janio Zeferino da Silva, do Ministério da Agricultura, sustentou que está tudo pronto na parte operacional e é só questão de dar o 'start'. Ele confirmou a informação de que a Companhia Nacional de Abastecimento deverá publicar, nesta semana, o aviso do leilão de contratos de opções, um procedimento que torna pública as regras da operação.

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 1.195 sacas, indo para 2.791.664 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 17.334 lotes, com as opções tendo 1.023 calls e 1.265 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o dezembro na ICE Futures US tem resistência em 119,25, 119,50, 119,70, 119,90-120,00, 120,50, 121,00, 121,50, 122,00, 122,50, 122,20, 122,50, 122,75, 123,00, 123,50, 124,00, 124,50-124,60, 124,90-125,00, 125,50 e 125,90-126,00 centavos de dólar, com o suporte em 116,20, 116,10-116,00, 115,80, 115,50, 115,35, 115,10-115,00, 114,50, 114,00, 113,50, 113,00, 112,50 e 112,00 centavos.




Londres devolve perdas, mas se mantém dentro de intervalo
   
  Os contratos futuros de café robusta tiveram um dia de recuperação, devolvendo praticamente todas as perdas da sessão passada na Euronext/Liffe. O pregão foi marcado por certa tranquilidade e, assim como na segunda-feira, a posição novembro variou dentro de um intervalo acima dos 1.750 dólares e abaixo do nível psicológico de 1.800 dólares. De acordo com analistas internacionais, as ações do dia foram meramente técnicas, sendo que, ao longo do dia, a segunda posição conseguiu atingir o patamar de 1.793 dólares. Nesse nível, no entanto, algumas realizações e vendas de origens foram notadas, o que fez com que uma relativa desaceleração fosse proporcionada.

"Não tivemos novidades. Com as baixas da segunda-feira, os vendedores ficaram mais reticentes nos patamares de baixa, o que abriu espaço para avançarmos ligeiramente. No entanto, o mercado atual continua preso dentro de um range estabelecido e não parece existir muitas margens para avanços mais consistentes, ainda mais diante da perspectiva da chegada de mais uma grande safra do Vietnã", disse um trader.

O novembro teve uma movimentação ao longo do dia de 7,31 mil contratos, contra 1,76 mil do janeiro. O spread entre as posições novembro e janeiro ficou em 7 dólares. No encerramento do dia, o novembro teve alta de 27 dólares, com 1.785 dólares por tonelada, com o janeiro tendo avanço de 22 dólares, no nível de 1.778 dólares por tonelada.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Café : Dentro de intervalo curto, café tem dia de pequena baixa na ICE

30/08/2013 Café da terra

Os contratos futuros de café arábica encerraram esta quinta-feira com quedas, mantendo integralmente o intervalo informal que vem sendo trabalhado ao longo dos últimos dias na bolsa norte-americana.
Ao longo da manhã, algumas baixas mais incisivas chegaram a ser ensaiadas, sem, contudo, ameaçarem suportes mais consistentes. Mesmo assim, os preços permanecem próximos dos níveis de baixa de mais de quatro anos e não encontram uma sustentação mais significativa no lado comprador que dê expectativa quanto a ganhos mais proeminentes.
O “mercado climático”, que chegou a garantir duas ligeiras elevações recentes para as cotações, não trouxe maiores conseqüências efetivas. Desde o final de semana, o Brasil registra temperaturas baixas, no entanto, as geadas, mais uma vez, foram descartadas e, desse modo, nem um reflexo mais efetivo nas bolsas cafeeiras chegou a ser registrado.
Segundo a empresa Somar Meteorologia, o cinturão cafeeiro brasileiro passará, a partir desta sexta-feira, a contar com uma nova onde de calor, que deve predominar durante o fim de semana. Mas como uma massa de ar polar avança na semana que vem, a temperatura volta a cair na região a partir do dia 04 de setembro. Independentemente dessa nova massa, as empresas especializadas voltam a indicar que as geadas nesta temporada estão praticamente descartadas e, diante disso, a partir de agora, os produtores brasileiros, que estão em fase final de colheita, passam a se preocupar com a ocorrência de chuvas, que seriam importantes para garantir a floração para a próxima safra.
No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição dezembro teve queda de 80 pontos, com 117,65 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 118,80 centavos e a mínima de 116,80 centavos, com o dezembro apresentando desvalorização de 70 pontos, com 120,60 centavos por libra, com a máxima em 121,60 centavos e a mínima em 119,70 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro teve queda de 4 dólares, com 1.730 dólares por tonelada, com o novembro tendo perda de 1 dólar, no nível de 1.764 dólares por tonelada.
De acordo com analistas internacionais, o dia na bolsa nova-iorquina foi marcado pela calma e por oscilações precárias, com o dezembro operando dentro de um range de apenas 200 pontos. Mais uma vez, a questão cambial foi bastante discutida entre os players.
No Brasil, o dólar apresentou uma expressiva alta de mais de 1% em relação ao real local e abriu perspectivas para que alguns participantes dessa origem ofertassem mais significativamente. No mercado externo, algumas notícias favoráveis sobre a economia dos Estados Unidos fizeram bolsas e dólar subir, mas o temor de que o plano de contenção de crise pode ser afrouxado no país aumentou a pressão sobre várias commodities, como petróleo, vários grãos, assim como cacau, café e algodão.
“Foi mais uma sessão marcada por pequena volatilidade. Continuamos a ter preços presos em um intervalo ligeiramente acima das mínimas de 49 meses, que foram testadas recentemente e não parece haver uma motivação para uma mudança de direcionamento, ao menos no curtíssimo prazo. No entanto, a leitura gráfica continua a direcionar os preços para um viés baixista, seja no curto, médio e longo prazo, além de termos a pressão fundamental de uma disponibilidade considerável do grão”, disse um trader.
As exportações de café robusta de Uganda nos dez primeiros meses do ano safra iniciado em 01 de outubro de 2012 cresceram 31% frente ao mesmo período de 2011/2012, segundo a Autoridade para o Desenvolvimento de Café. Em relatório divulgado pela entidade há indicação de que foram embarcadas ao exterior 3,03 milhões de sacas entre outubro de 2012 e julho deste ano, ante 2,31 milhões de sacas nos dez primeiros meses da temporada anterior. Conforme a entidade, as exportações de café robusta registraram alta de 35% no período, para 2,33 milhões de sacas, assim que mais cafezais renovados entraram em produção. Já as remessas de arábica cresceram 8,8%, indo para 700 mil sacas.
As exportações brasileiras no mês de agosto, mais especificamente até o dia 27, totalizaram 1.481.334 sacas de café, alta de 20,61% em relação às 1.228.159 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).
Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 2.710 sacas, indo para 2.803.385 sacas.
O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 13.108 lotes, com as opções tendo 884 calls e 1.157 puts — floor mais eletrônico.
Tecnicamente, o dezembro na ICE Futures US tem resistência em 118,80, 118,95-119,00, 119,50, 119,70, 119,90-120,00, 120,50, 121,00, 121,50, 122,00, 122,50, 122,20, 122,50, 122,75, 123,00, 123,50, 124,00, 124,50-124,60, 124,90-125,00, 125,50 e 125,90-126,00 centavos de dólar, com o suporte em 116,80, 116,65-116,60, 116,50, 116,35, 116,00, 115,80, 115,50, 115,35, 115,10-115,00, 114,50, 114,00, 113,50, 113,00, 112,50 e 112,00 centavos.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013



Em sessão de pouca movimentação, café se mantém estável na ICE

  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira com estabilidade, em uma sessão tranqüila, de pouca movimentação e sem maiores emoções. Os preços apresentaram pequena estabilidade, com a posição dezembro variando dentro de um range estreito de apenas 165 pontos. A quinta-feira marcou o início da notificação do contrato de setembro na bolsa norte-americana e, com o fim das rolagens remanescentes, o que se observou foi uma calma ainda mais efetiva nos negócios com café. Depois de quedas sucessivas, motivadas por fatores técnicos e também por pressão do câmbio brasileiro, o pregão do dia foi caracterizado pelo viés consolidativo, com os preços chegando a flertar com as mínimas de mais de quatro anos, mas com as ações de liquidação não tendo continuidade. Os arábicas em Nova Iorque conseguiram se manter alheios ao quadro dos robustas em Londres que tiveram mais um dia de perdas incisivas, com o contrato de maior liquidez batendo nos menores patamares em quase dois meses. Esse tipo de grão passa a ser pressionado mais fortemente, ante uma possível mudança no quadro de demanda, já que algumas torrefações passaram a sentir estimuladas a apostar nos arábicas, que voltaram a experimentar preços bastante limitados. Tecnicamente, o mercado continua a ter uma tendência baixista de curto e longo prazos. No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição dezembro teve queda de 10 pontos, com 117,05 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 118,00 centavos e a mínima de 116,35 centavos, com o dezembro tendo desvalorização de 10 pontos, com 120,00 centavos por libra, com a máxima em 120,85 centavos e a mínima em 119,35 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição setembro teve queda de 46 dólares, com 1.781 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 36 dólares, no nível de 1.793 dólares por tonelada. De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado pelo quadro estável na bolsa nova-iorquina, que buscou "administrar posições", principalmente após as fortes perdas empreendidas ao longo dos últimos dias, que fizeram com que o dezembro oscilasse de um nível próximo dos 125,00 centavos para próximo dos 116,00 centavos, sem praticamente nenhuma contrapartida por parte dos compradores. O câmbio brasileiro deu um alívio nesta quinta-feira. O real teve uma sessão de avanços consideráveis em relação à moeda norte-americana, o que freou o ímpeto vendedor de alguns players da maior origem produtora mundial. "Tivemos um pregão de maior controle sobre os preços, com volatilidade baixa. Isso era esperado, já que encerramos a fase de rolagens de posição. Agora voltamos a nos deparar com o quadro técnico, que se mantém negativo, principalmente ante uma disponibilidade que se mostra ampla. Na quarta-feira, a INTL FCStone Inc. apresentou uma previsão de que o Brasil colherá 60 milhões de sacas em 2014 e isso só traz mais leituras negativas ao mercado. O que causa estranhamento é uma empresa conseguir avaliar uma safra antes mesmo da ocorrência das floradas, já que as lavouras brasileiras ainda nem sequer encerraram o processo de colheita. É algo por demais antecipado e que só colabora para piorar ainda mais um quadro que só desfavorece o lado mais fraco da corda, que é o do produtor", disse um trader. Os preços do café arábica devem se manter pressionados no mercado internacional, de acordo com relatório divulgado pelo banco holandês Rabobank. Entre os motivos para esse quadro negativo estão a entrada da safra brasileira no mercado e a concorrência com o robusta, com possível aceleração das vendas do Vietnã, maior produto mundial da variedade. O banco destacou que, mesmo com a preocupação relacionada às geadas ocorridas no Brasil no final de julho, os preços seguiram tendência de baixa. De abril ao início de agosto, o primeiro vencimento na bolsa de Nova York sofreu desvalorização de 9%. O banco avaliou que o pano de fundo para essa desvalorização continuou a ser o aumento da safra colombiana juntamente com a expectativa de safra brasileira acima do esperado em um ano de baixa. Isso tem compensado as preocupações quanto aos efeitos da ferrugem do colmo na produção da América Central. As seguidas desvalorizações do real também pressionam as cotações. As exportações brasileiras no mês de agosto, até o dia 21, totalizaram 1.051.529 sacas de café, alta de 20,91% em relação às 869.659 sacas embarcadas no mesmo período do mês anterior, de acordo com informações do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 275 sacas, indo para 2.793.581 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 14.419 lotes, com as opções tendo 3.121 calls e 1.320 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o dezembro na ICE Futures US tem resistência em 118,00, 118,50, 119,00, 119,50, 119,70, 119,90-120,00, 120,50, 121,00, 121,50, 122,00, 122,50, 122,20, 122,50, 122,75, 123,00, 123,50, 124,00, 124,50-124,60, 124,90-125,00, 125,50 e 125,90-126,00 centavos de dólar, com o suporte em 116,35, 116,00, 115,80, 115,50, 115,35, 115,10-115,00, 114,50, 114,00, 113,50, 113,00, 112,50 e 112,00 centavos.


Origens ativas fazem Londres bater na mínima de quase dois meses

  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quinta-feira com quedas consideráveis, ampliando ainda mais as perdas já registradas ao longo de toda a semana. A posição novembro fechou o dia abaixo do nível psicológico de 1.800 dólares, no menor patamar de preços desde 28 de junho. O volume negociado surpreendeu e foi maior que a média recente da bolsa londrina. De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por vendas especulativas, que seguiram a tendência dos últimos pregões na bolsa britânica. Esses analistas ressaltaram que as ofertas de origens, notadamente do Vietnã, se mostram ativas e vão minando os ganhos que foram constituídos ao longo das últimas semanas. O país indo-asiático se prepara para a chegada de sua nova safra, cujo início oficial será em 01 de outubro, e, diante de estoques consideráveis, construídos depois de uma política de vendas regradas, ao longo dos últimos tempos, em busca de preços mais efetivos, o que se observa são liquidações, visando "abrir espaço" nos armazéns para os cafés novos. "Já havia essa perspectiva de que, mais cedo ou mais tarde, haveria uma abertura para as vendas de origens. Isso vem se somando a uma demanda apenas modesta para os robustas, já que alguns torrefadores se sentem confortáveis em substituir essa variedade por grãos arábicas, cujo preço vem em queda na bolsa de Nova Iorque", disse um trader. O setembro teve uma movimentação ao longo do dia de 5,18 mil contratos, contra 13,7 mil do novembro. O spread entre as posições setembro e novembro ficou em 12 dólares. No encerramento do dia, o setembro teve queda de 46 dólares, com 1.781 dólares por tonelada, com o novembro tendo desvalorização de 36 dólares, no nível de 1.793 dólares por tonelada.


Indicador de arábica Cepea/Esalq fica em R$ 283,68

  No mercado doméstico, a saca do café arábica nesta quinta feira, 22 de agosto , fechou em R$ 283,68, queda de 0,13%, segundo o indicador Cepea/Esalq . No mês o acumulado está em queda de 0,72%, em dólar ficou a US$ 116,36. No ano de 2013, a queda para o indicador de arábica foi de 14,79%


Indicador de conilon Cepea/Esalq fica em R$ 258,25

  No mercado interno, a saca do conillon nesta quinta feira, dia 22 de agiosto, ficou em R$ 258,25, alta de 1,18%, segundo o Cepea/Esalq. O acumulando do mês está com alta de 1,91%, em dólar ficou a US$ 105,93. No ano de 2013, o indicador do conilon apresentou queda de 0,17%.
Indicador da Agnocafé do arábica fica em R$ 297,00

  O indicador arábica da Agnocafé para o café nesta quinta feira, 22 de agosto fica em R$ 297,00, queda de 0,33% . No acumulado do mês tem alta de 1,94%. Em dólar ficou em US$ 122,12


Cepea: Receita exportadora inicia temporada em queda

  A forte queda no preço médio do grão (FOB) de café verde – arábica e robusta – fez com que as exportações do produto iniciassem a temporada 2013/14 com receita em dólar abaixo da observada no começo da safra 2012/13 (julho/12). Já o volume embarcado em julho ficou praticamente estável frente a julho/12. De acordo com dados da Secretária de Comércio Exterior (Secex), o preço médio (FOB) do grão verde no último mês foi de US$ 153,15/saca de 60 kg, queda de 25,8% frente ao de julho/12. Este é o menor valor em dólar desde junho/10, quando a saca exportada teve média de US$ 151,49. Segundo pesquisadores do Cepea, apesar dos recuos no preço FOB nos últimos meses, o valor médio do café no mercado interno registrou pequeno aumento de junho/13 para julho/13, após nove meses de quedas consecutivas, mas ainda está bem abaixo dos patamares observados em julho/12. O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto em São Paulo, teve média de R$ 287,57/saca em julho, ligeira alta de 0,65% frente à de junho/13 (R$ 285,71/saca), mas forte queda de 29,5% frente a julho/12 (R$ 408,06/saca). (Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br)


Exportações de café da Índia cai 4,1%

  As exportações de café da Índia deve aumentar a partir de setembro, como compradores da América do Norte, Japão e Europa Oriental iniciando os embarques este ano podendo ser igual as vendas do ano anteriro. As exportações caíram 4,1%, para 217.492 toneladas( 3,625 milhões de sacs) nos sete meses até julho. Exportações incluído 116.732 toneladas de robusta e 43.206 toneladas de arabica. "Pode haver um pequeno aumento nas exportações nos próximos três meses, porque a força do dólar permitirá que os exportadores para oferecer um bom preço para os compradores", disse um exportador. "Para todo o ano, as exportações vão ser plana." Rúpia da Índia caiu para um recorde hoje, depois de alguns minutos de uma reunião da Reserva Federal dos EUA mostrou que o banco central está ficando mais perto de reduzir estímulo que tem alimentado a demanda por ativos de mercados emergentes. A moeda caiu 16 por cento nos últimos seis meses, beneficiando as exportações.


Produção de café na Índia deve cair devido aumento de pragas

  A Índia, terceiro maior exportador de café da Ásia, pode não ter uma safra recorde no próximo ano, após as maiores chuvas de monção em quase duas décadas que danificou os grãos e um provável aumento de ataques de pragas. Produção podem totalizar cerca de 317 mil toneladas( 5,280 milhões de sacasa) na próxima temporada, 30.000 toneladas( 500 mil sacas) a menos do que a alta de todos os tempos de 347 mil toneladas( 5,780 mihões de sacas) previstas pelo Conselho de café da Índia em julho, disse Anil Kumar Bhandari, um membro da agência estatal. A colheita foi 318,2 mil toneladas( 5,3 mihões de sacas) no ano, que começou em 1 de outubro de 2012. Oferta reduzida da Índia, onde robusta responde por 70 por cento da produção, podem ajudar a conter a queda dos preços. A produção global incluindo arabica variedade irá exceder a demanda por quarto ano consecutivo e os estoques vão subir até o mais alto desde 2009, estima o Departamento de Agricultura dos EUA. "Caiu muita cereja por causa do excesso de chuvas", disse Bhandari disse por telefone a partir de Bangalore ontem. "Houve pesados ataques de pragas da broca branca do cafeeiro arábica na safra. A haste de broca branca tem sido há três ou quatro anos, e a cada ano, cerca de 5 por cento da colheita é destruída. " As principais áreas de cultivo em Karnataka, que produz cerca de 70 por cento da produção da Índia, recebeu tanto quanto 29 por cento mais chuvas de monções entre 1 de Junho e 20 de agosto, de acordo com o Departamento Meteorológico da Índia. Chuvas nos dois primeiros meses da temporada de monções de julho a setembro, a principal fonte de irrigação para 235 milhões de agricultores da Índia, foi o mais alto desde 1994, segundo o departamento. "Em primeiro lugar, em abril, as chuvas falhou miseravelmente e altas temperaturas afetaram a safra", disse Nishant Gurjer, presidente da Associação dos Plantadores de Karnataka. "De junho em diante, temos recebido mais chuvas do que nos últimos 20 anos."


Pouco risco para quedas mais acentuadas do preço do café arábica, diz Rabobank

  O banco holandês Rabobank afirma que é limitado o espaço para quedas ainda mais acentuadas dos preços internacionais do café arábica. Em seu boletim trimestral sobre expectativas de cotações de commodities agrícolas para o terceiro trimestre do ano, o banco estima que um risco para o recuo mais acentuado das cotações do grão seria uma desvalorização mais pronunciada do real frente ao dólar e uma revisão para cima da safra 2013/14 na Indonésia. O país asiático é o terceiro maior produtor mundial de café robusta e tem sua safra sendo impactada por pesadas chuvas. O boletim do Rabobank também diz que uma possível aceleração das vendas de robusta no Vietnã, o maior produtor mundial desta espécie de café, também poderá impactar o mercado, já que produtores provavelmente ainda carregam estoques da safra 2012/13. Outro ponto de atenção, diz o Rabobank, é sobre a redução líquida da posição vendida dos fundos, que em duas semanas caiu de 21,5 mil contratos para apenas 13 mil. Isso indica que revisões para cima da previsão de oferta de café podem desencadear um movimento acelerado de vendas e intensificar possíveis quedas. O relatório do banco diz ainda que a pressão sobre os preços do café arábica podem ser minimizadas pelo lançamento dos contratos de opções de venda (ao governo) de 3 milhões de sacas de café, ao valor de R$ 343 por saca. A medida foi anunciada oficialmente no início deste mês pela presidente Dilma Rousseff, mas os detalhes dos leilões ainda não foram divulgados. CNC


Protestos na Colômbia bloqueiam dezenas de rodovias

  O quarto dia do protesto nacional agrário na Colômbia terminou sem acordo entre os representantes do governo e os líderes da manifestação, que bloqueia ao menos 30 rodovias de 11 departamentos colombianos. Autoridades e manifestantes trocam acusações sobre atos violentos. O movimento acusa o Estado de repressão violenta aos protestos e os ativistas são acusados de bloqueios indevidos e atos de vandalismo. Os ministros do Interior, Fernando Carrillo, e da Agricultura, Francisco Estupiñán, que participaram hoje (22) da reunião com líderes do movimento de protesto, informaram que não dialogarão sobre as reivindicações, enquanto houver bloqueios indevidos de manifestantes. Hoje (22) algumas universidades em Bogotá aderiram às manifestações em apoio aos camponeses que pedem melhores condições no campo. Houve confrontos com a polícia e depredações. Os departamentos Nariño e Boyacá são os mais afetados pelos bloqueios. Boa parte dos alimentos que chegam à capital colombiana é proveniente de Boyacá. O desabastecimento de alimentos, remédios e combustível já é sentido em algumas regiões e em áreas de Bogotá. Os caminhoneiros também fazem parte da mobilização, assim como mineiros, cafeicultores, arrozeiros e indígenas. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha na Colômbia informou que registra dificuldades de deslocamento e atendimentos de missões médicas. Entre segunda-feira (19) e ontem (21), foram registrados 12 casos de ameaças ou bloqueio a passagem de veículos da entidade. “A Cruz Vermelha Colombiana tem estado em contato com as autoridades e os líderes das mobilizações para difundir o direito de trânsito das ambulâncias e para permitir que os serviços médicos desempenhem suas funções”, informa o comunicado da Cruz Vermelha. Segundo os líderes do protesto, iniciado na segunda-feira, a manifestação tem como objetivo “rejeitar as políticas neoliberais adotadas pelo governo, bem como privatizações e entrega de recursos naturais a empresas multinacionais”. Os pequenos agricultores pedem o direito à propriedade agrícola, melhoria das condições do campo e acesso a melhores serviços de saúde e água potável. Os mineiros e caminhoneiros reivindicam melhoria salarial e redução de custos de transporte. O desenvolvimento rural faz parte da agenda de negociação pelo fim do conflito armado entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Um acordo sobre o tema já foi fechado em Cuba, mas as negociações ainda não resultaram em benefícios para o campo. A execução dos acordos fechados em Cuba será feita após o término dos diálogos. De acordo, com números oficiais, cerca de 100 manifestantes foram presos e 50 ficaram feridos. Os ativistas, no entanto, dizem o número de prisões e de pessoas feridas é maior que o anunciado pelas autoridades. Líderes do protesto acusam a polícia de agir com violência “excessiva e indiscriminada” para conter as manifestações.


BC lança plano de intervenção diária no câmbio até dezembro de U$60 bi

  O Banco Central decidiu nesta quinta-feira intervir diariamente no mercado de câmbio, com a injeção potencial de 60 bilhões de dólares no mercado até o fim do ano, em meio à disparada da cotação da moeda norte-americana, na maior intervenção deste tipo desde o auge da crise internacional em 2008. O objetivo, segundo o BC, é "prover hedge cambial aos agentes econômicos e liquidez ao mercado de câmbio". A alta do dólar, que chega a 21,51 por cento desde maio, tem causado preocupação em relação à inflação e ao endividamento das empresas brasileiras. De acordo com a autoridade monetária, de segunda a quinta-feiras, até o fim do ano, serão ofertados 500 milhões de dólares em leilões diários de swap cambial tradicional --equivalente a venda futura de dólares. Já às sextas-feiras serão realizados leilões de linha -- venda de dólar no mercado à vista com compromisso de recompra-- de até 1 bilhão de dólares. "Isso mostra a firme determinação da autoridade monetária a não deixar que esse câmbio saia do lugar", afirmou o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito. Nesta semana, a moeda norte-americana chegou a romper o patamar de 2,45 reais, o maior patamar desde 9 dezembro de 2008. O BC informou ainda que, caso seja necessário, serão aportados mais recursos além do inicialmente previsto nessas operações. De janeiro até agora, as intervenções do BC já somam 45 bilhões de dólares, segundo informação atualizada da assessoria do BC. "Se julgar apropriado, o Banco Central do Brasil realizará operações adicionais", informou o BC em nota. A medida foi bem recebida por economistas do mercado financeiro, que destacaram que o programa reduzirá a volatilidade no mercado, mas sustentaram que o viés do dólar é de alta em relação ao real. O dólar tem subido em relação ao real por conta da expectativa de que o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, irá diminuir em breve seu programa de compras mensais de 85 bilhões de dólares em títulos, que tem garantido alta liquidez internacionalmente. Apesar de não ser a única moeda a sofrer, o real tem se desvalorizado mais do que moedas de outros países com perfil semelhante ao brasileiro, por conta das preocupações com a política econômica. A alta do dólar tem causado apreensão em relação aos efeitos na inflação, em um momento em que a Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses flerta com o teto da banda de tolerância da meta de inflação do governo. A meta é de 4,5 por cento ao ano, com intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima e para baixo. Por conta da elevação dos preços no mercado interno, o BC iniciou em abril um novo ciclo de aperto monetário, elevando a taxa básica de juros de 7,25 por cento na ocasião para 8,5 por cento. Na próxima semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) irá se reunir novamente, e a expectativa é que os juros subam para 9 por cento ao ano. A alta do dólar tem levado os agentes econômicos a elevar suas estimativas para a taxa Selic no fim do ano. Para o economista-chefe do INVX Global, Eduardo Velho, o plano de intervenção no mercado de câmbio anunciado nesta quinta-feira mostra que o BC não quer utilizar a política monetária, elevando a taxa básica de juros, para conter a valorização do dólar no Brasil. "O BC sinaliza com essa ação que ele não vai dar um choque monetário. Ele vai usar a política cambial para cobrir essa demanda", disse Velho. O BC já vinha atuando seguidamente no mercado de câmbio, principalmente com a oferta de swap cambial, para tentar conter a volatilidade da moeda. Nas últimas 16 sessões, o BC interveio em nove. Mas desde outubro de 2008, o BC não adotava um programa de intervenção cambial sistemático e tão grande. Na ocasião, auge da crise internacional, o BC fez um programa de injeção de 50 bilhões de dólares no mercado. Reuters


Dólar fecha em queda um dia após alcançar maior valor desde 2008

  O dólar fechou em queda nesta quinta-feira (22), após um dia de instabilidade, com redução das expectativas de que medidas cambiais sejam anunciadas pelo governo e com mais intervenções do Banco Central. A moeda norte-americana teve desvalorização de 0,78%, a R$ 2,432. Na mínima do dia, a divisa norte-americana chegou a R$ 2,4196. Na semana, o dólar subiu 1,5% e no mês, 6,55%. No ano a alta é de 18,94%. Na quarta, a moeda subiu 2,39%, para R$ 2,4512 – maior cotação desde 9 de dezembro de 2008, quando encerrou o pregão a R$ 2,473, no auge da crise internacional. "O mercado está sensível. A gente não sabe o que o governo vai fazer com o câmbio. E aí acho que passado o susto dessa expectativa de medidas, o dólar reduziu um pouco a queda", afirmou o operador de câmbio da Renascença, José Carlos Amado. Apesar do alívio, operadores continuavam afirmando que o cenário para o câmbio ainda é de tensão, por isso a forte expectativa sobre atuações do BC. "O mercado está bastante instável... É um dia meio nervoso, parece que estamos num jogo de gato e rato", afirmou o superintendente de câmbio da Intercam, Jaime Ferreira, mais cedo. Nesta quinta-feira, o BC realizou leilão de linha de dólares, vendendo o segundo lote com taxa de recompra de R$ 2,568759 em 1º de abril de 2014. Já a primeira etapa, cuja data de recompra era em 1º de novembro deste ano, não teve venda, informou a assessoria de imprensa da autoridade monetária. A assessoria não informou o montante dos lotes do leilão de venda de dólares com compromisso de recompra, nem quanto foi vendido na segunda etapa da venda. A autoridade monetária também fez um leilão de swap cambial tradicional --equivalentes a venda futura de dólares--, vendendo todos os 20 mil os contratos que servem para rolar os papeis que vencem no início de setembro. O lote total que está vencendo e de 100.800 contratos e, agora, faltam apenas 800 deles para serem rolados. O real tem sofrido mais o impacto dos sinais de mudança da política monetária dos Estados Unidos, sobretudo com a pressão vinda do mercado futuro, como mostrou o resultado do fluxo cambial da semana passada. O investidores estão desconfiados com a política econômica do país. O Bank of America Merrill Lynch revisou a previsão de alta da moeda norte-americana em relação ao real, acreditando que o dólar deve se equilibrar agora em R$ 2,40 no quarto trimestre deste ano, acima da previsão anterior de R$ 2,20. "Acreditamos que o real está levemente subvalorizado após a recente forte depreciação. Mas o preço no curto prazo será determinado pelas taxas de juros globais, pela intervenção do Banco Central e a demanda por hedge de empresas", informou o banco.


Valor da produção agropecuária do país alcançará R$ 422,7 bi em 2013

  O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária do país deverá somar R$ 422,7 bilhões em 2013, conforme nova estimada divulgada nesta quarta-feira pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Se confirmado, o montante será 8,1% superior ao do ano passado e representará um novo recorde histórico. Apesar de uma flagrante queda das cotações nos últimos meses, a soja tende a liderar o crescimento do setor, conforme a entidade. O VBP do grão foi ajustado para R$ 82,3 bilhões, 19,2% mais que no ano passado. Em grande medida, esse forte incremento reflete a recuperação da produção nacional na safra 2012/13 após a forte quebra na região Sul em 2011/12, provocada por uma severa estiagem. Se o cenário traçado for confirmado, a oleaginosa representará 32,3% do VBP da agricultura em geral em 2013, projetado em R$ 254,9 bilhões — 7,5% mais que em 2012. A própria CNA lembra que a valorização do dólar em relação ao real tem compensando as baixas dos preços da soja e de outras commodities agrícolas importantes para o país, como milho e café. Para a pecuária, a entidade passou a estimar um VBP total de R$ 167,8 bilhões, 9% mais que no ano passado. A CNA destacou a participação da avicultura nesse total. O faturamento bruto do segmento deverá chegar a R$ 52,4 bilhões, um aumento de 23,6% na comparação com 2012