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quarta-feira, 13 de março de 2013


Ainda dentro do intervalo, café tem terceira queda seguida na ICE
   
  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quarta-feira com a terceira queda consecutiva, ainda que os preços tenham conseguido se manter dentro do atual intervalo trabalhado na bolsa norte-americana. A sessão foi efetivamente mais movimentada que as observadas ao longo dos últimos dias.

A posição maio não chegou a testar ao longo do dia o nível de 140,00 centavos, no entanto, se aproximou consideravelmente desse suporte. Mais uma vez, as ações na bolsa estiveram voltadas para vendas especulativas, com a mínima tocando os 140,10 centavos por libra. Os compradores, por sua vez, continuam a se mostrar consideravelmente reticentes e não conseguem dar um impulso mínimo aos preços. A cada sessão a primeira resistência básica na bolsa nova-iorquina, no nível de 150,00 centavos, se mostra cada vez mais distante, sem a perspectiva de que possa ser buscado.

Fundamentalmente, o mercado não tem novidades mais significativas, sendo que os baixistas continuam a destacar a forte safra do Brasil como um fator de pressão, ao passo que os altistas temem que a infestação de ferrugem do colmo poderá derribar consideravelmente a produção em nações centro-americanas.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição maio teve queda de 175 pontos, com 140,60 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 144,25 centavos e a mínima de 140,10 centavos, com o julho tendo retração de 175 pontos, com 143,25 centavos por libra, com a máxima em 146,85 centavos e a mínima em 142,75 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio teve queda de 3 dólares, com 2.203 dólares por tonelada, com o julho tendo retração de 1 dólar, no nível de 2.207 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado pela pressão nos macromercados, puxados para baixo por algumas notícias menos animadoras em países europeus e nos Estados Unidos. Com isso, o dólar registrou valorização em relação a uma cesta de moedas internacionais, o que pressionou também segmentos de risco, como as commodities. O café, desse modo, seguiu essa esteira negativa e ampliou as perdas na bolsa nova-iorquina.

"Apesar das retrações, ainda estamos dentro daquele range estreito, entre 140,00 e 145,00 centavos por libra, que foi construído recentemente. Chegamos a tocar nos 140,10 centavos ao longo desta quarta-feira, mas nesse patamar de mínima tivemos algumas recompras ligeiras, o que, ao menos, permitiu conter o avanço dos vendedores. Caso o suporte fosse rompido, a possibilidade de acionamentos de stops de venda era efetiva e, com isso, a busca de novos níveis de baixa", disse um trader.

As exportações brasileiras de café de março, até o último dia 12, somaram 304.191 sacas, contra 522.508 sacas do mesmo período de fevereiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 1.450 sacas, indo para 2.725.842 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 23.565 lotes, com as opções tendo 4.565 calls e 3.239 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência em 144,25, 144,50, 144,85, 144,90-145,00, 145,50, 146,00, 146,50, 147,00, 147,50, 148,00, 148,50, 149,00, 149,50 e 149,90-150,00 com o suporte em 140,85, 140,65, 140,50, 140,10-140,00, 139,50, 139,30, 139,00, 138,50, 138,00, 137,50, 137,00, 136,55-136,50, 136,00, 135,50, 135,10-135,00 e 134,50 centavos por libra.




Londres fecha próximo da estabilidade e acima do nível de US$ 2.200
   
  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta quarta-feira próximos da estabilidade, em uma sessão em que os preços variaram acima e abaixo do nível psicológico de 2.200 dólares, dentro de um padrão que vem sendo observado há vários pregões na bolsa londrina.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por pressões em determinados momentos em busca de fazer com que a posição maio voltasse a se posicionar abaixo do nível psicológico. A mínima da sessão atingiu a marca de 2.186 dólares. Nesse nível, no entanto, algumas recompras foram executadas e o fechamento se deu apenas com perdas mínimas para a primeira posição.

"As ações foram de tentativa de rompimento do suporte, mas o mercado continua consistente. Se hoje não avançamos como ao longo das últimas sessões, ao menos conseguimos manter os intervalos, o que é bastante relevante. Os robustas continuam a ter um mercado favorável", disse um trader.

O maio teve uma movimentação ao longo do dia de 9,72 mil contratos, contra 4,98 mil do junho. O spread entre as posições maio e junho ficou em 4 dólares. No encerramento do dia, o maio teve queda de 3 dólares, com 2.203 dólares por tonelada, com o julho tendo retração de 1 dólar, no nível de 2.207 dólares por tonelada.




Safra brasileira de 2013/14 continua pressionando o mercado de café
   
  Os contratos futuros caíram novamente hoje como a ameaça de grandes ofertas do Brasil, nesta safra de cilco baixo. Brasil tem café para vender, mas a produção em outros países é mais problemática. Preços de Londres mantiveram estáveis.

Os cafezais no Vietnã precisam de chuva, mas não foram ficando muito se houver, e não há alívio à vista. Os produtores dizem que lá as perdas poderiam ser de 25% da produção do ano passado, e oferece a partir daí começaram a se movimentar para baixo em volume. Idéias de fontes grandes, principalmente do Brasil, manter a venda vivo.

Relatos de ferrugem da América Central e os cortes de produção que ainda estão na imprensa, e a ferrugem agora é relatado no Peru. América Central pode perder pelo menos 20% do total da safra deste ano. Perdas ano seguinte poderia ser 30% ou mais da cultura.

Desenvolvimento da cultura atual é ainda este ano bom no Brasil, e as áreas de produção estão ficando tempo mais seco para a cultura em desenvolvimento, embora existam alguns aguaceiros ao redor. Existe alguma conversa o tempo seco podem provocar tensão árvores. Idéias de produção permanecem grande lá.

Produtores Vietnã lá falar sobre o potencial de perdas de safra de 25% devido à seca prolongada no Planalto Central. Culturas da América Central são em sua maioria colhidas.

Colômbia é relatado para ter boas condições, mas alguns falam agora de menos do que a produção esperada.

Os estoques certificados são maiores hoje e são cerca de 2,724 milhões de sacas. O preço composto da OIC é agora 134,49 ct / lb.

Brasil deve obter a maioria tempo seco. Temperaturas, em média, perto acima do normal. Colômbia deve receber chuvas esparsas, e América Central e México deve obter condições principalmente secos. As temperaturas devem média perto acima do normal. ICE disse que cinco contratos foram entregues hoje contra futuros de Março e que as entregas totais para o mês são 113 contratos. Vietnã exportou 100.380 toneladas de café em fevereiro, uma queda de 54% no período de janeiro e metade das exportações do ano passado.





A pouca valorização oficial para o setor de produção cafeeira
 Juan José Garcia Posada

Assombra-me a improvidência estatal para valorizar o café não apenas por seu peso econômico, mas, sobretudo, por sua categoria de produto simbólico e referência da identidade nacional. Não entendo como tiveram de organizar os cafeicultores uma paralisação, com os danos colaterais ocasionados, se ao governo teria bastado um mínimo de celeridade e eficiência para atender reclamações óbvias, legítimas, que, ao final, foram reconhecidas na última semana mediante a intervenção do vice-presidente e quatro ministros.

O pragmatismo radical do regime funciona para conseguir certos fins, porém deveria ter seus limites para que os interesses políticos e a exibição dos lucros afora, não subordinados a critérios éticos fundamentais. Essas pessoas vieram desqualificando os estudos sobre a ineficiência para resolver questões internas de primeira ordem, no entanto, em contraste, gostam de exibir como exitosa a eleição de novos melhores amigos, a anatematização dos sócios e co-partidários incômodos, a formação de alianças de conveniência com os contraditores e a ampliação de conversações nos roteiros turísticos de Cartagena.

O grão do café deveria substituir no escudo do país o corno da abundância ou o istmo do Panamá. O setor cafeeiro sustentou a economia nacional durante décadas. Construiu escolas, aeroportos, aqüedutos, estradas. Os motivos da paralisação que terminou recentemente não desconceituou o setor nem o governo, que, como havia sido prognosticado, aceitou algumas condições que havia podido admitir desde o começo, sem a necessidade de tantos entraves e discussões prejudiciais. Falar do café é ter presente o protagonismo dos profissionais cafeeiros em todos os setores da sociedade e não apenas no econômico.

O talento criativo, a imaginação, a fortaleza da unidade familiar, o voluntarismo transformador, o viés democrático e civilista, a salvaguarda das melhores tradições e a contribuição ao progresso integral do país são distintivos da cultura do café. Que o diga o entorno prodigioso do sudeste de Antioquia, Quindío, Risaralda e Caldas. Essa paralisação não tem antecedentes na história sócio-econômica. O desconcertante está no desdém e na negligência com que se olhou a partir de algumas frentes do Executivo e também do setor privado. Um pragmatismo lançado ao extremo pode dissolver a integridade nacional, se menospreza valores, costumes e investidas autênticas da identidade, como o café e a cultura que ele gera. Não foi por capricho que a Unesco elegeu a Paisagem Cultural Cafeeira, ainda que Antioquia tenha sido excluída, como patrimônio da humanidade.

O pragmatismo chinês é modelo no mundo, com a economia socialista de mercado, porém se afetar sua integridade nacional voam em mil pedaços. Aqui, a unidade nacional não parece mais que um partido ocasional, pouco valorizado. Estamos vendo o café sendo um símbolo sendo consumido.




Principal obstáculo para café do Vietnã é o marketing
   
  Quando se trata de escolher bebidas, Ásia evoca imagens de chá para a maioria, a partir do chá em pó amargo verde (matcha) da cerimônia de chá do Japão e da China calmante alongado doce-picante da Índia masala chai. Através de uma reviravolta do destino histórico, no entanto, Vietnã resiste a esta tendência e desenvolveu uma do setor de café mais prósperas do mundo. Graças a influências coloniais franceses, os vietnamitas desenvolveram um talento especial para misturar e preparando um estilo único de café. Eles também aperfeiçoou a experiência de quaffing a bebida, elevando-a para algo de uma arte.

No Vietnã café "é para ser saboreado, não realizadas em um copo-suporte para trabalhar", Len Brault, CEO da norte-americana asiática café café Sudeste Heirloom importador, disse o diplomata. "É uma experiência gourmet e relaxante para preparar o café um copo de cada vez na sua mesa. É por isso que ele é único no mundo. Não é apenas o café. É o que isso significa para as pessoas em suas vidas. " Brault descreve o vietnamita como sendo baixo em ácido e "muito bom, mesmo quando é fabricado forte ou tem um sabor acentuado." Para Brault os segredos da bebida incluem a prática de misturar três espécies de assinatura de café, vulcânica da nação basáltica (antigo montanha) do solo, os métodos utilizados para secar os grãos, a prática de torrefacção los e finalmente, o método de preparação especial em si.

O café foi introduzido no Vietnã por volta de 1857 e rapidamente se tornou um dos pilares para a economia da nação, como plantações de brotaram por todo o país. Diversas variedades de café arábica -, Robusta, Excelsa e mais - são cultivadas em uma grande variedade de microclimas encontrados ao longo exuberante paisagem do Vietnã. Para vietnamita, café estava imbuído de um senso de decoro social desde o início, com diferentes classes absorver a bebida de escolha de diferentes maneiras. Nguyen Thi Minh Giang de vietnamitas café gigante Trung Nguyen The Diplomat disse que "trabalhadores comuns bebeu café como uma bebida (um café fraco fabricado em um copo grande), enquanto as classes criativas e intelectuais desfrutar de gotejamento lento seu café através de uma Phin Vietnamita (filtro) .

" Para Giang, o ato de gotejamento lento café através da Phin pode se tornar uma forma de não-religiosa meditação. Enquanto o processo de gotejamento está em andamento ", um intervalo suficiente de que o tempo passa, ajudando o bebedor desacelerar e deixar de lado as preocupações do dia." Embora o ato de beber pode ser uma forma de descontrair, no lado do negócio connoisseurship do Vietnã não permite a muito descanso.

No ano passado, o Vietnã se tornou o maior produtor mundial do grão cobiçado, superando o Brasil. Isso não é pouca coisa. O café é a segunda commodity mais negociada no mundo, depois do petróleo, tornando-se mais na procura do que o gás natural - uma coisa incrível a considerar. E seu volume de exportação continua a crescer, com um aumento de 8 por cento na produção global prevista para a campanha de comercialização de 2012/2013. Isso é um total de 146 milhões de sacas.

Apesar de uma queda na produção de um pouco menos de 5 por cento durante a safra 2012/2013 em Daklak - café da nação principal região produtora - solo vietnamita em Daklak província sozinho ainda conseguiu produzir 465 mil toneladas (7,75 milhões de sacas) dos feijões. Nationwide, Vietnã exporta cerca de 1 milhão de toneladas dos grãos a cada ano e ganhou US$ 3,4 bilhões em exportações de café em 2012, um aumento anual de 36 por cento. O governo vietnamita anunciou um plano para maximizar a produção de café até 2020, com o objectivo de crescimento do café estimada em 500 mil hectares de terra (com 2,4 toneladas de produção por hectare).

De 9 de março até ontem a quarta Buon Ma Festival do Café Thuot foi jogado no Vietnã da cidade de "capital" do café de Buon Ma Thuot, no Planalto Central do país. As festividades foram rolados em por apresentações de 150 artistas gongo de grupos étnicos, um desfile de rua com elefantes, danças e apresentações de fantoches e até mesmo um concurso de Rainha do Café estavam todos no show. Mas o ponto real, é claro, foi o café. No total, 183 empresas nacionais e 38 do exterior clamavam por atenção dos visitantes em 700 estandes. Mais especificamente, o objetivo é colocar café vietnamita mais central no mapa no exterior - mais especificamente os EUA, a casa de mercado o maior do mundo do café. Se qualquer empresa do Vietnã está pronta para fazer essa descoberta, é Trung Nguyen, que foi co-organizador do evento em Buon Ma Thuot.

Já o maior retalhista de café em casa, sonho real da empresa é levar seu produto global. "Todo mundo sabe que os EUA são o principal país de consumo de café. Ele (os EUA) não precisa de café novo ", disse Giang. "Ela precisa de uma nova história, um que encarna a cultura, história e legado". De acordo com Brault, o principal obstáculo para esta mina de ouro em potencial é o marketing. Ele explicou que as empresas no Vietnã ainda não encontrou o caminho certo para apresentar o seu "produto incrível ... Cerca de sete em cada dez pessoas que testam os produtos com que substituir seus cafés favoritos ou adicionar Trung Nguyen para que eles bebem", disse ele. "O valor do dólar de que a proposição é de bilhões." Jonathan DeHart




Preço do café puxa para baixo rentabilidade de produtores agrícolas
   
  Os resultados dos Índices de Preços Recebidos (IPR) e de Preços Pagos (IPP) no Sul de Minas Gerais, referentes ao mês de fevereiro, calculados pela UFLA, tiveram queda: de -5,56% e -0,64%. Isso significa dizer que a renda do produtor rural na região apresentou queda, nos dois primeiros meses de 2013, de -2,15%. O IPR é referente à venda dos produtos agrícolas e o IPP diz respeito ao custo dos insumos gastos pelos produtores rurais. O cálculo é realizado mensalmente pelo Departamento de Administração e Economia da UFLA (DAE). O IPP apresentou redução de -0,64%. Os insumos agropecuários como ração, defensivos, vacinas e parasiticidas apresentaram queda de preços e contribuíram para a baixa desse índice. De acordo com a pesquisa, a queda do IPR é reflexo principalmente da baixa de preços dos grupos pesquisados: café, grãos e leite. O café apresentou um acentuado declínio de preço, -10,45%, nesse mês. Para o professor Renato Fontes, coordenador do índice de preços, a queda nos preços do café é resultado do contínuo abastecimento dessa commodity no mercado, em período que historicamente se caracteriza como sendo de entressafra, ou seja, de uma menor oferta do produto. A entressafra ainda não ocorreu e o setor ainda se preocupa com a proximidade da entrada da nova safra cafeeira, o que deverá pressionar o preço para baixo ainda mais. O grupo dos grãos (milho, feijão e arroz) teve uma queda média menos acentuada, de -6,80%. Na medida em que avança a colheita do arroz, o preço cai (-9,09%), devido à maior disponibilidade. O feijão enfrenta problema semelhante: a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, divulgou que a produção de feijão na safra 2012/2013 deve crescer 12,5%, aumentando a oferta do produto e puxando para baixo seus preços, que teve baixa de -9,28%. Já o milho, que está com estoques internos elevados e teve reduzidas suas exportações (devido a grandes safras nos EUA), abaixou o preço em -5,07%. Os hortifrúti, no entanto, apresentaram elevação nos preços de 3,41%. O destaque dessa alta foi a laranja, que subiu seu valor em 61,97%. Esse acréscimo é comum no verão, época de chuvas e temperaturas mais elevadas. O fator climático afeta a produção de hortifrúti e, consequentemente, seus preços.




Café na ICE mantém quadro de apatia e fecha dia com nova retração
   
  Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta terça-feira com quedas, porém, ainda dentro do intervalo construído ao longo das últimas sessões na bolsa nova-iorquina. A sessão foi marcado pelo predomínio das vendas especulativas, sem uma maior influência dos mercados externos, que tiveram um dia de calma.

Operadores relataram que o volume de operações de arbitragem em Nova Iorque contra os contratos de robusta em Londres cresceram consideravelmente. Enquanto os preços dos arábicas continuam a patinar em um intervalo fraco, os robustas se mantêm em alta e bateram nesta terça-feira no melhor patamar em cinco meses e meio.

Tecnicamente, os gráficos continuam a apontar um cenário de neutro a baixista para o café na ICE, sem uma força mais efetiva por parte dos bulls (altistas), que se mostram bastante reticentes em testar resistências amplamente básicas, como é o caso do nível de 145,00 centavos de dólar por libra peso.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição maio teve queda de 140 pontos, com 142,35 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 143,50 centavos e a mínima de 141,90 centavos, com o julho tendo retração de 145 pontos, com 145,00 centavos por libra, com a máxima em 146,10 centavos e a mínima em 144,65 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio teve alta de 16 dólares, com 2.206 dólares por tonelada, com o julho tendo ganho de 20 dólares, no nível de 2.208 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por vendas de especuladores, que conseguiram pressionar novamente as cotações do grão, sem, no entanto, fazer com que o suporte de 140,00 centavos fosse tocado. Os mercados externos tiveram um dia de calma, com o dólar estável e com as commodities não sofrendo maiores pressões vendedoras, o que permitiu a algumas delas até algum avanço, como foi o caso do petróleo, que experimentou uma alta de meio por cento ao final do dia.

"Tivemos uma sessão técnica, sem maiores novidades e, mais uma vez, nos afastamos do referencial de 145,00 centavos, ainda que tenhamos mantido intacto o atual range. Muitos players continuam a fazer previsões baixistas por conta do aumento da disponibilidade de café no mercado, notadamente diante de uma safra brasileira que seria de ciclo baixo, mas que, ao final da colheita, poderá ser bastante consistente e, assim, ser um contraponto à queda no volume produzido pela América Central, que sofre com a ferrugem do colmo", disse um trader.

As remessas internacionais de café de Uganda tiveram incremento de 35% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior e retração de 4,89% em relação ao observado em janeiro. No mês passado, esse país africano exportou 3287.643 sacas do grão, de acordo com estatística da Autoridade para o Desenvolvimento do Café de Uganda. As receitas obtidas com essas vendas externas atingiram 40,9 milhões de dólares.

As exportações brasileiras de café de março, até o último dia 11, somaram 246.363 sacas, contra 522.508 sacas do mesmo período de fevereiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 4.312 sacas, indo para 2.724.392 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 14.082 lotes, com as opções tendo 3.792 calls e 2.403 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência em 143,50, 144,00, 144,50, 144,85, 144,90-145,00, 145,50, 146,00, 146,50, 147,00, 147,50, 148,00, 148,50, 149,00, 149,50 e 149,90-150,00 com o suporte em 141,90, 141,50, 141,00, 140,65, 140,50, 140,10-140,00, 139,50, 139,30, 139,00, 138,50, 138,00, 137,50, 137,00, 136,55-136,50, 136,00, 135,50 e 135,10-135,00 centavos por libra.



Londres, consistente, rompe resistência e fica acima dos US$ 2.200
   
  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram a terça-feira com ganhos, com a posição maio ganhando ainda mais corpo e se posicionando acima do nível psicológico de 2.200 dólares, no melhor nível de preço desde 28 de setembro do ano passado.

A sessão foi caracterizada por compras especulativas, após uma ligeira tentativa infrutífera de se buscar algumas baixas. Depois de tocar a mínima de 2.170 dólares, o mercado passou a amealhar ações compradores e conseguiu finalizar a sessão próximo da máxima do pregão. De acordo com analistas internacionais, a percepção de uma safra fraca para os robustas do Vietnã e a demanda constante continuam dando sustentação aos preços do grão na bolsa londrina. Com os bons desempenhos quase que sem interrupção, os robustas conseguem diminuir ainda mais os diferenciais em relação aos arábicas.

"Vivemos um momento consistente em Londres e isso reflete na superação de resistências importantes. Os diferenciais em relação a Nova Iorque estão reduzidos e muitos players se perguntam se os arábicas não poderiam 'pegar carona' nesse bom desempenho de Londres, algo que até agora não se produziu", disse um trader.

O maio teve uma movimentação ao longo do dia de 8,27 mil contratos, contra 3,43 mil do junho. O spread entre as posições maio e junho ficou em 2 dólares. No encerramento do dia, o maio teve alta de 16 dólares, com 2.206 dólares por tonelada, com o julho tendo ganho de 20 dólares, no nível de 2.208 dólares por tonelada.




COMERCIALIZAÇÃO DA SAFRA 2012 NO SUL DE MG ESTÁ EM 65%
A comercialização de café da safra 2012 no sul de Minas
Gerais está em 65%, com esse percentual também englobando o cerrado mineiro e
parte de São Paulo. A avaliação parte de fonte da área de comercialização
de uma grande cooperativa que atua no sul-mineiro, que preferiu não ser
identificada.
    Segundo a fonte, são muito lentas as vendas de café. "O produtor não
vende. Muitos erraram o momento de vender e agora a situação está mais
complicada com os preços baixos", apontou. "E mais para a frente ficará
mais complicado ainda, porque virão os custos com a colheita", comentou.
    Para a fonte, passou o momento em que se poderia dizer que o cafeicultor
está capitalizado. Ele observa que houve 10 a 12 anos em que o produtor viu
preços baixos para o café, apertados contra o custo de produção. Depois,
somente por 2 a 3 anos a situação melhorou, tempo em que o produtor investiu
em renovação dos cafezais e em tratos culturais aprimorados. "Quando o
produtor começou a por a casa em ordem, os preços voltaram a cair", avaliou.


RITMO LENTO DE NEGÓCIOS NA MOGIANA (SP) - COCAPEC
A comercialização de café está praticamente parada na
Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas de Franca (Cocapec), no norte de
São Paulo.
    Segundo fonte da região, com os preços muito baixos no mercado, os
produtores seguram os estoques. O preço da saca gira em torno dos R$ 305,00 a
R$ 310,00 na região.
    Estima-se que cerca de 10% da safra 2013 já foi negociada por meio de
negócios futuros e CPRs, enquanto ainda resta cerca de 50% da safra 2012 para
comercialização.



KC/RC arb


terça-feira, 12 de março de 2013


Em dia fraco, café registra estabilidade de preços na ICE
   
  Os contratos futuros de café arábica tiveram um dia de calma, negócios reduzidos e de pouca volatilidade na ICE Futures US. O encerramento se deu com ligeira oscilação de baixa, no entanto, ao longo de todo o pregão, os suportes e resistências básicos foram preservados para a posição maio. Foi uma continuidade do clima de pouca movimentação observado na semana passada na bolsa nova-iorquina, quando o maio conseguiu se firmar dentro de um nível básico, de menos de 500 pontos, sem se observar uma força mais efetiva, seja no lado comprador como no vendedor. Diante dessa perspectiva, o mercado continua a ostentar um viés de baixista a neutro, ao menos no curto prazo, segundo a visão de operadores. No longo prazo, ainda se tem uma percepção de baixa, dado que os preços se mantêm efetivamente abaixo de referenciais importantes, como a média móvel de 50 dias.

Fundamentalmente, o mercado não apresenta novidades. A safra do Brasil em 2013 ainda é tema de pressão para muitos players, que acreditam que as quedas atuais estão atreladas a essa perspectiva de uma produção consistente do país, ainda que esta temporada seja de ciclo baixo. Por sua vez, o forte ataque de ferrugem do colmo na América Central ainda não foi assimilado de forma efetiva pelos mercados, que poderão ter uma redução considerável da disponibilidade de grãos arábicas suaves.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição maio teve queda de 30 pontos, com 143,75 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 144,85 centavos e a mínima de 143,20 centavos, com o julho tendo retração de 30 pontos, com 146,45 centavos por libra, com a máxima em 147,45 centavos e a mínima em 145,95 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio teve alta de 9 dólares, com 2.190 dólares por tonelada, com o julho tendo ganho de 13 dólares, no nível de 2.180 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, os mercados externos não influenciaram diretamente o comportamento do café nesta segunda-feira. O dólar chegou a ameaçar algum avanço, mas fechou o dia com ligeiras perdas em relação a uma cesta de moedas internacionais. E a maior parte das commodities não teve grandes oscilações, trabalhando dentro da perspectiva construída na semana passada.

"Tivemos uma sessão técnica e sem oscilações mais consistentes. O mercado continua a trabalhar dentro dessa perspectiva acima dos 145,00 centavos para a posição maio, no entanto, não consegue avançar além do nível de 150,00 centavos. É um quadro consolidativo e não parece existir um 'fôlego' mais efetivo dos compradores, ao passo que, por outro lado, algumas compras de comerciais conseguem preservar suportes básicos", disse um trader.

"Imagine daqui a um mês se a situação das chuvas estiver normal no Vietnã (quando de fato começa o período das águas no maior produtor de robusta), com os fundos tendo uma posição comprada grande em Londres, e ao mesmo tempo a maior origem produtora de café do mundo começar a acelerar suas vendas em função dos preparativos para a colheita. Portanto o potencial de alta de Nova Iorque para pegar maiores 'stops' de fundos tem 'prazo de vencimento' de talvez mais algumas semanas. Acho improvável que a arbitragem venha abaixo de 40 centavos por libra, o que significa dizer que o vilão até mesmo para Londres pode ser o próprio contrato da ICE. Em outras palavras: ou o robusta na Liffe consegue logo levar o arábica a forçar cobertura dos fundos vendidos, ou o 'C' de tanto ter dificuldade em subir vai acabar escorregando e levando o robusta para baixo", indicou Rodrigo Corrêa da Costa, da Archer Consulting.

As exportações brasileiras de café de março, até o último dia 7, somaram 92.260 sacas, contra 131.820 sacas do mesmo período de fevereiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 1.087 sacas, indo para 2.720.080 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 13.172 lotes, com as opções tendo 3.388 calls e 2.294 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência em 144,85, 144,90-145,00, 145,50, 146,00, 146,50, 147,00, 147,50, 148,00, 148,50, 149,00, 149,50 e 149,90-150,00 com o suporte em 143,20, 143,00, 142,50, 142,15, 142,00, 141,50, 141,00, 140,65, 140,50, 140,10-140,00, 139,50, 139,30, 139,00, 138,50, 138,00, 137,50, 137,00, 136,55-136,50, 136,00, 135,50 e 135,10-135,00 centavos por libra.





Londres tem nova alta, mas não chega a testar os 2.200 dólares
   
  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta segunda-feira com ganhos, com a posição maio chegando a se posicionar muito próxima do nível psicológico de 2.200 dólares. Nas máximas, contudo, foram verificadas algumas ações pontuais de realização de lucros, o que fez com que uma desaceleração dos ganhos fosse observada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi caracterizado por um volume dentro da média de negócios, com a predominância das compras especulativas. O maio chegou a tocar no nível de 2.198 dólares por tonelada. Com uma evolução quase constante, os robustas conseguem diminuir ainda mais os diferenciais em relação aos arábicas em Nova Iorque, que operam presos dentro de um intervalo pouco efetivo.

"Tivemos uma sessão de mais do mesmo. Vamos avançando lentamente e o maio já se aproxima dos 2.200 dólares, amparado na demanda constante pelos robustas e no temor de que realmente o Vietnã venha a ter uma safra bastante limitada neste ano, por conta dos problemas climáticos, principalmente no centro do país. Enfim, os robustas continuam a viver um quadro confortável e a tendência é que novos avanços ainda possam ser percebidos", disse um trader.

O maio teve uma movimentação ao longo do dia de 6,49 mil contratos, contra 3,36 mil do junho. O spread entre as posições maio e junho ficou em 2 dólares. No encerramento do dia, o maio teve alta de 9 dólares, com 2.190 dólares por tonelada, com o julho tendo ganho de 13 dólares, no nível de 2.180 dólares por tonelada.





OIC estima excedente de 2,2 milhões de sacas de café em 2013
   
  O mercado global de café provavelmente terá um excedente de 2,2 milhões de sacas de 60 quilos na temporada 2012/13 devido a maior safra da Colômbia, o maior produtor de café lavado da América Latina, segundo a Organização Internacional do Café (OIC). A entidade estima que a colheita colombiana vai atingir 8,5 milhões de sacas nesta atual safra (2012/13). Mauricio Galindo, chefe de operações da OIC, disse que a demanda global pelo grão neste ciclo é estimada para 142,2 milhões de sacas, enquanto a produção é indicada para ultrapassar 144,4 milhões de sacas em 2012/13.


Investimento em tecnologia aumenta produtividade do café no ES
   
  De longe é possível perceber a diferença entre duas lavouras de café. Uma tem mais volume e um verde mais forte que a outra. Quando Daniel Caçador resolveu se dedicar ao café em Marechal Floriano, região serrana do Espírito Santo, ele encontrou uma lavoura pobre, com uma produção muito baixa. Com a ajuda de um engenheiro agrônomo, Daniel renovou o plantio usando recursos que transformaram o cafezal. O espaçamento entre os pés diminuiu. Daniel trabalha com uma distância máxima de um metro entre os pés com a intenção de aproveitar o espaço ao máximo. A aplicação de técnicas como análise de solo, adubação correta e aplicação de defensivos exige um investimento de até 30% mais, mas o resultado compensa. A produção de café na lavoura de Daniel mais que dobrou nos últimos anos. Há seis anos, as lavouras de café de Marechal Floriano produziam, em média, de 15 a 20 sacas por hectare. Hoje, muitas plantações geram de 35 a 40 sacas de café por hectare, por isso, o exemplo de Daniel agora é seguido por outros cafeicultores da região.




Devido a seca, produção do Vietnã pode cair 30% na safra 2013/14
   
  A colheita do café no Vietnã poderá cair pelo segundo ano por causa da seca nas principais regiões de cultivo, de acordo com um grupo de produtores. A produção pode cair 30 por cento em 2013-2014, disse Luong Van Tu, presidente do café do Vietnã e Associação de cacau,( Vicofa), sem dar uma previsão específica. A produção caiu 25 por cento em 2012-2013 de 1,5 milhões de toneladas um ano antes, disse ele. Segundo estimativa a safra 2012-2013 em 1,43 milhões de toneladas. Oferta reduzida da Ásia podem impulsionar os preços do robusta para um segundo ano. Exportações da Indonésia, estão caindo por causa do aumento do consumo doméstico. Uso global de robusta tem se expandido conforme a demanda caiu para o feijão mais caros arábica, fabricado pela Starbucks Corp (SBUX), de acordo com a Macquarie Group Ltd. "Já existem dezenas de milhares de hectares que não têm esperança na temporada café próximo," Tu disse em uma conferência do setor em Buon Ma Thuot City. Para outras regiões, os grãos será provavelmente pequeno, disse ele. Seca na região central que abrange cinco províncias de cultivo de café, incluindo Dak Lak, vai continuar e pode se tornar mais grave, informou o Centro Nacional de Hidrometeorológico Forecasting . Árvores no Vietnã flor e fruta geralmente formam entre janeiro e março, de acordo com os produtores. "Eu acho que a próxima safra vai diminuir, mas é muito cedo para dizer por quanto", disse Le Tien Hung, subdiretor Dak Lak da Import-Export Co. Novas árvores, plantadas para substituir as antigas, são resistente à seca, provavelmente, mais, disse ele.




PRODUÇÃO DA COLÔMBIA CRESCE 9,5% EM FEVEREIRO
A produção de café da Colômbia avançou em fevereiro,
enquanto o país se recupera de um período de clima adverso que prejudicou a
colheita do grão no ano passado. Em fevereiro, a produção cresceu 9,5% ante
ao mesmo mês do ano anterior, totalizando 625.000 sacas de 60 quilos.
    Em relação as exportações do país, dados da Federação Nacional de
Cafeicultores (Fedecafe) mostraram que um acréscimo de 28,5% em fevereiro em
relação ao ano passado, atingindo 719.000 sacas. 
    Para os últimos 12 meses até fevereiro, a produção colombiana de café
totalizou 8,14 milhões de sacas, acréscimo de 12,4% ante ao ano anterior. Em
2012, a produção atingiu 7,74 milhões de sacas, queda 1% em relação a 2011.
    A Fedecafe espera que a produção aumente em 2013, enquanto um programa de
renovação das plantas continua melhorando as lavouras do país. A produção
de café da Colômbia, em geral, tem declinado acentuadamente nos últimos anos.
Em um bom ano, o país produz cerca de 11 milhões de sacas de café. As
informações são de agências internacionais.



Região mexicana decide iniciar processo de renovação de lavouras cafeeiras
   
  Em Chiapas, no México, será realizado um processo de renovação de 130 mil hectares de café para fazer frente à ferrugem do colmo, que afeta cerca de 70 mil hectares em municípios como Sierra, Istmo-Costa e Soconusco. O diretor da Comcafé (Comissão Para o Fomento e Desenvolvimento do Café), Jorge Baldemar Utrilla Robles, explicou que da superfície afetada, cerca de 35 mil hectares se encontram em muito "má condição". Considerou necessário resgatar a atividade, sendo que um aporte considerável de recursos deverá ser concedido para que se possa implementar esse tipo de procedimento. O dirigente lembrou que durante os últimos seis anos a região tencionou efetuar um processo de renovação cafeeiro, no entanto, ele foi "fictício", já que não atingiu um número expressivo de terra. "Nunca foram estabelecidas plantações e as conseqüências são males como a ferrugem do colmo, que está presente nas lavouras há cerca de 30 anos, mas que agora se mostra muito mais resistente", observou. Por isso, é importante a renovação com variações que sejam efetivamente resistentes à ferrugem do colmo, à broca, porém também se espera um aumento da densidade dos plantios observados nas zonas cafeeiras dessa. A primeira etapa do trabalho contará com a produção de 9 milhões de mudas a serem levadas a 25 mil hectares. São cafés das variedades catimor, sachimor, Colômbia, Costa Rica 95, entre outras. Robles expôs que espera a colaboração da CDI (Comissão Nacional para o Desenvolvimento dos Povos Indígenas) e da Sedesol (Secretaria de Desenvolvimento Social), com a efetiva alocação de recursos para que possa existir uma ampliação da cobertura da renovação. "Estamos estabelecendo convênios com prefeituras dos municípios cafeeiros para que possam somar no estabelecimento de viveiros, co a finalidade de que no ano produtivo 2013.2014 seja possível efetuar um plantio massivo, acompanhado de assistência técnica", disse o dirigente, que acredita que o impacto da ferrugem vai reduzir o volume produzido em 2012/2013 em cerca de 20% nessa região mexicana.




COMMODITIES-Mostly up on US economy optimism; corn, sugar jump
REUTERS - Barani KrishnanMon  -  Mar 11, 2013
* Stronger U.S. jobs market underpins recovery hopes
    * Corn rises 1 pct, sugar up as well
    * Robusta coffee hits 5-month high on dry weather worry

    NEW YORK, - A number of commodities were
higher for a second straight session on Monday on hopes that a
recovering U.S. economy will lead to better demand, while
coffee, sugar and corn rallied on worries about harsh weather
and supply tightness.
    A fresh record high on the Dow Jones industrial average for
U.S. stocks added support across the sector.
    The dollar fell against the euro, but remained near a
3-1/2-year high against the yen on speculation that the
rebounding U.S. labor market could prompt the U.S. Federal
Reserve to retreat sooner than expected from its ultra-loose
monetary policy.
    The energy and metals markets, however, traded more on the
bullish U.S. job numbers for February, released on Friday,
ending broadly up or off the lows of the day.
Data from China pointing to higher inflation and slower factory
growth and spending offset some of the positive sentiment.
   
    The Thomson Reuters-Jefferies CRB index, a
bellwether for commodity prices, settled up 0.1 percent.   
Twelve of the 19 markets tracked by the CRB ended up, with corn
rising about 1 percent or more to lead gains.
   
    ROBUSTA COFFEE, RAW SUGAR RALLY
    Coffee futures traded in London rose to a five-month high,
buoyed by concerns about dry weather in the world's largest
producer Vietnam. Raw sugar prices in New York also rose.
    London-traded robusta coffee have risen more than 14 percent
so far this year, boosted by a combination of strong demand and
concern that the 2013/14 crop in Vietnam could fall
significantly due to dry weather.
    "The drought is a continuing problem, and what it's doing is
causing farmers to want to hold onto the current production,"
said Sterling Smith, futures specialist with Citigroup in
Chicago.
    In Monday's session, May robusta coffee futures in London
rose $9, or 0.4 percent, to close at $2,190 a tonne
after earlier touching $2,198, the highest level for the
benchmark second month since October 2012.
    May raw sugar futures in New York inched up 0.07
cent, or 0.4 percent, to finish at 18.82 cents a lb.
    "We had a lot of activity last week in sugar, and we're
taking a breather right now," said Michael McDougall, a vice
president at Newedge USA in New York.
    Sugar prices also found support from efforts by Brazil's
federal government to support the country's cane industry and to
rein in inflation. The Brazilian government plans to reduce
taxes on ethanol, which may guide more cane into ethanol rather
than sugar production, and also on food staples, seen as likely
boost internal consumption. (Full Story)
   
    CORN UP FOR 3RD DAY IN ROW
    Corn futures in Chicago rose more than 1 percent, posting
advances for the third straight day on tight stocks and on
spillover from the rally that followed the bullish corn supply
numbers the U.S. government released Friday.
    "Corn is leading everything higher today and it's technical
support after the USDA report. Managed money is buying after the
aggressive fund liquidation that we've seen," said Shawn
McCambridge, an analyst for Jefferies Bache.
    The U.S. Department of Agriculture's March supply/demand
report on Friday kept projected corn stocks unchanged at a
17-year low. The market had expected higher inventories.
    U.S. corn for May delivery ended up 7-3/4 cents per
bushel at $7.11-1/4.
  
 Prices at 6:28 p.m. EST (2228 GMT)     
                             LAST/      NET    PCT     YTD
                             CLOSE      CHG    CHG     CHG
US crude                    91.76    -0.30  -0.3%   -0.1%
Brent crude                110.04    -0.81  -0.7%   -1.0%
Natural gas                 3.649    0.000   0.0%    8.9%
 US gold                   1578.00     1.10   0.1%   -5.8%
Gold                      1581.24     0.85   0.1%   -5.6%
US Copper                  350.00     0.85   0.2%   -4.2%
LME Copper                7758.00    17.50   0.2%   -2.2%
Dollar                     82.608   -0.088  -0.1%    7.6%
                            

 US corn                    734.50     9.25   1.3%    5.2%
US soybeans               1514.75     6.25   0.4%    6.8%
US wheat                   694.00     4.00   0.6%  -10.8%
 US Coffee                  143.75    -0.30  -0.2%    0.0%
US Cocoa                  2130.00    10.00   0.5%   -4.7%
US Sugar                    18.82     0.07   0.4%   -3.5%
 US silver                  28.853   -0.095  -0.3%   -4.5%
US platinum               1601.20    -2.70  -0.2%    4.1%
US palladium               779.20    -3.55  -0.5%   10.8%

domingo, 10 de março de 2013


Café sobe na ICE, mas preços ficam presos em intervalo estreito
   
Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta sexta-feira com altas, em uma sessão de perfil basicamente técnico, na qual o range entre 140,00 e 145,00 centavos foi integralmente preservado.

Especuladores atuaram predominantemente no lado comprador, ainda que os mercados externos se mostrassem pressionados. No entanto, tal ação apenas permitiu algumas correções, não fazendo com que o contrato de maio conseguisse avançar além da primeira resistência. O mercado não demonstra um direcionamento mais concreto, com compradores e vendedores se mostrando reticentes, o que não abre margem para mudanças mais efetivas. No entanto, os gráficos ainda dão uma conotação de baixista a neutra para os negócios.

No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição maio teve alta de 95 pontos, com 144,05 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 144,70 centavos e a mínima de 142,15 centavos, com o julho tendo ganho de 95 pontos, com 146,75 centavos por libra, com a máxima em 147,25 centavos e a mínima em 144,95 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição maio teve alta de 27 dólares, com 2.181 dólares por tonelada, com o julho tendo ganho de 29 dólares, no nível de 2.175 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, a sexta-feira foi marcada por pouca ação efetiva. Os compradores avançaram, mas não conseguiram nem sequer testar o nível de 145,00 centavos. Com isso, os preços continuaram a flutuar dentro de um intervalo estreito, num cenário de acomodação.

"Tivemos uma sexta-feira de mercados externos mais carregados para as commodities, por conta, principalmente, de uma alta mais efetiva do dólar. Isso, no entanto, não afetou diretamente o café, que opera dentro de uma faixa estreita de preço e sem uma perspectiva mais incisiva no curtíssimo prazo. Ainda vivemos diante da pressão da safra brasileira, que, realmente, parece ser consistente e isso retrai os compradores", sustentou um trader.

Operadores indicaram que pesou relativamente nos ganhos do dia os números sobre as exportações brasileiras de café no mês passado. As remessas de café do país atingiram 1,94 milhão de sacas, com retração de 2% em relação ao mesmo período do ano passado. O mercado trabalhava com uma perspectiva de um número relativamente maior de sacas remetidas ao exterior.

Depois de 11 dias de mobilização, os cafeicultores da Colômbia aceitaram encerrar o movimento de protesto. Representantes dos cafeicultores e do governo chegaram a um acordo para a fixação do subsídio sobre a carga de 125 quilos de café de 145 mil pesos, ou 38,60 dólares. Por sua vez, a solicitação dos produtores de estabelecimento de um preço base para o grão não foi acatada.

"Estreitaram fortemente o diferencial do robusta para o arábica e, no Brasil, entre os arábicas mais fracos e os de alta qualidade. Diminuiu, praticamente desapareceu, o prêmio para cafés arábica certificados. Os cafeicultores brasileiros se mostram desorientados e ludibriados. A pergunta que mais ouvimos é se vale a pena continuar investindo na produção de café arábica e em qualidade. Os custos são altos e os riscos (secas, frio, pragas, escassez de mão de obra) assustam. É urgente um pronunciamento do Ministério da Agricultura sobre os números de produção divulgados pela CONAB. Se estiverem corretos não existe excesso de café no Brasil. Se não for estancada e revertida a atual queda de preços, corremos o sério risco de perder 25 anos de trabalho dos cafeicultores brasileiros", indicou o Escritório Carvalhaes, em seu comentário semanal.

As exportações brasileiras de café de março, até o último dia 7, somaram 92.260 sacas, contra 131.820 sacas do mesmo período de fevereiro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram alta de 5.970 sacas, indo para 2.721.167 sacas. O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 19.261 lotes, com as opções tendo 4.143 calls e 1.652 puts — floor mais eletrônico. Tecnicamente, o maio na ICE Futures US tem resistência em 144,70, 144,90-145,00, 145,50, 146,00, 146,50, 147,00, 147,50, 148,00, 148,50, 149,00, 149,50 e 149,90-150,00 com o suporte em 142,15, 142,00, 141,50, 141,00, 140,65, 140,50, 140,10-140,00, 139,50, 139,30, 139,00, 138,50, 138,00, 137,50, 137,00, 136,55-136,50, 136,00, 135,50 e 135,10-135,00 centavos por libra.




Consistente, Londres fecha sexta com novo avanço nos preços
   
  Os contratos futuros de café robusta negociados na Euronext/Liffe encerraram esta sexta-feira com bons ganhos, com a posição maio consolidando, ainda mais sua força acima do intervalo de 2.150 dólares. A movimentação ao longo do dia foi consistente e os robustas continuam a reafirmar o quadro de força, ao contrário do verificado com os arábicas. De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado, mais uma vez, por compras especulativas.

O maio chegou a tocar na máxima de 2.188 dólares. Nesse nível, algumas realizações foram observadas, mas sem qualquer força para reverter o quadro de alta. "Notamos uma evolução constante e nem mesmo em um dia como hoje, caracterizado por forte alta do dólar em relação a várias moedas, tivemos uma pressão maior em relação aos preços. A demanda pelos robustas é efetiva, ao passo que temos o temor em relação à safra do Vietnã, o que significa um apoio consistente para que o mercado se mantenha positivo", disse um trader. O maio teve uma movimentação ao longo do dia de 9,68 mil contratos, contra 6,68 mil do junho. O spread entre as posições maio e junho ficou em 6 dólares. No encerramento do dia, o maio teve alta de 27 dólares, com 2.181 dólares por tonelada, com o julho tendo ganho de 29 dólares, no nível de 2.175 dólares por tonelada.





Cafeicultores brasileiros se mostram desorientados e ludibriados
Escritório Carvalhaes   -  Santos, sexta-feira, 8 de março de 2013

O extraordinário investimento dos últimos 25 anos em pesquisa, qualidade, produtividade e desenvolvimento de novas áreas de produção de café no Brasil, resultaram em um aumento na oferta de arábicas de qualidade e o consequente crescimento do consumo mundial de café, através das cafeterias, abertas aos milhares ao redor do mundo, e agora do mercado de monodoses, que conquistaram os jovens nos diversos mercados consumidores. Todo este trabalho agora está ameaçado pela forte queda dos preços do arábica, que no Brasil chegou ao patamar dos trezentos reais por saca, valor que gera prejuízo até nas regiões produtoras mais eficientes e capitalizadas.

Acreditando no discurso dominante nos principais mercados consumidores do mundo, os cafeicultores brasileiros investiram e trabalharam com afinco, levando o Brasil a ser hoje o fornecedor de mais de cinquenta por cento do café arábica consumido no mundo (aí incluso o consumo interno brasileiro).

A queda dos preços aconteceu em cima de um discurso de excesso de estoques e produção no Brasil, que não são confirmados pelos números levantados pela CONAB – Companhia Nacional de Abastecimento e, nos últimos meses, por um novo factoide: o café arábica está sendo substituído por robusta nos principais mercados consumidores, sem prejuízo para a qualidade e sem queda no consumo.

O discurso sobre café arábica de qualidade, café “gourmet”, “terroir”,“fair trade”, certificação e meio ambiente praticamente desapareceu. Agora o robusta resolve todo e qualquer problema de abastecimento (não se sabe de onde apareceu tanto café robusta).

Estreitaram fortemente o diferencial do robusta para o arábica e, no Brasil, entre os arábicas mais fracos e os de alta qualidade. Diminuiu, praticamente desapareceu, o prêmio para cafés arábica certificados.

Os cafeicultores brasileiros se mostram desorientados e ludibriados. A pergunta que mais ouvimos é se vale a pena continuar investindo na produção de café arábica e em qualidade. Os custos são altos e os riscos (secas, frio, pragas, escassez de mão de obra) assustam.

É urgente um pronunciamento do Ministério da Agricultura sobre os números de produção divulgados pela CONAB. Se estiverem corretos não existe excesso de café no Brasil. Se não for estancada e revertida a atual queda de preços, corremos o sério risco de perder 25 anos de trabalho dos cafeicultores brasileiros.

A situação das lavouras de café na América Central já é reflexo dos preços praticados no mercado internacional. Não podemos deixar que o quadro se repita no Brasil.

O CECAFÉ – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, informou que no último mês de fevereiro foram embarcadas 2.166.096 de sacas de 60 kg de café, aproximadamente 3% (57.670 sacas) menos que no mesmo mês de 2012 e 15% (380.855 sacas) a menos que no último mês de janeiro. Foram 1.909.695 sacas de café arábica e 34.452 sacas de café conillon, totalizando 1.944.147 sacas de café verde, que somadas a 220.891 sacas de solúvel e 1.058 sacas de torrado, totalizaram 2.166.096 sacas de café embarcadas.

Até o dia 7 os embarques de março estavam em 63.840 sacas de café arábica e 5.250 sacas de café conillon, somando 69.090 sacas de café verde, mais 23.170 sacas de café solúvel, contra 131.820 sacas no mesmo dia de fevereiro. Até o dia 7, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em março totalizavam 498.930 sacas, contra 479.445 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 1, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 8, subiu nos contratos para entrega em maio próximo, 70 pontos ou US$ 0,93 (R$ 1,81) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em maio próximo na ICE fecharam no dia 1 a R$ 375,64/saca e hoje, dia 08 a R$ 371,76/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em maio, a bolsa de Nova Iorque fechou com alta de 95 pontos.




Café colombiano precisa de apoio de proteção e estímulo
Dario Acevedo

Se há um produto que nos identifique positivamente no mundo esse é o café. Seu cultivo e a cultura em torno dele há mais de um século implica a participação do núcleo familiar, construção de estradas, formação de capitais e negócios diversos, constituindo um patrimônio na formação da nação colombiana. A prosperidade, sem chegar nunca ao exorbitante ou sobrevivência digna, deu lugar à educação de milhares de pessoas, de técnicos e de profissionais. A estabilidade social, os elevados níveis de organização camponesa, através da Federacafe (Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia), em comitês locais, municipais e distritais e de ações comuns. Desembocou na existência de um complexo tecido social digno de admiração em um país marcado pela violência política. A cultura e a família do café têm também a seu favor o povoamento de vastas zonas do país, a fundação de vilas e a emergência de cidades ricas, com uma classe média forte e regiões dinâmicas em todos os aspectos. A cultura e a sociedade do café, além disso, conseguiram sobreviver à presença ameaçadora do narcotráfico. Não há experiências de plantios de cultivos ilícitos ali onde há café, o que nos indica que a economia cafeeira é promissora, eficaz e de alta rentabilidade social. A Colômbia deve muito ao cultivo desse grão, que, com seu aroma encanta finos paladares do mundo. Povoamento, cultura, paz, convivência, solidariedade, receita, democratização, bom nível de vida, educação, progresso, laços de sociabilidade, elites. Em todos elas e outras noções o café e a cultura cafeeira têm estado presente no país, como exemplo e abrindo horizontes promissores. Por tudo o que significa, pela importância que segue tendo, já que é uma economia que permite a subsistência de meio milhão de famílias. Há cafeicultores desde La Guajira até Puitamuyo e desde Santander até o Pacífico. Por tudo isso, o país todo, o Estado, a nação e o governo devem dialogar propositivamente com o movimento de cafeicultores que busca não desaparecer, evitar a ruína. Não se trata de um movimento classista ou de protesto, muito menos de interesse politiqueiro. É um clamor para que não demos as costas neste momento de crise de preço e de câmbio valorizado, que são as causas de seu empobrecimento. Temos de entender que a salvação dos cafeicultores conduz à reativação da economia de centenas de rincões do país, que dependem do café. Armazéns, galpões, bares, bancos, supermercados, depósitos de materiais, insumos agrícolas e, sobretudo, das pessoas que, diante da crise, se vêem obrigadas a se refugiar nas grandes cidades. Salvar a economia do café é salvar milhões de pessoas, é benefício social, é manutenção dos laços sociais, é assegurar a pais e muitas outras coisas positivas. Entre os deveres do Estado e dos governos encarregados de manejar e dirigir os destinos da sociedade com políticas estruturais e conjunturais se encontra a blindagem de setores da economia e da sociedade que, por seu alto aporte e valor estratégico, devem ter em conta a prerrogativa de contarem com medidas extraordinárias e urgentes. Isso não pode ser entendido como gorjeta ou tampouco o pagamento de uma dívida histórica. Deve ser entendido como um investimento social, como aqueles que são feitos em saúde ou educação. Em outros momentos de nossa história, assim como na experiência de outros países no manejo da crise de setores vitais, cabe a intervenção do Estado. No caso particular nos deparamos com um setor que tem dado muito ao país. A ajuda que se deve ao café é similar a que foi dada, em outros tempos, a banqueiros quebrados, floricultores, pecuaristas, industriais, desde um critério de proteção e estímulo, uma vez que os cafeicultores saberão aproveitar e retornarão com crédito o estímulo recebido. Não é hora de atitudes tacanhas. O que se investir agora não será recurso perdido, como o que ocorreu, desafortunadamente, com os aportes do estado que se escapam como água em razão da corrupção reinante. Com os cafeicultores, não há perda e, portanto, o governo não deveria satanizar seu movimento.




Dilma anuncia fim dos impostos federais sobre o café
   
 Em mais uma medida da rodada de desonerações do governo federal, a presidente Dilma Rousseff anunciou nesta sexta-feira o fim da tributação sobre os produtos que compõem a cesta básica. Parte deles já não pagava o Imposto sobre Produtos Industralizados (IPI), mas ainda era sujeita à alíquota de 9,25% do PIS/Cofins. O PIS/Confis do café que tinha alíquota de 9,25%, com a nova medida passou a 0% .

A medida, que visa a reduzir a inflação e estimular o consumo, a agricultura e a indústria, foi anunciada em pronunciamento em rede nacional. Com a decisão, o governo abre mão de mais de R$ 7,3 bilhões em impostos ao ano. A presidente afirmou contar com a ajuda de empresários para que a desoneração implique em uma redução de ao menos 9,25% no preço de produtos de alimentação como carnes, café, manteiga e óleo de cozinha e de 12,5% no custo de produtos de higiene como pasta de dentes e sabonetes.

A cesta básica também será reformulada e, segundo Dilma, terá um formato que prioriza alimentos de maior qualidade nutritiva. "O aumento do poder de compra das pessoas trará benefícios imediatos para toda a economia", disse. No pronunciamento, Dilma Rousseff também afirmou que em 15 de março será anunciada uma nova política federal de defesa dos consumidores. As medidas devem incluir a criação de novos instrumentos legais para premiar as boas práticas de empresas e punir as más, além de reforçar as estruturas já existentes como os Procons.

"Com a inclusão social, fizemos nascer novos consumidores. É nossa obrigação agora defendê-los, pois essa é uma forma poderosa de cuidar do desenvolvimento do Brasil", disse. Aproveitando a ocasião do Dia Internacional da Mulher, Dilma prometeu que centros de atendimento à mulher serão instalados em cada estado do país. As unidades fornecerão serviços de prevenção à violência, assim como instrumentos de apoio ao empreendedorismo, como microcrédito e capacitação profissional.




Brasil representa metade das vendas do McDonald´s na AL
   
  Os brasileiros consumiram quase metade de tudo o que foi vendido pelo McDonald´s na América Latina – e o lucro operacional da rede de fast food no país, de 193,3 milhões e dólares, representou 81,43% de todo o resultado da empresa na região, de 236,6 milhões de dólares. O lucro líquido no ano foi de 114,3 milhões de dólares. As informações de balanço foram divulgadas hoje pela Arcos Dorados, maior franquia do McDonald’s no mundo e representante da marca na América Latina. A empresa raramente destrincha os números obtidos por cada país da região. Mas, com esses resultados abertos, dá para se ter uma ideia da importância do mercado brasileiro para a rede. O Brasil foi responsável pela maior parte das vendas da Arcos Dourados, que faturou 3,8 bilhões de dólares no total, sendo que apenas no Brasil a receita foi de 1,8 bilhão de dólares, valor que representara 47,3% das receitas totais em dólar da companhia na região. Na América Latina como um todo, o aumento de vendas foi de 14,2%, enquanto que no Brasil o crescimento foi de 11%. De acordo com a empresa, se a desvalorização média de 16,5% do real frente ao dólar for considerada, de acordo com a cotação utilizada no balanço, as receitas em dólar apresentariam queda de 4,9%. Já o lucro teria tido um aumento de 5,5% em moeda constante e 5,6% em dólar. O lucro no Brasil também ficou abaixo que no ano de 2011. A queda foi de 9,3% em real e 21,7% em dólar. O lucro operacional na América Latina diminuiu um pouco menos, 5,6% em dólar, e teve um aumento de 5,5% se calculado em moeda constante. A empresa atingiu a marca de 4.234 pontos de venda na América Latina, sendo 1.948 restaurantes, 1.952 quiosques e 334 McCafés. Dos 108 novos restaurantes abertos no período, 64% deles foram inaugurados no Brasil. Por aqui, a empresa fechou o ano com 731 restaurantes, 69 a mais que em 2011, o que representa um novo restaurante aberto a cada 5,3 dias. Considerando apenas os restaurantes abertos há pelo menos treze meses, as vendas comparáveis no Brasil foram 5,2% superiores às do ano anterior. O Ebitda ajustado foi de US$ 82,3 milhões de dólares no Brasil o último trimestre de 2012, valor 17,2% superior em moeda constante ou 2,6% em dólar. No ano, esse montante chegou a 241,0 milhões de dólares, uma queda de 3,4% em moeda constante ou 16,8% em dólar.



Queda de preços já começa a afetar a sustentabilidade do setor, diz a OIC
   
  Ao término do seminário internacional do café, que ocorreu nesta semana na capital britânica, o diretor executivo da Organização Internacional do Café (OIC), Robério Silva, fez uma avaliação pouco otimista do mercado global da commodity depois de meses de forte recuo dos preços. "A queda de preços já começa a afetar a sustentabilidade do setor, especialmente dos produtores de arábica", lamentou. Após os debates dos últimos dias, Silva diz que o ambiente negativo reduz o fôlego financeiro dos produtores, o que deve ser visível na próxima safra."Produtores de arábica já estão sendo afetados e terão menos condições de fazer os novos tratos culturais", disse em entrevista ao Broadcast. Silva considera não que não há "número mágico" para o preço da commodity. "O que posso afirmar é que já vi situações com preços muito baixos e outras com preços muito altos. E hoje não estamos em um patamar satisfatório", argumenta. Nos últimos meses, o preço internacional do café amargou queda de cerca de 30%. Diante desse quadro, o representante da OIC afirma que representantes do governo brasileiro indicaram que o País estuda medidas para ajudar os cafeicultores em dificuldade. "O governo está estudando medidas para ajudar o produtor brasileiro. Isso está em curso". Sobre as perspectivas do mercado, Robério Silva diz que a OIC tem uma visão menos otimista da produção nos próximos anos que parte dos analistas. "Não vemos o crescimento que muitos analistas esperam. O próprio preço mais baixo do café mostra que a produção não crescerá tanto, já que acaba inviabilizando o setor", diz.




Em cenário otimista, OIC prevê consumo de 173,6 milhões de sacas em 2020
   
  A Organização Internacional do Café (OIC) trabalha com três cenários para o consumo global da commodity nos próximos anos. Conforme estimativas para o ano de 2020 apresentadas durante a semana na capital britânica, a diferença de demanda entre o quadro mais otimista para o mais pessimista é de quase 15 milhões de sacas. De acordo com relatório da OIC, a perspectiva mais otimista aponta crescimento da demanda - que somou 142,2 milhões de toneladas em 2012 - para 173,6 milhões de sacas em 2020. Esse quadro sinaliza expansão de 22% do consumo no período entre 2013 e 2020. Por outro lado, o cenário pessimista prevê ritmo de crescimento pela metade: 11,7% no mesmo período, para 158,9 milhões de sacas em 2020. Dessa maneira, a diferença entre o consumo do café entre os dois cenários é de significativas 14,7 milhões de sacas. Há, ainda, um cenário intermediário. Nesse caso, a OIC prevê elevação da demanda para 166,1 milhões de sacas - o que representa expansão de 16,8% em relação ao consumo registrado em 2012.



Cepea: Preço enfraquecido mantém produtor afastado do mercado
   
  Há pouco mais de duas semanas, o Indicador CEPEA/ESALQ do café arábica tipo 6 bebida dura para melhor vem fechando ligeiramente acima dos R$ 300,00/saca de 60 kg. Esse patamar, por sua vez, é considerado bastante baixo por produtores. Assim, vendedores mais capitalizados se mantêm afastados do mercado, enquanto os que necessitam de caixa negociam pontualmente. Quanto ao desenvolvimento da nova safra de arábica, segundo informações do Cepea, as chuvas retornaram de forma consistente e com boa frequência às regiões produtoras, trazendo alívio a produtores – o clima seco já preocupava quanto ao volume a ser produzido na safra. Por outro lado, a umidade e as temperaturas mais altas geram receio de que aumente a incidência de doenças e, consequentemente, se elevem os gastos com manejo da lavoura.




Abundância de café pode sufocar planos do Brasil de comprar grãos
   
  O governo se reuniu ontem tarde para discutir um apoio aos produtores de café no momento em que os preços de grãos despencam, mas com a oferta abundante o mercado pode não se recuperar mesmo que Brasília faça compras de grãos. Analistas dizem que os amplos estoques privados e outra safra grande prevista no Brasil este ano deverão criar um excedente de café arábica. Produtores, reclamando que os futuros da arábica caíram para níveis desvantajosos, têm feito lobby intenso nas últimas semanas para Brasília intervir. No mês passado, o contrato de maio da arábica em Nova York atingiu 1,3760 dólar, seu nível mais baixo em mais de dois anos e para menos da metade dos níveis recordes vistos em 2011, quando os preços saltaram para 3 dólares por libra-peso com preocupações sobre oferta. Na quinta-feira, eles fecharam em torno de 1,43 dólar por libra-peso "Os produtores estão desanimados", disse Carlos Melles, presidente da cooperativa Cooparaíso, em Minas Gerais, Estado que cultiva cerca de metade do café do Brasil. "Com estes níveis, os produtores (de Minas) vão acabar cortando árvores na maior área de café do Brasil." O pesado investimento necessário para o plantio das árvores de café torna essa ação precipitada improvável. Enquanto isso, o governo escuta os produtores, prometendo ficar aberto a "todas as opções" quanto as suas demandas. "A ideia não é voltar a 3 dólares por libra. Era um preço elevado e que não vai voltar... Agora estamos de volta a preços que não cobrem os custos de produção... Cerca de 2 dólares por libra é o preço que queremos", disse Silas Brasileiro, presidente da principal associação de produtores de café no Brasil, o Conselho Nacional do Café (CNC). O CNC quer que o governo estenda empréstimos aos produtores para que eles possam ajustar o ritmo das vendas de grãos, ao invés de correr para vender, para restringir a oferta e firmar os preços. A entidade também quer que um bônus especial usado pela última vez em 2008/09 seja retomado, gratificando os produtores que vendem acima do preço de mercado e encorajando os produtores a coletivamente esperar por melhores taxas. Brasileiro disse que o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, tinha assegurado a ele que estava comprometido em fornecer ajuda para os produtores. Altos funcionários dos ministérios da Agricultura, Fazenda e Planejamento participaram da reunião. Mas com os estoques privados inchados e uma grande colheita no Brasil prevista para junho, o governo será bastante pressionado a corrigir um mercado bem abastecido que mal sofreu com o surto de ferrugem que assolou as fazendas da América Central. Os futuros de arábica caíram acentuadamente em 4 por cento na terça-feira, mesmo com os produtores colombianos mantendo a ação de greve, bloqueando estradas em protesto contra os preços baixos e rejeitando uma oferta do governo para aumentar os seus subsídios. Os preços mal se mexeram na quarta-feira apesar de uma dura advertência do executivo da Organização Internacional do Café Ricardo Villanueva, que disse que o surto de ferrugem poderia reduzir a produção da América Central em cerca de um terço na temporada 2013/14. Todos esses fatores são superados pela expectativa de uma safra brasileira de 47 milhões a 50,2 milhões de sacas de 60 quilos e pelos estoques privados no Brasil que saltaram para 11 milhões de sacas ou quase 50 por cento até 1 de janeiro, em comparação ao ano anterior. "Eles realmente precisam fazer um grande anúncio, ou não anunciar nada", disse James Cordier, operador-chefe do Liberty Trading Group/Optionsellers.com, na Flórida, apostando que somente uma ação agressiva afetaria o mercado. A mais recente intervenção agressiva do governo no mercado de café foi quando comprou 1,5 milhão de sacas de 60 quilos da safra de café de 2009. Os preciso estavam cerca de 10 centavos por libra abaixo do que estão atualmente. Os futuros caíram por semanas após o anúncio. Reuters




Sobe prêmio para café da Indonésia e cai do Vietnã
   
  Os prêmios de café da Indonésia aumentaram esta semana ante ao aumento de futuros de Londres em oferta limitada no início da safra, mas deve diminuir nas próximas semanas como mais café. No Vietnã, prêmios diminuiu ligeiramente e poderia suavizar ainda mais nas próximas semanas, se as condições de tempo seco melhorar, disseram operadores. De futuros de Londres robusta ganhou quase 2 por cento até agora nesta semana, indo para sua terceira semana consecutiva de aumento, e atingiu seu mais elevado em cinco meses nesta quinta-feira. A atual safra na Indonésia é esperado para prestar bons rendimentos, com a Organização Internacional do Café previsão de produção do país 2012/2013 pode subir 27 por cento, para 10,95 milhões de sacas. Mas poucas casas comerciais estão oferecendo para carregar grãos da Indonésia este mês, com foco em embarques a partir de abril, quando a colheita acelera, disseram operadores. "Nós vemos a colheita agora indo em áreas baixas", disse um trader de Cingapura que lida com café do Vietnã e Indonésia, que, juntos, fornecem um quarto do café do mundo. As exportações de robusta em fevereiro de área principal da Indonésia crescendo em Sumatra saltou mais de quatro vezes a partir de um ano atrás, para cerca de 24 mil toneladas como produtores liberados estoques deixados de 2012 para tirar proveito dos preços mais elevados. Sumatra grau 4, 80 café defeito ampliou aos prêmios de US$ 40 - US$ 60 por tonelada esta semana para Londres contrato de maio, a partir de zero na semana passada. Prêmios para grau do Vietnã 2, 5 por cento de preto e grãos quebrados diminuiu para US$ 10 - US$ 20 por tonelada para maio, em Londres, a partir de prémios de $ 20 - $ 30 no início desta semana. "Há uma febre com os preços do café vietnamita agora, mas poderia ser de curta duração, se a chuva cai no mês seguinte", um comerciante na cidade de Ho Chi Minh City. Apesar da preocupação sobre a oferta apertada no Vietnã, o volume de carga neste mês pode subir para entre 130 mil toneladas e 180 mil toneladas, segundo operadores, a partir de 100 mil toneladas em janeiro, quando o feriado do Ano Novo Lunar teve um impacto sobre volumes. A produção dos dois países do Sudeste Asiático serão 32,95 milhões de sacas de 60 kg na safra 2012/2013 em vigor, ou 23 por cento da produção mundial de 144,5 milhões de sacas, disse a Organização Internacional do Café .





Café colombiano precisa de apoio de proteção e estímulo
Dario Acevedo

Se há um produto que nos identifique positivamente no mundo esse é o café. Seu cultivo e a cultura em torno dele há mais de um século implica a participação do núcleo familiar, construção de estradas, formação de capitais e negócios diversos, constituindo um patrimônio na formação da nação colombiana. A prosperidade, sem chegar nunca ao exorbitante ou sobrevivência digna, deu lugar à educação de milhares de pessoas, de técnicos e de profissionais. A estabilidade social, os elevados níveis de organização camponesa, através da Federacafe (Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia), em comitês locais, municipais e distritais e de ações comuns. Desembocou na existência de um complexo tecido social digno de admiração em um país marcado pela violência política. A cultura e a família do café têm também a seu favor o povoamento de vastas zonas do país, a fundação de vilas e a emergência de cidades ricas, com uma classe média forte e regiões dinâmicas em todos os aspectos. A cultura e a sociedade do café, além disso, conseguiram sobreviver à presença ameaçadora do narcotráfico. Não há experiências de plantios de cultivos ilícitos ali onde há café, o que nos indica que a economia cafeeira é promissora, eficaz e de alta rentabilidade social. A Colômbia deve muito ao cultivo desse grão, que, com seu aroma encanta finos paladares do mundo. Povoamento, cultura, paz, convivência, solidariedade, receita, democratização, bom nível de vida, educação, progresso, laços de sociabilidade, elites. Em todos elas e outras noções o café e a cultura cafeeira têm estado presente no país, como exemplo e abrindo horizontes promissores. Por tudo o que significa, pela importância que segue tendo, já que é uma economia que permite a subsistência de meio milhão de famílias. Há cafeicultores desde La Guajira até Puitamuyo e desde Santander até o Pacífico. Por tudo isso, o país todo, o Estado, a nação e o governo devem dialogar propositivamente com o movimento de cafeicultores que busca não desaparecer, evitar a ruína. Não se trata de um movimento classista ou de protesto, muito menos de interesse politiqueiro. É um clamor para que não demos as costas neste momento de crise de preço e de câmbio valorizado, que são as causas de seu empobrecimento. Temos de entender que a salvação dos cafeicultores conduz à reativação da economia de centenas de rincões do país, que dependem do café. Armazéns, galpões, bares, bancos, supermercados, depósitos de materiais, insumos agrícolas e, sobretudo, das pessoas que, diante da crise, se vêem obrigadas a se refugiar nas grandes cidades. Salvar a economia do café é salvar milhões de pessoas, é benefício social, é manutenção dos laços sociais, é assegurar a pais e muitas outras coisas positivas. Entre os deveres do Estado e dos governos encarregados de manejar e dirigir os destinos da sociedade com políticas estruturais e conjunturais se encontra a blindagem de setores da economia e da sociedade que, por seu alto aporte e valor estratégico, devem ter em conta a prerrogativa de contarem com medidas extraordinárias e urgentes. Isso não pode ser entendido como gorjeta ou tampouco o pagamento de uma dívida histórica. Deve ser entendido como um investimento social, como aqueles que são feitos em saúde ou educação. Em outros momentos de nossa história, assim como na experiência de outros países no manejo da crise de setores vitais, cabe a intervenção do Estado. No caso particular nos deparamos com um setor que tem dado muito ao país. A ajuda que se deve ao café é similar a que foi dada, em outros tempos, a banqueiros quebrados, floricultores, pecuaristas, industriais, desde um critério de proteção e estímulo, uma vez que os cafeicultores saberão aproveitar e retornarão com crédito o estímulo recebido. Não é hora de atitudes tacanhas. O que se investir agora não será recurso perdido, como o que ocorreu, desafortunadamente, com os aportes do estado que se escapam como água em razão da corrupção reinante. Com os cafeicultores, não há perda e, portanto, o governo não deveria satanizar seu movimento.